Sexta-feira, 13.04.12
Começar por tornar a coisa divertida é o melhor caminho
Começar por tornar a coisa divertida é o melhor caminho

Agora já não há dúvidas: a carne vermelha é mais letal do que se pensava . Há algumas semanas, a notícia esteve em destaque nos principais sites de jornais nacionais e internacionais, na blogoesfera e nas redes sociais, já que um novo estudo da Harvard School of Public Health , nos EUA, provou que, mesmo em quantidades reduzidas, o consumo de carne vermelha aumenta em muito os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro. Por isso, o melhor mesmo é trocar o vermelho do sangue pelo verde dos legumes.

Não ponha a saúde dos seus filhos em risco

Como muitos pais constatam, a maioria das crianças adoram (e consomem) carne vermelha, seja em hambúrgueres, seja em bifes ou em almôndegas. Se cruzarmos este facto com os resultados do estudo norte-americano, a situação é preocupante. Foi exatamente por isso que decidi abordar este tema hoje.

 

Você tem de cozinhar todos os dias para as suas crianças e já não sabe mais como variar nos pratos, sobretudo no que toca a comida saudável e, ainda mais agora, sem recorrer à carne vermelha. Ao mesmo tempo, as crianças têm de gostar do que lhes é servido para que comam. Isto tem sido um problema para si? Calma, não desespere. Conheça alguns truques para levar as crianças a comer o que é mais saudável e até a quererem repetir.

 

Sugestões apetitosas da organização de prevenção da obesidade infantil:

 

Massas: já sabemos que as crianças adoram massas, no entanto, em vez de pôr sempre o queijo ou limitar-se ao molho de tomate, experimente servir o esparguete com pedaços de brócolos ou tiras de frango. Se acrescentar um pouco de natas light ou margarina derretida na massa, elas vão adorar.

 

Sopas: experimente variar nas sopas. Além da típica sopa de puré de cenoura, as crianças costumam apreciar sopa de lentilhas, e se ainda acrescentar aipo, não só vão gostar, como também estarão a cumprir parte dos requisitos dietéticos essenciais.

 

Hambúrgueres mais saudáveis: os hambúrgueres são de facto um dos pratos favoritos da maioria das crianças. Mas agora, com as conclusões do estudo da Harvard School of Public Health, torna-se realmente imprescindível repensar o tipo de hambúrgueres que damos aos miúdos. Podemos substitui-los por hambúrgueres de frango, que ficam igualmente deliciosos. Mas em vez de os servir com as tradicionais batatas fritas, que tal servi-los dentro de um pão com cereais, tomate, alface e queijo magro? Acredite que eles vão gostar à mesma. E se ainda quiserem batatas fritas para acompanhar, então experimente substitui-las por batatas assadas no forno. São muito mais saudáveis e não dão trabalho praticamente nenhum a cozinhar.

 

Tortilhas: são outro prato que podem ser muito nutritivos - com ingredientes caseiros -, e as crianças costumam gostar muito.

 

Legumes: as crianças não costumam gostar de legumes e normalmente colocam-nos na borda do prato. Mas é possível faze-los comer alguns. Por exemplo, acrescentando queijo no topo dos brócolos cozidos e levando-os ao micro-ondas durante um minuto. Ficam deliciosos e, mais importante, irresistíveis para as crianças. Há outro prato saboroso com legumes que também é fácil de cozinhar: couve-flor com bacon. Tem dúvidas? Então aqui fica o linka para a receita . Verá como a criançada vai adorar.

 

Por outro lado, há ainda uma regra de ouro para que as crianças não torçam o nariz cada vez que lhe puser legumes ou vegetais à frente: a decoração do prato. Muitos especialistas afirmam, que se a apresentação do prato for divertida, pode ser a chave para um apetite mais aberto a verduras.

Sugestões para tornar um prato mais divertido

 


Retirado de  A Vida de Saltos Alto




publicado por olhar para o mundo às 17:22 | link do post | comentar

Quinta-feira, 08.03.12

Usar as redes sociais para encontrar antigos amigos, vizinhos ou colegas já há muito que não é novidade. No entanto, utilizar o Facebook para encontrar filhos biológicos que foram dados para adoção levanta problemas bem mais complicados e, no mínimo, é preocupante.

 

Não há dúvidas que as redes sociais estão a transformar o conceito do segredo ou do sigilo. Nas redes, a exposição da vida privada está praticamente ao alcance de tudo e de todos, sobretudo para quem for imprudente.

 

O jornal The New York Times , por exemplo, relata o caso de uma mãe que consegue finalmente encontrar o filho biológico - que tinha dado para adoção dezasseis anos antes -, após alguns meses de pesquisa no Facebook. O mesmo jornal relembra que a Internet aumentou a velocidade com que se pode efetuar uma procura de um paradeiro ou simplesmente seguir o rasto de alguém. Por conseguinte, os adolescentes adotados (e mesmo algumas crianças em situação idêntica) são facilmente encontrados pelos pais biológicos nestas redes sociais e, pior, precisamente quando se encontram no momento mais vulnerável para o desenvolvimento da sua identidade. Por outro lado, há também registo de vários casos em que acontece o inverso: são os próprios adotados que tomam a iniciativa de procurar os pais biológicos através do Facebook, sem sequer informarem os pais adotivos.

 

A verdade pode ser um choque

 

O grande problema desta complexa situação surge quando os pais biológicos encontram os filhos que deram para a adoção antes mesmo destes saberem que foram entregues a outra família, o que pode causar grandes distúrbios, não só para as crianças ou adolescentes, mas também para os próprios pais adotivos. Há toda uma estrutura familiar que entra em derrocada.

Invasão não planeada

 

Também o jornal inglês The Guardian publica uma entrevista a Jonathan Pearce (responsável pela Adoption UK, entidade que apoia famílias adotivas no Reino Unido), onde afirma que cada vez mais tem de lidar com as consequências dessa "comunicação intrusiva e não planeada", alertando para o facto de ser cada vez mais difícil garantir a confidencialidade, quer de quem adota, quer de quem é adotado.

 

É importante não esquecer que, até há bem pouco tempo, o contacto correto dos pais com os filhos que foram dados para adoção devia ser feito unicamente através de um assistente social ou intermediário legal do processo de adoção. Agora, com as redes sociais - onde não parecem existir fronteiras para nada no que toca à informação privada -, torna-se muito mais difícil impedir situações que podem ter consequências devastadoras para todos os envolvidos. Pelo contrário, fica tudo bem mais facilitado, já que basta uma data de nascimento, o nome e a localidade para a pesquisa ter uma forte probabilidade de ser bem sucedida.

 

Perante uma situação tão delicada e que levantar tantas questões, deixo uma pergunta para abrir o debate: como é que se pode impedir ou proteger as crianças e os adolescentes adotivos na era das redes sociais, que parece ter vindo para ficar? Não basta proibir ou pensar que é fácil, pois isso é ignorar a verdadeira dimensão do problema. Daí que o melhor mesmo seja pensar no assunto com ponderação e tentar ajudar a produzir conclusões úteis e eficazes, afinal de contas está em causa um ecossistema tão delicado como as relações entre membros de famílias adotivas.

 

Via A Vida de saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 17:57 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.11.11

Quando se está grávida, saber lidar com observações diárias (muitas delas deselegantes e inapropriadas) por parte de alguns colegas de trabalho, ser descriminada profissionalmente ou ter fazer entender a um superior que se sente mal disposta continuamente, não é nada fácil e representa mais um grande desafio para quem enfrenta a vida de saltos altos.

 

É exatamente por isso que decidi escrever sobre este tema, não apenas para tentar motivar as grávidas trabalhadoras, mas também para sugerir formas de dar a volta por cima neste tipo de situações confrangedoras, o que pode fazer toda a diferença e melhorar o ambiente de trabalho.

 

Qual a melhor altura para anunciar a gravidez na empresa?

 

Se sente necessidade de querer anunciar (ou alertar) os seus colegas para a sua gravidez deve primeiramente ter em atenção o tempo de gestação em que se encontra. Se a sua gravidez está apenas no início tem muito tempo para dar a boa nova. Por outro lado, se não há sintomas secundários (enjoos, tonturas, etc.) dê tempo ao tempo, a não ser que precise de dispensa em horário laboral (por exemplo, para ir a consultas).

 

Nesse caso, convém avisar a chefia da razão dessas ausências, que podem tornar-se frequentes. Atenção, mesmo numa boa relação com a chefia, nunca deixe de apresentar as devidas justificações médicas, para que um dia mais tarde esteja salvaguardada, se precisar.

 

Se possível, anuncie que está grávida numa altura em que concluiu com sucesso um projeto de responsabilidade. Deste modo, mostra que a sua produtividade não foi negativamente influenciada por se encontrar grávida.

 

Não aceite bullying nem discriminação disfarçada de paternalismo

 

Mesmo que o seu estado de gravidez não lhe permita executar a totalidade das suas tarefas, não é motivo para se deixar perseguir psicologicamente, ou sequer aceitar a estafada frase "gravidez não é doença", ou outras "pérolas" provocadoras do género. Realmente a gravidez não é uma doença, mas um processo que modifica por completo, física e emocionalmente, uma mulher que, além de ter de lidar com isso, ainda tem de pensar permanentemente na segurança do feto.

 

Se sentir que há uma descriminação subtil por parte dos seus superiores hierárquicos, como, por exemplo, retirarem-na (ou afastarem-na) de um projeto de grande responsabilidade; convidarem-na menos vezes a deslocar-se em trabalho ou mesmo justificarem com a gravidez uma avaliação abaixo da que sabe ser a sua. Para lidar com tudo isto e muito mais, saiba que pode reivindicar, caso chegue a ponto de ter de o fazer se se sentir prejudicada. Para tal, antes de qualquer ação, deve conhecer muito bem os direitos das grávidas .

 

Indumentária: entre a grávida profissional e a profissional grávida

 

O que vestir para trabalhar quando se está grávida não tem de ser um problema. É natural que tenha de mudar alguns hábitos, faça-o com alegria - as grávidas emanam normalmente uma beleza única, própria do período que estão a viver - e com a noção de que uma apresentação cuidada pode ser aplicada a qualquer situação.

 

Camisas de seda largas, vestidos de malha, túnicas e calças de modelo com o cós em malha são algumas alternativas para quem está grávida e precisa de ter uma indumentária cuidada no emprego.

 

Evite os saltos altos, sobretudo muito altos. Existem modelos elegantes e confortáveis.

 

Quanto a indumentárias, veja alguns bons exemplos na imagem a seguir.

 


Já agora, aproveite e goze bem a sua gravidez, por todos os motivos e mais algum, mas sobretudo, por si e pelo seu futuro filho. Lembre-se: se há momentos únicos que não se repetem, este é um deles.

 


Via A Vida de saltos altos



publicado por olhar para o mundo às 00:33 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.07.11

Foi no final da Segunda Grande Guerra que o estilista Louis Réard inventou o bikini.

Os americanos desenvolverem um programa de testes nucleares durante esse conflito mundial em Atol de Bikini - onde se testaram bombas atómicas experimentais, inclusive em julho de 1946, iguais à que lançaram em Hiroshima e Nagasaki .

Foi precisamente nesta altura que Louis Réard aproveita para lançar a sua grande invenção de duas peças: o bikini, que funcionaria também como uma bomba atómica no vestuário feminino da época.

O nome desta indumentária composta por duas peças foi precisamente inspirado no "Atol de Bikini" que é um atol no Oceano Pacífico

O estilista conseguiu provocar o impacto que queria. Além de ter provocado uma explosão imediata após o seu lançamento, o bikini foi proibido em vários países, nomeadamente em Portugal.

Mais de uma década às espera da fama

 

Nos anos 60 do século passado, o bikini teve o seu momento de fama. Sobretudo por ter sido usado inúmeras vezes por míticas atrizes de cinema, como Brigitte Bardot, Marilyn Monroe ou Ursula Andress.

Hoje, tornou-se numa peça de vestuário comum e essencial sempre que se vai à praia. No entanto, não deixa de ser uma peça com História que acompanha até hoje anualmente as tendências da moda. Vale bem a pena por isso recordar os vários modelos de bikini ao longo das décadas na fotogaleria que se segue.

 




Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 22:15 | link do post | comentar

Terça-feira, 21.06.11
Como mudar um pneu de saltos altos? (vídeo)

Já alguma vez teve a necessidade de mudar um pneu sozinha? Se não teve, só pode ser porque telefonou para o seu marido, para um amigo ou aceitou ajuda de algum desconhecido. Seja como for, provavelmente nunca pediu ajuda a uma amiga numa situação destas, certo?

 

Será que as mulheres não servem para estas coisas, ou é mesmo por acreditarem que mudar um pneu pode partir uma unha arranjada ou sujar uns belos sapatos de salto alto?

 

Apesar de haver muitas mulheres que mudariam o pneu sozinhas e descontraidamente, todas nós, independentemente de gostarmos ou não da ideia, devíamos saber mudar um pneu do carro sem ajuda. Atrevo-me mesmo a dizer que quem não sabe o devia experimentar o quanto antes.

 

Eu já o fiz por ter necessidade e porque estava por minha conta e risco. Posso garantir: o grau de dificuldade é quase nulo, acreditem.

 

Imaginem que um dia têm um furo no meio do nada, e que ainda por cima estão sem rede no telemóvel. O que fariam para afastar o fantasma do medo de mudar um pneu? Chamariam os "Ghost Busters"?

 

Aprenda a mudar o pneu - seja independente

 

Que material é necessário?

- Chave inglesa

- Macaco

- Binário de aperto

O Tempo necessário: aproximadamente 40 minutos

10 passos para mudar o pneu

 O carro deve estar bem travado, com o travão de mão;

2º Deve ir buscar todo o material necessário que se encontra na bagageira ou noutro local acomodado no interior do automóvel;

 Retirar a tampa de proteção e desapertar os parafusos com a ajuda da chave inglesa, mas apenas até folgar as respectivas porcas, sem as desenroscar muito ainda;

4º Com a ajuda do macaco, deve fazer subir o automóvel até a roda ficar bem suspensa;

5º Retirar totalmente os parafusos e as respetivas porcas até conseguir libertar o pneu e retirá-lo do automóvel;

6º Colocar o novo pneu na mesma posição em que se encontrava o outro;

7º  Colocar as porcas nos respetivos parafusos e apertá-los com a ajuda do binário de aperto. Colocar a tampa de proteção;

 Baixar o carro até se encontrar totalmente no chão. Retirar o macaco.

9º Guardar o material novamente no sítio onde se encontrava inicialmente;

10º O pneu está mudado, mas é o de substituição, provisório, que normalmente é mais pequeno que os restantes. Mal tenha oportunidade compre um novo ou mande arranjar o furado, para voltar a colocá-lo e mandar calibrar as rodas, pois só assim garante a segurança em viagem.

 

Se seguir os dez passos que acabou de ler verá que é muito mais fácil do que parece. No entanto, se ainda tiver dúvidas, clique na imagem em baixo para aceder ao vídeo onde pode aprender a mudar um pneu de Saltos Altos (em inglês).

 

 

 

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 17:58 | link do post | comentar

Terça-feira, 31.05.11

 

 

Este é o título da capa do último número da revista TIME, mas com uma ressalva pertinente aos porcos: "Sem ofensa".

 

O título despertou-me tanta curiosidade que não hesitei em ler o artigo. A jornalista Nancy Gibbsfaz uma reflexão muito pertinente sobre alguns dos muitos homens poderosos e famosos que se meteram em escândalos sexuais. Casos que vieram a público de grandes embrulhadas judiciais com acusações de abuso sexual de mulheres ou até de menores. Muitos acabaram mesmo por destruir as suas carreiras e outros, por serem detidos, viram a vida arruinada.

 

O escândalo mais recente foi precisamente o de Dominique Strauss-Kahn, por, alegadamente, ter abusado sexualmente de uma empregada do hotel em Nova Iorque, onde estava hospedado. E, pelo que veio a público nos dias seguintes, não terá sido a primeira vítima nas suas mãos. Resultado: Agora o excelentíssimo director do FMI e também promissor substituto de Nicolas Sarkozy está detido a aguardar julgamento. Havia necessidade?

 

Existem inúmeros outros casos de homens poderosos que abusaram sexualmente de mulheres e de menores, ao mesmo tempo que enganaram e comprometeram as suas próprias famílias.

 

Evidentemente que não são somente os homens poderosos a cometerem este tipo de crimes, ou a sujeitarem-se - a troco de - sexo à força -, a uma detenção. No entanto, a jornalista faz uma análise à quantidade de homens poderosose famosos que apenas por puro narcisismo ou fetichismo, arriscaram toda uma brilhante carreira e arruinaram as suas vidas para sempre.

Da arena à cadeia vai uma passo

No artigo da TIME, Nancy Gibbs usa uma tabela (ver abaixo), para estabelecer uma comparação entre os predadores simplesmente estúpidos e os maciçamente hipócritas. Muitos apenas mancharam os seus nomes e as suas carreiras para sempre. Outros foram mesmo detidos.

 

Na lista constam nomes como: Bill Clinton (caso Monica Lewinsky), John F. Kennedy (caso Marilyn Monroe), Tiger Woods (caso com prostitutas), Silvio Berlusconi (inúmeros escândalos sexuais com menores), Woody Allen(fotografou nua a sua filha adoptiva), Arnold Schwarzenegger (abusa sexualmente de uma empregada menor), Mike Tyson (acusado de violação) entre muitos outros.

 

 

Da arena à cadeia vai um passo

A pergunta de "Um Milhão de Dólares" - Porquê?

Por que é que homens com educação e poderosos, que podiam conquistar naturalmente inúmeras mulheres, abusam delas e de menores, tentando depois escapar ameaçando-as?

 

Como é que é possível que nesta era - supostamente evoluída, onde homens e mulheres convivem juntos desde crianças, sendo educados regularmente em escolas mistas, chegando depois à idade adulta onde trabalham juntos - existam ainda condutas tão pouco sérias e gente com tanta falta de juízo, ao ponto de cometer loucuras destas?

 

O poder é um privilégio que se pode conquistar a muito esforço de uma forma séria. Não pode de forma alguma ser usado contra vítimas indefesas que, na maioria dos casos, por puro medo, não confessam e não acusam. Não pode. Por isso recomendo a leitura do artigo da TIME, pois talvez assim menos mulheres calem o que não podem calar, venha de onde vier.

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 22:19 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 19.04.11

 

Mamã, o que quer dizer fornicar?

 

 

 

E quando os filhos pequenos nos fazem "aquelas" perguntas à frente de terceiros? O que fazer?

 

"Mamã, o que quer dizer fornicar?" Esta pergunta foi feita pelo Tomás, de 7 anos, filho de uma amiga minha, em pleno metropolitano de Lisboa com uma plateia de passageiros a assistir. A criança lera na parede da estação a frase "Sérgio gosta de fornicar com todas" e, inocentemente, avançou com a pergunta imediata à mãe. É mais do que natural.

 

A resposta da minha amiga, que baixinho disse ao filho que lhe explicaria mais tarde, não foi certamente a mais indicada, até porque o objetivo era apenas ter sucesso em livrar-se dos olhos curiosos e gozadores dos passageiros espectadores.

 

Também ela não agiu por mal. É que se muitas vezes nós nem sabemos bem o que responder a perguntas tão básicas das crianças - como por exemplo "como nascem os meninos?" -, imagine-se quando são questões mais constrangedoras como a que o Tomás colocou à mãe, ainda por cima em público.

 

Há pais que diriam certamente que "fornicar" é uma obscenidade, ou uma palavra feia, alertando a criança para não a pronunciar. No entanto, "fornicar" não é um palavrão, é um verbo e que está no nosso dicionário, apesar de não o usarmos em situações normais, uma vez que tem uma certa carga negativa na linguagem corrente. Neste caso, por ser em público, a resposta da mãe atingiu o objetivo: ultrapassar a situação o mais discretamente possível.

 

No entanto, este pequeno episódio faz-nos refletir nas perguntas sobre a sexualidade que os nossos filhos pequenos nos podem fazer com frequência, independentemente do espaço ou do tempo. E isso, reforço, é perfeitamente natural, já que a criança tem uma enorme e saudável curiosidade em querer saber e aprender tudo sobre o mundo que a rodeia.

 

O grande dilema aqui é saber exatamente o que responder, ou qual seria a resposta mais apropriada à idade.

 

Devemos limitar as nossas crianças à história - mal contada - da cegonha?

Fui procurar saber o que psicólogos infantis pensam acerca deste assunto.

 

O que diz a especialista Jacqueline Harding aos pais

 

Jacqueline Harding é especialista no desenvolvimento infantil e conselheira educacional da BBC, abordando este tema também em vários jornais e revistas. Antes de indicar as respostas mais adequadas para dar aos nossos filhos, Jacqueline começa por dar alguns conselhos úteis que todos os pais deveriam ter em conta. Saiba quais.


1 - Falar com os filhos sobre sexo é algo que todos os pais deviam fazer. Quanto mais cedo tiverem essa conversa com eles, mais cedo eles ficam esclarecidos. Não devem esperar para que os filhos comecem a ter uma relação.

2 - Deve-se chamar os órgãos genitais pelo nome, de forma a que sempre que eles ouçam a palavra pénis ou vagina não fiquem embaraçados ou envergonhados.

3 - Não tente arranjar propositadamente uma ocasião para falar sobre sexo. Fale abertamente nas situações que tiver que falar, seja a ver um filme ou a ouvir um comentário impróprio, etc...

4 - Não espere para que seja o seu filho a puxar o assunto, até porque, normalmente, as crianças entre os 9-14 anos têm vergonha de abordar os pais sobre isso.

5 - Utilize a linguagem habitual para falar sobre estes assuntos. Se costuma usar diminutivos, continue a usá-los, mas não se esqueça que eles devem saber o verdadeiro nome das coisas.

Após esta abordagem, Jacqueline Harding aconselha-nos então as respostas possíveis e apropriadas às diversas perguntas dos seus filhos consoante as idades:

Respostas assertivas e apropriadas a perguntas feitas por crianças com idades compreendidas entre os 5 aos 9 anos:

P: Como se fazem os bebés?

R: Um bebé é feito a partir da semente do papá e que se mistura com um ovo especial que está na barriga da mamã. Misturam-se para fazer um pequeno bebé, que vai crescendo até estar pronto para nascer. É assim que tu és feito.

P: O que é sexo, ou fazer sexo?

R:Sexo é um tipo especial de amor, carinho e beijinhos que o papá e a mamã, e os outros casais, dão um ao outro para mostrar que se amam. Às vezes o sexo pode fazer um bebé.

P: Como é que o bebé sai da barriga da mamã?

R:Quando o bebé for grande o suficiente para nascer, o bebé quer sair através de uma abertura entre as pernas da mamã e que se chama vagina. Um médico ajuda o bebé a sair da vagina ou da barriga da mamã.

 

Respostas assertivas e apropriadas a perguntas feitas por crianças com idades compreendidas entre os 7 aos 9 anos:

P: De onde é que vêm a semente e o ovo?

R: As sementes do papá são feitas dentro dos testículos do papá, que estão por detrás do pénis, a que normalmente chamamos pilinha. Essas sementes saem com um líquido chamado esperma. Há milhões deles. Há dias em que os ovos que estão na barriga da mamã estão prontos para quando a mamã quiser ter um bebé.

P: Como é que eu fui feito?

R:Tu foste feito com as sementes que vieram do pénis (ou pilinha) do papá, que entraram para a mamã e se juntaram ao ovo que está na barriga da mamã. E essa junção fez um bebé. Tu.

 

Falar de sexo com adolescentes:

É muito importante falar com os seus filhos sobre sexo na idade da adolescência. Deverá explicar os riscos que correm se não usarem contracetivos.

Ao falar com eles sobre sexo, eles irão confiar mais em si e procura-la em situações de dúvidas. No entanto, se antes disso já tiver falado com eles nas idades mencionadas anteriormente, tudo será mais fácil.

 

Via A vida de Saltos Altos

 



publicado por olhar para o mundo às 21:04 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.04.11

Como abrir uma garrafa de vinho sem saca-rolhas

 

Nunca lhe aconteceu querer abrir uma garrafa de vinho e não ter um saca-rolhas para o fazer?  A mim já, e mais do que uma vez.

 

Foi por isso mesmo que quando vi este vídeo os meus olhos nem queriam acreditar. A facilidade com que se pode abrir uma garrafa de vinho sem ter um saca-rolhas e apenas com a ajuda de um sapato (com um pouco de salto para servir de amortecedor) é fantástica. Genial. 

 

Fui logo experimentar e resultou! Foi por isso que decidi partilhar com todos os visitantes de A Vida de Saltos Altos esta brilhante solução.

 

 

 

 Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 17:43 | link do post | comentar

Quarta-feira, 23.02.11
Torne o seu filho inteligente

Se acha que ter um filho inteligente é um factor genético ou obra e graça do "Espírito Santo" está enganada. Estudos científicos indicam que os pais podem (e devem) cultivar eexercitar o cérebro dos seus filhos. Saiba como.

Sabia que a inteligência não é apenas um factor genético, mas na maioria das vezes pode ser resultado de uma prática constante ou exercícios adequados ao desenvolvimento cerebral do seu filho?

Como mãe, você pode realmente interferir na inteligência do seu filho, basta ter em conta algumas abordagens para promover a aprendizagem da criança ou mesmo incentivar o seu desenvolvimento intelectual.

Gwen Dewar, a antropóloga e criadora do site "Parenting Science ", faz pesquisas científicas associadas ao estudo da evolução psicológica e ao quociente de inteligência cerebral e emocional, estudando ainda os diversos estereótipos infanto-juvenis.

Uma das suas pertinentes opiniões que me chamou particularmente a atenção está relacionada com desempenho escolar. Gwen diz que é errado premiar uma criança por ter obtido bons resultados na escola, ou por ter mostrado um sinal de inteligência num determinado momento. Isso não aumenta a auto-estima da criança ou sequer melhora o seu desempenho escolar. A investigadora é da opinião que este tipo de comportamentos dos pais não passam de ideias pré-concebidas e que, pelo contrário, não acentua em nada a inteligência do seu filho .

Para esta antropóloga, há outras formas de exercitarmos os cérebros dos nossos filhos. Por isso, vamos a essas abordagens:

 

1. Amamentar o seu filho: pode ser muito importante a longo prazo, já que o leite materno é um bom contributo para o melhor funcionamento do cérebro, fornecendo nutrientes essenciais para a saúde do seu filho, bem comofortalecer o seu quociente de inteligência cerebral e emocional.

 

2. Atividade física: é fundamental para o desenvolvimento psicológico da criança.

 
Integrar o seu filho em equipas de desporto, desenvolve em muito a confiança da criança, contribui também para um elevado espírito de liderança e, sobretudo, promove uma forte motivação perante desafios.

 

3. Jogos de consolas ou de computador: por mais desajustado que isto possa parecer, a cientista, baseando-se num estudo feito pelaUniversidade de Rochester, afirma que ao terem contacto com esse tipo de jogos, as crianças exercitam o cérebro de forma a reconhecerem ou a aprenderem sinais ou indicações visuais mais rapidamente do que aquelas que nunca o fazem ou fizeram.

Por isso mesmo é que muitos professores ingleses começaram a utilizar na sala de aula jogos de consolas para praticar determinados exercícios. De qualquer forma, o que se deve ter em atenção quando nos referimos a este tipo de jogos é que o mais importante é não incentivarmos os jogos que sejam violentos e solitários. No entanto, devemos autorizar de vez em quando todos os outros que desenvolvam o pensamento: os jogos estratégicos, os jogos com a capacidade de planeamento ou ainda os que promovem o espírito de equipa.

 

4. Incentivar a leitura: é sem dúvida uma forma de melhorar a aprendizagem e contribui eficazmente para o desenvolvimento cognitivo da criança. Mesmo que o seu filho ainda não saiba ler, leia-lhe histórias todos os dias. Faz exercitar muito a sua capacidade de atenção.

 

5. Atividades extra curriculares: são fundamentais para a capacidade de interagir e de incentivar a curiosidade do seu filho. Os passatempos ou hobbies devem ser uma constante diária na vida do seu filho. Não se esqueça que atrás deste tipo de atividades nascem perguntas, desafios, novos interesses e novos conhecimentos. Por fim, podem desafiar o pensamento critico do seu filho, com a forte probabilidade de criar uma riqueza de auto-consciência.

 

6. Tocar um instrumento musical: ajuda a moldar o cérebro significativamente.

Os neurocientistas que estudaram a relação existente entre a música e a inteligência verificaram que os músicos têm cérebros completamente diferentes :

"por exemplo, se examinarmos o cérebro de um teclista veremos que a região do cérebro que controla os movimentos do dedo é alargada (Pascual-Leone, 2001)."

"Além disso, em testes cerebrais realizados em crianças entre os 9 e os 11 anos de idade, as crianças que tocam instrumentos musicais têm um volume com mais massa cinzenta, tanto no córtex sensório-motor e os lobos occipital (Schlaug et al 2005), do que as crianças que não tocam qualquer instrumento musical."

Na verdade, os músicos têm muito mais massa cinzenta em várias regiões cerebrais do que os não-músicos.

Relativamente a este assunto, sugiro a consulta de um outro artigo que já publiquei aqui no blogue: "Qual é o instrumento mais adequado para a idade do seu filho? "

 

7. Adeus à fast food. Por mais que o seu filho goste de ir ao McDonald's, ou de comer pizzas, ou até por mais que lhe dê jeito a si fazer para o jantar deles uns hambúrgueres ou uma salsichas rápidas, pense muito bem antes de agir.

Está cientificamente comprovado que uma alimentação saudável é a base para o desenvolvimento mental e motor na primeira infância e especialmente durante os primeiros anos de vida.

O melhor que podemos fazer é dar-lhes alimentos ricos em ferro para o desenvolvimento saudável do tecido cerebral. Saiba que os impulsos nervosos são transmitidos de forma mais lenta se houver deficiência de ferro.

Retire de uma vez por todas da alimentação deles os alimentos que contenham emulsionantes, gorduras e açucares.

Alimentos frescos e cozinhados de uma forma saudável são os mais indicados para crianças em idade de aprendizagem.

 

8. Sono e pequeno-almoço: deitar cedo e dormir cerca de 10 horas, a juntar a um pequeno almoço reforçado é fundamental para o desenvolvimento do coeficiente de inteligência do seu filho.

 

As crianças devem ter uma rotina de sono diária e que deve ser respeitada a cima de todas as coisas. O ideal é dormirem pelo menos 10 horas por dia, já que isso lhes vai proporcionar uma boa concentração escolar.

Os seus filhos devem tomar um pequeno almoço reforçado para melhorar a memória, a concentração e a aprendizagem na escola.

Em contrapartida, as crianças que não tomam um pequeno almoço em condições, e que não dormem o suficiente, tendem a cansarem-se mais facilmente, irritam-se com maior facilidade e reagem mais lentamente a novos desafios.

 

Agora que já sabe (ou recordou) as pistas para tornar o seu filho mais inteligente, comece já hoje mesmo a por tudo em prática, pois eles crescem num abrir e fechar de olhos.

 

Via A Vida de saltos Altos



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Bom post!Eu Acho exactamente o mesmo, mas também a...
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