Segunda-feira, 13.02.12

Adele recebe um dos seis troféus arrecadados nesta noite

Adele recebe um dos seis troféus arrecadados nesta noite (Foto: AFP)

 

A cerimónia da 54.ª edição dos Grammy Awards, os prémios mais desejados da música nos Estados Unidos, que aconteceu neste domingo em Los Angeles, arrancou com uma oração em homenagem a Whitney Houston, que foi encontrada morta num quarto de hotel, na véspera, aos 48 anos. Adele conquistou todos os galardões para os quais estava nomeada.

 

A morte de Whitney Houston foi um dos assuntos mais falados na passadeira vermelha, multiplicando-se os tributos e as mensagens elogiosas à cantora. Bruce Springsteen abriu a cerimónia e, logo a seguir, o rapper LL Cool J pediu aos presentes uma oração em memória de Whitney Houston, enquanto ao mesmo tempo foram mostrados os melhores momentos da cantora, ao som de "I Will Always Love You". "Como diz a música, todos nós vamos amar-te para sempre, Whitney", disse o músico.

Apontada como a grande favorita aos prémios, a britânica Adele confirmou todas as apostas ao ganhar tudo o que tinha para ganhar. Adele estava nomeada em seis categorias e conquistou as seis estatuetas. Foi a primeira a subir ao palco para receber o Grammy de Melhor Pop Solo Performance, pela música "Someone Like You". Ao receber o primeiro prémio, a cantora fez um agradecimento especial ao médico, "que [lhe] deu a voz de volta". A cantora está de volta à música, depois de uma cirurgia às cordas vocais. 

Adele repetiria as subidas ao palco e as mensagens de agradecimento, que culminaram com o prémio máximo, o Álbum do Ano, com o recordeista de vendas "21". Em lágrimas e com poucas palavras, Adele conseguiu apenas agradecer o galardão. 

"Rolling In The Deep” foi considerada a Música do Ano e venceu ainda o prémio de Melhor Vídeo. O galardão de Melhor Álbum Pop Vocal foi novamente para “21”. A actuação da britânica, que cantou "Rolling In the Deep", era um dos momentos mais esperados e conquistou um dos maiores aplausos da noite.

Kanye West, nomeado em sete categorias, venceu o Grammy de Melhor Álbum Rap com “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, e Melhor Colaboração Rap com “All of the Lights”, música que conta com a participação de Rihanna, Kid Cudi e Fergie, e que estava também nomeada na categoria de música do ano. O single "Otis", do álbum "Watch The Throne", a colaboração de West com Jay-Z, foi considerado a Melhor Rap Performance. Os dois músicos estiveram ausentes da cerimónia. 

Um dos momentos da noite foi o desejado regresso aos palcos dos Beach Boys, recebidos em êxtase e com uma grande ovação de pé. Brian Wilson, Mike Love, Al Jardine, Bruce Johnston e David Marks, que em 2012 comemoram 50 anos de carreira, actuaram na cerimónia, depois dos Maroon 5 e dos Foster The People terem tocado um tema cada da histórica banda.

O dueto entre Amy Winehouse e Tony Bennett, "Body and Soul", que chegou às lojas em Setembro, já depois da morte da cantora, conquistou o Grammy de Melhor Dueto/Grupo Performance. A canção, gravada em Londres, em Março do ano passado, terá sido uma das últimas interpretadas em estúdio por Amy Winehouse. O dueto integrou o novo álbum de Bennett, “Duets II”, que conta ainda com a participação de nomes como Lady Gaga e Aretha Franklin, e que valeu ao cantor o Grammy de Melhor Álbum Pop Tradicional Vocal.

Nomeado pela primeira vez aos Grammys, Bon Iver, projecto musical do norte-americano Justin Vernon, conquistou o Grammy de Artista Revelação e ainda o troféu de Melhor Álbum Alternativo, com o seu segundo trabalho “Bon Iver, Bon Iver”, considerado um dos melhores álbuns de 2011. 

Ao receber a estatueta de Artista Revelação, Bon Iver disse sentir-se numa situação muito desconfortável. "Há tanto talento aqui no palco e tanto talento que não está aqui. É uma honra", disse, deixando um agradecimento não só aos pais, familiares e amigos, como também a "todos os nomeados e não nomeados".

Os Foo Fighters, que ao lado de Adele e Bruno Mars se incluíam na lista dos mais nomeados com seis indicações cada, conquistaram quatro galardões, incluindo os prémios de Melhor Álbum Rock com “Wasting Light” e Melhor Performance Hard Rock/Metal. A banda liderada por Dave Grohl venceu ainda nas categorias de Melhor Música Rock, com “Walk”, e Melhor Vídeo, com “Back And Forth”. 

Na categoria de R&B, o Grammy de Melhor Álbum foi entregue a Chris Brown, por "F.A.M.E.". Cee Lo Green venceu dois galardões nas categorias de Melhor Performance R&B Tradicional e Melhor Música, ambos com "Fool For You".Na categoria country, a jovem Taylor Swift voltou a ser a grande vencedora, ao conquistar os Grammys de Melhor Solo Performance com o música "Mean", também considerada a Melhor Música Country. O galardão de Melhor Álbum foi entregue aos Lady Antebellum por "Own The Night".

Já perto do fim da cerimónia houve um momento de homenagem a todos os talentos que a indústria da música perdeu entre 2011 e o princípio de 2012. No ecrã gigante do Staples Center passaram as fotografias de artistas como Amy Winehouse, Steve Jobs, Facundo Cabral, Clarence Clemons, Johnny Ottis e Jerry Leiber. Por fim, Whitney Houston, na voz de Jennifer Hudson. Emocionada, Hudson deu voz a "I Will Always Love You" e terminou a música com um "We Will Always Love You", provando que o mundo da música jamais esquecerá a cantora.

O ex-Beatle Paul Mccartney encerrou a cerimónia com uma estonteante actuação. A lista completa dos nomeados e vencedores pode ser consultada aqui.

A edição deste ano já decorreu sob as alterações anunciadas pela The Recording Academy, que reduziu o número de categorias de 109 para 78. Com esta reformulação as categorias que distinguiam os artistas femininos e masculinos nos diferentes géneros musicais (pop, R&B, rock e country) desaparecem, concorrendo todos os artistas, em cada área, a uma única categoria, agora chamada de “Solo Performance”. No geral, todas as áreas perderam duas categorias, tendo muitas delas sido reagrupadas em apenas uma.

Homenagem a Whitney Houston


Actuação de Adele


Via Público



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Quinta-feira, 09.02.12
É "inoportuno" discutir nesta altura os salários dos políticos
É "inoportuno" discutir nesta altura os salários dos políticos (Daniel Rocha)

Na opinião do primeiro-ministro, os políticos portugueses não são bem pagos, mas Passos Coelho também considera “inoportuno” discutir o assunto quando “todo o país está a fazer sacrifícios grandes”.

 

Na segunda parte da grande entrevista que deu ao semanário Sol que será divulgada amanhã, o chefe do Governo é questionado sobre a temática dos salários dos políticos. 

“Não creio que em Portugal os políticos que desempenham funções sejam bem pagos, não considero”, começou por responder Pedro Passos Coelho, para acrescentar: “Mas consideraria absolutamente inoportuno que se abrisse essa discussão numa altura em que todo o país está a fazer sacrifícios grandes e vive de facto restrições muito grandes”. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 19:55 | link do post | comentar

 
(Enric Vives-Rubio)
O debate televisivo que junta Fernando Rosas e Pedro Santana Lopes, na TVI24, acabou com o antigo primeiro-ministro “a perder a serenidade”. A falar sobre “as virtudes de abnegação do povo português”, Santana foi interrompido com uma observação de Rosas, que considerou estar a ouvir um algo idêntico ao discurso de Salazar. Santana não gostou da observação do antigo candidato à Presidência da República.

O programa era o “Prova dos 9”, moderado por Constança Cunha e Sá, que reúne semanalmente Santana Lopes, Fernando Rosas e ainda Francisco Assis. Antes do desentendimento entre Santana e Rosas, a toada do programa era de crítica ao Governo. Mesmo por parte de Santana Lopes, que dizia não gostar da postura professoral do Executivo.

“Parece que chegou agora um contingente de pessoas que traz alguma luz, alguma iluminação providencial, que nós todos seríamos incapazes de ver o caminho sem chegar a providência”, ironizou Santana Lopes. Fernando Rosas acrescentou: “Quando a pieguice das pessoas se transformar em revolta e em protesto, eu quero ver o que é que o primeiro-ministro diz”.

À ideia de revolta popular, Santana Lopes contrapôs: “Acho que estamos numa boa altura para exaltar as virtudes de resistência, de paciência e abnegação do povo português”. Foi este o comentário que levou Rosas a fazer uma observação sobre Salazar, que levou à exaltação de Santana Lopes.

O professor de História Contemporânea, antigo candidato presidencial, riu-se mal ouviu a palavra “resistência”. Depois, afirmou: “Parece o Salazar a falar. Desculpe lá. As virtudes da paciência? As virtudes da abnegação?” Santana Lopes levantou a voz: “E você disfarça aqui, todas as semanas, a sua ideologia. A armar em defensor do regime democrático. Eh pá, vá dar lições de democracia a outro. Chamar Salazar? Salazar é a sua tia!”

“Está a perder a cabeça, a perder a serenidade”, lamentou Fernando Rosas, com Constança Cunha e Sá e Fernando Assis em silêncio. “Você é ofensivo”, retrocou Santana, ex-presidente do PSD e actualmente vereador na câmara de Lisboa. É assim que fecha o trecho publicado pela TVI no YouTube, que pode ser visto abaixo (o programa completo pode ser visto aqui).



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Quarta-feira, 08.02.12
Fábio Capello deixou a selecção Inglesa

O técnico italiano apresentou a demissão do cargo de seleccionador inglês, a apenas quatro meses do Campeonato Europeu, que se disputa na Ucrânia e Polónia.


A quatro meses do Euro 2012, a selecção inglesa ficou sem técnico. Fabio Capello apresentou a demissão nesta quarta-feira, após uma reunião com o presidente e o secretário-geral da Federação inglesa.

O tema que dominou o encontro foi a decisão de retirar a braçadeira de capitão da selecção inglesa a John Terry, defesa do Chelsea. Capello foi contrário à decisão do presidente da Federação.

“Gostaria de salientar que na reunião de hoje e durante toda a sua passagem pelo cargo de seleccionador inglês, Fabio Capello teve uma conduta extremamente profissional. Aceitámos a demissão, concordando que é a decisão correcta. Gostaríamos de agradecer a Fabio Capello pelo seu trabalho ao serviço da selecção inglesa e desejar-lhe o maior sucesso no futuro”, declarou o presidente da Federação, David Bernstein, em declarações reproduzidas pela página oficial do organismo na Internet.

A Federação inglesa marcou uma conferência de imprensa para quinta-feira, em que dará esclarecimentos adicionais sobre o futuro da selecção inglesa. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 06.02.12

Cerveja caseira

 

Os Três Cervejeiros e uma cerveja feita lá em casa

 

A marca, a receita e o sabor. “As pessoas têm andado toda a vida a beber sumo de laranja enlatado e só agora vão provar o natural”

 

Não é tão fácil como arrancar a cápsula de uma garrafa e beber pelo gargalo, mas, diz quem sabe, a cerveja feita em casa é “the real thing”. A comparação é de Pedro Sousa, um terço de "Os Três Cervejeiros": “As pessoas têm andado toda a vida a beber sumo de laranja enlatado e só agora vão provar o natural”.

 

É cerveja. A cerveja. Genuína, não filtrada, 100% malte, sem conservantes nem corantes — apenas água, malte de cevada, lúpulo e levedura. É elaborada através de métodos artesanais e pode ser concebida lá em casa.

 

Inspirados pela cultura cervejeira europeia, "Os Três Cervejeiros" (Pedro Sousa, mestre cervejeiro, Alberto Abreu, agente imobiliário, e Arménio Martins, designer têxtil) são responsáveis pela nova cerveja artesanal "gourmet", produzida na cidade do Porto com a marca Sovina.

 

Paralelamente, o trio lançou o site Cerveja Artesanal, uma espécie de biblioteca com tutoriais detalhados sobre a produção de cerveja a partir de "kits", de extrato de malte ou de malte em grão.

 

Um litro por 0,70 euros

Aconselha-se que a primeira aventura neste mundo comece pelo "kit", um investimento inicial (58 euros) que inclui balde, torneira, 100 cápsulas (e um capsulador), desifectante, escovilhão, e borbulhador. Instalada a base de produção, cada litro de cerveja, que dura até um ano, fica a 0,70 euros.

 

No dia 3 de Março (das 10h às 13h e das 14h30 às 18h), Os Três Cervejeiros realizam um workshop de produção de cerveja artesanal a partir de malte em grão e de extracto de malte. O workshop (com direito a almoço) custa 60 euros.

 

“Tem muito mais sabor, mais aroma e é mais nutritiva do que a cerveja normal. É uma experiência sensorial”, garante Pedro Sousa, que deixa um último conselho para quem ainda bebe cerveja industrial: “É demasiado fácil fazer cerveja melhor”

 

Via P3



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Domingo, 05.02.12

O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, disse à Agência Lusa ter pago uma dívida fiscal com um cheque sem cobertura, por um montante de 130 mil euros que se encontra em dívida.


Consciente da situação, o líder do clube insular justificou a atitude, referindo que solicitou à administração fiscal "um encontro de contas", que foi recusado, acabando por originar o pagamento com o referido cheque sem provisão.

"É incompreensível que uma administração fiscal, sabendo das grandes dificuldades que os clubes estão a atravessar, não seja compreensiva. Por isso, posso afirmar que passei um cheque sem cobertura, por um montante de 130 mil euros, depois de ter solicitado um entendimento à Direcção Regional de Finanças, para fazer uma compensação de dívida e de a mesma não ter sido aceite", lamentou o dirigente.

Carlos Pereira disse saber também que o seu nome pessoal está neste momento "a ficar vermelho" no Banco de Portugal e afirmou temer que a actual situação leve a que as pessoas se recusem a assumir cargos nas direcções dos clubes.

"Sei que corro riscos a nível pessoal e neste momento o meu nome está a ficar a vermelho no Banco de Portugal, mas espero que o prejuízo seja reparado, porque, se as coisas continuam assim, a curto prazo haverá poucas pessoas disponíveis para desempenhar cargos nas direcções dos clubes", observou o presidente do Marítimo.

O dirigente fez ainda mais críticas, afirmando que "há funcionários públicos, que depois de terem desempenhado o papel de dirigentes, mudaram de cadeira e ao mesmo tempo alteraram o discurso".

Carlos Pereira assume que o Marítimo atravessa uma situação financeira "pouco confortável", o que tem originado "constantes atrasos nos salários ao futebol profissional", mas realçou a "compreensão" dos jogadores, "sem prejuízo no aspecto desportivo".

 

Via Público



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Sexta-feira, 20.01.12

Manobras, a primeira rádio comunitária do país em FM

A Rádio Manobras está no ar desde Setembro. O estúdio provisório está instalado nos Maus Hábitos, no Porto

Anselmo Canha, coordenador do programa Manobras no Porto, achava que era necessário criar uma rádio no e para o Porto. Hélder Sousa anuiu, Marisa Ferreira juntou-se e a rádio Manobras nasceu. Sintonizam-se em 91.5 FM, em antena aberta, desde Setembro de 2011.

 

O número 178 da Rua de Passos Manuel, no Porto, não os denuncia, mas foi no Maus Hábitos que se instalou esta “rádio sem preconceitos”. Aqui qualquer pessoa pode “manobrar" mesmo que a dicção seja caótica e o sotaque um delator de origens. O projecto, diz Marisa convicta, é pioneiro no país: “Em antena aberta somos os únicos”. Aqui, qualquer pessoa pode fazer rádio. Só é necessário vontade, uma ideia e, única obrigação, que o Porto seja a inspiração do programa.

 

Hélder, tem 34 anos, é produtor de teatro e é o responsável pela Manobras. Marisa, 32 anos, trocou a cenografia pela Manobras, à qual se dedica agora a tempo inteiro. Apesar da fragilidade formal e técnica, a rádio tem emissão 24 horas por dia, cinco das quais com conteúdos novos e três em directo.

 

Questionados sobre os programas com maior sucesso, Hélder, Marisa e Filipa Mora (também colaboradora) referem o “Contribuinte”, programa dirigido por Hélder todos os sábados entre as 11h e as 13h. Também “Cinema”, com Luís Mestre, e o (H)aircut, uma rubrica quinzenal com "conversa de gajas" integram o painel dos “mais ouvidos” (vê programação à esquerda).

 

Recolha do património sonoro do Porto

O maior investimento são os sons da cidade, que combina com a máxima “nunca desligamos o gravador”. Servem como repertório de memória e depoimentos: “No fundo, no fundo, é um arquivo de recolha do património sonoro do Porto”.

 

São ouvidos, maioritariamente, por jovens entre os 25 e os 35 anos e contam com quase 600 amigos no Facebook. Os mentores da Rádio Manobras prevêem, durante 2012, construir uma estrutura suficientemente sólida para não se eclipsarem num ano de crise. Uma das ideias passará por se associaram à Universidade do Porto.

 

Aferir audiências não é possível: "Não temos como saber... mas, pelo menos, todos os meus amigos ouvem", diz Hélder entre risos. Mas sabem o que querem e o cérebro parece não desligar da ficha. A última ideia? Encontrar o maior coleccionador de rádios da cidade. Porquê? Marisa também não sabe, nem interessa.

 

Artigo actualizado às 16h10. A Manobras é a primeira rádio comunitária do país a emitir em antena aberta; a Rádio Zero, criada em 2006, explora a mesma premissa, mas na internet.

 

Via P3



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Segunda-feira, 16.01.12
Meryl Streep ganhou pela interpretação de Margaret Thatcher
Meryl Streep ganhou pela interpretação de Margaret Thatcher (Fotos: Lucy Nicholson/Reuters)
O filme “O Artista”, que faz os espectadores regressar ao tempo dos filmes mudos, e o drama familiar “Os Descendentes” foram os filmes mais distinguidos ontem à noite na cerimónia dos Globos de Ouro, apresentada pelo humorista britânico Ricky Gervais, que chegou ao palco com uma bebida na mão.

“O Artista”, de Michel Hazanavicius, a história romântica de um actor que encontra o amor numa altura em que a indústria cinematográfica fez a transição dos filmes mudos para os sonoros, estava nomeado em seis categorias, e conquistou três prémios, incluindo o de Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Actor num Filme de Comédia ou Musical (para o actor francês Jean Dujardin).

Rodado a preto e branco e como um filme mudo, recriando o cinema da era de ouro de Hollywood, o filme francês, que chega aos cinemas de Portugal em Fevereiro, arrecadou ainda o galardão de melhor banda sonora. 

O filme “Os Descendentes”, de Alexander Payne, e o seu protagonista, George Clooney, que representa um pai que tenta reatar a ligação com as duas filhas, depois de a mulher ficar em coma na sequência de um acidente de barco, venceram, respectivamente, as estatuetas de Melhor Filme Dramático e Melhor Actor Dramático. O filme estreia-se em Portugal no dia 19 de Janeiro.

Num feito, quase inédito, os Globos de Ouro, entregues pelos membros da imprensa estrangeira a residir nos Estados Unidos – e que servem de antevisão aos Óscares, agendados para 26 de Fevereiro, não centraram os prémios em apenas um filme, premiando, além de “O Artista” e “Os Descendentes”, outras nove películas, incluindo “As Serviçais”, “A Invenção de Hugo” e “Meia-Noite em Paris”. 

O galardão de melhor realizador, um dos mais cobiçados da noite, foi entregue a Martin Scorsese, pelo seu filme de aventura e fantasia, “A Invenção de Hugo”. A história de um rapaz que vive sozinho numa estação de comboios de Paris e a de um enigmático proprietário de uma loja de brinquedos marca a estreia deste realizador nos filmes 3D.

No campo feminino, Meryl Streep levou para casa o Globo de Ouro de Melhor Actriz num Filme Dramático pelo seu desempenho em “The Iron Lady” (A Dama de Ferro), no qual interpreta o papel da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Ao receber o galardão, a actriz norte-americana mostrou-se satisfeita e fez um agradecimento especial aos ingleses. 

Por seu lado, Michelle Williams conquistou o troféu de Melhor Actriz num Filme de Comédia ou Musical pelo seu desempenho em “A Minha Semana com Marilyn”, interpretando o papel de Marilyn Monroe. Na hora do agradecimento, a actriz não esqueceu a diva a quem deu vida no cinema, agradecendo aos Globos de Ouro terem posto nas suas mãos “o mesmo prémio que deram a Marilyn há mais de 50 anos”. 

Os galardões de melhores actores secundários foram entregues a Christopher Plummer, de 81 anos, que representa em “Assim é o Amor” um homem que assume a homossexualidade depois de a sua mulher morrer, e a Octavia Spencer, pelo seu papel no filme “As Serviçais”.

“As Aventuras de Tintin”, de Steven Spielberg, venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação, e “Uma Separação”, filme iraniano de Asghar Farhadi, que tem estado em destaque entre a crítica norte-americana, arrecadou o prémio de melhor filme estrangeiro.

O último trabalho de Woody Allen, “Meia-noite em Paris”, filme que foi o mais visto do realizador nos Estados Unidos e na Europa, venceu o galardão de melhor argumento.

Madonna também subiu ao palco dos Globos de Ouro para receber o prémio de melhor canção original, com o tema “Masterpiece”, criada especialmente para o romance histórico “W.E.”, filme escrito e realizado pela própria. 

O actor Morgan Freeman foi agraciado com o prémio Cecil B. DeMille, pela sua carreira e contributo para o cinema.

Na área de televisão, os vencedores da noite foram as séries Homeland e Uma Família Muito Moderna.

Longe de grandes polémicas esteve o britânico Ricky Gervais, responsável pela apresentação da cerimónia. Depois de a sua actuação na edição 2010 ter gerado bastante controvérsia, tendo a organização dos prémios obrigado o comediante a pedir desculpas pelas suas piadas que não caíram bem em Hollywood, este domingo Gervais não abandonou o estilo provocador e controverso, mas mostrou ter tido um maior cuidado. Ainda assim, a estrela norte-americana Kim Kardashian, o actor Eddie Murphy, que no final do ano passado desistiu do papel de anfitrião dos Óscares, e o cantor pop Justin Bieber foram algumas das vítimas da sátira de Gervais. 

No seu monólogo de entrada, Ricky Gervais começou por comparar os Globos de Ouro aos Óscares, explicando que os Globos de Ouro estão para os Óscares como “Kim Kardashian está para Kate Middleton”, ou seja, o mesmo tipo de cerimónia, mas com menos nível e consideração. 

Madonna também não fugiu ao comediante, que ao chamá-la ao palco, fez referência à virgindade da cantora, lembrando a conhecida música “Like a Virgin”. Sem qualquer pudor Madonna respondeu: “Se eu sou como uma virgem, Ricky, porque não vens aqui e fazes alguma coisa”.

Ricky Gervais ironizou ainda e lembrou a actuação do ano passado, dizendo que para este ano a organização da cerimónia lhe deu instruções rígidas a seguir. “A HFPA (Hollywood Foreign Press Association) avisou-me que se eu insultasse alguém... eles me chamariam definitivamente para o ano”, brincou.

Os Globos de Ouro - que são entregues desde 1944 - são os prémios mais importantes da indústria do cinema depois dos Óscares, servindo como um importante barómetro para estes galardões. Os vencedores são eleitos por um grupo de cerca de cem jornalistas internacionais que trabalham em Hollywood.

Via Público



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A Wikipedia reúne milhões de artigos em dezenas de línguas. Inevitavelmente, com erros à mistura

A Wikipedia reúne milhões de artigos em dezenas de línguas. Inevitavelmente, com erros à mistura (Miguel Madeira)

 

Em onze anos, a Wikipedia, que evoluiu de um projecto que pretendia ser uma enciclopédia online em moldes tradicionais, tornou-se um gigantesco repositório de informação, incontornável para quem faz pesquisas na Internet - a própria estrutura do site ajuda a que seja quase sempre um resultado cimeiro nas pesquisas do Google.

 

As entradas podem ser editadas por qualquer pessoa, assentando num conceito apreciado na Internet de que, se algo é feito por uma enorme quantidade de pessoas, o resultado tende a ser bom. Em 2005, um estudo publicado na revista Nature indicava que a Wikipedia era tão correcta como a Enciclopédia Britânica, embora os textos fossem mal estruturados. Por outro lado, há escolas e universidades que proibiram o recurso à Wikipedia, depois de se depararem com inexactidões escritas por alunos. Mesmo com falhas, ao longo de dez anos, a Wikipedia ganhou estatuto. Mas também tem no currículo erros de palmatória. 

1
"Maitê Proença Gallo (n. São Paulo, 28 Janeiro 1959) é uma estrela porno brasileira, também conhecida pelos seus comentários ignorantes que envergonham o povo brasileiro." No dia 14 de Novembro de 2009, era assim que começava a página sobre a conhecida actriz brasileira. A descrição foi feita em retaliação por causa de um vídeo que fora transmitido dois anos antes, num canal brasileiro, mas que só em 2009 chegou ao conhecimento dos espectadores portugueses, através de um vídeo no YouTube, que depressa foi exibido também nas televisões. Nas imagens, Proença faz comentários trocistas sobre Portugal e cospe numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos. A actriz e o canal acabaram por pedir desculpas.

2
O assassinato do antigo Presidente norte-americano John F. Kennedy e do seu irmão mais novo, Robert F. Kennedy, são motivo de especulações várias. Em 2005, um utilizador anónimo colocou na Wikipedia várias informações que indicavam que um jornalista americano chamado John Seigenthaler (amigo e, a dada altura, conselheiro de Robert) estava envolvido na morte de ambos. A entrada em causa esteve mais de quatro meses online, antes de ser retirada pelos gestores do site, a pedido de Seigenthaler. O incidente lançou um debate aceso sobre o funcionamento da Wikipedia. 

3
Esta não convencia ninguém. Durante um breve período (nem sempre acontece, mas há erros na Wikipedia que são corrigidos quase imediatamente), David Beckham (que mesmo quem não tem interesse nenhum por futebol sabe quem é) estava descrito como um guarda-redes chinês do século XVIII. 

4
Talvez um nível acima na escala da verosimilhança de que a nacionalidade de Beckham era chinesa -mas, mesmo assim, rapidamente desconstruída - era a informação de um romance entre o co-fundador do Google Sergey Brin e o fundador da Wikipedia Jimmy Wales. A dada altura, a entrada sobre Brin também chegou a afirmar, erradamente, que ele tinha morrido em Moscovo.

5
A 2 de Abril de 2007, duas semanas depois de o PÚBLICO ter publicado uma investigação sobre a licenciatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates, um utilizador apagou a totalidade do parágrafo alusivo ao caso da Universidade Independente e eliminou ainda a menção ao facto de esta ser uma instituição privada. Não muito tempo depois, as referências ao caso Independente acabaram por voltar a ser introduzidas. Uma semana mais tarde, porém, o mesmo computador do utilizador inicial foi usado para retirar novamente todas as alusões à polémica (incluindo os links para as notícias da comunicação social). As alterações afectaram tanto a versão portuguesa como a versão inglesa com a biografia de Sócrates. O computador em causa fazia parte da rede informática do Governo.

6
No topo da escala de disparates da Wikipedia está também uma frase que surgiu na página do cantor Robbie Williams e segundo a qual este comia animais domésticos em pubs para ganhar dinheiro. Aos 16 anos Williams era já membro da banda Take That, um sucesso da década de 1990. E desde então tem ganho milhões. É pouco provável que tivesse de fazer o que quer que fosse num pub para ganhar dinheiro.

7
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair é um adorador de Hitler e, quando adolescente, tinha um poster do líder alemão no quarto. Foi apenas uma das muitas informações falsas que povoaram a biografia de Blair. Quando o Governo britânico apoiou a invasão do Iraque, a página da Wikipedia tornou-se quase numa plataforma de acusações políticas, levando à intervenção dos responsáveis da Wikipedia.8
Em 2009, o senador americano Ted Kennedy protagonizou um dos momentos dramáticos nas cerimónias de tomada de posse de Barack Obama, ao ter um ataque durante o almoço. Kennedy foi conduzido para um hospital e a Wikipedia rapidamente o deu como morto, relatando que tinha morrido "pouco depois" do incidente. Ted Kennedy morreu apenas meses mais tarde, de cancro.

9
Em 2005, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, foi apanhado a fazer batota. Wales editou a sua própria biografia, substituindo a expressão "co-fundador" por "fundador" e apagando a informação sobre Larry Sanger, o mentor do conceito de uma enciclopédia online e que esteve envolvido na criação do projecto que veio a dar origem à Wikipedia. 

10
Eduardo Catroga é a mais recente vítima em Portugal da liberdade de edição da Wikipedia. A propósito da nomeação de Catroga para o conselho geral e supervisão da EDP, alguém editou a biografia do antigo ministro das Finanças, com um texto que começava por aludir à afamada frase que Catroga proferiu numa entrevista no ano passado na SIC Notícias. Começava assim a página na Wikipedia: "É mundialmente conhecido como o pentelho que ganha milhões."

 

Via Público



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Sexta-feira, 13.01.12
<p>França estava avaliada com um rating AAA pela S&P há 37 anos</p>

França estava avaliada com um rating AAA pela S&P há 37 anos

 

A ameaça concretizou-se e abre um novo capítulo na composição dos ratings na zona euro: a agência Standard & Poor’s (S&P) fez nesta sexta-feira uma vaga de cortes que abrange nove países e retira à França e à Áustria a nota máxima de avaliação. Portugal fica classificado com uma nota já considerada “lixo” financeiro. A Itália fica pela primeira vez abaixo do patamar A.

 

ratings de Portugal, Itália, Espanha e Chipre baixaram em dois níveis, enquanto os de França, da Áustria – que perdem o triplo A – e de mais três países (Eslováquia, Eslovénia e Malta) foram cortados em um nível.

Portugal viu o seu rating descer em dois níveis, de BBB- para BB, ficando, assim, classificado por todas as três grandes agências de notação norte-americanas com o rating considerado nos mercados sem categoria de investimento. 

A confirmação foi dada oficialmente pela S&P ao início da noite, já depois de fechar a bolsa de Nova Iorque, e de a agência Reuters ter avançado a informação durante a tarde. 

A ameaça de cortar o rating à Alemanha, a maior potência da zona euro, e um dos seis países que até agora tinham a nota AAA, não se confirmou. Mas o grupo de países da zona euro avaliados com nota máxima fica reduzido a quatro: sem a França e a Áustria, restam a Alemanha, a Holanda, a Finlândia e o Luxemburgo com o triplo A. Todos tinham sido avisados, a 5 de Dezembro, que as suas dívidas estavam em processo de revisão.

As reacções políticas em França, a segunda maior economia da moeda única, ouviram-se ainda antes de a S&P se pronunciar, logo que o ministro das Finanças, François Baroin, confirmou que o Governo fora notificado da decisão. 

 

Via Público



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Domingo, 11.12.11
Com a devida vénia e o devido respeito, transcrevo o texto da autoria do Tenente-Coronel da Força Aérea, com a especialidade TODCI, José Lucas, que recebi na minha caixa de correio electrónico. Quando dizemos que há mais vida para além do défice, também deve ser a casos destes que nos referimos.
JC
«HERÓI POR 300 € 
A notícia já correu o Mundo inteiro. Seis tripulantes de um barco de pesca, o ‘Virgem do Sameiro’, de Caxinas, foram encontrados por um helicóptero EH-101 da Força Aérea e foram salvos pela tripulação do mesmo, nomeadamente por um Sargento-Ajudante (o recuperador - salvador), que pendurado num guincho, arriscou a sua vida em 6 subidas e descidas.
O panorama é inimaginável.
Um helicóptero no meio da imensidão do mar, com mar agitado, os pilotos tentando colocar o helicóptero na melhor posição (o que é dificílimo, tratando-se de um navio grande, quanto mais de uma simples balsa salva-vidas, a turbulência provocada pelas pás do aparelho, o recuperador - salvador a descer e a subir, a ter de recuperar um a um, estejam feridos ou não. Parece algo de outro mundo, mas não é,... aliás, afinal é!
É algo do outro mundo, pelo menos do meu mundo, pois não tinha condições para o fazer. É algo deste mundo, porque estes heróis da Força Aérea fazem-no diariamente, arriscando a sua vida para salvar outras vidas. Muitas vezes fazem-no mas muito mais longe, a cerca de 150 km da costa. Se houver uma falha humana, uma avaria e o helicóptero cair, provavelmente morrerão (pois é preciso que outro meio aéreo que está em alerta descole, voe, os encontre com vida e consiga recuperá-los). 
Mesmo assim, este militares cumprem o seu dever: têm família, filhos, que têm como dado adquirido que o pai volta mais logo e, nem imaginam que tal pode não acontecer. Poucas pessoas sabem o seguinte:
a) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador está neste trabalho voluntariamente;
b) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador está neste trabalho porque passou por testes e provas dificílimas, apenas acessíveis aos melhores física e psicologicamente; 
c) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador ganha cerca de 1300 € limpos (um profissional com muitos anos de carreira, que arrisca a vida muito mais do que ninguém, voluntariamente, por amor ao serviço, ao próximo); 
d) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador tem de estar disponível 24 horas por dia, deixando a família para trás a qualquer momento, sempre que for chamado ao serviço inopinado; 
e) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador recebe cerca de 300 € líquidos de risco de voo (menos do que os pilotos, que também arriscam a vida, mas arriscam menos pois não estão pendurados num guincho); 
f) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador, tal como os demais militares dos 3 Ramos das Forças Armadas, continua a salvar vidas, com ânimo, profissionalismo e competência, apesar de lhe terem cortado o vencimento desde o ano passado, apesar de lhe terem tirado o subsídio de férias e de Natal, apesar de não ter perspectiva de evolução na carreira nem aumento de ordenado; 
g) O Sargento-Ajudante recuperador-salvador não tem mordomias, carros de luxo, condutor, sala própria, secretária, telemóvel de serviço, despesas de representação chorudas, outros emolumentos mais ou menos disfarçados. 
h) Para mim, estes são os verdadeiros heróis, aqueles que apesar de fortemente penalizados, fortemente incompreendidos, apenas lembrados aquando de actos heróicos mediáticos como este, continuam dia após dia a cumprir além do dever.
O Sargento-Ajudante recuperador-salvador, como todos os militares merecem o respeito por parte de quem governa, para que entendam que não se trata de um funcionário público (aliás muitos respeitáveis), mas sim de um cidadão especial, que jurou publicamente dar a vida pela Pátria, dar a vida para que outros vivam.
À atenção de quem de direito !!!
José Lucas
PS - Num exercício de imaginação, tentei considerar a hipótese dos respeitados e digníssimos representantes do povo, na Assembleia da República (AR) receberem 1300 € de vencimento mais 300 € de risco. Provavelmente a AR ficaria vazia. Dir-me-ão: mas não é a mesma coisa, são responsabilidades diferentes. Pois são: o Sargento-Ajudante recuperador-salvador arrisca a vida  diariamente para que outros vivam!»
Retirado do Persuacção - a força dos argumentos


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Quarta-feira, 07.12.11

Reino Unido é o principal destino de emigração de jovens farmacêuticosO mercado (ainda) não está saturado. Os salários mais elevados e o maior reconhecimento da profissão são os principais factores que os levam a sair de Portugal

Os números são reais e elucidativos. A grande fatia dos farmacêuticos em Portugal concentra-se na faixa etária mais jovem. Têm até 35 anos e são 5311 profissionais qualificados em Farmácia. Mas nem todos se encontram em Portugal: o Reino Unido é o destino de eleição, onde se encontram ofertas mais competitivas.

 

Duarte Santos, presidente da Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) refere o Reino Unido como o principal país a recrutar em Portugal: "Não é por acaso que países na vanguarda da ciência nos procuram". Portugal está a assistir a uma "perda de talentos" e João do Ó, mestre em Ciências Farmacêuticas, é um exemplo disso.

 

Emigrar, às vezes, "é o único reduto"

O presidente da APJF fala em “problemas graves de empregabilidade” e numa “redução muito significativa de pessoas” por parte das empresas. Os jovens emigram, acrescenta, porque existe uma maior valorização da profissão e as perspectivas de carreira são mais abrangentes. Noutros casos, “é o último reduto”, depois de meses de espera.

 

Assegura ainda que “os últimos mestres têm tido uma enorme dificuldade de inserção”, afirmação que vai ao encontro do que disse ao P3 Marta, a farmacêutica que emigrou para o Rio de Janeiro por não encontrar um emprego à "sua altura."

 

O problema? Duarte Santos enuncia o Estado e as gravosas medidas de austeridade: “O Estado gasta dinheiro na formação e depois não tira partido disso. Tudo isto foge muito à racionalidade. Devíamos contar com mais respeito por parte de quem legisla.”

 

Outros revelam-se menos pessimistas. Não que o tempo médio de espera para conseguir emprego seja elevado: “É muito díspar, mas talvez quatro, cinco meses… mas há outros colegas que conseguem logo”, diz Catarina Pires, presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP).

 

Catarina considera que a capacidade de absorção destes jovens no mercado de trabalho não é a mesma: “Há seis anos quase não se falava de emigração e há 10 anos nem se falava em desemprego.” E acrescenta: “Os ordenados já não são o que eram e para não se ficar no desemprego muitas vezes aceitam-se trabalhos a recibos verdes, horas extras, noites e feriados.”

 

Já João Castilho, presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL), acredita que os valores da taxa de emprego ainda rondem os 100% e que os recém-mestres em ciências farmacêuticas esperem entre zero a três meses para encontrar emprego, mesmo que não seja um na vertente pretendida. Quem emigra, prossegue João, são sobretudo aqueles que querem ir para o sector da indústria farmacêutica.

 

Via P3



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Segunda-feira, 05.12.11
A proposta é de vacinar as crianças três meses mais cedo que actualmente
A proposta é de vacinar as crianças três meses mais cedo que actualmente (Paulo Ricca)
A Direcção-Geral de Saúde (DGS) quer que a primeira dose da vacina contra o sarampo seja antecipada para os 12 meses de idade, já a partir de Janeiro.

Efectuada ao Ministério da Saúde na semana passada, esta proposta já estava planeada mas avançou agora também por causa do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) a propósito dos surtos de sarampo verificados em vários países europeus, com registo de nove mortes e mais de sete mil hospitalizações este ano.

Actualmente, a primeira dose da vacina contra o sarampo é dada aos 15 meses em Portugal. Por que razão é que a DGS propõe uma antecipação de apenas três meses? “As mães transmitem anti-corpos aos filhos e, se estes forem vacinados precocemente, há competição entre estes anti-corpos e os vacinais. Mas, como actualmente a maior parte das crianças nasce de mães que não tiveram sarampo, não existe essa competição, e podemos assim dar a vacina antes”, explicou ao PÚBLICO a a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas. “O ideal é dar o mais cedo possível, desde que a criança tenha capacidade para fabricar anti-corpos”, acrescenta. A segunda dose é dada quando as crianças vão para a escola.

Em Portugal a taxa de cobertura da vacina do sarampo é superior a 95% e por enquanto não há qualquer surto da doença - os dois casos registados este ano no país foram importados do estrangeiro. Mas “isso não significa que não haja determinadas bolsas populacionais que não estão vacinadas e, se um caso importado chegar a esses grupos, poderá originar um surto”, avisa a subdirectora-geral de Saúde.

No sábado, a OMS alertou para a necessidade de a Europa tomar medidas contra os novos surtos de sarampo. Entre Janeiro e Outubro, de acordo com o relatório mais recente da organização, foram confirmados mais de 26 mil casos de sarampo em 36 países europeus. A maior parte dos infectados são adolescentes e adultos que não foram vacinados.

 

Via Público



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Sexta-feira, 02.12.11

Zinedine Zidane exibe a tira com o nome de Portugal

 

Holanda, Alemanha e Dinamarca, todos ex-campeões da Europa, são os adversários da selecção portuguesa no Grupo B do Europeu de futebol de 2012.


Portugal terá, assim, um grupo bastante difícil (não havia muitas hipóteses piores, a não ser ter a Espanha e a França como rivais).

A equipa de Paulo Bento vai estrear-se na competição frente à Alemanha, a 9 de Junho (19h45), em Lviv (Ucrânia).

A selecção portuguesa já defrontou a Alemanha por 16 vezes, somando apenas três vitórias, além de cinco empates e oito derrotas. 

Os alemães, aliás, derrotaram Portugal no Euro 2008 (3-2 nos quartos-de-final) e no Mundial 2006 (3-1 no jogo do 3.º e 4.º lugares). Em contrapartida, a equipa das “quinas” bateu os germânicos, por 3-0, na fase de grupos do Euro 2000.

O segundo jogo de Portugal no Euro 2012 será novamente em Lviv, a 13 de Junho (17h) frente à Dinamarca, uma selecção bem conhecida dos portugueses, já que partilharam o grupo na qualificação para o Euro 2012.

Frente à Dinamarca, a equipa portuguesa soma oito vitórias, dois empates e duas derrotas em 12 jogos, tendo perdido recentemente em Copenhaga (2-1) e vencido no Dragão por 3-1 (curiosamente na estreia de Paulo Bento como seleccionador).

A selecção encerra a fase de grupos a 17 de Junho, frente à Holanda (19h45), em Kharkiv, também na Ucrânia.

Portugal também tem uma história positiva com os holandeses, somando seis vitórias, três empates e apenas uma derrota em dez jogos.

A selecção portuguesa, aliás, eliminou a Holanda no Mundial 2006 (1-0 nos oitavos-de-final) e no Euro 2004 (2-1 nas meias-finais).

O agrupamento de Portugal é aquele que mais se aproxima do chamado "grupo da morte", já que todos os outros parecem menos complicados.

No Grupo A, a Polónia discute o apuramento com Grécia, Rússia e República Checa. Caso Portugal siga em frente para os quartos-de-final, terá pela frente precisamente uma destas equipas.

A Espanha, campeã europeia e mundial, terá de medir forças com Itália, Croácia e Irlanda.

O Grupo D junta França e Inglaterra com Ucrânia e Suécia.

A prova inicia-se a 8 de Junho e termina a 1 de Julho.

Grupo A
Polónia
Grécia
Rússia
Rep. Checa

Grupo B
Holanda
Dinamarca
Alemanha
Portugal

Grupo C
Espanha
Itália
Irlanda
Croácia

Grupo D
Ucrânia
Suécia
França
Inglaterra

Grupo B (Kharkiv e Lviv, Ucrânia)

1.ª jornada (sábado, 9 de Junho) 
Holanda - Dinamarca (17h), Kharkiv. 
Alemanha -- Portugal (19h45), Lviv. 

2.ª jornada (quarta-feira, 13 Junho) 
Dinamarca - Portugal (17h), Lviv
Holanda -- Alemanha (19h45), Kharkiv

3. ª jornada (domingo, 17 Junho) 
Portugal - Holanda (19h45), Kharkiv
Dinamarca - Alemanha (19h45), Lviv 

 

Via Público



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Terça-feira, 22.11.11
<p>Os transportes públicos vão ser afectados</p>

Os transportes públicos vão ser afectados

 

Saiba o que já está previsto e o que pode acontecer no dia da greve geral em diversos sectores. (Última actualização: 22/11 - 18h45)

 

Transportes urbanos


Em Lisboa, a Carris prevê assegurar o funcionamento de 50% do regime normal das carreiras 12, 36, 703, 708, 735, 738, 742, 751, 755, 758, 760, 767 e 790, bem como do transporte exclusivo de deficientes.

No Porto, a STCP, irá garantir os serviços mínimos com o funcionamento de 50% do regime normal das linhas 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 907, 4M e 5M.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão aderir à greve geral. A empresa anunciou que o serviço vai sofrer uma paralisação total entre as 23h30m do dia 23 (quarta-feira) e a 01h00m de dia 25 (sexta-feira).

Nas ligações entre Lisboa e a margem sul do Tejo, a Transtejo/Soflusa não garante os serviços mínimos durante as 24 horas de greve, ficando o transporte dependente da adesão à paralisação. Nas ligações Cacilhas-Cais do Sodré e Barreiro-Terreiro do Paço, os últimos percursos de terça-feira e os primeiros de sexta-feira serão também afectados. A empresa vai encerrar todos os terminais, caso não haja condições de efectuar percursos entre as duas margens.

Os sindicatos têm estado em conversações com trabalhadores de cerca de de cem empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros por todo o país, entre as quais Rodoviária de Lisboa, Transportes Sul do Tejo, Rodoviária do Alentejo e Rodoviária da Beira Litoral. 

Comboios
A CP prevê perturbações na circulação e supressão de alguns comboios. Os impactos para os utentes deverão começar logo na quarta-feira ao final do dia e estender-se até ao início de dia 25 (sexta-feira). Haverá serviços mínimos nos comboios urbanos, regionais, de longo curso e internacionais, conforme definido pelo Tribunal Arbitral, correspondentes a menos de 20 por cento da oferta diária nacional (ver detalhes em www.cp.pt).

 

Via Público



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Quinta-feira, 17.11.11
Diogo Infante anunciou a suspensão em comunicado
Diogo Infante anunciou a suspensão em comunicado (Laura Haanpaa)
A secretaria de Estado da Cultura (SEC) afastou o director artístico do Teatro Nacional Dona Maria II (TNDM II) com efeitos "imediatos". A saída foi confirmada depois de Diogo Infante ter desafiado o Governo, com a suspensão da programação para 2012 e a ameaça da sua demissão.

Diogo Infante "não será reconduzido no seu mandato e deixará, de imediato, de desempenhar as funções de director artístico do TNDMII, cargo que ocupava em gestão corrente depois de terminado o seu mandato em 30 de Setembro", informou a SEC, em comunicado.

"Em caso algum a SEC permitirá o encerramento de qualquer teatro nacional ou a suspensão integral da programação do Teatro Nacional Dona Maria II, tal como foi sugerido pelo seu director artístico", lê-se na mesma nota, onde se sublinha a "incapacidade" assumida pelo próprio director artístico "para honrar os compromissos de programação" do TNDM II.

Perante os cortes transversais impostos pelo Orçamento de Estado de 2012, o director artístico do Teatro Nacional Dona Maria II anunciou a sua “incapacidade para honrar os compromissos de programação” que assumira e, assim, de prosseguir o trabalho que tem vindo a desenvolver. 

Diogo Infante, director artístico do TNDM II, em Lisboa, tinha admitido mais cedo ao PÚBLICO que poderia deixar a administração do teatro, na sequência dos cortes anunciados pelo Governo, e depois de já ter anunciado em comunicado a suspensão de toda a programação para 2012.

"Se o Governo entender que o TNDM II deva tornar-se num espaço de acolhimento, cedência e aluguer, deixará de fazer sentido um projecto artístico. Nessa circunstância, naturalmente colocarei o meu lugar à disposição, situação para a qual já alertei directamente o sr. secretário de Estado da Cultura", disse ao PÚBLICO Diogo Infante, em respostas por email.

Maior corte deveu-se a incumprimento, diz SEC

A medida é consequência da austeridade anunciada pelo Governo. No caso do teatro, esse pacote de cortes representa um valor acumulado na ordem dos 36%, agravado pelo aumento da taxa do IVA (23%), anunciou esta quarta-feira o teatro nacional em comunicado, assinado pelo seu director artístico Diogo Infante, na véspera da audição do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, na comissão parlamentar de Economia e Finanças.

No comunicado, Diogo Infante refere que o corte financeiro, “muito superior ao efectuado nos restantes teatros nacionais (...), ignora três anos de gestão equilibrada e taxas de ocupação recorrentes acima dos 90%, comprometendo de forma irremediável o actual projecto artístico do TNDM II, o seu modelo de gestão e toda a programação projectada para 2012”. 

Segundo Diogo Infante esclareceu ao PÚBLICO, o corte financeiro projectado para o TNDM II em 2011 é de 1.050.000 euros (20,1%), contra uma redução nos outros dois teatros nacionais na ordem dos 2,5%". Para 2012, incidirá sobre este montante uma redução de mais de 830 mil euros (20%), o que segundo o director artístico "resultará numa redução acumulada no TNDM II de 1.880.000 de euros (36%)".

A SEC contrapõe: "Quanto ao mencionado valor de 36% de redução nos custos, que o director artístico aponta como superior ao dos restantes teatros nacionais, ele resulta da falta de cumprimento das metas estabelecidas e obrigatórias de redução dos custos operacionais em 15% no ano de 2011. Essa opção de recusa, tomada pela administração do Teatro Nacional Dona Maria II e pelo seu director artístico, leva a que o TNDMII seja agora sujeito a uma redução adicional em 2012 equivalente ao corte obrigatório não efectuado durante o ano de 2011. Deste modo, o TNDMII irá ter uma redução de 36,09% das suas indemnizações compensatórias, no total acumulado relativamente a 2010."

A direcção artística e o conselho de administração do TNDM II alertaram a secretaria de Estado da Cultura para as consequências dos cortes previstos no Orçamento do Estado de 2012, “disponibilizando-se desde sempre para concertar uma solução que viabilizasse um futuro para o TNDM II, com um mínimo de dignidade, qualidade e sentido de serviço público que lhe é exigido e que está reflectido nos seus estatutos e missão”, lê-se ainda no comunicado.

Segundo Diogo Infante, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, não encontrou uma solução para o problema junto do Ministério das Finanças ou do primeiro-ministro, não existindo assim condições para continuar com a programação delineada durante este ano.“Perante este cenário, torna-se impossível elaborar um plano de actividades realista e viável para 2012, pelo que nos vemos obrigados a assumir publicamente a nossa incapacidade para honrar compromissos de programação com produtores, encenadores e actores, e com o próprio público”, continua o comunicado, acrescentando que espectáculos como "A Morte de Danton" de Buchner, em co-produção com os Artistas Unidos e Guimarães - Capital Europeia da Cultura e com encenação de Jorge Silva Melo, ou "Lear" de W. Shakespeare, protagonizado por Eunice Muñoz, ficam assim seriamente comprometidos.

Em 2008, Diogo Infante também abandonou as funções de director artístico do Teatro Municipal Maria Matos, dois anos depois de assumir o cargo, alegando não ter meios financeiros suficientes para prosseguir com o programa que tinha delineado para aquela sala.

 

Via Público



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Terça-feira, 15.11.11

Haja paciência

 

Via HenriCartoon



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Terça-feira, 01.11.11

Ronaldo, Nani, Mourinho e Villas-Boas candidatos a melhores do ano

 

Os portugueses Cristiano Ronaldo e Nani integram a lista dos 23 candidatos a receber a Bola de Ouro 2011, que distinguirá o melhor futebolista do ano.


José Mourinho e André Villas-Boas, por sua vez, também integram a lista dos dez candidatos a melhor treinador de 2011, um prémio que no ano passado foi ganho pelo técnico do Real Madrid.

As listas dos finalistas à Bola de Ouro foram anunciadas nesta terça-feira pela FIFA e pela revista France Football, que no ano passado fundiram os respectivos prémios que distinguiam os melhores do ano.

Cristiano Ronaldo e Mourinho já são nomes habituais nestas listas, mas o mesmo não se pode dizer de Nani e André Villas-Boas.

O jogador do Manchester United é premiado pela boa temporada ao serviço do clube inglês, no qual ajudou à conquista da Premier League e à chegada à final da Liga dos Campeões.

Já Villas-Boas integra o lote de finalistas, graças à época vitoriosa no FC Porto, em que conquistou quatro títulos: campeonato, Taça e Supertaça em Portugal, além da Liga Europa.

Na lista de candidatos à Bola de Ouro, para a qual Messi parte novamente como favorito, estão presentes oito jogadores do Barcelona e cinco do Real Madrid, além da estreia do brasileiro Neymar.

Já nos treinadores, em que Guardiola será desta vez o principal candidato, registo para a presença habitual de nomes como os de Alex Ferguson, Vicente del Bosque e Joachim Low, mas também para alguns técnicos em ascensão.

Além de Villas-Boas, estão nomeados Rudi Garcia, que conduziu o Lille ao título francês, e Jürgen Klopp, que foi campeão alemão pelo Borussia Dortmund.

As listas dos finalistas foram elaboradas por especialistas da FIFA e da France Football.

Já os vencedores serão apurados com os votos dos treinadores e capitães das selecções nacionais, bem como de um painel de jornalistas.

A 5 de Dezembro, serão conhecidos os três finalistas e a 9 de Janeiro serão anunciados os vencedores, na gala anual da FIFA/France Football.


Candidatos à Bola de Ouro

Éric Abidal (França/Barcelona)
Sergio Agüero (Argentina/Atlético Madrid-Man. City)
Karim Benzema (França/Real Madrid)
Iker Casillas (Espanha/Real Madrid) 
Cristiano Ronaldo (Portugal/Real Madrid)
Dani Alves (Brasil/Barcelona)
Samuel Eto’o (Camarões/Inter-Anzhi)
Cesc Fàbregas (Espanha/Arsenal-Barcelona)
Diego Forlán (Uruguai/Atlético de Madrid-Inter)
Andrés Iniesta (Espanha/Barcelona)
Lionel Messi (Argentina/Barcelona)
Thomas Müller (Alemanha/Bayern Munique) 
Nani (Portugal/Manchester United)
Neymar (Brasil/Santos)
Mesut Özil (Alemanha/Real Madrid)
Gerard Piqué (Espanha/Barcelona)
Wayne Rooney (Inglaterra/Manchester United)
Bastian Schweinsteiger (Alemanha/Bayern Munique)
Wesley Sneijder (Holanda/Inter)
Luis Suárez (Uruguai/Liverpool)
David Villa (Espanha/Barcelona)
Xabi Alonso (Espanha/Real Madrid)
Xavi (Espanha/Barcelona)

Candidatos a melhor treinador do ano

Vicente Del Bosque (Espanha/seleccionador)
Alex Ferguson (Escócia/Manchester United)
Rudi Garcia (França/Lille)
Pep Guardiola (Espanha/ Barcelona)
Jürgen Klopp (Alemanha/Borussia Dortmund
Joachim Löw (Alemanha/seleccionador)
José Mourinho (Portugal/Real Madrid )
Óscar Tabárez (Uruguai/seleccionador)
André Villas-Boas (Portugal/FC Porto-Chelsea) 
Arsène Wenger (França/Arsenal)



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Quinta-feira, 27.10.11
Expulsar o filho do casal é cenário “impensável", diz director do agrupamento
Expulsar o filho do casal é cenário “impensável", diz director do agrupamento (Daniel Rocha (arquivo))
Uma professora da Escola Básica n.º 3 da Quinta do Conde, em Sesimbra, foi agredida dentro da sala de aula pelos pais de dois alunos, confirmou hoje à agência Lusa fonte da GNR.

“Foi apresentada queixa à Guarda e a situação está a seguir os trâmites”, disse a mesma fonte. 

Em declarações à Lusa, o director do agrupamento escolar da Quinta do Conde, Eduardo Cruz, explicou que “os pais de dois alunos [um rapaz e uma rapariga] dirigiram-se ontem [terça-feira] à sala e agrediram fisicamente a professora com estalos na cara em frente a toda a turma”. 

Segundo o responsável, esta é uma situação que se arrasta há dois anos e que já tem motivado reuniões com os pais em causa, com a Escola Segura (da PSP), com o coordenador da área educativa e com o gabinete de segurança do Ministério da Educação. 

Contudo, esta é a primeira vez que estes pais agridem fisicamente um funcionário da escola. 

“Qualquer brincadeira que envolva algum contacto físico com o filho motivava a ida do casal à escola para tirar dividendos da situação, mas das outras vezes insultavam as pessoas”, explicou Eduardo Cruz. 

Hoje de manhã, o director do agrupamento escolar esteve reunido com pais que “bloquearam o acesso à escola”, pelo que não houve aulas, mas à tarde a situação já está normalizada. O responsável adiantou à Lusa que alguns pais exigem a expulsão dos irmãos, mas assegurou que esse é um cenário “impensável”. 

“A escola é um direito que assiste às crianças e não é por aí que vamos”, afirmou. 

Para já, Eduardo Cruz accionou os “meios disponíveis para garantir a segurança na escola”, através da Escola Segura e do gabinete de segurança do Ministério da Educação, e apresentou queixa junto do Tribunal de Sesimbra. 

A GNR esteve hoje de manhã na escola para evitar desacatos, mas a situação esteve “pacífica e ordeira”.

 

Via Público



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Sexta-feira, 14.10.11
Cortes vão afectar os principais teatros nacionais
Cortes vão afectar os principais teatros nacionais (Miguel Madeira)

Os cortes de 20% no orçamento comunicados na quarta-feira aos trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado (CNB), entidades geridas pelo Opart, vão afectar também o Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, e o Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), em Lisboa.

 

Em comunicado, a secretaria de Estado da Cultura (SEC), que na quarta-feira não quis comentar a situação, explica hoje que os cortes anunciados não são apenas para a cultura. 

“Por decisão tomada pelo Governo, todas as empresas incluídas no sector empresarial do Estado reflectirão obrigatoriamente uma redução de 20% no seu orçamento para 2012”, pode-se ler na nota da SEC emitida esta quinta-feira.

Segundo o gabinete de Francisco José Viegas, na sequência destes cortes no teatro de ópera e na CNB vão ser tomadas medidas que “incluirão uma indispensável redução da massa remuneratória e uma diminuição dos montantes envolvidos nas produções de espectáculos”. 

 

Via Público



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Quinta-feira, 13.10.11
<p>Passos Coelho falou ao país após um conselho de ministros que durou cerca de 10 horas</p>

Passos Coelho falou ao país após um conselho de ministros que durou cerca de 10 horas

 (Pedro Cunha)
O Governo vai cortar os subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos e a todos os pensionistas cujo vencimento seja superior a mil euros. A medida vai vigorar até 2013, anunciou esta noite Pedro Passos Coelho numa mensagem ao país.

“Temos de salvaguardar o emprego. É a pensar na conjugação das necessidades financeiras com a prioridade do emprego que o orçamento para 2012 prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das Empresas Públicas acima de 1000 euros por mês”, explicou o primeiro-ministro.

No caso das pensões, Passos Coelho referiu estar já prevista no Memorando de Entendimento assinado com a troika a necessidade de uma redução. Agora, disse, “teremos de eliminar os subsídios de férias e de Natal para quem tem pensões superiores a mil euros por mês”. 

Orçamento do Estado para 2012 que o Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros prevê ainda que os vencimentos situados entre o salário mínimo e os mil euros sejam sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios. O mesmo acontece no caso das pensões abaixo dos mil euros e acima do salário mínimo.

A medida "vigorará apenas durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira", assegurou Passos Coelho. “Mas não prescindimos do nosso compromisso de descongelar as pensões mínimas e actualizá-las”, acrescentou.

Mais meia hora de trabalho no privado

Durante os próximos dois anos, o horário de trabalho no sector privado vai ser alargado em meia hora por dia. A medida substitui a descida da Taxa Social Única (TSU), medida prevista no Memorando de Entendimento de que o executivo prescindiu porque “requer condições orçamentais particulares que neste momento o país não reúne”, justificou.

As deduções fiscais em sede de IRS para os dois escalões mais elevados e os restantes vão ter uma redução dos limites actuais. “Mas serão salvaguardadas majorações por cada filho do agregado familiar”, garantiu. As prestações sociais (subsídio de desemprego, de doença ou de maternidade) vão manter-se isentas de tributação em sede de IRS.

Via Público



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Quarta-feira, 12.10.11

Já nem com o futebol podemos contar

 

Via HenriCartoon



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Terça-feira, 11.10.11

O fim das entradas gratuitas nos museus nacionais "é uma medida periférica" que vai ter um "fraco efeito financeiro" nas receitas destes espaços culturais, afirmou o presidente do ICOM Portugal, organismo internacional que representa o sector.

 

De acordo com Luís Raposo, presidente da direcção do comité nacional do ICOM (International Council of Museums), organismo ligado à UNESCO, o anúncio do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, em declarações à SIC, sobre o fim da gratuitidade "é risível".

 

"Em termos dos efeitos financeiros seria um ganho de 300 a 400 mil euros por ano, o que representa dois a três por cento dos custos de funcionamento dos museus e palácios nacionais", sustentou o responsável, que também é director do Museu Nacional de Arqueologia.

 

Luís Raposo considera que, sendo "irrelevante" o benefício financeiro desta medida, vai ter, por outro lado, "um impacto social enorme junto das famílias".


"As famílias teriam de fazer um grande esforço para irem aos museus pagando três, quatro ou mais bilhetes", observou.


Para o presidente do ICOM Portugal, esta medida anunciada pela Secretaria de Estado da Cultura "é contrária à evolução mais recente em várias cidades dos países desenvolvidos".

 

Deu o caso de Londres, "onde a gratuitidade generalizada das entradas nos museus públicos acabou por tornar-se muito vantajosa porque aumentou muito o turismo e a venda nas lojas". Luís Raposo indicou que o mesmo exemplo está a ser seguido por Paris e por Copenhaga.


O director do Instituto dos Museus e Conservação (IMC) sustentou hoje que o fim das entradas gratuitas nos museus e palácios nacionais "não é uma receita milagrosa", mas traria "um aumento muito significativo" de receitas em tempo de crise.

 

João Brigola indicou que um estudo apresentado em 2010 ao Ministério da Cultura (actual Secretaria de Estado) estimou que o fim da gratuitidade nos museus e a revisão do preço das entradas traria um acréscimo de 800 mil euros anuais ao orçamento destes organismos.


"Seria um aumento muito significativo em tempos de crise, porque os museus estão a viver dificuldades", comentou o responsável, recordando que este sector tem sofrido uma desorçamentação desde 2009.


Para o director do IMC, o facto de 63 por cento das entradas nos 29 museus e cinco palácios nacionais não serem pagas e de "uma grande maioria" das restantes 37 por cento de entradas pagas "beneficiar ainda de descontos, não é comportável com a situação actual de dificuldades financeiras".

João Brigola comentou que "idealmente os cidadãos que pagam os seus impostos deveriam ter acesso gratuito a uma série de serviços públicos, mas a situação de crise está a afectar seriamente o funcionamento destes organismos por falta de verbas".


Em Portugal, o valor médio de um bilhete para um museu público é de 4,5 euros.

 

Via HardMusica



publicado por olhar para o mundo às 16:26 | link do post | comentar

Filme tornou-se no fim-de-semana de estreia no filme português de ficção mais visto de 2011
Filme tornou-se no fim-de-semana de estreia no filme português de ficção mais visto de 2011 (DR)
Depois das críticas positivas e das distinções em San Sebastian, “Sangue do Meu Sangue”, realizado por João Canijo, volta a afirmar-se como um dos grandes filmes portugueses de 2011 ao ser visto por mais de cinco mil espectadores no primeiro fim-de-semana de estreia, tornando-se no filme de ficção português mais visto do ano.

Em exibição em apenas 15 salas de cinema de todo o país, o melodrama familiar de Canijo teve este fim-de-semana 3916 espectadores, deixando para trás “O Estranho Caso de Angélica”, de Manoel de Oliveira, que se estreou no final de Abril e foi visto por 2504 pessoas, e “A Morte de Carlos Gardel”, de Solveig Nordland, estreado a 22 de Setembro e que soma até agora 2427 espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Em comunicado, a produtora Midas Filmes explica que se a este número se somarem os espectadores que viram “Sangue do Meu Sangue” nas diversas sessões de antestreia, o filme já foi visto por mais de cinco mil espectadores. 

“Sangue do Meu Sangue”, que o João Canijo escreveu em parceria com os actores, narra o amor de uma mãe solteira, que mora no Bairro Padre Cruz, nos subúrbios de Lisboa, pela filha, personagens interpretadas por Rita Blanco e Cleia de Almeida. 

O filme venceu o prestigiado Prémio da Crítica Internacional e a Menção Especial do Júri do Prémio “Otra Mirada”, atribuído por um júri presidido pela directora da TVE2 em San Sebastian, festival onde teve a sua estreia mundial. Depois disso foi também apresentado no Festival de Toronto e mais recentemente no Festival de Bussan, na Coreia. Estão ainda agendadas as exibições no Festival do Rio de Janeiro, no Brasil, em Munique, na Alemanha, em Linz, na Áustria, em Vílnius, na Lituânia, e na Corunha, em Espanha, onde será acompanhado por uma retrospectiva da obra do realizador. A distribuição alternativa nos EUA no próximo ano também já está assegurada. 

“Sangue do Meu Sangue”, disponível em duas versões, uma de 140 minutos e outra de 190, está em exibição em Lisboa, Porto, Gaia, Alfragide, Almada, Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Funchal, Guia, Leiria, Vila Real e Viseu, tendo tido uma exibição em Castelo Branco a 6 de Outubro e outra em Ponta Delgada, nesta segunda-feira.

A versão longa do filme está em exclusivo no Cinema City Classic Alvalade em Lisboa, circulando depois por todo o país em sessões especiais, de cineclubes e associações culturais. Está ainda previsto um corte do filme para televisão, em três episódios de 52 minutos cada.

 

Via Público



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Domingo, 09.10.11
Vai nascer um novo canal de televisão por cabo e um dos seus rostos é Carlos Cruz
Vai nascer um novo canal de televisão por cabo e um dos seus rostos é Carlos Cruz (Rui Gaudêncio)
Não sabe quanto lhe vão pagar. Aceitou sem pensar nisso. Por saudades. Pelo prazer de fazer televisão. E também porque enfrentar as câmaras é uma forma de passar a imagem que quer que tenham de si neste momento: “Estou tão tranquilo que aceito olhar para a câmara, sabendo que do lado de lá estão pessoas a ver-me. Aceito o debate.”

Vai nascer um novo canal de televisão por cabo. E um dos seus rostos é Carlos Cruz. Há um ano foi condenado a sete anos de prisão por abuso sexual de crianças. Recorreu da sentença e espera pelo resultado que deverá ser conhecido no início de 2012. O apresentador que gosta “de ir ao fundo da alma das pessoas”, conhecido como “Senhor Televisão”, diz que não pensa muito na reacção do público. Numa entrevista à Pública, feita por Andreia Sanches e com fotografias de Rui Gaudêncio, fala do seu regresso e conta como tem sido a sua vida desde que foi julgado.

Tem lutado para fazer passar a imagem de que está inocente. Este regresso à televisão é mais uma forma de afirmar inocência?

Todos os meus actos que se possam encaixar na normalidade da vida de um cidadão são naturalmente um manifesto de inocência. Agora, isto não é um projecto que esteja desenhado para eu gritar a minha inocência. Aliás, é um projecto onde não se falará do processo. Não vou discutir o processo Casa Pia. 

Qual acha que vai ser a reacção do público?

Não penso muito nisso. O que eu vou fazer é o meu trabalho o melhor que souber, com a entrega total, como sempre fiz, tendo noção de que estou a ser visto e observado por milhares de pessoas – no mínimo, milhares. Tenho perfeita noção do país onde vivo e de que há dois grandes grupos na sociedade portuguesa: as pessoas com preconceitos e as pessoas sem preconceitos.

Outros destaques que podem ser lidos na revista Pública, nas bancas com o PÚBLICO de domingo e na edição online exclusiva para assinantes:

— A eleição de Leila Lopes a Miss Universo e as manifestações de jovens em Luanda foram as melhores notícias sobre Angola nos últimos tempos, diz o investigador e cronista angolano António Tomás. Mas o orgulho nacional também passa pelas selecções de andebol feminino ou basquetebol, a arte contemporânea emergente e alguma música e cinema. Num trabalho de Ana Dias Cordeiro, questiona-se se os ganhos da actual projecção dourada do país irão beneficiar aqueles que mais precisam. 

— Há uma nova rapariga de ouro em Hollywood, chama-se Emma Stone. O que a torna fascinante, explica Francisco Valente, vai para além dos estereótipos de beleza da indústria: a actriz de 22 anos tem não só uma rara personalidade e humor, mas um verdadeiro talento que dá brilho aos filmes em que participa. E já tem a bênção de Bill Murray. 

— Jim Pressler parece não envelhecer. Dão-lhe 40 anos quando afinal tem 62. E nada de cabelos brancos. Serão os genes? Bons hábitos de estilo de vida? Os peritos analisam tudo o que faz este homem para manter a saúde e o bom aspecto e sugerem que todos façamos um esforço. Talvez assim retardemos o envelhecimento.

— Na secção Miúdos, Rita Pimenta lembra que falta pouco para o Big Bang, Festival Europeu de Música e Aventura para Crianças, no Centro Cultural de Belém (14 e 15 de Outubro). Madalena Wallenstein, da Fábrica das Artes, espera que seja uma “experiência profundamente artística” e Fernando Mota, que abrirá o festival com o espectáculo “Motofonia”, convida todos para uma viagem sonora.

 

Via Público



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Sábado, 08.10.11
A chuva de dracónidas virá de noroeste
A chuva de dracónidas virá de noroeste (Ali Jarekji/Reuters)
Uma “chuva de estrelas” ocorre neste sábado por toda a Europa e será visível em Portugal. Ocorrerá entre as 17h e as 22h e poderá ser contemplado a olho nu.

O fenómeno tem origem na intercepção da órbita terrestre com o rasto deixado pelo cometa Giacobini-Zinner, explica Carlos Santos, astrónomo do Observatório Nacional. Os fragmentos incandescentes aparecerão de noroeste, vindos da constelação de Dragão, à qual devem o nome de dracónidas.

“A visibilidade estará dependente da hora a que o fenómeno atingir o seu pico, podendo chegar aos dez meteoros por minuto. No entanto, será sempre dificultada pela lua cheia”, afirma Carlos Santos. Ainda assim, resta sempre a possibilidade de se assistir ao espectáculo longe das grandes cidades, onde a poluição luminosa é menor.

"[O fenómeno] não é raro. Apenas conseguiram prevê-lo melhor", indica. Segundo a agência Lusa, o acontecimento trará, à Europa, investigadores de todo o mundo, interessados em estudar, sobretudo, danos que os detritos possam causar nos satélites. Em território nacional, o Observatório Astronómico da Ribeira Grande, em Fronteira (Alentejo) irá receber os mais curiosos. A entrada é livre.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 12:55 | link do post | comentar

<p>Ministro diz ter consciência de que as medidas apresentadas não são “consensuais”</p>

Ministro diz ter consciência de que as medidas apresentadas não são “consensuais”

 

O ministro da Economia e do Emprego afirmou hoje no Parlamento que as portagens em todas as Scut vão avançar ainda este mês. Na discussão das linhas orientadoras do plano estratégico dos Transportes (o documento ainda não foi aprovado em Conselho de Ministros), Álvaro Santos Pereira, disse ter consciência de que não estava ali para apresentar medidas “consensuais” e que muitas delas seriam “impopulares”.

 

Dizendo que não estava em causa a manutenção da prestação de serviço público de transportes, Santos Pereira adiantou ainda a intenção de fundir algumas empresas públicas – Carris e Metro de Lisboa, que darão lugar à Empresa de Transportes de Lisboa; STCP e Metro do Porto, para dar lugar à Empresa de Transportes do Porto e a fusão de Transtejo e Soflusa, para aparecer apenas o grupo Transtejo.

Relativamente ao sector aeroportuário, o ministro sublinhou a intenção de suspender a construção do novo aeroporto de Lisboa – “devido ao grave constrangimento de financiamento da economia, não nos parece possível avançar com o projecto já”. Mas, acrescentou o ministro, no contexto de privatização da TAP “aliando-a a um parceiro estratégico que alavanque o seu potencial”, parece útil que a construção de um novo aeroporto se mantenha no caderno de encargos.

A rentabilização do investimento que já foi efectuado no aeroporto da Portela deverá, também, passar pela maximização do seu período de vida, arranjando “um destino para as companhias low-cost”.

Ainda no sector rodoviário, o ministro afirmou que mesmo com a introdução de portagens em todas as Scut, e com a actualização pela inflação do Contributo de Serviço Rodoviário, o endividamento da Estradas de Portugal em 2030 será de 21 mil milhões de euros. Álvaro Santos Pereira acrescentou que para além da universalidade de utilizador-pagador, o Governo vão agora avançar com a renegociação de contratos assinados com as concessionarias, de modo a acomodar também o cancelamento e suspensão de vários troços, para gerar poupanças estimadas na ordem dos mil milhões de euros. O ministro anunciou ainda a intenção de criar uma rede de postos de abastecimento de combustivellow-cost bem como a autorização de estacionamento de veiculos GPL em parques cobertos.

“Espero que não restem dúvidas do nosso interesse para continuar a prestar um serviço público. O que é insustentável não tem futuro. Não vejo esta reforma como uma imposição da troika mas como um dever patriótico”, afirmou o ministro.

 

Via Público



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Sexta-feira, 07.10.11

Segundo Miguel Sousa Tavares, em comentário à SIC, "acabar com as touradas em Portugal seria seguir o caminho da estupidez", isto porque "numa democracia as minorias são respeitadas desde que não façam nada contra as maiorias". Que engraçado. Será que para Miguel Sousa Tavares a maioria que não gosta de ver um animal ser sacrificado numa arena (para gáudio de meia dúzia) deve ser desrespeitada? Tem de fechar os olhinhos, virar costas e ter paciência? É esta então a "democracia" segundo Tavares? Parece que sim, senão vejamos mais esta pérola, elucidativa:

"Só vai a touradas quem quer. Eu não costumo frequentar touradas mas isso não me dá o direito de querer proibi-las". Muito bem, sim senhor. Então podemos torturar pessoas numa prisão desde que uma minoria goste de se dedicar à causa, é isso? Quem não gosta - cala-se. E roubar? A minoria que rouba deve ser protegida? E lutas de cães? E de galos? Há quem goste, devemos respeitar e não proibir? Ou um cão vale mais que um touro? O Miguel tem um touro no quintal? E se eu lhe fanasse o cão (não sei se tem um mas supondo que sim e que não foi assado no espeto), o levasse até ao Campo Pequeno e com um grupo de amigos e passássemos toda a noite a espetar-lhe farpas no lombo, o Miguel gostava? E importava-se se a RTP patrocinasse a "corrida anual da matança do cão de Miguel Sousa Tavares" com os seus impostos? Posso indignar-me contra isso? É que eu gosto de cães... devo ser uma besta!

 

Bem se isto não é seguir o caminho da estupidez não sei o que será. Mas continuemos no trilho da barbaridade intelectual. Seguiu-se a comparação das touradas e hipotética proibição desta "arte" à proibição do programa Casa dos Segredos. Eu sou a favor das duas. Miguel Sousa Tavares é apenas a favor da segunda. Ora portanto sacrificar um animal ok. Assistir à barbárie intelectual de meia dúzia de animais racionais (aqui tenho dúvidas) é que não pode ser. "Até prova em contrário as pessoas raciocinam mais que os animais" - diz Miguel. Tem razão. Mate-se a bicharada toda. Afinal de contas para que servem as espécies para além da humana? Só dão trabalho. Sacanas.

 

Seguiu-se à alusão à ignorância e falta de informação das pessoas relativamente ao lado cultural do sacrifício do touro na arena, a história das touradas etc. Portanto depreende-se que para Miguel ignorantes são os que não gostam de ver Touros na arena a ser violentados, certo? "Goya, Picasso e Dalí pintavam touradas..."? E então? Picasso também pintou Guernica, gostaria ele de assistir a bombardeamentos alemães? De ver uma população morrer? Adoraria ele Hitler e Franco? E Goya? Não era a sátira e comédia um dos seus temas predilectos?

 

"Levada ao extremo a proibição dos touros de morte vai conduzir à extinção da própria raça". Bem com esta o Sr. Darwin ia sentir-se um perfeito idiota. Anos a desenvolver uma teoria e em três minutos Miguel Sousa Tavares dá-lhe cabo do trabalho. Fuck you selecção natural!

 

Mas continua: "Passa-se o mesmo com a caça. As pessoas têm a mania de proteger os animaizinhos". Tem razão Miguel. Vou já amanhã comprar uma caçadeira e lixar essa passarada toda que por aí anda. O burro mirandês também é uma espécie ameaçada. E se os começássemos a criar e depois sacrificássemos os bichos em praça pública? Não era giro? Salvávamos a espécie e nascia uma nova tradição? Afinal o que vale um burro? Dizem que nem as vozes chegam ao céu. São os caminhos da estupidez. Há vários, como os de Santiago. Cada um segue o que quer. 


Via Expresso



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Quinta-feira, 06.10.11
Imagem da homepage da Apple
Imagem da homepage da Apple (DR)

“A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs, em 2005, frente a uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”. O icónico fundador da Apple morreu no dia 5 de Outubro, com 56 anos, depois de anos com vários problemas de saúde.

A morte foi anunciada esta noite pela Apple. 

"A Apple perdeu um génio visionário e criativo e o mundo perdeu um ser humano fantástico", lê-se no site da empresa. "O Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter construído e o seu espírito será sempre o alicerce da Apple".

Há muito que Steve Jobs se debatia com sérios problemas de saúde, que começaram com um cancro pancreático, em 2004. “O meu médico disse-me para ir para casa e tratar dos meus assuntos”, recordou Jobs, no discurso em Stanford. “É o código dos médicos para dizer que vamos morrer”.

Depois de lhe terem dado um prognóstico de três a seis meses de vida, os médicos acabaram por descobrir que a doença era de um tipo raro, que podia ser curado. Mas, desde então, as aparições públicas mostravam-no cada vez mais magro e fraco, motivando especulações – e receios entre os investidores – sobre o seu estado de saúde. Em 2008, a agência Bloomberg enganou-se e chegou a publicar um obituário.

Jobs fundou a Apple aos 21 anos e ajudou a criar a indústria dos computadores pessoais. Foi despedido da empresa e chefiou o estúdio que criou Toy Story, o primeiro filme de animação moderno. Foi CEO da Apple até Agosto, cargo que tinha desde 1997, ano em que regressou à empresa e a salvou de uma situação difícil, lançando-a numa série de sucessos consecutivos. Pelo caminho, mudou o mundo da música e dos telemóveis.

A importância da caligrafia
Frequentemente descrito como um empresário brilhante e um inventor visionário (tem o nome em mais de 300 patentes), é um exemplo do conceito americano de self made man.

Steven Paul Jobs nasceu a 24 de Fevereiro de 1955, em São Francisco, na Califórnia. Tanto o pai (um sírio a estudar ciência política) como a mãe (uma universitária americana) acharam que eram muito novos para o criar. Foi adoptado por um casal de classe média que morava em Mountain View, também na Califórnia – a zona que anos mais tarde viria a ser Silicon Valley, a meca da tecnologia a nível mundial.

Durante a adolescência de Jobs, várias empresas de tecnologia tinham instalações naquela área e ele cresceu num ambiente que acompanhava o despontar da electrónica pessoal.

Quando andava no liceu, em Cupertino (onde hoje é a sede da Apple), frequentava conferências nocturnas na Hewllet-Packard e chegou a trabalhar lá durante um Verão. Foi onde conheceu o funcionário da HP Steve Wozniak, um geek com talento para montar placas de circuitos e com quem viria a fundar a Apple.

Entrou para a Universidade de Reed, mas só esteve inscrito um semestre. O curso era demasiado caro para a bolsa dos pais. E Jobs “não tinha ideia do que fazer com a vida”, lembrou no discurso em Stanford.

Apesar de ter desistido do curso, continuou pelo campus. Dormia no chão no quarto de amigos e recolhia garrafas de cola para receber o dinheiro do depósito e comprar comida. Uma vez por semana, tinha “uma refeição decente” num templo hindu. E resolveu frequentar aulas de caligrafia, porque achava que os cartazes da faculdade (feitos à mão) eram bonitos. Nestas aulas, aprendeu princípios estéticos que marcaram não só a história dos produtos da Apple, mas também de todos os computadores pessoais.

O princípio da Apple
O primeiro computador Apple era basicamente uma placa de circuitos que tinha de ser montada pelos compradores. Foi lançado em 1976, custava 666,66 dólares e tinha sido desenvolvido por Jobs e Wozniak, na garagem dos pais de Jobs.

A empresa foi oficialmente fundada no ano ano seguinte. Em finais de 1980, avançou para uma triunfal entrada em bolsa. Jobs (então com 25 anos), Wozniak (cinco anos mais velho) e largas dezenas de outros investidores iniciais tornaram-se milionários instantâneos. Em 1984, os dois co-fundadores receberam do Presidente americano Ronald Reagan a Medalha Nacional de Tecnologia (Jobs usou na cerimónia um laço branco, em vez da mais usual gravata).Com a empresa a crescer, o jovem empresário aliciou o então presidente da Pepsi, John Sculley (um executivo experiente) para o cargo de CEO. Segundo o mito, Jobs terá perguntado a Sculley se este queria passar o resto da vida a fazer água com açúcar ou se queria ajudar a mudar o mundo.

A Jobs coube então a tarefa de chefiar a divisão dos Macintosh, uma das gamas de computadores que a marca desenvolvia. Mas a relação entre Sculley e Jobs deteriorou-se e, na sequência de uma luta interna de poder, acabou por ser afastado da empresa que criara. Tinha 30 anos, era multi-milionário, solteiro, sentia (admitiu mais tarde) que falhara e não sabia o que fazer a seguir.

Fora da Apple
Após meses de reflexão, decidiu fundar uma nova empresa de computadores, chamada NeXT, que desenvolveu computadores topo de gama destinados aos mercados universitário e empresarial.

Um ano depois, em 1986, comprou o The Graphics Group à produtora Lucasfilm, de George Lucas. A empresa desenvolveu um computador destinado a sectores que precisassem de trabalhar com gráficos exigentes, como o cinema e a medicina. Mas o produto não foi bem sucedido e o The Graphics Group acabou por evoluir para a Pixar, o estúdio de animação que criou Toy Story, lançado em 1995 e que é o primeiro filme de animação com gráficos gerados por computador. Jobs surge na ficha técnica do filme como produtor executivo.

Mais tarde, em 2006, a Disney acabou por comprar a Pixar, tornando Steve Jobs no maior accionista individual daquela empresa, com cerca de sete por cento das acções.

Foi também durante o período fora da Apple que Jobs conheceu a mulher, Laurene Powell. Casaram-se em 1991, numa cerimónia dirigida por um monge budista (a religião de Jobs). Ele tinha 36 anos, ela era sete ou oito anos mais nova.

O casal tem um filho e duas filhas. Ele já fora pai em 1978. Na altura, começou por negar a paternidade da criança (alegando que era estéril), mas acabou por reconhecê-la e um dos primeiros computadores da Apple chamava-se Lisa, o nome desta primeira filha. Na versão oficial, porém, o nome do computador é a sigla de Local Integrated Software Architecture.

Não se sabe muito da vida pessoal do fundador da Apple. São-lhe conhecidas várias excentricidades, como a insistência no mesmo guarda-roupa (nos últimos anos, as calças de ganga e a camisola de gola alta preta), ter morado numa enorme mansão praticamente sem mobília ou ter demorado anos a decorar um apartamento em Nova Iorque para nunca lá morar (vendeu-o a Bono, vocalista dos U2). Conduzia um Mercedes prateado sem matrículas (e que já foi fotografado estacionado num lugar para deficientes) e tinha um jacto privado.

O segundo acto
O escritor F. Scott Fitzgerald afirmou um dia: "Não há segundos actos nas vidas americanas". Evidentemente, Fitzgerald, que morreu em 1940, não pôde conhecer Steve Jobs, que foi o protagonista de um dos maiores segundos actos da indústria tecnológica dos EUA.

Em 1996, a Apple decidiu comprar a NeXT, que tinha pouco sucesso comercial, mas desenvolvera tecnologia importante, a qual acabou por ser responsável por um grande salto evolutivo nos computadores da Apple.

A aquisição fez Jobs regressar à empresa que fundara. Primeiro como conselheiro e, logo em 1997, como CEO interino, cargo que acabou por assumir definitivamente três anos depois.

Na altura, a Apple estava em dificuldades financeiras. Jobs decidiu acabar com uma série de projectos falhados e lançou uma nova linha de computadores Mac. Eram computadores, disse então, cuja parte de trás tinha melhor aspecto do que a parte da frente dos concorrentes. Sob a sua liderança, a empresa regressou aos lucros.Já neste século, resolve dar um novo novo rumo à Apple. Rodeado da equipa de executivos que agora lidera a empresa, faz uma incursão no mundo da música: em 2001, a Apple lança o primeiro iPod, que praticamente se veio a tornar sinónimo de leitor de música. Dois anos mais tarde, volta a abalar o sector musical, ao lançar a loja online iTunes: em vez de ser preciso comprar álbuns inteiros, as pessoas podiam agora comprar apenas as canções que quisessem.

Em 2007, já visivelmente debilitado (apesar de o cancro pancreático que aparecera três anos antes ter sido descrito como curado) volta a levar a Apple por um novo caminho, com o lançamento do iPhone. Há anos que a indústria dos telemóveis procurava um modelo com um ecrã sensível ao toque que apelasse aos consumidores. Mas foi preciso o toque de Jobs para que surgisse a fórmula certa.

Com o iPhone, Jobs virou o sector ao contrário. Vários fabricantes apressaram-se a tentar seguir as pisadas da Apple. A Nokia, na altura um portento dos telemóveis, está em declínio, em grande parte porque ainda não conseguiu encontrar forma de competir neste novo mercado.

Dois anos mais tarde, recebeu um transplante de fígado, altura em que teve uma ausência prolongada da liderança da empresa. Em Janeiro de 2011, voltou a uma baixa médica, por motivos de saúde não especificados. Já não regressou. Em finais de Agosto, demitiu-se.

“Sempre disse que no dia em que não conseguisse cumprir com os meus deveres e responder às expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a dar-vos conhecimento disso. Infelizmente esse dia chegou”, escreveu na carta de demissão, dirigida ao conselho de administração e à “comunidade Apple”.

Contrariamente a muitos gestores de topo, Steve Jobs tem uma legião de fãs, o que o aproxima mais de uma estrela musical do que de um homem de negócios. A seguir à demissão, surgiram em catadupa mensagens na Internet com desejos de melhoras e declarações de admiração, mesmo da parte de alguns críticos. Nos últimos anos, quando subia a um palco para apresentar um produto, era sempre recebido com uma ovação. Fê-lo pela última vez em Junho deste ano.

 

Via Público



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Quarta-feira, 05.10.11
Novo iPhone quer ser um assistente pessoal e não rompe com o modelo anterior

A Apple mostrou hoje o quinto modelo de iPhone, chamado iPhone 4S. Após meses de especulações sobre as características técnicas do aparelho, a grande novidade acabou por ser um novo software de inteligência artificial, que funciona como um assistente pessoal do utilizador.

 

A nova aplicação, chamada Siri, permitirá aos utilizadores realizar uma série de tarefas com comandos de voz – por exemplo, fazer uma pesquisa na Internet (algo que os concorrentes Android permitem há muito), acertar despertadores, pedir informações sobre o tempo ou direcções num mapa.

software também dá sugestões ( “Preciso de um casaco para a chuva?”, perguntou um executivo da Apple, durante uma demonstração da tecnologia) e vai-se adaptando às preferências do utilizador à medida que este interage com a máquina.

Por agora, Siri reconhece apenas instruções em inglês, francês e alemão, embora a Apple tenha dito que pretende integrar outras línguas.

O iPhone 4S surge em vários modelos, com capacidades de armazenamento entre os 16GB e os 64GB. O aparelho tem um novo processador, igual ao que equipa o iPad 2 e que a Apple diz ser duas vezes mais rápido do que o antecessor. A câmara passa a ter oito megapixels. O aspecto do aparelho mantém-se inalterado.

Como o nome indica, a Apple repetiu o que fez em 2010, lançando uma melhoria do modelo anterior (o iPhone 4) e não um aparelho completamente redesenhado. Será posto à venda primeiro em sete mercados estratégicos e estará disponível a partir de dia 28 deste mês num total de 29 países, entre os quais não está Portugal, onde deverá chegar até ao final do ano.

A acompanhar o novo modelo, vem também uma nova versão do sistema operativo iOS, que poderá ser instalada a partir da próxima semana. Uma das novidades é a melhoria do sistema de notificações, que (como já acontece nas plataformas concorrentes) passam a ser mostradas quando o telemóvel está bloqueado e encaminham o utilizador directamente para a aplicação (e-mail ou telefone, por exemplo) a que dizem respeito.

As novidades parecem não ter impressionado os investidores e as accções da Apple caíam 2,6% no final da apresentação.

Sem Steve Jobs
Desta vez, não houve um grande protagonista em palco. O novo director executivo da Apple, Tim Cook, abriu a apresentação, na sede da empresa, em Cupertino, na Califórnia. Outros executivos subiram ao palco para o anúncio de funcionalidades menores e durante cerca de 50 minutos a Apple beneficiou de cobertura mediática mundial para todas as pequenas novidades apresentadas. Phil Schiller, um veterano vice-presidente da empresa, apresentou o novo iPhone e Cook fez os comentários finais.

Steve Jobs, que habitualmente conduzia os momentos de apresentação dos grandes produtos, não esteve presente. Jobs esteve de baixa médica desde o início do ano até Agosto, quando se demitiu, tendo agora o cargo de presidente não executivo

O iPhone é o smartphone mais vendido no mundo e representa 40 por cento das receitas da Apple (além de que ajuda outros negócios, dando visibilidade aos restantes produtos e impulsionando a loja de aplicações móveis). Mas a Apple está numa situação de todos contra um: vários fabricantes de peso têm lançado vários smartphones, muitos equipados com sistema Android e outros com a plataforma Windows Phone 7, da Microsoft.

Segundo dados da analista de mercado Gartner, relativos ao segundo semestre deste ano, o Android é o sistema mais vendido de smartphones, com 43% do mercado. O iOS do iPhone tem 18% e o Symbian, da Nokia e que está praticamente abandonado, ainda retém uma quota de 22% (a quota do iOS é maior quando se consideram os tablets e ainda os iPod Touch, que também integram este sistema – ao todo, 250 milhões de utilizadores).

Já tendo em conta todo o mercado de telemóveis, o iPhone tem, segundo números hoje revelados por Tim Cook, uma quota de apenas 5%. Em linha com o que outros executivos têm dito (incluindo o presidente do Google, Eric Schmidt), Cook espera que o mercado abandone os telemóveis simples: “Acreditamos que todos os telemóveis vão ser smartphones”, afirmou o executivo. Pelo menos nos EUA, o iPhone 3GS (lançado em 2009) vai ser gratuito em certos contratos com operadores.Outros produtos
Cook divulgou ainda números sobre a adopção do Lion, o mais recente sistema operativo para computadores Mac: seis milhões de licenças vendidas, o que equivale a 80 por cento dos utilizadores com o sistema anterior. O Lion, que incorpora uma interface de gestos inspirada no iPad, é o primeiro sistema que a Apple vende apenas por download, sem disponibilizar cópias em CD.

O director executivo frisou ainda que a venda de Mac cresceu 23% em relação ao ano passado, muito acima da média para os restantes computadores pessoais, que se ficou pelos quatro por cento. Nos EUA, segundo os números mostrados por Cook, os Mac têm já uma quota de mercado de 23% - mas os dados de analistas de mercado mostram que, a nível global, a fatia de mercado fica entre os 3% e os 4%.

 

Via Público



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