Quarta-feira, 20.06.12

TIRARAM O TAPETE AOS ALUNOS COM DISLEXIA

Não se sabe quantos alunos portugueses têm dislexia. Os problemas variam entre dificuldades de leitura, de compreensão, de ortografia ou de matemática. Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro concluiu que 5,4% dos alunos do 1º ciclo são disléxicos, mas, segundo a Associação Portuguesa de Dislexia, o número «é muito maior».

Até este ano letivo, essas crianças eram acompanhadas pelo Departamento de Educação Especial de cada escola, que construía os testes e os exames consoante as suas dificuldades. Era esta equipa de professores especializados, encarregados de educação, terapeutas e psicólogos que definia, caso a caso, o Programa Educativo Individualizado dos alunos disléxicos e os «critérios de adaptação» nos momentos de avaliação. Da chamada adequação das condições de avaliação, constavam possibilidades como a não pontuação dos erros, a redução do número de questões ou do texto, o prolongamento do tempo ou a leitura do enunciado.

«Em abril, o Júri Nacional de Exames alterou as regras. Os exames passaram a ser todos nacionais e deixou de ser permitida a leitura do enunciado», criticou a presidente da associação, Helena Serra, aotvi24.pt

Ministério da Educação mudou as regras dos exames apenas em abril. Caso de Constança é apenas um entre «milhares»Esta decisão ganhou relevo com a história de Constança, a menina de 14 anos de Odemira que está a ser obrigada a realizar os exames do 9º ano em igualdade de circunstâncias com os outros alunos. «Tiraram o tapete a milhares de alunos que usufruíram de adequações durante todo o ano letivo. As adequações não são nenhum favor que lhes estamos a fazer, é apenas o reconhecer que têm um cérebro especial», disse.

O ministro Nuno Crato garantiu que os casos de alunos disléxicos serão analisados «um a um». No entanto, e apesar das recomendações da escola, da terapeuta, da Direção Regional de Educação e até do Provedor de Justiça, Constança teve de ler o enunciado sozinha e não conseguiu completar o exame de Português por falta de tempo. O ministério alega que um aluno só pode completar o 9º ano se dominar o Português e a Matemática. «Concordamos nesse aspeto, mas só para um cérebro que processa as palavras normalmente. Um aluno disléxico tem pequenos distúrbios no processamento. Ao retirarmos-lhes esses direitos nos exames, estamos a colocá-los em desvantagem logo na linha de partida», explicou Helena Serra.

Nos exames nacionais está garantida a utilização da Ficha A, uma lista de possíveis erros destes alunos, sinalizados pelo departamento especial e pelo diretor de turma, e enviada ao corretor para que não os pontue. «O ministério diz que os alunos não vão ter mais benesses porque já têm a Ficha A, mas só os erros escritos é que não serão pontuados. Então e a dificuldade de leitura ou de compreensão? O ministério esqueceu-se de pensar nos efeitos da má interpretação...», lamentou a professora especializada em educação especial.

A Associação Portuguesa de Dislexia está a aconselhar os pais de alunos disléxicos a enviarem queixas para o ministério, onde já entregou uma petição com mais de 1200 assinaturas. Entretanto, vai enviar uma carta ao secretário de Estado da Educação com um conjunto de propostas, entre as quais a possibilidade de, durante a inscrição nos exames, as adequações realizadas ao longo do ano poderem ser descritas no impresso.

Propõe-se ainda um «modelo de 50 horas de formação específica para os professores», prioritariamente os da educação especial. Segundo Helena Serra, «os alunos não estão a ser apoiados por professores especializados e, quando começam a patinar, têm apoios educativos», que são «uma falácia do sistema», porque estes educadores têm «a mesma formação de outro qualquer». «Os alunos precisam de pessoas que saibam o que estão a fazer, logo no 1º ano ou mesmo, preventivamente, aos 5 anos», frisou.

A professora é a favor da escola inclusiva, mas apenas se isso se traduzir em «turmas reduzidas» e com o «apoio de um professor especializado» em dislexia.

 

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Terça-feira, 19.06.12


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Terça-feira, 29.05.12
As crianças tinham, no início do estudo, entre oito e dez anos de idade

 

As crianças tinham, no início do estudo, entre oito e dez anos de idade (Nelson Garrido)

Durante oito anos, 500 crianças da Casa Pia foram submetidas, sem saberem, a experiências que “nunca tinham sido feitas sequer em animais”. A RTP noticia que essas crianças serviram de cobaias num estudo de 10 milhões de euros levado a cabo por investigadores portugueses nos Estados Unidos, para descobrir o efeito do mercúrio no chumbo dos dentes.

 

A Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e a Universidade de Washington “comandaram” a investigação “com conhecimento das autoridades”, avança ainda a estação pública de televisão. As experiências tiveram início em 1996, com crianças entre os oito e os dez anos de idade. Algumas delas chegaram ao final do estudo com 16 dentes chumbados.

O objectivo era perceber se o chumbo nos dentes provoca alterações motoras, de memória, na atenção e na concentração, ou no sistema nervoso das crianças. Um dos especialistas ouvidos pela RTP disse mesmo que estas experiências “nunca tinham sido feitos sequer em animais”. “O mercúrio é muito tóxico”, afirmou outro especialista.

No programa Especial Informação, assinado pela jornalista Rita Marrafa de Carvalho e emitido nesta segunda-feira à noite, adianta-se também que a justificação dada pela utilização de crianças como cobaias nesta experiência é que, precisamente, os efeitos de uma substância na saúde são aferidos mais facilmente em crianças.

 

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Sexta-feira, 11.05.12
A relação entre os hábitos tabágicos e o baixo peso à nascença está estudada
A relação entre os hábitos tabágicos e o baixo peso à nascença está estudada (Foto: Pedro Vilela)

A lista de malefícios associados ao consumo de tabaco durante a gravidez já vai longa. Vários estudos têm demonstrado que os filhos de mães que fumaram durante a gestação também têm maior risco de sofrerem de obesidade na infância.

 

O porquê desta associação ainda está por deslindar, refere Sérgio Soares, um dos autores de um estudo de revisão científica sobre o tema publicado na revista Expert Review of Obstetrics & Gynecology.

A relação entre os hábitos tabágicos e o baixo peso à nascença está estudada e as razões são conhecidas, refere Sérgio Soares, médico e director da clínica de fertildade Instituto Valenciano de Fertilidade IVI-Lisboa, que tem investigado a relação entre tabaco e fertilidade. No caso do baixo peso, sabe-se que” a nicotina prejudica a fisiologia da placenta”, fazendo com que a quantidade de sangue que chega à placenta seja menor e que haja menos oxigenação.

Os dados que assinalam a associação entre tabaco e obesidade estão plasmados em cada vez mais estudos mas ainda será preciso mais pesquisa para perceber se existe uma relação de causa e efeito, diz. 

Por enquanto, existem dois caminhos possíveis de explicação, diz. Um deles aponta para possíveis razões orgânicas, podendo haver alterações metabólicas em resposta a condições intra-uterinas adversas, mas as explicações podem também ser de ordem familiar, refere Sérgio Soares, isto porque também foi encontrado uma relação entre a obesidade e o facto de o pai da criança fumar. “É uma hipótese” mas o facto de ambos os pais fumarem pode ser “indicativo de circunstâncias familiares, pode haver padrões genéticos desconhecidos, padrões comportamentais, dietas alimentares [associados a essa família]”. 

O artigo, publicado em Março, analisou 172 trabalhos científicos nesta área e é também da autoria de Marco Belo, da Clínica Viara, investigador da cidade brasileira de Belo Horizonte e José Bellver, da clínica IVI em Valência e da Faculdade de Medicina da Universidade de Valência.

Sérgio Soares lembra que no campo da procriação medicamente assistida o consumo de mais de dez cigarros por dia reduz a probabilidade de sucesso na transferência de embriões de óptima qualidade, mesmo quando se trata de ovócitos doados por dadoras não fumadoras.

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 27.04.12
Bebés, o que fazer quando eles não querem dormir

NOITES BRANCAS COM O BEBÉ

O nosso filho de seis meses tem problemas de sono e nós já tentámos de tudo: diferentes horários para dormir, não fazer sestas para que ele fique mais cansado, mudar as canções de embalar, dar-lhe de mamar justamente antes de dormir, até já comprámos cortinas opacas para deixar o quarto dele totalmente às escuras. Ainda assim, continua a acordar a meio da noite e leva imenso tempo para voltar a adormecer. Eu e a minha mulher estamos sempre exaustos. O que podemos fazer?

 

Uma das coisas mais importantes a fazer é estabelecer uma rotina a nível da hora em que ele tem de ir para a cama – e mantê-la. Os bebés adoram – e querem – rotinas. Mudar constantemente irá apenas confundi-los fazendo com que lhes seja mais difícil perceber quando é, ou não, altura de dormir.

 

Na verdade, as rotinas não são apenas para os bebés. Se você é como a maior parte dos adultos, provavelmente tem a sua própria rotina nocturna; uma série de actividades que o ajudam a ficar pronto para ir dormir: ler alguns capítulos de um livro, ver um DVD ou talvez ter relações sexuais. Com os bebés acontece praticamente o mesmo: as rotinas “pré-dormir” fazem com que o bebé se sinta cansado pois associa-as ao próprio acto de dormir.

 

Criar uma rotina não tem nada de complicado. Pode ser tão simples como um aconchego, uma história, um minuto ou dois a fazer uma massagem, um biberão rápido ou música calma. A quantidade e a ordem das actividades não são importantes, certifique-se apenas de que está a ser coerente todos os dias. Aqui ficam algumas ideias que poderão ajudar:

 

- Brinque muito com o bebé enquanto está acordado. Exercitá-lo durante o dia vai ajudá-lo a dormir à noite; 

 

- Não brinque com os horários. Pode parecer lógico que saltar as sestas durante o dia vai ajudar o bebé a dormir mais durante a noite, mas, na verdade, o que acontece é o oposto. O seu bebé faz sestas porque precisa delas. Quando não descansa o que precisa durante o dia, toda a dopamina e adrenalina extra que circulam no corpo vão fazer com que se torne ainda mais difícil adormecer à noite;

 

- Faça a distinção entre dia e noite. Durante o dia, provavelmente pega no seu bebé ao colo, canta, bate palmas, faz jogos e todo o tipo de actividades para se envolver  com ele. Quando se entra no “modo noite” deverá falar menos, fazer muito menos actividades físicas e, geralmente, escurecer os ambientes;

 

- Não exagere. Baixar a luminosidade e tornar a casa um pouco mais silenciosa é o desejável, mas é necessário que o bebé consiga adormecer com as luzes acesas e algum barulho de fundo. Tentar que haja silêncio absoluto e total escuridão poderá ter o efeito oposto;

- Deite-o quando ele estiver ensonado, nunca enquanto ele estiver completamente desperto;

 

- Seja paciente. Os bebés conseguem ser muito barulhentos durante a noite. Tal como nós, eles acordam muitas vezes durante o sono e olham à sua volta para confirmar que o mundo continua a girar na sua órbita. Por isso, antes de se levantar a correr sempre que o bebé começa a choramingar, respire fundo e espere um minuto, é possível que ele volte a adormecer sozinho;

 

- Faça turnos. É um acto de cavalheirismo da sua parte partilhar a tarefa de se levantar a meio da noite com a sua mulher, mas não. Deixe que seja ela a fazer os primeiros turnos da noite, enquanto você dorme, depois comece o seu turno de madrugada enquanto ela descansa;

- Ponha os brinquedos de parte. Alguns bebés acordam a meio da noite, vêem todos os seus brinquedos, e decidem que querem brincar – e, claro, é mais divertido brincar consigo do que sozinho.

 

Retirado do Público



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Quinta-feira, 26.04.12

Festival i, as artes por miúdos!
19 e 20 Maio, em Águeda
http://www.dorfeu.pt/i 
http://issuu.com/dorfeu/docs/i2012

No auge da primavera, a 19 e 20 de Maio, Águeda vai ser palco de mais um Festival i. Nesta 4ª edição, a d’Orfeu propõe uma nova série de fascinantes propostas artísticas para o público infantil. A festa das artes em família promete ser imparável e com uma diversificada oferta cultural de arregalar os sentidos: desde a descoberta da música barroca até à animação circense, passando por histórias de encantar, teatro de pasmar e baile sem parar!

Durante todo o fim-de-semana - sábado 19 e domingo 20 -, Águeda é invadida pelo festival ao longo do dia, criando-se um roteiro cultural em vários locais: Espaço d’Orfeu, Auditório do CEFAS, Biblioteca Municipal Manuel Alegre, Auditório Ana Paula Silva (Orfeão de Águeda) e pelas ruas da cidade. Na véspera do início do festival, na sexta 18 Maio, o Espaço d’Orfeu receberá turmas escolares para assistir aos primeiros espectáculos.

A produção nacional preenche na totalidade o programa desta 4ª edição do Festival i, um evento non-stop dedicado à infância enquanto público, não só do futuro, mas já do presente. Dias 19 e 20 de Maio, em Águeda, as artes do espectáculo trocadas por miúdos!

A pulseira individual é válida para todo o festival e tem o custo de 6€, havendo desconto para adultos se acompanhados por criança(s) e portadores Cartão d'Orfeu. O acesso é gratuito para famílias com duas gerações de portadores Cartão d'Orfeu. As pulseiras podem ser adquiridas antecipadamente na d'Orfeu até ao dia 18 de Maio ou durante o festival nos respectivos locais dos espectáculos.

O programa detalhado pode ser consultado no sítio www.dorfeu.pt/i e nas redes sociais da d'Orfeu. Mais informações através do email dorfeu@dorfeu.pte do telefone 234603164. O i é uma iniciativa d’Orfeu, com o apoio oficial do Município de Águeda e da Direção-Geral das Artes. Todos ao i!


http://www.dorfeu.pt/
http://dorfeu.blogspot.com/
http://www.facebook.com/dOrfeuAC



d’Orfeu Associação Cultural
Instituição Cultural de Utilidade Pública  |  Estatuto de Superior Interesse Cultural



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Segunda-feira, 23.04.12

Não dizemos aos pais o mal que nos estão a fazer e quanto estamos a sofrer, assegura Ana

Não dizemos aos pais o mal que nos estão a fazer e quanto estamos a sofrer, assegura Ana (Foto: António Carrapato)

 

Com o divórcio de pais habituados a cuidar dos filhos, a tendência para o litígio pode acentuar-se. Associações alertam para fenómeno da "alienação parental", que alguns dizem não existir.

 

Sob a vigilância de uma funcionária, numa sala de um dos edifícios da Segurança Social em Lisboa, Luís, de 48 anos, manobra um carro telecomandado. Fá-lo seguir até ao compartimento contíguo, onde o seu filho está com a avó materna, e regressar, depois, à sala onde se encontra. Ele, Luís, não pode cruzar-se com a família da ex-companheira. Por isso pediu o carro a um sobrinho e o manobra, agora, entre uma e outra sala, a engolir as lágrimas e a humilhação. Tenta atrair Pedro, de quatro anos, que finalmente chega à ombreira da porta e, por uns segundos, levanta os olhos do carro para o pai. Nesse momento, a avó faz barulho com os sacos e o miúdo desaparece. Luís ouve: "Não vás embora, avó!". A visita terminou.

A descrição é feita com base no relato de Luís. É a sua versão de um drama cuja veracidade sustenta em documentos e estudos e relatórios e notificações do tribunal e contas de advogados – "um monte de papéis inúteis" sobre os quais chora. A relação de normalidade com o filho terminou dias antes de o bebé completar os dois anos de idade. Hoje, Pedro tem cinco anos e não voltou a estar com o pai sem a vigilância de terceiros. Luís tornou-se no retrato daquilo a que alguns chamam vítima de "alienação parental" – o termo utilizado para designar o comportamento, em casos de divórcio litigioso, do progenitor que tem a guarda física do filho e que, perante a criança, procede a uma permanente desqualificação do outro progenitor, ao mesmo tempo que procura obstar ao contacto entre ambos, com a intenção de provocar o corte dos vínculos afectivos que os unem.

Nas vésperas do dia Internacional de Consciencialização da Alienação Parental, que se assinala dia 25, o problema mobiliza várias organizações. Entre elas os dirigentes das associações Para a Igualdade Parental (APIP) e da Pais Para Sempre (APPS), que citam dados oficiais para lembrar que, só em 2010, houve 27.556 divórcios em Portugal e deram entrada nos tribunais 16.836 processos de regulação do exercício das responsabilidades parentais e 11.283 processos por incumprimento do regime acordado (de contactos ou de pagamento de pensões de alimentos). "Com o divórcio dos homens da geração pós-25 de Abril, que foram educados num ambiente de partilha, com as mulheres, das tarefas domésticas e dos cuidados dos filhos, a tendência é para que cada vez mais pais reclamem a sua guarda, o que pode potenciar os conflitos", afirma Ricardo Simões, da APIP.

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 13.04.12
Começar por tornar a coisa divertida é o melhor caminho
Começar por tornar a coisa divertida é o melhor caminho

Agora já não há dúvidas: a carne vermelha é mais letal do que se pensava . Há algumas semanas, a notícia esteve em destaque nos principais sites de jornais nacionais e internacionais, na blogoesfera e nas redes sociais, já que um novo estudo da Harvard School of Public Health , nos EUA, provou que, mesmo em quantidades reduzidas, o consumo de carne vermelha aumenta em muito os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro. Por isso, o melhor mesmo é trocar o vermelho do sangue pelo verde dos legumes.

Não ponha a saúde dos seus filhos em risco

Como muitos pais constatam, a maioria das crianças adoram (e consomem) carne vermelha, seja em hambúrgueres, seja em bifes ou em almôndegas. Se cruzarmos este facto com os resultados do estudo norte-americano, a situação é preocupante. Foi exatamente por isso que decidi abordar este tema hoje.

 

Você tem de cozinhar todos os dias para as suas crianças e já não sabe mais como variar nos pratos, sobretudo no que toca a comida saudável e, ainda mais agora, sem recorrer à carne vermelha. Ao mesmo tempo, as crianças têm de gostar do que lhes é servido para que comam. Isto tem sido um problema para si? Calma, não desespere. Conheça alguns truques para levar as crianças a comer o que é mais saudável e até a quererem repetir.

 

Sugestões apetitosas da organização de prevenção da obesidade infantil:

 

Massas: já sabemos que as crianças adoram massas, no entanto, em vez de pôr sempre o queijo ou limitar-se ao molho de tomate, experimente servir o esparguete com pedaços de brócolos ou tiras de frango. Se acrescentar um pouco de natas light ou margarina derretida na massa, elas vão adorar.

 

Sopas: experimente variar nas sopas. Além da típica sopa de puré de cenoura, as crianças costumam apreciar sopa de lentilhas, e se ainda acrescentar aipo, não só vão gostar, como também estarão a cumprir parte dos requisitos dietéticos essenciais.

 

Hambúrgueres mais saudáveis: os hambúrgueres são de facto um dos pratos favoritos da maioria das crianças. Mas agora, com as conclusões do estudo da Harvard School of Public Health, torna-se realmente imprescindível repensar o tipo de hambúrgueres que damos aos miúdos. Podemos substitui-los por hambúrgueres de frango, que ficam igualmente deliciosos. Mas em vez de os servir com as tradicionais batatas fritas, que tal servi-los dentro de um pão com cereais, tomate, alface e queijo magro? Acredite que eles vão gostar à mesma. E se ainda quiserem batatas fritas para acompanhar, então experimente substitui-las por batatas assadas no forno. São muito mais saudáveis e não dão trabalho praticamente nenhum a cozinhar.

 

Tortilhas: são outro prato que podem ser muito nutritivos - com ingredientes caseiros -, e as crianças costumam gostar muito.

 

Legumes: as crianças não costumam gostar de legumes e normalmente colocam-nos na borda do prato. Mas é possível faze-los comer alguns. Por exemplo, acrescentando queijo no topo dos brócolos cozidos e levando-os ao micro-ondas durante um minuto. Ficam deliciosos e, mais importante, irresistíveis para as crianças. Há outro prato saboroso com legumes que também é fácil de cozinhar: couve-flor com bacon. Tem dúvidas? Então aqui fica o linka para a receita . Verá como a criançada vai adorar.

 

Por outro lado, há ainda uma regra de ouro para que as crianças não torçam o nariz cada vez que lhe puser legumes ou vegetais à frente: a decoração do prato. Muitos especialistas afirmam, que se a apresentação do prato for divertida, pode ser a chave para um apetite mais aberto a verduras.

Sugestões para tornar um prato mais divertido

 


Retirado de  A Vida de Saltos Alto




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Quinta-feira, 12.04.12
Formação nas escolas e limitação progressiva dos locais de venda são medidas em preparação no Ministério.Formação nas escolas e limitação progressiva dos locais de venda são medidas em preparação no Ministério. (Paulo Pimenta)
O ministro da Saúde anunciou esta quarta-feira que o Governo vai avançar com a “restrição de fumar em ambientes fechados de modo mais abrangente, incluindo a proibição de fumar em veículos de transporte fechados quando transportem crianças”.~

Falando no Parlamento no âmbito de uma interpelação do PS sobre política de saúde, Paulo Macedo revelou ainda que o Ministério vai também exigir a colocação de “advertências mais explícitas nas embalagens que mostrem e exemplifiquem as consequências do tabagismo na saúde”.

A promoção de acções de formação nas escolas e a limitação progressiva dos locais de venda são outras das medidas em preparação no Ministério.

Paulo Macedo justificou estas medidas “dado o impacto positivo, embora ainda limitado, das recentes alterações legislativas na redução do consumo de tabaco e da exposição ao fumo”.

 

Via Público



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Sexta-feira, 24.02.12

23 mil crianças criadas por pais ou mães homossexuais

 

Cerca de 23 mil crianças estarão a ser criadas por famílias homoparentais, quer por somente uma pessoa, quer por casais do mesmo sexo, em Portugal. E outros tantos adultos terão pais ou mães homo ou bissexuais.

  

Baseada nos dados preliminares do primeiro estudo português sobre a homoparentalidade, a estimativa surge nas vésperas do Parlamento se pronunciar - hoje, ao final da manhã - sobre as propostas do Bloco de Esquerda e do partido Os Verdes quanto ao direito dos casais gays recorrerem à adoção.

 

Segundo Pedro Alexandre Costa, investigador do Instituto Superior de Psicologia Aplicada e da Universidade da Beira Interior, autor do "Estudo sobre Atitudes da População Portuguesa em relação à Homoparentalidade", os dados quantitativos recolhidos "apontam para uma percentagem de 8 a 10% de pessoas auto-identificadas como lésbicas, gays e bissexuais com filhos".

 

Aplicando aquele valor obtido pelo investigador à estimativa internacional da população homossexual (5% no casos dos homens adultos e 2% a 3% de mulheres adultas) atinge-se o valor considerável de um outro formato familiar no nosso país.

 

"A família tradicional, constituída por um pai e uma mãe com pelo menos um filho ou filha biológica é cada vez menos regra", explicou.

 

"Mesmo as famílias heteroparentais são cada vez mais constituídas por recurso a outras formas de parentalidade como a inseminação artificial ou a adopção, assim como famílias monoparentais", disse o psicólogo, que fez chegar à comissão parlamentar, que analisou os projetos de lei, o "lamento" de só terem sido ouvidos a Ordem dos Advogados e o Ministério Público sobre matérias que não são só "legais".

 

"São fundamentalmente do foro psicológico. Está em causa avaliar a competência e qualidade das pessoas que assumem, ou pretendem assumir, funções parentais", frisou, criticando que técnicos e entidades que desenvolvem trabalho na área não tenham sido ouvidos.

 

Via JN



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Quinta-feira, 22.12.11
O Natal não é só prendas

 

Neste Natal, há menos dinheiro, mas pode haver mais tradição e proximidade familiar. O Life&Style quis saber como gerir as expectativas das crianças perante um Natal mais pobre e recebeu uma lição de humanidade da psicóloga Isabel Piscalho.  As crianças agradecem, mesmo que ainda não o saibam.

 

Quando falamos de Natal, o que fica do que passa? Será que as memórias de infância se centram numa imensidão de presentes por abrir e a que se dedicam apenas alguns segundos depois de os desvendar? Ou as recordações mais carinhosas ficam ligadas ao encontro com a família e ao espírito de partilha?

 

O Life&Style quis saber como gerir as expectativas das crianças perante um Natal mais pobre e recebeu uma lição de humanidade da psicóloga Isabel Piscalho. "Não há drama em haver pouco dinheiro. Podemos fazer um Natal muito mais humano e mais próximo. Não é um presente caro que vai fazer com que a criança goste mais de nós. O estar ali na brincadeira com ela é o que fica no seu imaginário e na sua memória. Mais tarde irá recordar o Natal como uma noite em que estava realmente em família."

 

Segundo a especialista, “em situações de crise, apercebemo-nos de novo que as pessoas são de facto o mais importante”. E lembra que no passado não havia tanta diversidade de brinquedos, mas o Natal acontecia. Acredita na repetição de ciclos e por isso pensa que se irá assistir a um “retomar de tradições mais antigas, como a de valorizar o Natal”. Porque, diz, “esta quadra deve ser trabalhada no seio da família sobretudo com o intuito de valorizar a partilha, o respeito e de fazermos um balanço sobre nós próprios”.

 

Considera que se passou do exagero de prendas para os miúdos para um exagero inverso: “Falamos imenso da crise e dizemos às crianças que não podemos comprar presentes. Temos tantas explicações para a austeridade e acabamos por não dar o devido valor à quadra e à filosofia que lhe está subjacente. E essa é que deve ser ensinada às crianças.”

 

Para Isabel Piscalho, “um presente bem pensado, com que a criança se identifique e que possa ser aproveitado para ser vivido em família fará com que ela fique muito mais contente”. E conclui: “Isso é que é essencial.” Dá exemplos como “jogos de tabuleiro, Pictionary ou outros idênticos, puzzles, etc”. As crianças ficam felizes se virem os pais envolvidos com elas naquelas actividades. “Oferecer um livro, por exemplo, deve ser acompanhado pelo contar da história, haver o ritual da leitura em casa. Porque, por vezes, oferece-se o livro, ele vai para a prateleira e não se olha mais para ele. Não há um interesse genuíno da parte de quem oferece em contar ou sequer em conhecer a história.”

Explicar o que é o Natal

Invoca a informação divulgada no início do mês sobre um estudo de uma empresa de brinquedos que concluiu que os pais portugueses são os que passam mais tempo a brincar com os filhos, para dizer que esta é “uma boa altura para o mostrarem”. Segundo a investigação, 34% dos pais portugueses despendem mais de uma hora por dia na brincadeira com as suas crianças (num universo de 1800 famílias de seis países).

 

 

 

Via Público



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Segunda-feira, 19.12.11
Estatuto do Aluno está em revisão e poderá incluir punições aos paisEstatuto do Aluno está em revisão e poderá incluir punições aos pais (Raquel Esperança)
A partir do próximo ano lectivo, os pais dos alunos indisciplinados ou com faltas em excesso passarão a ser responsabilizados pelo comportamento dos filhos na escola.

Esta é uma das principais alterações que o Governo e os grupos parlamentares do PSD e do CDS pretendem introduzir ao Estatuto do Aluno, cuja revisão está a ser preparada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC). A medida conta com o aval dos directores de escolas.

O MEC sustenta que "não é possível agora adiantar pormenores sobre o sentido das alterações" que estão a ser preparadas. No mês passado, o secretário de Estado da Educação, João Casanova de Almeida, que é responsável por este processo, defendeu a responsabilização dos pais e indicou que o ministério pretende concluir a revisão antes da Primavera, de modo a que novo Estatuto do Aluno possa entrar em vigor já no próximo ano lectivo.

 

Via Público



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Terça-feira, 29.11.11

Bastien já seria vítima de maus-tratos por parte do pai

Bastien já seria vítima de maus-tratos por parte do pai (DR)
Bastien, três anos, terá sido castigado por alegado mau comportamento na escola. Para o punir, o pai terá decidido despi-lo e colocá-lo dentro da máquina de lavar. Porém, os pais negam toda a história e alegam que o seu filho caiu nas escadas. O caso aconteceu em Germingny-l’Evêque (Seine-et-Marne), em França, e está a chocar o mundo.

Cristophe, de 33 anos, é acusado pela morte do seu filho depois de o ter metido dentro da máquina de lavar. A mãe, Charléne (de 25 anos), é acusada de não ter impedido a consumação do crime e de não ter assistido uma pessoa em perigo. O seu filho, de três anos.

A Associated Press cita fontes judiciais para revelar que o pai de Bastien terá colocado o filho nu dentro da máquina de lavar que depois colocou em funcionamento no modo de secagem. Quando a mãe resgatou o seu filho da máquina, Bastien estaria gelado e Charléne terá pedido ajuda a uma vizinha dizendo-lhe que a criança tinha caído pelas escadas, acrescenta o relato do jornal Le Parisien. “

"Eu peguei na criança. Bastien estava branco, desarticulado, como um boneco”, terá contado Alice, a vizinha. “Ele teve um último batimento de coração e nesse momento soube que ele estava morto. Telefonei para o Samu [o serviço de atendimento a situações médicas urgentes em França] enquanto a mãe lhe fazia uma massagem cardíaca, sem conseguir reanimá-lo”, terá relatado também a vizinha fazendo referência ainda ao facto de o pai, Cristophe, se encontrar no sofá da sala enquanto tudo isto acontecia. 

De acordo com o jornal Le Figaro, os pais contestam toda a história e referem que Bastien caiu pelas escadas de casa. Porém, os resultados preliminares do inquérito e dos exames médico-legais serão “compatíveis” com a hipótese de a criança ter sido colocada dentro da máquina de lavar. Bastien morreu na sequência de um “choque na cabeça”.

Há testemunhos que sustentam que o pai da criança tinha um comportamento violento. Mesmo Maud, a irmã de cinco anos de Bastien, terá confidenciado aos seus vizinhos que não foi a primeira vez que o pai colocou o seu irmão dentro da máquina de lavar. Segundo algumas notícias publicadas sobre este caso, os pais de Bastien e Maud estavam já referenciados nos serviços sociais e eram apoiados. “Bastien não era um filho desejado”, terá testemunhado a mãe de Charléne.



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Sexta-feira, 25.11.11
Alguns pensos higiénicos da linha especial criada para meninas de oito anos

Alguns pensos higiénicos da linha especial criada para meninas de oito anos

O fenómeno é histórico. Desde que há registos, constata-se que as raparigas têm a sua primeira menstruação cada vez mais cedo, mas qual é o limite? Uma marca de higiene íntima lançou pensos higiénicos para meninas dos 8 aos 12 anos. A culpa pode ser da obesidade nas crianças. Ou talvez não.

Têm estampados estrelinhas e coraçõezinhos em verde, amarelo, azul e cor-de-rosa, padrão que parece saído de uma daquelas páginas de blocos coloridos e perfumados de meninas pequenas, mas são pensos higiénicos que parecem brinquedos. "São mais pequenos e estreitos para se adaptarem ao teu corpo", anuncia a marca norte-americana Kotex, que tenta assim apelar às raparigas que têm a sua primeira menstruação cada vez mais cedo.

Com uma linha de produtos inicialmente dirigida às mulheres dos 14 aos 22 anos, esta marca de produtos de higiene íntima decidiu lançar este ano esta gama de pensinhos "18 por cento mais pequenos do que o tamanho normal", que vêm em caixinhas coloridas e infantis. Têm como público-alvo raparigas dos 8 aos 12 anos, isso mesmo, dos 8 aos 12 anos.

A primeira vez que ouviu falar deste tipo de produto, que não existe em Portugal, Susan Kim, co-autora do livro Flow: The Cultural Story of Menstruation ("Fluxo: A história cultural da menstruação"), confessou ao New York Times que ficou assustada. "A minha primeira reacção foi: 'Oh meu Deus, pensos para miúdas de oito anos!'", mas depois pensou que era uma resposta do mercado ao que está a acontecer: a primeira menstruação (cujo termo técnico usado é "a menarca") está a surgir cada vez mais cedo.

O fenómeno é histórico. Em meados do século XIX, a idade média da primeira menstruação nas populações europeias era de 16 a 17 anos; entre o início do século XX e a década de 1960, verificou-se uma diminuição dos 15 para os 13 anos. Nos Estados Unidos, a diminuição entre meados do século XIX e meados do século XX foi de 17 para os 14 anos. "O adiantamento da idade da menarca observado em vários países ocorreu a uma taxa constante de cerca de três em cada cem anos (3,6 meses por década)", resume Raquel Leitão na sua tese de doutoramento na área de Saúde Infantil, no Instituto de Educação da Universidade do Minho.

Em estudos mais recentes, o abaixamento é documentado em vários países desenvolvidos. A investigadora dá dois exemplos: na Alemanha houve uma variação de 13,3 para 13,0 anos entre 1979/80 e 1989; em Espanha parece persistir um declínio acentuado na idade da menarca, de cerca de 0,22 anos por década.

 

 

 

Via Público



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Segunda-feira, 14.11.11
Há ainda poucos pais portugueses a adoptar crianças estrangeiras
Otília adoptou uma criança cabo-verdiana há 15 anos. João descobriu a sua filha em Macau em 2008. Histórias de adopções internacionais, uma alternativa pouco conhecida e praticada em Portugal, país que em 2010 acolheu apenas sete crianças estrangeiras.

A adopção internacional tem ainda uma história recente em Portugal e é em 1993 que uma alteração ao Código Civil introduz um decreto-lei que diz que Portugal adere à Convenção Europeia em Matéria de adopção de Crianças estando presente nos trabalhos preparativos da Conferência de Haia, onde foi tratada a problemática da adopção em países estrangeiros. Portugal ratifica a Convenção de Haia em Março de 2004 e a 01 de Julho do mesmo ano a Convenção entra em vigor.

 

De acordo com a presidente da associação Meninos do Mundo, uma organização que se dedica à promoção da adopção internacional, esta opção «tem muito pouca expressão» em Portugal, mas admite que muita coisa tenha entretanto mudado nos processos.

 

Para Maria João Louro, uma parte da explicação está na pouca divulgação que é feita, apontando que as pessoas não podem optar por algo que não conhecem.

 

Otília tinha já um filho biológico quando, por volta de 1994, decide aumentar a família e candidata-se a ser mãe adoptiva de uma criança. Inscreve-se na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e diz-se disponível para acolher uma criança mais velha, até aos seis anos.

 

À partida, tudo apontava para que o processo fosse rápido, mas ao fim de dois anos ainda nada estava resolvido e surge a oportunidade de ir trabalhar para Cabo-Verde.

 

«Fui fazer uma reportagem à Ilha do Sal e aquele caso foi-me apresentado por uma freira que lá estava e que me levou ao local onde a menina vivia. A menina tinha já seis aninhos e criou-se logo uma empatia natural. Era uma criança que tinha sido maltratada e abandonada e o processo começou aí», explicou à Lusa.

 

De Cabo-Verde salta para Moçambique, mas nessa altura já com a tutela provisória da filha, e a coisa só se complica quando em 2001 regressa a Portugal. A criança precisa de visto para entrar no país e as autoridades demoram dois anos a reconhecê-la como cidadã portuguesa.

 

A história de João é diferente no tempo e no espaço, mas traz reclamações semelhantes em relação aos serviços portugueses.

 

A mulher de João tem uma doença cardíaca que inviabiliza uma gravidez e em 2007 o casal opta pela adopção. Começam por inscrever-se na adopção internacional porque gostavam de ter um filho chinês e porque entendem que o processo pode ser mais rápido dessa forma. Dois meses depois inscrevem-se igualmente na adopção nacional.

 

Portugal não tem protocolo assinado com a China e isso desvia os planos do casal para Macau. Durante as férias de verão de 2009 viajam até aquele país para perceberem o andamento do processo e no final desse ano recebem a tão aguardada chamada. A criança tem cinco anos e problemas de visão, mas o casal confirma imediatamente estar interessado.

 

Quase dois anos depois regressam a Macau para estreitarem laços com a criança e é quando regressam com ela para Portugal que começam os «grandes problemas». O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras chega a dizer que as decisões dos tribunais macaenses não são válidas em Portugal e a negar a autorização de residência à criança com o argumento de que esta não tinha visto para entrar em Portugal, mas o processo de pré-adopção mantém-se e a adopção definitiva deve sair em Janeiro.

 

A presidente da associação Meninos do Mundo lembra que os processos ainda são muito burocráticos e que pode levar muito tempo até à sua conclusão.

 

De acordo com Maria João Louro os entraves não ficam por aqui e lembrou que o Código do Trabalho não prevê dias de ausência ao trabalho no seio de uma adopção internacional e que, ao contrário da licença de maternidade e paternidade, a licença de adopção não pode ser partilhada ao mesmo tempo pelos dois pais.

 

Via Sol



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Quarta-feira, 26.10.11
Hoje, 42% da população mundial vive em países onde não nascem bebés suficientes
Hoje, 42% da população mundial vive em países onde não nascem bebés suficientes (REUTERS)
O mundo está prestes a ter 7000 milhões de ser humanos — é na segunda-feira, 31 de Outubro, que nascerá o bebé que arredondará as contas, segundo as Nações Unidas. Mas a evolução da população mundial no próximo século é complicada, com os países mais ricos, onde se inclui Portugal, a envelhecerem e a perderem população, e os mais pobres, sobretudo em África, a crescerem ainda, segundo o relatório anual da ONU sobre o estado da população, hoje divulgado.

Portugal está bem colocado nos tradicionais índices civilizacionais: está em 11º na mortalidade até aos cinco anos, com 3,7 crianças falecidas em cada mil que nascem, e na esperança de vida surge com um dos mais elevados valores entre os 188 Estados da tabela, com 83 anos para as mulheres e 77 para os homens que nasçam até 2015.

Mas Portugal tem a terceira pior taxa de fertilidade no mundo, logo a seguir à Bósnia-Herzegovina e Malta: para o período 2010-2015, a previsão é que nasçam apenas 1,3 filhos por mulher em Portugal, bem menos do que os 2,1 necessários para a reposição das gerações.

Hoje, 42% da população mundial vive em países onde não nascem bebés suficientes para pelo menos substituir os seus pais. Isso é o que está a acontecer na maior parte dos países ocidentais, embora alguns sejam excepção, como a Islândia e a Irlanda.

As projecções das Nações Unidas apontam para que em 2050 deverão existir 9,3 mil milhões de seres humanos na Terra e mais de 10 mil milhões até ao fim do século. A maior parte deste crescimento ocorrerá nos países em desenvolvimento com maiores taxas de fertilidade – 39 em África, nove na Ásia, seis na Oceania e quatro na América Latina.

Enquanto no mundo desenvolvido a população está a envelhecer, em parte dos países em desenvolvimento o fenómeno é inverso. “Enquanto a falta de mão-de-obra ameaça as economias de alguns países industrializados, os potenciais migrantes desempregados dos países em desenvolvimento encontram cada vez mais fronteiras encerradas para a experiência que podem oferecer”, diz o relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a População. “E, apesar dos progressos na redução da pobreza extrema, o fosso entre os pobres e os ricos está a aprofundar-se em todo o lado”, completa o relatório.

Apesar do previsto aumento populacional nas próximas décadas, a velocidade a que a humanidade está a crescer está a diminuir: se demorámos 12 anos a passar de 6000 a 7000 milhões, devemos levar 13 anos para chegar aos 8000 milhões, e 18 anos para alcançar os 9000. Para chegar aos 10.000 milhões devemos ter de esperar até ao fim do século.

 

Via Público



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Terça-feira, 18.10.11

O meu filho adora a sua chucha, mas ele tem quase três anos e a minha mulher diz que está na altura de a pôr de parte. No entanto, Quando lha tiro, ele não dorme e chora desesperado. Afinal, o que há de mal com ainda usar a chucha.

A rotina diária de uma criança pequena pode ser mais stressante do que aquilo que pensamos. Há constantemente novas actividades, deslocações e tarefas, novos amigos, a transição para a pré-escola e no meio disto tudo alguém chega e tenta tirar a única coisa com que ele sempre pôde contar: a chupeta. Parece-me que a chucha do seu filho se tornou num “objecto de transição”- algo que não sendo uma pessoa, ele usa para se acalmar e aliviar o stress. Se assim é, pode ser sensato deixá-lo continuar a usar a chucha até que desenvolva outros mecanismos a que possa recorrer em momentos de dificuldade.

Para além de atenuar o stress a uma criança e dar-lhe a sensação de conforto e segurança, existem outros benefícios associados ao uso de chucha. Um dos maiores é o facto de reduzir o risco do Síndrome de Morte Infantil Súbita. A ligação é tão grande que a Academia Americana de Pediatria (AAP), na realidade, tem incentivado o uso da chucha.

De acordo com AAP, muitas crianças perdem por si o hábito de usar chucha entre os dois e os quatro anos de idade. Para além do mais, alguns pais (e cientistas) acreditam que tirar a chucha muito cedo poderá forçar a criança a encontrar uma outra forma de se reconfortar como chupar o dedo ou a manga da camisa, puxar o seu próprio cabelo ou ainda andar com uma mantinha.

Dito isto, há muitas pessoas que acreditam que se deve retirar a chucha depois do primeiro aniversário do bebé. O tema gera muita discórdia, mas, em boa justiça, aqui estão alguns dos seus argumentos:

- Com uma chucha na boca, o seu filho poderá falar menos e ter problemas na pronunciação de palavras. Levando a questão a um nível extremo, o uso de chucha pode danificar a língua e os músculos do lábio, o que por sua vez conduz a um atraso no desenvolvimento da fala da criança e pode ainda causar outros problemas;

- Para os bebés mais pequenos, a dependência de uma chucha para adormecer significa que se esta lhes cair da boca durante o sono, se acordarem necessitarão da sua ajuda para a recuperar; 

- Os recém-nascidos poderão ter problemas em aprender a mamar correctamente se tiverem utilizado uma chucha antes de a amamentação estar bem estabelecida;

- Apesar de ninguém saber dizer exactamente o porquê alguns estudos ligam o uso de chucha a um maior risco de infecções nas orelhas;

- O uso prolongado de chucha poderá ainda fazer com que os dentes fiquem tortos. Isto não é um problema no caso de dentes de bebés – depois de alguns meses sem chucha, eles voltam ao normal - mas pode ser um problema com a dentição adulta, que surge normalmente entre os quatro e os seis anos. Várias organizações relacionadas com a dentição infantil desaconselham a chucha depois dos quatro anos.

A melhor forma de resolver esta questão é falar com o pediatra e o dentista do seu filho (se ele não tem um, deveria ter). Se decidir desistir da chucha, aqui ficam algumas estratégias a tentar:

- Retire-lhe a chucha (diga ao seu filho que ele está a dá-la a bebés que precisam de chuchas, ou tente ele que a deixe debaixo da almofada para a “fada da chucha”);

- Troque-as por um brinquedo;

- Tire-lha do nada (por exemplo, depois do terceiro aniversário do seu filho, quando ele é oficialmente um “menino crescido”);

- Facilite o abandono gradual da chucha, oferecendo uma compensação por completar um determinado número de dias em sem usá-la ou por a abandonar definitivamente;

- Aposte na pressão de grupo. Rodeie o seu filho com outras crianças que já não usem chucha e pode ser que ele decida que não quer ser o único “bebé” que ainda utiliza uma chucha.

 

Via Público



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Sexta-feira, 14.10.11

 

Mães solteiras

As mulheres que tomam esta decisão têm em média 38 anos quando começam a pensar na hipótese de engravidar por Procriação Medicamente Assistida (PMA) e entram no processo dois anos depois. As razões que as levam a tomar esta opção prendem-se com a consciência de o tempo que corre contra elas, fazendo com que a sua fertilidade seja cada vez mais limitada. Este retrato de uma nova realidade social é feito por um estudo realizado na Universidade de Cambridge, Reino Unido. Outro dado avançado tem a ver com o facto de muitas das mães que tomam tal decisão sentirem dúvidas sobre se esta será justa para a criança que vai nascer ou se será um acto de egoísmo. A realidade no Reino Unido é, de resto, semelhante à que se verifica noutros países. Em Espanha, onde as mulheres solteiras podem recorrer a PMA sozinhas desde 1988, a tendência parece ter chegado para ficar. As clínicas de PMA têm registado, de ano para ano, um aumento significativo do número de mulheres que procuram os seus serviços para engravidarem sem parceiro.

 

Em Portugal...

 

Ao contrário do que acontece em Espanha, a inseminação artificial com dador anónimo não é permitida a mulheres solteiras ou que não tenham um companheiro com quem vivam em união de facto. Mas Espanha é já aqui ao lado e as clínicas do país vizinho têm clientes portuguesas que não conseguem concretizar no nosso país o sonho da maternidade.


Por cá, não há estudos sobre mães sozinhas por opção, mas sabe-se que as famílias monoparentais são maioritariamente constituídas por mãe e filhos, que existe uma tendência crescente para haver famílias monoparentais em que o pai ou a mãe são pessoas solteiras e que o grau de escolaridade tem vindo a subir ao longo dos anos. A taxa de emprego nas famílias monoparentais é também bastante elevada. A tendência é que as famílias monoparentais estão a deixar de ser associadas maioritariamente a situações sociais e económicas desfavorecidas. São indicadores que parecem mostrar novas realidades em que não se encaixa a antiga ideia de «mãe solteira». E que permitem pensar que, de facto, também em Portugal, a maternidade independente, por opção, pode estar a tornar-se cada vez mais frequente. 

Associação americana de mães solteiras por opção tem 30 anos


A socióloga americana Rosanna Hertz estudou o fenómeno e escreveu o livro Single by Chance, Mothers by Choice (Solteiras por Acaso, Mães por Opção). Da sua pesquisa, concluiu que estas mulheres foram empurradas para esta opção por sentirem que era a última hipótese de realizarem o sonho da maternidade e não por estarem convictas de que este é o modelo ideal. Não foi portanto uma primeira opção, mas foi a opção possível. Muitas continuam a acreditar que hão-de encontrar um homem que pode vir a fazer parte da família. Simplesmente acabam por decidir ser mães antes de o encontrarem, pois se continuarem à espera provavelmente nunca serão mães biológicas. Mas a verdade é que a maioria acaba por continuar sem companheiro, porque a maternidade absorve-lhes a disponibilidade para encontrarem e conhecerem novas pessoas. 


Nos EUA existe uma associação - Single Mothers by Choice - que desde 1981 reúne e dá apoio a mulheres que tomam esta decisão ou estão a pensar tomá-la. A associação cresceu nos EUA, mas também já está presente no Canadá e em alguns países da Europa. Mais de 13 mil mães solteiras por opção já se tornaram sócias. Entre 14 e 16 de Outubro a associação celebrará os 30 anos de existência com uma novidade: as crianças filhas das primeiras associadas, agora adultas, falarão sobre a experiência de crescer numa família sem pai por opção da mãe. Estima-se que nos EUA, cerca de 20 por cento dos nascimentos sejam de mães solteiras por opção. Além destas, há ainda cerca de 13 mil crianças adoptadas todos os anos por mães solteiras, através dos serviços de adopção estatais e muitas mais adoptadas por outras vias e não contabilizadas.

 

Via TVI24



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Sexta-feira, 07.10.11

 

Estudo: Pais do mesmo sexo associados a crianças felizes

 

Os pais homossexuais que educam crianças não provocam, por essa condição, infelicidade nos seus filhos. Um estudo realizado na Universidade da Virgínia (EUA) indica que as crianças são felizes de igual modo e nos casos em que têm pais do mesmo sexo parece existir maior harmonia.

 


A parentalidade homossexual foi alvo de uma pesquisa nos Estados Unidos, que tentou avaliar a felicidade das crianças, consoante a composição do seu agregado familiar: casal heterossexual, dois pais e duas mães.

A grande conclusão deste estudo, segundo a investigadora Charlotte Patterson, é que, independentemente daquele agregado, “todas as crianças estão igualmente bem”, o que indica que não há qualquer relação entre a sua felicidade e a sexualidade dos pais.

Aquela docente da Universidade da Virgínia refere, em declarações à agência Lusa, que “esta é a principal conclusão que deve ser retirada deste estudo”, que analisou 104 famílias, com casais formados por homem e mulher, dois homens ou duas mulheres.

Há aparentes vantagens na educação da criança por parte de um casal homossexual: “Os casais formados por pessoas do mesmo sexo parecem partilhar a educação dos filhos de forma mais igualitária, em comparação com os heterossexuais”.

O facto de se eliminar o conceito de que a mãe está mais próxima do filho do que o pai, mais envolvido nas tarefas profissionais, fica normalmente colocado de lado nestas famílias, porque não existe essa separação. “Ambos provavelmente trabalham e envolvem-se de forma equilibrada”, sustenta Charlotte Patterson.

Nos casais heterossexuais existe uma repartição de tarefas na educação dos filhos, conclui este estudo, que surge em vésperas da primeira conferência internacional sobre parentalidade lésbica, gay, bissexual ou transgénero, que decorre em Lisboa, com a presença de Patterson.

Esta professora – vista como uma referência mundial na psicologia da orientação sexual – indica que a homossexualidade “não parece ter qualquer interferência” na felicidade e qualidade da educação dos menores.

“As crianças com pais são felizes parecem estar bem. Os casais infelizes nas suas relações transportam para as crianças esse sentimento. O facto de os pais se darem bem e o grau de satisfação com o relacionamento são, isso sim, questões com efeitos nas crianças”, sublinha a investigadora.

Segundo Charlotte Patterson, a pesquisa carece de ser aprofundada, em virtude da idade das crianças analisadas. O estudo envolveu filhos com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos, cujos comportamentos e dinâmica de família ficaram gravados em vídeo.

Portugal vai discutir esta questão, num quadro de ausência de legislação para a adoção por parte de casais homossexuais. A ILGA é a entidade organizadora desta conferência que decorre na capital.

 

Via PT Jornal



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Segunda-feira, 29.08.11

 

A vida de saltos altos - Truque para crianças que não comem legumes
 
 

Incluir legumes na alimentação das nossas crianças, por vezes torna-se uma tarefa muito complicada, daí uma grande parte dos pais para não estarem permanentemente a negociar com os filhos acabam por desistir de tentar incutir estes hábitos.

 

Em julho de 2011, o American Journal of Nutrition , publicou um artigo onde os autores debruçaram o seu estudo em tentar "esconder" os legumes de modo a aumentar o consumo dos mesmos e, simultaneamente, reduzir o consumo energético diário das crianças.

 

Este estudo foi realizado a 40 crianças, dos 3 aos 5 anos, onde foram introduzidos diferentes purés de legumes em diferentes refeições, ao longo do dia.

 

No prato da criança continuava a existir os legumes na sua forma "natural" e não em puré, pois não queremos perder de vez a parte visual da criança em se habituar a incorporar sempre legumes na sua refeição.

 

Como resultado, os autores conseguiram um aumento bastante significativo no consumo de legumes (cerca de 85% das crianças triplicaram o seu consumo). E ainda alcançaram uma redução calórica de cerca de 142 kcal por dia.

 

Deste modo, por mais "dores de cabeça" que os pais estejam a ter com os seus filhos, temos que reinventar as receitas, e a ideia de transformar os legumes em puré até pode ser bastante divertido. Já se imaginou a fazer um puré azul (couve roxa), verde (espinafres ou grelos), branco (couve-flor), Verde-claro (curgete), cor-de-laranja (abóbora ou cenoura), ou rosa (beterraba).

 

Pode também utilizar estes purés coloridos e fazer um "Empadão de arco-íris" , com certeza que vai ser apelativo aos olhares desconfiados do seu filho.

Não se esqueça que estas dicas não excluem o prato de sopa nem os legumes no prato.

 

Mas isto, para vos dizer que as dores de cabeça irão sempre existir se não é pela alimentação é por outra preocupação, ser pai ou mãe é estar sempre em alerta, com ou sem dores de cabeça. E não se esqueçam, tal como Napoleão III citou "A imaginação governa o mundo"

 

DICA: Coza os legumes em pouca água e sem sal, e no final transforme-os em puré.


Via Expresso



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Quarta-feira, 27.07.11
Governo espera criar mais 20 mil vagas em creches com desburocratização
O ministro da Solidariedade e da Segurança Social anunciou hoje que o número de vagas em creches poderá aumentar em 20 mil lugares com a desburocratização das regras dos equipamentos sociais, medida a alargar a lares ou centros de dia.

«É hoje possível simplificar regras de creches, aumentando uma, duas vagas em muitas salas, garantindo uma resposta maior. Equipamento a equipamento poderemos estar a falar, a nível nacional, de qualquer coisa como quase mais 20 mil vagas, do ponto de vista da resposta que podemos dar em creches», disse Pedro Mota Soares, em declarações aos jornalistas, no final da sessão solene do 107.º aniversário do Hospital Ortopédico de Sant'Ana (HOSA), em Cascais.

 

De acordo com o ministro, a medida insere-se no Plano de Emergência Social (PES) e pressupõe que não se mexa na actual capacidade instalada dos equipamentos, mas que se maximize essa mesma resposta através da simplificação de regras burocráticas sem aumento da despesa pública.

«Há muitas regras que hoje não se justificam e quem conhece as instituições conhece vários casos em que, por eventualmente o pé direito ser 1,97 metros e não ser 2 metros como é exigido nas regulamentações, o que acontece é que equipamentos ficam fechados», exemplificou Mota Soares, sublinhando que simplificar regras significa aumentar a capacidade de resposta.

 

O ministro garantiu que, com a desburocratização das regras, o Governo poderá aumentar o número de respostas no país durante este ano, «garantindo que se aumentam o número de vagas e se aumenta a capacidade desta resposta para muitas pessoas que continuam a precisar colocar os seus filhos numa creche».

 

Medida que será alargada a outros equipamentos sociais como lares ou centros de dia, anunciou Mota Soares.

 

«Várias instituições sociais têm equipamento de cozinha e é fundamental conseguir simplificar regras administrativas de utilização dessas cozinhas, tal como já está a acontecer para muitas micro, pequenas e médias empresas. Não faz sentido exigir mais a uma instituição social que está a dar de si aos outros quando não exigimos essas mesmas regras para estruturas comerciais», defendeu.

 

De acordo com Mota Soares, esta simplificação das regras não põe em causa a segurança de quem utiliza estes equipamentos ou a qualidade dos mesmos, solução que vai permitir «sem mais despesa pública poder dar mais resposta às pessoas».

 

O ministro revelou, também, que serão anunciadas brevemente as alterações legislativas necessárias, tanto para as creches como para os restantes equipamentos.

 

Mota Soares acrescentou que esta medida vem complementar a construção da rede de equipamentos sociais e poderá significar um «desagravamento dos custos unitários» das instituições.

 

«Numa altura de austeridade, as próprias instituições sociais também sentem as suas dificuldades e tudo o que possamos fazer para aumentar a resposta e também garantir mais sustentabilidade financeira às instituições é muito importante», sublinhou.

 

Via Sol



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Segunda-feira, 04.07.11

Depois de três anos de espera, um casal homossexual de Itapetininga, interior de São Paulo, conseguiu na Justiça adotar de uma vez cinco irmãos com idade entre quatro e dez anos. As crianças, abandonadas pelos pais, viviam em um abrigo público municipal de Sumidouro, no Rio de Janeiro. São duas meninas, com 4 e 10 anos de idade, e três meninos, com idades de 7, 8 e 9 anos. O casal Leandro e Miguel - os sobrenomes não são divulgados para preservar a identidade das crianças - está junto há mais de dez anos.

 

Desde que decidiu ter filhos adotivos, o casal passou a fazer contato com conselhos tutelares de várias cidades. Assim chegaram aos irmãos de Sumidouro. Quando houve o primeiro contato, há três anos, a quinta criança ainda não estava no abrigo.

 

A diretora do Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente do município, Gilniceia da Silva Ramos, conta que os pais biológicos são vivos, mas têm problemas de alcoolismo e dependência química. Os três filhos mais velhos foram encaminhados ao abrigo pelo Conselho Tutelar, em 2002. "Fizemos quatro tentativas de reinserção na família, sem sucesso", disse.

 

Além da vulnerabilidade social, as crianças passaram a sofrer risco de violência física. Nas últimas duas vezes, os menores retornaram para o abrigo acompanhados dos irmãos mais novos. O quarto filho, por exemplo, foi internado com sete meses de idade. O processo de adoção correu no Fórum de Sumidouro. A Justiça local trocou informações com a de Itapetininga para avaliar se o casal tinha condições de manter as crianças.

 

Leandro e Miguel foram considerados aptos para a adoção. Na audiência final, eles ficaram frente a frente com os pais biológicos, que abriram mão da guarda das crianças. No novo lar, os irmãos estão recebendo acompanhamento psicológico. Eles ganharam novos documentos com os sobrenomes dos pais adotivos. 

 

Pela lei brasileira, o estado civil e a preferência sexual não são relevantes para autorizar ou não a adoção. Os pretendentes devem ter mais de 18 anos, ser pelo menos 16 anos mais velho que o adotado e comprovar a idoneidade moral. Também devem comprovar que possuem condição material de prover o sustento das crianças.

 

Via Correio do estado



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Sexta-feira, 24.06.11
Pais submetem crianças a operações estéticas

 

 

Há cada vez mais pais que levam os filhos a cirurgiões plásticos, endocrinologistas e nutricionistas para que fiquem perfeitos.

Um filho alto, magro e bonito é o sonho dos pais que acreditam que a beleza se traduz em felicidade e sucesso. Cada vez mais crianças e adolescentes chegam aos consultórios médicos trazidos por mães e pais que querem corrigir defeitos que às vezes nem têm.

 

O caso de Britney, uma menina californiana de oito anos, que recebe injecções de botox porque a mãe não quer que tenha rugas, chocou os EUA.

Em Portugal não se conhece uma situação semelhante, mas há quem faça pedidos radicais a cirurgiões plásticos, endocrinologistas, pediatras e nutricionistas. «É mesmo muito frequente», admite o cirurgião plástico Biscaia Fraga, habituado a receber mães preocupadas com o aspecto físico de filhos e filhas.

 

«Às vezes, é complicado explicar que não precisam ou ainda não podem fazer alguma cirurgia, porque sei que saem daqui e vão tentar fazê-la noutro lado», conta.

 

No caso de Britney, a mãe queria que vencesse os concursos de beleza infantis, muito populares nos EUA, e que o pediatra Armando Fernandes considera perigosos: «Há uma erotização precoce e desadequada da criança». O cirurgião plástico Vinício Alba reconhece que «a pressão dos média», que mostram corpos perfeitos tem parte da culpa. «Mas no caso da americana que injectava botox na filha, é a mãe que está doente».

 

São sobretudo as mães que insistem com os clínicos para que façam tratamentos estéticos aos filhos. No caso das raparigas, o que mais as preocupa é o peso, o nariz e o peito. No caso dos rapazes a altura e as dimensões do pénis.

 

Mas muitas vezes ouvem um «não» dos médicos. A endocrinologista Isabel do Carmo, do Hospital de Santa Maria, já pediu a várias «mães para que saíssem da consulta» por pressionarem os filhos a emagrecer.

 

Biscaia Fraga teve de convencer uma mãe a não operar um filho de seis anos ao pénis, por este ser «perfeitamente normal». O endocrinologista Galvão Teles «manda embora muitos pais» que querem submeter os filhos, perfeitamente saudáveis, a um tratamento para crianças com défice de crescimento e que não se importam de pagar 1200 euros por mês, durante um ano.

 

O médico Armando Fernandes fez tudo para dissuadir um casal a submeter «a filha de onze meses a uma cirurgia para tirar um angioma do rosto», que normalmente desaparece aos dois anos. Mas há situações em que os defeitos dos menores levam os cirurgiões a aceitar intervir.

 

É o caso das crianças gozadas por terem um nariz grande ou orelhas de abano. De resto, muitos médicos estão a pôr limites de idades (16 ou 17 anos) para fazer lipoaspirações e reduções mamárias.

 

Via Sol



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Segunda-feira, 06.06.11

Quem não se lembra da primeira professora? Aquela que nos ensinou a ler e escrever e que deixou mais lições para a vida. Aquela que nos colocou de castigo ou que dobrava o trabalho de casa quando não sabíamos a tabuada, mas que a seguir já nos estava a desafiar para cantar de mãos dadas ao som da viola.

Se fechar os olhos, vejo o cuidado atento e o sorriso doce da minha primeira professora, e se voltar a abri-los percebo que muitos valores foram aprendidos na sala de aula. Em tenra idade, os docentes têm um papel fundamental, que se prolonga para a vida. Exemplo disso é a mexicana Martha Rivera Alanis, que virou heroína esta semana dentro e fora do seu país.

Enquanto acontecia lá fora um violento tiroteio entre traficantes, a professora primária resolveu cantar para os alunos, para que o episódio passasse quase despercebido, mantendo-os calmos dentro da sua inocência.

Deitados no chão, as crianças permaneciam imóveis, cantando alegremente em coro, sem ouvirem o barulho dos tiros.

A atitude de coragem e a postura cívica de Martha valeram-lhe uma distinção pelas autoridades de Monterrey, mas também o mundo aplaudiu a sua atuação, depois de o vídeo ter sido divulgado no YouTube.

E foi assim, que se pouparam estas crianças a ferimentos e traumas desnecessários, porque nesta fase o importante é elas acreditarem que o mundo é encantado, bonito e colorido. Feliz Dia da Criança, porque os dias especiais para elas são todos os dias!! 

 



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Segunda-feira, 23.05.11

Há menos candidatos a adoptar crianças

 

Mais um dos efeitos da crise? Ou as pessoas têm hoje mais informação e, por isso, pensam duas vezes antes de apresentar uma candidatura para adoptar uma criança? O número de candidatos à adopção baixou 28 por cento de 2008 para 2010. E este ano, até meados de Maio, entraram nos serviços da Segurança Social 242 pedidos.

 

É cedo para perceber se a tendência de quebra se mantém em 2011. Mas, para já, os dados fornecidos pelo Instituto de Segurança Social (ISS) mostram isto: em 2008 houve 876 candidaturas - em média 73 pessoas por mês deram início ao processo para adoptar; no ano seguinte entraram nos serviços 65 pedidos por mês; no ano passado foram já só foram 54 (num total de 628). 

"A diminuição do número de candidaturas à adopção vem sendo já constatada desde 2008, pelo que a haver alguma diminuição em 2011, o que não é ainda certo, esta poderá não estar relacionada com a crise e antes ser a confirmação de uma tendência já verificada", faz saber o ISS, por e-mail. 

Por outro lado, acrescenta: "Haverá que identificar como possível causa de diminuição do número de candidaturas o facto de se encontrar já em execução o Plano de Formação para a Adopção, que, proporcionando um maior conhecimento do processo de adopção, pode levar a que só formalize uma candidatura quem consciente e amadurecidamente se sinta preparado para o desafio da parentalidade adoptiva." 

Acções de formação

Desde 2009 que, no âmbito do Plano de Formação para a Adopção, quem quer adoptar tem de frequentar uma primeira acção de formação. Só depois desta primeira "aula" os aspirantes a pais formalizam (ou não) a sua intenção. 

Ainda antes de receberem a resposta sobre se a candidatura foi aprovada (o que, de acordo com os prazos legais em vigor, deve acontecer em seis meses) são chamados a frequentar uma segunda acção de formação. E, depois de integrados nas listas nacionais da adopção, no caso de as candidaturas serem aceites, são chamados para mais acções. 

O plano - uma parceria do ISS e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto - foi criado numa tentativa de diminuir o número de crianças que são devolvidas pelas famílias adoptantes (cerca de 20 casos por ano). 

O factor económico

José Esteves de Aguiar que lida com casos de adopção e presta informação a vários casais - foi fundador de uma associação de apoio a quem quer adoptar, a Colo, que entretanto deixou de funcionar por falta de meios - não estranha os números do ISS. "Um factor que terá muita importância é a crise económica", diz. 

"Tal como acontece com os pais biológicos que, perante o contexto actual, pensam duas vezes antes de ter mais um filho, ou até de ter o primeiro filho, os que pretendem adoptar também pensam duas vezes se este é o momento. O factor económico estará a levar as pessoas a adiar." 

Por outro lado, continua, há alguma desmotivação: "Continuam a colocar-se muitos problemas a quem quer adoptar uma criança, o tempo de espera continua a ser muito elevado." O advogado lembra que muitos dos potenciais candidatos já passaram por processos complicados e demorados para tentar ter filhos, não conseguiram, e quando percebem que a adopção é também um processo moroso, não avançam. 

Um estudo da Deco sobre a adopção, divulgado em Janeiro, revelou que os inquiridos (todos pessoas que passaram pela experiência da adopção nos últimos cinco anos) esperaram em média três anos por uma criança.

 

Via Público



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Terça-feira, 26.04.11

Mulher alemã deu à luz uma bebé com apenas 21 semanas e cincos dias de gestação, igualando o recorde de nascimento mais prematuro do mundo.

 

Uma mulher alemã deu à luz uma bebé com apenas 21 semanas e cincos dias de gestação, igualando o recorde de nascimento mais prematuro do mundo, anunciou hoje a clínica de Fulda, na Alemanha.

 

Quando nasceu, a 7 de novembro, Frieda pesava apenas 460 gramas. Cinco meses e meio depois, a bebé já pesa 3,5 quilos e teve alta clínica na passada quarta-feira, adiantou a instituição de saúde em comunicado.

 

"Na literatura especializada existem registos de prematuros mais leves à nascença, alguns até com peso inferior a 300 gramas, mas não há nenhuma referência de um prematuro mais jovem que Frieda", acrescenta.

Bebé com o mesmo peso em Otava

Há apenas o registo do caso de um bebé que nasceu com 21 semanas e cinco dias de gestação em Otava, no Canadá, em 1987, exatamente como Frieda.

 

Na 15.ª semana de gravidez, a mãe da bebé foi a uma consulta de rotina e já apresentava contrações, tendo o médico observado que o parto estava iminente. Os médicos conseguiram ainda atrasar dez dias o nascimento da bebé.

 

Uma criança é considerada prematura quando nasce antes do final do oitavo mês de gravidez. Já um bebé que nasce antes das 24 semanas é considerado uma situação de prematuridade extrema.

 

Antes da 22.ª semana de gravidez, os médicos neonatologistas consideram que não há nenhuma hipótese de sobrevivência por causa do subdesenvolvimento dos pulmões, coração e cérebro.

 

Já nos bebés muito prematuros (menos de 32 semanas), existe um risco significativo de sequelas psicomotoras e atraso da linguagem. 


Mas um médico que acompanhou o caso de Frieda disse à Agência France Presse (AFP) que, por agora, "não existe nenhum risco (de sequelas) e (a menina) deverá crescer como qualquer criança".

 

O jornal "Bild" avança na edição de hoje que a bebé tinha um irmão gémeo que morreu poucos dias após o nascimento.

 

Via Expresso



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Terça-feira, 19.04.11

 

Mamã, o que quer dizer fornicar?

 

 

 

E quando os filhos pequenos nos fazem "aquelas" perguntas à frente de terceiros? O que fazer?

 

"Mamã, o que quer dizer fornicar?" Esta pergunta foi feita pelo Tomás, de 7 anos, filho de uma amiga minha, em pleno metropolitano de Lisboa com uma plateia de passageiros a assistir. A criança lera na parede da estação a frase "Sérgio gosta de fornicar com todas" e, inocentemente, avançou com a pergunta imediata à mãe. É mais do que natural.

 

A resposta da minha amiga, que baixinho disse ao filho que lhe explicaria mais tarde, não foi certamente a mais indicada, até porque o objetivo era apenas ter sucesso em livrar-se dos olhos curiosos e gozadores dos passageiros espectadores.

 

Também ela não agiu por mal. É que se muitas vezes nós nem sabemos bem o que responder a perguntas tão básicas das crianças - como por exemplo "como nascem os meninos?" -, imagine-se quando são questões mais constrangedoras como a que o Tomás colocou à mãe, ainda por cima em público.

 

Há pais que diriam certamente que "fornicar" é uma obscenidade, ou uma palavra feia, alertando a criança para não a pronunciar. No entanto, "fornicar" não é um palavrão, é um verbo e que está no nosso dicionário, apesar de não o usarmos em situações normais, uma vez que tem uma certa carga negativa na linguagem corrente. Neste caso, por ser em público, a resposta da mãe atingiu o objetivo: ultrapassar a situação o mais discretamente possível.

 

No entanto, este pequeno episódio faz-nos refletir nas perguntas sobre a sexualidade que os nossos filhos pequenos nos podem fazer com frequência, independentemente do espaço ou do tempo. E isso, reforço, é perfeitamente natural, já que a criança tem uma enorme e saudável curiosidade em querer saber e aprender tudo sobre o mundo que a rodeia.

 

O grande dilema aqui é saber exatamente o que responder, ou qual seria a resposta mais apropriada à idade.

 

Devemos limitar as nossas crianças à história - mal contada - da cegonha?

Fui procurar saber o que psicólogos infantis pensam acerca deste assunto.

 

O que diz a especialista Jacqueline Harding aos pais

 

Jacqueline Harding é especialista no desenvolvimento infantil e conselheira educacional da BBC, abordando este tema também em vários jornais e revistas. Antes de indicar as respostas mais adequadas para dar aos nossos filhos, Jacqueline começa por dar alguns conselhos úteis que todos os pais deveriam ter em conta. Saiba quais.


1 - Falar com os filhos sobre sexo é algo que todos os pais deviam fazer. Quanto mais cedo tiverem essa conversa com eles, mais cedo eles ficam esclarecidos. Não devem esperar para que os filhos comecem a ter uma relação.

2 - Deve-se chamar os órgãos genitais pelo nome, de forma a que sempre que eles ouçam a palavra pénis ou vagina não fiquem embaraçados ou envergonhados.

3 - Não tente arranjar propositadamente uma ocasião para falar sobre sexo. Fale abertamente nas situações que tiver que falar, seja a ver um filme ou a ouvir um comentário impróprio, etc...

4 - Não espere para que seja o seu filho a puxar o assunto, até porque, normalmente, as crianças entre os 9-14 anos têm vergonha de abordar os pais sobre isso.

5 - Utilize a linguagem habitual para falar sobre estes assuntos. Se costuma usar diminutivos, continue a usá-los, mas não se esqueça que eles devem saber o verdadeiro nome das coisas.

Após esta abordagem, Jacqueline Harding aconselha-nos então as respostas possíveis e apropriadas às diversas perguntas dos seus filhos consoante as idades:

Respostas assertivas e apropriadas a perguntas feitas por crianças com idades compreendidas entre os 5 aos 9 anos:

P: Como se fazem os bebés?

R: Um bebé é feito a partir da semente do papá e que se mistura com um ovo especial que está na barriga da mamã. Misturam-se para fazer um pequeno bebé, que vai crescendo até estar pronto para nascer. É assim que tu és feito.

P: O que é sexo, ou fazer sexo?

R:Sexo é um tipo especial de amor, carinho e beijinhos que o papá e a mamã, e os outros casais, dão um ao outro para mostrar que se amam. Às vezes o sexo pode fazer um bebé.

P: Como é que o bebé sai da barriga da mamã?

R:Quando o bebé for grande o suficiente para nascer, o bebé quer sair através de uma abertura entre as pernas da mamã e que se chama vagina. Um médico ajuda o bebé a sair da vagina ou da barriga da mamã.

 

Respostas assertivas e apropriadas a perguntas feitas por crianças com idades compreendidas entre os 7 aos 9 anos:

P: De onde é que vêm a semente e o ovo?

R: As sementes do papá são feitas dentro dos testículos do papá, que estão por detrás do pénis, a que normalmente chamamos pilinha. Essas sementes saem com um líquido chamado esperma. Há milhões deles. Há dias em que os ovos que estão na barriga da mamã estão prontos para quando a mamã quiser ter um bebé.

P: Como é que eu fui feito?

R:Tu foste feito com as sementes que vieram do pénis (ou pilinha) do papá, que entraram para a mamã e se juntaram ao ovo que está na barriga da mamã. E essa junção fez um bebé. Tu.

 

Falar de sexo com adolescentes:

É muito importante falar com os seus filhos sobre sexo na idade da adolescência. Deverá explicar os riscos que correm se não usarem contracetivos.

Ao falar com eles sobre sexo, eles irão confiar mais em si e procura-la em situações de dúvidas. No entanto, se antes disso já tiver falado com eles nas idades mencionadas anteriormente, tudo será mais fácil.

 

Via A vida de Saltos Altos

 



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Quinta-feira, 14.04.11
Projecto de tablet de baixo custo para crianças continua vivo
 
O promotor do projecto One Laptop Per Child (OLPC), Nicholas Negroponte, quer levar avante um novo projecto semelhante ao original. Desta vez o objectivo é criar um tablet de baixo custo
 

A primeira vez que Nicholas Negroponte abordou a questão foi em 2009, quando a empresa Marvell Techonologies se associou à iniciativa.

O objectivo era adaptar a ideia original, que consistia na criação de um computador portátil de baixo custo para crianças de países em desenvolvimento, para desenvolver um tablet com a mesma filosofia.

 

De acordo com informação avançada pelo El País a associação de Nicholas Negroponte comprometeu-se agora a oferecer a quem quiser investir o design para o tablet em causa, que terá de custar 75 dólares, menos 25 dólares do que o computador portátil da iniciativa.

 

A nível de materiais, o dispositivo deverá ter como principal material o plástico e um ecrã com iluminação própria e tinta electrónica, para que possa ser utilizado em vários ambientes consoante a luminosidade

 

Via Sol



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Quarta-feira, 06.04.11
Caso de uma criança de 11 anos, antes e depois da reconstrução da mandíbula
 
Caso de uma criança de 11 anos, antes e depois da reconstrução da mandíbula (D.R.)
 
Quatro crianças portuguesas, a quem tinha sido removida parte da mandíbula na sequência de um tumor, viram esse osso reconstruído através de uma cirurgia inédita no mundo. A equipa de Horácio Costa, do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, retirou um pedaço ósseo da zona da bacia ou do perónio, que mantém a sua capacidade de crescimento, e aplicou-o no rosto das crianças, permitindo assim que o transplante continue a crescer com o resto dos ossos.

As crianças, de nove, 10, 11 e 14 anos, encontram-se bem, informou ontem Horácio Costa, director do Serviço de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Maxilo-Facial do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho. Três foram operadas no ano passado e a última, a de dez anos, foi operada faz hoje uma semana. 

Se tivessem sido aplicadas as técnicas cirúrgicas habituais, como o retalho ósseo simples ou a aplicação de uma placa de titânio e parafusos, as crianças teriam uma grande perda óssea, o que implicaria uma deformação facial imediata. E, mais tarde, essa deformação iria ainda acentuar-se por falta de crescimento do transplante em relação ao resto dos ossos do rosto, explica-se numa nota de imprensa do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho. 

Para evitar essa grande assimetria, teria de se esperar que os ossos da face atingissem o crescimento quase completo - que nas mulheres é entre os 16 e os 17 anos e nos homens entre os 17 e os 18 -, com todas as consequências dessa espera em quem não tem grande parte da mandíbula. 

Até agora, apenas tinham sido feitas dez cirurgias deste género em todo o mundo - desde há apenas seis anos, em Itália, México e Inglaterra -, mas para reconstrução óssea de membros superiores e inferiores, como o úmero, o rádio, o fémur e a tíbia. É a aplicação da técnica na mandíbula que é pioneira em todo o mundo. 

A equipa de Horácio Costa, de 55 anos, cortou um pedaço da crista ilíaca (osso da bacia) ou do perónio, como sucedeu no último caso operado, e implantou-o na zona da mandíbula das crianças. Estes ossos continuam com capacidade de crescimento na zona receptora, pelo que irão crescer em conjunto com os outros ossos da face e permitirão que as crianças fiquem sem deformação facial. 

"Nestes quatro miúdos, esta transferência óssea tem a vantagem de os retalhos ósseos terem os centros de crescimento. Por conseguinte, esses ossos vão crescer", sublinha Horácio Costa. 

Como as crianças mantêm a regeneração óssea noutros locais, o segmento de osso cortado na bacia ou no perónio acabará por se regenerar e não ficam aí com problemas.

Até que a mandíbula atinja todo o crescimento, as crianças terão uma prótese dentária; depois disso poderão fazer implantes dentários no próprio osso transplantado. 

Até aos 18 anos, serão ainda seguidos de forma periódica, para verificar a taxa de crescimento do esqueleto facial, em particular do osso transplantado. Caso a simetria facial não seja a adequada, poderão fazer-se intervenções para fazer correcções.

 

Via Público



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Sábado, 26.03.11

RIVOLI TEATRO MUNICIPAL
Rua D. João I, s/n, Porto
Tel. 223 392 201
Musical O Rivoli está a encenar o novo espetáculo infantil "Cinderela XXI - O Musical". Cinderela é uma das alunas da Escola do Lago, um dos cenários desta aventura musical. É uma menina talentosa mas insegura, que se deixa intimidar por Sapina e Pluma, duas colegas de turma. São elas que levam Cinderela a desistir de um casting, onde se pretende encontrar uma voz para acompanhar Jotta Power, o herói desta história. Jotta Power também foi aluno da Escola do Lago e tornou-se uma estrela da música, o ídolo de todas as crianças. No entanto, a fama deixou-o também mais sozinho, mais desamparado. É o professor Babel, que descobriu o potencial de Jotta anos antes, que lhe mostra que a fama tem também um lado mais cinzento, mais frágil. O casting acontece e, como esperado, Sapina e Pluma fazem-se notar. Já Cinderela não consegue cantar uma única nota e somente quando está sozinha, a trocar de sapatilhas, é ouvida pelo Jotta. Mas o rapaz não a consegue ver, não encontra aquela voz encantadora, apenas um ténis, cor-de-rosa. Nesta altura, Cinderela cruza-se com Bisnaga, um duende do planeta Zás-Trás e a quem a fada madrinha confiou a missão de ajudar Cinderela, de a fazer acreditar. Mas será que Cinderela vai conseguir pisar o palco com Jotta Power? Será ela a escolhida? Até ao dia 10 de abril, aos sábados às 15h e 17h e aos domingos às 15h. Ver mais informações em www.cinderelaxxi.blogspot.com .


FUNDAÇÃO DE SERRALVES
Rua D. João de Castro, 210, Porto
Tel. 226 156 500
Percurso O Serviço Educativo da fundação, no âmbito do programa Serralves em Família 2011, oferece o percurso "Coleccionar e Expor" aos mais novos. Colecionar e expor são duas atividades centrais na vida de um museu. Este percurso é dedicado a observar, interpretar e explorar as obras expostas a partir de diálogos dinâmicos e jogos de descoberta. No dia 27 de março às 11h (o acesso é gratuito mediante levantamento de uma senha a partir das 10h na receção do museu). Ver mais informações em www.serralves.pt .


TEATRO SÁ DA BANDEIRA
Rua Sá da Bandeira, 108, Porto
Tel. 222 003 595
Musical "Quack! O Musical" é um espetáculo cheio de movimento, mistério e cor, com músicas arrebatadoras e cenários fantásticos, que conta a verdadeira história do patinho feio. Como é que um ovo de um cisne foi parar ao ninho da mãe pata? Este e outros mistérios vão ser revelados ao longo deste encantador e comovente musical. Durante cerca de uma hora iremos acompanhar as aventuras do patinho que não sabia que era um cisne. Não faltarão os amigos para o ajudar a ultrapassar as dificuldades que vai enfrentando no seu crescimento, assim como o terrível gato que o persegue. Revelando-se um herói inesperado, o patinho feio acaba por se reunir à família e tornar-se aceite e respeitado pela comunidade. Este musical, para crianças a partir dos 2 anos, aborda temas como o respeito pela diferença, a tolerância a outras raças, o bullying, a família e a amizade. No dia 26 de março às 16h. Ver mais informações em www.quackomusical.com .


TEATRO DA VILARINHA
Rua da Vilarinha, 1386, Porto
Tel. 226 108 924
Nariz A companhia Pé de Vento apresenta no Teatro da Vilarinha a peça "O Senhor do seu Nariz" para crianças a partir dos 4 anos. "Custou-me muito a nascer. Estava tão bem desnascido, aconchegado, sem ter nada que fazer. Mas tinha que ser e lá acabei por nascer. Foi então que apareceu a fada... Pousou a mão na minha testa e disse: 'A vida deste rapaz vai dar para o torto'. E foi isso que aconteceu. Era desagradável ser tão diferente do resto da gente, mas que havia de fazer se era esse o meu destino?" Assim começa a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que transforma a sua graça em desgraça. Até ao dia 10 de abril, aos sábados às 16h e 21h30 e aos domingos às 16h (de terça a sexta, disponível para escolas e grupos às 11h e 15h, mediante marcação prévia). Ver mais informações em www.pedevento.pt .


MUSEU NACIONAL DA IMPRENSA
Estrada Nacional 108, nº 206, Porto
Tel. 225 304 966 e 225 300 648
Oficinas O museu oferece aos mais novos várias oficinas permanentes e outras atividades, das quais destacamos duas que decorrem no mesmo horário. Uma delas é "Do Papel à Impressão: Oficinas de Reciclagem", para crianças dos 4 aos 14 anos, onde os participantes reciclam manualmente papel velho, adicionando-lhe pétalas, folhas secas e outros materiais, transformando-o de novo em papel utilizável, sendo aconselhável, para uma produção personalizada, que cada um traga de casa desperdícios reutilizáveis. A outra, são as "Oficinas Gutenberg", para crianças dos 4 aos 12 anos, onde os participantes são levados a fazer uma viagem no tempo até à Europa do século XV, onde terão a oportunidade de escolher entre a construção de um livro, através das antigas técnicas de impressão e encadernação, ou a construção de um tipo móvel, reinventando a imprensa. Até 31 de dezembro, todos os dias à tarde (inclusive domingos e feriados) das 15h às 20h, e pela manhã de terça a sexta das 10h30 às 12h30. Estas atividades exigem marcação prévia. Ver mais informações em www.museudaimprensa.pt .


CENTRO MULTIMEIOS DE ESPINHO
Avenida 24, nº 800, Espinho
Tel. 227 331 190
Planetário O Planetário de Espinho propõe quatro interessantes sessões às crianças e às suas famílias até ao mês de dezembro. "O Mistério da Bola de Fogo", aos sábados, domingos e feriados às 15h, para maiores de 4 anos. "Viagem a um Buraco Negro", aos sábados, domingos e feriados às 16h, para maiores de 12 anos. "Acampar com as Estrelas", aos sábados às 17h, para maiores de 10 anos. E "Dois Pequenos Pedaços de Vidro", aos domingos e feriados às 17h, para maiores de 10 anos. E o Observatório Astronómico oferece a sessão "Observação do Sol", aos sábados às 15h30 e 16h30, sempre que as condições atmosféricas existentes não sejam adversas. Ver mais informações sobre as sessões em www.multimeios.pt .


CENTRO CULTURAL VILA FLOR
Avenida D. Afonso Henriques, 701, Guimarães
Tel. 253 424 700
Primavera O Vila Flor, com o evento "Os Dias a Crescer", volta a celebrar a chegada da primavera com muita animação. Música, teatro, dança, visitas guiadas, oficinas para toda a família e patuscadas para os mais gulosos voltam a preencher os cantos e recantos do centro cultural vimaranense. A entrada é livre em todas as atividades. No dia 26 de março das 15h às 02h e no dia 27 das 15h às 20h. Ver mais informações em www.ccvf.pt .


PARQUE TEMÁTICO MOLINOLÓGICO
Ponte da Igreja, Ul, Oliveira de Azeméis
Tel. 256 664 043 e 256 683 170
Moinhos Ao visitar o parque, as crianças poderão assistir à moagem de diferentes tipos de cereais em moinhos de água e à confeção do pão tradicional de Ul e ver os materiais expostos no Núcleo Museológico do Moinho e do Pão. De terça a sexta, das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30, e aos sábados e domingos, das 15h às 19h (encerrado às segundas e feriados). Para visitar todos os núcleos, é aconselhável fazer marcação prévia. Ver mais informações em www.moinhosdeazemeis.com .


MUSEU DA CIÊNCIA - LABORATÓRIO CHIMICO
Largo Marquês de Pombal, s/n, Coimbra
Tel. 239 854 350
Ateliê O Museu da Ciência oferece aos mais novos em 2011 vários ateliês no âmbito do programa Sábados no Museu. O próximo vai ser "Orquestra Ecológica". Não seria uma boa ideia fazer uma orquestra com materiais recicláveis? Junte os seus amigos e venham todos ao barulho! No dia 26, das 15h às 16h30, para crianças dos 3 aos 5 anos. Além disso, com o programa Aniversário no Chimico, o museu convida os jovens a vir fazer a festa de anos, durante três horas, nas suas instalações, aos sábados, das 10h às 13h, ou aos domingos, das 10h às 13h e das 15h às 18h. Estas atividades exigem marcação prévia. Ver mais informações em www.museudaciencia.org .

 


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