Sábado, 26.05.12

Um homem de 60 anos e uma mulher de 90 morreram esta quinta-feira, na Grécia, quando se atiraram do telhado do prédio de cinco andares onde viviam juntos em Atenas.


Segundo testemunhas citadas pelo «El Mundo», mãe e filho saltaram de mãos dadas. De acordo com o «The Huffington Post», ambos vivam da reforma de 340 euros da mãe, porque o flho, músico, estava desempregado há dois anos.

No site «Stoixoi.info» ficou registada a última mensagem do suicida: «O meu nome é Antonis Perris. Durante 20 anos, cuidei da minha mãe, de 90 anos. Desde há três ou quatro anos que ela sofre de Alzheimer e foi-lhe recentemente diagnosticada esquizofrenia e outros problemas de saúde. Os lares de idosos não aceitam pacientes assim. O problema é que eu não estava preparado e não tinha emprego quando a crise económica chegou. Apesar de ter propriedades e de ter vendido tudo o que pude, fiquei sem dinheiro e não tenho nada para comer. Recentemente, comecei a ter sérios problemas de saúde. Não encontro nenhuma solução. Tenho propriedades, mas não tenho dinheiro efetivo, o que significa que não tenho comida. Alguém conhece uma solução?»

Homem de 60 anos deixou uma mensagem. Meios de comunicação social gregos noticiam casos destes quase todos os diasOs suicídios devido às dificuldades económicas têm sido notícia nos meios de comunicação social gregos praticamente todos os dias. Antes da crise, a Grécia tinha uma das taxas de suicídio mais baixas do mundo: 2.8 por cada 100 mil habitantes. O governo admitiu um aumento de 40 por cento no primeiro semestre de 2010, mas não divulgou mais dados oficiais. Segundo a Reuters, vários especialistas acreditam que esta taxa duplicou para os 5 suicídios por cada 100 mil habitantes.

«A crise tem aumentado o sentimento de culpa, a perda de auto-estima e a humilhação para muitos gregos. As pessoas não querem ser um fardo para ninguém e cresce a sensação de desamparo. Alguns desenvolvem um atitude de ódio próprio que conduz à auto-destruição. É isto que justifica o aumento dos suicídios e das tentativas de suicídio. Estamos a assistir a uma nova categoria: os suicídios políticos», explicou à Reuters o psicanalista Nikos Sideris.

 

Retirado de Push



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Quarta-feira, 15.02.12

mulher chama-se Fatima. O jovem Zayed. São os protagonistas da imagem vencedora do World Press Photo de 2012. Mãe e filho iemnistas pensavam tratar-se de uma brincadeira.


Os protagonistas da imagem vencedora da edição deste ano do World Press Photo já têm nome. Fatima Al-Qaws é a mulher velada que abraça o filho, Zayed Al-Qawas, de 18 anos, ferido durante uma manifestação contra o regime iemenita.

 

O "Yemen Times" chegou à fala com Fatima, que recorda esse dia, 15 de outubro de 2011. "Tudo aconteceu após um ataque contra os manifestantes, na Rua Al-Zubairy", uma espécie de "linha da frente" no confronto entre os manifestantes antirregime e as forças de segurança do (então) Presidente Ali Abdullah Saleh.

 

"Fui para o hospital de campanha e não encontrei o meu filho entre os mortos ou feridos. Continuei a procurar no local e vi meu filho deitado no chão, sufocado com gás lacrimogéneo. Então, abracei-o. E ele [o jornalista Samuel Aranda] deve ter tirado a foto naquele momento."

Um apoio à revolução

Fatima, que vive na capital, Sana, explica que apenas teve conhecimento da foto após uma sobrinha, que vive nos Emirados Árabes Unidos, lhe ter telefonado. Mas não compreendeu de imediato do que se tratava.

 

"Pensei que a foto de que as pessoas falavam tinha a ver com a minha entrevista à Suhail TV e à Aljazeera, alguns meses antes", disse. "Por isso, não prestei muita atenção". Mas só até a sobrinha continuar a insistir para que visse a fotografia.

 

Fatima viu a imagem, pela primeira vez, no telemóvel do filho. Inicialmente, o próprio Zayed pensou tratar-se de uma brincadeira. "Nunca esperaria que esta foto vencesse, entre milhares de outras. É um grande apoio à revolução. Revela que os iemenitas não são extremistas", disse o jovem Zayed.

 

No Twitter, Samuel Aranda, o fotógrafo espanhol que captou a imagem entretanto já apelidada de nova 'Pietà', regozijou-se pelo trabalho de investigação do "Yemen Times": "Muito obrigado por tudo, povo do Iémen! Vemo-nos em breve."

 

Samuel Aranda vive em Sidi Bou Saïd, na Tunísia. O seu trabalho pode ser apreciado em http://www.samuelaranda.net

 

Via Expresso



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