Sexta-feira, 04.05.12

Benfica, Jesus chuta para canto, a culpa é dos árbitros

Em entrevista ao jornal A Bola, o treinador do Benfica fez já um balanço sobre a época dos "encarnados", que se aproxima do final. Jorge Jesus reconhece que a aposta forte na Liga dos Campeões prejudicou a performance na Liga, mas foi aos eventuais erros de arbitragem que atribuiu a maior responsabilidade pela derrota na prova.


"Se fizer as contas em relação aos pontos perdidos nesses jogos, com os erros cometidos, faz toda a diferença. São erros que valem o campeonato. Aqui temos de jogar não apenas contra a equipa adversária, temos de fazer sempre muito mais, porque fazer o suficiente não chega", afirmou o técnico, concretizando: "Sem os casos destes jogos e de outros, não tenho dúvidas de que o Benfica teria sido campeão".

No entender de Jesus, porém, esta não é a única explicação para a derrapagem dos "encarnados". Se fosse hoje, o treinador admite que teria poupado mais a equipa na UEFA para apostar no campeonato. "Teria, efectivamente, colocado menos ovos na Champions. Não por não termos um plantel suficientemente forte, mas porque a nossa vantagem na Liga não era suficientemente confortável para fazer o que fizemos", admite.

A continuidade da actual equipa técnica também foi um dos temas abordados e Jesus foi peremptório quando confrontado com a possibilidade de poder rumar ao FC Porto. "Isso nunca foi assunto. A única coisa que quero do FC Porto é ganhar-lhes. Quem alcança o topo não pode ambicionar descer", assinalou, garantindo que, "se fosse por uma questão financeira, teria saído em Janeiro para o estrangeiro".

 

Retirado do Público



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Sábado, 28.04.12

Fim do futebol no Leiria, principio do fim para os restantes?

O presidente demissionário da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da União de Leiria, João Bartolomeu, considera que a rescisão colectiva dos futebolistas é um “caso de polícia". E entende que a U. Leiria deve abandonar o futebol profissional.


Na sexta-feira à noite soube-se que o plantel profissional leiriense, que disputa a I Liga, decidiu rescindir unilateralmente os contratos de trabalho, dado o avolumar de salários em atraso. Como consequência disso, a equipa já não irá defrontar o Feirense, neste domingo, em partida da 28.ª jornada.

A rescisão colectiva é duramente criticada por João Bartolomeu, líder da SAD que se demitiu em meados de Abril. “Alguns jogadores esquecem que receberam adiantamentos quando assinaram os contratos. É um assunto jurídico e é um caso de polícia. Há 80 por cento dos clubes com ordenados em atraso, mas escolheram o Leiria como o elo mais fraco e estão a abatê-lo”, sustentou João Bartolomeu, em declarações feitas no final da reunião da Assembleia Geral da SAD, na Marinha Grande.

Segundo o mesmo responsável demissionário, a União de Leiria é o “bode expiatório” e a rescisão não foi feita “levianamente”. Bartolomeu apelou a que se investigue a situação da União de Leiria, pois considerou que se trata de um “acto premeditado”. Para além do Feirense, a União de Leiria deverá igualmente falhar os jogos com o Benfica, na Luz, e com Nacional, em casa.

Bartolomeu acusou ainda os jogadores de não aceitarem o acordo da SAD, que previa o pagamento dos salários de Janeiro, Fevereiro e Março. “Nunca vi jogadores serem tão radicais, apesar de o presidente do sindicato pedir contenção. É um caso de polícia que mexe com dinheiro e classificações”, sublinhou.

Futuro pode decidir-se hoje

Sobre o futuro da equipa, o presidente demissionário admitiu a possibilidade de pôr fim ao futebol profissional. “Se se confirmar a rescisão colectiva, a União de Leiria tem de abandonar o futebol profissional, mas é a minha opinião. Os accionistas é que vão decidir”, afirmou João Bartolomeu, remetendo para este sábado uma decisão.

Com a rescisão colectiva dos jogadores, o presidente da SAD recordou que a União de Leiria tem “duas hipóteses” para o jogo com o Feirense, no domingo: “falta de comparência ou abandono do futebol profissional”. A sua posição é clara: “abandono”.

O presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, considera inevitável o desfecho verificado na sexta-feira, face ao comportamento dos responsáveis do clube e da própria Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) neste processo. Joaquim Evangelista alertou também para a existência de “casos mais graves” no futebol português.

“Lamento que aqueles que têm responsabilidades continuem a falar de questões menores, como o alargamento dos quadros competitivos [para a próxima temporada], quando 80 por cento dos jogadores não recebem atempadamente os salários. O presidente da Liga [Mário Figueiredo] teve oportunidade de ajudar, não venha agora com o argumento de que iria beneficiar um clube em relação aos outros”, criticou nesta sexta-feira o líder sindical, referindo o exemplo de Espanha, onde os responsáveis pelo futebol profissional encontraram soluções para resolver este tipo de problemas sem afectar a competição: “Ao demitir-se da sua responsabilidade, sem uma palavra e sem capacidade de intervenção, o presidente da Liga teve um esforço insuficiente.”

 

Via Público

 



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Quinta-feira, 26.04.12

Victor PereiraEstamos habituados a viver estes momentos", diz Vítor Pereira

 

O treinador do FC Porto considerou nesta quinta-feira que os “dragões” têm “competência mais do que suficiente” para vencer na Madeira, onde sábado (20h15) defrontam o Marítimo, em jogo da 28.ª jornada da Liga.


Apesar da confiança revelada, o técnico alertou, durante a conferência de imprensa que decorreu no Centro de Treinos do Olival: “O Marítimo, pela época que está a fazer, tem provado força e consistência e é mais difícil de bater em casa”.

Na liderança do campeonato, com quatro pontos de vantagem sobre o Benfica e três jogos por disputar, Vítor Pereira garantiu que a equipa do FC Porto "sabe bem o que quer”, razão pela qual está preparada para as “grandes dificuldades” que diz esperar no Estádio dos Barreiros.

“Vamos ultrapassar o Marítimo, pois estamos habituados a viver estes momentos”, referiu o treinador, para quem “basta recordar a época passada para perceber como os jogadores do FC Porto convivem bem com a pressão”.

Vítor Pereira refutou, por outro lado, o estatuto decisivo do confronto com os madeirenses: “Vencer significa apenas a conquista de três pontos fundamentais, isto é, queremos ganhar e apenas isso”.

“Não estou à espera de decisões [na próxima jornada] e recordo o que digo desde o início do campeonato: que iria ser disputado até ao fim”, sublinhou, avisando que “mesmo que o FC Porto vença o Marítimo, todos os outros adversários podem ganhar os seus jogos” e nada ficar resolvido.

Questionado sobre a contestação ao seu trabalho, por via de alguma opinião mediática ou pela voz de alguns adeptos, Vítor Pereira começou por ser evasivo: “Faço o meu trabalho, quero sempre futebol de qualidade e de ataque, e procuro que a equipa consiga fazê-lo”.

Disse, no entanto, não lhe custar admitir que “o FC Porto teve jogos em que não entrou da melhor forma”, nomeadamente em casa, onde “os adversários se fecham mais do que o habitual”.

Porém, afirmou não estar “preocupado” com o seu projecto pessoal, e recordou: “Tenho mais um ano de contrato e estarei sempre com um gosto enorme neste clube”.

Sobre a forma pouco amistosa como o defesa Álvaro Pereira reagiu à sua substituição frente ao Sporting de Braga, na ronda anterior, o técnico admitiu “fugir às questões sobre individualidades”, embora elas surjam e "sempre sustentadas num colectivo forte”.

“Estamos focados em ganhar o campeonato e não no jogador ‘a’, ‘b’ ou ‘c’”, disse ainda sobre o comportamento do uruguaio.

 

Via Público



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Segunda-feira, 09.04.12
Benfica justamente derrotado, Artur foi o melhor em campo

Um golo de penálti de Ricky van Wolfswinkel permitiu ao Sporting derrotar o Benfica (1-0), num "derby" intenso, com muitas oportunidades e alguns casos polémicos.


O triunfo deixa os “leões” outra vez no quarto lugar, com mais dois pontos do que o Marítimo, e atrasa o Benfica na corrida pelo título. Os “encarnados” estão agora a quatro pontos do líder FC Porto, quando faltam quatro jornadas para o fim da prova.

Logo no início da partida, o Benfica reclamou penálti num lance entre Polga e Gaitán. O árbitro marcou canto, mas o brasileiro fez falta, ficando a dúvida se foi fora ou dentro da área. Numa das repetições, parece que o contacto de Polga acontece dentro da área.

Pouco depois, outro lance na área, desta vez do Benfica. Artur Soares Dias marcou penálti por um puxão de Luisão a Wolfswinkel.

O holandês não falhou da marca de grande penalidade (18’), apontando o seu nono golo no campeonato.

Na primeira parte, o Benfica teve mais posse de bola (64 contra 36%), mas o Sporting criou mais perigo.

O melhor lance do Benfica foi um remate de Javi García, que pôs Rui Patrício à prova (18’).

No início da segunda parte, a equipa da Luz esteve perto de marcar, o que só não aconteceu porque Insúa, quase em cima da linha, cortou um cabeceamento de Maxi Pereira (52’).

Na resposta, Schaars obrigou Artur uma boa defesa (54’) e pouco depois (61’) Wolfswinkel surgiu isolado, após um mau passe de Javi García, mas permitiu a defesa ao guarda-redes brasileiro.

Numa fase em que Jesus arriscou no ataque (trocando Javi García por Nelson Oliveira), o Sporting esteve perto de marcar, com Izmailov a acertar na trave (63’).

Apesar do golo, Wolfswinkel foi o mais perdulário da noite. E aos 72’, isolado, passou por Artur, mas depois acertou mal na bola.

No mesmo minuto, Djaló rematou com perigo ao lado.

O jogo entrou depois numa fase mais confusa, até que Izmailov voltou a pôr Artur à prova (85’). O mesmo fez Matías (89’), num lance em que Rubio marcou na recarga, mas estava em fora-de-jogo.

Mesmo em cima hora, o Benfica ficou reduzido a dez elementos, por acumulação de amarelos de Luisão.

 

Via Público



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Sexta-feira, 16.03.12

Porto passa na Choupana

O FC Porto venceu esta noite o Nacional (0-2) e segurou o primeiro lugar do campeonato, independentemente dos resultados de Benfica e Sp. Braga. Um golo de Janko, num lance caricato, abriu caminho ao terceiro triunfo consecutivo dos “dragões” na Choupana, em jogos do campeonato.


Aos 21’, João Aurélio tentou aliviar à saída da área, mas acertou em Alvaro Pereira. A bola ressaltou na direcção de Janko que, no coração da área e só com Vladan pela frente, se limitou a encostar. Foi este o lance que decidiu um jogo em que o Nacional pareceu sempre mais incómodo.

A velocidade de Mateus e Candeias ia fazendo estragos na defesa portista, mas o último passe dos insulares nunca saiu nas condições ideais. E o FC Porto, sobretudo na segunda parte, foi jogando com isso. Foi tentando ter mais a bola para evitar o contra-golpe do adversário.

O Nacional ameaçava mais, sobretudo através dos remates de Mateus, mas os “dragões” eram mais eficazes. Rolando e Maicon, no mesmo lance, enviaram duas bolas seguidas à trave e, já aos 90+4’, chegou mesmo o 2-0. Vladan não susteve um remate cruzado de James e Alex Sandro estava no sítio certo à hora certa, a matar o jogo.

 

Via Público



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Terça-feira, 13.03.12

A liga e o alargamento da discórdia


Abriu-se uma nova frente de batalha no futebol português. A decisão de alargar o principal campeonato de 16 para 18 equipas já a partir da próxima época, num cenário que não prevê nenhuma despromoção, provocou a indignação de alguns dos dirigentes e ameaças de impugnação da assembleia-geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que decorreu no Porto. À cabeça dos protestos, estão Sporting e Nacional.


Houve duas propostas a votação com sortes distintas. Passou a do alargamento do número de participantes na Liga (31 votos a favor, 15 contra e duas abstenções), chumbou a do formato que permitiria esse desiderato (29 votos contra, 17 a favor e duas abstenções). Ou seja, a ideia defendida por Mário Figueiredo (presidente da LPFP), de promover uma “liguinha” entre os dois últimos classificados da I Liga e o terceiro e quarto classificados da Liga de Honra, caiu por terra. Conclusão? A alternativa encontrada passa por não haver descidas de divisão no final da presente época desportiva.

Um cenário que é liminarmente rejeitado pelo Sporting. À saída da reunião, já perto das 23h, Luís Duque manifestou totais reservas sobre a viabilidade desta decisão: “Não acredito que seja isso que vai acontecer, porque isso põe em causa o edifício do futebol português. Votámos contra e não acreditamos que entre em vigor porque cremos que é ilegal”, explicou o representante dos “leões”. “Da Liga isto ainda passa para a federação [FPF]. E há ainda o recurso aos tribunais, por isso penso que esta modalidade não irá passar”, acrescentou.

Posição semelhante, embora com um discurso mais radical, é a do Nacional da Madeira. O clube, que, à imagem do Sporting (os “leões” contestavam o timing da entrada em vigor da medida e o delicado momento económico-financeiro que os clubes atravessam), votou contra o alargamento, manifestou total desagrado face ao modelo encontrado.

“Isto é uma caldeirada. Hoje foi a promoção completa da ilegalidade, promovida pelo presidente da Liga e por um conjunto de clubes que envergonham o futebol nacional e produziram nos bastidores actuações no sentido de perverter a verdade desportiva. Não é admissível que uma competição se dispute sem penalização e valorização do mérito”, defendeu Rui Alves, presidente do clube insular, anunciando que “irá impugnar todos os pontos” desta assembleia geral.

Contra a proposta de alargamento votou ainda o FC Porto. O representante dos campeões nacionais acabou por fazer uma declaração de voto onde deu conta da oposição dos “dragões”.

Que espectáculo resta?

Uma das bandeiras de campanha de Mário Figueiredo na recente corrida à presidência da LPFP, o tema do alargamento gerou sempre algum mal-estar. Chumbada a proposta de uma “liguinha”, o dirigente acabou por ficar com o modelo da não despromoção dos últimos classificados em mãos. Em conferência de imprensa ao final do dia, Figueiredo preferiu falar em clubes “repescados”, mas o efeito prático é o mesmo.

É justamente este formato que o Sporting contesta com veemência: “Ficou decidido que não descia ninguém nas duas Ligas [profissionais]. Que espectáculo é que nos resta até ao fim da época? Isto era manchar a verdade desportiva”, rebateu Luís Duque, insistindo que as condições para avançar com esta decisão “não são, nesta altura, as mais favoráveis”. “O mais grave é alterarem-se as regras a meio do campeonato”, enfatizou.

Independentemente da posição de força dos opositores, a proposta aprovada seguirá agora os trâmites normais, o que significa que terá ainda de ser aprovada pela Federação Portuguesa de Futebol. Tendo em conta as ameaças de alguns dirigentes, é muito provável que a batalha jurídica em torno de um dos temas mais quentes do futebol português esteja apenas a começar.

 

Via Público



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Segunda-feira, 27.02.12

Porto na frente outra vez

Maicon, com um golpe de cabeça, tirou o FC Porto de uma situação complicada. Os portistas, que realizaram uma primeira parte sofrível perante um surpreendente Feirense, entraram com mais velocidade no segundo tempo e destroçaram o adversário em muito pouco tempo. Primeiro reduziram os forasteiros a dez elementos e depois, em quatro minutos, destroçaram os homens de Santa Maria da Feira, com James a selar a vitória que faz com que o FC Porto entre, na sexta-feira, na Luz, como líder da Liga (em igualdade pontual com o Benfica). A notável exibição do guarda-redes Paulo Lopes não foi suficiente


O FC Porto passou por dificuldades algo inesperadas frente a uma equipa do Feirense que, apesar de ocupar os últimos lugares, pratica um futebol positivo e tem um conjunto que sabe o que está a fazer em campo. Tem Hélder Castro, Diogo Cunha, Miguel Pedro, que jogam atrás de Buval, todos elementos bons tecnicamente. O treinador Quim Machado também deu uma ajuda para as dificuldades portistas ao manter Fernando sobre pressão, colocando a sua equipa a pressionar logo no meio-campo adversário. Lucho e João Moutinho, que gostam de trocar a bola de forma perfeita, passaram muito tempo a correr atrás do adversário, jogando a um ritmo lento e incapazes de oferecerem profundidade ao futebol da equipa. Só Hulk, quando podia, dava alguma velocidade ao futebol da equipa. A complicar tudo isto, Varela (saiu aos 29’, cedendo o lugar a James) não conseguiu ganhar um lance individual a Pedro Queirós.

Ainda assim, o FC Porto teve mais futebol e oportunidades de golo, embora a primeira jogada com princípio, meio e fim da equipa da casa tivesse surgido quando já estavam decorridos 19’, num lance em que Álvaro Pereira cruzou, o central Varela aliviou mal e o avançado portista Varela, à entrada da área, encheu o pé, com a bola a sair por cima. Um lance que surgiu quando o adversário tinha um elemento a menos em campo (o lateral Pedro Queirós estava a receber assistência).

Salvou-se uma ou outra iniciativa de Hulk, sempre mal finalizadas, com o brasileiro a dar a ideia que passa um momento sem grande confiança. Desperdiçou Hulk , aos 27’ e 34’. Não acertou James (aos 43’), depois de um passe do brasileiro que, em boa posição para rematar, optou para entregar ao colombiano, que obrigou Paulo Lopes a uma boa defesa. E o guarda-redes feirense voltaria a evitar o pior, aos 42’, com uma defesa notável num remate livre de Hulk.

O bom futebol do Feirense ainda ameaçou, aqui e ali, Helton. Particularmente, aos 39’, quando Diogo Cunha apareceu solto na esquerda, cruzou rasteiro, Álvaro Pereira cortou de forma defeituosa e por muito pouco a bola não ficava ao alcance de Hélder Castro. Dois minutos depois, foi Maicon que errou, deixando passar a bola, com Buval a antecipar-se a Rolando, ficando a um pequeno passo de emendar para o fundo da baliza.

Mas a segunda parte trouxe um FC Porto com outra velocidade. Inicialmente, ainda esbarrou no excelente Paulo Lopes que, aos 50’, realizou uma bela defesa, após um remate de primeira de Janko. O austríaco voltou a estar perto do golo (55’), mas o cabeceamento saiu por cima. A seguir (57’) o avançado, lançado por Hulk, isolou-se e foi agarrado por Luciano. O árbitro assinalou grande penalidade e mostrou o vermelho ao central. Mas o brasileiro na grande penalidade não bateu o extraordinário Paulo Lopes.

O Feirense finou-se neste momento. E o jogo passou a ser de sentido único. O inevitável aconteceu, aos 68’, com Maicon a saltar mais alto que toda a gente e a fazer o golo, após um livre de James. Logo a seguir, Lucho enviou uma bomba ao ferro. E, aos 72’, surgiu a jogada mais bonita da partida, iniciada e concluída pelo jovem colombiano, depois de passar por Moutinho e Lucho.

POSITIVO
Paulo Lopes
É um guarda-redes veterano, 33 anos, mas realizou uma exibição notável. Paulo Lopes realizou um punhado de defesas extraordinárias e foi fazendo sofrer os mais de 34 mil adeptos portistas que se encontravam na bancada. Defendeu mesmo uma grande penalidade a Hulk. Não se lhe podia pedir mais.

James Rodríguez
O colombiano entrou para o lugar do lesionado Varela e acabou por ser fundamental para quebrar a resistência do Feirense. Marcou o livre para a cabeça de Maicon abrir o marcador e depois selou o resultado.

NEGATIVO
Primeira parte do FC Porto
O Feirense não teve mais oportunidades que o adversário em toda a primeira parte, mas anulou os pontos fortes portistas e jogou o jogo pelo jogo. Sobressaíram futebolistas como Hélder Castro, Diogo Cunha ou Miguel Pedro.

Ficha de jogo
FC Porto, 2
Feirense, 0

Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência 34.229 espectadores.

FC Porto Helton, Sapunaru (Djalma, 66’), Maicon, Rolando, Álvaro Pereira, Fernando, João Moutinho (Defour, 77’), Lucho Gonzalez, Hulk, Janko e Varela (James Rodríguez, 29’). Treinador Vítor Pereira.

Feirense Paulo Lopes, Pedro Queirós, Luciano, Varela, Serginho, Sténio, Cris (Thiago, 85’), Hélder Castro, Miguel Pedro (Bamba, 71’), Buval e Diogo Cunha (Fonseca, 76’). Treinador Quim Machado.

Árbitro João Ferreira, de Setúbal. Amarelos Miguel Pedro (42’), Hélder Castro (44’) e Fonseca (78’). Vermelho directo Luciano (57’).

Golos 1-0, por Maicon, aos 68’; 2-0, por James Rodríguez, aos 72’.

 

Via Público



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Quarta-feira, 09.03.11

 

A vergonhosa capa do jornal A Bola

O jornal "A Bola" é para mim uma espécie de resquício em forma de folhetim diário da visão futebolística dos tempos antigos. Vive às custas da imagem de um clube porque esta continua a vender, já o fado nem tanto, Fátima lá está e o outro senhor, a quem convinha ter o povo feliz e embriagado, sereno e de mordaça, faz tijolo há muito tempo. Mas o jornal continua a viver numa espécie de redoma de impunidade futebolístico-intelectual sem grande intelecto, dando-se ao luxo de produzir capas facciosas e tendenciosas como a de ontem. Vale tanto como um folheto do Lidl, mas com muito menos variedade.


 

Pouco lhes importa se menorizam e enxovalham neste processo de defesa cego a um só clube os adeptos, as equipas, e todos os profissionais de clubes alheios. Uma total ausência de respeito pelos restantes. Aproveitando-se deliberadamente de um país em que a maioria é benfiquista, o jornal "A Bola" chuta para canto a isenção e dá-se ao luxo de criar capas como esta que vemos mais acima. Palavras para quê? Lendo o jornal, o Sporting de Braga parece não ter jogado e marcado dois golos e pelos vistos o FC Porto também não havia ganho ao Vitória de Guimarães no dia anterior, precisou por isso do Sr. Carlos Xistra. E o Roberto não sofreu um golo do meio campo, coisa que nem nos jogos dos infantis se vê. Foi tudo ilusão. Lá teremos daqui a algum tempo e a custo que fazer uma capa a dizer "FC PORTO CAMPEÃO ". Imagino o sofrimento e o ambiente pesado na redação.


Acho que qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que o Benfica não precisa disto. Um benfiquista não precisa que um órgão de informação não oficial do clube produza contra-informação permanente que visa exclusivamente encobrir, aligeirar ou justificar desaires. Vitórias enaltecidas como se da batalha de Aljubarrota se tratassem. Miminhos e agrados. As contratações melhores do mundo. Jesus é Deus na terra e Deus Pai Nosso Senhor que se lixe ou vá treinar o Alverca. Agora entende-se a reunião da direção do clube com alguns meios de comunicação social há alguns meses ("definir estratégias"-  disseram então...)

O Benfica é muito maior que o jornal "A Bola" e levantar-se-á por ele próprio se cair. Não precisa do andor ou de empurrões em formato de papel. É isso que distingue os clubes ditos grandes dos outros. Nem o jornal "O Jogo", que todos adoram apontar, e com alguma razão, como o jornal oficial do Porto clube, foi capaz alguma vez de produzir uma capa deste calibre. Reles. E jamais em tempo algum menosprezou uma vitória do Benfica. Nunca vi. Nunca li. Mostrem-me.

Esta capa do jornal "A Bola" é provavelmente o maior nojo jornalístico-desportivo dos últimos 20 anos. É de uma azia inexplicável, inqualificável e inadmissível entre profissionais (não todos certamente) mas ajuda em parte a explicar porque é que o FC Porto tem a garra que tem e é neste momento o único clube a ser visto e considerado como "grande" fora de portas. São estas coisas que alimentam o Dragão. Cá dentro continuam a ser tratados como os saloios do costume pela mesquinha e bolorenta comunicação. Mérito a quem o tem. Enorme FC Porto.


PS: Não entendo como ainda há pessoas, adeptos de outros clubes que não o Benfica, que continuam a escrever opinião neste jornal de propaganda avermelhada como se nada se passasse. Devem ser mesmo muito bem pagas.

 

Via 100 Reféns



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