Domingo, 01.04.12

Portugal pode ter de deslocar populações devido à erosão costeira

 

"Em alguns sítios não temos outra solução a médio prazo que não seja deslocar populações", admite o secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, referindo-se ao crescente problema da erosão costeira em várias zonas do país e à progressiva elevação do nível do mar motivada pelas alterações climáticas.

 

Pedro Afonso de Paulo explica que Portugal não tem dinheiro para fazer paredes de betão semelhantes às que foram feitas na Holanda para funcionarem como diques e protegerem as populações da invasão da água do mar. Nesta altura, cerca de 30 por cento da costa portuguesa está sujeita a "muito forte erosão", acrescenta.

Por esta razão, o governante defende que será preciso tomar medidas para "proibir terminantemente a construção" em muitas áreas costeiras. "Dificilmente teremos meios e técnicas" que permitam suster este avanço das águas originado pelas alterações climáticas, justifica.

Pedro Afonso de Paulo participou, quinta-feira à noite, num colóquio sobre ambiente e ordenamento do território organizado pela comissão concelhia de Vila Franca de Xira do PSD. Em resposta a um dos participantes, previu que Portugal vai cumprir sem grandes dificuldades as metas de redução das emissões poluentes estabelecidas no Protocolo de Quioto.

"Infelizmente vamos cumprir as metas sem esforço", observou, frisando que a "desindustrialização" vivida pelo País durante muito tempo e a mais recente crise económica fizeram com que as emissões tenham baixado bastante.

"Temos menos indústria e, com a crise económica, não só as empresas emitem menos como as pessoas utilizam menos os carros", salientou, vincando, todavia, que cerca de 80 por cento das nossas emissões de CO2, ao contrário do que se pensa, têm origem na energia consumida nas casas dos portugueses e nos carros em circulação e não estão relacionadas com as fábricas e com a actividade económica.

"Acreditamos numa indústria que pode estar presente e não ser muito poluente. Infelizmente não somos um país muito industrializado, não produzimos tanto quanto poderíamos produzir", lamentou. "As estimativas todas dizem que vamos cumprir as metas de Quioto, o que também é importante", acrescentou o governante.

Pedro Afonso de Paulo disse, ainda, que o Governo apresentará em Abril um plano para o uso eficiente da água e um roteiro do baixo carbono. Estão a decorrer os processos de revisão da Lei de Bases do Ordenamento do Território e do Solo e do regime da Reserva Ecológica Nacional. Mas, também em resposta a alguns dos participantes no colóquio, o governante considerou muito difícil e oneroso aprofundar as políticas de reutilização de águas tratadas, porque exigiriam redes próprias, separadas, para o transporte destas águas para os meios urbanos, o que implicaria investimentos nesta altura incomportáveis.

Já Pedro Aguiar Pinto, professor do Instituto Superior de Agronomia, defendeu que as variações do clima em Portugal têm séculos e que, em média, até chove um pouco mais por ano em Lisboa do que em Londres. "Portugal tem uma preocupação, que é a grandíssima variabilidade do seu clima. Mas não devemos ter uma visão catastrófica", argumentou, considerando depois que há que desdramatizar esta questão. "Desdramatizar não é ignorar o risco. Mas é preciso não dramatizar e a agricultura tem uma grande capacidade de adaptação a novas situações", concluiu.

 

Via Público


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Gente de todo o país acorreu a Lisboa
Gente de todo o país acorreu a Lisboa (Fotos: Miguel Manso)

A manifestação contra a fusão de freguesias, neste sábado à tarde, em Lisboa, foi um desfile de diversidade, com ranchos folclóricos, associações culturais, recreativas e desportivas de todo o país. A contabilidade de participantes é feita epla Anafre, que reclama 200 mil pessoas presentes. Boa parte dos 600 autocarros que levaram os manifestantes até Lisboa foram pagos pelas próprias freguesias.

 

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), Armando Vieira, disse que houve juntas a pagar a viagem dos manifestantes até à capital, enquanto as restantes conseguiram negociar uma alternativa ao pagamento dos autocarros.

Inicialmente, estava prevista a utilização de 600 autocarros para o protesto, organizado pela Anafre. Mas Armando Vieira informou que foram “bem mais” os que, desde manhã, levaram manifestantes de todo o país até ao Marquês de Pombal, de onde saiu o desfile. E – lembra – há ainda a contabilizar as pessoas que se deslocaram de carro, mais os manifestantes que vivem na capital.

Fazendo as contas apenas aos 600 autocarros, estão a desfilar na Avenida da Liberdade, mais de 30 mil pessoas (cerca de 50 por autocarro). Armando Vieira diz que só fará essas contas no final, embora confesse, ainda no início do protesto, estar “satisfeito” com a participação. “Estão muitas mais pessoas do que as que estávamos à espera.” Só de Braga, por exemplo, terão partido 100 autocarros rumo à capital.

O desfile está a ser feito por distritos – os que saíram primeiro foram os de Viana do Castelo, Beja e Braga. “Não estão todas as freguesias, mas estão muitas e de todos os distritos”, sublinhou Armando Vieira. O resultado é a anunciada “grande afirmação da cultura e da etnografia”, demonstrativa das raízes, da riqueza e da representatividade das freguesias. Apesar de existirem algumas faixas e cartazes – “Não à extinção das freguesias!” –, não há palavras de ordem.

“Isto é uma ajuda para o Governo e para a Assembleia da República, para pensarem melhor a reforma”, acrescentou Armando Vieira. O autarca saudou a maior abertura do primeiro-ministro para discutir a reforma autárquica, ainda que “longe” do que é reivindicado pela Anafre: “É uma atitude de aproximação que registo com agrado. É uma atitude inteligente, embora longe das nossas posições sobre esta matéria.” “A reforma tem de ser feita com os eleitos e com cidadãos – e não contra eles”, sublinhou.

 

Via Público



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Sábado, 31.03.12

Pão

 

Se a população portuguesa tem vindo sistematicamente a engordar, o pão não tem qualquer culpa disso. A ideia recorrente de que o “pão engorda” ou “estou a engordar, tenho de cortar no pão” pode constituir-se como uma das maiores aberrações nutricionais, entrando mesmo no campo da heresia no que diz respeito à nossa identidade gastronómica.

 

Sendo o pão o alimento mais antigo e provavelmente o mais consumido no mundo, podemos constatar com naturalidade que não foi de um momento para o outro que passou de algo essencial a algo desequilibrado. No entanto, esta recente aversão pelo pão levou a que o seu consumo caísse drasticamente nos últimos anos, tendência que, mesmo sendo analisada tendo por base o seu aumento de preço, continua a não fazer sentido quando enquadrada na opção por alternativas mais caras como bolachas, biscoitos, bolos e cereais prontos a comer. E não é só no factor económico que esta troca não compensa, uma vez que também nos valores de açúcar e gordura, o pão está a léguas de distância dos seus substitutos.

 

No entanto, nem tudo são más notícias em relação ao pão. Para além do seu maior defeito - que diz respeito ao teor de sal - possuir já um limite legal, os últimos tempos têm sido férteis no regresso ao passado de alguns conceitos e no estabelecimento de um novo paradigma em relação à alimentação. Aproveitando esta boleia, o pão tem sido constantemente reinventado e hoje é possível apreciar diversos tipos de pão com variadas formulações que felizmente nos livraram da monotonia do pão branco. Se do ponto de vista calórico não existe uma grande diferença entre este pão proveniente de farinhas mais refinadas e o pão de mistura ou integral, é indesmentível que estes últimos possuem um maior teor de vitaminas e minerais - e principalmente uma maior quantidade de fibra, que ganha especial importância quando enquadramos o consumo de pão numa refeição como o pequeno-almoço, essencial para a regulação da ingestão alimentar ao longo do dia.

 

Um dos melhores critérios para a escolha do pão passa então por aqueles que “dão mais trabalho” a comer. Daí que o pão de centeio, mistura, água, prokorn e da avó serão escolhas mais equilibradas do que o pão branco, de leite, regueifas e pão de forma. O pão deve assim ser encarado numa perspectiva alentejana: onde é feito e comido sem pressa, sendo entrada, refeição e sobremesa daquele que em tempos foi o celeiro de Portugal.

 

O pão nosso de cada dia, qual filho pródigo da nossa alimentação, sai sempre valorizado quando volta às suas pouco refinadas origens. acompanhado por azeitonas, erva-doce, sementes e nozes, deixando de lado as más companhias dos enchidos, manteigas e cremes de chocolate de barrar.

 

Via Público



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Quarta-feira, 28.03.12

A Europa continua a liderar o consumo mundial de álcool

A Europa continua a liderar o consumo mundial de álcool (Foto: Nuno Ferreira Santos)

 

Continente europeu continua a liderar o consumo mundial de álcool, com uma média anual de 12,4 litros por habitante. Em Portugal, a média é de 13,4 litros, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde.

 

Numa lista de 34 países da Europa, Portugal surge no nono lugar no que se refere à média anual de consumo de álcool puro per capita, com 13,43 litros. Esta é uma das leituras mais imediatas que se podem fazer aos dados revelados ontem no relatório Álcool na União Europeia, da Organização Mundial de Saúde, com o patrocínio da Comissão Europeia.

Os mapas e gráficos mostram também que Portugal é um dos países com maior número de acidentes na estrada que envolvem álcool e que é um dos poucos (no total, são cinco, numa lista de 29 países) a autorizar a venda de álcool a menores de 18 anos. Curiosamente, Portugal mostra ainda ser um dos países com mais abstémios, o que pode indicar que os que bebem, bebem muito.

O título do comunicado que resume o relatório da OMS divulgado ontem é revelador do padrão europeu: "Os adultos na Europa consomem três bebidas alcoólicas por dia". As contas são simples: uma média de 12,5 litros de álcool puro por ano é o equivalente a 27 gramas por dia, o que, por sua vez, é o equivalente a três bebidas por dia. O documento avalia os consumos, mas realça sobretudo os efeitos do álcool na saúde dos europeus (há mais de 40 problemas de saúde associados e um em cada dez cancros nos homens está relacionado com o álcool), concluindo que é possível evitá-los. 

Entre as múltiplas estratégias para minimizar os inúmeros estragos provocados pelo álcool (nos próprios ou em terceiros), aponta-se para a necessidade de dificultar o acesso dos mais jovens às bebidas. Neste preciso ponto - e apesar da intenção manifestada pelo Governo de aumentar para os 18 anos a idade mínima - Portugal permanece num restrito grupo de quatro países (entre 29) que mantém os 16 anos como idade-limite para a compra de álcool (Malta colocou o limite dos 17 anos), independentemente de se tratar de cerveja, vinho ou bebidas espirituosas e do local de venda.

O secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, reafirmou este mês a vontade de legislar de forma a proibir a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. Já o tinha feito em Novembro do ano passado, mas sem adiantar mais pormenores sobre esta medida, nomeadamente quando será aplicada e se abrange todos os tipos de bebidas alcoólicas e locais de venda. Ontem, o PÚBLICO tentou obter mais alguns pormenores sobre esta estratégia do Ministério da Saúde, mas sem sucesso. 

Para já, sabe-se apenas que, além do aumento da idade-limite dos 16 para os 18 anos para a compra de álcool, o Governo quer também baixar a taxa de alcoolemia (de 0,5 para os 0,2 gramas de álcool por litro) para os recém-encartados e jovens. Em entrevista à Antena 1, Leal da Costa lembrou que "há dados que mostram que há sete vezes mais mortalidade em condutores, abaixo dos 20 anos, quando conduzem com 0,5 gramas quando comparados com 0,2 gramas". O governante falou ainda de uma forma vaga de um conjunto de "outras formas de motivar os jovens a beber menos". 

O relatório divulgado ontem pela OMS valida esta estratégia anunciada pelo Governo e avança ainda com outro tipo de medidas capazes de fazer diminuir o consumo de álcool e, desta forma, minimizar os seus efeitos. Aumentar as taxas para fazer subir o preço das bebidas e regulamentar a publicidade são algumas das propostas. O relatório aponta ainda para a necessidade de monitorizar a eficácia das leis, tais como o limite de idade para a compra de álcool através de acções inspectivas que coloquem o sistema à prova. 

De resto, sobre o retrato do álcool na Europa, a OMS revela que o consumo se mantém estável e que na Europa Ocidental e do Sul tem mesmo diminuído. Portugal surge no grupo da Europa do Sul, região que continua a ser excepção no mapa europeu, ao preferir o vinho à cerveja. No que se refere às mortes provocadas pelo álcool (um em cada sete homens e uma em cada 13 mulheres com idades entre os 15-64 anos morreram por causa do álcool), a Europa do Sul tem os valores mais baixos (uma taxa de 30 homens e 10 mulheres por 100 mil habitantes) perante uma média europeia que é de 57 homens e 15 mulheres. A maior nódoa de Portugal surge no capítulo dos acidentes na estrada que envolvem álcool, com o país a destacar-se entre os que têm piores resultados. Na análise dos abstémios, Portugal aparece com uma impressionante percentagem de 18,6% dos homens e 32% das mulheres, quando a média europeia se fica pelos 5,6% e 13,5%, respectivamente. 

 

Via Público



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Quarta-feira, 21.03.12
Os primeiros estudantes com necessidades educativas a fazer exames iguais aos outros alunos são os do 6.º ano
Os primeiros estudantes com necessidades educativas a fazer exames iguais aos outros alunos são os do 6.º ano (Foto: Rui Gaudêncio)
Os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) vão passar, já a partir deste ano, a fazer os mesmos exames que os estudantes que não têm esse diagnóstico.

O fim das provas adaptadas para os alunos com NEE aplica-se já este ano ao 6.º ano de escolaridade. Esta mudança está a ser lembrada numa conferência, esta manhã, num encontro sobre educação especial que está a decorrer no Parlamento.

"Como é que estes alunos farão? Vão confrontar-se com o insucesso", alertou uma docente do ensino especial, do Seixal.

O fim dos exames de escola, dirigidos para estes alunos, foi decretado recentemente pelo ministério. No parlamento, professores e pais deram conta que a confusão se instalou nas escolas sobre os procedimentos a seguir. Uma mãe de uma aluna do 6.º ano com necessidades educativas especiais contou ao PÚBLICO que na semana passada foi chamada à escola da filha para lhe comunicarem que ela terá de fazer a mesma prova final que o ministério elaborará para todos os estudantes daquele ano de escolaridade. A filha está integrada numa turma do ensino regular, mas segue outro programa e tem também testes de avaliação diferentes, Disseram-lhe que tinham sido essas as ordens que receberam do Júri Nacional de Exames (JNE). 

Mas já este mês, o JNE publicou informação que refere que as escolas devem pedir autorização prévia para os alunos terem acomodações. Ou seja, os alunos com necessidades educativas especiais podem usufruir de mais tempo para realizar o exame; se forem cegos podem ouvir a prova num cd ou esta pode ser-lhes lida; se for diabético pode parar a meio do exame para comer, etc., mas só se a escola justificar ao JNE.

O Júri diz ainda que os estabelecimentos de ensino devem pedir autorização para fazer exames a nível de escola e justificá-lo, embora para esta modalidade se refira apenas a possibilidade de ser usufruída, "em condições excepcionais", por alunos cegos, com baixa visão, surdos severos ou com limitações moptoras severas. 

Ao contrário do que acontecerá com os estudantes do 6.º ano, o JNE informou também que este ano, "excepcionalmente", os alunos do 3.º ciclo "com necessidades educativas especiais de carácter permanente do domínio cognitivo" poderão realizar provas finais a nível de escola para a conclusão do 9.º ano. 

Actualmente, há alunos do ensino especial com currículos específicos e que não fazem exames, mas também terminam a escola apenas com um certificado de frequência e não com um diploma. 

Outros estudantes com necessidades educativas especiais cumprem o currículo nacional, embora com adequações, e realizam exames. No entanto, estes são elaborados pela própria escola. Por exemplo, para os alunos disléxicos, a escola tem a preocupação de desdobrar as perguntas ou de fazer testes com modelo americano, com respostas múltiplas, assinaladas com "x", de maneira a que o aluno não tenha de escrever muito. 

Essas adequações deixarão de ser possíveis, a partir do momento em que estes alunos façam o exame nacional, ao lado dos que não têm necessidades educativas especiais. 

 

Via Publico



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Segunda-feira, 19.03.12
<p>Metro tem encerrado sempre na véspera, em dias de protestos</p>

Metro tem encerrado sempre na véspera, em dias de protestos

 (Pedro Cunha)
Principais impactos vão ser sentidos nos transportes, mas também haverá serviços públicos encerrados no dia da greve convocada pela CGTP.

O Conselho Económico e Social decidiu não decretar serviços mínimos para a Metro de Lisboa e para a Transtejo/Soflusa, que opera as ligações fluviais no rio Tejo. A circulação ficará, por isso, dependente da adesão dos trabalhadores, sendo que, no caso da primeira empresa, o histórico mostra que, nos dias de greve, os impactos têm sido significativos. Regra geral, as portas do metro fecham na véspera dos protestos, ao final do dia.

Para as restantes transportadoras públicas, foram definidos serviços mínimos, que ficarão, no entanto, muito aquém daquilo que é a operação destas empresas num dia normal. No caso da Carris, por exemplo, apenas será assegurada 13% da circulação de carreiras.

O acórdão do tribunal arbitral definiu como obrigatória a realização de metade das ligações nas carreiras 36, 703, 708, 712, 735, 738, 742, 751, 755, 758, 760 e 767. Além disso, terão de ser garantidos os serviços de pronto socorro e o transporte exclusivo de deficientes.

Também na STCP, que opera os autocarros no Porto, foram definidos serviços mínimos para o dia da greve convocada pela CGTP. A empresa verá, assim, asseguradas metade das ligações nas seguintes carreiras: 200, 205, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 906 e 907 (durante o período nocturno); e 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 906 e 907 (durante os períodos da manhã e da tarde). 

A transportadora também foi autorizado pelo tribunal arbitral a operar a 100% duas linhas que funcionam durante a madrugada (4M e 5M). E terão ainda de ser garantidos os serviços de saúde e de segurança.

Por último, na CP ficou definido que circularão todas as composições que tenham iniciado a marcha, devendo ser conduzidas ao seu destino e estacionadas em condições de segurança, refere o acórdão. Além disso, todos os comboios previstos para quarta-feira, véspera da greve, serão assegurados, bem como as ligações de emergência.

No caso da Metro do Porto, que não tem sido afectada pelas sucessivas paralisações no sector dos transportes, a empresa prevê alguns constrangimentos. Fonte oficial referiu ao PÚBLICO que “o eixo central da operação [nomeadamente a linha amarela e o tronco comum às linhas A, B, C, E e F] vai funcionar dentro da normalidade”, mas poderá haver outras linhas afectadas pela greve.

Na aviação, ainda é cedo para prever potenciais impactos dos protestos. Na última greve geral, em 24 de Novembro de 2011, os aeroportos nacionais ficaram completamente vazios, mas, desta vez, poderá ser diferente. Isto porque os controladores aéreos, sem os quais não se faz a gestão do tráfego que entra e sai de Portugal, não entregaram pré-aviso de greve.

Para a TAP, não está previsto “qualquer tipo de impacto na operação”, referiu fonte oficial. A gestora aeroportuária ANA recebeu um pré-aviso de greve por parte do SITAVA, só devendo efectuar amanhã um balanço mais concreto dos eventuais constrangimentos que poderá sentir na quinta-feira. 

No que diz respeitos a serviços públicos, sabe-se já que a paralisação vai ter impactos nas estações dos correios, uma vez que o tribunal arbitral definiu apenas como obrigatória a abertura de um estabelecimento dos CTT por cada município.

Ainda assim, a empresa está obrigada a cumprir uma série de serviços considerados indispensáveis, como é o caso da distribuição de telegramas e de vales postais da Segurança Social, bem como a recolha, tratamento e expedição de correio e de encomendas que contenham medicamentos ou produtos perecíveis.

O Sindicato dos Funcionários Judiciais já veio anunciar que decidiu aderir à greve de dia 22, justificando esta posição com uma forma de protesto contra o “roubo de subsídios [de férias e de Natal]”, que serão eliminados parcial e totalmente até 2013.

Só no próprio dia se saberá qual o impacto real nos tribunais (assim como acontecerá para as escolas e hospitais, por exemplo), mas deverão ser assegurados os processos mais urgentes.



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Rui Cruz

 

No passado dia 8 de Março, logo às primeiras horas da manhã, fui acordado por quatro simpáticos e anónimos inspetores da PJ – só um se dignou identificar-se.


No dia Internacional da Mulher, e dado o meu estado de solteiro, teria sido mais simpático enviarem inspetores de sexo feminino mas só veio uma.

 

Enquanto me “arrumavam” a casa – tudo no estilo “Feng-Shui” – fui questionado sem nunca conhecer os motivos que se escondiam por detrás de tão agradável e matutina visita (nota: para a próxima, sff, tragam-me o café e os jornais da manhã, obrigado).

 

Não fosse o incómodo e a humilhação, a cena até podia ter sido retirada do guião de uma telenovela do Moita Flores. Mas não.Afinal, o meu perfil acho que nem corresponde sequer ao das personagens habitualmente imaginadas pelo ex inspetor da Policia Judiciária: solteiro, ativista sem partido político, sem enredos amorosos, etc.

 

Ah., é verdade, sou membro do extenso, horrível e causador de tantos destúrbios à vida pacata dos cidadãos e ainda volta e meia extremista clube dos tais 99%. Não sei se isso ajuda a meu favor ou se quem lê isto percebe ironias, mas está dito.

 

E assim passei quatro horas. Embora em Angola na idade média um arguido fosse “um simples objeto do processo e nada mais, podendo ser alvo de humilhação, coação e da tortura”, aqui em Portugal temos efetivamente um melhor serviço para com a justiça, nem que seja por não estarmos na idade média.


Mas ainda assim não devemos ter direitos suficientes, já que os senhores inspetores nem sequer se deram ao trabalho de se preocupar com os meus.


Durante quatro longas horas, não tive a possibilidade de procurar conselho junto de um advogado (bem que eu queria um do estado, já que sou dos 99%) ou de contactar a família, colegas… ninguém. Ali fiquei, com o auspício da minha consciência, roído pelo stress e com fracos conselhos de e para mim próprio.

 

Sem entrar em detalhes – o que hoje me é proibido – concluo que tudo o que faz bip, tem botões e luzinhas pode interessar para a Justiça.

Sem nunca abordar os detalhes do caso (facto que sublinho), contactei um amigo a quem perguntei se as minhas atividades na internet tinham algo de ilegal.


Tomé Mendes sabe que aqui ando desde há muitos anos e acompanha, mais ou menos, aquilo que vou fazendo na Web em alguns projetos:

“Não sei tudo o que fazes na Internet. Mas em todos os teus projectos de que tenho conhecimento, não vejo nada de mal. Não vejo nada de criminoso,” respondeu.


O Tomé acrescentou ainda que “o Tugaleaks é certamente o que mais problemas te pode trazer. Mas isso é porque escreves coisas que muitos não queriam ver divulgadas”.

 

Agora, mais calmo, recordo as palavras de um outro amigo – por sinal jornalista: “Portugal é um país de arguidos, a única coisa que os diferencia é o acesso que têm, ou não, à verdadeira Justiça”.

 

Passadas quase duas semanas, e enquanto aguardo as cenas dos próximos capítulos, vou relendo o conteúdo dos meus projetos sem nunca encontrar o “crime” de que sou acusado e me foi meio-contado.


Talvez os meus leitores e amigos me possam ajudar a esclarecer este mistério. Por favor?

 

Enquanto isso, se o tema te interessa, comenta – pode ser até que me possas indicar o “crime” que alegadamente cometi, porque os factos todos nem eu os sei como arguido – e partilha este texto nas redes sociais.

 

Obrigado.

Rui Cruz, o arguido.

 

Retirado de Rui Cruz

 



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Segunda-feira, 12.03.12
Fábricas que ainda trabalham desta forma são uma
Fábricas que ainda trabalham desta forma são uma "espécie" em vias de extinção (Foto: Manuel Roberto)
De linhas tradicionais ou desenhadas por Siza Vieira, as peças com o contraste Alcino, saídas do n.º 76 da Rua de Santos Pousada, nascem de gestos com 110 anos que conquistaram a coroa dinamarquesa.

É uma fábrica? É uma oficina? Um século depois de ter sido fundada por Manuel Alcino, a empresa quase homónima Manuel Alcino & Filho, Lda, gerida por um, esse sim, homónimo trineto, esconde, por detrás da fachada do n.º 76 da Rua de Santos Pousada, no Porto, uma forma de trabalhar a prata que resistiu à industrialização e à produção em série. De linhas contemporâneas ou tradicionais, todas as peças com a marca de contraste Alcino nascem de gestos com cento e dez anos.

Duas filas de lâmpadas fluorescentes iluminam o espaço de grandes dimensões onde dezena e meia de homens trabalham objectos prateados, sobre bancas de madeira. Um deles - o responsável pela sinfonia de marteladas, curtas e insistentes que anima todo o espaço - dá pequenas pancadas no formão que vai abrindo veios finos numa placa prateada. Mesmo ao seu lado, uma fila de réplicas de pequenos patos - ainda sem asas - espera a conclusão do seu trabalho. Dos vários maçaricos encostados à parede irrompem chamas a mais de mil graus célsius. Com precisão, o mais velho dos artesãos aproxima do fogo um objecto em prata. Segundos depois, retira-o e, com uma lima, começa a dar-lhe a forma.

 

Via Público



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Domingo, 11.03.12
A rodagem do filme de João Canijo (ao centro), em 2010
A rodagem do filme de João Canijo (ao centro), em 2010 (Fotografias: Nuno Ferreira Santos)
"Sangue do Meu Sangue", de João Canijo, recebeu o Grande Prémio do Júri do Festival de Cinema de Miami, nos EUA, que termina neste domingo.

 

A distinção inclui uma atribuição de cinco mil dólares. O filme acaba de ser editado em DVD em Portugal, em edição de coleccionador, nas duas versões, a curta e a longa, de 2h20 e de 3h10, respectivamente.

No seu percurso por festivais, "Sangue do Meu Sangue" venceu já o Prémio da Crítica Internacional e a Menção Especial do Júri do Prémio "Otra Mirada" durante o Festival de San Sebastian, onde teve a sua estreia mundial.

Depois disso foi apresentado no Festival de Toronto e mais recentemente no Festival de Bussan, Coreia. Estão ainda agendadas as exibições no Festival do Rio de Janeiro, no Brasil, em Munique, na Alemanha, em Linz, na Áustria, em Vílnius, na Lituânia, e na Corunha, em Espanha, onde será acompanhado por uma retrospectiva da obra do realizador. A distribuição alternativa nos EUA no próximo ano também já está assegurada, segundo a distribuidora Midas Filmes.

 

Via Público



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Sexta-feira, 09.03.12

As 70 praias candidatas às 7 Maravilhas de Portugal

Já são conhecidas as 70 pré-finalistas na eleição das 7 Maravilhas - Praias de Portugal. Sem surpresas, Algarve lidera. Entretanto, foram substituídas três prais de rios.

 

Alguns dias após divulgar as 70 pré-finalistas, a organização "rectificou" a lista de praias nomeadas, substituindo três praias de rio, retiradas por "incumprimento dos critérios", "através do seu Conselho Científico". Saíram Fraga da Pena, Cascata de Cabreia e Rio Homem, substituídas pelas "candidatas imediatamente a seguir mais votadas pelo painel de 70 especialistas: as praias de Ferragudo, de Avô e Fragas de S. Simão. A razão: para serem nomeadas, as praias têm que estar classificadas como balneares e as três retiradas "não constam nas propostas do Inag (Instituto da Água) para zonas balneares em 2012".

 

A região algarvia soma agora 14 praias candidatas a maravilhas. Seguem-se a região de Lisboa e Setúbal com 11 praias, Alentejo com 9, Estremadura e Ribatejo também com 9, Beira Litoral com 7, Açores com 6, Beira Interior com 5 praias, Entre o Douro e Minho, Madeira e Trás-os-Montes e Alto Douro com 3 praias pré-finalistas cada. 

 

A apresentação das praias seleccionadas à próxima eleição 7 Maravilhas de Portugal, desta feita dedicada aos areais lusos, decorreu segunda-feira no Hotel Vila Galé Ópera, em Lisboa. Segundo a organização, “para chegar a esta lista das 10 melhores praias por cada uma das 7 categorias, as 294 nomeadas foram votadas por um painel de 70 especialistas indicado pelo Conselho Científico do projecto”. Este conselho engloba sete entidades: Marinha Portuguesa, Agência Portuguesa do Ambiente, Associação Bandeira Azul da Europa, GEOTA, Liga para a Protecção da Natureza, Quercus e SOS – Salvem o Surf. 

 

“Estas 70 praias representam o que o país tem de melhor, de norte a sul, do litoral ao interior, e que cabe agora a todos divulgar para preservar”, afirmou Luís Segadães, presidente das 7 Maravilhas.

 

Na próxima fase, um painel de 21 personalidades vai seleccionar as 21 finalistas que irão a votação pública. A representatividade geográfica, segundo comunicado da organização, “é assegurada através da presença no mínimo de um finalista de cada uma das dez regiões do país e todo o processo de selecção e votação é auditado pela PricewaterhouseCoopers & Associados". 

 

As 21 praias finalistas poderão ser votadas pelo público entre 7 de Maio e 7 de Setembro e as vencedoras serão reveladas a 8 de Setembro, em directo na RTP, a partir de Tróia.


As 70 pré-finalistas


1. PRAIAS DE RIOS
Praia de Ferragudo - Lagoa - Algarve
Pego Fundo - Alcoutim - Algarve
Penedo Furado - Vila de Rei - Beira Interior
Praia das Furnas de Vila Nova de Milfontes - Odemira - Alentejo
Praia Fluvial da Relva da Reboleira - Manteigas - Beira Interior
Praia Fluvial de Côja - Arganil - Beira Litoral
Praia Fluvial de Loriga - Seia - Beira Interior
Praia Fluvial de Avô - Oliveira do Hospital - Beira Litoral 
Praia Fluvial de Fragas de S. Simão - Figueiró dos Vinhos - Beira Litoral
Quinta do Alamal - Gavião - Alentejo

(Esta lista foi actualizada: saíram Fraga da Pena, Cascata de Cabreia e Rio Homem, entraram Ferragudo, Avô e Fragas de S. Simão).


2. PRAIAS DE ALBUFEIRAS E LAGOAS
Albufeira do Ermal - Vieira do Minho - Entre Douro e Minho
Praia de Foz do Arelho - Lagoa, Caldas da Rainha - Estremadura e Ribatejo
Praia da Castanheira - Lago Azul - Ferreira do Zêzere - Estremadura e Ribatejo
Fraga da Pegada - Albefeira do Azibo - Macedo de Cavaleiros - Trás-os-Montes e Alto Douro
Praia Fluvial da Albufeira do Azibo - Macedo de Cavaleiros - Trás-os-Montes e Alto Douro
Praia Fluvial de Aldeia do Mato - Abrantes - Estremadura e Ribatejo
Praia Fluvial de Piódão - Arganil - Beira Litoral
Praia Fluvial de Valhelhas - Guarda - Beira Interior
Vale do Rossim - Gouveia - Beira Interior
Albufeira da Tapada Grande - São Domingos - Mértola - Alentejo


3. PRAIAS URBANAS
Baleal - Peniche - Estremadura e Ribatejo
Praia da Caloura - Lagoa - São Miguel - Açores
Praia da Costa Nova - Ílhavo - Beira Litoral
Praia da Figueirinha - Setúbal - Lisboa e Setúbal
Praia da Nazaré - Nazaré - Estremadura e Ribatejo
Praia da Rocha - Portimão - Algarve
Praia da Zambujeira do Mar - Odemira - Alentejo
Praia das Maçãs - Sintra - Lisboa e Setúbal
Praia de Porto Pim - Horta - Faial - Açores
Praia de Troia-Mar - Grândola - Lisboa e Setúbal


4. PRAIAS DE ARRIBAS
Berlenga - Peniche - Estremadura e Ribatejo
Porto Moniz - Porto Moniz - Madeira
Praia da Adraga - Sintra - Lisboa e Setúbal
Praia da Arrifana - Aljezur - Algarve
Praia da Marinha - Lagoa - Algarve
Praia de Almograve - Odemira - Alentejo 
Praia de Galapinhos - Lisboa e Setúbal
Praia de Odeceixe - Aljezur - Algarve
Praia do Meco - Sesimbra - Lisboa e Setúbal
Zona Balnear dos Biscoitos - Praia da Vitória -Terceira - Açores


5. PRAIAS DE DUNAS
Ilha do Pessegueiro - Sines - Alentejo 
Praia da Amoreira - Aljezur - Algarve
Praia da Bordeira - Aljezur - Algarve
Praia da Comporta - Grândola - Alentejo 
Praia da Ilha de Tavira - Tavira - Algarve
Praia de São Jacinto - Aveiro - Beira Litoral
Praia do Carvalhal - Grândola - Alentejo
Praia do Guincho - Cascais - Lisboa e Setúbal
Praia do Osso da Baleia - Pombal - Estremadura e Ribatejo
Praia do Porto Santo - Porto Santo - Madeira


6. PRAIAS SELVAGENS
Almagreira - Peniche - Estremadura e Ribatejo
Canto Marinho - Entre Douro e Minho
Fisgas de Ermelo - Mondim de Basto - Trás-os-Montes e Alto Douro
Ilhéu de Vila Franca do Campo - Vila franca do Campo - São Miguel - Açores
Lagoa do Fogo - Ribeira Grande - São Miguel - Açores
Praia Cacela/ Fábrica - Vila Real de Santo António - Algarve
Praia da Estaquinha - Lagoa - Algarve
Praia da Fajã do Cabo Girão - Ribeira Brava - Madeira
Praia da Ursa - Sintra - Lisboa e Setúbal
Praia do Ribeiro do Cavalo - Sesimbra - Lisboa e Setúbal


7. PRAIAS DE USO DESPORTIVO
Praia da Arrifana - Aljezur - Algarve
Praia da Cordoama - Vila do Bispo - Algarve
Praia de Ribeira d'Ilhas - Mafra - Lisboa e Setúbal
Praia de Santa Bárbara - Ribeira Grande - São Miguel - Açores
Praia do Amado - Aljezur - Algarve
Praia do Cabedelo - Figueira da Foz - Beira Litoral
Praia do Cabedelo - Viana do Castelo - Entre Douro e Minho
Praia do Guincho - Cascais - Lisboa e Setúbal
Praia Grande - Sintra - Lisboa e Setúbal
Supertubos - Peniche - Estremadura e Ribatejo

 

Via Público



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Quinta-feira, 08.03.12

As mulheres representam 52,2% da população portuguesa

As mulheres representam 52,2% da população portuguesa (Paulo Pimenta)

 

Instituto Nacional de Estatística (INE) fez as contas no feminino e concluiu que as portuguesas são a maioria, vivem mais tempo, são mais pobres e as que são vítimas de crime têm vindo a aumentar.

 

As mulheres portuguesas são mais pobres, porque têm taxas de desemprego mais elevadas. Vivem mais, em média até aos 82 anos, e têm filhos cada vez mais tarde. As que estão presas têm vindo a diminuir, mas aumentam as que são vítimas de crimes. Em profissões como a Medicina estão em maioria, como, de resto, entre a população: são 5,5 milhões, ou seja, 52,2% portuguesa. Eis um retrato estatístico no feminino. 

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, o Instituto Nacional de Estatística (INE) pôs-se a fazer as contas no feminino e concluiu, por exemplo, que a relação de feminilidade se alterou na última década: passou de 107,1 para 109,2 mulheres por cada cem homens. O maior aumento foi no grupo etário dos 75 e mais anos: em dez anos passamos a ter mais 27,3% de mulheres nessa faixa etária. 

Em 2010, a idade média das mulheres ao primeiro casamento era de 29,2 anos. Antes disso, têm o primeiro filho - aos 28,9 anos - o que traduz um adiamento da maternidade em 2,4 anos face ao que se passava em 2000. Eventualmente porque têm menos filhos (1,37 crianças em 2011), as mulheres representam 63,8% da população que vive só. 

Há uma frente em que estão em igualdade com os homens: nas prestações de desemprego. Em 2010, representavam 51,2% dos beneficiários do subsídio de desemprego. O que recebiam era menos, porque também tinham auferido salários inferiores ao dos homens. Entre elas a taxa de pobreza é também, por isso, mais elevada: 18,4%. Se estivermos a falar apenas das que tem 65 ou mais anos, a taxa sobe para os 23,5%. 

No tocante ao crime e à violência, fazem-se representar mais como vítimas e menos como reclusas. Em números, as mulheres constituíam 58,6% dos lesados ou ofendidos em crimes contra pessoas, em 2010. No mesmo ano, representavam apenas 5,4% da população prisional (9,4% em 2000). 

Em média, elas vivem mais do que os homens e têm nas doenças do aparelho circulatório a principal causa de morte. Só 2010 perderam, na sua totalidade, 12.653 anos potenciais de vida por doenças daquele espectro. Os tumores também as matam: 182,6 mulheres em cada cem mil. 

 

Via Público



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Domingo, 04.03.12
<p>Empresas que contratarem o estagiário serão premiadas</p>

Empresas que contratarem o estagiário serão premiadas

 (Foto: Jorge Silva/Arquivo)

O programa que o Governo apresentou ontem em Bruxelas para combater o desemprego jovem prevê o reforço dos estágios profissionais e vai premiar as empresas que acabem por contratar o estagiário.

 

A medida faz parte do programa Impulso Jovem, que, ao todo, abrangerá entre 77 mil e 165 mil jovens e representa um investimento entre os 352 e os 651 milhões de euros. 

Os estágios são a principal arma do Governo para combater o desemprego jovem, um problema que, no último trimestre de 2011, afectava 35,4% dos jovens portugueses. 

A medida "passaporte-emprego" mobiliza uma parte significativa dos fundos e destina-se a jovens inscritos há pelo menos quatro meses nos centros de emprego e que se proponham fazer um estágio numa PME, em organizações da economia social ou no estrangeiro. 

O documento a que o PÚBLICO teve acesso não precisa se a duração do estágio continuará a ser de nove meses, como actualmente, mas o valor da bolsa continua a ser em função do grau académico do estagiário. A grande novidade é que a bolsa pode ser prolongada por mais seis meses no caso de as empresas integrarem os estagiários por um período mínimo de dois anos.

O Governo é optimista quanto à adesão a uma medida desta natureza e conta apoiar entre 35.500 a 91 mil jovens.

É também proposto um "incentivo à promoção da orientação profissional" de jovens sem escolaridade obrigatória e de jovens com habilitações escolares, mas sem qualificação profissional. Cria-se ainda a possibilidade de os jovens com habilitações escolares e profissionais receberem apoios específicos à criação do próprio emprego, embora não se diga em que moldes. Ao todo, estas acções poderão chegar, no máximo, a 65 mil pessoas.

O Governo quer ainda apostar no empreendedorismo, com destaque para o apoio a jovens agricultores e para projectos em regiões menos desenvolvidas, e nos apoios à colocação de jovens em empresas estrangeiras.

No plano, o Governo traça dois cenários para o financiamento e metas a atingir. Num primeiro cenário, as verbas disponíveis resultam da reprogramação do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), o que permitirá realocar perto de 352 milhões de euros para o programa e abranger 77 mil jovens. O segundo cenário conta com um reforço das verbas comunitárias, o que permitiria abranger perto de 165 mil jovens com um total de 651 milhões de euros.

O Governo reconhece que o financiamento das medidas - que incluem também um reforço dos apoios às pequenas e médias empresas e à criação de microempresas nos territórios menos desenvolvidos ou que se insiram na revitalização das cidades - implica uma reafectação dos fundos estruturais existentes e alerta que "existe uma margem reduzida de verbas" para essa reprogramação.Isto acontece porque os programas operacionais estão praticamente esgotados. Esta reprogramação foi aprovada ontem em Conselho de Ministros e depende da aprovação de Bruxelas.

O programa apresentado ontem é a resposta de Lisboa a uma carta enviada por Durão Barroso aos chefes de Governo dos países onde o desemprego jovem é mais preocupante - Portugal é o terceiro país com a taxa mais elevada, a seguir à Grécia e à Espanha - e deverá ser posto no terreno a partir do segundo trimestre de 2012.

 

Via Público



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Quinta-feira, 01.03.12

Vencer o cerco agarrar o sonho

 

No Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto, o estigma tem perna longa. Para muitos dos que vivem numa relação higiénica, padronizada e distante com a cidade, o Cerco fica longe demais, entre o desalento e a depressão social. Contrariar o destino e os preconceitos são batalhas duras para gente de menos. Mas permitam que vos conte uma história sobre almas grandes.

 

Paula Cruz e Maria Teresa Borges são duas das professoras responsáveis por ajudar a dar forma ao sonho de um grupo de alunos que, este ano letivo, cumpre o sonho do 12.º ano. No caso, alunos que, na sua maioria, já completaram mais estudos do que os seus pais. O que só engradece os pais e os filhos. Para perceber a importância disto, é preciso dizer que os alunos que concluem os estudos de nível secundário são residuais (pouco mais do que cinquenta por ano). Sinais da pouca valorização do estudo e dos condicionalismos inerentes ao meio, lembram, amiúde, as professoras.

 

Por isso, o trabalho delas tem sido contaminar os alunos, agora finalistas, com vontades e energias que desafiam contextos e cenários pré-cozinhados. Apesar das conjunturas, das troikas e baldrocas, elas querem ser cúmplices de um sonho. E motivadoras de trabalho e dedicação para agarrá-lo.


E que sonho é o destes jovens? Simples: vencer o cerco e fechar este ciclo com uma viagem de finalistas. Não uma viagem qualquer. Mas, sim, uma jornada onde os afectos, a cultura e a partilha tenham sentido. Uma viagem que mude os olhares, o imaginário e devolva às suas existências a esperança de um caminho. Um caminho que querem escrever eles próprios na folha branca dos seus dias futuros.

 

As professoras escolheram Itália como destino. Esboçaram-no nas aulas de Literatura Portuguesa. A cada aula que passava, a Itália, uma das matrizes culturais do Ocidente, tornou-se projecto. Sonho. De Literatura Portuguesa a Português, passando pela História e pelas Ciências, entusiasmaram-se as turmas. E o lirismo inicial de que eram acusados deu lugar a assunto sério e comentado.

 

Falta muito, ainda, para concretizar o sonho. Cerca de 18 mil euros, para não andar longe da verdade.


Mas há muito caminho andado, sem esmorecer.

 

Este ano letivo, por exemplo, alunos e professores já organizaram um jantar de beneficência, que contou com a presença do Cônsul Honorário de Itália no Porto. Prepararam também a festa de Halloween. Dinamizaram e fizeram a gestão do bar na Festa de Natal do Agrupamento. Fizeram embrulhos no Continente do GaiaShopping durante o mês de Dezembro, sem fins-de-semana, trabalhando arduamente quase até à noite de Natal, com um sorriso nos lábios. E o espírito de grupo venceu o cansaço.

 

Pelo meio, há ainda exemplos individuais de entrega abnegada: jovens cujos pais até podiam pagar a viagem, mas querem trabalhar para ajudar os outros a ir; jovens que decidiram oferecer-se para lavar as escadas do prédio onde vivem para amealhar a quantia necessária; bons alunos, com pais desempregados, que multiplicam ideias e esforços em nome do sonho. E por aí fora, vencendo o cerco, tentando agarrar o impossível.

A viagem está agendada para a Páscoa. Custa 615 euros por aluno. É uma viagem de autocarro (não se sonha com avião). Mas talvez seja melhor assim. Haverá passagens por Génova, Pisa, Florença, Roma e Veneza.

 

No Cerco, entretanto, não se desiste.


Para angariar fundos, haverá uma noite de fados no dia 10 de Fevereiro. Está também programada uma festa depois do Carnaval e um pequeno concerto dos Blind Zero, gentileza do vocalista Miguel Guedes, ex-aluno da escola. Já seguiu também uma carta para a SAD do FC Porto, solicitando ajuda. Coisa simples: apenas 50 cêntimos por adepto de um qualquer jogo do clube no Dragão a realizar durante este mês. Desenham-se ainda os pormenores de uma festa com música para os Sub-45 ou sub-50 no início de Março. Grupos de amigos e familiares serão chamados a alinhar e a dar um pezinho de dança ao som de algumas memórias dos anos 70, 80 e 90. Sem tabus nem preconceitos, ajudando a alimentar o sonho.


Há um NIB para quem quiser contribuir (0035 0743 0001 3419 60022).


Mas, acima de tudo, façam o favor de partilharem e serem também cúmplices desta história de muitas vontades que resgata o melhor que somos, desafiando futuros.

 

 a página da Viagem de Finalistas no Facebook. 

 

Retirado de A Devida Comédia



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Quarta-feira, 29.02.12
Susana Sousa Dias integrava a direcção desde 2011Susana Sousa Dias integrava a direcção desde 2011 (Miguel Manso)

A realizadora Susana Sousa Dias assume a partir desta terça-feira a direcção do festival DocLisboa, juntamente com Ana Jordão, Cinta Pelejà, e Cíntia Gil, substituindo Anna Glogowski. A investigadora brasileira abandonou o cargo por motivos pessoais, anunciou a Apordoc, Associação pelo Documentário.


Com a saída de Glogowski, que se manterá ligada ao festival de cinema português dedicado ao documentário como consultora de programação, o DocLisboa passará a ter uma direcção colectiva. Augusto M. Seabra mantém-se como programador associado.

Segundo o comunicado da Apordoc, Susana Sousa Dias, Ana Jordão, Cinta Pelejà e Cíntia Gil foram escolhidos para o cargo por já estarem envolvidos no DocLisboa, não tendo sido necessário procurar nomes de fora. Sobre a nova direcção, a Apordoc destaca o “mérito inequívoco sem se resguardar no conservadorismo que tantas vezes mina a capacidade de renovação de instituições e projectos”. 

“Quisemos trazer à luz novos valores, confiando na sua capacidade humana, intelectual e de trabalho para empurrar o DocLisboa para o futuro, em diálogo intenso com o presente e humilde aceitação da herança que recebem”, continua o comunicado. 

Anna Glogowski, que foi directora de documentários da estação de televisão francesa Canal + entre 1984 e 2002, trabalha no DocLisboa desde 2007 e assumiu o cargo de directora em Janeiro de 2011.

Com um percurso conhecido no festival, Susana Sousa Dias, que em 2010 recebeu o Grande Prémio do DocLisboa com o seu documentário “48”, já fazia parte da direcção de Anna Glogowski.

Por seu lado, Ana Leonor Jordão, que durante quatro anos foi directora de produção na Jumpcut – Produtora de Teatro e Cinema, transita da Apordoc, onde executava desde 2010 o cargo de directora de produção, para o DocLisboa. Também a espanhola Cinta Peleja integrava desde 2009 a equipa da Apordoc, tendo sido responsável pela coordenação da programação no festival. Em 2011 comissariou, com António Loja Neves, a retrospectiva «Movimentos de Libertação em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau (1961-1974)» no DocLisboa. Já a investigadora do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, Cíntia Gil, integrou o comité do festival.

Sobre a edição do DocLisboa, que celebra este ano dez anos, a nova direcção fez saber que as secções competitivas do festival (Competição Internacional Curtas e Longas, Investigações, Competição Nacional Curtas e Longas) vão continuar, assim como a secção Heartbeat e a secção Riscos. Também garantidas estão duas retrospectivas, sendo uma centrada na obra de um autor e outra temática, a ser comissariada por Federico Rossin (curador e crítico de cinema independente, co-director artístico do NodoDoc Fest de Trieste). 

Para breve ficam as novidades, que incluem o anúncio de duas novas secções, que “decorrem de mudanças naturais do próprio festival e do contexto específico do documentário contemporâneo”, lê-se na nota divulgada hoje. 

Para a nova direcção, a edição de 2012, que acontece entre 18 e 28 de Outubro, será pensada “como um lugar onde a coexistência (de filmes, pessoas, ideias, visões, pontos de vista) pode ser transformada em inscrição no real”. “Procuramos que o festival traga consigo uma energia crítica que se conjugue com o esforço daqueles que trabalham pelo cinema independente em Portugal e no mundo, que resistem e lutam pela existência de condições autónomas de exibição, discussão, formação de públicos e pensamento crítico”, acrescenta a direcção.

 

Via Público



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Sábado, 25.02.12

já deveria os que me seguem ter perguntado porque não voltaria eu a este assunto...

 

«Os centros de emprego deverão aumentar a colocação de desempregados em 50%, o que implica mais três mil colocações por mês. Por outro lado, as ofertas de emprego captadas também deverão subir 20% até 2013. As metas já tinham sido discutidas antes com os parceiros sociais e foram ontem confirmadas pelo ministro da Economia. Álvaro Santos Pereira falava no final do Conselho de Ministros que aprovou várias alterações ao funcionamento dos centros de emprego. "O Governo conta aumentar em 50% o número de colocações de trabalhadores de desempregados pelos centros de emprego, mais de três mil por mês e assegurar um aumento em 20% do número de ofertas captadas pelos centros de emprego até ao final de 2013", afirmou o ministro. Entre as alterações conta-se ainda o fim de 150 cargos dirigentes nos centros de emprego e formação profissional, o que permitirá uma poupança superior a um milhão de euros. Estas chefias "passarão a desempenhar tarefas técnicas de apoio directo a desempregados", continuou o ministro. Também neste sentido, avança a figura do gestor de carreira que deve acompanhar de forma próxima o desempregado. Além disto, e como já se sabia, prevê-se ainda a reestruturação da rede de centros de emprego e centros de formação profissional, também através de fusões, para a tornar "mais ágil e capaz", explicou Álvaro Santos Pereira. A ideia de todas estas medidas é "dotar centros de emprego da capacidade de acompanhar mais regularmente e de forma mais eficaz o desempregado para que possa regressar mais rapidamente ao mercado activo de trabalho", explicou o governante. Isto numa situação em que o desemprego atingiu um "nível recorde", atirando o País para uma situação "de emergência nacional", que exige "fazer mais e melhor". O Governo salienta que o serviço público de emprego "tem de ser mais eficiente, ter uma lógica de funcionamento que promova um acompanhamento mais regular, mais próximo e mais eficaz do desemprego", o que exige mais coordenação. "Os técnicos que lá trabalhem têm que estar mais motivados, mais focados no objectivo essencial, que é acompanhar de perto e a fundo a situação de cada desempregado e encontrar colocação dentro das ofertas disponíveis para estas pessoas", afirmou Santos Pereira. Prevê-se ainda a modernização do sistema de informação dos centos de emprego, para "facilitar o procedimento de colocação de ofertas de emprego no portal netemprego" e permitir "a criação de um registo electrónico público de todas as ofertas de emprego captadas pelo IEFP". O Governo recordou outras medidas que incentivam o regresso ao mercado de trabalho, como é o caso do Estímulo 2012, já no terreno, e a possibilidade de acumular o subsídio com parte do salário, já anunciado. Álvaro Santos Pereira confirmou que estas são algumas das medidas que o Governo vai apresentar na Cimeira Europeia, no início de Março.»

 

Esta noticia teve pelo menos o efeito de me fazer rir à gargalhada! não fosse eu ter a noção de que a realidade nada tem a ver com esta propoganda e acharia tudo isto hilariante...mas depois de me passar o ataque de riso de ver um membro do governo a fazer semelhante «figura de urso» não contenho a minha amarga e realista visão da coisa - infelizmente (para quem me lê bem sabe) bem realista!!

 

Assim que entrei no mercado de trabalho sempre aproveitei os recursos disponibilizados (até porque na altura ainda acreditava...) e logo me inscrevi num centro de emprego - quantas vezes fui chamada em 12 anos? tirando a última vez em que de facto depois de encontrar a vaga na clínica para a qual fui trabalhar, ter ido ao centro de emprego para formalizar a contratação (por desempregado de longa duração, o empregador tem alguns incentivos), fui chamada zero vezes - zero...

 

Aliás para alguém como o sr. ministro que não sabe da realidade, eu explico - quando nos inscrevemos temos de ser nós a informar o centro de emprego que encontramos trablho ou estágio e que gostariamos de ser chamados a entrevista, para quando coincidir o termos encontrado algum empregador que tenha lançado uma oferta no centro de emprego, conseguir-mos uma oportunidade....na última sessão para estágios profissionais a que assisti (semana passada) a orientadora lá explicou que assim que estagiário encontrar empresa disposta a aceitar o estágio, esta deve formalizar a candidatura para que já proponha o nome do estagiário pretendido - em altura alguma do processo o centro de emprego procura e seleciona um possível estagiário...

 

Outra coisa interessante da propaganda feita pelo sr. ministro é dizer que serão feitas cerca de 3 000 colocações por mês porque essas foram as metas definidas - será que as metas foram avisadas??? é que fecham mais de 3000 postos de trabalho por mês, não estou a ver bem como e onde é que as metas vão lá colocar outros 3000....

 

O portal netemprego existe há muito e não passa de um portal desatualizado e com meia dúzia de ofertas que por norma já foram preenchidas....o portal permite por exemplo (em teoria) ver as ofertas colocadas e aceder à gestão de um curriculo para promover a proximidade com as entidades empregadoras - se funciona??? claro que não, portanto essa «novidade» o sr ministro escusava de a dar...

 

E a ideia do gestor de carreira do desempregado??? bem confesso que até as lágrimas me saltaram de tanto rir - tou mesmo a imaginar-me de manhãzinha a acordar e a ligar para o meu gestor de carreira «bom dia sr gestor então que ofertas tem para mim hoje?»

 

Ora tirando a parte da estupidez, estou desempregada desde 31 de dezembro e desde erros por causa dos quais (sem culpa alguma) continuo sem receber qualquer subsidio até à saga das apresentações, continuo na mesma - sem perspetivas. Dos oito curriculos e três anúncios de emprego a que me candidatei (nunca nenhum através do centro de emprego mas por por procura minha) tive esta semana duas respostas - uma para me dizerem que a minha idade (mais de 35 anos) já não me permite a candidatura...a outra para me dizerem que agradeciam o envio do currículo mas que de momento não estavam a precisar de ninguém (foram educados ao mandarem-me o email).

 

Resta-me o envolvimento a 100% nas atividades da APCH para não me deixar abater muito e confesso que o poder ter net gratuita (isto porque vivo numa zona de rede aberta, frente a um edificio público) me ajuda, pois pelo menos não estou a pensar nos custos de teclar mais tempo....

 

Retirado de Energia a Mais



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Quarta-feira, 22.02.12
O nosso país é lindo.. mesmo


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A mãe de Rui Pedro, à saída do tribunal
A mãe de Rui Pedro, à saída do tribunal (Fernando Veludo/nFactos)
O tribunal desvalorizou o testemunho da prostituta Alcina Dias, que, no julgamento, apontou Afonso Dias como sendo a pessoa que acompanhava Rui Pedro na tarde em que este desapareceu.

Antes, quando interrogada pela PJ, nunca mencionara o nome de Afonso Dias. E, na descrição que fizera de Rui Pedro, falara em olhos azuis, quando, na realidade, eram castanhos.

"Com o devido respeito, não convence", considerou a juíza, Carla Fraga, para quem o tribunal não está habilitado a excluir a hipótese de ter sido outro menor a ter estado com a prostituta naquela tarde e outro o seu condutor.

Vingou assim a tese de que Filomena Teixeira foi a última a ter visto Rui Pedro, entre as 15 e as 15h15 do dia 4 de Março de 1998.

É o desfecho de um julgamento que começou a 18 de Novembro. De acordo com a moldura penal vigente à data do desaparecimento do menor, a pena aplicável ao crime de rapto qualificado oscilava entre os dois e os 10 anos e oito meses de prisão. 

A acusação optou pelo crime de rapto, por não ter sido possível encontrar “vestígios que provassem a prática de outros crimes”, conforme sublinhara a procuradora do Ministério Público, Elina Cardoso, durante as alegações finais, nas quais pediu para o arguido uma pena de prisão “superior a seis ou mesmo sete anos de prisão”. Aliás, “porque não se queria julgar apenas o crime de rapto” é que o processo demorou tanto tempo a chegar a julgamento, ainda segundo a procuradora. 

Ao longo das 13 sessões, os pais de Rui Pedro viram gorada a expectativa quanto ao surgimento de dados novos relativamente à localização do menor.

O arguido nunca quebrou o silêncio, tendo o seu advogado mantido que Afonso Dias se encontrou com o menor apenas uma vez no dia do seu desaparecimento, mais precisamente ao final da manhã.

Afonso Dias saiu do tribunal escoltado pela GNR, enquanto os populares que estavam no exterior lhe gritavam vários insultos. O seu advogado, Paulo Gomes, também foi insultado e vítima de uma tentativa de agressão.


Carlos Teixeira, tio de Rui Pedro, apelidou a sentença de “palhaçada”, acrescentando que ela só se compreende por ter acontecido “após o Carnaval”.

 

Via Público



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Quarta-feira, 15.02.12
Instituto Superior Técnico obrigado a suspender centenas de projectos de investigação
Problema resolvia-se com alteração no decreto (Helder Olino (arquivo))
O Instituto Superior Técnico (IST) vai ser obrigado a suspender centenas de projectos de investigação envolvendo dezenas de milhares de euros caso seja aplicado o decreto-lei que estabelece as normas de execução orçamental para o corrente ano.

Em declarações ao PÚBLICO, Arlindo Oliveira, presidente do IST, defendeu que a norma que proíbe os organismos públicos de assumirem compromissos se não tiverem disponibilidade financeira a curto prazo “não é exequível no caso dos projectos de investigação” das universidades. “Temos de contratar pessoas, equipamento e só depois no fim com os resultados do projecto é que recebe o financiamento”, explicou.

Arlindo Oliveira salientou que já chamou a atenção ao Ministério da Educação e Ciência, que “também está preocupado com esta situação”. 

Para o presidente do Técnico, este problema resolvia-se com duas soluções: se a obrigação prevista no decreto-lei nº32/2012, publicado anteontem em Diário da República, “não se aplique às receitas próprias das universidades mas só às verbas provenientes do Orçamento do Estado”. E se, por outro lado, “os fundos [do OE] que já cá estão disponíveis de anos anteriores também sejam considerados para efeitos desta disponibilidade”.

Num comunicado enviado hoje às redacções, o IST alerta que não é só a actividade científica que está em risco mas também a “prestação de serviços por um período indeterminado”. “Este bloqueio, que é irrazoável para instituições do ensino superior com significativa actividade geradora de receitas próprias, poderá implicar que o IST perca milhões de euros” e contribuir “para a fuga de talentos e a degradação do tecido científico nacional”, lê-se no comunicado. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 13.02.12

Contraceptivos e sexo seguro, como falar com a sua filha


Como falar com sua filha teen sobre a importância do sexo com responsabilidade.

 

Não é novidade para ninguém, mas não custa bater na mesma tecla: sexo com proteção é a única maneira de afastar as incômodas e perigosas doenças sexualmente transmissíveis. Além, é claro, de evitar um filho fora de hora - algo que muda completamente o rumo da vida de qualquer pessoa. Está certo que conversar com uma filha adolescente nem sempre é tarefa fácil. Mas, por falta de um diálogo transparente, muitas meninas acabam se expondo a situações que seriam mais facilmente enfrentados com o apoio da família. "É comum, por exemplo, que elas optem por contraceptivos injetáveis para esconder da mãe", conta o ginecologista Luiz Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo. E, na verdade, há outros fatores que devem ser priorizados na escolha de um método anticoncepcional, especialmente no que diz respeito à saúde. 


Não existe fórmula mágica. Cada família possui uma maneira única de lidar com todo tipo de questão, e com sexo não será diferente. "O importante é que os pais se conscientizem de que uma hora o relógio sexual vai tocar", orienta a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. No Brasil, esse relógio desperta entre os 13 e os 17 anos, em média. Segundo Carmita, estar atento ao comportamento da garota ajuda. "Tem que ficar ligado em sinais como a frequência maior de meninos na casa ou a preocupação dela em parecer atraente", exemplifica. Aí, seria o caso de perguntar se ela deseja ir ao ginecologista. Mas, atenção, mães: é essencial permitir que a jovem tenha um tempo sozinha com o médico, para esclarecer dúvidas sem a interferência externa - mesmo que da própria figura materna. 

Evidentemente, isso não significa que os pais não devam falar com o especialista. Muito pelo contrário. Aproveite, também, para tirar suas dúvidas e avaliar, junto com sua filha, as decisões que serão tomadas.

 

Via Abril



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Quinta-feira, 09.02.12
 
(Enric Vives-Rubio)
O debate televisivo que junta Fernando Rosas e Pedro Santana Lopes, na TVI24, acabou com o antigo primeiro-ministro “a perder a serenidade”. A falar sobre “as virtudes de abnegação do povo português”, Santana foi interrompido com uma observação de Rosas, que considerou estar a ouvir um algo idêntico ao discurso de Salazar. Santana não gostou da observação do antigo candidato à Presidência da República.

O programa era o “Prova dos 9”, moderado por Constança Cunha e Sá, que reúne semanalmente Santana Lopes, Fernando Rosas e ainda Francisco Assis. Antes do desentendimento entre Santana e Rosas, a toada do programa era de crítica ao Governo. Mesmo por parte de Santana Lopes, que dizia não gostar da postura professoral do Executivo.

“Parece que chegou agora um contingente de pessoas que traz alguma luz, alguma iluminação providencial, que nós todos seríamos incapazes de ver o caminho sem chegar a providência”, ironizou Santana Lopes. Fernando Rosas acrescentou: “Quando a pieguice das pessoas se transformar em revolta e em protesto, eu quero ver o que é que o primeiro-ministro diz”.

À ideia de revolta popular, Santana Lopes contrapôs: “Acho que estamos numa boa altura para exaltar as virtudes de resistência, de paciência e abnegação do povo português”. Foi este o comentário que levou Rosas a fazer uma observação sobre Salazar, que levou à exaltação de Santana Lopes.

O professor de História Contemporânea, antigo candidato presidencial, riu-se mal ouviu a palavra “resistência”. Depois, afirmou: “Parece o Salazar a falar. Desculpe lá. As virtudes da paciência? As virtudes da abnegação?” Santana Lopes levantou a voz: “E você disfarça aqui, todas as semanas, a sua ideologia. A armar em defensor do regime democrático. Eh pá, vá dar lições de democracia a outro. Chamar Salazar? Salazar é a sua tia!”

“Está a perder a cabeça, a perder a serenidade”, lamentou Fernando Rosas, com Constança Cunha e Sá e Fernando Assis em silêncio. “Você é ofensivo”, retrocou Santana, ex-presidente do PSD e actualmente vereador na câmara de Lisboa. É assim que fecha o trecho publicado pela TVI no YouTube, que pode ser visto abaixo (o programa completo pode ser visto aqui).



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Segunda-feira, 06.02.12

Cerveja caseira

 

Os Três Cervejeiros e uma cerveja feita lá em casa

 

A marca, a receita e o sabor. “As pessoas têm andado toda a vida a beber sumo de laranja enlatado e só agora vão provar o natural”

 

Não é tão fácil como arrancar a cápsula de uma garrafa e beber pelo gargalo, mas, diz quem sabe, a cerveja feita em casa é “the real thing”. A comparação é de Pedro Sousa, um terço de "Os Três Cervejeiros": “As pessoas têm andado toda a vida a beber sumo de laranja enlatado e só agora vão provar o natural”.

 

É cerveja. A cerveja. Genuína, não filtrada, 100% malte, sem conservantes nem corantes — apenas água, malte de cevada, lúpulo e levedura. É elaborada através de métodos artesanais e pode ser concebida lá em casa.

 

Inspirados pela cultura cervejeira europeia, "Os Três Cervejeiros" (Pedro Sousa, mestre cervejeiro, Alberto Abreu, agente imobiliário, e Arménio Martins, designer têxtil) são responsáveis pela nova cerveja artesanal "gourmet", produzida na cidade do Porto com a marca Sovina.

 

Paralelamente, o trio lançou o site Cerveja Artesanal, uma espécie de biblioteca com tutoriais detalhados sobre a produção de cerveja a partir de "kits", de extrato de malte ou de malte em grão.

 

Um litro por 0,70 euros

Aconselha-se que a primeira aventura neste mundo comece pelo "kit", um investimento inicial (58 euros) que inclui balde, torneira, 100 cápsulas (e um capsulador), desifectante, escovilhão, e borbulhador. Instalada a base de produção, cada litro de cerveja, que dura até um ano, fica a 0,70 euros.

 

No dia 3 de Março (das 10h às 13h e das 14h30 às 18h), Os Três Cervejeiros realizam um workshop de produção de cerveja artesanal a partir de malte em grão e de extracto de malte. O workshop (com direito a almoço) custa 60 euros.

 

“Tem muito mais sabor, mais aroma e é mais nutritiva do que a cerveja normal. É uma experiência sensorial”, garante Pedro Sousa, que deixa um último conselho para quem ainda bebe cerveja industrial: “É demasiado fácil fazer cerveja melhor”

 

Via P3



publicado por olhar para o mundo às 08:03 | link do post | comentar

Sábado, 04.02.12

Jovem investigador português desenvolve nova estratégia para

 

É quase como um correio de droga. Trata-se de anticorpos munidos de uma substância com uma missão: chegar aos vasos sanguíneos do tumor e destruir as células cancerígenas.

 

Experiências realizadas mostraram que este método tem resultados terapêuticos no combate ao cancro. É o que revela o estudo de Gonçalo Bernardes, 31 anos, doutorado em Química Biológica pela Universidade de Oxford, e da sua equipa, publicado recentemente na revista científica "Angewandte Chemie".

 

Quando chega ao destino - os vasos sanguíneos que circundam o tumor -, a droga é libertada através de um estímulo químico, exercendo uma função terapêutica. Chegando a este local, esta bloqueia a entrada de nutrientes que alimentam o tumor. A novidade aqui não está na ideia de matar o tumor à fome, que já é uma abordagem sobejamente explorada pela comunidade científica, mas sim na estratégia desenvolvida por Gonçalo Bernardes e a sua equipa.

 

Drogas conjugadas com anticorpos

“Os anticorpos que criámos são específicos para um receptor que está presente nos novos vasos sanguíneos e isso traz uma grande vantagem. É que estas drogas conjugadas com anticorpos podem ser virtualmente usadas para o tratamento de qualquer tipo de tumor sólido. A formação de vasos sanguíneos é uma característica comum a todos os tumores” explicou ao P3 Gonçalo Bernardes.

 

O facto de ser específico para os vasos sanguíneos apresenta ainda uma outra vantagem. “Os mecanismos de resistência do tumor vão ser muito menores do que no caso dos anticorpos específicos para receptores que estão na superfície das células cancerígenas, pois estas podem estar em constante mutação”, salienta o investigador que, há cerca de dois anos, trabalha em Zurique.

 

Uma terapia menos dolorosa

“Existe uma esperança em se conseguir um tratamento alternativo mais específico, mais eficiente e menos doloroso para quem tem cancro”, concretiza. Contudo, não é possível prever quando (e se) a droga poderá ser aprovada para estudos clínicos.

 

Seria, portanto, uma alternativa à quimioterapia. Nesta, o que acontece é que a droga usada não distingue as células saudáveis das células cancerígenas, limitando a quantidade que é possível utilizar e prejudicando a eficácia do tratamento.

 

A investigação, feita com base em testes com ratinhos, trouxe como resultados um efeito terapêutico, em que são suprimidas as células cancerígenas. Contudo, são necessárias mais investigações, dado que o cancro não é eliminado.

 

Próximos passos? “Queremos modificar a droga tornando-a mais potente, para que tenha uma capacidade mais forte para matar as células tumorais e testá-la em ratinhos e ver qual é a reacção em diferentes tipos de tumor. Com esta conjugação de droga e tipo de anticorpos, pensamos que talvez possamos chegar a efeitos terapêuticos superiores aos que conseguimos ter com o modelo actual”, responde Gonçalo Bernardes.

 

Via Público



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Sexta-feira, 27.01.12

Fachada da Casa de Serralves enche-se de graffiti

Instalação já está a causar polémica

 

A Fundação de Serralves, no Porto, em parceria com a Samsung, inaugura, no próximo sábado, a instalação “Walls to the People”, que tem como base a icónica fachada da Casa de Serralves. A obra, da autoria de João Paulo Feliciano, inclui inscrições de graffiti como os que se encontram nas paredes do espaço público.

 

Porém, não se pode levar o título da instalação assim tanto à letra: trata-se, na realidade, de projecções, escritos virtuais, que não existem de facto nas paredes da casa. João Paulo Feliciano foi desafiado pela Fundação Serralves a criar um projecto artístico capaz de envolver o público numa acção interactiva através da utilização de recursos tecnológicos como os smartphones e os tablets, seguindo a tecnologia de “realidade aumentada”, ou seja, pinturas e imagens virtuais.

 

O projecto, que ainda não foi inaugurado, já começou a dar que falar e nas redes sociais têm-se multiplicado as críticas, que defendem a escolha do artista. Para muitos, as inscrições que aparecem na Casa de Serralves não podem ser consideradas graffiti. Mas a Fundação Serralves explica a escolha: a instalação incide sobre “diversas expressões visuais e linguísticas espontâneas e populares que normalmente podemos encontrar nas paredes do espaço público”.

 

As inscrições não estão visíveis à partida e por isso a Fundação Serralves convida o público, até 3 de Junho, a explorar e descobrir cada inscrição ao percorrer a Casa, por dentro e por fora, apontando os seus aparelhos (smartphone ou tablet) para as paredes.

 

Segundo o comunicado da Galeria Cristina Guerra, que representa o artista, esta é uma “recontextualização” que, apesar de virtual, confere um novo carácter às intervenções gráficas: subversivo, por um lado, mas não isento de humor e de sentido lúdico”.

 

João Paulo Feliciano nasceu nas Caldas da Rainha, em 1963, e da sua obra constam abordagens muito variadas. Nos últimos anos, o artista tem trabalhado muito a ligação da arte à tecnologia.

 

A instalação abre ao público no sábado às 15h e tem entrada gratuita. 

 

Via Público



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Sábado, 21.01.12

Praia do Burgau, no Algarve, foi uma das praias com Bandeira Azul o ano passado

Praia do Burgau, no Algarve, foi uma das praias com Bandeira Azul o ano passado Imagem: LUSA

 

Escolher a praia ideal para os melhores banhos de sol e de mar vai ser mais fácil quando a 8 de setembro forem anunciadas as “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. Para já, há 327 praias candidatas. Os portugueses vão poder votar nas sete melhores.


O Algarve é a região com maior número de candidaturas, com 77 praias candidatas. Segue-se Lisboa e Setúbal com 52 candidaturas, Beira Litoral com 47, o Alentejo com 35. Estremadura e Ribatejo têm 33 praias a concurso, Entre Douro e Minho 25, Beira Interior tem 23, Açores tem 20, Madeira tem 10 e Trás-os-Montes e Alto Douro tem 5 candidatas.

 

A maioria das candidaturas foram apresentadas por 64 Municípios de todo o país e as restantes foram apresentadas por outras entidades públicas e privadas. Por categorias, o maior número de candidaturas regista-se nas Praias Urbanas com 73 candidatas.

 

A votação pública vai decorrer por SMS, chamada telefónica, internet e Facebook

 

As categorias de Praias de Dunas e Praias de Arribas registam 53 candidatas cada, seguindo-se as Praias de Rios com 43, as Praias Selvagens com 41, as Praias de Uso Desportivo com 33 e as Praias de Albufeiras e Lagoas com 31 candidatas.

 

Nesta fase, as 327 candidaturas têm que ser validadas pelo Conselho Científico, composto por 7 entidades: Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território; Marinha Portuguesa; Associação Bandeira Azul da Europa; GEOTA; Liga para a Protecção da Natureza; Quercus; e SOS – Salvem o Surf.

 

Organizadas em 7 categorias, as 7 vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos, uma por categoria, não podendo ser eleitas mais do que duas maravilhas por região.

 

Na final, só 21 praias vão disputar o estatuto de “praia maravilha”


Esta semana, um painel de 70 Especialistas vai analisar a lista longa de nomeados e eleger as 70 praias pré-finalistas, tendo em conta os seguintes 7 critérios: Beleza da praia; Qualidade da água e Limpeza da praia; Estado de conservação dos sistemas naturais (fauna e flora) e sistemas edificados; Serviços prestados aos utentes da praia; Espaços públicos de qualidade; Preservação da Identidade Local; e as Condições naturais para a prática desportiva.

 

A lista de 70 praias pré-finalistas é conhecida a 27 de Fevereiro. Posteriormente um painel de 21 personalidades vai selecionar apenas 21 Finalistas para votação pública. A representatividade geográfica do país é assegurada através da presença no mínimo de um finalista de cada uma das 10 regiões do país.

 

A votação pública por SMS, chamada telefónica, internet (www.7maravilhas.pt) e Facebook decorre entre 7 de Maio e 7 de Setembro de 2012, e as “7 Maravilhas – Praias de Portugal” serão reveladas em direto na RTP1 a 8 de Setembro de 2012.

 

Via Sapo Noticias



publicado por olhar para o mundo às 09:51 | link do post | comentar

Domingo, 15.01.12

Com a cerimónia de abertura marcada para sábado 14 de Janeiro, Braga vai ser em 2012 a Capital Europeia da Juventude, numa competição saudavel com Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012.

 

Segundo a Fundação Bracara Augusta, organizadora do evento, a programação divide-se em três áreas: Y.World, Y.You e Y.Life. 

O Y.World dirige-se à internacionalização das competências criativas regionais e vai promover, por exemplo, cimeiras, o espectáculo World Drums, o European Tastes - Festival Internacional de Sabores e o B Global, um evento dedicado aos sons do mundo.

 

O Y.You está vocacionado para as questões  ligadas à educação dos jovens, qualificação, empreendedorismo, criatividade, inovação e tecnologia.


Programados já concertos e uma Feira Internacional do Emprego e Empreendedorismo, entre outras iniciativas que visam colocar os jovens e os empregadores em contacto. 


De salientar o CSI Festival, com os concorrentesa poderem realizar um filme com um telemóvel.

 

No que respeita ao  Y.Life aí será a vida urbana e os seus novos desafios o centro da questão, com um convite a que se viva a cidade de forma mais intensa e mais saudável. 


Estão projectados cursos sobre a história de Braga, visitas guiadas a vários pontos do distrito e diversos eventos culturais.

A 26 de Maio, destaque para a Braga Romana, uma "invasão do povoado dos Bracari", e a 8 de Setembro tem ainda lugar a Noite Branca, que promete transformar toda a cidade.

 

Via HardMúsica



publicado por olhar para o mundo às 10:05 | link do post | comentar

Segunda-feira, 02.01.12

 

O grupo Famílias Arco-íris está a apoiar um projeto de Ana Nunes da Silva e Ana Clotilde Correia,  e procuramos famílias arco-íris que queiram e possam envolver-se num projeto fotográfico que pretende dar visibilidade à parentalidade das pessoas LGBT.

 

Gostaríamos de contribuir para mudar o ponto de partida na discussão sobre o superior interesse das crianças e os direitos de parentalidade das pessoas LGBT. Constatamos que o poder político e a sociedade em geral partem para essa discussão parecendo ignorar que as famílias já existem. Porque “o pessoal é político”, queremos que “o pessoal” esteja visível para que não possa ser ignorado.

 

 

 

Inspirad@s pelo projeto do fotógrafo norte-americano Stefen Jora, The Gay Families Project, pretendemos fazer um retrato do quotidiano, recolher fragmentos de normalidade familiar e fazê-los circular.

 

Apesar da grande visibilidade que gostaríamos que o projeto adquirisse, o resultado final poderá não expor demasiado a identidade das crianças e dos pais e/ou das mães. As famílias que generosamente colaborem poderão participar da seleção de imagens que venha a ser divulgada.

 

Potenciais voluntári@s devem contactar o Grupo Famílias Arco-íris (familias@ilga-portugal.pt) ou a equipa do projeto: Ana Nunes da Silva e Ana Clotilde Correia.

Obrigada!

 

Retirado de Famílias Arco Iris



publicado por olhar para o mundo às 23:19 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.12.11

 

Sobreiro já é árvore nacional

A partir desta quinta-feira, o sobreiro é a Árvore Nacional de Portugal, depois de um projecto de resolução aprovado, por unanimidade, na Assembleia da República e de uma petição pública com 2291 assinaturas.

 

A petição para consagrar o sobreiro (Quercus suber) como um dos símbolos do país foi lançada em Outubro de 2010 pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza. Hoje, passado pouco mais de um ano, o sobreiro conquistou o hemiciclo. 

“A partir de agora, abater um sobreiro não será apenas abater uma árvore protegida, mas sim, um símbolo nacional”, disse ao PÚBLICO o deputado socialista Miguel Freitas, relator do projecto. “O consenso total na Assembleia da República foi muito importante”, acrescentou. 

O sobreiro é espécie protegida pela legislação portuguesa desde 2001. Mas essa protecção não foi suficiente para travar a regressão da árvore em território português, motivada por “práticas erradas, nomeadamente de mobilização de solo que danificam as raízes, e doenças ou a combinação das duas situações”, salientou Miguel Rodrigues, da associação Árvores de Portugal. Além disso, “a lei que protege o sobreiro está constantemente a criar situações de excepção para empreendimentos que permitem o abate de árvores”.

Miguel Rodrigues adianta que, depois da criação de um logótipo simbólico, será estudada a criação de uma “plataforma de trabalho que abranja tudo o que tem a ver com o sobreiro, desde associações a câmaras, universidades, indústrias e Estado. Actualmente não há integração de conhecimentos para suprir as necessidades”. 

O sobreiro, árvore mediterrânica com mais de 60 milhões de anos, ocupa uma área de cerca de 737.000 hectares dos mais de 3,45 milhões de hectares de floresta em Portugal, segundo o último Inventário Florestal Nacional, de 2006. Hoje é responsável por 10% das exportações nacionais. “De momento, a cortiça é um dos produtos mais importantes da economia nacional”, salientou o deputado Miguel Freitas.

Mas a sua importância não se esgota na cortiça. “Esta árvore representa o montado, um dos ecossistemas mais importantes da Europa e as espécies ameaçadas que dele dependem”, acrescentou

 

Via Público



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Segunda-feira, 19.12.11
Estatuto do Aluno está em revisão e poderá incluir punições aos paisEstatuto do Aluno está em revisão e poderá incluir punições aos pais (Raquel Esperança)
A partir do próximo ano lectivo, os pais dos alunos indisciplinados ou com faltas em excesso passarão a ser responsabilizados pelo comportamento dos filhos na escola.

Esta é uma das principais alterações que o Governo e os grupos parlamentares do PSD e do CDS pretendem introduzir ao Estatuto do Aluno, cuja revisão está a ser preparada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC). A medida conta com o aval dos directores de escolas.

O MEC sustenta que "não é possível agora adiantar pormenores sobre o sentido das alterações" que estão a ser preparadas. No mês passado, o secretário de Estado da Educação, João Casanova de Almeida, que é responsável por este processo, defendeu a responsabilização dos pais e indicou que o ministério pretende concluir a revisão antes da Primavera, de modo a que novo Estatuto do Aluno possa entrar em vigor já no próximo ano lectivo.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 17.12.11

O comandante foi convidado a demitir-se, mas recusou fazê-lo
O comandante foi convidado a demitir-se, mas recusou fazê-lo (Sérgio Azenha/arquivo)
Uma troca no anexo a um e-mail de Boas Festas deverá levar à suspensão do comandante da Polícia Municipal (PM) de Coimbra, que ontem se tornou alvo de um processo disciplinar.

Isto, porque, por engano, segundo o próprio, Euclides Santos enviou para todos os funcionários da Câmara de Coimbra uma apresentação em Powerpoint de 25 páginas, com fotos de mulheres em trajes menores e poses sensuais, na qual escreveu desejar, “de todo o coração”, que em 2012 os destinatários tivessem, entre outras coisas, “relações sexuais incríveis”. 

“Esta é uma belíssima época, em todo o mundo, para desejar que haja paz, que se tenha saúde, que se viva com amor, que blah… blah… blah…”, pode ler-se na introdução. Depois de várias páginas com fotos de mulheres pouco vestidas, a mensagem continua: “E basta de farsas e de palavreado inútil! O que eu desejo, de todo o coração, é que tenhas relações sexuais incríveis, uma vida alegre e feliz, que trabalhes muito e que te paguem bem!”. “E agora não digas que não sou um teu grande amigo”, conclui o autor da mensagem original, após mais uma sequência de fotos e frases do mesmo género.

A mensagem foi enviada para o endereço electrónico geral da câmara, ou seja, para todos os funcionários, às 10h50 de ontem. Às 11h02 os mesmos destinatários podiam ler um telegráfico “Erro no anexo. Peço desculpas”. Às 11h45 seguiu para todos nova mensagem, em que Euclides Santos manifestou “o máximo respeito por toda gente e em particular por cada um”, lamentou ter “anexado um anexo errado” e frisou não ser aquela a sua intenção. “Aliás, no e-mail seguinte fiz essa minha penitência. Errei e peço desculpa a todos e a todas”, escreveu. 

O PÚBLICO apurou que o presidente da câmara, o social-democrata João Paulo Barbosa de Melo, e a vereadora que tutela a PM terão considerado que o facto de a mensagem ter sido enviada para todos os funcionários, em horário de trabalho e através do e-mail de serviço tornava incomportável manter Euclides Santos no cargo. Ainda durante a tarde, o comandante (que o PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar) foi convidado a apresentar a demissão. Por volta das 21h30, informou o gabinete da presidência de que não o faria. 

Só então a autarquia divulgou um comunicado dando conta de que devido à divulgação da mensagem “com conteúdos que não se coadunam com o prestígio” da Câmara”, “para defesa do bom nome da Polícia Municipal”, o presidente decidira instaurar um procedimento disciplinar ao comandante. Aquele deverá resultar, numa primeira fase, na suspensão de Euclides Santos

 

Via Público



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Quarta-feira, 14.12.11

Fotografia do tubarão azul tirada pelo fotógrafo Nuno Sá ao largo da ilha do Faial, nos Açores

Uma fotografia de um tubarão azul tirada pelo fotógrafo Nuno Sá ao largo da ilha do Faial, nos Açores, venceu a principal categoria do maior concurso mundial de fotografia subaquática, disse hoje o vencedor à agência Lusa.

Fotografia do tubarão azul tirada pelo fotógrafo Nuno Sá ao largo da ilha do Faial, nos AçoresImagem: NUNO SÁ/LUSA


Epson World Shootout, um concurso com características únicas que decorre em todo o mundo, atribuiu o primeiro prémio da categoria “Grande Angular” à fotografia de Nuno Sá, que mostra um tubarão azul junto ao banco submarino "Condor", no mar dos Açores.

 

O fotógrafo português, especializado em vida marinha selvagem e considerado um dos melhores do mundo, disse à Lusa que também conquistou o quarto lugar na mesma categoria “Grande Angular” com uma imagem de jamantas (da família das raias) tirada junto ao banco submarino “Princesa Alice”, nos Açores.

 

O Epson World Shootout decorreu durante todo o mês de agosto, período em que milhares de fotógrafos amadores e profissionais recolheram as imagens que submeteram à apreciação do júri.

 

Na edição deste ano concorreram 226 fotógrafos de 27 países, desde a China à Papua Nova Guiné, que apresentaram 1.556 imagens a concurso.

Este foi o terceiro prémio internacional de relevo conquistado este ano por Nuno Sá, que é um dos fotógrafos mais premiados a nível mundial na área da vida marinha selvagem.

 

O fotógrafo, que vive há vários anos nos Açores, foi recentemente distinguido, também com imagens de tubarões azuis, no Wildlife Photographer of the Year, considerado o maior concurso de fotografia de natureza a nível mundial, e no Natures Best Photography, o principal concurso de fotografia de natureza que se realiza nos Estados Unidos.

 

Via Sapo Noticias



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