Terça-feira, 22.05.12
Viegas quer nova Lei do Cinema no Parlamento dentro de 15 dias
Nova lei irá "criar um ambiente para o cinema e o audiovisual", diz Francisco José Viegas (Nuno Ferreira Santos) 

 

O secretário de Estado da Cultura, o escritor Francisco José Viegas, confirmou neste domingo que pretende ter no Parlamento a proposta de nova lei do cinema, no prazo de 15 dias

 

"Se o prazo legislativo decorrer com normalidade, acho que há essa possibilidade de, no prazo de 15 dias, termos a Lei do Cinema disponível para circular, portanto para entrar na Assembleia da República", afirmou Francisco José Viegas à Lusa. 

O secretário de Estado da Cultura confirmou assim o que antecipara na sexta-feira, no final de uma reunião com a Associação Portuguesa de Realizadores (APR), um grupo de subscritores do documento "Cinema Português: Ultimato ao Governo", entre os quais os realizadores Miguel Gomes e João Salaviza, e os produtores Humberto Santana e Luís Urbano. 

Segundo Francisco José Viegas, esta nova proposta de enquadramento legal "não é uma lei para financiar o cinema, é uma lei para criar um ambiente para o cinema e o audiovisual, ou seja, desde o Plano Nacional de Cinema, que entra em vigor já no início do ano lectivo de 2013/2014 para as escolas, à semelhança com o que acontece com o Plano Nacional de Leitura, até aos apoios à exibição à produção e à promoção internacional". 

"É uma lei geral do cinema e do audiovisual que, pela primeira vez, traz o audiovisual para o mundo também do cinema", acrescentou ainda o secretário de Estado, referindo que a situação de falta de verbas "não é singular do nosso país, vive-se em toda Europa". 

Segundo Francisco José Viegas, "há países onde há financiamento zero, há países onde foi cortado 50 por cento, mas esses países onde o corte foi muito radical, tinham já uma estrutura montada e essa estrutura é a que nós queremos montar com esta Lei do Cinema e do Audiovisual". 

Quanto ao "plano de emergência" referido pelos representantes dos realizadores no final da reunião de sexta-feira, o secretário de Estado afirmou compreender "as dificuldades e a situação de penúria em que o sector foi deixado", por isso está "a ver em que medida é que se podem arranjar soluções muito pontuais para alguns dos casos mais dramáticos". 

A sua vontade é "ver se a partir do momento em que a lei é a aprovada, se podem abrir os concursos habituais do ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual] ainda este ano, tal como os concursos pontuais das artes". 

O secretário de Estado falou à entrada de uma sessão do ciclo literário "Porto de encontro", na biblioteca Almeida Garrett, no Porto, durante a qual afirmou a sua vontade de regressar ainda este ano aos romances policiais, com um livro intitulado "O coleccionador de relva". 

O actual titular da Cultura respondeu que "uma pessoa não ‘está' escritor, ‘é', mas ‘está' secretário de Estado". Admitiu no entanto que as funções públicas o obrigaram a "uma paragem que não quer dizer um corte". 

"Às vezes recorro mesmo à necessidade de ter que escrever por razões mentais, de sanidade absoluta", acrescentou. "Uma pessoa precisa mesmo de escrever, este é um mundo pessoal que não posso deixar de ter, mesmo que isso signifique menos horas de sono".

 

Noticia do Ipsilon



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Segunda-feira, 21.05.12
Capa do livro

 

O Brasileiro Dalton Trevisan foi distinguido com o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. O prémio foi anunciado esta segunda-feira em Lisboa pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

Tal como tem sido habitual ao longo dos anos na conferência de imprensa o júri leu a acta da reunião, apresentando as razões justificativas da escolha do premiado: "Dalton Trevisan significa uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra. Tanto nas suas incessantes experimentações com a língua portuguesa, muitas vezes em oposição a ela mesma, quanto na sua dedicação ao fazer literário sem concessões às distracções da vida pessoal e social”. A escolha de Dalton Trevisan, um dos mais importantes e premiados escritores brasileiros, foi unânime. 

O autor de “O Vampiro de Curitiba” (que passou a ser a sua alcunha) é "um dos maiores escritores brasileiros da actualidade", considerado "o maior contista moderno do Brasil" distingue-se pela originalidade das histórias que escreve e pelo mistério que criou à volta da sua vida pessoal.Não gosta de dar entrevistas nem de ser fotografado e não é visto nas ruas. Por isso o júri do prémio não conseguiu ainda contactar o autor, está a tentar fazê-lo. 

Ao PÚBLICO, no Rio de Janeiro, Gabriela Máximo, da Record, a editora de Trevisan disse: "Me ligaram da Biblioteca Nacional [brasileira] agora para dizer que ainda não anunciaram o prémio porque queriam falar com o Dalton primeiro e queriam saber como. Estamos tentando falar com ele para lhe dizer. Ele não fala nem connosco. Só responde por fax e às vezes liga para a gente para alguma coisa muito prática. Envia os originais em papel." 

Quanto à hipótese de Dalton Trevisan não aparecer para receber o prémio por causa da sua reclusão, Francisco José Viegas afirmou que o júri é autónomo em relação a isso. "Esta é uma decisão do júri que decidiu isto independentemente de qualquer impossibilidade que se manifeste de seguida. Esta decisão é uma decisão de natureza literária e de natureza cultural e não tem a ver com esses imponderáveis. Tratou-se de uma escolha livre e independente, uma escolha a montante dessas questões.”

Nesta 24ª edição do Prémio Camões foi constituído por Rosa Martelo, professora associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Abel Barros Baptista, professor associado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; a poeta angolana Ana Paula Tavares; o historiador e escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho; Alcir Pécora, professor da Universidade de Campinas, Brasil, e o crítico, ensaísta e escritor brasileiro Silviano Santiago.

“A discussão começou em aberto com os diversos participantes fazendo as suas indicações e em seguida houve um debate entre os participantes, em torno dos nomes sugeridos. Esse debate foi produtivo e do meu ponto de vista, enriquecedor. Depois de duas horas, chegámos à unanimidade”, explicou Silviano Santiago. 

“Não há dúvida que Dalton Trevisan é uma pessoa muito secreta. Ele não têm aliás, ele lembra um pouco, para facilitar pessoas que não o conheçam o escritor norte-americano J.D. Salinger (1919-2010). Mas quando lhe foi- atribuído o Prémio PT ele aceitou” , acrescentou.

Dalton Trevisan, que nasceu em 1925 em Curitiba, é licenciado em direito e foi depois de ter sido jornalista policial e crítico de cinema, que se dedicou à literatura.. Começou a publicar em 1945, apesar de mais tarde ter renegado os seus dois livros de juventude: "Sonata sempre ao Luar" e "Sete anos de Pastor". Entre 1946 e 1948, editou a revista "Joaquim", "uma homenagem a todos os Joaquins do Brasil", por onde passaram os maiores nomes da cultura brasileira.

Em 1959, lançou "Novelas Nada Exemplares" e recebeu o Prémio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. "Cemitério de Elefantes” (Prémio Jabuti e Prémio Fernando Chinaglia, da União Brasileira dos Escritores) foi uma das primeiras obras do escritor editadas em Portugal, pela Relógio d’Água, em 1984. DEstaca-se também "Noites de Amor em Granada" e "Morte na Praça" (Prémio Luís Cláudio de Sousa, do PEN Club do Brasil). "Guerra Conjugal" , um dos seus livros, foi transformado em filme em 1975. Só publicou até agora um romance: "A Polaquinha". Em 1996, recebeu o Prémio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto da sua obra. E em 2003, dividiu com Bernardo Carvalho o Prémio Portugal Telecom de Literatura com o livro "Pico na Veia". Recentemente no Brasil publicou "O anão e a ninfeta", na editora Record, e "99 corruíras nanicas" e "O grande delforador", na L&PM. O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa, no valor de cem mil euros. Com a sua atribuição é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento da língua portuguesa. 

Miguel Torga foi o primeiro escritor a ser distinguido com o prémio em 1989 e desde então já foram premiados João Cabral de Melo Neto, José Craveirinha, Vergílio Ferreira, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Saramago, Eduardo Lourenço, Pepetela, Antonio Candido, Sophia de Mello Breyner Andresen, Autran Dourado, Eugénio de Andrade, Maria Velho da Costa, Rubem Fonseca, Agustina Bessa-Luís, Lygia Fagundes Telles,Luandino Vieira, António Lobo Antunes, João Ubaldo Ribeiro, Arménio Vieira e Ferreira Gullar.

O escritor português Manuel António Pina foi o premiado na edição do ano passado. 

 

Retirado do Público



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Robin Gibb, a voz dos Bee Gees, morreu aos 62 anos

Cantor sofria de cancro no cólon e no fígado (Foto: Luke MacGregor/Reuters)

 

O cantor Robin Gibb, vocalista e um dos fundadores da banda Bee Gees, morreu no domingo à noite, aos 62 anos, em Londres. O músico que fundou uma das bandas mais conhecidas do disco sound lutava há anos contra o cancro.

 

Robin fundou os Bee Gees com os irmãos Barry e Maurice. O cancro de que padecia tinha atacado o cólon e o fígado. Nas últimas semanas, o estado de saúde tinha piorado, graças a uma pneumonia, e depois melhorou, mas a doença acabou por vencer.

Era a voz principal da banda que vendeu mais de 200 milhões de discos, desde os anos de 1960. Um volume de vendas que colocava esta banda masculina – que se distinguiu no panorama mundial pelos falsetes cantados sobre tessituras disco sound, dançáveis ou românticas baladas – num plano de sucesso comercial equivalente ao de outras bandas históricas do pop rock mundial como os Rolling Stones ou Pink Floyd.

 

Noticia do Público



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Durante 1h40, os Coldplay deram um concerto ensaiado ao milímetro

Durante 1h40, os Coldplay deram um concerto ensaiado ao milímetro (Manuel Roberto)

 

Quem viu os Coldplay ao vivo em Agosto de 2000, em Paredes de Coura, não poderia imaginar que, cerca de uma década depois, estariam a lutar pelo título de maior banda de estádio do mundo. Então, um tímido Chris Martin quase pedia desculpa pelo facto do quarteto ter chegado a número um do Reino Unido. Esta sexta-feira, no Estádio do Dragão, viu-se um colectivo rodado e conhecedor de todos os truques deste tipo de espectáculos, que investiu maioritariamente no mais recente álbum,Mylo Xyloto (do qual foram apresentados dez temas), e nos hinos pop que têm invadido as rádios nos últimos anos.

 

Interessa, nestes casos, agradar às massas, em modo best of. Foi isso que sucedeu, mesmo que canções como Shiver (uma dos melhores da história da banda) tenham ficado de fora. Do disco de estreia sobrou apenas Yellow e percebe-se porquê: Parachutes é um misto de melancolia e de canções construídas tendo por base uma série de bons riffs, com menos potencial para gerar cantorias colectivas. Viva la vida ou Paradise resumem em si o conceito de rock de estádio: são músicas redondas, polidas, com refrões acessíveis e viciantes; perfeitas no seu objectivo, mesmo que musicalmente pouco desafiantes. Três anos depois da primeira digressão em megarecintos, os Coldplay competem com os U2 pelo título de reis do estádio, mas ainda só lhes podemos chamar “príncipes”. Os irlandeses já atingiram dimensões que Chris Martin e companhia não tocam.

Já lá vamos. Primeiro, há que dizer que a chuva esteve prestes a estragar a festa (estragou, pelo menos, os concertos de arranque de Rita Ora e Marina and the Diamonds), mas, como por milagre, parou no momento em que os Coldplay entraram em palco. Viu-se então fogo-de-artifício e chegariam depois confetes e bolas coloridas; para além disso, os cinco ecrãs gigantes alternaram imagens ao vivo com animações e as pulseiras cintilantes que foram entregues ao público na entrada brilhavam no escuro. Talvez a dimensão deste “folclore” tenha sido sobredimensionada, porque, a dada altura, era legítimo perguntar qual era o papel da música no meio de tudo aquilo.

Arrancando com Mylo xyloto e tirando partido de um som quase perfeito (nítido e equilibrado), os Coldplay cumpriram um alinhamento que alternava temas mais rockeiros com outros mais pop. In my place (um single quase perfeito, que já data de 2002) foi o primeiro grande sucesso apresentado, tendo-se seguido outros momentos interessantes como Lovers in Japan ou Charlie Brown. Quando a receita era mais electrónica (por exemplo, no dueto virtual com Rihanna, em Princess of China) ou mais delicada (pensamos especificamente numa versão acústica de Speed of sound, num pequeno palco no extremo oposto da estrutura principal), o resultado foi algo insosso. Clocks, no encore, terá sido o momento alto: trata-se de uma bela canção pop, interpretada com o nervo necessário, no momento certo.

Como não poderia deixar de ser, tratou-se de um espectáculo ensaiado ao milímetro, que terá satisfeito 98 por cento do público. Porém, não podemos deixar de notar alguma falta de sal e pimenta. A banda britânica quer ter a alegria e a euforia como imagens de marca, mas, ao longo de 1h40 de concerto, pede-se alguma diversidade de emoções. A comparação é inevitável: os U2, nos seus melhores momentos de estádio nos anos 90, conseguiam ser simultaneamente mordazes, expansivos, sombrios, apaixonados e experimentais. Apesar de toda a competência demonstrada, os Coldplay não chegam a esse cume, porque a pop pode ser mais do que aquilo que apresentaram.

 

Noticia do Público



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Domingo, 20.05.12

Laborinho Lúcio e Ruy de Carvalho à conversa no D. Maria II

 

Laborinho Lúcio e Ruy de Carvalho protagonizarão pelas 19:00 do dia 22 de Maio uma conversa  sobre Teatro e Arte, o estado do país e a sua História, as expectativas e receios de cada um, no Salão Nobre do Teatro Nacional de D. Maria II.

 

Será uma conversa informal num ambiente informal onde o público será convidado a intervir e sobretudo a escutar opiniões e sugestões de duas figuras conhecidas da vida portuguesa.

 

A entrada é livre.

 

Retirado de HardMúsica



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Sexta-feira, 18.05.12
Olga Roriz recebe Prémio União Latina

 

Olga Roriz receberá o prémio no final do mês

 

A coreógrafa Olga Roriz, 56 anos, é a vencedora da edição 2012 do Prémio União Latina. Esta é a primeira vez que o prémio distingue uma personalidade da área da dança.

 

A notícia foi confirmada pela própria coreógrafa que, em declarações ao PÚBLICO, disse que “o prémio distingue também a dança, numa altura em que as artes parecem excluídas da vida quotidiana”.
Olga Roriz, que prepara neste momento a remontagem, na Companhia Nacional de Bailado e no Ballet Teatro Guaíra (de Curitiba, Brasil), da sua coreografia Sagração da Primavera, estreada em 2011, diz que o prémio “tem um sabor agridoce”: “É prestigiante, e de louvar, mas não nos podemos esquecer do momento estranho que as artes vivem neste momento ”. Por isso, “a surpresa” é tanto maior, porque “permite esquecer essa ambivalência”.
A situação de que fala tem exemplos muito concretos, como é o caso da perda eminente de espaço de trabalho. Olga Roriz foi informada de que a sua companhia, que parte no sábado para Macau onde apresentará, no centro cultural da cidade, a criação de 2007, Nortada, deverá abandonar em Setembro as instalações que ocupava há dois anos na Rua da Prata.  A seguradora Tranquilidade, com quem havia estabelecido um protocolo de cedência de espaço que lhe permitia abrir o espaço a aulas e residências artísticas de outros criadores, decidiu ali construir um hotel. 
A coreografia A Cidade, com estreia em Outubro em Viana do Castelo, seguindo-se depois a digressão nacional, será a última que a coreógrafa ali vai poder criar.
O prémio, no seu décimo aniversário, distinguiu já o cineasta Manoel de Oliveira, o ensaísta Eduardo Lourenço (que presidiu este ano ao júri), o arquitecto Álvaro Siza Vieira, o ex-Presidente da República Mário Soares, a helenista Maria Helena da Rocha Pereira, o historiador José Mattoso, o actor e encenador Luís Miguel Cintra, o pintor Júlio Pomar, o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e a escritora Lídia Jorge.
A cerimónia de entrega do prémio será dia 29 de Maio, no Instituto Camões, em Lisboa, presidida pelo secretário de estado dos Assuntos Europeus, Miguel Morais Leitão.
Noticia do Ipsilon


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Quinta-feira, 17.05.12

Peter Gabriel é a mais recente confirmação no cartaz do Super Bock Super Bock.

 

O músico sobe ao palco principal do evento a 7 de julho, fazendo-se acompanhar pela New Blood Orchestra.

 

A 7 de julho, também marcam presença no certame Aloe Blacc, The Shins, Skrillex, Regina Spektor, St. Vincent, Little Dragon e Perfume Genius, entre outros.

 

O Super Bock Super Rock regressa à Herdade do cabeço da Flauta, junto à Praia do Meco, em Sesimbra, nos dias 5, 6 e 7 de julho.

 

Os bilhetes para o certame, que comemora este ano a sua 18ª edição, já se encontram à venda. O bilhete diário continua a custar €45, sendo que o passe de 3 dias mantém o preço de €80 (campismo incluído a partir de dia 4).

Confere o cartaz atualizado do Super Bock Super Rock:

5 de julho


Palco Super Bock


Incubus
Bloc Party
Hot Chip
Pete Doherty
Capitão Fausto

 

Palco EDP


Alabama Shakes
Bat for Lashes
Battles
Tono

 

@ Meco


Flying Lotus (Live)
Magnetic Man
Apparat Live Band
Dãm-Funk
Beatbombers
Rui Murka
Mary B

 

6 de julho


Palco Super Bock


Friendly Fires
Lana Del Rey
The Rapture
Supernada
M.I.A.

 

Palco EDP


The Horrors
Wraygunn
Oh Land
Hanni El Khatib

 

@ Meco


Kenny Larkin
Cosmin TRG
Linkwood
Rui Vargas & André Cascais
Freshkitos
Trikk

 

7 de julho


Palco Super Bock


Skrillex
The Shins
Aloe Blacc
Peter Gabriel

 

 

Palco EDP


Regina Spektor
St. Vincent
Little Dragon
Perfume Genius

 

@Meco


Ricardo Villalobos
Margaret Dygas
Joao Maria
Henriq
Jorge Caiado & Vahagn

Sara Novais

 

Retirado de Sapo Música



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Donna Summer a cantar na cerimónia do Nobel da Paz de 2009

Donna Summer a cantar na cerimónia do Nobel da Paz de 2009 (Bjorn Sigurdson/AFP)


A cantora norte-americana Donna Summer morreu esta quinta-feira de manhã na Florida, nos Estados Unidos, depois de uma longa luta contra um cancro. Donna Summer tinha 63 anos. A notícia foi avançada pelo TMZ e já foi entretanto confirmada pela família.

"Esta manhã perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher com muitos dons. Estamos em paz e a celebrar a sua extraordinária vida e o seu legado", lê-se no comunicado assinado por Bruce Sodano, vocalista da banda Brooklyn Dreams e actual marido da cantora e pai das suas duas filhas, Brooklyn e Amanda. Donna Summer deixa ainda outra filha, de um casamento anterior. 

Segundo a imprensa norte-americana, Donna Summer terá tentado manter a sua doença em segredo e longe das atenções mediáticas. 

Com mais de 30 anos de carreira e mais de 130 milhões de discos vendidos, Donna Summer ganhou cinco Grammys, o último dos quais em 1998 com "Carry On". A “rainha da disco”, como ficou conhecida, foi uma das artistas mais bem-sucedidas dos anos 1970 e 1980. 

Músicas como “I Feel Love” ou “Love to Love You Baby”, “Last Dance”, “Bad Girls” e “Hot Stuff” , alguns dos seus maiores sucessos, chegaram aos tops e ainda hoje passam não só nas rádios como em discotecas.

Aos 18 anos, saiu de casa para tentar um papel no musical da Broadway "Hair" e acabou conseguindo viajar com a companhia de teatro para a Alemanha. Foi então que conheceu o produtor Giorgio Moroder, que acabou por ter um papel importante no lançamento da sua carreira. Ao lado de Moroder, Donna Summer lançou “Bad Girls”, “Last Dance” e “She Works Hard for the Money”. 

Donna Summer iniciou-se na música como Donna Gaines – o seu nome de nascimento é LaDonna Gaines –, tendo lançado o primeiro single “Sally Go 'Round the Roses” em 1971. Mas o nome artístico escolhido, tão próximo do seu nome, não a agradou e foi então que mudou para Donna Summer, quando em 1975 lançou o hit “Love to Love You Baby”.

Rapidamente, a norte-americana tornou-se num ícone das pistas de dança e do glamour, onde influenciou artistas também conhecidos pela extravagância como Madonna, Kylie Minogue e David Bowie.

No entanto, nos últimos anos à medida que o disco sound se tornou menos popular, Donna Summer procurou actualizar-se e adaptar-se à indústria ao aproximar-se também da pop-rock, sem nunca perder o título de "rainha da disco". Uma categorização que nunca terá apreciado muito. "Não gosto de ser categorizada porque eu penso em mim como um instrumento e, se tu me tocares, eu farei o som que é suposto fazer por muito especial que seja", disse a cantora numa entrevista à CNN em 2008. "Só estou a tentar ser fiel a mim mesma e ao que sinto que é a minha missão."

O seu último trabalho, "Crayons", chegou às lojas em 2008 e Donna Summer estaria já a trabalhar num novo álbum. 

Nas redes sociais as homenagens à cantora têm-se multiplicado. A cantora norte-americana Dionne Warwick, prima de Whitney Houston, escreveu que hoje o mundo perdou uma grande artista. “Vamos sentir terrivelmente a sua falta. Ela foi a verdadeira rainha da disco”, escreveu La Toya Jackson no Twitter. 

Também a apresentadora norte-americana Ellen DeGeneres deixou no Twitter uma mensagem: "Estou tão triste com a notícia, era uma grande fã. Até usei uma música dela no programa de hoje". E Kylie Minogue: "Uma das minhas primeiras inspirações musicais. Descansa em paz, Donna Summer".

Para a cantora Gloria Estefan, "poucos cantores tiveram um impacto na música e no mundo como Donna Summer". "É o fim de uma, terei saudades."



 

 

Retirado do Público



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Quarta-feira, 16.05.12
Morreu Carlos Fuentes (REUTERS/Jorge Silva)

O escritor Carlos Fuentes morreu hoje no México, onde se encontrava internado no hospital de los Ángeles del Pedregal, na Cidade do México.

 

O Ministério da Cultura mexicano confirmou o óbito. E segundo a AFP, o presidente Felipe Calderón deixou uma mensagem na sua conta no Twitter: “Lamento profundamente o falecimento do nosso querido e admirado Carlos Fuentes, escritor e mexicano universal. Descanse em paz”. 

O Prémio Cervantes (1987) e Prémio Príncipe de Astúrias (1994) morreu de problemas cardíacos, aos 83 anos. Tinha começado a escrever aos 29 anos e o seu último romance “Adão no Éden” foi publicado recentemente pela Porto Editora. 

É autor de “O velho Gringo”; “Cristóvão Nonato”, “Constancia e outras novelas para virgens”, “Aura”, “A laranjeira”, “Diana ou a Caçadora Solitária”, “A Campanha”, “Aquilo em que acredito” (todos editados em Portugal pela Dom Quixote). 

A Porto Editora, depois de ter lançado o seu último romance, tem prontos a publicar dois volumes que reúnem os contos do autor: “Contos naturais” e “Contos sobrenaturais”. O editor Manuel Alberto Valente disse ao PÚBLICO que já estão traduzidos, estavam agendados para 2013 mas agora poderá vir a ser antecipada a sua publicação. 

“Carlos Fuentes foi o mais ‘infeliz’ dos três grandes nomes do 'boom' da literatura latino-americana: Gabriel García Marquez, Mario Vargas Llosa e ele”, diz Manuel Alberto Valente. "Só que os outros dois ganharam o Prémio Nobel. Do Fuentes falava-se sempre que podia ser um candidato ao Nobel mas infelizmente não o teve". 

Manuel Valente lembra que, também em termos de vendas, foi sempre um autor menos lido do que os outros Marquez e Llosa. “Pelo menos em Portugal nunca teve um grande sucesso de público. Mas é um autor extremamente importante e o facto de ter tido sempre menos sucesso que os outros dois pode explicar-se por ser o mais político dos três. A obra dele é muito o espelho do México e das suas vicissitudes políticas. É um autor muito marcado ideologicamente e isso talvez tenha contribuído para que não tenha sido um autor tão popular. Mas é indiscutivelmente um dos grandes nomes da literatura latino-americana e da literatura mundial.”

Filho de mexicanos, Carlos Fuentes nasceu no Panamá, a 11 de Novembro de 1928, numa família de diplomatas e passou a sua infância entre a Europa e o continente americano. Na adolescência, viveu no México.

Estudou na Suíça e nos Estados Unidos; viveu em Quito, no Equador; em Montevideo, no Uruguai; no Rio de Janeiro, no Brasil; em Santiago do Chile e em Buenos Aires, na Argentina, num percurso que culminou em Washington, nos Estados Unidos. 

Em 1955, fundou com Octávio Paz e Emmanuel Carballo, a “Revista Mexicana de Literatura”. Era um homem de esquerda, membro do Partido Comunista, próximo de Fidel Castro antes de se afastar depois da prisão do poeta cubano Ernesto Padilla (em 1971). Num ensaio da revista “Tiempo Mexicano”, de 1972, escreveu: “O que um escritor pode fazer politicamente deve fazê-lo também como cidadão. Num país como o nosso, o escritor, o intelectual, não pode alhear-se da luta pela mudança política que, em última instância, supõe também uma transformação cultural”.

Licenciou-se em Direito na Universidade Autónoma do México e no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, e prosseguiu a carreira diplomática de tradição familiar, sobretudo com o trabalho em organismos internacionais, em particular nas Nações Unidas, em Genebra. De 1972 a 1976 foi embaixador do México em França. Em meados da década de 1970, dedicou-se ao ensino e leccionou nas principais universidades mundiais, de Paris a Princeton, Harvard, Columbia ou Cambridge. 

Em 1974, foi nomeado embaixador em Paris e em 1977 demitiu-se para protestar contra a nomeação para embaixador em Madrid do ex-presidente mexicano Diaz Ordaz, que ele considerava responsável pelo massacre dos estudantes no México em 1968. 

“'Adão no Éden’ não é uma novela inovadora no tema, recorrente no trabalho de Carlos Fuentes”, escrevia Fernando Sousa no Ípsilon de 11 de Maio de 2012. “É possível encontrar os mesmos cenários e personagens semelhantes em ‘La tierra más transparente’, a sua primeira obra, de 1958, um texto que é uma espécie de inventário da sociedade mexicana; em ‘Artemio Cruz’ (1962), reflexões-à-beira da morte de um antigo revolucionário convertido num político de esquemas, corrupto e corruptor, que à hora de desaparecer conta o passado com a sinceridade própria de quem já não tem nada a perder; e em ‘La silla del Àguila’, nova radiografia do poder onde Fuentes imagina o seu país no ano 2020.” E acrescentava o crítico: “Mas é na sua inspiração literária uma obra apoteótica no estilo que o autor adoptou para nos mostrar o que o México, o México sinistro, lhe mostrou a ele em mais de oito décadas, uma obra que remete por assim dizer para as inaugurais, as dos primeiros anos de escrita, quando a sua estrutura ainda se desenvolvia. Uma obra-mestra.”

 

Retirado do Público



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Lady Gaga está em digressão no continente asiáticoLady Gaga está em digressão no continente asiático (Reuters)

Lady Gaga volta a estar no centro da controvérsia depois de a polícia indonésia ter cancelado o seu concerto agendado para 3 de Junho em Jacarta por questões de segurança. A cantora norte-americana tem sido acusada por grupos islamitas de ser “satânica”, garantindo que fariam de tudo para que o espectáculo não acontecesse.

 

As autoridades locais já tinham aconselhado Lady Gaga a cancelar o concerto, quase esgotado, mas a norte-americana manteve agendado o espectáculo da digressão “Born This Way Ball”. Esta terça-feira a polícia garantiu à imprensa: “O concerto não vai acontecer.”

O cancelamento é, segundo a polícia, a única forma de evitar um confronto entre os grupos islamitas e os fãs de Lady Gaga. Para estes grupos que se insurgiram contra o concerto, além de adorar o diabo, Lady Gaga veste-se de forma provocadora e obscena e tem um comportamento inapropriado, que vai contra os valores islâmicos.

Já no fim-de-semana, a Frente de Defensores do Islão (FPI, na sigla original) tinha garantido que se o concerto continuasse marcado iria juntar cerca de 30 mil pessoas para que se manifestassem contra, interceptando a cantora ainda no aeroporto. 

“Vamos impedir que ponha os pés na nossa terra. É melhor que ela não se atreva a espalhar a sua fé satânica neste país”, disse à AFP o presidente da FPI em Jacarta, Salim Alatas, considerando que Lady Gaga é uma influência perigosa para a juventude indonésia. “O seu estilo é vulgar, as roupas são sexuais e indecentes, vão destruir o sentido de moralidade das nossas crianças.”

A Indonésia, com mais de 240 milhões de habitantes, é o país com mais muçulmanos no mundo.

Para o Conselho Indónesia das Igrejas (PGI), uma organização cristã, o cancelamento do concerto é um atentado à liberdade de expressão. “As figuras religiosas é que têm o dever de guiar as pessoas a ter uma mente limpa e a manterem-se firmes contra as tentações pornográficas”, disse ao Jakarta Globe Gomar Gultom, secretário geral do PGI, explicando que essa função não compete nem à polícia nem aos artistas, como estão a fazer. 

Também os defensores dos direitos homossexuais na Indonésia têm saído em defesa da cantora, que tem uma grande legião de fãs naquele país. “A Lady Gaga não é um ser humano normal. Ela usa a sua popularidade para defender os grupos minoritários, em especial os gays e as lésbicas”, defendeu Hartoyo, que luta pelos direitos homossexuais na Indonésia.

Esta não é a primeira vez que Lady Gaga é censurada pelas suas músicas e pela sua postura. Ainda no passado, a cantora era a artista mais censurada na China, com seis músicas suas (“The Edge of Glory”, “Hair”, “Marry the Night”, “Americano”, “Judas” e “Bloody Mary”) eliminadas do país pelo Ministério da Cultura chinês.

Lady Gaga enfrenta ainda um boicote nas Filipinas, considerado o maior país católico da Ásia. A cantora tem um concerto agendado para o dia 21 de Maio mas uma organização juvenil católica defendeu que o espectáculo é uma ameaça aos valores morais do país.

A digressão de Lady Gaga no continente asiático começou no mês passado e a maior parte dos concertos tem esgotado. Na Coreia do Sul, os concertos tiveram de ser limitados a maiores de 18 anos, depois de os conservadores terem também levantado algumas objecções.

 

Retirado do Público



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Terça-feira, 15.05.12

O Maior espectáculo dos Pink Floyd em Lisboa e Porto

 

Depois de ter sido visto e apreciado por mais de 25 milhões de espectadores por toda a Europa, o maior espectáculo de Pink Floyd passa por Portugal em Dezembro.

 

Criado pelo director musical dos Brit Floyd - The World's Greatest Pink Floyd Show, Damian Darlington, para comemorar o lançamento do mais recente best of da lendária banda britânica, “A Foot In The Door” chega aos palcos do Campo Pequeno em Lisboa e do Palácio de Cristal no Porto, para encantar todos os que amam verdadeiramente esse murro na parede que foram os Pink Floyd.

 

Retirado de HardMúsica



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Eduardo Lourenço
Eduardo Lourenço (Nelson Garrido)

É uma cerimónia de peso a que está prevista para a entrega do Prémio Pessoa 2011 ao ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço hoje ao final da tarde na Culturgest, em Lisboa. A mesma que celebra os 25 anos do galardão e, também por isso, ajudou a definir a escolha do escritor de 88 anos entre os 50 possíveis vencedores.

 

Presidente da República, primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República marcam presença na cerimónia; como também anteriores vencedores do Prémio Pessoa – como o escritor Vasco Graça Moura, o bispo D. Manuel Clemente, a cientista Maria do Carmo Fonseca, a historiadora Irene Pimentel, entre outros, que estarão também numa conferência, à tarde, antes da cerimónia, e tenta responder à pergunta: “Que Portugal queremos daqui a 25 anos?”. 

Em 2011, por ser um ano de celebração de um prémio, lançado há um quarto de século pelo jornal Expresso, fundado por Francisco Pinto Balsemão, o júri quis que ele fosse também símbolo da data comemorativa e, ao mesmo tempo, entregue a uma figura com um legado no século XX. “Num momento como este, é particularmente importante que seja dado o prémio a Eduardo Lourenço. Além de tudo, é um homem que acredita em Portugal e nos portugueses”, declarou Mário Soares, ex-Presidente, amigo do filósofo, e um dos 11 membros do júri, quando o prémio foi anunciado em Dezembro.

Visionário de uma Europa em crise

Para o próprio, foi uma surpresa, como então disse Eduardo Lourenço ao PÚBLICO, porque, apesar de a sua obra girar à volta de Pessoa, receber este prémio já não estava no seu horizonte. ”Já não contava realmente com esse prémio. Já estou no fim de carreira e de vida”, disse o filósofo, a partir de Vence (França) onde vive. 

E, no entanto, a “força e vitalidade intelectual”, “a curiosidade intelectual que se tem na adolescência e depois se perde”, foi na altura apontado, pela escritora e cronista Clara Ferreira Alves, como uma “característica única”, própria de quem é jovem, mas que encontra em Eduardo Lourenço, apesar dos seus 88 anos.

Outras importantes razões para a escolha apontadas pelo júri, presidido por Pinto Balsemão: a natureza fundadora do pensamento de Lourenço para a existência de uma História da Literatura Portuguesa, o seu pensamento filosófico e político, e a sua visão antes do tempo do caminho que viria a percorrer a Europa. “A primeira reflexão sobre o nosso lugar na Europa foi deste português europeu”, lembrou então Clara Ferreira Alves. “Ele foi das primeiras pessoas a observar que havia umas fendas naquilo que na altura parecia um chão de solidez que era o chão europeu.”

Além disso, o júri quis, com este prémio, homenagear “a modéstia” e “a generosidade” da sabedoria de uma figura que deixa uma marca universal nos Estudos Portugueses e nos Estudos Pessoanos. 

Pessoa, o verdadeiro profeta 

Foi com alguma “má consciência” que Eduardo Lourenço recebeu o prémio, disse na mesma entrevista pelo telefone, a partir de Vence (França), onde vive. “Todas as pessoas que recebem o Prémio Pessoa devem ter, penso eu, esse pensamento curioso: Pessoa, que foi o génio do século, que não teve uma vida fácil e nunca teve consciência da sua excepção, do seu futuro glorioso, não recebeu nenhum grande prémio.” Eduardo Lourenço recebeu vários, entre o quais o Prémio Camões em 1996. 

De Pessoa, poeta em que centrou a sua obra, salienta ainda: “Essa espécie de visão que ele teve do mundo, totalmente diferente, faz com que ele tenha sido o verdadeiro profeta dos tempos que estamos a viver, em que tudo oscila, e somos assaltados por uma dúvida terrível”. E conclui: “Somos quem somos um pouco por Camões ter existido. Mas com Fernando Pessoa, no nosso presente e no futuro, será a mesma coisa. A figura icónica e o mito da nossa realidade portuguesa agora é que é outra, já não é a mesma do tempo de Camões. É outra.” É, para ele, Fernando Pessoa.

 

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Segunda-feira, 14.05.12
O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente na Basílica da Estrela
O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente na Basílica da Estrela (Pedro Cunha)

Todos lhe reconhecem a paixão, a beleza e a grandeza de alma, que punha em tudo quanto fazia. Uns conheciam-no melhor do que outros, mas para saber quem era Bernardo Sasseti bastava ouvi-lo. O piano falava por ele. Neste sábado à noite, centenas de pessoas - entre família, amigos, vultos da cultura e fãs - prestaram-lhe uma última homenagem na Basílica da Estrela, em Lisboa. Houve música, lágrimas e muitas palmas na despedida do Artista, assim, com “a” grande.

 

É das gargalhadas – “únicas, espontâneas e genuínas” -, que Vítor Carvalho vai sentir mais saudades. Vítor, de 46 anos, conhecia o Bernardo – ou melhor, o “Babá”, como era chamado em pequeno – desde os seis anos. Moravam perto, no Bairro Alto. Lembra-se de jogar caricas com ele e o irmão, Francisco. “Era divertidíssimo e um autodidata, em tudo”, recorda. O humor, coisa de família, era uma das suas melhores qualidades, sublinha, enquanto espera à porta da basílica pelo fim do velório.

Como ele, muitos deslocaram-se à Estrela para prestar a última homenagem ao pianista e compositor, de 41 anos, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira numa falésia no Guincho, em Cascais. “Vim cá bater as palmas que não lhe dei enquanto era vivo”, diz João Gomes, 27 anos, cantor, designer e um dos muitos fãs do jazz de Sassetti presentes na cerimónia. O CD “Unreal: Sidewalk Cartoon”, que o pianista lançou em 2006, foi uma das poucas compras que João fez por impulso. “Ainda hoje é um dos meus favoritos”, afirma.

Outro fã, José Borges, ainda se lembra da primeira vez que ouviu o som do piano pelas mãos de Sassetti. Foi em 2007, num concerto nos Dias da Música do Centro Cultural de Belém. Quarenta e cinco minutos bastaram para o prender à sua melodia “alegre, bonita e transparente”. O estudante, de 23 anos, é apaixonado pela banda sonora do filme “Alice”, pelo álbum “Nocturno” e pelo projecto 3 pianos. “O valor da obra dele é imenso e não tem preço”, afirma.

“O Bernardo era insubstituível. Era uma luz para toda a gente, tinha uma inteligência brilhante”, diz Paulo Lourenço, maestro e amigo de longa data do músico. O importante agora, refere, é perpetuar o trabalho que deixou antes de uma morte “abrupta”, “chocante” e “injusta”, tal era o tamanho do que ainda tinha para dar.

O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente perante o olhar emocionado de centenas de pessoas. Na cerimónia, que teve início às 22h, Mário Laginha e Pedro Burmester, que criaram com Sassetti o projecto 3 Pianos, tocaram piano em memória do amigo e do companheiro de palco. Juntou-se-lhes o grupo coral das Jovens Vozes de Lisboa, dirigido pelo irmão Francisco Sassetti, a orquestra Sinfonietta de Lisboa, e alguns alunos e professores da Escola Superior de Música da capital.

“Foi uma homenagem tristemente bonita”, descreve Laurent Filipe, músico, compositor e produtor, que foi à basílica prestar a última homenagem ao amigo de há mais de 20 anos. O “Babá” era, como diz, “um grande companheiro com demasiada alegria no coração para nos deixar”. Fez tudo com paixão, recorda Laurent. Desde a música, à imagem, à fotografia. “Era um artista com ‘a’ grande.”

Estiveram presentes também o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, a ex-ministra da Educação Isabel Alçada, os cantores Luís Represas, Carlos do Carmo, Mafalda Veiga, Pedro Abrunhosa, Camané, o realizador João Botelho e o escritor Gonçalo M. Tavares, entre outros. 

À cerimónia assistiu também o maestro Vitorino de Almeida, com quem Sassetti nunca chegou a trabalhar. “Nunca fizemos um projecto juntos. Não tinha que ser”, diz o maestro de 72 anos. “Sentia -me bem por saber que ele existia”, admite. O conforto que sentia com a ideia da “continuidade” deu agora lugar ao “horror da tragédia” que envolveu a morte de Sassetti. Um fim – “ou um início, quem sabe” – que não esperava tão cedo.

Ainda assim, até na morte ele foi coerente, diz Vitorino de Almeida. E explica: ”Só um homem como ele é que poderia cometer um excesso como este [ao ir fotografar para uma arriba], e isso, de certa forma, conforta-me.” 

O funeral de Bernardo Sassetti realiza-se neste domingo numa cerimónia privada.

 

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Domingo, 13.05.12
Os Foots­barn The­atre vão apresentar no Porto a sua leitura de "A Tem­pes­tade", de Shake­speare
Os Foots­barn The­atre vão apresentar no Porto a sua leitura de "A Tem­pes­tade", de Shake­speare (Paulo Pimenta)

O Fes­ti­val Inter­na­cional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), na sua 35ª edição, reduz em número de dias — 7 dias em vez das duas sem­anas habit­u­ais -, em número de espec­tácu­los, mas abre-se em exten­sões. Começa a 26 de Maio com um pról­ogo em Guimarães onde os Kinoa (Espanha) mon­tam uma box de Fór­mula 1 no meio da rua, enquanto os Xir­riq­ui­teula Teatre, tam­bém de Espanha, fazem passear girafas pelo Largo do Toural.

 

O primeiro dia completa-se com a Com­pan­hia São Jorge de Var­iedades (Brasil), que, no Espaço Ofic­ina, apre­senta “Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, pre­cisa de se mexer”, a par­tir do uni­verso de Heiner Müller.

Só no dia 28 o FITEI chega ao Porto, em parce­ria estre­ita com o Teatro Nacional S. João (TNSJ), onde os Foots­barn The­atre, que têm estado em residên­cia em Guimarães na sua tenda mul­ti­cul­tural, apre­sen­tam a sua leitura de "A Tem­pes­tade", de Shake­speare, inti­t­u­lado "Indian Tem­pest". Na sua colab­o­ração com o TNSJ, o FITEI tem duas das suas estreias abso­lu­tas, com os Ensem­ble (Por­tu­gal) de regresso a Molière para apre­sentarem “O doente imag­inário”, ence­nado por Rogério de Car­valho e “As inter­mitên­cias da morte”, com o grupo brasileiro Ítaca Teatro e os por­tugue­ses Trigo Limpo e Quinta Parede, a par­tir do texto de José Sara­m­ago e com ence­nação de José Caldas. 

“As lágri­mas amar­gas de Petra von Kant” são pre­texto para duas visões difer­entes, uma mais de acordo com o texto orig­i­nal, a do Teatro do Bol­hão (Por­tu­gal) e outra num espetáculo de teatro e dança pelo grupo Sol Picó (Espanha) que apre­senta “Petra, la Mujer Araña y el puton de abeja Maya”.

Segundo a Lusa, o orça­mento do fes­ti­val para este ano é de 220 mil euros, con­tra uma esti­ma­tiva ini­cial de 380 mil euros, enquanto em 2011 foi de 315 mil euros. Em declar­ações na con­fer­ên­cia de imprensa, o direc­tor Mário Moutinho disse que “o FITEI, bem como out­ras estru­turas das artes céni­cas em Por­tu­gal, sofr­eram um corte bru­tal de 38%”. Com menos din­heiro do Estado, que rep­re­sen­tava cerca de 50 por cento do orça­mento, o fes­ti­val tam­bém fica com capaci­dade mais reduzida para encon­trar a outra metade do din­heiro. “Os próprios mece­nas estão com alguma difi­cul­dade para apoiar o fes­ti­val e dizem-nos que se é um fes­ti­val mais pequeno é mais difí­cil apoiarem”, afir­mou Mário Moutinho, citado pela Lusa.

Esta edição conta com exten­sões a Felgueiras, Faro, Viseu e Guarda e ainda dois espec­tácu­los fora de por­tas em Coim­bra e Santa Maria da Feira, em parce­ria com o Teatrão e o Imaginarius.

 

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Sábado, 12.05.12
Freddie Mercury vai actuar novamente ao lado de Brian May e Roger TaylorFreddie Mercury vai actuar novamente ao lado de Brian May e Roger Taylor (DR)

 

O guitarrista dos Queen, Brian May, revelou esta quinta-feira à BBC que Freddie Mercury, o icónico vocalista da banda que morreu em 1991, vai ressuscitar e aparecer em palco num espectáculo especial de celebração dos dez anos do musical “We Will Rock You”.

 

Numa entrevista à BBC, Brian May contou que nos últimos tempos tem estado a trabalhar com a produção do musical, inspirado na obra dos Queen, numa forma de “trazer Freddie Mercury de volta para uma actuação”. O objectivo é celebrar com os fãs da banda os dez anos do musical, que se estreou a 14 de Maio de 2002 no Dominion Theatre, em Londres.

Apesar de a novidade surgir logo depois do rapper norte-americano Snoop Dog ter recorrido à tecnologia holográfica para actuar ao lado Tupac, que morreu há já 15 anos, no festival Coachella, May garante que a ideia de actuar novamente com Freddie Mercury já é antiga.

“É um pouco infeliz que tenham feito algo do género com o Tupac, uma vez que estamos a tentar que o Freddie apareça em palco há muito tempo”, disse o guitarrista, explicando que vão criar “um ilusão de óptica”, que não se resumirá apenas ao holograma.

“As pessoas vão sair a perguntarem-se se realmente tinha visto o Freddie”, continuo May, garantindo que a semelhança com a realidade será máxima.

Além de Brian May, também Roger Taylor, baterista dos Queen, e o elenco do musical, vão estar presentes no espectáculo de aniversário, que contará ainda com a presença de Robert De Niro, produtor do musical. 

Sempre carismático e extravagante, Mercury conheceu os colegas da banda quando se mudou para Inglaterra com os pais aos 17 anos. Na faculdade partilhou o quarto com Tim Staffell, que tinha uma banda com Brian May e Roger Taylor. Não imaginado Mercury que aqueles passariam a ser os seus companheiros e que, depois da saída de Tim Staffell, aquela banda, de nome Queen, formada sob os seus comandos, chegaria aos tops mundiais e tornar-se-ia numa das maiores da história da música, com mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo - superando os Beatles.

Considerado por muitos como a melhor voz de sempre do mundo da música, o vocalista dos Queen imortalizou temas como "Barcelona", "We are the champions", "Under Pressure”, “We Will Rock You”, “Love Of My Life”, “Somebody To Love” ou “Don’t Stop me now”.

Holograma de Tupac no Coachella

 

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Sexta-feira, 11.05.12
O último álbum publicado, em 2011, foi uma parceria com Carlos do CarmoO último álbum publicado, em 2011, foi uma parceria com Carlos do Carmo (Pedro Cunha)
Bernardo Sassetti sabia bem que havia um disco pelo qual a sua carreira havia de ser lembrada. Seria sempre aquele que o seu nome puxaria. Porque era um disco de viragem, porque era aquele que mais vendera, porque o que uma boca diz habitualmente outra repete. Chama-se Nocturno. Por isso, vamos começar por outro.

Em 2010, Sassetti lançou Motion, álbum que o voltava a juntar ao trio – Carlos Barretto no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria –, a formação que mais longe o levara em termos criativos, num caminho que se tornara progressivamente mais livre, recusando as habituais estruturas do jazz ao mesmo tempo que nunca perdia de vista o lirismo aprendido com Bill Evans. Era um entra-e-sai de melodias, de partes que regressavam circularmente e soavam ao melhor que a música pode querer soar: sem rumo, mas sem se perder. No entanto, a importância de Motion não se esgotava aí. O amor furioso que Sassetti tinha pela música correu sempre em paralelo com outras duas paixões: a fotografia e o cinema (estaria mesmo a trabalhar num filme). Motion vinha dessa ideia de encadeamento, de que cada música é parte de um movimento e de uma dinâmica total. Além da música trazia fotografias suas e foi apresentado em concerto acompanhado por curtas-metragens também por si realizadas.

Tudo isto, idealmente, seria lançado numa caixa chamada Motion Box. Um dos projectos que ficou em suspenso, longe de ser o único. Há a banda sonora de Como Desenhar Um Círculo Perfeito, suite de violoncelo para o filme de Marco Martins, a música soberba composta para acompanhar o filme mudo Maria do Mar, de Leitão de Barros, que chegou a gravar com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa dirigida por Vasco Pearce de Azevedo – e que muitas vezes dizia ter sido a mais bela que alguma vez fizera –, um projecto chamado Songs Around Circles para grande orquestra a ser cantado por um crooner ao género de Nick Cave e um disco triplo de piano solo com peças inéditas e releituras do seu reportório. Dizia não ter tempo a perder, queria era gravar discos. Gostava, aliás, mais dos discos que dos concertos. Porque quando falhava a energia de lá para cá, do piano para as cadeiras, ficava uma coisa estranha, desconfortável. E as ideias eram demasiadas a atropelar-se para não estar sempre a pensar em registar umas e passar a outras.

Motion é um parceiro visual de Ascent, álbum de 2005 para um trio aumentado (ao piano, ao contrabaixo e à bateria juntavam-se violoncelo e vibrafone), dedicado originalmente ao cineasta José Álvaro Morais, para quem Sassetti compusera a banda sonora de Quaresma. Parte da sua discografia, aliás, é feita de música para cinema: do minimalismo de Alice ao tom orquestral de Second Life e ao dramatismo enlevado de Um Amor de Perdição. Com Mário Laginha e Pedro Burmester partilhou também o projecto 3 Pianos, juntando o mundo do jazz ao da clássica, temas originais a arranjos para Bartók, Samuel Barber, Bach, Poulenc e Ravel. 

A quatro mãos, as duas outras de Laginha, gravou ainda um disco de adaptação de canções de José Afonso, Grândolas. E a José Afonso voltaria no seu último álbum publicado, em 2011, uma parceria com Carlos do Carmo, para que fora desafiado pelo fadista. Em visita às canções mais marcantes na vida de Carlos do Carmo, Sassetti encontrava um inesperado companheiro de improvisação, uma alma gémea no jogo de gato e rato de tempos e respostas que desenvolveram ao olhar-se e ouvir-se no momento, gravando enquanto se descobriam.

A solo gravou Livre/Índigo, marcado pela sua admiração por Thelonious Monk. Indirectamente, o músico norte-americano apareceria também em 2006 no livro-disco, Unreal – Sidewalk Cartoon, obra singular, carregada de surrealismo e do humor que sempre arranjava maneira de se lhe infiltrar nas teclas do piano, que dizia ter aprendido a ouvir Monk. Actualmente, ia partilhando vídeos de piano solo na sua página de Facebook, com reinterpretações da sua obra mas também de temas do momento, pelos quais se apaixonava, do cabo-verdiano Bau ao italiano Ennio Morricone. Tudo isto depois do tal disco de viragem.

Em 2002, após uma prolongada ausência dos estúdios – antes houvera Mundos e Salssetti, sob a fortíssima influência do fascínio pela música latino-americana –, Sassetti levou o trio para Belgais e naquela casa feita estúdio nasceu Nocturno, um disco de assombro marcado por um respeito imenso pelo silêncio. O silêncio que, esperemos, não se siga agora. Há toda uma obra de infindável brilhantismo para e por ouvir. Resta-nos a música. Morreu-nos o melhor de todos.

 

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Semana académica de SetúbalA Semana Académica de Setúbal 2012 está a chegar. De dia 17 de Maio a 27 de Maio para mais uma semana inesquecível em Setúbal no Campus do IPS.

A Semana Académica de Setúbal assume-se como o maior evento académico das cidades de Setúbal e Barreiro. Realiza-se habitualmente em finais de Maio, de modo a fazer coincidir a imponente Queima das Fitas e Bênção das Pastas com o último domingo deste mês.

 

O esforço dos organizadores traduz-se numa semana de tradição académica, música, cultura e muito divertimento, na qual os estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal se unem às cidades que os acolhem e com elas constroem o maior evento Setubalense.

Também destacada pelo simbolismo da Bênção das Pastas e Queima das Fitas, é com as Serenatas que a cidade é embalada no primeiro dia, nas vozes de que canta, a esperança de quem chega… e a saudade de quem vai embora. Esta décima quarta edição da Semana Académica de Setúbal possui o objectivo de ultrapassar a meta dos trinta mil participantes desenvolvendo para isso um programa audaz.

 

Cartaz / Programa

Dia 17 Maio
Serenatas

Dia 18 Maio
Orxestra Pitagorica
Rouxinol Faduncho
DJ Vibe
DJ Nuno da Silva

Dia 19 Maio
UHF
Blasted Mechanism
Expressive
Tim Royko

Dia 20 Maio
Mercado Negro
Aurea
Gregor Salto
Expressive

Dia 21 Maio
The Balls Band
Jorge Nice
Emanuel
Expressive
Funkyou2

Dia 22 Maio
Wind Koala
Morangotango
Boss AC
DJ Monchike
Mastiksoul

Dia 23 Maio
Arraial em Setúbal

Dia 24 Maio
Noite Académica

Dia 25 Maio
Garraiada

Dia 27 Maio
Benção dos Finalistas
Queima das Fitas

Localização

Dia 17 de Maio de 2012
Junto á Igreja de Santa Maria da Graça (Quebedo), Setúbal.
Serenatas

Dias 18, 19, 20, 21 e 22 de Maio de 2012 - Campus do IPS (Instituto Politécnico de Setúbal), Setúbal.

Dia 23 de Maio de 2012 - Largo José Afonso, Setúbal.
Arraial Académico

Dia 24 de Maio de 2012 - Avenida Luísa Todi, Setúbal.
Animação e convívio nos bares de Setúbal

Dia 25 de Maio de 2012 - Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, Barreiro.

Dia 27 de Maio de 2012 - Largo de Jesus, em Setúbal.
Queima das Fitas

Bilhetes

Sócio AAIPS 18euros (Semanal) - Pré-venda na AAIPS
Estudante 13euros (Diário) - Disponivel para todas as escolas, mediante apresentação do Cartão de Estudante
Não Estudante 15euros (Diário) - 30euros (Semanal)

 

Retirado de Destinos Lusos



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Segunda-feira, 07.05.12
O cinema em Portugal está parado
Miguel Gomes está preocupado com a situação de "bancarrota total do ICA"

 

Profissionais querem discutir com Passos Coelho sobrevivência do cinema em Portugal.

 

Nem de propósito. No dia em que actores, realizadores e produtores se reuniram em Lisboa para debater o cinema português, que dizem estar numa "situação dramática", sobretudo por causa da falta de financiamento e de "atrasos sucessivos" numa lei nova que até agrada ao sector, ficou a saber-se que Gonçalo Tocha ganhou mais um prémio internacional com "É na Terra não É na Lua". O filme sobre a ilha do Corvo foi considerado o melhor documentário no festival de São Francisco, depois de uma menção honrosa em Locarno e de outro primeiro prémio em Buenos Aires. 
Boas notícias num dia em que o cinema português discutia a sua sobrevivência e em que os produtores Pedro Borges (Midas) e Luís Urbano (O Som e a Fúria), que organizaram o encontro no Cinema São Jorge, acusaram o Governo de não saber o que quer do sector e anunciaram que vão pedir uma audiência a Pedro Passos Coelho. "A Secretaria de Estado da Cultura [SEC] tem andado numa deriva", disse Urbano. "Este secretário de Estado não manda nada e o que é preciso é falar com quem manda, que é o primeiro-ministro."
O reconhecimento internacional do cinema português tem sido muito forte nos últimos meses com prémios para Miguel Gomes ("Tabu") e João Salaviza ("Rafa") em Berlim e para João Canijo em San Sebastián, Miami e Linz, mas isso não significa que não esteja sem grandes perspectivas de futuro. 
"Quem olha de fora acha que o nosso cinema está com saúde, mas isso não é verdade - está a morrer", disse ao PÚBLICO Luís Urbano, pouco antes deste encontro que foi precedido de um "Ultimato ao Governo", assinado por 21 profissionais do cinema, entre eles Manoel de Oliveira, João Botelho, João Canijo, Manuel Mozos e Pedro Costa. "Chegámos ao limite. Não é possível contrair mais empréstimos pessoais ao banco nem continuar a pedir às equipas que trabalham connosco e aos fornecedores que esperem para receber", garante o produtor, que tem neste momento vários projectos a aguardar financiamento, um deles dependente apenas da homologação da SEC.
Francisco José Viegas é, aliás, um dos principais alvos de críticas. Pedro Borges, produtor de "Sangue do Meu Sangue", de Canijo, diz que está preocupado com o facto de o sector não conhecer a versão final da proposta da Lei do Cinema, que prevê, na sua opinião "justamente", que o financiamento seja partilhado entre o Estado e as televisões (resultante da taxa sobre os lucros da publicidade). "Sabemos que é da RTP, e não das privadas, que têm partido mais críticas", disse Borges. 
Antes do debate, Canijo defendera no São Jorge que "o cinema português está a caminho da indefinição total" e admitia que tem vivido de prémios: "Não faço ideia como vou continuar quando esse dinheiro acabar." 
Miguel Gomes está preocupado com a situação de "bancarrota total do ICA", mas garante que a questão de fundo é política: "O cinema em Portugal está parado porque o Governo não tem uma ideia, uma vontade forte. Há um esvaziamento de responsabilidades, o secretário de Estado não toma medidas e contradiz-se permanentemente." 
Num esclarecimento às redacções, o gabinete de Viegas disse que, terminado a 30 de Abril o prazo de consulta pública do novo diploma, o processo está agora na fase de incorporação dos contributos do sector. Rejeitando que tenha havido qualquer atraso, o breve comunicado acrescenta que a proposta deverá ser levada a "apreciação interministerial na próxima semana", prevendo-se que o processo legislativo esteja concluído até ao final de Junho. 
Luís Urbano diz estar farto de promessas e de receber os parabéns de políticos pelo sucesso de "Tabu". "O sacrifício que está a ser imposto ao cinema português é a morte e eu não quero morrer."
Retirado do Ipsilon


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Sábado, 05.05.12
 
(Manuel Roberto)
A Casa da Música vai estar no ar no canal televisivo francês Mezzo ao longo deste mês de Maio.

O canal temático vocacionado para a música esteve no Porto a gravar vários momentos da última edição do festival À Volta do Barroco, em Outubro-Novembro do ano passado. Vai agora transmiti-los em diferentes horários, já a partir da manhã deste domingo. Neste dia, será recordado, às 11h50 e às 18h50, o REMA Showcase, uma apresentação de formações musicais constituídas por jovens instrumentistas de música antiga. 

No dia seguinte, com honras de horário nobre, serão transmitidos os concertos do grupo italiano Sonatori de La Gioiosa Marca, com o violinista Giuliano Carmignola (21h), e da Freiburger Barockorchester (22h), dois momentos altos do festival. A programação que a Mezzo dedica à Casa da Música, e que se prolongará pelo mês adiante, inclui também uma reportagem realizada nos bastidores do edifício concebido por Rem Koolhaas, numa visita guiada pelo administrador delegado Nuno Azevedo. 

O canal Mezzo emite actualmente para 39 países.

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 04.05.12
Cascais Music Festival
Erykah Badu estreia-se em Portugal no dia 19 de Julho DR

Dez concertos entre 16 e 29 de Julho

 

Antony and the Johnsons, Morrissey e Erykah Badu são algumas das confirmações para o Cascais Music Festival, um novo festival que entre 16 e 29 de Julho vai apresentar dez concertos, anunciou esta quinta-feira a promotora Everything is New.

 

O festival marca assim o regresso de Antony Hegarty e a sua banda a Portugal, depois de ter actuado em em 2009 em Lisboa, Porto e Braga. A novidade para o concerto do dia 25 de Julho é que ao lado de Antony and the Johnsons estará a Orquestra Sinfonietta de Lisboa.

 

Também de regresso aos palcos portugueses está Morrissey, o vocalista e letrista dos lendários The Smiths, que em 2006 actuou em Paredes de Coura. O britânico, que se lançou numa carreira a solo depois do fim dos Smiths e que já conta com nove álbuns de originais, tem concerto marcado para o dia 24 de Julho. 

 

Pela primeira vez em Portugal, Erykah Badu actua no dia 19 de Julho. A norte-americana, conhecida pelo seu estilo único, que passa pelo R&B, Hip-Hop e Soul, vem apresentar a Cascais os álbuns “Baduizm” ou “Mama's Gun”.

 

Em comunicado, a organização anunciou ainda o concerto dos Keane a 16 de Julho, o primeiro dia do festival, e Melody Gardot actua no dia a seguir, 17. A cantora de jazz norte-americana, vem apresentar o seu último trabalho, o álbum “The Abscence”, inspirado em Lisboa, onde viveu durante algum tempo.

 

No dia 20 de Julho é a vez do fadista Carlos do Carmo subir ao palco e para o dia 22 foram anunciados os Manu Chão. Xavier Rudd e Donavon Frankenreiter actuam no dia 23 de Julho e, para terminar, o dia 27 fica a cargo dos Pink Martini e a fadista Mariza fecha o festival.

 

Todos os concertos do festival vão acontecer no Hipódromo Manuel Possolo. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e o preço varia entre os 20 euros e os 55 euros, dependendo do espectáculo e dos lugares. A organização criou ainda pacotes turísticos que incluem “Bilhete Espectáculo + Hotel” e “Bilhete Espectáculo + Jantar”.

 

retirado do Ipsilon



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Os Dead Combo actuam hoje na Aula Magna, em Lisboa
Os Dead Combo actuam hoje na Aula Magna, em Lisboa (Rui Soares)
Não se pode dizer que seja um concerto de consagração – os Dead Combo há muito que são consagrados – mas é mais um momento especial no percurso da dupla Tó Trips e Pedro Gonçalves.

Desde o início que foram capazes de desenvolver uma sonoridade singular, assente em ambientes e climas de fado, adicionando-lhe elementos de tango, flamenco, música africana ou bandas-sonoras de Ennio Morricone. Esta multidão de referências, poderia contribuir para a perda da sua voz, mas isso não aconteceu, tendo arquitectado um género à parte, assente também ele num imaginário visual peculiar, obscuro e mediterrânico. A sua música é predominantemente instrumental, criada a partir de guitarra e contrabaixo, mas de vez em quando, não dispensa vozes. No último álbum, Lisboa Mulata, editado o ano passado, participaram Sergio Godinho, Camané ou Marc Ribot. E também a Royal Orquestra das Caveiras e as Víboras do Chiado. 

Na Aula Magna, em Lisboa, hoje (22h), e também no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, sábado, vão fazer-se acompanhar pelo fadista Camané, pelo baterista Alexandre Frazão e pela Royal Orquestra das caveiras e as Víboras do Chiado. Uma formação irrepetível que irá abordar o mais recente álbum, que contém temas inspirados pelas mornas de Cabo Verde ou pelos climas da América do Sul. 

Recentemente o duo esteve em Toronto, no Canadá, depois de já ter actuado em países como a Hungria, Checoslováquia, Estónia ou Turquia, um trajecto internacional que não espanta, porque a música da dupla filia-se numa ideia de portugalidade, sem deixar de conter um evidente apelo universalista. 

 

Retirado do Público



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Domingo, 29.04.12

“Sangue do meu Sangue” vence prémio na ÁustriaAs filmagens em Lisboa, em 2010 (Foto: Nuno Ferreira Santos)


O filme “Sangue do meu Sangue”, de João Canijo, venceu na noite deste sábado o Prémio New Vision, no valor de cinco mil euros, no Festival Crossing Europe, em Linz, na Áustria, segundo a produtora Midas Filmes.

 

A longa-metragem do realizador português tem ganho vários prémios internacionais, entre os quais o Prémio da Crítica Internacional e o Prémio Outra Mirada no Festival de San Sebastian, em Espanha, e o Grande Prémio do Júri no Festival de Miami, nos Estados Unidos.

“Sangue do meu Sangue” – protagonizado por Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia de Almeida, Nuno Lopes e Rafael Morais – vai ser apresentado por Canijo, nesta segunda-feira, no Festival Internacional de Cinema D’Autor de Barcelona, sendo que, algumas horas mais tarde, o Panamá International Film Festival vai mostrar também a longa-metragem, contando com a presença do actor Rafael Morais.

O Festival de La Rochelle, em França, vai apresentar o filme – já visto por mais de 20 mil espectadores nos cinemas portugueses – no mês de Junho e fazer uma homenagem a João Canijo, informa ainda a Midas Filmes.

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 27.04.12
O outro lado da América e o corredor da morte no Indie LisboaEm Into the Abyss Werner Herzog revela o outro lado da America, the beautiful (Stephane de Sakutin/AFP)
Na abertura do IndieLisboa, nesta quinta-feira, Werner Herzog leva-nos ao lado escuro da América. Circunstâncias e consequências de um triplo assassínio: Into the Abyss não é para almas sensíveis.

Outubro de 2001, Conroe, 37 mil habitantes, a 64 quilómetros de Houston, no estado americano do Texas. Os adolescentes Michael Perry e Jason Burkett batem à porta da enfermeira Sandra Stotler, moradora num bairro residencial de condomínio fechado, para perguntar se os seus amigos Adam Stotler e Jeremy Richardson estavam em casa. Antes de a noite acabar, Sandra, Adam e Jeremy estarão mortos.

Perry e Burkett queriam convencer os amigos a irem todos dar uma volta no Chevrolet Camaro vermelho da enfermeira. Mas Adam e Jeremy não estavam em casa, e Perry e Burkett decidiram pôr em acção um plano B improvisado: roubar o carro. Enquanto Burkett batia à porta da frente, Perry entrou pela garagem e disparou à queima-roupa sobre Sandra. Embrulharam o corpo num lençol e foram desfazer-se dele a um lago próximo. Quando regressaram, viram-se fechados fora do condomínio. Ligaram para Adam e Jeremy alegando que um amigo estava em dificuldades. Mataram-nos em seguida para roubar o comando que dava entrada ao condomínio e roubaram o Camaro. Dois dias depois, foram presos após um tiroteio com a polícia local. Perry foi condenado à morte e Burkett a prisão perpétua.

Em 2010, o cineasta alemão Werner Herzog dispôs de meia hora para entrevistar cada um dos criminosos. Faltavam oito dias para Michael Perry ser executado. Herzog falou igualmente com a filha de Sandra Stotler, com o irmão de Jeremy Richardson, e com o pai e a mulher de Jason Burkett. Entrevistou padres, detectives, vizinhos, amigos, conhecidos. Através da sua investigação e do seu olhar sobre este crime, Werner Herzog revela uma América profunda de gente condenada a uma vida longe de ser a que sonhavam. O resultado pode ser visto hoje na abertura do IndieLisboa. Chama-se Into the Abyss: A Tale of Death, a Tale of Life. É um dos acontecimentos cinematográficos de 2012.

Werner Herzog não precisa de apresentações. Revelado na nova vaga do cinema alemão nos anos 1970, contemporâneo de Wim Wenders, Rainer Werner Fassbinder ou Volker Schlöndorff, Herzog tem prosseguido uma carreira singular que sempre fez questão em escapar a classificações simplistas, balizada por filmes emblemáticos como Aguirre, o Aventureiro (1972), Nosferatu – O Fantasma da Noite (1978) ou Fitzcarraldo (1982). Embora menos conhecida entre nós, a sua vertente de documentarista tem igual peso na sua carreira, funcionando como "desdobramento" temático e criativo das suas ficções fascinadas pelo lado escuro e obsessivo do ser humano. Grizzly Man (2005) e A Gruta dos Sonhos Perdidos (2010) chegaram às nossas salas, The Wild Blue Yonder (2005) e Encounters at the End of the World (2007) passaram em edições anteriores do IndieLisboa.

No corredor da morte

Into the Abyss nasceu de um projecto para o canal televisivo Discovery sobre a pena de morte nos EUA. A série daí resultante – On Death Row – teve estreia mundial no festival de Berlim deste ano antes da sua exibição no Investigation Discovery americano em Março. Mas a história de Jason Burkett e Michael Perry perturbou Herzog de tal modo que se autonomizou.

Ao jornal The New York Times, aquando da estreia do filme no festival de Telluride em Setembro último, o realizador disse "não estar no negócio da culpa nem no da inocência". Muito embora Herzog seja abertamente contra a pena de morte, Into the Abyss recusa tomar partido ou erguer bandeiras. É uma espécie de "CSI: Pena de Morte", traçando desapaixonadamente, de modo quase forense, circunstâncias e consequências do triplo assassínio de Conroe. Recorrendo a imagens de arquivo da investigação – que tornam o filme pouco aconselhável a almas sensíveis – entrecortadas com as entrevistas que ele próprio conduziu, Herzog transcende o mero documentário investigativo para explorar a dimensão humana de um crime que custou a vida a três pessoas por causa de um carro.

Do outro lado do sonhoInevitavelmente, é da sociedade americana que aqui se fala, e dos seus contrastes exacerbados entre ricos e pobres. Michael Perry e Jason Burkett vinham de uma cultura de pobreza e analfabetismo, rodeados pelo crime, pelo álcool, pelas drogas como saídas acessíveis para uma existência sem futuro, enquanto Sandra e Adam moravam numa casa confortável numa zona residencial afluente. O pai de Jason Burkett, Delbert, é entrevistado por Herzog enquanto cumpre a quarta pena de prisão, agora perpétua, no mesmo estabelecimento prisional do filho e, perante a câmara, faz uma declaração espantosa: a sua consciência de que "we never had a chance". A sua família estava condenada por vir do "lado errado" da cidade.

A câmara de Herzog não faz outra coisa que não seja devolver a todos eles – criminosos e vítimas – a sua dignidade, a sua humanidade. Mas haverá dignidade, humanidade em gente capaz de matar a sangue-frio por causa de um carro?, perguntarão. A questão, para o cineasta alemão, nem se põe. Todos os seres humanos são dignos de respeito, por mais horríveis que sejam os seus actos. "Não tenho de gostar de si," diz Herzog a Perry ao iniciar a sua entrevista. "Mas respeito-o, porque você é um ser humano."

Esse respeito esconde-se no modo como a câmara de Peter Zeitlinger (habitual director de fotografia de Herzog) olha para estas pessoas. Um olhar que se inscreve todo na duração, no tempo e no espaço que permite a cada entrevistado revelar a sua humanidade, sem nunca tombar na facilidade ou na exploração gratuita da dor e do sofrimento. Aqui não há sensacionalismo, apenas uma câmara à altura de homem, mostrando o que há para mostrar, revelando o outro lado da America, the beautiful. É aí que este "conto de morte e de vida" se ganha como um dos mais perturbantes documentos do ano. Não deixa ninguém indiferente.

 

Via Público



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Quinta-feira, 26.04.12

Dia Mundial na Dança na Estação de São Bento

 

Associando-se a uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto,a  CP – Comboios de Portugal apresenta a partir das 15:30, na Estação de São Bento um bailado pelo Centro de Dança do Porto, seguindo-se um momento dedicado às danças de salão e um outro com milongas de rua, dinamizado pela Escola Lição de Tango.

 

O evento promove a divulgação de géneros de dança tão diversos como Lindy Hop, Dança Contemporânea, Ballet, Danças de Salão e Milongas de Rua.

 

Retirado de Hardmúsica



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Festival i, as artes por miúdos!
19 e 20 Maio, em Águeda
http://www.dorfeu.pt/i 
http://issuu.com/dorfeu/docs/i2012

No auge da primavera, a 19 e 20 de Maio, Águeda vai ser palco de mais um Festival i. Nesta 4ª edição, a d’Orfeu propõe uma nova série de fascinantes propostas artísticas para o público infantil. A festa das artes em família promete ser imparável e com uma diversificada oferta cultural de arregalar os sentidos: desde a descoberta da música barroca até à animação circense, passando por histórias de encantar, teatro de pasmar e baile sem parar!

Durante todo o fim-de-semana - sábado 19 e domingo 20 -, Águeda é invadida pelo festival ao longo do dia, criando-se um roteiro cultural em vários locais: Espaço d’Orfeu, Auditório do CEFAS, Biblioteca Municipal Manuel Alegre, Auditório Ana Paula Silva (Orfeão de Águeda) e pelas ruas da cidade. Na véspera do início do festival, na sexta 18 Maio, o Espaço d’Orfeu receberá turmas escolares para assistir aos primeiros espectáculos.

A produção nacional preenche na totalidade o programa desta 4ª edição do Festival i, um evento non-stop dedicado à infância enquanto público, não só do futuro, mas já do presente. Dias 19 e 20 de Maio, em Águeda, as artes do espectáculo trocadas por miúdos!

A pulseira individual é válida para todo o festival e tem o custo de 6€, havendo desconto para adultos se acompanhados por criança(s) e portadores Cartão d'Orfeu. O acesso é gratuito para famílias com duas gerações de portadores Cartão d'Orfeu. As pulseiras podem ser adquiridas antecipadamente na d'Orfeu até ao dia 18 de Maio ou durante o festival nos respectivos locais dos espectáculos.

O programa detalhado pode ser consultado no sítio www.dorfeu.pt/i e nas redes sociais da d'Orfeu. Mais informações através do email dorfeu@dorfeu.pte do telefone 234603164. O i é uma iniciativa d’Orfeu, com o apoio oficial do Município de Águeda e da Direção-Geral das Artes. Todos ao i!


http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC



d’Orfeu Associação Cultural
Instituição Cultural de Utilidade Pública  |  Estatuto de Superior Interesse Cultural



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Terça-feira, 24.04.12

FMM Sines: Otis Taylor, Socalled, Lofti Bouchnak e L'Enfance confirmados no cartaz

 

Otis Taylor, Socalled, Lofti Bouchnak e L’Enfance são as mais recentes confirmações no cartaz do FMM Sines 2012 – festival que regressa a Sines nos dias 19, 20, 21, 26, 27 e 28 de julho.

Nascido em Chicago em 1948, o bluesman Otis Taylor é praticante de um estilo de blues criado por si - o “trance-blues” -, onde a crueza da canção negra americana se cruza com o rock psicadélico e o jazz e ganha uma componente não menos genuína mas mais hipnótica em palco.Cantor, guitarrista, banjista e tocador de harmónica, Otis Taylor é também um criador de canções, bebendo principalmente na riqueza da experiência histórica dos afroamericanos.

A sua carreira teve um interregno entre 1977 e 1995, mas, desde que se dedicou por completo à música, a sua produção discográfica tem sido impressionante, ao ritmo de quase um álbum por ano desde a estreia, em 1997, com “Blue Eyed Monster”.

“White African” (2001) foi o disco que o estabeleceu na cena blues norte-americana, acumulando, a partir de aí, prémios e nomeações para prémios, incluindo o mais prestigiado do género - o prémio W. C. Handy - e várias distinções da revista “DownBeat”. Em 2004, foi considerado o melhor entertainer de blues do ano pelos leitores da revista “Living Blues”, ex-aequo com a lendária Etta James.

“Contraband”, o seu 12.º álbum, lançado em fevereiro de 2012, é mais um testemunho dos blues como força contra a violência e como género capaz de se reinventar sem perder os princípios.

O artista canadiano Socalled (Josh Dolgin) não podia ser mais diversificado e inclassificável. A sua lista de ocupações criativas inclui pianista, acordeonista, produtor, compositor, arranjador, rapper, cantor, jornalista, fotógrafo, cineasta, mágico, cartoonista e construtor de fantoches.

Com formação clássica de piano, começou muito cedo a interessar-se pelo jazz e depois pelo hip-hop, um género que considera universal devido à elasticidade com que se funde com músicas de todas as origens e tradições.

A descoberta da sua voz aconteceu precisamente quando começou a misturar o rap com as músicas dos seus antepassados judeus.Hoje, ele, que trabalhou com um dos mestres do revivalismo klezmer, o clarinetista David Krakauer, situa-se neste território hebraico urbano, mas a sua música transpõe outros horizontes.

Colaborador prolífico com outros artistas e noutros projetos, tem quatro discos em nome próprio: “HiphopKhasene” (2003), “The So Called Seder” (2005), “Ghettoblaster” (2007) e “SleepOver” (2011).

O projeto At-tufuula al-hamra’ nasceu da iniciativa do cantor tunisino Lofti Bouchnak, quando viu a banda franco-italiana L’Enfance Rouge a atuar na televisão Al Jazeera e ouviu o seu álbum de fusão rock / música árabe “Trapani-Halq al Waady”(2008).

Lofti Bouchnak é um dos maiores, se não o maior cantor árabe vivo. Nasceu em 1952 e foi criado na medina de Tunis entre músicos de rua, encantadores de serpentes e cafés cantantes. Além do “malouf” tunisino, estilo musical com raízes andaluzas, domina a música de todo o mundo árabe como cantor, alaudista e compositor.

Com François Cambuzat (voz e guitarra), Chiara Locardi (voz e baixo) e Jacopo Andreini (bateria), L’Enfance Rouge é, desde 1995, um dos mais aclamados grupos de rock progressivo da Europa.

Presente já uma vez no FMM Sines, em 2009, a sua música tem uma componente política assumida e um interesse especial pelas relações Norte-Sul, sobretudo as relações entre as duas margens do Mediterrâneo (Europa e Norte de África).

Além destes, já está também confirmada a presença no festival de Marc Ribot, Astillero, Dhafer Youssef, Gurrumul e Narasirato, Mari Boine (Noruega), JuJu (Gâmbia/Reino Unido), Oumou Sangaré & Béla Fleck (Mali / EUA), Hugh Masekela (África do Sul), Fatoumata Diawara (Mali), Bombino (Níger – Cultura Tuaregue) e Jupiter & Okwess International (R. D. Congo).

Até ao momento, ainda não há informação sobre o preço dos bilhetes para o festival de world music, que comemora este ano a sua 14ª edição.
Sara Novais
Retirado de Sapo Música


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Sábado, 21.04.12
Chico Buarque no Coliseu do Porto, em 2006
Chico Buarque no Coliseu do Porto, em 2006 (Foto: Paulo Pimenta)
Os cinco concertos de Chico Buarque anunciados para Portugal estão ameaçados por razões económicas, soube o PÚBLICO.

A sobrevalorização do real face ao euro obrigou os representantes do cantor brasileiro a procurar eventuais patrocínios junto de empresas portuguesas, para viabilizar os concertos, mas esses contactos, iniciados há cerca de três meses, não deram qualquer resultado.

A notícia foi confirmada pelo PÚBLICO junto do assessor de imprensa do artista, Mário Canivello, que adiantou que “se até ao início de Maio” não houver qualquer evolução, os concertos em Portugal serão cancelados.

Portugal seria o único destino internacional da tournée do espectáculo onde o cantor tem vindo a apresentar o seu mais recente disco, “Chico”, lançado em 2011. O espectáculo, que já foi visto no Brasil por cerca de 200 mil pessoas, em seis cidades, terá ainda mais quatro apresentações: Recife, Fortaleza, Natal e Brasília. Este último seria em Agosto, pouco antes dos cinco concertos em Portugal, planeados para a primeira quinzena de Setembro nos coliseus de Lisboa e Porto. Mas se estes acabarem por ser cancelados, o concerto de Brasília será antecipado para Junho e fechará definitivamente a tournée.

Chico Buarque de Hollanda, um dos maiores compositores da história da música brasileira, apresentou-se pela última vez em Portugal em 2006, no casino de Espinho e nos coliseus de Lisboa e Porto. Um total de nove concertos com lotações esgotadas onde, após 13 anos de ausência dos palco portugueses, apresentou o disco “Carioca”.

 

Retirado do Público



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Quinta-feira, 19.04.12

 

Toques do Caramulo

 

 

“Toques do Caramulo” às portas da capital!

 

concerto ao vivo no próximo sábado 21 Abril, 21h30

Centro Cultural Malaposta
Olival Basto – Odivelas
http://www.malaposta.pt/
Metro: Senhor Roubado (linha amarela)


http://www.dorfeu.pt/toquesdocaramulo
https://www.facebook.com/toquesdocaramulo

A digressão do álbum “Retoques” prossegue em 2012, com concerto de Toques do Caramulo no próximo sábado, 21 Abril, pelas 21h30, no Centro Cultural Malaposta. Nova oportunidade para conhecer (ou ouvir de novo) as dinâmicas recriações musicais da tradição serrana do concelho de Águeda através dos Toques do Caramulo.



http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC



publicado por olhar para o mundo às 14:23 | link do post | comentar

Os Scissor Sisters actuam no dia 21 de Julho
Os Scissor Sisters actuam no dia 21 de Julho (Miguel Manso)
Os norte-americanos Scissor Sisters, os escoceses Gun e os portugueses Azeitonas são as mais recentes confirmações para o Festival Marés Vivas TMN, que se realiza em Vila Nova de Gaia, entre os dias 18 e 21 de Julho.

Já uma presença habitual em Portugal, os Scissor Sisters, conhecidos pelo seu estilo original, que mistura o disco sound com o glam das lantejoulas, vão apresentar no Marés Vivas o seu mais recente trabalho, o quarto álbum de originais, “Magic Hour”, que chega às lojas no próximo mês. Já a passar nas rádios está o single “Only the Horses”, cuja produção ficou a cargo do britânico Calvin Harris, responsável pelo tema “We Found Love” de Rihanna. A banda actua no dia 21 de Julho. 

Também de regresso a Portugal estão os Gun, banda com mais de 20 anos de carreira e que em 2009 actuaram no Campo Pequeno. Rolling Stones, Bon Jovi, Simple Minds, Bryan Adams e Def Leppard são alguns dos nomes com quem os escoceses já actuaram. 

Com seis álbuns editados entre 1989 e 2005, ficaram mundialmente conhecidos pela cover do tema “World Up” dos Cameo, que lhes valeu o prémio Best Cover da MTV. Também “Seems Like I´m Losing You” do álbum “Swagger”, “Better Days” e “Steal Your Fire” foram temas marcantes dos anos 1990. Os Gun sobem ao palco no dia 19 de Julho. 

Os portugueses Azeitonas, que integram o cartaz do Marés Vivas pelo terceiro ano consecutivo, têm concerto marcado para o dia 20 de Julho e vão ter um convidado especial: Rui Veloso, responsável por ter tirado a banda portuense da garagem. Temas como “Anda comigo ver os aviões” ou “Quem és tu miúda” tornaram a banda portuguesa num fenómeno de popularidade. 

As três bandas juntam-se assim aos já confirmados Kaiser Chiefs, The Sounds, Ebony Bones, Billy Idol, Garbage, Franz Ferdinand, The Cult, Wolfmother, Gogol Bordello e Pedro Abrunhosa.

Os bilhetes estarão à venda nos locais habituais e têm o preço de 30 euros (um dia) e 50 euros (quatro dias). A partir do dia 1 de Junho o passe de quatro dias passará a custar 60 euros.

 

Retirado do Público



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Terça-feira, 17.04.12

Reaproveitar os desperdícios para os mais pobres é o objectivo do Movimento Zero Desperdício

Reaproveitar os desperdícios para os mais pobres é o objectivo do Movimento Zero Desperdício (Foto: João Gaspar)

 

O primeiro passo é dado na área da alimentação – com um plano de redistribuição de sobras de restaurantes, hotéis e supermercados que já está no terreno na zona de Lisboa – mas a “ambição da equipa” atrás do Movimento Zero Desperdício é alargar o projecto a todo o tipo de “sobras” e a todo o país.

 

A campanha, com o alto patrocínio da Presidência da República, quer “aproveitar os incontáveis desperdícios de bens, produtos e recursos existentes, um pouco por todo o país”. Em Loures, um dos primeiros municípios a aderir, há já 387 famílias que recebem a ajuda alimentar que partiu de uma acção da Associação Dar i Acordar.

Um dos primeiros pontos a esclarecer é que não serão redistribuídos os restos de comida servida em restaurantes, hotéis e supermercados mas antes as sobras que consistem “refeições ou outros bens alimentares que não tenham sido servidos e que, apesar de estarem em boas condições, não possam ser vendidos”. Produtos “cujo prazo de validade está a chegar ao fim ou que não foram expostas nem estiveram em contacto com o público”, são exemplos. Os dados da associação referem que mais de 360 mil pessoas que não têm o que comer em Portugal e contrapõe-se outro número: todos os dias são desperdiçadas cerca de 50 mil refeições em todo o país.

Segundo Paula Policarpo, um dos rostos da Associação Dar i Acordar, o Movimento “Zero Desperdício” já está a ser experimentado na zona de Lisboa (com as autarquias de Lisboa, Loures, Cascais e Sintra) desde o início deste ano. 

Além do apoio do Presidente da República, este movimento com o lema “Portugal não se pode dar ao lixo” terá ainda a voz (literalmente) de mais de 50 artistas portugueses que quiseram participar no hino da campanha.

Para Paula Policarpo esta acção resume-se ao “puro exercício da cidadania” onde todos podem participar a custo zero. “A ideia começa com os alimentos e na zona de Lisboa mas a nossa ambição é replicar este modelo em todo o país e usá-lo também para o aproveitamento de outros desperdícios, como os recursos humanos, livros, ou outros bens”, sublinha.

A acção “Zero Desperdício” surge pouco tempo depois da campanha “DA - Direito à Alimentação”, lançada em 2010 pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (ARESP). A DA também teve o patrocínio da Presidência da República e estava apoiada num conceito muito semelhante que visava o aproveitamento (com o apoio das autarquias) das refeições não servidas no sector. Mas, admite um porta-voz da ARESP, “esta campanha está em risco porque é difícil, manter-se a solidariedade nestes tempos de crise”. Segundo um balanço com data de Fevereiro deste ano, “a campanha está em plena operação nos municípios de Santa Maria da Feira, Entroncamento, Leiria e Ovar, os quais asseguram uma média mensal de refeições doadas de cerca de 2.650. Desde o início da operação, Abril a Dezembro de 2011, já foram doadas cerca de 24 mil refeições”. 

Lisboa e Loures para já

As acções do Movimento Zero Desperdício tiveram início em Novembro do ano passado e desenvolvem-se atualmente em duas freguesias de Lisboa (Campolide e Lapa) e em todo o concelho de Loures. 

Segundo o presidente da Associação Dar i acordar, António Costa Pereira, que falou durante a cerimónia de lançamento, esta manhã, Loures e Lisboa foram municípios piloto do projecto e o objectivo é agora alargá-lo a outras autarquias do país. 

“Este é só um ponto de partida, pois o objectivo é chegar a outros pontos de Portugal e tornar o nosso país um exemplo nesta matéria”, sublinhou o responsável, adiantando que os municípios de Sintra e Cascais serão os próximos a receber este projecto. 

No caso de Loures, a campanha Zero Desperdício teve início em Janeiro deste ano e conta com a colaboração de 11 superfícies comerciais e 11 instituições particulares de segurança social (IPSS), que fazem chegar os excedentes alimentares às famílias mais carenciadas. 

Segundo a vereadora com o pelouro da Acção Social na câmara de Loures, Sónia Paixão, no âmbito deste projecto já foram angariados mais de sete mil quilos de alimentos e apoiadas 387 famílias carenciadas. 

No município de Lisboa o projecto desenvolve-se na freguesia de Campolide, através da Associação Desenvolver Campolide, e mais recentemente na freguesia da Lapa, que escolheu como mediador as Oficinas de São José. Em Campolide, o apoio chega a 16 idosos, 30 famílias carenciadas e 15 crianças de dois estabelecimentos de ensino da freguesia, adiantou o presidente da junta de freguesia, André Couto. 

Já na Lapa, o projecto está a ser apoiado sobretudo pela Assembleia da República, que tem doado diariamente às Oficinas de São José entre 12 a 24 refeições diárias. 

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, a autarquia pretende alargar o projecto a todas as freguesias da capital, sendo que a próxima deverá ser a Santa Maria dos Olivais.

 

Via Público



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