Quarta-feira, 23.05.12

 







Recebemos no nosso mail um testemunho de uma pessoa enganada por uma empresa fraudulenta que se aproveita da fragilidade do desemprego para conseguir arranjar trabalho grátis. Segue o testemunho na íntegra:



Car@s Precári@s,


Contacto-vos porque, no início deste ano, ao procurar um emprego em part-time para conciliar com a faculdade, acabei por ser vítima de uma suposta empresa de marketing que chegara a Portugal em Agosto de 2010 e se encontrava (e encontra) a recrutar colaboradores.


Ficam, ainda, muitos pormenores escabrosos por relatar, pois a lista é quase infinita. Gostaria apenas, por enquanto, de alertar tod@s @s jovens que se encontram à procura de emprego para que não caiam nesse esquema. Eles têm anúncios em sites de emprego legítimos, e ao que parece, mudam o nome e a localização dos escritórios com alguma frequência, portanto é possível que se venham a deparar com a mesma empresa sob outro nome. De momento, o nome AXES MARKET continua a constar nos anúncios.


O que aconteceu, resumidamente, foi o seguinte:


Enviei o meu currículo através do site "Empregos Online" e fui contactada no dia seguinte para marcação de entrevista. Perguntei a quem me deveria dirigir quando chegasse ao local e informaram-me de que só teria que dizer que vinha para entrevista, pois esta seria realizada pelo director. Solicitaram-me, ainda, que levasse uma cópia do meu currículo.


No dia seguinte, dirigi-me ao 6ºesquerdo da Rua Rodrigues Sampaio nº 30, onde fui entrevistada, em inglês, por um norte-americano (o director) que falou muito rapidamente acerca da função a desempenhar e me disse que, entre os cerca de trinta entrevistados naquele dia, menos de dez seriam contactados para a segunda fase de selecção.


No final do dia, a empresa entrou em contacto comigo para informar que tinha sido uma das escolhidas, e que deveria comparecer no dia seguinte às 12h30, vestida profissionalmente mas com sapatos confortáveis, pois iria acompanhar um colaborador ao longo do dia de trabalho. Pediram-me, ainda, que confirmasse a minha disponibilidade entre as 12h30 e as 20h, visto ser este o tempo que deveria permanecer com o colaborador em questão.


No dia seginte, fui então para o "terreno" com aquele que viria a ser o meu "leader" e mais dois colegas. O primeiro começou por fazer-me perguntas básicas: a minha experiência profissional, os meus objectivos, etc. Quando lhe disse que já tinha tido alguns empregos de Verão em lojas e que gostava do contacto com o público, ele respondeu: "Pois, mas vendedor qualquer idiota pode ser. Nós estamos a recrutar líderes, e a fase das vendas directas não é determinante, é apenas parte do processo.". Eu não me recordava de me ter candidatado a chefe de equipa uma vez que, como já referi, sou estudante e estava apenas à procura de um part-time - mas enfim, se encontrasse algo melhor que um call center não me faria rogada. Posteriormente, fui bombardeada por uma série de questões e informações acerca da área das vendas directas (porta-a-porta), enquanto, literalmente, corria atrás do tal líder. Tive ainda que responder a um questionário sobre os meus pontos fortes e fracos (10 de cada), bem como mencionar 15 características de um bom líder. Para além disso, foi-me pedido que respondesse a 3 adivinhas e que dissesse como imaginava a minha vida em 1, 5 e 10 anos. Tudo isto enquanto subia e descia escadas.


Á hora de almoço, o "líder" fez numa folha do meu caderno um esquema da progressão dentro da empresa e das remunerações, sendo que, na fase inicial, um colaborador receberia entre 250 a 300€ por semana, passando depois a 500 e assim sucessivamente. O horário de trabalho seria de segunda a sexta, entre as 11 e as 21h, sendo, no entanto, totalmente flexível para trabalhadores-estudantes.


Às 22 horas desse mesmo dia, completamente encharcada e cheia de feridas nos pés, caminhei com o líder até à estação do metro, onde este me disse que eu parecia ser uma pessoa empenhada e com muita força de vontade, mas não era extraordinária em nada e, assim sendo, ele não sabia se devia ou não recomendar-me ao director. Pediu-me que lhe dissesse o que tinha, então, de especial para ser escolhida entre os 5 que tinham passado à esta fase, pois só iriam ficar com uma pessoa - ou nenhuma, se não houvesse um candidato realmente à altura. Pressionou-me até eu responder que não sabia mais o que me distinguia dos outros e que, embora gostasse de ficar com o emprego, não teria qualquer problema se não fosse seleccionada, uma vez que respondera a diversas ofertas.


No final, fui novamente ao gabinete do director onde, surpreendentemente, este me deu os parabéns por ter sido seleccionada e que deveria começar no dia seguinte.


No dia seguinte, houve um "Opportunity Meeting" com o director, onde nos foi feita uma lavagem cerebral, cujo objectivo era fazer-nos crer que ganharíamos um bom ordenado ao mesmo tempo que progredíamos na carreira, e tudo isso dependeria apenas da nossa dedicação. Essa dedicação, como vim a verificar nas 3 semanas em que estive na empresa, consistia em trabalhar DOZE HORAS POR DIA, 6 DIAS POR SEMANA, recebendo apenas uma comissão de 20 ou 30€ por venda - e, como é óbvio, nem sempre se vendia, principalmente porque nos enviavam para a mesma zona de dois em dois dias. As despesas de deslocação e alimentação eram por nossa conta pois, teoricamente, éramos trabalhadores independentes.


Dada a dificuldade de encontrar na internet qualquer informação relevante acerca da empresa (que tem, pelo menos, três nomes) optei por pesquisar o nome do director e as minhas suspeitas confirmaram-se: a empresa não passa de um esquema para encher os bolsos de quem está no topo, não tanto através das vendas, mas sobretudo do recrutamento de "distribuidores" (nas três semanas em que lá trabalhei, entraram pelo menos vinte novas pessoas), que serão, também eles iludidos pela promessa de crescimento profissional e sugados por charlatães que tentam a todo o custo afastar-nos da realidade e que nos querem fazer crer que somos uns preguiçosos se o dia de trabalho não nos corre bem – mesmo depois de termos passado o dia inteiro à chuva, a bater a portas e a ouvir reclamações.


Eu saí da empresa a um mês depois e até hoje não recebi um cêntimo pelas vendas que fiz. Recusei diversas entrevistas de emprego por achar que estava a trabalhar numa empresa a sério, e agora continuo sem trabalho – e com receio de voltar a deparar-me com uma situação semelhante.


Ficam, ainda, muitos pormenores escabrosos por relatar, pois a lista é quase infinita. Gostaria apenas, por enquanto, de alertar tod@s @s jovens que se encontram à procura de emprego para que não caiam nesse esquema. Eles têm anúncios em sites de emprego legítimos, e ao que parece, mudam o nome e a localização dos escritórios com alguma frequência, portanto é possível que se venham a deparar com a mesma empresa sob outro nome. De momento, o nome AXES MARKET continua a constar nos anúncios.


Grata pela atenção.



Retirado de Precários inflexiveis


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Segunda-feira, 21.05.12


O que mais é preciso para que estes senhores entendam que este não é o caminho?.... e não, a pergunta não se refere ao Hermam... esse nunca vai entender


publicado por olhar para o mundo às 14:29 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.12
<p>Por cada dez desempregados dos serviços, quatro são do sector imobiliário</p>

Por cada dez desempregados dos serviços, quatro são do sector imobiliário

 (Foto: Rui Gaudêncio)

Quando se analisa de onde vieram os desempregados inscritos nos centros de emprego, verifica-se que a sua esmagadora maioria veio da construção e dos serviços afectados pela contracção da procura interna.

 

Desde que vigora o Plano de Assistência Financeira assinado com a troika, o desemprego disparou nos sectores mais dependentes da procura interna. De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Fevereiro (que dava conta de 648.018 desempregados, mais 16% do que o mesmo mês do ano passado), quatro em cada cinco desempregados da indústria vieram da construção. E, entre os desempregados dos serviços, cerca de 80% trabalhavam no comércio, no imobiliário, no Estado ou na restauração e hotelaria. 

A conclusão retira-se da evolução dos números de desempregados registados nos centros de emprego, por sector de origem. Não são valores que reflictam os fluxos dos novos desempregados. O desemprego registado é um indicador do nível do desemprego, após todos os actos administrativos dos centros de emprego. Ou seja, após políticas activas de emprego, de formação profissional ou mesmo anulação de inscrição como desempregado. Apesar disso, os valores constituem uma amostra significativa da origem dos desempregados inscritos nos centros de emprego. 

A vantagem destes dados é que tornam possível traçar um retrato da actual crise, através dos níveis do desemprego sectorial. 

Primeiro, pelo perfil da anterior fase de subida do desemprego em 2009, tudo indica que o desemprego apenas começou agora a subir. O ponto de inflexão da trajectória ascendente parece ainda estar longe. Essa tendência é corroborada pelos fluxos de novos desempregados. Em Fevereiro passado, foram mais 60 mil pessoas, ou seja, mais 20% do que no mesmo período de 2011. 

Depois, verifica-se que é o desemprego nos serviços que está a marcar o desemprego registado nos centros de emprego. Enquanto na fase anterior de subida do desemprego, a indústria e os serviços contribuíram com um número semelhante para a subida do desemprego, agora o perfil é outro. 

Por cada dez desempregados inscritos em Fevereiro, sete vieram dos serviços e três da indústria. Mas a esmagadora maioria deste desemprego industrial não vem da indústria transformadora, mas sim da construção. Aliás, o sector industrial tem um contributo algo desigual. Enquanto o sector têxtil, vestuário, couro, madeira e cortiça e automóvel estão com recuo no desemprego face ao que se passou em 2011, há sectores que estão a alimentar o desemprego. É o caso do sector alimentar, mobiliário, metalúrgico e, depois em menos escala, o do papel, dos produtos petrolíferos e electricidade. 

Em terceiro lugar, além da construção civil, os sectores dos serviços que estão a contribuir, de sobremaneira, para a subida do desemprego registado vêm de actividades fortemente dependentes da procura da generalidade da população. 

Por cada dez desempregados dos serviços, quatro vieram do imobiliário, seguindo a queda da construção civil. Dois vieram do comércio, outros dois do Estado e mais um da restauração e hotelaria. 

Por outras palavras, a subida do desemprego mais recente pode estar a ser explicada, primeiro, pela queda do sector imobiliário, após a descida acentuada dos rendimentos, ligado ao desemprego. Depois, pela contracção das despesas públicas e pelos esforços de redução dos quadros de pessoal do Estado. E como corolário pela retracção das actividades comercial e restauração e hotelaria, agravadas ainda pelas medidas de austeridade. 

Este perfil de desemprego tem outra expressão quando se analisa as profissões dos desempregados. Cerca de 27% dos desempregados eram operários da indústria ou construção, a que se somam mais 5% de actividades de engenharia. Depois, cerca de 20% são trabalhadores não qualificados. Os trabalhadores de escritórios representam 10% dos desempregados. E há ainda mais 3% de trabalhadores com actividades geralmente ligadas a funções públicas - educação, saúde. 

O perfil é semelhante quando se analisa quais são as profissões com maiores subidas nos últimos meses. Os trabalhadores não qualificados e operários da indústria ou construção são os primeiros. O mesmo acontece com os vindos dos escritórios, dos serviços de protecção e segurança e vendedores. Nos quadros de direcção, enquanto o desemprego entre os quadros superiores da Função Pública parece ter-se atenuado, os directores de empresas e gerentes de pequenas empresas estão a contribuir para a subida do desemprego.

 

Via Público



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Domingo, 25.03.12
Queres trabalhar no Brasil? Há um site que te pode ajudar

 

O "Empregos no Brasil para Estrangeiros" vai estar na Nova de Lisboa (dia 25) e na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (27) para falar sobre o mercado brasileiro

 

Todos os dias, David Bernardo respondia a perguntas de amigos. O que devo fazer para emigrar para o Brasil? É difícil conseguir o visto? Quais são as áreas que estão a recrutar mais pessoas? “Estava a responder a tanta gente que resolvi criar uma comunidade para isso”, explicou ao P3 o jovem de 33 anos.

 

Pelas perguntas que eram colocadas, David Bernardo percebeu que “havia uma busca muito grande, mas também uma grande desinformação”. O que é que os portugueses sabem do Brasil? “A parte boa”, responde. “Chegam cá com pouca preparação, sem conhecer a cultura e acham que conseguem emprego em quatro dias. Não é assim.”

 

Foi por isso que nasceu o “Empregos no Brasil para Estrangeiros”, que vai organizar duas conferências (dia 25 na Universidade Nova, dia 27 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) e um "workshop" (dia 26 na Ordem dos Engenheiros, em Lisboa), com o objectivo de informar os participantes sobre o mercado brasileiro, vistos, qualidade de vida e processos de recrutamento.

 

Mais de 35 mil seguidores no Facebook

A plataforma criada por David Bernardo, que conta agora com mais três colaboradores, tem como objectivo educar as pessoas que querem trabalhar fora, educar as empresas que querem contratar estrangeiros e ajudar os candidatos em toda a parte burocrática (vistos, residência, etc.). Para isso, o "Empregos no Brasil para Estrangeiros" aliou-se a empresas brasileiras (trabalham actualmente com três, mas já têm contactos com mais 25), que, apesar de precisarem de contratar mão-de-obra qualificada, “não pensam nos portugueses”, acredita David Bernardo: “Eles não têm contacto com a nossa cultura e não recebem influências portuguesas, nem as novelas”.

 

A ideia já chamou a atenção de mais de 35 mil pessoas no Facebook e na base de dados que a empresa desenvolveu já caíram 1500 currículos em 24 horas. “Enquanto o resto do mundo está em crise, o Brasil cresce”, diz David Bernardo, que fala de “escassez de bons profissionais” para sustentar este crescimento. Várias previsões apontam para a criação de cerca de dois milhões de novos postos de trabalho no Brasil em 2012 em quase todas as áreas.

 

Via P3



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Sexta-feira, 16.03.12

 

Quem emigra pode continuar a receber subsídio de desemprego

 

 

Aqueles que recebem subsídio de desemprego podem “exportar” o benefício para o país de destino durante três meses. Há 16 anos que os portugueses têm um direito de que pouco beneficiam

 

Estás desempregado e as ofertas de trabalho são quase nulas. Emigrar é uma alternativa posta de lado, porque assim perderias o direito ao subsídio desemprego. Certo? Não, errado.

 

É possível sair do país à procura de emprego e continuar a ter acesso à prestação durante um trimestre. É o que diz a lei. Como muitos desconhecem este mecanismo, cancelam a inscrição quando decidem partir para o estrangeiro em busca de uma oportunidade profissional.

 

Fátima Cerqueira, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, explicou ao P3 que, “desde que Portugal aderiu à Comunidade Económica Europeia” – ou seja, desde 1 de Janeiro de 1986 –, é possível “exportar as prestações de desemprego para outro país europeu”. Quer isto dizer que há 16 anos os portugueses têm um direito de que pouco beneficiam. Existem hoje no país cerca de 34 mil beneficiários do subsídio de desemprego.

 

Este mecanismo vale para quem quiser procurar emprego, “sob certas condições”, num dos 27 países da União Europeia e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

 

Mas quais são as tais “certas condições”? Bom, primeiro o trabalhador deve ter estado inscrito nos centros de emprego durante pelo menos quatro semanas (a contar da data em que ficou desempregado).

 

Nome fácil de guardar: formulário U2

Tem ainda de avisar o centro de emprego que vai sair do país à procura de trabalho. Isto pode ser feito através do formulário U2, que permitirá ao candidato inscrever-se nos serviços de emprego do país de acolhimento – algo que deve ser feito num prazo de sete dias, a contar da data da partida.

 

Caso o beneficiário não encontre emprego, deve regressar a Portugal antes de terminar o período indicado no tal documento U2 (ou E303 no caso de emigração para Islândia, Liechtenstein, Noruega ou Suíça). Este detalhe é muito importante: se regressares depois do prazo estipulado, perdes o direito às demais prestações uma vez de regresso a Portugal.

 

O período de três meses pode ser estendido até aos seis pelos serviços de emprego. Para isso, deve ser requisitada a prorrogação até 30 dias antes do fim dos período inicial.

 

As autoridades portuguesas não são obrigadas a aceitar a prorrogação. “Nesse caso, o requerimento deverá ser devidamente fundamentado (designadamente na perspectiva da promoção da empregabilidade do beneficiário)”, explicou Fátima Cerqueira num e-mail enviado ao P3.

 

Independentes com subsídio em 2013


A atribuição de subsídio desemprego também vai ter novas regras em Abril. Quem ficar desempregado a partir dessa data vai auferir um subsídio menor e, nalguns casos, durante menos tempo.

 

A boa notícia é que o acesso à prestação vai ficar mais fácil, mas só a partir de Julho de 2012. Os descontos necessários para ter direito a receber o subsídio passam de 15 para 12 meses.

 

Os trabalhadores independentes também saem a ganhar. Aqueles que recebem 80% (ou mais) do seu salário através de uma única entidade patronal passam a ter direito ao subsídio desemprego – mas só a partir de 2013, mais tarde do que estava inicialmente previsto. Esta medida resulta de uma exigência do memorando da troika, sendo o primeiro diploma decorrente da publicação do Compromisso para a Competitividade e Emprego.

 

Via P3


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Sexta-feira, 09.03.12

Festa do Desempregado com anúncios reais de emprego

“Se estiveres desempregado/a traz o teu currículo com uma carta de apresentação que mostre que és o sonho de qualquer empregador. Se não estiveres, trá-lo na mesma — não sabes o dia de amanhã”

O Lusitano Clube, em Lisboa, acolhe no sábado, dia 10, a Festa do Desempregado, onde, além de dançar, beber e comer, será possível procurar-se emprego, pesquisando nos anúncios que vão decorar as paredes ou entregando o currículo à organização.

 

“Como somos mais pela luta que pelos braços cruzados e porque achamos que os momentos maus podem ser momentos de oportunidade decidimos fazer esta festa”, disseram ngela, Joana e Frederico, responsáveis pela Festa do Desempregado, à agência Lusa.

 

A organização está a cargo do Alfama-te, “um grupo de amantes da cidade que não consegue estar quieto e descobriu o coração de Lisboa nos miradouros e becos de Alfama”.

 

O Lusitano Clube, contaram, estará “decorado com anúncios (reais) de emprego”. Mas também é possível apostar na candidatura espontânea. “Se estiveres desempregado/a traz o teu currículo com uma carta de apresentação que mostre que és o sonho de qualquer empregador. Se não estiveres, trá-lo na mesma — não sabes o dia de amanhã”, refere a página do evento criada na rede social Facebook.

 

A ideia da organização é “com a autorização das pessoas cruzar informação e empregar nem que seja uma”. Depois, vão “tentar seguir-lhes o rasto”. “Tentamos sempre. Vamos pedir às pessoas que nos digam depois se fizeram contactos interessantes na festa ou se responderam a algum anúncio e tiveram sorte”, referiram.

 

A entrada na festa custa quatro mil alfamareis, mas quem levar currículo só paga metade (um euro equivale a mil alfamareis). O Alfama-te garante que a festa terá — além do ambiente de uma colectividade de um bairro histórico lisboeta, que inclui um salão de baile, uma mesa de bilhar e uma televisão a passar o jogo de futebol do dia — “tudo o que é preciso para que a magia aconteça: um DJ dos bons e um VJ para fazer sorrir, dois bares, um ambiente incrível e muitas surpresas”. O início da festa está marcado para as 22h30

 

Via P3



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Domingo, 04.03.12
<p>Empresas que contratarem o estagiário serão premiadas</p>

Empresas que contratarem o estagiário serão premiadas

 (Foto: Jorge Silva/Arquivo)

O programa que o Governo apresentou ontem em Bruxelas para combater o desemprego jovem prevê o reforço dos estágios profissionais e vai premiar as empresas que acabem por contratar o estagiário.

 

A medida faz parte do programa Impulso Jovem, que, ao todo, abrangerá entre 77 mil e 165 mil jovens e representa um investimento entre os 352 e os 651 milhões de euros. 

Os estágios são a principal arma do Governo para combater o desemprego jovem, um problema que, no último trimestre de 2011, afectava 35,4% dos jovens portugueses. 

A medida "passaporte-emprego" mobiliza uma parte significativa dos fundos e destina-se a jovens inscritos há pelo menos quatro meses nos centros de emprego e que se proponham fazer um estágio numa PME, em organizações da economia social ou no estrangeiro. 

O documento a que o PÚBLICO teve acesso não precisa se a duração do estágio continuará a ser de nove meses, como actualmente, mas o valor da bolsa continua a ser em função do grau académico do estagiário. A grande novidade é que a bolsa pode ser prolongada por mais seis meses no caso de as empresas integrarem os estagiários por um período mínimo de dois anos.

O Governo é optimista quanto à adesão a uma medida desta natureza e conta apoiar entre 35.500 a 91 mil jovens.

É também proposto um "incentivo à promoção da orientação profissional" de jovens sem escolaridade obrigatória e de jovens com habilitações escolares, mas sem qualificação profissional. Cria-se ainda a possibilidade de os jovens com habilitações escolares e profissionais receberem apoios específicos à criação do próprio emprego, embora não se diga em que moldes. Ao todo, estas acções poderão chegar, no máximo, a 65 mil pessoas.

O Governo quer ainda apostar no empreendedorismo, com destaque para o apoio a jovens agricultores e para projectos em regiões menos desenvolvidas, e nos apoios à colocação de jovens em empresas estrangeiras.

No plano, o Governo traça dois cenários para o financiamento e metas a atingir. Num primeiro cenário, as verbas disponíveis resultam da reprogramação do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), o que permitirá realocar perto de 352 milhões de euros para o programa e abranger 77 mil jovens. O segundo cenário conta com um reforço das verbas comunitárias, o que permitiria abranger perto de 165 mil jovens com um total de 651 milhões de euros.

O Governo reconhece que o financiamento das medidas - que incluem também um reforço dos apoios às pequenas e médias empresas e à criação de microempresas nos territórios menos desenvolvidos ou que se insiram na revitalização das cidades - implica uma reafectação dos fundos estruturais existentes e alerta que "existe uma margem reduzida de verbas" para essa reprogramação.Isto acontece porque os programas operacionais estão praticamente esgotados. Esta reprogramação foi aprovada ontem em Conselho de Ministros e depende da aprovação de Bruxelas.

O programa apresentado ontem é a resposta de Lisboa a uma carta enviada por Durão Barroso aos chefes de Governo dos países onde o desemprego jovem é mais preocupante - Portugal é o terceiro país com a taxa mais elevada, a seguir à Grécia e à Espanha - e deverá ser posto no terreno a partir do segundo trimestre de 2012.

 

Via Público



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Quinta-feira, 09.02.12
Portugueses criam portal de estágios (pagos) no Reino Unido

 

Internwise tem cerca de mil anúncios e oito mil candidatos activos. Estágios podem ser a alavanca para a entrada no mundo de trabalho londrino.

 

A ideia andava na cabeça de Rui Zamith desde 2008, quando terminou o curso de Informática de Gestão na Universidade Portucalense, no Porto, e iniciou uma (difícil) busca de trabalho em Londres: criar uma plataforma que ajudasse as pessoas a encontrar emprego.

 

“Recordo-me que, na altura, não tive muita facilidade; tive de procurar directamente nas empresas, apesar de já existirem sites que agregassem essa informação”, conta o jovem de 28 anos. No final de 2010, Rui Zamith e Nuno Dhiren criavam, no Reino Unido, o Internwise, um portal que junta anúncios de empresas inglesas e currículos de candidatos de todo o mundo.

 

O site oferece estágios, sempre remunerados (“apesar de muitas vezes serem apenas ajudas de custo”), que pretendem funcionar como uma porta de entrada no mercado de trabalho. Há, neste momento, cerca de oito mil candidatos e mil anúncios activos, sobretudo nas áreas de design, comunicação, marketing e business.

 

O primeiro passo

“Estamos a falar do primeiro passo profissional - ou do segundo, para quem já fez um estágio aí, por exemplo, – e não há necessidade de envolver agências, até porque as agências acabam por criar burocracia e não ser úteis”, acredita Rui Zamith, que conversou com o P3 a partir de Londres.

 

Aquilo que este portal oferece é um “contacto directo”, explica Zamith: “O email cai na caixa de correio da própria empresa. Temos relatos de casos em que em dois ou três dias a pessoa está a começar [a trabalhar]; é bom para ambas as partes, para a própria empresa é prático e rápido contratar um estagiário”.

 

O que Zamith e Nuno Dhiren fazem “não é um serviço de agência, é a ponte” entre empresas e potenciais trabalhadores. O Internwise funciona como uma comunidade, onde os candidatos se registam, criam um perfil e colocam o CV e onde empresas colocam anúncios, que os dois portugueses espalham depois por diversas plataformas, de forma a proporcionar-lhes a maior visibilidade possível.

 

Quase tudo é gratuito

O trabalho deles consiste sobretudo na divulgação, moderação dos artigos, comunicação com as pessoas e contacto com empresas, para que estas anunciem no Internwise. O serviço é gratuito – para empresas e candidatos –, mas os empregadores podem contratar um serviço extra pago que dá mais visibilidade ao anúncio ou envia newsletters directamente para os candidatos.

 

A maioria dos utilizadores desta rede não está em Portugal. Mas Rui Zamith, que trabalha como gestor de comunicação na empresa PokerStars, em Londres, acredita que o baixo número de candidatos nacionais se deve à falta de conhecimento do serviço. Ingleses e cidadãos de países à volta são, para já, os que mais utilizam este portal.

 

Mesmo em Londres, um dos “centros europeus de negócios online”, Rui e Nuno não conseguem viver exclusivamente do Internwise. O objectivo é fazer crescer o portal e conseguir autonomia financeira com ele. Mas os dois jovens estão dispostos a arcar com a pouca rentabilidade do projecto: “Sentimos que, pelo menos, estamos a ajudar outras pessoas a arranjar emprego. Isso é um grande reconforto”.

 

Via P3


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Quarta-feira, 18.01.12
Futre numa homenagem a ex-jogadores do Porto, em 2007
Futre numa homenagem a ex-jogadores do Porto, em 2007 (Luís Efigénio/nFactos)
Paulo Futre lançou nesta noite de terça-feira uma campanha nacional contra o desemprego na estreia do seu programa na televisão.

O antigo jogador da selecção nacional começou o programa na TVI24 por ler uma carta que lhe foi enviada por uma desempregada que se oferecia para colaborar com ele. Futre lembrou os 700 mil desempregados, os seus amigos “que este Natal não tiveram dinheiro para o bacalhau”. E anunciou então um programa nacional contra o desemprego.

Desafiou os portugueses a enviarem pedidos de emprego para o seu espaço televisivo e garantiu que empresas que lhes assegurarem um posto de trabalho “terão publicidade à borla no programa”. “Ou nós vamos às empresas ou eles [os empresários] vêm cá”, garantiu.

Futre quer que o programa, que se chama As Noites de Futrebol, seja conhecido no futuro como “as noites do povo”.

O antigo futebolista recordou que, na sua infância, a palavra que mais ouviu foi “não”. “Há pão? Não. Há leite? Não…” Por isso, diz Futre, quer ajudar os portugueses a arranjarem emprego.

“Se está sem emprego envie para: oscraquesdofutre@gmail.com”, anuncia o programa 

 

Via Público



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Domingo, 27.11.11

Moçambique precisa de profissionais e oferece oportunidades de negócios

 

O presidente de Moçambique, Armando Guebuza, disse neste domingo em Lisboa que o país precisa de profissionais para trabalharem nas explorações de carvão e gás natural e que oferece oportunidades de negócio em várias áreas.

 

O presidente Guebuza está em Lisboa para participar na primeira Cimeira Luso-Moçambicana, prevista para os dias 28 e 29 de Novembro, durante a qual será reforçada a relação entre os dois países.

 

Num evento, junto da comunidade moçambicana, o chefe de Estado destacou a calorosa saudação com que foi recebido pelas cerca de 500 pessoas (de uma comunidade total de 3600 a viver em Portugal) presentes num hotel em Lisboa para o ouvirem.

 

Descobertas de recursos naturais

“Parece que estou de novo em Moçambique”, referiu o Presidente, num evento animado por música e dança tradicional e em que foi entoado o hino do país. O discurso centrou-se depois na economia moçambicana e sobretudo nas “descobertas recentes de recursos naturais”, com destaque para o gás natural e o carvão.

 

“Um dos grandes desafios que estas descobertas nos colocam tem a ver com a disponibilidade de técnicos moçambicanos para trabalhar nestes empreendimentos. As nossas instituições de ensino superior estão a fazer essa formação mas os números não correspondem à procura. Precisamos de muitos mais técnicos”, afirmou o chefe de Estado.

 

Já nesta semana, o presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique defendeu, em declarações à Lusa, que Maputo deveria alterar a legislação laboral para facilitar a entrada de trabalhadores portugueses qualificados no mercado de trabalho moçambicano porque o país “tem uma enorme carência de quadros”.

 

Ainda no seu discurso, o presidente Guebuza apelou aos empresários Moçambicanos para olharem para este “nicho de oportunidade” porque há ainda “falta de fornecimento bens e serviços para essas empresas”.

 

Via P3



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Quinta-feira, 28.07.11
Ser portador de HIV dificulta acesso ao emprego
A infecção por VIH/SIDA dificulta a procura de emprego ou potencia a situação de desemprego, levando a que muita vezes as pessoas infectadas ocultem a doença perante a entidade laboral, revela um relatório.

O documento, divulgado na terça-feira, resulta de um protocolo entre a Coordenação Nacional para a infecção VIH/SIDA e o departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

 

Na análise do impacto da infecção VIH/SIDA nas condições laborais, o relatório aponta que «existe um conjunto de aspectos que levam, de forma gradual, os indivíduos a desistir de procurar um novo emprego».

 

«A saber: a necessidade de terem que faltar para efeitos de consultas, tratamentos, levantamento de receitas e/ou medicamentos; os atrasos daqui decorrentes; a realização de um exame médico de admissão ao novo emprego; a possibilidade dos futuros empregadores pedirem referências de empregos anteriores o que conduz os portadores a recearem que o seu diagnóstico seja divulgado e que não sejam admitidos», lê-se no documento.

 

Das 1.634 pessoas inquiridas, num estudo que decorreu entre finais de 2009 e meados de 2011, a maioria (51,3 por cento) encontrava-se a trabalhar, sendo que a situação de desemprego afectava 437 pessoas (26,8 por cento).

 

«De facto, na nossa população, 51,3 por cento não conseguiu encontrar emprego, e, entre aqueles que conseguiram, para 17,3 por cento, tal só sucedeu após 24 meses”, revelam os investigadores.

 

Acrescentam que «a juntar à fraca escolarização e qualificação profissional, a infecção veio acentuar a dificuldade de acesso a um novo emprego, tornando estes inquiridos em desempregados de longa duração, condição em si mesma indutora de pobreza e exclusão social».

 

O estudo sublinha que «a infecção emerge como uma dificuldade acrescida no acesso ao emprego» e que isso é principalmente constatado nas pessoas cuja fonte de rendimento se insere nos perfis «reformado», «subsídio de desemprego» e «acção social pública e privada».

 

«Os indivíduos agrupados nestes perfis referem que as principais dificuldades na procura de emprego estão ligadas à escassez do mercado de trabalho, às dificuldades em conciliar as condições de trabalho com as novas exigências em termos de apoio médico, mas também ao facto de não encontrarem emprego adequado à sua condição de saúde», revela o estudo.

 

Os investigadores apontam também que «a ocultação da infecção em meio laboral é uma evidência neste estudo», onde apenas 15,2 por cento informou a entidade patronal.

 

«São as mulheres e os indivíduos mais escolarizados (ensino graduado e pós-graduado) que menos revelam o diagnóstico em contexto profissional», sendo que «o receio de discriminação e de despedimento estão na origem deste comportamento», indica o estudo.

 

Acrescenta que «o medo de despedimento é real: 22,7 por cento dos inquiridos acabaram por ser despedidos ou despediram-se por pressão da entidade patronal. Para 50 por cento, tal aconteceu ao fim da primeira semana».

 

De acordo com os investigadores, a não divulgação da doença é uma «estratégia de protecção destas pessoas em contexto profissional», sendo que a experiência de despedimento ocorreu principalmente entre as mulheres (30 por cento) e os menos escolarizados (44,4 por cento).

 

Via Sol



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Quinta-feira, 10.02.11

5 passos para procurar emprego

 

Andar à procura de emprego pode ser uma tarefa cansativa e ingrata, sobretudo nos tempos que correm. Se as entrevistas de trabalho já são, para a maioria dos candidatos, um momento de extremo stresse, as coisas pioram substancialmente num momento de crise, como o que vivemos actualmente, em que poucas oportunidades surgem, os candidatos - em especial os que estão desempregados há muito - estão dispostos a aceitar quaisquer condições e o processo de recrutamento é feito com especial cuidado. Mesmo os mais optimistas e empreendedores por vezes desanimam perante a falta de resposta ou o retorno mais comum: "Neste momento não estamos à procura de ninguém, mas assim que surgir uma oportunidade o seu currículo está no topo do monte." Raramente surge.

Porém, há alguns truques a que pode recorrer para reduzir o stresse e aumentar as suas possibilidades de ser bem-sucedido na busca de emprego.

1. Autoconsciência Os candidatos com melhores resultados na procura de emprego - aqueles que ficam sempre com o trabalho, logo à primeira entrevista, apesar de o seu currículo nem estar perto de ser excepcional - são pessoas que têm bem presentes os seus pontos fortes. Mais que isso, são capazes de fazer corresponder as suas qualidades aos objectivos de carreira que lhes são pedidos e têm plena consciência do tipo de funções capazes de lhes trazer reconhecimento e realização profissional. Antes de mais, é muito importante que não se contente com qualquer coisa; em vez disso, "centre a sua procura numa carreira que tenha a ver com as suas capacidades e qualidades", sublinha Steve Sheward, especialista em carreiras, no "The Guardian". É importante que pense bem no que quer realmente fazer, nas suas potencialidades e na experiência profissional que acumulou. Ter isto claro vai ajudá-lo muito a planear a sua candidatura, centrando-se naquilo em que realmente é bom - e onde, por isso mesmo, terá muito mais hipóteses de se sair bem.

O processo de auto-análise através do qual chegará às suas melhores qualidades e competências vai ajudá-lo a definir exactamente a área e o tipo de função através dos quais pode fazer evoluir a sua carreira. Ter em atenção a relação entre o que é proposto em termos de trabalho e em termos de salário ajudá-lo-á a descartar à partida candidaturas que procurem pessoas com currículos muito abaixo ou muito acima das suas capacidades e experiência.

2. Capacidade de planeamento Ter um plano de acção é uma forma simples de centrar e direccionar a sua procura. Disparar em todas as direcções não é saudável e pode resultar em momentos complicados. Se marcar entrevistas com intervalos de uma hora corre o risco de se atrasar e perder oportunidades, ou mesmo de baralhar o chip e começar a falar de como é excelente a trabalhar em grupo numa entrevista em que procuram alguém para trabalhar a solo e a realçar as suas capacidades de teletrabalho e auto-organização quando o que esperam de si é que seja bom a liderar uma equipa.

Para uma busca mais eficaz, comprometa-se com tarefas diárias e objectivos semanais realistas - que seja mesmo capaz de cumprir, dependam ou não de si. Terá de identificar as empresas nas quais mais gostaria de trabalhar, pesquisar dados sobre as mesmas e sobre as pessoas que nelas trabalham, obter informações sobre as tendências de mercado, fazer contactos e só então enviar currículos - com a certeza de que está a direccioná-los à pessoa certa (em muitos casos, não é o director de recursos humanos). Lembre-se que muitas vezes um conhecimento é tudo: não falamos em cunhas propriamente ditas, mas há muitos lugares que ficam livres e são preenchidos sem nunca haver anúncios de procura de profissionais. Sonde os seus amigos e conhecidos, recorra às redes sociais e tente descobrir se nas empresas que elegeu há postos de trabalho disponíveis ou prestes a ficar livres e faça um primeiro contacto pessoalmente. Uma boa rede de conhecimentos profissionais é essencial e hoje a tarefa de construí-la está facilitada com sites como o LinkedIn.

3. Aprender com os erros Se apesar dos seus esforços não está a conseguir chegar sequer à fase de entrevistas e parece que os seus currículos ficaram perdidos no limbo, ou até chega a ser entrevistado mas depois nunca recebe resposta, repense a sua estratégia. Poderá mudar alguma coisa na sua apresentação ou mesmo no currículo de forma a captar mais atenções? Estará demasiado ansioso nas entrevistas? Teste-se como puder e peça ajuda aos amigos: mostre-lhes o seu currículo e como costuma comportar-se nas entrevistas e peça-lhes que lhe contem o que é para eles essencial na escolha de um novo colaborador.

4. Sensibilidade para o marketing Um bom emprego é disputado por dezenas de pessoas; ao lado do seu, há muitos outros currículos a ser analisados. A forma mais eficaz de conseguir uma posição de vantagem em relação aos demais é ter uma apresentação que corresponda àquilo que a empresa procura. Exagerar ou falsear informação não são opções, mas mandar o mesmo currículo para diferentes tipos de candidatura e empresa também não lhe trará bons resultados. Alterar a relevância que dá à informação que disponibiliza no seu currículo consoante o tipo de emprego a que se candidata é essencial para ganhar a vantagem pretendida. Adapte-o ao tipo de trabalho que procura e à empresa à qual se candidata de forma que a sua candidatura responda o mais exactamente possível ao que se procura. Na era das novas tecnologias, uma breve apresentação vídeo disponibilizada no YouTube e comentários inteligentes no Twitter ou em determinados blogues podem valer milhões.

5. Boa atitude Nem todos os conselhos do mundo chegam para garantir que ficará com o primeiro emprego a que se candidatar. Uma boa dose de paciência e optimismo são essenciais para aguentar o processo de busca de emprego e ultrapassar as inevitáveis rejeições e os muitos compassos de espera. O importante é que tenha confiança em si próprio e continue centrado naquilo que quer. Desanimar pode levá-lo a cometer um erro crasso: aceitar a primeira coisa que lhe aparecer - e em menos de um mês encontrar-se profundamente infeliz, o que o obrigará a recomeçar a busca em nome da sua sanidade mental.

 

Via Ionline



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