Domingo, 13.05.12
Os Foots­barn The­atre vão apresentar no Porto a sua leitura de "A Tem­pes­tade", de Shake­speare
Os Foots­barn The­atre vão apresentar no Porto a sua leitura de "A Tem­pes­tade", de Shake­speare (Paulo Pimenta)

O Fes­ti­val Inter­na­cional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), na sua 35ª edição, reduz em número de dias — 7 dias em vez das duas sem­anas habit­u­ais -, em número de espec­tácu­los, mas abre-se em exten­sões. Começa a 26 de Maio com um pról­ogo em Guimarães onde os Kinoa (Espanha) mon­tam uma box de Fór­mula 1 no meio da rua, enquanto os Xir­riq­ui­teula Teatre, tam­bém de Espanha, fazem passear girafas pelo Largo do Toural.

 

O primeiro dia completa-se com a Com­pan­hia São Jorge de Var­iedades (Brasil), que, no Espaço Ofic­ina, apre­senta “Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, pre­cisa de se mexer”, a par­tir do uni­verso de Heiner Müller.

Só no dia 28 o FITEI chega ao Porto, em parce­ria estre­ita com o Teatro Nacional S. João (TNSJ), onde os Foots­barn The­atre, que têm estado em residên­cia em Guimarães na sua tenda mul­ti­cul­tural, apre­sen­tam a sua leitura de "A Tem­pes­tade", de Shake­speare, inti­t­u­lado "Indian Tem­pest". Na sua colab­o­ração com o TNSJ, o FITEI tem duas das suas estreias abso­lu­tas, com os Ensem­ble (Por­tu­gal) de regresso a Molière para apre­sentarem “O doente imag­inário”, ence­nado por Rogério de Car­valho e “As inter­mitên­cias da morte”, com o grupo brasileiro Ítaca Teatro e os por­tugue­ses Trigo Limpo e Quinta Parede, a par­tir do texto de José Sara­m­ago e com ence­nação de José Caldas. 

“As lágri­mas amar­gas de Petra von Kant” são pre­texto para duas visões difer­entes, uma mais de acordo com o texto orig­i­nal, a do Teatro do Bol­hão (Por­tu­gal) e outra num espetáculo de teatro e dança pelo grupo Sol Picó (Espanha) que apre­senta “Petra, la Mujer Araña y el puton de abeja Maya”.

Segundo a Lusa, o orça­mento do fes­ti­val para este ano é de 220 mil euros, con­tra uma esti­ma­tiva ini­cial de 380 mil euros, enquanto em 2011 foi de 315 mil euros. Em declar­ações na con­fer­ên­cia de imprensa, o direc­tor Mário Moutinho disse que “o FITEI, bem como out­ras estru­turas das artes céni­cas em Por­tu­gal, sofr­eram um corte bru­tal de 38%”. Com menos din­heiro do Estado, que rep­re­sen­tava cerca de 50 por cento do orça­mento, o fes­ti­val tam­bém fica com capaci­dade mais reduzida para encon­trar a outra metade do din­heiro. “Os próprios mece­nas estão com alguma difi­cul­dade para apoiar o fes­ti­val e dizem-nos que se é um fes­ti­val mais pequeno é mais difí­cil apoiarem”, afir­mou Mário Moutinho, citado pela Lusa.

Esta edição conta com exten­sões a Felgueiras, Faro, Viseu e Guarda e ainda dois espec­tácu­los fora de por­tas em Coim­bra e Santa Maria da Feira, em parce­ria com o Teatrão e o Imaginarius.

 

Retirado do Público



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Domingo, 11.03.12

Sporting goleia Guimarães

O avançado holandês abriu caminho à vitória (5-0) do Sporting sobre o V. Guimarães. Matías Fernández, Izmailov e Jeffrén fizeram os restantes golos.


Desde a distante décima jornada que Ricky van Wolfswinkel não marcava para o campeonato. Na altura, a 6 de Novembro, marcou à União de Leiria. De então para cá fez um golo na Liga Europa e três na Taça de Portugal.

Mas neste domingo os adeptos “leoninos” voltaram a festejar um golo do avançado holandês. Wolfswinkel inaugurou o marcador na recepção ao Vitória de Guimarães, aos 21’, regressando aos golos no campeonato quatro meses depois.

Depois de uma boa exibição na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, frente ao Manchester City (vitória por 1-0), o Sporting mostrou-se moralizado e em bom nível. A equipa de Sá Pinto chegou ao 2-0 na segunda parte, por Matías Fernández.

O terceiro golo dos “leões” surgiu aos 70’, por Izmailov. O russo transformou uma grande penalidade a castigar falta de João Alves sobre Wolfswinkel.

Mas ainda não se tinham esgotado os golos em Alvalade. Aos 81’, num disparo de fora da área, Jeffrén (que tinha entrado em campo instantes antes, a substituir Izmailov) marcou o segundo golo com a camisola do Sporting. E o mesmo jogador “bisou” na partida aos 89’, fazendo o 5-0 final na conclusão de uma jogada individual.

Desde Outubro que o Sporting não marcava mais de três golos numa partida. Na altura, os “leões” receberam e bateram o Gil Vicente por 6-1. Com o triunfo sobre o Vitória de Guimarães, a equipa de Sá Pinto passa a somar 41 pontos, mantendo-se empatada com o Marítimo no quarto lugar da classificação.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:43 | link do post | comentar

Um símbolo nacional cruzado com a realidade fabril do Vale do Ave

Um símbolo nacional cruzado com a realidade fabril do Vale do Ave (Imagem: Filipe Dujardin)

 

A imagem do castelo-fábrica criada por Filipe Dujardin arrisca a tornar-se num dos ícones da Guimarães 2012. O fotógrafo belga olhou para o símbolo da nacionalidade tal como o conhecemos e manipulou-o digitalmente, cruzando-o com as fotografias das unidades industriais da região. Durante o último ano, outros três artistas estiveram no vale do Ave de máquina na mão para retratar a paisagem. O resultado é hoje dado a conhecer na exposição Missão fotográfica: Paisagem transgénica.

 

Dujardin esteve duas vezes em Guimarães. Viu o castelo, o Paço dos Duques e o centro histórico e lembrou-se de uma máxima que costuma aplicar: "Se é tudo perfeito, eu desconfio". Por isso decidiu desconstruir os monumentos, cruzando-os com aquilo que encontrou na periferia da cidade.

O fotógrafo belga levou a ideia de uma paisagem transgénica ao extremo, fazendo uso da edição digital. Mas este é o conceito-base desta exposição, usando a formulação que o geógrafo Álvaro Domingues aplica ao Vale do Ave. 

Este é um território em que urbano, rural e industrial se cruzam, com fronteiras pouco definidas. De tal modo que Katalin Deér se perdeu e acabou a fotografar Vizela e Santo Tirso.

"Tive que apreender a forma como as coisas se fazem aqui", confessa a fotógrafa norte-americana, radicada na Suíça. A artista fotografou em 35mm: fábricas, casas, torres de quartéis de bombeiros. E escolheu 60 fotografias, que estão dispostas sobre tampos de mesas recuperados da antiga fábrica ASA. 

A estes dois fotógrafos juntam-se ainda o sueco JH Engstrom (que retrata Guimarães em sequências de polaroids danificadas e imagens bucólicas de cores saturadas) e o italiano Guido Guidi (fotografias de médio e grande formato, concentradas em pormenores das construções).

No âmbito do projecto Missão fotográfica: Paisagem transgénica, da Guimarães 2012, os quatro artistas estiveram em residência artística no concelho durante 2011. Nenhum deles tinha trabalhado antes em Portugal e esse "foi um dos critérios de escolha", conta Pedro Bandeira, que partilha com Paulo Catrica a curadoria do projecto, de modo a garantir um olhar descomprometido. A encomenda aos fotógrafos partia da arquitectura, mas não de um ponto de vista "erudito". "Queríamos um olhar muito honesto em relação ao que existe, transmitindo a ideia de um território que não é só construído por arquitectos", conta Bandeira.

A exposição é inaugurada às 18h, no Centro Cultural Vila Flor, onde fica até 19 de Maio. O dia de hoje na Capital da Cultura vai ainda ficar marcado pela abertura da antiga fábrica têxtil ASA, reconvertida em espaço cultural. Nas áreas expositivas serão inauguradas duas mostras do programa de Arte e Arquitectura - O ser urbano: Nos caminhos de Nuno Portas; e Collecting, collections and concepts, com obras de empresas e fundações portuguesas.

 

Via Público



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Domingo, 22.01.12

Milhares de pessoas encheram as ruas e praças históricas no dia em que a cidade "Berço de Portugal" se tornou a Capital Europeia da Cultura 2012. Veja as imagens captadas pelo fotojornalista do Expresso José Ventura.



Caminhar até ao Largo do Toural, no centro de Guimarães, foi ontem uma tarefa hercúlea, no dia em que a "cidade berço" celebrou o arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC).

 

Dezenas de milhar de pessoas encheram as ruas e praças do centro histórico da cidade, para assistir à demonstração multimédia que conjugou música, projeção de vídeo e iluminação nas fachadas do Largo do Toural, uma técnica conhecida como videomapping.

Com o espetáculo da companhia catalã "La Fura del Baus", entitulado "Berço de uma Nação", o Largo do Toural viu-se transformado num gigantesco teatro de marionetas, em que um homem e um cavalo gigantes, suportados por gruas, circularam por entre a multidão, que no final já cantava em uníssono o hino "Guimarães allez".

 

Com o espetáculo coroado com fogo de artifício, os "La Fura del Baus" pretenderam representar a Europa através da marioneta de um homem gigantesco, enquanto Portugal esteve simbolizado pelo cavalo, uma metáfora que culminou com o encontro entre os dois, em pleno centro da praça.

 

"Os vimaranenses estão de parabéns", disse à Agência Lusa Paulo Mendes, para quem o arranque da CEC "não poderia ter sido melhor", pelo que "não só os vimaranenses mas também todos os portugueses deveriam estar orgulhosos".

 

Já Lurdes García veio da Galiza de propósito para ver o arranque da Capital da Cultura e os "La Fura del Baus e à Lusa exclamou que após a inauguração virá "sem dúvida mais vezes".

Via Expresso


publicado por olhar para o mundo às 12:49 | link do post | comentar

Sexta-feira, 20.01.12

Numa noite que promete ser inesquecível preparamos para ti um programa intenso para comemorarmos todos juntos a primeira noite de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. Dá as boas-vindas a 2012. Dá as boas-vindas a Guimarães 2012. Participa nesta primeira noite e recebe o ano dizendo olá a alguém.
PROGRAMA

LARGO DA OLIVEIRA/PRAÇA DE SANTIAGO | 23h - 2h
Nuno Lopes
André Rocha&Tiago TT

CAFÉ CONCERTO DO SÃO MAMEDE CAE | 22h - 4h
Maria Gambina
Helder Costa 

FORMIGAS – PARQUE DA CIDADE | 00h - 4h
Pedro Macedo

ASSOCIAÇÃO CONVÍVIO | 23h - 5h
Dj Dinis – Flashdance
Charlie Banks (UK)

PROJECTO BY EL ROCK | 1h - 6h
Tó Lobo&Friends
Slimmy Dj Set

ULTIMATUM | 1h - 6h
Nuno Lopes
SubTeck 
Chocomix

DUAS DE TRETA BAR | 12h - 2h
Dj Kikus e Dj's Ex3me

GRIFFE BAR | 21h - 2h
Dá Voz à Cultura – Karaoke

CUBA LIVRE BAR | 22h - 4h
Dj Stereo

CIRCULO DE ARTES E RECREIO | 23:30h - 2h
Caldo Verde e Broa com Músicas e Cantigas Tradicionais

CICP – CENTRO INFANTIL E CULTURAL POPULAR | 16h - 2h
Exposição Coletiva de trabalhos de artistas Residentes:
-Instalação
-Pintura
-Fotografia

Dark Memory – Concerto
Jam Session

Quiosque de Vinil e Fanzines – Compra, venda e audição

DOUBLE CAFFE | 10h - 2h
Dj Miguel M.

IN'FUSÕES GALERIA BAR | 22h - 2h
Dj 4L – Música dos anos 70'80'90'

CARA & COROA
Dj João Fonseca

SECOS BAR | 23:30h - 2h
Balão Cultural 

Na compra de uma bebida será entregue ao cliente um balão vazio, que este deverá encher. Quando cheio será possível ler no balão a referência a um evento constante na programação de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, por forma a divulgar esta mesma programação. O cliente será convidado a beber 1 shot (gratuito) comemorativo da Guimarães 2012.

MEDIEVAL PASTELARIA BAR | 22h - 2h
Dj Olex – Alternativo anos 90

COZINHA REGIONAL SANTIAGO | 12h - 22:30h
Rosamate (concerto acústico)

ROLHAS & RÓTULOS WINE BAR | 10h - 2h
Prova de Vinhos

BAR HIPOTENUSA
Oferta de petiscos tipicamente vimaranenses

MIKISUSHI | 12h - 23h
Demonstração de como se faz Sushi
"O Sushi Faz Parte"

TASQUILHADO BAR | 19h - 2h
Festa Erasmus – Descubra as parecenças
Músicas, comidas, bebidas

TUNEL BAR | 12h - 2h
4you2B Djs

PAPABOA RESTAURANTE | 12h - 22:30h
Música – Piano Bar

HISTÓRICO by PAPABOA RESTAURANTE | 10h - 23:30h
Música Portuguesa ao Vivo

COR DE TANGERINA RESTAURANTE | 13h - 17:00h
Introdução de uma nova ementa que acompanhará a alternância dos Tempos, neste caso - Tempo para Encontrar. Intervenção artística de Igor Gonçalves e Sofia Ribeiro. Instalação sonora de Rui Sousa.

A lista de espaços comerciais que se associam a este evento encontra-se completa . Em breve descarrega aqui e encontra nos espaços aderentes, o Passaporte da Primeira Noite.

Informações Úteis
- Os parques municipais de estacionamento automóvel encontram-se abertos toda a noite.
Retirado de Guimarães 2012


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Domingo, 22.05.11

Porto ganha a taça de Portugal

 

“Este é o nosso destino”, diz a frase usada pelos adeptos do FC Porto nos cachecóis, bandeiras, carros e nos autocarros. Referem-se às finais (muitas), vitórias (tantas), títulos (imensos). O destino é o costume: festa. O pai Zé António, a mãe Inês e o filho João Pedro estavam nas bancadas do Jamor e os bonés não deixavam dúvidas com a palavra Dublin inscrita na pala. Tinham vindo da Irlanda e tal como os jogadores do FC Porto, praticamente não descansaram. A equipa folgou na sexta e fez apenas um treino antes da final da Taça. No fim da tarde no Estádio Nacional, já com o sol a esconder-se, festejaram todos juntos - jogadores, esta família e os muitos adeptos - ao som dos cânticos a Pinto da Costa.

Este foi o melhor FC Porto da época. Pelo menos o mais goleador (6-2), para grande azar do Vitória e dos seus adeptos que vieram de Guimarães e preencheram um dos topos com as cores brancas e negras para assistirem à quinta derrota em cinco finais do seu clube. As duas últimas às mãos do seu maior carrasco: os portistas. E neste domingo, com requintes de crueldade, os vimaranenses pisaram o palco do Jamor para servirem de actor secundário numa das finais com mais golos de sempre. Foi a segunda, só ultrapassada pelo Benfica-Sporting de 1952 (5-4).

O destino parecia mesmo estar traçado. Para ambas as equipas. Um hábito de triunfos para uns – o FC Porto falhou apenas três finais nos últimos 11 anos – uma ansiedade que virou desespero para o Vitória logo aos dois minutos com o golo de James Rodríguez. O jovem colombiano, de 19 anos, assumiu na totalidade o papel de algoz. Jogou na vez de Falcao (o goleador da equipa não participou na partida por lesão) e marcou em três ocasiões, assistindo ainda os golos de Varela e Rolando. Foi ele que deu ao FC Porto a terceira Taça consecutiva, depois de Paços de Ferreira e Desportivo de Chaves terem tombado nos anos anteriores.

Os números parecem ser fatais. Em 1962, neste mesmo estádio, o FC Porto saiu goleado pelo Benfica por 6-2. Reinavam então os “encarnados”. Meio século depois, são os portistas a mandar, ultrapassaram o rival de Lisboa em títulos, precisamente com a Taça ganha neste domingo no Jamor. Mais: passaram ainda o Sporting em Taças de Portugal (16 contra 15).

Três minutos fatais

Sob um sol abrasador, o FC Porto começou cedo a impor-se. Muito cedo. E em 45 minutos já tinha decidido o resultado da final - foi para o intervalo a vencer por 5-2, igualando as melhores prestações desta época com Benfica (5-0), Villarreal (5-1), Spartak (5-1 e 2-5) e U. Leiria (5-1).

Na primeira parte houve de tudo: um golo madrugador (2 minutos), a resposta do Vitória que nunca esteve na frente (1-1 e 2-2), um penálti falhado por Edgar – só faltou a expulsão de Fernando, que derrubou um adversário quando este ia isolado –, um autogolo, de Álvaro Pereira (aliás, o defesa apenas tentou impedir o autogolo de Rolando) e um canto directo, beneficiando de um “frango” incrível de Nilson. Foi mesmo este o momento do jogo. Enquanto Beto na baliza portista se ia opondo de forma crucial aos adversários, Nilson deixou passar a bola de Hulk. Na jogada seguinte, aos 43 minutos, Edgar falhou o penálti e no contra-ataque desse lance saiu o 5-2. De um possível 4-3 e da reentrada no jogo, o Vitória acabava de afundar-se.

Vítor Baía chamou-lhe “estrelinha de campeão”, ele que em 16 épocas no clube venceu 27 títulos em mais de 400 jogos. Sabia do que estava a falar. Manuel Machado lembrou a eficácia do adversário “experiente” e o falhanço da sua equipa em momentos cruciais. Um viu a sua equipa fechar a temporada a ouro, com o quarto título e a festa em mais um estádio, o outro voltou, como sempre, de mãos a abanar.

“Uma caminhada para o sucesso”, contou assim a história desta época Villas-Boas. Mas quando destacou um momento decisivo, lembrou a segunda mão da meia-final da Taça, na Luz. O “turning point” do ano portista. Foi lá que ganhou um lugar na final do Jamor e peito para as outras competições. E só descansou ao 58.º jogo, um recorde de partidas numa temporada.

POSITIVO

James Rodríguez
Marcou três e está nas assistências para Varela e Rolando nos seis golos da tarde. Foi o melhor em campo. Isto para quem jogou no lugar de Falcao… No final, quis ficar com a bola.

Beto
É especialista a defender penáltis. No Leixões já ajudou a eliminar o Benfica. Desta vez, ajudou a derrotar o Vitória com a defesa de uma grande penalidade. E antes já tinha sido decisivo.

NEGATIVO

Nilson
Sofreu seis golos, mas o canto directo de Hulk (4-2) foi o mais infeliz de todos. Um “frango” épico.

Edgar
Marcou um (belo) golo é certo, mas falhou dois que pareciam feitos e esses deram cabo da equipa.

Ficha de jogo

V. Guimarães 2
FC Porto 6

V. Guimarães
Nilson 4, Alex 4, Freire 5, João Paulo 4, Anderson 6, Cléber 4 (Jorge Ribeiro 5, 57’), Renan 5 (João Alves 5, 46’), Rui Miguel 6, Faouzi 5, Targino 6 (Toscano 5, 57’) e Edgar 4. 
Treinador Manuel Machado.

FC Porto
Beto 8, Sapunaru 6, Maicon 5, Rolando 6, Álvaro Pereira 5, Fernando 6 (Guarín 6, 46’), João Moutinho 6, Belluschi 6 (Souza 5, 63’), Varela 7 (Mariano González 5, 76’), James Rodríguez 9 e Hulk 8. 
Treinador André Villas-Boas.

Árbitro João Ferreira 5, de Setúbal. Amarelos Hulk (30’), Fernando (45’) e Souza (74’).

Golos 1-0, por James Rodríguez, aos 3’; 1-1, por Álvaro Pereira (p.b.), aos 20’; 1-2, por Varela, aos 21’:2-2, por Edgar, aos 23’; 2-3, por Rolando, aos 35’; 2-4, por Hulk, aos 42’; 2-5, por James Rodríguez, aos 45’+2’; 2-6, por James Rodríguez, aos 73’.

 

Via Público



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Domingo, 13.03.11

 

 Guimarães estreia festival internacional de dança

 

E, de repente, Guimarães tem um festival de dança, com direito a co-produções internacionais, orçamento reforçado, nomes célebres, apostas inusitadas e um programa paralelo para não deixar que tudo caia na efemeridade da festa.

 

Desde ontem e até dia 19, o tempo é de dança no Centro Cultural Vila Flor (CCVF). Convidados especiais desta primeira edição do GUIdance: Australian Dance Theatre (ontem, com Be Your Self, na foto), Anne Teresa De Keersmaeker (o histórico Rosas danst Rosas), Sidi Larbi Cherkaoui com Damien Jalet (Babel, a 19, a fechar o festival, e dias 25 e 26 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa), Olga Roriz em dose dupla (dia 17, com os extraordinários Electra e Sagração da Primavera), Amélia Bentes e Leonor Keil (Mapacorpo, amanhã), Teresa Prima (entre todas as coisas, 16 e 17) e as gémeas Andresa e Lígia Soares (Era Uma Coisa Mesmo Muito Abstracta e Ar ao Vento, respectivamente, dia 18). 

Segundo José Bastos, director artístico do CCVF, o festival é "o cruzamento de um conjunto de circunstâncias que reforçam a oferta de dança contemporânea numa região que não tem assim tantos espaços para uma programação diversificada". Com Guimarães 2012 à porta, o Vila Flor instaura, assim, um outro projecto-âncora, à semelhança dos festivais de teatro (Gil Vicente, em Maio) e de jazz (Guimarães Jazz, Novembro). Objectivo principal: "Prolongar a coerência programática que se tem vindo a oferecer", concentrando, no espaço e no tempo, um conjunto de propostas que evidenciam "o acto de programação como acto de mediação na relação entre o espectador e os objectos artísticos".

"Um festival permite arriscar, em termos orçamentais e de propostas", diz José Bastos, salientando que espectáculos avulsos ao longo do ano "poderiam não ter exposição adequada".

Feito em tempo-recorde - foi apenas anunciado em Janeiro - o GUIdance resulta de um "ponto de encontro [entre] agendas, disponibilidades, orçamento e interesses". Com um orçamento de 150 mil euros, um terço vindo da Capital Europeia da Cultura (CEC) e os outros dois do orçamento do CCVF, o festival mais do que duplica o investimento de 60 a 70 mil euros que, ao longo do ano, o CCVF faz em dança contemporânea. "Isto não significa um desinvestimento [no resto da programação]", garante José Bastos. E garante, até, um reforço de verbas para a edição do próximo ano, integrada no programa geral da CEC. 

De Keersmaeker, por exemplo, surge não apenas "porque é uma peça importante", mas também como "rampa de lançamento" para a sua presença na cidade em 2012": fará uma residência e apresentará um espectáculo integrado na CEC, que o Vila Flor também vai co-produzir.

A peça que abriu o festival, Be Your Self, sobre o individualismo, é assinada por Garry Stewart e co-produzida pelo CCVF. Tematicamente, contrasta com a peça que fecha, Babel, sobre o multiculturalismo e noções de colectivo na sociedade. É também assim que o GUIdance se quer pensar: como lugar de encontro.

 

Via público



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