Domingo, 29.01.12

Sapatos lusos ‘calçam’ os Óscares

No próximo dia 26 de Fevereiro, 12 ‘estrelas’ portuguesas vão desfilar na passadeira vermelha do Kodak Theatre, em Los Angeles. Trata-se de uma colecção exclusiva de sapatos da marca portuguesa Ferreira & Avelar.

Este foi o segundo ano consecutivo que a fábrica de São João da Madeira foi contactada por um conhecido alfaiate de Hollywood, Arthur da Silva, para criar vários modelos exclusivos de sapatos de verniz de diversas cores para actores, realizadores e produtores.

 

Mas, como «estas situações são confidenciais, não podemos adiantar os nomes das estrelas», disse ao SOL, Ruben Avelar, responsável da empresa.

 

Via Sol



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Terça-feira, 24.01.12

De acordo com cientistas, o apetite sexual masculino é a causa as guerras; ao menos a maioria dos conflitos humanos, dos “hooligans” do futebol até as disputas religiosas.

 

O instinto “guerreiro” masculino significa que os homens estão programados para serem agressivos contra qualquer um que pareça ser estranho.

Em termos evolucionários, a violência ajudou alguns de nossos antepassados a aumentar seus status e ganhos materiais, mas em termos modernos, esse tipo de comportamento pode levar a conflitos de grande escala.

 

Em contraste, os pesquisadores afirmam que as mulheres têm uma tendência natural a “compreender e apoiar”, o que implica em tentativas de resolver conflitos de maneira pacífica, para proteger as crianças.

 

O novo estudo é uma revisão para a hipótese do “homem guerreiro”. Ele tenta mostrar que em todas as culturas, ao longo da história, os homens tiveram mais tendência a usar a violência do que as mulheres.

 

A atitude “tribal” dos homens teria como finalidade última o aumento das chances de se reproduzir, similar ao comportamento territorial dos chimpanzés.

 

O novo estudo também examinou evidências que sugerem que o sexo masculino tem um senso maior de identidade de grupo do que o feminino, desenvolvendo laços mais fortes quando confrontados.

 

Os especialistas dizem que esse tipo de comportamento, contra pessoas de fora, foi importante no passado, “mas pode não ser funcional nos tempos modernos, e até contraprodutivo”.

 

Algumas vezes, isso resultou em guerras gigantes entre países e impérios, chegando até as lutas constantes entre gangues urbanas e torcedores de futebol.

 

Mark van Vugt, que liderou o estudo, comenta: “A solução para os conflitos, que são um problema comum em todas as sociedades modernas, continua indefinida. Uma das razões para isso talvez seja a dificuldade em mudar a nossa maneira de pensar, que vem se desenvolvendo por milênios”.

 

A revisão sugere que a mente humana é formatada de um modo que tende perpetuamente para o conflito contra os ‘diferentes’. “Nós vemos um comportamento similar nos chimpanzés. Por exemplo, os machos ficam monitorando continuamente as fronteiras de seus territórios”, explica. “Se uma fêmea de outro grupo chega perto, ela pode ser persuadida para migrar. Mas se um macho passa muito os limites, ele pode ser brutalmente machucado e até morto”, adiciona.

 

Uma pesquisa de 2008 mostrou que a evolução da agressividade nos homens é derivada da luta por parceiras e territórios. O estudo mostrou que nossos genes podem ter um impacto significativo em traços como a agressividade, o que significa que no curso de nossa história, os grupos mais agressivos acabaram “selecionados naturalmente”. Por conquistarem mais mulheres e deixarem mais descendentes como sinal de vitória, seus traços genéticos foram passados para frente.

 

Via HypeScience



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Segunda-feira, 23.01.12
Portugueses mudam de vida devido à crise
Portugueses mudam de vida devido à crise (Nuno Saraiva)
A crise obriga a mudar de vida. Mas que hábitos e comportamentos vamos alterar? O que pode surgir de novo na organização do quotidiano? Falámos com investigadores e registámos transformações que poderão ocorrer, para lá de comer mais em casa ou andar de autocarro.

Usar mais os transportes públicos ou levar comida para o trabalho são apenas alguns exemplos que identificamos de imediato como hábitos que se poderão acentuar em 2012. Mas o PÚBLICO foi ouvir, entre outros, historiadores, sociólogos e escritores sobre o tema e há respostas mais surpreendentes. Há quem acredite que o associativismo e as tertúlias regressarão; os adolescentes procurarão trabalho nas férias; os universitários tentarão arranjar part-time para pagar os cursos; os quintais terão mais hortas; e os vizinhos passarão a conhecer-se melhor.

Passar mais tempo em casa, conhecer melhor os vizinhos 

À força de consumirmos menos e pouparmos mais, vamos reduzir as idas ao restaurante e a outros espaços de lazer, e estar mais tempo em casa. Uma das consequências será o aumento das refeições caseiras, até para levar também comida para o trabalho. O escritor Mário Zambujal acredita que as pessoas vão "visitar-se mais": "Vão juntar-se nas casas umas das outras para uma festinha." 

Os encontros familiares serão mais frequentes e, em alguns casos, diferentes gerações poderão viver juntas: "É possível que deixe de ser viável que as pessoas da classe média tenham familiares em instituições privadas, que são caras. E que os familiares mais idosos fiquem mais tempo junto das famílias, que voltam a ser alargadas", avança o sociólogo e professor da Universidade de Coimbra, Elísio Estanque. 

Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia, também acredita que tal poderá acontecer, sobretudo "nas famílias com baixos recursos": "Haverá um retorno dos avós ao lar. Com o desemprego, as pensões dos idosos acabam por ajudar na gestão do orçamento." Estanque também sustenta que poderão surgir relações de proximidade entre vizinhos: "Se as pessoas passarem a estar mais na sua zona, têm mais probabilidade de se encontrarem com as que residem ao lado, e que muitas vezes nem sabem quem são". E, cada vez mais, a casa será o escritório: "Trabalhar em casa de pijama é algo que já está a acontecer", diz Zambujal. 

Maior vivência comunitária, tertúlias e associativismo 

 

Via Público



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Quinta-feira, 19.01.12

O casamento gay e a questão de pais homossexuais estiveram na boca de todos nos últimos tempos. Nesse mês, o Papa Bento XVI disse que o casamento gay é uma “ameaça ao futuro da humanidade”, citando a necessidade do crescimento de crianças com casais heterossexuais.

 

 

Mas pesquisas com famílias lideradas por homens e mulheres gays não traz nenhum resultado desastroso. De fato, algumas vezes, pais gays podem trazer talentos à mesa que os heterossexuais não conseguem.

 

Os pais gays “tendem a ser mais motivados, mais comprometidos do que os heterossexuais, na média, porque escolhem serem pais”, afirma a psicóloga Abbie Goldberg, que pesquisa esse tipo de caso. De acordo com ela, gays e lésbicas raramente viram pais por acidente, em comparação com quase 50% de gravidez acidental entre os heterossexuais. “Isso dá mais comprometimento e envolvimento, em geral”.

 

E enquanto pesquisas indicam que os filhos de pais gays apresentam diferença quase nula de aprendizagem, saúde, funcionamento social e outras medidas, essas crianças podem ter a vantagem de possuir uma mente mais aberta, tolerante e modelos de comportamento para relações igualitárias, de acordo com outros estudos. Não só isso, mas de acordo com pesquisas, pais homossexuais tendem também a oferecer casa para crianças difíceis do sistema de adoção.

 

A adoção gay causou controvérsia no estado americano de Illinois, onde serviços de adoção católicos decidiram parar de oferecer os serviços porque o estado se recusou a disponibilizar fundos, a menos que os grupos concordassem em não discriminar os gays.

 

Deixando de lado a oposição católica, pesquisas sugerem que pais gays são uma fonte poderosa para crianças que precisam ser adotadas. De acordo com um estudo de 2007, 65 mil crianças americanas estavam vivendo com pais adotivos homossexuais, entre 2000 e 2002, com outras 14 mil em casas de adoção lideradas por gays. (Existem mais de 100 mil crianças, atualmente, nessa situação, nos EUA).

 

Um estudo de outubro de 2011, do Instituto de Adoção Evan B. Donaldson, descobriu que das adoções por pais gays em mais de 300 agências, 10% das crianças tinham mais de seis anos – uma idade tipicamente difícil de ser adotada. Cerca de 25% tinha mais de três anos; 60% dos casais adotou raças diferentes, o que é importante já que crianças que são minorias tendem a se manter no sistema de adoção; e mais da metade das crianças adotadas tinham necessidades especiais.

 

De acordo com o autor David Brodzinsky, o estudo não comparou as preferências adotivas dos heterossexuais. Mas pesquisas sugerem que os gays tendem a adotar crianças mais velhas, com necessidades especiais e minorias. Parte disso poderia ser de suas preferências, e outra por causa da discriminação nas agências que coloca as crianças mais “difíceis” para os pais “menos desejados”.

 

Brodzinsky afirma que não importa como você encare isso, os gays se interessam na adoção como um grupo. Um estudo de 2007, do Instituo Urban, revelou que mais da metade dos pais gays e 41% das lésbicas, nos Estados Unidos, gostariam de adotar. Numericamente isso corresponde a dois milhões de pessoas para adoção. “É uma reserva enorme de pais em potencial que poderiam tirar as crianças do sistema instável de adoção”, comenta Brodzinsky.

 

“Quando você pensa nas 114 mil crianças que estão prontas para serem adotadas mas continuam vivendo em casas de adoção, o objetivo é aumentar a reserva de pais disponíveis, interessados e treinados para serem pais delas”, comenta Brodzinsky.

 

E ainda, o pesquisador comenta que existe evidências sugerindo que os gays aceitam adoções abertas, quando a criança continua tendo algum contato com os pais biológicos. E as estatísticas dizem que esses pais não têm problemas em suas crianças serem criadas por casais do mesmo sexo.

 

“O interessante é que encontramos uma pequena porcentagem, mas o suficiente para ser notada, de mães biológicas que fazem a decisão consciente de deixar o filho com homens gays, para que sejam a única mãe na vida da criança”, afirma Brodzinsky.

 

Boa criação


Pesquisas mostram que filhos de casais do mesmo sexo – adotados ou biológicos – não são piores do que os filhos de heterossexuais na saúde mental, funcionamento social, desempenho escolar e outras variedades de sucesso na vida.

 

Em 2010, os sociólogos Tim Biblarz e Judith Stacey reviram quase todos os estudos sobre pais gays, e não descobriu nenhuma diferença entre crianças criadas em casas com pais heterossexuais e em casas com mães lésbicas. “Não há dúvida de que crianças com mães lésbicas vão crescer e ser ajustadas socialmente e obter sucesso como as crianças com pai e mãe”, afirma Stacey.

 

Há muito pouca pesquisa sobre homens, pais, homossexuais, então Stacey e Biblarz não conseguiriam chegar a conclusões nesse ponto. Mas Stacey suspeita que homens gays “seriam os melhores pais na média”, comenta.

 

Ela afirma que isso é especulação, mas se lésbicas têm que planejar para ter uma criança, isso é ainda mais difícil para homens gays. Para Stacey, os dois devem estar muito comprometidos. Homens gays também podem experimentar menos conflitos parentais, já que a maioria das lésbicas usam doações de esperma para ter uma criança, então uma mãe é a biológica, o que pode criar conflito por proximidade à criança.

 

“Com homens gays, você não tem esse fator”, comenta. “Nenhum deles fica grávido, nem amamenta, o que não gera essa assimetria no relacionamento”.

 

E para aqueles que dizem que uma criança precisa de um pai e uma mãe em casa, Stacey afirma que estão esquecendo pesquisas que comparam filhos de pais solteiros e de casais. Dois bons pais são melhores do que um, mas um bom pai é melhor do que dois ruins. E a opção sexual não parece afetar isso. Mesmo que existam diferenças entre como homens e mulheres criam os filhos, ela afirma que há muito mais diversidade dentro dos gêneros do que entre eles.

 

“Dois pais heterossexuais com o mesmo passado, classe, raça e religião são mais parecidos na maneira como criam os filhos do que um é igual todos os homens e outra como todas as mulheres”, comenta Stacey.

 

Para Goldberg, os únicos locais consistentes onde você pode encontrar diferenças entre crianças de casais gays e de heterossexuais está na tolerância e abertura de conceitos. Em um estudo de 2007, ele conduziu entrevistas com 46 adultos com pelo menos um pai gay. Vinte e oito falaram espontaneamente que se sentiam mais abertos mentalmente e empáticos do que aqueles não criados nessas condições.

 

“Esses indivíduos sentem que suas perspectivas sobre família, gênero ou sexualidade são muito acrescentadas por crescerem com pais gays”, comenta Goldberg.

 

Um homem de 33 anos, com uma mãe lésbica, afirmou à Goldberg: “Eu me sinto mais aberto por ter sido criado em uma família não tradicional, e penso que aqueles que me conhecem iriam concordar. Minha mãe me abriu para o impacto positivo das diferenças entre as pessoas”.

 

Crianças com pais homossexuais também comentaram que se sentem menos bloqueados por estereótipos de sexualidade do que se tivesse nascido em casas heterossexuais. Isso porque casais homossexuais tendem a possuir uma relação mais igualitária.

 

“Homens e mulheres sentiam que eram mais livres para procurar uma série de interesses”, afirma Goldberg. “Ninguém estava dizendo para eles, ‘Oh, você não pode fazer isso, isso é coisa de menino’, ou ‘Coisa de menina’”.

 

Aceitação do mesmo sexo


O sociólogo Brian Powell argumenta que se o casamento entre pessoas do mesmo sexo tem alguma desvantagem, a culpa não é da escolha dos pais, mas da reação da sociedade sobre essas famílias.

 

“Imagine ser uma criança vivendo em um estado onde, legalmente, apenas um dos pais pode ser seu pai”, comenta Powell. “Nessas situações, a família não é vista como autêntica ou real pelos outros. E seria uma desvantagem”.

 

Em sua pesquisa, Goldberg descobriu que muitos filhos de casais gays pensam que mais aceitação das famílias homossexuais ajudaria a resolver o problema.

 

Em um estudo desse ano, Goldberg entrevistou outro grupo de 49 adolescentes e adultos jovens com pais gays, e descobriu que nenhum deles rejeitava o direito de homossexuais se casarem. Muitos citaram benefícios legais e aceitação social.

 

“Eu estava pensando sobre isso com alguns amigos e comecei a chorar pensando em como minha infância poderia ter sido se o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse legalizado, há 25 anos”, confessou para Goldberg um homem de 23 anos, criado por um casal de mulheres. “Os impactos culturais e status legal afetam as narrativas familiares desse tipo de situação – como nos vemos em relação a uma cultura maior, como parte ou excluídos”

 

Via HypeScience



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Segunda-feira, 16.01.12

A Wikipedia reúne milhões de artigos em dezenas de línguas. Inevitavelmente, com erros à mistura

A Wikipedia reúne milhões de artigos em dezenas de línguas. Inevitavelmente, com erros à mistura (Miguel Madeira)

 

Em onze anos, a Wikipedia, que evoluiu de um projecto que pretendia ser uma enciclopédia online em moldes tradicionais, tornou-se um gigantesco repositório de informação, incontornável para quem faz pesquisas na Internet - a própria estrutura do site ajuda a que seja quase sempre um resultado cimeiro nas pesquisas do Google.

 

As entradas podem ser editadas por qualquer pessoa, assentando num conceito apreciado na Internet de que, se algo é feito por uma enorme quantidade de pessoas, o resultado tende a ser bom. Em 2005, um estudo publicado na revista Nature indicava que a Wikipedia era tão correcta como a Enciclopédia Britânica, embora os textos fossem mal estruturados. Por outro lado, há escolas e universidades que proibiram o recurso à Wikipedia, depois de se depararem com inexactidões escritas por alunos. Mesmo com falhas, ao longo de dez anos, a Wikipedia ganhou estatuto. Mas também tem no currículo erros de palmatória. 

1
"Maitê Proença Gallo (n. São Paulo, 28 Janeiro 1959) é uma estrela porno brasileira, também conhecida pelos seus comentários ignorantes que envergonham o povo brasileiro." No dia 14 de Novembro de 2009, era assim que começava a página sobre a conhecida actriz brasileira. A descrição foi feita em retaliação por causa de um vídeo que fora transmitido dois anos antes, num canal brasileiro, mas que só em 2009 chegou ao conhecimento dos espectadores portugueses, através de um vídeo no YouTube, que depressa foi exibido também nas televisões. Nas imagens, Proença faz comentários trocistas sobre Portugal e cospe numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos. A actriz e o canal acabaram por pedir desculpas.

2
O assassinato do antigo Presidente norte-americano John F. Kennedy e do seu irmão mais novo, Robert F. Kennedy, são motivo de especulações várias. Em 2005, um utilizador anónimo colocou na Wikipedia várias informações que indicavam que um jornalista americano chamado John Seigenthaler (amigo e, a dada altura, conselheiro de Robert) estava envolvido na morte de ambos. A entrada em causa esteve mais de quatro meses online, antes de ser retirada pelos gestores do site, a pedido de Seigenthaler. O incidente lançou um debate aceso sobre o funcionamento da Wikipedia. 

3
Esta não convencia ninguém. Durante um breve período (nem sempre acontece, mas há erros na Wikipedia que são corrigidos quase imediatamente), David Beckham (que mesmo quem não tem interesse nenhum por futebol sabe quem é) estava descrito como um guarda-redes chinês do século XVIII. 

4
Talvez um nível acima na escala da verosimilhança de que a nacionalidade de Beckham era chinesa -mas, mesmo assim, rapidamente desconstruída - era a informação de um romance entre o co-fundador do Google Sergey Brin e o fundador da Wikipedia Jimmy Wales. A dada altura, a entrada sobre Brin também chegou a afirmar, erradamente, que ele tinha morrido em Moscovo.

5
A 2 de Abril de 2007, duas semanas depois de o PÚBLICO ter publicado uma investigação sobre a licenciatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates, um utilizador apagou a totalidade do parágrafo alusivo ao caso da Universidade Independente e eliminou ainda a menção ao facto de esta ser uma instituição privada. Não muito tempo depois, as referências ao caso Independente acabaram por voltar a ser introduzidas. Uma semana mais tarde, porém, o mesmo computador do utilizador inicial foi usado para retirar novamente todas as alusões à polémica (incluindo os links para as notícias da comunicação social). As alterações afectaram tanto a versão portuguesa como a versão inglesa com a biografia de Sócrates. O computador em causa fazia parte da rede informática do Governo.

6
No topo da escala de disparates da Wikipedia está também uma frase que surgiu na página do cantor Robbie Williams e segundo a qual este comia animais domésticos em pubs para ganhar dinheiro. Aos 16 anos Williams era já membro da banda Take That, um sucesso da década de 1990. E desde então tem ganho milhões. É pouco provável que tivesse de fazer o que quer que fosse num pub para ganhar dinheiro.

7
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair é um adorador de Hitler e, quando adolescente, tinha um poster do líder alemão no quarto. Foi apenas uma das muitas informações falsas que povoaram a biografia de Blair. Quando o Governo britânico apoiou a invasão do Iraque, a página da Wikipedia tornou-se quase numa plataforma de acusações políticas, levando à intervenção dos responsáveis da Wikipedia.8
Em 2009, o senador americano Ted Kennedy protagonizou um dos momentos dramáticos nas cerimónias de tomada de posse de Barack Obama, ao ter um ataque durante o almoço. Kennedy foi conduzido para um hospital e a Wikipedia rapidamente o deu como morto, relatando que tinha morrido "pouco depois" do incidente. Ted Kennedy morreu apenas meses mais tarde, de cancro.

9
Em 2005, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, foi apanhado a fazer batota. Wales editou a sua própria biografia, substituindo a expressão "co-fundador" por "fundador" e apagando a informação sobre Larry Sanger, o mentor do conceito de uma enciclopédia online e que esteve envolvido na criação do projecto que veio a dar origem à Wikipedia. 

10
Eduardo Catroga é a mais recente vítima em Portugal da liberdade de edição da Wikipedia. A propósito da nomeação de Catroga para o conselho geral e supervisão da EDP, alguém editou a biografia do antigo ministro das Finanças, com um texto que começava por aludir à afamada frase que Catroga proferiu numa entrevista no ano passado na SIC Notícias. Começava assim a página na Wikipedia: "É mundialmente conhecido como o pentelho que ganha milhões."

 

Via Público



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Sexta-feira, 30.12.11

Uns são fraudes, outros são estudos que não deviam ter acontecido, pelo menos daquela forma. Quando a ciência não dá boa imagem de si.
A fraude do "senhor dos dados" holandês


Os temas de Diederik Stapel pareciam escolhidos a dedo para chamarem a atenção: a influência do poder no pensamento moral, como os ambientes desordenados promovem a discriminação... Mas os dez anos de investigação em Psicologia Social do holandês, traduzidos em mais de 150 artigos em revistas científicas, desmoronaram-se em Setembro, quando foram divulgados os primeiros resultados de uma investigação promovida pela Universidade de Tilburg, onde trabalhava. Stapel, afinal, não fazia inquéritos, nem experiências para observar situações sociais. Inventava pura e simplesmente os dados e dava-os aos seus estudantes ou colaboradores, que não sabiam que trabalhavam com falsidades.

"As pessoas estão chocadas", disse ao site Science Insider Gerben van Kleef, psicólogo social da Universidade de Amesterdão. O relatório ainda provisório das universidades holandesas onde Stapel trabalhou chamou-lhe "Senhor dos Dados" (Lord of the Data), porque não mostrava o material original a ninguém. Isso ter-lhe-á permitido ter uma carreira fraudulenta, publicando em revistas prestigiadas, como a Science.

Esta fraude de proporções épicas pôde acontecer porque é prática corrente na investigação em Psicologia não divulgar os dados originais, com a desculpa de defender a privacidade dos participantes. Mas "a cultura de segredo da Psicologia produz ciência de baixa qualidade", escreveu na Nature o psicólogo Jelte Wicherts, da Universidade de Amesterdão. "Quando se voltam a analisar artigos publicados, encontram-se frequentemente erros, e quanto mais relutantes se mostram os autores em divulgar os seus dados, mais provável é que o seu trabalho tenha erros."

Arsénio, bactérias e a ciência em águas de bacalhau

A descoberta divulgada no final de 2010 foi uma declaração e tanto. Havia na Terra bactérias tão diferentes que passava a ser possível procurar vida em locais no Universo que até então julgaríamos mortos. Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA, tinha encontrado uma espécie que se alimentava de arsénio. O estudo foi publicado na Science.

 

Via Público



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Quarta-feira, 21.12.11

Dar ordens a aparelhos electrónicos com o pensamento pode ser uma realidade nos próximos anos
Dar ordens a aparelhos electrónicos com o pensamento pode ser uma realidade nos próximos anos (Foto: Megan Lewis/Reuters)
Imagine um mundo em que basta pensar num número de telefone para que o nosso telemóvel faça a chamada e que não seja necessário perder tempo a criar uma password de que ninguém se lembra quando é preciso. Para os especialistas da IBM, a tecnologia que nos tornará ainda mais ligados às máquinas e, por outros motivos, mais ligados uns aos outros, vai registar grandes avanços nos próximos cinco anos.

As cinco previsões da empresa tecnológica norte-americana para os próximos cinco anos – o IBM Five in Five, que já vai na sexta edição – põem-nos a gerar energia enquanto andamos de bicicleta, a dar ordens aos computadores com o poder da nossa mente, a usar as nossas características físicas para levantar dinheiro nas caixas Multibanco, encurtam as diferenças de acesso à tecnologia entre os mais ricos e os mais pobres e transformam o spam em informação prioritária.

Mas vamos por partes.

É um dado adquirido que tudo o que se move ou produz calor pode gerar energia. O que a IBM acredita é que, até 2016, os avanços na área das energias renováveis vão tornar comum, por exemplo, o uso de pequenos aparelhos nas rodas das bicicletas para recarregar pilhas ou baterias, que depois podem ser usadas em casa. Não é que ainda não seja possível, mas neste caso a mudança será mais a nível cultural – a IBM acredita que, nos próximos cinco anos, a ideia de que nós podemos gerar a nossa própria energia vai enraizar-se. Por outras palavras, será comum sair de casa para comprar pão e regressar com energia suficiente para usar a máquina de barbear.

Outra das previsões da IBM aponta baterias contra as passwords. Não só as que criamos para ler o correio electrónico mas também as várias combinações de letras e números de que precisamos para levantar dinheiro, por exemplo. A resposta está nos dados biométricos – as nossas características faciais, a nossa voz ou os nossos olhos –, que serão cada vez mais usados para comunicarmos com as máquinas. A ideia é que todos esses dados biométricos, que são diferentes de pessoa para pessoa, serão integrados através desoftware numa espécie de password genética online, que mais ninguém conseguirá identificar. Por razões de segurança, esta password genética só incluirá os dados que o utilizador quiser.

Pensar é agir

Uma das áreas mais fascinantes das previsões da IBM para os próximos cinco anos é a leitura da mente. Os investigadores da empresa não acreditam que até 2016 será possível rejeitar uma chamada do patrão só com o pensamento, mas apostam que vamos começar a ver aplicações práticas dos conhecimentos actuais na indústria do entretenimento, mais especificamente nos jogos de vídeo.

Os investigadores na área da bioinformática já fazem experiências há algum tempo com capacetes e sensores que conseguem ler a actividade cerebral e reconhecer expressões faciais, níveis de concentração e até pensamentos sem que as pessoas tenham de mexer um dedo. Segundo o comunicado da IBM, os seus próprios investigadores estão a estudar formas de ligar os nossos cérebros a aparelhos electrónicos, para que um dia seja possível fazer uma chamada telefónica ou mover o cursor de um rato apenas com o poder da mente.

Para quem acha que não vale a pena tanto trabalho só para podermos falar mais comodamente ao telemóvel, a IBM salienta que esta tecnologia terá também implicações na medicina – no estudo e compreensão de várias doenças que afectam o cérebro, como o autismo.

Encurtar o fosso tecnológico entre ricos e pobres

Apesar do ar de ficção científica de algumas das previsões da IBM para os próximos cinco anos, a mais arriscada de todas não envolve mudanças tecnológicas. É que, segundo os investigadores da empresa norte-americana, 80 por cento da população mundial – ou 5600 milhões de pessoas – terá um telemóvel até 2016, o que irá eliminar o fosso tecnológico entre ricos e pobres.

"É mais barato ter um telemóvel do que abrir uma conta num banco ou comprar um computador portátil", ouve-se num vídeo produzido pela IBM e publicado no YouTube. Fica por explicar como é que muitas das quase três mil milhões de pessoas que vivem em todo o mundo com menos de dois dólares por dia, segundo dados das Nações Unidas, vão poder comprar um telemóvel até 2016, mesmo que seja mais barato do que abrir uma conta ou comprar um computador portátil.A última previsão da IBM é uma espécie de "se não podes vencê-lo, junta-te a ele". Ao contrário da famosa previsão de Bill Gates, que em 2004 decretou o fim do spam em dois anos – com o sucesso que todos nós constatamos ainda hoje sempre que consultamos o email –, a IBM diz-nos que o correio electrónico indesejado não só não desaparecerá, como será transformado numa prioridade. Como? Nos próximos cinco anos, os sistemas serão capazes de filtrar toda a informação disponível e de nos mostrar apenas aquela que nos interessa, mesmo sem a termos solicitado.

 

Via Publico



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Segunda-feira, 19.12.11

Mike Love, num concerto dos Beach Boys no Coliseu dos Recreios, em 2005

Mike Love, num concerto dos Beach Boys no Coliseu dos Recreios, em 2005 (Miguel Madeira)

A notícia era esperada já desde o Verão de 2010, quando o guitarrista Al Jardine anunciou a reunião do grupo. Agora é oficial: os Beach Boys vão mesmo regressar em 2012, ano em que celebram o 50º aniversário da edição do seu primeiro álbum, Surfin’ Safari (1962).

A novidade foi confirmada, na passada sexta-feira, na página oficial da banda californiana, que não só anuncia o reencontro de Brian Wilson, Mike Love, Alk Jardine, Bruce Johnston e David Marks, quinze anos depois do último álbum em estúdio, Stars and Stripes (1996), como desvenda o programa do regresso dos criadores de Good vibrations: um novo álbum de estúdio com temas inéditos, com edição prevista para o mês de Abril; o lançamento, através do catálogo da Capital EMI, de uma nova colectânea com os principais êxitos da banda; e uma digressão mundial com 50 concertos, a começar no mesmo mês de Abril, no New Orleans Jazz & Heritage Festival. 

“Este aniversário, sinto-o de uma forma muito especial, porque já tenho saudades dos meus companheiros, e vai ser um desafio muito interessante regressar com eles ao estúdio e aos palcos”, comenta Brian Wilson, 69 anos, o músico fundador da banda na cidade de Hawthorne. Alan Jardine, outro dos membros fundadores, invoca os mesmos argumentos para manifestar a sua felicidade pelo regresso aos palcos. É caso para dizer, o Verão de 2012 promete começar mais cedo.

 

Via Público



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Sábado, 17.12.11
Indiana de 62,8 cm é a mulher mais baixa do mundo
Jyoti Amge teve de esperar até o dia em que completa 18 anos para poder entrar no livro de todos os recordes. Com 62,8cm de altura, a estudante indiana entra agora para o Guinness, superando em 7cm o recorde que até Setembro pertencia à americana de 22 anos, Bridgette Jordan.

Vestida no seu melhor 'sari' - guardado apenas para as ocasiões especiais – a jovem indiana classificou a designação como um «presente extra de aniversário» e afirmou que se sentia grata por ser pequena, já que essa é a característica que a torna especial e que lhe deu notoriedade.

«Consegui pôr Nagpur [a sua cidade natal] nos olhos do mundo. Agora toda a gente saberá onde é», disse a jovem orgulhosa e visivelmente emocionada.

 

Apesar do reconhecimento e da sua particularidade, os sonhos de Jyoti não diferem dos das meninas da sua idade. Prestes a terminar a escola secundária, a jovem indiana sonha entrar para a universidade e um dia vir a tornar-se uma estrela de cinema de Bollywood.

 

«Jyoti encoraja-nos a olhar para lá do tamanho e limitar-nos a celebrar as nossas diferenças», disse Rob Molloy, um dos representantes londrinos do Guinness presentes na cerimónia em Nagpur. Uma cerimónia em tudo festiva, que até teve direito a um bolo de aniversário.

 

Nos últimos dois anos a jovem indiana cresceu apenas 1cm e acredita-se que não irá crescer mais por sofrer de uma forma particular de nanismo, chamada acondroplasia.

 

No entanto, o título de mulher mais baixa de sempre continua a pertencer a Pauline Musters, uma holandesa que viveu no século XIX, de 1876 a 1895, e que não cresceu para lá dos 61cm.

 

Via Sol



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Domingo, 11.12.11


 

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.

 

Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.

 

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.

Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.

 

Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.

 

O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.

 

Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

 

Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano.

 

Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.

 

Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.

 

Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença.

Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.

 

Via Luis Nassif



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Quinta-feira, 08.12.11

Visão artística do buraco negro no centro da galáxia NGC 3842; em baixo à direita a projecção do sistema solar, mostrando a diferença de tamanho em relação ao buraco negroVisão artística do buraco negro no centro da galáxia NGC 3842; em baixo à direita a projecção do sistema solar, mostrando a diferença de tamanho em relação ao buraco negro (Imagem: Pete Marenfeld)
No coração de muitas galáxias, ou mesmo de todas, encontra-se um buraco negro monstruoso, desconfiam os cientistas. A nossa galáxia, a Via Láctea, também tem o seu devorador de matéria e luz. Agora uma equipa internacional de astrónomos descobriu dois buracos negros, no centro de duas galáxias, que são os maiores alguma vez detectados: cada um tem cerca de dez mil milhões de vezes a massa do Sol e ocupam um espaço equivalente a cerca de cinco vezes a distância do Sol a Plutão.

Estes buracos negros supermaciços não resultaram da morte de uma estrela. Isso é o que acontece quando uma estrela com pelo menos três vezes a massa do Sol chega ao fim da vida e a sua matéria entra em colapso sobre si própria, tornando-se tão densa que o resultado é um buraco negro estelar. No caso dos buracos negros supermaciços, o processo de formação é outro e esta descoberta, divulgada na revista britânica “Nature”, dá pistas sobre estes sugadores de matéria.

O Universo primitivo devia estar repleto de buracos negros supermaciços, uma suposição que se relaciona com outros objectos astronómicos, então muito comuns, chamados quasares. O que é que os quasares têm a ver com os buracos negros? 


Pensa-se que os quasares – objectos astronómicos muito energéticos e brilhantes – têm, no centro, buracos negros supermaçicos, que aspiram toda a matéria em redor e é a aceleração das estrelas e gases a ser aspirados que emite a radiação observada. O seu nome é a abreviatura de objectos quase-estelares.

Assim sendo, os dois buracos negros agora descobertos pela equipa coordenada por Chung-Pei Ma, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, serão os restos de quasares. Quando a matéria em redor se esgota, os quasares esmorecem e deixam para trás estes buracos negros gigantescos, que também ficam adormecidos. Esta descoberta, sublinha um comunicado da Universidade do Michigan, que participou na investigação, confirma a compreensão pelos cientistas do ciclo de vida dos quasares.

“Os quasares mais luminosos parecem exigir um buraco negro com dez mil milhões de massas solares para fornecer a quantidade de energia necessária para ser emitida. Durante bastante tempo, não estávamos a encontrar qualquer buraco negro deste tamanho. Agora descobre-se que eles andam por aí e a teoria encaixa nas observações”, explica Douglas Richstone, da Universidade do Michigan. 

“[Os quasares] não podiam simplesmente ter-se ido embora”, diz Nicholas McConnell, da Universidade da Califórnia em Berkeley, citado noutro comunicado do Observatório Gemini, no Havai, onde estes dois buracos negros começaram por ser detectados. “Nesta fase, ainda é muito cedo para dizer se são uma descoberta rara ou apenas a ponta do icebergue. Nos próximos anos, pretendemos examinar mais de uma dúzia das maiores galáxias à procura de buracos negros de massa similar. Se se descobrirem mais, confirma-se que o Universo foi em tempos terreno de qualidade para que crescessem buracos negros gigantes.”

Estando adormecidos, localizar os dois buracos negros foi um desafio. “Os buracos negros no centro destas galáxias já não são alimentados pelo gás em acreção [em redor], tornaram-se dormentes e ficaram escondidos. Apenas os vemos por causa da atracção gravítica que exercem nas estrelas à volta”, explica por sua vez Chung-Pei Ma.

Situados a mais de 300 milhões de anos-luz da Terra, estes buracos negros escondem-se no interior de duas galáxias elípticas. Um deles está na galáxia NGC 3842, na direcção da constelação do Leão, enquanto o outro se encontra na galáxia NGC 4889, na direcção da Cabeleira de Berenice. Até agora, tinham sido descobertos 63 buracos negros supermaciços. O maior, encontrado em Janeiro deste ano – por Karl Gebhardt, da Universidade do Texas em Austin e que integra a equipa de Chung-Pei Ma –, atinge 6300 milhões de vezes a massa do Sol e fica na galáxia M87. Quanto à nossa galáxia, tem um buraco negro um pouco mais modesto, com quatro milhões de massas solares.

 

Via Público



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Quarta-feira, 07.12.11
Esta tecnologia terá, muito provavelmente, um forte impacto no futuro, não só no sector doméstico mas também nos sectores da restauração e hotelaria
Esta tecnologia terá, muito provavelmente, um forte impacto no futuro, não só no sector doméstico mas também nos sectores da restauração e hotelaria (Mick Tsikas/Reuters)
 Uma tecnologia desenvolvida por investigadores da Universidade de Coimbra consegue arrefecer alimentos e bebidas a uma velocidade dez vezes superior aos equipamentos tradicionais, como frigoríficos. A tecnologia dá pelo nome de SuperCooling e não interfere com a qualidade do produto.

A investigação - levada a cabo na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) - começou há dois anos e baseia-se na técnica da refrigeração por vácuo.

A título de exemplo das capacidades desta tecnologia - refere a FCTUC em comunicado - “uma garrafa de água de 33cl é arrefecida em 3 minutos”.

É expectável pensar-se que esta tecnologia terá um forte impacto no futuro, não só no sector doméstico mas também nos sectores da restauração e hotelaria, por exemplo, porque se trata de uma tecnologia muito rápida e economicamente vantajosa.

“Nos hotéis, para que as bebidas se mantenham frescas é necessário que o minibar esteja continuamente em funcionamento, representando elevados consumos energéticos. Com esta nova tecnologia, o refrigerador só consome a energia necessária para o arrefecimento dos produtos, o que é um processo muito rápido, ou seja, significa uma poupança muito significativa de energia”, explica a investigadora Cátia Augusto no mesmo comunicado.

 

Via Público



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Quinta-feira, 01.12.11

Já se pode urinar e marcar pontos ao mesmo tempo

 

Já se pode urinar e marcar pontos ao mesmo tempo

 

Empresa britânica criou um videojogo para urinóis e não é necessário inserir moedas para jogar. Só é preciso estar aflitinho

 

Em casa podemos sempre levar connosco a consola portátil. Mas, pensando melhor, isso só seria adequado para a necessidade número dois. No caso da necessidade número um e das casas de banho públicas, a dificuldade é maior. Ou será mais sensato dizer: “era”?

 

A empresa britânica Captive Media considerou o tempo que os homens passam em frente ao urinol – uma média de 55 segundos – e deu-lhes algo para se distraírem (e competirem): urinóis com videojogos. Apesar de ainda não haver jogos de tiros, já se sabe quais são, nesta aplicação, as balas e a pistola.

 

Com efeito, alguns bares voluntariaram-se para a experiência e colocaram, em cima de cada urinol, um ecrã LCD de 30 centímetros, que serve para os jogos correrem e serem visualizados.

 

A interface de jogo está integrada nos próprios urinóis, através de marcas assinaladas com “Start” (começar), “Left” (esquerda) e “Right” (direita). O “jogador” só tem de direccionar a sua urina para as marcas correspondentes, que um dispositivo de infra-vermelhos faz a leitura e aplica a acção no jogo.

 

A característica positiva do sistema, para os potenciais compradores, é o facto de não ser necessário mexer na canalização nem comprar novos urinóis para o instalar, revelou Gordon MacSween, um dos criadores, à BBC. Basta o acoplamento, ao urinol, de uma consola externa.

 

Aliviar a bexiga e resolver um “quiz”

Agora, com o produto da Captive Media, a competição entre o público masculino, na ida aos lavabos, é outra. A empresa desenvolveu, para já, três jogos. Num deles, o propósito é desviar uma mota-de-neve dos pinguins que sobem a montanha; noutro, o objectivo consiste em responder correctamente a um “quiz”; o terceiro é o famoso “Breakout”.

 

Em todos eles, consoante o tempo e sucesso da performance, é atribuída ao “visitante” do urinol uma pontuação, imediatamente posicionada no "ranking" (visível no ecrã) de quem por ali urinou. Além disso, é possível partilhá-la nas redes sociais.

 

Um estudo feito pela Captive Media, durante quatro meses, nos estabelecimentos equipados à experiência com o sistema de videojogos nos lavabos, permitiu concluir que, entre 160 entrevistados, 27% passou a frequentar o local por causa dos urinóis, 45% ficava durante mais tempo para jogar (ou seja, bebia mais para poder jogar) e 87% ia dizer aos amigos o que é que tinham visto.

 

Para além destes números positivos, segundo gerentes de alguns bares e restaurantes do Reino Unido, a higiene das casas de banho masculinas aumentou, visto que, agora, existe uma maior preocupação em fazer pontaria para dentro do urinol.

 

Via P3


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Terça-feira, 29.11.11

Bastien já seria vítima de maus-tratos por parte do pai

Bastien já seria vítima de maus-tratos por parte do pai (DR)
Bastien, três anos, terá sido castigado por alegado mau comportamento na escola. Para o punir, o pai terá decidido despi-lo e colocá-lo dentro da máquina de lavar. Porém, os pais negam toda a história e alegam que o seu filho caiu nas escadas. O caso aconteceu em Germingny-l’Evêque (Seine-et-Marne), em França, e está a chocar o mundo.

Cristophe, de 33 anos, é acusado pela morte do seu filho depois de o ter metido dentro da máquina de lavar. A mãe, Charléne (de 25 anos), é acusada de não ter impedido a consumação do crime e de não ter assistido uma pessoa em perigo. O seu filho, de três anos.

A Associated Press cita fontes judiciais para revelar que o pai de Bastien terá colocado o filho nu dentro da máquina de lavar que depois colocou em funcionamento no modo de secagem. Quando a mãe resgatou o seu filho da máquina, Bastien estaria gelado e Charléne terá pedido ajuda a uma vizinha dizendo-lhe que a criança tinha caído pelas escadas, acrescenta o relato do jornal Le Parisien. “

"Eu peguei na criança. Bastien estava branco, desarticulado, como um boneco”, terá contado Alice, a vizinha. “Ele teve um último batimento de coração e nesse momento soube que ele estava morto. Telefonei para o Samu [o serviço de atendimento a situações médicas urgentes em França] enquanto a mãe lhe fazia uma massagem cardíaca, sem conseguir reanimá-lo”, terá relatado também a vizinha fazendo referência ainda ao facto de o pai, Cristophe, se encontrar no sofá da sala enquanto tudo isto acontecia. 

De acordo com o jornal Le Figaro, os pais contestam toda a história e referem que Bastien caiu pelas escadas de casa. Porém, os resultados preliminares do inquérito e dos exames médico-legais serão “compatíveis” com a hipótese de a criança ter sido colocada dentro da máquina de lavar. Bastien morreu na sequência de um “choque na cabeça”.

Há testemunhos que sustentam que o pai da criança tinha um comportamento violento. Mesmo Maud, a irmã de cinco anos de Bastien, terá confidenciado aos seus vizinhos que não foi a primeira vez que o pai colocou o seu irmão dentro da máquina de lavar. Segundo algumas notícias publicadas sobre este caso, os pais de Bastien e Maud estavam já referenciados nos serviços sociais e eram apoiados. “Bastien não era um filho desejado”, terá testemunhado a mãe de Charléne.



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Domingo, 27.11.11

Moçambique precisa de profissionais e oferece oportunidades de negócios

 

O presidente de Moçambique, Armando Guebuza, disse neste domingo em Lisboa que o país precisa de profissionais para trabalharem nas explorações de carvão e gás natural e que oferece oportunidades de negócio em várias áreas.

 

O presidente Guebuza está em Lisboa para participar na primeira Cimeira Luso-Moçambicana, prevista para os dias 28 e 29 de Novembro, durante a qual será reforçada a relação entre os dois países.

 

Num evento, junto da comunidade moçambicana, o chefe de Estado destacou a calorosa saudação com que foi recebido pelas cerca de 500 pessoas (de uma comunidade total de 3600 a viver em Portugal) presentes num hotel em Lisboa para o ouvirem.

 

Descobertas de recursos naturais

“Parece que estou de novo em Moçambique”, referiu o Presidente, num evento animado por música e dança tradicional e em que foi entoado o hino do país. O discurso centrou-se depois na economia moçambicana e sobretudo nas “descobertas recentes de recursos naturais”, com destaque para o gás natural e o carvão.

 

“Um dos grandes desafios que estas descobertas nos colocam tem a ver com a disponibilidade de técnicos moçambicanos para trabalhar nestes empreendimentos. As nossas instituições de ensino superior estão a fazer essa formação mas os números não correspondem à procura. Precisamos de muitos mais técnicos”, afirmou o chefe de Estado.

 

Já nesta semana, o presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique defendeu, em declarações à Lusa, que Maputo deveria alterar a legislação laboral para facilitar a entrada de trabalhadores portugueses qualificados no mercado de trabalho moçambicano porque o país “tem uma enorme carência de quadros”.

 

Ainda no seu discurso, o presidente Guebuza apelou aos empresários Moçambicanos para olharem para este “nicho de oportunidade” porque há ainda “falta de fornecimento bens e serviços para essas empresas”.

 

Via P3



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Sábado, 26.11.11

As mulheres mais jovens são as mais perseguidas

As mulheres mais jovens são as mais perseguidas (Enric Vives-Rubio)

O primeiro estudo sobre o fenómeno de assédio persistente em Portugal foi apresentado nesta sexta-feira. Reclama-se legislação capaz de abarcar todas as formas de stalking e, sobretudo, de punir este crime.

Ser mulher, solteira ou separada/divorciada e jovem são os factores de risco para a vitimação por stalking, segundo o primeiro estudo realizado em Portugal sobre este fenómeno que se define por uma perseguição ou um “assédio persistente”. O trabalho, coordenado pela investigadora da Universidade do Minho, Marlene Matos, foi apresentado hoje e conclui que 19,5 por cento das 1210 pessoas (homens e mulheres) inquiridas já foram vítimas de perseguição.

stalking é definido como um “padrão de comportamentos de assédio persistente que integra formas diversas de comunicação, contacto, vigilância e monitorização de uma pessoa-alvo por parte de outra – o/a stalker”. Tentativas insistentes de entrar em contacto por cartas, telefonemas ou emails, perseguir, agredir, ameaçar, filmar ou tirar fotografias sem autorização, invadir ou forçar a entrada em casa, são algumas das muitas formas de stalking.

Marlene Matos defende a criação de legislação em Portugal para punir criminalmente ostalking, um “assédio persistente” cujas principais vítimas são as mulheres. “Em Portugal, ostalking não é crime, mas há necessidade de criar legislação específica para este fenómeno, à semelhança do que já acontece em vários outros países”, sustenta a investigadora, que gostaria de ver criada “legislação que inclua todas estas formas intrusivas”.

De acordo com as conclusões do estudo realizado na Universidade de Minho, as mulheres (67.8 %) são as principais vítimas destas várias formas de perseguição e os homens são os principais stalkers (68 %). Na maior parte das vezes o stalker é alguém conhecido (40,2 %) ou ex-parceiro da vítima (31,6%). Apenas 24,8 % dos inquiridos declarou que o stalker era um desconhecido

O risco de ser vítima de stalking é maior entre os 16 e 29 anos (26,7 % numa amostra de 80 pessoas) do que nos anos seguintes, entre os 30 e 64 anos, onde a prevalência baixa para os 20,3% numa amostra de 138 pessoas. Acima dos 65 anos a prevalência encontrada nas 18 pessoas inquiridas foi de 7,8 %. 

As três formas mais declaradas de stalking neste estudo foram as tentativas de entrar em contacto (79,2 %), o “aparecer em locais habitualmente frequentados pela vítima” (58,5%) e ser perseguido (44,5 %). Em média, as vítimas são alvo de mais de três comportamentos que podem ser definidos com stalking. “Genericamente, homens e mulheres relatam os mesmos comportamentos de vitimação. Duas excepções para “ser filmado ou tirar fotografias de forma não autorizada” que foi uma experiência mais comum entre os homens e “ser perseguido” que foi um comportamento de vitimação mais frequente nas mulheres”, refere o estudo. 

Independentemente do sexo da vítima, a perseguição tende a prolongar-se entre as duas semanas (21,7 por cento) e os seis meses (31,9 por cento). “À medida que a intimidade da relação aumenta, aumenta a duração do stalking”, verificou o estudo notando ainda que “as agressões à vítima ou a terceiros ocorreram principalmente quando a duração do stalking foi superior a dois anos”. 

As vítimas declararam ter sido afectadas na sua saúde psicológica (36,6 %) e no estilo de vida (25,4 %) e apenas 40 % procurou algum tipo de apoio, sendo que os pedidos de ajuda partiram sobretudo das mulheres (48,1 % vs 25 %). E a quem pediram ajuda? Em primeiro lugar a amigos (66,7 %), seguidos dos familiares (64,6%) e dos colegas de trabalho/estudo (30,2 %). Apenas 26 % optaram por recorrer às forças de segurança e 21,9 % a profissionais de saúde.

stalking não está previsto como crime no Código Penal português, que, no entanto, pune várias acções singulares relacionadas com o fenómeno, como assédio sexual, ofensas à integridade física simples ou grave, violência doméstica, ameaça, violação de domicílio, devassa ou perturbação da vida privada. A expectativa deste estudo da UM é estimular o desenvolvimento de legislação específica e a implementação de medidas para protecção destas vítimas. Actualmente, na Europa, a lei anti-stalking já vigora em nove países, designadamente Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Itália, Malta e Reino Unido.

 

Via Público



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Sexta-feira, 25.11.11
Alguns pensos higiénicos da linha especial criada para meninas de oito anos

Alguns pensos higiénicos da linha especial criada para meninas de oito anos

O fenómeno é histórico. Desde que há registos, constata-se que as raparigas têm a sua primeira menstruação cada vez mais cedo, mas qual é o limite? Uma marca de higiene íntima lançou pensos higiénicos para meninas dos 8 aos 12 anos. A culpa pode ser da obesidade nas crianças. Ou talvez não.

Têm estampados estrelinhas e coraçõezinhos em verde, amarelo, azul e cor-de-rosa, padrão que parece saído de uma daquelas páginas de blocos coloridos e perfumados de meninas pequenas, mas são pensos higiénicos que parecem brinquedos. "São mais pequenos e estreitos para se adaptarem ao teu corpo", anuncia a marca norte-americana Kotex, que tenta assim apelar às raparigas que têm a sua primeira menstruação cada vez mais cedo.

Com uma linha de produtos inicialmente dirigida às mulheres dos 14 aos 22 anos, esta marca de produtos de higiene íntima decidiu lançar este ano esta gama de pensinhos "18 por cento mais pequenos do que o tamanho normal", que vêm em caixinhas coloridas e infantis. Têm como público-alvo raparigas dos 8 aos 12 anos, isso mesmo, dos 8 aos 12 anos.

A primeira vez que ouviu falar deste tipo de produto, que não existe em Portugal, Susan Kim, co-autora do livro Flow: The Cultural Story of Menstruation ("Fluxo: A história cultural da menstruação"), confessou ao New York Times que ficou assustada. "A minha primeira reacção foi: 'Oh meu Deus, pensos para miúdas de oito anos!'", mas depois pensou que era uma resposta do mercado ao que está a acontecer: a primeira menstruação (cujo termo técnico usado é "a menarca") está a surgir cada vez mais cedo.

O fenómeno é histórico. Em meados do século XIX, a idade média da primeira menstruação nas populações europeias era de 16 a 17 anos; entre o início do século XX e a década de 1960, verificou-se uma diminuição dos 15 para os 13 anos. Nos Estados Unidos, a diminuição entre meados do século XIX e meados do século XX foi de 17 para os 14 anos. "O adiantamento da idade da menarca observado em vários países ocorreu a uma taxa constante de cerca de três em cada cem anos (3,6 meses por década)", resume Raquel Leitão na sua tese de doutoramento na área de Saúde Infantil, no Instituto de Educação da Universidade do Minho.

Em estudos mais recentes, o abaixamento é documentado em vários países desenvolvidos. A investigadora dá dois exemplos: na Alemanha houve uma variação de 13,3 para 13,0 anos entre 1979/80 e 1989; em Espanha parece persistir um declínio acentuado na idade da menarca, de cerca de 0,22 anos por década.

 

 

 

Via Público



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Alguns organismos sugerem a redução da dose máxima recomendada e da quantidade de comprimidos por embalagem
Alguns organismos sugerem a redução da dose máxima recomendada e da quantidade de comprimidos por embalagem (Foto: Paula Abreu/arquivo)
A toma prolongada de paracetamol, um dos medicamentos mais vendidos e consumidos em todo o mundo, pode levar a uma overdose. A conclusão faz parte de um estudo publicado no British Journal of Clinical Pharmacology, sendo cada vez mais frequentes os alertas para os riscos deste analgésico, muito associado a falências hepáticas.

O paracetamol é o medicamento não sujeito a receita médica mais vendido em Portugal e é a substância activa de vários medicamentos antipiréticos (para baixar a febre) e analgésicos (para as dores) que mais se vende no país, em quantidade, segundo o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento). Nos postos de venda livre (fora das farmácias) tem mais de 12% da quota de mercado e só entre Janeiro e Setembro de 2011 foram vendidas quase 550.000 embalagens. Dados da consultora IMS Health Portugal indicam que, em 2009, foram vendidos pelos armazenistas às farmácias mais de 16 milhões de embalagens com esta substância, o que dá uma média de mais de uma embalagem por ano por cada pessoa.

De acordo com a investigação desenvolvida por um grupo de cientistas da Universidade de Edimburgo, a toma prolongada e regular de paracetamol pode ser fatal, já que é difícil detectar as situações em que o doente está em risco, sendo muitas vezes demasiado tarde para inverter as lesões provocadas pelo medicamento, sobretudo no fígado.

Apesar de ser de fácil acesso, o paracetamol pode provocar lesões hepáticas e, em casos mais graves, hepatites fulminantes que podem obrigar a um transplante. Contudo, é mais inofensivo para o esófago, estômago e intestino do que alguns analgésicos e anti-inflamatórios. Estão-lhe igualmente associados problemas renais, quando tomado de forma prolongada e em doses elevadas. Estas são, no entanto, situações normalmente atribuídas ao consumo excessivo desta substância – mais de quatro gramas por dia – ou quando associadas à ingestão de produtos igualmente lesivos para o fígado (como bebidas alcoólicas). 

O grupo de Edimburgo acompanhou 161 casos de overdoses relacionadas com utilização prolongada deste medicamento, que é frequentemente escolhido para situações como febre, dores musculares ou dores de cabeça – um consumo que é facilitado por ser, na maioria dos países, à semelhança de Portugal, um fármaco de venda livre.

O perigo dos antigripais

O farmacêutico e presidente da secção regional de Lisboa da Ordem dos Farmacêuticos António Hipólito de Aguiar, contactado pelo PÚBLICO, corrobora as preocupações emanadas pelo estudo e reforça que “a margem de segurança do paracetamol é muito pequena”. O especialista exemplificou que com a proliferação de marcas de paracetamol no mercado há muitas pessoas que, por desconhecimento, “tomam uma marca para a febre e outra para as dores, sem saberem que é o mesmo medicamento”. Há também medicamentos, sobretudo antigripais, que têm mais do que uma substância activa, o que faz com que os doentes muitas vezes não saibam que estão a tomar um fármaco com paracetamol.

Em 2009, também o organismo norte-americano responsável por regular o sector do medicamento, a Food and Drug Administration (FDA), recomendou que se reduzisse a dose máxima permitida por cada comprimido (de 1000 miligramas para 650) e que o consumo máximo diário permitido passasse a ser de 3250, em vez dos actuais 4000, de modo a evitar situações de overdose. A FDA pretendia também embalagens mais pequenas e com alertas mais visíveis para os efeitos secundários e para os casos em que se recomenda o uso da substância. Recentemente tanto Estados Unidos como Reino Unido reduziram a dose máxima recomendada para crianças.

Hipólito de Aguiar assegura, porém, que na Europa e concretamente em Portugal, “pouco ou nada tem sido feito” para evitar complicações com este medicamento. O farmacêutico lamenta que as recomendações sobre doses e dimensão das embalagens não tenham sido acolhidas e reitera que a venda livre fora das farmácias representa um perigo, insistindo que “esta posição não pretende ser proteccionista” e que visa, pelo contrário, “a segurança dos doentes”.

O investigador Kenneth Simpson, que liderou o trabalho agora publicado, especificou que as situações fatais aconteceram principalmente em pessoas que tinham casos de dores crónicas e que tomavam paracetamol com regularidade. Simpson referiu, ainda, no trabalho que as análises sanguíneas na maioria dos casos não ajudam a despistar o problema, visto que níveis elevados da substância activa são associados a uma toma excessiva pontual (normalmente casos de tentativa de suicídio) e não ao uso prolongado.

O grupo alertou, contudo, que é nos casos de uso prolongado que o fígado sofre lesões mais graves e, muitas vezes, irreversíveis. A conclusão baseou-se na análise das notas clínicas de 663 doentes a quem foi diagnosticada doença hepática induzida por paracetamol. Destes doentes, 161 tomavam paracetamol de forma prolongada e apresentavam lesões hepáticas, cerebrais, renais e problemas respiratórios mais acentuados, assim como maior risco de morte.

Desvendada actuação do paracetamol

Este estudo surge na mesma semana em que o King’s College de Londres anunciou que descobriu a forma exacta como o paracetamol actua no corpo humano. O funcionamento do medicamento, apesar de ser utilizado há largos anos, permanecia por explicar. Mas este novo estudo publicado na Nature Communications revelou que o paracetamol inibe a presença da proteína TRPA1 nas células nervosas, o que permite controlar a dor. Os investigadores esperam que a descoberta sirva para procurar mais substâncias que actuem no mesmo campo, mas que tenham uma toxicidade mais baixa.

 

Via Público



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Quarta-feira, 23.11.11
A única forma de Gulnaz ultrapassar a desonra de ter sido violada, ou de ter incorrido em adultério é casar-se com o seu agressor
A única forma de Gulnaz ultrapassar a desonra de ter sido violada, ou de ter incorrido em adultério é casar-se com o seu agressor (DR)
Uma afegã de nome Gulnaz, de 21 anos, enfrenta um terrível dilema: ou permanece na prisão com uma filha pequena, cumprindo pena por ter sido violada por um homem casado, ou contrai matrimónio com o agressor para poder sair da prisão.

Quando Gulnaz tinha 19 anos foi violada pelo marido de uma das primas. Dois anos depois, a jovem ainda se recorda dos pormenores do episódio: “Ele tinha as roupas nojentas, porque trabalha na construção. Quando a minha mãe saiu, ele veio até minha casa e fechou as portas e as janelas. Eu comecei a gritar mas ele calou-me, tapando-me a boca com as mãos”, descreveu Gulnaz à CNN.

Depois da violação não contou a ninguém o que se tinha passado – sabendo que não seria ajudada – mas depressa a verdade veio à tona: estava grávida.

Acabou por ser julgada por adultério e condenada a 12 anos de prisão. É lá que está actualmente, com a sua filha. Cumprem pena em conjunto.

Para sair da prisão, só tem uma solução: casar-se com o seu agressor. A única forma de uma mulher afegã ultrapassar a desonra de ter sido violada, ou de ter incorrido em adultério, é casar-se com o seu atacante.

E é precisamente isto que Gulnaz está disposta a fazer. “Perguntaram-me se eu estava disposta a começar uma nova vida de liberdade casando-me com este homem”, disse a jovem à CNN. “A minha resposta foi que há um homem que me desonrou e que eu quero ficar com esse homem”.

A jovem diz que na sua decisão pesa o futuro da filha. Só assim poderão permanecer juntas e em liberdade.

Mas - adianta a CNN - a escolha de Gulnaz não a livra de perigo. A família do atacante ou mesmo a sua própria família poderão querer matar a jovem por ter desonrado o nome familiar. É muito provável que, mal ponha pé fora da prisão, Gulnaz corra perigo de vida.

Casos como o de Gulnaz são comuns no Afeganistão mas este tornou-se notícia após uma disputa entre a UE e uma equipa de realizadores contratados pela própria União Europeia para levarem a cabo uma série de documentários sobre os direitos das mulheres no Afeganistão.

Os realizadores fizeram uma extensa reportagem sobre Gulnaz e sobre histórias de outras mulheres que falaram abertamente para as câmaras, sem lenços a cobrirem-lhes os rostos, sobre as suas vidas. 

Depois de mostrarem as filmagens aos responsáveis da UE, estes decidiram cancelar o projecto afirmando que essas mulheres poderiam ser identificadas e sofrer represálias.

Mas os realizadores - citando um e-mail da UE cujo conteúdo foi parar aos media – afirmam que o problema está nas relações delicadas entre a UE e o Afeganistão, que é apresentado de forma muito pouco favorável (especialmente o seu sistema judicial).

Pode ler-se no e-mail, segundo a CNN: “A delegação tem de considerar as suas relações com as instituições de Justiça afegãs”.

O embaixador da UE para o Afeganistão, Vygaudas Usackas, rejeitou, porém, qualquer motivação política para a suspensão do projecto documental. “Eu estou realmente preocupado é com a situação das mulheres. Com a segurança e o bem-estar destas mulheres (...) esse é o critério de acordo com o qual eu - como representante da UE - irei julgar este caso”, disse o embaixador, citado pela CNN. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 21.11.11
Cerimónia pelas vítimas da sida na Roménia: na Europa de Leste o número de novas infecções ainda está a crescer
Cerimónia pelas vítimas da sida na Roménia: na Europa de Leste o número de novas infecções ainda está a crescer (Bogdan Cristel/Reuters/Arquivo)
O relatório da ONUsida sobre 2010 traz boas notícias: há menos pessoas a morrer de sida, devido a maior acesso a tratamentos, e por isso o número de seropositivos no mundo atingiu um número recorde. A taxa de novas infecções baixou também.

Há hoje cerca de 34 milhões de seropositivos no mundo. Em 2010 morreram da doença 1,8 milhões de pessoas (no início dos anos 2000 registou-se um pico de mortes, com 2,2 milhões por ano). A taxa de novas infecções – 2,7 milhões de novos seropositivos em todo o mundo – continua a diminuir: 15% menos do que há dez anos, e 21% menos do que no pico de crescimento da epidemia, em 1997.

O director da ONUsida, Michel Sidibé, considerou que este pode ser “o ano da viragem” na luta contra a sida, sublinhando que foram evitadas cerca de 2,5 milhões de mortes em países pobres e de rendimento médio desde 1995, graças ao melhor acesso a tratamentos (que controlam a sida mas ainda não curam a doença). “Nunca tivemos um ano em que tenha havido tanta ciência, tanta liderança e tantos resultados num ano”, declarou Sidibé.

Das pessoas que seriam elegíveis para receber o tratamento em países pobres e de rendimento médio – 14,2 milhões de pessoas – cerca de 6,6 milhões, ou seja 47%, estão a recebê-lo (no ano anterior, apenas 36% dos 15 milhões de pessoas a necessitar de tratamento o receberam). “Em apenas um ano temos mais 1,4 milhões de pessoas em tratamento”, comentou Adrian Lovett, do grupo antipobreza ONE. O que salvou a vida a 700 mil pessoas durante o ano de 2010, estima a agência da ONU.

“Mesmo neste período difícil – depois de três anos de crise financeira – continuamos a ter resultados: cada vez mais países viram o número de novas infecções diminuir”, disse Sidibé. “Há alguns anos, parecia fantasista anunciar o fim da epidemia de sida a curto prazo, mas a ciência, o apoio político e a resposta comunitária começam a dar resultados tangíveis.”

África continua a ser o continente mais afectado: lá vivem 68% das pessoas com sida no mundo – para comparação, a população na região é de 12% da população mundial, a taxa de seropositivos é de 5% nos adultos enquanto a taxa no resto do mundo é inferior a 1%. Cerca de 70% das novas infecções pelo vírus da sida ocorreram na África subsariana, assim como quase metade das mortes por sida. Mas a tendência é para o decréscimo.

A segunda região mais afectada são as Caraíbas (200 mil seropositivos, ou seja, 0,9% da população adulta) e a terceira a Europa de Leste (1,5 milhões de seropositivos, também 0,9% dos adultos). A Europa de Leste e Ásia Central é uma das poucas regiões que tem escapado à tendência geral de decréscimo, com um aumento de 250% na taxa de novas infecções desde 2001, centrando-se na Rússia e Ucrânia (responsáveis por 90 por cento da epidemia regional). 

O relatório sublinha ainda que a epidemia se mantém “obstinadamente estável” na América do Norte e no resto da Europa, onde 2,2 milhões de pessoas vivem com o vírus da sida (metade nos Estados Unidos).

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 19:52 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.11.11

Foi no meio de muitas gargalhadas e exclamações que decorreu, pela primeira vez na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), a sessão «Sexualidade: tudo o que querias saber mas não ousavas perguntar», direccionada a alunos de escolas do distrito do Porto, com idades entre os 13 e os 18 anos. A Aula Magna da instituição ficou lotada.

 

Sem assombros nem preconceitos, os especialistas das áreas da Psiquiatria e Sexologia Rui Mota Cardoso, como moderador, Margarida Braga e Manuel Esteves (professores da FMUP) e Gabriela Moita esclareceram as dúvidas aos ‘iniciantes’.

 

Para evitar embaraços, recorreu-se a uma caixa onde os adolescentes depositaram as perguntas que foram respondidas aleatoriamente.

 

“Não há uma explicação para se sentir desejo por alguém, para se gostar de quem se gosta. À sexualidade é inerente a forma de gostar, de ver o outro, de como nos relacionamos uns com os outros. Falar de sexualidade é falar de tudo o que lhe está relacionado”, começou por explicar a psicóloga Gabriela Moita, em jeito de introdução.

 

Questões cruzadas sobre género, orientação sexual, contracepção, prazer, desejos, fantasias e medos deram um panorama do que são as dúvidas de uma geração à partida mais informada, mas que às vezes não sabe procurar “a informação correcta”, como disse em conversa com os jornalistas Rui Mota Cardoso, após a sessão.

 

Da caixinha das dúvidas saíram perguntas como: “É melhor usar dois preservativos numa relação sexual?”, “O que é o amor físico?”“Como localizar e estimular o ponto ‘g’?”“É mais eficaz o preservativo ou a pílula?”“Em que situação pode acontecer a impotência no homem?”“A masturbação é saudável?”“A depilação com cera nos genitais masculinos provoca irritação?”“O que é um gang bang?”.


Com mais ou menos dificuldade e humor, os convidados foram tirando as dúvidas, e comentando as próprias perguntas, contextualizando a sexualidade nos seus padrões culturais, como foi o caso da provocatória questão: “Por que é que quando ‘batemos uma’ pensamos em médicos e enfermeiras?”. Este foi o ponto de partida para se falar das fantasias, do “mapa do amor” individual e das possibilidades imensas da sexualidade.

 

No fim, deixaram-se conselhos práticos: “não façam esforço nenhum para serem o que não são. Assim, as coisas correm melhor”, disse Gabriela Moita.

 

Manuel Esteves explicou à plateia que sexualidade “vai ser mais importante para alguns do que para outros. Mas sejam sempre responsáveis e acrescentem afecto que fica muito melhor”.

 

“Nestas coisas do sexo e do amor nós todos temos coisas a aprender”, rematou Margarida Braga.

 

Via Ciência Hoje



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Papa a dar um beijo a Safwad Hagazi, imã do Cairo
Papa a dar um beijo a Safwad Hagazi, imã do Cairo (DR)
Lembra-se da campanha da Benetton em que Oliviero Toscani fotografou um doente com sida, já perto da morte, rodeado pela família? E aquela em que um padre e uma freira se beijam na boca? Foi nos anos 90. Agora a marca de roupa italiana volta a dar que falar numa acção de marketing, continuando a apostar em beijos impossíveis: o Papa Bento XVI e um imã egípcio, os presidentes americano e chinês, a chanceler alemã e o chefe de Estado francês.

A campanha com estas montagens fotográficas, cujos cartazes acabam de invadir as ruas de Roma e Milão e os “sites” noticiosos um pouco por todo o mundo, faz parte de uma iniciativa da fundação Unhate (Deixe de Odiar, em tradução directa), financiada pelo grupo de Luciano Benetton e que tem por objectivo, lê-se na sua página oficial, “contribuir para a criação de uma nova cultura de tolerância” e de diálogo, independentemente das diferenças.

É por isso que o cartaz que agora está a 500 metros dos aposentos do Papa no Vaticano (segundo o diário espanhol “El País”) mostra o sumo pontífice a dar um beijo a Safwad Hagazi, imã do Cairo. É por isso que noutro cartaz da campanha o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, beija o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

Desta vez as fotografias não são de Oliviero Toscani, mas ao olhar para a imagem que junta os líderes das duas Coreias é impossível não pensar nele. Tão impossível como o beijo entre Kim Jong-il e Lee Myung-bak. 

 

Via Público



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Terça-feira, 15.11.11
O Facebook está a ser inundado por conteúdo ofensivo
O Facebook está a ser inundado por conteúdo ofensivo (Nelson Garrido)
Utilizadores do Facebook queixaram-se de que estão a ser colocadas nos seus murais imagens de conteúdo pornográfico e violento. A empresa está a investigar a falha.

As queixas espalharam-se pela Internet, com utilizadores a referirem-se uma torrente de pornografia, imagens de abuso de animais, de auto-mutilação e montagens de celebridades em actos sexuais a inundar os respectivos murais. Em vários casos, este conteúdo pode ser visto pelo utilizador e pelos respectivos contactos.

A técnica de explorar falhas no Facebook – ou enganar o utilizador com aplicações maliciosas – não é nova e tem sido usada em muitas acções de spam.

Este episódio, de acordo com os relatos colocados na Web, destaca-se pela dimensão e pela natureza das imagens.

O Facebook limitou-se a reconhecer o problema e a dar declarações genéricas sobre as políticas de combate a pornografia e conteúdo malicioso dentro da rede social.

O site é aberto a qualquer pessoa a partir dos 13 anos, mas há casos de utilizadores que não cumprem a regra e se registam sem terem a idade requerida.

 

Via Público



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Quinta-feira, 03.11.11

É uma antevisão assustadora das Nações Unidas. Em 2100 o mundo terá 10 mil milhões de habitantes, mas não haverá petróleo nem alimentos que cheguem para todos. 

 

 



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Robots criam contas e fazem amigos nas redes sociais
Nem sempre o que parece é. E se já havia quem se fizesse passar por quem não é nas redes sociais, agora há quem tenha amigos virtuais, que são, não pessoas, mas robots

O projecto, que levou à criação de robots para a abertura de falsas contas nas redes sociais, principalmente no Facebook foi desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade da Columbia britânica, em Vancouver, no Canadá, e teve como objectivo alertar, mais uma vez, para a facilidade com que se aceitam amigos nas redes sociais.

 

A experiência durou oito semanas, e os robots criaram perfis com nomes falsos, enviaram pedidos de amizade de forma aleatória e tiveram uma elevada percentagem e de respostas positivas.

 

Os pedidos de amizade seguiram para 5.053 utilizadores do Facebook, sendo que eram enviados 25 pedidos por dia a partir de cada conta para que estas mensagens não fossem detectadas como spam. Na primeira fase da experiência foram aceites 976 pedidos de amizade. Numa segunda fase foram enviados pedidos de amizade a 3.517 amigos dos amigos que se fizeram na primeira fase. E aqui a aceitação dos pedidos foi de 59 por cento.

 

Para os investigadores tal facto mostra que quem recebe um pedido de amizade nas redes sociais de alguém que já é amigo de um amigo, mesmo que virtual, tem menos cuidado e responde mais vezes positivamente à solicitação.

 

De acordo com os investigadores os mecanismos de segurança existentes nas redes sociais não são os mais eficazes a detectar perfis falso. Segundo a experiência apenas 20 por cento dos perfis falsos foram bloqueados, depois de algum membro da rede social ter percebido que se tratava de mensagens de spam.

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 11:57 | link do post | comentar

Quarta-feira, 26.10.11
Hoje, 42% da população mundial vive em países onde não nascem bebés suficientes
Hoje, 42% da população mundial vive em países onde não nascem bebés suficientes (REUTERS)
O mundo está prestes a ter 7000 milhões de ser humanos — é na segunda-feira, 31 de Outubro, que nascerá o bebé que arredondará as contas, segundo as Nações Unidas. Mas a evolução da população mundial no próximo século é complicada, com os países mais ricos, onde se inclui Portugal, a envelhecerem e a perderem população, e os mais pobres, sobretudo em África, a crescerem ainda, segundo o relatório anual da ONU sobre o estado da população, hoje divulgado.

Portugal está bem colocado nos tradicionais índices civilizacionais: está em 11º na mortalidade até aos cinco anos, com 3,7 crianças falecidas em cada mil que nascem, e na esperança de vida surge com um dos mais elevados valores entre os 188 Estados da tabela, com 83 anos para as mulheres e 77 para os homens que nasçam até 2015.

Mas Portugal tem a terceira pior taxa de fertilidade no mundo, logo a seguir à Bósnia-Herzegovina e Malta: para o período 2010-2015, a previsão é que nasçam apenas 1,3 filhos por mulher em Portugal, bem menos do que os 2,1 necessários para a reposição das gerações.

Hoje, 42% da população mundial vive em países onde não nascem bebés suficientes para pelo menos substituir os seus pais. Isso é o que está a acontecer na maior parte dos países ocidentais, embora alguns sejam excepção, como a Islândia e a Irlanda.

As projecções das Nações Unidas apontam para que em 2050 deverão existir 9,3 mil milhões de seres humanos na Terra e mais de 10 mil milhões até ao fim do século. A maior parte deste crescimento ocorrerá nos países em desenvolvimento com maiores taxas de fertilidade – 39 em África, nove na Ásia, seis na Oceania e quatro na América Latina.

Enquanto no mundo desenvolvido a população está a envelhecer, em parte dos países em desenvolvimento o fenómeno é inverso. “Enquanto a falta de mão-de-obra ameaça as economias de alguns países industrializados, os potenciais migrantes desempregados dos países em desenvolvimento encontram cada vez mais fronteiras encerradas para a experiência que podem oferecer”, diz o relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a População. “E, apesar dos progressos na redução da pobreza extrema, o fosso entre os pobres e os ricos está a aprofundar-se em todo o lado”, completa o relatório.

Apesar do previsto aumento populacional nas próximas décadas, a velocidade a que a humanidade está a crescer está a diminuir: se demorámos 12 anos a passar de 6000 a 7000 milhões, devemos levar 13 anos para chegar aos 8000 milhões, e 18 anos para alcançar os 9000. Para chegar aos 10.000 milhões devemos ter de esperar até ao fim do século.

 

Via Público



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Sexta-feira, 21.10.11

Como conversar sobre sexo com meu filho?

 

Os pais, assim como muitos professores, devem estar preparados para responder tranqüilamente a questões de sexualidade

 

Se uma criança pergunta como ela nasceu aos seus pais, eles podem responder: ‘‘Você saiu da barriga da mamãe, lá no hospital’’. Se esta resposta for suficiente para a curiosidade da criança, ela vai parar por aí. Se não for, certamente virá outra pergunta, e mais outra, até que ela obtenha uma resposta que a satisfaça e tire todas as suas dúvidas. 

Os pais, assim como muitos professores, devem estar preparados para responder tranqüilamente a essas questões. Entretanto, se ficarem absolutamente sem ação, é melhor dizer à criança que não sabem a resposta, que vão pesquisar e depois dizer a ela, do que inventar uma resposta equivocada. Se a criança não ficar satisfeita com a resposta, certamente irá buscá-la em outra fonte. Porém, o que não deve acontecer é querer dar uma aula de reprodução e anatomia quando a pergunta é mais simples. 

É importante tentar perceber quando a criança está demonstrando uma curiosidade de acordo com sua idade ou vontade de conhecer a sua própria sexualidade. Essa descoberta faz parte do desenvolvimento saudável da criança desde que sem exageros. E não só no assunto sexualidade, mas em todos os outros momentos em que somos questionados, é sempre importante dar respostas verdadeiras e diretas. 

Hoje estamos presenciando uma participação muito pequena da família em relação à formação dos seus filhos, passando toda ou parte dessa responsabilidade para a escola. Embora saibamos que a família e a escola são primordiais na formação do indivíduo, os valores familiares são essenciais na formação da criança e esses valores são passados em atitudes mais do que em discursos. 

Na formação da sexualidade não é diferente, pois a ligação afetiva da criança com seus pais começa no nascimento e evolui através da demonstração dessa afetividade com abraços, palavras doces, carinho na hora do banho, entre inúmeros outros momentos de relacionamento familiar. 

Mitos e Verdades 

- Quando a criança começa a perguntar sobre sexualidade, os pais devem responder francamente. 

- Caso seja constrangedor, diga que não sabe e que vai pesquisar, mas nunca deixe uma pergunta sem resposta. 

 

Via Bonde



publicado por olhar para o mundo às 18:58 | link do post | comentar

Quinta-feira, 20.10.11

Nunca fui uma pessoa muito religiosa, mas até eu sei que Jesus Cristo quando, supostamente, veio à Terra espalhou mensagens de igualdade entre homens e mulheres. Assim sendo, há uma questão que paira na minha cabeça há anos: afinal, por que raio não podem as mulheres vestir a sotaina e subir ao altar?

 

Pelos vistos, esta pergunta - pertinente, diria eu - não me ocorre só a mim. Esta segunda-feira, um grupo de quinze mulheres vestidas de padre desfilou pelas ruas de Roma, num protesto pela ordenação de mulheres a sacerdotes. De cartazes em punho e acompanhadas pelo padre católico norte-americano Roy Burgesois, o grupo de ativistas católicas tentou entrar na Praça de São Pedro para entregar 15 mil assinaturas de apoio à causa. Conclusão: os guardas do Vaticano barraram-lhes o acesso à praça, sob ameaça de detenção. Uma atitude digna da tolerância pregada na Bíblia, não tenho dúvidas.

 

A líder do grupo e o padre que as acompanhava chegaram mesmo a ser presos. Pergunto eu: seria isto necessário num protesto totalmente pacífico? Que eu saiba, a entrada na Praça de São Pedro ainda não está interdita aos "filhos de Deus" (aliás, pelos magotes de gente que se junta lá diariamente eu diria que são todos bem-vindos... ou estou enganada?).

Alguém avisa estes senhores que o tempo da inquisição já passou à história?

Sem querer ofender ninguém, eu percebo que os cartazes com frases simpáticas e devotas que todos os domingos são mostrados à sua santidade o Papa naquela praça agradam muito à Igreja e ficam bonitos na televisão. Mas não vejo muito bem o que de tão ofensivo tinha uma simples faixa a dizer: "Deus está a chamar as mulheres a serem padres". Ofensivo ao ponto de levar à detenção de duas pessoas que, julgo eu, além de nem sequer terem provocado distúrbios, têm direito a uma coisa tão essencial como a liberdade de expressão. Alguém avisa estes senhores que o tempo da Inquisição já passou à história?

 

"O escândalo de exigir silêncio sobre a questão da ordenação de mulheres reflete a arrogância absoluta da hierarquia (da Igreja Católica Romana) e o seu trágico fracasso em aceitar as mulheres como iguais em dignidade aos olhos de Deus". Palavras (com muita pena minha por não ter sido eu a dizê-las primeiro) de Erin Hanna, a líder do grupo que acabou detida, seguidas da apreciação do padre solidário com a causa: "Se o chamamento para ser padre é um dom e vem de Deus, como podemos, como homens, dizer que nosso chamamento de Deus é autêntico, mas o chamamento de Deus às mulheres não é?".

 

Talvez o senhor Bento XVI tenha uma resposta para isto. Ou não. Mas é por estas (hipocrisias) e por outras que a mim não me apanham na missa ao domingo.

 

 



Via A vida de saltos altos



publicado por olhar para o mundo às 17:24 | link do post | comentar

O foguetão na base de lançamento
O foguetão na base de lançamento (ESA/Reuters)
Os dois primeiros satélites do sistema Galileu vão ser lançados quinta-feira, a partir da Guiana Francesa, na América do Sul, às 11h34 (hora de Lisboa). Os aparelhos integram o sistema de posicionamento geográfico, uma espécie de GPS europeu e serão transportados por um Soiuz – uma estreia na parceria entre russos e europeus que fez com que pela primeira vez um foguetão russo eja lançado fora dos dois cosmódromos utilizados por Moscovo.

É o primeiro grande teste do maior projecto espacial liderado pela Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês) e pela Comissão Europeia, que terá um custo de 5,4 mil milhões de euros, dinheiro pago pelos contribuintes europeus. O sistema Galileu começou a ser pensado em 1999 como um projecto civil para terminar com a dependência europeia do GPS, o equivalente norte-americano, mas sob controlo militar, que permite a posicionar objectos na superfície terrestre. 

Segundo os especialistas, o Galileu vai ter um detalhe maior, permitindo por exemplo observar melhor o movimento na crosta terrestre ou o aumento do nível médio do mar. Os satélites conseguem medir a distância através do envio de micro-ondas para a Terra. O sistema vai ficar disponível gratuitamente.

O projecto viveu várias convulsões e atrasou-se dois anos. Em 2007 chegou a estar em risco: a Comissão Europeia teve de dar o passo em frente, assegurando o financiamento. Mas estima-se agora que a partir de 2014 o sistema esteja a funcionar e que no final da década atinja a capacidade plena, com os 27 satélites a girar em torno da Terra, em três órbitas circulares diferentes numa altitude de cerca de 23.000 quilómetros.

Para isso, os lançamentos têm de correr bem. Na comunicação social fala-se da segurança das máquinas russas, que desde a década de 1950 andam a lançar para o espaço satélites e cápsulas com humanos e têm a maior taxa de sucesso do mundo. Mas o foguetão Soiuz passou por um processo inédito. 

As peças foram transportadas da Europa para América do Sul e o lançador russo foi montado na Base Espacial da Guiana, numa réplica de 120 hectares do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, construída nos trópicos. O clima obrigou a ter cuidados suplementares, como a construção de um edifício para proteger o foguetão da temperatura, chuvas e humidade. O próprio veículo teve de ser maior para albergar os dois satélites.

Tanto a Europa como a Rússia viram vantagens nesta parceria. Os dois modelos de foguetões que a Europa costuma utilizar para colocar satélites em órbita e que são construídos pela empresa Arianespace, que detém a base na Guiana Francesa, não levam cargas de peso médio. 

Jean-Yves Le Gall, director executivo da Arianespace, disse à BBC News que para construir um novo modelo médio, a empresa iria gastar entre “três e cinco mil milhões de euros”. A despesa do Soiuz foi de cerca de “400 milhões de euros” e abre ainda a possibilidade, no futuro, de a ESA poder enviar astronautas para o espaço. Ao mesmo tempo, a parceria faz com que a indústria russa produza mais foguetões.

A missão acabou por acontecer na Guiana, permitindo que o veículo carregue ao todo três toneladas de equipamento - mais 1,3 toneladas do que se fosse lançado a partir do Cazaquistão. No equador a velocidade da rotação da Terra é superior às latitudes mais próximas dos pólos, o que torna o lançamento mais leve.

É esperado uma multidão a testemunhar o início de vida do sistema Galileu. Segundo um artigo na revista alemã Der Spiegel o primeiro-ministro russo Vladimir Putin estará presente, acompanhado por políticos, diplomatas, directores executivos de empresas, jornalistas e outras testemunhas.

 

Via Público



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Quarta-feira, 19.10.11
A canção que é mais relaxante que uma massagem
A música pode ser mais relaxante que uma massagem? De acordo com estudos científicos, pode. E uma canção leva o troféu, pertencente à banda inglesa Marconi Union, que assim compôs a canção mais relaxante de sempre.

Se é inegável o efeito relaxante da música, muitos podiam considerar exagerado dizer que o seu efeito seria maior do que uma massagem.

 

Mas tal hipótese ficou agora comprovada. Um estudo britânico comprovou que uma canção é mais relaxante que uma massagem, e não é da autoria de nenhuma nome sonante do panorama musical internacional.

 

O efeito relaxante da música foi provado pelos cientistas da Mindlad Internacional, um laboratório situado em Inglaterra que estudou as reacções e respostas subconscientes de várias pessoas enquanto escutavam Weightless, canção dos Marconi Union.

 

A banda inglesa, natural de Manchester, compôs a canção no âmbito de um acordo com a Academia Britânica de Terapia do Som e com uma clínica spa do país.

 

A canção, que dura cerca de oito minutos, utiliza ritmos e tons específicos para relaxar quem a ouve. O ritmo da canção situa-se a uns constantes 60 batimentos por minutos, situando-se assim dentro da margem normal para os batimentos cardíacos humanos (60-90).

 

De acordo com o estudo, ouvir a canção tem um efeito mais relaxante do que receber uma massagem. Tudo porque a canção tem efeitos na respiração e no ritmo cardíaco.

 

Assim, a canção dos Marconi Union destrona outros artistas com temas tidos como relaxantes ou de música ambiente, como os igualmente britânicos Adele e Coldplay.

Comprovados os seus efeitos, a canção poderá permitir aos milhares de pessoas que frequentam clínicas de spa e massagens uma poupança nas suas despesas. Tudo porque a canção se encontra disponível para download gratuito na página da clínica de spa que a patrocina, a Radox.

 

Via SOL



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