Sexta-feira, 01.06.12

Na última edição, o Serralves em Festa teve 102 mil visitantesNa última edição, o Serralves em Festa teve 102 mil visitantes (Ricardo Castelo/NFactos)

Há menos de uma semana, na comemoração dos 25 anos de Serralves, Cristina Lapa, na fundação desde o primeiro dia, descrevia os primeiros momentos da instituição na Avenida Marechal Gomes da Costa como "o abrir de uma caixinha de surpresas para o mundo". Desde 2004 que a caixinha organiza um acontecimento em que as surpresas se tornam extraordinariamente visíveis. Serralves em Festa. Quarenta horas em que a fundação abre as suas portas a todos enquanto, ao mesmo tempo, se abre às ruas da cidade.

 

Este ano estão agendados 240 espectáculos para um festival que, como afirmou em Maio ao PÚBLICO o director do Museu de Serralves, João Fernandes, pretende proporcionar "um primeiro contacto com áreas experimentais da cultura contemporânea". Haverá portanto música, "elemento agregador de todo o festival", como assumiu o director: da peça para 200 músicos Oh Brass On The Grass Alas, do compositor norte-americano Alvin Curran, à conexão luso-angolana de Batida e ao jazz do trio MALUS, formado por Hugo Antunes, Chris Corsano e Nate Wooley, passando pelos Crystal Ark de Gavin Russom, membro da banda de palco dos LCD Soundystem, que prometem uma rave de ritmos latinos para a madrugada de amanhã. O festival encerra domingo com os ingleses The Irrepressibles, formados por músicos vindos da pop e da erudita e cujos espectáculos vivem de uma cuidada dimensão coreográfica. Uma boa representação do ecletismo, sem distinção entre aquilo que é considerado alta e baixa cultura, que é basilar ao espírito do festival. Serralves abre as suas portas amanhã. A festa arranca hoje.

Logo pela manhã, o Porto acordará com Serralves: do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde veremos Super-Homens (é a peça Blue Tired Heroes, do suíço Massimo Furlan) ou um macaco de circo nada discreto, criação do inventor Fred Abels e da marionetista Mirjam Langemejier, os Electric Circus, ao Campo dos Mártires de Pátria, onde, criação de Mariana Bacelar, se jogará um Monopólio em tamanho real, convite a reflectir no urbanismo das nossas cidades. No Largo de Miragaia, às 19h, será apresentado O Baile, espectáculo de dança contemporânea com coreografia de Aldara Bizarro e música de Artur Fernandes, que transporta o imaginário do filme homónimo de Ettore Scola para a realidade popular portuguesa.

Na festa non stop que se seguirá amanhã e depois, todos estes espectáculos serão também apresentados no espaço de Serralves, e muitos outros continuarão a acontecer fora dos seus limites, espalhados pelo Porto. Música, claro, mas também cinema, dança, teatro ou artes circenses. Deambulando pelo parque, poderemos apreciar o Duo Para Um Bailarino e Uma Escavadora, da companhia francesa Beau Geste, ou queimar calorias com o rockuduro dos portuenses Throes + The Shine. Durante 40 horas, um espaço institucional será casa aberta a todos (festa é festa e as entradas são gratuitas).

Serralves em Festa tem "todas as condições para se transformar no grande festival de Verão da cidade", sublinhava o presidente da Fundação, Luís Braga da Cruz, na apresentação do programa. O sucesso tem sido evidente (cerca de 600 mil visitantes desde a primeira edição) e os constrangimentos financeiros este ano, com o orçamento reduzido em 10%, não serão razão para que o cenário se inverta. Os cortes, afirmou João Fernandes, incidiram sobre a logística e não afectaram a programação. Que pode ser consultada em www.serralvesemfesta.com

 

Noticia do Público



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Sábado, 17.03.12

Rebel Bingo: a louca festa que transformou o bingo volta ao Porto

 

É um seminário? É uma conferência de super-heróis? Não, é uma festa para jogar bingo e a 2.ª edição no Porto é já este sábado

 

O Rebel Bingo é um conceito de festa em que as pessoas se juntam para jogar bingo, mas não só. Do que se vê nos vídeos, há música alta, dança e pessoas a riscarem os corpos umas das outras, de tal forma que o Los Angeles Times comparou estas festas a instalações do Jackson Pollock. Os cartões e os marcadores mantêm-se, assim como a esfera onde se faz o sorteio. Já a promoção da festa é feita através do Facebook e do Twitter.

 

Só pouco antes do início do evento se recebem as coordenadas do local e, para ajudar ao secretismo, não se deve contar a ninguém que se vai participar. Vale tudo, desde seminários de motivação a conferências de super-heróis. As regras não se ficam por aí: é melhor consultá-las no site oficial antes de "seguir para bingo".

 

Há festas um pouco por todo o mundo, desde Los Angeles a Sevilha, passando por Lisboa e Porto, chegando a mais de 30 cidades. A festa vai-se estender a Coimbra nos próximos tempos, mas o crescimento não deve ficar só por Portugal. Em Abril, o Rebel Bingo deve rumar ao Brasil. No Porto, a primeira edição foi a 27 de Janeiro e quem lá esteve pediu por mais. Por isso, no próximo sábado, o bingo volta à cidade. Só os maiores de 21 anos é que entram. Se o conceito não lhe agrada, "faça de conta que não leu isto" e "não conte a ninguém".

 

Um acaso que bate recordes

Paulo Silva trouxe o conceito para a Península Ibérica, depois de o descobrir por acaso. Um atraso numa viagem levou-o a ficar em Londres mais tempo do que o esperado e a ir a uma festa. Quando acabou, decidiu que tinha que exportar o conceito. Mas as festas são tão boas porquê? "Não posso dizer, é um segredo", brinca Paulo Silva. É o secretismo associado ao evento que agrada às pessoas, que sentem estar a fazer algo proibido. "Acredita em magia? Não? Mas é bonito ver os truques dos mágicos" — é com esta analogia que o organizador explica o interesse pelo evento. O bingo tem também um papel importante na festa. "Quando se está a jogar, a coisa mais importante naquele momento é ganhar o prémio. Como o vencedor tem que ir ao palco acaba por ter os 15 minutos de fama", explica.

 

Mas o sucesso situa-se na interactividade que se gera entre os animadores e o "vizinho" do lado que se pode riscar à vontade, sem tabus. Nunca pedir um número de telemóvel foi tão fácil. Para Paulo Silva, o que diferencia uma saída à noite normal de uma festa de Rebel Bingo é simples. "Para quê sair só para ouvir um tipo a passar discos quando se pode fazer o mesmo em casa, sem o aperto das discotecas?", diz.

 

A última festa em Lisboa foi a maior do mundo até à data, com 3500 pessoas. Dada a grande afluência, registaram-se alguns problemas, como furtos, mas o mesmo não aconteceu no Porto.

 

Da cave de uma igreja para o mundo


O bingo é associado à população sénior, mas dois ingleses, Freddie "Fortune" Sorensen e James "Flames" Gordon, mudaram esse conceito após descobrirem um "kit" na cave de uma igreja. Começaram a jogar com amigos e algum álcool à mistura. Daí passaram a ter jogos regulares, com uma espécie de "after party" em que todos queriam entrar, à conta do passa-a-palavra.

 

Em entrevista ao LAist, Sorensen disse que não houve um plano de expansão. "As pessoas escreviam-nos a partir de outras cidades e diziam-nos 'vocês têm de trazer isto para a nossa cidade', e nós fizemo-lo", revela.

 

Via P3



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Sexta-feira, 09.03.12

Festa do Desempregado com anúncios reais de emprego

“Se estiveres desempregado/a traz o teu currículo com uma carta de apresentação que mostre que és o sonho de qualquer empregador. Se não estiveres, trá-lo na mesma — não sabes o dia de amanhã”

O Lusitano Clube, em Lisboa, acolhe no sábado, dia 10, a Festa do Desempregado, onde, além de dançar, beber e comer, será possível procurar-se emprego, pesquisando nos anúncios que vão decorar as paredes ou entregando o currículo à organização.

 

“Como somos mais pela luta que pelos braços cruzados e porque achamos que os momentos maus podem ser momentos de oportunidade decidimos fazer esta festa”, disseram ngela, Joana e Frederico, responsáveis pela Festa do Desempregado, à agência Lusa.

 

A organização está a cargo do Alfama-te, “um grupo de amantes da cidade que não consegue estar quieto e descobriu o coração de Lisboa nos miradouros e becos de Alfama”.

 

O Lusitano Clube, contaram, estará “decorado com anúncios (reais) de emprego”. Mas também é possível apostar na candidatura espontânea. “Se estiveres desempregado/a traz o teu currículo com uma carta de apresentação que mostre que és o sonho de qualquer empregador. Se não estiveres, trá-lo na mesma — não sabes o dia de amanhã”, refere a página do evento criada na rede social Facebook.

 

A ideia da organização é “com a autorização das pessoas cruzar informação e empregar nem que seja uma”. Depois, vão “tentar seguir-lhes o rasto”. “Tentamos sempre. Vamos pedir às pessoas que nos digam depois se fizeram contactos interessantes na festa ou se responderam a algum anúncio e tiveram sorte”, referiram.

 

A entrada na festa custa quatro mil alfamareis, mas quem levar currículo só paga metade (um euro equivale a mil alfamareis). O Alfama-te garante que a festa terá — além do ambiente de uma colectividade de um bairro histórico lisboeta, que inclui um salão de baile, uma mesa de bilhar e uma televisão a passar o jogo de futebol do dia — “tudo o que é preciso para que a magia aconteça: um DJ dos bons e um VJ para fazer sorrir, dois bares, um ambiente incrível e muitas surpresas”. O início da festa está marcado para as 22h30

 

Via P3



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Sábado, 11.02.12

Carnaval no Brasil

O monumental Carnaval do Recife com multidões em cortejos de rua comandados por orquestras de frevo. Gigantones e super-heróis na vizinha Olinda. E legiões de mascarados em Bezerros. Eis o melhor do Carnaval no Estado de Pernambuco.

No Recife o divertimento chama-se "arrastão" e consiste em seguir na cauda de camiões com orquestras a tocar lá em cima. Quem dá música ao povo são agremiações, troças e todo um sortido de colectividades lúdicas, a maior das quais é o Bloco Galo da Madrugada, que "arrasta" para cima de dois milhões de foliões. Toda a gente dança frevo, mas só se mascara quem quer e o improviso está consagrado como parte integrante da diversão. É um carnaval urbano, cem por cento brasileiro, mas inclusivo e plural, como não há mais nenhum.

Enquanto isso, a vizinha Olinda é invadida por batalhões de Zés Pereiras e super-heróis brincalhões. Mais para o interior, em Bezerros, o ponto alto dos festejos é o concurso de máscaras papangus, enquanto em Nazaré da Mata os reis da festa são os agrupamentos de maracatus rurais. As distâncias são relativamente curtas entre essas cidades e o ideal é passar a quadra a circular entre os seus pólos festivos.

Aos olhos do forasteiro acabado de aterrar em terras de Pernambuco, o seu leque de carnavais encanta pela  diversidade e certamente também pelo exotismo. Outras vantagens são a confortável margem de segurança das ruas, a qualquer hora do dia ou da noite, a gratuitidade de todos os eventos, ou ainda a simpatia contagiante da maior parte dos foliões locais. Desvantagens? Para nós que somos de fora há coisas difíceis de compreender e sobretudo de assimilar. Por que é que eles estão sempre a cantarolar as mesmas canções, que até nós já sabemos de cor? Como é que eles têm a lata de se queixarem que cinco dias de folia bestial não chega e ainda arranjam pretextos e andamento para prolongarem a farra até ao fim-de-semana seguinte?


Recife na rua

Há ensaios de cortejos e bailes pelo menos 15 dias antes, mas o arranque oficial dos festejos no Recife acontece com o Desfile Inverso, na noite de sexta, prévia à quarta-feira de Cinzas. É uma espécie de chamada às armas para as tropas de foliões, num desfile que integra um exército de 500 batuqueiros, em representação de uma dezena de nações de maracatus urbanos. Estes maracatus-nação tocam ritmos saltitantes de inspiração africana, nessa medida distintos dos maracatus rurais de matriz indígena, dominantes em festejos como os de Nazaré da Mata, de que falaremos mais à frente.

Depois dessa espécie de aquecimento que é o Desfile Inverso, o Recife atinge o êxtase no dia seguinte, com o Galo da Madrugada. Começa logo de manhã e dura o sábado inteiro, animado por uma mão-cheia de orquestras de frevo, que desfilam à vez pelas principais avenidas do centro histórico, o chamado Recife Antigo, ou Bairro do Recife. O frevo é o ritmo mais emblemático das festividades e remonta a finais do século XIX, quando se popularizou como declinação dançante do som das fanfarras militares, a que depois se veio juntar o swing localmente conhecido como ginga. Hoje o que mais se vê no Carnaval pernambucano são bandas de frevo instrumental, num estilo decididamente dançante e febril (vem daí o nome), mas também se cruzam formações de frevo-de-bloco mais melódico, ou até de frevo-canção.

O Galo da Madrugada é sobretudo isso, uma longa sucessão de orquestras de frevo montadas em trios eléctricos, camiões TIR localmente mais conhecidos por "freviolas". Este corteja só por si chega e sobra para "arrastar" multidões de "passistas" (como se chamam os dançarinos de frevo), sem recorrer a cordões super-organizados, nem a luxuosos carros alegóricos. Nesse aspecto o Carnaval do Recife contrasta, e muito, com os seus homólogos mais encenados e endinheirados da Baía, do Rio ou de São Paulo. É por certo uma festa gigantesca, onde a capital de Pernambuco mais genuinamente se retrata.

Quando acaba o Galo ainda há muito Carnaval para gozar, mas a diversão muda de registo e também de cenário. Passa a haver uma espécie de zona demarcada de folia, correspondendo a cerca de 12 km2 do centro histórico da cidade, onde se encontram montados oito pólos de animação, a que se acrescentam mais nove palcos descentralizados, disseminados pelo resto da cidade. O programa de festas inclui quatrocentos espectáculos gratuitos, dos quais participam 800 agremiações locais, mas há também shows mais convencionais a cargo de uma longa lista de artistas profissionais.

O Marco Zero - ampla praça com o nome oficial do Barão do Rio Branco, onde arrancam as estradas de Pernambuco -, fica reservado para as grandes estrelas da música brasileira e um punhado de celebridades internacionais. No Cais da Alfândega decorre anualmente o Rec Beat, festival dedicado a artistas mais jovens e alternativos, enquanto o Pátio do Terço acolhe manifestações de raiz africana. É neste último, justamente, que acontece a Noite dos Tambores Silenciosos, apoteose mística do Carnaval do Recife.

Durante a noite de segunda-feira, as estreitas ruelas do Bairro de São José são invadidas por nações de maracatus com os seus batalhões de tambores e gaitas, mas também cortes inteiras vestidas algures entre a realeza africana e a nobreza europeia do Barroco. O seu destino é só um, a Igreja de Nossa Senhora do Terço, onde à meia-noite em ponto se calam os tambores e a iluminação pública é cortada, sendo os maracatus encaminhados por tochas até à porta da igreja. O silêncio é finalmente quebrado pelas rezas em coro das mães-de-santo, num ritual de uma enorme intensidade dramática.

Há muito mais do que isso no Carnaval do Recife, cuja programação também inclui cortejos de candomblé de rua ou afoxé, e actuações de grupos especializados em danças de roda, como a ciranda e o coco, e escolas de samba procedentes de outros lados. No meio disto tudo, entre espectáculos e pólos de animação, é quase forçoso cruzar algum dos blocos líricos, que desfilam em contínuo e mais provavelmente sem plano pelo centro histórico da cidade, recriando sonoridades e fantasias de outras épocas.


Super-heróis em Olinda

Há quem prefira o Recife, há quem prefira Olinda, há até quem passe o Carnaval inteiro a fazer io-iô entre as duas cidades litorais, entre si separadas por apenas sete quilómetros de distância. Claro que se notam semelhanças e até coincidências, incluindo blocos que desfilam em ambas. Mas o Entrudo de Olinda é um negócio à parte, logo a começar pelo "salão" de festas em que se converte o seu centro histórico - uma das jóias coloniais mais bem preservadas do Brasil, "tombado" pela UNESCO em 1982.

No centro de Olinda não há avenidas largas, mas um colar de ladeiras sulcadas por ruas empedradas, muitas vezes estreitas e tortuosas. Mal arranca o programa de festas são como o metro em hora de ponta e é frequente os cortejos andarem no empurra do para cá e para lá, demorando uma eternidade para avançar meia dúzia de metros. Um impasse que, já se sabe, também faz parte da brincadeira. Os banhos de multidão justificam-se por outra peculiaridade que o evento tem vindo a ganhar nos últimos anos: as férias de Carnaval são a altura que muitos pernambucanos disseminados pela diáspora escolhem para voltar a casa, convertendo Olinda num grande ponto de (re)encontro, meio programado, meio fortuito. Reúnem-se as famílias, reveêm-se paixões e compinchas de longa data e isso é já meio caminho andado para fazer a festa.

Ao longo da quadra desfilam cerca de 500 agremiações e troças, que são agremiações mais curtas - grupos de amigos que entretanto vão crescendo e podem chegar aos 300 filiados. Dão sobretudo nas vistas os chamados "blocos debochados", caso por excelência do bloco Enquanto Isso na Sala de Justiça, que lidera os folguedos de domingo com toda a gente vestida de "super-qualquer-coisa", desde Super Homem a supermercado. Outro ponto alto é o Encontro dos Bonecos Gigantes, que na Terça-Feira Gorda invadem as ruas do centro histórico. Os bonecos são feitos de modo artesanal com o corpo em fibra de vidro e a cabeça e as mãos em esferovite. Têm em média dois metros de altura (cerca de quatro quando erguidos) e podem pesar até 50 kg.

O gigantone mais antigo a sair à rua é o Homem da Meia-Noite, criado em 1932. Cabe-lhe abrir oficialmente o Carnaval de Olinda de chaves da cidade em punho, enquanto o seu bloco arrasta uma multidão na ordem dos 400 mil. A tradição dos Zés-Pereiras é anterior ao Homem da Meia-Noite, mas só ganhou a ribalta nos anos 80 e hoje há mais de uma centena de bonecos a desfilar nas ruas da cidade durante o período carnavalesco. Essa recente profusão de gigantones tem muito a ver com o culto mediático da celebridade, uma vez que políticos e outras figuras públicas locais ganharam o hábito de encomendar duplos XL de si próprios aos melhores artesãos locais, para depois poderem desfilar ao seu lado pelas ruas. É um seguro motivo de orgulho, mesmo se a exposição pública conduz fatalmente a piadas trocistas, como manda a lei do Rei Momo.

Carnaval irreverente por vocação, o evento de Olinda também não respeita o calendário convencional, oferecendo como pico suplementar a quarta-feira de Cinzas. É nessa manhã que desfila o bloco Bacalhau do Batata, criado em 1962 por um garçon que por razões profissionais só podia festejar depois de os outros voltarem a casa. A resposta da cidade vizinha surgiu sob a forma dos Irresponsáveis de Água Fria, agremiação que agora comemora trinta anos de existência. Desfilam na Zona Norte do Recife com sete trios eléctricos e três carros alegóricos, arrrastando para cima de 250 mil.


Folias campestres

O Carnaval contagia todo o estado de Pernambuco, mas os rituais de folia são muito diferentes nas cidades do interior. Os Entrudos rurais são em geral mais tradicionais, menos comerciais e, pelo menos num par de casos, realmente únicos. Para o turista oferecem a mais-valia de abrirem a porta a um Brasil profundo e a uma demografia campestre com que, de resto, dificilmente contacta. Recomendam-se, assim, como alternativas ou complementos às festas de Olinda e Recife, até porque os melhores ficam a uma hora ou menos de carro dessas cidades litorais.

É o caso por excelência de Bezerros, cidade do Agreste nas margens da BR 232, a cerca de 100 quilómetros do Recife. Pelo menos desde os inícios do século passado, os homens ganharam o hábito de sair à rua com máscaras de folha de papel de embrulhar carne e roupas andrajosas, de forma a não poderem ser identificados pelas mulheres. Também aproveitavam para invadir em semelhante preparo as casas dos vizinhos e pedir que lhes servissem angu de milho (polenta), daí derivando a designação de Festa dos Papangu. O arraial manteve-se, mas o guarda-roupa alterou-se, primeiro com a introdução de máscaras em papel machê e mais recentemente em gesso, a combinar com caftas, batas longas e estampadas.

Os festejos arrancam dez dias antes do Carnaval, com o Bloco Acorda Bezerros a desfilar em pijama ou babydoll às três da madrugada. Mas o dia mais forte é o Domingo de Entrudo, dia do Concurso dos Papangus, que nas últimas edições tem tido uma média de dois mil inscritos em toda a espécie de categorias (individuais, de grupo, duplas e tradicionais). Bezerros tem menos de 60 mil habitantes, mas recebe nesse dia cerca de 200 mil foliões. Concorrentes, blocos, orquestras e meio mundo converge para a rua principal dessa cidade de província que, obviamente, fica a rebentar pelas costuras.

A Folia do Papangu seria uma espécie de Carnaval de Veneza transposto para um cenário tropical não fosse a alegria transbordante e o desmando caótico das suas legiões de mascarados. É, em qualquer dos casos, o único Carnaval temático do Brasil, o terceiro maior de Pernambuco, o maior do interior do estado e não pára de crescer. Também a crescer está o Entrudo de Nazaré da Mata, a 65 quilómetros do Recife com acesso pela BR-408. Aqui o prato forte é maracatu rural ou de baque solto, que remonta aos inícios do século XIX e terá resultado da fusão de várias manifestações folclóricas locais (bumba-meu-boi, pastoril, cavalo-marinho, caboclinho, folia-de-reis).

As orquestras empregam um arsenal de instrumentos artesanais tais como o gongê, o ganzá, o surdo, o tarol e a zabumba, enquanto os mestres de cerimónias declamam versos improvisados ou loas.  Destaque especial no Carnaval de Nazaré da Mata merece a extensa galeria de personagens da corte, incluindo reis, rainhas, damas da corte, embaixadores, vassalos, porta-estandartes e caboclos de lança, que se juntam para desfilarem na segunda e na terça de Carnaval,  sempre vestidos com fantasias aparatosas e cintilantes. Na edição do ano passado desfilaram 36 nações de maracatus, 22 da própria cidade e as restantes de municípios vizinhos da Zona da Mata. Tão populares são as fantasias dos caboclos de lança com as suas golas bordadas, perucas reluzentes e lanças coloridas, que são também chamados a actuar regularmente nos carnavais de Olinda e do Recife.

 

Programação 2012

A inauguração oficial do Carnaval do Recife será, como de costume, assinalada com um desfile de batuqueiros dirigido por Naná Vasconcelos, na noite de sexta-feira, 17 de Fevereiro. Na manhã seguinte sai o Galo da Madrugada, que desta vez irá homenagear o nascimento de Luís Gonzaga (1912-1989), lendário Rei do Baião. O festival Rec-Beat vai para a 17.ª edição no Cais da Alfândega entre 18 e 22 de Fevereiro, com presenças confirmadas (para já) de Criolo de São Paulo e da cubana Yusa. No palco do Marco Zero passarão artistas mais consagrados como Mayra Andrade, Lenine, Seu Jorge, Beth Carvalho, Elba Ramalho e Alceu Valença. No capítulo das chamadas "prévias carnavalescas", destaque para o Olinda Beer, a 12 de Fevereiro, ou seja, no domingo anterior ao de Carnaval, onde actuam Ivete Sangalo e Chiclete com Banana, entre outros. O famoso bloque Enquanto Isso, Na Sala de Justiça também tem prévia de Carnaval nesse dia, no Centro de Convenções de Olinda, onde a festa será animada pelo cantor Otto. O cartaz completo dos festejos está disponível emwww.programaçãocarnavalrecife.com.br

 

Via Público



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Sexta-feira, 30.12.11
A oferta de festas gratuitas de passagem de ano está a aumentar, até porque a crise e a austeridade limitam as opções de escolha dos portugueses, cortando nas despesas mas sem cortar na diversão. 

Um pouco por todo o país, autarquias, promotores e operadores turísticos promovem eventos e espetáculos gratuitos, num cenário que terá como ponto alto a meia-noite exata da noite do dia 31. 

Em Lisboa, o espetáculo pirotécnico “Fusão” marca a entrada no novo ano com dez minutos de fogo de artifício que, segundo a organização abraçará o Parque das Nações num momento de “emoção, cor e magia”. 

Na Margem Sul, em Almada, as comemorações no Largo de Cacilhas (junto à Fragata D. Fernando II e Glória) iniciam-se às com os DJs da Antena 3, Mónica Mendes e Rui Estêvão. 

Um pouco mais a sul, os Homem na Lua, projeto acústico de Sandro Maduro, que faz uma viagem a temas de diversos autores portugueses, entra em cena na Doca dos Pescadores, em Setúbal, às 22:30. 

Em Sesimbra, a animação musical está a cargo dos DJ Marco Soul e Black, incluindo um espetáculo piromusical inspirado no sol e no mar de Sesimbra. O fogo-de-artifício é lançado da Fortaleza de Santiago, ao som de Händel e John Miles. 

A cidade do Porto assinala a passagem do ano a olhar o rio e o tradicional fogo-de-artifício oriundo de Gaia que une as duas margens num dos mais imponentes espetáculos de cor. 

No distrito de Braga, a câmara de Cabeceiras de Basto, opta por um encontro dirigido aos “menos protegidos e mais sós”, oferecendo, a partir de das 22:30, no Mercado Municipal, animação, dança e gastronomia. 

Mais a norte, no distrito de Viana do Castelo a festa faz-se em Caminha com Dj Lights e espetáculo de fogo-de-artifício, às 24:00, no Terreiro. Em Paredes de Coura, o centro cultural oferece um espéculo do Dj Nuno Calado, banda de baile “São e Salvos” e Dj Humberto Felício (22:30). 

Um dos pontos altos das festas na região centro é na Figueira da Foz, para onde são separados milhares de pessoas. A festa tem início às 22:30 com a Banda VIRUS Music, numa tenda no Forte de Santa Catarina. Às 00:00 lugar ao espetáculo de fogo de artifício e piro musical, numa tentativa de bater o recorde da maior concentração de mini foguetes para o Guinness World Record. 

Em Aveiro, a cidade oferece, às 23:00, no Rossio, espetáculo com o grupo "Gandas Malucos", fogo de artifício e animação com vários DJ’s. 

A banda Hi-Fi e fogo-de-artifício são as propostas da cidade de Viseu (às 23:00 no Campo Viriato), mas no distrito os festejos acontecem também em S. Pedro do Sul e Vila Nova de Paiva. 

Mais a sul, o Jardim da Liberdade e o Jardim da República de Santarém são os palcos da entrada no novo ano em Santarém. A passagem do ano é também presenteada com um espetáculo de fogo-de-artifício na antiga Escola Prática de Cavalaria. 

No Algarve, Áurea anima, a partir das 23:00 a festa na praia dos pescadores, em Albufeira, onde a meia-noite é assinalada com fogo de artifício, naquele que será um dos mais importantes ‘reveillóns’ do sul do país. Os festejos estendem-se também a Lagoa, onde será feita a festa na Avenida dos Descobrimentos. 

Em pleno Alentejo, Marvão divide a passagem do ano entre o Grupo Desportivo Arenense, onde decorrerá um baile popular (22:00), e a Discoteca A Cave, em Santo António das Areias. E em Beja, a proposta inclui, às 22:30, o espetáculo com Orquestra Chave D’Ouro e Sonido Andaluz, na Praça da República. 

Um dos locais mais tradicionais das Passagens de Ano em Portugal é a cidade do Funchal. Depois da polémica quanto aos custos das iluminações, a Câmara apresenta um grande espetáculo pirotécnico, na Praça do mar, na Avenida Sá Carneiro, antecedido um espetáculo da Orquestra Ligeira da Madeira (entre as 21:00 e as 04:00). 

Já em Ponta Delgada a festa popular, nas Portas da Cidade, está a cargo dos “Omnis Abba Project”, “Banda Royal & Big Band” e Açor Talentos. 



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Terça-feira, 20.12.11

36 horas de animação Non-Stop, ao acesso e todos

das 9h das manhã de sábado (31 de Dezembro) às 21h de Domingo (1 de Janeiro)
Logo de manhã - 9 horas - e até à meia-noite... em todo o lado
  • O ardina do troiaresort com pregões de outrora;
  • Quer tirar uma fotografia, com um fotógrafo excêntrico?
    Poderá fazer a moldura (ou peça às crianças…), da sua fotografia, com a Equipa do Posto de Turismo;
  • Escreva a quem mais gosta. Procure o nosso carteiro. Nós assumimos o correio (azul, claro!);
  • Um carrinho e um vendedor de castanhas;
  • Nesta quadra natalícia não poderia faltar a lenha … Um vendedor andará por aí;
  • De vez em quando, vai ver o Patas a passear e a pousar para fotografias!
10h às 13h e das 15h às 18h, o Pai Natal azul na troiamarina
  • No troiaresort o nosso Pai Natal é azul (da cor do mar!) e tem um trono marinho puxado por golfinhos (a rena Rodolfo deu lugar ao Golfinho Delfim!).
11h às 18h, Atelier Story Tailors, townhouse
  • Visite o atelier dos Story Tailors
12h, aula de ginástica, sala do troiario no Aqualuz Suite Hotel Apartamentos
  • Aula de ginástica – uma hora - com a equipa do Solinca, na Sala do troiario do Hotel Aqualuz
15h, Ruínas Romanas de Tróia:
  • Visita guiada
    Integradas no complexo turístico troiaresort, as Ruínas Romanas de Tróia, com dois mil anos de história, são o maior complexo de produção de salgas de peixe conhecido no mundo romano.
    Estão abertas da parte da tarde com visitas guiadas, às 15h.
    • Bilhete normal = 7,50€
    • Clientes troiaresort = 5€
    • Visitantes até aos 14 anos = gratuito
16h, Exposição (inauguração aberta) de fotografia de Tiago Garcia foyer troiario no Aqualuz Suite Hotel Apartamentos
    • Inauguração da exposição de fotografia de Tiago Garcia, no foyer do Aqualuz:
      As 20 fotografias expostas, de uma forma muito curiosa são iluminadas pela luz da torre troiario.
      A venda de 2 dessas imagens reverterão para o Centro Comunitário du Bocage e para o Centro Comunitário do Lousal Será servido um porto de honra a todos os presentes
17h, Cânticos de Natal, na troiamarina
  • Muitos cânticos de Natal, na troiamarina
Logo de manhã - 9 horas - e até 21 horas... em todo o lado
  • As animações de sábado repetem-se todas no mesmo horário e locais
10h às 13h e das 15h às 18h.
Pai Natal na troiamarina
Exposição de fotografia
  • No troiaresort o nosso Pai Natal é azul (da cor do mar!)
  • Exposição de fotografia de Tiago Garcia, no foyer do Aqualuz troiario
11h às 18h, Atelier Story Tailors, townhouse
  • Visite o atelier dos Story Tailors
15h, Aula de ginástica , sala do troiario no Aqualuz Suite Hotel Apartamentos
  • Aula de ginástica – uma hora - com a equipa do Solinca, na Sala do troiario do Hotel Aqualuz

Vamos cantar as Janeiras, na troiamarina
16h, Peddy Paper
  • Peddy paper de Ano Novo "em busca do Pernilongo Patas"
    Local de encontro – Posto de Turismo
17h, Nuno Markl e Patrícia Furtado, no troiagolf
  • Nuno Markl e Patrícia Furtado em uma hora do conto no troiagolf vão ler Sebastião Regressa a Casa e assinar a 
    Caderneta de Cromos Contra-Ataca.
18h no troiagolf
  • Peça de teatro - O Guardião do Mundo Encantado de Os Trupilariante Companhia de Teatro Circo
20h
  • Os Duendes de 2012, na troiamarina


publicado por olhar para o mundo às 09:36 | link do post | comentar

Sábado, 17.09.11

Belos decotes, gigantescas canecas de cerveja e muita animação são a imagem de marca da Oktoberfest . Recorde aqui algumas das melhores fotos das últimas edições da grande festa da cerveja. 


 


Via Expresso



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Sexta-feira, 02.09.11

O cartaz da Festa do Avante 2011 conta com artistas como Clã, Sérgio Godinho, Camané, Amor Electro,Expensive Soul, Mayra Andrade, Trovante, Xutos e Pontapés, X-Wife e Virgem Suta. Os concertos realizam-se nos dias 2, 3 e 4 de Setembro em diferentes espaços do recinto da Festa do Avante.

Cartaz da Festa do Avante com Horários e Local

Dia 2 - Sexta-feira

  • Gala de Ópera, 21h30 - Palco 25 de Abril
  • Susana Santos Silva Quinteto, 22h30 - Auditório 1º de Maio
  • Ritinha Lobo, 23h30 - Auditório 1º de Maio

Dia 3 - Sábado

  • The Poppers, 15h - Palco 25 de Abril
  • Anxo Lorenzo, 15h - Auditório 1º de Maio
  • Sean Riley & The Slowriders, 16h - Palco 25 de Abril
  • Danças Ocultas, 16h - Auditório 1º de Maio
  • Quempallou, 17h - Palco 25 de Abril
  • Mosto, 17h - Auditório 1º de Maio
  • La Chiva Gantiva, 18h - Palco 25 de Abril
  • Gattamolesta, 18h - Auditório 1º de Maio
  • Terrakota, 19h - Palco 25 de Abril
  • Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras, 19h - Auditório 1º de Maio
  • Mayra Andrade, 20h - Palco 25 de Abril
  • Tim e Companheiros da Aventura, 20h - Auditório 1º de Maio
  • Maria Anadon Latin Jazz Quartet Plus Gonçalo Sousa, 21h - Auditório 1º de Maio
  • Expensive Soul & Jaguar Band, 21h - Palco 25 de Abril
  • Sérgio Godinho, 22h - Auditório 1º de Maio
  • Clã, 22h - Palco 25 de Abril
  • Budda Power Blues, 23h - Auditório 1º de Maio
  • Trovante, 23h30 - Palco 25 de Abril
  • L.U.M.E, 24h - Auditório 1º de Maio
  • Caminhos do Mar, 01h - Avanteatro

Dia 4 - Domingo

  • Pé na Terra, 14h30 - Auditório 1º de Maio
  • The Happy Mothers, 14h30 - Palco 25 de Abril
  • The Underdogs, 15h - Palco 25 de Abril
  • Júlio Resende International Quartet, 15h30 - Auditório 1º de Maio
  • X-Wife, 16h - Palco 25 de Abril
  • Virgem Suta - 16h30 - Auditório 1º de Maio
  • Marco Rodrigues, 19h30 - Auditório 1º de Maio
  • Amor Electro, 20h - Palco 25 de Abril
  • Luísa Rocha. 20h30 - Auditório 1º de Maio
  • Che Sudaka, 21h - Palco 25 de Abril
  • Xutos e Pontapés, 21h - Palco 25 de Abril
  • Camané, 21h30 - Auditório 1º de Maio 
Retirado de Online24


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Sábado, 28.05.11
Natural Theatre Freezies
Natural Theatre Freezies (DR)

Quarenta horas seguidas de música, dança, teatro, novo circo, cinema, exposições, instalações e outras performances. Mas a festa já está em marcha.

Está já na rua o 8.º Serralves em Festa. Começou ontem com homens "congelados" e outros com cabeças de cone, além de turistas com malas cor-de-rosa no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Hoje chega à Baixa do Porto (estação de metro da Trindade, a partir do meio-dia), com percussão da Escola de Música de Espinho, seguindo-se caminhadas performativas à descoberta do espírito urbano. Ao final do dia e noite dentro, haverá música popular mexicana, Ritmia Periférica, com actuações das bandas Sonido Apocalitzin, Huichol Musical e 3Ball MTY.

Mas é amanhã e depois que o Serralves em Festa entra em ritmo non-stop: 40 horas entre as 8h00 da manhã e a meia-noite de domingo. O mesmo é dizer entre uma "visita fora de horas" ao Parque de Serralves, quando as primeiras cores e sons da manhã desta "reserva natural" está ainda liberta da contaminação urbana. E a actuação da banda Gang Gang Dance, que fará o concerto de encerramento em anunciada euforia pop (domingo, 23h00, no Prado - ver texto no suplemento Ípsilon hoje).

Cerca de 24 horas antes, no mesmo palco ao ar livre, outro momento musical, de pop electrónico, promete animar os visitantes - o concerto das Chick on Speed, projecto artístico da australiana Alex Murray-Leslie e da americana Melissa Logan. Elas cantam, dançam, pintam a manta e concebem mesmo a manta que pintam numa performance vanguardista que concentra também escultura e instalação. As Chick on Speed, diz Serralves, "são mais do que uma banda", são um estado de espírito que tanto pode surgir arrumado no movimento electro-pop-punk como no ideário feminista e dadaísta. No final da actuação, a animação noite dentro é assegurada pelos músicos da Ritmia Periférica virados DJ, e também por vídeos de Elaine Summers sobre o mundo da dança.

Terceiro momento musical a reter, em especial para os amantes do jazz (sempre no Prado, domingo, 19h30), será o concerto da Flamenco Big Band do saxofonista espanhol Perico Sambeat, que o programador António Curvelo considera "o mais português de todos os sevilhanos". Sambeat é, desde há muitos anos, presença habitual nas noites do Hot Club e nos grupos de Bernardo Sassetti. Apresenta-se, agora, com a sua primeira big band, convocando para ela o flamenco da sua tradição natal.

Dança e circo

Na muita dança que vai ser possível ver, e também dançar, em Serralves, há duas criações a reter: As Far as the Eye Can Hear, da francesa Martine Pisani; e Sideways Rain, da companhia Alias, do brasileiro Guilerme Botelho. A primeira é uma coreografia que se inscreve na própria paisagem, passando a fazer parte dela "em perpétuo devir que se constrói ao mesmo tempo que se desfaz". Sideway Rains reúne 14 bailarinos em correrias insensatas no palco, recriando "um retrato da condição humana" e de um Universo em constante transformação.

O novo circo, o teatro e as marionetas são também atracções habituais no Serralves em Festa. Este ano haverá as acrobacias dos Philébulistes, que em Arcane exploram uma surpreendente máquina de fazer circo. E o murmúrio de PFFFFFFF, a nova criação da companhia francesa Akoreacro, numa simbiose de acrobacia com música e sons tão normais como o de um avião ou do abrir duma garrafa de champanhe.

No teatro de marionetas, no momento emotivo do programa será a justa homenagem a João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), o desaparecido fundador do Teatro de Marionetas do Porto, com a reposição de Make Love Not War, a sua última encenação, inspirado na sua leitura de Lisístrata, de Aristófanes.

E, no cinema, não deve perder-se Yo Yo (1965), segunda longa-metragem de Pierre Étaix, e um dos momentos altos do cinema burlesco francês.

Estes são apenas alguns lances da programação de duas centenas e meia de eventos, tendo como cenários as exposições visitáveis em Serralves, e cujo programa pode ser consultado no site oficial.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 09:49 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27.05.11
Pelo oitavo ano consecutivo, a Fundação Serralves oferece gratuitamente 40 horas non-stop de inúmeras actividades para toda a família. Estão representadas as áreas da Performance, Música (Improvisada, Pop Rock, Electrónica, Experimental, Jazz, DJs), Dança Contemporânea, Acrobacia, Circo Contemporâneo, Circo de Objectos Sonoros, Teatro (Teatro de Rua, Teatro para Infância e Juventude, Teatro de Marionetas) Cinema, Vídeo, Instalação, Fotografia, Visitas Orientadas, Exposições e Workshops.

 

A Fundação de Serralves alberga a Casa de Serralves, o Parque e os jardins, e o Museu de Arte Contemporânea desenhado pelo arquitecto Siza Vieira. A fundação, que existe desde 1989, pretender ser um local privilegiado de acesso à cultura contemporânea. Nas sete edições anteriores, a festa de Serralves contou com a presença de 3.600 artistas, 495 mil visitantes, dos quais 94 mil foram estrangeiros, num total de 1.500 eventos.
Via About Portugal


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Sexta-feira, 06.05.11
O Serralves em Festa acontece no último fim-de-semana de Maio
O Serralves em Festa acontece no último fim-de-semana de Maio (Paulo Pimenta)

“O que há de novo é o programa, que apresenta uma constelação de desafios aos visitantes. Este Serralves em Festa abre a programação a momentos mais amplos, com mais linguagens e artistas”, disse esta quarta-feira o director do museu de Serralves na apresentação edição deste ano.

João Fernandes destacou o programa musical “extremamente forte”, com música para todos os gostos. 

“Para nós, não há diferença entre música popular e erudita”, garantiu, apontando como momentos altos a presença de um “projecto inovador” como os Gang Gang Dance, no encerramento, e da Flamenco Big Band, do saxofonista Perico Sambeat. 

Para a madrugada non-stop de Serralves, uma noite que, de acordo com João Fernandes, só é equiparável à noite de São João, o evento propõe a provocação das Chicks on Speed e “um momento especial” que está a ser projectado por J-Wow e Kalaf, dos Buraka Som Sistema. 

Na dança, o director do Museu de Serralves realçou o regresso da coreógrafa francesa Martine Pisani, com quatro apresentações de “As Far as the Eye Can Hear” ao longo do fim-de-semana, e a peça “Sideways Rain”, de Guilherme Botelho. 

E como o Serralves em Festa é um festival das artes, o circo não podia faltar naquele que é “um dos grandes momentos anuais” da Fundação, com a companhia francesa Akoreacro e o seu projecto Pffffff!, e a companhia Les Philébulistes e o seu “Arcane” a merecerem menção especial. 

Para o director do Museu de Serralves, esta é uma ocasião única para redescobrir os espaços da Fundação e para reinventar Serralves. 

“O Serralves em Festa é uma montra, uma amostra da actividade da Fundação”, resumiu a directora-geral, Odete Patrício, que definiu o evento como “uma mega-parceria que envolve muitos artistas e técnicos” e que promove um “volume muito grande de actividades”. 

Com a programação final sem estar fechada, Odete Patrício realçou o facto de o Serralves em Festa ser uma prenda que Serralves dá à comunidade. Este ano, a directora-geral da instituição espera que o sucesso da iniciativa - que mais uma vez arranca no aeroporto do Porto no dia 26 de Maio e na Baixa da cidade no dia seguinte - junto do público seja semelhante ao da edição anterior. 

“O evento, em termos de capacidade, atingiu um patamar muito elevado. No ano passado teve 102 mil visitantes, o que é um número confortável e difícil de sustentar. Por isso, se ficarmos por aí, ficaremos muito bem”, concluiu. 

Em sete edições, o Serralves em Festa contou com a presença de 3600 artistas, 495 mil visitantes, dos quais 94 mil foram estrangeiros, num total de 1500 eventos.

Homenagem a João Paulo Seara Cardoso 

A oitava edição do Serralves em Festa homenageia João Paulo Seara Cardoso com a apresentação de “Make Love Not War”, a última produção do fundador do Teatro das Marionetas do Porto. 

“O João Paulo foi uma das pessoas que fundou o teatro no Porto e foi um cúmplice da primeira hora do Serralves em Festa”, recordou o director do Museu de Serralves. 

João Fernandes referiu que a inclusão de “Make Love Not War”, em parceria com o FITEI-Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, na programação do Serralves em Festa é uma forma da Fundação “continuar sempre grata” ao trabalho desenvolvido pelo fundador do Teatro das Marionetas do Porto. 

João Paulo Seara Cardoso encenou todos os espectáculos apresentados pela companhia desde 1988, tendo as suas criações sido apresentadas por todo o Mundo. 

Ao longo da sua carreira, João Paulo Seara Cardoso encenou autores como Aquilino Ribeiro, Samuel Becket, Eugene Ionesco, Al Berto, Gregory Motton, William Shakespeare, António José da Silva, Lewis Carrol, A. Milne, Almada Negreiros, Heiner Muller, Marguerite Duras, Alfred Jarry e Luísa Costa Gomes.

 

Via Público



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Segunda-feira, 04.04.11

Andrés Vilas Boas, campeão nacional 2010-2011

 

Apesar de todos os indícios, posso assegurar que o Estádio da Luz não foi construído com o mesmo conceito arquitectónico da Avenida dos aliados. Aliás, há diferenças óbvias entre a concepção de um arruamento de 250 metros e a edificação de um parque de festas para entretém periódico dos tripeiros. Acompanhei os festejos a meio caminho, à saída da portagem de Taveiro hesitei entre seguir A1 para Norte ou para Sul. Acabei por ficar na berma a ouvir conferências de imprensa enquanto me decidia, no entretanto fui apitando em jeito de festa até acordar com aquele silêncio da solfagem que se segue è morte da bateria. Antes disso, antes mesmo de ser vandalizado por uma multa por estacionamento indevido, isto às 9 da manhã, ouvi as palavras que melhor captam a insigne ode ao título ontem conquistado.

 

Villas-Boas (V-B), assumindo-se como treinador adepto, o último de uma linhagem que remonta a António Oliveira, lembrava de como já tinha sido feliz no Estádio Da Luz. Com 20 anos V-B estava em Lisboa num estágio que aparentemente consistiria em acompanhar os treinos do Sporting. Como o fastio das noites da Pensão Alegria o torturasse, lá se decidiu a ir sozinho a ver um jogo da super-taça ao velho estádio da luz. Não pôde festejar os 5 golos do Porto porque lá se lembrou que era muito novo para ser selvaticamente linchado (há experiências que devem ser saboreadas com outra maturidade). A história de Villas-Boas e do seu encontro primordial com Bobby Robson repõe a questão do amor à camisola entre os profissionais da bola (refiro-me aos agentes desportivos que não pelo conceito de Ricardo Costa). Só por isso, não poderia agradecer o suficiente a Villas-Boas por este título. O velho futebol da paixão de bairro com a labor cosmopolita de quem, das ilhas virgens à Mata-Real, já sabe mais de bola que muitos anciãos dados à bazófia. 

 

Bruno Sena Martins

 

Via Arrastão



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