Domingo, 03.06.12
China salva ano da Autoeuropa

As vendas de automóveis para a China da fábrica de Palmela quadruplicaram até Abril e estão a compensar a quebra no mercado europeu. Início da exportação directa a partir de Setúbal tornou Pequim o terceiro maior mercado de Portugal fora da Europa em 2012.

 

As vendas da Autoeuropa para o mercado chinês mais do que quadruplicaram entre Janeiro e Abril deste ano face ao período homólogo de 2011 e tornaram a China no terceiro maior destino de exportação de Portugal fora da zona da União Europeia, atrás de Angola e EUA.

 

A crescente procura dos clientes chineses de modelos da fábrica de Palmela, em particular o desportivo VW Scirocco ou o monovolume VW Sharan, têm contribuído para compensar a queda das entregas para a Europa, o principal mercado da Autoeuropa, que está em contracção devido à crise do euro. Nos primeiros quatro meses de 2012, a produção manteve-se constante nas 44 mil unidades em relação a um ano antes, segundo dados da empresa.

 

A China tornou-se, em pouco tempo, o segundo maior mercado da Autoeuropa, sendo responsável por 20% das vendas totais até Abril, contra menos de 5% de um ano antes. A_Alemanha continua a ser o mercado líder da fábrica, com 29,5% das entregas.

 

A_aposta do grupo germânico_no continente asiático (ver caixa) e o crescimento exponencial do mercado automóvel chinês poderão colocar a China como o maior destino da Autoeuropa no futuro.

 

Venda de Setúbal a Pequim ajuda exportações nacionais


Em 2010, a unidade de Palmela entregou 6,8 mil automóveis para o mercado chinês, no ano seguinte cerca de 13,7 mil e só até Abril de 2012, mais de nove mil viaturas. Se o ritmo de vendas se mantiver este ano, a fasquia de vendas de 30 mil veículos poderá ser alcançada, pouco menos de um terço da produção anual da Autoeuropa (cerca de 100 mil automóveis).

 

A alteração logística introduzida pela empresa no final de 2011, que passou a enviar a produção para a China directamente de Portugal – a partir do Porto de Setúbal – em vez do anterior trajecto (Lisboa-Alemanha-China), permitiu que as vendas passassem a ser registadas como exportações para a China, diversificando os mercados externos portugueses.

 

Esta mudança tornou o país asiático no terceiro maior mercado extra-comunitário de Portugal (e 10º global), ultrapassando o Brasil e Marrocos. As vendas para a China, antes quase residuais, atingiram 222 milhões de euros no primeiro trimestre de 2012, três vezes mais que no período homólogo (77 milhões), segundo dados do INE. Só as vendas da Autoeuropa à China contribuíram com quase 100 milhões de euros para este crescimento.

 

Retirado do Sol



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Quarta-feira, 02.05.12

É no futebol que estão os milhões,os clubes que mais pagam


O Barcelona é conhecido pela aposta na formação de jogadores, mas nesta altura também é o clube do mundo que mais gasta em salários, segundo o ranking elaborado pela ESPN Magazine em conjunto com o SportingIntelligence.com.


O clube catalão gasta numa época 217 milhões de dólares (163,8 milhões de euros), o que significa uma média anual de 8,6 milhões de dólares (6,4 milhões de euros) por cada jogador. 

O Real Madrid surge no segundo lugar, com uma média de 7,7 milhões de dólares (5,8 milhões de euros) anuais por cada jogador, embora no montante global seja o terceiro, atrás da equipa norte-americana de basebol New York Yankees. Os Yankees gastam por ano 197 milhões de dólares (contra 194 do Real Madrid), mas como têm um plantel mais extenso a média por jogador é mais baixa (6,186 milhões de dólares).

O ranking da ESPN analisou 278 equipas, 14 ligas, dez países, sete modalidades e 7925 atletas, concluindo-se que o futebol domina os gastos em salários.

Entre os dez clubes que mais custos com pessoal assumem, estão sete clubes de futebol: além de Barcelona e Real Madrid, Manchester City, Chelsea, Milan, Bayern Munique e Inter de Milão também surgem no “top ten”.

Os três intrusos são duas equipas de basebol (Yankees e Philadelphia Phillies) e uma dos Los Angeles Lakers.

Alargamento aos 20 primeiros, o futebol continua em maioria, com dez clubes.

“A subida de salários no futebol europeu é persistente. Há muito mais estabilidade e limite nos desportos americanos”, analisa Nick Harris, editor do SportingIntelligence.com.

Os dados mostram também que equipas de basquetebol, como os Lakers, ou de basebol, como os Yankees, estão a pagar menos agora do que há ano, ao contrário do que acontece no futebol europeu.

“O Barcelona e o Real Madrid são os dois clubes de futebol com mais glamour. Não é uma surpresa estarem na frente”, acrescentou Harris, nada surpreendido com a liderança dos dois colossos espanhóis, seguidos de perto pelo Manchester City.

Neste ranking, não há clubes portugueses, que obviamente estão longe destes padrões.

Desta época ainda só existem dados parciais sobre os clubes portugueses, mas na época passada o FC Porto gastou 50 milhões em salários, contra 42,3 milhões do Benfica e 29,6 do Sporting. 

 

Noticia do Público



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Sábado, 03.03.12

Ponte 25 de Abril - Foto Isa Costa/Flickr

 

O Estado dava uma indemnização compensatória à Lusoponte por não haver cobrança de portagem na ponte 25 de Abril durante o mês de agosto. Em 2011 passou a haver cobrança e a Lusoponte arrecadou o dinheiro, apesar disso o Governo mandou dar 4,4 milhões de euros, como se tivesse havido isenção de portagem, à empresa presidida por Joaquim Ferreira do Amaral, ex-ministro de Cavaco Silva. Bloco requer ida de secretário de Estado à AR para esclarecer caso “profundamente imoral”.

O jornal “Sol” desta sexta feira noticia que “Estado pagou duas vezes à Lusoponte”. Segundo o jornal, o Secretário de Estado dos Transportes ordenou que fossem dados à empresa presidida por Joaquim Ferreira do Amaral 4,4 milhões de euros, para compensar a não cobrança de portagem na ponte 25 de Abril no mês de Agosto de 2011.

 

Em julho passado, o Governo de Passos Coelho decidiu que em 2011 haveria cobrança de portagens na ponte 25 de Abril durante o mês de agosto, período em que habitualmente a travessia era grátis. Quando havia isenção, o Estado compensava a empresa com uma indemnização compensatória pela não cobrança.

 

Face a não haver isenção em 2011, a empresa pública Estradas de Portugal, que gere todas as infraestruturas rodoviárias do país, decidiu descontar 4,4 milhões de euros no montante que normalmente o Estado dá à Lusoponte, no âmbito do Acordo de Reequilíbrio Financeiro VIII, celebrado em 2008, que não previa cobrança de portagem no mês de agosto. Assim, a Estradas de Portugal deu à Lusoponte 2,3 milhões de euros, em vez dos 6,7 milhões acordados.

 

A empresa presidida por Joaquim Ferreira do Amaral discordou da decisão da Estradas de Portugal (EP) e exigiu que a EP lhe desse mais os 4,4 milhões de euros. A EP a 31 de outubro enviou carta ao ministério da Economia justificando a sua decisão e pedindo o parecer do Governo.

 

A 21 de novembro, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, decidiu dar os 4,4 milhões à Lusoponte e ordenou à empresa pública Estradas de Portugal “que proceda, de imediato, à liquidação em falta”. Assim, a Lusoponte ficou com o dinheiro da cobrança das portagens no mês de agosto de 2011 e recebeu de bónus o montante que o Governo decidiu dar à empresa como se não tivesse havido cobrança.

 

O Governo tão exigente nos cortes e no aumento dos impostos a quem trabalha é sempre"piegas" e "mãos largas" quando se trata de dar dinheiro às grandes empresas, ainda mais quando elas são lideradas por destacados militantes dos partidos do Governo. 

 

Lembremos que o líder da empresa Lusoponte é o destacado militante do PSD Joaquim Ferreira do Amaral, que foi ministro dos Transportes em Governos liderados por Cavaco Silva e que, depois de deixar o Governo, se tornou presidente da Lusoponte. Antes de Ferreira do Amaral, foi presidente da Lusoponte João Morais Leitão, destacado militante do CDS e antigo ministro em governos da AD (PSD+CDS), no início dos anos 80.

A Lusoponte pertence ao grupo Mota Engil, que é atualmente liderado por Jorge Coelho, destacado militante do PS e também antigo ministro dos Transportes, mas em governos liderados por António Guterres. 

 

O Bloco de Esquerda anunciou nesta sexta feira que vai requerer a presença do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, no parlamento para “saber como é possível este tipo de imoralidade”.

 

Em declarações à comunicação social, a deputada Ana Drago acusou o Governo de ceder a um "choradinho" da Lusoponte e afirmou: “Provavelmente a palavra moral não é utilizável em política, mas no caso que estamos a falar há algo de profundamente imoral”.

 

Para a deputada, “é absolutamente inaceitável e inexplicável que um Governo que disse que ia ter um enorme rigor naquilo que são os custos do Estado” resolva “pagar em duplicado aquilo que são os custos da ponte 25 de Abril”.

 

“Vai-se percebendo, em particular esta semana, que este Governo é capaz de pôr mil milhões de euros num banco que vai vender a um ex-ministro do PSD por 40 milhões e, agora, resolveu pagar em duplicado também a uma empresa que tem à frente um ex-ministro do PSD”, frisou.

 

Via Esquerda Net



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Quinta-feira, 23.02.12

Villas-Boas tem apoio de Abramovich? “Sim, claro”


O português André Villas-Boas insistiu nesta quinta-feira que continua a ter o apoio do proprietário do Chelsea, apesar de Roman Abramovich lhe ter feito chegar que não gostou do resultado da equipa em Nápoles (derrota por 3-1).


Questionado sobre se ainda tem o apoio de Abramovich, Villas-Boas respondeu prontamente: “Sim, claro.”

O português admitiu, porém, que o milionário russo não gostou do que viu em Nápoles.

“Falei com pessoas próximas dele. Ele está desiludido e fez perguntas sobre a forma como montámos a equipa, o que lhe foi explicado”, contou Villas-Boas, salientado não estar arrependido das escolhas que fez nesse encontro.

Villas-Boas deixou Lampard, Cole e Essien no banco, o que lhe valeu muitas críticas.

Numa fase em que o Chelsea está afastado da luta pelo título em Inglaterra e tem vida complicada nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, surgem cada vez mais rumores sobre uma possível troca de treinador no clube, com Rafael Benítez a ser agora o nome especulado.

“Isso não me afecta. No ano passado [no FC Porto], ligaram-me a diferentes clubes. E agora é o mesmo, quando os resultados não aparecem, fala-se de treinadores para este clube”, disse o português, não deixando de enviar um recado pelo facto de Guus Hiddink ter assinado pelo Anzhi.

“O vosso favorito foi para outro clube, por isso agora vão escolher outro e agora será esse”, referiu.

O momento do Chelsea, aliás, tem proporcionado muita contra-informação e especulação. De um lado, surgem nomes de treinadores para substituir Villas-Boas e por outro surgem notícias de apoio ao técnico, como uma notícia hoje publicada pelo tablóide "Sun": "Quando os jogadores questionam o treinador estão a questionar uma decisão do dono e Villas-Boas é uma escolha pessoal do sr. Abramovich. No passado, os jogadores mais velhos conseguiram impor a sua vontade sobre um treinador impopular, mas desta vez o sr. Abramovich está farto das suas pieguices", disse ao jornal uma fonte próxima do milionário russo, referindo-se às críticas de jogadores como Cole, Lampard e Essien, que podem estar de saída.

Na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Bolton, Villas-Boas assumiu ainda total responsabilidade pelo que tem acontecido no Chelsea.

“Há um caminho e há uma pessoa que assume a responsabilidade: eu. Os jogadores não o devem fazer, nem têm de o fazer. São jogadores de topo e sabem o que podem fazer em prol da equipa, mas só há uma pessoa que é responsável [pelos resultados], que sou eu.”

 

Via Público



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Sexta-feira, 17.02.12

FIFA analisa


O Comité Disciplinar da FIFA está a analisar todas as transferências mediadas pelo empresário Juan Figger, entre elas as de Hulk e Walter para o FC Porto, depois de ter sido informada de “eventuais irregularidades”.


“Nesta fase não existe qualquer investigação oficial. Falar de consequências disciplinares é, neste momento, especulativo”, explicou fonte da FIFA.

Segundo a agência Bloomberg, a FIFA estaria a investigar todas as transferências mediadas pelo agente uruguaio, que também negociou com o FC Porto Hulk e Walter (entretanto emprestado ao Cruzeiro) por intermédio do clube Atletico Rentistas, também do Uruguai.

A mesma agência escreve que Figger começa por colocar os seus jogadores no Atletico Rentistas para depois os negociar com outros clubes, canalizando as verbas para a Lamico, uma empresa deste agente FIFA, segundo o presidente daquele pequeno clube uruguaio, Mario Bursztyn.

Desde 2010, a FIFA regula todas as transferências por intermédio de uma base de dados, a Transfer Matching System, onde são registados todos os dados das transferências de jogadores, permitindo à FIFA avaliar a legalidade dos negócios.

O artigo 18 do regulamento de transferências barra a interferência de terceiros na independência dos clubes, em matéria de política laboral, transferências e desempenho.

Se verificada alguma destas ingerências de terceiros, “o Comité Disciplinar da FIFA pode impor medidas disciplinares aos clubes que não cumpram as obrigações previstas”, como refere o ponto 2 do mesmo artigo.

 

Via Público



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Quarta-feira, 15.02.12

A partir de sexta-feira, caso o primeiro prémio ultrapasse os 190 milhões de euros, o valor remanescente é transferido para o segundo prémio.


 

As regras de atribuição dos prémios do Euromilhões mudam a partir de hoje, com o valor máximo do primeiro prémio a não poder ultrapassar os 190 milhões de euros.A portaria publicada em Diário da República em janeiro define que, não existindo quem acerte na totalidade da chave, o valor do primeiro prémio passa para "o concurso imediatamente seguinte, até ao montante de 190 milhões de euros".Como deixa de se poder atribuir valores superiores a 190 milhões, caso o primeiro prémio ultrapasse esse montante, o valor remanescente é transferido para o 2º prémio.

 

Se ninguém acertar na chave destinada ao 2º prémio, "o valor do prémio passa para a categoria imediatamente inferior em que haja, pelo menos, uma aposta premiada", refere a portaria.O diploma admite ainda que o montante possa ser "objeto de revisão, a publicitar pelo Departamento de Jogos, antes do início da aceitação das apostas para o concurso em que o novo montante se aplique".

 

As alterações têm efeito prático já no concurso da próxima sexta-feira.


Via Expresso



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Sexta-feira, 03.02.12

Godinho Lopes busca investidor externo

 

O presidente do Sporting desvalorizou o relatório da auditoria ao grupo empresarial, que revelou um passivo global de 375 milhões de euros.

Godinho Lopes admitiu ainda ter optado por um “círculo virtuoso” em vez do anterior “vicioso” para recolocar as contas dos “leões” em ordem e seduzir investidores externos, mesmo que isso implique que o clube perca a maioria das acções da SAD, mas sempre consultando os sócios.

“Estes resultados não são mais do que o espelhar a situação que já era do conhecimento público em Março. O Sporting é um clube que sempre foi auditado e não há nenhuma novidade. É o único clube nacional ou internacional que fez um filme desde 1997 até ao presente e o colocou na praça pública”, justificou.

O universo “verde e branco” tem “capitais próprios negativos de 183 milhões de euros, situação estruturalmente desequilibrada, usualmente denominada como de falência técnica”, segundo os técnicos que procederam à auditoria aos últimos 13 anos de gestão em Alvalade, ao longo dos mandatos dos presidentes José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco e José Eduardo Bettencourt.

“Eu tenho a certeza de que nenhum dos presidentes actuou como actuou de forma dolosa, a procurar prejudicar o Sporting ou ter qualquer benefício próprio. Todos eles procuraram fazer tudo o que podiam e sabiam pelo Sporting”, garantiu o actual líder do clube de Alvalade.

Este ano vão existir “prejuízos significativos”

O presidente “leonino” reconheceu que este ano, mercê do investimento na equipa principal de futebol, vão existir “prejuízos significativos”, mas que os “buracos na tesouraria deste ano e do próximo” deixarão de existir em 2014. “Os números eram conhecidos e foi definida uma estratégia, correta, para pagar a dívida e responder ao desafio que tínhamos pela frente”, afiançou, explicando ter rejeitado a hipótese de reduzir custos, porque a mesma implicaria a redução de receitas devido à consequente diminuição da prestação desportiva, algo que levaria ao afastamento dos sócios e da publicidade.

Em alternativa, o presidente do Sporting explicou pretender “recolocar a marca Sporting” através da equipa principal de futebol, com jogadores de qualidade individual e colectiva, essencial para o incremento das assistências, do número de sócios e das receitas televisivas.

Para tal, visando as referidas receitas de 60 milhões de euros no final da próxima época e 70 milhões na seguinte, Godinho Lopes apontou três rubricas: quotas, roupa (renegociação do patrocinador dos equipamentos desportivos) e direitos televisivos. “A minha preocupação é encontrar condições, através de um parceiro, nacional ou estrangeiro, exterior ao Sporting, para que possa comprar as VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) e garantir tesouraria para esta época e a próxima. O equilíbrio só se vai verificar no terceiro ano. É uma aposta que fiz e tenho a certeza de que vou levar a carta a Garcia”, concluiu.

Godinho Lopes frisou, no entanto, que respeitaria aquilo que foi preconizado por direcções anteriores no sentido de consultar sempre os sócios do clube na eventualidade de abrir mão da maioria do capital da SAD.

 

Via Público



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Quinta-feira, 02.02.12

UEFA pede investigação à transferência de Walter para o FC Porto

 

A UEFA pediu às autoridades inglesas que investiguem duas empresas que financiaram a compra do passe do avançado brasileiro Walter pelo FC Porto, noticia a “Bloomberg”.


A Gool Co e a Pearl Design ajudaram a adquirir o passe do brasileiro ao clube uruguaio Atlético Rentistas, a quem o FC Porto pagou seis milhões de euros por 75% dos direitos económicos.

A Gool ficou com direito a 10% de uma futura mais-valia e a Pearl Design detém 25% do passe do jogador, que foi entretanto emprestado ao Cruzeiro.

“Estamos a pedir às autoridades para verificarem”, disse Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, “porque somos uma empresa privada, uma associação, e não podemos ir a uma empresa e dizer: ‘digam-nos quem são e o que fazem’. Eles respondem: ‘quem são vocês para perguntar isso?’”.

As duas empresas estão sediadas em Inglaterra e não há muita informação sobre elas. Nem Mark Quirk, co-proprietário da Gool, nem Mário Jorge Queiroz Castro, gestor da Pearl Design, responderam aos emails da Bloomberg, que cita preocupações dos responsáveis da UEFA com o uso de empresas com morada em Inglaterra mas sem qualquer aparente actividade lá.

O PÚBLICO já pediu explicações à UEFA e aguarda resposta.

Os fundos de jogadores e as parcerias são um tema no topo da actualidade, depois de em Inglaterra e França ter sido proibido que os clubes partilhem os direitos económicos dos jogadores com terceiros.

Pelo contrário, em países como Portugal, Espanha e Turquia, esta partilha é permitida e tem sido cada vez mais frequente, sendo uma importante forma de financiamento dos clubes, numa altura em que o acesso ao crédito bancário é cada vez mais complicado.

O tema dos fundos e parcerias foi, por exemplo, debatido num recente congresso organizado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (“Football Talks”), com as opiniões a dividirem-se entre os que pensam que são um instrumento fundamental no financiamento dos clubes e o que colocam reservas, nomeadamente quanto à transparência dos negócios e a origem do dinheiro.

Os clubes ingleses e franceses têm também feito pressão junto da UEFA, por causa do possível efeito dos fundos e parcerias nas novas regras do “fair play financeiro”.

 

Via Público



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Sexta-feira, 27.01.12

 

 


O futebol ameaça paralisar todas as competições a nível nacional caso o Governo não esteja disponível para encontrar uma solução negociada para o pagamento das dívidas fiscais dos clubes remanescentes do "Totonegócio II". Após a Liga e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) terem sido notificadas pelo fisco, no dia 6 de Janeiro, para pagarem 13 milhões de euros, agora foi a vez de os clubes receberem a factura individualizada deste valor, com um prazo de pagamento de 30 dias. Os três "grandes" concentram a maior fatia deste montante, aproximadamente 8,5 milhões de euros, com o Benfica à cabeça, com uma dívida superior a quatro milhões.


"Pelos contactos que tenho mantido com mais de uma dezena de presidentes de clubes, os dirigentes estão cansados desta perseguição do Ministério das Finanças e penso que o cenário aponta para uma greve no futebol português", admitiu ontem ao PÚBLICO António Fiúza, presidente do Gil Vicente. Esta será uma das propostas que os clubes irão discutir hoje na sede da Liga, no Porto, numa reunião com início marcado para as 15h.

"Sou mais apologista de encontrar soluções do que de greves, mas, face ao desespero de alguns clubes com estas notificações, que estabelecem o prazo de apenas um mês para a regularização das respectivas dívidas, poderão ser tomadas posições fortes, como a paragem dos campeonatos. Penso que é uma forte possibilidade, como último recurso, na eventualidade de uma intransigência do Governo (ver outro texto)", defendeu também José Godinho, presidente da Oliveirense.

Grandes devedores

Apesar de dominarem a lista de maiores devedores, os três "grandes" do futebol nacional não estarão tão receptivos a uma paragem competitiva, até pelo montante de receitas que ficaria em risco. Nada que iniba os pequenos e médios clubes, que têm feito prevalecer o seu voto maioritário na Liga nos últimos meses, nomeadamente quando, recentemente, elegeram para a presidência daquele organismo Mário Figueiredo em detrimento de António Laranjo, publicamente apoiado por Benfica, FC Porto e Sporting.

Segundo o PÚBLICO apurou junto de fonte ligado ao processo, depois dos "encarnados", o Sporting e o FC Porto completam o pódio, por esta ordem, dos clubes mais devedores. Terão, no entanto, argumentos financeiros para evitar eventuais penhoras. Algo que não acontecerá com muitos dos pequenos e médios clubes, com dívidas menores, mas com receitas ainda mais escassas.

"Nas nossas contas e nas contas da Liga, teríamos aproximadamente 88 mil euros em dívida, mas, segundo a notificação do fisco, o valor sobe para 335 mil euros", adiantou Fiúza, considerando ser muito complicado encontrar a verba em causa em tão pouco tempo.

Miguel Relvas abre porta para "encontrar uma solução"

Miguel Relvas admitiu ontem, pela primeira vez, a necessidade de o Governo "encontrar uma solução" para o pagamento das dívidas fiscais do futebol português, que ficaram por liquidar no âmbito do "Totonegócio II". Referindo-se às notificações do fisco, que foram enviadas ao longo do mês de Janeiro à Liga, FPF e clubes, o dirigente negou que estas entidades estejam perante um ultimato do Ministério das Finanças. "O caminho a seguir é o de cumprir a lei. Ninguém está acima da lei. Quando as empresas e as pessoas singulares não cumprem com a administração fiscal também tem que se assumir o que está na lei", lembrou, por outro lado, o ministro dos Assuntos Parlamentares, no final de um encontro com a selecção nacional de futsal, que irá disputar o Europeu de 2012, na Croácia. Relvas considerou inaceitável que os clubes beneficiassem "de um regime de excepção", na actual conjuntura.

No início do ano, os responsáveis pelo futebol português disponibilizaram-se para pagar os 33 milhões de euros em dívidas fiscais, que não foram cobertos pelas receitas dos jogos da Santa Casa, mas de forma faseada: 20 milhões de euros referentes à primeira fase do "Totonegócio II" (1998-2004), que originaram uma longa batalha jurídica, que ainda decorre; e os 13 milhões referentes à segunda fase (2005-2010), que motivaram as actuais notificações. Segundo o PÚBLICO apurou, após alguns contactos infrutíferos, Miguel Relvas tem mantido reuniões com os responsáveis do futebol nacional, nomeadamente com Fernando Gomes, presidente da FPF, para encontrar soluções.

 

 

Via Público



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Domingo, 15.01.12

Há quem case por amor... ao dinheiro. Numa sondagem de um site, uma em cada três mulheres respondeu que seria capaz de casar com um homem rico, mesmo que o não amasse

Uma em três mulheres casaria por dinheiro

 

 

Resultado da crise, corações de gelo ou simples sentido prático, o que interessa é que foram muitas as respostas desiludidas: sim, casariam por dinheiro, responderam as 'navegantes' do site 'My Voucher Codes', uma plataforma de descontos online.

 

Quem quisesse participar tinha apenas de responder a três perguntas: casaria por dinheiro, que valor a levaria a fazê-lo, e porquê.

 

Mais de 33% das mulheres respondeu que sim, que casaria por dinheiro. Mas não uma quantia qualquer. Já que se vendiam, vendiam-se caras (enfim, conforme o ponto de vista). 23% das interessadas num marido rico puseram a si próprias um preço mínimo de um milhão de euros. 6% exigiram ao futuro marido pelo menos cinco milhões de euros no banco.

 

Quando lhes perguntaram a razão da escolha, afirmaram que era para garantir a segurança da família. 19% de sinceras dizem logo que queriam uma vida de lixo, desculpem, de luxo.

 

Resta falar nas desanimadas - e não foram tão poucas como isso: 60% - que negaram ser o amor o mais importante num casamento.

É certo que ninguém fez as mesmas perguntas aos homens, pelo que não podemos fazer comparações. A verdade é que a falta de dinheiro também nunca fez bem a nenhum casamento. Mas seria interessante verificar até que ponto estas 'cobaias' seriam verdadeiramente capazes de pôr o plano em prática...

 

Via activa


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Sábado, 31.12.11

 

O fim do sinal analógico e a transição para a Televisão Digital Terrestre, que começa a 12 de Janeiro e acaba a 26 de Abril, não podia calhar em pior altura. Muitos dos portugueses que não têm televisão por cabo e compraram o seu aparelho antes de 2009 - geralmente os que têm menor folga financeira, onde se incluem muitos idosos - terão de pagar um aparelho descodificador. São 77 euros mais IVA, com reembolso de 22 euros pela PT para os pensionistas com menores rendimentos e algumas pessoas mais desfavorecidas. Uma coisa chocante para os senhores da ANACOM: 55 euros é muito dinheiro para quem tenha reformas abaixo dos 300 euros ou para quem esteja desempregado. Pior: quem tenha um televisor sem tomada de interface SCART ou HDMI terá mesmo de comprar uma televisão nova ou um modulador de sinal RF, não comparticipado. E não podemos esquecer todos os que vivem nas zonas não cobertas pela TDT (cerca de 13% da população) que terão de de usar o satélite.

 

Não ponho em causa as vantagens da TDT para a modernização do sector. Mas elas não se farão sentir, de forma evidente, para a maioria dos consumidores. O sinal poderá ser melhor mas continuarão, apesar da despesa, a ter direito aos mesmíssimos quatro canais do costume.

 

Se a transição tecnológica não traz serviços novos e relevantes porque têm de ser os cidadãos a pagá-la? Parece, a quem tenha alguma noção das situações dramáticas que se vivem, no meio desta crise, por este país fora, que esta é uma despesa prioritária para as famílias? Se obrigam as pessoas a isto não seria normal darem-lhes qualquer coisa em troca? Um exemplo: se já pagamos a RTP nos nossos impostos não seria uma boa solução aproveitar as potencialidades da TDT e oferecer no pacote gratuito os restantes canais da televisão pública? Porque temos de pagar duas vezes (nos impostos e na subscrição por cabo) a mesma coisa?

Via Expresso


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Quinta-feira, 17.11.11
O YouTube está a dividir os lucros dos vídeos virais com os seus autores
O YouTube está a dividir os lucros dos vídeos virais com os seus autores (DR)
Howard Davies-Carr é um cidadão britânico absolutamente comum. Com uma diferença: é o YouTube que vai pagar a escola privada dos seus três filhos. Como? Através do sucesso que obteve com um vídeo que colocou no YouTube em que um dos seus filhos morde o dedo ao irmão repetidas vezes.

Soube-se há poucos dias que Davies-Carr, de 42 anos, recebeu 100 mil libras (116 mil euros) depois de o seu vídeo “Charlie bit my finger - again!" [O Charlie mordeu-me o dedo - outra vez!] já ter sido visto quase 400 milhões de vezes no YouTube.

Uma parte desse dinheiro foi para férias e para “um castelo para o jardim” desta família com três crianças, mas o grosso do dinheiro - revelou o pai e autor do vídeo ao “The Sun” - está a ser investido na educação dos infantes. Estão todos em colégios privados e assim continuarão, com a ajuda do gigante dos vídeos online.

A boa notícia para todos nós é que qualquer pessoa que apanhe um instantâneo divertido dos filhos, dos animais domésticos ou da família alargada pode receber dinheiro do YouTube.

Caso algum vídeo deste género se torne viral, o YouTube irá dividir os lucros com as pessoas que o colocaram online, relatam diversos media. É que vídeos deste género são um íman para os internautas e costumam atrair muita publicidade.

O acordo entre o YouTube e os autores dos vídeos virais pode ser posto em marcha de forma bidireccional. Ou os responsáveis desta plataforma entram em contacto com os autores, e lhes oferecem a possibilidade de ganharem dinheiro, ou podem ser os próprios autores a entrarem em contacto com a empresa, chamando-lhes a atenção para um vídeo em particular.

Davies-Carr não foi até agora a única pessoa a lucrar. Jamie Hagan, de 18 anos, também já arrecadou 40.000 libras (46.000 euros) em três anos ao colocar vídeos cómicos com o seu irmão de 11 anos, Jacob. Por cada mil visitas, Jamie recebe cerca de 70 cêntimos, afiançando que dá uma parte ao seu irmão.

De acordo com o “The Sun”, especula-se que alguns utilizadores norte-americanos já tenham conseguido arrecadar somas de seis dígitos. O YouTube não fornece, porém, quaisquer garantias sobre quanto poderá encaixar um autor de um vídeo viral.

Mesmo em tempos de dificuldades como este talvez o leitor não se arrependa de comprar uma câmara digital. Mesmo que não grave um vídeo viral sempre ficará com boas recordações. De qualquer forma, para ter mais hipóteses de sucesso, o “The Guardian” recomenda que, antes de mais, aponte a câmara aos seus filhos (de preferência bebés) e a seguir aos seus animais de estimação (de preferência bichos estranhos, tipo lémures). Se puder juntar os dois numa sala pode ser que “chegue ao ouro”.

Para que o seu vídeo se torne viral em todo o mundo, evite os diálogos e aposte na comédia física. Se o vídeo tiver diálogos em Português, perca algum tempo a acrescentar-lhe legendas. Outra dica: comece já este Natal.



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Sexta-feira, 29.07.11

Américo Amorim continua líder dos 25 mais ricos de Portugal e Alexandre Soares dos Santos substitui Belmiro de Azevedo no 2.º lugar. Maiores fortunas já ascendem aos €17,4 mil milhões. 

 

 

Os ricos estão mais ricos. As 25 maiores fortunas em Portugal somam 17,4 mil milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 17,8% face a 2010 e a 10,1% do PIB português, segundo o estudo anual da Exame.

"O valor é influenciado pela valorização das participações de Américo Amorim e pela subida em bolsa da Jerónimo Martins", explica a revista.

Américo Amorim mantém-se no primeiro lugar da lista, com uma fortuna avaliada em 2,6 mil milhões de euros. O património do empresário inclui participações acionistas na Galp Energia, na Corticeira Amorim, na Amorim Investimentos e Participações, na Nova Cimangola, no Banco BIC Portugal, no Banco Carregosa, no Banco Popular e no Banco BIC Angola.

Já Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, cede a vice-liderança a Alexandre Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, com patrimónios de 1,3 mil milhões de euros e 1,9 mil milhões, respetivamente.

Berardo desce na lista


No top dos 10 mais ricos há duas entradas. A família Alves Ribeiro, com investimento no Banco Invest e na Alves Ribeiro Construções, entre outros, ascendeu ao quinto lugar, com uma fortuna de 779,7 milhões de euros em 2011.

António da Silva Rodrigues, do grupo Simoldes, entrou para o décimo lugar da lista, depois da sua fortuna subir 5,9% para 551 milhões de euros. 

Já Joe Berardo e as herdeiras de Horácio Roque saíram do top 10.

 

TOP 10:

1. Américo Amorim: 2587,2 milhões de euros 

2. Alexandre Soares dos Santos: 1917,4 milhões de euros

3. Belmiro de Azevedo: 1297,6 milhões de euros

4. Família Guimarães de Mello, 1006,6 milhões de euros

5. Família Alves Ribeiro: 779,7 milhões de euros

6. Perpétua Bordalo da Silva e Luís Silva: 679,7 milhões de euros

7. Rita Celeste Violas e Sá, Manuel Violas: 650,6 milhões de euros

8. Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo: 645,8 milhões de euros

9. Família Cunha José de Mello: 638 milhões de euros

10. António da Silva Rodrigues: 551 milhões de euros



Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 08:44 | link do post | comentar

Domingo, 24.07.11

Opções para quem não consegue pagar casa

 

A subida dos juros e da Euribor colocam novas dificuldades às famílias e as perguntas são muitas. Há alternativas à insolvência? Posso pedir um período de carência? Que opções legais tenho? Conheça as respostas

 

A subida da Euribor desequilibrou o meu orçamento familiar. Não consigo pagar o empréstimo. Sei que foi o que combinei no contrato, mas há outras opções para renegociar que não passem por uma declaração de insolvência? 


Num cenário de subida da taxa de juro que torne incomportável o pagamento da prestação mensal, a primeira alternativa é a renegociação dos termos do empréstimo (contratar taxa fixa, aumentar a maturidade do empréstimo, etc.) com o banco. Esta renegociação pode ser da iniciativa do devedor e, note-se, é também do interesse do banco, uma vez que pode evitar situações de incumprimento. Dentro das possibilidades de cada devedor, a contratação de produtos adicionais (um seguro de crédito, seguro do imóvel, constituição de um depósito, etc.) pode fortalecer a posição negocial e facilitar a alteração das condições do crédito. Em paralelo, deve ser ponderada a possibilidade de transferir o crédito para outra instituição que ofereça condições mais vantajosas; é importante reter, contudo, que esta hipótese envolve quase sempre penalizações, que devem ser devidamente avaliadas.

 

Estou desempregado. Posso pedir um período de carência? Não tenho condições para pagar o empréstimo. Ou estender o prazo de maturidade? 
Não existe mecanismo legal que confira protecção específica ao devedor em caso de perda de emprego. Assim, não tendo sido contratado seguro de crédito que assegure o cumprimento temporário das obrigações perante o banco, a solução passa pela renegociação das condições vigentes, procurando reduzir o valor das prestações no curto prazo (por exemplo, aumentando a maturidade). Note-se que é prática comum os contratos de crédito obrigarem o devedor a comunicar ao banco a eventual perda de emprego e, em caso de incumprimento, permitirem ao banco decretar o vencimento antecipado do crédito.

 

Ler artigo completo no Dinheiro Vivo



publicado por olhar para o mundo às 10:36 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.05.11
DECO alerta para depósitos bancários com taxa crescente
Os depósitos com taxa crescente que prometem rendimentos de seis por cento são um «engodo», assegura a Deco na revista Proteste Poupança deste mês.

Segundo a associação de defesa de consumidor, a análise feita a 38 depósitos a taxa crescente permitiu concluir que «vários atingem os seis por cento, mas apenas no último período».

 

A Deco acrescenta que, no primeiro ano, todos os depósitos rendem menos do que a inflação prevista para 2011 (3,6 por cento de acordo com o Banco de Portugal) e mesmo menos do que o melhor depósito encontrado a 12 meses (3,7 por cento líquidos).

 

Assim, «o rendimento efectivo líquido, ou seja, o rendimento anual para a totalidade da aplicação é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários», assegura a associação de defesa do consumidor, atingindo «na melhor das hipóteses» os 3,8 por cento líquidos.

 

A Deco propõe que os cidadãos que não necessitam do capital a médio e longo prazo optem por «alternativas mais rentáveis», caso dos certificados ou obrigações do tesouro.

 

A legislação que o Banco de Portugal introduziu há cerca de um ano e que levou à proibição de publicidade a depósitos com «rentabilidades que induziam em erro e escondiam a taxa efectiva» permitiu maior transparência, mas são «vários anúncios continuam a contornar a legislação, usando expressões como até seis por cento ».

 

Apesar de legais, estas são técnicas «enganadoras», garante a Deco.

 

Os bancos têm estado a aumentar a captação de depósitos devido às dificuldades de financiamentos nos mercados internacionais

 

Via SOL



publicado por olhar para o mundo às 17:21 | link do post | comentar

Domingo, 10.04.11
Soutiens velhos servem como isoladores acústicos
 
Soutiens velhos entregues em lojas de roupa interior conferem descontos de 3 a 5 euros na compra de peças novas e são depois reciclados para utilização no fabrico de painéis isoladores e de absorção sonora.
 

Em Portugal, essa estratégia está agora a ser praticada pela Intimissimi e Triumph, sendo que a marca italiana desconta três euros ao valor de um soutien novo na retoma de um velho e a alemã, no mesmo procedimento, abate 5 euros na compra do cliente.

 

Francesca Vellano, do Departamento de Comunicação e Imagem do grupo Calzedonia, que detém a Intimissimi, afirma que essa «é a primeira marca de roupa íntima a propor a destruição e reciclagem de soutiens velhos com a finalidade de produzir painéis absorventes e isoladores de som capazes de atenuar vários tipos de poluição sonora e de assegurar excelentes performances de insonorização em qualquer estrutura».

 

«É também a primeira vez que a actividade da reciclagem utiliza soutiens para a produção de revestimentos permeáveis», realça a mesma responsável. «A Intimissimi procura afirmar-se como brand ecológica e de tendência, reduzindo a sua pegada ecológica e a dos seus clientes, apoiando a eco-sustentabilidade e transmitindo a ideia de que uma atitude defensora e amiga do ambiente é uma moda intemporal».

 

Madalena Moniz Pereira, chefe do Departamento de Marketing da Triumph Portugal, recorda que esta prática de incentivo à reciclagem de soutiens usados foi lançada na Alemanha em 2009, revelando-se um «case study de sucesso» que depois «foi adoptado por outras marcas da concorrência».

 

A Portugal, a campanha chegou em Março de 2010 e resultou num«êxito de vendas», até porque, «numa altura em que a crise económica anda de mãos dadas com os consumidores, é natural que as marcas - umas mais criativamente, outras menos - criem soluções que vão de encontro às expectativas dos seus clientes».

 

Madalena Moniz Pereira realça também que a reciclagem de soutiens tem ainda um efeito prático na saúde das utilizadoras.«Cerca de 80% das mulheres usa o número e o tipo de soutien errado para o seu corpo», observa. «Como não sabem escolher e têm algum embaraço em perguntar, compram lingerie por impulso e, às vezes, essa é usada uma vez e posta de lado, porque a mulher não se sente confortável».

«Agora, mesmo numa altura de crise, as mulheres vão poder trocar os soutiens cujas alças lhes fogem dos ombros, que têm elásticos frouxos ou que pura e simplesmente não as fazem sentir confortáveis», conclui.

 

Os soutiens usados recolhidos nas 58 lojas que a Intimissimi tem em todo o país vão ser entregues à empresa OVAT Campagnari SRL, que Francesca Vellano aponta como «líder na recolha e recuperação de materiais», com base na experiência que os seus fundadores recolheram inicialmente no sector da construção civil e que agora alargam à área dos têxteis e do ambiente.

 

Só no que se refere ao tratamento de resíduos e desperdícios derivados de fiação, tecelagem, malharia e embalagens, a empresa processou o ano passado mais de 1.000 toneladas de material, transformado depois em produtos semi-acabados para reingresso na linha produtiva, como é o caso de absorventes acústicos, isoladores térmicos, estofados, materiais de limpeza e cortinas.

 

À campanha da Triumph, por sua vez, aderiram em Portugal 25 lojas, 20 'franchisados' e mais de 100 clientes com representações várias, mas a chefe do Departamento de Marketing da marca não adianta que tipo de utilização será dado aos soutiens usados a nível de reciclagem

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 11:20 | link do post | comentar

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