Domingo, 04.03.12
<p>Empresas que contratarem o estagiário serão premiadas</p>

Empresas que contratarem o estagiário serão premiadas

 (Foto: Jorge Silva/Arquivo)

O programa que o Governo apresentou ontem em Bruxelas para combater o desemprego jovem prevê o reforço dos estágios profissionais e vai premiar as empresas que acabem por contratar o estagiário.

 

A medida faz parte do programa Impulso Jovem, que, ao todo, abrangerá entre 77 mil e 165 mil jovens e representa um investimento entre os 352 e os 651 milhões de euros. 

Os estágios são a principal arma do Governo para combater o desemprego jovem, um problema que, no último trimestre de 2011, afectava 35,4% dos jovens portugueses. 

A medida "passaporte-emprego" mobiliza uma parte significativa dos fundos e destina-se a jovens inscritos há pelo menos quatro meses nos centros de emprego e que se proponham fazer um estágio numa PME, em organizações da economia social ou no estrangeiro. 

O documento a que o PÚBLICO teve acesso não precisa se a duração do estágio continuará a ser de nove meses, como actualmente, mas o valor da bolsa continua a ser em função do grau académico do estagiário. A grande novidade é que a bolsa pode ser prolongada por mais seis meses no caso de as empresas integrarem os estagiários por um período mínimo de dois anos.

O Governo é optimista quanto à adesão a uma medida desta natureza e conta apoiar entre 35.500 a 91 mil jovens.

É também proposto um "incentivo à promoção da orientação profissional" de jovens sem escolaridade obrigatória e de jovens com habilitações escolares, mas sem qualificação profissional. Cria-se ainda a possibilidade de os jovens com habilitações escolares e profissionais receberem apoios específicos à criação do próprio emprego, embora não se diga em que moldes. Ao todo, estas acções poderão chegar, no máximo, a 65 mil pessoas.

O Governo quer ainda apostar no empreendedorismo, com destaque para o apoio a jovens agricultores e para projectos em regiões menos desenvolvidas, e nos apoios à colocação de jovens em empresas estrangeiras.

No plano, o Governo traça dois cenários para o financiamento e metas a atingir. Num primeiro cenário, as verbas disponíveis resultam da reprogramação do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), o que permitirá realocar perto de 352 milhões de euros para o programa e abranger 77 mil jovens. O segundo cenário conta com um reforço das verbas comunitárias, o que permitiria abranger perto de 165 mil jovens com um total de 651 milhões de euros.

O Governo reconhece que o financiamento das medidas - que incluem também um reforço dos apoios às pequenas e médias empresas e à criação de microempresas nos territórios menos desenvolvidos ou que se insiram na revitalização das cidades - implica uma reafectação dos fundos estruturais existentes e alerta que "existe uma margem reduzida de verbas" para essa reprogramação.Isto acontece porque os programas operacionais estão praticamente esgotados. Esta reprogramação foi aprovada ontem em Conselho de Ministros e depende da aprovação de Bruxelas.

O programa apresentado ontem é a resposta de Lisboa a uma carta enviada por Durão Barroso aos chefes de Governo dos países onde o desemprego jovem é mais preocupante - Portugal é o terceiro país com a taxa mais elevada, a seguir à Grécia e à Espanha - e deverá ser posto no terreno a partir do segundo trimestre de 2012.

 

Via Público



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Quinta-feira, 09.02.12
Portugueses criam portal de estágios (pagos) no Reino Unido

 

Internwise tem cerca de mil anúncios e oito mil candidatos activos. Estágios podem ser a alavanca para a entrada no mundo de trabalho londrino.

 

A ideia andava na cabeça de Rui Zamith desde 2008, quando terminou o curso de Informática de Gestão na Universidade Portucalense, no Porto, e iniciou uma (difícil) busca de trabalho em Londres: criar uma plataforma que ajudasse as pessoas a encontrar emprego.

 

“Recordo-me que, na altura, não tive muita facilidade; tive de procurar directamente nas empresas, apesar de já existirem sites que agregassem essa informação”, conta o jovem de 28 anos. No final de 2010, Rui Zamith e Nuno Dhiren criavam, no Reino Unido, o Internwise, um portal que junta anúncios de empresas inglesas e currículos de candidatos de todo o mundo.

 

O site oferece estágios, sempre remunerados (“apesar de muitas vezes serem apenas ajudas de custo”), que pretendem funcionar como uma porta de entrada no mercado de trabalho. Há, neste momento, cerca de oito mil candidatos e mil anúncios activos, sobretudo nas áreas de design, comunicação, marketing e business.

 

O primeiro passo

“Estamos a falar do primeiro passo profissional - ou do segundo, para quem já fez um estágio aí, por exemplo, – e não há necessidade de envolver agências, até porque as agências acabam por criar burocracia e não ser úteis”, acredita Rui Zamith, que conversou com o P3 a partir de Londres.

 

Aquilo que este portal oferece é um “contacto directo”, explica Zamith: “O email cai na caixa de correio da própria empresa. Temos relatos de casos em que em dois ou três dias a pessoa está a começar [a trabalhar]; é bom para ambas as partes, para a própria empresa é prático e rápido contratar um estagiário”.

 

O que Zamith e Nuno Dhiren fazem “não é um serviço de agência, é a ponte” entre empresas e potenciais trabalhadores. O Internwise funciona como uma comunidade, onde os candidatos se registam, criam um perfil e colocam o CV e onde empresas colocam anúncios, que os dois portugueses espalham depois por diversas plataformas, de forma a proporcionar-lhes a maior visibilidade possível.

 

Quase tudo é gratuito

O trabalho deles consiste sobretudo na divulgação, moderação dos artigos, comunicação com as pessoas e contacto com empresas, para que estas anunciem no Internwise. O serviço é gratuito – para empresas e candidatos –, mas os empregadores podem contratar um serviço extra pago que dá mais visibilidade ao anúncio ou envia newsletters directamente para os candidatos.

 

A maioria dos utilizadores desta rede não está em Portugal. Mas Rui Zamith, que trabalha como gestor de comunicação na empresa PokerStars, em Londres, acredita que o baixo número de candidatos nacionais se deve à falta de conhecimento do serviço. Ingleses e cidadãos de países à volta são, para já, os que mais utilizam este portal.

 

Mesmo em Londres, um dos “centros europeus de negócios online”, Rui e Nuno não conseguem viver exclusivamente do Internwise. O objectivo é fazer crescer o portal e conseguir autonomia financeira com ele. Mas os dois jovens estão dispostos a arcar com a pouca rentabilidade do projecto: “Sentimos que, pelo menos, estamos a ajudar outras pessoas a arranjar emprego. Isso é um grande reconforto”.

 

Via P3


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