Sexta-feira, 18.05.12
Olga Roriz recebe Prémio União Latina

 

Olga Roriz receberá o prémio no final do mês

 

A coreógrafa Olga Roriz, 56 anos, é a vencedora da edição 2012 do Prémio União Latina. Esta é a primeira vez que o prémio distingue uma personalidade da área da dança.

 

A notícia foi confirmada pela própria coreógrafa que, em declarações ao PÚBLICO, disse que “o prémio distingue também a dança, numa altura em que as artes parecem excluídas da vida quotidiana”.
Olga Roriz, que prepara neste momento a remontagem, na Companhia Nacional de Bailado e no Ballet Teatro Guaíra (de Curitiba, Brasil), da sua coreografia Sagração da Primavera, estreada em 2011, diz que o prémio “tem um sabor agridoce”: “É prestigiante, e de louvar, mas não nos podemos esquecer do momento estranho que as artes vivem neste momento ”. Por isso, “a surpresa” é tanto maior, porque “permite esquecer essa ambivalência”.
A situação de que fala tem exemplos muito concretos, como é o caso da perda eminente de espaço de trabalho. Olga Roriz foi informada de que a sua companhia, que parte no sábado para Macau onde apresentará, no centro cultural da cidade, a criação de 2007, Nortada, deverá abandonar em Setembro as instalações que ocupava há dois anos na Rua da Prata.  A seguradora Tranquilidade, com quem havia estabelecido um protocolo de cedência de espaço que lhe permitia abrir o espaço a aulas e residências artísticas de outros criadores, decidiu ali construir um hotel. 
A coreografia A Cidade, com estreia em Outubro em Viana do Castelo, seguindo-se depois a digressão nacional, será a última que a coreógrafa ali vai poder criar.
O prémio, no seu décimo aniversário, distinguiu já o cineasta Manoel de Oliveira, o ensaísta Eduardo Lourenço (que presidiu este ano ao júri), o arquitecto Álvaro Siza Vieira, o ex-Presidente da República Mário Soares, a helenista Maria Helena da Rocha Pereira, o historiador José Mattoso, o actor e encenador Luís Miguel Cintra, o pintor Júlio Pomar, o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e a escritora Lídia Jorge.
A cerimónia de entrega do prémio será dia 29 de Maio, no Instituto Camões, em Lisboa, presidida pelo secretário de estado dos Assuntos Europeus, Miguel Morais Leitão.
Noticia do Ipsilon


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Quinta-feira, 19.01.12
Andanças não se realiza este ano e procura um novo palco

O festival de danças tradicionais Andanças, que há 17 anos se realiza em Carvalhais, São Pedro do Sul, vai ter este ano uma pausa para que a organização possa repensar o modelo e encontrar uma nova localização. Ana Martins, da associação PédeXumbo, que organiza o festival, explicou que o Andanças vai mudar de lugar "estritamente por razões de sustentabilidade ambiental" e que o concelho de São Pedro do Sul se mantém como uma das possibilidades para que em 2013 este volte a ter lugar.

 

Com cerca de 30 mil pessoas na sua última edição em Carvalhais, o Andanças, criado há 17 anos pela PédeXumbo para a promoção das danças tradicionais, deixou de ter "capacidade para crescer de uma forma ambientalmente sustentável" e a necessidade de um novo espaço "surgiu como essencial para a sua continuidade". Celorico da Beira é uma das possibilidades, mas a divulgação da nova localização do Andanças só será divulgada no final do próximo Verão, disse Ana Martins.

Para que os amantes da dança não sintam "saudades" do festival, a PédeXumbo está a organizar uma versão do Andanças em Mudança já para Celorico da Beira, entre 1 e 5 de Agosto, que terá na sua programação uma ideia nova, com 24 horas consecutivas de danças, que se chamará Danças na Água e decorrerá nas águas e margens do rio Mondego.

Ana Martins admitiu à agência Lusa que Celorico da Beira é uma forte possibilidade para a nova localização do Andanças, porque já tem toda a infra-estrutura montada e tem acesso por comboio, "o que se integra na ideia de sustentabilidade ambiental perseguida pela organização", e ainda o suporte paisagístico da serra da Estrela, igualmente importante nessa dimensão de sustentabilidade. Dar uma maior abrangência ao festival, com artistas de todo o mundo, é ainda um dos objetivos da PédeXumbo.

O Andanças já é um dos maiores festivais de danças tradicionais da Europa. A organização sublinha que as parcerias com a Câmara de São Pedro do Sul e com a Junta de Freguesia de Carvalhais foram um "sucesso" e que apenas a questão do espaço físico onde tem decorrido o festival impõe uma alteração. Além da mudança geográfica do Andanças, Ana Martins deixou ainda outra certeza: "Na edição de 2013, o festival vai surgir com outro 

 

Via Público



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Sábado, 30.04.11
Melhores bailarinos de hip-hop em competição no Porto este fim-de-semana
É uma espécie de Campeonato da Europa, não de futebol, mas de Hip-Hop, que este fim-de-semana traz ao Porto cerca de 600 bailarinos de 40 nacionalidades diferentes para a Eurobattle 2011, onde proibido é estar parado.

Qualquer metro quadrado é suficiente para treinar. Há pés a voar à altura das cabeças dos que passam, mãos a limpar o chão, que durante este fim-de-semana não terá pitada de pó.

Anormal é estar em posição vertical. O balanço sente-se em todo lado do Cace Cultural do Porto e nem é preciso estar de olhos abertos. A música, debitada nas potentes colunas, faz mexer qualquer corpo mais estático.

«Este é um dos maiores eventos do mundo. Estão cá mais de 600 participantes a representarem 40 nacionalidades diferentes para disputarem batalhas de dança em puro free style», afirma Max Oliveira, director artístico do evento e membro dos «Momentum Crew».

Tal como no futebol ou em qualquer modalidade o objectivo aqui é pontuar. O relvado é a pista, a bola o corpo humano, os árbitros são o júri internacional. A «battle» é jogada sem armas e ao som da música. Max Oliveira explica

«As batalhas funcionam com um júri e duas equipas de cada lado que vão dançando alternadamente. Os dançarinos, sem conhecerem a música que o dj está a passar, de forma improvisada vão tentar provar que são os melhores. É como o futebol sem bola, neste caso é uma luta sem armas, sem tocar no adversário é lutar a dançar de uma forma digna e respeitosa».

Nesta sétima edição da Eurobattle são cinco os estilos em competição: Bboying, Bgirling, Hip Hop New Style, Locking e Popping. Neste abecedário da cultura Hip-Hop, o «prof» Max descodifica a mensagem.

«Locking é uma modalidade que se dança com funk old school, com músicas de James Brown a Aretha Franklim. Dançam a enrolar pulsos, a apontar dedos e com o movimento do «lock». É uma dança muito específica», decifra.

«Popping é aquela contração mecânica que muita gente chama de robótica. Beboyng são pessoas que fazem o chamado breakdancing e New style é uma modalidade que se dança ao som do hip hop ao estilo atual», atestou.

Do carismático e problemático bairro do Bronx de Nova Iorque, Alien Ness traz toda a sua experiência nas diferentes modalidades e dá nome a um júri composto por elementos da Rússia, Coreia e França.

«Eu gosto de ver equipas com balanço, onde cada membro consegue ser multidisciplinar, manter o ritmo e não apresentar apenas um elemento particular na dança ou apenas um estilo. Gosto da musicalidade, da técnica, da agressividade, gosto do respeito», afirmou o júri nova-iorquino.

Alien Ness é uma espécie de José Mourinho do Hip-Hop. Vive da dança e tem um divida para com ela.

«Hip hop é a última hipótese que deus nos dá para nós seguirmos um rumo. Foi o melhor que me podia ter acontecido», assegurou.

Entre os participantes, Titãs dos «Spartans Crew», é com 12 anos um dos dançarinos mais novos a participar no evento

«Meti-me nesta vida quando entrei para uma escola para saber dançar e depois gostei e comecei a dedicar-me ao Bboying».

Segundo Max Oliveira, «Portugal está muito bem representado, pois tem finalistas em todas as modalidades», e que tentarão arrecadar os prémios monetários na ordem entre os 10 e 15 mil euros, distribuídos pelas diferentes categorias em competição.

 

Via Sol

 



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Sexta-feira, 29.04.11
PÚBLICO
PÚBLICO (A coreógrafa Pina Bausch morreu há dois anos e será homenageda neste Dia Mundial da Dança, no Teatro da Trindade)

Este dia foi criado como uma homenagem ao criador do ballet moderno, Jean Georges Noverre (1727-1810), em 1982, pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO, com objectivo de chamar a atenção do público em geral para a importância da dança e incentivar o apoio por parte das entidades governamentais a esta arte.

A data é assinalada em todo o mundo com inúmeras iniciativas e Portugal não é excepção. Um pouco por todo o país multiplicam-se as iniciativas alusivas ao Dia Mundial da Dança.

A Ministra da Cultura, Grabriela Canavilhas, anunciou em comunicado que agendou para esta sexta-feira uma visita à Companhia Nacional de Bailado (CNB) e a apresentação da proposta do Estatuto do Bailarino elaborada pelo Ministério da Cultura (MC), no Teatro Camões, em Lisboa, onde assistirá também à estreia do espectáculo “Uma Coisa em Forma de Assim” - espectáculo com que o MC e a CNB celebram a data. Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, assistirá a este espectáculo.

No Teatro da Trindade, em Lisboa, a coreógrafa alemã Pina Bausch é recordada através do documentário “À Procura da Dança: O Outro Teatro de Pina Bausch”(1992), de Patrícia Corboud, e do filme “A Sagração da Primavera”, de Pina Bausch e Pit Weyrich.

Também as ruas de Lisboa serão palco de iniciativas. Na Baixa e na Praça do Martim Moniz poderão assistir-se a várias intervenções performativas.

No Algarve, o Auditório de Olhão recebe o espectáculo “Absense” I, II, III, dirigido por José Laginha.

No Porto, o CACE Cultural do Porto apresenta o “Eurobatle”, um evento internacional de Hip-Hop, com a participação dos melhores dançarinos internacionais.

Workshops e outro tipo de iniciativas estendem-se durante todo o dia de norte a sul, como forma de apelar para a importância da dança e do trabalho de todos os dançarinos, não apenas neste dia, mas todos os dias.

 

Via Público



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Domingo, 13.03.11

 

 Guimarães estreia festival internacional de dança

 

E, de repente, Guimarães tem um festival de dança, com direito a co-produções internacionais, orçamento reforçado, nomes célebres, apostas inusitadas e um programa paralelo para não deixar que tudo caia na efemeridade da festa.

 

Desde ontem e até dia 19, o tempo é de dança no Centro Cultural Vila Flor (CCVF). Convidados especiais desta primeira edição do GUIdance: Australian Dance Theatre (ontem, com Be Your Self, na foto), Anne Teresa De Keersmaeker (o histórico Rosas danst Rosas), Sidi Larbi Cherkaoui com Damien Jalet (Babel, a 19, a fechar o festival, e dias 25 e 26 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa), Olga Roriz em dose dupla (dia 17, com os extraordinários Electra e Sagração da Primavera), Amélia Bentes e Leonor Keil (Mapacorpo, amanhã), Teresa Prima (entre todas as coisas, 16 e 17) e as gémeas Andresa e Lígia Soares (Era Uma Coisa Mesmo Muito Abstracta e Ar ao Vento, respectivamente, dia 18). 

Segundo José Bastos, director artístico do CCVF, o festival é "o cruzamento de um conjunto de circunstâncias que reforçam a oferta de dança contemporânea numa região que não tem assim tantos espaços para uma programação diversificada". Com Guimarães 2012 à porta, o Vila Flor instaura, assim, um outro projecto-âncora, à semelhança dos festivais de teatro (Gil Vicente, em Maio) e de jazz (Guimarães Jazz, Novembro). Objectivo principal: "Prolongar a coerência programática que se tem vindo a oferecer", concentrando, no espaço e no tempo, um conjunto de propostas que evidenciam "o acto de programação como acto de mediação na relação entre o espectador e os objectos artísticos".

"Um festival permite arriscar, em termos orçamentais e de propostas", diz José Bastos, salientando que espectáculos avulsos ao longo do ano "poderiam não ter exposição adequada".

Feito em tempo-recorde - foi apenas anunciado em Janeiro - o GUIdance resulta de um "ponto de encontro [entre] agendas, disponibilidades, orçamento e interesses". Com um orçamento de 150 mil euros, um terço vindo da Capital Europeia da Cultura (CEC) e os outros dois do orçamento do CCVF, o festival mais do que duplica o investimento de 60 a 70 mil euros que, ao longo do ano, o CCVF faz em dança contemporânea. "Isto não significa um desinvestimento [no resto da programação]", garante José Bastos. E garante, até, um reforço de verbas para a edição do próximo ano, integrada no programa geral da CEC. 

De Keersmaeker, por exemplo, surge não apenas "porque é uma peça importante", mas também como "rampa de lançamento" para a sua presença na cidade em 2012": fará uma residência e apresentará um espectáculo integrado na CEC, que o Vila Flor também vai co-produzir.

A peça que abriu o festival, Be Your Self, sobre o individualismo, é assinada por Garry Stewart e co-produzida pelo CCVF. Tematicamente, contrasta com a peça que fecha, Babel, sobre o multiculturalismo e noções de colectivo na sociedade. É também assim que o GUIdance se quer pensar: como lugar de encontro.

 

Via público



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