Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Pelos pubianos masculino tirar ou não tirar,Pelos púbicos masculinos depilar ou não?

 

Quando se trata de mulher nenhum assunto é unânime, não é mesmo? Mas e quando o tema abordado são os pelos pubianos masculinos, nem assim há um consenso em comum? Pois é, parece que não! Em uma pequena e seleta enquete feita com algumas amigas pude perceber que os gostos são os mais variados e, enquanto umas querem um playground com a grama bem aparada, outras não fazem tanta questão.

Tudo bem que não é preciso ser radical e decidir em ter ou não pelos nas regiões, ou fazer o desenho certinho da virilha. Na verdade, quase nenhuma mulher quer isso.

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Mas, manter os fios sempre aparados vai deixar a região mais asseada, além de diminuir a produção de odores mais fortes por estar, na maioria das vezes, abafada.

 

De outro lado estão as mulheres que gostam de homens com um perfil mais másculo que preferem deixar a região ao natural, o que para elas é mais excitante, pois acham que os pelos são sinônimo de virilidade pura. E você, o que acha?

 

 

Via Vila Mulher



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Isaltino Morais foi libertado

Isaltino Morais foi libertado por volta das 19h desta sexta-feira, depois da juíza do Tribunal de Oeiras ter decretado a ordem de libertação imediata do presidente da câmara de Oeiras.

 

Cerca de 24 horas depois de ter sido detido, Isaltino Morais abandonou as instalações da Polícia Judiciária, onde ontem deu entrada com base num mandado de prisão pelo juiz do 2.º Juízo Criminal de Oeiras. A justificar a detenção esteve o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que confirmou, em Maio, a pena de dois anos de prisão efectiva aplicada pelo Tribunal da Relação de Lisboa, em 2010, ao ex-ministro do Ambiente do Governo de Durão Barroso, transitou em julgado no dia 19 deste mês.

O Tribunal de Oeiras decretou a libertação imediata de Isaltino Morais com base no princípio “in dubio pro reo” (em caso de dúvida, decide-se a favor do réu).

A decisão da juíza do Tribunal de Oeiras chegou depois de ter analisado uma certidão do Tribunal Constitucional a informar que estava pendente um recurso com efeitos suspensivos sobre acórdão do Supremo que confirmou a pena de prisão de dois anos a Isaltino Morais. Ao início da tarde de hoje, a magistrada ordenou a publicação de um despacho a pedir esclarecimentos aos tribunais superiores sobre a certidão. Algumas horas depois, ordenava a libertação do autarca.

 

Via Público



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A herança das freiras doceiras: Pastel de Tentúgal
Uma massa mais fina que uma folha de papel, mulheres que a esticam até ela quase rasgar, um convento cheio de histórias. O que as freiras deixaram a Tentúgal foi mais do que um bolo, foi uma forma de sobrevivência. É com ele que começamos uma série sobre os 21 candidatos a maravilhas da gastronomia portuguesa.
A sala parece um pequeno ginásio. O chão está coberto com um colchão fino e um pano branco, imaculado. Gracinda faz lembrar uma professora de judo, movendo-se pelo espaço com passos ao mesmo tempo leves e firmes. Atira para o centro um grande pedaço de massa, que cai pesadamente. Depois, com gestos decididos, a mulher vestida de branco começa a dar puxões na massa pega numa ponta e estica-a, como se estivesse a fazer uma cama; depois outra ponta; e outra; e outra. A massa faz um balão no ar e vem assentar levemente sobre o pano branco.Se alguma vez se interrogaram como é que é possível os pastéis de Tentúgal terem uma massa tão fina e estaladiça, a resposta está aqui. Durante algum tempo, Gracinda continua o seu ritual, e se, de tão esticada, a massa ameaça abrir um buraco, ela atira-lhe imediatamente com um dos panos que tem ao ombro para travar o rasgão. No final, o resultado terá 0,05 milímetros será mais fino que uma folha de papel vegetal.Temos alguma dificuldade em imaginar como o fariam as freiras no convento de Tentúgal. Teriam também salas enormes, panos no chão, e andariam assim, em coreografias de judocas? Tanto não sabemos. Mas Olga Cavaleiro, da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal, conhece muito desta história do doce que está entre os 21 finalistas da eleição para as sete maravilhas da gastronomia portuguesa, cujos resultados serão anunciados no início de Setembro. "O pastel nasceu há cerca de quatro séculos, aqui, no Convento da Nossa Senhora da Natividade, das freiras carmelitas. Era usado para dar às crianças doentes. Nesse tempo, o açúcar funcionava como medicamento em situações de carência alimentar."Os registos mostram que, sobretudo a partir do século XVII, as freiras encomendam grandes quantidades de farinha. E no inventário da cozinha aparece também a referência a dois alguidares para lavar os pés seria, talvez, porque já então andavam descalças sobre a estopa onde esticavam a massa.Mas, em 1834, com a extinção da ordens religiosas, o pastel torna-se para as freiras uma forma de sobrevivência. De repente, foi proibida a entrada de noviças e todas as propriedades e rendas reverteram para o Estado. "Para colmatarem a falta de dinheiro, elas passaram a vender pastéis numa das rodas do convento (havia outra para a troca de mercearias, e a das crianças abandonadas). Nessa altura, tinham formato de palito e não tinham ainda amêndoa no recheio".Conta-se e a literatura confirma que os pastéis de Tentúgal eram já procurados por quem vinha de Coimbra. Entre eles, claro, muitos poetas e estudantes. Na sua Carta a Manuel, António Nobre (1867-1900) relata a esperança de encontrar um bilhetinho da amada escondido entre as folhas finas do pastel."Tentugal toda a rir de cazas brancas!/ A linda aldeia! Venho cá todos os meses/ E contrariado vou de todas essas vezes./ Venho ao convento vizitar a linda freira/ Nunca lhe fallo: talvez, hoje, a vez primeira.../ Vou lá comprar um pastellinho, que eu bem sei/ Que ele trará dentro um bilhete, isto sonhei:/ Assim o pastellinho, ó ventura sonhada!/ Tem de recheio o coração da minha amada./ Abro o envelope ideal. Vamos a ver... Traz? Não!/ Regresso a Coimbra só com o meu coração".E há quem conte que a massa era tão fina precisamente para que os tão esperados bilhetinhos pudessem ser escondidos entre as folhas e lidos à transparência delas.

O poder das mulheres

Via Público


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Em Portugal, a campanha de promoção do concurso arrancou esta semana
Martini lança concurso mundial para encontrar protagonista da nova campanha publicitária. O vencedor poderá beijar dez mulheres e ganhará 150 mil euros.
Em Portugal, a campanha de promoção do concurso arrancou esta semana

Ana Beatriz Barros é uma das modelos da Victoria Secret's que poderá ser beijada pelo vencedor do concurso Kisser Casting, promovido pela Martini para encontrar o protagonista da próxima campanha publicitária mundial.

 

Fonte oficial da Bacardi Martini Portugal refere que ainda não está definido em que contexto é que isso acontecerá. "Poderá ser num evento ou no próprio anúncio", avança.

 

O vencedor do concurso que decorre em 16 países ganhará também 150 mil euros em dinheiro. Os candidatos podem ser homens ou mulheres com mais de 25 anos e a inscrição é feita na página da Martini no Facebook, até ao próximo sábado. O eleito, segundo a Martini, será aquele que tiver a "melhor e maior atitude".

 

Em Portugal, a campanha de promoção do concurso arrancou esta semana e é protagonizada por Rui Unas. Para a Martini, o apresentador de televisão consubstancia o novo posicionamento que a marca reclama para si, que passa por ter uma atitude irreverente e positiva perante a vida. A expressão desta forma de estar, que pretende seduzir os jovens entre os 18 e os 25 anos, é a nova assinatura da marca: 'Luck is an attittude' (Sorte é uma atitude).

 


Via Expresso



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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Casal na cozinha

Dicas para você ter muito prazer com a rapidinha

 

 

Quem foi que disse que só os homens terminam uma rapidinha satisfeitos?  "A história de que as mulheres não conseguem se excitar rapidamente é mito", afirma a sexóloga e psicóloga Jussânia Oliveira. O grande segredo para terminar a transa nas nuvens é mergulhar de cabeça no clima do momento. Se você ainda não conseguiu aproveitar o sexo a jato como se deve, confira dicas poderosas para a hora H. Se sabe como ele pode ser quente, use nossos toques para incendiar ainda mais a noite!

Aquecimento
Acha que a noite vai ser propícia para uma rapidinha? Um pouco antes de encontrar seu amado, comece a pensar no que vocês dois podem experimentar. Assim você já estará excitada e precisará de bem pouco para atingir o orgasmo. "Troque torpedos de celular com seu parceiro, faça insinuações por telefone, enfim, crie a expectativa", sugere a psicóloga e terapeuta sexual Arlete Maria Girello.

Entre de vez no clima
"A rapidinha quase nunca é confortável", lembra Arlete. Transforme isso em vantagem: pense que é justamente esse improviso que torna as coisas mais excitantes. Significa que seu namorado quer você naquele segundo e não consegue esperar nem mais um pouquinho para vocês chegarem ao quarto. Mostre-lhe que você quer que ele a toque com intensidade, pois em uma rapidinha a pegada é fundamental. "O que vale é o amasso do momento, pois não haverá preliminar ou sexo oral", lembra Arlete.

O lugar ideal
Não é à toa que quando falamos em rapidinha logo vêm à cabeça lugares como o carro, o banheiro de uma festa, a varanda do apartamento, uma praia deserta, o elevador do prédio (sem câmeras, é claro)... Escolher situações e locais inesperados e com jeito de proibidos aumenta a carga de prazer do sexo. Só não vale se arriscar. Afinal, ser flagrado pelo porteiro do prédio pela câmera ou então pela polícia por atentado ao pudor só vai trazer problemas.

Comece a falar
Chegue bem perto do ouvido dele e fale sobre sexo. Sussurre o que você está sentindo no exato momento. Com certeza, ele vai topar entrar na conversa. Some o clima quente da situação ao papo picante e você definitivamente vai conseguir acelerar seu orgasmo e aproveitar o sexo vapt-vupt.

Posicione -se!
Escolher posições que permitam fricção na região clitoriana facilita para você. "Afinal, apenas 15% das mulheres chegam ao orgasmo apenas com a penetração", afirma Jussânia. Peça a ele que fique em pé e sente você sobre uma mesa, uma pia ou uma cômoda. Outra ideia é sentar no colo do parceiro, numa cadeira ou no banco da frente do carro, de frente para ele. Se a posição escolhida não favorecer o contato com a região, peça, ao pé do ouvido, que ele dê uma mãozinha. Ou, para esquentar mais as coisas, toque você mesma o seu corpo. Os dois vão adorar.

 

Via Abril



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Ministra brasileira não gostou do conteúdo do anúncio
Ministra brasileira não gostou do conteúdo do anúncio (DR)

Um ano depois da proibição do anúncio da americana Paris Hilton pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, por ser “demasiado sexy”, a Secretaria de Políticas para as Mulheres, dependente da Presidência brasileira, pediu agora a suspensão de um conjunto de anúncios com a manequim brasileira Gisele Bundchen. A secretaria defende que a publicidade “reforça o estereótipo, enganoso, das mulheres como objectos sexuais para os seus maridos”.

 

Os anúncios estão a ser transmitidos desde o dia 20 de Setembro nos canais de televisão brasileiros e, segundo um comunicado da presidência, desde essa altura a Secretaria de Políticas para as Mulheres tem recebido várias “reclamações de indignação que dizem respeito à publicidade”. A presidência enviou uma carta com um pedido de suspensão ao responsável pela regulação da publicidade, “manifestando o seu repúdio à campanha”. 

No anúncio, que publicita roupa interior da marca Hope, a modelo brasileira (que goza de grande projecção internacional) ensina as mulheres qual a melhor forma de transmitir más notícias aos seus maridos. Primeiro a modelo aparece vestida a informar o marido que algo menos bom aconteceu. Logo depois, vestida apenas com roupa interior, Bundchen dá a mesma notícia ao marido, com a marca a sublinhar que essa é a forma "certa" de transmitir más notícias. A publicidade termina com a voz de um narrador a dizer: “Você é brasileira, use o seu charme”.

A secretaria, que depende directamente da presidente Dilma Rousseff, afirma que a publicidade tem um conteúdo discriminatório e que infringe os artigos referentes aos direitos das mulheres consagrados na Constituição brasileira. 

O proprietário da marca de roupa também já se pronunciou sobre a nota divulgada pela secretaria da presidência: “O objectivo definido era mostrar, com humor, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pudesse ser uma arma eficaz, no momento de dar uma má notícia”.

Não se conhece ainda a decisão do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária do Brasil, país onde é recorrente a utilização da sensualidade e o corpo das mulheres nos anúncios publicitários para promover diferentes tipos de produtos.

Via Público



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Pensavam que comer um leitão da Bairrada era fácil? Há muito a aprender para fazer as coisas da forma correcta. Mas na região onde se assam e servem cerca de três mil leitões por dia, há quem nos ensine todos os truques. É um curso rápido e saímos especialistas
Como em tudo, também no leitão da Bairrada existem os puristas. E, se queremos fazer as coisas bem feitas, é com eles que devemos aprender. Atenção, portanto, porque Victor Oliveira, da Confraria do Leitão da Bairrada, e Joaquim Almeida, da Confraria das Almas Santas da Areosa e do Leitão, estão a explicar-nos como se deve comer correctamente o leitão, um dos 21 finalistas do concurso das maravilhas da gastronomia, que em Setembro anunciará os sete vencedores.Os meus interlocutores aos quais se juntou entretanto o presidente da Câmara da Mealhada, Carlos Cabral erguem as vozes num coro bem humorado para que uma coisa fique claríssima: há o leitão da Bairrada e o leitão à Bairrada. E nessa ausência da letra está tudo aquilo que importa. Está, no fundo, esta evidência: existe um original e existem as imitações.E estamos aqui para eles nos explicarem o que faz um original. A Churrasqueira Rocha, na Mealhada, casa fundada em 1978, tem matadouro próprio, nas traseiras. É aí que entramos, para Joaquim Luís, responsável do restaurante, nos explicar o processo. Está tudo impecavelmente limpo. Os leitões para esse dia foram mortos há horas, pelas sete da manhã, e aquilo a que assistimos é (felizmente) à descrição do processo mas sem animais.Avançamos para uma primeira zona, dividida em espaços menores, com muros baixos, que é para onde os leitões entram. Numa das paredes, uma placa indica "leitões suspeitos", o que dá ao local um certo clima de sala de interrogatórios. Mas trata-se apenas de um dos vários cuidados a ter para garantir a qualidade do que chega à mesa. Se há suspeita de que alguma coisa não está bem com um dos bichos, este é posto à parte e, na realidade, poupado à sorte dos outros, que seguem para a fase seguinte.É difícil dizer quantos animais são mortos por dia, explica Joaquim Luís, porque há grandes diferenças. "Hoje [uma quarta-feira] serão uns 15, mas no sábado já poderão ser 40." Se há uns anos muitos animais vinham de pequenos criadores da região, hoje, com as rigorosas regras de higiene e segurança impostas, muitos destes criadores desapareceram, e os leitões vêm de pecuárias com alguma dimensão em várias zonas do país.

"Não pode ser aquecido"

E aqui chegam pequeninos têm mais ou menos seis semanas de vida, e não deverão pesar mais do que 11 quilos, o que significa que depois de cozinhados terão quatro quilos, quatro quilos e meio (as raças mais usadas são a Bísara e a Malhado de Alcobaça, mas também a Bairradinus, que resulta de um cruzamento de Bísara com a Camborough). "É conveniente que o leitão esteja dois ou três dias a desmamar, tem que se lhe dar farinhas, milho, couve, que é o que lhe vai tirar o sabor do leite", explica Victor Oliveira, reconhecendo, contudo, que nem sempre isso é possível.Uma das grandes preocupações de Joaquim Luís é a gestão do número de animais a matar por dia. "A carcaça não pode estar mais do que 24 horas no frio, porque perde qualidades." E o número de clientes pode ser difícil de prever.O objectivo é que, quando o cliente se senta à mesa, a carne lhe chegue o mais possível próximo do momento em que saiu do forno. "O leitão só se deve comer de duas formas: quente ou frio. Não pode ser aquecido", avisa Victor Oliveira. "Tem que estar muito crocante por fora e a carne tem que ser dura e gordurosa", acrescenta Joaquim Almeida. E, no entanto, alerta ainda Victor, "não pode estar assado de mais, senão a carne torna-se mole".E os especialistas lançam-se a recordar um ritual que havia nas casas senhoriais: "Antes de o leitão ser servido, o assador vinha com ele para o apresentar à pessoa mais importante da casa que, com um golpe de um prato de porcelana, separava a cabeça do corpo. Se a cabeça se separasse bem, dizia: 'Está bem assado, pode servir.'"Mas isto são rituais antigos, que dificilmente se poderiam manter na Mealhada, onde, segundo o presidente da câmara, já existem hoje 54 restaurantes a servir leitão, isto sem contar com os assadores, que não funcionam como restaurantes (em toda a região da Bairrada, calcula-se que existam mais de 200 restaurantes e mais de 100 assadores, a servir três mil leitões por dia, podendo um leitão alimentar 12 pessoas). Um fenómeno que começou por volta de 1910, com dois restauradores "o avô do Pedro [hoje o restaurante Pedro dos Leitões], que era o Álvaro Pedro, e o António Marcelino", este último especializado nas sandes de leitão. "Os meus avós já se lembram de comer leitão quando ainda nem era à beira da estrada, quase nem automóveis existiam", conta Carlos Cabral, rindo.O negócio foi crescendo, mas no início dos anos 90 houve um susto. "Pensou-se aqui que quando abrissem a auto-estrada [A1] os restaurantes estariam desgraçados, porque as pessoas deixariam de vir pela Estada Nacional", recorda o presidente da câmara. "Mas verificou-se o contrário: a Mealhada deixou de estar a três horas do Porto para passar a estar a 45 minutos e Lisboa deixou de estar a um dia de distância para passar a estar a duas horas. Muita gente passou a vir aqui de propósito para comer o leitão."E continua a ser assim. Dos dois lados da estrada, restaurantes anunciam o famoso leitão e não é só na Mealhada, mas em toda a região da Bairrada. Está-se, aliás, já a apostar numa promoção conjunta dos produtos da região o leitão e o vinho. A antiga estação da Curia, onde antes chegavam os visitantes para uma temporada nas termas, foi recuperada (o projecto original é do arquitecto Cottinelli Telmo, com painéis de azulejos de Jorge Barradas) e transformada na sala de visitas da Rota da Bairrada e mesmo as termas promovem, a par dos tratamentos com água, provas de vinhos e visitas a adegas.

Batatas fritas ou cozidas?

Via Público


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Jeff Bezos na apresentação da nova linha de Kindles
Jeff Bezos na apresentação da nova linha de Kindles (Shannon Stapleton/Reuters)
Foram mais novidades do que toda a gente esperava – e a preços mais reduzidos. A Amazon parece querer toda a gente a lerebooks e apresentou esta tarde três novos Kindle com ecrã de tinta electrónica (dois a custarem menos de 100 dólares) e ainda um tablet Android, por 199 dólares.

Esta é a primeira vez que a Amazon apresenta Kindles abaixo dos 100 dólares, numa estratégia para fazer crescer ainda mais o negócio de livros electrónicos em que tem apostado com sucesso.

O modelo mais barato custa agora 79 dólares e não tem um ecrã sensível ao toque (o que a empresa descreveu como uma vantagem para quem não quer dedadas no ecrã). “Vamos vender milhões destes”, antecipou o presidente e fundador da empresa, Jeff Bezos, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

Com um peso de 170 gramas e desenhado para poder ser guardado num bolso, o novo Kindle vai apelar sobretudo aos utilizadores que queiram um aparelho simples de leitura. 

A Amazon mostrou ainda um modelo que custa 99 dólares e que tem um ecrã sensível ao toque e um Kindle de 149 dólares, que integra ligação 3G gratuita em vários países.

Todos os preços são para aparelhos com publicidade incluída, um sistema que a Amazon já tinha integrado este ano num dos modelos anteriormente à venda: quando não está a ser usado, o ecrã do aparelho mostra anúncios publicitários. Para modelos sem publicidade, os preços sobem.

Para Portugal, porém, só está por agora disponível o modelo mais barato, na versão sem publicidade. Custa 122 euros.

A Amazon nunca divulgou os números de venda dos sucessivos modelos de Kindle (o primeiro foi lançado em 2007). A empresa avança apenas que é o produto da Amazon mais vendido e em Maio deste ano as vendas a livros electrónicos ultrapassaram pela primeira vez as de livros impressos. Hoje, Bezos anunciou já ter vendido mais de um milhão de livros para o Kindle.

Concorrer com a Apple


Como já era antecipado há muito, a livreira decidiu entrar no mercado dos tablets – que são também usados para a leitura de livros.

tablet mostrado hoje chama-se Kindle Fire e tem um ecrã de sete polegadas a cores e que emite luz (contrariamente aos ecrãs de tinta electrónica dos outros Kindle). Está equipado com o sistema Android, que é a principal plataforma a concorrer com a Apple. Tal como muitos outros fabricantes fizeram, a Amazon desenhou uma interface própria para o seu aparelho. Para já, não pode ser encomendado a partir de Portugal.

O Fire é o último elo da estratégia que a empresa tornou clara este ano. Em Março, a empresa já tinha lançado uma loja de aplicações para Android independente do Android Market (que é do Google) e um sistema de armazenamento de música vocacionado para aparelhos com este sistema. Para além disto, tem um serviço para guardar qualquer tipo de ficheiros online e torná-los acessíveis em telemóveis, tablets e computadores. 

O aparelho não tem especificações técnicas comparáveis às do iPad, que é o mais vendido dispositivo deste género e a referência no sector. Mas, nos 199 dólares, custa menos de metade do preço do iPad mais barato e a integração com os vários serviços da Amazon pode aliciar consumidores.

Este tablet vem completar o conceito de que os utilizadores podem guardar praticamente tudo na “nuvem” de servidores da Amazon e aceder a partir de um tablet com ligação à Internet. “Esse modelo em que somos responsáveis por guardar todo o nosso conteúdo é um modelo falhado”, argumentou Bezos, numa referência ao sistema da Apple, em que os utilizadores têm de transferir os ficheiros do iPad, iPhone ou iPods para o computador e vice-versa.

A entrada da Amazon no mercado dos tablet é um desafio diferente para a Apple do que o actualmente colocado pela torrente de fabricantes que se lançaram no segmento, como a Samsung, HTC e Asus, e que estão longe do ritmo de vendas do iPad.

Enquanto a actual concorrência da Apple tem um modelo de negócio assente na venda de aparelhos, a Amazon vende também conteúdos, o que inclui, para além de livros, assinaturas de jornais e revistas, bem como, nos EUA, filmes e música.

Por outro lado, a Amazon tem uma política de vendas exclusivamente online, o que tende a ser prejudicial em aparelhos de electrónica, onde potenciais compradores gostam de experimentar antes de comprar (a Google acabou por fechar a loja online onde vendia em exclusivo o seu primeiro telemóvel Android e desistir desse modelo).O mercado dos tablets, porém, tem sido duro para alguns fabricantes que tentaram seguir no caminho aberto pela Apple. A HP anunciou em Agosto que ia desistir do sector, menos de dois meses depois de ter colocado à venda o seu primeiro tablet. Já a Research In Motion, que produz os telemóveis BlackBerry, decepcionou investidores ao apresentar vendas de apenas 200 mil unidades do seu PlayBook nos primeiros três meses.

 

Via Público



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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
Lingerie vermelha
Lingerie vermelha

Se juntar o vermelho e o roxo num ambiente erótico, terá momentos inesquecíveis. Experimente!

 

 

Para aqueles que gostam muito de sexo, a teoria cromática, ou seja, a que está relacionada com as cores, pode ser uma ajuda para aumentar a líbido do casal. Após o ato sexual, as pupilas ficam dilatadas e os corpos, quentes e suados, saboreiam o momento. Os lábios ficam mais vermelhos, assim como a pele, provocados pelo desejo e excitação. Mas, aos poucos, a derme vai retomando a sua cor natural à espera de um novo momento de prazer.


Desde que existe vida no universo, as cores estão presentes e são sinónimo das mais variadas formas de comunicação. Mas sabia que os vários tons podem ser um elemento afrodisíaco?

Vermelho e roxo

Certas cores, como o vermelho e o roxo, são sinónimo de um grande apelo erótico. Estes dois tons têm uma forte influência sexual através de associações e reações cromáticas, o que pode ajudar na altura do ato sexual ou na preparação do mesmo.O vermelho é visto como uma cor afrodisíaca e feminina, já que tem a capacidade de fazer com que os homens se sintam sexualmente estimulados por ela. Por outro lado, o roxo é um afrodisíaco masculino, pois tem o poder de mexer com a líbido da mulher, independentemente de ela gostar deste tom ou não.

Criar um ambiente sensual

Não é só o ato sexual que conta para deixar os parceiros estimulados. Quase sempre o ambiente em que o casal está inserido influencia e excita. Para criar um clima especial, tanto o vermelho como o roxo devem ser usados na decoração do quarto. Roupa de cama com detalhes destes dois tons, uma jarra com flores, um quadro, um candeeiro e tudo o que a imaginação permitir, vai ajudar certamente no momento a dois. Há que ter em linha de conta que, por exemplo, um lençol todo vermelho não tem o mesmo efeito positivo só porque ocupa um espaço maior. O que faz com que a cor tenha o resultado desejado é o seu uso subliminar, a forma como passa quase impercetível ao subconsciente.

Noite perfeita

Algumas mulheres preferem a cor vermelha em pequenos detalhes do seu dia-a-dia e, às vezes, nem se dão conta do efeito que isso pode ter no sexo oposto. Uma peça de roupa, lingerie, batom e verniz neste tom forte são pormenores que não passam despercebidos aos olhos dos homens. No caso deles, para que consigam que elas fiquem excitadas basta usarem uma gravata, umas cuecas ou outro pormenor roxo. Se associar os tons a um ambiente com música clássica, misturado com alimentos picantes, então a noite será perfeita!

Para relaxar

Os tons claros, como o verde, o lilás ou o azul-bebé, podem ser usados pelo casal para momentos de relaxamento que são fundamentais depois do sexo. Mas, se pretende que a sua relação seja temperada com bom humor, então poderá juntar-lhe um pouco de laranja, já que é uma cor positiva. Deve evitar o amarelo, porque é um tom que causa stresse e nervosismo, e o branco, que pode originar preocupações e inquietações. 


Via Tv Mais



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O Trama 2011 vai sair de Serralves e espalhar-se pela cidade do Porto
O Trama 2011 vai sair de Serralves e espalhar-se pela cidade do Porto (DR)

Haverá concertos, performances, dança, instalações, cinema, teatro, conferências, e até uma corrida de carros telecomandos sobre uma pista de vinil... Será assim na sexta edição do festival Trama, que vai decorrer de 13 a 16 de Outubro em vários espaços – convencionais uns, outros nem tanto – da cidade do Porto. “Gostava que o Porto fosse uma cidade tramada”, disse hoje João Fernandes, director artístico do Museu de Serralves, na apresentação do programa deste festival que já ganhou raízes e deixou marcas no calendário urbano portuense.

Como tem acontecido nas edições anteriores, o Trama 2011 vai sair dos muros de Serralves e mostrar as potencialidades cénicas, e mesmo dramáticas, de múltiplos lugares na Baixa portuense, da estação de S. Bento ao Museu Militar, do Ateneu Comercial à Livraria Latina, do Hotel D. Henrique à Faculdade de Belas Artes e de Letras, do Passos Manuel ao Lofte e também ao espaço público... Ao todo, estarão em cena 37 projectos reunindo 92 participantes de 18 nacionalidades; uma trama de experiências estéticas singulares e colectivas que as programadoras Cristina Grande a Rita Castro Neves apresentam como “uma conspiração de artistas, que acrescenta cidade à cidade”.

O programa abre ao final da tarde (19h00) do dia 13, no auditório da Faculdade de Belas Artes, com o professor, músico e artista multidisciplinar canadiano Christof Migone a fazer a conferência “Sonatic Somatic: Performances of the Unsound Body”, na exploração sonora do corpo e da linguagem; e encerra, na noite de 16 de Outubro, no Auditório de Serralves, com um prometedor concerto para 15 extintores pelo músico sueco Sven-Äke Johansson.

Entre tudo o que irá acontecer pelo meio, aqui ficam algumas notas. Na área da performance, WOL é um duo sueco (Lovisa Johansson+Wenche Tankred) que se estreia em Portugal apresentando no Porto três peças diferentes, “Wheel Barrow Poetry”, “Etude in Red” e “Cincumflex” – trabalhos sobre o tema da moda e questões de género, em performances visuais e sonoras que questionam as convenções sociais. Outro performer com presença repetida no programa será Paulo Mendes, com as intervenções “S de Saudade, Restos de Colecção”, “S de Saudade, a Tortura da Memória” e “Silêncio, ordens, preces, ameaças, elogios, censuras, razões, que querem que eu compreenda do que eles dizem”, todas elas tendo em comum o desejo de abordar os anos do Estado Novo e de “tratar o apagamento da memória da História portuguesa, e de uma sociedade que não conseguiu ainda exorcizar e libertar-se da fantasma de Salazar”, explicou hoje o artista na conferência de apresentação do Trama. 

 

Via Público



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Já sabemos o motivo que levou Alberto João Jardim a ficar quase 40 anos no poder. É que o dr. Jardim é muito mau no seu passatempo, ou seja, não dá para piadista. É caso para dizer don't quit your day job, dr. Jardim.

 

No início do fim-de-semana, este Hugo Chavéz atlântico lançou a piadinha chapa 5: a Madeira independente. No final do fim de semana, o nosso querido Alberto baixou uma oitava e apenas disse que deseja mais autonomia. Ora, isto até teria graça, sim senhor, se não fosse ofensivo para os contribuintes do continente. A autonomia da Madeira tem sido financiada pelos nossos impostos. A canalhada cubana é estúpida, mas lá vai pagando a governação do dr. Alberto. Nós damos 300 milhões num tal subsídio de insularidade à Madeira, e os madeirenses têm impostos baixíssimos. E agora o dr. Alberto vem dizer que quer ainda mais autonomia? Quer o quê? 500 milhões de subsídio de insularidade? Quer impostos ainda mais baixos? Quer que o nome de Portugal passe a ser "República Portuguesa do Contintente cubano e da gloriosa ilha da Madeira fundada pelo excelso dr. Jardim, o Bolívar do Funchal"? Pensando bem, acho que devemos propor uma coisa ao dr. Jardim: please, quit your day job.   

 

Este bravo dr. Jardim faz lembrar o filho ali da D. Laurinda: saiu de casa com grande alarido, ai, já sou adulto, mas agora vem deixar a roupa suja na casa da mãe, e as contas também. O jardinismo é como este rapazola: sozinho, sem a ajuda da mãe (os "cubanos"), não conseguiria encontrar a cabeça com as duas mãos. O dr. Alberto quer ser um homenzinho? A Madeira quer ser uma mulherzinha?Então que abdiquem dos subsídios e que paguem impostos iguais aos do continente. Quando fizerem isso, então sim, já terão moral para falarem com aqueles narizinhos para cima. 



Via Expresso



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A história do polvo passa pela baleia: Polvo dos Açores

 

O polvo assado não é o prato mais célebre das ilhas dos Açores, mas ficámos a saber que tem história: começou a ser apanhado, porque andava a rondar os mariscos que se alimentavam dos desperdícios das baleias. Num arquipélago de vários ciclos económicos, há também um ciclo entre as vidas do polvo e da baleia.

O polvo chegou à mesa majestoso, como um rei-sol com os grossos raios dispostos em volta, e as fiéis batatas a rodeá-lo em silenciosa admiração. Mas, por muito digno que fosse candidato dos Açores ao concurso das maravilhas da gastronomia portuguesa, numa lista de 21 finalistas da qual sairão em Setembro os sete vencedores, vinha sem história. Como é que este prato relativamente desconhecido chegou à final era algo que estávamos curiosos por perceber.  

A história do polvo, essa, haveria de entrar pela porta do restaurante Mariserra, na localidade de São Roque, ilha de São Miguel, exibindo um também majestoso bigode branco. Expliquemos: o nosso anfitrião neste jantar é António Cavaco, confrade-mor da Confraria dos Gastrónomos dos Açores, nascida em 2002, e responsável pela candidatura de várias especialidades açorianas, entre as quais o polvo, ao concurso. E é este homem, de bigode de pontas retorcidas, que nos vai contar toda a história do polvo.

Mas antes dessa viagem que nos levará aos Açores da pesca da baleia e aos ciclos económicos das ilhas, da pimenta malagueta à laranja, passando pelo vinho, é necessário um esclarecimento: o polvo não era a grande aposta da confraria. E o melhor é contar essa história já para nos podermos depois concentrar no polvo, que, na realidade, não tem culpa nenhuma.

"Das mais de 20 candidaturas apresentadas pelos Açores, sete passaram para a fase de pré-selecção", conta António Cavaco. Lá estavam o cozido das Furnas, a carne de alcatra, a sopa do Espírito Santo, o ananás, o queijo de São Jorge. Mas o júri de personalidades que escolheu as 21 finalistas acabou por eleger o polvo. "Chocou-me que não tivessem passado o cavaco [marisco da família da lagosta, que nos Açores chega a atingir os três quilos] e as cracas, que não existem em mais lado nenhum e que, juntamente com a carne, eram a nossa grande aposta. O cozido das Furnas, por exemplo, tem a particularidade da confecção [nas caldeiras naturais da lagoa das Furnas] que o torna único", confessa o confrade.

Bom, mas foi o polvo o eleito, a confraria está agora 100 por cento ao lado do polvo e Cavaco vai explicar porque é que este prato tem tudo a ver com os Açores. "Somos um país de polvo. Encontramos polvo de todas as formas, em arroz, filetes, braseado. Mas ainda não descobri no continente um prato de polvo no forno. E não é em todas as ilhas dos Açores que se come polvo no forno, a versão do polvo guisado é muito mais comum", diz.

Com meia lagosta comida...

No fundo tem tudo a ver com... a baleia. "Os Açores foram vivendo por ciclos económicos, o da baleia foi um dos últimos e constituía praticamente toda a economia das ilhas." Conta-se que a primeira referência à pesca da baleia nos Açores é do século XVI, quando os pescadores terão encontrado uma morta ao largo da Ilha de Santa Maria, mas foi só a partir da segunda metade do século XVIII que se começou a capturar baleias de forma mais sistemática.

"Exportava-se a carne, o óleo, e havia toda uma actividade piscatória junto às zonas ribeirinhas. A baleia era esquartejada no cais e os ossos, o sangue, as vísceras, ia tudo para o mar e isso levava à formação de colónias de vida marítima nas zonas junto às fábricas." E um dos animais que andava a rondar por ali era o polvo, que se alimenta de outros moluscos e de marisco, o que explica que seja mais ou menos gostoso dependendo das zonas onde vive.

Era uma pesca fácil. "Chamavam-lhe a pesca das necessidades familiares, não requeria grandes artefactos." Podia ser tão simples como isto (António Cavaco garante que fez ele próprio a experiência): "Arranja-se um cordel, um anzol e um pano branco. Na maré baixa, quando os polvos estão escondidos no meio das rochas, atira-se tudo e o polvo fica agarrado ao pano. E às vezes até vem um cavaco ou uma lagosta agarrado ao polvo." Noutras alturas os polvos apareciam nas gaiolas usadas para apanhar marisco "o polvo entrava e já vinha com meia lagosta comida". O que não resulta são os potes de barro, porque o mar dos Açores lança-os contra as rochas e quebra-os.

Mas a pesca da baleia acabou (foi proibida a partir de 1987) e a vida dos polvos mudou. Já o tínhamos percebido quando, nessa manhã, passámos pelo mercado de Ponta Delgada. Havia um único polvo nas bancadas de pedra dos peixeiros, que, não compreendendo muito bem o nosso interesse e insistência em fotografar o animal, lá foram explicando que era sobretudo aos fins-de-semana que se vendiam polvos.

Os ciclos económicos

Os Açores já tinham passado por vários ciclos económicos na sua história, desde a exportação para a Flandres de plantas tintureiras (a urzela e o pastel), nos séculos XV e XVI, aos cereais, a pimenta malagueta, o vinho (bebido pelos czares da Rússia, em cujas caves foram, depois da revolução bolchevique de 1917, descobertas garrafas de Verdelho do Pico).

Houve depois o ciclo da laranja, durante o qual, conta António Cavaco, se construíram nas ilhas "os grandes boulevards, e os grandes jardins como o Parque Terra Nostra", em São Miguel. Foram tempos de grande riqueza, mas não era trabalho fácil apanhados por tempestades, muitos navios que transportavam laranjas para exportar naufragaram, e os laranjais foram atingidos por duas pragas que ditaram o fim deste ciclo, ao qual se seguiria o ciclo do ananás, o do chá e por fim "a monocultura da vaca".

Culturalmente, a pesca da baleia marcou muito as ilhas. Mas, desde que foi proibida, a relação dos açorianos com as baleias transformou-se e hoje o arquipélago afirma-se como um local privilegiado para a observação de cetáceos. E o polvo, no meio disto tudo? Deixou de poder ser apanhado com um anzol escondido num pano branco. "Começou a ser erradicado da alimentação urbana, quando passou a ser pescado por mergulhadores de apneia e a tornar-se mais caro. Os mergulhadores apanham-nos à mão, assim como apanham as lapas e as cracas. Mas não é fácil, porque normalmente o polvo está camuflado e só o olho experiente do mergulhador permite vê-lo [escondido em buracos nas rochas]."

Recuperado agora como maravilha, o polvo pode estar prestes a ter uma nova vida. E o que tem, afinal, este prato de especial? "O polvo mantém-se inalterado ao nível da textura e da volumetria", explica (e temos que reconhecer que o exemplar que nos chegou à mesa não tem nada a ver com aqueles polvos raquíticos que encolheram para menos de metade dentro de uma panela).

E agora, graças a António Cavaco, é já um polvo com um passado que saboreamos. Um polvo que não foi a primeira escolha dos açorianos, mas que a confraria não deixará cair afinal a história das ilhas passa (também) por ele.

 

Receita

 

O polvo é cozinhado "sem uma gota de água", apenas com azeite, cebola e alho, "e a própria destilação do polvo no puxado de cebola". Junta-se depois pimenta da terra, massa de tomate, um pouco de açaflor (açafrão), um copo de vinho de cheiro, uma gota de cerveja para amaciar. Quando as batatas estiverem cozidas, o polvo está praticamente pronto. É então que entra no forno, para alourar.

 

Via Público



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Vírus pode eliminar cancro da mama em sete dias
Os benefícios do vírus adeno-associado estão a ser estudados em laboratório, nos Estados Unidos
A descoberta foi anunciada no fim da última semana por cientistas da universidade estatal de Penn, no Estado da Pensilvânia, EUA, e quase parece boa de mais para ser verdade. Um vírus que mata as células de todos os tipos de cancro da mama em apenas sete dias. O vírus em causa é um adeno-associado tipo 2 (AAV2) e só por si não provoca qualquer doença e também não terá efeitos secundários para as pacientes.

Os cientistas deram pelas suas capacidades de luta contra o cancro em 2005 e perceberam que as mulheres que transportavam o AAV2 e o papilomavirus humano tinham menos probabilidades de desenvolver determinados tipos de cancro. Quando combinados em laboratório, os cientistas da Pensilvânia confirmaram a erradicação de células cancerosas, em casos de cancro da mama, no período de sete dias. Os testes foram feitos em três mulheres, com cancro da mama em diferentes fases A cientista Samina Alam explia que agora o objectivo passa por perceber "como o vírus funciona e quais as proteínas que usa. Aí poderemos desenvolver novos medicamentos que simulem esses efeitos ou mesmo usar o próprio vírus". Craig Meyers, professor de imunologia e microbiologia na mesma universidade, acrescenta que o AAV2 "sozinho, atingiu células cancerígenas em diferentes estados, quando o tratamento habitual inclui hormonas, tratamentos invasivos, medicamentos ou tratamentos tóxicos".

Em 1980 foram registados 641 mil casos de cancro da mama em todo o mundo, o que subiu para um milhão e 643 mil casos em 2010. 


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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

As mulheres que têm o controlo de todas as decisões da casa têm menos sexo, revela um estudo levado a cabo pela Johns Hopkins University, publicado no Jornal do Sexo.

Os investigadores perguntaram ao grupo de mulheres em estudo qual a última data das suas relações sexuais, bem como tem tomou a decisão final das últimas questões domésticas.

Segundo avançou o Telegragh, os investigadores analisaram mulheres de seis países africanos que comprovaram que quantas mais decisões tomavam menos intimidade física tinham com os seus parceiros.

Michelle Hindin, líder da investigação concluiu que: “Quantas mais decisões a mulher tomar sozinha, comparativamente com as decisões tomadas em casal, menor é a probabilidade de ter sexo”. O estudo revelou mesmo uma média de 100 vezes menos sexo que as mulheres que não tomam as decisões sozinhas. Este facto pode também representar um avanço na própria tomada de decisão das mulheres relativamente à sua vida sexual.

Além disso, “este entendimento pode ser fundamental para a proteção dos diretos sexuais das mulheres na conquista de uma atividade sexual segura e satisfatória”, acrescentou ao site health24.com, Carie Muntifering, outra coautora do estudo.

Há quem questione as conclusões do estudo e que avance que estas também podem estar relacionadas com o pais de origem destas mulheres, uma vez que num outro estudo sobre a mesma temática mas com mulheres de 37 países, levado a cabo por Roy Baumeister, na Florida State University’s, concluiu que uma maior igualdade levará a mais sexo entre os casais.


Via Activa



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É oficial: mulheres estacionam pior do que os homens

 

Estatísticas da Driving Standards Agency, no Reino Unido, e da Universidade alemã de Bochum, confirmam estereótipo sexista

Afinal, as estatísticas comprovam o que nenhuma mulher gostaria de ver consignado em números oficiais.

 

As mulheres têm realmente mais dificuldade em estacionar um carro do que os homens? Números oficiais revelam agora que não se trata de um estereótipo sexista: na hora de estacionar, elas são menos competentes do que eles... Pelo menos é o que indicam os números divulgados pela Driving Standards Agency, no Reino Unido.

De acordo com os dados divulgados pelo site «Mail Online», quase metade das mulheres que, em 2010, chumbaram no exame de condução, foram eliminadas devido ao estacionamento paralelo. Mais: 55 mil, das 170 mil mulheres que reprovaram no dito exame de condução por erros na inversão de marcha ou por não usarem os espelhos, falharam também o estacionamento.

Os números divulgados pela Driving Standards Agency são apoiados pelos da ciência. Investigadores da Universidade de Bochum, na Alemanha, pediram a 65 voluntárias que estacionassem um automóvel topo de gama. Os investigadores não só apuraram que as mulheres demoraram mais 20 segundos do que os homens a estacionar, mas que algumas delas «culparam» os próprios seios por tornarem «mais difícil» dar a volta, enquanto estacionavam.

Os números confirmam também um outro estereótipo: a de que os homens têm o «pé pesado». Quando eles se sentam ao volante, os níveis de testosterona tendem a subir... Quase 40 mil homens chumbaram no exame de condução em 2010 por excesso de velocidade. Os mesmos dados revelam que 30 500 instruendos do sexo masculino caíram em desgraça perante o examinador por fazerem jogos de luzes.

 

Via TVI 24



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As marcas brancas podem permitir poupanças na ordem dos 30%
As marcas brancas podem permitir poupanças na ordem dos 30%
O site da DECO disponibiliza uma nova ferramenta para descobrir qual é o supermercado mais barato ao pé da sua casa.

A Deco Proteste disponibiliza agora um simulador , uma ferramenta interativa, que pela primeira vez é disponibilizada no seu site e onde os consumidores podem escolher o seu próprio cabaz e obter informação.

 

Os consumidores poderão, desta forma, personalizar o seu cabaz de compras escolhendo o supermercado mais barato.

 

Os clientes que escolherem os supermercados certos em termos de preços podem poupar 500 euros por ano, revela a revista DECO Proteste de outubro, que acrescenta que Os Mosqueteiros e o Continente são os que praticam preços mais baixos.


Os técnicos da Proteste visitaram 578 lojas em todo o país para ajudar a poupar nas compras, tendo analisado 64.950 preços para 3 cabazes: um com 100 produtos de características definidas, destinado a quem privilegia as marcas do fabricante, outro com 81 produtos, a pensar em quem escolhe o mais barato, e por fim um com 59 produtos apenas de marca própria das superfícies (marca do distribuidor), refere em comunicado a DECO Proteste.

Para encher o carrinho do cabaz 1, a Proteste encontrou cinco vencedores com o título de campeão dos preços mais baixos: quatro do grupo Os Mosqueteiros (Ecomarché, de Vila Pouca de Aguiar, e Intermarché de Ferreiras, Portalegre e Torres Novas) e um Continente Modelo, de Esposende", explica.


A segunda posição é ocupada por cinco lojas dos Mosqueteiros, acompanhadas por um Continente e outro Continente Modelo.

Mais três lojas do Intermarché arrebatam a terceira posição, acompanhadas pelo Jumbo, de Rio Tinto.

Norte e centro com preços mais baixos

Na guerra dos preços baixos, a Proteste diz que os preços mais baratos se encontram no norte e centro de país, enquanto que no sul os preços são mais elevados.

"Dos 50 supermercados mais baratos, apenas 12 moram no sul", destaca.


A Deco Proteste adverte para o facto de os consumidores, ao comparem na loja certa, poderem poupar centenas de euros no seu orçamento, dando como exemplo, para uma despesa mensal de 150 euros na cidade de Lisboa, "quem comprar no Japão, na rua Morais Sarmento, gasta mais 404 euros por ano do que se escolhesse o Continente Bom Dia, na rua Agostinho Neto.



No confronto por cadeias, as diversas insígnias do Continente e Ecomarché "arrasam a concorrência no cabaz 1", sublinha o comunicado.
A cadeia Ecomarché lidera isoladamente no cabaz 2, sendo a melhor opção.

Marcas brancas permitem poupança de 30%

Por sua vez, para o cabaz 3, as marcas próprias das diferentes cadeias não apresentam "uma grande diferença de preços", mas, mesmo assim, o Pingo Doce e o Continente são os líderes.
Os produtos com marca do distribuidor permitem, em média, uma poupança de 30% em relação às marcas do fabricante", segundo o comunicado.
A poupança ascende a 38% na cadeia Minipreço, mas fica-se pelos 26% nas lojas Supercor, esclarece.

Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 17:15 | link do post | comentar

Com a geografia baralhada: sardinha assada

 

Em Setúbal, gostam dela mais pequena, por isso mandam a que pescam para Lisboa e vão comprá-la à Nazaré. Confusos? Os portugueses adoram sardinha assada, mas esta parece ter a geografia trocada. E se este ano ainda não engordou, a culpa será do clima... e dos espanhóis.

Tem de se dizer a verdade, defende Pedro Piedade. E a verdade é que "a sardinha que se come em Setúbal não é de Setúbal". Pedro sabe melhor do que ninguém o que está a dizer. Por volta da meia-noite, já está a telefonar para a Nazaré para saber como correu a pesca. Se lhe disserem que há peixe, sardinhas e carapaus, é o que lhe interessa, ele encomenda e põe-se a caminho para o ir buscar. Se lhe dizem que "ninguém está a fazer nada" no mar, então liga para o Algarve e lá vai, para ir buscar a meio caminho a sardinha do tamanho que os setubalenses gostam.

Às sete, já está no mercado de Setúbal para as vender se conseguir, dorme à tarde um bocado. E se estamos aqui a meio da manhã a discutir isto é porque a sardinha assada é um dos 21 pratos finalistas do concurso das sete maravilhas da gastronomia portuguesa e é identificada com a região de Setúbal.

O que Pedro está a dizer não significa que não haja sardinha no mar de Setúbal, nada disso. Há sardinha e os pescadores apanham-na. O que acontece é que são sardinhas maiores e essas vão para Lisboa. No fundo, há um problema de geografia e de sardinhas em Portugal. "Do Tejo para cima, querem a sardinha grande; do Tejo para baixo, querem-na pequena." E os vendedores de peixe, como Pedro Piedade, percorrem o país para norte ou para sul para tentar que a sardinha acerte com a geografia do gosto dos portugueses.

Pedro debruça-se na banca e apanha uma sardinha pequenita, e com a outra mão um carapau médio. "Está a ver? É mais ou menos esta a diferença", explica. De Lisboa para cima, as pessoas gostam de sardinhas com o tamanho de pequenos carapaus. A que Pedro está a vender hoje é de Portimão, porque o vento não deixou os pescadores da Nazaré saírem para o mar.

Mas que fique clara uma coisa: toda a sardinha, seja grande ou pequena, tem que ser gorda para ser boa. Já no outro dia tinhamos ouvido dizer aqui que "a sardinha deve ser como a mulher setubalense, pequenina e gordinha".

Estamos a aprender que há uma ciência para as sardinhas como para tudo, aliás. E ainda nem sequer falámos com Laura. Quando, perto do meio-dia, chegamos ao restaurante dela, o Ribeirinha do Sado, o lume já está pronto e o assador no seu posto, à espera dos primeiros pedidos. Laura é pequenina como as sardinhas de Setúbal, mas é uma força da natureza, com o cabelo sempre bem puxado para trás, preso numa trança, os gestos rápidos e nervosos de quem sabe que gerir um restaurante não permite distracções, mas sabe também que há sempre um tempo para dois dedos de conversa com os clientes que querem saber o que é que ela aconselha nesse dia.

O ouro dos pescadores

Laura pode ensinar-nos muito sobre sardinhas. Sentamo-nos numa mesa lá fora, e ela, que já tinha avisado que teria algumas coisas duras a dizer, dá uma notícia que desanima: "Sardinha boa já era. A sardinha nunca mais vai ser o que foi." Porquê? "Por causa do clima e da falta de preservação da espécie, aquilo a que se chamava o defeso, e que agora não se faz desde que as nossas águas foram entregues aos espanhóis, que apanham sardinha o ano inteiro."

O defeso começava no final do São Martinho, a altura da desova, em Novembro, e ia até ao final de Março era o período em que não se apanhava sardinha e ela tinha tempo de voltar a crescer. "A sardinha engordava e tomava gosto com as enxurradas da Primavera, as chuvas de Abril, que levavam a água das montanhas para o mar." Hoje "não há chuvas de Abril nem grandes tempestades" e não se respeita o defeso. Por isso, diz Laura, não se admirem por as sardinhas não engordarem.

Na praça de Setúbal, todos sabem disso: este ano, as sardinhas estão a demorar mais tempo a engordar. Passaram-se as festas dos santos populares e nada, as sardinhas ainda não estavam como deveriam. Laura diz que só começou a servi-las no restaurante a partir de Abril. Mas houve quem começasse antes, quando a sardinha era ainda muito magrita. E os clientes, que querem é comer sardinhas, vão aceitando mesmo quando a qualidade não é a que era no passado.

Antigamente, conta Laura, havia os tempos "dos créditos e das penhoras". Durante os meses em que se podia pescar, os pescadores apanhavam muito peixe e investiam em ouro o dinheiro que ganhavam. "Era por isso que as mulheres andavam sempre com os colares e os brincos de ouro, porque depois, no Inverno, quando vinha a fome, viviam da penhora do ouro e do peixe que tinham salgado."

No tempo em que havia quatro estações, e as chuvas vinham quando tinham que vir e o calor também, tudo tinha a ver com o calendário, continua Laura, enquanto os primeiros clientes começam já a chegar e o primeiro peixe começa a ser posto no lume. "Tem tudo a ver com o calendário. A Páscoa é em Abril e era tradição portuguesa nos dias de Páscoa fazer piqueniques com a esquilha [a sardinha muito pequena, ou petinga] frita com arroz de tomate, ou açorda, para se aproveitar o pão, que nessa altura ninguém deitava pão fora." E era a partir daí que a sardinha começava a engordar, até Novembro.

Agora, o que é que acontece? "A primeira sardinha que cá aparece, lá para meio de Março, é do Mediterrâneo", diz Pedro Piedade. Vem da zona de Barcelona, Tarragona, onde as águas são mais quentes e onde, por isso, as sardinhas aparecem mais cedo, iniciando o ciclo da engorda. "O primeiro peixe é apanhado pelos espanhóis."

Mal apanhado, na opinião de Laura, que se queixa de que, em vez de gelo, para manter o peixe, os espanhóis usam "um pó, um químico, que torna a sardinha moída, ardida, a escama perde-se toda, a espinha vem preta". Ela garante que para o Ribeirinha do Sado prefere gastar mais para ter sardinha melhor "chego a comprar um quilo ao mesmo preço de uma caixa que vem de Espanha e que traz quinze quilos."

Depois, a pouco e pouco, o peixe deixa o Mediterrâneo, chega ao Atlântico e inicia a subida da costa portuguesa. E começa a dança dos setubalenses a irem comprar sardinha à Nazaré e a mandarem a deles para norte.

"Um bom lume é básico"

Comprada a sardinha com o tamanho que cada um mais gostar, é assá-la, o que também implica saber. À volta da banca de Pedro Piedade, há quem fale da sardinha escorchada, que os setubalenses gostam de comer no São Martinho, aberta, escamada, sem cabeça e sem vísceras, e salgada para reduzir a gordura.

Mas é Laura quem nos vai explicar como se faz. "Criar um bom lume é básico. Começa-se a assar quando o carvão já está todo em brasa e não existe labareda, para não chamuscar o peixe. Um bom lume assa um bom peixe." É por isso que ela tem o carvão pronto, sem labaredas, ao meio-dia. Outra dica: o peixe deve ser virado poucas vezes. "Tem que ser grelhado como um bom bife". Quando está pronto de um lado (isso vê-se quando o olho se solta, criando uma geleia por baixo), vira-se, e quando o outro olho salta, pode seguir para a mesa.

E, mesmo já não sendo o que era, a sardinha continua a ser a rainha da festa. No mercado, vende-se mais do que todos os outros peixes; nos restaurantes, é o que os clientes mais pedem. Portugueses, mas também estrangeiros Laura já teve franceses que lhe pediram sardinhas cruas, que abrem para retirar os lombinhos e comê-los só com sal e limão.

Gorda, este ano, por enquanto, ainda não. "A gordura ela vai ter sempre, no período fértil", garante Laura. "Agora, o cheiro forte que tinha, isso não existe já..."

 

Via Público



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Piratas de Berlim nas escadas do Parlamento da cidade
Piratas de Berlim nas escadas do Parlamento da cidade (Thomas Peter/Reuters (arquivo))
O Partido Pirata, conhecido sobretudo pela defesa de uma Internet mais livre e a despenalização das cópias para uso privado, teve um sucesso nas eleições de Berlim tão grande que surpreendeu os próprios membros do partido.

A força política, nascida após o estabelecimento do primeiro Partido Pirata na Suécia, prometia crescer já desde as últimas legislativas. Mas nada fazia prever os 8,9% de há uma semana nas eleições da cidade-estado. Tanto que todos os integrantes da lista (15 em 149 deputados estaduais) foram eleitos: se tivessem ganho mais votos, ficariam com lugares por preencher.

O que querem os piratas? Na primeira conferência de imprensa, os novos deputados foram bombardeados com perguntas. Um jornalista perguntou mesmo se o grupo seria apenas um "bando caótico de arruaceiros". Desajeitados perante as câmaras, tentaram escudar-se atrás dos computadores portáteis abertos.

Os seus principais cavalos-de-batalha são a legalização das cópias privadas, a protecção de dados online e a luta contra a censura, embora defendam também mais transparência dos processos de decisão política e dos concursos públicos.

Para Berlim, fizeram ainda propostas como a criação de uma rede de Wi-Fi gratuita em toda a cidade e transportes públicos grátis, propondo ainda um salário mínimo.

Os piratas assumem o seu amadorismo nas questões de processo político - que os analistas não se cansam de dizer que é caracterizado por grande complexidade e burocracia - mas querem impor um novo paradigma: a "democracia líquida". Tudo com base na interactividade da Internet, que daria mais poder aos cidadãos no processo político - e legislativo.

O mesmo para a orientação política, ainda indefinida. A pergunta foi posta pelo próprio partido no seu fórum oficial, conta o jornal Die Zeit. "Somos de direita ou de esquerda?" 

O líder parlamentar, Andreas Baum (escolhido por sorteio), admitia que os piratas têm de ir "experimentando". "Não temos nenhum grande plano estratégico, ainda temos de pôr os resultados numa tabela de Excel", disse, citado pela revista Stern.

Os novos Verdes?

O Partido Pirata, actualmente com 12 a 13 mil membros, tem desencadeado uma avalanche de comparações com os Verdes no seu início. Também são um partido de "causa única", apresentada com irreverência, e o modo como se vestem sublinha esta imagem - na tomada de posse alguns usavam sweatshirts com capuzes, fazendo lembrar Joschka Fischer, dos Verdes, que tomou posso nos anos 1980 no estado federado de Hesse com ténis brancos e um blazer desajeitado.

Os slogans dos piratas são provocatórios e bem-humorados: "Pergunta aos teus filhos por que deves votar nos piratas" ou "Nós temos as perguntas, vocês têm as respostas" ou ainda "Não acredites no que lês nos cartazes de campanha - informa-te".

O Partido Pirata obteve dois por cento dos votos nas últimas eleições parlamentares. Tal como os Verdes em 1980, não conseguiram superar os cinco por cento necessários para entrar no Parlamento federal. Mas os Verdes conseguiram-no três anos depois - e dez anos após a representação parlamentar chegaram ao Governo, em coligação com os sociais-democratas de Gerhard Schröder. Hoje, os Verdes são considerados o partido que poderá decidir as eleições de 2013, e poderão ser cortejados até, dizem analistas, pela própria Angela Merkel.

Os piratas gostam da comparação, mas sublinham a mudança nos Verdes. "Acho que os Verdes são agora um partido conservador", criticou Sebastian Schneider, um dos membros do grupo de deputados berlinenses do partido. "Ainda não decidiram se se juntam ao lado negro da força", comentou, numa alusão mista ao Star Wars e a uma possível coligação com a CDU, partido cuja cor é o preto.

Excentricidade berlinense?

Os piratas poderiam ser uma "excentricidade berlinense", uma cidade onde "sempre houve mais pessoas que escolhem partidos não-convencionais para expressar descontentamento", diz Holger Liljeberg, do instituto de sondagens Info, à Reuters. Mas há quem recuse esta abordagem: "Se a situação no país não fosse tão grave, poder-se-ia atribuir o sucesso dos piratas a uma "especificidade berlinense" - as coisas são sempre um bocadinho diferentes na capital", dizia o diário Rhein Zeitung. "Mas a vitória dos piratas expõe os partidos tradicionais ao ridículo. Ninguém mais deveria celebrar esta eleição, muito menos o FDP", que só conseguiu 1,8%.Aliás, Liljeberg nota que os piratas podem convencer parte do eleitorado "clássico" do Partido Liberal Democrata (FDP) ao defender menos intervenção do Estado nas vidas dos cidadãos. "Estão a falar de tópicos superliberais, enquanto o FDP tem negligenciado a sua matriz liberal".

Algumas polémicas

Mas apesar da curta existência, o Partido Pirata já teve polémicas. A primeira surgiu com a entrada do deputado social-democrata Jörg Tauss, investigado por posse de material pornográfico infantil. Na altura, era discutida uma proposta de lei que obrigaria as empresas fornecedoras de Internet a bloquear o acesso a sites com pornografia infantil - os piratas argumentavam que apagar o material seria mais eficaz e que esta lei é um precedente que poderá deixar o caminho livre para o Governo bloquear outro tipo de sites. A entrada de Tauss deu aos piratas um deputado no Bundestag, mas a relação nem chegou a um ano porque Tauss foi condenado e saiu do partido em Maio de 2010.

Outra controvérsia teve a ver com uma alegada ligação aos neonazis: líderes partidários deram entrevistas ao Junge Freiheit, um semanário de extrema-direita, e aceitaram como membro um antigo neonazi - embora depois de rebentar a polémica o partido se tenha assegurado de que se tratava de um arrependido.

 

Via Público



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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

42% dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros. Números que sobem para os 50% no caso português. 

 

 

Quase metade dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros, segundo um estudo hoje divulgado e que vem mostrar uma realidade semelhante à que se passa em Portugal.

 

O estudo resultou de um inquérito feito a seis mil jovens de mais de 29 países em todo o mundo e, na Europa, uma das principais conclusões é a de que 42% dos jovens tem relações sexuais desprotegidas com novos parceiros.

 

Em Portugal, alguns inquéritos apontam para que 50% dos jovens tenham relações desprotegidas.

 

"Pode ser por despreocupação, por não apetecer, por álcool a mais", comenta à agência Lusa o obstetra Fernando Cirurgião, diretor de serviços do Hospital São Francisco Xavier.

Alcoolizados ou por esquecimento

Aliás, o estudo internacional hoje divulgado indica que 11% dos jovens que não usam proteção nas relações sexuais justificam o comportamento por estarem alcoolizados ou por esquecimento.

 

O facto de o parceiro não gostar de usar métodos contracetivos é também referido por 14% dos jovens.

 

Para Francisco Cirurgião, em Portugal, a elevada percentagem de relações sexuais desprotegidas pode também ser culpa da falta de campanhas de informação e da debilidade da educação sexual nas escolas.

 

"Há muito tempo que não me lembro de ver campanhas de distribuição de preservativos.

 

Torna-se preocupante. Não é pelo facto de ter havido uma campanha há dois anos que é suficiente. Tem de haver campanhas contínuas", lamenta o médico.

Críticas à educação sexual

Também a formação em educação sexual nas escolas merece críticas por parte do especialista: "Sem desprestígio de quem lá está, alguns dos professores não têm qualquer formação na área da saúde. Temos mesmo que nos debruçar sobre a educação sexual adequada nas escolas".

 

Fernando Cirurgião defende ainda a existência e multiplicação de centros de atendimento para jovens, que devem ser independentes dos centros de saúde, para evitar constrangimento e permitir que os mais novos se sintam à vontade.

 

No estudo multinacional, que teve o apoio de várias organizações não governamentais, quase quatro em cada 10 jovens confirmam não ter educação sexual nas escolas.

 

Das mais de 200 milhões de gravidezes que há anualmente em todo o mundo, estima-se que 40% não são planeadas. A desproteção nas relações sexuais faz ainda com que uma em cada 20 adolescentes contraia todos os anos uma infeção bacteriana por via sexual.

 

Via Expresso



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A Amnistia Internacional condenou a decisão das autoridades do Estado da Geórgia de executarem o prisioneiro no corredor da morte, Troy Davis

 

 

Troy Davis, de 42 anos, que se encontrava no corredor da morte desde 1991, foi executado por injecção letal na prisão do Estado da Geórgia em Jackson, no dia 21 de Setembro, apesar das sérias dúvidas em torno da sua condenação.

 

No mesmo dia, o Irão enforcou publicamente um jovem de 17 anos condenado pelo homicídio de um popular atleta, apesar das proibições internacionais sobre a execução de adolescentes, enquanto a China executou um paquistanês condenado por tráfico de drogas apesar dos crimes de droga não se incluírem nos crimes "mais graves" do direito internacional.

 

"Este é um dia triste para os direitos humanos em todo o mundo. Ao executarem estes indivíduos, estes países estão a mover-se contra a corrente global da abolição da pena de morte", afirmou Guadalupe Marengo, Vice-Director da Amnistia Internacional para a América.

 

"Os países que mantêm a pena de morte defendem muitas vezes a sua posição reivindicando que o uso que fazem da pena de morte é consistente com a legislação de direitos humanos internacional. As suas acções no dia 21 de Setembro contradizem flagrantemente estas reivindicações", afirmou a Vice-Directora.

 

Os activistas da Amnistia Internacional fizeram uma extensa campanha contra a pena de morte. Nos últimos dias, foram enviadas, às autoridades da Geórgia, quase um milhão de assinaturas em nome de Troy Davis, apelando para comutarem a sua sentença de morte. Foram realizadas vigias e eventos em aproximadamente 300 locais por todo o mundo.

Troy Davis foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do polícia Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. O caso contra Troy Davis baseou-se principalmente em declarações de testemunhas.


Desde o seu julgamento em 1991, sete das nove testemunhas chave retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.

 

O adolescente iraniano Alireza Molla-Soltani foi enforcado na manhã de 21 de Setembro diante de uma multidão na cidade de Karaj. Foi condenado à morte no mês anterior por apunhalar Ruhollah Dadashi, um popular atleta, durante uma disputa na sequência de um acidente de viação a 17 de Julho. O jovem de 17 anos disse que entrou em pânico e apunhalou Ruhollah Dadashi em legítima defesa depois do atleta o atacar num local escuro, de acordo com os relatos dos media locais.

 

Zahid Husain Shah, detido em 2008 por tráfico de drogas, foi executado na China por injecção letal no dia 21 de Setembro.

 

No mesmo dia, Lawrence Brewer foi também executado em Huntsville, no Texas. Foi condenado à morte pelo seu papel no homicídio de James Byrd Jr., em Junho de 1998.

 

A Amnistia Internacional opõe-se à pena de morte em todos os casos, sem excepção.

 

"A pena de morte é um sintoma de uma cultura de violência e não uma solução", acrescentou Guadalupe Marengo. "Devemos manter a esperança e as execuções angustiantes levadas a cabo no dia 21 de Setembro devem levar os membros da Amnistia Internacional e outros activistas a quererem continuarem a luta contra a pena de morte".

 

Para além dos EUA, da China e do Irão, a campanha da Amnistia Internacional para a abolição da pena de morte foca-se na Bielorrússia.  

 

A Amnistia Internacional está a trabalhar com o Centro de Direitos Humanos "Viasna", uma Organização Não Governamental, na Bielorrússia, apelando ao Presidente Lukashenko para suspender imediatamente as execuções e comutar as sentenças de todos os indivíduos que se encontram no corredor da morte.

 

Desde que o país declarou a independência em 1991, estima-se que 400 pessoas tenham sido executadas na Bielorrússia.

 

Depois de um ano sem execuções, as autoridades bielorrussas executaram dois homens em 2010 e condenaram três pessoas à morte e outros dois homens foram alegadamente executados entre 14 e 19 de Julho de 2011, apesar de não ter havido confirmação oficial das suas mortes. A Bielorrússia é o ultimo país na Europa e na antiga União Soviética que ainda realiza execuções.

 

"É tempo dos EUA, da China, do Irão e da Bielorrússia reconhecerem o quão isolados estão no mundo", concluiu Guadalupe Marengo.


Via Amnistía Internacional



publicado por olhar para o mundo às 17:22 | link do post | comentar

Nos primeiros 13 jogos, sete são da 1ª divisão e seis da 2ª. Duas apostas custam três escudos
O primeiro boletim de aposta faz 50 anos e ninguém acerta nos 13. Por culpa do Sporting (0-0 com Lusitano)
Nos primeiros 13 jogos, sete são da 1ª divisão e seis da 2ª. Duas apostas custam três escudos 
"Pão, Amor e Totobola" é um filme português de 1964, com Florbela Queirós a dançar o twist. "Pão, Amor e Totobola" é também uma música dos Ena Pá 2000 de 1987. O Totobola está nos olhos e nos ouvidos de toda a gente mas quando é que sai pela primeira vez? Faz hoje 50 anos.

No dia 24 de Setembro de 1961, por altura do arranque do campeonato nacional de futebol, a Santa Casa lança o jogo para as bancas com o objectivo de conseguir verbas para financiar os serviços de reabilitação de deficientes físicos e, simultaneamente, gerar receitas para as modalidades desportivas.

Um pouco por todo o país, a febre do jogo alastra. São feitas 650 mil apostas, mais de metade das quais (352 403) no distrito de Lisboa. Nesse primeiro fim- -de-semana, a Santa Casa não só organiza duas equipas de 250 pessoas para fazer a verificação manual de todos os boletins - microfilmados antes dos jogos para evitar fraudes, falcatruas e afins -, como ainda contrata uns quantos motoristas para recolherem os boletins em todas as estações e apeadeiros. Nas zonas mais remotas, o prazo limite é quarta-feira!

A 24 de Setembro de 1961 rola a bola. Todos os jogos (sete da 1.a divisão e seis da 2.a) começam às 15 horas. No dia seguinte, a notícia mais esperada: não há nenhum 13. Pudera, o favorito, Sporting, que até seria campeão no final da época, empata 0-0 em casa com o Lusitano de Évora. Sem totalistas, há só um 12, de um estudante de Vila Real, que embolsa o prémio de 223 contos. Eis a chave certa.

1. Olhanense-Covilhã, 1 Na Padinha, um golo de Armando no último minuto garante a vitória dos algarvios por 1-0.

2. Salgueiros-Académica, 2 No Vidal Pinheiro, o jogo resolve-se aos oito minutos com o 1-2 de Gaio.

3. Leixões-Benfica, 2 Eusébio começa a despontar e marca duas vezes no campo Santana (2-1).

4. Sporting-Lusitano, X O treinador Otto Glória sai-se com a famosa frase "não posso fazer omeletas sem ovos" para justificar o nulo.

5. Beira Mar-FC Porto, X Os aveirenses, recém-promovidos, dividem os pontos com os portistas (1-1).

6. Vitória (Guimarães)-Atlético, 2 Sensacional triunfo dos alcanterenses (3-1), culminado com golo do guarda-redes Carlos Gomes, de baliza a baliza.

7. Belenenses-CUF, 1 Matateu abre o caminho à goleada (5-1) aos cufistas.

8. Oliveirense-Sp. Braga, 2 Na 2.a divisão, zona norte, os bracarenses vencem por 2-1.

9. Caldas-Torreense, 1 Dérbi do Oeste resolve com um golo.

10. Benf. C. Branco-Sp. Espinho, 1 Dois a zero para os locais.

11. Barreirense-Seixal, 1 Os barreirenses iniciam o caminho de regresso à 1.a divisão (3-1).

12. Beja-Sp. Farense, 2 Supremacia total dos visitantes (4-1).

13. Portimonense-Campomaiorense, 1 Os alentejanos pagam cara (1-3) a inexperiência de 2.a divisão.


publicado por olhar para o mundo às 12:43 | link do post | comentar

Não foram os versos que lhe garantiram o lugar na História. Foi uma receita de amêijoas, que nem sequer é dele. Na Trafaria, nunca faltam as amêijoas à Bulhão Pato.

No livro de crónicas de Miguel Esteves Cardoso Em Portugal Não se Come Mal, há um capítulo chamado simplesmente Amêijoas à Bulhão Pato. Era irresistível começar por aí antes de partir para a Trafaria. Diz assim: "É certo que Portugal tem as melhores amêijoas e a melhor maneira de servi-las, mas também é verdade que 99 em cada 100 vezes são mal confeccionadas". E esta já é uma ideia preocupante para quem se propõe escrever um texto sobre as amêijoas à Bulhão Pato, que chegaram às 21 finalistas do concurso para escolher as sete maravilhas da gastronomia portuguesa (resultados no início de Setembro).

Uma pesquisa rápida pela Internet confirma os factos básicos: Raimundo António de Bulhão Pato (1828-1912) foi um escritor que ficou mais conhecido como amante da boa vida, caçador, gastrónomo e inventor de algumas receitas do que pelos seus poemas. No seu livro Escritores à Mesa (e outros artistas),o crítico gastronómico José Quitério reproduz algumas dessas receitas: perdizes à castelhana (que começa com uma indicação muito prática: "depenem-se quatro perdizes com todo o cuidado e o maior asseio"), arroz opulento e lebre à Bulhão Pato. Tudo pratos com um grau de elaboração superior ao das amêijoas que ganharam o nome do poeta.

Acontece, no entanto, que as amêijoas não foram uma dessas receitas inventadas por Bulhão Pato. José Quitério garante não existir qualquer escrito que demonstre a autoria do prato, admitindo-se que tenha sido uma homenagem de algum cozinheiro ao poeta. A ser o caso, escreve Quitério, só poderia ser João da Mata, chefe de cozinha do antigo Hotel Bragança e, contudo, a receita também não aparece no seu livro Arte de Cozinha, de 1876.

Nos tempos de Bulhão Pato, há muito que se comiam (e apanhavam) amêijoas na zona de Lisboa. Mas parece que ninguém tinha ainda pensado na forma mais simples possível de as cozinhar a forma que Bulhão Pato, poeta menor e com obra esquecida, inspirou. Partimos para a Trafaria, em busca da memória das amêijoas.

Na Antiga Casa Marítima, em frente ao rio, José Manuel Lousada está à espera que lhe tragam os bivalves, que recebe diariamente há quase 40 anos. Lá fora, um pescador arranja redes. Na cozinha do restaurante, prepara-se uma caldeirada que já está reservada para 14 pessoas que hão-de vir almoçar. "A gente, aqui, só gosta da amêijoa de mergulho", diz. A de arrasto, que vem nas redes, não é tão boa, vem mais partida, e essa segue para Espanha. Mas, a mergulhar, que José Manuel saiba, "só andam uns sete ou oito rapazes". E este ano não tem havido tanta talvez porque o defeso (o tempo em que não se apanha, para deixar a amêijoa crescer) não tenha sido devidamente respeitado.

A Antiga Casa Marítima é a mais antiga da Trafaria. Terá, acredita o dono, uns 120 anos. "Ao princípio, era uma tasca que servia petiscos." Ele e a mulher, ambos transmontanos, pegaram nela há 39 anos e o restaurante ganhou fama. As paredes e o tecto estão cobertos de objectos, muitos deles ofertas de clientes há quadros com notas de todo o mundo, há instrumentos agrícolas, uma colecção de ferros de engomar antigos e até um velho telefone de disco pendurado sobre o balcão. E coisa que nunca falta são as amêijoas à Bulhão Pato. "Os clientes pedem sempre um prato para começar".

A filosofia das amêijoas

Difícil mesmo (mas não impossível) será apresentá-las à altura da exigência de MEC. Voltemos à crónica: "É muito, muito difícil fazer amêijoas à Bulhão Pato, porque o principal é o molho e o principal do molho é a delicadíssima água das próprias amêijoas. É facílimo assoberbar o sabor dela: o alho, os coentros, o azeite e o próprio lume dão cabo dela num instantinho." Mas MEC, que se assume como alguém que "já denegriu o nome de Bulhão Pato uma centena de vezes", sabe o segredo (o difícil é pô-lo em prática): "as amêijoas devem comer-se no momento em que morrem quando abrem e deitam o sumo". Passado um segundo, já não é a mesma coisa. Ao ar, os bichos começam a secar e a ficar rijos.

É toda uma tese filosófica sobre como cozinhar amêijoas lume muito intenso, tempo muito breve. E o molho? "Deve ser cinzento e aguado - e pouco! - com o alho e os coentros a flutuar e colorir; o bom - e pouco! - azeite servindo apenas para rematar e dar consistência." MEC aconselha a pensar nas amêijoas "como materializações fantásticas da água do mar", pelo que, "tal como as ostras, não se comem: bebem-se."

Na Trafaria, uma coisa é certa: as amêijoas são fresquíssimas, apanhadas mesmo em frente, no Tejo. Depois é simples, explica José Manuel Lousada: "Não tem grande segredo, é alho, coentros, azeite, deixa-se aquecer bem o azeite e só depois se põem as amêijoas, para elas ganharem sabor. Estando frescas, abrem logo."

Bulhão Pato morou por aqui, no Monte da Caparica, onde morreu, em 1912. E, a dois passos da Antiga Casa Marítima, uma avenida homenageia o poeta cujos versos já ninguém lembra. A placa com o nome está num prédio em ruínas, mas a avenida desce depois até ao rio, onde as amêijoas continuam a esconder-se debaixo da areia antes de serem apanhadas pelos mergulhadores e voarem para o meio dos coentros, do alho e do azeite das frigideiras dos restaurantes ali em frente. E esta, sim, é a grande e sincera homenagem que podemos fazer a Raimundo António de Bulhão Pato.

 

Receita

 

Lavam-se as amêijoas muito bem, com água e sal, para tirar a areia. Leva-se ao lume o azeite com alhos picados, aos quais se juntam as amêijoas e os coentros picados. Tempera-se com sal e pimenta. Vai-se rodando a frigideira sobre o lume até todas as amêijoas estarem abertas, e no fim regam-se com sumo de limão.  

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 10:19 | link do post | comentar

Fotografias e negativos de uma das primeiras sessões de Marilyn Monroe, em 1946, vão a leilão em dezembro. As imagens são de Joseph Jasgur e serão vendidas para pagar as dívidas do fotógrafo.



 

São quatro fotos da diva de Hollywood que serão vendidas: três a preto e branco e uma a cores do tempo em que a jovem atriz ainda assinava como Norma Jean Dougherty. O leilão será realizado pela Julien's Auctions em dezembro deste ano.
Via Expresso 

 



publicado por olhar para o mundo às 08:14 | link do post | comentar

Domingo, 25 de Setembro de 2011


Companhia do Chapitô comemora 15 anos

 

Teresa Ricou e José Carlos Garcia acolhiam na entrada do Chapitô convidados e amigos que começavam a encher aquele espaço que se nos afigurou pequeno para tantos.


A ocasião foi também pretexto para a apresentação do Catálogo dos 15 anos da Companhia de Teatro do Cahpitô que contém declarações e testemunhos de muitos que passaram pelas escolas deste local de ensino da arte de Talma.

Para apresentar esta edição comemorativa estiveram  presentes a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, a Presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, e a crítica de artes Maria João Brilhante, que é também Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II.

 

O Hardmusica recolheu a opinião de Ana Paula Laborinho e de Maria João Brilhante, relativamente ao Chapitt, uma opinião que foi semelhante nos dois casos, pois ambas vêem nesta organização uma escola de teatro que é mais do que isso pois também se dedica a uma vertente humanitária e social.
 
O Chapitô é uma casa suficientemente grande para nos receber a todos, ancorados na solidariedade da festa, e suficientemente pequena para abrigar cada um de nós, diz Teresa Ricou do seu projecto.
 
Mas o Hardmusica quis falar com o responsavel pela actividade teatral do Chapitô, José Carlos Garcia. Radiante, dizendo "estou muito feliz" José Carlos falou-nos do trabalho desenvolvido ao longo destes quinze anos, dos sucessos e também de alguns desaires, que foram poucos , afirmou seguro.


Lembramos que José Carlos Garcia representava o papel de Domingos na novela da SIC, “Laços de Sangue”,um alentejanito, que não tinha nada a ver comigo, garantiu.

 

Teresa Ricou com quem temos uma conversa projectada, também se mostrava satisfeita com a presença de tantos amigos.

Eunice Muñoz veio com Pedro Teixeira com quem contracena em “O Combóio da Madrugada”, São José Lapa, António Cordeiro, Luis Alberto, João Ricardo, Sandra Barata Belo, Teresa Tavares forma muitos dos presentes com quem o Hardmusica trocou impressões sobre o Chapitô, a sus actividade e a actual situação no mundo da cultura em Portugal.
 
Estava também disponivel uma visita à exposição de cartazes e museu da Companhia do Chapitt alusiva ao percurso desta quinzenária companhia, e que se encontra patente no Bartô do Chapitô.

 

Via Hard Música



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Streep Chic


Ver a parceira realizar um striptease aparece nas primeiras posições quando o assunto é fantasia masculina. Mas, para a ala feminina, isso não é algo tão simples.

 

Mas saiba que é possível perder a timidez. Já pensou em ter aulas com umadançarina profissional?

 

Cheesecake é dançarina com ampla experiência em dança do ventre e balé clássico. Desde 2010 ela vem se apresentando, em São Paulo, com o espetáculo Strip Chic. Sua marca registrada é a dança de cabaré francês, estilo do final do século XIX, recheado de sensualidade. Devido à solicitação das espectadoras, Cheesecake preparou um curso de striptease, para compartilhar com as alunas seus segredos de sucesso ao tirar a roupa.

 

As aulas tiveram início no dia 13 de setembro de 2011. O local escolhido foi a escola de dança "A Su Salud", no Jardim Paulista, em São Paulo. Com noventa minutos de duração, as aulas acontecem duas vezes por semana. O curso tem duração de dois meses. "Ele é recomendado para qualquer pessoa que tenha interesse em fazer striptease", diz a professora.

 

"Quem quer fazer a dança deve saber, em primeiro lugar, que a sensualidade está na atitude e no olhar. Minha intenção é colocar a mulher em contato com o próprio corpo, ele a técnica são só complemento. O que eu vou ensinar é apenas o meu conhecimento de palco", revela Cheesecake. "Quero mostrar que estar acima do peso, ter celulites e tal não interessa para o homem na conta final", completa.

Cheesecake tem dicas para quem quer fazer uma surpresa para o companheiro: "Elabore um look com muitas peças, para poder tirar bem devagar. Evite blazer, não são sensuais para os homens, você pode abusar de vestidos e saias". A professora fala ainda da importância de escolher uma boa meia 7/8 e cinta-liga. "Eu gosto de tirar a meia e voltar a calçar os sapatos, fico com eles até o fim", comenta a dançarina.

"Se você não tiver muita experiência é bom que ensaie bastante. Escolha a roupa com cuidado, elas são peças-chave da apresentação", aponta a professora. "O mais importante: nunca, nunca improvise", completa. A improvisação pode não dar certo e, na melhor das hipóteses, gerar muita risada por parte do gato. "A mulher tende a escolher uma lingerie ‘fofa’, mas eles gostam mesmo é das ousadas. Homem curte uma ‘periguete’ (risos)", alerta Cheesecake.

 

A expert lembra uns segredinhos para um bom striptease: "Comece sempre tirando as peças pelo tronco, vá descendo para as pernas. É legal sempre tirar o sutiã de costas para o rapaz, brinque de mostrar e esconder os seios".

 

"A música também é muito importante. Escolha uma que tenha uma cadência mais lenta, assim você tem tempo para pensar no próximo passo", sugere a dançarina. "Eu gosto de jazz ou uma balada de rock, mais lentinha", completa.

Cheesecake garante que elaborou o curso com a intenção de passar lições que as mulheres possam levar para o resto da vida e, principalmente, que elas possam aplicar no dia a dia. "Quero mostrá-las como ser mais femininas, andar de salto alto e manter uma boa postura", conclui a professora.

 

 

Via Viladois



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Satélite caiu no Pacífico

O satélite não comandado UARS da Agência Espacial Norte Americana afundou-se neste sábado algures no oceano Pacífico, entre as 4h23 e as 6h09 (hora de Lisboa), disse a NASA.

 

“O Joint Space Operations Center na base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, disse que o satélite penetrou a atmosfera por cima do oceano Pacífico”, escreve a NASA, no 15º comunicado sobre o destino do Atmosphere Research Sattelite (Satélite de Investigação da Atmosfera Superior).

Desde dia 12 de Setembro que a NASA envia descrições da situação do UARS. A data da queda estava apontada para sexta-feira, mas os efeitos da actividade solar fizeram atrasá-lo.

A nave pesava cerca de seis toneladas, e esperava-se que 26 das suas peças não se desintegrassem durante a reentrada e atingissem a superfície. Algumas delas pesam mais do que cem quilos e segundo os cálculos iriam espalhar-se ao longo de 800 quilómetros, com um risco de um em 3200 de acertarem e matarem uma pessoa. Uma hipótese que a agência considera remota.

Espera-se agora conhecer o local e a altura exacta em que o satélite se afundou no oceano. Esta manhã, a BBC News avançava que no Twitter apareceu que algumas das peças tinham caído no Canadá, mas a informação não tinha sido confirmada. “A localização e altura precisa da reentrada ainda não são conhecidas com certeza”, declarou a NASA.

O UARS foi lançado em 1991 para uma altitude de cerca de 575 quilómetros, onde esteve a medir a química da parte superior da atmosfera, e manteve as suas funções científicas até 2005. Leituras que foram aplicadas em estudos sobre o buraco do ozono ou as alterações climáticas. 

No final desse ano foi enviado para uma órbita mais próxima da Terra, a 360 quilómetros, de modo a acelerar a sua reentrada na Terra e evitar que se mantivesse muito tempo no espaço. Este método, cada vez mais utilizado pelas agências espaciais, previne que os objectos enviados para o espaço se mantenham muito tempo, arriscando-se a entrar em colisões com outros satélites, o que faz multiplicar o lixo espacial.

Caso algum dos objectos do UARS fosse encontrado em terra, a NASA avisava num comunicado para “não mexer, se encontrar algo que possa pensar ser uma peça”, e para entrar em contacto com as autoridades locais e pedir ajuda.

Legalmente, a agência norte-americana é dona de qualquer pedaço de um satélite seu que caia em qualquer local.

 

Via Público



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Truques e artimanhas do Governo da Madeira

 

A passagem do ano e o Carnaval constituem a época alta do turismo madeirense. Mas nem por isso o Tribunal de Contas contemporizou com a decisão do Governo Regional de pedir, em 2010, um empréstimo de 75 milhões de euros para pagar, entre outras despesas, os 734.850 euros que custaram as iluminações do Funchal e de outras localidades.

O mesmo empréstimo, devido à falta de liquidez dos cofres da Região Autónoma, serviu também para pagar as portagens (36 milhões de euros) e as indemnizações compensatórias devidas às concessionárias das vias rápidas madeirenses pelas obras construídas. Todas estas despesas são classificadas como de funcionamento e o seu pagamento, segundo a Lei de Finanças Regionais, não pode ser feito através do recurso a empréstimos bancários.

 

Daí que o Tribunal de Contas tenha concluído que o pagamento das mesmas com recurso a crédito constituía uma «infracção financeira geradora de responsabilidade sancionatória», aplicando uma multa ao Governo de Alberto João.

 

Outro expediente utilizado diz respeito à enorme discrepância entre a data da realização de obras públicas, a data da facturação e o pagamento das mesmas. Entre outras obras, este esquema foi utilizado na construção dos 2.700 metros que constituem o ‘Acesso ao Parque Empresarial da Ribeira Brava’. A obra foi adjudicada em 2007 e inaugurada em Maio de 2009, mas as facturas só surgiram em 2010.

 

Os 2.700 metros (78% dos quais em túnel) custaram cerca de 27 milhões de euros (mais 9 milhões de euros do que o valor da adjudicação), mas o grosso do valor da obra (cerca de 21 milhões de euros) será pago em tranches que se iniciaram em 2009 e terminarão em 2013. Como a obra é paga com atraso, o Governo Regional tem que pagar juros de mora – o que encarece ainda mais o valor da adjudicação.

 

Esse pagamento em prestações foi conseguido através de um ‘Acordo de Regularização Dívida’ – que foi ocultado ao Ministério das Finanças nas informações trimestrais que o Governo Regional está obrigado a prestar.

 

Em relação ao Tribunal de Contas, o Executivo de Jardim chegou ao ponto de justificar o incumprimento do envio obrigatório de contratos de obras públicas com o facto de tal tarefa ser da responsabilidade do Notário Privativo do Governo Regional.

 

Contudo, os diversos ‘Acordos de Regularização de Dívida’ (no montante de 189 milhões de euros), foram detectados pelo Tribunal de Contas. Visavam a obra na RIbeira Brava, o pagamento de compensações devidas às concessionárias rodoviárias (Via Litoral e Via Expresso) pelas SCUT da Madeira e a construção de uma estrada executada pela Construtora do Tâmega

 

Outra estratégia de pagar obras públicas e esconder despesa realizada passa pelos acordos com a banca de sub-rogação de crédito – que não foram orçamentados a nível regional nem transmitidos ao Executivo da República. O Governo Regional, no âmbito dos contratos de concessão rodoviárias, está obrigado a pagar uma compensação à Via Litoral e Via Expresso. Com a sub-rogação, o Executivo passa a sua dívida para a banca, esta adianta o dinheiro e a Madeira passa a pagar juros sobre esse montante.

 

Só em 2010, o Governo de Jardim estabeleceu, por ajuste directo, com o BES um acordo de 112 milhões de euros – extensível a um máximo de 260 milhões de euros.

 

Via Sol



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Sábado, 24 de Setembro de 2011
Eu já tinha falado aqui para vocês sobre a importância de manter o sexo quente em uma relação. Mas confesso que cometi alguns pecados que uma mulher venenosa como nós não pode cometer!

Bom acabo de sair de uma crise conjugal. Muita coisa estava "mais ou menos", mas o que mais me incomodava era a falta de sexo. Não porque eu sou uma maníaca que não consegue ficar uma semana sem trepar, mas porque para mim não existe humilhação maior do que não ser desejada pelo meu homem.


Só que eu sou uma mulher de sorte. Tenho ao meu lado uma pessoa que conversa e que está disposto a melhorar sempre, afinal as crises fazem parte de qualquer relacionamento. A sinceridade dele é uma qualidade (as vezes um defeito) que eu procuro aproveitar ao máximo. E foi por saber que ele seria sincero que eu perguntei: você não tem mais tesão em mim?

E a resposta foi: Claro que tenho! Mas você precisa ajudar também né!

Foi aí que eu parei para pensar como a rotina pode acabar com o fogo de um relacionamento e pior, nos deixa cegas! Como eu, que escrevo aqui para vocês como nunca deixar o sexo cair na rotina, pude deixar isso acontecer conosco???

A verdade é que nem sempre nós estamos com tempo e disposição para perceber o que está acontecendo... só que quando a gente percebe, pode ser tarde. Para isso não acontecer nunca, resolvi elencar para vocês os principais pecados que nunca devem ser cometidos por nós mulheres.

  • Nunca, jamais espere seu marido ou namorado chegar vestida com pijamas
Mesmo que seja tarde da noite, mesmo que você esteja com frio ou cansada. Se você pretende fazer sexo antes de dormir, nunca vista pijamão (aquele mesmo, mais velhinho que a gente adora) para esperá-lo quando ele chegar. Agoooora, se o seu pijama for uma camisolinha bem sexy, aí eu tenho certeza que ele vai adorar.
  • Não banque a desleixada
Mesmo que seja para ir só até a padaria, mesmo que seja para ficar em casa, se o amado vai estar junto não rola nunca fazer a Ashley Tisdale e sair por aí desse jeito: moletom, cabelo esgruvinhado, todo enrolado, sem maquiagem e com olheiras obviamente (do contrário esses óculos não estariam aí)... ou seja, acabada.
  • Não fique com aquele esmalte velho descascado nas unhas
Eu sei que a vida é corrida. Eu sei que às vezes não sobra tempo para ir à manicure com regularidade. Mas querida, acetona, lixa e hidratante todas nós temos que ter em mãos e usar, porque ninguém merece aquele aspecto de descuido.
  • Não deixe sua sobrancelha virar uma taturana
Ok, novamente nós esbarramos no problema da falta de tempo para ir em um profissional (porque não dá pra sair destruindo a sobrancelha sozinha). Mas pense que o primeiro lugar que uma pessoa olha quando conversa com você é nos seus olhos! Como que o seu namorado vai dizer que te ama olhando fundo nos seus olhos se o seu olhar está feio, mais uma vez com aspecto de desleixo?
  • Se você quer fazer sexo, não use calcinha bege
Essa história que homem odeia calcinha bege está mais que comprovada. Mesmo que ela seja a mais confortável, não importa. Para eles, tira o tesão de verdade. Então amiga, queime todas, jogue fora, ou deixe para usá-las para ir trabalhar... ou use naquele dia em que você definitivamente não está afim de sexo.


  • Nunca deixe para lavar o cabelo no outro dia
Meninas, higiene nem precisava estar incluso nessa listinha né. É baaaasico. Mas como eu encontrei essa foto da louca da Britney, eu não pude deixar de lembrar a vocês o quanto é nojento cabelo sujo. Definitivamente os homens também não vão gostar disso (vão pensar: "se está assim aqui em cima, imagina como está lá em baixo").
  • Não faça sua sessão de beleza na frente dele
Mesmo que você esteja se cuidando e embelezando para o seu amado, ele não precisa participar disso! Ele não precisa te ver toda descabelada fazendo uma escova ou pintando as madeixas, não precisa te ver parecendo um fantasma usando máscara em creme, não precisa te ver depilando a axila... já pensou? É de cortar qualquer tesão.

 

E gente, eu pensava que não, mas esses deslizes que nós as vezes cometemos fica na cabeça dos homens. Eles vão construindo a nossa imagem no dia-a-dia. E o problema é que na rua, no trabalho, na balada, nossos namorados/maridos vão ver mulheres lindas e bem cuidadas por toda a parte! E se o homem tem uma mulher desleixada em casa, amiga, é quase certeza que ele vai trair. Não há amor que resista.

Eu tenho a opinião de que nós mulheres não devemos ser escravas de padrões estéticos, etc e tal. Mas por outro lado eu acredito que, além de cuidar do que é nosso, nós devemos agir com a pessoa que a gente gosta da mesma maneira que nós queremos que eles hajam com a gente. Como que nós vamos esperar que nossos maridos sejam carinhosos conosco, como na época em que éramos namorados, se nós não nos produzimos para eles da mesma forma?

Então amiga, vale muito a pena tomar um banho bem gostoso, usar um hidratante cheiroso, se perfumar, usar uma roupa confortável mas que te favoreça e passar pelo menos um rímel para ficar com ele em casa. Eu garanto que você vai perceber os resultados rapidinho.



Afinal, que homem vai querer ficar sassaricando por aí se ele tem um avião o esperando em casa?


Via Veneno Picante



publicado por olhar para o mundo às 21:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Cesaria Evora não está em condições de continuar carreira
Cesaria Evora não está em condições de continuar carreira (Reuters)
A cantora Cesária Évora pôs um ponto final na sua longa carreira, anunciou esta sexta-feira a sua editora, a Lusafrica. A cabo-verdiana de 70 anos está fisicamente muito debilitada.

Cesária Évora chegou há poucos dias a Paris para uma série de concertos e apresentações, agora cancelados. 

O comunicado da editora explica que a cantora chegou a França num estado de “grande debilidade”. “Os médicos que a seguem em Paris ordenaram o cancelamento da sua próxima digressão. Cesária decidiu então, em conjunto com o seu produtor e agente, José da Silva, pôr um fim de maneira definitiva à sua carreira.”

Os problemas de saúde de Cesária Évora têm vindo a complicar-se desde 2008, quando, em Março, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante um concerto na Austrália. “Os seus problemas de sáude são consequência das várias operações cirúrgicas a que tem sido submetida nos últimos anos, entre elas, uma operação a coração aberto em Maio de 2010”, continua o comunicado. 

A “Diva dos Pés Descalços”, por cantar sempre descalça, completou em Agosto 70 anos e tem estado este ano a trabalhar num novo álbum, sucessor de “Nha Sentimento”, lançado em 2009.

Em 2004, Cesária Évora venceu o Grammy de Melhor Álbum World Music Contemporâneo com "Voz d'Amor".

Cesária Évora é embaixadora de boa vontade da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e foi condecorada, em 2007, pelo então Presidente francês Jaques Chirac com a Legião de Honra de França, país onde a artista encetou a sua carreira internacional, tornando-se a voz cabo-verdiana mais conhecida no mundo.

O ano passado, Cesária Évora foi homenageada no seu país, Cabo Verde, com um prémio carreira na gala dos Cabo Verde Music Awards. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:52 | link do post | comentar

Mark Zuckerberg apresentou em São Francisco as novidades muito antecipadas do Facebook
Mark Zuckerberg apresentou em São Francisco as novidades muito antecipadas do Facebook (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
As páginas de perfil do Facebook foram completamente redesenhadas e passarão a ser navegáveis cronologicamente, para facilitar o acesso a informação antiga. É o “regresso ao futuro” que Mark Zuckerberg apresentou esta quinta-feira, em São Francisco: uma viagem ao passado para avançar no presente. A ambição é que cada utilizador use o seu perfil para fazer um resumo de vida. Não desde a entrada na rede: desde que nasceu.

São estas as mudanças estruturais nas páginas de perfil, agora chamadas “Timeline”, que muito têm sido antecipadas ao longo dos últimos dias. A primeira, que vai mudar a forma como navegamos no nosso próprio perfil, e nos dos nossos amigos, é a disposição cronológica que a informação partilhada passará a ter. Fotografias, vídeos, mapas, apontamentos – tudo estará arrumado em gavetas anuais.

O ano mais recente é o que terá mais conteúdo visível na “Timeline”. O que apresentará menos é o mais antigo. A diminuição de informação é feita de forma gradual. Pelo menos a que está imediatamente visível, porque os utilizadores podem optar, na navegação, por ler tudo o que foi partilhado em cada ano, explicou Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, na conferência f8.

Uma “história de vida com destaques”. Zuckerberg disse “história de vida” e não queria dizer menos: o Facebook vai permitir aos utilizadores voltarem atrás e acrescentar novas informações (a segunda grande mudança). Podem ir tão longe quanto a data do seu nascimento. O futuro da mais popular rede social no mundo remete-nos assim para os velhos álbuns de recortes, mas online e numa única página.

O objectivo desta nova funcionalidade, aclarou Zuckerberg, é que se consiga ter um “bom sentimento visceral” de quem é a pessoa com aquele perfil. Por outro lado, é dar aos utilizadores “controlo total” da sua “Timeline”. Será possível acrescentar qualquer conteúdo em qualquer zona do perfil, ou mesmo mudar as definições de determinada partilha, passando-a por exemplo de leitura privada para pública.

O lançamento da “Timeline” ainda não está agendado. Os responsáveis pelo Facebook – que este mês passou pela primeira vez a barreira dos 500 milhões de utilizadores activos num único dia, avançou Zuckerberg – esperam fazê-lo “dentro de algumas semanas”.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 10:50 | link do post | comentar

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