Quarta-feira, 20.06.12

TIRARAM O TAPETE AOS ALUNOS COM DISLEXIA

Não se sabe quantos alunos portugueses têm dislexia. Os problemas variam entre dificuldades de leitura, de compreensão, de ortografia ou de matemática. Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro concluiu que 5,4% dos alunos do 1º ciclo são disléxicos, mas, segundo a Associação Portuguesa de Dislexia, o número «é muito maior».

Até este ano letivo, essas crianças eram acompanhadas pelo Departamento de Educação Especial de cada escola, que construía os testes e os exames consoante as suas dificuldades. Era esta equipa de professores especializados, encarregados de educação, terapeutas e psicólogos que definia, caso a caso, o Programa Educativo Individualizado dos alunos disléxicos e os «critérios de adaptação» nos momentos de avaliação. Da chamada adequação das condições de avaliação, constavam possibilidades como a não pontuação dos erros, a redução do número de questões ou do texto, o prolongamento do tempo ou a leitura do enunciado.

«Em abril, o Júri Nacional de Exames alterou as regras. Os exames passaram a ser todos nacionais e deixou de ser permitida a leitura do enunciado», criticou a presidente da associação, Helena Serra, aotvi24.pt

Ministério da Educação mudou as regras dos exames apenas em abril. Caso de Constança é apenas um entre «milhares»Esta decisão ganhou relevo com a história de Constança, a menina de 14 anos de Odemira que está a ser obrigada a realizar os exames do 9º ano em igualdade de circunstâncias com os outros alunos. «Tiraram o tapete a milhares de alunos que usufruíram de adequações durante todo o ano letivo. As adequações não são nenhum favor que lhes estamos a fazer, é apenas o reconhecer que têm um cérebro especial», disse.

O ministro Nuno Crato garantiu que os casos de alunos disléxicos serão analisados «um a um». No entanto, e apesar das recomendações da escola, da terapeuta, da Direção Regional de Educação e até do Provedor de Justiça, Constança teve de ler o enunciado sozinha e não conseguiu completar o exame de Português por falta de tempo. O ministério alega que um aluno só pode completar o 9º ano se dominar o Português e a Matemática. «Concordamos nesse aspeto, mas só para um cérebro que processa as palavras normalmente. Um aluno disléxico tem pequenos distúrbios no processamento. Ao retirarmos-lhes esses direitos nos exames, estamos a colocá-los em desvantagem logo na linha de partida», explicou Helena Serra.

Nos exames nacionais está garantida a utilização da Ficha A, uma lista de possíveis erros destes alunos, sinalizados pelo departamento especial e pelo diretor de turma, e enviada ao corretor para que não os pontue. «O ministério diz que os alunos não vão ter mais benesses porque já têm a Ficha A, mas só os erros escritos é que não serão pontuados. Então e a dificuldade de leitura ou de compreensão? O ministério esqueceu-se de pensar nos efeitos da má interpretação...», lamentou a professora especializada em educação especial.

A Associação Portuguesa de Dislexia está a aconselhar os pais de alunos disléxicos a enviarem queixas para o ministério, onde já entregou uma petição com mais de 1200 assinaturas. Entretanto, vai enviar uma carta ao secretário de Estado da Educação com um conjunto de propostas, entre as quais a possibilidade de, durante a inscrição nos exames, as adequações realizadas ao longo do ano poderem ser descritas no impresso.

Propõe-se ainda um «modelo de 50 horas de formação específica para os professores», prioritariamente os da educação especial. Segundo Helena Serra, «os alunos não estão a ser apoiados por professores especializados e, quando começam a patinar, têm apoios educativos», que são «uma falácia do sistema», porque estes educadores têm «a mesma formação de outro qualquer». «Os alunos precisam de pessoas que saibam o que estão a fazer, logo no 1º ano ou mesmo, preventivamente, aos 5 anos», frisou.

A professora é a favor da escola inclusiva, mas apenas se isso se traduzir em «turmas reduzidas» e com o «apoio de um professor especializado» em dislexia.

 

Noticia do Push



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Sábado, 21.04.12

O colectivo do Es.Col.A foi despejado pela PSP
O colectivo do Es.Col.A foi despejado pela PSP (Foto: Nelson Garrido)

Activistas do movimento Es.Col.A, que a polícia despejou na quinta-feira do Alto da Fontinha, no Porto, decidiram esta noite reocupar o estabelecimento de ensino no dia 25 de Abril.

 

A decisão foi tomada em plenário realizado no Largo da Fontinha, que reuniu 150 a 200 pessoas. A reunião terminou pelas 20h15 e muitos dos participantes dirigiram-se à escola na rua da Fábrica Social, a cerca de 300 metros de distância. Pouco antes das 20h30, alguns activistas chegaram a entrar no recinto da escola, saindo pouco tempo depois.

“O acto de revolta está feito”, disse um dos elementos do colectivo. Um carro da Polícia Municipal encontra-se no local mas não houve qualquer movimentação visível de agentes.

Outra proposta aprovada foi a realização de assembleias-gerais diárias até decisão em contrário. O plenário aprovou também propostas de realização de uma peça de teatro sobre o problema da escola e a outras iniciativas lúdicas e culturais no Largo da Fontinha.

Começou a ser feita uma recolha de fundos para ajudar a pagar o apoio legal às três pessoas que foram detidas nesta quinta-feira, após confrontos com a polícia, e que vão ser julgadas a 2 de Maio.

O movimento Es.Col.A foi despejado da escola da Fontinha, onde estava desde Abril de 2011 e dinamizava actividades como hortas, teatro, ioga ou cinema. A Câmara do Porto disse que estava disponível para permitir a ocupação do espaço até ao fim de Junho, desde que fosse formalizado um contrato de cedência e se fizesse o pagamento de uma renda simbólica de 30 euros, o que não foi aceite pelo movimento.

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 23.03.12

Atirei o pau ao Benfica???!!!


O FC Porto pretende que o Ministério da Educação se pronuncie sobre “os fascistas do gosto”, na sequência de uma queixa contra o ensinamento às crianças de cantigas infantis com saudações ao Benfica numa escola pública da Ericeira.


Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, o clube portuense condena “o proselitismo em escolas públicas”, saúda “o civismo do pai” autor da queixa e critica o género de cantilenas naquele jardim-de-infância público: “Em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de ‘ayatollahs’ das suas próprias preferências”.

“Mais grave é que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia, não só no jardim-infância da Ericeira, mas também em todas as escolas do pré-escolar do agrupamento e noutras de Lisboa e Cascais”, refere a nota divulgada na página oficial do clube.

O FC Porto pretende que “o Ministério da Educação se pronuncie sobre estes fascistas do gosto e dê instruções para que, em todas as escolas do país, se acabem com práticas que fazem lembrar os tempos da outra senhora”.

A inclusão da expressão ‘viva ao Benfica’ na cantilena “Atirei o pau ao gato” de um jardim-de-infância da Ericeira, Mafra, motivou a queixa de um pai ao Ministério da Educação, por desrespeitar a pluralidade de gostos.

Na queixa enviada, Eduardo Mascarenhas, pai de uma menina de quatro anos, manifestou-se contra o facto de a educadora ter feito uma adaptação, ao ensinar as crianças a cantar “vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica”, várias vezes ao dia.

 

Via Público



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Quinta-feira, 01.03.12

Vencer o cerco agarrar o sonho

 

No Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto, o estigma tem perna longa. Para muitos dos que vivem numa relação higiénica, padronizada e distante com a cidade, o Cerco fica longe demais, entre o desalento e a depressão social. Contrariar o destino e os preconceitos são batalhas duras para gente de menos. Mas permitam que vos conte uma história sobre almas grandes.

 

Paula Cruz e Maria Teresa Borges são duas das professoras responsáveis por ajudar a dar forma ao sonho de um grupo de alunos que, este ano letivo, cumpre o sonho do 12.º ano. No caso, alunos que, na sua maioria, já completaram mais estudos do que os seus pais. O que só engradece os pais e os filhos. Para perceber a importância disto, é preciso dizer que os alunos que concluem os estudos de nível secundário são residuais (pouco mais do que cinquenta por ano). Sinais da pouca valorização do estudo e dos condicionalismos inerentes ao meio, lembram, amiúde, as professoras.

 

Por isso, o trabalho delas tem sido contaminar os alunos, agora finalistas, com vontades e energias que desafiam contextos e cenários pré-cozinhados. Apesar das conjunturas, das troikas e baldrocas, elas querem ser cúmplices de um sonho. E motivadoras de trabalho e dedicação para agarrá-lo.


E que sonho é o destes jovens? Simples: vencer o cerco e fechar este ciclo com uma viagem de finalistas. Não uma viagem qualquer. Mas, sim, uma jornada onde os afectos, a cultura e a partilha tenham sentido. Uma viagem que mude os olhares, o imaginário e devolva às suas existências a esperança de um caminho. Um caminho que querem escrever eles próprios na folha branca dos seus dias futuros.

 

As professoras escolheram Itália como destino. Esboçaram-no nas aulas de Literatura Portuguesa. A cada aula que passava, a Itália, uma das matrizes culturais do Ocidente, tornou-se projecto. Sonho. De Literatura Portuguesa a Português, passando pela História e pelas Ciências, entusiasmaram-se as turmas. E o lirismo inicial de que eram acusados deu lugar a assunto sério e comentado.

 

Falta muito, ainda, para concretizar o sonho. Cerca de 18 mil euros, para não andar longe da verdade.


Mas há muito caminho andado, sem esmorecer.

 

Este ano letivo, por exemplo, alunos e professores já organizaram um jantar de beneficência, que contou com a presença do Cônsul Honorário de Itália no Porto. Prepararam também a festa de Halloween. Dinamizaram e fizeram a gestão do bar na Festa de Natal do Agrupamento. Fizeram embrulhos no Continente do GaiaShopping durante o mês de Dezembro, sem fins-de-semana, trabalhando arduamente quase até à noite de Natal, com um sorriso nos lábios. E o espírito de grupo venceu o cansaço.

 

Pelo meio, há ainda exemplos individuais de entrega abnegada: jovens cujos pais até podiam pagar a viagem, mas querem trabalhar para ajudar os outros a ir; jovens que decidiram oferecer-se para lavar as escadas do prédio onde vivem para amealhar a quantia necessária; bons alunos, com pais desempregados, que multiplicam ideias e esforços em nome do sonho. E por aí fora, vencendo o cerco, tentando agarrar o impossível.

A viagem está agendada para a Páscoa. Custa 615 euros por aluno. É uma viagem de autocarro (não se sonha com avião). Mas talvez seja melhor assim. Haverá passagens por Génova, Pisa, Florença, Roma e Veneza.

 

No Cerco, entretanto, não se desiste.


Para angariar fundos, haverá uma noite de fados no dia 10 de Fevereiro. Está também programada uma festa depois do Carnaval e um pequeno concerto dos Blind Zero, gentileza do vocalista Miguel Guedes, ex-aluno da escola. Já seguiu também uma carta para a SAD do FC Porto, solicitando ajuda. Coisa simples: apenas 50 cêntimos por adepto de um qualquer jogo do clube no Dragão a realizar durante este mês. Desenham-se ainda os pormenores de uma festa com música para os Sub-45 ou sub-50 no início de Março. Grupos de amigos e familiares serão chamados a alinhar e a dar um pezinho de dança ao som de algumas memórias dos anos 70, 80 e 90. Sem tabus nem preconceitos, ajudando a alimentar o sonho.


Há um NIB para quem quiser contribuir (0035 0743 0001 3419 60022).


Mas, acima de tudo, façam o favor de partilharem e serem também cúmplices desta história de muitas vontades que resgata o melhor que somos, desafiando futuros.

 

 a página da Viagem de Finalistas no Facebook. 

 

Retirado de A Devida Comédia



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Quinta-feira, 16.02.12
Dezenas de alunos estavam desde as 10h concentrados em frente à escola
Dezenas de alunos estavam desde as 10h concentrados em frente à escola (Foto: Pedro Maia)
O cancelamento da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, à Escola Artística António Arroio, em Lisboa, deveu-se a “um impedimento” relacionado com a função presidencial, confirmou ao PÚBLICO o assessor da Presidência para a Comunicação Social, José Carlos Vieira.

Sem querer dar qualquer outro tipo de explicação, este responsável adiantou, no entanto, que ficou acordado que os secretários de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida e do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, que iam acompanhar o Presidente, iriam realizá-la mesmo sem a presença de Cavaco Silva. Além destes dois governantes, a visita foi acompanhada pela assessora do Presidente para a Educação, Suzana Toscano. Inicialmente prevista para as 10h30, esta realizou-se no novo formato a partir das 11 horas. 

Questionado sobre se foi avaliado existir um problema de segurança nesta visita pelo facto de estar a decorrer uma manifestação de estudantes em frente ao portão da escola, o assessor presidencial limitou-se a dizer não ter indicação de haver qualquer problema de segurança. 

Dezenas de alunos estavam pelo menos desde as 10h concentrados em frente ao portão da escola António Arroio à espera da chegada de Cavaco Silva – inicialmente a Presidência da República não deu qualquer explicação sobre o cancelamento.

De acordo com a TSF, os alunos queixam-se da inexistência de um refeitório nesta escola que serve 1200 alunos e que são obrigados a comer no chão à porta do estabelecimento escolar, mas protestam também pelo fim do passe escolar.

Segundo tinha afirmado à Lusa Carlos Carolino, o elemento da Polícia de Segurança Pública que estava no local a comandar as operações, o cancelamento da visita verificou-se cerca de meia hora depois da hora prevista para o seu início.

 

Via Público



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Segunda-feira, 19.12.11
Estatuto do Aluno está em revisão e poderá incluir punições aos paisEstatuto do Aluno está em revisão e poderá incluir punições aos pais (Raquel Esperança)
A partir do próximo ano lectivo, os pais dos alunos indisciplinados ou com faltas em excesso passarão a ser responsabilizados pelo comportamento dos filhos na escola.

Esta é uma das principais alterações que o Governo e os grupos parlamentares do PSD e do CDS pretendem introduzir ao Estatuto do Aluno, cuja revisão está a ser preparada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC). A medida conta com o aval dos directores de escolas.

O MEC sustenta que "não é possível agora adiantar pormenores sobre o sentido das alterações" que estão a ser preparadas. No mês passado, o secretário de Estado da Educação, João Casanova de Almeida, que é responsável por este processo, defendeu a responsabilização dos pais e indicou que o ministério pretende concluir a revisão antes da Primavera, de modo a que novo Estatuto do Aluno possa entrar em vigor já no próximo ano lectivo.

 

Via Público



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Domingo, 04.12.11

Primeira escola internacional de sexo

 

Uma sueca abriu a primeira escola internacional de sexo do mundo, em Viena, na Áustria. O objetivo do curso é ensinar os estudantes a serem bons amantes.

 

Segundo Ylva-Maria Thompson, qualquer pessoa acima de 16 anos pode se matricular em sua escola. Os estudantes que se matricularem vão viver em dormitórios mistos onde, espera-se, praticarão a lição de casa até a exaustão.

 

“Nossa educação não é teórica, mas muito prática. Ensinamos posições sexuais, técnicas de carícias e conhecimentos anatômicos”, explicou Ylva-Maria.

 

A sueca já sonhava com um empreendimento desse tipo há muito tempo. No entanto, ela já sofre com as controvérsias que sua escola vem causando na Áustria. Propagandas do negócio, por exemplo, foram banidas da televisão austríaca.

 

Via Correio do Estado



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Quinta-feira, 27.10.11
Expulsar o filho do casal é cenário “impensável", diz director do agrupamento
Expulsar o filho do casal é cenário “impensável", diz director do agrupamento (Daniel Rocha (arquivo))
Uma professora da Escola Básica n.º 3 da Quinta do Conde, em Sesimbra, foi agredida dentro da sala de aula pelos pais de dois alunos, confirmou hoje à agência Lusa fonte da GNR.

“Foi apresentada queixa à Guarda e a situação está a seguir os trâmites”, disse a mesma fonte. 

Em declarações à Lusa, o director do agrupamento escolar da Quinta do Conde, Eduardo Cruz, explicou que “os pais de dois alunos [um rapaz e uma rapariga] dirigiram-se ontem [terça-feira] à sala e agrediram fisicamente a professora com estalos na cara em frente a toda a turma”. 

Segundo o responsável, esta é uma situação que se arrasta há dois anos e que já tem motivado reuniões com os pais em causa, com a Escola Segura (da PSP), com o coordenador da área educativa e com o gabinete de segurança do Ministério da Educação. 

Contudo, esta é a primeira vez que estes pais agridem fisicamente um funcionário da escola. 

“Qualquer brincadeira que envolva algum contacto físico com o filho motivava a ida do casal à escola para tirar dividendos da situação, mas das outras vezes insultavam as pessoas”, explicou Eduardo Cruz. 

Hoje de manhã, o director do agrupamento escolar esteve reunido com pais que “bloquearam o acesso à escola”, pelo que não houve aulas, mas à tarde a situação já está normalizada. O responsável adiantou à Lusa que alguns pais exigem a expulsão dos irmãos, mas assegurou que esse é um cenário “impensável”. 

“A escola é um direito que assiste às crianças e não é por aí que vamos”, afirmou. 

Para já, Eduardo Cruz accionou os “meios disponíveis para garantir a segurança na escola”, através da Escola Segura e do gabinete de segurança do Ministério da Educação, e apresentou queixa junto do Tribunal de Sesimbra. 

A GNR esteve hoje de manhã na escola para evitar desacatos, mas a situação esteve “pacífica e ordeira”.

 

Via Público



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Sábado, 16.07.11
Os pais classificam o caso como uma "negligência atroz"
Os pais classificam o caso como uma "negligência atroz" (Nuno Ferreira Santos)
Sónia Cabrita não ganhou para o susto. Ontem quando foi buscar a filha Maria ao Externato João XXIII no Parque das Nações, em Lisboa, esta não se encontrava no colégio. Tinha sido esquecida num autocarro ao serviço da instituição, o que levou ao despedimento das educadoras e auxiliares.

Por volta das 8h30 de ontem, os dois filhos de Sónia e Nuno Cabrita, Maria de 4 anos e Miguel de 5, tinham saído para uma actividade do programa “praia-campo” promovida pelo colégio nos meses de Verão, acompanhados por professores educadores e por auxiliares. 

Quando Sónia Cabrita chegou ao colégio por volta das 18h40, o autocarro que transportava as crianças já tinha chegado, mas a sua filha não se encontrava no estabelecimento de ensino. Depois de a terem procurado por todo o colégio, veio a constatar-se que Maria tinha ficado esquecida no autocarro alugado pelo externato e estacionado em parte incerta. 

Segundo Sónia Cabrita, o director do externato foi buscar a criança, que teria adormecido durante a viagem e trouxe-a para junto da mãe, que se encontrava bastante transtornada. A criança estava assustada e a chorar, mas, segundo a mãe acabou por encarar o episódio como uma aventura.

Esta manhã, Sónia e Nuno Cabrita dirigiram-se ao externato para apresentar uma reclamação por escrito e para cancelar as matrículas dos filhos para o próximo ano lectivo. Os pais de Maria estão também a tratar de todos os procedimentos para apresentarem uma reclamação sobre este caso, que consideram ser de uma “negligência atroz”, junto da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo. 

Num comunicado à imprensa, a direcção do Externato João XXIII confirmou o incidente e referiu que a busca pelo paradeiro da criança durou cerca de meia hora e que Maria foi encontrada junto do motorista em total segurança. "Um elemento da direcção acompanhado pelo psicólogo do externato seguiu o autocarro que tinha acabado de abandonar as instalações acabando por o intersectar ao chegar ao parqueamento (cerca das 18 horas), também ele na Expo, onde o motorista ainda não se tinha apercebido da aluna a dormitar, uma vez que ainda não tinha tido tempo para revistar o veiculo", explicam os responsáveis do colégio.

Um membro da direcção e a directora pedagógica do pré-escolar dirigiram-se ainda na noite de ontem a casa da família Cabrita para lamentar o sucedido e entregar pessoalmente duas cartas com um pedido de desculpa, informando que procederam ao despedimento do corpo docente e dos auxiliares envolvidos no caso e que o motorista da empresa que transportou as crianças não deverá voltar conduzir nenhum autocarro que transporte os alunos deste externato.

 

Via Público



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Quinta-feira, 07.07.11
Cristina Silva Bastos, Sandra Ramos e Francisco Pereira Gomes
Cristina Silva Bastos, Sandra Ramos e Francisco Pereira Gomes (Foto: Pedro Cunha)

Com o objectivo de combater a exclusão social dos idosos, surge o projecto Culinarium. "Em 2050, a média de idade da população portuguesa vai ser de 50 anos". É com esta afirmação que Sandra Ramos, de 29 anos, começa a explicar o projecto ao P2. "O Culinarium promove o envelhecimento activo da população" e, cada vez mais, "temos de desenvolver novas actividades para ocupar os nossos idosos".

 

A ideia de Sandra, oriunda da Bélgica e que fez equipa com Cristina Silva Bastos, de 28 anos, e Francisco Pereira Gomes, de 31 anos, é juntar avós e netos na cozinha, na escola. O Culinarium é uma das dez ideias finalistas do concurso promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Talento, com o objectivo de premiar e pôr em prática uma ideia de portugueses na diáspora em colaboração com residentes. 

O Culinarium quer combater dois problemas: o isolamento dos idosos e a obesidade infantil, através da promoção de uma alimentação saudável. Quem melhor do que os avós, que têm tempo, paciência e hábitos alimentares mais saudáveis, para iniciar as crianças às práticas agrícolas e à cozinha? "Novos saberes, novos sabores" é o slogan da ideia que deseja "partilhar receitas" e "reavivar a tradição gastronómica portuguesa", reforçando os laços familiares. 

"Tal como as crianças aprendem a ler, a escrever, a contar ou a fazer desporto, nós propomos que também aprendam a cozinhar para terem uma dieta equilibrada e uma vida mais saudável", continua Sandra Ramos. Mas desenganem-se os professores se pensam que vão ter mais trabalho. É aqui que entram os idosos, os avós, para que tenham uma ocupação útil. "Vamos fazer com que as crianças e os avós sejam os embaixadores da alimentação saudável junto das famílias", imagina Sandra Ramos.

Da teoria à prática, a ideia finalista quer lançar o projecto-piloto numa instituição em Cascais. "Queremos actuar junto das crianças mais novas, para combater o problema da obesidade de raiz, e não quando já estão com excesso de peso", explica Sandra, que foi para Bruxelas há três anos. 

Numa época de crise em que as hortas urbanas estão a ressurgir nas cidades, o projecto quer ainda levar as hortas para a escola, num "regresso ao que é tradicional, saudável e biológico". A equipa quer partir de Cascais para o resto do país, tendo já programado datas concretas para a realização e expansão do projecto: a 12 de Janeiro de 2012, o Culinarium é implementado; sete meses depois, no início do ano lectivo de 2012/2013, a experiência poderá alargar-se a todo o país. De seguida, a equipa quer fazer intercâmbios "entre os vários núcleos" onde se aplicou a ideia Culinarium, juntando avós e netos de todas as regiões do país. "Queremos assim promover uma troca de experiências gastronómicas a nível nacional". E depois virá o livro de receitas.

Para pôr o projecto no terreno, caso o Culinarium não ganhe o prémio de 50 mil euros do concurso Faz - Ideias de Origem Portuguesa, a equipa espera obter apoios das autarquias, à semelhança do que foi feito na Austrália, com o programa The Kitchen Garden Foundation, no qual Sandra Ramos se inspirou.

 

Via Público



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Quarta-feira, 06.07.11
Um livro para professores e, sobretudo, para os pais.
Um livro para professores e, sobretudo, para os pais.

Nos últimos anos, quando a conversa chegava à educação eu tinha sempre a mesma resposta: "o meu ministro da educação é Nuno Crato" . Razão? O livro que está aqui à direita, que é uma espécie de sistematização das ideias certeiras de Crato para a educação. Que ideias são essas? De forma clara, Crato defende uma revolução pedagógica e cultural, criticando - sem piedade - o eduquês reinante. Crato quer exigência, e não facilitismo. No fundo, Crato acaba por defender que os desejos do aluno não devem ser o centro da escola. O centro da escola deve ser, isso sim, o conhecimento transmitido pelo professor. Porque a escola não é um recreio, não é um passatempo, e os professores não são babysitters. Porque os adolescentes não vão ser sempre adolescentes. Porque é preciso preparar esses jovens para a vida adulta, para a cidadania e para o mundo do trabalho.

 

Portanto, mais do que o - esperado - trabalho técnico de reorganização das escolas e demais blá blá burocrático do ministério, espera-se de Nuno Crato uma mudança cultural de fundo. E esta mudança cultural começa em casa, com os pais. É por isso que digo que este livro devia ser lido pelos pais antes de ser lido pelos professores. Em Portugal, o problema da escola não se resolve enquanto os pais não forem exigentes com os filhos. Tal como defende Crato,

 

"O que precisamos é de perceber que a autoridade dos pais deve ser exercida não criticando os professores por serem exigentes, mas ajudando os professores a serem exigentes. É raríssimo um pai entrar numa escola por o aluno ter boas notas. Em contrapartida, aparecem muito frequentemente pais a queixar-se das fracas notas dos filhos, sem estarem preocupados com saber se eles de facto sabem ou não sabem o correspondente às notas".

Este é o grande problema da nossa escola. Mas, apesar de ser da escola, este problema começa em casaSe uma criança é ensinada no facilitismo pelos próprios pais, como é que um estranho - o professor - pode pedir exigência à dita criança? É impossível. Tudo o resto (avaliação dos professores, as direcções regionais, os exames nacionais, etc.) está situado a jusante desta questão central: os pais portugueses querem ser pais exigentes ou amiguinhos complacentes dos filhos? Se conseguir impor esta discussão cultural à sociedade portuguesa, o consulado de Nuno Crato ficará na história da 5 de Outubro.

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 27.06.11
Caminos
Há crianças que manifestam um enorme medo, angústia e ansiedade em frequentar a escola. Com certeza que todos os pais já se depararam com esta situação. Se por um lado a maioria das crianças tem apenas preguiça em frequentar o estabelecimento de ensino, por outro há quem não queira ir por razões mais plausíveis, às quais os pais devem estar mais atentos

 

Existem duas razões que podem estar na origem destes sentimentos: o atraso dos pais para a ir buscá-la, levando-a a pensar que estes não querem saber dela, e o facto de serem vítimas de bullying por parte dos colegas, sentindo-se tristes e solitárias.

Conselhos aos pais:

1- Não ignore o medo 
O seu filho precisa de compreensão e tolerância. Não subestime os medos e as angústias da criança.

2- Converse com o seu filho
É essencial que converse com o seu filho sobre o que se está a passar. Só assim ficará a saber a razão pela qual ele não quer ir à escola. O mais certo é não lhe revelar de imediato os seus problemas, por isso, insista.

3- Oiça-o com atenção
Evite menosprezar o assunto e oiça o seu filho com atenção, demonstrando interesse. Garanta-lhe que tudo se vai resolver sem que ele tenha de faltar às aulas.

4- Evite fazer-lhe a vontade
É natural que a criança insista em permanecer em casa. Evite fazer-lhe a vontade, caso contrário, a situação vai-se arrastar, tornando a readaptação à escola mais difícil.

5- Crie boas expectativas em relação à escola
Os pais deverão criar expectativas positivas face à escola, explicando que esta é um local seguro e agradável, onde a criança pode aprender e criar amizades.

6- Espere que o seu filho entre dentro do estabelecimento de ensino
Assim que deixa a criança na escola, espere que esta entre acompanhada pela auxiliar de educação. No fim do dia, vá buscá-la à hora combinada e evite atrasar-se. No entanto, sempre que precisar chegar mais tarde, avise o seu filho com devida antecedência.

7- Ajude-o a ultrapassar as dificuldades
Por vezes, quando a criança tem dificuldades na aprendizagem sente-se envergonhada perante os restantes colegas. Demonstre que todos têm dificuldades em algumas áreas e que os colegas não são excepção.

8- Inscreva-o em outras actividades
As actividades extra-curriculares ajudam no desenvolvimento físico e psicológico da criança. Deixe-o escolher uma actividade e inscreva-o. 

9- Fale com os professores
A interacção entre a família e os agentes educativos é crucial. Os pais deverão falar com os professores sobre o que se está a passar. Todos os pedagogos devem estar atentos e ajudar a criança na resolução do problema.

 

Via Isabe



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Terça-feira, 19.04.11

Eu não sei se estes dois senhores já se aperceberam da realidade do país porque continuam, como miúdos nos balneários da primária ou do primeiro ciclo, a argumentar um contra o como se um campeonato de medição de pilinhas se tratasse, muito habitual antes das aulas de Educação física: "olha aqui, a minha pilinha é maior do que a tua". "Pois mas a minha estica mais...e o meu pacote é muito maior"

 

Em relação às listas apresentadas pelos partidos só tenho duas coisas a dizer: Ferro Rodrigues e Fernando Nobre? Já agora porque não o José Cid e a Maya, ou o Malato e o Fernando Mendes? Sempre arrastavam mais pessoas. Nobre parece a Casal boss de um amigo meu. Andava dois metros para a frente e três para trás. E quem foi o génio que se lembrou de Ferro Rodrigues? Os socialistas têm algum baú com tesourinhos deprimentes? Porque não Guterres? Ele tem muita experiência com refugiados. E o PSD? Não lhe apetece ser governo? Se sim que porcaria de lista é esta? Tirando a lufada de ar fresco chamada Francisco José Viegas o resto cheira a requentado. Mofo. PS: Ana Jorge em Coimbra novamente? Veio cá numa excursão na primária e gostou foi? E como diria o caro colega comentador Runaldinho na caixa de comentários o que dizer do "dependente Basilío Horta, que se diz democrata cristão desde pequenino, mas quer tornar-se "independente" por Leiria! Isto sim, é um ginasta que faria corar de inveja um qualquer Alexei Nemov!"

 

Mas o mais estranho de tudo isto é que enquanto o pais se afunda e parece o Leonardo di Caprio a abanar a mãozita com corpinho a 2 graus despedindo-se de Kate, que bem poderia ser uma espécie de Cavaco Silva mais rude e sem choradeiras - uma Winslet austera, estes dois artistas e respetivos partidos discutem quem ligou a quem, a que horas e em que dia é que estiveram juntos antes de um ir mostrar o pacote a Bruxelas. "Tu disseste que me fazias isto e aquilo. És uma tonta. Parvalhona". Parecem os primeiros tempos de um namoro atribulado, e quem sabe se não serão mesmo, veremos. É que nas questões de fundo as pilinhas destes dois partidos são quase sempre do mesmo tamanho. Defender os boys e os poderes instalados. E se estamos à espera que apareça um Portas ao comando de um submarino salvar o Di Caprio esqueçam. Portas é como os estalinhos de Carnaval, muito barulho mas acabam depressa.


À esquerda nem vale a pena falar. Só pelo discurso os dois partidos já tinham decapitado os senhores do FMI em pleno Terreiro do Paço. O BE e o PCP deviam fundir-se. Isto de continuarem a discutir qual o partido que dá mais vontade de rir com as suas declarações não faz qualquer sentido. Porque não uma única bancada de cómicos? Poupava-se no financiamento aos partidos.

 

Conclusão: metam as pilinhas para dentro e deixem os senhores do FMI trabalhar, pode ser que estes façam alguma coisa de útil enquanto os senhores se divertem a brincar às eleições. Era engraçado vermos detalhadamente as contas que ninguém mostra.

 

Via 100 Reféns



publicado por olhar para o mundo às 13:50 | link do post | comentar

Domingo, 10.04.11
Educação sexual embaraça pais e professores

 

 

A escolha da linguagem mais adequada à educação sexual dos jovens é uma «angústia permanente» que embaraça pais e professores, foi hoje realçado em Coimbra num seminário sobre a matéria.

«A questão da linguagem a adoptar, por exemplo o nome dos órgãos genitais, é uma angústia permanente dos pais», disse Sónia Araújo, uma técnica da Associação para o Planeamento da Família (APF) que participou nos trabalhos.

Também o director executivo da APF, Duarte Vilar, defendeu que «a questão da linguagem é um problema fundamental, não só para os pais, mas também para os professores».

«A educação sexual lá em casa» foi o tema do seminário, uma iniciativa conjunta da APF e da Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP), que decorreu no auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

O sociólogo Duarte Vilar corroborou a opinião de Sónia Araújo para dizer que importa saber «como falar» com os jovens de educação sexual, em casa e na escola, abordando com clareza temas como relações sexuais, homossexualidade, menstruação ou doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

«Qual o quadro de valores pelo qual se rege a educação sexual nas escolas?», afirmou, ao salientar a importância da informação e preconizando que «não é preciso um momento especial para falar disto».

Duarte Vilar sublinhou que, dois anos após a entrada em vigor da lei da educação sexual nas escolas, persistem ainda na sociedade portuguesa diversas «dúvidas e inseguranças nesta matéria».

«Como falar, o que dizer, quando e como?» são algumas das interrogações mais frequentes, designadamente entre pais e docentes, disse.

Segundo um estudo da APF, realizado em 2009 e discutido na sessão, «hoje em dia, os pais estão mais envolvidos na educação sexual dos filhos».

«O estudo revela que pais e mães estão, de facto, envolvidos na educação sexual dos filhos e sempre com grande grau de informalidade», adiantou o mesmo responsável.

Intitulado Ditos e não ditos - Educação sexual e parentalidade , o estudo foi apresentado pela psicóloga Vanda Beja.

O presidente da CONFAP, Albino Almeida, falou dos Mitos, tabus e constrangimentos neste domínio.

«Os constrangimentos são aqueles que decorrem do acertar daquilo que os filhos querem saber», declarou Albino Almeida.

Um dos actuais desafios consiste em «perceber, à luz do conhecimento científico, como podemos melhorar a nossa atitude», referiu, preconizando uma maior aposta na formação dos pais nesta área.

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 10:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 07.04.11
Escolas fazem seguros para prevenir casos de 'bullying'
 

Colégio espanhol foi obrigado a pagar 40 mil euros à família de aluno vítima de 'bullying'. Em Portugal não há registo de situações idênticas, mas escolas estão a preparar-se.

 

Um tribunal de primeira instância obrigou um colégio a pagar 40 mil euros de indemnização à família de um antigo aluno, vítima "de forma contínua e reiterada" de coacção pelos colegas - por outras palavras: de bullying. O caso passou-se em Espanha, mas nada impede que o mesmo suceda por cá. E as escolas estão já a fazer seguros para prevenir indemnizações a serem pagas em processos abertos por violência escolar.

 

Via DN



publicado por olhar para o mundo às 13:55 | link do post | comentar

Quinta-feira, 17.02.11

Campanha contra bullying travado pelo ministério da educação

 

A Rede Ex-Aequo queria levar o combate à homofobia às escolas. Mas tropeçou nos contactos com os serviços do ministério, que consideraram a campanha ideológica. BE e PCP questionam

 

Dois serviços do Ministério da Educação (ME) recusaram apoiar a distribuição nas escolas dos materiais do Projecto Inclusão, uma campanha da responsabilidade da Rede Ex-Aequo, associação de jovens que promove os direitos dos homossexuais e transexuais. A campanha destina-se a promover o combate à homofobia e à transfobia nos estabelecimentos de ensino. O projecto foi apoiado e financiado desde o início por uma outra entidade estatal, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

A justificação para a recusa em distribuir os cartazes e os folhetos, que promovem a não discriminação de jovens gays e lsbicas, é o alegado cariz ideológico dos mesmos, de acordo com a informação dada pelos jovens da Rede Ex-Aequo que foram ouvidos, segunda-feira, no Parlamento, e que ontem foi confirmada ao PÚBLICO por Manuel Abrantes, da direcção da associação.

Esta justificação foi transmitida à Ex-Aequo numa reunião tida com representantes de dois departamentos do Ministério da Educação (ME) - a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e o seu Núcleo de Educação para a Saúde, Acção Social Escolar e Apoios Educativos - e motivou já requerimentos, questionando a ministra da Educação, por parte dos deputados José Soeiro, do Bloco de Esquerda, e Rita Rato, do PCP. 

Já sobre o apoio à distribuição do questionário que servirá de base ao estudo sobre homofobia nas escolas, a cargo de uma equipa do ISCTE dirigida por Carla Moleiro, o ME ainda não respondeu à Ex-Aequo, explicou Manuel Abrantes.

 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:28 | link do post | comentar

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