Sábado, 16.06.12

Midway, o que nós fazemos à natureza

 

 

 

 

 

KICKSTARTER campaign launched!! Please join the Midway Film project!
http://www.kickstarter.com/projects/midwayfilm/join-the-midway-film-project

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The MIDWAY media project is a powerful visual journey into the heart of an astonishingly symbolic environmental tragedy. On one of the remotest islands on our planet, tens of thousands of baby albatrosses lie dead on the ground, their bodies filled with plastic from the Pacific Garbage Patch. Returning to the island over several years, our team is witnessing the cycles of life and death of these birds as a multi-layered metaphor for our times. With photographer Chris Jordan as our guide, we walk through the fire of horror and grief, facing the immensity of this tragedy—and our own complicity—head on. And in this process, we find an unexpected route to a transformational experience of beauty, acceptance, and understanding.

We frame our story in the vividly gorgeous language of state-of-the-art high-definition digital cinematography, surrounded by millions of live birds in one of the world's most beautiful natural sanctuaries. The viewer will experience stunning juxtapositions of beauty and horror, destruction and renewal, grief and joy, birth and death, coming out the other side with their heart broken open and their worldview shifted. Stepping outside the stylistic templates of traditional environmental or documentary films, MIDWAY will take viewers on a guided tour into the depths of their own spirits, delivering a profound message of reverence and love that is already reaching an audience of tens of millions of people around the world.

Production of the feature film "MIDWAY" continues through 2012.

Chris Jordan - Director/Producer
Stephanie Levy - Producer
Terry Tempest Williams - Writer
Jan Vozenilek - Director of photography
Rob Mathes - Composer
Jim Hurst - Location sound
Joseph Schweers - Camera
Manuel Maqueda - Advisor

For more information:
http://wwwMidwayFilm.com

To donate:
http://wwwrazoo.com/story/MidwayJourney

Midway Project blog, team details, production diary videos:
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publicado por olhar para o mundo às 15:30 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.05.12

“É na terra não é na lua” premiado em São Francisco

 

 

O filme “É na terra não é na lua”, de Gonçalo Tocha, foi eleito o melhor documentário do 55º Festival Internacional de Cinema de São Francisco, nos Estados Unidos, anunciou a organização

 

O documentário, que retrata a vida da ilha açoriana do Corvo, recebeu o Golden Gate Award, que equivale a cerca de 15 mil euros, para melhor documentário em longa-metragem.

 

Gonçalo Tocha recebe este prémio semanas depois de ter sido distinguido na Argentina, onde o documentário conquistou o prémio de melhor filme na secção “Cinema do Futuro”, no Festival Internacional de Cinema Independente, em Buenos Aires.

 

O filme, com 180 minutos de duração, foi rodado entre 2007 e 2009 e estreou-se no Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça, onde recebeu uma menção especial do júri, tendo depois vencido o prémio para a melhor longa-metragem no DocLisboa.

 

O realizador, descendente de micaelenses, nunca tinha estado no Corvo até ao dia em que partiu de S. Miguel, onde tinha apresentado o seu primeiro filme, à descoberta da mais pequena ilha do arquipélago, apanhando várias boleias de barco.

 

A pequena equipa filmou tudo o que conseguiu na ilha e acabou por fazer uma espécie de “arquivo contemporâneo em movimento”, disse o realizador à Lusa.

 

Gonçalo Tocha admitiu que entrou no Porto da Casa, no Corvo, sem “a mínima ideia” do que ia fazer, mas com a “ambição louca de filmar tudo e conhecer todas as pessoas”.

 

Nascido em 1979, Gonçalo Tocha assinou em 2006 a primeira longa-metragem, “Balou”, premiado no ano seguinte no festival IndieLisboa.

Retirado do Público


publicado por olhar para o mundo às 21:19 | link do post | comentar

Terça-feira, 20.12.11

"Mistérios de Lisboa" continua em destaque no panorama internacional

"Mistérios de Lisboa" continua em destaque no panorama internacional (DR)
O filme “Mistérios de Lisboa”, adaptação do romance de Camilo Castelo Branco feita pelo chileno Raul Ruiz, que morreu em Agosto, continua a destacar-se entre a imprensa e a crítica estrangeira. Depois de na semana passada ter sido premiado com o galardão de melhor filme estrangeiro para a crítica canadiana, o filme repetiu a mesma proeza e foi distinguido na mesma categoria, na edição deste ano dos Golden Satellite Awards, atribuídos pela International Press Academy.

O filme, que se estreou em Portugal no final do ano passado, estava ainda nomeado nas categorias de melhor direcção artística e melhor guarda-roupa, responsabilidade da directora de arte Isabel Branco.

Na corrida ao galardão de melhor filme estrangeiro, “Mistérios de Lisboa” concorria com filmes como “Faust”, de Aleksandr Sukorov (Leão de Ouro 2011), “O Miúdo da Bicicleta”, dos irmãos Dardenne (Grande Prémio do Júri em Cannes 2011) ou “Uma Separação”, de Asghar Farhadi (Urso de Ouro 2011).

A adaptação da obra oitocentista, com argumento de Carlos Saboga e produzida por Paulo Branco, retrata a história de Pedro da Silva (João Baptista), um órfão de um colégio interno que, através do padre Dinis (Adriano Luz), descobre a identidade da mãe, a condessa Ângela de Lima (Maria João Bastos).

O filme, que já se estreou em França, EUA, Inglaterra, Espanha, Taiwan, Suiçae Bélgica, já conquistou a Concha de Prata de Melhor Realizador no Festival de San Sebastián, o prestigiado Prémio Louis Delluc, o Prémio da Crítica no Festival de Cinema de São Paulo, e foi ainda nomeado para o Prémio Lux do Parlamento Europeu. No próximo ano chegará aos cinemas do Japão e do México.

O grande vencedor dos Golden Satellite Awards foi “The Descendants”, de Alexander Payne, protagonizado George Clooney, que representa um pai que tenta reatar a ligação com as duas filhas. O filme foi considerado o melhor do ano e venceu ainda na categoria de melhor argumento adaptado. 

Nicolas Winding Refn foi distinguido com o prémio de melhor realizador por “Drive - Risco Duplo”, filme no qual se destacou Ryan Gosling, escolhido como o melhor actor. Viola Davis foi considerada a melhor actriz pelo seu papel em “As Serviçais”. “As Aventuras de Tintin” venceu na categoria de melhor filme de animação e “Senna”, que conta a história do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, foi considerado o melhor documentário.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:09 | link do post | comentar

Segunda-feira, 05.12.11
Raúl Ruiz (terceiro a contar da direita) com o elenco e a equipa do filme, em San Sebastián, em Setembro de 2010
Raúl Ruiz (terceiro a contar da direita) com o elenco e a equipa do filme, em San Sebastián, em Setembro de 2010 (Foto: Vincent West/Reuters)
O muito aplaudido Mistérios de Lisboa, do realizador Raúl Ruiz, que morreu em Agosto, foi nomeado em três categorias do Satellite Award, prémios da Internacional Press Academy dos Estados Unidos. As nomeações incluem a categoria de melhor filme estrangeiro. A directora de arte Isabel Branco vai a votos nas categorias de melhor direcção artística e melhor guarda-roupa.

Estas nomeações da adaptação cinematográfica do livro homónimo de Camilo Castelo Branco surgem dias depois de o círculo de críticos de cinema nova-iorquinos, o New York Film Critics Circle (NYFCC), ter atribuído postumamente ao realizador chileno o Special Award2011.

O filme, co-produzido em 2010 pela portuguesa Clap Filmes, foi muito bem recebido tanto pela crítica como pelo cinema comercial. Na competição da IPA, cuja lista de nomeados pode ser consultada aqui, vai concorrer com mais nove filmes, cinco dos quais europeus (belga, húngaro, francês, finlandês e russo) e um deles, Nannerl, la soeur de Mozart, produzido em França em 2010, da mesma distribuidora da longa-metragem de Raúl Ruiz, a Music Box Films.

A adaptação da obra oitocentista, com argumento de Carlos Saboga e produzida por Paulo Branco, roda à volta do destino de Pedro da Silva (João Baptista), um órfão de um colégio interno que, através do padre Dinis (Adriano Luz), descobre a identidade da mãe, a condessa Ângela de Lima (Maria João Bastos).

Mistérios de Lisboa é uma da centena de obras de Ruiz. Estreou-se nos Estados Unidos quatro dias depois de o cineasta morrer a 1 de Agosto de 2011. O filme tinha feito um percurso internacional bem sucedido que lhe valera já o Prémio Louis Delluce, em San Sebastián (Espanha), e o Prémio da Crítica na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Em Portugal, a longa-metragem (4h26) estreou-se em Outubro de 2010 e foi mais tarde exibida na RTP em formato de minissérie em seis episódios.

O livro de Camilo Castelo Branco chegou a estar no top das vendas de uma Fnac de Paris, depois do sucesso internacional do filme que, dias depois da morte de Ruiz, contava já com mais de 100.000 espectadores em França.

A ligação de Raúl Ruiz a Portugal vinha dos anos de 1980. Depois de Le Territoire, La Ville des Pirates e Les Destins de Manoel, o realizador partiu para a rodagem de Mistérios de Lisboa, altura em que adoeceu, embora meses mais tarde começasse a preparar As Linhas de Torres com a mesma produtora portuguesa.

 

Via Público



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Sexta-feira, 11.11.11

 

Filme ainda não tem data de estreia

 

Já não é a primeira vez que se fala que a famosa personagem dos livros Onde Está o Wally? poderia chegar aos grandes ecrãs mas um impasse entre os grandes estúdios de Hollywood tem vindo a adiar o projecto. Mas agora é certo: a MGM comprou os direitos de Wally e vai realizar o filme.

 

Depois de em 2009 a Universal ter anunciado o início da produção em parceria com a Nickelodeon e de uma súbita interrupção, o projecto vai agora ganhar forma através de um filme live-action pelas mãos dos estúdios MGM e da Classic Media, detentora dos direitos do livro. "Estamos muito contentes por trazer a busca pelo Wally para o grande ecrã. Com os nossos parceiros da Classic Media, estamos ansiosos por fazer esta aventura mundial que vai despertar os fãs de todas as idades Onde está o Wally?", escreveu em comunicado o presidente da MGM, Jonathan Glickman, sem adiantar muitos pormenores.

 

Criado por Martin Handford e publicado pela primeira vez em 1987, Onde está o Wally? tornou-se num ícone da cultura pop e uma personagem reconhecida universalmente. Um fenómeno nos livros com mais de 55 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, disponíveis em mais de 38 países e traduzidos em mais de 30 línguas.

 

Espera-se agora que o sucesso do homem de óculos e com a camisola às riscas, que tem por hábito camuflar-se em grandes multidões, chegue aos cinemas, ainda sem uma data definida de estreia.

 

Via Público



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Quinta-feira, 27.10.11
As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne
Fazer Tintin “em grande” implica deixar de fora tudo o que é “pequeno”, e com isso deita-se fora metade da graça

Enorme decepção, se admitirmos que até havia alguma expectativa. É verdade que os precedentes não eram famosos, e que todas as adaptações cinematográficas dos grandes clássicos da BD europeia, de Astérix a Lucky Luke, passando por Corto Maltese ou pelo próprio Tintin, redundaram ou em desastres absolutos ou em filmes anódinos e esquecíveis. Também é verdade - e daqui vinha “alguma expectativa” - que nunca uma destas adaptações tivera o privilégio de contar com um cineasta do calibre de Spielberg nem com o “topo de gama” da tecnologia do “entertainment” cinematográfico.

 

Esse acaba por ser um problema, certamente: vê-se mais o “topo de gama” do que Tintin ou Spielberg, ambos desaparecidos debaixo do “state of the art” digital. Há uma vaga parecença, narrativa e morfológica, com a criação de Hergé, mas depois tudo se passa como se ser Tintin ou ser outra coisa qualquer fosse dar ao mesmo. Falamos do “espírito”, claro: será Tintin compatível com o grande espectáculo “blockbuster” de “luz e magia industriais”? O Tintin da BD nunca foi isso, antes o primado da narrativa sobre os efeitos de espectáculo e a progressivamente refinada arte da sua construção visual, de resto em grande parte influenciada pela linguagem do cinema clássico, inspiração maior de Hergé. Ponham-se estas “Aventuras de Tintin” ao lado dos “Salteadores da Arca Perdida” e, falando apenas de Spielberg, responda-se sinceramente: há mais Tintin neste filme que leva o seu nome ou nas aventuras de Indiana Jones?... Nós sabemos qual é a nossa resposta.

 

Transformadas em mostruário digital, há demasiadas coisas que não funcionam nesta adaptação, forçosamente (?) “dumbed down”, do álbum homónimo (a que se seguirá a continuação, “O Tesouro de Rackham, o Terrível)”. A galeria de secundários, por exemplo, uma das maiores riquezas da BD original, perde-se completamente, e é em especial bastante penoso aquilo em que se transformam Dupont e Dupond. Que é como quem diz: o filme não tem espaço, nem tempo, nem maneira de dar vida ao detalhe, ao pormenor, coisa em que Hergé era mestre. Fazer Tintin “em grande” implica deixar de fora tudo o que é “pequeno”, e com isso deita-se fora metade da graça. Mas talvez o mais desagradável seja a exibição da arrogância do “franchise” no momento em que toma conta da coisa “franchisada”: a cena introdutória, um pintor de rua que tem a cara de Hergé a tirar o retrato a Tintin, retrato que é o do Tintin da banda desenhada. A ideia talvez fosse homenagear o autor belga, mas é como se alguém estivesse a dizer isto: eis, finalmente, o Tintin “real”, o dos livros é mera “imitação da vida”...

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 23:04 | link do post | comentar

Terça-feira, 11.10.11
Filme tornou-se no fim-de-semana de estreia no filme português de ficção mais visto de 2011
Filme tornou-se no fim-de-semana de estreia no filme português de ficção mais visto de 2011 (DR)
Depois das críticas positivas e das distinções em San Sebastian, “Sangue do Meu Sangue”, realizado por João Canijo, volta a afirmar-se como um dos grandes filmes portugueses de 2011 ao ser visto por mais de cinco mil espectadores no primeiro fim-de-semana de estreia, tornando-se no filme de ficção português mais visto do ano.

Em exibição em apenas 15 salas de cinema de todo o país, o melodrama familiar de Canijo teve este fim-de-semana 3916 espectadores, deixando para trás “O Estranho Caso de Angélica”, de Manoel de Oliveira, que se estreou no final de Abril e foi visto por 2504 pessoas, e “A Morte de Carlos Gardel”, de Solveig Nordland, estreado a 22 de Setembro e que soma até agora 2427 espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Em comunicado, a produtora Midas Filmes explica que se a este número se somarem os espectadores que viram “Sangue do Meu Sangue” nas diversas sessões de antestreia, o filme já foi visto por mais de cinco mil espectadores. 

“Sangue do Meu Sangue”, que o João Canijo escreveu em parceria com os actores, narra o amor de uma mãe solteira, que mora no Bairro Padre Cruz, nos subúrbios de Lisboa, pela filha, personagens interpretadas por Rita Blanco e Cleia de Almeida. 

O filme venceu o prestigiado Prémio da Crítica Internacional e a Menção Especial do Júri do Prémio “Otra Mirada”, atribuído por um júri presidido pela directora da TVE2 em San Sebastian, festival onde teve a sua estreia mundial. Depois disso foi também apresentado no Festival de Toronto e mais recentemente no Festival de Bussan, na Coreia. Estão ainda agendadas as exibições no Festival do Rio de Janeiro, no Brasil, em Munique, na Alemanha, em Linz, na Áustria, em Vílnius, na Lituânia, e na Corunha, em Espanha, onde será acompanhado por uma retrospectiva da obra do realizador. A distribuição alternativa nos EUA no próximo ano também já está assegurada. 

“Sangue do Meu Sangue”, disponível em duas versões, uma de 140 minutos e outra de 190, está em exibição em Lisboa, Porto, Gaia, Alfragide, Almada, Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Funchal, Guia, Leiria, Vila Real e Viseu, tendo tido uma exibição em Castelo Branco a 6 de Outubro e outra em Ponta Delgada, nesta segunda-feira.

A versão longa do filme está em exclusivo no Cinema City Classic Alvalade em Lisboa, circulando depois por todo o país em sessões especiais, de cineclubes e associações culturais. Está ainda previsto um corte do filme para televisão, em três episódios de 52 minutos cada.

 

Via Público



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Sexta-feira, 15.07.11
Un fotograma de la última película de Harry Potter.

Un fotograma de la última película de Harry Potter.

Hoy, Potter ha muerto. Dicho así, impresiona. Pero, ¡ea!, las noticias, malas o buenas, conviene darlas de golpe. También es cierto que, y sin ánimo de ofender, ya era hora. Al fin y al cabo, han sido 10 años, ocho películas, siete mamotretos uno detrás de otro, cerca de 6.500 millones de dólares en taquilla, 4.333 embrujos en 'latinglish', 400 millones de libros vendidos en 69 idiomas (distintos entre sí, cuidado)... Y así. Le ha costado dejarnos, vamos.

En sus páginas y, por extensión en sus películas, se han ahogado y agotado infancias enteras. Desde el primer suspiro al último estertor. Muchos entraron en 'La piedra filosofal' en pantalón corto y han acabado por salir de 'Las reliquias de la muerte' marcando el paso y con la mili hecha. Y claro, tanto después, da pena. Cada uno a su manera, no lo duden, lo ha sentido.

'Harry Potter y las reliquias de la muerte, parte 2' es, definitivamente, el funeral que tanta pérdida requería. La última película, si se quiere, oficia de despedida a la altura que las circunstancias merecen. Dígase ya, es la mejor de cuantas hemos visto.

A David Yates, su director, le ha costado un cuarto intento para, por fin, acertar con la fórmula precisa. Bienvenido sea. De repente, ante los ojos sorprendidos de la concurrencia, aparece un relato perfectamente consciente de que se acaba; un cuento que se sabe cuento. Y, esto, además de nuevo, resulta hasta moderno. Irónico, tal vez.

Si de algo se puede acusar a Potter a lo largo de su larga historia es de su visceral incapacidad para reconocerse en ese lugar en el que siempre se han movido los relatos supuestamente infantiles. Los clásicos, los buenos. Tanto en el papel como en la pantalla siempre ha resultado algo irritante la ausencia casi absoluta de humor, de sentido de la distancia, de, otra vez, ironía. Potter y su gente se mueven por su mundo sin reparar ni un solo segundo en lo absurdo de su condición absurda. Y eso, por torpe, es grave.

Si se mira de cerca, bajo la disparatada arbitrariedad de algunos de nuestros héroes infantiles no se esconde sino la disparatada arbitrariedad de todo lo demás. De todo. Una historia bien contada, en definitiva, no es más que eso: una niña que cae por un agujero a un sitio extraño en el que los conejos tienen prisa. Por poner un ejemplo. En Potter, sin embargo y siempre, y por muy entretenido que resultara, molesta la seriedad impostada del destino trágico de un niño-mago enfrentado a todas las fuerzas oscuras de las que es capaz la naturaleza oscura. Por momentos, parece una anuncio de la DGT. La gravedad, ya se sabe, pesa. J.K. Rowling, para entendernos, no es Roald Dahl.

De hecho, el esfuerzo de cada director que ha pasado por las aventuras de Potter ha consistido en animar el relato hasta apartarse de la simple sucesión de hechizos, trampantojos y vuelta a empezar. Antes que Yates, Chris Columbus, Alfonso Cuarón y Mike Newell se habían aplicado a la tarea de convertir la letra de J.K. Rowling en algo más, en un abigarrado universo 'retrofantástico' animado por la gracia de la anarquía, de la anarquía necesariamente infantil.

De Columbus queda ese desparpajo para el barullo, ese gusto por los personajes a medio camino entre la gamberrada naíf y el dibujo absurdo de John Tenniel. Suyas son las dos primeras entregas y suyo es el mérito de poner cara y ojos a la institución pre-LOGSE de nombre Hogwarts. Cuarón se encargó del difícil trance del picor adolescente en una de las mejores entregas de la serie y Newell, un pasó más allá, hizo que el trío protagonista entrara en la edad adulta (por primera vez, la cinta perdió la calificación para todos los públicos) con declinantes resultados.

¿Franquicia

Y llegó Yates y, malas noticias, la saga se transformó en un feo palabro: franquicia. De un solo empellón, y pese a los esfuerzos a veces conseguidos de acercar la paleta de colores al negro (los niños crecen y las aventuras se enturbian), todo se convirtió en rutina, en paso fiel y cansino de la letra a la imagen. La transcripción de la primera parte de 'Las reliquias de la muerte' fue el mejor ejemplo de la incapacidad narrativa en la que se enfangaron Harry y sus muchachos.

Pues bien, todo lo anterior se acabó. Potter sabe que la historia, su historia, toca a su fin. Y Yates deja que la sensación de último adiós con la que el espectador acude al cine alcance la pantalla. Las escenas de acción se descubren más espectaculares que nunca ofreciéndose como réplica atronadora y sinfónica a los momentos de intimidad emocional. Valga la rimbombante redundancia. La muerte de Dumbledore, la conversión del profesor Snape, las oscuras motivaciones de Voldemort, la imagen de Hogwarts destruido, el amor que surge... todo cobra sentidoen las retinas abiertas de un espectador que recupera punto por punto cada uno de los mejores momentos de la saga, cada uno de sus propios mejores momentos.

Yates deja respirar la historia y, sobre todo, la trasciende. Hasta se permite, algo inédito, momentos de humor, citas cinéfilas (¿es '2001: una odisea del espacio' lo que se ve en la escena del sueño o estamos soñando?) y algún que otro segundo de homenaje. El espectador nunca pierde de vista el ritual del adiós y eso es mérito de un director que decide que su película, por fin, ya es adulta. Los niños que vieron la primera entrega han muerto, pero, ironía, todavía se recuerdan niños.

Suena cursi y, en efecto, es cursi. Qué le vamos a hacer.

Potter no es sólo un personaje de un libro, es parte de la biografía de cualquier espectador o lector o crítico (del señor Harold Bloom también). Y por ello, como la parte de cualquiera de nosotros que fuimos, ya ha muerto. Entre seguir caminando o desaparecer, le toca reventar. Hoy Potter ha muerto.

 

Via Elmundo



publicado por olhar para o mundo às 13:47 | link do post | comentar

Domingo, 29.05.11

Cocas e companhia estão de volta. No novo filme, o famoso grupo de marionetas contracena com atores de carne e osso.

 

O famoso grupo de marionetas 'Os Marretas ' (The Muppets Show) regressa em novembro com um filme onde bonecos contracenam com atores de carne e osso.

 

Em 'The Fuzzy Pack', os Marretas reúnem-se com a ajuda de três fãs, para salvar o seu antigo estúdio. Amy Adams, Emily Blunt e Jason Segel são alguns dos atores que entram na película.

 

 



publicado por olhar para o mundo às 10:34 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.04.11
Manoel de Oliveira cumpre sonho em 'O estranho Caso de Angélica'
O realizador Manoel de Oliveira confessou hoje que o filme 'O estranho Caso de Angélica' era um sonho que já não esperava concretizar.

«É um projecto que, de certo modo, me atiraram para fazer, porque eu pensava que já não o faria», disse o mais idoso cineasta em actividade no mundo na antestreia nacional de O estranho Caso de Angélica, no Auditório de Serralves, no Porto.

 

Recusando comentar a sua mais recente obra, Manoel de Oliveira definiu o filme, que chega às salas de cinema na quinta-feira, como um retrato de «uma relação entre espíritos e corpos».

 

«Todos os corpos são animados de espírito e quando o espírito abandona o corpo ele liberta-se da sua personalidade, deixa de ser aquilo que era», completou o cineasta portuense.

 

Manoel de Oliveira confessou que não tem noção da verdadeira importância de O estranho Caso de Angélica.

 

«Eu estar aqui hoje é que é importante», brincou, escusando-se adiantar pormenores sobre os seus projectos futuros, uma vez que «ainda é tudo muito duvidoso».

 

O estranho Caso de Angélica integrou a selecção oficial do Festival de Cannes 2010, sendo exibido na secção Un Certain Regard» (Um Certo Olhar), e dos festivais de cinema de Toronto e Nova Iorque.

 

A obra conta a história de Isaac, um jovem fotógrafo e hóspede da Pensão D. Rosa, na Régua, que é chamado com urgência por uma família abastada para tirar o último retrato da filha, Angélica, uma jovem mulher que morreu logo após o casamento.

 

O fotógrafo (interpretado por Ricardo Trepa) descobre Angélica (Pilar López de Ayala) e «fica estupefacto com a sua beleza», sendo que, «quando encosta o olho à lente, a jovem parece voltar à vida, só para ele».

 

A história do filme desenvolve-se a partir daí, com Angélica a assombrar o fotógrafo dia e noite, até à exaustão.

 

O estranho caso de Angélica conta ainda com a participação dos atores Leonor Silveira, Luís Miguel Cintra e Isabel Ruth, entre outros.

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 20:40 | link do post | comentar

Quarta-feira, 09.02.11

 

 

Vale a pena ver. Eis o valor de um acervo cultural. É um túnel do tempo!  Quatro dias depois boa parte, senão a totalidade dessas pessoas estavam mortas e a cidade em ruínas.
Para os cinéfilos, segue o que talvez venha a ser o mais antigo filme já produzido (1906)!!

São cenas filmadas a partir de um "cable car" na Market Street, em San  Francisco, California: a câmara em movimento era, na altura, uma ideia inovadora.

 

É surpreendente a quantidade de automóveis que já existiam àquela época.

E quantas imprudências se cometiam, nas barbas dos policiais (provavelmente, nem havia leis de trânsito...).

O trânsito era caótico com a convivência, não tanto harmoniosa, entre pedestres, bicicletas, charretes, automóveis, cable car, bondes etc.

Observe que os bondes que cruzam a rua já possuem tração elétrica!

No final da rua, existe um prédio que está lá até hoje, pois trata-se do terminal de passageiros da Baía de San Francisco.

O filme, após muita polêmica, teve identificada a sua origem, bem como a data de sua produção:

É um filme produzido em 14 de abril de 1906, 4 dias antes do grande terremoto que arrasou com a cidade de San Francisco. O filme foi embarcado para New York, num trem, para ser processado, daí ter sido poupado daquela tragédia.

 

Recebido Por Mail, Obrigado in-perfeita

 



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