Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
Raúl Ruiz (terceiro a contar da direita) com o elenco e a equipa do filme, em San Sebastián, em Setembro de 2010
Raúl Ruiz (terceiro a contar da direita) com o elenco e a equipa do filme, em San Sebastián, em Setembro de 2010 (Foto: Vincent West/Reuters)
O muito aplaudido Mistérios de Lisboa, do realizador Raúl Ruiz, que morreu em Agosto, foi nomeado em três categorias do Satellite Award, prémios da Internacional Press Academy dos Estados Unidos. As nomeações incluem a categoria de melhor filme estrangeiro. A directora de arte Isabel Branco vai a votos nas categorias de melhor direcção artística e melhor guarda-roupa.

Estas nomeações da adaptação cinematográfica do livro homónimo de Camilo Castelo Branco surgem dias depois de o círculo de críticos de cinema nova-iorquinos, o New York Film Critics Circle (NYFCC), ter atribuído postumamente ao realizador chileno o Special Award2011.

O filme, co-produzido em 2010 pela portuguesa Clap Filmes, foi muito bem recebido tanto pela crítica como pelo cinema comercial. Na competição da IPA, cuja lista de nomeados pode ser consultada aqui, vai concorrer com mais nove filmes, cinco dos quais europeus (belga, húngaro, francês, finlandês e russo) e um deles, Nannerl, la soeur de Mozart, produzido em França em 2010, da mesma distribuidora da longa-metragem de Raúl Ruiz, a Music Box Films.

A adaptação da obra oitocentista, com argumento de Carlos Saboga e produzida por Paulo Branco, roda à volta do destino de Pedro da Silva (João Baptista), um órfão de um colégio interno que, através do padre Dinis (Adriano Luz), descobre a identidade da mãe, a condessa Ângela de Lima (Maria João Bastos).

Mistérios de Lisboa é uma da centena de obras de Ruiz. Estreou-se nos Estados Unidos quatro dias depois de o cineasta morrer a 1 de Agosto de 2011. O filme tinha feito um percurso internacional bem sucedido que lhe valera já o Prémio Louis Delluce, em San Sebastián (Espanha), e o Prémio da Crítica na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Em Portugal, a longa-metragem (4h26) estreou-se em Outubro de 2010 e foi mais tarde exibida na RTP em formato de minissérie em seis episódios.

O livro de Camilo Castelo Branco chegou a estar no top das vendas de uma Fnac de Paris, depois do sucesso internacional do filme que, dias depois da morte de Ruiz, contava já com mais de 100.000 espectadores em França.

A ligação de Raúl Ruiz a Portugal vinha dos anos de 1980. Depois de Le Territoire, La Ville des Pirates e Les Destins de Manoel, o realizador partiu para a rodagem de Mistérios de Lisboa, altura em que adoeceu, embora meses mais tarde começasse a preparar As Linhas de Torres com a mesma produtora portuguesa.

 

Via Público



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