Quarta-feira, 21.09.11

Mais de 50 restaurantes da capital e arredores vão participar na 6.ª edição da Restaurant Week Lisboa, que se realiza entre 22 de Setembro e 5 de Outubro. Como já vem sendo habitual, cada um dos restaurantes aderentes tem um menu especial para esta iniciativa. O preço é o mesmo das edições anteriores: 20 euros por pessoa (sem bebidas incluídas), sendo que por cada menu vendido os restaurantes destinam um euro a favor de uma causa social. Nesta edição, a beneficiária será a Mulheres de Vermelho, entidade que resulta da união da Peres & Partners com a Fundação Portuguesa de Cardiologia.


Aos interessados aconselha-se a reserva antecipada, não só pela muita procura que os restaurantes costumam ter nesta ocasião, mas também porque muitos deles têm um número limitado de mesas reservado à Restaurant Week.

 

Restaurantes aderentes

 

Saiba mais sobre cada um dos restaurantes aderentes à 6ª edição da Restaurant Week Lisboa e leia os comentários dos nossos utilizadores.

 

Adlib Menu

AguaBenta

Arola

Assinatura Menu

Aviz

Bica do Sapato

Bonsai (Fontana Park Hotel) Menu

Brasserie Flo Lisboa Menu

Café do Real

Cantina da Estrela (Hotel da Estrela)

Casa da Comida Menu

Casa da Dízima Menu

Gourmet Restaurante

Clara Chiado Menu

Clara Jardim

Coisas de Comer Menu

Colares Velho Menu

Comida de Santo Menu

Eleven

Espaço Lisboa

Estufa Real Menu

Faces in Chiado

Faz Figura

Flores (Bairro Alto Hotel)

Guarda Real

Gemelli

In Fusion Menu

Jokey

Kaetano's

Kais Menu

La Caffé

Lapa (Olissippo Lapa Palace) Menu

Maritaca Menu

Mezzaluna Menu

Midori

No Ponto Menu

Opaq

Open Brasserie Mediterrânica Menu

Panorama (Hotel Sheraton)

Pedro e o Lobo

Pratu's

Petra Rio Menu

Quinta dos Frades by Chakall

Restaurante do Teatro Nacional de São Carlos

Restaurante El Corte Ingles Menu

Outro Rio Menu

XL

Saldanha Mar (Fontana Park Hotel) Menu

Sessenta Menu

Sommer

Spot São Luiz Menu

Storik Menu

Terrassa Cascais Menu

Terraço (Hotel Tivoli) Menu

Terreiro do Paço Menu

Tertúlia Do Paço Menu

Típico (Corinthia Hotel Lisbon) Menu

Vela Latina

Varanda de Lisboa

Zina Food & Wine

 

Via Sabordoano



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Quinta-feira, 15.09.11

Sexo polémico no D. Maria II

 

‘As Lágrimas Amargas de Petra von Kant’ de Fassbinder estreia esta quinta-feira

 

Era para ser a estreia, saudada, de ‘As Lágrimas Amargas de Petra von Kant’, peça com que o ‘enfant térrible’ R.W. Fassbinder (1945-1982) falou abertamente de sexo entre mulheres e que imortalizou num filme memorável de 1972. Mas a publicação, na rede social Facebook, de uma ‘denúncia de injustiça’ transformou um acontecimento artístico em polémica.

 

Segundo Hugo Mestre Amaro, partiu dele a ideia inicial para este projecto – que estreia esta noite, às 21h15, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), em Lisboa, sob a direcção do realizador António Ferreira (que assinou 'Embargo' a partir da obra de Saramago).

 

Num texto longo, Hugo Amaro conta que depois de ter convidado Custódia Gallego para protagonizar o espectáculo e o Teatro do Bolhão para o produzir, a actriz terá procurado um co-produtor junto a Diogo Infante que, na qualidade de director artístico do TNDM II, o aceitou. No entanto, o encontro entre os dois não terá corrido bem. Diogo Infante, "não ficando seguro com a reunião", terá decidido afastar o encenador. 

 

Em jeito de resposta, o TNDM II emitiou um comunicado, assinado por Diogo Infante, em que este explica a sua decisão. "Concluí que o Sr. Hugo Amaro não reunia a experiência e maturidade que entendo necessárias para um projecto desta natureza numa sala do D. Maria II", diz.

 

Do Teatro do Bolhão, que Hugo Amaro ameaça processar, não houve comentários. A promessa de resposta no Facebook não se concretizou até à publicação deste texto.

 

Via Correio da manhã



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Segunda-feira, 12.09.11
A orquestra ensaia desde Junho neste edifício do Intendente
A orquestra ensaia desde Junho neste edifício do Intendente (DR).

Lisboa não é só portuguesa. É também indiana, africana, sul-americana. O primeiro concerto da Orquestra Todos é esta noite, no Intendente.

 

De Portugal, tinha apenas uma cidade no nome. Max Lisboa chegou do Brasil há sete anos. Nessa altura tinha mulher, queria fazer dinheiro para a família. Veio para trabalhar, acabou a tocar na rua, para os turistas, que lhe vão dando o bastante. Max também compõe, mas cantar originais na rua "não compensa". O melhor é cantar "aquilo de que as pessoas gostam".

Um dia, Francesco Valente, um músico italiano a viver em Portugal que procurava outros músicos para uma orquestra multicultural que estava a ser criada em Lisboa, passou por ele, gostou e fez-lhe a proposta. De repente, Max estava numa sala no Intendente, frente a Mario Tronco, maestro da Orquestra Todos, e a Pino Pecroelli, director musical. 

Como uma orquestra não é a rua e nesta, em particular, é suposto ser a identidade dos músicos a construí-la, Mario e Pino usaram duas composições de Max, que depois foram trabalhadas. Maria bonita e lampião e outra que "não tem nome ainda mas pode ser Grito da terra".

Já desde Junho, altura dos primeiros ensaios da Orquestra Todos, que as janelas do Sport Clube Intendente (SCI) deitam música para a rua, a que o Largo do Intendente Pina Manique, em Lisboa, já se habituou. 

Hoje, às 21h, os músicos saem do edifício para o primeiro concerto da orquestra, num palco montado no largo em que têm ensaiado para o Todos - Caminhada de Culturas, um festival de culturas que propõe uma viagem pelo mundo sem sair da Mouraria e que termina esta noite. No mesmo largo onde a Orchestra di Piazza Vittorio, também dirigida por Mario Tronco, deu um concerto na edição de 2009 do Todos.

Mario costuma contar que quando olhou para o público viu que era igual aos seus músicos e que, por isso, teve vontade de criar uma nova orquestra de culturas no Largo do Intendente, tal como fizera em Itália em 2002, numa espécie de protesto contra a lei "Bossi-Fini", que criminalizou a imigração ilegal.

"Uma liberdade absoluta"

O SCI é um lugar num edifício que parece devoluto onde os sócios se encontram para jogar cartas ou bilhar enquanto bebem cervejas, ou apenas para uma conversa e um cigarro à janela, contemplando a calma do largo. Foi aí que se fez a orquestra. A maioria dos seus 14 músicos são profissionais, como Susana Travassos, uma portuguesa numa orquestra do mundo que se junta em Lisboa, que tem usado a música como forma de intercâmbio entre as culturas portuguesa e brasileira e a quem este projecto "veio abrir novos horizontes", como ela diz.

"Para além da parte musical, que é muito interessante, consistente, bonita, este projecto vai muito para além disso", acredita. "Um dos músicos nem fala português, é incrível ver as barreiras que a música consegue quebrar."

Susana está a falar de Ali Regep, um romeno de origem turca. Anda sempre pelas ruas de Lisboa - do Chiado à Mouraria, passando pela Baixa, não é difícil encontrá-lo. A partir de uma gravação do que canta pelas ruas, compuseram uma música, que Ali cantará esta noite.

No primeiro disco que Susana gravou, Oi Elis, uma homenagem à brasileira Elis Regina, decidiu recriar o universo da cantora. "Mas não vou para lá [Brasil] cantar com sotaque do Brasil." O que faz na Todos não será muito diferente. Pediram-lhe, por exemplo, que cantasse uma música napolitana "à portuguesa".

Esta orquestra é isto, uma amálgama de toda a diversidade possível em Lisboa. "Temos músicos muito diferentes, uma liberdade absoluta, que aproveitámos para fazer um repertório muito diverso, que pode parecer não ter ligação, mas que é o som desta cidade", explica o maestro. "É o som da nova Lisboa: indiana, africana, sul-americana."

Bollywood no Intendente

O português de Rubi Machado tem sotaque de Lisboa. As suas origens estão em Goa, mas nasceu em Moçambique. Tem muito de português - conta que os pais "foram sempre atrás da bandeira". Assim vieram dar a Portugal, estava Rubi "a fazer 14 anos". Já se passaram 32.Trabalha numa loja de bijutarias do Martim Moniz que o marido comprou há uns anos - a mesma onde se conheceram eram ainda empregados. E onde Francesco Valente, que durante o processo de formação da orquestra fez a ponte entre Mario e Pino e os músicos de Lisboa, entrou à procura da voz indiana de que lhe tinham falado.

"Nunca tive aulas de música. Comecei a cantar", diz Rubi. Desde os tempos de Lourenço Marques que a vão convidando para cantar em casamentos indianos. Música indiana. Rubi nunca viveu na Índia, sempre falou português em casa e fora dela, mas fala hindi e outras duas línguas regionais indianas.

No ano passado, foi convidada para cantar ao vivo os temas do último disco de António Chainho, Lisgoa. A sua voz "é uma dádiva", acredita. Mas nem por isso vive da música.

No concerto desta noite, a voz de Rubi, sari vermelho, está em dois antigos êxitos de Bollywood, modificados ao jeito desta orquestra, que, explica Giacomo Scalisi, programador convidado do Todos e tutor deste projecto, está sempre em movimento. "Os meses até Dezembro serão de consolidação."

A orquestra nasceu do Todos, mas não se esgota nesta noite. Há concertos agendados para o Teatro São Luiz e para a Gulbenkian, que financiou este projecto colectivo.

Desde Junho, houve, no total, um mês de ensaios. "Ninguém estava à espera deste resultado", confessa Giacomo Scalisi. O concerto mudou das 17h, horário que vem na programação, para as 21h. "A ideia inicial era fazer uma apresentação da orquestra com quatro ou cinco peças musicais. Mas a dado momento tínhamos um alinhamento de 14, que dava para um verdadeiro concerto."

 

Via Público



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Sexta-feira, 09.09.11

A notícia foi recebida com um coro de protestos e o vereador do PCP promete levar a questão à próxima reunião da Câmara de Lisboa

A notícia foi recebida com um coro de protestos e o vereador do PCP promete levar a questão à próxima reunião da Câmara de Lisboa (Rui Gaudêncio)

 

Aquela que é uma das mais emblemáticas estações de metro de Lisboa foi rebaptizada. Baixa-Chiado PT Bluestation é o seu novo nome, graças a uma acção de marketing da empresa que está a gerar controvérsia. O Fórum Cidadania Lisboa chama-lhe "prostituição do espaço público" e o Grupo de Amigos de Lisboa fala numa "saloiice de muito mau gosto".

 

O presidente do Metropolitano diz que esta mudança "é um marco na vida do metro, um marco de ruptura, de inovação, de criatividade". Cardoso dos Reis revelou, aliás, que quer alargar esta iniciativa a outras estações: "Esperamos contar com a visão de futuro, o espírito inovador e a ambição de outras marcas", disse o gestor. O Marquês de Pombal pode ser a paragem que se segue.

O Metropolitano recusou divulgar quanto vai arrecadar com esta operação e o presidente executivo da PT também não revelou quanto vai a empresa pagar para ter, durante quatro anos, o seu nome na estação. "É um investimento significativo", limitou-se a dizer Zeinal Bava.

Já o secretário de Estado dos Transportes declarou-se "muito contente com este projecto". Porque, explicou Sérgio Monteiro, "corresponde à vontade do Governo de que as empresas públicas de transportes encontrem formas inovadoras e criativas de gerar receitas", para serem "menos dependentes do Orçamento do Estado".

No caso da Baixa-Chiado, esta iniciativa inclui ainda a disponibilização aos utilizadores de estação de Internet grátis. Além disso, haverá acções diárias (como projecções de vídeo, distribuição de rebuçados ou massagens nas mãos), pelo menos durante um ano, e nas paredes serão projectadas notícias e "informações úteis". Questionado pelo PÚBLICO, o presidente executivo da PT garantiu que essas projecções não incluirão mensagens publicitárias, mas admitiu que a Baixa-Chiado receba "demonstrações de produtos" da marca.

A vereadora da Inovação da Câmara de Lisboa defendeu que "é importante a cidade apostar em projectos inovadores". Questionada pelo PÚBLICO sobre a alteração de nome, Graça Fonseca recusou-se a opinar, dizendo apenas que, "como qualquer situação de patrocínio, é normal que a marca queira estar presente".

Já o vereador do PCP ficou incrédulo com a mudança: "Como? Ai valha-me Deus! Isso é péssimo", reagiu. "Houve uma altura em que o metro convidava os melhores artistas portugueses para fazerem estações soberbas. Agora temos línguas estrangeiras e marcas", lamentou Rúben de Carvalho, que promete levar esta questão "tão marcante na vida da cidade" à próxima reunião da autarquia.

"É de ficar sem palavras", afirmou Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lisboa, que considera estar-se perante um caso de "prostituição do espaço público". "Dentro em breve, em Lisboa, estaremos todos publicitados", afirmou por sua vez Appio Sottomayor. O olisipógrafo está também contra a utilização de uma palavra em inglês no nome da estação: "A língua portuguesa, pouco a pouco, está a ser enterrada. Faça-se então o funeral", concluiu.

"É uma saloiice desnecessária, de muito mau gosto", corroborou Salete Salvado, do Grupo de Amigos de Lisboa. A representante do colectivo, que integra a Comissão Municipal de Toponímia, lembrou ainda que, "até agora, o metro tem utilizado os nomes dos locais, respeitando a tradição toponímica da cidade". E lamentou que essa prática tenha sido interrompida. "Como querem receber dinheiro, estão a curvar-se", acusou.

"Acho mal. A toponímia não devia ter sido mudada", afirmou por sua vez a historiadora Irene Pimentel, que também faz parte da comissão, onde gostava de ver discutido este caso. Outro dos seus elementos, o musicólogo Rui Vieira Nery, acha que esta "não é uma matéria da competência da comissão". Mas, a título pessoal, reconhece que não tem "simpatia" por ver "o nome de uma empresa associado a um marco da cidade".

"Vejo esta solução de forma muito crítica. Preferia que deixassem os nomes como estão ou que os substituíssem, por exemplo, pelos de grandes figuras da cultura e da ciência", afirmou por sua vez José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.

Os presidentes das juntas de freguesia de São Nicolau, António Manuel, e dos Mártires, Joaquim Guerra de Sousa, não ficaram incomodados com a notícia de alteração do nome e manifestaram a expectativa de que o patrocínio da PT possa traduzir-se em melhorias no serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa.

 

Via Público



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Quinta-feira, 01.09.11
<p>Lisboa foi reconhecida como o "melhor destino de curta duração" da Europa em 2009 e 2010</p>

Lisboa foi reconhecida como o "melhor destino de curta duração" da Europa em 2009 e 2010

 (Hélder Olino)

A Cidade de Lisboa a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), e vários hotéis de luxo nacionais estão nomeados para os World Travel Awards 2011, conhecidos também como os “Óscares do Turismo”. Amanhã serão conhecidos os vencedores europeus.

 

Os World Travel Awards realizam-se uma vez por ano e destinam-se a “reconhecer, premiar e celebrar a excelência em todos os sectores da indústria do turismo” à escala global, explica a organização no site do evento, onde divulgou a lista dos candidatos.

No ano da 18ª edição do evento, Portugal conta com 28 representantes, nomeados para 21 categorias europeias.

Lisboa está nomeada para a categoria de “melhor destino de curta duração" da Europa, prémio que arrecadou nas duas últimas edições. A capital portuguesa está ainda seleccionada para a categoria de “melhor destino de cruzeiro” do velho continente, que venceu em 2009. 

O aeroporto de Lisboa pode vir a sagrar-se o “melhor aeroporto da Europa” – categoria em que marca presença pelo terceiro ano consecutivo - caso consiga a façanha de obter mais votos do que a concorrência, onde desfilam candidatos de peso como o aeroporto londrino de Heathrow, ou os aeroportos de Hamburgo ou Munique.

A TAP está nomeada para a categoria de “companhia aérea líder da Europa”, disputando o lugar com 10 congéneres europeias, onde se incluem nomes como a British Airways ou a Turkish Airlines. A companhia lusitana está ainda seleccionada para o segmento de “melhor classe executiva de transporte”.

Portugal concorre ainda nos segmentos de turismo de luxo e destino balnear, com os seguintes representantes nacionais: Da Balaia Club Med (“melhor complexo turístico”); praia da Dona Ana, em Lagos (“melhor destino balnear”); Praia d’El Rey Marriott Golf & Beach Resort (“melhor complexo turístico de praia”). 

Cinco hotéis nacionais estão nomeados para o prémio de “melhor boutique hotel da Europa”: Aquapura Douro Valley, Areias do Seixo Charm Hotel & Residences, Choupana Hills Resort & Spa, Hotel Quinta da Bela Vista e Vila Joya. 

A gala de apuramento dos vencedores europeus decorrerá amanhã (2 de Setembro) em Antália, na Turquia. As votações são realizadas por profissionais do turismo e agentes de viagens localizados em mais de 200 países de todo mundo. 

 

Via Público



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Terça-feira, 30.08.11

<p>Oito passes intermodais em Lisboa vão beneficiar de tarifário social</p>

Oito passes intermodais em Lisboa vão beneficiar de tarifário social


O Ministério da Economia divulgou hoje a criação do "Passe Social+", com que, a partir do dia 1 de Setembro, passa a apoiar os agregados familiares de menores rendimentos. O título de transporte será disponibilizado após comprovativo de rendimentos, e abrangerá vários títulos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto

 

Uma família que viva em Lisboa, e cujo rendimento médio mensal por sujeito passivo não ultrapasse os 544 euros (isto é, 1,3 vezes o Indexante de Apoios Sociais IAS) passa a pagar 24,2 euros por um passe que custa, para os restantes utentes, 33,85 euros - no caso do passe Carris/Metro Urbano. No caso do Porto, um beneficiário do “Passe Social+” pagará 27,40 por um passe mensal do Andante Z3, enquanto os restantes utentes pagarão 36,50 euros pelo mesmo título de transporte.

Segundo a informação divulgada pelo Ministério da Economia, a partir da próxima quinta feira, "os passageiros elegíveis para beneficiar do «Passe Social+» poderão requerer a sua adesão a este título, válido por um período de 12 meses e renovável anualmente".

Numa primeira fase, acrescenta o ministério, a comprovação de elegibilidade (que deverá ser efectuada apenas no momento da adesão ou renovação do título) "será realizada através da declaração de rendimentos, em moldes semelhantes aos que são já utilizados há quase três décadas para os Passes Reformados/Pensionistas". "Numa segunda fase, a implementar até ao fim do ano, bastará obter um comprovativo no sítio de internet da DGCI, que permitirá, de forma mais simplificada, a adesão ao «Passe Social+»", garante o Governo.

A adesão ao «Passe Social+» estará disponível "apenas em bilheteiras específicas para o efeito, a divulgar pelos respectivos operadores de transporte público de passageiros".

Esta medida insere-se no âmbito do Plano de Emergência Social, com que o governo se comprometeu, segundo o Ministério da Economia, pelo esforço "na promoção da justiça e protecção social aos agregados
de menores rendimentos".

 

Via Público



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Quinta-feira, 14.07.11

São vinte golfinhos e vieram do mar à procura de alimento, mas não são os únicos a voltar ao Tejo. Garante quem sabe que o rio está mais limpo. 


 

O grupo de 20 golfinhos foi avistado há dias no Estuário do Tejo, perto de Lisboa.

Há cerca de um ou dois anos esta espécie também foi vista no Tejo, perto de Alcântara", lembra Carla Graça, Presidente do Núcleo de Setúbal da Quercus.

Os golfinhos avistados são de uma espécie que reside no Oceano Atlântico, deslocando-se aos estuários apenas para procurar alimento. O regresso destes e outros animais ao estuário do Tejo pode estar relacionado com o melhoramento das condições da água, consequência de várias medidas tomadas ao longo dos últimos anos. "Neste momento existem mais três ETAR (Estações de Tratamento de Águas Residuais) em funcionamento: Alcântara, Seixal e Barreiro/Moita", explica a responsável da Quercus.

O encerramento de várias indústrias pesadas, assim como o aumento da monitorização por parte das entidades oficiais, são outras medidas apontadas por Carla Graça para a diminuição da poluição no rio Tejo.

Além dos golfinhos marítimos, outras espécies, como a ostra portuguesa, têm regressado nos últimos anos ao Estuário do Tejo, o maior da Europa Ocidental.


Via Expresso



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Quarta-feira, 13.07.11

 

Festival dos Oceanos

 

 

Festival dos Oceanos anima as ruas de Lisboa já a partir do dia 30 de Julho e até 13 de Agosto, com uma série de iniciativas de acesso gratuito que incluem concertos, exposições, teatro de rua, museus abertos à noite e muitas outras actividades interactivas, dirigidas a públicos de todas as idades.

 

Na sua oitava edição, esta iniciativa do Turismo de Lisboa dá um destaque especial ao Fado, no ano em que é apresentada a candidatura a Património Cultural da Humanidade.

 

A artista britânica Joss Stone dá as boas-vindas a duas semanas de animação cultural, no concerto de abertura do Festival dos Oceanos, que se realiza a 30 de Julho, na Praça do Comércio, e que conta com um dueto inédito com a aclamada cantora portuguesa Sara Tavares. A primeira parte do espectáculo está a cargo da banda nacional X-Wife e os sons do seu mais recente trabalho«Infectious Affectional».

 

O fado, convidado de honra desta festa, sobe a palco no Pátio da Galé, para quatro concertos que integram a iniciativa «O Fado convida…». Ana MouraMaria Ana BoboneAna Varela e António Zambuja, expressam a canção de Lisboa em dueto com artistas oriundos de diferentes pontos do globo, da Índia ao Brasil.

 

Este é, também, o momento certo para lisboetas e turistas conhecerem os museus da cidade fora de horas, gratuitamente, com a iniciativa «Museus à Noite» que, este ano, integra mais de duas dezenas de espaços culturais.

 

Os espectáculos de rua Waterwall e Muaré, a instalação «Universo de Luz» e a exposição da National Geographic, que marca o regresso do Festival dos Oceanos a Belém, dão a conhecer as vertentes temáticas deste evento: a Universalidade, a Sustentabilidade e o Entretenimento.

E para quem deseja conhecer os segredos do grande mar português, o antigo bacalhoeiro Santa Maria Manuela atraca na Marina do Parque das Nações, de 5 a 7 de Agosto, para partilhar com o público técnicas relacionadas com a navegação de uma grande embarcação e alguns dos resultados da expedição científica SMM/ MarPro 2011.

 

A iniciativa conta com a colaboração da Pascoal, empresa parceira do Festival dos Oceanos, que torna possível a participação deste mítico veleiro no evento, enquadrada na expedição científica SMM/MarPro 2011, que junta universidades espanholas e portuguesas com o objectivo de monitorizar o mar português pela sua importante diversidade de espécies de cetáceos, aves e outros animais e espécies marinhas.

 

Para os mais novos, a animação está garantida no Clube Pequenos Descobridores, localizado na Caravela Vera Cruz, aportada na Marina do Parque das Nações. A pensar neles, o Festival dos Oceanos apresenta, também, a sua mascote – uma curiosa gaivota, cujo nome, escolhido pelo público, será revelado em breve.

 

A Festa dos Oceanos é uma iniciativa reconhecida nacional e internacionalmente, que é já uma marca da cidade de Lisboa, atraindo uma média de 350 mil pessoas em cada edição, cumprindo, assim, o objectivo de combater a sazonalidade e aumentar o fluxo de turistas em Lisboa, durante o mês de Agosto.

 

Mais informações no site oficial do evento. 

 

Via Sapo Música

 

 



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Sexta-feira, 08.07.11
Poetry Slam Lisboa

Uma italiana explica em forma de poema o que é o «bunga-bunga». Um DJ finlandês sampla a voz de uma criança que confessa ao público que «gostava tanto de viver na China, mas os pais não deixam». O organizador da primeira edição ao ar livre do "Poetry Slam Lisboa" garante que «o mundo está ao contrário» enquanto faz o pino. Flashes de um final de tarde e de uma noite no Jardim da Estrela, em que a poesia se disse e «performou» em voz alta, numa esplanada. Com cisnes e folhas caídas ao lado.

 

É final de tarde no Jardim da Estrela. Duas adolescentes serpenteiam o parque, de patins, entre dragoeiros e araucárias, bem perto dos bandos de patos e cisnes que se passeiam pelo lago. Uma mãe auxilia uma criança a dar os primeiros passos. E um fontanário completa a visão possível do locus amoenus - expressão latina para um lugar ameno, inspiração de vários poetas bucólicos desde a Antiguidade Clássica. Para trás das portas deste jardim público ficam o caos do tráfego automóvel e o odor a combustível queimado da cidade. O caminho conduz agora até um slammer, um dos concorrentes que «performam» um texto da sua autoria num torneio de «slam poetry» (e no primeiro dia foram sete) .

 

Por volta das 20h, junto a um quiosque convertido em restaurante com esplanada, começam a ressoar, sobrepostas, várias línguas e linguagens sonoras. É aqui que entram os organizadores das sessões da "Poetry Slam Lisboa", um evento itinerante, nascido em Setembro do ano passado, que tem espalhado, a par das congéneres "Slam Poetry Nights", o conceito de «torneio de poesia» pela capital. A portuguesa Ana Reis e o italiano Mick Mengucci comprometeram-se com os gerentes do Quiosque do Jardim da Estrela a animar a esplanada até à meia-noite, no âmbito do programa «28 para a Estrela - Ninguém Paga Bilhete». 

 

Se a «slam poetry» - primeiro nos Estados Unidos nos anos 1980 e depois nas capitais europeias - teve o condão de retirar a poesia dos livros e dos cadernos para um palco e fazer dela matéria para ser expressa em voz alta, a organização da "Poetry Slam Lisboa" experimentou, numa acção inédita em Portugal, retirar esta competição de poetas das quatro paredes de um bar e fixá-lo num espaço público a céu aberto. Os poetas têm então três minutos para mostrarem o que valem perante um júri constituído por membros escolhidos informalmente entre o público.

 

«A poesia devia ser colocada em todas as praças, para comunicar e partilhar, como acontece no Hyde Park [em Londres], onde há um palco para quem o queira fazer. Este é o ambiente ideal para divulgar textos, ideias e pessoas», afirma Mick Mengucci, mestre-de-cerimónias (MC) e co-organizador desta sessão, que na noite de quarta-feira também improvisou rimas, literalmente de pernas para o ar, sobre um mantra de música electrónica patrocinado por Jari Marjamäki, um produtor finlandês radicado em Portugal. Mick acrescenta que, apesar do ambiente de esplanada e dos holofotes, não se perdeu a intimidade que povoa as sessões «dentro de portas».

 

A «poesia surrealista» de miúdos para graúdos


A organização admite que na noite da iniciativa o conceito de «slam poetry» - ou mesmo o de poesia sem competição e regras à mistura - chegou a um público mais vasto, incluindo crianças e idosos, pessoas que não se deslocariam a um bar depois da meia-noite para ouvir um poema que fosse.

 

Aliás, Vicente e o irmão, duas crianças que acompanhavam os pais num passeio pelo jardim, foram os protagonistas do «open mic» («microfone aberto»), um momento extra-competição, para quem quisesse apenas partilhar palavras, suas ou de outros. Da boca dos miúdos saiu «poesia surrealista» - como definiu Mengucci - alusiva a «uma galinha verde a ver o sol», a desejos interditos de ir viver para a China ou a um condutor de um autocarro que atropelou uma galinha só para a comer.

 

Foi, por sua vez, inspirado nas frases deste duas crianças - que se apoderaram do microfone várias vezes ao longo do serão - e de outras palavras partilhadas e «performadas» no Jardim da Estrela ao longo da noite passada, que Yaw Tembe, um sósia de 22 anos de Bob Marley, vindo directamente de Almada para se estrear numa sessão de «slam poetry», construiu, recorrendo à espontaneidade e à memória, o poema «Plágio», uma síntese das ideias e sonoridades que fixou das intervenções dos seus parceiros de microfone que lhe valeu a vitória na final.

 

O segundo lugar da edição fora de portas da "Poetry Slam Lisboa" foi conquistado pela italiana Paola d'Agostino, 36 anos. Esta escritora e professora no Instituto Italiano de Cultura trouxe à baila um poema em torno da expressão portuguesa «pouca-terra» e um outro sobre a expressão italiana «bunga-bunga». Sem tirar, nem pôr, foi assim que explicou a modalidade a um arrumador de carros recorrendo à poesia: «Olhe, para lhe dar uma ideia: É um ritual erótico pós-ceia, que em Itália virou prática política e já esgotou os argumentos da ética».

 

Uma habitué nestas andanças, a poetisa italiana compara esta experiência ao ar livre - uma novidade para si - com as várias participações em torneios de poesia entre paredes. «No caso de um jardim, ganha-se a companhia das árvores, um céu a mais, uma cumplicidade com a natureza. No início pode incomodar a exposição excessiva, a ideia de haver transeuntes, ouvintes casuais», mas, conclui, que «afinal é estimulante convencer as pessoas de que a poesia vale a pena, de que vale a pena ficar, abrir os poros da pele e estar disponíveis para a escuta».

 

Já Tatiana Paoli, 33 anos, outra italiana a residir e a trabalhar em Portugal, que veio acompanhar um amigo estreante como slammer esta noite - Bruno Dias, vindo da Charneca da Caparica, autor das perguntas retóricas como «e se fosses água/ quantas gotas juntarias?/ que montes rasgavas?» -, admite que a sensação de competição, inerente aos torneios de «slam poetry», lhe passou quase despercebida. Ao evento de poesia a céu aberto associou as ideias de «liberdade, comunhão e partilha de pensamentos e energias, versatilidade dos artistas e dos géneros de poesia e o abrir dos olhos para a multiculturalidade de Lisboa».

 

Via Público



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Quarta-feira, 06.07.11

 

O convite para este piquenique é assinado pelo Movimento 12 de Março (M12M), pelaAssociação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), pela CGTP/Interjovem e pelaJuventude Operária Católica (JOC).

 

Pretende-se que neste piquenique sejam discutidas iniciativas e formas de luta futuras para combater a precariedade no trabalho. Do programa fazem parte mesas redondas e debates, música e performances.

 

É já no sábado, a partir das 10 horas, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.

 

Via Arrastão



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Terça-feira, 05.07.11
Carros poluentes banidos da Baixa de Lisboa
A partir de hoje, os carros mais poluentes não podem entrar na Baixa de Lisboa, onde também estacionar é mais caro, para ver se os condutores optam por deixar o carro em casa.

O aumento do preço do estacionamento pretende fazer com que as pessoas pensem duas vezes antes de levar o carro para o centro da cidade, enquanto que a limitação da entrada de carros anteriores a 1993 e que não tenham entretanto adoptado um catalisador pretende que a avenida da Liberdade e a Baixa constituam a primeira Zona de Emissões Reduzidas (ZER) da cidade.

 

Na prática, trata-se de um sinal de sentido proibido, que permite excepções aos táxis, aos autocarros, aos residentes, aos veículos de emergência e de transporte de deficientes, aos veículos clássicos e aos veículos classificados com a norma Euro 1 ou superior.

 

José Marques, taxista, destaca que muitos «carros, de facto, são velhos, mas estão reparados e passam nas inspecções», pelo que não têm problemas de emissões, «senão, não passavam».

 

Para este taxista, o trânsito que entra pela avenida da Liberdade não é o que pior faz à qualidade do ar da Baixa e «um autocarro da Carris polui por 50 carros» de táxi.

 

«O senhor presidente da câmara fez aquele trabalho que fez, o ter metido os autocarros a passar pela rua do Arsenal e Praça do Comércio junto ao arco da Rua Augusta, isto foi a pior coisa que podia ter feito nesta cidade em termos de poluição. Poluem mais estes autocarros entre o Cais do Sodré e o Terreiro das Cebolas do que quantos carros sobem e descem a avenida da Liberdade e não só», afirmou.

 

Já Rui Santa considera exagerados estes limites, por causa das poucas condições económicas que os portugueses têm, e salienta que «não é do pé para a mão» que se pode mudar de carro.

 

Se fosse ele a mandar, dava «para aí um ano» às pessoas para se prepararem.

 

«Se vem uma pessoa que mora, por exemplo, em Aveiro ou em Coimbra e depois entra na Baixa sem se aperceber, é difícil. Numa altura em que tanto se fala na extinção de fronteiras, se calhar vamos ter de criar fronteiras à volta de Lisboa», sugeriu.

 

Tal como a novidade das restrições à entrada dos carros mais velhos, uma nova lista vermelha desenhada no asfalto da Baixa indica aos condutores que, se estacionarem, vão pagar o parqueamento mais caro da cidade.

 

A EMEL, a empresa municipal que gere o estacionamento, dividiu hoje a cidade em três zonas com preços de parqueamento diferenciados - a verde”, a “amarela” e a “vermelha”, sendo esta a mais cara.

 

Estacionar na zona vermelha, essencialmente no centro de Lisboa, custa 1,60 euros na primeira hora e está limitado ao máximo de duas horas.

«É muito elevado, mas como não conheço bem Lisboa, tenho de pagar. Não tenho sítio para por o carro, não conheço bem a cidade, posso ser multado, tenho de pagar», considera Hélder Diniz da Silva, que veio hoje de Alcobaça à capital, enquanto olha surpreendido para o bilhete, porque «um euro só dá para pouco mais de meia hora».

 

Por seu lado, Mário, que desde há dois anos se desloca de bicicleta, tem a solução para todos estes problemas, porque nem polui, nem paga estacionamento.

 

«O povo deveria andar de bicicleta. O país está em crise, é mais económico, fazemos preparação física e dá-nos saúde», defende este desempregado, realçando que todas as medidas que evitem a poluição do ar são boas.

 

Via Sol



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Sexta-feira, 01.07.11
Festival começa esta quinta-feira
Festival começa esta quinta-feira (Daniel Rocha/arquivo)

A terceira edição do Festival ao Largo, organizado pelo Opart (entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado) tem início hoje, às 22h00, com um programa centrado no imaginário das 1001 Noites, composto por árias de Mozart, Verdi, Dvorák, Bizet e pela emblemática Scheherazade, de Rimsky-Korsakov.

 

A interpretação cabe à Orquestra Gulbenkian, dirigida por Martin André, e à cantora Susana Gaspar. Actualmente membro do National Opera Studio, em Inglaterra, esta jovem soprano portuguesa encontra-se entre os cinco cantores, seleccionados entre mais de 300 candidatos, que a partir de Setembro passam a integrar o prestigiado Estúdio Jette Parker, da Royal Opera House de Londres.

Pelo palco ao ar livre do Largo do Teatro de São Carlos, em Lisboa, passarão até dia 31 de Julho 19 espectáculos de acesso gratuito com dez programas musicais diferentes e duas propostas ao nível da dança a cargo da Companhia Nacional de Bailado: Uma Coisa em Forma de Assim, obra criada por nove coreógrafos portugueses com música de Bernardo Sassetti (27 e 28 de Julho) eNoite de Ronda, de Olga Roriz (dias 30 e 31).

No plano musical destaca-se o miniciclo Diálogos, Pianos & Percussão com a participação dos pianistas Artur Pizarro e Vita Panomariovaite e dos percussionistas Elizabeth Davis e Richard Buckley na interpretação da magnífica Sonata para dois pianos e percussão, de Bela Bartók (dia 13) e o diálogo entre Mário Laginha, Bernardo Sassetti e os percussionistas Elizabeth Davis e Pedro Carneiro num programa que inclui a estreia absoluta dePercussionistas IV, peça da autoria dos próprios pianistas.

A Orquestra Gulbenkian, dirigida por Pedro Neves, volta a actuar no dia 2 (com as obras Pulcinela, de Stravinsky, e O Amor Bruxo de Falla) e a Orquestra Sinfónica Portuguesa apresenta ao longo do festival os programas Estrelas e Planetas, Baile Vienense e Noites de Ópera: Grandes Aberturas. Este último complementa a apresentação do dia 19 do Coro do São Carlos dedicada a coros de óperas famosas.

À Orquestra Metropolitana de Lisboa (dirigida por Cesário Costa) cabe a Noite Italiana dos dias 9 e 10 de Julho (com obras de Rossini e Respighi e a Sinfonia Italiana, de Mendelsshon) e as músicas do mundo encontram-se representadas pelo Ensemble Tuva, oriundo da Rússia e especialista no canto difónico, técnica que permite a emissão conjunta de dois sons pelo mesmo cantor (4 e 5 de Julho).

 

Via Público



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Terça-feira, 28.06.11

Cerca de 200 ciclistas participaram na primeira World Naked Bike Ride de Lisboa, para promover o uso da bicicleta na cidade, mas não houve nudez porque a polícia não deixou.

 

Cerca de 200 ciclistas em trajes menores participaram hoje na primeira World Naked Bike Ride de Lisboa, com partida do Parque Eduardo VII, para promover o uso da bicicleta na cidade, como uma forma de proteger o ambiente.

"Este evento não é uma corrida, nós estamos aqui a manifestar-nos em prol da utilização da bicicleta como meio de transporte, em defesa do ambiente", disse hoje à Lusa Pedro dos Santos, organizador em Portugal da iniciativa, que nasceu em Espanha com o grupo Manifestación Ciclonudista e no Canadá com os Artists For Peace. A primeira corrida realizou-se em 2004 em vários países.

"Censurada"

Como a lei portuguesa proíbe a nudez integral, tal como recordou um agente do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, antes do início do passeio, que terminará junto à Torre de Belém, os participantes foram aconselhados a manter vestida a pouca roupa que envergavam, na maioria calções de banho ou de ciclismo, embora houvesse também kilts escoceses e mesmo um "top" de cartão onde se lia a palavra "censurada".

"Esta manifestação tem por base a World Naked Bike Ride, que é uma manifestação de sensibilização para o uso da bicicleta em que as pessoas vão nuas ou podem ir nuas. Aliás, o lema é 'As bare as you dare' [tão despido quanto se atrever] e serve para mostrar a vulnerabilidade do ciclista face ao automóvel", disse à Lusa Ana Brutt, que ajudou a organizar este evento e trazia escrita nas costas a frase "Obsceno é o trânsito".

"Também tinha medo das colinas"

Para Pedro dos Santos, que congregou os presentes gritando palavras de ordem como "Viva a bicicleta!" e "Viva o ambiente!" e trazia nas costas o desenho de um homem, seguido do sinal de mais e de uma bicicleta: homem mais bicicleta é igual a "máquina perfeita" e "menos CO2", a bicicleta é o meio de transporte ideal para se deslocar em Lisboa, apesar de esta ser conhecida como "a cidade das sete colinas".

"Eu ando de bicicleta em Lisboa há cerca de dois anos, três anos, comecei com uma bicicleta pequenina e comecei com muito medo, também tinha medo das colinas, mas se não formos por aquele caminho que nós conhecemos que é mais rápido e formos dar uma volta um bocadinho maior, vemos que não subimos colina nenhuma ou subimos de uma maneira mais suave", observou.

"O maior problema de Lisboa são os carros e a falta de condições para bicicletas"

"É super-possível -- também não há vergonha nenhuma em apearmo-nos da bicicleta e levarmo-la à mão -- e temos uns ótimos transportes públicos, que nos deixam levar a bicicleta, alguns com horários específicos, mas deixam levar a bicicleta de forma gratuita. Portanto, não há razão para não se andar de bicicleta: faz bem à saúde, faz bem ao stress, faz bem a tudo", defendeu.

Ana Brutt está de acordo e aponta alguns aspetos da cidade que podem ser melhorados para facilitar a circulação dos ciclistas, dizendo que o maior problema "não são as colinas e a velocidade".

"O maior problema de Lisboa são os carros e a falta de condições para bicicletas: não há ciclovias, não há estacionamentos e há uma enorme falta de civismo por parte dos automobilistas", enumerou.


Veja a fotogaleria:

 

 


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Sábado, 25.06.11
descrição

 

As festas e Verão rimam sempre bem com as sardinhas. Mas nem sempre elas estão no ponto quando o freguês mais as deseja. Ainda assim, fomos à procura dos melhores lugares para saborear a santa sardinha. Na altura do nosso percurso, não tivemos muita sorte. Mas é ir provando e, se for caso disso, saber esperar. Para já ou para depois, escolhemos dez restaurantes por Lisboa e Porto com fama de as terem como manda a tradição.


Em busca da melhor sardinha

por Duarte Calvão 11.06.2011
Antes das festas do Santo António de Lisboa, Duarte Calvão foi à procura dos melhores lugares na capital para as sardinhas. Não ficou muito satisfeito com a qualidade das ditas mas já se sabe que ela vão melhorando ao longo do mês. Eis cinco restaurantes para pôr a sardinha à prova. 

 

A Norte dizem que "boas, boas, só lá para o S. Pedro"
por José Augusto Moreira 11.06.2011
Andam em cardumes à superfície e dizem que as melhores são as que vêm das águas frescas do Atlântico. É talvez por isso que, esta temporada, as sardinhas se têm feito esperar mais do que o habitual. A "culpa" é das correntes cruzadas, que dizem ser fruto das alterações climáticas. Mas não há festas nem Verão sem sardinhadas. Fomos atrás da sardinha pelo Norte. 

 

Via Fugas

 

 



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Sexta-feira, 24.06.11
Pedalar nu, ou não pedalar nu eis a questão
A decisão sobre manifestantes pedalarem completamente nus pertencerá no domingo à PSP, mas a organização da primeira World Naked Bike Ride Lisboa (Passeio Nu Mundial de Bicicleta - WNBR) mantém o lema: «Vem pedalar o mais nu que conseguires!».

Pedro dos Santos, da organização, relatou à Lusa que a autorização do Governo Civil de Lisboa foi dada até porque legalmente não se podem impedir manifestações.

 

Mas estando em causa nudez pública há outros quadros legais a ter em conta e por isso a PSP «terá de decidir no dia e no momento conforme as condições envolventes».

 

Entre essas «condições» pode estar uma queixa de um cidadão, exemplificou o impulsionador da iniciativa, que não deixou de sublinhar que o mais importante é passar a mensagem ambiental e de que é possível usar bicicleta como meio de transporte nas cidades.

 

«Vamos o mais nus que pudermos: de fato de banho ou de lingerie», ou seja, situações que já se repetiram em Espanha, no México ou mesmo na Grécia, no passado fim-de-semana.

 

Na rede social Facebook, a WNBR de Lisboa tem 400 seguidores, 74 pessoas com a presença confirmada, mas Pedro dos Santos prefere dar cerca de 60 participantes como garantidos.

 

«No Brasil, a primeira WNBR, há oito anos, teve dois participantes», lembrou.

 

O ponto de encontro será a Praça Marquês de Pombal, pelas 15e30, e a partida cerca de uma hora depois em direcção a Belém.

 

A hora de ‘intervalo’ servirá para concentrar participantes, que podem pintar no seu corpo as mensagens que queiram transmitir em prol do ambiente.

 

A iniciativa nasceu em Espanha com o grupo Manifestación Ciclonudista e no Canadá com os Artists for Peace.

 

Em 2004 realizou-se a primeira WNBR em vários países a 12 de Junho, uma data que nem sempre se manteve ao longo dos anos.

 

A primeira edição em Portugal esteve inicialmente prevista para 5 de Junho, mas a marcação de eleições legislativas e a proibição legal de manifestações nesse dia levou ao adiamento para domingo.

 

Via Sol



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Domingo, 19.06.11
Sete parques de estacionamento integram o acordo
Sete parques de estacionamento integram o acordo (Pedro Cunha)

Foi preciso esperar nove meses para a Carris e o Metropolitano de Lisboa chegarem a um acordo sobre a repartição das receitas de um novo título de transporte, que vai integrar estacionamento e utilização de transportes colectivos. "É um passo de gigante que foi tirado a ferros", considera o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa.

 

O título Carris/Metro/Parque 30 dias vai custar 49 euros e permitirá estacionar nos parques aderentes - por enquanto sete da EMEL e três da Empark (Colégio Militar, Sete Rios, Álvaro Pais, Biblioteca Nacional, Universidade, Campo Grande, Areeiro, Estação do Oriente, Docas e Alvalade XXI) - e seguir viagem até ao centro de Lisboa num autocarro ou no metro. Segundo ficou acordado, aquele valor pode ser actualizado "ainda no decurso de 2011, por força de alterações tarifárias que venham a ser decididas pelo Governo". 

O protocolo que previa a criação deste título foi assinado em Setembro de 2010, mas só nesta sexta-feira se deu o passo que faltava para o tornar uma realidade. Naquele que foi um dos seus últimos actos como secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca promoveu a assinatura de uma adenda, na qual se diz como serão distribuídas pelos operadores de estacionamento e transporte as receitas arrecadadas. A expectativa do vereador da Mobilidade da capital é que este sistema de park&ride esteja a funcionar "em pleno" a partir de Setembro, embora seja possível que arranque em alguns estacionamentos municipais antes disso. "Estão resolvidas as questões política, técnica e financeira. Agora só falta a vontade de os operadores porem isto a funcionar", conclui Nunes da Silva. 

Questionado sobre a adesão esperada ao novo título, o autarca é prudente: "Isto vai começar devagarinho." Ainda assim, Nunes da Silva admite que a crise económica (que já fez baixar em dez por cento o tráfego nas principais vias de Lisboa) pode ser "um factor de aceleração muito grande" para convencer mais pessoas a utilizar o park&ride.

 

Via Público



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Sexta-feira, 17.06.11

 

Participar na Marcha do Orgulho LGBT de amanhã é defender a igualdade de direitos, é combater a homofobia descarada ou aquela que começa com um "eu não tenho nada contra gays mas...", e é, para mim, antes de tudo, bater-me pela liberdade. A dos gays, a das lésbicas, a dos bis, a dos heteros e a dos outros todos. A marcha do orgulho LGBT é isso mesmo: uma festa de liberdade. Ou como gritava o José Mário Branco, um "quero ser feliz, porra!" Em Lisboa, a concentração é no Príncipe Real, às 16h30, e a marcha começa às 17h. É para todos. Inspirando-me no número de Neil Patrick Harris, na abertura dos Tony Awards deste ano, isn't just for gays anymore! Para dizer a verdade, nunca foi.

 

 

 

Via Arrastão



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Quinta-feira, 02.06.11
A nova estufa fria em Lisboa
Pequenas selvas de plantas tropicais, lagos e grutas e ainda uma varanda privilegiada para o lago dos patos. Eis a renovada Estufa Fria, reaberta em Abril após mais de dois anos de obras. Passeámos guiados por um grupo de crianças do Jardim Infantil Pestalozzi. No final, opinião unânime: gostaram "de tudo", mas, curiosamente, os cactos ganharam aos pontos.


"Podemos ir à ilha?" Começámos a visita pelo corredor exterior da estufa, com vista para o grande lago do Parque Eduardo VII. As treze crianças dirigiram-se imediatamente para a varanda de pedra sobre a água, onde diferentes espécies de patos nadavam indiferentes. No centro, existe uma pequena ilha e o primeiro impulso dos rapazes foi tentar lá ir, mas não é permitido. Fernando Antunes, um dos educadores, tenta antes mostrar-lhes o pavão, que exibe as suas penas coloridas na outra margem do lago.

Um pequeno desvio inicial, pelo buraco lateral da rede, junto à entrada. Mas o objectivo era conhecer a Estufa Fria e por isso não demorámos a continuar o percurso. A manhã foi destinada a uma visita de estudo informal, sem guia ou panfletos, e para ser feita ao ritmo do interesse das crianças, de cinco e seis anos, e através da orientação dos dois professores que as acompanhavam. Era um passeio habitual do Jardim Infantil Pestalozzi, situado na zona do Campo Grande, em Lisboa, e todos os anos um grupo de meninos vinha conhecer o local. Agora podem retomar as visitas e são dos primeiros a redescobrir a Estufa Fria, reaberta ao público no final do mês de Abril, depois de estar encerrada para obras desde 2009.

É um espaço grande e é preciso ter a cabeça quase completamente virada para cima para ir descobrindo o tecto de ripinhas de madeira. Por baixo dele, uma pequena selva luxuriante de plantas altas, arbustos verdejantes e pequenos lagos interiores. Parece que estamos numa minifloresta e a imaginação não demora muito a levantar voo: há quem tenha avistado papagaios (que afinal eram as calças cor-de-laranja dos jardineiros que cortavam plantas do outro lado da estufa) ou mesmo um tigre (na verdade um pequeno gato).

Para tristeza de muitos, a estufa não alberga nenhum animal de grande porte ou exótico, mas é habitual ver um pato a passear à nossa frente ou a nadar num dos lagos, de cabeça para baixo e rabinho para o ar, como na música infantil. Existem ainda diversas espécies de peixes e algumas tartarugas, mas a particularidade deste cantinho perdido de Lisboa não são os animais. São as plantas que, neste espaço "encaixado na encosta do Parque Eduardo VII e virado a sul", encontram condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Aqui, podemos apreciar o feto arbóreo-da-tasmânia (Dicksonia antárctica), camélias japonesas (Camellia japonica), estrelícias de cor esbranquiçada vindas da África do Sul (Strelitzia nicolai) ou diferentes espécies de azáleas, para nomear só algumas. No total, são mais de 300 espécies, divididas pelos microclimas das três estufas.

A maior é a Estufa Fria, que dá nome a este espaço particular de Lisboa, mas, tal como explica Fernando Antunes: "Lá em cima, aquela parte toda em vidro, é uma estufa dentro da estufa." Na verdade são duas - a Quente e a Doce - que mais tarde fizeram sucesso entre as crianças. A Estufa Fria não utiliza qualquer sistema de aquecimento e é por isso que é fria, ao contrário das outras duas, de cobertura de vidro, onde a temperatura é muito mais elevada. Na fria não. A temperatura é amena, proporcionada pelo seu tecto de ripas de madeira, que deixa passar a água da chuva, protege as plantas do frio no Inverno e do calor no Verão e condiciona a intensidade da luz, proporcionando o seu prezado ar sombrio. Este perdeu-se um pouco com as obras, que tornaram o local um pouco mais iluminado. Mas será sol de pouca dura: "com a colocação do ripado lateral, a entrada da luz será diminuída", esclarece João Camolas, assessor de imprensa do vereador responsável pelos espaços verdes de Lisboa, Sá Fernandes.

As plantas são a atracção principal da estufa, mas o espaço tem vários recantos peculiares que contribuem para a sua atmosfera única e que fazem as delícias das crianças. O lago junto à nave tem um caminho de pedras que permite atravessá-lo, o outro tem uma pequena ponte de pedra. Existem também várias reentrâncias nas paredes - pequenas grutas, com estalactites, cascatas e pequenos lagos ou fontes. A estufa está localizada numa antiga pedreira de basalto - que deixou de funcionar quando foi encontrada uma nascente de água que comprometia a extracção da pedra. Estes pequenos nichos, os caminhos e a escadaria de pedra cinzento-escura são um legado desses tempos.

Estufa Quente e Cactos doces

"O ar parece que está molhado, não é?", pergunta Fernando Antunes. A Estufa Quente tem um clima totalmente diferente da primeira e, ao entrar, apanha-nos desprevenidos no seu torpor. A mudança é radical e repentina: apenas um passo nos separa entre o fresco da Estufa Fria e o calor e humidade (quase insuportáveis no início) da Estufa Quente. É mais pequena, apesar de mais espaçosa, parte dela ocupada por uma subida em ziguezague, sem destino, no lado oposto à entrada. Nela, estão instaladas plantas de clima tropical, como o cafeeiro (Coffea arábica), a mangueira (Mangifera indica), a bananeira (Musa spp.) ou a cana-de-açúcar. Existem também alguns lagos, pequenas grutas e cascatas. E numa sala lateral muito pequena fica a Estufa Doce: a casa dos cactos e de muitos espinhos.

"Todos em fila de um." "Ninguém toca em nada." "Não se empurrem." À entrada, os avisos foram tantos que até houve quem ficasse com arrepios, mas aquele acabou por ser o espaço preferido de todos. Tem uma colecção vasta de espécies, tendo em conta o tamanho do espaço, com cactos de todas as formas e feitios: com espinhos afiados, outros que parecem revestidos de "pêlo macio" (Cleistocactus straussii), outros quase sem picos ou com formas engraçadas. "Este é a cadeira da sogra. Alguém se quer sentar?", brinca Fernando Antunes, enquanto aponta para um Echinocactus grusonii, mais conhecido por cadeira-de-sogra devido ao seu formato semelhante a um banco, mas coberto por espinhos afiados.

No final da visita todos gostaram "de tudo" mas, curiosamente, depois de cerca de duas horas envoltos em plantas, as únicas nomeadas preferidas, e quase por todas as crianças, foram os cactos. Mas Sofia, de seis anos, fez o resumo mais completo: "Eu gostei mais da parte em que havia flores, e da parte em que havia os cactos e também gostei da parte em que havia água e muitos sítios para sentar." Alguns estavam cansados, outros com fome. Mas quando viram o parque infantil ali tão perto, nenhum resistiu a mais uns minutos de brincadeira.

Estufa renovada

Em 2009 foi detectado o colapso eminente da estrutura da Estufa Fria. O local foi encerrado e as obras começaram, tendo sido "substituídos os pilares de sustentação da cobertura e restaurado o ripado de madeira", explica João Camolas, assessor de imprensa do vereador Sá Fernandes, tutelar dos Espaços Verdes de Lisboa. Já sem perigo para a segurança dos utentes, a Estufa reabre agora ao público, mas as obras ainda não estão terminadas. 

"Entretanto foram identificadas outras necessidades", como a colocação de vedações laterais, a conservação do edifício da bilheteira; a intervenção nas estufas Quente e Doce e ainda a criação de um percurso pedonal adaptado a necessidades especiais. A nave, localizada no fundo da Estufa Fria e usada durante vários anos como teatro municipal, também vai sofrer intervenções, estando "a ser preparado um concurso para a sua concessão, como espaço para restauração e eventos, tendo como contrapartida a construção de um Centro de Interpretação". Nesta acção de renovação do espaço lisboeta, está ainda pensada a "identificação de espécies, com destaque de alguns exemplares, o desenvolvimento de um projecto educativo para o público escolar e a produção de suportes informativos".

Estufa Fria
Parque Eduardo VII, Lisboa
Tel.: 213882278
Horário: diariamente das 9h00 às 18h00 (última entrada: 17h30). Encerra a 1 de Janeiro, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Preço: de momento a entrada é gratuita (o pagamento de bilhete, no valor de 3€ está previsto para breve, mas ainda sem data definida)

 

Via Público



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Sexta-feira, 27.05.11
A estátua de D. Pedro IV encheu-se de cartazes de protesto
A estátua de D. Pedro IV encheu-se de cartazes de protesto (Foto: Rafael Marchante)

O dia está cinzento e a chuva em nada convida a grandes ajuntamentos ao ar livre. As pessoas passam apressadas no Rossio. Escondem-se debaixo de ombreiras. Tapam o cabelo com um saco improvisado. Compram um chapéu-de-chuva barato, de última hora. Tentam não enfiar as sandálias abertas em grandes poças. Mas, mesmo assim, não resistem a uma paragem junto à estátua de D. Pedro IV. Os que vêm equipados com uma máquina, sobretudo os turistas, tentam uma fotografia. E mais outra. É impossível não reparar nas tendas, mesas, sofás e centenas de cartazes ali colocados. Há quem critique. Os mais curiosos aproveitam para falar com os 30 ou 40 jovens que estão aqui a passar o dia e a explicar a quem quiser o que os motiva e o que os faz resistir, até ao mau tempo.

Pedro Murteira, 26 anos, é um deles. O protesto começou na passada quinta-feira e Pedro tem estado sempre aqui, tirando uma ida ou outra a casa para tomar um banho. Esclarece desde o início que fala em nome individual. Aliás, como todos que aqui estão. “Não estamos aqui por ideologias ou para convencer alguém. Para falar em nome dos outros já temos os partidos. Viemos para uma praça no centro de Lisboa precisamente para que as pessoas tragam a sua voz e para que percebam que a rua é nossa e que não serve só para irmos a caminho do trabalho”, justifica.

A assembleia popular das 19h00

Durante o dia as conversas são mais informais e limpa-se o local com vinagre, cujo odor penetra o mais fundo que pode nas vias respiratórias de quem ali está. Há tempo para uma aula de yoga ao ar livre e para uma bancada com comida para todos os que quiserem repor energias. Partilha-se sopa, arroz, fruta, leite... o que houver. Umas coisas são trazidas pelos que aqui estão concentrados. “Mas também há pessoas solidárias que nos têm oferecido coisas”, conta. O momento alto do dia acontece às 19h00 quando se juntam umas 300 pessoas. É a esta hora que se cria uma reminiscência da polis grega e é então feita uma assembleia pública onde todos são convidados a intervir, a dar ideias, a denunciar problemas actuais. Ou simplesmente a contarem a sua história, em jeito de catarse colectiva.

 

Via Público



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Quinta-feira, 26.05.11
5ª edição do Princípe Real LIVE promete Noites Mágicas para o fim-de-semana
O Príncipe Real - um dos bairros mais elegantes da cidade de Lisboa - acolhe a partir de hoje a 5ªedição do Príncipe Real LIVE.

Durante três dias, este que é um bairro nobre da cidade, enche-se de mais vida e em cada esquina vai haver arte, luz, movimento e animação.

Este ano o mote da iniciativa é a «magia, a ilusão, o fantástico e o feitiço» reunidos em três 'Noites Mágicas' que se prolongam entre as 11 e as 24 horas.

 

Da Rua D. Pedro V à Rua da Escola Politécnica e ruas perpendiculares, estará à disposição dos participantes um grande e variado leque de acções e eventos organizados pelos lojistas.

 

À semelhança do que já se tem vivido nas passadas edições, para estas 'Noites Mágicas' estão guardados inúmeros segredos: exposições de arte, joalharia e design, degustações, performances de tango e muitos outras iniciativas.

 

A programação está disponível em:http://www.facebook.com/event.php?eid=207571642984

 

Via Sol



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Sexta-feira, 06.05.11

Bang! Bang! Estás morto, de sedução

 

Bang Bang canta Dalida em "Les Amours Imaginaires", de Xavier Dolan. Tiros para fazer o espectador sucumbir à sedução. É no S. Jorge. À mesma hora, na Culturgest, as manobras do terrorista "Carlos", de Olivier Assayas, para conquistar o mundo. Bang! Bang! Sucumbimos nós

 

Quem suspeita dos sedutores - escrevia-se no número de Outubro de 2010 dos antigamente mais insuspeitos Cahiers du Cinéma - "não pode deixar de sucumbir, lógica paradoxal, à overdose de sedução". Bela desculpa, pois claro, e a revista francesa sucumbiu - bang! bang!, estás morta, de sedução. Passou as quatro páginas seguintes a justificar-se, apoiando-se e refugiando-se no desequilíbrio da coisa: o parfois émouvant, parfois agaçant, en équilibre entre les deux.

A "coisa" aqui, às vezes "comovente", às vezes "irritante", é a obra de Xavier Dolan, 22 anos. Sim, "a obra", pois que os seus dois filmes já são lidos como edifício: J'ai Tué Ma Mère - o "ai Jesus" da Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2009, filme que Dolan escreveu quando tinha 17 anos - e Les Amours Imaginaires, filme que abre quinta-feira, às 21h30, no S. Jorge, o IndieLisboa.

Thierry Fremaux, o director artístico de Cannes, festival que tem estado a fabricar Dolan, tem a certeza que o quebequense Xavier, que, antes de realizar filmes, foi child actor (aos quatro anos), veio para ficar. É preciso, primeiro, que abandone o campeonato do cool.

O que tem seduzido alguns, para além do cabelo ao alto, dos óculos, da arrogância juvenil (a juventude continua a ser questão) é a iconoclastia - pós-queer?- de um jovem homossexual que interpreta jovens homossexuais sem fazer guerrilha. Ele já disse: "Não dizemos que há filmes judeus ou filmes heterossexuais" por isso não faz sentido estar a identificar filmes homossexuais. Bem visto.

Há um humor ácido nos filmes, também, isso não é pouca coisa. Será do Quebec? Cinematograficamente é que a coisa não escapa ao banal.

J'ai Tué Ma Mère, catarse da relação do próprio Xavier com a mãe, era uma exibição de histeria juvenil. Entre o émouvant e o agaçant, vencia o segundo. Era nesse filme que a personagem de Dolan dizia qualquer coisa como: "Párem de me comparar às crianças da minha idade, não sou como elas." O filme é isso: exibição de uma afectação, o sobredotado.

Em Les Amours Imaginaires temos fragmentos de um discurso amoroso, mas sem discurso. Xavier e uma amiga (Monia Chokri) estão mais apaixonados pela paixão do que pela estátua (Niels Schneider) que desejam. E que, quando lhes aparece à frente, parece aquele pedaço de As Virgens Suicidas em que irrompe o objecto de fascínio das irmãs Lisbon. Mais outro caso, como o de Sofia Coppola, em que o parfois superficial pode ser lido parfois como um filme de superfícies?

Les Amours Imaginaires não é um filme sobre um triângulo amoroso, é um filme sobre um duelo por um objecto de desejo, disse o realizador. Música e câmaras lentas. Bang Bang cantado não por Nancy Sinatra, mas por Dalida, ainda The Knife, Bach, cores garridas, pedaços de Wong Kar-wai, de Almodóvar, de Bertolucci, e um vazio no fim da acumulação. Mas Xavier Dolan é arguto. Como se se espantasse com o olhar dos outros, tem-se fartado de dizer que não tem muito para dizer ainda, porque não viveu muito. "Sinto que não devo ouvir as críticas positivas e negativas. Às vezes acho que as pessoas são demasiado duras para mim e outras vezes acho que são demasiado indulgentes", disse numa entrevista. Deviam ouvi-lo.

No final de Les Amours Imaginaires o desejo do desejo renova-se com o aparecimento de Louis Garrel. Devia ser o intérprete do próximo filme de Xavier Dolan, mas desvinculou-se. É Melvil Poupaud que, em Laurence Anyways, vai interpretar um homem que muda de sexo - e convence a mulher a continuar a amá-lo(a).

Fim das ideologias

A sedução é também a arma do terrorista Carlos: o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez - assim chamado em homenagem a Lenine -, conhecido como Carlos, o Chacal. Inimigo público nº 1 nos anos 1970, quando abraçou a causa da Frente Popular de Libertação da Palestina, cumpre pena perpétua numa prisão francesa pelas suas actividades. O filme, Carlos, que chega às salas portuguesas em Junho, é um tour de force de um cineasta habitualmente frágil e íntimo, Olivier Assayas, que aqui se aventura pela História, olhando para o revolucionário e

ou mercenário, para a "estrela" do terrorismo, de forma frágil e íntima. É um pedaço da história do século XX em mais de duas horas e meia, a versão televisiva ultrapassa as cinco horas e meia, é o relato do fim das ideologias, das utopias, bombas, tiros e etc, mas o assalto às instalações da OPEC, em Viena, em 1975, por exemplo, é reconstituído com quem descreve actos e feitos do quotidiano e não cenas de um filme de acção.

É, sobretudo, uma história sobre o narcisismo de um corpo: Carlos - outro tour de force, o do actor venezuelano Edgar Ramirez - e a sua estratégia de sensualidade, as mulheres como as armas, para chegar ao topo. Ao som de Dreams Never End, dos New Order, frente ao espelho. Bang! bang!, aqui sucumbimos nós, na Culturgest, quinta, às 21h15.

"Les Amours Imaginaires", de Xavier Dolan, Cinema S. Jorge, quinta, às 21h30
"Carlos", de Olivier Assayas, Grande Auditório da Culturgest, quinta, às 21h15

 

Via Público



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Quarta-feira, 04.05.11
Museu Colecção Berardo abriu em 2007
Museu Colecção Berardo abriu em 2007 (Enric Vives-Rubio)
O Museu Colecção Berardo, em Lisboa, é o 50º mais visitado no mundo, segundo a lista divulgada pelo “The Art Newspaper” em relação ao ano de 2010.

Com 964.540 visitas, o museu lisboeta registou um crescimento significativo em relação ao ano anterior, 2009, subindo 25 lugares no top dos 100 museus mais visitados do mundo. Para trás ficaram museus tão conhecidos como o Guggenheim de Bilbao, o Museo Thyssen-Bornemisza, em Madrid, o Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, o Centre Pompidou Metz e a Tate de Liverpool.

Nos primeiros lugares da lista aparecem o Museu do Louvre, em Paris, com 8,5 milhões de visitas, seguido do pelo British Museum, em Londres, com 5,8 milhões e o Metropolitan, em Nova Iorque, com 5,2 milhões de visitantes.

O Museu Colecção Berardo foi inaugurado em 2007, depois de o Estado português ter acordado com o comendador e coleccionador madeirense Joe Berardo a cedência gratuita das obras da sua colecção privada, 862 peças, avaliadas em 316 milhões de euros pela Christie's em 2006. 

Na altura, foi criada a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea da Colecção Berardo, cujo contrato prevê a cedência sem custos do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém para fixação do museu até 2016, ano em que o Governo terá a opção de compra da colecção. Só então as obras poderão ser classificadas como património nacional. Desde Abril, o historiador de arte Pedro Lapa é o director artístico do museu.

Da inauguração até ao final de 2010, o museu, que mantém uma política de entradas gratuitas, mostrou 37 exposições e a fundação que o gere adquiriu cerca de 200 novas obras de arte. Factores que terão contribuído directamente para a subida no número de visitas.

 

Via Público 



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Terça-feira, 03.05.11
Aqueduto das águas livres, Lisboa subterrânea e vista das alturas
O Aqueduto das Águas Livres está, desde 22 de Março, novamente reaberto ao público. A Fugas foi fazer a travessia do Vale de Alcântara e, como ficou com sede de mais, fez também uma visita guiada pelo Reservatório da Patriarcal

Às 15h00 em ponto, quando estávamos a entrar no jardim que dá acesso ao Aqueduto das Águas Livres, em Campolide, o tempo traiu-nos e começou a chover. Fomos na mesma. Esteja o tempo que estiver, a vista é sempre única. Mas quando os dias soalheiros vingarem é que deve ser bom passear a 65 metros de altura. Desde 22 de Março, o Aqueduto das Águas Livres, monumento nacional, está novamente aberto ao público, depois de um período de cerca de ano e meio encerrado para obras de requalificação e de manutenção. É a maior obra de engenharia hidráulica construída em todo o mundo durante o século XVIII. 

O aqueduto foi mandado erguer pelo Rei D. João V, com o objectivo de pôr fim ao problema da falta de água em Lisboa. O projecto foi de Manuel da Maia, e o sistema - o primeiro da cidade - abasteceu Lisboa, através de uma rede de chafarizes, a partir de 1748. 

Se contarmos com os aquedutos que convergem com o principal, tem 58 quilómetros. O Aqueduto das Águas Livres propriamente dito - a travessia do Vale Alcântara -, tem 35 arcos, um dos quais o maior do mundo, com 65 metros de altura. É a esta distância do chão que pode, agora, voltar a passear.

Era desta altura também que o célebre assassino Diogo Alves atirava as suas vítimas, depois de as assaltar. Entre 1836 e 1839, houve tantas mortes - entre 30 a 40 pessoas terão morrido - que se chegou a pensar ser uma vaga de suicídios. Como o aqueduto servia de passagem pedonal para atravessar a cidade, o assassino escondia-se nas galerias e atacava. Diogo Alves só foi, porém, apanhado em 1840, por um outro crime, que decorreu durante um assalto à casa de um médico. Foi, por isso, sentenciado à forca, tendo sido o último condenado à morte em Portugal. Diante de tanta malvadez, os especialistas da época resolveram decepar-lhe a cabeça para a estudar e, ainda hoje, ela está conservada, num recipiente de vidro, no Museu de Medicina da Universidade de Lisboa.

O aqueduto, com origem no Vale de Carenque, é composto por um sistema de recolha e transporte de água que inclui a travessia do Vale de Alcântara, colectora de todas águas captadas no terreno, e por um conjunto de ramais subsidiários. 

É um complexo sistema que está também ligado ao Reservatório da Mãe d"Água, nas Amoreiras, construído entre 1746 e 1834, segundo planos de Carlos Mardel. A partir desta cisterna, a água era conduzida aos diversos chafarizes e fontanários da cidade através de um sistema de cinco galerias principais. 

A galeria do Loreto é uma delas. Com uma extensão de 2835 metros, alimentava importantes chafarizes, entre os quais o de São Pedro de Alcântara e o do Loreto (que se situava no actual Largo do Chiado, mas já foi demolido). O traçado desta galeria desce da Mãe d"Água das Amoreiras em direcção ao Largo do Rato, segue pelas ruas da Escola Politécnica, D. Pedro V e Misericórdia e termina no Largo de São Carlos. Está ligada ao Reservatório da Patriarcal. 

Este reservatório, construído entre 1860 e 1864 sob o projecto do engenheiro-inspector francês Mary, situa-se no subsolo do Jardim do Príncipe Real, e está também ligado ao Aqueduto das Águas Livres. Foi igualmente alvo de uma intervenção da responsabilidade da EPAL, com um projecto da autoria do arquitecto Varandas Monteiro. Para além de poder acolher actividades culturais, como concertos e exposições, passou também a poder ser visitado.

Todos estes núcleos, ligados ao antigo sistema de abastecimento de água de Lisboa, fazem hoje parte do Museu da Água.

 

Ver resto da noticia no Público



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Domingo, 17.04.11
Melhor pastel de nata de 2011 vem de Belém
 
O melhor pastel de nata de 2011 vem de uma pastelaria de Belém, assegurou hoje o júri do concurso realizado no festival Peixe em Lisboa.

O presidente do júri, Virgílio Gomes, disse que nenhum dos 15 bolos provados esta tarde se «distinguiu pela negativa», mas «neste momento o melhor é da Chique de Belém».

Explicando como se chega ao melhor, o também especialista em gastronomia explicou que cinco minutos a menos no forno ou o transporte podem ser suficientes para decidir o pódio .

«Esta é uma arte efémera, nós destruímos os pastéis de nata para os comer. Um ícone da doçaria», afirmou.

A primeira avaliação é feita com um toque inicial. «Temos de sentir a massa e não é a mesma coisa fazê-lo com os dedos e com a boca».

Depois é feita a análise ao creme, desde o gosto à textura e finalmente o aspecto geral.

Sobre as dúvidas de leigos em pastéis de nata, o especialista referiu que não são as manchas escuras que podem decidir.

«Podem ficar escuros porque o forno estava forte demais, mas mal cozidos», notou.

A distinção deste concurso numa anterior edição do prémio valeu o aumento de produção de 600 para 2.000 pastéis de nata diários numa pastelaria da baixa pombalina.

O sócio gerente da Chique de Belém, Fernando Ferreira, também espera dar mais trabalho aos seus quatro pasteleiros, que, em média, fazem mais de mil euros por dia.

Aos sábados e no verão, a pastelaria vê subir a procura sobretudo com os turistas espanhóis, que «levam e levam pastéis».

Quase ao lado da pastelaria está o Palácio de Belém, a residência oficial do Presidente da República. E se o actual não é cliente, Jorge Sampaio fazia visitas regulares, contou ainda.

Quanto ao segredo da receita dos seus pastéis de nata, Fernando Ferreira acrescenta apenas «é segredo».

 

Via Sol



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Sexta-feira, 15.04.11
Mouraria vai ter novo espaço para apoiar moradores mais desfavorecidos e promover reabilitação urbana do bairro
 

Os moradores mais desfavorecidos do bairro lisboeta da Mouraria vão dispor no final deste ano de um novo espaço onde poderão consultar a Internet ou aceder a uma biblioteca, anunciou hoje aAssociação Renovar a Mouraria (ARM).

 

“O Edifício Manifesto é um espaço onde pretendemos desenvolver atividades de âmbito social junto das comunidades mais desfavorecidas do bairro. Ao mesmo tempo esperamos que seja um impulso para que haja uma regeneração urbana na Mouraria”, explicou à agência Lusa a presidente da ARM, Inês Andrade.

 

A recuperação do edifício vai ser feita em colaboração com a Associação de Arquitetura Artériae terá um custo de cerca de 150 mil euros, dispondo de uma de uma cafetaria com biblioteca, sala de leitura e de uma sala multifuncional, que os responsáveis querem que seja um “pólo de integração” e convívio.

 

“Quando há três anos a associação começou a trabalhar deparou-se com problemas graves de degradação urbanística, com muitas casas devolutas, falta de vida e muitos problemas sociais ligados ao álcool e à toxicodependência. É esse ciclo que queremos inverter. Queremos tornar a Mouraria num lugar melhor capaz de atrair novos moradores”, sublinhou.

 

As obras do Edifício Manifesto, que se vão prolongar ao longo de 36 semanas, vão ser registadas em vídeo e, posteriormente, transformadas num documentário.

 

“A mensagem que queremos transmitir é que não é preciso muito dinheiro para recuperar um equipamento urbano. Queremos que esta obra seja um exemplo e que possamos de dentro para fora reabilitar a Mouraria”, reiterou.

 

Fundada em 2008 a Associação Renovar Mouraria conta com mais de 100 sócios e cerca de 40 voluntários ativos, tendo como objetivo contribuir para a defesa, preservação e reabilitação do património histórico e cultural daquele bairro lisboeta, onde se estima viverem cerca de 30 mil pessoas.

 

Entre as várias atividades já realizadas pela Associação Renovar a Mouraria destaca-se a organização de um concurso de fado, a criação do jornal Rosa Maria e a realização do festival Rota das Tasquinhas.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 12.04.11
Praça do comércio
 
36 mil m2 com vista para o Tejo, dois restaurantes com esplanada, um evento de fazer crescer água na boca - Peixe em Lisboa - e dois quiosques em planeamento. Já foi ao Terreiro do Paço?
 
Um grupo de seis espanhóis de cabelo grisalho e máquinas em punho atravessa a Praça do Comércio e encontra um amigo, que ficara para trás. "Já está?", pergunta intrigado o espanhol que se preparava para ir ter com o grupo. O que terá acontecido? Hipótese 1: os reformados espanhóis são ultra-rápidos; hipótese 2: nem chegaram a meio da praça; hipótese 3: a Praça do Comércio vê-se num instante. A última resposta é a correcta. Mas isso está mudar. 

A administração da Frente Tejo adiantou ao i que estão previstos dois quiosques "um em cada extremo norte - nascente e poente - da Praça". Mas há mais novidades. "Além da restauração e bebidas existirão espaços para livraria, loja de conveniência, galeria e outros espaços comerciais." O investimento ascende aos 9 milhões de euros. Quanto à mudança dos ministérios, não está prevista. "A Praça do Comércio é, historicamente, uma praça de poder. Retirá-los dos pisos superiores seria pôr em causa esta marca histórica que se pretende deixar viva." Datas é que ainda não há.

Esplanadas Mas não precisa de esperar mais para visitar um novo Terreiro do Paço. Esta semana abriu o restaurante Aura. Carlos Medeiros, da empresa Cateri, abriu o novo espaço com comida portuguesa, menus de almoço a 5€ e pratos mais sofisticados. O Aura pretende ajudar o Terreiro do Paço a renascer e o polvo grelhado, a posta mirandesa ou o crème brûlée de três aromas dão a sua contribuição. Sexta e sábado um DJ anima o espaço até às duas da manhã. Guardámos o melhor para o fim: duas esplanadas, uma em plena praça, a outra no Pátio da Galé. "As pessoas estavam ansiosas por um espaço como este. Vamos promover novas actividades. Em Maio teremos happy hours", diz Carlos Medeiros. 

O renovado restaurante Terreiro do Paço, do Grupo Lágrimas, contribui para transformar a praça num local mais cosmopolita e respeita a história do local. Quando entramos deparamo-nos com frases de momentos históricos, do regicídio à visita do Papa Bento XVI. Raquel Rodrigues, do Grupo Lágrimas, explica ao i que o novo espaço tem três possibilidades. "A mezzanine está na traça original do primeiro Terreiro do Paço. Cá em baixo, na área principal do restaurante, temos um espaço onde podem respirar mundo e sentir Portugal, a outra parte é quase como uma taberna para refeições ligeiras e um copo." A comida tradicional com pratos como salmão com açorda de caranguejo, lima e gengibre ou pernil de borreguinho com polenta cremosa. "Está a funcionar muito bem, o espaço ao ar livre fazia falta. Fala-se da Praça de São Marcos, em Veneza, mas temos uma das praças mais bonitas do mundo", diz Raquel Henriques. Em Maio, o Terreiro do Paço tem mais novidades. Às quintas-feiras haverá noites de fado e ao fim- -de-semana brunch. Já a funcionar, a oferta de uma bebida a quem almoce no restaurante à sexta-feira e um DJ nas noites de quinta, sexta e sábado.

Para fazer o teste, aproveite o pretexto do Peixe em Lisboa no Pátio da Galé. Até dia 17 de Abril, o festival reúne chefes com estrelas Michelin, como Nuno Mendes e alguns dos melhores restaurantes como o Eleven, o Arola ou a Fortaleza do Guincho.
 


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Segunda-feira, 11.04.11

Nobre e independente... vira casacas

 

Via Henricartoon



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Sábado, 09.04.11
Lisboa Sem espinhas no Pátio da Galé
 
Quatros dos maiores chefs portugueses revelam ao SOL alguns dos pratos que vão apresentar no Peixe em Lisboa: das conservas ao sushi

O Peixe em Lisboa começou ontem no recém-inaugurado Pátio da Galé - casa aonde volta passadas duas edições em que se realizou no Pavilhão de Portugal. Até 17 de Abril, o evento apresenta o que de melhor se come sem espinhas.

 

Conta com a participação de 13 restaurantes e 23 chefs, entre os quais o espanhol Sergi Arola, um nome de referência com duas estrelas Michelin.

 

O Peixe em Lisboa traz também três jovens de origem portuguesa a trabalhar na alta cozinha em Londres, Nova Iorque e França - Nuno Mendes, George Mendes e Serge Vieira.

 

O mais famoso guia gastronómico do mundo terá, aliás, um lugar de destaque, com a presença do director do Guia Michelin - Portugal & Espanha, Fernando Rubiato. Portugal possui 12 estrelas Michelin, repartidas por 11 restaurantes.

 

Outra das novidades é a nacionalidade do homenageado do Peixe em Lisboa - que pela primeira vez é um estrangeiro, o brasileiro José António Dias Lopes, que sempre trabalhou para divulgar a gastronomia portuguesa.

 

Inspiração em conserva


Sardinha de Matosinhos em conserva caseira, com os sabores de Verão do gaspacho

O chef Vítor Matos, do restaurante Casa da Calçada, em Amarante, criou este prato como uma homenagem às primeiras conservas de sardinha de Matosinhos, ligadas à tradição da pesca, ao povo e aos sacrifícios da vida do pescador. «É uma receita mais emocional e com técnicas modernas, sempre com o intuito de preservar a melhor qualidade da sardinha e a frescura do mar», refere.

 

À conserva da sardinha juntou-lhe um gaspacho texturado, mas em vez do pão adicionou um «granulado de broa de milho com azeite e alho». Apesar de o objectivo das conservas ser o de poder comer peixe fora da sua época, Matos quis um prato mais ligado aos «sabores frescos de Verão» que vão sempre bem com um copo de vinho verde.

 

O peixe é uma fonte importante de nutrientes «principalmente para as crianças», acredita.

 

A marinar em ácido


Veja, limão, cebola, tangerina, azeite, coentros, flor de sal e uma torrada

 

O ceviche é um prato peruano em que o peixe cru é cozinhado no ácido do limão e da cebola e no picante da malagueta. Para esta criação, o chef Luís Baena, do restaurante Manifesto, em Lisboa, escolheu também ovas de sardinha em conserva.

 

O veja foi o peixe eleito para a receita, por não ser muito conhecido. Curiosa é também a escolha de citrinos para a marinada de «três e quatro horas», com limão galego e tangerina.

 

Baena diz que os portugueses são dos maiores apreciadores desta «transformação química» em que o peixe se cozinha quase sozinho com os outros ingredientes. «Assim que começa o calor», é dos pratos mais procurados.

 

Para o chef, a cozinha peruana e a portuguesa têm características em comum: «Nunca vi arroz e batata servidos no mesmo prato, só cá e lá».

 

Com chá a acompanhar


Robalo, camarão, sapateira, caldo de peixe e marisco, pasta de caril, molho de peixe, leite de coco, ervas aromáticas frescas, lima, malagueta e massa de arroz

 

Laksa lemak - o nome é malaio, mas o peixe é português - é dos bestsellers do restaurante Umai, em Lisboa. E para esta sopa de massa, peixe e marisco não há melhor acompanhamento do que uma chávena de chá de jasmim frio.

 

O robalo foi escolhido por estar na sua época. «É mais gordo e saboroso e a consistência da carne é óptima para cozer», explica o chef Paulo Morais. O peixe, o camarão e a sapateira vêm todos da costa nacional. A zona em que as correntes quentes do Mediterrâneo e as correntes frias do Oceano Atlântico se juntam traz uma qualidade «excepcional» ao peixe. Esse facto mais o «belo peixe dos Açores e da Madeira, fazem com que haja matéria-prima de primeira qualidade para fazer sushi e sashimi».

 

O chef considera que o sushi começou por ser uma comida elitista - «só as pessoas mais viajadas conheciam e podiam pagar os preços praticados pelos primeiros restaurantes japoneses em Portugal» - mas passou a uma espécie de «moda underground».

 

Colorido mais apetecível


Bacalhau, grão, salsa, tomate, pimentos e tostas

A assinatura é de Luís Américo, do restaurante Mesa, no Porto. A base é simples: salada de bacalhau com grão. Sabores familiares que o chef transforma para criar um prato «visualmente interessante com muita cor e um visual actual».

 

Marina-se o bacalhau no azeite e vai-se dispondo o grão, o tomate, os pimentos e as pequenas tostas de forma harmoniosa no prato: «É importante o aspecto colorido pois torna-se mais apetecível».

 

Melhor ainda é comê-lo; o chef garante que quando se prova «é de um conforto extraordinário, remete-nos para o bacalhau com grão de toda a vida». Embora não faça parte da carta actual, este é um prato que o Mesa serve em ocasiões especiais, acompanhado por vinho branco do Douro.

 

Para Luís Américo, Portugal é um país de peixe e a riqueza da costa é também a riqueza da gastronomia.

 

Via Sol



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Terça-feira, 05.04.11
O espaço é descrito como “dinâmico” e “criativo”
 
O espaço é descrito como “dinâmico” e “criativo” (Foto: DR)
 
A zona de Belém, em Lisboa, já é conhecida pelos espaços culturais e a EDP pretende agora reforçar essa faceta contribuindo com uma nova oferta. A distribuidora portuguesa de electricidade vai construir um novo centro cultural ao lado do Museu da Electricidade, um projecto de 19 milhões de euros, assinado pela arquitecta britânica Amanda Levete e apresentado ontem pelo presidente da EDP, António Mexia.

O mesmo responsável frisou que o centro funcionará no eixo cultural onde está o Centro Cultural de Belém (CCB) e o futuro Museu dos Coches, classificando o sítio como "privilegiado e único": o Tejo será utilizado como uma "propriedade intrínseca" do edifício e as marés entrarão pelas escadarias exteriores do centro. Amanda Levete, um nome em ascensão da arquitectura britânica, será também a autora da extensão do famoso Museu Victoria & Albert, em Londres. 

O novo espaço em Belém, com 4000 metros quadrados, estará pronto no final de 2013, segundo António Mexia. É "um centro cultural sem barreiras", "um edifício tão aberto ao público que se pode andar por cima dele", explicou o presidente da EDP, descrevendo o espaço arquitectónico como "dinâmico" e "criativo". O novo centro cultural vai complementar as actividades do Museu da Electricidade, albergando exposições, principalmente de arte contemporânea.

Durante a apresentação do projecto, Mexia anunciou um aumento de 40 por cento no orçamento da Fundação EDP, que destinará seis milhões de euros por ano de investimento para o edifício. 

A área de exposição terá 1600 metros quadrados, estando também previsto um anfiteatro com cerca de 200 lugares, um café e uma loja. A "austeridade" do edifício do Museu da Electricidade e o seu interior, que já é, em si, uma exposição de arqueologia industrial, tornam difícil a realização de exposições de arte contemporânea, sustentou Mexia.

Projecto agrada ao Igespar

Para fazer o centro cultural, o projecto propõe a demolição do que está a nascente do Museu de Electricidade, um edifício classificado como imóvel de interesse público. Os cinco edifícios, como os armazéns com as reservas do museu ou a subestação da EDP da área de Belém, estão incluídos numa zona especial de protecção e, por essa razão, o projecto tem de ser aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). 

O director do Museu de Electricidade, Eduardo Moura, que tem acompanhado o processo, diz que já houve "um contacto informal com o Igespar, sem compromisso", acrescentando que o instituto lhes deu "conforto em relação à linha de pensamento". "O novo edifício vai cumprir todas as funções dos actuais edifícios e acrescentar uma sala de exposições. O pensamento interessante é transformar isto num único edifício que volte o espaço para o rio e que valorize a zona de Belém."

Gonçalo Couceiro, director do Igespar, confirma que o projecto lhe foi apresentado "informalmente" e, embora não se possa pronunciar directamente sobre ele, considera que "uma boa solução de arquitectura contemporânea virá sempre contribuir para a requalificação" de Belém, onde já existem outros exemplos de obras contemporâneas, como o CCB e o novo Museu dos Coches, actualmente em construção. 

As formas fluidas, redondas, ondulantes são a imagem de marca de Amanda Levete, cujo projecto para o Victoria & Albert, em Londres, vem substituir uma proposta polémica de Daniel Libeskind. Onde Libeskind propunha uma série de blocos empilhados de forma aparentemente caótica, Levete desenha um espaço público aberto e assente sobre uma grande galeria de exposições subterrânea.

Durante muito tempo, Levete foi mais conhecida como a mulher e sócia do arquitecto Jan Kaplicky no atelier Future Systems. "Até ao infinito e mais além" era o título de um artigo do jornal inglês Guardian, em 2009, que explicava que Levete e Kaplicky tinham sido responsáveis "por alguns dos mais emocionantes edifícios da era espacial" no Reino Unido. 

Depois da morte de Kaplicky, em 2009, Levete (que entretanto se divorciara) abriu o seu próprio atelier, que actualmente tem projectos em diversos países, incluindo um hotel em Banguecoque e uma estação de metro em Nápoles, em colaboração com o artista Anish Kapoor. 

Além de Eduardo Moura, director na área da ciência, educação e ambiente, a Fundação EDP tem hoje como director cultural José Manuel dos Santos, ex-assessor cultural dos Presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio, e como programador da área das artes plásticas João Pinharanda, comissário e crítico de arte. Actualmente, o Museu da Electricidade tem três exposições: Snohetta, sobre arquitectura norueguesa, Fora de Escala, com desenhos e esculturas de Manuel Baptista, e uma de fotografia de Paulo Catrica. 

 

Via Público



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Quinta-feira, 31.03.11
Restaurantes de luxo a preço de saldo

Mais de cinquenta restaurantes de luxo voltam a estar acessíveis para carteiras menos recheadas durante a Lisboa Restaurant Week, que começa na quinta-feira, para ajudar instituições a desenvolver projetos para quem mais precisa.

De quinta-feira a nove de abril, 53 restaurantes dos mais caros e exclusivos da capital, como oEleven, o Panorama ou o Clara Jardim, abrem as portas a 20 euros (mais bebidas) por uma refeição completa, com o objetivo de "democratizar o acesso à restauração de qualidade", como explicou à agência Lusa o diretor da organização do evento, José Borralho.

Por cada refeição vendida, um euro reverte para duas instituições de solidariedade social: a Caritas e a Mulheres de Vermelho, organizações que foram escolhidas por uma equipa multidisciplinar.

"Desde a primeira edição do evento que já foram doados mais de 50 mil euros a instituições. A SIC Esperança foi a primeira organização a receber donativos da Lisboa Restaurant Week: com cerca de seis mil euros desenvolveram um projeto de apoio a sem-abrigo e fizeram uma horta", contou José Borralho.

Na última edição foram servidas quase 16 mil refeições pelos 48 restaurantes que aderiram à iniciativa. José Borralho espera que "pelo menos se faça o mesmo número do ano passado [que foi o melhor, mesmo com a crise]" pelo apoio que é dado às instituições, mas também "pela importância que o evento tem na restauração e na cidade".

"Calculamos que se tenha feito mais de 1,6 milhões de euros, se pensarmos que temos 50 mil refeições em quatro edições a uma média de 27 euros. O evento mexe muito no setor da restauração e mesmo na cidade: pela democratização do acesso à restauração de qualidade e pelas causas sociais", disse o organizador.

Nesta 5.ª edição do Lisboa Restaurant Week vai ser possível reservar metade dos restaurantes pela internet: "Cerca de 50 por cento dos espaços aderiram à reserva online. Através do portal My Table podem fazer a reserva imediata pela internet, como num voo, e escolhem a mesa, veem a disponibilidade para aquele dia", avançou José Boralho.

O conceito Restaurant Week surgiu há 16 anos em Nova Iorque e já obteve a adesão de mais de 10 mil estabelecimentos, tendo-se estendido a várias cidades, como LondresAmesterdão ou São Paulo.

 

Via Ionline



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