Proximidade das férias leva os portugueses a querer ficar em boa forma rapidamente (Foto: Daniel Rocha)
Não há milagres nem super poderes dentro das embalagens à venda nos hipermercados e lojas de dietética, avisa a Deco Proteste que analisou 20 produtos que prometem o emagrecimento. Ordem dos Nutricionistas subscreve alerta.
Para eliminar os quilos a mais, a solução é mesmo uma dieta equilibrada e exercício físico. Quanto a tentar perder peso com os produtos para emagrecer arrisca-se a constatar que “só a carteira perde peso”. Esta é a conclusão do estudo divulgado pela Deco Proteste que foi buscar 20 produtos “para emagrecer” às prateleiras dos super e hipermercados e lojas de dietética, disponíveis nas secções “saudável” e “emagrecimento”. Os resultados da análise da composição e alegações anunciadas nos rótulos das embalagens servem de aviso aos consumidores: Alguns destes produtos não têm efeito, outros contêm substâncias diuréticas ou laxantes, incompatíveis com um emagrecimento real.
As “fórmulas” para emagrecer à venda nos supermercados “combinam plantas, frutos ou legumes, são enriquecidos com vitaminas ou sais minerais e reclamam super poderes contra os quilos em excesso”, explica o estudo da Deco Proteste que denuncia ainda que “para convencerem, recorrem a um discurso pretensamente científico, mas, com frequência, repleto de erros”. De acordo com a análise, alguns destes produtos contêm mesmo substâncias que, em elevadas concentrações, podem ser perigosas como é o caso dos estimulantes, que elevam o ritmo cardíaco. Além disso, nota, o preço é elevado variando entre 6 e 40 euros por embalagem.
“Alguns produtos analisados propõem o emagrecimento com o recurso a diuréticos e laxantes, que fazem perder água e fezes em vez de gordura. Outros contêm cafeína, substância estimulante, presente, por exemplo, no chá verde e no guaraná. Mas seriam necessárias quantidades elevadas para permitirem a perda de peso. E, em tais quantidades, existe o risco de alterações ao nível do batimento cardíaco”, alerta o resumo de estudo que desmascara estes produtos.
Mas há mais avisos: Cuidado, por exemplo, com a típica “estratégia de sedução” usada nos rótulos das embalagens e que se apoia em “linguagem com aparência científica”. Exemplo? “Variam as diferenças morfológicas (metabólicas) individuais: obstipação, retenção de líquidos, excesso de apetite (...)”, cita a Deco Proteste para, em seguida, desmontar esta mensagem: “Uma coisa é a morfologia de um indivíduo (alto, baixo, etc.), outra as suas características metabólicas, ou seja, a forma como transforma e elimina, por exemplo, as gorduras e os hidratos de carbono”.
Além da ciência recorre-se também à estratégia do recurso a “substâncias ditas naturais” para convencer os consumidores. “A lista é vasta e varre desde o incontornável aloe vera até frutos exóticos brasileiros, como o açaí, passando pelo ginseng, típico da medicina oriental. Mas a eficácia real destas substâncias, nas doses propostas, está por demonstrar”, nota o estudo que adianta ainda que algumas destas plantas não estão isentas de riscos e que é preciso ter cuidado com interacções com outros medicamentos.
Por fim, ficam ainda algumas dicas sobre sinais que devem servir de alerta: “Desconfie dos produtos ou dietas que prometam uma perda de peso fácil e sem esforço. Tenha o mesmo cuidado face a alegações de conhecimento científico, cura milagrosa, ingrediente com segredo e remédio tradicional. Termos como “sensação de saciedade” ou “termogénese” também devem fazer soar as campainhas. Produtos que afirmem ser seguros, sobretudo por conterem substâncias ditas naturais, ou incluam histórias não documentadas, com testemunhos de consumidores ou médicos, reclamando resultados fantásticos, são ainda de rejeitar”.
Depois de tudo isto resta uma conclusão: “Para perder peso e manter a saúde, a dieta deve ser variada, eliminar os alimentos hipercalóricos, contemplar 1200 a 1500 quilocalorias diárias e incluir exercício”, refere a Deco Proteste que aconselha os consumidores que querem eliminar os quilos a mais a calcular o índice de massa corporal (que relaciona peso e altura) e a consultar um especialista. Alerta dos Nutricionistas
A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, subscreve o alerta da Deco Proteste. “Qualquer destes produtos implica riscos e deixa reservas se não for prescrito por um profissional”, refere sublinhando que “o excesso de peso é, em primeiro plano, uma doença e, por isso, necessita de uma avaliação por um profissional que pode ser um nutricionista ou dietista”.
Segundo a especialista estas fórmulas são também muitas vezes inócuas alcançando apenas um efeito placebo. “Quando muito funcionam como factor motivador para operar uma mudança em hábitos alimentares e, aí, a única perda seria económica”, considera, lamentando as falsas expectativas e a pressa de quem quer perder peso. “O que as pessoas querem são milagres. Querem perder peso e já. Muitas vezes, estes produtos vendem isso com imagens perfeitas e até definem um horizonte temporal como o ‘perca x quilos em xtempo’”.
Alexandra Bento insiste na importância da consulta de um nutricionista ou dietista e nota que no site da Ordem dos Nutricionistas está publicada a lista dos profissionais acreditados porque também na oferta destes serviços há pessoas sem formação que podem “vender gato por lebre”.
Como posso engatar ou ser engatado? E ultrapassada essa questão: como ter uma aventura sexual num espaço público sem ser visto? A estas e outras questões promete dar respostas o primeiro workshop sobre engate e sexo em Portugal, esta segunda-feira à noite, em Lisboa, inserido no movimento 'Primavera Global'.
"Fazer cidades democráticas também é preservar os espaços de engate e de sexo em locais públicos, mas discretos. E você, quer vir hoje ao parque?". O convite partiu de uma filósofa, Anabela Rocha, e de um sociólogo, Fernando André Rosa, do coletivo 'Panteras Rosa', que decidiram associar ao protesto global que decorre em 250 cidades mundiais - sete das quais portuguesas - tal formação.
A dupla promete fazer desfilar os formandos, a partir das 21 horas e gratuitamente, pelas zonas de circulação e arborizadas do Parque Eduardo VII, em Lisboa, habitualmente usadas para aventuras sexuais. E, ali, entre um arbusto e outro ou atrás de uma árvore, fora da visibilidade pública, ensinar não só técnicas de abordagem e prática sexual em locais públicos, como alertar para casos de violência que tem ocorrido sobre os adeptos destas práticas.
Segundo Anabela Rocha, este singular workshop surge como forma de preservar a história deste local como "zona de excelência de engate e de fantasias eróticas, especificamente urbanas, de interação com um estranho".
"É necessário refundar as cidades numa perspetiva mais democrática. Este é o nosso contributo nesse sentido. Há aqui uma herança 'queer' (identidades sexuais não normativas) que é necessário não ficar estigmatizada mas antes obter visibilidade e impor-se no mapa da cidade", refere.
"A prática de engate 'queer' nos parques favorece as interações sem necessidade de consumir, sem barreiras linguísticas ou de classe", acrescenta.
"Occupar o engate" - assim se chama a formação - parte junto à acampada dos elementos que ali se fixaram no sábado à tarde, após a marcha pela Avenida da Liberdade, contra as medidas de austeridade.
Além de engatados e quem já engatou, o workshop conta ainda com o contributo do geógrafo Paulo Jorge Vieira, cuja área de investigação incide nesta temática.
A selecção portuguesa começou nesta quarta-feira a preparar a sua participação na fase final do Euro 2012 sem um terço dos eleitos de Paulo Bento.
Ao primeiro treino, que se realizou no Estádio da Luz – onde se irá realizar este pré-estágio –, faltaram os três jogadores do Real Madrid (Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão), os dois do Sporting (Rui Patrício e João Pereira), Raul Meireles (Chelsea), Nani (Manchester United) e Beto (Cluj).
Só na segunda-feira, depois de disputadas as finais da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, é que o grupo ficará completo, sendo que Nani se deverá juntar a este pré-estágio ainda durante esta quarta-feira.
Para compor o quadro de guarda-redes, estiveram a treinar, sob as ordens de Paulo Bento, Mika (Benfica) e Cristiano (Valência), que se juntaram a Eduardo, o único guardião convocado por Paulo Bento para o Euro que esteve no treino desta quarta-feira.
Num treino que durou pouco mais de uma hora, fez-se algum treino físico e com bola, com a sessão a terminar com uma peladinha, em que Hugo Almeida, avançado do Besiktas, marcou dois golos.
A selecção volta a treinar-se na quinta-feira, de novo no Estádio da Luz, um treino após o qual os jogadores serão dispensados. Depois, a selecção volta a reunir-se na segunda-feira, dia em que irão começar os trabalhos em Óbidos.
O escritor Carlos Fuentes morreu hoje no México, onde se encontrava internado no hospital de los Ángeles del Pedregal, na Cidade do México.
O Ministério da Cultura mexicano confirmou o óbito. E segundo a AFP, o presidente Felipe Calderón deixou uma mensagem na sua conta no Twitter: “Lamento profundamente o falecimento do nosso querido e admirado Carlos Fuentes, escritor e mexicano universal. Descanse em paz”.
O Prémio Cervantes (1987) e Prémio Príncipe de Astúrias (1994) morreu de problemas cardíacos, aos 83 anos. Tinha começado a escrever aos 29 anos e o seu último romance “Adão no Éden” foi publicado recentemente pela Porto Editora.
É autor de “O velho Gringo”; “Cristóvão Nonato”, “Constancia e outras novelas para virgens”, “Aura”, “A laranjeira”, “Diana ou a Caçadora Solitária”, “A Campanha”, “Aquilo em que acredito” (todos editados em Portugal pela Dom Quixote).
A Porto Editora, depois de ter lançado o seu último romance, tem prontos a publicar dois volumes que reúnem os contos do autor: “Contos naturais” e “Contos sobrenaturais”. O editor Manuel Alberto Valente disse ao PÚBLICO que já estão traduzidos, estavam agendados para 2013 mas agora poderá vir a ser antecipada a sua publicação.
“Carlos Fuentes foi o mais ‘infeliz’ dos três grandes nomes do 'boom' da literatura latino-americana: Gabriel García Marquez, Mario Vargas Llosa e ele”, diz Manuel Alberto Valente. "Só que os outros dois ganharam o Prémio Nobel. Do Fuentes falava-se sempre que podia ser um candidato ao Nobel mas infelizmente não o teve".
Manuel Valente lembra que, também em termos de vendas, foi sempre um autor menos lido do que os outros Marquez e Llosa. “Pelo menos em Portugal nunca teve um grande sucesso de público. Mas é um autor extremamente importante e o facto de ter tido sempre menos sucesso que os outros dois pode explicar-se por ser o mais político dos três. A obra dele é muito o espelho do México e das suas vicissitudes políticas. É um autor muito marcado ideologicamente e isso talvez tenha contribuído para que não tenha sido um autor tão popular. Mas é indiscutivelmente um dos grandes nomes da literatura latino-americana e da literatura mundial.”
Filho de mexicanos, Carlos Fuentes nasceu no Panamá, a 11 de Novembro de 1928, numa família de diplomatas e passou a sua infância entre a Europa e o continente americano. Na adolescência, viveu no México.
Estudou na Suíça e nos Estados Unidos; viveu em Quito, no Equador; em Montevideo, no Uruguai; no Rio de Janeiro, no Brasil; em Santiago do Chile e em Buenos Aires, na Argentina, num percurso que culminou em Washington, nos Estados Unidos.
Em 1955, fundou com Octávio Paz e Emmanuel Carballo, a “Revista Mexicana de Literatura”. Era um homem de esquerda, membro do Partido Comunista, próximo de Fidel Castro antes de se afastar depois da prisão do poeta cubano Ernesto Padilla (em 1971). Num ensaio da revista “Tiempo Mexicano”, de 1972, escreveu: “O que um escritor pode fazer politicamente deve fazê-lo também como cidadão. Num país como o nosso, o escritor, o intelectual, não pode alhear-se da luta pela mudança política que, em última instância, supõe também uma transformação cultural”.
Licenciou-se em Direito na Universidade Autónoma do México e no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, e prosseguiu a carreira diplomática de tradição familiar, sobretudo com o trabalho em organismos internacionais, em particular nas Nações Unidas, em Genebra. De 1972 a 1976 foi embaixador do México em França. Em meados da década de 1970, dedicou-se ao ensino e leccionou nas principais universidades mundiais, de Paris a Princeton, Harvard, Columbia ou Cambridge.
Em 1974, foi nomeado embaixador em Paris e em 1977 demitiu-se para protestar contra a nomeação para embaixador em Madrid do ex-presidente mexicano Diaz Ordaz, que ele considerava responsável pelo massacre dos estudantes no México em 1968.
“'Adão no Éden’ não é uma novela inovadora no tema, recorrente no trabalho de Carlos Fuentes”, escrevia Fernando Sousa no Ípsilon de 11 de Maio de 2012. “É possível encontrar os mesmos cenários e personagens semelhantes em ‘La tierra más transparente’, a sua primeira obra, de 1958, um texto que é uma espécie de inventário da sociedade mexicana; em ‘Artemio Cruz’ (1962), reflexões-à-beira da morte de um antigo revolucionário convertido num político de esquemas, corrupto e corruptor, que à hora de desaparecer conta o passado com a sinceridade própria de quem já não tem nada a perder; e em ‘La silla del Àguila’, nova radiografia do poder onde Fuentes imagina o seu país no ano 2020.” E acrescentava o crítico: “Mas é na sua inspiração literária uma obra apoteótica no estilo que o autor adoptou para nos mostrar o que o México, o México sinistro, lhe mostrou a ele em mais de oito décadas, uma obra que remete por assim dizer para as inaugurais, as dos primeiros anos de escrita, quando a sua estrutura ainda se desenvolvia. Uma obra-mestra.”
Numa entrevista concedida ao jornal "Corriere dello Sport", o treinador italiano que conquistou o título inglês ao serviço do Manchester City revela o desejo de treinar na Luz.
A confissão de Mancini surge no Corriere dello Sport após lhe ser perguntado se gostaria também de ser campeão em Espanha.
"Vencer no estrangeiro é o meu sonho. Sim, gostaria de conquistar a Liga espanhola mas também ser campeão em Portugal, à frente do Benfica. São clubes que fizeram a história do futebol: estou preparado para tudo, mas agora só penso no City", respondeu o treinador que já tem no seu currículo o título italiano e inglês.
Na mesma entrevista, Roberto Mancini considera que ganhar em Inglaterra é mais difícil do que ser campeão em Espanha.
Mancini conquistou quatro Taças de Itália: duas ao serviço da Fiorentina e da Lazio e outras duas à frente do Inter de Milão. Foi como treinador do Inter que Mancini obteve ainda duas Supertaças e três campeonatos italianos, tornando-se no mais bem sucedido técnico do Inter nos últimos dez anos.
Os fracos resultados na Liga dos Campeões levaram a que fosse despedido e substituído por José Mourinho.
A 19 de Dezembro de 2009, foi anunciado oficialmente como técnico do Manchester City, à frente do qual conquistou a Premier League.
Carlos DeLuna antes de ser executado repetiu ao capelão que o matavam por um crime que não cometera (Foto: Corpus Christi Police Department/AFP)
Em Novembro de 1986, Carlos DeLuna, de 27 anos, foi considerado culpado da morte de Wanda Vargas Lopez, uma mãe solteira de 24 anos, que trabalhava numa bomba de gasolina de Corpus Christi, e condenado à pena de morte. Mais de 25 anos depois, uma equipa de investigadores da Faculdade de Direito de Columbia descobriu “erros grosseiros” no processo e concluiu que a justiça do Texas executou o homem errado.
Para o professor James Liebman e cinco dos seus estudantes que analisaram o caso nos últimos cinco anos, os eventos em Corpus Christi são “emblemáticos de um monumental falhanço do sistema de justiça”. Uma investigação incompleta, uma acusação leviana, um julgamento apressado, uma sentença irrevogável e a execução de um inocente – “Tudo o que podia correr mal correu mal neste caso”, resume o académico.
O crime aconteceu numa noite de Fevereiro de 1983. Avisada da presença de um homem perigoso empunhando uma faca, Wanda ligou para a polícia. Quando chegaram à estação, os agentes encontraram a mulher esfaqueada. Carlos De Luna foi detido 40 minutos mais tarde, com base na descrição da única testemunha ocular.
Para Liebman, a rapidez de todo o processo terá sido uma espécie de “compensação” pelo atraso na resposta à chamada de Wanda Lopez. “A polícia poderia ter evitado o homicídio e não o fez”, especula o professor.
Num artigo intitulado “Anatomia de uma Condenação Injusta”, o académico e a sua equipa reconstituíram todos os passos seguidos na investigação, acusação e julgamento. O que encontraram, escrevem, foi uma sucessão de “erros grosseiros e oportunidades perdidas que levaram as autoridades a acusar Carlos DeLuna por um crime cometido por outro indivíduo”. A sua investigação, de 780 páginas, está disponível na página da Columbia Human Rights Law Review desde ontem.
Segundo argumentam na revisão do caso, os sinais de que a polícia tinha prendido o homem errado eram evidentes desde o início. A testemunha que identificou um hispânico disse que o homem tinha bigode e barba de quinze dias, envergava uma camisa de flanela cinzenta e fugira em direcção a Norte; DeLuna foi detido a leste da estação de serviço, semi-nu (vestia uma camisa branca que foi encontrada sem uma única pinga de sangue) e com a cara barbeada.
Mais importante, notou a equipa de Columbia, o verdadeiro responsável pela morte de Wanda Lopez foi identificado por DeLuna aos seus advogados. Tratava-se de Carlos Hernandez, um homem violento, que andava armado com uma faca e com quem tinha estado num clube de striptease na noite do crime. Hernandez, de compleição física semelhante, entrara na estação de serviço para comprar cigarros. De Luna fugiu quando o viu a lutar com a funcionária.
No entanto, os advogados de defesa desvalorizaram o relato como uma “fantasia”, chegando mesmo a classificar Carlos Hernandez como “um fantasma”. Mas não só Hernandez existia, como era conhecido das autoridades, preso por vários roubos em lojas de conveniência e ataques com facas. Um detective de Corpus Christi soube, semanas depois do ataque, que Hernandez se gabava de ter matado Wanda Lopez. Depois de ter sido preso pelo homicídio de outra mulher, constatou-se que a faca era a mesma arma do crime na estação de serviço. Mas nenhum destes factos foi tido em conta na defesa e na condenação de Carlos DeLuna, que antes de ser executado por injecção letal em Dezembro de 1989, repetiu ao capelão da cadeia que o matavam por um crime que não cometera.
Lady Gaga está em digressão no continente asiático (Reuters)
Lady Gaga volta a estar no centro da controvérsia depois de a polícia indonésia ter cancelado o seu concerto agendado para 3 de Junho em Jacarta por questões de segurança. A cantora norte-americana tem sido acusada por grupos islamitas de ser “satânica”, garantindo que fariam de tudo para que o espectáculo não acontecesse.
As autoridades locais já tinham aconselhado Lady Gaga a cancelar o concerto, quase esgotado, mas a norte-americana manteve agendado o espectáculo da digressão “Born This Way Ball”. Esta terça-feira a polícia garantiu à imprensa: “O concerto não vai acontecer.”
O cancelamento é, segundo a polícia, a única forma de evitar um confronto entre os grupos islamitas e os fãs de Lady Gaga. Para estes grupos que se insurgiram contra o concerto, além de adorar o diabo, Lady Gaga veste-se de forma provocadora e obscena e tem um comportamento inapropriado, que vai contra os valores islâmicos.
Já no fim-de-semana, a Frente de Defensores do Islão (FPI, na sigla original) tinha garantido que se o concerto continuasse marcado iria juntar cerca de 30 mil pessoas para que se manifestassem contra, interceptando a cantora ainda no aeroporto.
“Vamos impedir que ponha os pés na nossa terra. É melhor que ela não se atreva a espalhar a sua fé satânica neste país”, disse à AFP o presidente da FPI em Jacarta, Salim Alatas, considerando que Lady Gaga é uma influência perigosa para a juventude indonésia. “O seu estilo é vulgar, as roupas são sexuais e indecentes, vão destruir o sentido de moralidade das nossas crianças.”
A Indonésia, com mais de 240 milhões de habitantes, é o país com mais muçulmanos no mundo.
Para o Conselho Indónesia das Igrejas (PGI), uma organização cristã, o cancelamento do concerto é um atentado à liberdade de expressão. “As figuras religiosas é que têm o dever de guiar as pessoas a ter uma mente limpa e a manterem-se firmes contra as tentações pornográficas”, disse ao Jakarta Globe Gomar Gultom, secretário geral do PGI, explicando que essa função não compete nem à polícia nem aos artistas, como estão a fazer.
Também os defensores dos direitos homossexuais na Indonésia têm saído em defesa da cantora, que tem uma grande legião de fãs naquele país. “A Lady Gaga não é um ser humano normal. Ela usa a sua popularidade para defender os grupos minoritários, em especial os gays e as lésbicas”, defendeu Hartoyo, que luta pelos direitos homossexuais na Indonésia.
Esta não é a primeira vez que Lady Gaga é censurada pelas suas músicas e pela sua postura. Ainda no passado, a cantora era a artista mais censurada na China, com seis músicas suas (“The Edge of Glory”, “Hair”, “Marry the Night”, “Americano”, “Judas” e “Bloody Mary”) eliminadas do país pelo Ministério da Cultura chinês.
Lady Gaga enfrenta ainda um boicote nas Filipinas, considerado o maior país católico da Ásia. A cantora tem um concerto agendado para o dia 21 de Maio mas uma organização juvenil católica defendeu que o espectáculo é uma ameaça aos valores morais do país.
A digressão de Lady Gaga no continente asiático começou no mês passado e a maior parte dos concertos tem esgotado. Na Coreia do Sul, os concertos tiveram de ser limitados a maiores de 18 anos, depois de os conservadores terem também levantado algumas objecções.
Depois de ter sido visto e apreciado por mais de 25 milhões de espectadores por toda a Europa, o maior espectáculo de Pink Floyd passa por Portugal em Dezembro.
Criado pelo director musical dos Brit Floyd - The World's Greatest Pink Floyd Show, Damian Darlington, para comemorar o lançamento do mais recente best of da lendária banda britânica, “A Foot In The Door” chega aos palcos do Campo Pequeno em Lisboa e do Palácio de Cristal no Porto, para encantar todos os que amam verdadeiramente esse murro na parede que foram os Pink Floyd.
A mulher atarefada, que vive um corre-corre pra conseguir dar conta de todas as atividades que precisa realizar ao longo do dia, às vezes chega em casa tão cansada que não tem ânimo nenhum para uma bela noite de amor e sexo com o parceiro.
"Buscar as crianças no colégio, fazer o jantar, assistir à novela, deixar o maridão ver a partida de futebol e, só depois, como última atividade do dia, sentir-se disposta para transar não é fácil. Sexo dá prazer, mas dá trabalho no dia a dia", diz a sexóloga Cida Lopes.
É complicado quando o cansaço e o desânimo acabam passando por cima do desejo, mas a especialista aconselha que as mulheres façam um esforço diário para colocar o sexo em pauta novamente no casamento. Afinal, isso será bom para a relação como um todo. "Quantas vezes você pensa em sexo por dia? Normalmente, a mulher responde ‘nenhuma’. Então, já detectamos uma falha. Pense em sexo umas três vezes, por dia, até que seja natural lembrar-se do assunto", recomenda Lopes. "Alimente uma relação erotizada. Dê beijos longos e apimentados, não fique apenas nos estalinhos. Quanto mais estimular o desejo, mais desejo você irá sentir. Acaricie o parceiro, passe a mão em seu corpo. Mande uma mensagem sugestiva ou deixe um bilhetinho para ele. Tome banho juntinho demorado", completa.
A sexóloga explica que em relacionamentos que já duram há bastante tempo, mesmo quando a relação ainda não chegou ao casamento, é comum a perda de desejo. Então, a dica é não deixar que a relação caia na rotina.
Ao contrário do que muitas mulheres pensam, não é preciso esperar que o parceiro tome sempre a iniciativa. A autonomia sexual feminina foi conquistada e eles adoram quando a parceira demonstram desejo e tesão.
"O grande desafio é valorizar o que a relação estável tem de bom. Exige esforço e cuidado. É normal querer viver em estado de paixão, o que é uma imaturidade. Estimule o prazer, mesmo que você saiba que naquele momento não vai rolar mais nada além das preliminares", aconselha Lopes.
A Direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) rejeitou nesta terça-feira a proposta de alargamento do campeonato principal de 16 para 18 clubes, anunciou o presidente da Liga de clubes, Mário Figueiredo.
A comunicação foi feita aos jornalistas após a reunião de Direção da FPF, na qual Mário Figueiredo é vice-presidente por inerência.
"A FPF pediu aos clubes que apresentassem esta proposta com este ou em outros figurinos. Na ordem de trabalhos constava deliberar sobre este assunto e acabou por ser rejeitada pela Federação, com voto contra da Liga", declarou Mário Figueiredo.
Em causa estava uma proposta de alargamento da Liga na próxima temporada, com recurso a uma “liguilha” para determinar subidas e descidas de divisão entre os dois escalões profissionais, aprovada na Assembleia-Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a 3 de Maio.
Esta foi a segunda rejeição da FPF a uma proposta de alargamento, depois de uma primeira, que não previa despromoções esta época, ter sido vetada.
Numa segunda Assembleia-Geral, foi aprovada pela Liga a proposta de alargamento, mas com recurso a “liguilha”, a ideia original preconizada por Mário Figueiredo e que defendeu desde a campanha para a presidência do organismo, que ocupa há cerca de três meses.
As deliberações das duas reuniões magnas foram impugnadas por alguns clubes, incluindo FC Porto, Sporting e Nacional.
A decisão tomada na segunda Assembleia-Geral voltou a ter oposição de alguns associados, nomeadamente dos “dragões”, que recorreram para o Conselho de Justiça da FPF.
O órgão federativo atribuiu efeito suspensivo ao recurso, como era solicitado pelo FC Porto, algo que foi duramente criticada segunda-feira pela directora-executiva da Liga, Andreia Couto, que não reconhece competência ao CJ para apreciar a validade de decisões tomadas em AG do organismo que rege as provas profissionais.
"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade."Pedro Passos Coelho
Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas não se esqueceram de onde vieram e por o que passaram. Sabem o que é o sofrimento e não o querem na vida dos outros. São solidárias. Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis. Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas. E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. Sãorapazolas.
Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber quenão é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições. Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco".
Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei amanhã. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir: como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?
Sometimes I feel like Throwing my hands up in the air I know I can count on you Sometimes I feel like saying Lord I just don't care But you've got the love I need To see me through
Sometimes it seems that The going is just too rough And things go wrong No matter what I do Now and then I feel That life is just too much But you've got the love I need to see me through
Sometimes I feel like Throwing my hands up in the air I know I can count on you Sometimes I feel like saying Lord I just don't care But you've got the love I need To see me through
Time after time I say oh Lord whats the use Time after time I say this just won't do, but Sooner or later in life the things you love you loose, Just like before i know i'll call on you
Occasionally my thoughts are brave and friends are few Occasionally I cry out Lord what must I do Occasionally I call up Master make me new You've got the love I need to see me through
Sometimes I feel like Throwing my hands up in the air I know I can count on you Sometimes I feel like saying Lord I just don't care But you've got the love I need To see me through
É uma cerimónia de peso a que está prevista para a entrega do Prémio Pessoa 2011 ao ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço hoje ao final da tarde na Culturgest, em Lisboa. A mesma que celebra os 25 anos do galardão e, também por isso, ajudou a definir a escolha do escritor de 88 anos entre os 50 possíveis vencedores.
Presidente da República, primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República marcam presença na cerimónia; como também anteriores vencedores do Prémio Pessoa – como o escritor Vasco Graça Moura, o bispo D. Manuel Clemente, a cientista Maria do Carmo Fonseca, a historiadora Irene Pimentel, entre outros, que estarão também numa conferência, à tarde, antes da cerimónia, e tenta responder à pergunta: “Que Portugal queremos daqui a 25 anos?”.
Em 2011, por ser um ano de celebração de um prémio, lançado há um quarto de século pelo jornal Expresso, fundado por Francisco Pinto Balsemão, o júri quis que ele fosse também símbolo da data comemorativa e, ao mesmo tempo, entregue a uma figura com um legado no século XX. “Num momento como este, é particularmente importante que seja dado o prémio a Eduardo Lourenço. Além de tudo, é um homem que acredita em Portugal e nos portugueses”, declarou Mário Soares, ex-Presidente, amigo do filósofo, e um dos 11 membros do júri, quando o prémio foi anunciado em Dezembro.
Visionário de uma Europa em crise
Para o próprio, foi uma surpresa, como então disse Eduardo Lourenço ao PÚBLICO, porque, apesar de a sua obra girar à volta de Pessoa, receber este prémio já não estava no seu horizonte. ”Já não contava realmente com esse prémio. Já estou no fim de carreira e de vida”, disse o filósofo, a partir de Vence (França) onde vive.
E, no entanto, a “força e vitalidade intelectual”, “a curiosidade intelectual que se tem na adolescência e depois se perde”, foi na altura apontado, pela escritora e cronista Clara Ferreira Alves, como uma “característica única”, própria de quem é jovem, mas que encontra em Eduardo Lourenço, apesar dos seus 88 anos.
Outras importantes razões para a escolha apontadas pelo júri, presidido por Pinto Balsemão: a natureza fundadora do pensamento de Lourenço para a existência de uma História da Literatura Portuguesa, o seu pensamento filosófico e político, e a sua visão antes do tempo do caminho que viria a percorrer a Europa. “A primeira reflexão sobre o nosso lugar na Europa foi deste português europeu”, lembrou então Clara Ferreira Alves. “Ele foi das primeiras pessoas a observar que havia umas fendas naquilo que na altura parecia um chão de solidez que era o chão europeu.”
Além disso, o júri quis, com este prémio, homenagear “a modéstia” e “a generosidade” da sabedoria de uma figura que deixa uma marca universal nos Estudos Portugueses e nos Estudos Pessoanos.
Pessoa, o verdadeiro profeta
Foi com alguma “má consciência” que Eduardo Lourenço recebeu o prémio, disse na mesma entrevista pelo telefone, a partir de Vence (França), onde vive. “Todas as pessoas que recebem o Prémio Pessoa devem ter, penso eu, esse pensamento curioso: Pessoa, que foi o génio do século, que não teve uma vida fácil e nunca teve consciência da sua excepção, do seu futuro glorioso, não recebeu nenhum grande prémio.” Eduardo Lourenço recebeu vários, entre o quais o Prémio Camões em 1996.
De Pessoa, poeta em que centrou a sua obra, salienta ainda: “Essa espécie de visão que ele teve do mundo, totalmente diferente, faz com que ele tenha sido o verdadeiro profeta dos tempos que estamos a viver, em que tudo oscila, e somos assaltados por uma dúvida terrível”. E conclui: “Somos quem somos um pouco por Camões ter existido. Mas com Fernando Pessoa, no nosso presente e no futuro, será a mesma coisa. A figura icónica e o mito da nossa realidade portuguesa agora é que é outra, já não é a mesma do tempo de Camões. É outra.” É, para ele, Fernando Pessoa.
Iniciam esta segunda-feira em Lisboa as primeiras ações dos manifestantes integrados no movimento Primavera Global, que decorre até terça-feira em 250 cidades do mundo.
Na noite desta segunda-feira decorrerá um debate sobre engates e como ter sexo em público sem ser visto, entre outros temas.
A ideia partiu de uma filósofa e uma sociólogo, que pretendem mostrar preservar os locais de engate sexo em público é uma forma de criar cidades democráticas.
De forma gratuita, a partir das 21 horas, os interessados em participar nesta iniciativa terão de se deslocar ao Parque Eduardo VII, em Lisboa. Os formadores prometem uma vertente prática na análise ao tema, nomeadamente levar os formandos aos locais por eles considerados adequados para as referidas práticas.
Mais ações como outros workshops e debates estão previstos nas iniciativas a decorrer até próxima terça-feira, no Parque Eduardo VII.
A luz da manhã Revela, anuncia Ò terra, a esperança não é vã Renasce a cada dia E o sonho é lugar Da criação
Vem, longe, um vento agreste Trazendo outra vontade sem regresso
Sob o céu cinzento, a terra seca Come é seco o sangue que a manchou Dos corpos que tombaram, resta o esquecimento Naqueles cuja razão os ceifou
Em quem lhes deu a vida, a mágoa imensa O gesto mudo, que já nada alcança, É o vazio agora, a única presença, e para sempre O calor do abraço, uma lembrança
Eu posso dizer não A "matar ou morrer" A minha direcção é ser Tenho a minha vontade Exerço a liberdade Bastaria começar E cada um seria mais um A defender a vida
Tema 1 do álbum "O Mistério" lançado em Maio de 2012
O seleccionador nacional anunciou nesta segunda-feira, em Óbidos, os 23 convocados para o Euro 2012. Uma lista com algumas surpresas entre escolhidos e preteridos.
O Sp. Braga, afinal, vai ter dois representantes entre os escolhidos pelo seleccionador nacional para representarem Portugal no Europeu de futebol. Especulava-se se algum dos cinco possíveis seleccionáveis (Quim, Miguel Lopes, Custódio, Hugo Viana e Nuno Gomes) entraria na lista do seleccionador e Paulo Bento optou por dois (Custódio e Miguel Lopes), abdicando talvez do mais expectável (Hugo Viana).
Num lote que integra três guarda-redes, sete defesas, seis médios e sete avançados, os clubes mais representados são o Real Madrid, com três (Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo) e o FC Porto (Moutinho, Rolando e Varela).
Os 23 convocados Guarda-redes Rui Patrício Eduardo Beto
Defesas Bruno Alves Fábio Coentrão João Pereira Pepe Rolando Ricardo Costa Miguel Lopes
Médios Carlos Martins João Moutinho Miguel Veloso Raul Meireles Ruben Micael Custódio
Avançados Cristiano Ronaldo Hugo Almeida Hélder Postiga Nani Quaresma Varela Nélson Oliveira
O Campeonato da Europa vai ser disputado na Polónia e na Ucrânia, de 8 de Junho a 1 de Julho. No Grupo de Portugal estão ainda as selecções da Alemanha, Holanda e Dinamarca.
Portugal tem o seu primeiro desafio no dia 9 de Junho, frente à Alemanha. Seguem-se o embate com a Dinamarca, dia 13, e o duelo contra a Holanda, dia 17.
Os portugueses adoram o Euromilhões. São dos que mais apostam, em termos relativos, entre os países que partilham o jogo. Pode ter a ver com as diferenças de rendimento ou com o nível de escolaridade, como sugere um estudo sobre este tipo de jogos de Horácio Faustino, Maria João Kaizeler e Rafael Marques publicado pelo ISEG em 2009. Seja qual for a explicação, a verdade é que não parece uma grande alternativa de investimento.
À primeira vista, até pode parecer bastante atrativo. Com apenas dois euros é possível ganhar muitos milhões e passar a integrar, num piscar de olhos, a lista dos mais ricos do país. Dito assim parece altamente tentador. Mas basta um bocadinho de Matemática para perceber que não é assim tão fantástico. Os apostadores estão a comprar gato por lebre pagando um valor exagerado pelo 'serviço' que adquirem. A situação já era desigual antes e agravou-se a partir de maio de 2011 quando passaram a ser 11 estrelas em vez de nove.
É tudo uma questão de cálculo combinatório. Existem 116,5 milhões de combinações possíveis de cinco números e duas estrelas num universo de 50 números e 11 estrelas. Assim, o apostador paga dois euros por aposta e tem uma probabilidade de 0,0000009% de acertar. (Antes eram 76,3 milhões de combinações, o que significa que esta 'pequena' alteração implicou que os apostadores passassem a pagar o mesmo por um serviço que encolheu cerca de um terço.)
Significa que é necessário um jackpot do dobro do número de combinações possíveis - 233 milhões de euros, que nunca aconteceu - para que o valor esperado da aposta seja de dois euros. Quaisquer prémios inferiores significam que o apostador está a pagar dois euros por uma coisa que vale menos, bastante menos. Por exemplo, se o jackpot for de 116,5 milhões, o que também é bastante elevado, o valor esperado é de apenas um euro.
Esta questão tem a ver com o facto de nem todo o dinheiro das apostas ir para os prémios (há impostos, por exemplo) e, além disso, haver mais do que um prémio o que implica repartir o bolo. Desta forma, um apostador que aposte em todos os números, perde dinheiro e muito.
Alguém que aposte em todos os sorteios durante cinco anos (às terças e sextas-feiras) gasta 1040 euros e o mais provável é chegar ao fim de mãos a abanar. A probabilidade de acertar, pelo menos uma vez ao longo deste período, ronda apenas 0,00045%. Ou seja, praticamente zero. A verdade nua e crua é que alguém que jogue tem pouco mais hipóteses de acertar do que algúem que não apostou.
Quem achava que a dívida grega era má, porque impôs um corte de 75% aos credores, não sei como classificará este 'investimento'. Como já alguém disse, "o Euromilhões é um imposto para quem não sabe Matemática". E coitados dos portugueses que já pagam tantos impostos.
Hoy día luna día pena Hoy me levanto sin razón Hoy me levanto y no quiero Hoy día luna día pena Hoy día luna día pena Hoy me levanto sin razón Hoy me levanto y no veo Por ahí cualquiera solución... Arriba la luna Ohea... Hoy día luna día pena Hoy me levanto sin razón Hoy me levanto y no quiero Hoy día luna día muero... Arriba la luna Ohea...
Com o campeonato já resolvido, o Real Madrid entrou em campo neste domingo, frente ao Maiorca, com dois objectivos: obter uma vitória que possibilitasse à equipa atingir os 100 pontos na classificação (um feito inédito) e ajudar Cristiano Ronaldo a marcar golos, para alcançar (e se possível ultrapassar) Lionel Messi na tabela dos melhores marcadores.
O primeiro objectivo com atingido com sucesso. Os “merengues” venceram tranquilamente por 4-1, garantindo a 32.ª vitória (em 38 jornadas) no campeonato. A equipa de José Mourinho chegou aos 100 pontos e ultrapassou os 120 golos marcados. Números de outra galáxia.
Já o segundo objectivo ficou incompleto. Cristiano Ronaldo marcou o primeiro aos 19’, mas não voltaria a festejar um golo e ficou assim a quatro golos dos 50 de Messi, que se sagra “pichichi” da Liga espanhola.
Como consolo, o internacional português alcançou uma marca histórica: marcou aos 19 adversários que o Real Madrid defrontou na Liga espanhola. Foi a primeira vez que tal aconteceu num campeonato a 20 equipas em Espanha.
Karim Benzema (23’) e Mesut Özil (49’ e 58’) fizeram os restantes golos do Real Madrid frente ao Maiorca, que conseguiu minimizar os danos com um golo de Gonzalo Castro (52’).
Villarreal despromovido
O “submarino amarelo”, como é conhecido o Villarreal, foi ao fundo na derradeira jornada da Liga espanhola. A equipa que chegou a brilhar nas competições europeias – esteve nas meias-finais da Liga dos Campeões em 2005-06 e na mesma fase da Taça UEFA/Liga Europa em 2003-04 e 2010-11 (eliminada pelo FC Porto) – perdeu (0-1) em casa com o Atlético de Madrid e fará companhia a Racing de Santander e Sporting de Gijón.
Um golo de Falcao, aos 88’, traçou o destino do Villarreal, atirando-a para o segundo escalão do futebol espanhol. O Saragoça, que estava em lugar de descida no início da jornada, conseguiu salvar-se com uma vitória (2-0) no terreno do Getafe. Hélder Postiga fez o segundo golo da formação aragonesa.
Veja os golos do Real Madrid-Maiorca (vídeo: YouTube)
O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente na Basílica da Estrela (Pedro Cunha)
Todos lhe reconhecem a paixão, a beleza e a grandeza de alma, que punha em tudo quanto fazia. Uns conheciam-no melhor do que outros, mas para saber quem era Bernardo Sasseti bastava ouvi-lo. O piano falava por ele. Neste sábado à noite, centenas de pessoas - entre família, amigos, vultos da cultura e fãs - prestaram-lhe uma última homenagem na Basílica da Estrela, em Lisboa. Houve música, lágrimas e muitas palmas na despedida do Artista, assim, com “a” grande.
É das gargalhadas – “únicas, espontâneas e genuínas” -, que Vítor Carvalho vai sentir mais saudades. Vítor, de 46 anos, conhecia o Bernardo – ou melhor, o “Babá”, como era chamado em pequeno – desde os seis anos. Moravam perto, no Bairro Alto. Lembra-se de jogar caricas com ele e o irmão, Francisco. “Era divertidíssimo e um autodidata, em tudo”, recorda. O humor, coisa de família, era uma das suas melhores qualidades, sublinha, enquanto espera à porta da basílica pelo fim do velório.
Como ele, muitos deslocaram-se à Estrela para prestar a última homenagem ao pianista e compositor, de 41 anos, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira numa falésia no Guincho, em Cascais. “Vim cá bater as palmas que não lhe dei enquanto era vivo”, diz João Gomes, 27 anos, cantor, designer e um dos muitos fãs do jazz de Sassetti presentes na cerimónia. O CD “Unreal: Sidewalk Cartoon”, que o pianista lançou em 2006, foi uma das poucas compras que João fez por impulso. “Ainda hoje é um dos meus favoritos”, afirma.
Outro fã, José Borges, ainda se lembra da primeira vez que ouviu o som do piano pelas mãos de Sassetti. Foi em 2007, num concerto nos Dias da Música do Centro Cultural de Belém. Quarenta e cinco minutos bastaram para o prender à sua melodia “alegre, bonita e transparente”. O estudante, de 23 anos, é apaixonado pela banda sonora do filme “Alice”, pelo álbum “Nocturno” e pelo projecto 3 pianos. “O valor da obra dele é imenso e não tem preço”, afirma.
“O Bernardo era insubstituível. Era uma luz para toda a gente, tinha uma inteligência brilhante”, diz Paulo Lourenço, maestro e amigo de longa data do músico. O importante agora, refere, é perpetuar o trabalho que deixou antes de uma morte “abrupta”, “chocante” e “injusta”, tal era o tamanho do que ainda tinha para dar.
O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente perante o olhar emocionado de centenas de pessoas. Na cerimónia, que teve início às 22h, Mário Laginha e Pedro Burmester, que criaram com Sassetti o projecto 3 Pianos, tocaram piano em memória do amigo e do companheiro de palco. Juntou-se-lhes o grupo coral das Jovens Vozes de Lisboa, dirigido pelo irmão Francisco Sassetti, a orquestra Sinfonietta de Lisboa, e alguns alunos e professores da Escola Superior de Música da capital.
“Foi uma homenagem tristemente bonita”, descreve Laurent Filipe, músico, compositor e produtor, que foi à basílica prestar a última homenagem ao amigo de há mais de 20 anos. O “Babá” era, como diz, “um grande companheiro com demasiada alegria no coração para nos deixar”. Fez tudo com paixão, recorda Laurent. Desde a música, à imagem, à fotografia. “Era um artista com ‘a’ grande.”
Estiveram presentes também o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, a ex-ministra da Educação Isabel Alçada, os cantores Luís Represas, Carlos do Carmo, Mafalda Veiga, Pedro Abrunhosa, Camané, o realizador João Botelho e o escritor Gonçalo M. Tavares, entre outros.
À cerimónia assistiu também o maestro Vitorino de Almeida, com quem Sassetti nunca chegou a trabalhar. “Nunca fizemos um projecto juntos. Não tinha que ser”, diz o maestro de 72 anos. “Sentia -me bem por saber que ele existia”, admite. O conforto que sentia com a ideia da “continuidade” deu agora lugar ao “horror da tragédia” que envolveu a morte de Sassetti. Um fim – “ou um início, quem sabe” – que não esperava tão cedo.
Ainda assim, até na morte ele foi coerente, diz Vitorino de Almeida. E explica: ”Só um homem como ele é que poderia cometer um excesso como este [ao ir fotografar para uma arriba], e isso, de certa forma, conforta-me.”
O funeral de Bernardo Sassetti realiza-se neste domingo numa cerimónia privada.
Um esfolado, um arranhão, uma queda, uma torção. Isso tudo parece que só acontece em uma partida de futebol.
Mas saiba que estas lesões também são comuns na hora do sexo!
Uma pesquisa feita pela revista Cosmopolitan sul africana revelou os dez acidentes mais comuns durante o ato sexual. No topo dos mais citados está torcer o pescoço ou as costas, seguido por contusões e arranhões e queimaduras causadas por fricção no tapete.
A estudante Natália Santos Barbosa, 23 anos, conta que já passou por uma situação como esta. "Teve uma vez em que eu esfolei os dois joelhos. Aventurei-me em um tapete e acabei me dando mal", disse a estudante. "Na hora a gente não nota", comentou. Natália revelou também que, em outra ocasião, chegou a ter uma cãibra na região da garganta.
Machucar os mamilos, lesões musculares e entalar objetos na vagina ou ânus, aparcem em quarto, quinto e sexto acidentes mais comuns, respectivamente.Infelizmente, para a vendedora Patrícia Bueno, 32 anos, a experiência não foi tão simples e sem consequências.
"Há uns quatro anos, a cama quebrou durante o sexo. Eu acabei passando por cima do meu parceiro e caindo no chão. Para tentar me apoiar, usei a mão direita. O mal jeito fez com que todo o meu peso se concentrasse sobre o e meu punho. A consequência não poderia ter sido outra, uma fratura no local", lembra Patrícia.
A vendedora acabou tendo que se afastar do trabalho por quinze dias. "Também tive que fazer fisioterapia e tomar medicamentos. O duro foi contar ao médico, um senhor de mais de 60 anos, como aquilo aconteceu", disse Patrícia, rindo.
Torção no pênis ocupa a sétima colocação da lista divulgada pela revista sul africana. Respectivamente, reações alérgicas a géis e lubrificantes, irritação nos olhos causada por ejaculação no local e picadas de insetos, ocupam os últimos lugares.E com você já aconteceu algo parecido?
O Manchester City volta a festejar 44 anos depois a conquista do campeonato inglês. Esteve a perder até aos 92 minutos, mas Dzeko e Aguero, nos descontos, deram a volta. United venceu mas não serviu de nada.
O City esteve a perder até aos 92 minutos, mas deu a volta e venceu 3-2. Só a vitória servia para os "blues" serem campeões, já que o United venceu o seu jogo.
Marcou primeiro por Zalabeta, aos 39’, e parecia ter o jogo na mão.
Mas no segundo tempo, a história virou um guião de cinema. Dois golos do QPR (equipa que lutava na última jornada para não descer de Divisão), por Cissé e Mackie (aos 48’ e 66’), deram a volta e deixaram os adeptos no estádio em estado de choque.
Mancini lançou Dzeko e Balotelli no jogo e ganhou a aposta. Só nos descontos, mas foi o suficiente.
Dzeko fez o empate aos 92 minutos (o árbitro deu 5 minutos de compensação) e Aguero, a passe de Balotelli, marcou aos 95’.
O estádio veio abaixo. Manicni desatou a correr. Os adeptos invadiram o relvado logo a segui ao apito do árbitro, que expulsara Barton, do QPR, aos 55’.
Da euforia à depressão
No campo do Sunderland, o United foi da euforia à depressão. Rooney colocou os “red devils” em vantagem aos 20 minutos – golo que valeu o triunfo por 0-1 – e deixava os adeptos de ouvido colado no rádio.
O jogo, que começou à mesma hora do do City, acabou mais mais cedo (o árbitro deu 3 minutos de desconto) e os jogadores – e Alex Ferguson – ficaram no relvado à espera do final do jogo em Manchester.
O golo de Aguero foi um balde de água fria e mandou todos para o balneário. O United via o título fugir-lhe devido à diferença de golos para o rival City, já que terminaram ambos com 89 pontos.
Passos Coelho e a mulher no momento em que um grupo de pessoas o apupou (Enric Vives-Rubio)
O primeiro-ministro foi esta tarde à Feira do Livro de Lisboa com a mulher, numa visita que se pretendia particular e informal. Deteve-se demoradamente nos pavilhões e comprou livros, acompanhado pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco Viegas, e pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Miguel Freitas da Costa. Mas não saiu de lá sem ser vaiado.
O passeio foi quase perfeito até aos últimos 20 minutos, quando algumas dezenas de indignados, que estavam concentrados desde a véspera num dos lados do Parque Eduardo VII, o vaiaram exibindo cartazes.
Passos Coelho não se descompôs e até dialogou por instantes com uma representante dos manifestantes, para nervosismo dos seguranças pessoais e da força policial que surgiu do nada.
A contestação subiu de tom, as palavras de ordem tornaram-se mais agressivas (“Fora, fora daqui, a fome, a miséria e o FMI”, “Passos, ladrão, o teu lugar é na prisão”, “Quem deve aqui dinheiro é o banqueiro”) e o primeiro-ministro desistiu: “Debate e diálogo, sim, mas não nestas condições.” Pouco depois entrava no automóvel oficial e abandonava a Feira do Livro.
Passos Coelho chegou ao Parque pelas quatro horas, pouco depois de terem sido largados mil balões amarelos sobre o Marquês de Pombal. O gesto parecia ser para ele, mas não – era uma das iniciativas programadas no âmbito da Feira, que termina este domingo.
“Como foi este ano?”, perguntou de rajada ao secretário-geral da APEL. A conversa evoluiu depois para as datas do evento e os resultados de negócio, não sem antes esclarecer que tinha decidido, fora de qualquer agenda, aproveitar o último dia para a visitar.
Livros é algo que, por estes tempos, o primeiro-ministro pouco lê. A última leitura, disse, foi uma obra sobre Singapura e as suas enormes transformações económicas e sociais. A mulher, Laura Ferreira, confirmaria mais tarde ao PÚBLICO que os dossiês da governação não deixavam espaço para outras leituras: “Antes, ele lia vários livros ao mesmo tempo, mas agora é impossível. De vez em quando, alugamos um filme para descontrair.”
“Os homens nascem sem alma”, de Jorge Augusto Vieira, é o primeiro título a chamar a atenção de Passos Coelho e a suscitar um comentário bem-humorado: “Espero que não nasçam muitos nessa condição...” Decide comprá-lo conjuntamente com outro de poesia (“Jaca em escamas”, de Isabel de Santiago) e faz questão de os pagar, sem esquecer o respectivo recibo. Para as filhas escolheu, mais à frente, “Onde vivem os monstros”, de Maurice Sendak e “Adoro chocolates”, de Davide Cali. E perguntou a Francisco Viegas onde poderia adquirir os livros da Mafalda, que “as minhas filhas adoram”.
Num roteiro orientado pelo secretário de Estado da Cultura, Passos Coelho foi circulando pelo recinto, de pavilhão em pavilhão, sempre sem pressa e perante a indiferença ou a vaga curiosidade de quem passava. Zita Seabra, da Aletheia, ofereceu-lhe “Os Cantos”, obra de Maria Filomena Mónica, que apresentou como uma obra sobre “o maior e mais visionário empresário dos Açores”.
O encontro com Ricardo Araújo Pereira e José Diogo Quintela (do grupo humorístico Gato Fedorento) proporcionou ao primeiro-ministro o elogio da crítica e da autocrítica: “Fazem muita falta e são sempre boas.” Não podia adivinhar que seria submetido a essa prova pouco depois.
O piloto venezuelano alcançou a primeira vitória da carreira no Grande Prémio de Espanha. Alonso foi segundo e Raikkonen terceiro.
Partiu da “pole position” de forma inesperada – graças a um castigo aplicado a Lewis Hamilton, que tinha sido o mais rápido na qualificação – e tirou partido disso para alcançar a primeira vitória da carreira. Pastor Maldonado, piloto venezuelano da Williams, venceu neste domingo o Grande Prémio de Espanha, quinta prova do Mundial de Fórmula 1.
Foi uma prestação irrepreensível de Maldonado, que resistiu ao assédio de Alonso e segurou uma vitória, a primeira da Williams desde 2004. Perante o seu público, o piloto espanhol da Ferrari teve de se contentar com o segundo lugar. O finlandês Kimi Raikkonen (Lotus) completou o pódio.
GP de Espanha Classificação 1. Pastor Maldonado (Williams), 1h39m09,145s 2. Fernando Alonso (Ferrari), a 3,195s 3. Kimi Raikkonen (Lotus), a 3,884s 4. Romain Grosjean (Lotus), a 14,799s 5. Kamui Kobayashi (Sauber), a 1m04,641s 6. Sebastian Vettel (Red Bull), a 1m07,576s 7. Nico Rosberg (Mercedes), a 1m17,919s 8. Lewis Hamilton (McLaren), a 1m18,140s 9. Jenson Button (McLaren), a 1m25,246s 10. Nico Hulkenberg (Force India), a 1 volta 11. Mark Webber (Red Bull), a 1 volta 12. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso), a 1 volta 13. Daniel Ricciardo (Toro Rosso), a 1 volta 14. Paul Di Resta (Force India), a 1 volta 15. Felipe Massa (Ferrari), a 1 volta 16. Heikki Kovalainen (Caterham), a 1 volta 17. Vitaly Petrov (Caterham), a 1 volta 18. Timo Glock (Marussia), a 2 voltas 19. Pedro de la Rosa (Hispania), a 3 voltas
Eres tan dura Como la piedra de mi mechero Me asaltan dudas De si te quiero Eres tan fría como el agua Que baja libre de la montaña.
Y no lo entiendo Fue tan efímero El caminar de tu dedo en mi espalda dibujando un corazón Y pido al cielo que sepa comprender Estos ataques de celos Que me entran si yo no te vuelvo a ver.
Le pido a la luna Que alumbre tu vida Que la mía ya hace tiempo que ya está fundida. Con lo que me cuesta Querer sólo a ratos Mejor no te quiero será más barato Cansado de ser el triste violinista que está en tu tejado. Tocando pa' inglés siempre desafinado.
Eres tan tenue Como la luz que alumbra en mi vida La más madura fruta prohibida Tan diferente Y parecida A la tormenta que se llevó mi vida
Y no lo entiendo Fue tan efímero El caminar de tu dedo en mi espalda dibujando un corazón Y pido al cielo que sepa comprender Estos ataques de celos Que me entran si yo no te vuelvo a ver.
Le pido a la luna Que alumbre tu vida Que la mía ya hace tiempo que ya está fundida. Con lo que me cuesta Querer sólo a ratos Mejor no te quiero será más barato Cansado de ser el triste violinista que está en tu tejado. Tocando pa' inglés siempre desafinado. (bis)
Mientras rebusco en tu basura Nos van creciendo los enanos De este circo que un día montamos Pero que no quepa duda Muy pronto estaré liberado Porque el tiempo todo lo cura Porque un clavo saca otro clavo Siempre desafinado Mientras rebusco en tu basura Nos van creciendo los enanos De este circo que un día montamos.
Os Footsbarn Theatre vão apresentar no Porto a sua leitura de "A Tempestade", de Shakespeare (Paulo Pimenta)
O Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), na sua 35ª edição, reduz em número de dias — 7 dias em vez das duas semanas habituais -, em número de espectáculos, mas abre-se em extensões. Começa a 26 de Maio com um prólogo em Guimarães onde os Kinoa (Espanha) montam uma box de Fórmula 1 no meio da rua, enquanto os Xirriquiteula Teatre, também de Espanha, fazem passear girafas pelo Largo do Toural.
O primeiro dia completa-se com a Companhia São Jorge de Variedades (Brasil), que, no Espaço Oficina, apresenta “Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa de se mexer”, a partir do universo de Heiner Müller.
Só no dia 28 o FITEI chega ao Porto, em parceria estreita com o Teatro Nacional S. João (TNSJ), onde os Footsbarn Theatre, que têm estado em residência em Guimarães na sua tenda multicultural, apresentam a sua leitura de "A Tempestade", de Shakespeare, intitulado "Indian Tempest". Na sua colaboração com o TNSJ, o FITEI tem duas das suas estreias absolutas, com os Ensemble (Portugal) de regresso a Molière para apresentarem “O doente imaginário”, encenado por Rogério de Carvalho e “As intermitências da morte”, com o grupo brasileiro Ítaca Teatro e os portugueses Trigo Limpo e Quinta Parede, a partir do texto de José Saramago e com encenação de José Caldas.
“As lágrimas amargas de Petra von Kant” são pretexto para duas visões diferentes, uma mais de acordo com o texto original, a do Teatro do Bolhão (Portugal) e outra num espetáculo de teatro e dança pelo grupo Sol Picó (Espanha) que apresenta “Petra, la Mujer Araña y el puton de abeja Maya”.
Segundo a Lusa, o orçamento do festival para este ano é de 220 mil euros, contra uma estimativa inicial de 380 mil euros, enquanto em 2011 foi de 315 mil euros. Em declarações na conferência de imprensa, o director Mário Moutinho disse que “o FITEI, bem como outras estruturas das artes cénicas em Portugal, sofreram um corte brutal de 38%”. Com menos dinheiro do Estado, que representava cerca de 50 por cento do orçamento, o festival também fica com capacidade mais reduzida para encontrar a outra metade do dinheiro. “Os próprios mecenas estão com alguma dificuldade para apoiar o festival e dizem-nos que se é um festival mais pequeno é mais difícil apoiarem”, afirmou Mário Moutinho, citado pela Lusa.
Esta edição conta com extensões a Felgueiras, Faro, Viseu e Guarda e ainda dois espectáculos fora de portas em Coimbra e Santa Maria da Feira, em parceria com o Teatrão e o Imaginarius.
Apareciste una noche fría, con olor a tabaco sucio y a ginebra, el miedo ya me recorría mientras cruzaba los deditos tras la puerta. Tu carita de niño guapo se la ha ido comiendo el tiempo por tus venas, y tu inseguridad machista se refleja cada día en mis lagrimitas.
Una vez más no por favor que estoy cansá y no puedo con el corazón, una vez más no mi amor por favor no grites que los niños duermen.(x2) Voy a volverme como el fuego, voy a quemar tus puños de acero y del moraó de mis mejillas saldra el valor pa' cobrarme las heridas.
ESTRIBILLO Malo, malo malo eres, no se daña a quién se quiere ¡no! Tonto, tonto tonto eres, no te pienses mejor que las mujeres.(x2)
El día es gris cuando tu estás y el sol vuelve a salir cuando te vas, y la penita de mi corazón yo me la tengo que tragar con el fogón. Mi carita de niña linda se la ha ido envejeciendo en el silencio cada vez que me dices ¡puta! se hace tu cerebro más pequeño.
Una vez más no por favor que estoy cansá y no puedo con el corazón, una vez más no mi amor por favor no grites que los niños duermen.(x2) Voy a volverme como el fuego, voy a quemar tus puños de acero y del moraó de mis mejillas saldrá el valor pa' cobrarme las heridas.
ESTRIBILLO Malo, malo malo eres, no se daña a quién se quiere ¡no! Tonto, tonto tonto eres, no te pienses mejor que las mujeres.(x2)
Voy a volverme como el fuego voy a quemar tus puños de acero y del moraó de mis mejillas saldrá el valor pa' cobrarme las heridas.
ESTRIBILLO Malo, malo malo eres, no se daña a quién se quiere ¡no! Tonto, tonto tonto eres, no te pienses mejor que las mujeres.(x2)
Malo, malo malo eres malo eres porque quieres Malo, malo malo eres no me chilles que me duele Eres débil y eres malo y no te pienses mejor que yo ni que nadie. Y ahora yo me fumo un cigarrito, y te hecho el humo en el corazoncito. Porque malo, malo malo eres ¡tú! Malo, malo malo eres ¡si! Malo, malo malo eres ¡siempre! Malo, malo malo eres.
Freddie Mercury vai actuar novamente ao lado de Brian May e Roger Taylor (DR)
O guitarrista dos Queen, Brian May, revelou esta quinta-feira à BBC que Freddie Mercury, o icónico vocalista da banda que morreu em 1991, vai ressuscitar e aparecer em palco num espectáculo especial de celebração dos dez anos do musical “We Will Rock You”.
Numa entrevista à BBC, Brian May contou que nos últimos tempos tem estado a trabalhar com a produção do musical, inspirado na obra dos Queen, numa forma de “trazer Freddie Mercury de volta para uma actuação”. O objectivo é celebrar com os fãs da banda os dez anos do musical, que se estreou a 14 de Maio de 2002 no Dominion Theatre, em Londres.
Apesar de a novidade surgir logo depois do rapper norte-americano Snoop Dog ter recorrido à tecnologia holográfica para actuar ao lado Tupac, que morreu há já 15 anos, no festival Coachella, May garante que a ideia de actuar novamente com Freddie Mercury já é antiga.
“É um pouco infeliz que tenham feito algo do género com o Tupac, uma vez que estamos a tentar que o Freddie apareça em palco há muito tempo”, disse o guitarrista, explicando que vão criar “um ilusão de óptica”, que não se resumirá apenas ao holograma.
“As pessoas vão sair a perguntarem-se se realmente tinha visto o Freddie”, continuo May, garantindo que a semelhança com a realidade será máxima.
Além de Brian May, também Roger Taylor, baterista dos Queen, e o elenco do musical, vão estar presentes no espectáculo de aniversário, que contará ainda com a presença de Robert De Niro, produtor do musical.
Sempre carismático e extravagante, Mercury conheceu os colegas da banda quando se mudou para Inglaterra com os pais aos 17 anos. Na faculdade partilhou o quarto com Tim Staffell, que tinha uma banda com Brian May e Roger Taylor. Não imaginado Mercury que aqueles passariam a ser os seus companheiros e que, depois da saída de Tim Staffell, aquela banda, de nome Queen, formada sob os seus comandos, chegaria aos tops mundiais e tornar-se-ia numa das maiores da história da música, com mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo - superando os Beatles.
Considerado por muitos como a melhor voz de sempre do mundo da música, o vocalista dos Queen imortalizou temas como "Barcelona", "We are the champions", "Under Pressure”, “We Will Rock You”, “Love Of My Life”, “Somebody To Love” ou “Don’t Stop me now”.