Sexta-feira, 13.04.12
Começar por tornar a coisa divertida é o melhor caminho
Começar por tornar a coisa divertida é o melhor caminho

Agora já não há dúvidas: a carne vermelha é mais letal do que se pensava . Há algumas semanas, a notícia esteve em destaque nos principais sites de jornais nacionais e internacionais, na blogoesfera e nas redes sociais, já que um novo estudo da Harvard School of Public Health , nos EUA, provou que, mesmo em quantidades reduzidas, o consumo de carne vermelha aumenta em muito os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro. Por isso, o melhor mesmo é trocar o vermelho do sangue pelo verde dos legumes.

Não ponha a saúde dos seus filhos em risco

Como muitos pais constatam, a maioria das crianças adoram (e consomem) carne vermelha, seja em hambúrgueres, seja em bifes ou em almôndegas. Se cruzarmos este facto com os resultados do estudo norte-americano, a situação é preocupante. Foi exatamente por isso que decidi abordar este tema hoje.

 

Você tem de cozinhar todos os dias para as suas crianças e já não sabe mais como variar nos pratos, sobretudo no que toca a comida saudável e, ainda mais agora, sem recorrer à carne vermelha. Ao mesmo tempo, as crianças têm de gostar do que lhes é servido para que comam. Isto tem sido um problema para si? Calma, não desespere. Conheça alguns truques para levar as crianças a comer o que é mais saudável e até a quererem repetir.

 

Sugestões apetitosas da organização de prevenção da obesidade infantil:

 

Massas: já sabemos que as crianças adoram massas, no entanto, em vez de pôr sempre o queijo ou limitar-se ao molho de tomate, experimente servir o esparguete com pedaços de brócolos ou tiras de frango. Se acrescentar um pouco de natas light ou margarina derretida na massa, elas vão adorar.

 

Sopas: experimente variar nas sopas. Além da típica sopa de puré de cenoura, as crianças costumam apreciar sopa de lentilhas, e se ainda acrescentar aipo, não só vão gostar, como também estarão a cumprir parte dos requisitos dietéticos essenciais.

 

Hambúrgueres mais saudáveis: os hambúrgueres são de facto um dos pratos favoritos da maioria das crianças. Mas agora, com as conclusões do estudo da Harvard School of Public Health, torna-se realmente imprescindível repensar o tipo de hambúrgueres que damos aos miúdos. Podemos substitui-los por hambúrgueres de frango, que ficam igualmente deliciosos. Mas em vez de os servir com as tradicionais batatas fritas, que tal servi-los dentro de um pão com cereais, tomate, alface e queijo magro? Acredite que eles vão gostar à mesma. E se ainda quiserem batatas fritas para acompanhar, então experimente substitui-las por batatas assadas no forno. São muito mais saudáveis e não dão trabalho praticamente nenhum a cozinhar.

 

Tortilhas: são outro prato que podem ser muito nutritivos - com ingredientes caseiros -, e as crianças costumam gostar muito.

 

Legumes: as crianças não costumam gostar de legumes e normalmente colocam-nos na borda do prato. Mas é possível faze-los comer alguns. Por exemplo, acrescentando queijo no topo dos brócolos cozidos e levando-os ao micro-ondas durante um minuto. Ficam deliciosos e, mais importante, irresistíveis para as crianças. Há outro prato saboroso com legumes que também é fácil de cozinhar: couve-flor com bacon. Tem dúvidas? Então aqui fica o linka para a receita . Verá como a criançada vai adorar.

 

Por outro lado, há ainda uma regra de ouro para que as crianças não torçam o nariz cada vez que lhe puser legumes ou vegetais à frente: a decoração do prato. Muitos especialistas afirmam, que se a apresentação do prato for divertida, pode ser a chave para um apetite mais aberto a verduras.

Sugestões para tornar um prato mais divertido

 


Retirado de  A Vida de Saltos Alto




publicado por olhar para o mundo às 17:22 | link do post | comentar

Quinta-feira, 08.03.12

Usar as redes sociais para encontrar antigos amigos, vizinhos ou colegas já há muito que não é novidade. No entanto, utilizar o Facebook para encontrar filhos biológicos que foram dados para adoção levanta problemas bem mais complicados e, no mínimo, é preocupante.

 

Não há dúvidas que as redes sociais estão a transformar o conceito do segredo ou do sigilo. Nas redes, a exposição da vida privada está praticamente ao alcance de tudo e de todos, sobretudo para quem for imprudente.

 

O jornal The New York Times , por exemplo, relata o caso de uma mãe que consegue finalmente encontrar o filho biológico - que tinha dado para adoção dezasseis anos antes -, após alguns meses de pesquisa no Facebook. O mesmo jornal relembra que a Internet aumentou a velocidade com que se pode efetuar uma procura de um paradeiro ou simplesmente seguir o rasto de alguém. Por conseguinte, os adolescentes adotados (e mesmo algumas crianças em situação idêntica) são facilmente encontrados pelos pais biológicos nestas redes sociais e, pior, precisamente quando se encontram no momento mais vulnerável para o desenvolvimento da sua identidade. Por outro lado, há também registo de vários casos em que acontece o inverso: são os próprios adotados que tomam a iniciativa de procurar os pais biológicos através do Facebook, sem sequer informarem os pais adotivos.

 

A verdade pode ser um choque

 

O grande problema desta complexa situação surge quando os pais biológicos encontram os filhos que deram para a adoção antes mesmo destes saberem que foram entregues a outra família, o que pode causar grandes distúrbios, não só para as crianças ou adolescentes, mas também para os próprios pais adotivos. Há toda uma estrutura familiar que entra em derrocada.

Invasão não planeada

 

Também o jornal inglês The Guardian publica uma entrevista a Jonathan Pearce (responsável pela Adoption UK, entidade que apoia famílias adotivas no Reino Unido), onde afirma que cada vez mais tem de lidar com as consequências dessa "comunicação intrusiva e não planeada", alertando para o facto de ser cada vez mais difícil garantir a confidencialidade, quer de quem adota, quer de quem é adotado.

 

É importante não esquecer que, até há bem pouco tempo, o contacto correto dos pais com os filhos que foram dados para adoção devia ser feito unicamente através de um assistente social ou intermediário legal do processo de adoção. Agora, com as redes sociais - onde não parecem existir fronteiras para nada no que toca à informação privada -, torna-se muito mais difícil impedir situações que podem ter consequências devastadoras para todos os envolvidos. Pelo contrário, fica tudo bem mais facilitado, já que basta uma data de nascimento, o nome e a localidade para a pesquisa ter uma forte probabilidade de ser bem sucedida.

 

Perante uma situação tão delicada e que levantar tantas questões, deixo uma pergunta para abrir o debate: como é que se pode impedir ou proteger as crianças e os adolescentes adotivos na era das redes sociais, que parece ter vindo para ficar? Não basta proibir ou pensar que é fácil, pois isso é ignorar a verdadeira dimensão do problema. Daí que o melhor mesmo seja pensar no assunto com ponderação e tentar ajudar a produzir conclusões úteis e eficazes, afinal de contas está em causa um ecossistema tão delicado como as relações entre membros de famílias adotivas.

 

Via A Vida de saltos Altos



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Sexta-feira, 03.02.12

Alerta: afinal as mulheres estacionam melhor que os homens!  Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/a-vida-de-saltos-altos=s24943#ixzz1lGNTCxbB

 

A conclusão chegou diretamente do Reino Unido, onde foi feita uma análise a mais de 700 parques estacionamento e entrevistas a mais de 2 mil condutores. Ao que parece eles são mais rápidos a estacionar, mas elas são mais perfeccionistas e deixam o veículo mais direitinho. Eles andam demasiado depressa e não conseguem ver logo os lugares vagos, enquanto elas andam mais devagar (eu diria mesmo a passo de caracol...) e não perdem um.

Feitas as contas à rapidez com que encontram lugar, a forma como se dirigem a ele, o tempo perdido em manobras e quantas vezes se reposicionam, as mulheres ganharam a eterna batalha do estacionamento. E eu, que faço parte delas, estou aqui para dizer-vos que acho isto uma bela treta.

Contra mim falo, até porque me gabo regularmente de ter verdadeira facilidade em estacionar. E não é mentira. Quando tirei a carta trabalhava numa área que me obrigava a regulares idas à baixa lisboeta. Sem dinheiro para pagar parques, não tinha remédio senão enfiar o carro em todos os buraquinhos possíveis. Acreditem: "a necessidade ensina a rezar". E foram muitas as frases verdadeiramente pouco católicas que disse frente àquele volante sem direção assistida.

 

Complexo de inferioridade masculino VS Falta de jeito feminino

 

Podia ter aqui o discurso "femininamente correto" de que não é uma questão de género, mas a verdade é que a larga maioria das mulheres não tem jeito para a coisa. Num estudo feito em parque de estacionamento, onde os lugares são largos e habitualmente basta pôr o carro de frente, não me admira que o resultado tenha sido melhor. Se fosse para estacionar de lado, a história mudava de figura. Já de marcha atrás ou para o lado esquerdo prefiro nem falar.

São muitas as amigas que, volta não volta, me pedem para estacionar. "Ah e tal, com os saltos altos não consigo...". Depois há as que preferem estacionar a quilómetros de distância do destino porque "muito apertadinho não dá". Se optam por tentar, dão verdadeiras batidelas à frente e atrás até conseguir. Ainda há também as que me pedem ajuda para meter gasolina porque geralmente é o pai ou o marido que o faz (sim, isto é real!). São mulheres emancipadas, com belíssimas carreiras e tudo mais... mas com muita pouca apetência para isto. E quando puxo conversa sobre o tema (e acreditem que já o fiz, inclusive fora de Portugal), o cenário repete-se. Há exceções, como em tudo. E conheço mulheres que podiam dar aulas de estacionamento a muito salto raso. Mas vá, deixemo-nos de coisas: na maioria, eles são melhores que nós a estacionar.

Na realidade, eles gozam, gozam, mas adoram que assim seja. É como colarem-se à nossa traseira e ultrapassarem-nos na auto-estrada porque irmos a 120 à hora é uma maçada (aquilo é uma pista de corrida e nós é que não percebemos... influencia de demasiadas horas na Playstation, diria eu...). Dá-lhes uma sensação de conforto emocional. O gozo irracional de mostrarem a sua superioridade masculina nestas coisas tão... pequenas. De eterno complexo de inferioridade.

 

O mítico vídeo de desastrosos estacionamentos femininos que faz as delícias masculinas





 



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Segunda-feira, 30.01.12

Nasceu sem braços mas fez dos pés os seus maiores aliados, numa longa caminhada no universo da massagem profissional. Aos 49 anos, Sue Kent conseguiu alcançar o seu sonho: ser massagista olímpica oficial. Com os pés.

 

Esta é daquelas histórias que merecem ser contadas. Não porque Sue seja uma "aleijadinha", como tanta gente lhe chamou ao longo da sua infância, mas sim porque é uma vencedora mesmo sem levar medalhas para casa. Um daqueles exemplos em que toda a gente que gosta muito do queixoso "vai-se andando" devia pôr os olhos.

Sue tem dois filhos e é uma profissional de sucesso. Embora nos Jogos Paralímpicos nos tenhamos habituado a ver deficientes no estrelato, desta vez chega-nos um exemplo de como a imaginação, aliada à perseverança, podem mudar a vida de alguém que nasceu, à partida, condenado a ser diferente.

"Nunca me senti uma coitadinha"

 

Lembro-me de há uns anos ter entrevistado alguns dos nossos maiores campeões. Todos multimedalhados, todos deficientes. Não ganhavam ordenados do género Cristiano Ronaldo... Aliás, muitos deles pagavam para ser atletas de alta competição, com apoios mínimos do Governo do país cuja bandeira foi hasteada ano após ano graças ao seu esforço. O litro deram-no por satisfação pessoal.

Recordo a nadadora Leila Marques , que se desdobrava entre o curso de Medicina e as três horas de treino diárias... com um braço a menos. Trouxe-nos o bronze no Campeonato do Mundo. Recordo também a boa-disposição de Bento Amaral , que ficou tetraplégico aos 25 anos a fazer uma carreirinha no mar e voltou a "encontrar a liberdade" com a vela adaptada. Categoria em que se sagrou campeão mundial, ao mesmo tempo que dava aulas e era chefe de Câmara dos Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.

Teria sido mais fácil (ou não) ficar sentado no sofá a dizerem mal da vida que os presenteou de forma tão ingrata. Teria sido até legítimo que perdessem a vontade de tentar dar a volta. Mas não foi isso que fizeram. Tal como Sue, que não se resignou e contornou os seus obstáculos.

Não quero com este texto ser melodramática ou puxar ao sentimento com histórias que realmente podiam fazer parte de um filme, mas que são da vida real. Que podia ser a minha ou a de quem quer que esteja a ler estas palavras agora. Os tempos são cinzentos, é certo, mas paremos de nos queixar por tudo e por nada. Condenarmo-nos ao mundo da inércia parece-me um erro. Com uma fatura demasiado cara para pagar no futuro.

 

Veja como Sue Kent massaja com os pés

 



Via A vida de Saltos Altos



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Segunda-feira, 23.01.12

Dickens: bicentenário do nascimento de uma obra

 

Charles John Huffam Dickens é considerado um dos mais populares romancistas britânicos da época Vitoriana e o Reino Unido comemora este ano os 200 anos do seu nascimento. No site http://www.dickens2012.org/ poderá aceder a uma panóplia de eventos que se encaixam nesta celebração, tanto no Reino Unido como no resto do mundo. Eventos literários, mas também cinematográficos, teatrais e exposições farão as delícias dos fãs de Dickens um pouco por toda a parte, mas em especial na Inglaterra.

 

Mas se Charles Dickens nos deixou um legado literário onde se incluem clássicos títulos como "Oliver Twist", ou "A Christmas Carol", não é menos verdade que a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa foi a sua maior façanha. Um homem que vivia no seu tempo, Dickens atravessou um importante período na história britânica que acompanhou a passagem de uma Inglaterra industrializada para uma era de puro capitalismo, com a expansão do império Britânico e um progresso social e político na esfera da vida inglesa.

 

É neste contexto que a literatura de Dickens encontra um terreno fértil, juntamente com a ascensão da burguesia e o declínio operário, para a proliferação de personagens trágico-cómicas altamente complexas e que se tornaram memoráveis na literatura e na sociedade inglesa.

 

Tendo como principal público a população anglófona (na altura a mais alfabetizada do mundo) Dickens consegue o equilíbrio perfeito entre a crítica social, abordando temas polémicos como o trabalho e o abandono infantil, mas manter-se - ao mesmo tempo - à parte de uma conotação comunista ou mesmo revolucionária, conseguindo usufruir do lado excitante da vida.

 

Amante da globalização e da circulação de bens e serviços aponta, contraditoriamente, a acumulação de bens como um dos malefícios do capitalismo empurrando personagens para vidas arruinadas pela expectativa de um conforto materialista, especialmente na ausência de um conforto emocional.

 

Dickens morreu a 8 de Junho de 1820 de ataque cardíaco e deixou um extenso legado de extraordinárias histórias onde se contam uma vintena de romances.

 

A vida e as obras de Charles Dickens são tão fascinantes, e tão extensas, que o seu resumo seria impossível neste texto. Deixo-vos o convite a visitar Londres no próximo mês e a assistir de perto às comemorações do bicentenário do nascimento de Dickens. Em alternativa, numa forma low cost mas não menos atrativa, a revisitar a obra literária que vos fará certamente viajar por personagens perfeitas e imperfeitas, mas sempre complexas e profundas como o resto da humanidade.


Via Expresso



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Segunda-feira, 09.01.12

Há coisas que nos fazem sonhar. Pessoas também. Natsumi é uma delas.

 

Natsumi Hayashi é uma jovem fotógrafa de Tóquio. Até aqui nada de especial, não fossem as fotografias de Natsumi ter uma particularidade que já fizeram duvidar da sua veracidade. Esta cativante rapariga tira fotografias a si própria a saltar, até conseguir captar o momento perfeito em que parece estar a... levitar.

 

Em entrevista ao "Daily Mail UK", Natsumi Hayashi explica: "a única forma de obter o momento perfeito para a fotografia é saltar muito. Às vezes necessito de saltar mais de 100 vezes para obter a fotografia perfeita".

 

Equipada apenas com uma câmara com temporizador, um tripé e a ajuda de alguns amigos, Natsumi presenteia-nos com fotografias cujo resultado final é uma perfeita levitação, sem o esforço do salto declarado. Em perfeita harmonia com o meio envolvente, os cenários das suas fotografias são o mais banal possível, em situações perfeitamente normais do quotidiano.

 

Se este impressionante trabalho é fruto de muita dedicação ou se é puro Photoshop é algo que tem sido discutido por especialistas. No entanto, tal como qualquer manobra de ilusão (ou não), estamos perante imagens que parecem quebrar as leis da gravidade, e isso transporta-nos par uma sensação única de "tirar os pés do chão", especialmente quando os precisamos ter bem assentes na terra.

 




Via A vida de Saltos Altos



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Quinta-feira, 05.01.12

 

Uma das muitas brincadeiras enviadas para o blogue, com personagens do cinema

 

 

Tudo começou com o rabo de Scarlett Johansson. Agora, continua com muitos internautas anónimos que decidem mostrar a sua intimidade traseira pela Internet. Pelo caminho, participam também o Presidente Obama, a famosa boneca Barbie e até mesmo o peludo Chewbacca.

 

 

Após uma badalada batalha em tribunal pelo bem da sua privacidade revelada em imagens no tão pouco privado mundo da Internet, a atriz tornou-se fonte de inspiração para centenas de pessoas de todo mundo que dão agora largas à imaginação no blogue "Scarlett Johanssoning ". E engane-se quem achar que são só as senhoras que aderiram: tanto saltos altos como rasos perderam a vergonha (se é que a tinham) e exibem o rabiosque alegremente para quem quiser ver.

 

Tem a sua piada, é verdade. Tenho amigos que o fizeram e eu fui das que se riu a bom rir com o resultado. Mas numa altura em que tanto se debatem os limites da privacidade no mundo virtual, não deixa de ser irónico que tanta gente decida mostrar o corpo - e em grande parte das fotos a sua identidade explícita - através de imagens tudo menos discretas. Por iniciativa própria.

"Scarlettear" o traseiro: sim ou não?

 

Será que isto de "scarllatear" o traseiro deve ser encarado apenas como uma brincadeira inofensiva... ou põe mesmo em causa o bom-senso dos limites do que devia ser privado? Quem publicou as fotos teve livre arbítrio para o fazer, é certo. Mas pergunto-me se pararam antes para pensar que o seu traseiro e a sua cara estariam espalhados pelas buscas do Google, em blogues, redes sociais, sites de jornais e por aí fora. À mão de semear de patrões, colegas de trabalho, vizinhos do lado, filhos, pais e toda a gente curiosa que faça algo tão simples como abrir um link reenviado de amigos, para amigos, com um site muito giro onde aparece a brincadeira.

Eu cá não gostava que um dia um editor cá da casa me dissesse: "Ontem andava a passear num blogue que me enviaram e vi-te de rabo à mostra". Mas isto sou eu. Podem-me chamar paranoica à vontade, mas eu e o meu traseiro gostamos muito de privacidade.  

 

Via Expresso



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Quarta-feira, 28.12.11

 

Sakineh pode ser apredejada até à morte a qualquer momento (vídeo)  Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/sakineh-pode-ser-apredejada-ate-a-morte-a-qualquer-momento-video=f696664#ixzz1hs1fMluu

Está presa há cinco anos. Sob a bárbara tortura das chibatadas confessou o crime: adultério e cumplicidade no assassinato do marido. Qualquer pessoa teria confessado fosse o que fosse desta forma. Mas Sakineh Ashtiani acabou, mesmo assim, por ser condenada pelas autoridades iranianas. Pena de morte, por apedrejamento. Quando se pensava que tal veredito estava suspenso, graças à pressão internacional, o caso volta à estaca zero e Sakineh pode morrer a qualquer momento.

 

O caso arrasta-se desde 2006. Cinco anos de vida de uma mulher, que todos os dias acorda sem saber se vai ser o último. Se vai ou não ser enrolada num lençol branco, enterrada na areia até aos ombros e golpeada com pedras até fechar os olhos para sempre, como manda a tradição desta prática desumana. Por si só, esta tortura da dúvida é uma morte lenta demasiado dolorosa.

 

A história de Sakineh, de 43 anos, correu mundo pela mão dos ativistas dos direitos humanos. Pelo meio, o seu filho, o seu advogado e dois jornalista alemães foram detidos. Mas o caso nunca foi totalmente silenciado.  Em julho deste ano, mais 300 mil pessoas de todo o mundo - entre elas inúmeras figuras públicas -  assinaram uma petição que serviu, em boa parte, de volte face à decisão da sharia. Os líderes iranianos quiseram abafar mais um escândalo e afastar as atenções, sob risco de consequências políticas. Por outro lado, não querem demonstrar que estão a ceder às pressões do Ocidente. Pelo meio fica em jogo a vida de uma mulher. De forma atroz. Absurdamente injusta.

Irão: 385 enforcamentos em apenas um ano

Relembro que dados da Amnistia Internacional revelam que, apenas no ano passado, foram executadas 388 pessoas no Irão, quase todas enforcadas. Em espera para morrer por lapidação há dez homens e quatro mulheres. Agora, novamente Sakineh.

 

Em pleno dia de Natal a confusão voltou a ser lançada: a iraniana recebeu nova ordem de execução na prisão. Em dúvida fica apenas se será por apedrejamento ou enforcamento. De imediato sugiram novos apelos da Amnistia Internacional e dos governos alemão, francês e espanhol.

Agora, chegou também a vez de todos nós darmos o nosso pequeno contributo. Dar voz a Sakineh é dar voz a todas as mulheres que sofrem tais barbáries. Assinar a petição não custa nada e pode ajudar a salvar uma vida. Demora apenas 10 segundos e pode fazê-lo aqui . Eu já o fiz e você?

 

 



Via A vida de Saltos Altos



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Quinta-feira, 08.12.11
Uma das sobreviventes fotografadas por David Jay
Uma das sobreviventes fotografadas por David Jay
David Jay

 

Olho para a fotografia de uma mulher grávida, com a profunda cicatriz de uma mastectomia e não consigo deixar de me arrepiar e pensar que esta frase faz todo o sentido: "O cancro da mama não é uma fitinha cor de rosa". Arrepio-me não só pela crueza da imagem mas também pela serenidade que o olhar dela transmite. A serenidade dos que sobreviveram à sombra da morte.


A fotografia faz parte do "Scar Project" (em português, "Projecto Cicatriz"), do fotógrafo de moda David Jay , que se tem dedicado a revelar ao mundo histórias de jovens sobreviventes do cancro da mama. Ao todo, já foram retratadas mais de 100 mulheres, todas com idades entre os 35 e os 55 anos, numa mensagem de sensibilização muito clara: a doença afeta cada vez mulheres mais novas e o rastreio é essencial.

Sinto um nó na garganta enquanto percorro uma a uma as imagens. São mulheres reais, com histórias, olhares e cicatrizes reais. A preto e branco ou a cores, sozinhas ou acompanhadas por quem esteve ao seu lado na dura batalha com o cancro, as sobreviventes mostram a nova realidade dos seus corpos. Sem pudores. Com a coragem e a honestidade de quem já aceitou a mastectomização, não só da mama mas também da alma. Onde as feridas profundas na perceção da feminilidade demoram muito, diria mesmo demasiado, a cicatrizar.

"Fiz as pazes com o meu espelho"

 

Leio as mensagens sensibilizadas, deixadas por outras mulheres e multiplicam-se os casos não só de outras sobreviventes, como também de doentes prestes a serem operadas, que perceberam que não estavam sozinhas quando viram estas imagens. " Este livro ajudou-me a ter orgulho nas minhas cicatrizes", escreve uma, seguida de outra: " A beleza está na autenticidade de todas estas mulheres". Concordo. 

E ao ler isto ecoa na minha cabeça uma frase que ouvi durante uma entrevista a uma sobrevivente de cancro da mama, que nunca mais esqueci: "Fiz o que todas as mastectomizadas têm de fazer: as pazes com o meu espelho". E sabendo que a velha frase do "isto só acontece aos outros" cada vez faz menos sentido, só consigo fechar os olhos enquanto repito um pensamento comum a tantos saltos altos: espero nunca ter de passar por isto.

O "Scar Project" foi já publicado em livro (que pode comprar aqui ) e deu origem também a um documentário. Tudo, "dedicado às mais de 10 mil mulheres com menos de 40 anos que, só neste ano, serão diagnosticadas". Os lucros revertem a favor de programas de investigação para o tratamento do cancro da mama, doença que continua a ser a principal causa de morte das mulheres entre os 35 e os 55 anos. Posto isto, lembrei-me de deixar aqui a sugestão: por que não pôr este livro num dos sapatinhos?

 




Via Expresso



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Sexta-feira, 02.12.11
Tabatha McCourt, de 17 anos, acabou por morrer
Tabatha McCourt, de 17 anos, acabou por morrer
Poderá uma simples tinta para o cabelo pôr a sua vida em risco? Para muitos de nós, a resposta seria algo como "Oh, que disparate, há anos e anos que em todo o mundo se faz coloração". Mas no último mês, os casos de lesões graves, e até mesmo morte, provocadas por uma simples mudança da cor do cabelo multiplicam-se. Inclusive, em Portugal.

 

Há um mês, a história de Tabatha McCourt correu mundo. Como tantos outros saltos altos (e também rasos!), a adolescente britânica, de 17 anos, gostava de pintar o cabelo. Da última vez que o fez, foi mesmo a última. Cerca de 20 minutos depois de aplicar a tinta, teve uma reação alérgica fortíssima e ficou em coma, acabando por morrer algumas horas depois.

 

Há menos de uma semana foi a vez de Julie McCabe, de 38 anos, entrar em coma pelos mesmos motivos. A história parece um cliché: aplicou a tinta e 20 minutos depois estava a lutar pela vida frente a uma reação alérgica. Dizem os médicos que, se sobreviver, os danos cerebrais serão irreversíveis.

 

As autoridades de saúde inglesas estão a investigar os casos, ainda sem conclusões, mas acredita-se que um químico chamado PPD (p-Phenylendiamine), presente em 99% das tintas de cabelo comercializadas, tenha sido a causa da reação alérgica. Pus-me a ler sobre estas três letrinhas em vários sites, blogues e afins, e pelo que percebi o PPD já foi banido de todos os produtos de beleza vendidos na Alemanha, França e Suécia. Nos restantes países da UE, apenas é permitido o uso de 6% deste químico. Já num estudo realizado nos EUA, a substância está diretamente ligada ao aumento de casos de cancro da bexiga. Mesmo sendo controverso, o que é certo, é que as marcas continuam a usá-lo. Sem pudor.

 

Somos apenas distraídos... ou inconscientes?

 

Ambas as histórias anteriores remetem para reconhecidas marcas de produtos de beleza. Mas os casos avançam também em marcas menos conhecidas e em território português. Nisa Gonçalo, de 20 anos, foi parar ao hospital após ter ficado com graves queimaduras na cabeça, resultado de tinta comprada numa "loja do chinês". O Infarmed já está a investigar e diz que o produto, oriundo de Espanha, está à venda em Portugal de forma irregular.

 

Hoje fui ao surpermercado e dei por mim a fazer algo que não fazia há imenso tempo: a olhar para a composição dos produtos que comprava. Todos nós sabemos de alguns dos perigos químicos eminentes nas caixinhas que nos sorriem nas prateleiras, mas pouco de nós paramos para pensar nisso quando os metemos no cesto.

 

Poucos de nós também "perdem tempo" a fazer os tais testes de segurança com um bocadinho do produto numa pequena zona da pele, antes de o usar na área total. Assumo a minha culpa e admito que, em inúmeras "tardes de gaja" em que ajudei amigas a pintarem o cabelo (sim, o mundo dos saltos altos de vez em quando gosta de brincar aos cabeleireiros caseiros), nunca, repito, nunca me lembro de termos feito tal teste. O mesmo posso dizer de loções depilatórias ou cremes auto bronzeadores, que tantas vezes acabam com cenários dantescos de peles cheias de reações alérgicas. Somos apenas distraídas... ou inconscientes? Quando a vida pode ser o preço a pagar, isto dá que pensar. 

 


 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 11:32 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.11.11

Quando se está grávida, saber lidar com observações diárias (muitas delas deselegantes e inapropriadas) por parte de alguns colegas de trabalho, ser descriminada profissionalmente ou ter fazer entender a um superior que se sente mal disposta continuamente, não é nada fácil e representa mais um grande desafio para quem enfrenta a vida de saltos altos.

 

É exatamente por isso que decidi escrever sobre este tema, não apenas para tentar motivar as grávidas trabalhadoras, mas também para sugerir formas de dar a volta por cima neste tipo de situações confrangedoras, o que pode fazer toda a diferença e melhorar o ambiente de trabalho.

 

Qual a melhor altura para anunciar a gravidez na empresa?

 

Se sente necessidade de querer anunciar (ou alertar) os seus colegas para a sua gravidez deve primeiramente ter em atenção o tempo de gestação em que se encontra. Se a sua gravidez está apenas no início tem muito tempo para dar a boa nova. Por outro lado, se não há sintomas secundários (enjoos, tonturas, etc.) dê tempo ao tempo, a não ser que precise de dispensa em horário laboral (por exemplo, para ir a consultas).

 

Nesse caso, convém avisar a chefia da razão dessas ausências, que podem tornar-se frequentes. Atenção, mesmo numa boa relação com a chefia, nunca deixe de apresentar as devidas justificações médicas, para que um dia mais tarde esteja salvaguardada, se precisar.

 

Se possível, anuncie que está grávida numa altura em que concluiu com sucesso um projeto de responsabilidade. Deste modo, mostra que a sua produtividade não foi negativamente influenciada por se encontrar grávida.

 

Não aceite bullying nem discriminação disfarçada de paternalismo

 

Mesmo que o seu estado de gravidez não lhe permita executar a totalidade das suas tarefas, não é motivo para se deixar perseguir psicologicamente, ou sequer aceitar a estafada frase "gravidez não é doença", ou outras "pérolas" provocadoras do género. Realmente a gravidez não é uma doença, mas um processo que modifica por completo, física e emocionalmente, uma mulher que, além de ter de lidar com isso, ainda tem de pensar permanentemente na segurança do feto.

 

Se sentir que há uma descriminação subtil por parte dos seus superiores hierárquicos, como, por exemplo, retirarem-na (ou afastarem-na) de um projeto de grande responsabilidade; convidarem-na menos vezes a deslocar-se em trabalho ou mesmo justificarem com a gravidez uma avaliação abaixo da que sabe ser a sua. Para lidar com tudo isto e muito mais, saiba que pode reivindicar, caso chegue a ponto de ter de o fazer se se sentir prejudicada. Para tal, antes de qualquer ação, deve conhecer muito bem os direitos das grávidas .

 

Indumentária: entre a grávida profissional e a profissional grávida

 

O que vestir para trabalhar quando se está grávida não tem de ser um problema. É natural que tenha de mudar alguns hábitos, faça-o com alegria - as grávidas emanam normalmente uma beleza única, própria do período que estão a viver - e com a noção de que uma apresentação cuidada pode ser aplicada a qualquer situação.

 

Camisas de seda largas, vestidos de malha, túnicas e calças de modelo com o cós em malha são algumas alternativas para quem está grávida e precisa de ter uma indumentária cuidada no emprego.

 

Evite os saltos altos, sobretudo muito altos. Existem modelos elegantes e confortáveis.

 

Quanto a indumentárias, veja alguns bons exemplos na imagem a seguir.

 


Já agora, aproveite e goze bem a sua gravidez, por todos os motivos e mais algum, mas sobretudo, por si e pelo seu futuro filho. Lembre-se: se há momentos únicos que não se repetem, este é um deles.

 


Via A Vida de saltos altos



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Sexta-feira, 28.10.11

Quando os doze anos de casamento de Kevin Cotter com "aquela de quem não se pode dizer o nome" terminou, ao vê-la partir de malas feitas ele fez-lhe uma pergunta: "Esqueceste-te do teu vestido de noiva. O queres que faça com ele". A resposta, em tom mal-humorado, foi a seguinte: "Não quero essa m(!!!!) para nada. Faz o que quiseres com ele!". E foi isso mesmo que o recém-separado decidiu fazer... da pior maneira (ou melhor, depende do ponto de vista).

 

Para se vingar da mulher que lhe partiu o coração e o deixou sozinho, Kevin Cotter começou uma extensa lista de formas, no mínimo originais, de usar os muitos metros de tecido que tinham marcado o suposto dia mais feliz das suas vidas. Desde tapete de ginástica a coador de esparguete e toalha de mesa para jantares com amigos na hora da fossa, o vestido branco foi sendo destruído.

 

Kevin deu-se mesmo ao trabalho de criar um blogue - cujas audiências metem a um canto qualquer pipoca doce ou amarga portuguesa -  a explicar a sua vingança e a pedir a outros "saltos rasos" ideias para dar cabo do vestido de noiva da mulher que um dia amou.

 

Já os motivos que levaram a senhora a fazer as malinhas e a pôr-se ao fresco é que ele nunca explica, mas pronto... para todos os efeitos ela devia "ser apenas" mais uma daquelas coisas que eu não posso dizer aqui, mas que começa com "c" e com cujo leite até se faz um queijinho de chorar por mais. Pelo menos é o que muitos comparsas solidários com a causa devem achar, dado que a lista das coisas a fazer ao vestido já vai acima das 100 e as propostas não param de chegar de todo o mundo à casinha no Arizona, onde o "salto raso" de coração partido se diverte a pô-las em prática já há dois anos.

 

E não é que a brincadeirinha deu um livro?

 

Conclusão: a brincadeirinha rendeu a Kevin Cotter, nada mais, nada menos, do que um livro, intitulado "101 Uses For My ex-wife's Wedding Dress ". Sim, é mesmo verdade. Não me parece que chegue ao Nobel com tal conteúdo tão profundo, mas a realidade é que o seu site já tornou quase num a terapia virtual para outros recém divorciados que não conseguem ultrapassar as respetivas separações.

 

Podia aqui fazer o discurso sobre a total imaturidade da solução arranjada por Kevin, mas rir é o melhor remédio, sempre ouvi dizer. Lamento apenas que o salto alto envolvido tenha visto a sua vida privada exposta desta maneira mas, do mal, o menos.  

 

E o homem, ao que parece, tem mesmo paciência para responder a quem o entope com desabafos de "divorciado de fresco". Nisto, tiro-lhe o chapéu. Ao menos que sirva para acalmar os ânimos de outros homens destroçados, que encontram assim forma de ultrapassar a crise (emocional) em vez de entrarem no mundo dos crimes passionais bem ao género de Hollywood que, infelizmente, nos fomos habituando a ver diariamente nos jornais. Praticados tanto por homens, como por mulheres, convém lembrar. É que não há géneros santos nestas (e noutras) coisas.

 

 

 



publicado por olhar para o mundo às 17:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 14.09.11

Quem nunca passou os olhos pelo horóscopo que atire a primeira pedra! E como até agora não apanhei com nenhum pedregulho em cima, acho que chegou a altura de revelar aqui na Vida de Saltos Altos o lado mais poético do zodíaco... pela mão, nada mais, nada menos, de dois homens.

 

Mas antes disso deixo claro que não me dou ao trabalho de ler as previsões diárias da Maya - sem qualquer desprimor pela senhora - nas revistas ou nos programas da manhã. Nem muito menos acho que a astrologia é um veredicto que torna todos os peixes nuns "preguiçosos lamechas" ou os leões nuns "vaidosos egocêntricos". As pessoas, antes de serem signos, são pessoas. Mas que tem piada observar as características comuns em pessoas totalmente diferentes, lá isso tem. (Mais piada ainda tem observar os homens que usam a astrologia como método de engate, em tentativas baratas de impressionar o mundo dos saltos altos...  é cada vez mais comum, mas fica para outro post).

Chamem-me o que quiseram (o meu lado de carangueja ficaria um bocadinho magoado com ofensas, mas o ascendente em sagitário responder-vos-ia de língua afiada... pelo que é melhor não o fazerem!) mas gosto, e muito, de astrologia. É como brincar aos legos: as peças encaixam de múltiplas formas e cada construção - neste caso de personalidades - é uma construção. Já fiz a carta astral e fiquei encantada. Perguntam vocês: em que é isso contribuiu para a minha felicidade? Bom, numa análise feita pela rama, em muito pouco. Já a minha curiosidade (como costumo dizer: "curiosity killed the Cosme") ficou saciada. E quem não gosta de satisfazer a sua (curiosidade, entenda-se!)?

Vinicius de Moares sabia do que falava

 

Sei que muita gente estará neste momento a fazer o típico comentariozinho "Txxii, que pimbalhada!". Mas e se eu vos dissesse que a astrologia em vez de pimba pode ser uma coisa bem poética? Que as carneirinhas, capricornianas, sagitarianas e por aí fora serviram de inspiração para uma série de doze poemas de um dos músicos mais respeitados do outro lado do oceano? E que inspiraram um respeitado fotógrafo inglês?

O resultado foi um artigo, no mínimo, lindíssimo publicado na revista "Vogue". As caraterísticas das mulheres dos doze signos do zodíaco foram retratadas pelos fotógrafo Tim Gutt e descritas com a audácia e delicadeza do eterno Vinicius de Moraes... Dado que o poeta se casou nove vezes, calculo que ele sabia (e bem!) o que estava a escrever nestes poemas.

Mesmo que não admitam curiosidade, partilho convosco as imagens... mas dizem-me os astros que muitos do leitores deste blogue não vão resistir a dar uma espreitadela. Estarão certos?

 



Via A vida de saltos altos



publicado por olhar para o mundo às 19:53 | link do post | comentar

Quarta-feira, 07.09.11

 

"Epá, eu não a percebo!". Tenho alguns bons amigos homens e, volta não volta, recebo um telefonema com esta pérola. Invariavelmente pergunto: "Já te puseste no lugar dela?". E pronto, a coisa fica logo 50% resolvida e os homens que - segundo dizia o outro livro - são de Marte conseguem aproximar-se mais um bocadinho da (assumo!) confusa realidade de Vénus. Mas seremos nós assim tão complicadas ou, às vezes, o mundo dos saltos rasos também podia esforçar-se um bocadinho mais?

 

Antes de me responderem a esta pergunta com assobios e frases do género "Lá vem esta outra vez armada em chica esperta!", peço-vos mais dois minutos. Sei que a (saudável, espero!) guerra dos sexos já fez bater muito carater aqui pelo blogue, mas hoje não resisto em partilhar convosco um email, até porque me foi enviado por um homem com vasto sentido de humor... e interesse pelos complicados saltos altos.

 

"Se ela adora falar de política e economia, é feminista;
Se não liga a nenhum destes assuntos, é desinformada.
Se mata uma barata sem pestanejar, não é feminina;
Se grita quando vê uma, é medricas.
Se vai para a cama no primeiro encontro, é uma mulher fácil;
Se não vai, está a fazer-se de difícil.
Se ganha menos que o homem, gosta é de ser sustentada;
Se ganha mais que o homem, ele sente-se inferiorizado.
Se adora roupas e maquilhagem, é narcisista;
Se não gosta, é desleixada.
Se sai mais cedo do trabalho, é preguiçosa;
Se faz horas extra, é gananciosa.
Se gosta de séries de telenovelas, é fútil
Se gosta de livros, está a armar-se em intelectual.
Se se chateia com alguma atitude dele, é uma mulher mimada;
Se aceita tudo o que ele faz, é submissa.
Se quer ter 4 filhos, é uma louca inconsequente;
Se só quer ter 1, é uma egoísta que não tem sentido maternal.
Se gosta de rock, é uma doida;
Se gosta de música romântica, é uma bimba.
Se usa minissaia, é vulgar;
Se usa saia comprida, é careta.
Se faz cenas de ciúmes, é uma neurótica;
Se não faz, é porque não gosta assim tanto do namorado.
Se fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se fala mais baixo, é subserviente.


E depois ainda dizem que as mulheres é que são complicadas..."

 

Sei que corro o risco de ser apontada como a feminista de serviço, mas a realidade é que muitas das mulheres que me rodeiam já se depararam inúmeras vezes com situações aqui descritas. Contudo, isto teria mais piada se homens e mulheres se entendessem em todas as entrelinhas sem pestanejar? Não me parece.

 

Para mim, a piada está na diferença e em saber lidar, de forma equilibrada, com ela. Mesmo que isso signifique, de vez em quando, soltar frases como: "Que grande anormal, como é que ele não me percebe?!". O importante, parece-me, é começar a quebrar com as ideias preconcebidas e os tabus de parte a parte. Afinal, para bem dos pecados de muito salto alto, também nem todos os homens gostam é de bola e playstation, certo?

 

E pelos vistos isto para eles também nem sempre é fácil... já desde o tempo das cavernas! Aqui fica um cartoon em tom de solidariedade com aqueles do mundo dos saltos rasos que fazem o seu melhor para nos compreender.

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 20:38 | link do post | comentar

Segunda-feira, 09.05.11

Enquanto oiço o meu mp3 e dou o melhor na bicicleta, olho para ele a degladiar-se com as rodelas de pesos que eu nem sequer consigo quantificar. Enquanto eleva os braços olha para o espelho admirando as montanhas de músculos. Há mesmo um momento em que sorri, satisfeito com o resultado de horas e horas naquilo.

 

Quando termina pavoneia-se pelo ginásio fora, olhando de alto a baixo para os muitos outros que praticam o mesmo culto do corpo. Para realçar o trabalho feito, usam invariavelmente t-shirts coladas ao peito e calções de licra dignos de uma bailarina clássica. Sem sequer pensar, deixo escapar o desabafo à amiga na bicicleta ao lado: "Credo, que homens tão feios". E ela concorda com um revirar de olhos. "Nem quero imaginar a quantidade de porcarias que eles tomam para ficarem assim". E eu concordo também.

 

Bom, antes de mais devo dizer que a velha máxima "gostos não se discutem" faz muito sentido. Embora todos sejamos inundados por supostos cânones de beleza, vindos diretamente de Hollywood e das revistas cor-de-rosa, a verdade é que em matéria de atrações não há lei. Contudo, fiquei a pensar nos homens musculados lá do ginásio e fui perguntando ao mundo dos saltos altos o que achavam. A resposta foi unânime: "Gorilas? Não obrigada".

 

Se eu dissesse que não gosto de ver o Brad Pitt descascado, com o "V" bem acentuado e os abdominais delineados... vá, estava a mentir. Mas quando penso nos músculos do senhor Schwarzenegger no filme "Conan", digamos que me encolho no sofá e não vejo nada de sexy naquele corpo de pedra.

 

Barriguinha e pêlos no peito também são sensuais

A verdade é que a definição de sensualidade está rodeada de muitos mitos. Como, por exemplo, o eterno conceito de que os homens gostam é das mulheres iguais às modelos com osso das ancas bem marcados. Depois, volta não volta, lá lhes sai a muitos deles a derradeira frase: "São muito giras mas eu cá prefiro é ter onde agarrar".

 

Quanto ao mundo dos saltos altos, quem disse que uns quantos pêlos no peito e uma pequena barriguinha são antónimo da nossa visão de sensualidade, estava certamente a mentir. Eu cá não os trocava por nada deste mundo. Principalmente se forem os do corpo da pessoa por quem o nosso coração bate mais rápido.

 

Sensuais... ou nem por isso?

Via A vida de saltos Altos


publicado por olhar para o mundo às 08:44 | link do post | comentar

Quinta-feira, 10.03.11

A vida de saltos altos - Qual a esperança de vida de uma relação a dois?

Longe vai o tempo em que adivinhavam o pensamento um do outro e os silêncios não eram desagradáveis. Hoje já nem sabem que horas são quando o outro chega a casa, e não há tema de conversa que não dê em discussão. Será uma fase ou será que está na altura de cada um seguir o seu caminho?

 

A chama está mais fraca que nunca, e deixámos de ter paciência para nos maquilhar ao fim de semana, também por que ele já deixou de ter paciência para se barbear, e mais parece um sem abrigo que acolhemos lá em casa.

Odiamos cada vez mais os seus defeitos, e encontramos a cada peúga caída no chão e cada prato por lavar no lava loiça, que não foi isso que nos ensinaram quando éramos pequenas.

 

Estes pequenos pormenores, aliados ao facto dele ter deixado de ligar durante o dia, ou responder às nossas mensagens, dilui-se em sentimentos confusos que ainda temos. Os filhos que já existem, ou que estão para vir, fazem-nos refrear sentimentos, mas ao mesmo tempo fazem-nos a nós, mulheres, sempre mais emotivas, perspicazes e sensíveis, sentir que definitivamente não foi com esta relação que sonhámos.

Esta é uma realidade cada vez mais comum, as relações desgastam-se pelo tempo, pelo trabalho que nos consome e nos faz ter pouca paciência para chegar a casa e ver que nada mudou. A vida pessoal desgasta-se a cada segundo que passamos a mais depois da hora, e só no trabalho é que nos obrigamos a fazer horas extra.

 

Todos temos defeitos, lá está o lugar comum a desculpar os erros, ou então, não existem relacionamentos perfeitos. Mas por que será que olho à minha volta e vejo que a maior parte das relações se desmorona porque deixou de ter poder de encaixe, paciência e... amor.

Do grupo de amigas mais próximas oiço-as pesarem diariamente na balança as qualidades vs defeitos para darem uma oportunidade. Por outro lado vejo-os impacientes porque ela deixou de recebê-lo em lingerie, e passou a encher-lhe os ouvidos com os problemas que traz diariamente do emprego.

 

Elas deixaram de admirá-lo, porque o homem ambicioso e decidido já não sabe o que quer, e eles acham-nas amargas, impacientes e chatas.

Pergunto-me o que se passa? Será que as relações estão como os electrodomésticos? Com uma esperança de vida pouco superior a cinco anos? Ou será que as espécie humana deixou de ter capacidade de amar, como diz o poema de Vinicius de Morais: "eu sei que vou te amar...por toda a minha vida"... desde que não me chateies enquanto vejo a televisão, a revista, o facebook, o meu telemóvel topo de gama, escolho a roupa, tomo banho, escovo o cabelo e... nos habituámos a viver sozinhos o dia-a-dia.

 

 

 

 

 

Via A vida de Saltos Altos



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