Terça-feira, 27.03.12

O chocolate preto pode ter efeitos benéficos, mas não está relacionado com a quantidade

O chocolate preto pode ter efeitos benéficos, mas não está relacionado com a quantidade (Rui Gaudêncio (arquivo))

 

Talvez não seja necessária assim tanta ponderação antes de abrir uma tablete de chocolate. Pelo menos de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos que associou a ingestão de chocolate a pessoas com menos peso.

 

O trabalho foi feito por uma equipa liderada por Beatrice Golomb, da Universidade California San Diego, e foi publicado na revista Archives of Internal Medicine. A investigação avaliou o Índice de Massa Corporal (IMC) de 1000 adultos saudáveis, com idades entre os 20 e os 85 anos, e os seus hábitos. Entre os quais, o consumo de chocolate.

O IMC de uma pessoa é obtido dividindo o peso pelo quadrado da altura e avalia se alguém está com peso normal. Em média, os participantes tinham um IMC de 28, o que indica excesso de peso mas não obesidade.

As 100 pessoas recorriam ao chocolate duas vezes por semana, em média. Mas as que comiam com maior frequência, apesar de ingerirem mais calorias, tinham menos peso. O estudo teve em conta a idade, o género e a quantidade de exercício. 

A equipa mediu uma diferença de 2,3 a 3,2 quilos entre os participantes que iam ao armário do chocolate cinco vezes por semana e os que nunca tocavam neste doce. Segundo os investigadores, o efeito não tinha que ver com a quantidade mas com a frequência com que o chocolate era ingerido. 

Segundo a equipa, os antioxidantes do chocolate pode estar por trás dos benefícios para a saúde, como a diminuição da pressão arterial e do colesterol, assim como a perda de massa corporal. “As pessoas assumiram simplesmente que como o [chocolate] tem calorias e é tipicamente comido como um doce, então só pode ser visto como um mal”, disse Beatrice Golomb, citada pela Reuters.

Embora os resultados sejam favoráveis ao consumo de chocolate, a equipa defende que a investigação não prova que se perca peso ao adicionar-se chocolate à dieta. Aliás, segundo um nutricionista não envolvido no estudo, há outras explicações para estes resultados.

A investigação refere-se à população norte-americana e Eric Ding, da Escola Médica de Harvard, argumenta que as pessoas mais pobres compram a comida mais básica e não têm dinheiro para tanto chocolate. Nos EUA a pobreza foi associada ao excesso de peso. 

Outra hipótese avançada pelo nutricionista é que as pessoas que perdem peso comem chocolate como recompensa, em vez do chocolate causar o emagrecimento. Ding refere que o estudo é pequeno e não prova uma relação causa efeito.

Uma das causas que pode ser responsável por este efeito é as catequinas, um tipo de flavenóides presentes no cacau, e que em estudos com roedores associaram-se ao aumento da capacidade de trabalho dos músculos. O chocolate preto, por ter mais cacau, é o tipo de chocolate que mais tem estas substâncias, além de antioxidantes.

“Se consumir chocolate, faça-o em lugar de outro alimento qualquer, em vez de somar às calorias que ingere diariamente. Tente comer chocolate preto”, aconselhou Eric Ding, citado pela Reuters. Para a equipa, a moderação é um factor importante. Os resultados “não dão argumentos para se comer grandes quantidades de chocolate”, disse Golomb.

 

Via Público



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Segunda-feira, 13.02.12
Chocolate emagrece, sim, confirma novo estudo

 

 

Levante as mãos para os céus e agradeça: a guloseima tem mesmo esse efeito espanta-gordura, comprova pesquisa recém-saída do forno. E confira as sugestões para tirar o melhor proveito da delícia

Aqui vão outras evidências científicas de que o chocolate amargo é tudo de bom na hora de emagrecer e manter a saúde. 

Saciedade em alta 


Pesquisa coordenada pelo médico dinamarquês Arne Vernon Astrup, chefe do Departamento de Nutrição Humana da Universidade Real de Copenhague, na Dinamarca, e publicada na conceituada revista americana International Journal of Obesity, apontou que os pacientes que consumiram um tablete amargo pela manhã, ainda em jejum, ficaram mais saciados que o restante da turma: eles ingeriram 15% menos calorias ao longo do dia em comparação com o grupo que optou pelo chocolate ao leite. 

Menos vontade de doce 


"O cacau apresenta algumas substâncias, como a 2-feniletilamina e a N-aciletanolamina, que agem no cérebro fechando os receptores que pedem doce", explica a nutricionista Edina Sakamoto, de Campinas, no interior paulista. Resultado: fica mais fácil controlar o desejo por açúcar - e a balança. 

Prazer por mais tempo 


"Ele também concentra compostos que inibem a degradação da anandamida, substância que prolonga a sensação de bem-estar", afirma a nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro. "Produzida pelo nosso cérebro, ela tem ação parecida com a dos canabinóides da maconha." 

Insulina sob controle 


"Outra vantagem do chocolate amargo seria a capacidade de melhorar a sensibilidade à insulina em pessoas saudáveis", afirma Anete Hanud Abdo, endocrinologista do Projeto de Atendimento ao Obeso (PRATO) do Instituto de Psiquiatra do Hospital das Clínicas (de São Paulo. Tal mecanismo ajuda não só a combater o diabete como a evitar a produção excessiva de insulina, que está intimamente ligada ao estoque de gordura. E uma pesquisa japonesa com roedores, publicada no periódico americano Nutrition, comprovou essa proeza. 


Humor em alta dosagem 


O chocolate também é rico em carboidratos, que ajudam na produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Além disso, concentra outras substâncias, como triptofano, teobromina, feniletilamina, tetrahidrocarbolines, fenilalanina e tirosina - esse coquetel todo reforça a sensação de bem-estar e ajuda a levantar o astral, a combater a depressão, a reduzir a ansiedade. Um estado de espírito que é de enorme ajuda na hora de aderir à dieta e controlar a gula.

 

Via Abril



publicado por olhar para o mundo às 21:29 | link do post | comentar

Segunda-feira, 21.11.11

C de Chocolate Quente

A combinação de sabor, textura, aroma e compostos bioactivos fazem-nos querer que o chocolate foi um projecto divino, mais do que uma simples criação da natureza.

 

É reconfortante a ideia de que os alimentos que nos dão mais prazer e estimulação sensorial podem igualmente trazer benefícios para a saúde. O chocolate quente, bebida de eleição e já com cheirinho a Natal, é um dos já falados healthy guilty pleasures que com a sua conta peso e medida poderá fazer perfeitamente parte integrante de um estilo de vida saudável.

 

Não existem dúvidas que o chocolate é um alimento extremamente calórico com grandes quantidades de gordura e açúcar. Sendo certo que uma boa parte dessa gordura é saturada o impacte no colesterol sanguíneo não é tão grande como seria de esperar. A verdadeira “desvantagem” da manteiga de cacau e fonte da gordura do chocolate acaba por ser a sua propriedade de derreter à temperatura corporal, fazendo do momento da ingestão não apenas um mero episódio alimentar mas uma experiência sensorial reconfortante.

 

Este conforto associado ao consumo de chocolate acaba por ser explicável à luz de muitos dos seus constituintes que vão desde a cafeína e teobromina com efeito estimulante a aminas biogénicas e ácidos gordos que poderão ser responsáveis por um certo efeito aditivo do chocolate ao mimetizarem o efeito de algumas drogas canabinóides no cérebro. Apesar destes fenómenos ocorrerem em ambos os sexos, existem outros mecanismos que fazem das mulheres um grupo alvo no que diz respeito aos desejos por chocolate. Se a fase pré-menstrual é em si fértil em desejos alimentares, o chocolate lidera indubitavelmente esta lista, constituindo-se porventura como um desejo inconsciente por magnésio, um mineral cuja concentração no organismo diminui no período pré-menstrual e no qual o chocolate é extremamente rico.

 

Os benefícios do consumo do chocolate estão intimamente associados ao seu teor de cacau e consequentemente à quantidade de polifenóis nele existente. A redução de processos inflamatórios, melhoria dos mecanismos antioxidantes e diminuição do risco de doenças cardiovasculares está dependente da quão criteriosa for a escolha do chocolate. As opções com adição de leite, amêndoas, passas, caramelo possuem menor percentagem de cacau que o chocolate negro sendo que o “chocolate” branco nem sequer possui cacau na sua constituição.

 

Assim, acrescente na sua receita de chocolate quente um bom chocolate negro com alto teor em cacau (acima de 70%) e outros ingredientes como canela, gengibre e malagueta para potenciar o seu efeito antioxidante.

 

É caso para dizer que o chocolate é uma associação perfeita de palatibilidade, propriedades farmacológicas e hormonais, e já os Mayas explicavam o seu culto pela sua "capacidade de despertar desejos insuspeitos e revelar destinos"...

 

Por Pedro Carvalho, nutricionista*

 

Via Público



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Quarta-feira, 10.08.11

Chocoterapia - Uma nova forma de prazer... chocolate

 

Cremes, banhos, tratamentos e massagens que transformaram o chocolate numa nova forma de prazer.

Quando os Maias descobriram o cacau como alimento, há mais de dois mil anos, provavelmente não imaginaram que no século XXI seriam descobertas tantas qualidades e aplicações para esse doce fruto nativo das Américas. A verdade é que hoje a chocoterapia transformou-se num método moderno que utiliza as propriedades benéficas do cacau para fins estéticos e terapêuticos, graças às substâncias benéficas que são extraídas das sementes do cacau.

Já existem muitas clínicas de estética no mundo que oferecem tratamentos baseados em chocoterapia. Se optar por uma massagem, deve saber que podem durar entre 45 e 70 minutos, e são realizadas com uma mistura de cacau, óleo de amêndoa e sais, que é aplicada sobre o corpo do pescoço para baixo, deixando a pele macia e suave. Inicia-se com uma exfoliação da pele para eliminar as células mortas. Depois, procede-se ao envolvimento emchocolate fluido. O efeito esfoliante é reforçado quando se combina o cacau com lama mineral. A sessão termina com um duche energizante e com a aplicação de um creme com extractos de manteiga de karité ou um creme com extracto de cacau que deixa a pele perfeitamente hidratada.

A chocoterapia também desenvolveu tratamentos faciais indicados para pele desidratadas, com acne e flacidez. Além de terapias para o corpo, que combatem celulite e gordura localizada. Graças à adição de extracto de cafeína, esta técnica proporciona também a queima de gorduras localizadas, com um efeito anticelulítico e modelador dos contornos corporais.

Outra técnica muito utilizada é o invólucro de chocoterapia, que consiste em aplicar no corpo todo uma espuma especial feita com derivados de cacau. Para favorecer a absorção de seus componentes nutritivos e estimulantes, os especialistas aconselham envolver o corpo num cobertor elétrico, que irradia calor durante vários minutos. O efeito relaxante, segundo dizem, é total.

Em forma de creme ou gel, os produtos aplicados no rosto e no corpo produzem efeitos comprovados, que proporcionam relaxamento e outros benefícios à pele.

Dado o ligeiro aroma que emana do delicioso alimento durante a aplicação da massagem, pode dizer-se que, da chocoterapia também se retiram os benefícios característicos da aromaterapia.

Além dos benefícios para o corpo, esta apreciada iguaria induz a produção de endorfinas, que aumentam a actividade de serotonina, um neurotransmissor que favorece o bom humor. Rica em enzimas, fitoestrogénios, vitaminas E, B, C, cafeína e minerais como o selénio, magnésio, potássio, ferro, etc., faz com que o chocolate resulte num tratamento de grande eficácia com deliciosas opções de bem-estar que mimam o corpo e a mente. O cacau possui seis aminoácidos essenciais para a saúde.

Já existem à sua disposição vários produtos à base de cacau que podem ser aplicados em casa. Entre eles, destaca-se um gel suavizante para a celulite, composto por um concentrado activo de cacau, combinado com agentes redutores, para combater o acúmulo de gordura. Também estão disponíveis no mercado máscaras corporais, faciais e labiais, que contêm minerais, antioxidantes e elementos que estimulam a renovação celular.



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