Quarta-feira, 01.02.12

Julho está cada vez mais próximo e com ele os Jogos Olímpicos em Londres. A capital inglesatem as obras quase prontas e não fosse uma gigantesca derrapagem orçamental, tudo tinha sido perfeito. A presença de atletas portugueses está garantida e até pode mesmo vir a aumentar.

 

Londres recebe de 27 de julho a 12 de agosto de 2012 os Jogos Olímpicos pela terceira vez. São 26 desportos em 39 modalidades que vão tornar a cidade no centro do mundo.

 

Os Jogos Olímpicos de Londres já tem 90% das obras concluídas mas foram várias as derrapagens no orçamento inicial de 9,3 mil milhões de libras.

 

Quanto à presença portuguesa, 41 atletas já têm o lugar garantido mas, até ao arranque do evento, o número pode muito bem aumentar.

 

 

Via Expresso


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Sábado, 28.01.12

 

O presidente da Liga quer esgotar a via negocial para encontrar uma solução com o Governo para a liquidação das verbas que ficaram por liquidar do "Totonegócio II".


Numa conferência de imprensa, no final da reunião dos 32 clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o presidente Mário Figueiredo fez um balanço de todo o historial do "Totonegócio II", garantindo que os clubes cumpriram integralmente o que lhes foi exigido.

Figueiredo quer agora encontrar soluções para um pagamento faseado das verbas ainda em dívida, propondo, por exemplo, que o Executivo regulamente o jogo "online", que proporcionaria verbas aos clubes que ajudariam a saldar rapidamente os valores exigidos pelo Fisco.

Até que se esgotem as vias negociais, não serão equacionados "cenários radicais" por parte dos clubes profissionais.

Declaração do presidente da Liga na íntegra

"Em 1999, o Estado português e os clubes assinaram um acordo para pagamento de dívidas fiscais anteriores a esse 1996. É dessas dívidas que estamos a falar. Anteriores a 1996.

O acordo foi cumprido integralmente pelos clubes. Vou repetir: o acordo foi cumprido integralmente pelos clubes.

Não houve uma única falha em nenhum dos pagamentos previstos de nenhum clube. Todas as receitas dos jogos sociais foram integralmente imputadas no pagamento dos créditos fiscais.

Verifica-se, no final do prazo do acordo, que as receitas arrecadas pelos jogos sociais, ao contrário do que havia sido previsto pelo próprio estado, foram inferiores ao montante consolidado da dívida.

É importante que se faça justiça e se reconheça que os clubes cumpriram tudo o que lhes foi pedido. Aliás, os clubes são objecto da uma comissão fiscal de acompanhamento permanente cumprindo escrupulosamente as suas obrigações fiscais.

Na realidade, o crédito que está a ser reclamado só não se encontra liquidado porque os clubes viram serem-lhes diminuídas as receitas provenientes do TOTOBOLA.

Tomemos por referência as receitas do TOTOTBOLA do ano de 1999, que foi primeiro ano de execução do acordo outorgado entre os Clubes e o Governo Português.

Podemos, pois, concluir que se tivessem sido mantidas as receitas do TOTOBOLA de 1999 o valor actual da dívida fiscal dos clubes seria residual.

A este propósito, não podemos deixar de referir a necessidade de atribuir aos clubes e ao desporto em geral aquilo que lhes pertence. Ou seja, uma parte do produto da actividade do jogo ON LINE situação que deverá ser analisada em conjunto com a presente. O jogo on line não é mais do que o totobola em suporte digital.

Pretendemos, pois, que seja reconhecido o direito dos clubes a manter um nível de receitas provenientes da actividade dos jogos que seja, pelo menos, idêntica à que foi auferida no ano de 1999. 

Com efeito os clubes estão à espera desde 2005 que esta actividade seja enquadrada, todavia, nada de eficaz foi feito até ao presente momento.

Com essas receitas pretendem os clubes manter o modelo de pagamento até que estejam liquidadas todas as verbas. É este o caminho que devemos percorrer – e não podemos esperar muito mais tempo, pois temos a obrigação de defender os interesses dos clubes.

Não vemos o Estado como um adversário. Não queremos fazer ultimatos.

Se o sr. ministro Miguel Relvas disse ontem que é necessário encontrar uma solução, e que não há ultimatos do Governo sobre a Liga ou a Federação, creio que estão reunidas as condições para que esse entendimento aconteça do trabalho tripartido entre Liga, Federação e Estado.

Da nossa parte, tudo faremos para que assim seja.

Até esgotarmos todas as vias desse entendimento responsável, recuso-me a colocar cenários radicais em cima da mesa. Portugal dispensa esses cenários.

Queremos ser parte da solução e nunca parte do problema. 

A indústria do futebol, que cria muitos empregos, contribui favoravelmente para a balança de pagamentos, e prestigia o país a nível internacional, exige um caminho de viabilização.

Os clubes têm sido um exemplo de responsabilidade fiscal: pagam mais de 100 milhões de euros, todos os anos, em impostos. 

Assim continuaremos e, com esta atitude, estamos certos que iremos encontrar soluções."

 

Via Público



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Quarta-feira, 25.01.12


Eusébio da Silva Ferreira, o maior símbolo do futebol português, completa nesta quarta-feira 70 anos, com mais de meio século de Portugal e de Benfica, desde a sua chegada a Lisboa no Inverno de 1960.


Nascido a 25 de Janeiro de 1942, Eusébio tornou-se a maior lenda do futebol português, não só ao serviço do Benfica, na década mais gloriosa do clube (anos 60), mas também da selecção nacional, com o terceiro lugar no Mundial de 1966.

Com o número 10 nas costas ao serviço das “águias” e o 13 com as “quinas”, o “Pantera Negra” teve os seus momentos mais altos no segundo título europeu do Benfica (5-3 ao Real Madrid) e no Mundial de Inglaterra 66, onde foi o melhor marcador.

A forma determinada e o espírito de sacrifício com que se entregou à profissão são, segundo o próprio, a “chave” do êxito que teve ao longo de uma carreira recheada com um título europeu de clubes, um terceiro lugar num Mundial e uma série “interminável” de prémios individuais e... de golos, muitos golos.

“Nunca tive medo de levar pancada. Só no joelho esquerdo, fui operado seis vezes ao menisco... mas nunca tive medo, porque sempre gostei de jogar”, revelou, em declarações à agência Lusa, o antigo jogador por ocasião do seu 50.º aniversário.

O cinquentenário serviu também para o clube do seu coração e no qual cumpriu quase toda a carreira (15 épocas de Benfica) o homenagear, com a colocação de uma estátua de bronze do jogador na zona do estádio, primeiro no antigo e hoje na nova Luz.

Longe vão os tempos da sua chegada a Lisboa, numa viagem repleta de secretismo – o Sporting concorria pelo jogador – e que significou o abandono do futebol amador moçambicano e o ingresso num Benfica colossal, que se preparava para conquistar a sua primeira Taça dos Campeões Europeus.

 

Via Público



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Back in Time Esta app portuguesa foi a mais vendida em 38 países

 

Aqui não há dúvidas. O ovo veio antes da galinha. Landka, chama-se ela, uma empresa com sede em Matosinhos, que nasceu para chocar uma ideia: pegar no famoso relógio criado pelo professor Bob Lambert, que nos permite entender a sucessão dos grandes eventos do universo e da terra como se o Big Bang tivesse acontecido há 24 horas, e desenvolver a partir dele uma aplicação para iPad.

 

O resultado caiu no goto dos utilizadores do "tablet" da Apple que, em 38 países, incluindo os Estados Unidos e a China, puseram a app Back In Time, no primeiro lugar da lista de aplicações mais descarregadas. A Back In Time está catalogada como "e-book", mas é muito mais do que um livro digital, com os seus vídeos, a música de Rodrigo Leão e um grafismo intuitivo, capaz de nos fazer recuar milhões de anos com um simples deslizar dos dedos.

 

Os elogios (e os "downloads") chegaram de todo o lado e, nos Estados Unidos, bastou uma chamada de atenção recente do "New York Times" para a catapultar, durante uma semana, para o "top of the tops" da iTunes Store americana. Mas recuemos no tempo. O sucesso actual estava longe de ser imaginado por Susana Landolt, directora-geral da Landka, e pelos restantes quatro elementos que, em Outubro de 2010, se juntaram, em Matosinhos, para dar corpo à ideia surgida no Verão.

 

Trabalhar escalas de tempo

E que ideia foi essa? “Poucas pessoas têm sensibilidade para escalas de tempo de milhões, ou milhares de milhões de anos. Daí a ideia de usar uma analogia: um relógio imaginário em que o Universo começou há exactamente 24 horas. Desta forma, aumenta-se a percepção do leitor sobre as diferentes escalas de tempo”, explica Susana.

 

A percepção da grandeza, e da diferença entre estas escalas é algo de difícil apreensão para muitas pessoas. Mas “neste relógio imaginário", acrescenta, “a Terra foi criada há cerca de 8 horas, os Dinossauros foram extintos só há 7 minutos e nós, Homo Sapiens, existimos há pouco mais que um segundo...", explica por e-mail ao P3, assinalando que a ideia do relógio foi originalmente proposta por Robert Lambert, do McCarthy Observatory, nos EUA.

 

Dez meses de trabalho

Afinada a ideia e reunida a equipa – inicialmente cinco colaboradores, designers, programadores e engenheiros com um interesse transversal pela área da educação e divulgação científica – foram necessários dez meses para se chegar ao produto final. “Foi colocado um extremo cuidado em todas as vertentes: nos textos, na fiabilidade da arquitectura de 'software', na escolha dos eventos e, sobretudo, no design da interface gráfica”. E na música, acrescentamos nós.

 

“Tudo isto tem que ser integrado, de raiz, no desenvolvimento do código que suporta a aplicação, e tem um custo bastante elevado dado que o tempo de desenvolvimento torna-se muito maior”, adianta Susana Landolt. A demora valeu a pena. Ainda que o investimento (que a Landka não divulgou) não tenha sido ainda coberto pelas vendas. Logo após o lançamento, a Apple destacou a aplicação, garantindo-lhe um lugar na página principal da iTunes App Store em mais de 100 dos 126 países em que está presente.

 

E até meados de Janeiro, o e-book Back In Time já esteve no top de vendas de livros para iPad em 38 países, entre eles os Estados Unidos, Reino Unido, China, Espanha, Portugal, Suíça, França, Canadá, Austrália e Brasil. Na China, a aplicação foi considerada "App of the week" pela Apple, quer na versão para iPad quer na versão para iPhone, revela Susana.

 

Novos produtos este ano

Neste momento, a Landka não vive apenas do sucesso do seu ovo de ouro. “Estamos a trabalhar em novos projectos e em áreas diferentes do 'Back in Time'. Queremos continuar a desenvolver aplicações educacionais, mas também queremos ganhar experiência no desenvolvimento e comercialização de produtos diferentes."

 

"Iremos lançar novos produtos ainda este ano”, garante Susana, que dá uma má notícia aos utilizadores de "tablets" e "smartphones" com outros sistemas operativos. “Estamos muito atentos ao mercado do Android e do Windows Mobile, mas achamos que ainda não é a altura certa para desenvolvermos para essas plataformas”.

 

Via P3



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Sábado, 21.01.12

Praia do Burgau, no Algarve, foi uma das praias com Bandeira Azul o ano passado

Praia do Burgau, no Algarve, foi uma das praias com Bandeira Azul o ano passado Imagem: LUSA

 

Escolher a praia ideal para os melhores banhos de sol e de mar vai ser mais fácil quando a 8 de setembro forem anunciadas as “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. Para já, há 327 praias candidatas. Os portugueses vão poder votar nas sete melhores.


O Algarve é a região com maior número de candidaturas, com 77 praias candidatas. Segue-se Lisboa e Setúbal com 52 candidaturas, Beira Litoral com 47, o Alentejo com 35. Estremadura e Ribatejo têm 33 praias a concurso, Entre Douro e Minho 25, Beira Interior tem 23, Açores tem 20, Madeira tem 10 e Trás-os-Montes e Alto Douro tem 5 candidatas.

 

A maioria das candidaturas foram apresentadas por 64 Municípios de todo o país e as restantes foram apresentadas por outras entidades públicas e privadas. Por categorias, o maior número de candidaturas regista-se nas Praias Urbanas com 73 candidatas.

 

A votação pública vai decorrer por SMS, chamada telefónica, internet e Facebook

 

As categorias de Praias de Dunas e Praias de Arribas registam 53 candidatas cada, seguindo-se as Praias de Rios com 43, as Praias Selvagens com 41, as Praias de Uso Desportivo com 33 e as Praias de Albufeiras e Lagoas com 31 candidatas.

 

Nesta fase, as 327 candidaturas têm que ser validadas pelo Conselho Científico, composto por 7 entidades: Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território; Marinha Portuguesa; Associação Bandeira Azul da Europa; GEOTA; Liga para a Protecção da Natureza; Quercus; e SOS – Salvem o Surf.

 

Organizadas em 7 categorias, as 7 vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos, uma por categoria, não podendo ser eleitas mais do que duas maravilhas por região.

 

Na final, só 21 praias vão disputar o estatuto de “praia maravilha”


Esta semana, um painel de 70 Especialistas vai analisar a lista longa de nomeados e eleger as 70 praias pré-finalistas, tendo em conta os seguintes 7 critérios: Beleza da praia; Qualidade da água e Limpeza da praia; Estado de conservação dos sistemas naturais (fauna e flora) e sistemas edificados; Serviços prestados aos utentes da praia; Espaços públicos de qualidade; Preservação da Identidade Local; e as Condições naturais para a prática desportiva.

 

A lista de 70 praias pré-finalistas é conhecida a 27 de Fevereiro. Posteriormente um painel de 21 personalidades vai selecionar apenas 21 Finalistas para votação pública. A representatividade geográfica do país é assegurada através da presença no mínimo de um finalista de cada uma das 10 regiões do país.

 

A votação pública por SMS, chamada telefónica, internet (www.7maravilhas.pt) e Facebook decorre entre 7 de Maio e 7 de Setembro de 2012, e as “7 Maravilhas – Praias de Portugal” serão reveladas em direto na RTP1 a 8 de Setembro de 2012.

 

Via Sapo Noticias



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Quarta-feira, 18.01.12
12 bons vinhos a menos de 10 euros

 

Eis uma dúzia de vinhos que ajudam a superar os lamentos de crise de um "annus horribilis", 
sem que com isso se criem desequilíbrios orçamentais. Há produtores exímios em oferecer bons vinhos com preço abaixo da barreira psicológica dos 10€. E até vinhos de belíssima qualidade a 5€ ou menos.

Com maior ou menor exultação, com festejos mais expansivos ou comemorações mais contidas, a verdade é que já entrámos em 2012, o ano consagrado como maldito, que todos se empenham em acautelar como annus horribilis, o ano que concentrará todas as desgraças e desventuras nacionais. Os avisos sucedem-se, dentro e fora de fronteiras, reduzindo a confiança e as expectativas, limitando-nos a fé à simples esperança de que o ano que agora começou... seja realmente o pior ano de sempre.

 

Sentimos uma espécie de medo colectivo, um torpor grupal que nos inibe no momento das grandes decisões, adiando muitas das resoluções a que nos tínhamos proposto no passado, obrigando ao adiar de despesas estreitando os orçamentos familiares. Uma apreensão que se estende aos vários sectores da economia, das empresas às famílias, dos serviços à indústria, dos funcionários públicos aos profissionais liberais, minorando a disponibilidade emocional para todos os gastos considerados como não essenciais... entre os quais se inclui o vinho.

 

Por isso, o ano ameaçador de 2012 será também um ano de gastos mais comedidos no vinho, impelindo as famílias a procurar vinhos mais equilibrados no preço, vinhos com boas a excelentes relações qualidade/preço que ajudem a superar os lamentos da crise, sem que com isso se criem desequilíbrios ou deficits orçamentais. Uma condição que é cada vez mais respeitada pelos produtores nacionais, exímios em oferecer bons vinhos a preços mais do que justos, abaixo da barreira psicológica dos 10€, conseguindo mesmo alguns deles propor vinhos de belíssima qualidade a preços inferiores a 5€.

 

Entre eles conta-se João Portugal Ramos, uma das figuras de proa da enologia nacional, com a edição 2010 do alentejano Loios, um tinto de cor vermelha viva e brilhante, repleto de fruta acessível, num estilo fácil e claro que oferece uma frescura notável, de corpo directo mas tremendamente sedutor. Ainda na categoria dos vinhos com preço de venda inferior a 5€, vale a pena deixar-se seduzir pelo atraente Vinhas Boas 2009, um tinto do Dão da autoria de Nuno Cancela de Abreu que se mostra bem-parecido, alegre, perfumado pela fruta delicada, atestado de groselha, morango e mirtilos, um tinto franco e muito agradável.

 

No mesmo patamar de preço anuncia-se o Casa Santos Lima Sauvignon Blanc 2010, um branco de Lisboa que revela cor amarela palha muito clara. O nariz expõe os sinais peculiares da casta francesa, irradiando apontamentos aromáticos de relva acabada de cortar, groselhas verdes, espargos brancos e um pouco de melão, perfil que a boca confirma por inteiro. Fresco, exótico, perfumado, primaveril, é muito fácil gostar deste Sauvignon Blanc. Também branco, também da colheita 2010 e também proposto a menos de 5€, o Casal da Coelheira branco 2010, da região do Tejo, mostra-se um branco supinamente fresco e mineral, floral e silvestre, muito discretamente vegetal, denunciando um tipo de frescor pouco comum nos vinhos brancos nacionais. Seco e quase mastigável, termina teso e severo embora harmonioso.

 

Mas é seguramente no disputado segmento entre os 5€ e os 10€ que abundam as melhores relações qualidade/preço do mercado. Entre as muitas dezenas de escolhas possíveis destaca-se o Quinta dos Roques 2008, muito provavelmente o melhor Quinta dos Roques clássico de sempre, sério e amplo, vivo e seguro, tenso e poderoso, um tinto que nesta colheita alcançou um patamar qualitativo que raramente os vinhos deste segmento de preço conseguem aspirar. Muito interessante está o singular e tentador Terras d'Alter Alfrocheiro 2009, um tinto estreme de uma casta que raramente se vê sozinha no Alentejo. Aprimorado nas notas de ginja, morango e groselha, fino e delicado, é muito fácil gostar deste Alfrocheiro alentejano de perfil tão harmonioso e sensível.

 

O que não deve perder sob nenhuma perspectiva são o Julia Kemper e oQuinta do Cerrado Encruzado, dois belíssimos brancos do Dão, ambos da colheita 2010 onde a casta Encruzado é rainha.

 

O primeiro resulta de um lote equitativo entre as castas Encruzado e Malvasia Fina, assomando grandioso e rigoroso, desafogado e fino nos aromas, amplo e gigante na estrutura. Um branco de corpo imponente e alma cheia, subtil embora possante, suave mas poderoso, imponente no final de boca.

 

O segundo, um vinho estreme da casta Encruzado, emerge encorpado e aromaticamente austero, como de resto é a praxis da casta, amplo e poderoso, cheio e volumoso na boca, com um final de boca destemido. Um belíssimo branco que seria interessante poder ver na companhia retemperadora da casta Malvasia Fina!

 

E sempre que se fala em boas relações qualidade/preço é impossível não terminar com a região de Setúbal, uma das regiões que melhor exprime o conceito e que o leva mais a peito. A abundância de candidatos é lendária, alternando entre os vinhos da Adega Cooperativa de Pegões, Ermelinda Freitas, Bacalhôa e José Maria da Fonseca, entre muitos outros pretendentes ao trono. Por vezes a escolha não é fácil face à abundância de propostas. Como escolher, por exemplo, entre a potência desmedida do Ermelinda Freitas Touriga Nacional 2009 e a suavidade do Adega de Pegões Touriga Nacional do mesmo ano? Se o primeiro prima pelo vigor e pujança, pelos taninos sólidos e pela garra da acidez, num tinto brutal, frutado, encorpado, que fará as delícias dos amantes de vinhos poderosos, o segundo prima pelos aromas florais de violetas e pelas notas citrinas, bem como no jasmim do fundo do copo e na cereja preta. Suave e delicado, termina ligeiramente doce e reconfortante.

 

Tempo ainda para um surpreendente Bacalhôa JP branco 2010, proposto a menos de 3€, um vinho a quem o perfume inebriante da casta Moscatel brinda uma formosura inesperada que a boca logo confirma com o viço da acidez, sem deixar que os aromas terpénicos do Moscatel o tornem enjoativo.

 

Para terminar, o DSF Colecção Privada Moscatel Roxo rosé 2010, um rosado de cor salmonada muito clara, um vinho rosado da casta Moscatel Roxa com aromas intensos à casta, floral e perfumado, exuberante e espampanante, muito diferente dos restantes vinhos rosados do mundo. Termina seco, o que o torna apetitoso para a mesa.

 

Via Público



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Domingo, 15.01.12

Com a cerimónia de abertura marcada para sábado 14 de Janeiro, Braga vai ser em 2012 a Capital Europeia da Juventude, numa competição saudavel com Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012.

 

Segundo a Fundação Bracara Augusta, organizadora do evento, a programação divide-se em três áreas: Y.World, Y.You e Y.Life. 

O Y.World dirige-se à internacionalização das competências criativas regionais e vai promover, por exemplo, cimeiras, o espectáculo World Drums, o European Tastes - Festival Internacional de Sabores e o B Global, um evento dedicado aos sons do mundo.

 

O Y.You está vocacionado para as questões  ligadas à educação dos jovens, qualificação, empreendedorismo, criatividade, inovação e tecnologia.


Programados já concertos e uma Feira Internacional do Emprego e Empreendedorismo, entre outras iniciativas que visam colocar os jovens e os empregadores em contacto. 


De salientar o CSI Festival, com os concorrentesa poderem realizar um filme com um telemóvel.

 

No que respeita ao  Y.Life aí será a vida urbana e os seus novos desafios o centro da questão, com um convite a que se viva a cidade de forma mais intensa e mais saudável. 


Estão projectados cursos sobre a história de Braga, visitas guiadas a vários pontos do distrito e diversos eventos culturais.

A 26 de Maio, destaque para a Braga Romana, uma "invasão do povoado dos Bracari", e a 8 de Setembro tem ainda lugar a Noite Branca, que promete transformar toda a cidade.

 

Via HardMúsica



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Sexta-feira, 13.01.12
<p>França estava avaliada com um rating AAA pela S&P há 37 anos</p>

França estava avaliada com um rating AAA pela S&P há 37 anos

 

A ameaça concretizou-se e abre um novo capítulo na composição dos ratings na zona euro: a agência Standard & Poor’s (S&P) fez nesta sexta-feira uma vaga de cortes que abrange nove países e retira à França e à Áustria a nota máxima de avaliação. Portugal fica classificado com uma nota já considerada “lixo” financeiro. A Itália fica pela primeira vez abaixo do patamar A.

 

ratings de Portugal, Itália, Espanha e Chipre baixaram em dois níveis, enquanto os de França, da Áustria – que perdem o triplo A – e de mais três países (Eslováquia, Eslovénia e Malta) foram cortados em um nível.

Portugal viu o seu rating descer em dois níveis, de BBB- para BB, ficando, assim, classificado por todas as três grandes agências de notação norte-americanas com o rating considerado nos mercados sem categoria de investimento. 

A confirmação foi dada oficialmente pela S&P ao início da noite, já depois de fechar a bolsa de Nova Iorque, e de a agência Reuters ter avançado a informação durante a tarde. 

A ameaça de cortar o rating à Alemanha, a maior potência da zona euro, e um dos seis países que até agora tinham a nota AAA, não se confirmou. Mas o grupo de países da zona euro avaliados com nota máxima fica reduzido a quatro: sem a França e a Áustria, restam a Alemanha, a Holanda, a Finlândia e o Luxemburgo com o triplo A. Todos tinham sido avisados, a 5 de Dezembro, que as suas dívidas estavam em processo de revisão.

As reacções políticas em França, a segunda maior economia da moeda única, ouviram-se ainda antes de a S&P se pronunciar, logo que o ministro das Finanças, François Baroin, confirmou que o Governo fora notificado da decisão. 

 

Via Público



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Terça-feira, 03.01.12

O espírito queirosiano ficou irritado com o anúncio da Coca-Cola, que tem o descaramento de dizer coisas positivas sobre Portugal, que tem a lata de dizer que Portugal não é o Burundi . Não por acaso, nos últimos dias, muitos amigos e amigas deixaram cair a indignação queirosiana a respeito da coisa: "como se atrevem a dizer bem desta choldra?" (eu prefiro as variações com palavrões). Ora, esta característica portuguesa interessa-me muitíssimo . O português deve ser o único ser à face da terra que fica incomodado quando ouve coisas positivas sobre o seu próprio país. Este anúncio só poderia causar incómodo em Portugal. Se a Coca-Cola tivesse feito um anúncio a gozar e a desprezar Portugal, ui, ui, teria o apoio dos portugueses que, agora, estão irritadinhos com a perspectiva meio otimista. 

 

Mas, afinal, qual é a mensagem do maldito anúncio? É uma mensagem simples e correcta: apesar da década perdida, Portugal ainda tem o copo meio cheio. Para compreender isto, basta olhar, com humildade, para as vidas dos nossos pais e avós. Em 1950, o português tinha um rendimento per capita de 40% da média da Europa rica; no ano 2000, o nosso rendimento já estava nos 70%. Em 1993, a inflação ainda era de 9%. E eu poderia ficar aqui o resto do dia a apresentar factos (repito: factos) que provam um facto (repito: facto): Portugal foi um dos países que mais cresceu, que mais evoluiu nas últimas gerações. Mas, como é óbvio, o espírito queirosiano já está a abanar a cabeça, já está a dizer "mas este tipo está para aqui com lições de história para quê?". Pois muito bem. Falemos então de factos do presente, falemos de factos retirados dos jornais deste fim-de semana. A tecnológica portuguesa Biodroid produziu um jogo de computador que é um sucesso mundial (Expresso economia). A tecnológica portuguesa Roff abriu filial em Casablanca e já tem escritórios em cidades menores como Paris ou Estocolmo (Sol). A Microprocessador, empresa xpto de Matosinhos que faz a gestão electrónica das auto-estradas, exporta tecnologia para 10 países (i). A Amorim comprou uma empresa na Argentina, no sentido de reforçar a sua posição num dos países-chave do chamado novo mundo vinícola (Sol). Na coluna de João Paulo Martins (Única/Expresso), descobrimos que um restaurante canadiano vende, por dia, 400 garrafas de vinho português. A Adira, maior fabricante lusa de máquinas-ferramenta, exporta que se farta (Expresso economia), e - atenção - a Adira é um dos bons exemplos do sector metalúrgico, cujas exportações subiram 20% em 2011 (Sol). A GL, cadeia alimentar portuguesa, começou a exportar hambúrgueres para Angola, e as marcas desta empresa já exportam para Espanha, Holanda, Suécia, Polónia, Inglaterra e Noruega e - um pormenor - produzem para o Starbucks e Ikea (Sol). Um grupo de hotelaria espanhol abriu um novo hotel no Porto, que resulta da requalificação de 5 edifícios da Ribeira (Jornal de Notícias).

 

Como dizia há pouco, estes factos foram encontrados em apenas 4 jornais de sexta e sábado. Todos os dias aparecem factos desta natureza. Mas, lá está, não existe uma narrativa mediática e cultural que permita o encaixe desta luminosidade tuga . E, assim, tudo acaba num cenário um pouco cómico: os factos positivos sobre Portugal são incómodos para os portugueses, logo, são desprezados. É como se não existissem. Calma, calma. Não estou a dizer que Portugal é a Suécia mediterrânica. Tenham calma. Estou apenas a dizer que Portugal, apesar de tudo, não é o Burundi . Entre o optimismo desmiolado e o pessimismo apocalíptico, há um espaço para pensar Portugal.


Via Expresso



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Segunda-feira, 02.01.12

 

O grupo Famílias Arco-íris está a apoiar um projeto de Ana Nunes da Silva e Ana Clotilde Correia,  e procuramos famílias arco-íris que queiram e possam envolver-se num projeto fotográfico que pretende dar visibilidade à parentalidade das pessoas LGBT.

 

Gostaríamos de contribuir para mudar o ponto de partida na discussão sobre o superior interesse das crianças e os direitos de parentalidade das pessoas LGBT. Constatamos que o poder político e a sociedade em geral partem para essa discussão parecendo ignorar que as famílias já existem. Porque “o pessoal é político”, queremos que “o pessoal” esteja visível para que não possa ser ignorado.

 

 

 

Inspirad@s pelo projeto do fotógrafo norte-americano Stefen Jora, The Gay Families Project, pretendemos fazer um retrato do quotidiano, recolher fragmentos de normalidade familiar e fazê-los circular.

 

Apesar da grande visibilidade que gostaríamos que o projeto adquirisse, o resultado final poderá não expor demasiado a identidade das crianças e dos pais e/ou das mães. As famílias que generosamente colaborem poderão participar da seleção de imagens que venha a ser divulgada.

 

Potenciais voluntári@s devem contactar o Grupo Famílias Arco-íris (familias@ilga-portugal.pt) ou a equipa do projeto: Ana Nunes da Silva e Ana Clotilde Correia.

Obrigada!

 

Retirado de Famílias Arco Iris



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A sonda que vai a Marte terá tecnologia portuguesa
A sonda que vai a Marte terá tecnologia portuguesa (ESA)
Da investigação sobre o Alzheimer, até à tecnologia que vai ajudar o próximo rover a sobreviver ao frio de Marte. O PÚBLICO contactou algumas universidades portuguesas para ouvir o que de mais interessante se fez no ano que terminou. A lista resultante é uma pequena amostra da realidade, mas revela que a ciência nacional está em evidência em muitas áreas.

Estrelas de matéria escura
É uma antiga guerra teórica dos físicos: o que é que acontece quando as estrelas deixam de ter matéria para consumir? Uma das principais teorias defende que o seu peso obrigaria a estrela a colapsar, originando um ponto de densidade tão alto – os chamados buracos negros – que sugaria até a luz, e onde o espaço e o tempo se comportariam de uma outra forma. Mas houve sempre teóricos que criticaram este conceito excepcional de “singularidade” dos buracos negros, que existiriam em vários pontos do universo. Num artigo aceite para publicação na Physical Review Letters, Paolo Pani, Vitor Cardoso e Térence Delsate, do Instituto Superior Técnico, sugerem agora que este colapso das estrelas não resultará numa singularidade e explicam que o aumento súbito da densidade da matéria pode originar uma nova força gravitacional, a chamada matéria escura. O resultante será uma “estrela de matéria escura” invisível aos telescópios.

Vulcão origina explosão de vida no mar
Foi um dos estudos mais interessantes do ano, de acordo com a NASA. Vasco Mantas, cientista da Universidade de Coimbra, documentou pela primeira vez algo que sempre se julgou acontecer, um aparecimento súbito de organismos em regiões submarinas onde ocorre uma erupção vulcânica. O investigador verificou, com ajuda de imagens de satélite, o aparecimento de microalgas associado ao vulcanismo, em regiões do Pacífico pobres em nutrientes. O fenómeno “tem consequências, por exemplo, na cadeia alimentar, fazendo aumentar a ‘carga’ de peixe, e na diminuição da quantidade de dióxido de carbono”, explicou o cientista num comunicado.

Cerâmica para gerar energia
Chama-se Projecto Solar Tiles, reúne um consórcio de nove entidades nacionais, desde empresas até institutos e universidades, e teve o apoio do QREN. O objectivo do projecto, de que a Universidade do Minho foi promotora, é simples: produzir peças de cerâmica como as telhas, que contenham células fotovoltaicas capazes de utilizar a energia solar, transformando-a em energia eléctrica. O trabalho terminou em Agosto do ano passado, com um protótipo pré-industrial. O próximo passo será a sua produção em massa.

Diagnosticar a doença de Alzheimer sem erros
Identificar uma pessoa com doença degenerativa de Alzheimer sempre foi um problema, pela dificuldade de encontrar alguma substância produzida pelo corpo associada à doença. A empresa 2CTech, associada ao Centro de Biologia Celular da Universidade de Aveiro, criou um teste que avalia três biomarcadores neurológicos e diagnostica a doença sem erros. As investigadoras Odete Cruz e Silva e Margarida Fardilha conseguem ainda identificar pacientes que estão num estado precoce do processo degenerativo e vão desenvolver a doença.

Testar o aquecimento global num ribeiro
Os resultados estão por vir, mas a experiência pioneira em toda a Europa foi posta em prática neste ano. A ribeira do Candal, na Lousã, tem agora um troço de 22 metros separado ao meio, a nível longitudinal. Numa parte tudo acontece naturalmente, na outra um termoacumulador vai aquecer a água em cerca de 3ºC. A experiência, coordenada por Cristina Canhoto, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e que tem uma dezena de colaborações internacionais, além de várias parcerias nacionais, quer responder a uma questão: o que vai acontecer ao funcionamento dos ecossistemas dos rios com o aumento de temperatura?

Automóvel que anda sozinho
Atlascar é um Ford Escort que passou a andar sozinho. A equipa do Atlas, coordenada Vítor Manuel Santos, da Universidade de Aveiro, construiu o primeiro carro português que não precisa de condutor. Os investigadores instalaram um robô neste modelo automóvel com sensores e actuadores que permitem investigar e desenvolver a condução assistida. O projecto venceu em 2011 o prémio Freebots Competition no Festival de Robótica Assistida, promovido pela Sociedade Portuguesa de Robótica.Grafeno
Muitos dizem que o grafeno é o material do futuro. O composto é formado por uma camada de átomos de carbono cujas ligações resulta numa estrutura de hexágonos, como se fosse uma colmeia. O material promete revoluções na electrónica. Nuno Peres, do Centro de Física da Escola de Ciência da Universidade do Minho, é responsável por um dos laboratórios mais importantes do mundo que estuda as propriedades deste material. Em 2011, o cientista ganhou o Prémio Ciência da Gulbenkian e está a estudar agora as propriedades da camada dupla de grafeno, que poderá ter aplicações em aparelhos de comunicação móvel, células solares, detectores de radiação electromagnética, sensores de pequenas quantidades de moléculas, sensores de tensão em estruturas, sequenciação do ADN. 

Aerogéis contra frio de Marte
A temperatura média de Marte é de 63 graus Celsius negativos. Qualquer máquina enviada para lá tem que suportar um clima gelado. No caso do próximo veículo (rover) que a Agência Espacial Europeia pensa em enviar em 2016, são os investigadores do Instituto Pedro Nunes, associado à Universidade de Coimbra, que estão a resolver esta questão A equipa liderada por Ricardo Patrício desenvolveu neste ano aerogéis que protegem os circuitos electrónicos da temperatura e pressão do ambiente agreste do planeta vermelho. A substância foi produzida através de “um processo específico de secagem dos produtos à base de sílica que garante uma menor densidade e maior flexibilidade”, explicou o cientista, num comunicado.

Sequenciar genomas é mais barato
A sequenciação de genomas é uma das técnicas mais importantes da biologia. Através dela é possível saber a sequência dos tijolos de ADN que forma o genoma de animais, plantas, bactérias, vírus, espécies extintas e do ser humano. O processo é importante em inúmeras actividades, desde conhecer a origem genética de doenças, até ajudar a compreender a árvore da vida. O sistema desenvolvido por Francisco Fernandes, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, do Instituto Superior Técnico, funciona com um novo algoritmo informático que torna este processo mais económico e dá um passo em frente para a democratização do acesso à sequenciação genética, o que pode ajudar a tornar a medicina personalizada numa realidade. 

Regeneração de tecidos em marcha
Como é que se pode regenerar cartilagem ou osso? Utilizando materiais como o amido de milho, soja e a quitina. Esta é a aposta de investigação da equipa de Rui Reis, que acredita que um dia irá ser possível regenerar membros completos. O investigador é director do grupo 3B’s, Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da Universidade do Minho e em 2011 publicou dezenas de artigos nesta área. No ano passado foi galardoado com o George Winter Award, o principal prémio Europeu na área dos biomateriais.

 

Via Público



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Quarta-feira, 28.12.11

A pastelaria é em Braga
A pastelaria é em Braga (Hugo Delgado (arquivo))
O dono de uma pastelaria de Braga queixou-se hoje de “perseguição”, depois de ter sido detido 16 vezes em três meses pela GNR por alegadamente se encontrar dentro do estabelecimento uns minutos para além do horário de funcionamento.

“Basta ultrapassar o horário em dois minutos e já tenho a GNR à porta, é uma coisa verdadeiramente incrível”, disse Sérgio Lima.

Acrescentou que sempre que isso acontece é detido e levado no carro da GNR até ao posto da GNR no Sameiro, onde passa “à volta de uma hora” no preenchimento do auto de notícia.

Aquela pastelaria, situada na cidade de Braga, foi alvo de uma providência cautelar, interposta por um morador no prédio, magistrado do Ministério Público, que se queixou de excesso de ruído. 

O tribunal aceitou a providência e decidiu encurtar o horário de funcionamento da pastelaria, que era das 7h00 às 24h00 e passou para das 9h00 às 21h00.

A partir daí, como assegura Sérgio Lima, a GNR “não larga a porta”, seja de manhã seja à noite, para controlar a hora de abertura e de fecho. 

“Não é preciso estar a funcionar, basta alguém estar lá dentro para a GNR dar imediatamente ordem de detenção. O que eu pergunto é se a GNR é sempre assim tão escrupulosa ou se tudo isto se fica a dever ao facto de estar em causa um magistrado do Ministério Público”, insurge-se o empresário. 

A pastelaria funciona naquele local há três anos, tendo o proprietário, na sequência da providência cautelar, investido 10 mil euros, na colocação de uma tela de insonorização no chão e de uma cobertura na esplanada, neste último caso para evitar que os fumos subam até ao primeiro andar, onde mora o magistrado. 

Entretanto, já foi feito um teste acústico, que também já foi enviado para o tribunal, e que, segundo o advogado do empresário, poderá ser decisivo para o processo. 

“Independentemente de tudo isso, é de estranhar, estranhar muito, o zelo da GNR neste caso. Ainda há dias, um cliente meu foi assaltado, em Famalicão, e estivemos uma hora à espera da chegada da GNR”, criticou. 

Contactada pela Lusa, fonte da GNR disse que aquela força se limita a fazer cumprir a lei. 

“Há uma providência cautelar que é preciso fazer cumprir e é nesse sentido que a GNR actua”, acrescentou, escusando-se a fazer quaisquer outros comentários, por ser um assunto que “está sob a alçada da justiça”.

Antes da providência cautelar, a pastelaria chegou a ter 14 funcionários, mas agora apenas tem cinco.

“E se isto não se resolver rapidamente, não sei, não”, atirou Sérgio Lima. 

Lembrou ainda que o estabelecimento foi licenciado “de raiz” para indústria de panificação, o que, a acontecer, lhe permitiria funcionar 24 horas por dia.

 

Via Público



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Quarta-feira, 21.12.11
"CARTA ABERTA AO SENHOR PRIMEIRO MINISTRO
por Myriam Zaluar a Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011 às 12:35"


"Exmo Senhor Primeiro Ministro


Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro
e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus
Myriam Zaluar, 19/12/2011"


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Sábado, 17.12.11

 

Figo diz que quer vender os seus negócios em Portugal e afirma ter ficado desiludido com Sócrates. Numa entrevista ao PÚBLICO, conta ainda as histórias das saídas polémicas do Sporting e do Barcelona.

Consta que foi sempre um bom gestor das suas finanças... Conta-se que um dia, ainda iniciado ou juvenil, disse a um dirigente da Federação: “Se não houver dinheiro não há palhaço...” 


Não sei se afirmei isso ou não, mas é bem possível que sim. Mas quando não nos pagam é comum ouvir essa frase, não é? Sempre fui uma pessoa que disse tudo o que pensava, independentemente de os outros poderem ou não gostar. Assumo a minha forma de ser e tudo o que digo. E o que dizem ou deixam de dizer sobre mim não me interessa. Até porque não me conhecem. Muita gente relaciona-me sempre com dinheiro. Isso resulta também do facto de eu, muitas vezes, ter surgido a defender os interesses dos outros, queimando-me a mim. Mas não me importa. Tenho a consciência que tudo o que tenho foi ganho com o meu suor e o meu trabalho. Foi uma troca de serviços. Nunca apontei uma arma à cabeça de ninguém a obrigá-lo a assinar um contrato comigo, fosse ele de publicidade ou como jogador. É o mercado. Estás interessado, aceitas; não estás interessado, não aceitas. Se eu, por exemplo, não tivesse tido rendimento no primeiro ano no Barcelona, certamente que me tinham dado um pontapé, como fizeram a outros ao longo da minha carreira e nos clubes por onde passei. 


Por que escolheu viver em Madrid?
Primeiro porque a minha família, desde que conheço a minha mulher, viveu sempre em Espanha, primeiro em Barcelona e depois em Madrid. Depois tivemos de emigrar para Itália, mas as minhas filhas nasceram em Espanha. Outra das razões foi porque, quando saí do Real e fui para Milão, estava a construir a minha casa em Madrid. Quando terminei o contrato com o Inter quis, naturalmente, usufruir da casa, o que não tinha acontecido até aí.

Hoje é também visto como um empresário. Diz-se que tem investimentos na área do imobiliário, hotelaria, combustíveis, etc. O que nos pode dizer sobre isto? Nada... Tenho vários negócios, muitos deles em Portugal, apesar de eu querer vender tudo o que tenho no meu país. Pago muitos impostos, ao contrário do que muita gente pensa. 

Mas quer vender tudo em Portugal por pagar muitos impostos? 
Não, quero vender porque estou um bocado farto disto. Mas o que eu estava dizer é que dou trabalho a muita gente e pago muito de IVA. Estou a dizer isto apenas para responder aos que dizem que eu não contribuo para o país. 

Mas quantas empresas tem em Portugal?
Tenho várias, na área da hotelaria, por exemplo.


"Enganei-me sobre Sócrates"

Apoiou politicamente José Sócrates há dois anos para obter vantagens financeiras, designadamente do BPN, como se escreveu na altura?
Para os que dizem isso, devo informá-los do seguinte: depois disso, fiz um contrato publicitário com a Just for Men, fiz outro com a UniCredit e ainda outro com uma marca de relógios. Será que também tenho de agradecer a José Sócrates por ter recebido dinheiro destes contratos publicitários? 

Ainda tem esperança de vir a receber os 850 mil euros que BPN lhe deve à conta de um contrato de direitos de imagem? 
Tenho. E tenho porque acredito na justiça. Muita gente fala isto e aquilo, mas a minha ligação ao BPN foi apenas em torno da minha imagem publicitária. Fiz o trabalho que estava estipulado no contrato, mas não me pagaram. Foi um contrato assinado de livre vontade e, por isso, confio que se vai fazer justiça.

Recentemente deu uma entrevista em que afirmou que, se os políticos não derem o exemplo, Portugal não tem remédio... Ficou assim tão desiludido com Sócrates? O que acha de Passos Coelho? 
A política não me interessa. Deixou de me interessar. Apoiei um candidato porque, na altura, achei que era a pessoa adequada. Não que eu seja do partido a, b, c, ou d, mas pensei que ele poderia ajudar Portugal a crescer e a melhorar as coisas. Errei. Enganei-me, como se enganaram milhões de portugueses que votaram nele. Mas eu, por ser figura pública, tive consequências disso. Hoje ninguém acredita nos políticos, há uma descredibilização total, aqui, em Espanha ou em Itália, é igual. Não me venham dizer que há uma crise financeira, uma crise mundial. Há é políticos que gastam mais do que há para gastar. E isso é o bê-à-bá da economia. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isto - eu não sou muito e não gasto mais do que aquilo que tenho. 

Também não era fácil... 
É fácil é... 

A Fundação Luís Figo também tem sido afectada pela crise?
Claro que tem. Perdemos os mecenas que tínhamos porque as respectivas empresas cortaram nos apoios que davam. Agora, a fundação vive à custa de doações minhas e do jogo que normalmente realizamos e que nos serve para cativar receitas. A fundação foi constituída há oito anos e continua sem lhe ver reconhecido o estatuto de utilidade pública, o que facilitaria não só em termos de custos fiscais, mas também na obtenção de mecenas. Não se trata de obter benefícios fiscais para mim, que fique bem claro. Isto não serve para lavar dinheiro. É uma instituição sem fins lucrativos e auditada. Não se pode brincar com o trabalho social.

 

Via Público



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O comandante foi convidado a demitir-se, mas recusou fazê-lo
O comandante foi convidado a demitir-se, mas recusou fazê-lo (Sérgio Azenha/arquivo)
Uma troca no anexo a um e-mail de Boas Festas deverá levar à suspensão do comandante da Polícia Municipal (PM) de Coimbra, que ontem se tornou alvo de um processo disciplinar.

Isto, porque, por engano, segundo o próprio, Euclides Santos enviou para todos os funcionários da Câmara de Coimbra uma apresentação em Powerpoint de 25 páginas, com fotos de mulheres em trajes menores e poses sensuais, na qual escreveu desejar, “de todo o coração”, que em 2012 os destinatários tivessem, entre outras coisas, “relações sexuais incríveis”. 

“Esta é uma belíssima época, em todo o mundo, para desejar que haja paz, que se tenha saúde, que se viva com amor, que blah… blah… blah…”, pode ler-se na introdução. Depois de várias páginas com fotos de mulheres pouco vestidas, a mensagem continua: “E basta de farsas e de palavreado inútil! O que eu desejo, de todo o coração, é que tenhas relações sexuais incríveis, uma vida alegre e feliz, que trabalhes muito e que te paguem bem!”. “E agora não digas que não sou um teu grande amigo”, conclui o autor da mensagem original, após mais uma sequência de fotos e frases do mesmo género.

A mensagem foi enviada para o endereço electrónico geral da câmara, ou seja, para todos os funcionários, às 10h50 de ontem. Às 11h02 os mesmos destinatários podiam ler um telegráfico “Erro no anexo. Peço desculpas”. Às 11h45 seguiu para todos nova mensagem, em que Euclides Santos manifestou “o máximo respeito por toda gente e em particular por cada um”, lamentou ter “anexado um anexo errado” e frisou não ser aquela a sua intenção. “Aliás, no e-mail seguinte fiz essa minha penitência. Errei e peço desculpa a todos e a todas”, escreveu. 

O PÚBLICO apurou que o presidente da câmara, o social-democrata João Paulo Barbosa de Melo, e a vereadora que tutela a PM terão considerado que o facto de a mensagem ter sido enviada para todos os funcionários, em horário de trabalho e através do e-mail de serviço tornava incomportável manter Euclides Santos no cargo. Ainda durante a tarde, o comandante (que o PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar) foi convidado a apresentar a demissão. Por volta das 21h30, informou o gabinete da presidência de que não o faria. 

Só então a autarquia divulgou um comunicado dando conta de que devido à divulgação da mensagem “com conteúdos que não se coadunam com o prestígio” da Câmara”, “para defesa do bom nome da Polícia Municipal”, o presidente decidira instaurar um procedimento disciplinar ao comandante. Aquele deverá resultar, numa primeira fase, na suspensão de Euclides Santos

 

Via Público



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Quarta-feira, 14.12.11

¿Por qué el café sabe siempre bien en Portugal? (y aquí no)

Por: Paco Nadal

Café portugal 1
Lo voy a decir, aunque me crucifiquen:

 

Solo conozco dos países en el mundo donde puedes pedir un café espresso, sea donde sea, y tienes un 99% de probabilidades de que esté bueno: en Italia y en Portugal. El resto, tierra quemada. O torrefactada.

Si habéis viajado por el país vecino y sois adicto al buen café (como un servidor) os habréis fijado que no falla: pidas donde pidas un espresso, ya sea en una cafetería de postín del Chiado lisboeta o en un tugurio rural en medio del Alentejo, te lo sirven como debe ser: en una taza estrecha y alta, con su crema, con su dosis justa de acidez, con su amargor contenido, con aroma a café y no a torrefacto quemado.

Pasa igual en Italia: no hay café malo.

Aún reconociendo que ya hay muchos locales en España donde se mima y se cuida el café, ¿por qué en el típico bar español, que son legión, te cobran 1,50 por una cosa que ni tiene color a café, ni sabe a café ni recuerda al café?

Soy adicto a él, pero no experto. Así que le he preguntado a una buena amiga, Ana Lorente, periodista especializada en temas culinarios, ex-directora de una revista sobre café ya desaparecida y en la actualidad copropietaria de la librería especialidad en gastronomía A Punto. Estas son sus razones:

 

Granos-cafe-2
1. A quien hace un café debería de gustarle el café, tomarlo y sentirlo. Si no le das importancia nunca podrás prepararlo con amor. Hacer un buen café es un arte, no algo mecánico.

 

2. En muchos bares tradicionales de España se escatima en la calidad del café: se va al más barato. Al torrefacto que llega ya con tonos quemados. Se tuesta mal y con mucha azúcar y resulta muy amargo en boca. No se les ocurre pensar en uno natural, recién tostado y recién molido, para que no pierda cualidades.

3. Lo normal es que le den un sobrecalentado de vapor, pensado que así extraen más. Y lo extraen, pero incluido todo lo malo. La temperatura del agua es fundamental para obtener un buen café.

Me maravilla cuando viajo por Italia y veo cafeterías (como una en la que estuve hace poco en Nápoles) donde tienen un empleado dedicada en exclusiva las 8 horas a manejar la máquina del café; solo él puede prepararlo. O cuando viajo por Portugal y hasta en la aldea más remota y en el bar más cutre te preparan un espresso cremoso y lleno de aromas, servido siempre en una buena taza.

 

Taza café española
Solo de pensar en las horrorosas tazas chatas y redondas de loza blanca que se usan en los bares españoles, llenas hasta el borde de un líquido oscuro carente de crema y de olor, me dan ganas de quitarme de este vicio.

 

Claro que si hiciéramos un Top Ten mundial de los peores cafés del mundoEspaña solo estaría en un honroso puesto intermedio. La lista del peor café del mundo la encabezarían los países anglosajones, EEUU a la cabeza, donde creen que un café puede estar recalentándose todo el día en una jarra de cristal y ser servido luego en vasos de papel de 250 cc.

En México tampoco saben beber ni preparar café, pese a que son productores. Lo normal es que pidas uno y te pongan un tarro de Nescafé, una taza de agua caliente y una cuchara.

Para ser justo, sí existe algún sitio más donde se mima la cultura cafetera: en Viena (que no en toda Austria), en Venezuela y por supuesto, enTurquía y Grecia, donde tomar café es un ritual, aunque sea muy distinto a nuestro espresso.

 

Y tú, ¿en que país te has tomado el peor café de tu vida?

 

Via Blog de Paco Nadal



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Fotografia do tubarão azul tirada pelo fotógrafo Nuno Sá ao largo da ilha do Faial, nos Açores

Uma fotografia de um tubarão azul tirada pelo fotógrafo Nuno Sá ao largo da ilha do Faial, nos Açores, venceu a principal categoria do maior concurso mundial de fotografia subaquática, disse hoje o vencedor à agência Lusa.

Fotografia do tubarão azul tirada pelo fotógrafo Nuno Sá ao largo da ilha do Faial, nos AçoresImagem: NUNO SÁ/LUSA


Epson World Shootout, um concurso com características únicas que decorre em todo o mundo, atribuiu o primeiro prémio da categoria “Grande Angular” à fotografia de Nuno Sá, que mostra um tubarão azul junto ao banco submarino "Condor", no mar dos Açores.

 

O fotógrafo português, especializado em vida marinha selvagem e considerado um dos melhores do mundo, disse à Lusa que também conquistou o quarto lugar na mesma categoria “Grande Angular” com uma imagem de jamantas (da família das raias) tirada junto ao banco submarino “Princesa Alice”, nos Açores.

 

O Epson World Shootout decorreu durante todo o mês de agosto, período em que milhares de fotógrafos amadores e profissionais recolheram as imagens que submeteram à apreciação do júri.

 

Na edição deste ano concorreram 226 fotógrafos de 27 países, desde a China à Papua Nova Guiné, que apresentaram 1.556 imagens a concurso.

Este foi o terceiro prémio internacional de relevo conquistado este ano por Nuno Sá, que é um dos fotógrafos mais premiados a nível mundial na área da vida marinha selvagem.

 

O fotógrafo, que vive há vários anos nos Açores, foi recentemente distinguido, também com imagens de tubarões azuis, no Wildlife Photographer of the Year, considerado o maior concurso de fotografia de natureza a nível mundial, e no Natures Best Photography, o principal concurso de fotografia de natureza que se realiza nos Estados Unidos.

 

Via Sapo Noticias



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Segunda-feira, 12.12.11

Fim da ocupação de Portugal em Goa foi há 50 anos, mas ainda há fado, futebol e Fátima no pequeno estado indiano. O Expresso esteve lá e trouxe em imagens o que resta dos 450 anos de presença portuguesa.

Foi a 18 de dezembro de 1961 que Goa deixou de ser portuguesa, depois de 450 anos de colonização. Cinquenta anos depois, a presença de Portugal ainda não foi esquecida e há mesmo quem cante fado e festeje o Santo António. Mas, dizem os mais velhos que ainda falam a língua de Camões: "A cultura portuguesa em Goa tem os dias contados".

 

Do passado, sobram os jardins com nomes de personalidades portuguesas como Garcia de Orta (que morreu em Goa em 1568), a arquitetura colonial, a gastronomia, um núcleo sportinguista, as igrejas católicas onde se reza com profunda devoção a Nossa Senhora de Fátima e um sem-fim de referências a Portugal, visíveis principalmente no comércio. Que vão desde o tão tipicamente português "Café Central" à joalharia "Velho&Filhos", passando pela "Barbearia Real", a "Loja Camota" e até mesmo o hotel "Fontainhas Inn", no bairro do mesmo nome.

 

Venha daí numa pequena viagem ao Portugal que ainda sobrevive em Goa.

 

Via Expresso



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Sexta-feira, 09.12.11

Em 30 anos Portugal perdeu um milhão de crianças (até aos 14 anos)Em 30 anos Portugal perdeu um milhão de crianças (até aos 14 anos) (Manuel Roberto)

Condições de habitabilidade melhoraram substancialmente na última década, mas ainda há quase dois por cento de alojamentos sem instalação de banho ou duche.

Entre 2001 e 2011 quase duplicou o número de pessoas que passou a ter curso superior – são agora cerca de 1,2 milhões. Esta tendência também se verifica no ensino secundário. Mas, contas feitas, apenas 12% da população possui o ensino superior completo, 13% o secundário, o que contrasta com os 19% da população sem qualquer nível de ensino. São dados provisórios do Censos 2011 ontem divulgados no Instituto Nacional de Estatística (INE), em Lisboa.

O coordenador do Gabinete de Censos do Instituto Nacional de Estatística (INE), Fernando Casimiro, destacou ontem a passagem de 284 mil licenciados em 1991, 674 mil em 2001 e 1,262 milhões de pessoas este ano. São as mulheres quem possui qualificações mais elevadas, sendo 61% dos licenciados do sexo feminino, mas são também as mulheres que predominam no grupo de pessoas sem qualquer escolaridade. Apesar das boas notícias, 19% das pessoas não têm qualquer nível de ensino. O ensino básico do 1.º ciclo corresponde ao nível mais elevado da população – 25%.

Em 30 anos Portugal perdeu um milhão de crianças (até aos 14 anos) e ganhou 900 mil idosos (mais de 65 anos). "A população idosa quase dobrou a sua representação no país", disse Fernando Casimiro, nesta segunda fase da apresentação dos dados do recenseamento geral da população de 2011. Hoje, 19% dos portugueses têm 65 ou mais anos de idade. Mas há excepções, "as regiões autónomas são uma espécie de reserva demográfica", sublinhou. Na Madeira a população aumentou 9,3% e nos Açores 2,06%. As ilhas superam as restantes regiões na população jovem e nas menores percentagens de população idosa.

No grupo etário mais jovem, até aos 14 anos de idade, inclui-se 15% da população residente em Portugal. De acordo com o INE, há "um duplo envelhecimento dos portugueses", por um lado pelo aumento da população idosa, e por outro pela redução da população jovem, especialmente nas regiões do Alentejo e Centro. Na última década houve um agravamento do índice de dependência total, que passou de 48 para 52, o que significa que por cada 100 pessoas em idade activa existem 52 dependentes.

As chamadas famílias unipessoais foram as que mais cresceram, 37,3% em dez anos, o que resultará sobretudo do envelhecimento da população, um valor muito acima das chamadas "famílias clássicas", cujo aumento se ficou pelos 10,8% no mesmo período de tempo.

No Portugal de 2011 são 21,4% os que vivem sozinhos, uma realidade mais vincada no interior do país, na região Centro e Sul do país, mas que também atinge valores muito elevados nos munícipios de Lisboa e Porto. A dimensão média das famílias é, em 2011, de 2,6 pessoas, enquanto que em 2001 era de 2,8. Há uma "estabilização das famílias com três pessoas", revelam também os dados do Censos 2011.

A redução do núcleo familiar é também visível na diminuição das famílias com quatro e com cinco ou mais pessoas: passaram de 15,4% em 1991 para 6,5% este ano.

Tal como já acontecia há dez anos, continua a haver mais mulheres do que homens no país, mas a tendência acentuou-se: há 91,5 homens para 100 mulheres, face a 93,4 por 100 mulheres há uma década. As maiores taxas de mortalidade no masculino e a sua menor esperança de vida ajudam a explicar este fenómeno, que não se verifica em todas as faixas etárias. Por exemplo, até aos 24 anos predominam eles em relação a elas (13,1% face a 12,6% do total da população).

Casados são 47%

O grupo dos indivíduos casados é o que tem maior peso, em ambos os sexos, englobando 47% dos portugueses. A população divorciada, com uma representatividade de 6% do total da população, tem mais peso no Sul e nos municípios do litoral.

Depois de ter dado conta, em Julho, do aumento em 12,1% dos edifícios e de mais 16,3% de alojamentos destinados à habitação, o INE dá agora nota "de um ganho significativo das condições" das residências em Portugal. Subiram 70% as habitações que passaram a ter esgotos, sendo o Algarve e o Alentejo os que mais se afastam da média nacional pela negativa, reduziram-se substancialmente as casas sem casa de banho ou duche e sem água canalizada.Em termos nacionais, continuam a não dispor de água canalizada 0,59% (23.579) dos alojamentos, não têm esgotos 0,45% dos alojamentos (17.966) e a falta de casa de banho com instalações de banho ou duche ocorre em 1,92% das casas (76.924).

Os números divulgados confirmam os resultados preliminares já apresentados este ano e revelam que a população residente aumentou cerca de dois por cento nos últimos dez anos, sendo que no passado dia 21 de Março (momento censitário) viviam no país 10.561.614 pessoas. O crescimento registado deve-se principalmente ao saldo migratório (91%) e em 9% ao saldo natural. Só no terceiro trimestre do próximo ano vão ser divulgados os dados definitivos do Censos.

Os Censos 2011 em cinco indicadores-chave

Lisboa mais instruída
A população da região de Lisboa apresenta, em comparação com as restantes, níveis de ensino mais elevados. Têm um curso superior 16,7% da população. O Centro, Algarve e Norte estão quase ao mesmo nível, com 10% de licenciados. No extremo oposto estão os Açores, com apenas 8,4% da população com licenciatura.

Resistentes no interior
O número de municípios que perderam população aumentou: de 171 em 2001 passaram para 198 em 2011. Mas há cidades do interior que resistem à desertificação: Bragança, Viseu, Castelo Branco, Évora e Beja. Continua a concentração na costa, sendo maior na faixa litoral a norte de Setúbal, Algarve e áreas metropolitanas.

Construções algarvias
O crescimento do número de habitações construídas é comum a todas as regiões do país, mas o Algarve tem, na última década, o maior crescimento em termos de edifícios (mais 23,9%). A região autónoma da Madeira surge como a segunda região com maior crescimento do parque habitacional da última década.

Metade casados
Apesar do aumento dos divórcios, os casados continuam a representar grande parte da população: são 47%, face a 40% de solteiros, 7% de viúvos e 6% de divorciados. Os solteiros são mais homens (51,6%), os divorciados mais mulheres (58,6%).

Casa própria
Cerca de 73% dos alojamentos de residência habitual são ocupados pelo proprietário, já os arrendados representam 19,7% das residências e as restantes situações, tais como empréstimos ou outras, constituem 6,8%. Lisboa é a região do país com maior percentagem de arrendamento (27%).


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Segunda-feira, 05.12.11
A proposta é de vacinar as crianças três meses mais cedo que actualmente
A proposta é de vacinar as crianças três meses mais cedo que actualmente (Paulo Ricca)
A Direcção-Geral de Saúde (DGS) quer que a primeira dose da vacina contra o sarampo seja antecipada para os 12 meses de idade, já a partir de Janeiro.

Efectuada ao Ministério da Saúde na semana passada, esta proposta já estava planeada mas avançou agora também por causa do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) a propósito dos surtos de sarampo verificados em vários países europeus, com registo de nove mortes e mais de sete mil hospitalizações este ano.

Actualmente, a primeira dose da vacina contra o sarampo é dada aos 15 meses em Portugal. Por que razão é que a DGS propõe uma antecipação de apenas três meses? “As mães transmitem anti-corpos aos filhos e, se estes forem vacinados precocemente, há competição entre estes anti-corpos e os vacinais. Mas, como actualmente a maior parte das crianças nasce de mães que não tiveram sarampo, não existe essa competição, e podemos assim dar a vacina antes”, explicou ao PÚBLICO a a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas. “O ideal é dar o mais cedo possível, desde que a criança tenha capacidade para fabricar anti-corpos”, acrescenta. A segunda dose é dada quando as crianças vão para a escola.

Em Portugal a taxa de cobertura da vacina do sarampo é superior a 95% e por enquanto não há qualquer surto da doença - os dois casos registados este ano no país foram importados do estrangeiro. Mas “isso não significa que não haja determinadas bolsas populacionais que não estão vacinadas e, se um caso importado chegar a esses grupos, poderá originar um surto”, avisa a subdirectora-geral de Saúde.

No sábado, a OMS alertou para a necessidade de a Europa tomar medidas contra os novos surtos de sarampo. Entre Janeiro e Outubro, de acordo com o relatório mais recente da organização, foram confirmados mais de 26 mil casos de sarampo em 36 países europeus. A maior parte dos infectados são adolescentes e adultos que não foram vacinados.

 

Via Público



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A Corque está presente nos EUA, Itália, Finlândia, Inglaterra e Japão, além de Portugal

A revista norte-americana "Wired" elegeu quatro peças de mobiliário de cortiça da marca portuguesa Corque entre os produtos mais inovadores do ano, que estão expostos numa loja temporária em plena Times Square, Nova Iorque.

 


A Corque está presente nos EUA, Itália, Finlândia, Inglaterra e Japão, além de Portugal
Os quatro produtos da Corque - uma mesa, duas cadeiras e um conjunto de bancos em cortiça - estão entre os 15 do ano dentro da categoria de "Eco e Eficiência", também disponíveis para venda através do site da revista de referência norte-americana, e para a fundadora da Corque, Ana Mestre, dá "enorme visibilidade em termos de consumidor final" nos Estados Unidos.

"A Wired é muito conhecida pela componente tecnológica, de inovação relacionada com a tecnologia, mas é interessante porque na pesquisa destes produtos, que quiseram nomear como produtos do ano, não descuraram a componente da sustentabilidade", disse à Lusa a designer e empresária portuguesa de 33 anos, que esteve em Nova Iorque a preparar a exposição das peças de mobiliário. 

"Penso que viram na Corque essa ligação entre processos tecnológicos que existem - e que olhando para as peças eventualmente passam despercebidos - integrado com a componente de sustentabilidade que tem a cortiça", adiantou. 

Preços variam entre €345 e €1450


As quatro peças da microempresa portuguesa, que tem produtos no catálogo das lojas do Museum of Modern Art de Nova Iorque, foram apresentadas em maio na semana de design da cidade, juntamente com a restante coleção da Corque, de onde surgiu o contacto com a revista "Wired".

Os preços variam entre os 345 dólares do conjunto de bancos encastráveis "Lagarta", com design da própria Ana Mestre em colaboração com Inês Pereira, e os 1.450 dólares para cada uma das mesas, uma desenhada por Pedro Silva Dias e outra por Toni Grilo.

A empresária, que criou a Corque a partir do estúdio e consultoria em design sustentável Susdesign, baseado em Lisboa, já prepara uma nova coleção e a presença na Semana de Design de Nova Iorque do próximo ano.

Considerou que o mercado dos Estados Unidos é central na estratégia de afirmação da marca nos próximos cinco anos.

"A partir da Semana do Design começamos a ter uma série de contactos de distribuidores e do consumidor final. Fomos aumentando as vendas lentamente e sustentavelmente", disse. 

Parceria com mais lojas de design


Um dos nossos primeiros agentes comerciais da Corque no estrangeiro foi um norte-americano e a recetividade dos produtos levou a empresa a apostar numa estratégia "mais autónoma", apostando agora em parcerias com mais agentes e lojas de design. 

A exposição em Times Square, em que os consumidores podem usar livremente os produtos, prolonga-se até 23 de dezembro, e dada a grande afluência àquela zona da cidade, estima-se que cerca de 50 mil pessoas visitarão a loja diariamente. 

O mobiliário da Corque figura na zona de "lounge" na "pop-up store" de dois andares, onde estão patentes outras inovações como detetores de movimento para jogos de computador, um "casulo" com sistema de som e vídeo de alta definição para uma pessoa ou um robô para fazer a limpeza da casa.

A empresa portuguesa está também presente em Itália, Finlândia, Inglaterra e Japão, além de Portugal.

A estratégia passa por consolidar a presença nos mercados existentes, mas também por uma aposta nos países escandinavos.

"Da nossa experiência, vale mesmo a pena apostar nos mercados internacionais. Mas é preciso um esforço acrescido em equipas que são pequenas, como é o caso da nossa", afirmou Ana Mestre.


Via Expresso



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Sexta-feira, 02.12.11

Zinedine Zidane exibe a tira com o nome de Portugal

 

Holanda, Alemanha e Dinamarca, todos ex-campeões da Europa, são os adversários da selecção portuguesa no Grupo B do Europeu de futebol de 2012.


Portugal terá, assim, um grupo bastante difícil (não havia muitas hipóteses piores, a não ser ter a Espanha e a França como rivais).

A equipa de Paulo Bento vai estrear-se na competição frente à Alemanha, a 9 de Junho (19h45), em Lviv (Ucrânia).

A selecção portuguesa já defrontou a Alemanha por 16 vezes, somando apenas três vitórias, além de cinco empates e oito derrotas. 

Os alemães, aliás, derrotaram Portugal no Euro 2008 (3-2 nos quartos-de-final) e no Mundial 2006 (3-1 no jogo do 3.º e 4.º lugares). Em contrapartida, a equipa das “quinas” bateu os germânicos, por 3-0, na fase de grupos do Euro 2000.

O segundo jogo de Portugal no Euro 2012 será novamente em Lviv, a 13 de Junho (17h) frente à Dinamarca, uma selecção bem conhecida dos portugueses, já que partilharam o grupo na qualificação para o Euro 2012.

Frente à Dinamarca, a equipa portuguesa soma oito vitórias, dois empates e duas derrotas em 12 jogos, tendo perdido recentemente em Copenhaga (2-1) e vencido no Dragão por 3-1 (curiosamente na estreia de Paulo Bento como seleccionador).

A selecção encerra a fase de grupos a 17 de Junho, frente à Holanda (19h45), em Kharkiv, também na Ucrânia.

Portugal também tem uma história positiva com os holandeses, somando seis vitórias, três empates e apenas uma derrota em dez jogos.

A selecção portuguesa, aliás, eliminou a Holanda no Mundial 2006 (1-0 nos oitavos-de-final) e no Euro 2004 (2-1 nas meias-finais).

O agrupamento de Portugal é aquele que mais se aproxima do chamado "grupo da morte", já que todos os outros parecem menos complicados.

No Grupo A, a Polónia discute o apuramento com Grécia, Rússia e República Checa. Caso Portugal siga em frente para os quartos-de-final, terá pela frente precisamente uma destas equipas.

A Espanha, campeã europeia e mundial, terá de medir forças com Itália, Croácia e Irlanda.

O Grupo D junta França e Inglaterra com Ucrânia e Suécia.

A prova inicia-se a 8 de Junho e termina a 1 de Julho.

Grupo A
Polónia
Grécia
Rússia
Rep. Checa

Grupo B
Holanda
Dinamarca
Alemanha
Portugal

Grupo C
Espanha
Itália
Irlanda
Croácia

Grupo D
Ucrânia
Suécia
França
Inglaterra

Grupo B (Kharkiv e Lviv, Ucrânia)

1.ª jornada (sábado, 9 de Junho) 
Holanda - Dinamarca (17h), Kharkiv. 
Alemanha -- Portugal (19h45), Lviv. 

2.ª jornada (quarta-feira, 13 Junho) 
Dinamarca - Portugal (17h), Lviv
Holanda -- Alemanha (19h45), Kharkiv

3. ª jornada (domingo, 17 Junho) 
Portugal - Holanda (19h45), Kharkiv
Dinamarca - Alemanha (19h45), Lviv 

 

Via Público



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A capital portuguesa surge na 41ª posição do ranking anual das cidades do mundo com maior nível de qualidade de vida. Saiba aqui quais são elas.

 

Lisboa está entre as 50 melhores cidades do mundo para se viver. A Mercer, consultora internacional de gestão e investimentos, acaba de lançar o estudo "Quality of Living 2011", no qual revela o ranking das cidades com maior nível de qualidade de vida e a capital portuguesa surge na 41ª posição a lista, à frente de cidade como Madrid, Roma e Los Angeles.

 

No topo da lista, que contabiliza 221 cidades tendo Nova Iorque como termo de comparação., surge Viena, na Áustria, seguida de Zurique, na Suiça, e Auckland, na Nova Zelândia. As piores classificadas são N'Djamena, no Chade, Bangui, na República Centro-Africana, e Bagdade, no Iraque.

 

As condições de vida são analisadas de acordo com 39 critérios, agrupados em 10 categorias, que vão desde o ambiente social, político, económico e cultural, aos fatores médicos e sanitários, passando pelas condições de educação e também de habitação.

Este ano, para além das cidades com maior classificação de qualidade de vida, o estudo da Mercer identifica também as cidades com segurança pessoal mais elevada, tendo por base critérios como estabilidade interna, níveis de criminalidade, eficácia da política de segurança e das relações internacionais do país.

 

Neste contexto, o Luxemburgo encontra-se em primeiro lugar, seguido de Berna, Helsínquia e Zurique. Lisboa, a única cidade portuguesa a figurar nos dois estudos, volta a fazer parte do ranking, desta vez em 47º lugar. Em termos de segurança, a nossa capital surge à frente de cidades como Londres, Paris e Washington.


Via Expresso



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Quinta-feira, 01.12.11

Portugueses gostam de sexo no carro

 

Estudo diz que 71% já experimentou, mas apenas metade usa preservativo

 

Um site dedicado à venda de automóveis, o «Standvirtual» realizou um estudo inédito em Portugal sobre a utilização dos veículos para encontros «amorosos». Aproveitando que amanhã, 1 de Dezembro, se celebra o Dia Mundial contra a Sida, os dados foram revelados esta quarta-feira. 

E não há dúvida, os portugueses gostam de sexo dentro do carro: 71% já experimentou. Infelizmente, apenas metade destes utiliza preservativo quando o faz. Destes, 60% dos indivíduos acima dos 50 anos, assume que não usa protecção. O valor desce nos inquiridos com menos de 30 anos (apenas 36% esquece o preservativo).

O estudo, realizado entre dia 24 e 29 de Novembro, abrangeu um universo de 810 utilizadores.

Mas o estudo vai mais longe. Quem conduz um BMW, um Mercedes-Benz ou um Renault tem mais sexo dentro da viatura, cerca de 80%. Já os donos de viaturas Audi, Volkswagen, Opel e Citroen ficam-se pelos 60%.

Já as mulheres invertem a tendência e as que gostam de sexo no carro preferem as marcas: Audi (22%), BMW (16%), Mercedes-Benz (6%), Mini (4%) e Volkswagen (4%).

 

Via TVI



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Quarta-feira, 30.11.11
Mais jovens a aprender mandarim,

Empregabilidade e emigração são palavras-chave para compreender o aumento da procura dos cursos em Portugal

A pujança da China na economia mundial é um facto. A Europa em crise é outro. Em entrevista ao P3, alguns alunos que frequentam o curso de mandarim, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e no Instituto Confúcio da Universidade do Minho, em Braga, vêem a China como uma hipótese natural de emigração.

 

Thomas Barnstorf é "freelancer" de escrita criativa e edição de texto, tem 30 anos e frequenta o Curso Intensivo de Chinês na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). Porquê? Para além de ser uma “mais-valia para o currículo”, o mandarim “é uma língua que abre muitas portas.”

 

Aprender para emigrar

Também Ana Rita Silva, estudante de Mestrado em Ecologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e colega de curso de Thomas, afirma que a língua nova é difícil de aprender: a forma de falar, escrever e até de pensar são muito diferentes do português”, mas “como é muito lógica, não é nada que não se consiga.” Emigrar? “Claramente!”

 

Com 26 anos, Sofia Romualdo diz que esta já é a quarta língua que aprende - para além da materna. Escolheu o mandarim porque "queria aprender algo diferente" e esta é uma forma de se diferenciar. Vê a emigração como uma saída, depois de já ter tido vários estágios "sempre não-remunerados e em 'full-time'" e outros "trabalhos que vão aparecendo" na área da fotografia. Garante tentar tudo o que aparece.

 

Trabalha com o mercado asiático e muito embora a condição de efectiva numa empresa de cortiça de Santa Maria da Feira, Loide Costa, de 32 anos, considera vivamente a hipótese de emigrar para Pequim: “com o mandarim será mais fácil, é uma língua muito importante”, remata.

 

Com apenas 20 anos, Samuel Gomes frequenta oInstituto Confúcio - onde a procura de cursos aumentou 30% -, em Braga, e fala português, inglês, francês, japonês (nível básico) e mandarim (nível HSK nº3, numa escala de 1 a 6). Estudante na Licenciatura de Línguas e Culturas Orientais na Universidade do Minho (UM), Samuel, assegura que o chinês "é uma língua do futuro" e que, embora gostasse de seguir a área de representação, se "Portugal não der conta do assunto da crise", a China será o destino.

 

"É difícil, mas é uma língua lógica"

Lu Yanan é solista instrumental de pi'pa e é a professora de Thomas, de Ana Rita, de Sofia e de Loide, na FLUP. Foi pioneira, lê-se no pequeno cartão com o contacto, na radiodifusão bilingue "Português e Mandarim" em 2006, em Portugal. Vive em Portugal há 15 anos e não hesita em afirmar que a procura de mandarim se deve, sobretudo, a questões de empregabilidade. 

 

À semelhança dos alunos, Lu admite ser um idioma difícil de aprender: “a gramática é fácil, mas falar é mais complicado.” Para se conseguir ler um livro são precisos cerca de 3000 caracteres. Ainda assim, as turmas estão cheias. O curso anual da FLUP teve este ano o mais elevado número de estudantes e é procurado maioritariamente por jovens, segundo o Gabinete de Formação e Educação Contínua da faculdade.

 

O mandarim é o dialecto oficial da China e é a língua mais falada em todo o mundo (845 milhões de falantes no total, segundo o Observatório de Língua Portuguesa em Março de 2010).

 

Via P3



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Terça-feira, 29.11.11

O ranking dos 20 maiores dos portos marítimos do mundo. Em Portugal o porto de Sines que está a duplicar a sua capacidade, deverá entrar para o grupo dos 100 maiores.

 


Fonte: www.ci-online.co.uk

 

TEU (twenty-foot equivalent units) é a unidade de medida dos contentores, correspondendo 1 TEU a um contentor de 20 pés. Um  tem 12 Polegadas ou, no sistema métrico, 30,48 centímetros.

Via Expresso



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Segunda-feira, 28.11.11
O Dicionário Priberam, a funcionar na aplicação Kindle para PC
O Dicionário Priberam, a funcionar na aplicação Kindle para PC (D.R.)
Nos novos modelos do Kindle, o leitor de ebooks da Amazon, já é possível escolher o português como língua a utilizar e o Dicionário Priberam de Língua Portuguesa está pré-instalado.

A empresa norte-americana fez uma parceria com a portuguesa Priberam, que desenvolve software de linguística, entre os quais o corrector ortográfico do popular Microsoft Office.

A Amazon pediu à Priberam um dicionário com definições e sinónimos, em que o texto escrito nas entradas e definições de cada palavra estivesse em português do Brasil. “Disseram-nos que estavam, em primeiro lugar, a apontar para o mercado brasileiro, embora quisessem as duas variantes do português, o europeu e o do Brasil”, explica Carlos Amaral, director-executivo da Priberam.

Para além do dicionário, os modelos anteriores do Kindle só utilizavam a língua inglesa na interface de utilização, mas as novas versões dão acesso a outras línguas: português do Brasil, francês, italiano e espanhol, alemão (um trabalho de tradução que não esteve a cargo da Priberam).

A empresa portuguesa fez para a Amazon uma edição específica do dicionário, que reconhece ambas as grafias (europeia e brasileira) para cada uma das palavras, embora as definições estejam sempre em português do Brasil.

“Posso ter no Kindle um livro em português do Brasil ou de Portugal e o dicionário reconhece as palavras dos dois países e dá a definição. Fomos ainda mais longe: o dicionário consegue reconhecer todas as formas.” O dicionário de português reconhece neste momento cerca de um milhão de palavras, incluindo as alterações previstas pelo Acordo Ortográfico – assim, é possível reconhecer formas como “electrónica”, “electrônica” ou “eletrónica”.

O licenciamento foi feito à Amazon para todos os dispositivos e para todas as aplicações. O que significa que nas aplicações do Kindle para leitura em outras plataformas (PC, computadores Mac, e telemóveis e tablets) e no Cloud Reader (para leitura na web, através do browser) também existe o dicionário Priberam. Se se descarregar um livro em português nestas aplicações, ao clicar numa palavra, aparece a pergunta: “Quer fazer o download do dicionário em português?”.

Foi a Priberam que foi contactada directamente pela Amazon. “Vieram ter connosco. Tínhamos feito uma edição do nosso Dicionário de Português Europeu para Kindle em Março deste ano. Era um livro que estava à venda na loja Kindle da Amazon para quem o quisesse integrar nos dispositivos. Ainda vendemos uns milhares de dicionários, o que para o mercado que existe já era interessante.” 

Essa poderá ter sido uma das razões para escolherem a empresa portuguesa e também “a notoriedade” que a versão online do Dicionário Priberam tem na Internet. “Mesmo no Brasil é muito conhecido: 60% dos acessos ao dicionário online são feitos a partir do Brasil. E, no Brasil, quando se compra o dicionário Aurélio recebe-se um CD com o corrector ortográfico da Priberam”, explica Carlos Amaral.

Neste projecto estiveram envolvidas cinco pessoas (linguistas e programadores) durante três meses. Foi necessário trabalhar a parte do português do Brasil para que o dicionário o reconhecesse também.

A empresa avançou também este mês para o mercado espanhol – através de uma parceria com uma empresa local – e já fez pequenas incursões nos mercados nórdicos.

 

Via Público



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Sábado, 26.11.11

As mulheres mais jovens são as mais perseguidas

As mulheres mais jovens são as mais perseguidas (Enric Vives-Rubio)

O primeiro estudo sobre o fenómeno de assédio persistente em Portugal foi apresentado nesta sexta-feira. Reclama-se legislação capaz de abarcar todas as formas de stalking e, sobretudo, de punir este crime.

Ser mulher, solteira ou separada/divorciada e jovem são os factores de risco para a vitimação por stalking, segundo o primeiro estudo realizado em Portugal sobre este fenómeno que se define por uma perseguição ou um “assédio persistente”. O trabalho, coordenado pela investigadora da Universidade do Minho, Marlene Matos, foi apresentado hoje e conclui que 19,5 por cento das 1210 pessoas (homens e mulheres) inquiridas já foram vítimas de perseguição.

stalking é definido como um “padrão de comportamentos de assédio persistente que integra formas diversas de comunicação, contacto, vigilância e monitorização de uma pessoa-alvo por parte de outra – o/a stalker”. Tentativas insistentes de entrar em contacto por cartas, telefonemas ou emails, perseguir, agredir, ameaçar, filmar ou tirar fotografias sem autorização, invadir ou forçar a entrada em casa, são algumas das muitas formas de stalking.

Marlene Matos defende a criação de legislação em Portugal para punir criminalmente ostalking, um “assédio persistente” cujas principais vítimas são as mulheres. “Em Portugal, ostalking não é crime, mas há necessidade de criar legislação específica para este fenómeno, à semelhança do que já acontece em vários outros países”, sustenta a investigadora, que gostaria de ver criada “legislação que inclua todas estas formas intrusivas”.

De acordo com as conclusões do estudo realizado na Universidade de Minho, as mulheres (67.8 %) são as principais vítimas destas várias formas de perseguição e os homens são os principais stalkers (68 %). Na maior parte das vezes o stalker é alguém conhecido (40,2 %) ou ex-parceiro da vítima (31,6%). Apenas 24,8 % dos inquiridos declarou que o stalker era um desconhecido

O risco de ser vítima de stalking é maior entre os 16 e 29 anos (26,7 % numa amostra de 80 pessoas) do que nos anos seguintes, entre os 30 e 64 anos, onde a prevalência baixa para os 20,3% numa amostra de 138 pessoas. Acima dos 65 anos a prevalência encontrada nas 18 pessoas inquiridas foi de 7,8 %. 

As três formas mais declaradas de stalking neste estudo foram as tentativas de entrar em contacto (79,2 %), o “aparecer em locais habitualmente frequentados pela vítima” (58,5%) e ser perseguido (44,5 %). Em média, as vítimas são alvo de mais de três comportamentos que podem ser definidos com stalking. “Genericamente, homens e mulheres relatam os mesmos comportamentos de vitimação. Duas excepções para “ser filmado ou tirar fotografias de forma não autorizada” que foi uma experiência mais comum entre os homens e “ser perseguido” que foi um comportamento de vitimação mais frequente nas mulheres”, refere o estudo. 

Independentemente do sexo da vítima, a perseguição tende a prolongar-se entre as duas semanas (21,7 por cento) e os seis meses (31,9 por cento). “À medida que a intimidade da relação aumenta, aumenta a duração do stalking”, verificou o estudo notando ainda que “as agressões à vítima ou a terceiros ocorreram principalmente quando a duração do stalking foi superior a dois anos”. 

As vítimas declararam ter sido afectadas na sua saúde psicológica (36,6 %) e no estilo de vida (25,4 %) e apenas 40 % procurou algum tipo de apoio, sendo que os pedidos de ajuda partiram sobretudo das mulheres (48,1 % vs 25 %). E a quem pediram ajuda? Em primeiro lugar a amigos (66,7 %), seguidos dos familiares (64,6%) e dos colegas de trabalho/estudo (30,2 %). Apenas 26 % optaram por recorrer às forças de segurança e 21,9 % a profissionais de saúde.

stalking não está previsto como crime no Código Penal português, que, no entanto, pune várias acções singulares relacionadas com o fenómeno, como assédio sexual, ofensas à integridade física simples ou grave, violência doméstica, ameaça, violação de domicílio, devassa ou perturbação da vida privada. A expectativa deste estudo da UM é estimular o desenvolvimento de legislação específica e a implementação de medidas para protecção destas vítimas. Actualmente, na Europa, a lei anti-stalking já vigora em nove países, designadamente Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Itália, Malta e Reino Unido.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 23:26 | link do post | comentar

Chef austríaco Hans Neuner, do Ocean, conquistou a segunda estrela
Chef austríaco Hans Neuner, do Ocean, conquistou a segunda estrela (Foto: Virgílio Rodrigues)
Doze restaurantes portugueses estão distinguidos na edição de 2012 do Guia Michelin Espanha e Portugal, dois dos quais com duas estrelas, foi hoje anunciado em Barcelona.

O Ocean, chefiado pelo austríaco Hans Neuner, conquistou a segunda estrela Michelin. Já o Vila Joya, comandado por Dieter Koschina, viu renovada a distinção de duas estrelas Michelin que tem recebido desde 1999.

Quanto aos estabelecimentos com uma estrela, a lista do próximo ano, conta entre as novidades o Feitoria, cuja cozinha é da responsabilidade de José Cordeiro, e The Yeatman (Vila Nova de Gaia), que tem à frente Ricardo Costa. Ambos os chefes de cozinha já trabalharam na Casa da Calçada, em Amarante, para quem haviam conquistado uma estrela Michelin.

Na edição do próximo ano, que estará à venda esta sexta-feira por 23,90 euros, Portugal regista uma saída: o Amadeus (Almancil), que perde a estrela que detinha.

Mantêm a estrela os restaurantes Tavares (Lisboa) – que em 2011 viu sair o chefe José Avillez, sucedido por Aimé Barroyer –, Willie’s (Quarteira), São Gabriel e Henrique Leis (ambos em Almancil), Il Gallo d’Oro (Funchal), Arcadas da Capela (Coimbra), Casa da Calçada (Amarante) e Fortaleza do Guincho (Cascais).

O anúncio foi feito em Barcelona, na cerimónia de apresentação do guia para 2012, pelo director de mapas e guias de Espanha e Portugal da Michelin, Fernando Rubiato.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 10:53 | link do post | comentar

Terça-feira, 22.11.11
<p>Os transportes públicos vão ser afectados</p>

Os transportes públicos vão ser afectados

 

Saiba o que já está previsto e o que pode acontecer no dia da greve geral em diversos sectores. (Última actualização: 22/11 - 18h45)

 

Transportes urbanos


Em Lisboa, a Carris prevê assegurar o funcionamento de 50% do regime normal das carreiras 12, 36, 703, 708, 735, 738, 742, 751, 755, 758, 760, 767 e 790, bem como do transporte exclusivo de deficientes.

No Porto, a STCP, irá garantir os serviços mínimos com o funcionamento de 50% do regime normal das linhas 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 907, 4M e 5M.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa vão aderir à greve geral. A empresa anunciou que o serviço vai sofrer uma paralisação total entre as 23h30m do dia 23 (quarta-feira) e a 01h00m de dia 25 (sexta-feira).

Nas ligações entre Lisboa e a margem sul do Tejo, a Transtejo/Soflusa não garante os serviços mínimos durante as 24 horas de greve, ficando o transporte dependente da adesão à paralisação. Nas ligações Cacilhas-Cais do Sodré e Barreiro-Terreiro do Paço, os últimos percursos de terça-feira e os primeiros de sexta-feira serão também afectados. A empresa vai encerrar todos os terminais, caso não haja condições de efectuar percursos entre as duas margens.

Os sindicatos têm estado em conversações com trabalhadores de cerca de de cem empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros por todo o país, entre as quais Rodoviária de Lisboa, Transportes Sul do Tejo, Rodoviária do Alentejo e Rodoviária da Beira Litoral. 

Comboios
A CP prevê perturbações na circulação e supressão de alguns comboios. Os impactos para os utentes deverão começar logo na quarta-feira ao final do dia e estender-se até ao início de dia 25 (sexta-feira). Haverá serviços mínimos nos comboios urbanos, regionais, de longo curso e internacionais, conforme definido pelo Tribunal Arbitral, correspondentes a menos de 20 por cento da oferta diária nacional (ver detalhes em www.cp.pt).

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 19:18 | link do post | comentar

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