Quinta-feira, 31.05.12

«As famílias precisam de ajuda já! Todos os dias há famílias a perderem as suas casas». O apelo é de Natália Nunes, da DECO, feito à AF. Em resposta, todos os partidos vão discutir a 8 de junho no Parlamento alterações temporárias às regras do crédito habitação no caso de sobreendividamento das famílias.


Em cima da mesa estarão medidas mais ou menos consensuais e que passam por dar, a quem ficou no desemprego ou sofreu uma quebra acentuada do seu rendimento, alternativas à devolução da casa ao banco. 

No rol de medidas, todos os partidos querem limitar o aumento dospread (margem de lucro do banco) em caso de divórcio, viuvez ou desemprego, ao mesmo tempo que defendem a moratória. Os sociais-democratas propõem que famílias onde, pelo menos, um dos elementos esteja no desemprego, que se deparem com uma taxa de esforço no crédito acima dos 45% e um rendimento anual bruto do agregado, no momento do incumprimento, inferior a 25 mil euros, possam ficar entre 6 a 18 meses sem pagar prestações ou ficar até 4 anos só a pagar juros com um spread de 0,25%. Nestas circunstâncias, o prazo do empréstimo pode ser alargado até o devedor ter 75 anos e o banco não poderá cobrar comissões adicionais.

Desempregados e famílias em crise vão ter alternativas para pagar o crédito habitaçãoO Bloco, por exemplo, defende uma moratória, total ou parcial, mais alargada: por um período até 24 meses, sem que as condições do crédito sejam revistas.

entrega da casa ao banco será então uma medida-limite. O PSD quer que esta pague a dívida quando o imóvel em causa seja a única habitação da família, que o valor da casa não seja superior a 250 mil euros e que o valor da avaliação da casa e das prestações pagas não seja igual ou superior ao valor do empréstimo inicial. O devedor pode ainda retomar a casa se pagar as prestações vencidas, juros de mora e as despesas do processo, querem sociais-democratas e socialistas.

O PS defende, no entanto, que, para os desempregados, o valor fiscal do imóvel não pode exceder os 200 mil euros e, em situações de quebra acentuada no rendimento, o valor da habitação não pode superar os 300 mil. 

Já o BE considera que o valor da casa não conta para esta equação. A devolução da habitação deve acontecer quando a moratória não é já uma «solução viável» ou numa «situação avançada de execução da hipoteca». Uma situação a considerar para quem está desempregado e tem uma taxa de esforço acima de 50%. Depois da moratória, se o devedor não conseguir pagar as prestações, o Bloco quer obrigar os bancos a aceitar o imóvel, se este for a única habitação permanente. 

O devedor poderá ainda optar por arrendar a casa ou pela permuta de outra mais barata. Neste último caso, o PSD quer limitar condições na lei: o novo imóvel terá de ficar, no máximo, a 15 km de distância em linha reta, dimensão e em estado de conservação equivalentes. Esta via não será uma opção para o banco, mas antes uma obrigação. 

Uma medida consensual, ao contrário do fundo de garantia, no valor de 150 milhões de euros, proposto pelo PS. Um mecanismo que seria idêntico a um seguro de crédito habitação, sendo pago pelo banco e pelo devedor.

O PS defende, ainda, a resolução do contrato se três prestações vencidas não forem pagas e que o reembolso do Plano Poupança Reforma ou Plano Poupança Educação possa pagar prestações sem penalizações fiscais.

PS e PSD defendem ainda a necessidade de dar prioridade ao crédito habitação quando há outras dívidas.

Já o CDS, que entregará a sua proposta a 1 de junho, está mais preocupado na prevenção de casos críticos. Os democratas-cristãos defendem a obrigatoriedade de uma reunião para reanálise do crédito, antecipando «riscos de incumprimento», e quando se justifique, que o banco apresente soluções para evitar a entrada do contrato de crédito em mora». O CDS defende ainda a definição de um manual de boas práticas e alteração à lei das penhoras.

 

Noticia do Push



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Quinta-feira, 22.09.11
O filho exigia refeições feitas
O filho exigia refeições feitas (João Gaspar/arquivo)
O dia em que os filhos saem de casa é quase sempre difícil para os pais, mas para os progenitores de um italiano de 41 anos esse seria um dos dias mais felizes das suas vidas. Um casal de Veneza quer expulsar o filho de casa e recorreu ao apoio de advogados. A mãe queixa-se de stress com as exigências diárias do filho.

Roupa lavada e refeições caseiras. Estes são alguns dos privilégios que o filho do casal veneziano acha que devem continuar a ser respeitados enquanto morador na casa dos pais. Mas estas exigências estão a levar ao desespero da mãe que devido ao stress já foi hospitalizada. 

“Não podemos aguentar mais”, afirmou o pai, citado pelos media italianos. “A minha mulher sofre com o stress e teve que ser hospitalizada. Ele [o filho] tem um bom emprego mas ainda vive em casa. Exige que a sua roupa seja lavada e passada a ferro e que as suas refeições estejam feitas. Ele não tem qualquer intenção de sair”, continuou o queixoso.

O casal recorreu à ajuda do departamento jurídico da associação de consumidores Adico. Citado pela BBC, Andrea Camp, advogado da Adico, avançou que já foi enviada uma carta ao filho do casal a alertá-lo que terá que abandonar a habitação no prazo de seis dias ou irá enfrentar uma acção judicial. Caso se recuse sair, o advogado irá recorrer a um tribunal de Veneza para que o indivíduo seja sancionado.

Este é o segundo caso do género reportado à Adico num mês. Segundo a associação, o filho de um outro casal acabou por sair da casa dos pais, que assim que este saiu trocaram as fechaduras da porta de entrada.

Via Público



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Segunda-feira, 05.09.11

Pequenas remodelações, pedir um preço justo e saber negociar as ofertas são algumas sugestões.

Os momentos são difíceis. Não só os bancos apertaram muito os critérios para a concessão de crédito à habitação como a maior parte dos portugueses, perante as actuais e futuras medidas de austeridade, decidem adiar a compra de casa ou optam por arrendar. Com quase 400 mil casas para venda em Portugal, usando como indicador o portal casa.sapo.pt, um dos maiores do país, a alienação de imóveis parece quase uma missão impossível. O Diário Económico reuniu, por isso, algumas dicas para o ajudar nessa tarefa.

1 - Escolher o preço certo
Antes de colocar um placard a dizer "vende-se" deve conhecer o mercado para saber qual o valor real do seu imóvel. Entre os factores que mais pesam na valorização de uma casa estão a localização, a tipologia, a exposição solar, o estado de conservação do imóvel e mais valias que o distinguem dos demais. Para ter uma referência pode sempre verificar os preços das casas na vizinhança ou procurar nos vários sites de imobiliárias imóveis semelhantes. Um dos principais erros é pedir um preço excessivamente elevado, isso fará com que o público-alvo dessa casa não a veja porque está fora das suas possibilidades.

2 - Delinear uma estratégia
Uma das primeiras decisões que deve tomar é se vai recorrer aos serviços de uma imobiliária. Esta opção poder-lhe-á retirar grande parte do incómodo inerente à venda da casa, mas poderá também ajudá-lo nas questões burocráticas e na adopção de uma estratégia mais adequada ao seu imóvel. Lembre-se, contudo, que as imobiliárias cobram uma comissão e algumas exigem exclusividade. E os especialistas recomendam que não coloque a casa em demasiadas imobiliárias.

Quando delinear a sua estratégia de venda deve previamente definir até quanto está disposto a baixar o preço. Se ao longo do processo de venda verificar que as ofertas que se lhe apresentam estão muito fora do seu objectivo, se calhar é preferível alugar a casa e esperar por um momento em que o mercado imobiliário esteja mais atractivo para a venda.

Caso decida vender a casa por si é fundamental colocar o imóvel num portal online. Cerca de 70% dos compradores começam a sua busca na net. Assim, é fundamental ter boas fotografias da casa e antes de as tirar, certifique-se que a casa está limpa e arrumada. Deve dar o máximo de informação possível, de forma concisa, não esquecendo os detalhes atractivos e, claro, o preço.

3 - Garantir a atractividade do imóvel
Olhe para a sua casa (interior e exterior) e pense como o comprador. Tudo o que pode desvalorizar a casa deve ser eliminado. Optar por fazer pequenas reparações pode ser a solução: resolver uma infiltração, pintar os tectos e as paredes (preferencialmente de cores claras para dar mais espaço e luminosidade à casa), remodelar a casa de banho ou a cozinha, arranjar janelas que não funcionam. Pode até redecorar a casa para a tornar mais atractiva ao maior número de compradores. Há mesmo empresas de ‘home staging' que se especializaram neste capítulo. Mas atenção, antes de avançar faça um orçamento para garantir que o dinheiro que vai gastar nas obras compensa. Para as visitas ao imóvel deve ter sempre o cuidado de criar um bom ambiente: cortinas e estores abertos, aquecimento ligado no Inverno ou janelas abertas no Verão, retirar o excesso de mobílias para dar maior amplitude aos espaços e há quem leve ao extremo de fazer café e pôr um bolo no forno para criar a sensação máxima de conforto.

4 - Prepare os documentos e salde as dívidas
Antes de iniciar o processo de venda deve reunir toda a documentação necessária para evitar demoras futuras no processo que possam levar à desistência do comprador. É importante recordar que, desde Janeiro de 2009, todas as casas, novas ou usadas, para venda ou arrendamento necessitam de um certificado de eficiência energética. Esta certificação é obtida junto da Agência para a Energia (ADENE) que atribui uma classificação de A+ (maior eficiência) a G (menor eficiência). Algumas imobiliárias oferecem este serviço gratuitamente. Outra dica é pôr em dia todas as dívidas relativas ao imóvel: condomínio, prestações e até mesmo contas de electricidade e gás.

5 - Analise os potenciais compradores
Faça uma pré-selecção dos candidatos a visitar o imóvel. Verifique se estão realmente interessados e se têm capacidade monetária para comprar ou negociar a casa. Só fale com o cliente sobre a documentação do imóvel caso este mostre interesse pela casa.

6 - Cuidado com a segurança
A venda de uma casa pode criar situações perigosas, por isso, deve tomar precauções. Não deixe que os seus filhos abram a porta a estranhos; peça sempre a identificação; peça para ver os documentos comprovativos da pré-aprovação do crédito à habitação; feche à chave os objectos de valor e de colecção e coloque-os em lugar seguro; remova todas as fotografias pessoais e todos os objectos perigosos.

7 - Como negociar uma oferta
Se colocou uma casa à venda por 100 mil euros mas recebeu uma oferta inferior, no valor de 95 mil euros deve aceitar? Este é um dos dilemas com que muitos proprietários se deparam. A resposta não é conclusiva. Se colocou a casa à venda há uma semana e recebeu essa proposta, o melhor será recusar e esperar um pouco mais. No entanto, se o imóvel já foi colocada no mercado há cinco meses e esta é a primeira oferta que aparece, talvez deva equacionar o valor oferecido, já que significa que não é fácil encontrar pessoas interessadas na casa.

Ainda assim, sempre que recebe uma oferta inferior ao que pede - algo muito frequente tendo em conta os compradores tentam sempre obter o preço mais baixo possível - tenha o cuidado de sublinhar os aspectos que valorizam a casa e as razões que podem convencer o comprador a optar pelo seu imóvel: o jardim, os acessos, a arrecadação, a garagem, o ar condicionado, os serviços à volta, a vista, a localização, os móveis ou electrodomésticos que deixa.

 

Via Diário Económico



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Sexta-feira, 11.03.11
Casa e Biblioteca de Saramago em Lanzarote abrem ao público dia 18
 
A casa e a biblioteca onde o escritor José Saramago passou parte da sua vida, em Lanzarote, Espanha, foram transformadas numa "casa-museu" que abrirá as portas ao público no dia 18, informou hoje a Fundação José Saramago.

No dia 18 cumprem-se nove meses desde a morte do Nobel da Literatura, "o tempo que se demora a morrer", como Saramago deixou escrito no romance 'O Ano da Morte de Ricardo Reis', refere a fundação.

E é por isso que a data é escolhida para a abertura ao público da casa e da biblioteca do escritor português em Lanzarote, nas ilhas Canárias, onde decidiu viver a partir dos anos 1990.

Foi lá que José Saramago viveu e escreveu os romances das duas últimas décadas, foi lá que instalou a biblioteca pessoal e viveu com Pilar del Río.

Foi criado um percurso pela casa e biblioteca do escritor, sendo possível passar, por exemplo, pela cozinha, escritório e quarto do autor.

Na cerimónia de abertura da casa e da biblioteca, que a Fundação descreve como uma despedida de José Saramago, estarão presentes vários convidados, entre os vários editores que publicaram a obra do escritor, como o editor português Zeferino Coelho.

Na ocasião, Pilar del Río, presidenta da fundação, explicará a razão da abertura ao público da casa de Saramago, e a directora da Casa Pessoa, a escritora Inês Pedrosa, lerá um fragmento de 'O Ano da Morte de Ricardo Reis'.

José Saramago morreu a 18 de Junho de 2010, aos 87 anos.

 

Via Sol



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