Terça-feira, 15.03.11

 

 

Aparentemente o jornal A Bola está mesmo decidido em deixar de ser um jornal dedicado à informação desportiva, mesmo a informação relativa ao clube que lhe alimenta a tiragem diária, e passar a ser uma mistura exótica-avermelhada do falecido 24 horas com o jornal O Crime. E digo isto porque aparentemente para o jornal A Bola a notícia de maior relevo no que toca ao desporto acontecida na passada sexta-feira foi o Vice-Presidente do Benfica, Rui Gomes da Silva, ter levado uns sopapos à saída do restaurante Shis no Porto. De facto é de assinalar tal feito desportivo. Mas será motivo para capa de jornal?

 

Mas atenção, os agressores afirmaram: "isto é para não dizeres mal do FC Porto". Durante todo o dia de sexta, e com um sítio online actualizado ao minuto, nada se soube, tudo guardado para o dia seguinte. Mais grave, em subtítulo a A Bola acrescenta: "almoçou com o Presidente da Câmara de Paredes no mesmo restaurante da Foz onde se encontrava a almoçar Villas Boas, e à saída foi atacado por três indivíduos". Para bom entendedor...enfim, é triste ver um jornal nacional e que devia ser racional na informação que transmite fazer este tipo de alusões. Ficamos ainda a saber que se um é Vice-Presidente de um clube, o outro é o "Villas Boas". Deve ser um arrumador de carros na zona da Foz, só pode.

 

São escolhas editoriais? São. Mas não quer dizer que não sejam objecto de crítica pela sua péssima qualidade, perigosidade e claro facciosismo. Um apelo gratuito à violência entre adeptos. A Bola adora semear ventos, e assitir às tempestades. João Gabriel, ministro da propaganda benfiquista, veio logo a terreiro: "Há pessoas que sofrem de miopia dentro do campo e também fora dele. Há certos locais do País onde ninguém vê nem sabe nada. Foi um acto cobarde, levado a cabo por gente cobarde." Concordo com ele em tudo, menos no "certos l ocais do país". E digo mais, quando este senhor era assessor do Presidente Jorge Sampaio duvido que usasse deste tipo de discurso sectário, ou ia parar ao olho da rua. Mas infelizmente neste país de treta sente-se mais protegido quem trabalha na Luz do que em Belém. Coisas de poderes presidenciais.

 

João Gabriel levantou ainda suspeitas sobre quem terá avisado os agressores da presença de Rui Gomes da Silva naquele restaurante. Questionado sobre André Villas Boas, uma vez que este esteve no local, a resposta ficou no ar:"Vamos ficar por aqui..." Eu acho mesmo que João Gabriel fez bem em ficar por ali, porque até para dizer disparates há um limite. E João Gabriel ultrapassa o limite cada vez que abre a boca. As insinuações são muito piores do que alguns sopapos.

 

André Villas Boas, pessoa com educação muito acima da média, claramente acima ao que o futebol nos habituou, quando confrontado com os factos, condenou-os como qualquer pessoa de bem faria. Aliás como fez Jorge Jesus, como faço eu e fará qualquer pessoa normal, não atirando mais lenha para a fogueira. A Bola é um jornal ultrapassado e cego por opção.


PS: Depois disto gerou-se uma guerra verbal entre instituições, uma perfeita estupidez. Pinto da Costa desceu ainda mais o nível, com pena minha. silêncio por vezes é o melhor caminho, nunca o insulto.

 

Via 100 Reféns



publicado por olhar para o mundo às 11:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 09.03.11

 

A vergonhosa capa do jornal A Bola

O jornal "A Bola" é para mim uma espécie de resquício em forma de folhetim diário da visão futebolística dos tempos antigos. Vive às custas da imagem de um clube porque esta continua a vender, já o fado nem tanto, Fátima lá está e o outro senhor, a quem convinha ter o povo feliz e embriagado, sereno e de mordaça, faz tijolo há muito tempo. Mas o jornal continua a viver numa espécie de redoma de impunidade futebolístico-intelectual sem grande intelecto, dando-se ao luxo de produzir capas facciosas e tendenciosas como a de ontem. Vale tanto como um folheto do Lidl, mas com muito menos variedade.


 

Pouco lhes importa se menorizam e enxovalham neste processo de defesa cego a um só clube os adeptos, as equipas, e todos os profissionais de clubes alheios. Uma total ausência de respeito pelos restantes. Aproveitando-se deliberadamente de um país em que a maioria é benfiquista, o jornal "A Bola" chuta para canto a isenção e dá-se ao luxo de criar capas como esta que vemos mais acima. Palavras para quê? Lendo o jornal, o Sporting de Braga parece não ter jogado e marcado dois golos e pelos vistos o FC Porto também não havia ganho ao Vitória de Guimarães no dia anterior, precisou por isso do Sr. Carlos Xistra. E o Roberto não sofreu um golo do meio campo, coisa que nem nos jogos dos infantis se vê. Foi tudo ilusão. Lá teremos daqui a algum tempo e a custo que fazer uma capa a dizer "FC PORTO CAMPEÃO ". Imagino o sofrimento e o ambiente pesado na redação.


Acho que qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que o Benfica não precisa disto. Um benfiquista não precisa que um órgão de informação não oficial do clube produza contra-informação permanente que visa exclusivamente encobrir, aligeirar ou justificar desaires. Vitórias enaltecidas como se da batalha de Aljubarrota se tratassem. Miminhos e agrados. As contratações melhores do mundo. Jesus é Deus na terra e Deus Pai Nosso Senhor que se lixe ou vá treinar o Alverca. Agora entende-se a reunião da direção do clube com alguns meios de comunicação social há alguns meses ("definir estratégias"-  disseram então...)

O Benfica é muito maior que o jornal "A Bola" e levantar-se-á por ele próprio se cair. Não precisa do andor ou de empurrões em formato de papel. É isso que distingue os clubes ditos grandes dos outros. Nem o jornal "O Jogo", que todos adoram apontar, e com alguma razão, como o jornal oficial do Porto clube, foi capaz alguma vez de produzir uma capa deste calibre. Reles. E jamais em tempo algum menosprezou uma vitória do Benfica. Nunca vi. Nunca li. Mostrem-me.

Esta capa do jornal "A Bola" é provavelmente o maior nojo jornalístico-desportivo dos últimos 20 anos. É de uma azia inexplicável, inqualificável e inadmissível entre profissionais (não todos certamente) mas ajuda em parte a explicar porque é que o FC Porto tem a garra que tem e é neste momento o único clube a ser visto e considerado como "grande" fora de portas. São estas coisas que alimentam o Dragão. Cá dentro continuam a ser tratados como os saloios do costume pela mesquinha e bolorenta comunicação. Mérito a quem o tem. Enorme FC Porto.


PS: Não entendo como ainda há pessoas, adeptos de outros clubes que não o Benfica, que continuam a escrever opinião neste jornal de propaganda avermelhada como se nada se passasse. Devem ser mesmo muito bem pagas.

 

Via 100 Reféns



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