Domingo, 05.01.14

Eusébio

O antigo futebolista morreu na madrugada deste domingo, vítima de paragem cardiorespiratória. Tinha 71 anos.

 

Eusébio morreu. Eusébio da Silva Ferreira, antigo futebolista do Benfica, morreu na madrugada de domingo em Lisboa, disse à Lusa fonte do clube.

 

A mesma fonte adiantou que Eusébio, 71 anos, morreu às 4h30, vítima de paragem cardiorespiratória. Eusébio estava em casa, sentiu-se mal por volta das 3h30 da manhã e foi chamado o INEM, mas já foi demasiado tarde. O corpo do antigo futebolista deverá ser transportado ainda este domingo para o Estádio da Luz, onde ficará dois dias. O funeral deverá realizar-se na terça-feira.

 

Nascido a 25 de Janeiro de 1942 na então Lourenço Marques, hoje Maputo, Eusébio tornou-se o maior símbolo do futebol português. Vindo de Moçambique, depois de ter jogado no Sporting de Lourenço Marques, chegou ao clube de Lisboa no Inverno de 1960. Foi nessa década que o “Pantera Negra” mais brilhou nos relvados, no Benfica e ao serviço da selecção de Portugal, no Mundial de 1966, onde foi o melhor marcador.

 

Sete vezes melhor goleador do campeonato português (1963/64, 64/65, 65/66, 66/67, 67/68, 69/70 e 72/73), duas vezes melhor marcador europeu (1967/68 e 72/73), Eusébio foi uma vez eleito melhor futebolista europeu mas é considerado um dos maiores futebolistas mundiais de todos dos tempos.

 

Foi 11 vezes campeão nacional pelo Benfica - alinhando em 294 jogos, nos quais marcou 316 golos -, ganhou cinco Taças de Portugal, foi campeão europeu em 1961/62 e finalista da Taça dos Campeões em 1962/63 e 67/68.

 

No total, foram 546 os golos que marcou pela selecção portuguesa e ao serviço dos clubes por que passou. Pelo Benfica, foram 473, em 440 jogos oficiais. Cometeu a proeza de marcar 32 golos em 17 jogos consecutivos, tendo ainda conseguido marcar seis golos no mesmo jogo em três ocasiões. O guarda-redes que mais golos seus sofreu foi Américo, do FC Porto (17).

 

Jogou no Benfica até 1975, tendo depois actuado ainda em clubes da América do Norte, no Beira Mar e no União de Tomar – esta última uma breve experiência que durou até Março de 1978, após o que regressou aos EUA para tentar uma efémera experiência no futebol indoor.

Participou em 64 jogos da selecção de Portugal, pela qual se estreou em 8 de Outubro de 1961.

 

No Mundial de 1966, em Inglaterra, em que Portugal foi o  terceiro classificado, venceu o troféu destinado ao melhor marcador da prova, com nove golos, e foi considerado o melhor jogador da competição.

 

Ficou célebre a sua actuação no jogo com a Coreia do Norte, dos quartos-de-final desse mundial, em que marcou quatro golos, contribuindo decisivamente para a vitória de Portugal a por 5-3, depois ter estado a perder por 0-3. "Foi o meu dia", recordou mais tarde,quando, no Mundial de 2010, na África do Sul, a equipa portuguesa voltou a defrontar a asiática.

 

Retirado do Público



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Quinta-feira, 05.12.13

Unesco consagra Dieta Mediterrânica como Património da Humanidade


Unesco consagra Dieta Mediterrânica como Património da Humanidade

Subescreveram esta candidatura transnacional sete Estados com culturas mediterrânicas milenares: Portugal (Tavira), Chipre (Agros), Croácia (Hvar e Brac), Grécia (Koroni), Espanha (Soria), Itália (Cilento) e Marrocos (Chefchaouen), tendo sido aprovada durante a reunião da Unesco que teve lugar a 04 de Dezembro em Baku, no Azerbaijão.

A dieta mediterrânica, com origem no termo grego "daiata", é um estilo de vida transmitido de geração em geração, que abrange técnicas e práticas produtivas, nomeadamente de agricultura e pescas, formas de preparação, confecção e consumo dos alimentos, festividades, tradições orais e expressões artísticas.

As culturas mediterrânicas são culturas de partilha e entreajuda comunitária, onde as sociabilidades assumem um papel relevante.

Portugal teve Tavira como sua comunidade representativa que, neste âmbito, assegurou o processo técnico, o qual contou com parecer prévio favorável à inscrição por parte do Órgão Subsidiário da UNESCO para o património cultural e imaterial.

Com a concretização desta classificação, Portugal conta, depois do Fado, com a sua segunda inscrição na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade, sendo a primeira vez que o Algarve vê a sua cultura reconhecida pela UNESCO.      


Retirado do HArdMúsica



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Morreu Nelson Mandela: A liberdade como obra

O primeiro Presidente negro da África do Sul morreu nesta quinta-feira, anunciou o presidente sul-africano. O líder da luta anti-apartheid tinha 95 anos.

Nelson Mandela foi um homem de gestos. Como este: apenas aceitou sair da prisão quando recebeu garantias de que todos os outros prisioneiros políticos seriam libertados como ele. O advogado e activista acreditou na luta pela libertação de todo um povo. Depois de 27 anos preso, foi eleito o primeiro Presidente negro na África do Sul. O seu legado vai muito além do seu país e do tempo em que viveu. Morreu nesta quinta-feira, com 95 anos, na sua casa em Joanesburgo

 

Quando anunciou que deixava a política, Nelson Mandela fê-lo com a mesma naturalidade com que dizia: “Toda a gente morre.” Escolheu deixar a presidência da África do Sul no fim do primeiro mandato dois anos depois de decidir abandonar a liderança do Congresso Nacional Africano (ANC), que transformou num farol da luta de libertação do seu país. Na sombra, manteve uma actividade pública, por vezes próxima da política. Estávamos em 1999.

Cinco anos depois, com 86 anos, anunciou brincando que ia “reformar-se da reforma”. Era a sua maneira de dizer que desta vez era mesmo de verdade. “Não me telefonem, eu telefono-vos”, disse na altura num encontro com jornalistas. “Não lhe telefonámos”, escreveu o jornalista Ido Lekota em 2010 no jornal The Sowetan, “mas a sua figura ‘maior do que a vida’ continua a pairar sobre a nossa democracia e o panorama político” da África do Sul, acrescentou.

 

 

 

Retirado do Público



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Segunda-feira, 10.12.12
Alejandro Sanz: 'A música é intocável'
Já vendeu mais de 25 milhões de álbuns e ganhou 15 Grammy latinos e tres Grammy internacionais. É um dos mais bem sucedidos músicos espanhóis de sempre. Alejandro Sanz acaba de lançar La Música no Se Toca, o seu 10º álbum de estúdio.

Como surgiu La Música no se Toca?


De uma forma um pouco sui generis, muito discretamente, quase em sigilo. Ao começar um disco tenho sempre medo de não conseguir escrever, é o medo do compositor. Entrava no estúdio em pontas dos pés, esperando não assustar a minha musa. Nasceu com a ideia – representada no título – de dizer que apesar de todas as coisas que estão a mudar em torno da música, e da velocidade dessas mesmas mudanças, não podemos renunciar a tentar fazer a melhor música possível. É uma homenagem à música.

 

Mas a música toca-se…


Sabe quando as mães dizem aos filhos pequenos: ‘Aí não se toca!’? É isso. Há coisas que são intocáveis. Não podemos abdicar de defender a música, de deixar que perca qualidade. É preciso cuidá-la e respeitá-la.

 

Preocupam-no as mudanças na música devidas à internet?


Não. Já é uma realidade. Não é o futuro, é o presente. Preocupam-me os meus discos, que não podem perder qualidade devido às mudanças na indústria.

 

Esteve três anos sem editar, o que lhe deu muito tempo para escrever. Teve que deixar de lado muitos temas?


Começo por escrever muitas canções, mas só termino as que vão entrar no disco. Ou seja: as próprias canções passam por um crivo próprio e desaparecem as que não avançam. Algumas não querem ser terminadas, transformam-se num novelo, é preciso dar-lhes muito amor.

 

Passaram-se 21 anos desde o lançamento de Viviendo de Prisa. ‘Yo Te Traigo’ é uma canção de amor para o celebrar?


Sim, é um canção de amor e de agradecimento: à música e às pessoas que estão comigo há 20 anos nesta viagem. Há muitos que estão comigo desde o primeiro momento, pessoas que compram os discos, vão aos concertos, sabem as canções e lhes dão vida. Chegaram a pedir-me um concerto para celebrar os 20 anos. Mas a melhor forma de o celebrar é fazendo uma canção.

Como foram estes 20 anos?


Passaram-se entre quatro pestanejares, três acordes, duas noites de amor e um suspiro.

 

Imaginava vir a vender milhões de discos, ganhar vários Grammy?


Nunca. Não comecei a fazer música com ambições materiais. Fazia música porque adorava, sentia-me bem. Era muito introvertido, não gostava de jogar futebol. O mundo onde me sentia mais seguro era o da música. Quando fazia uma canção e a tocava na guitarra sentia-me protegido.

 

O certo é que as suas canções chegaram a todo o mundo. Olhando para trás, para onde começou, isso fá-lo feliz?


Sim, mas isso de olhar para trás e sentirmo-nos bem é muito relativo. A perspectiva é dada pelo sítio onde se está. Agora estou bem, gosto do que está à minha volta, de onde está a minha carreira. Cometi erros como todos. Mas também fiz coisas certas. Seria até ingrato se hoje olhasse para trás com algum tipo de censura.

 

Mas o sucesso tem um preço. Em Madrid pode ir ao cinema, dar um passeio?


Não, não posso andar pela Gran Via e aproveitar para ir ao cinema ou ao McDonald’s. Há coisas a que se aprende a renunciar, já nem me conheço de outra forma. Mal me lembro de sair anónimo pela rua a passear. O que sou agora dá-me oportunidade de estar hoje em São Paulo, amanhã no Rio de Janeiro, depois em Lisboa e seguir para o México ou Nova Iorque. Os passeios são menos anónimos, mas são muito maiores.

 

Vive em Miami. Contempla voltar a viver em Espanha?


Nunca me fui embora permanentemente de Espanha. Passo muito tempo em Miami, tenho lá o meu estúdio, mas tenho residência em Espanha, nunca pedi residência americana. Continuo a ser espanhol, agora mais que nunca. Com o problema da crise nunca colocaria a hipótese de pagar impostos em qualquer outro sítio.

 

Virá a Portugal com La Música no Se Toca?


Irei. Com e sem. Quando estou na Andaluzia passo muitas vezes a fronteira em Huelva, vou com amigos pescar a Portugal. E espero voltar no ano que vem para um concerto

 

Este disco não tem colaborações internacionais. Porquê?


São coisas pontuais. No caso de Shakira, ela propôs-me fazer um dueto, foi a minha casa, deixou-me a canção e fiz o que quis. No caso de Alicia Keys também foi algo que surgiu. Estávamos num barco, em Nova Iorque, e começámos a falar de fazer uma canção juntos. São coisas que devem surgir. Não devem ser feitas como um intercâmbio comercial, até porque dessa forma não costumam funcionar.

 

Na edição portuguesa tem um dueto com Luísa Sobral. Como surgiu?


Vi um vídeo no YouTube de que gostei muito. Pedi à editora que me mandasse o disco. Gosto muito não só da sua voz mas da sua personalidade artística. Então pedi-lhe que fizesse uma parte da canção e ela, muito amavelmente, fê-la. Espero que um dia possamos estar em palco juntos.

 

Retirado do Sol



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Domingo, 09.12.12

Dulce félix

Atleta portuguesa foi segunda nos Europeus de Budapeste, atrás da irlandesa Fionnuala Britton.

 

A portuguesa Dulce Félix conquistou neste domingo a medalha de prata nos Europeu de corta-mato, que se disputou em Budapeste, repetindo a posição alcançada em 2011, depois de já ter sido terceira em 2010.

 

 A portuguesa terminou a dois segundos da irlandesa Fionnuala Britton, a primeira mulher a ganhar dois títulos consecutivos, que concluiu a prova em 27m45s, tendo a holandesa Adrienne Herzog (27.48) completado o pódio.

 

Dulce Félix andou inicialmente no grupo da frente mas teve uma quebra a meio da prova, que a relegou para a sétima posição, a três segundos das primeiras. Mas recuperou pouco depois e esteve na luta pela vitória até à meta.

 

Sara Moreira, que inicialmente andou no grupo da frente, terminou na 12.ª posição e a selecção nacional, que contou ainda com Ercília Machado (31.ª), Sara Carvalho (46.ª) e Anália Rosa (50.ª), desceu para a sexta posição, entre sete selecções presentes.

 

Na prova de seniores masculinos, a selecção nacional, apenas 11.ª entre 13 equipas, teve a sua pior classificação de sempre. A mais modesta havia sido um oitavo lugar em 2008. Fernando Silva (36.º) e o veterano Paulo Gomes (37.º) foram os melhores da equipa.

 

O italiano Andrea Lalli tornou-se o primeiro atleta a ganhar sucessivamente a prova de juniores (em 2006), sub-23 (2008) e seniores (neste ano), batendo, com 10 segundos de vantagem, o francês Hassan Chahdi.

 

O campeão de 2011, o belga de origem etíope Atelaw Bekele, foi apenas 58.º, enquanto o ucraniano Sergey Lebed, nove vezes campeão e único totalista da prova, com 19 presenças, foi 15.º.

 

Nos escalões jovens, o destaque vai para o quarto lugar colectivo da selecção feminina de sub-23, que não repetiu a posição no pódio (terceiro lugar) de há um ano, devido à presença da forte selecção russa, ausente em 2011. Salomé Rocha melhorou o nono lugar de há um ano, sendo agora sétima, e Catarina Ribeiro, então 15.ª, progrediu agora para 10.ª.

 

Boa prestação ainda da equipa feminina de juniores, que conseguiu a sexta posição colectiva. Silvana Dias foi a melhor, na 30.ª posição, um lugar aquém da classificação conseguida em 2011.

 

As selecções sub-23 (12.ª) e júnior (17.ª) masculinas tiveram prestações fracas, classificando-se perto das últimas posições colectivas. O sub-23 Rui Pinto foi o melhor, na 33.ª posição. Este e o júnior Guilherme Pinto (52.º) foram os únicos na primeira metade da classificação, entre os 12 jovens portugueses presentes.

 

Noticia do Público



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Terça-feira, 26.06.12

Festival de Almada é Festival de Almada é "pólo de resistência"

Depois de algumas dúvidas o Festival de Almada 2012 foi mesmo levado a bom porto e esta sexta-feira, 22 de Junho, Rodrigo Francisco, director-adjunto do festival, apresentou uma programação “de qualidade” mas inevitavelmente marcada pelas difíceis circunstâncias económicas e financeiras que o teatro atravessa.

 

De 04 a 18 de Julho a 29ª edição daquele que é um dos festivais lusos com maior projecção internacional no campo das artes, vai trazer a 11 salas de Almada, Lisboa e a novidade Braga, propostas diversificadas. Teatro, dança, pantomina e novo circo, é esta conjugação em que pensou Joaquim Benite, director do evento, e cujo nome foi invariavelmente bajulado por todos os que marcaram presença nesta apresentação pública.

 

“Com trabalho de parceria pode-se fazer muito com pouco”, palavra de Rodrigo Francisco e que se comprovam ao olhar para o nome de Peter Stein, o mítico director da Schaubühne de Berlim que subirá ao palco do Teatro Municipal S. Luiz, uma estreia nacional, para o recital de poesia “Fantasia Fausto”, excertos do “Fausto” de Goethe acompanhados apenas pelo pianista Giovanni Vitaletti. No dia 05 de Julho estará disponível para conversar com público e jornalistas no mesmo espaço.

 

A cultura em Portugal atravessa tempos extremamente complicados, com cortes orçamentais sucessivos - como os 38% para todas as companhias de teatro, cortesia da Direcção Geral das Artes - e por isso Francisco definiu esta edição como “um pólo de resistência, que insiste em ser artisticamente relevante e tematicamente actual”.

 

Israel Galvan, um dos principais nomes do flamenco contemporâneo, abre o festival no dia 04 de Julho com “A Idade de Ouro”. Depois disso os destaques são muitos, além do já falado Peter Stein.

 

A Fundação Pontedera Teatro revisita o Livro do Desassossgeo de Fernando Pessoa em duas performances – “ábito” e “Lisboa”.

 

A religião e o conflito religioso serão estrinçados em "A Véspera do dia final" , do israelita Yael Ronen e que promete dar muito que falar.

O encenador suíço Christoph Marthaler esteve seis anos em negociações com a equipa do festival e chega finalmente com a peça "+ - 0=1- um acampamento subárctico", mais um dos seus trabalhos de questionamento da sociedade europeia.

 

Passando pelo novo circo, com paragem numa terra de ninguém, Aurélia Thierrée Chaplin (neta de Charlie Chaplin) estará na Culturgest para apresentar o seu "Murmúrios dos Muros".

 

Nas produções nacionais, destaque, em primeiro lugar, para o regresso de Ricardo Pais à encenação (dado destacado pelo próprio durante a apresentação de hoje) na recriação de "O Mercador de Veneza", protagonizado ppelos actores João Reis e Albano Jerónimo.

 

Já o Teatro Meridional traz "O Sr.Ibrahim e as flores do corão" e a Companhia Nacional de Bailado repõe “Sagração da Primavera” de Olga Roriz, acompanhada pela curta "La Valse" de Rui Horta e João Botelho.

 

A actriz Cecília Guimarães é a personalidade do mundo do teatro homenageada em 2012.

 

Retirado de HardMúsica



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KIMMO POHJONEN 

O super-acordeonista finlandês é uma figura maior neste Festim 2012. Kimmo Pohjonen, reconhecido por um exuberante virtuosismo, eleva o acordeão a níveis de interpretação nunca antes atingidos. Com recurso a samplers electrónicos da sua própria voz, ao som surround e aos impactantes efeitos visuais, a fusão da incrível performance musical de Kimmo com a envolvente técnica resulta num solo fascinante. No Festim, para ouvir, ver e sentir!


sexta 29 Junho, 22h00
Cine-Teatro de ESTARREJA

sábado 30 Junho, 22h00
Centro de Arte de OVAR

KIMMO POHJONEN (Finlândia)

vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kqGHoIaVGKY

conteúdos, fotos e materiais para imprensa:
http://www.festim.pt/crbst_50.html

http://www.festim.pt/
Riccardo Tesi & Banditaliana (Itália)  |  Gaiteiros de Lisboa (Portugal)
Huun Huur Tu (Tuva)  |  Kimmo Pohjonen (Finlândia)  |  Blowzabella (Inglaterra)
Eliseo Parra (Espanha)  |  Taraf de Haïdouks (Roménia)

1 Junho a 26 Julho 2012  |  4ª edição
ÁGUEDA * ALBERGARIA-A-VELHA * ESTARREJA * OVAR * SEVER DO VOUGA


http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC

d’Orfeu Associação Cultural
Instituição Cultural de Utilidade Pública  |  Estatuto de Superior Interesse Cultural



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Curta portuguesa entre as semifinalistas do festival de cinema do YouTube

North Atlantic é uma co-produção luso-britânica e já arrecadou nove prémios em festivais (DR)


North Atlantic, a estreia de Bernardo Nascimento na realização, está entre os 50 semifinalistas do Your Film Festival. É a única produção de origem portuguesa portuguesa em competição no festival de cinema que decorre online, no YouTube, e cujos vencedores serão exibidos no Festival de Veneza.

 

A curta-metragem portuguesa foi seleccionada entre cerca de 15 mil propostas, para o lote de 50 no qual o público é chamado a votar até 13 de Julho. Dessa votação popular sairá uma lista de dez finalistas. Nesse momento, entrarão em cena o cineasta Ridley Scott e o actor Michael Fassbender – que trabalharam recentemente juntos em Prometheus – para atribuir o “grande prémio”.

A entrada na lista de finalistas vale automaticamente a presença no Festival de Veneza, o mais antigo festival de cinema do mundo, que acontece no Lido, entre 29 de Agosto e 8 de Setembro. Mas o “grande prémio” vale meio milhão de dólares (400 mil euros) ao realizador vencedor para pôr em prática o seu projecto para uma longa-metragem.

North Atlantic conta, em cerca de 15 minutos, a história de um controlador aéreo numa ilha açoriana, que entra em contacto com um piloto perdido sobre o Atlântico. O filme é uma co-produção luso-britânica e o facto de ser semifinalista nesta primeira edição do Your Film Festival não é uma surpresa completa: exibido em mais de 40 festivais, foi já distinguido com nove prémios – em Portugal, Itália, EUA, Japão e Polónia – e uma menção honrosa.

 

Noticia do Público



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O fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, lançou uma petição de apoio a Richard O¿Dwyer, o estudante britânico que está em vias de ser extraditado para os Estados Unidos para ser acusado de violação de direitos de autor, arriscando uma pena que vai até 10 anos de prisão.


O'Dwyer, que tem 22 anos e é estudante de multimedia na universidade de Sheffield, fundou em Dezembro de 2007 o site TVShack.net, que basicamente era um conjunto de links para ver filmes e séries de televisão online. O seu site tinha um aviso logo na página inicial, a dizer que o conteúdo em causa estava alojado noutros locais e que não se responsabilizava por ele, acrescentando que se regia pelas leis da Suécia, onde estava alojado. 

Em 2010 O¿Dwyer foi detido, e desde então enfrenta uma batalha legal. O Reino Unido decidiu não o acusar, mas os Estados Unidos avançaram com o processo e pediram a sua extradição. Em Janeiro deste ano ela foi aprovada por um tribunal britânico, e ratificada pela secretária de Estado do interior, Theresa May. 

Fundador da Wikipedia associa-se a campanha por estudante britânico que os EUA querem usar como exemploPara Jimmy Wales, O¿Dwyer tornou-se o rosto de uma luta mais alargada contra a legislação que está a ser preparada nos Estados Unidos para aumentar o controlo e a intervenção sobre «copyrights» e pirataria online. São duas leis, conhecidas como SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect Intelectual Property Act), e os seus críticos dizem que podem colocar em causa sites nucleares da internet, como o Google ou a Wikipedia.

«Desde o início da internet temos assistido a uma luta entre os interesses da «indústria de conteúdos» e os interesses do público em geral. Devido a enorme capacidade de lobbying e muito dinheiro oferecido aos políticos, até há muito pouco tempo a indústria de conteúdos ganhou todas as batalhas», afirma ao «Guardian» Jimmy Wales: «Nós, os utilizadores de internet, infligimos-lhes a primeira grande derrota no início deste ano, com os épicos protestos contra o SOPA e o PIPA, que culminou com um blackout generalizado na da net e com 10 milhões de pessoas a contactar o Congresso norte-americano para expressar a sua oposição.»

 

Retirado do Push



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Segunda-feira, 25.06.12

Maioria das mulheres alemãs prefere televisão ao sexo

Entre televisão e sexo, as alemãs preferem a segunda hipóteseFotografia © Jean-Paul Pelissier / Reuters

57% das mulheres alemãs preferia ficar um ano sem sexo do que sem televisão. Já nos homens, o caso muda de figura.

 

A maioria das mulheres alemãs preferem uma noite no sofá, a ver televisão, do que uma noite de amor com os seus companheiros, revelou um estudo efetuado pelo jornalThe Local.

 

Assim, cerca de 57% das inquiridas preferia ficar um ano inteiro sem ter qualquer relação sexual do que passar o mesmo período de tempo sem ver televisão. Pelo contrário, mostra o mesmo estudo, 62% dos homens alemães preferiu o sexo ao pequeno ecrã.

 

Retirado do DN



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O cancro derrotou Miki Roqué aos 23 anos


Miki Roqué, futebolista do Bétis de Sevilha, morreu neste domingo. O jogador catalão, de 23 anos, sofria de um cancro na zona pélvica.

Miki Roqué formou-se no Lleida, tendo sido posteriormente recrutado pelo Liverpool, em cuja equipa principal debutou com apenas 17 anos num jogo da Liga dos Campeões.

Posteriormente jogou no Oldham Athletic, no Xerez e no Cartagena, tendo em 2009 assinado pelo Bétis de Sevilha. Em Outubro de 2010, o treinador Pepe Mel colocou-o ao serviço da equipa principal.

Poucos meses depois, a 11 de Março de 2011, foi anunciada a sua retirada do mundo do futebol devido a um tumor maligno na pélvis, doença que acabou por não conseguir superar apesar da intervenção cirúrgica a que foi sujeito, em Maio do ano passado.

Miki Roqué acabou por morrer este domingo, por volta das 19h, na Clínica Dexeus de Barcelona.

Mal foi anunciada a sua morte, as redes sociais encheram-se de mensagens de condolência. “Um abraço muito grande à família de Miki Roqué. Conheci-o quando ele jogava no Liverpool e eu no United. Descansa em paz, amigo”, escreveu o jogador Piqué.

Roqué tornou-se bastante próximo de Piqué e também de Puyol. Ambos os jogadores ajudaram-no a encontrar um médico em Barcelona que o ajudasse a lutar contra o tumor, conta o El País.

Também a partir da Polónia, a selecção espanhola - que na quarta-feira joga contra Portugal a contar para o apuramento para a final do Euro 2012 - enviou as suas condolências à família de Roqué.

 

Noticia do Público



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Pedro Proença entre os três candidatos a arbitrar a final 

Pedro Proença já arbitrou três jogos no Euro 2012

Pedro Proença é um dos três candidatos a arbitrar a final do Euro 2012 em futebol, confirmou à agência Lusa fonte do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).


A mesma fonte acrescentou que o inglês Howard Webb, que “apitou” a final do Mundial 2010, e o italiano Nicola Rizzoli são os outros dois árbitros que a UEFA colocou de prevenção para o jogo decisivo, marcado para 1 de Julho, em Kiev.

Habitualmente, a UEFA retira de prova os árbitros dos países que se apuram para as meias-finais do torneio, o que não sucedeu agora com Pedro Proença e Nicola Rizzoli, naturais de dois países que vão discutir a presença na final.

Caso Portugal, que defronta quarta-feira a Espanha, ou a Itália, que joga com a Alemanha no dia seguinte, sejam eliminados, Proença e Rizzoli podem ainda ambicionar arbitrar a final do Euro 2012.

Pedro Proença já dirigiu três jogos da fase final, o último no domingo, entre a Itália e a Inglaterra, dos quartos-de-final, que os italianos venceram no desempate por grandes penalidades.

Pedro Proença estreou-se nesta fase final a 14 de Junho, na goleada por 4-0 da Espanha, campeã europeia e mundial, sobre a República da Irlanda, na segunda jornada do Grupo C. 

A 19 de Julho, orientou o encontro entre a França e a Suécia, jogo da terceira e última jornada do Grupo D, que os escandinavos, já eliminados na altura, venceram por 2-0.

O árbitro lisboeta tem cumprido a melhor época desde que recebeu as insígnias da FIFA, em 1993, num percurso coroado, até ao momento, com a final da Liga dos Campeões, ganha pelo Chelsea ao Bayern de Munique, nas grandes penalidades.

 

Noticia do Público



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Semana da Juventude em Cascais

 

Cascais dedica-se aos jovens na “Semana da Juventude 2012”, de 22 de Junho a 01 de Julho.

 

“ALTAmente Original” é o lema desta edição que promete trazer para a vila, com especial incidência na Baía de Cascais, várias actividades dentro do cinema, música, desporto, arte, profissões, voluntariado e muito mais, segundo informa o Município.

 

A pensar na faixa etária que compõe um quarto da população do Concelho, haverá um ciclo de cinema ao ar livre, com as sessões marcadas para as 22:00. “Magic Mike”, em antestreia nacional, é o grande destaque.

 

Haverá ainda uma tenda com  jogos de  entretenimento  digital,  simuladores, air bungee<>, parede de escalada, animação de rua, espetáculos, exposições, instalações, actividades ao ar livre, seminários, debates, concursos, competições, formações, workshops, edições, publicações e outros.

 

Na Praça 5 de Outubro estará em apresentação o projecto "Cascais ArtSpace 2012", que assume o espaço público como galeria expositiva de artwork de artistas nacionais e internacionais através de video projection emapping em edifícios.

 

A semana tem abertura marcada para as 21:30 de 22 de Junho, sendo que se seguirá o espectáculo de abertura “Titânico: o gigante de fogo”, marcado para as 22:00. A fechar a semana, há Noite das Estrelas, com a iniciativa “Cascais apaga as luzes para acender as estrelas”.

 

Retirado de HardMúsica



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“Rua Sésamo”, da televisão para o cinema

 

 

Segundo o Hollywood Reporter, a 20th Century Fox terá comprado os direitos do programa “Rua Sésamo”, a popular série infantil que durante anos e em vários paises, incluindo Portugal, fez as delícias de pequenos e menos pequenos, com o objectivo de a passar para o grande ecran.

 


Em 1985 e em 1999 muitos foram os filmes realizados com base nos seus personagens, mas sem as caraterísticas que os marcavam na série televisiva. 

Agora, poderá ser diferente, uma vez que o autor do argumento será um dos dos escritores da Rua Sésamo, Joey Mazzarino.

 

Retirado de HardMúsica



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OS TRUQUES DOS PORTUGUESES PARA GASTAR MENOS NAS FÉRIAS

Os portugueses vão viajar menos e para destinos mais próximos este verão, gastando menos e passando menos dias fora, na confirmação de tendências dos últimos meses, disseram à Lusa vários elementos do setor das agências de viagem.

«É verdade que os portugueses estão a gerir o menor rendimento disponível indo para férias mais baratas, concretamente optando por períodos mais curtos, mais do que quebras de quantidade e, portanto, optam por períodos mais curtos para pagarem menos», disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, que admite que as quedas destas empresas podem vir a atingir os dois dígitos.

Ainda assim, Pedro Costa Ferreira acredita que a redução vai ser mais ao nível da faturação do que ao nível de passageiros, o que significa que as pessoas vão continuar a fazer férias, mas vão escolher destinos ou formas mais baratas, algo a que as agências têm estado sensíveis, apresentando propostas «com preços mais razoáveis».

Não deixam de ir de férias, mas vão para mais perto e por menos tempoFonte da Agência Abreu explicou, em resposta a questões colocadas pela Lusa, que se está a assistir «à confirmação de tendências que emergiram nos dois últimos anos, menos tempo de viagem e maior procura do turismo interno», do Algarve à Madeira e Açores.

Por seu lado, a Top Atlântico, em respostas escritas, afirmou que, de 2011 para este ano, as alterações de comportamento sentiram-se «no reajustamento das férias dos portugueses, tanto ao nível do número de viagens por ano (uma em vez de duas ou três), como ao nível do crescimento de procura de destinos de proximidade, não tão procurados anteriormente, como as ilhas espanholas».

Porém, a mesma fonte da Top Atlântico realçou não estar a verificar um crescimento do destino Portugal «em detrimento de destinos no estrangeiro».

A Abreu disse estar «praticamente em linha quanto ao número de reservas, o que não deixa de ser relevante», tendo em conta a situação conjuntural.

«Parece haver uma tendência grande, que nós saudamos, para escolhas de destinos em Portugal, que é também uma tendência expectável. Isso pode provocar uma menor quebra na hotelaria nacional, sendo certo que os números que existem de turistas nacionais registam, neste momento, quebras muito grandes», explicou Pedro Costa Ferreira.

A nível de destinos, depois da experiência que foi a Páscoa, há oferta para os vários gostos, explicam os diversos intervenientes, desde o Algarve ao sul de Espanha, passando por Marrocos e Tunísia (em «franca recuperação», segundo a Abreu), até Cabo Verde, que continua «líder» no médio curso, disse o presidente da APAVT.

«Nota sublinhada também, «puxada» pelos preços baixos, para a procura de cruzeiros (sobretudo no Mediterrâneo), circuitos europeus (nalguns casos combinando com cruzeiros) e cidades europeias», acrescentou a Agência Abreu, sublinhando que Miami, através da TAP, e destinos como a Índia têm também despertado interesse no mercado nacional.


Retirado do Push



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Domingo, 24.06.12

Os homens adoram ver suas parceiras com lingeries sensuais. Foto: Divulgação

Os homens adoram ver suas parceiras com lingeries sensuais

 

Em um relacionamento amoroso, querer agradar ao parceiro é um dos pilares para se ter uma relação feliz. Não é preciso muita coisa para despertar um sorriso e aquele brilho no olhar no seu amado.

Algumas atitudes bem simples podem fazer com que ele fique ainda mais encantado pela mulher que está do lado dele. Confira uma lista com 15 atitudes que vão deixar seu parceiro "derretido" por você:

1. Fazer com que ele se sinta um herói
Os homens se encantam quando percebem que podem garantir proteção às mulheres. Não importa a situação pela qual você esteja passando, fazer com que ele se sinta um herói e deixar protegê-la faz dele um parceiro mais feliz.

2. Ter mãos suaves
Eles até podem reclamar muitas vezes da vaidade excessiva, mas os homens adoram sentir mãos delicadas acariciando sua pele.

3. Ficar ao natural
Mesmo que você dedique uma hora diária para se arrumar antes de sair para que ele te veja deslumbrante, ele também adora poder curtir os momentos em que você está em casa relaxada, sem maquiagem, ao natural.

4. Ser adorável com crianças
Ainda que ele não se sinta preparado para ser pai, muitos homens ficam encantados quando percebem que suas parceiras têm um instinto maternal aflorado e que elas se derretem quando se deparam com um bebê de amigas ou até mesmo de pessoas desconhecidas.

5. Usar a roupa dele de manhã
Não perca a oportunidade de colocar uma das cuecas dele ou mesmo a camisa que ele vai usar no trabalho. Essa atitude pode ser muito sexy e fazer com que ele nem se preocupe em chegar atrasado no trabalho.

6. Mostrar sua independência
Nada melhor para um homem do que admirar sua parceira. Claro que existem homens que preferem suas mulheres em casa, mas é cada vez maior o número de homens que gostam quando a mulher demonstra paixão por um trabalho.

7. Decorar o ambiente
Eles gostam de lugares aconchegantes, mas muitos não têm idéia de como consegui-los. Extraia o máximo do seu instinto feminino e use a criatividade para tornar os momentos e lugares em que você estiver com ele muito prazerosos.

8. Fazer "biquinhos"
Sim, esse gesto de menina mimada quando você não está satisfeita com algo funciona de vez em quando. Só tome cuidado para não fazer manha além da conta ou em situações sérias.

9. Usar sapato alto
Muitos homens se queixam do barulho e do incômodo do salto alto, mas eles também adoram ver como as mulheres ficam elegantes quando usam esse tipo de sapato.

10. Arrumar-se para ele
Eles adoram se sentir importantes e poder "exibir" sua parceira toda linda para os amigos.

11. Vesti-lo para ir ao trabalho
Não se trata de escolher todo dia a roupa que ele vai usar para trabalhar, mas de vez em quando dê um retoque em pequenos detalhes, por exemplo, no nó da gravata.

12. Preocupar-se com detalhes em ocasiões especiais
As mulheres têm uma memória invejável, por isso é muito fácil surpreendê-los em datas especiais. Um cartão, uma lembrancinha são sempre bem-vindos.

13. Apelidos carinhosos
Os casais geralmente costumam criar apelidos criativos como "amorzinho", "chuchu" e tantos outros. Alguns homens gostam desse tipo de mimo, mas se certifique de usá-lo somente quando estiverem sozinhos, a não ser que ele tome a iniciativa e comece a falar em público primeiro.

14. Cenas caseiras
Você não precisa aparecer na frente dele usando um avental, estilo dona-de-casa dos anos 50, para poder seduzi-lo ao preparar uma refeição. Mas, eles gostam de ver os dotes caseiros das mulheres. É como alguns dizem: conquistar o homem "pela barriga".

15. Lingeries sensuais
Se há algo que os deixa muito loucos é quando as mulheres usam lingeries especiais mesmo sem ter uma data comemorativa. Use-as quando você souber que vão pode ter um momento a dois naquele dia.
Retirado de Terra


publicado por olhar para o mundo às 21:38 | link do post | comentar

Festival de curtas de Vila do Conde faz 20 anos
"Manhã de Santo António", de João Pedro Rodrigues

Festival tem a maior competição nacional de sempre e filmes encomendados pelo certame. Entre as obras a concurso estão os filmes de Gabriel Abrantes, Sandro Aguilar, João Pedro Rodrigues ou Basil da Cunha.

 

O Curtas Vila do Conde faz 20 anos no "ano de todos os perigos" para o cinema português, mas não deixa que o negrume do quadro lhe dê cabo da festa. O programa da 20.ª edição, a decorrer de 7 a 15 de Julho, foi anunciado ontem. Vai ser um aniversário "não em modo best of", nas palavras de um dos três directores-programadores, Dario Oliveira, mas "criando peças de arte, novos filmes, para mostrar que somos um festival sempre em reinvenção".
A festa faz-se com a maior presença nacional de sempre: 19 filmes a concurso, 45 produções portuguesas entre todas as secções, seleccionados de entre mais de 200 submissões. Entre os títulos competitivos estão os novos filmes de Gabriel Abrantes (Zwuzo), Sandro Aguilar (Sinais de Serenidades por Coisas sem Sentido), João Pedro Rodrigues (Manhã de Santo António) ou Basil da Cunha (Os Vivos também Choram). Dario Oliveira diz que "é um ano excepcional, em que tivemos de aumentar o número de sessões nacionais para não deixar de fora filmes de que gostamos e em que acreditamos. É o resultado de uma afirmação do cinema de curta-metragem português que estava em franca ascensão - mas é também o fim de uma colheita, porque estes são os últimos filmes a terem sido apoiados pelo actual sistema de produção". 
A festa faz-se também com quatro estreias mundiais comemorativas dos 20 anos do Curtas. São desafios lançados a cineastas internacionais que fazem parte do que Dario Oliveira chama a "família" do festival, propondo a cada um deles filmar em Vila do Conde ou ao seu redor, mas dentro das suas temáticas habituais e usando jovens técnicos locais. Os quatro cineastas que responderam "presente" são o americano Thom Andersen (Reconversão), o francês Yann Gonzalez (Land of My Dreams), o russo Sergei Loznitsa (O Milagre de Santo António) e o brasileiro Helvécio Marins Jr. (O Canto da Rocha). (A restante "família" será também "retratada" num livro com 20 entrevistas a 20 autores dos 20 anos do Curtas, a lançar durante o festival, e no documentário de José Vieira Mendes Geração Curtas?) 
Serão também estreados quatro filmes no âmbito do projecto Campus (programa de formação de estudantes de cinema organizado pelo Curtas), dirigidos por cineastas portugueses - Luís Alves de Matos (Um Rio Chamado Ave), João Canijo (Obrigação), Graça Castanheira (A Rua da Estrada) e Pedro Flores (Cinzas). 
O Curtas homenageia ainda Stanley Kubrick com uma exposição na galeria Solar, 2012 Odisseia Kubrick, reunindo obras de artistas plásticos e multimedia nacionais e internacionais inspiradas pelo realizador de Laranja Mecânica e 2001: Odisseia no Espaço. Inaugurada no próximo dia 28, a exposição ficará patente até 11 de Novembro, e prolonga-se pela projecção de alguns filmes do cineasta (entre os quais a sua terceira longa-metragem Um Roubo no Hipódromo), pela presença do seu cunhado Jan Harlan (com o documentário A Life in Pictures), e pela exibição do documentário de Rodney Ascher sobre The Shining, Room 237. 
Kubrick será também um dos traços de união de Vila do Conde com Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012: Um Roubo no Hipódromo será apresentado numa das sessões de antevisão agendadas para Guimarães entre 2 e 6 de Julho, que mostram ainda os filmes premiados ao longo dos 20 anos do Curtas. Por seu lado, alguns dos filmes comissariados por Guimarães irão ser exibidos em Vila do Conde - é o caso de Posfácio nas Confecções Canhão, de António Ferreira, O Dom das Lágrimas, de João Nicolau, e Vamos Tocar Todos Juntos para Ouvirmos Melhor de Tiago Pereira. 
A festa do Curtas, evidentemente, faz-se também com as secções de sempre. Numa forte competição internacional, apresentam-se filmes de Lisandro Alonso, Valérie Massadian, Ben Rivers, Jay Rosenblatt, Tsai Ming-Liang, Ken Jacobs ou Vincent Dietschy. Os filmes-concerto estão este ano entregues aos Black Bombaim e Evols. A secção retrospectiva In Focus debruça-se sobre o francês Olivier Assayas e sobre o cineasta americano Robert Todd. Ambos estarão presentes no festival, apresentando os seus filmes e encontrando-se com o público, a par de Ed Lachman, director de fotografia que trabalhou com Todd Haynes, Steven Soderbergh ou Larry Clark, e João Braz, montador de João Canijo, presentes para workshops. Da Curta à Longa, dedicada à exibição de longas-metragens de cineastas que já foram premiados ou visitantes do Curtas, mostra o mais recente filme do tailandês Apichatpong Weerasethakul, Mekong Hotel, a par de obras de Nicolas Provost (The Invader, escolhido como filme de abertura), Laurent Achard e Adrian Sitaru. 
Tudo isto, e muito mais, de 7 a 15 de Julho no Teatro Municipal de Vila do Conde. O programa completo pode ser consultado aqui.
Noticia do Ipsilon


publicado por olhar para o mundo às 20:36 | link do post | comentar

Sábado, 23.06.12

Os Barokksolistene Oslo actuam no dia 2 de Julho

Os Barokksolistene Oslo actuam no dia 2 de Julho (DR)

 Viajar à volta do mundo sem sair do Largo de São Carlos – vai ser assim a edição deste ano (a 4ª) do Festival ao Largo, que começa a 29 de Junho e prolonga-se até 29 de Julho. O Teatro de São Carlos, em Lisboa, volta a abrir as portas e a instalar-se no largo em frente, com uma programação (quase) diária e gratuita, sempre a partir das 22h.

Mas foi preciso planear o festival em contexto de crise, ou seja, com menos custos. “É cada vez mais difícil viabilizá-lo”, reconheceu esta quinta-feira, numa conferência de imprensa, César Viana, director artístico do festival. “Este ano tivemos que alargar muito as parcerias, não só económicas como artísticas”. 

A fórmula encontrada, explicou João Villa-Lobos, administrador do Opart, a entidade que gere o São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado (CNB), passa por “usar os recursos da casa” e complementá-los com parcerias. O orçamento do festival é de 250 mil euros. “Não houve um corte substancial”. À semelhança de outros anos, disse ainda o administrador, “60 a 70% dos custos do festival” têm a ver com o trabalho dos próprios organismos do Opart. 

“Este ano fizemos uma aposta muito forte na ópera, bailado e teatro”, sublinhou César Viana. “Não tem havido muita ópera no Largo – este ano haverá”. Assim, a programação arranca nos dias 29 e 30 com a ópera em versão concerto (não encenada, portanto) Peer Gynt, de Edvard Grieg, música de cena para o texto do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (haverá leitura por Irene Cruz), com direcção musical de Martin André para o coro do São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. 

A 13 e 14 de Julho o cenário passa para Espanha, com outra ópera em versão de concerto, desta vez Goyescas, de Enrique Granadas (inspirada em seis pinturas de Goya), com direcção musical de João Paulo Santos. E por fim, a 27 e 28 de Julho, chega ao Largo Turandot de Ferruccio Busoni, também ópera em versão de concerto, com direcção musical de Moritz Gnann. 

Esta programação “remete para espaços geográficos, o Oriente [através das viagens de Peer Gynt], a Espanha, a Rússia, e foi esse o ponto de partida para a procura de parcerias”, explicou o director artístico. De Espanha vem Carmen (6 e 7 de Julho), ballet inspirado na obra de Prosper Mérimée pela Companhia Antonio Gadés. 

Do Oriente vêm, a 29 de Julho, a Orquestra Chinesa de Macau (que usa exclusivamente instrumentos tradicionais chineses), e, da Indonésia, Dança e Música de Sumatra (26 de Julho). E o Leste estará presente sob diferentes formas, desde o Programa Rakhmaninov-Chostakovitch, por um “trio de luxo” composto por Tatiana Samouil (violino), Pavel Gomziakov (violoncelo) e Plamena Mangova (piano). 

A programação do Festival ao Largo 2012 inclui ainda Dança no Largo com a CNB (Du Don de Soi, com coreografia de Paulo Ribeiro, obra inspirada no universo cinematográfico de Andrei Tarkovski, e La Valse, curta-metragem de João Botelho. E, entre outros espectáculos, uma concerto dos Barokksolistene Oslo (uma espécie de “música de cervejaria do século XVII) e uma parceria com o Festival de Almada: Lisboa, espectáculo poético de rua da Fondazione Pontedera Teatro, em torno de Fernando Pessoa – no largo onde o poeta nasceu. 

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 21:30 | link do post | comentar

Mundo gay de Lisboa

 

 Há várias décadas que o Príncipe Real é a principal zona gay de Lisboa, por causa dos muitos bares, discotecas e engates. Mas, se ganha na quantidade, perde na qualidade. Não é aí que ficam os melhores ambientes nocturnos gay. É no Bairro Alto - que sempre atraiu certa franja das profissões criativas e liberais, cheias de homens e mulheres homossexuais.

 

Foi a assíduos do Bairro Alto que o i perguntou pelos dois melhores bares gay de Lisboa. E o prémio, sem grande hesitação, foi quase sempre para? Maria Caxuxa e Purex. Dois sítios colados um ao outro, embora em ruas diferentes, de ambiente bem definido, livre e sofisticado, onde as pessoas se divertem a sério.

 

O Caxuxa, como é conhecido, puxa mais os homens gay; o Purex, as lésbicas. Tanto um como outro recusam o rótulo de bar gay e, bem vistas as coisas, até têm razão. Há neles de tudo um pouco. Mas não poderia ser de outra maneira, numa cidade onde consta que o apartheid da orientação sexual não existe. Agora dizer que a sexualidade de quem lá vai não importa nada também soa a falso. São os clientes, com as suas características todas, e não só metade delas, que fazem as casas. Se nunca lá foi, experimente.

 

Para eles: Maria Caxuxa Três salas, um bar, aspecto rústico propositado, um não-sei-quê de seguro e libertino. Um cantor aqui, um bailarino ali, um actor acolá. Sempre muitos gays.

 

Os actuais donos do Maria Caxuxa trabalharam em tempos noutro bar do Bairro Alto, o Clube da Esquina - assumidamente gay. Há quatro anos, quando abriram o Caxuxa, trouxeram com eles muitos clientes. Além disso, esta antiga tasca e fábrica de bolos (o forno mantém-se, ao centro do bar) foi uma lufada de ar fresco na cidade. Pela atitude - discreta, mas sabida - e pelo ambiente - familiar e moderno. Tudo aquilo que muitos homens gay apreciam.

 

Situa-se na Rua da Barroca, a principal rua gay do Bairro. Nos concorridos fins-de-semana fica facilmente sobrelotado. Por dentro e por fora. Os lugares sentados são disputados ao centímetro. E à porta junta-se uma multidão compacta de copo na mão. A atracção é tal que há quem prefira comprar bebidas mais baratas nos bares ao lado e ir despachá-las à porta do Caxuxa.

 

Por não ser um gueto, longe disso, nem vestir a camisola de nenhuma causa, permite que toda a gente se sinta bem lá dentro. O som electrónico modernaço, as excelentes tostas servidas até à uma da manhã e a rapidez do serviço fazem o resto.

 

Para elas: Purex Em pouco anos tornou-se um dos melhores bares de Lisboa e, por via da clientela que lá vai, um dos melhores bares lésbicos. Há quem lhe chame "fufex". Costuma associar-se às iniciativas LGBT lisboetas, como o Arraial Pride (a maior festa gay anual) e o festival de cinema Queer Lisboa.

As suas responsáveis preferem falar em bar gay friendly, porque dizem receber bem toda a gente. É um facto que sim. Cruzar as grandes portas cor-de-laranja do Purex não é a mesma coisa que meter o pé noutros bares do Bairro. A maior parte deles, verdade seja dita, não são bares - são balcões de venda de bebidas, sem personalidade ou ambiente. Muitas vezes sem nome. No Purex isso não acontece. Há espírito e carácter, ambiente e boa música.

 

A casa demorou a fazer-se. Tinha uma clientela lésbica pouco dada ao consumo de bebidas, que fazia do espaço uma sala de estar para amigas e conhecidas. As responsáveis conseguiram dar a volta ao caso com uma selecção musical rígida, pouco comercial e atenta às novidades. O suficiente para afastar um público menos exigente e atrair as (e os) vanguardistas.

 

Via ionline

 



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Béla Tarr, o insustentável peso do ser
MARTON PERLAKIA

O Cavalo de Turim é cem por cento Tarr: preto e branco, em planos-sequência, pessimismo existencial de cortar à faca


Cavalo de Turim, o filme que o cineasta húngaro anuncia como o seu derradeiro, é o primeiro filme de Béla Tarr a ser estreado em Portugal. Nascido em 1955, foi revelado na viragem dos anos 80 para os anos 90, com um par de enormes filmes - Perdição e O Tango de Satanás (este, enorme também na duração: mais de sete horas...). A sua influência chegou a sítios insuspeitados, pergunte-se por exemplo a um americano como Gus van Sant, cujo cinema "mudou" depois de conhecer Tarr (e Gerry, confessada e expressamente, foi um filme feito sob o feitiço do cinema do húngaro). O Cavalo de Turim é cem por cento Tarr: preto e branco, estruturado em planos-sequência (figura de que Tarr é um dos últimos grandes estetas), em relação alusiva com elementos da cultura húngara e europeia, um pessimismo existencial de cortar à faca. 

Tarr recebeu-nos em Budapeste, nos escritórios da sua empresa de produção recentemente encerrada ("tenho duas semanas para esvaziar esta porcaria"), instalados num complexo arquitectónico ainda cheio de sabor da época comunista, onde funcionam os estúdios da televisão húngara. Doem-lhe três costelas recentemente partidas, e está mal disposto, em mood verdadeiramente terminal. Mas é um homem doce e põe-nos logo à vontade: "não ligues aos sinais, podes fumar onde quiseres".



Em Lisboa, antes de viajar para aqui, a última notícia relacionada consigo que li na Internet foi o anúncio do fecho da sua empresa de produção [T.T. Filmuhély]. As coisas estão assim tão mal?

Já não dá, não consigo mais. Não há dinheiro, não há hipóteses. Isto existia para produzir os meus filmes, mas também para projectos de outros cineastas. Chegou a altura de encarar a realidade: todos os meus sonhos se esfumaram. Não tenho como pagar às pessoas, não tenho como pagar coisa nenhuma. Acabou.

Mas entretanto pôs-se a montar uma escola de cinema na Croácia.

É verdade. É o meu trabalho principal, neste momento.

Porquê na Croácia e não aqui [na Hungria]?

Aqui ninguém me pediu para o fazer. Ninguém mostrou interesse.

Vai-se mudar para a Croácia?

Agora ando cá e lá. A dada altura vai ter que ser, sim.

Apesar da má conjuntura que descreveu, O Cavalo de Turim tem sido bem recebido, visto e falado. Vai estrear em Portugal e tudo, coisa que nunca tinha acontecido a um filme seu. Presumo que seja o seu filme com maior circulação comercial internacional...

Foi vendido para 42 países. China, Rússia, Estados Unidos... Tenho a lista algures. Mas não sigo o rasto dos meus filmes. Liberto-os, eles vão para onde forem.

O ponto de partida do filme é aquela anedota nietszcheana que se ouve no início. De onde é que ela vem? Ou por outra, como é que ela gera a inspiração para um filme?

Na verdade, a ideia germinava desde 1985. Nesse ano assisti a uma conferência de Laszlo Krasznahorkai [escritor, e argumentista de Tarr] em que ele contava a história. E no fim, alguém perguntava: "e o que aconteceu ao cavalo?". Entre nós, repetimos muitas vezes a pergunta ao longo dos anos: "o que aconteceu ao cavalo?" [risos].

O cavalo é o primeiro protagonista. Aquele plano-sequência de abertura é espantoso, coloca logo o filme sob o signo do esforço físico, do cansaço...

Verdade. Conhece aquele livro que fala da insustentável leveza do ser... O meu filme é o contrário, fala do insustentável peso do ser...

Mas também de um enclausuramento progressivo, as personagens têm cada vez menos espaço e luz, é uma espécie de fim do mundo, um apocalipse...

O apocalipse não. O apocalipse é um grande espectáculo de televisão: há explosões, fogo, muito barulho. No meu filme há escuridão e silêncio. É só uma história da vida no dia a dia, e de como vai havendo cada vez menos energia, cada vez menos esperança...

Foi uma rodagem difícil?

Um bocado. Precisávamos de uma meteorologia específica, não podia haver um raio de sol. Filmámos no Inverno, mas frequentemente tínhamos que ficar à espera do tempo.

décor é fabuloso. Rodou na Hungria?

Sim. Não posso dizer onde, mas foi na Hungria.

E já lá estava tudo, a casa, o estábulo, o poço, ou há algum artifício?

Não, construímos tudo. Mas construímos a sério, com tijolo, pedra e argamassa. Ficou tudo lá.

E a árvore?

A árvore já lá estava.

No genérico vemos os nomes habituais nos seus filmes: Krasnahorkai [argumentista], Fred Kelemen [director de fotografia], Mihaly Vig [compositor], Agnes Hranitzky [mulher de Tarr, creditada sempre como co-realizadora]. É importante trabalhar com um grupo estável, à evidência...

É que sou um tipo preguiçoso. Detesto falar, detesto ter que explicar coisas. Estas pessoas conhecem-me há muito tempo, compreendem-me sem que eu precise de falar e de me explicar muito.

Também é claro que continua fiel à película, numa altura em que o cinema se tornou uma questão de vídeo digital...

Claro que sim. A tecnologia digital não é filme. Está bem para quem a quiser usar. Mas não digam que são "filmes". Chamem-lhe outra coisa, digital pictures ou assim. Mas não são filmes.

Deve estar consciente de que há muita gente a associar o pessimismo do seu filme a uma visão, ou um discurso, sobre a Hungria contemporânea...

As pessoas são livres de ver nos filmes o que quiserem. Mas detesto metáforas, o cinema não é feito de metáforas. O filme é o que é, simplesmente.

Mas já agora, como a vê, à Hungria? Na Europa tem-se falado muito do governo Orban...

Muito mal. As pessoas estão a enlouquecer, os políticos são péssimos. O que eu vejo neste país de merda [this fucking country] é que as pessoas estão cada vez mais pobres e têm cada vez menos esperança nalguma coisa.

Nos anos 80 e 90 via-se nos seus filmes, Perdição, de 1987, ou mesmo O Tango de Satanás, de 1994, um reflexo desolado do estertor do regime comunista. Mas com a passagem à democracia, a sua visão não mudou.

Nem tinha razão para mudar. Não há grande diferença entre o comunismo e o capitalismo. Humilham-te com o mesmo poder, subjugam-te da mesma maneira. E no meu trabalho como cineasta continuo a ter que lidar com a censura. Dantes era uma censura política, agora é comercial. Ambas me dizem: "não podes fazer isto".

Há uma cena, a do monólogo do homem que vem à procura de palinka [aguardente húngara], que tanto parece aludir a Nietzsche ["não há bem nem mal", "não há deus nem deuses"] como, difusamente, a um estado político ["adquirir e degradar, degradar e adquirir"]. É fácil encontrar um sentido político para o monólogo...

É só conversa de bêbedo. Foi Laszlo [Krasznahorkai] que escreveu o monólogo, e é o tipo de filosofia que podemos ouvir se entrarmos num bar ou num café. Há sempre um tipo a dizer coisas destas para quem o quiser ouvir.

E o livro que a rapariga soletra, também é invenção ou existe mesmo?

Também foi escrito por Laszlo. É invenção total.

Como habitualmente, O Cavalo de Turim vive de longos planos-sequência. Exigem muito ensaio?

Com os actores, não. Digo-lhes o que têm que fazer e eles agem. Com a câmara sim, porque a câmara tem que ser precisa. É a contradição essencial no meu método de filmar: quero que os actores sejam muito livres, enquanto que a câmara tem que ser muito rigorosa.

Os actores vêm de outros filmes seus. Mas o cavalo [Ricsi], como fez o casting do cavalo?

Fomos a um mercado de animais e descobrimos este, que tinha ar de não querer trabalhar. Podia ser o cavalo da história de Nietzsche. Percebemos que era o nosso cavalo.

Tem dito que é o seu último filme. Há hipótese de mudar de ideias?

Não. Tenho a sensação de já ter dito tudo o que tinha a dizer. Se fizer mais filmes, começarei a repetir-me e a plagiar-me. A minha obra está feita, embalada [packed].

A situação do cinema na Hungria não tem nada a ver com a decisão, portanto.

Não. Mas o cinema húngaro está morrer. As estruturas foram desmanteladas, e o novo modelo quer decalcar o método hollywoodiano. Aquele tipo [aponta para uma foto de Andrew Vajna, o produtor americano de origem húngara trazido para a Hungria como supervisor da cinematografia nacional] é uma desgraça.

Tem um discurso tão pessimista, mas está a montar uma escola de cinema. Não é contraditório?

Não vejo porquê... E na minha escola não ensino, liberto. Não digo aos meus alunos que têm que fazer "assim" ou "assado". Digo o contrário: não têm que fazer nem "assim" nem "assado".

Que citação do Godard é que tem ali na parede, em húngaro?

"Van Gogh inventou o amarelo quando queria pintar e já não havia sol".

Prénom: Cármen...

Sim. Não há outro remédio se não passar a vida a inventar o amarelo.

 

Notícia do Público



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Sexta-feira, 22.06.12

Como é o sexo depois do casamento?

 

Uma noite é dor de cabeça. Na outra, cansaço. Na seguinte, preocupação com o projeto ou com a pós-graduação ou com os filhos.

 

Mas pode ser cólica, dor de dente, unha encravada. Mulher arranja a desculpa que quiser para evitar o sexo. E a prática é mais comum em casamentos estáveis do que se imagina.

 

Mesmo sentimentalmente equilibrados, muitos casais perdem o desejo. Mais frequentemente as mulheres acabam fazendo sexo por obrigação, se submetendo a uma espécie de sacrifício. E não se trata de não amar mais o parceiro. Apenas de não ter mais o mesmo interesse sexual em sua figura.

 

A psicóloga Laila Pincelli, especialista em terapia de casal, ressalta que não é uma verdade absoluta que todas as mulheres fazem sexo sem querer - até porque existem aos montes aquelas com muito mais desejo sexual que os homens -, mas em alguns casos isso acontece sim. "Elas costumam fazer sexo com mais frequência do que gostariam. Para algumas, uma vez por semanas ou por mês está bom, mas elas fazem mais vezes para agradar ao marido", exemplifica. "O número de mulheres casadas que aceitam fazer sexo com os maridos sem qualquer vontade é bem menor do que antigamente, mas mesmo assim, muitas ainda se submetem, ou por carência afetiva, ou por medo de perder o cônjuge", opina Eliana Barbosa, consultora em desenvolvimento humano.

 

Esse interesse se diminui por conta do dia a dia, e assim a atração física dá espaço a outro tipo de sentimento. "O relacionamento ainda tem espaço para amizade, envolvimento afetivo, mas só. O sexo fica comprometido e a vida sexual, por consequência, menos relevante", avalia Laila. Isso porque o sexo envolve uma série de investimentos por parte do casal: é preciso criar mistério e carinho, estar disposto a isso. "O casal está tão cansado e distanciado que chega uma hora em que o sexo não faz mais falta. A correria da relação diária compromete essa parte do casamento e, na maioria das vezes, eles não conseguem voltar atrás". Eliana acredita que a falta de desejo em casamentos "sentimentalmente satisfatórios" se deve à falta de abertura do casal em relação à vida sexual. E diálogo.

 

Não há como saber se a perda do desejo começa no homem ou na mulher - o fato é que eles reclamam mais aos quatro ventos que depois do altar, a cama esfria. No consultório, Laila percebe que a maioria é de mulheres que perdem o desejo - talvez por que elas se abram mais facilmente sobre o assunto no consultório. Mas é bem verdade que, quando a vida familiar começa, o casal não precisa dividir nada com ninguém, tudo é muito gostoso. "Aí vem o filho, que gera uma série de preocupações, ocasionando o descompasso da libido", ressalta Laila. É preciso também observar como andam as emoções de cada cônjuge, porque pode haver muito amor e carinho no casamento, mas um dos dois estar passando por problemas que acabam refletindo nos momentos mais íntimos do casal.

 

A perda do desejo costuma ter início então após o nascimento dos filhos e, para reverter a situação é preciso resgatar o que havia de bom. Laila afirma que a mulher acaba sendo a mais afetada porque fica sobrecarregada, responsável por um número maior de tarefas, como o cuidado com os filhos ou a administração da casa, por exemplo. "Isso a deixa cansada e não sobra energia para ativar a vida sexual", explica. "Homens e mulheres funcionam de maneiras muito diversas e não há o entendimento dessas peculiaridades, as cobranças e os conflitos começam a surgir na vida a dois e, claro, vão repercutir negativamente na vida sexual do casal", avalia Eliana.

 

Com esforço e vontade de reverter essa situação, é possível mudar o rumo. A primeira atitude é, claro, perceber que há um descompasso na relação. "Para que a mudança ocorra, o casal precisa estar de comum acordo e fazer coisas que reativem esse desejo sexual", sugere Laila. "É preciso que ambos se disponham a conversar sobre as suas preferências, sobre as suas frustrações, seus medos e, é claro, suas fantasias e desejos", indica Eliana. A ideia então é buscar atividades que, antigamente, os deixavam mais próximos, como viajar juntos para um determinado lugar, jantar sozinhos, criar um (novo) clima. "O que não deve ser feito é fingir que está tudo bem quando na verdade não está. Fingimento ou omissão é uma grande perda de tempo!"

 

Casada há 23 anos, Eliana mesmo sugere pequenas atitudes que vem dando certo na sua relação. "Escreva bilhetes ousados para seu marido e coloque, escondido, em sua pasta de trabalho, mala de viagem, gavetas ou dentro da agenda", recomenda. "Gosto também de escrever e-mails românticos e, principalmente, exaltando a importância do meu marido na minha vida. Quando a mulher toma a iniciativa de falar dos seus desejos e do seu carinho pelo esposo, ele, por consequência, se torna mais amoroso e atencioso com ela".

 

Outra dica importante é nunca perder a vaidade. "A mulher vaidosa, que se cuida, demonstra ao marido que se ama e se respeita - e passa uma mensagem de autoconfiança. E essa postura vai refletir positivamente na intimidade do casal", garante a consultora. A solução é tentar, juntos, transformar o excesso de intimidade: de retranca e veneno em alavanca e tempero!

 

Retirado de Vila Dois



publicado por olhar para o mundo às 21:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Já há ebooks portugueses à venda nas lojas Apple, Barnes & Noble e Amazon. Mas os dois grandes grupos editoriais do país, Leya e Porto Editora, têm estratégias diferentes quanto ao digital. E que futuro face ao Brasil, o gigante que também fala a nossa língua?

 

Os apreciadores de bibliotecas digitais e de ebooks já podem ler em português. Também cá, as novidades editoriais deixaram de ser produzidas apenas para o papel: os livros começam agora a chegar ao mesmo tempo às livrarias e às lojas online, onde os consumidores podem adquiri-los em versão digital, mais barata. O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro (Dom Quixote), é um bom exemplo: o romance está à venda, na sua versão impressa, nas livrarias portuguesas, e está também disponível, mais barato, em formato digital através da livraria Leyaonline (a antiga Mediabooks), das aplicações da Leya (para iPad, iPhone, iPod Touch e Android), da livraria onlinenorte-americana Barnes & Noble e ainda da loja da Apple, a iBooks. Em breve, este e outros livros da Leya vão estar à venda na Google ebooks e na Amazon para compradores da Europa.

Há um ano, esta diversidade não acontecia. Mas agora o grupo Leya está a converter parte do seu catálogo para o formato digital e a integrar as novidades. "Temos visto esta aposta sempre do ponto de vista da visibilidade que podemos dar aos nossos autores, nomeadamente além fronteiras, mas o que é certo é que o número de downloads já começa a ser significativo", afirma o director de marketing de edições gerais deste grupo editorial, Pedro Sobral. "2011 terminou com um número de downloads bastante acima do previsto quer na Leyaonline, quer no site que se dirige essencialmente a quem tem sistemas Android. Na iBooks, da Apple, temos livros à venda desde Novembro. Começaram agora a aparecer nos tops. No ano passado estivemos mais concentrados a resolver as questões operacionais (carregamento de ebooks, metabases, etc) e só em Janeiro começamos a trabalhar na visibilidade dos livros".

Há cerca de um mês, os ebooks de José Saramago em português estiveram em destaque. Quem visitava a iBooks via um anúncio com a frase "Saramago ebooks in portuguese" e a imagem das novas capas. "Isso fez com que os livros vendessem muito. Também fizemos uma campanha com os livros policiais do sueco Stieg Larsson", conta Pedro Sobral.

Apesar deste balanço positivo, a Leya não divulga números concretos de vendas e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros também não os tem. Mas quando consultámos o top dos livros mais vendidos na iBooks portuguesa, aparecia em primeiro lugar o romance que recebeu o Prémio Leya 2011, cujo ebook pode ali ser descarregado por 9,99€ (13,30€ é o preço do editor para a versão impressa). No segundo lugar, um romance mais antigo, Onze Minutos, do brasileiro Paulo Coelho, numa edição brasileira da Sant Jordi Associados (4,99€). A seguir vinha The Lion King, livro em língua inglesa editado pela Disney (1,49€). Também no top da loja Leyaonline oebook mais vendido é o romance de João Ricardo Pedro. Só que lá, em formato ePub, o livro está mais barato (8,99€), e é seguido do mais recente romance de Mia Couto, A Confissão da Leoa (11,99€) e de Os Da Minha Rua, de Ondjaki (5,99€).

No final do ano passado, a Leya fez também um acordo com a cadeia de livrarias norte-americana Barnes & Noble, que comercializa oereader Nook e permite, através de aplicações, que os seus livros sejam lidos em computadores PC e Mac, no iPhone, no iPad e no sistema Android. Por isso, O Teu Rosto Será o Último está à venda nesta loja online, em versão Nook Book, por 13,18 dólares. Como o processo de integração de informação de dados na livraria norte-americana foi mais complexo, só há pouco é que o catálogo da Leya - incluindo as suas edições portuguesas e as brasileiras - ficou disponível. "Tem sido uma surpresa muito agradável. É uma venda muito focada nos EUA, onde o Nook tem uma taxa de penetração alta. Fora dos EUA a venda não é muito relevante. Mas a nossa presença na Barnes & Noble está relacionada [com a possibilidade] de distribuir livros electrónicos para as comunidades portuguesas e para quem nos EUA queira ler livros em português", explica Pedro Sobral.

Já há bastante tempo que a Leya tem um programa de parceria com a Google Books (quando se faz uma pesquisa podem consultar-se excertos de alguns PDF de livros publicados pelo grupo português e brasileiro). Neste momento, está em processo de integração de dados para que a Google ebooks possa vender e distribuir os livros electrónicos Leya através das suas lojas. O passo seguinte será chegar a acordo com a Amazon - e não deve tardar.

A Leya está entre as editoras já contactadas pela Amazon Espanha, que quer ter livros portugueses à venda. Ao que se sabe, não haverá uma loja Amazon portuguesa, tal como vai haver uma loja Amazon brasileira. "Temos vindo a falar com a Amazon muito tranquilamente, quer a Leya Portugal, quer a Leya Brasil", revela Pedro Sobral. "Para nós a questão essencial é que os nossos parceiros e distribuidores tenham as mesmas condições. Isso é sine qua non", acrescenta. Apesar disso, em breve a Leya terá os seus ebooks na versão Kindle à venda na Amazon, acessíveis a compradores europeus.

Um mercado fechado

Quem já tem os seus dicionários à venda na Amazon é o grupo Porto Editora. Para os dispositivos Kindle, estão disponíveis desde Maio os dicionários bilingues de Português-Inglês, Inglês-Português e Português-Francês e Francês-Português. Custam 12,64 dólares cada.

Na App Store, da Apple, o grupo tem desde o ano passado disponível a Diciopédia mobile e o Dicionário da Língua Portuguesa (que são gratuitos) e ainda dicionários bilingues pagos. Entretanto desenvolveu uma aplicação específica para dispositivos com sistema Android e para o Windows Phone 7.

Embora, tal como a Leya, a Porto Editora não divulgue números de vendas, desde Janeiro de 2011 até agora registou 1,3 milhões dedownloads de conteúdos mobile. Embora os registos provenham de cerca de 80 países, mais de 70% dessas descargas foram feitas no Brasil, com destaque para a aplicação do Dicionário de Língua Portuguesa.

O projecto Os Miúdos, uma série de histórias infantis com personagens do site Sítio dos Miúdos, está também à venda na App Store (2,99€ cada aplicação). Estas histórias animadas podem ser lidas no iPad e ouvidas em inglês, espanhol, português de Portugal e português do Brasil.

Até aqui os editores compravam o papel e imprimiam os livros onde lhes apetecia. A seguir, tentavam vendê-los onde quer que fosse: livrarias, hipermercados, correios, bombas de gasolina. Nesta era do digital, os editores passaram a estar dependentes das empresas que têm a tecnologia e são também distribuidoras. São obrigados a fazer os seus livros electrónicos num determinado formato e a vendê-los unicamente na loja de determinada empresa: formato exclusivo Kindle para a Amazon, sistema operativo iOS exclusivo para Apple na App Store, formato exclusivo para Nook na Barnes & Noble, etc. Em alguns países (Espanha, França, Brasil), os editores têm tentado juntar-se para melhor protegerem os seus interesses e evitar que seja a venda de hardware a impor as regras no mercado do livro.

"Este é um mercado específico, por isso é que há uma lei do preço fixo do livro em muitos países e não há um preço fixo da gasolina ou das batatas. O livro, todos sabemos, é um bem cultural insubstituível, pelo que ao longo das últimas décadas tem tido um tratamento específico, tanto a nível legislativo como a nível de políticas", defende Vasco Teixeira, administrador e director editorial do Grupo Porto Editora.

"Obviamente, isto não agrada a estes novos agentes do sector. Para eles este é um mercado como qualquer outro. Nenhum vem da área do livro e querem é tratar as coisas caso a caso, porque não lhes interessa que os editores tenham uma frente unida. Mas se este mercado for tratado como qualquer outro vai destruir-se culturalmente muita coisa", acredita o administrador, para quem em Portugal ainda se está no início dos inícios: "Nem sequer começámos a volta de aquecimento."

É por isso que, antes de avançar mais, a Porto Editora está a tentar encontrar soluções tecnológicas mais amigáveis para os utilizadores. O grupo considera que não faz sentido que um editor tenha de fazer um livro técnico ou ilustrado para a Apple, outro para a Amazon e ainda outro para a Barnes & Noble. "A estratégia destes players é fazer o seu mundo fechado para controlar os clientes e contrariar o negócio. A estratégia do editor, na minha opinião, não pode ser fazer o jogo deste mundo fechado. Eu quero um livro que funcione bem em todos os tamanhos de aparelhos e em todos os aparelhos. Com isso estou a aproximar-me daquilo que deve ser a vontade do público".

No ambiente digital, não é fácil para um consumidor, quando faz um download, distinguir se se trata de um livro de dez páginas ou de mil. No mundo físico é fácil, porque na livraria se percebe logo porque é que um livrinho de piadas, a preto e branco, está marcado a dois euros e um livro encadernado e com óptimas fotografias da Phaidon é vendido por 150.

"A Amazon tem uma estratégia de preços própria que é a de tentar vender livros o mais baixo possível. É óbvio que isso vai degradar o valor do sector e o valor dos livros. Se o público aderir a essa compra de livros ao desbarato, os livros verdadeiramente mais difíceis de fazer, mais extensos, cujas traduções custam mais dinheiro, que o autor demorou mais tempo a escrever, ou não têm rendimento nenhum ou [se forem vendidos mais caros] vão ter poucas vendas", lamenta Vasco Teixeira.

O problema do IVA

Se formos espreitar na Wook, a livraria online do grupo Porto Editora, o top dos livros mais vendidos é toda uma outra história. Em primeiro lugar está A Mentira Sagrada, de Luís Miguel Rocha, edição Porto Editora (14,50€). Em segundo lugar aparece E-learning e E-conteúdos, de Jorge Reis Lima e Zélia Capitão, pelas Edições Centro Atlântico, 13,99€); em terceiro, Por Trás do Silêncio, de Heather Gudenkauf, também Porto Editora (13,50€).

Embora a Wook já esteja a vender os ebooks da Porto Editora, ainda não se encontra lá todo o catálogo deste grupo editorial. "Estamos a trabalhar com alguma cautela. Achamos que é demasiado cedo e que há poucos consumidores com aparelhos para consumir estes livros", afirma o administrador. Lembra ainda que há problemas legais "graves", como a questão do IVA, que "estão a atrofiar o mercado digital português": "Temos a certeza que, mais cedo ou mais tarde, isto se vai resolver, mas o mercado só se desenvolverá quando isso acontecer."

Já no ano passado, durante o Congresso do Livro na Praia da Vitoria, Açores, o administrador-delegado da Leya, Isaías Gomes Teixeira, alertara para a necessidade de haver mudanças na lei e para a urgência de se tomarem decisões por causa da concorrência num mundo globalizado. Em Portugal, o IVA aplicado aos livros electrónicos corresponde à taxa máxima de 23%, enquanto o IVA aplicado ao livro impresso é muito inferior, de 6%. Para aumentar a confusão, se um editor português vender actualmente um ebook integrado num suporte físico (um CD-ROM, uma pen, etc), já lhe é aplicado o IVA à taxa reduzida. É por isso que na União Europeia se discute agora o que pode ser considerado um livro electrónico.

"A questão do IVA é muito relevante. Por hipótese: se eu vender um ebook da Porto Editora a um site francês ou luxemburguês, ou mesmo à Apple, eles podem comercializá-lo a um leitor português cobrando 3% de IVA. Se eu vender o mesmo livro directamente através do meusite ou de um retalhista português, tenho de cobrar 23% de IVA. Neste momento há concorrência desleal e desequilíbrio entre os vários países", critica Vasco Teixeira.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) tem apoiado os esforços da Federação Europeia de Editores (FED) no sentido de obter a alteração das leis europeias nesta matéria, aproveitando a abertura manifestada pela Comissão Europeia e a deliberação do Parlamento Europeu a favor da aplicação do mesmo IVA a todos os tipos de livros. Tem também defendido esta mesma posição junto das autoridades portuguesas e o Ípsilon sabe que a Secretaria de Estado da Cultura está a trabalhar numa solução para o problema.

"Não podemos dizer que haja desequilíbrio entre Portugal e os restantes países europeus integrados na União Europeia, porque, à excepção da França e do Luxemburgo, que legislaram em contradição com as normas comunitárias, todos os restantes países cumprem a aplicação da taxa normal de IVA no download ou no acesso online a livros electrónicos", explica Henrique Mota, editor e presidente do Conselho Técnico para a Internacionalização da APEL.

O processo negocial está a decorrer e há a expectativa de que vai ser possível encontrar um entendimento entre todos os editores europeus até 2015. "A questão mais controvertida neste momento é a definição de livro, de modo a que esta alteração fiscal não venha a ser usada indevidamente. A FEP tem em mãos este processo de consensualização do conceito de livro entre os vários stakeholders (de todos os países), físicos ou electrónicos, e deve alcançar um consenso antes do final do ano", continua Henrique Mota, admitindo que na próxima Assembleia Geral da Federação Europeia de Editores, a decorrer no Estoril de 28 a 29 deste mês, possa haver alguma evolução importante. É provável, quanto ao IVA, que a União Europeia venha a impor um princípio de territorialidade: um livro digital vendido no Brasil deverá reflectir o IVA à taxa aplicável no país para onde esse livro for enviado. O que significa que, mesmo que um leitor português compre um livro num país em que o IVA seja inferior ao que lhe é cobrado em Portugal, no final a disparidade fiscal não lhe renderá qualquer poupança.

Para o Brasil, e em força

Mas há outra questão que não é linear no ambiente digital. "O direito de autor sempre esteve ligado ao território: à execução física dos livros, à tradução e adaptação à realidade do país, mas também ao próprio circuito comercial e à distribuição locais. Com o digital perdem-se estas fronteiras, mas os direitos de autor e os contratos ainda são territoriais. Não se pode transformar o mercado numa selva. Não posso comprar um livro, traduzi-lo para português e eventualmente para espanhol e pô-lo à venda para todo o mundo. É uma questão complexa", afirma Vasco Teixeira. No congresso dos Açores, Isaías Gomes Teixeira já admitia que no futuro teria de decidir se a livrariaonline do seu grupo, a Leyaonline continuaria a ser portuguesa ou passaria a ser uma empresa brasileira, já que a Leya opera nos dois países.

O Brasil é um gigante que também fala português. O mercado digital brasileiro é infinitamente mais apetecível do que o nosso. Mas por lá, por causa da burocracia, tudo está atrasado. A Amazon queria ter começado a operar no Brasil em Abril, mas não conseguiu; agora fala-se em Setembro. A empresa norte-americana poderá abrir a sua loja online em português do Brasil antes de chegar a época das vendas de Natal. Já contratou um executivo brasileiro, Mauro Widman, que era responsável pelos livros digitais na Livraria Cultura e está agora negociar com os editores brasileiros. Ao que se sabe as negociações com a Amazon não têm sido fáceis por causa dos termos dos contratos impostos pela empresa norte-americana.

Também a Google contratou no Brasil uma pessoa para negociar com as editoras: Newton Neto. Mas a empresa norte-americana adiou a abertura da loja Google Play no Brasil. O que estará a atrasar o processo é implantação do sistema de pagamento.

Por causa disso, a primeira loja de ebooks da Google num país que não é de língua inglesa acabou por abrir em Itália, país europeu que já tem desde Dezembro uma loja Kindle (da Amazon) e uma iBookstore (da Apple) desde Outubro.

Em Abril do ano passado, a Kobo, outra das empresas importantes no sector dos ebooks, disse que também ia apostar em Itália e lançar uma loja naquele país. Há semanas a Kobo anunciou oficialmente que está a montar uma operação no Brasil.

Ricardo Costa, editor da PublishNews brasileira, acredita que a Amazon e a Kobo vão iniciar as suas operações no Brasil ainda este ano. "Na verdade a Kobo tem uma vantagem sobre a Amazon: a parte financeira, administrativa e burocrática está bem resolvida porque a empresa japonesa que comprou a Kobo, a Rakuten, já tem operação de e-commerce no Brasil - é aliás a maior plataforma de vendasonline e fornece para várias empresas no Brasil. A Kobo precisa contratar um executivo e começar a conseguir conteúdo. E acho que pode conseguir isso mais rápido do que os ‘gigantes' Amazon e Google, porque me parece uma empresa bem mais flexível", explica ao ípsilon o jornalista e especialista em mercado digital por email.

Num mercado cada vez mais globalizado e em época de acordo ortográfico já aconteceu editores portugueses quererem comprar os direitos digitais de determinado livro estrangeiro e ser-lhes dito que já não o podiam fazer pois os direitos para língua portuguesa já tinham sido vendidos para o Brasil.

Numa entrevista que deu recentemente ao Estado de S. Paulo, o editor brasileiro Sérgio Machado, do grupo Record, defendia que a salvação para esta guerra pode passar pela aposta nos autores nacionais: "Nesse ambiente do ebook, o que vai fazer a diferença, na hora que a gente estiver na última batalha mortal com a Amazon, é o catálogo nacional. Claro que é confortável e prático comprar num leilão um autor feito no exterior. Mas você tem que realmente construir e trabalhar com o autor nacional. Dá resultado."

 

Noticia do Ipsilon



publicado por olhar para o mundo às 10:59 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21.06.12
Portugal nas meias-finais do Euro 2012

A selecção de Portugal apurou-se para as meias-finais do Euro 2012 após ter vencido a República Checa nos quartos-de-final por 1-0, com um golo de Cristiano Ronaldo aos 79 minutos.


O "capitão" da selecção esteve mais uma vez muito activo, com dois remates aos postes da baliza de Petr Cech e um golo, num fulgurante remate de cabeça.

O avançado Hélder Postiga saiu lesionado no final da primeira parte, tendo sido substituído por Hugo Almeida, que viu um golo invalidado aos 58 minutos, por fora de jogo.

Portugal vai jogar contra o vencedor do Espanha-França, marcado para sábado, 23 de Junho, às 19h45 (hora em Lisboa).

Ficha de jogo

Rep. Checa: Petr Cech; Gebre Selassie, Kadlec, Sivok, Limberský; Plasil, Pilar, Hübschman (Peckhart, 86'), Jirácek, Darida (Jan Rezek, 61'); Baros.

Portugal: Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão; Miguel Veloso, Raul Meireles (Rolando, 88'), João Moutinho; Nani (Custódio, 84'), Cristiano Ronaldo, Postiga (Hugo Almeida, 40').

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Acção disciplinar: Amarelo para Nani (26'), Miguel Veloso (27'), Limberský (90')

Estádio: Nacional de Varsóvia

Assistência: 55.590 espectadores

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Juntos chegaremos lá  orgasmo simultâneo

 

Apesar de parecer uma lenda, o orgasmo simultâneo com o do seu amor, existe sim. Requer prática e algumas habilidades, mas é de verdade, ele é real.

 

E tudo começa pelo pensamento, pensar em sexo, e, em orgasmos, podem nos levar mais facilmente ao objetivo.

 

Segundo especialistas, deve-se pensar em sexo e em se conectar ao parceiro, mas, calma lá, muita ansiedade pode ter o efeito contrário. Pode gerar nervosismo e colocar tudo a perder. O grande lance é pensar nas coisas pequenas que te deixam acesa, uma música, um perfume...

 

sincronia é outro item muito importante. Os homens são muito mais rápidos e, em questão de minutos, estão em ponto de bala e super excitados, já as mulheres possuem mecanismos e caminhos mais complexos, precisam de mais tempo para se excitarem e estarem prontas para chegar ao orgasmo. O que importa é chegar ao um ritmo que seja satisfatório e prazeroso para os dois.

 

A próxima artimanha é aproveitar as posições que deixam ambos mais à vontade para curtirem o que dá mais prazer aos dois, no caso da mulher deve ser uma em que ela possa ter o clitóris estimulado adequadamente, e tudo fique mais gostoso. O homem merece atenção, mas como a natureza equipou os rapazes com órgãos sexuais externos, a mulher merece um pouco mais de atenção e trabalho.

 

É sempre bom lembrar, esqueça-se de se preocupar com o corpo, com celulite e etc. Tenha algo em mente, se aquele homem está ali é porque ele te deseja, e se você o escolheu, ele merece receber todo o seu carinho e ver o seu prazer.

 

E quando você menos esperarem estarão vendo os fogos de artifício juntinhos.

 

Retirado de Vila Dois



publicado por olhar para o mundo às 20:07 | link do post | comentar

Pereira Cristóvão: “Em nenhum momento desviei o que quer que fosse do Sporting”

Paulo Pereira Cristóvão, que está a ser investigado pelo Ministério Público, nega ter desviado verbas do Sporting enquanto desempenhava funções de vice-presidente do clube “leonino”, cargo do qual se demitiu recentemente.


“Em nenhum momento desviei o que quer que fosse do Sporting em meu benefício, isso para mim é o que mais me conforta. Nestes dois meses e meio tenho assistido a um assassinato público, mas desenganem-se os sportinguistas não é o Paulo Pereira Cristóvão a ser visado”, afirmou Pereira Cristóvão em entrevista ao canal de televisão TVI, frisando que nunca recebeu qualquer verba durante os 15 meses que esteve no clube “directa ou indirectamente”.

Pereira Cristóvão não quis discutir pormenores da investigação por esta estar em segredo de justiça, mas frisou que não participou num esquema de perseguição aos jogadores do Sporting. “Estamos a falar de algo que o FC Porto tem, que o Benfica tem e que o Sp. Braga tem. Que toda a gente que faz o mínimo de investimento nos activos faz. Daí extrapolar-se para perseguições e espionagem... É completamente falso que o Rui Patrício tenha sido perseguido.”

O antigo dirigente sportinguista, indiciado dos crimes de peculato, burla qualificada, branqueamento de capitais, devassa de vida privada através de meios informáticos e denúncia caluniosa, garante que tem toda a solidariedade dos seus antigos colegas de direcção. “Sempre tive a solidariedade de quem estava ao lado de mim. Por muito que queiram vender que a direcção do Sporting está partida. Isso é uma falsidade", observou o antigo inspector da Polícia Judiciária.

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 20:03 | link do post | comentar

MERKEL CONSIDERA «IMPRESSIONANTES» MEDIDAS TOMADAS POR PORTUGAL

 

Angela Merkel considerou esta quarta-feira «impressionantes os passos que Portugal, Espanha e Itália deram» para aumentar a competitividade no mercado mundial, e voltou a sublinhar que a austeridade é tão importante como o crescimento económico.

«O crescimento sustentável não é possível sem a consolidação orçamental», disse a chanceler alemã em Berlim, após uma reunião com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, para preparar o Conselho Europeu de 28 e 29 de junho, em Bruxelas.

Merkel lembrou, citada pela Lusa, que na referida cimeira deverá ser aprovada uma agenda para o crescimento na Zona Euro, que incluirá o combate ao desemprego, vincando também que «é importante que o crescimento seja orientado para aumentar a competitividade» da Europa face a outros mercados mundiais.

Chanceler alemã diz que austeridade é «tão importante como crescimento económico»A responsável voltou a manifestar o seu apoio ao requerimento que a Espanha anunciou que irá apresentar para financiar a sua banca através do fundo de resgate europeu, lembrando que melhorar a supervisão dos bancos é uma das medidas que a Zona Euro terá de tomar, «passo a passo», para evitar erros cometidos anteriormente.

É importante também que o requerimento do Governo espanhol «seja especificado e que os mercados saibam o que realmente representa», advertiu.

«Só assim se pode recuperar a confiança na Zona Euro, e é sobretudo de confiança que a Zona Euro precisa», disse ainda a chefe do Governo alemão.

Convidada a comentar notícias saídas hoje na imprensa internacional sobre uma eventual compra de dívida pública espanhola da Espanha e da Itália através do atual e do futuro fundo de resgate, no montante de 750 mil milhões de euros, a chanceler garantiu que «não há planos concretos» nesse sentido.

Mas lembrou que no atual Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e no futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) está prevista a compra de títulos da dívida pública de países do euro no mercado secundário, «sob determinadas condições».

Rutte manifestou apoio à política de austeridade defendida por Berlim, e advertiu que a Holanda, a Alemanha ou a Finlândia, apesar de terem uma boa situação financeira, só poderão continuar a ajudar os países mais endividados do sul da Europa «se estes respeitarem os compromissos que assumiram».

 

Retirado do Push



publicado por olhar para o mundo às 10:07 | link do post | comentar

Os Jacksons vão voltar a actuar todos juntos

Os Jacksons vão voltar a actuar todos juntos (DR)
tournée que pretende fazer regressar os Jackson´s ao mundo da música tem início esta quarta-feira no Rama Casino, em Ontário, no Canadá. Três anos depois do desaparecimento de Michael, os irmãos ainda não se habituaram à ideia de actuar sem ele.

Marlon Jackson revela, em declarações à Associated Press, que ainda acorda e pensa para si mesmo. “Eu não acredito que o meu irmão não está aqui”.

O regresso dos Jackson não tem sido fácil para os quatro membros que ainda restam do grupo. O desaparecimento da estrela da banda e ícone dá música pop, Michael Jackson ainda pesa sob os outros elementos das Jackson´s. Jermaine Jackson confessou à mesma agência noticiosa que é habitual ir-se "abaixo durante os ensaios". “Estou habituado a ter o Michael à direita, seguido do Marlon e por aí em frente. É algo a que nunca nos habituamos”.

De acordo com Jermaine Jackson, o regresso dos Jackson´s era algo que já vinha sendo falado entre os irmãos mas, depois da morte de Michael, os outros membros precisaram de tempo para se “curarem”. Esta nova vida foi meticulosamente preparada e os irmãos rearranjaram os sucessos da banda para poderem adaptar-se melhor ao som do grupo sem a voz do irmão mais famoso. A tournée também vai servir como uma forma de homenagem a Michael Jackson com a apresentação de um medley que terminará com a música “Gone Too Soon”.

tournéenão passará pela Europa e, fora o primeiro concerto, todos os outros terão lugar nos Estados Unidos da América. Entre os palcos escolhidos está uma passagem plena de simbolismo pelo Harlem’s Apollo Theatre, onde os Jackson 5 ganharam um prémio enquanto amadores.

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 20.06.12
Procura-se um amante

 

Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores. 


Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas ?!". 


Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte:


Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. 

Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido... 

Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"? 
"Ir vivendo" é ter medo de viver. 

É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva.

"Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. 
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...

Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: 
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida". 

Texto: Dr. Jorge Bucay 

Livro: "Hay que buscarse un Amante" 

 

Via Trabalhos de Larose



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Paulo Bento:

Em dia de aniversário, o seleccionador nacional lançou um olhar sobre o República Checa-Portugal de quinta-feira e disse desconfiar da estratégia mais defensiva anunciada pouco antes por Michal Bilek. "Normalmente, guardamos a informação mais importante para nós", atirou.


Humildade. É este o estado de espírito que Paulo Bento quer conservar durante os 90 minutos de jogo. “Se perdermos um por cento que seja da humildade, teremos muito mais dificuldades”, alerta o treinador, ressalvando que “as duas equipas partem na mesma situação". 

Sem favoritismo e de olhos bem abertos, é assim que a selecção vai entrar em campo no Estádio Nacional de Varsóvia, cujo relvado não estará nas melhores condições (situação que obrigou, inclusive, a uma alteração no calendário de treinos). “Cada vez acredito menos que 50 minutos ou uma hora de treino de adaptação tenham alguma influência no jogo do dia seguinte”, desvalorizou o técnico.

Do lado da República Checa, a grande dúvida é a inclusão ou não de Tomas Rosicky na equipa. “Jogue Rosicky ou não, não abdicaremos da nossa estratégia. O adversário joga no mesmo sistema das selecções que defrontámos até agora", atirou Bento, garantindo que está familiarizado com a forma como actuam os checos.

E o dia extra de descanso do adversário, pode fazer diferença? "Penso que, quando falamos de três e quatro dias, é mais penalizador do que uma equipa que tem quatro e outra cinco de descanso. Mas não acredito que por essa diferença isso nos passe factura”, resumiu o treinador, que ainda expressou um desejo em dia de festa. "Tentar transformar esta alegria que hoje é pessoal numa alegria colectiva”.

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 19:55 | link do post | comentar

TIRARAM O TAPETE AOS ALUNOS COM DISLEXIA

Não se sabe quantos alunos portugueses têm dislexia. Os problemas variam entre dificuldades de leitura, de compreensão, de ortografia ou de matemática. Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro concluiu que 5,4% dos alunos do 1º ciclo são disléxicos, mas, segundo a Associação Portuguesa de Dislexia, o número «é muito maior».

Até este ano letivo, essas crianças eram acompanhadas pelo Departamento de Educação Especial de cada escola, que construía os testes e os exames consoante as suas dificuldades. Era esta equipa de professores especializados, encarregados de educação, terapeutas e psicólogos que definia, caso a caso, o Programa Educativo Individualizado dos alunos disléxicos e os «critérios de adaptação» nos momentos de avaliação. Da chamada adequação das condições de avaliação, constavam possibilidades como a não pontuação dos erros, a redução do número de questões ou do texto, o prolongamento do tempo ou a leitura do enunciado.

«Em abril, o Júri Nacional de Exames alterou as regras. Os exames passaram a ser todos nacionais e deixou de ser permitida a leitura do enunciado», criticou a presidente da associação, Helena Serra, aotvi24.pt

Ministério da Educação mudou as regras dos exames apenas em abril. Caso de Constança é apenas um entre «milhares»Esta decisão ganhou relevo com a história de Constança, a menina de 14 anos de Odemira que está a ser obrigada a realizar os exames do 9º ano em igualdade de circunstâncias com os outros alunos. «Tiraram o tapete a milhares de alunos que usufruíram de adequações durante todo o ano letivo. As adequações não são nenhum favor que lhes estamos a fazer, é apenas o reconhecer que têm um cérebro especial», disse.

O ministro Nuno Crato garantiu que os casos de alunos disléxicos serão analisados «um a um». No entanto, e apesar das recomendações da escola, da terapeuta, da Direção Regional de Educação e até do Provedor de Justiça, Constança teve de ler o enunciado sozinha e não conseguiu completar o exame de Português por falta de tempo. O ministério alega que um aluno só pode completar o 9º ano se dominar o Português e a Matemática. «Concordamos nesse aspeto, mas só para um cérebro que processa as palavras normalmente. Um aluno disléxico tem pequenos distúrbios no processamento. Ao retirarmos-lhes esses direitos nos exames, estamos a colocá-los em desvantagem logo na linha de partida», explicou Helena Serra.

Nos exames nacionais está garantida a utilização da Ficha A, uma lista de possíveis erros destes alunos, sinalizados pelo departamento especial e pelo diretor de turma, e enviada ao corretor para que não os pontue. «O ministério diz que os alunos não vão ter mais benesses porque já têm a Ficha A, mas só os erros escritos é que não serão pontuados. Então e a dificuldade de leitura ou de compreensão? O ministério esqueceu-se de pensar nos efeitos da má interpretação...», lamentou a professora especializada em educação especial.

A Associação Portuguesa de Dislexia está a aconselhar os pais de alunos disléxicos a enviarem queixas para o ministério, onde já entregou uma petição com mais de 1200 assinaturas. Entretanto, vai enviar uma carta ao secretário de Estado da Educação com um conjunto de propostas, entre as quais a possibilidade de, durante a inscrição nos exames, as adequações realizadas ao longo do ano poderem ser descritas no impresso.

Propõe-se ainda um «modelo de 50 horas de formação específica para os professores», prioritariamente os da educação especial. Segundo Helena Serra, «os alunos não estão a ser apoiados por professores especializados e, quando começam a patinar, têm apoios educativos», que são «uma falácia do sistema», porque estes educadores têm «a mesma formação de outro qualquer». «Os alunos precisam de pessoas que saibam o que estão a fazer, logo no 1º ano ou mesmo, preventivamente, aos 5 anos», frisou.

A professora é a favor da escola inclusiva, mas apenas se isso se traduzir em «turmas reduzidas» e com o «apoio de um professor especializado» em dislexia.

 

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