Quarta-feira, 09.05.12
Oregãos

 

Para muitas pessoas a existência dos orégãos começa e acaba numa fatia de pizza. Contudo, estas ervas são - felizmente - muito mais do que isso, sendo o toque essencial em muitas saladas, caldeiradas, caracóis e outras saborosas e saudáveis aplicações.

 

É incontornável sermos transportados para o universo da cozinha italiana quando sentimos o irresistível perfume dos orégãos, no entanto, esta erva aromática não se cinge à gastronomia transalpina, sendo um dos aromas mais característicos das dietas mediterrânicas. De resto, os orégãos são um dos muitos alimentos que, pelo seu simbolismo de felicidade (a origem do seu nome é mesmo “alegria das montanhas”), estão historicamente ligados ao corolário de casamentos em algumas culturas.

 

Muito há a dizer sobre os orégãos e a sua ligação à saúde. Como qualquer erva aromática que se preze, alega-se na medicina alternativa que os orégãos possuem um efeito positivo numa panóplia de maleitas, sendo as mais comuns as dores menstruais, flatulência e gripes. Já no campo das certezas (se é que em ciência podemos utilizar esta palavra), os orégãos são os vice-campeões dos antioxidantes no campeonato das ervas aromáticas e especiarias, sendo apenas ultrapassados pelo cravinho neste domínio.

 

É este tremendo potencial antioxidante conferido pelo timol e ácido coumárico e rosmarínico, entre outros compostos, que os tornam num autêntico “antibiótico alimentar” devido à sua comprovada actividade antimicrobiana e antifúngica. Mas, para além destas vantagens per se, os orégãos possuem igualmente um toque de Midas ao melhorar a composição dos alimentos no qual são incorporados. Neste contexto, um estudo recente demonstrou que a adição de uma mistura de especiarias a hambúrgueres, na qual os orégãos eram o componente dominante, diminuiu em mais de 70% a concentração de malonaldeído, composto implicado em processos cancerígenos e ateroscleróticos.

 

Para além de tudo isto, há ainda a acrescentar que mesmo quando ingeridos em pequenas quantidades, os orégãos são uma boa fonte de fibra, vitamina A, K, ferro e cálcio. Tem ainda para oferecer o benefício típico das ervas aromáticas que passa pela diminuição da adição de sal aos pratos que incorporam.

 

Assim, quer à italiana, em saudáveis pizzas caseiras, pastas e saladas de tomate e queijo fresco, quer à portuguesa, com caracóis, caldeiradas e marinadas, os orégãos são daqueles preciosismos dos quais nenhuma cozinha nem a sua saúde devem prescindir.

*Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto


pedrocarvalho@fcna.up.pt 

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 08:23 | link do post | comentar

Terça-feira, 29.11.11

C de canela

 

Já começa a cheirar a Natal e dentro de todos os abusos alimentares que se cometem nesta quadra existe uma boa notícia: não há sobremesa natalícia que dispense a canela!

 

A canela está intimamente ligada à nossa história, sendo o monopólio do lucrativo comércio desta especiaria (à época, a mais procurada na Europa) uma das razões para Portugal ter estado no centro do mundo durante o século XV. Não foi no entanto necessário esperar tantos séculos para o valor da canela ser reconhecido. Já na antiguidade egípcia a canela chegava a ser mais preciosa do que o ouro sendo utilizada como bebida, agente medicinal e embalsamante.

 

Os egípcios não estariam enganados pois são hoje reconhecidas as propriedades antimicrobianas da canela tal como o seu efeito anti-inflamatório resultante do seu elevado teor em polifenóis. Esta potencialidade terapêutica da canela é um dos tópicos de investigação emergente, algo que se traduz em muitas hipóteses e (ainda) poucas conclusões. Ainda assim, estas evidências preliminares são bastante optimistas quanto a um efeito benéfico da canela na prevenção de doenças cardiovasculares, na modulação do sistema imunitário e quiçá na actividade anti-tumoral.

 

Também ao nível da redução dos níveis de colesterol sanguíneo e pressão arterial, a canela tem mostrado resultados interessantes, mas é no seu potencial efeito antidiabético que se tem centrado a maioria das atenções. A sua capacidade para “imitar” os efeitos da insulina no organismo e potenciar a sua actividade traduzindo uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue após as refeições, poderão constituir a canela como um sério adjuvante na terapêutica desta patologia a curto prazo.

 

Esta estratégia poderá fazer pouco sentido se analisarmos a utilização da canela quase exclusivamente em sobremesas e sempre associada ao açúcar. Em todo o caso, existem outros modos menos convencionais de a consumir seja no chá, café, fruta, pão, iogurtes e batidos, não existindo grandes preocupações com a dose, pois quer pelo escasso valor calórico associado, quer pela pequena quantidade normalmente ingerida, a canela nunca será um grande contributo do ponto de vista energético. Possui ainda a vantagem de ser uma excelente fonte de fibra, cálcio e ferro.

 

Fixe então a primeira dica de Natal: Use e abuse da canela… Mas prefira-a no leite-creme, aletria e arroz doce do que nas rabanadas, sonhos e azevias!

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:35 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28.11.11
O Dicionário Priberam, a funcionar na aplicação Kindle para PC
O Dicionário Priberam, a funcionar na aplicação Kindle para PC (D.R.)
Nos novos modelos do Kindle, o leitor de ebooks da Amazon, já é possível escolher o português como língua a utilizar e o Dicionário Priberam de Língua Portuguesa está pré-instalado.

A empresa norte-americana fez uma parceria com a portuguesa Priberam, que desenvolve software de linguística, entre os quais o corrector ortográfico do popular Microsoft Office.

A Amazon pediu à Priberam um dicionário com definições e sinónimos, em que o texto escrito nas entradas e definições de cada palavra estivesse em português do Brasil. “Disseram-nos que estavam, em primeiro lugar, a apontar para o mercado brasileiro, embora quisessem as duas variantes do português, o europeu e o do Brasil”, explica Carlos Amaral, director-executivo da Priberam.

Para além do dicionário, os modelos anteriores do Kindle só utilizavam a língua inglesa na interface de utilização, mas as novas versões dão acesso a outras línguas: português do Brasil, francês, italiano e espanhol, alemão (um trabalho de tradução que não esteve a cargo da Priberam).

A empresa portuguesa fez para a Amazon uma edição específica do dicionário, que reconhece ambas as grafias (europeia e brasileira) para cada uma das palavras, embora as definições estejam sempre em português do Brasil.

“Posso ter no Kindle um livro em português do Brasil ou de Portugal e o dicionário reconhece as palavras dos dois países e dá a definição. Fomos ainda mais longe: o dicionário consegue reconhecer todas as formas.” O dicionário de português reconhece neste momento cerca de um milhão de palavras, incluindo as alterações previstas pelo Acordo Ortográfico – assim, é possível reconhecer formas como “electrónica”, “electrônica” ou “eletrónica”.

O licenciamento foi feito à Amazon para todos os dispositivos e para todas as aplicações. O que significa que nas aplicações do Kindle para leitura em outras plataformas (PC, computadores Mac, e telemóveis e tablets) e no Cloud Reader (para leitura na web, através do browser) também existe o dicionário Priberam. Se se descarregar um livro em português nestas aplicações, ao clicar numa palavra, aparece a pergunta: “Quer fazer o download do dicionário em português?”.

Foi a Priberam que foi contactada directamente pela Amazon. “Vieram ter connosco. Tínhamos feito uma edição do nosso Dicionário de Português Europeu para Kindle em Março deste ano. Era um livro que estava à venda na loja Kindle da Amazon para quem o quisesse integrar nos dispositivos. Ainda vendemos uns milhares de dicionários, o que para o mercado que existe já era interessante.” 

Essa poderá ter sido uma das razões para escolherem a empresa portuguesa e também “a notoriedade” que a versão online do Dicionário Priberam tem na Internet. “Mesmo no Brasil é muito conhecido: 60% dos acessos ao dicionário online são feitos a partir do Brasil. E, no Brasil, quando se compra o dicionário Aurélio recebe-se um CD com o corrector ortográfico da Priberam”, explica Carlos Amaral.

Neste projecto estiveram envolvidas cinco pessoas (linguistas e programadores) durante três meses. Foi necessário trabalhar a parte do português do Brasil para que o dicionário o reconhecesse também.

A empresa avançou também este mês para o mercado espanhol – através de uma parceria com uma empresa local – e já fez pequenas incursões nos mercados nórdicos.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:53 | link do post | comentar

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