Sábado, 23.06.12

Mundo gay de Lisboa

 

 Há várias décadas que o Príncipe Real é a principal zona gay de Lisboa, por causa dos muitos bares, discotecas e engates. Mas, se ganha na quantidade, perde na qualidade. Não é aí que ficam os melhores ambientes nocturnos gay. É no Bairro Alto - que sempre atraiu certa franja das profissões criativas e liberais, cheias de homens e mulheres homossexuais.

 

Foi a assíduos do Bairro Alto que o i perguntou pelos dois melhores bares gay de Lisboa. E o prémio, sem grande hesitação, foi quase sempre para? Maria Caxuxa e Purex. Dois sítios colados um ao outro, embora em ruas diferentes, de ambiente bem definido, livre e sofisticado, onde as pessoas se divertem a sério.

 

O Caxuxa, como é conhecido, puxa mais os homens gay; o Purex, as lésbicas. Tanto um como outro recusam o rótulo de bar gay e, bem vistas as coisas, até têm razão. Há neles de tudo um pouco. Mas não poderia ser de outra maneira, numa cidade onde consta que o apartheid da orientação sexual não existe. Agora dizer que a sexualidade de quem lá vai não importa nada também soa a falso. São os clientes, com as suas características todas, e não só metade delas, que fazem as casas. Se nunca lá foi, experimente.

 

Para eles: Maria Caxuxa Três salas, um bar, aspecto rústico propositado, um não-sei-quê de seguro e libertino. Um cantor aqui, um bailarino ali, um actor acolá. Sempre muitos gays.

 

Os actuais donos do Maria Caxuxa trabalharam em tempos noutro bar do Bairro Alto, o Clube da Esquina - assumidamente gay. Há quatro anos, quando abriram o Caxuxa, trouxeram com eles muitos clientes. Além disso, esta antiga tasca e fábrica de bolos (o forno mantém-se, ao centro do bar) foi uma lufada de ar fresco na cidade. Pela atitude - discreta, mas sabida - e pelo ambiente - familiar e moderno. Tudo aquilo que muitos homens gay apreciam.

 

Situa-se na Rua da Barroca, a principal rua gay do Bairro. Nos concorridos fins-de-semana fica facilmente sobrelotado. Por dentro e por fora. Os lugares sentados são disputados ao centímetro. E à porta junta-se uma multidão compacta de copo na mão. A atracção é tal que há quem prefira comprar bebidas mais baratas nos bares ao lado e ir despachá-las à porta do Caxuxa.

 

Por não ser um gueto, longe disso, nem vestir a camisola de nenhuma causa, permite que toda a gente se sinta bem lá dentro. O som electrónico modernaço, as excelentes tostas servidas até à uma da manhã e a rapidez do serviço fazem o resto.

 

Para elas: Purex Em pouco anos tornou-se um dos melhores bares de Lisboa e, por via da clientela que lá vai, um dos melhores bares lésbicos. Há quem lhe chame "fufex". Costuma associar-se às iniciativas LGBT lisboetas, como o Arraial Pride (a maior festa gay anual) e o festival de cinema Queer Lisboa.

As suas responsáveis preferem falar em bar gay friendly, porque dizem receber bem toda a gente. É um facto que sim. Cruzar as grandes portas cor-de-laranja do Purex não é a mesma coisa que meter o pé noutros bares do Bairro. A maior parte deles, verdade seja dita, não são bares - são balcões de venda de bebidas, sem personalidade ou ambiente. Muitas vezes sem nome. No Purex isso não acontece. Há espírito e carácter, ambiente e boa música.

 

A casa demorou a fazer-se. Tinha uma clientela lésbica pouco dada ao consumo de bebidas, que fazia do espaço uma sala de estar para amigas e conhecidas. As responsáveis conseguiram dar a volta ao caso com uma selecção musical rígida, pouco comercial e atenta às novidades. O suficiente para afastar um público menos exigente e atrair as (e os) vanguardistas.

 

Via ionline

 



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Domingo, 17.06.12
Como conto à família que sou Gay
A especialista alerta que pais preconceituosos tendem a intimidar o filho e deixá-lo desconfortável a revelar a homossexualidade

Curiosidade e desejo por alguém do mesmo sexo não é nenhuma doença, mas pode ser um sinal de homossexualidade. O problema é que para muitos pais essa é uma condição difícil de ser aceita e revelar a opção sexual pode ser um verdadeiro tormento para os filhos. 

 

A psicóloga comportamental Gabriela Palma Veneziano Monéa explica que, geralmente, é na pré-adolescência, por volta dos 12 anos, que o interesse pelo sexo começa. Mas, desde muito cedo, por volta dos três anos, já ocorre uma identificação maior por um ou outro gênero.

"Muitos pré-adolescentes participam de brincadeiras e experiências sexuais, incluindo o exibicionismo mútuo. Nessa fase, podem confundir identificação com atração sexual. É uma fase do desenvolvimento sexual e irá ajudar a amadurecer e definir a identidade sexual." Gabriela afirma que, em geral, quando as pessoas chegam à puberdade o interesse pelo próximo mostra-se mais definido. A especialista ainda alerta que os pais preconceituosos tendem a intimidar o filho e deixá-lo desconfortável para abrir-se com eles.

A psicóloga dá dicas de como descobrir a homossexualidade dos filhos. "Os sinais mais claros estão ligados à identificação de gênero. Com os meninos nota-se ligação maior com as meninas, são mais delicados, sensíveis, vestem-se de forma mais cuidadosa e com as meninas ocorre a identificação oposta, com os meninos, vestindo-se de forma mais masculina, mostrando interesses em assuntos ligados a esse universo."

No entanto, Gabriela reforça que esses sinais não querem dizer, de forma alguma, que um menino que goste de brincar de boneca ou que uma menina que gosta de futebol são gays. "Existe um conjunto de fatores que sinalizam essa preferência e esses citados anteriormente são apenas alguns deles", explica.

Quando devo contar para os meus pais que sou gay?

Gabriela explica que no momento em que o filho for contar sobre a opção sexual deve estar sozinho com o pais." Esse é um momento íntimo da família e onde muita informação está sendo trazida. Colocar outra pessoa nessa relação nesse momento pode ser apenas mais um fator tumultuante."

A psicóloga afirma que a revelação deve ocorrer quando os filhos estiverem certos de sua orientação sexual. E, segundo ela, isso só será possível depois de passar pela fase de experimentação e descobertas. " Muitos adolescentes confundem identificação com desejo. Passada essa fase e certo do caminho que pretende seguir, é hora de contar aos pais".

A especialista conta que, com a revelação, muitos pais sentem como se estivessem perdendo um filho, pois sempre projetaram seus sonhos e expectativas nele. "O filho pode fazer com que eles entendam que tudo pode acontecer de uma forma boa também, mas com algumas modificações no que era esperado por eles. Deixando claro que não há culpados e que não é uma escolha dele amar ou sentir atração por alguém do mesmo sexo. Ele apenas é assim."

Ainda segundo a especialista, os demais membros da família podem saber ou não, depende da pessoa. "É uma decisão exclusiva dela, que irá se expor. Caso ela decida contar, deve ocorrer quando tudo estiver bem definido e quando a relação com os pais estiver tranquila em relação a esse assunto."

O que os pais devem fazer?


A especialista conta que muitos pais culpam-se e saem em busca de respostas de onde erraram para que isso acontecesse, mas o ideal é que eles acolham e apoiem o filho. "Os pais devem entender que ser 'diferente' da maioria das pessoas não é uma tarefa fácil e, portanto, se o filho tiver pais que o faça sentir confortável e seguro, tudo será mais tranquilo para ele."

Gabriela diz que os pais que estabelecem um diálogo desde cedo com seus filhos, apoiam em suas atitudes e os conduzem para o caminho do bem, formam pessoas mais confiantes e capazes de lidar com a diversidade e o preconceito que existem no mundo."

"No fundo eu já sabia"

A pedagoga M.X., 48 anos, diz que seu filho contou que era gay quando tinha 16 anos. “ Acho que no fundo toda mãe sabe que seu filho ou filha tem algo que o diferencia (em atitudes) de outros da mesma idade. Confesso que quando ele me contou não foi nenhuma surpresa, apenas uma confirmação.”

M.X. confessa que no início pensou que não saberia como agir, mas segundo a pedagoga, depois as coisas começaram a acontecer da forma mais natural possível, pois seu filho é muito discreto. “Sempre disse para o meu filho que o importante era é ele respeitar seu namorado. Temos que procurar viver da melhor forma possível com quem escolhemos, sendo honestos nessa relação e isso não depende de opção sexual. Eu e meu filho temos uma relação muito aberta e somos amigos, eu e meu marido o respeitamos como indivíduo maravilhoso que ele é”.

Já o bancário H.X., 22 anos, conta que no fundo as pessoas sempre sabem do que gostam. “ Não creio que alguém opte por ser gay, bi ou heterossexual. É claro que quando a gente é mais novo não entende o que é sexualidade, mas quando não somos ‘heteros’ sabemos que há alguma coisa de diferente", diz H.X.

O jovem revela que por volta dos 11 anos começou a se questionar. “Me questionava: o que está acontecendo comigo? Por que eu não vejo nas meninas o que meus amigos veem? De repente tudo ficou claro. Não lutei contra, na verdade eu acho que fui bastante cabeça aberta comigo mesmo e aceitei logo de cara, mas nesse momento eu sabia que não seria fácil contar isso pra alguém.”


H.X. lembra que assumiu para os amigos quando tinha 17 anos. “Nunca havia sentido um alívio tão grande, fui a grande sensação da escola por meses. Todas as meninas queriam se aproximar de mim e os garotos viviam fazendo perguntas curiosas.” No entanto, o jovem revela que ao contar para o pai, ele começou  chorar  como se eu tivesse morrido, o início da parte mais difícil da minha vida. “Minha mãe não teve problema em aceitar, a única preocupação dela era que fosse feliz. Já meu pai entrou em uma montanha russa emocional”, revela.

O bancário contou que por seis meses e ele brigaram muito e passaram a conversar pouco. "Ainda saíamos juntos, mas existia uma tensão, e isso me matava por dentro pouco a pouco, sempre fui muito próximo do meu pai e viver daquele jeito não era nada parecido com o que nós vivemos nos últimos 17 anos, até que um certo dia começamos a discutir e eu perguntei: Pai, eu não sou um bom filho? Em lágrimas ele finalmente entendeu que eu não havia mudado, eu sempre fui a mesma pessoa e que o fato de eu ser gay não mudava absolutamente nada e foi assim, como um passe de mágica, nós nunca mais brigamos."

"Meus pais não sabem que sou lésbica"

A secretária K.G., 24 anos, revela que desde os 17 sabe que gosta de mulheres, porém esconde dos pais e da família. “Tenho medo de contar porque meus pais não aceitariam”. A jovem afirma que precisa estar bem financeiramente e, segundo ela, somente quando sair de casa irá se assumir.

 

Via Blogs



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Terça-feira, 05.06.12

Como descobrir se ele ou ela é homossexual?

Especialista e gays dão dicas para identificar se o parceiro/a gosta de uma pessoa do mesmo sexo

O namoro não anda lá essas coisas e o parceiro (a) parece não demonstrar mais o mesmo interesse no sexo... Isso pode ser um sinal de que ele (a) esteja em dúvida sobre a própria opção sexual – seja por uma aventura bissexual ou até mesmo de repetir uma experiência homossexual do passado.

Mas será que existe alguma forma de perceber se ele ou ela é gay? De acordo com a psicóloga e especialista em sexualidade humana Carla Cecarello, os sinais nem sempre são claros. "Às vezes são meses de relacionamento para que se perceba ou para que a pessoa conte que ela é homossexual", explica.

Carla afirma que o beijo de um homossexual que se relaciona com um heterossexual não tem o mesmo calor e a mesma “ardência”'. A especialista diz que os beijos costumam ser "chochos" apenas para constar que ainda “gosta da pessoa”, que faz parte do "padrão da sociedade".

A psicóloga ainda conta que o casal – um heterossexual e outro que está “indeciso” ou é homossexual – passa muito mais a se comportar como bons amigos ou irmãos. "Normalmente, eles se dão muito bem fora da cama, são ótimos companheiros, porém, sem aquela história de pegar na mão, andar abraçadinhos, entre outros quesitos de um casal apaixonado e com a mesma química." Carla ainda ressalta que nessa situação, geralmente, o sexo é ruim e precário, por isso a relação fora da cama acaba sendo mais aprimorada.

Você desconfia...

Para uma pessoa heterossexual, existe uma demora grande em acreditar que o parceiro seja gay. "Ela fica pensando na probabilidade de uma pessoa homossexual estar dividindo a cama com ela e como explicar para a família e amigos”, afirma a psicóloga. Além disso, segundo Carla, o “hétero” pensa em como enfrentar a decepção de não ter percebido antes e ter feito a escolha errada. Por conta disso, muitos casais demoram anos para se separar definitivamente.

Será que ele é?

Carla conta que o homossexual dificilmente está disponível para o sexo. A especialista diz ainda que há sempre uma desculpa, um desinteresse excessivo e constante.

Ainda de acordo com Carla, no caso dos homens, eles acabam com dificuldade até de ficar excitado. "As ereções geralmente ocorrem nesse caso quando eles acabam fantasiando sexualmente durante a transa com outro homem", revela.

Além disso, a especialista afirma que propostas para práticas diferentes no sexo não existem.

Dicas dos gays

Segundo a relações públicas Daniela Sanches (nome fictício), de 31 anos, a tática infalível para descobrir se uma mulher é gay é jogar o charme. Se ela entra no clima, pronto. "Se você jogar um olhar fulminante, um bom papo e a pessoa retribuir, começou o jogo", conta.

De acordo com Daniela, uma 'hétero', por mais educada que seja, irá arranjar uma forma de cortar “o clima” ali mesmo. "Se ela for curiosa ou lésbica 'enrustida', certamente vai prolongar o papo. Ela vai te dar a entrada, vai se sentir lisonjeada (mesmo que não haja química com você).”

Daniela ainda conta que no meio gay um reconhece o outro. "Quase sempre o ‘radar’ funciona. Eu bato o olho e sei o que a pessoa é. Também pelo modo de olhar, se expressar e algumas vezes pelo estilo. Você percebe na reação dela. Se ela sorrir então, bingo!".

Questionada se a pessoa já nasce gay, Daniela afirma que apenas com o passar do tempo foi formando sua identidade, vivendo experiências e constituindo a personalidade.

"Alguns se 'descobrem' cedo porque se permitem viver experiências, se conhecer melhor e tem uma estrutura familiar adequada”, conta Daniela. “Outros demoram muito mais porque estão mais fechados e não se conhecem o suficiente. Tem medo de enfrentar os olhares de reprovação, por isso o apoio da família nestas horas é importante e determinante", finaliza.

A fotógrafa Thamy Teixeira (nome fictício), de 22 anos, diz que as chances das mulheres sentirem vontade de ficarem umas com as outras é enorme, pois, segundo ela, o público feminino é parecido e as mulheres estão geralmente envolvidas emocionalmente. "Esses fatores aumentam a oportunidade de termos intimidade, traição e sentimentos românticos."

Thamy diz que todos nascem bissexuais. "A sociedade direciona uma opção sexual para o lado heterossexual e retrai a pessoa quase a vida dela inteira, alienando ser heterossexual, pois homossexualidade não esta escrito da bíblia de uma maneira positiva. Muitas pessoas não aguentam essa pressão."

Truques para descobrir se ela é homossexual*:

1 – Mulher que se diz cabeça aberta e que não tem preconceito algum

2 – Mulher que usa com frequência anel no dedão

3 – Mulher que gosta de andar frequentemente com as mãos do bolso, principalmente usando calça jeans

4 –
 Pergunte para uma mulher que se diz hétero se ela não teria problema em beijar algumas mulheres famosas. Se ela responder, é porque tem desejos


5 – Mulheres que sempre falam ter nojo de outras mulheres abertamente –elas podem ter um desejo oculto dentro

Truques para descobrir se ele é homossexual*:


1 – Homem que tem amigo e frequenta balada GLS

2 – Homem que entende de signo

3 – Homem que tem mania de gostar muito do próprio corpo e dizer que é gostoso, sarado, entre outros elogios

4 – Quando o homem é muito homofóbico, também é um sinal

5 – Se usa cueca Calvin Klein é um indício. Gays adoram marcas

6 – Gosto musical um pouco diferente

7 – O modo que ele trata homens e mulheres na frente dos outros

8 –
 Homem que mexe muito no cabelo
 

* informações sugeridas por mulheres homossexuais

 

Retirado de Band

 



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Terça-feira, 22.05.12

HOMOSSEXUALIDADE, Saber ao certo e dizer aos outros

 

A homossexualidade não é uma escolha. A escolha é entre ficar escondido e sozinho ou assumir e seguir em frente. Ninguém disse que era fácil, mas possível.

 

Dúvida, silêncio, medo, revelação. Etapas por que passou o jovem Filipe, que na descoberta da sua homossexualidade “queria saber ao certo o que é ser gay”. Personagem de um livro de Margarida Fonseca Santos que sintetiza os relatos que escutou de rapazes e raparigas que querem evitar que outros sofram, como eles, “a violência dos silêncios”. Por isso é contado na primeira pessoa.

 

“Tinha de ser na primeira pessoa. É a melhor maneira de se sentir as várias dificuldades por que passa alguém que assume a sua homossexualidade ou qualquer outra coisa”, disse a autora no lançamento de Saber ao Certo, na semana passada em Lisboa, a assinalar o Dia Internacional das Famílias (15 de Maio) e o Dia Mundial Contra a Homofobia (17). E sublinhou querer “honrar todas as pessoas que aceitaram partilhar os seus percursos”.

 

A avaliar pelas famílias que encheram o Centro de Estudos Sociais-Lisboa e pelos agradecimentos públicos recebidos, terá conseguido.

 

A violência dos silêncios

 

Margarida Fonseca Santos aproveitou a expressão “violência dos silêncios”, usada por Paulo Corte-Real (da ILGA-Portugal) instantes antes da sua intervenção, para dizer: “É essa violência dos silêncios que mais me custa aceitar. Antes de o adolescente se assumir, contar, há muito silêncio sofrido.”

 

Esse terá sido “o motor mais forte” para escrever o livro, assim como “as dúvidas, o não se conseguir reconhecer, o ter receio de uma determinada atitude”. E lembrou: “A escolha é só essa, se ficamos escondidos ou se assumimos. A homossexualidade não é uma escolha.”

 

Também ela, ao escrever, teve medos: “Tive receio de fazer um livro que no fundo significasse que ser homossexual era ter entrada num determinado grupo. Precisamos de viver agrupados e, neste momento, nas escolas é algo muito complicado. Temos de passar e repetir a mensagem de que a homossexualidade não é uma escolha.”

 

Mãe de Filipe“– O céu desabou sobre mim… – ouvi-a dizer em sussurros, numa conversa que não era comigo, nem devia ser ouvida por mim – mas foi um instante, um instante muito pequeno. É o meu filho, não muda nada. É o meu filho e eu gosto tanto dele que só me custa pensar nos dias todos que sofreu sem dizer nada!”


Mais mães que pais assistiram à apresentação de Saber ao Certo, uma edição bilingue (português e espanhol), da Editorial Estampa, ilustrada por Francisca Torres, criada em resposta ao desafio de Margarida Faria, da Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Igualdade de Género (AMPLOS). Falámos com uma destas mães: Maria Alice Vale de Almeida.

 

“Sou a mãe do Miguel Vale de Almeida. Sabe quem é?”, pergunta com olhar orgulhoso e sorriso feliz. Sabemos. É antropólogo, professor universitário e o primeiro deputado português assumidamente gay. Participou na XI Legislatura como independente pelo PS e deixou o cargo após ter sido legalizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Missão cumprida”, disse ele na altura (Dezembro de 2010).

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 18.05.12

Por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, as organizações defensoras dos direitos das minorias sexuais alertam esta quinta-feira sobre a persistência da discriminação e da violência contra homossexuais pelo mundo, opção sexual ilegal em 78 países e punida com pena de morte em cinco.


A Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA) divulgou esta semana em Genebra um relatório sobre a situação da homossexualidade que revela que dez países permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo e 12 admitem a adopção de filhos por parte de casais.

 

Irão, Arábia Saudita, Iémen, Mauritânia e Sudão penalizam a homossexualidade com pena de morte, o que ocorre também em algumas regiões do norte da Nigéria e do sul da Somália.

 

A Europa é a região onde os direitos dos homossexuais são mais atendidos, na América Latina o maior problema é a violência - pois a maioria de países não conta com legislação que proíba a homofobia -, enquanto metade dos países da Ásia ainda criminaliza a homossexualidade.

 

Nos Estados Unidos, onde os activistas consideraram um grande avanço o recente pronunciamento do presidente Barack Obama em favor de casamento homossexual, foram convocados actos de protesto. O apoio de Obama ao casamento gay levou o debate ao centro da campanha eleitoral no país, já que o seu provável rival republicano, Mitt Romney, opõe-se à união entre pessoas do mesmo sexo.

 

Em Cuba, o Dia contra a Homofobia é lembrado com actos que começaram no último dia 8 com actividades académicas, educativas, artísticas e eventos públicos e a já tradicional «conga» contra a homofobia realizada nas ruas de Havana no sábado passado.

 

A iniciativa é promovida desde 2007 pelo Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), dirigido por Mariela Castro, filha do presidente cubano Raúl Castro, como parte da sua campanha para sensibilizar sobre o respeito à diversidade sexual.

 

A Sociedade de Integração Gay Lésbica Argentina (Sigla) manifestar-se-á em frente ao Ministério da Educação, em Buenos Aires, enquanto outros grupos como a Comunidade Homossexual Argentina (CHA) apoiará guias escolares - a Argentina foi o primeiro país da América a autorizar o casamento homossexual em 2010.

 

Na Europa, e especificamente no Reino Unido, foram convocados para hoje 150 actos para celebrar a data, nos quais se incluem protestos contra a situação dos homossexuais noutros países como o Irão e a Nigéria.

 

Em Paris, a associação Osez Le Féminisme pretendia organizar um «flash-mob Kiss-in» de mulheres contra a discriminação de lésbicas, numa praça próxima ao centro Pompidou. Com o beijo público entre mulheres, a associação pretende chamar a atenção sobre «a violência especificamente dirigida contra as mulheres por ocasião de sua homossexualidade».

 

Entre os eventos previstos na capital alemã, está uma maratona de beijos «Kiss.In» sob o lema «Homofobia, um perigo para a nossa juventude. Contra a banalização da violência contra homossexuais e transexuais».

 

Na Rússia, os índices de homofobia são alarmantes. Cerca de 45% dos russos dizem ter emoções negativas ao lidar com homossexuais, segundo uma pesquisa publicada esta quinta-feira por ocasião da data. A Câmara de Moscovo equaciona negar autorização para a realização de duas manifestações de orgulho gay no centro da capital russa nos próximos dias 26 e 27.

 

A África do Sul é a excepção africana no reconhecimento dos direitos da comunidade gay, num continente onde a homossexualidade é proibida em cerca de 30 países e punida com a prisão em muitos deles. A Constituição sul-africana de 1996 é uma das mais avançadas da África e reconhece o direito de união civil de casais do mesmo sexo.

 

Retirado de Diario Digital



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Domingo, 15.04.12

Homofóbicos escondem atração por pessoas do mesmo sexo

 

As pessoas que têm mais reações contra os homossexuais são aquelas que apresentam maior atração por pessoas do mesmo sexo e que cresceram em ambientes familiares que reprimiram esses mesmos sentimentos, lê-se nas conclusões de um estudo internacional.

  

As conclusões constam de um estudo que incidiu em 160 universitários, na Alemanha e nos Estados Unidos da América, agora publicado no Revista da Psicologia da Personalidade e Social (Journal of Personality and Social Psychology).

 

Conduzido por investigadores das universidades de Rochester, de Essex e de Santa Bárbara (Califórnia), o estudo é o primeiro que analisou o papel dos pais e da orientação sexual na construção do medo intenso ou de ódio aos homossexuais.

 

"A homofobia é mais pronunciada nos indivíduos com uma atracão pelo mesmo sexo e que aumentou com pais autoritários, que proibiram tal desejo", lê-se nas conclusões, que aponta a estas pessoas um enorme desconforto interior que as leva a encarar os gays e as lésbicas como uma ameaça - porque na verdade lembram "que dentro de si também existe tal orientação sexual".

 

"Em muitos casos são pessoas que estão em guerra com elas próprias e transferem esse conflito interno para fora", garante o co-autor do relatório Richard Ryan, professor de psicologia na Universidade de Rochester, na página desta instituição.

 

Este trabalho vai ao encontro das conclusões de um outro estudo semelhante, elaborado por Henry Adams, da Universidade da Geórgia, em 1996, que concluía que os homens homofóbicos eram aqueles que apresentavam maior probabilidade de se excitarem com pornografia gay.

 

Segundo Richard Ryan, no estudo "Autonomia incentivada pelos pais e a discrepâncias entre identidades sexuais implícitas e explícitas: As dinâmicas da auto-aceitação e de defesa", foram usados "métodos modernos que permitem, de forma mais confiável", perceber o bloqueio dos desejos inconscientes e a angústia, que se traduz em reações críticas e "vociferantes contra gays e lésbicas".

 

Entre tais métodos encontram-se cerca de 50 ensaios, desde questionários até à confrontação de fotos.

 

Via JN



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Terça-feira, 20.03.12
“Temos certos valores tradicionais que gostaríamos de preservar”, defendeu a Presidente da Libéria
“Temos certos valores tradicionais que gostaríamos de preservar”, defendeu a Presidente da Libéria (Lionel Healing/AFP)
Numa entrevista conjunta com o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, que se mostrou incomodado mas não fez comentários, a Presidente da Libéria e Nobel da Paz Ellen Johnson Sirleaf defendeu uma lei que criminaliza a homossexualidade. “Gostamos de nós da maneira como somos”, disse.

A entrevista foi dada ao diário britânico Guardian e Ellen Johnson Sirleaf defendeu a legislação que, na Libéria, criminaliza a “sodomia voluntária” com um ano de prisão. “Temos certos valores tradicionais na nossa sociedade que gostaríamos de preservar”, defendeu a Presidente da Libéria que em 2011 recebeu o Nobel da Paz juntamente com outras duas mulheres africanas.

O prémio foi-lhe atribuído pelo seu trabalho em defesa dos direitos das mulheres na Libéria, que a elegeu Presidente em 2006 e reelegeu no ano passado. Um antigo procurador-geral da Libéria, Tiawan Gongloe, considerou em declarações ao Guardian que, para a Presidente, tentar descriminalizar a homossexualidade seria “um suicídio político”, uma vez que Sirleaf não dispõe de um Governo maioritário e “precisa desesperadamente do apoio do parlamento para resolver questões ligadas à corrupção, exploração de recursos naturais e desemprego entre os jovens”.

Blair, ao lado de Ellen Johnson Sirleaf, ficou visivelmente incomodado, garante o Guardian, mas recusou comentar as afirmações. O antigo primeiro-ministro britânico visitou a Libéria enquanto fundador da Iniciativa para a Governação em África, uma organização que tem como objectivo ajudar a fortalecer as capacidades dos governos africanos. 

Perante as afirmações da Presidente liberiana, um jornalista perguntou a Blair se a boa governação e os direitos humanos não andam de mãos dadas, mas esta questão não teve resposta. “Uma das vantagens de fazer o que faço agora é poder escolher os temas que abordo e aqueles que não. Para nós, as prioridades estão relacionadas com electricidade, estradas, empregos”, disse o antigo chefe do Governo britânico.

Enquanto primeiro-ministro, Blair impulsionou legislação sobre uniões entre pessoas do mesmo sexo e levantou a proibição de homossexuais nas forças armadas. Chegou mesmo a apelar ao Papa, depois de se converter ao catolicismo, para que repensasse as suas posições e defendesse a igualdade de direitos para os homossexuais. Mas agora, adiantou o Guardian, disse não estar preparado para se envolver nesta questão, enquanto conselheiro dos líderes africanos.

Na Libéria não tem havido condenações ao abrigo da lei que criminaliza a “sodomia voluntária”, segundo um relatório divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano. No entanto, grupos anti-gay promoveram recentemente duas novas propostas legislativas que tornarão mais severas as penas a aplicar aos homossexuais, as quais poderão chegar aos cinco anos de prisão, ou mesmo dez anos no caso da proposta defendida pela ex-mulher do antigo Presidente Charles Taylor, Jewel Howard Taylor, que considerou a homossexualidade “uma ofensa criminosa”. Actualmente a homossexualidade é considerada ilegal em 37 países africanos.

 

Retirado do Público



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Domingo, 04.03.12
Brad Pitt e George Clooney a favor do casamento gay

Brad Pitt e George Clooney a favor do casamento gay

 

Várias estrelas de Hollywood juntaram-se, este sábado à noite, no Teatro Wishire Ebell, em Los Angeles, para atuarem numa peça a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Brad Pitt e George Clooney foram alguns dos atores que participaram em «8», que pôde ser seguida na internet.

Encenada pelo realizador Rob Reiner, e escrita pelo argumentista Dustin Lance Blank, «8» é a recriação das alegações finais do caso apresentado pela Federação Americana de Igualdade de Direitos (AFER) em 2010 para anular a Proposição 8, uma emenda constitucional que eliminou o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califónia.

A peça foi transmitida para todo o mundo, em direto, através do Youtube e entre os atores que nela participaram estão nomes tão conhecidos como o de Brad Pitt, George Clooney, Martin Sheen, Jamie Lee Curtis, Kevin Bacon, Jane Lynch, entre muitos outros, que se juntaram para apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Via A Bola


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Sexta-feira, 16.09.11
Igreja analisa 'grau' de homossexualidade para anular casamentos

 

A declaração de nulidade de um casamento em que um dos cônjuges é homossexual depende do «grau» em que se encontra, disse hoje à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Canonistas (APC).

«A orientação que temos é que deve ser feita uma perícia psiquiátrica» para aferir se se trata «de uma homossexualidade prevalente ou exclusiva, ou algo de acidental», precisa o cónego Joaquim da Assunção Ferreira, que coordenou o VII Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais, que terminou hoje em Fátima.

 

Joaquim da Assunção Ferreira explica que há uma escala e que os últimos «graus» tornam a pessoa em causa «incapaz de realizar funções conjugais». Em causa estão os «graus» em que as pessoas são «predominantemente homossexuais, os só acidentalmente heterossexuais e os exclusivamente homossexuais».

 

Pelo contrário, os «exclusivamente heterossexuais, só acidentalmente homossexuais, predominantemente heterossexuais» e os que são «igualmente uma e outra coisa» podem ser considerados como aptos para «desempenhar perfeitamente os papéis e os fins do matrimónio».

 

Afinal, «a pessoa pode não ser um heterossexual puro, mas, se algumas tendências pouco significativas existirem, esse matrimónio certamente que se manterá», desde que o indivíduo assuma que «a obrigação dele é viver em castidade [homossexual] e corrigir», argumenta o cónego, que é também vigário Judicial do Tribunal Diocesano de Lamego.

 

O presidente da APC opina que «há a possibilidade em medicina de correcção, mas não tem sido muito eficaz» porque «a natureza é muito forte», acrescentando que «o psiquiatra pode medir-lhe o grau [de homossexualidade] e receitar algo [medicamentos] que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar».

 

O VIII Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais teve início na quinta-feira e encerrou hoje em Fátima, organizada pela APC, associação que integra 185 membros.

 

A iniciativa dirigiu-se a membros dos tribunais eclesiásticos – juízes, defensores do vínculo, notários e advogados -, sacerdotes, psiquiatras e «juristas civis interessados».

 

O novo presidente da APC, eleito na sexta-feira, e coordenador do encontro, revela que neste momento existem cerca de 150 pedidos de nulidade de casamento nos tribunais eclesiásticos, e que em média os processos esperam entre 18 meses a dois anos para obter uma sentença em primeira instância.

 

Os motivos invocados mais frequentemente são relativos à «incapacidade por causa psíquica», mas também «à exclusão de elementos essenciais do matrimónio», que vai desde existência de um(a) amante antes do casamento, recusa prévia de ter filhos ou de não assumir o casamento para toda a vida, por exemplo.

 

Joaquim de Assunção Ferreira diz que «a Igreja sente uma descristianização crescente» e observa «uma mentalidade divorcista», mas lembra que a Igreja continuará a afirmar a sua doutrina e possui muita oferta tanto para a preparação de casamentos, como para a sua consolidação.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 21:05 | link do post | comentar

Domingo, 05.06.11
Um casamento homossexual por dia em Portugal

 

 

Casaram-se 820 pessoas homossexuais desde a entrada em vigor, há um ano, da lei que autoriza aqueles casamentos. As associações falam em homofobia de alguns oficiais de justiça, mas também do medo de os casais assumirem a relação.

A Lei nº9/2010 entrou em vigor a 5 de Junho de 2010 e dois dias depois os cartórios começavam a receber os primeiros noivos. Mas a euforia inicial abrandou já que, em média, casou-se apenas um casal por dia. De acordo com dados do ministério da Justiça, até 31 de Maio de 2011, realizaram-se 380 casamentos entre pessoas do mesmo sexo nas conservatórias portuguesas e outros 30 em consulados. 

“Estes números não me surpreendem. Em Espanha, no ano em que se aprovou a lei casaram-se milhares de pessoas, em Portugal são apenas centenas. Mas nós ainda somos um pouco diferentes”, lamentou João Paulo, da Portugalgay.pt. 

O receio de ser mal tratado no cartório, o medo de ser criticado pelos "vizinhos" ou mesmo discriminado no local de trabalho leva a que alguns casais nem sequer pensem em formalizar a sua união, contou à Lusa António Serzedelo, da Opus Gay. 

“Claro que ainda existem muitos medos, algumas teias de aranha na cabeça das pessoas homossexuais que depois não correspondem à realidade. Ainda há muitas pessoas com medo de sair do armário, mas também existem cartórios onde a discriminação é real”, lamentou António Serzedelo. 

João Paulo é da mesma opinião, lembrando que “não é por se mudar a lei que a sociedade vai mudar”. 

E em algumas zonas do país as mudanças ainda são mais lentas, segundo António Serzeledo. “Portugal é um pais a dois tempos. Uma coisa são as cidades grandes e outra coisa é o interior, onde a homofobia é mais sentida”, garante. 

Os números do ministério da Justiça confirmam esta perceção: de um total de 380 casamentos, realizaram-se 117 só na cidade de Lisboa e outros 36 no Porto e Vila Nova de Gaia. As cidades da zona metropolitana da capital, como Oeiras (15 casamentos), Almada (14), Cascais (11) e Setúbal (10), reúnem o grosso dos restantes casamentos. 

Depois, existem muitos cartórios com apenas um e muitos mais onde não se chegou a realizar qualquer casamento no último ano. 

Entre a comunidade gay, alguns destes espaços já estão referenciados como sendo pouco tolerantes à diferença. Mas também existem serviços que vão ficando conhecidos pelos bons motivos. 

“Uma das coisas que tenho dado indicações é sobre cartórios onde sei que os oficiais de justiça são pessoas que não vão fazer má cara”, conta João Paulo, que se casou no ano passado, em Outubro. 

O responsável pelo Portugalgay.pt já ouviu “relatos de pessoas que tiveram alguns problemas no cartório, mas depois tiveram muita sorte com a festa do casamento”. Serzedelo diz que “com a lei, nasceu um mercado pensado para estes casamentos”. 

Os dois responsáveis garantem que as empresas que realizam o “copo de água” estão conscientes deste pequeno nicho de mercado e que nesta matéria as histórias dos casais têm tido um final feliz.

 

Via SOL



publicado por olhar para o mundo às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Terça-feira, 22.02.11

Sexualidade na China

 

Num país que descriminalizou a homossexualidade em 1997 e deixou de a considerar, oficialmente, uma doença mental há dez anos, continua a ser mais fácil não sair do armário do que assumir a sexualidade - ainda que se estime haver cerca de 40 milhões de homossexuais na China.

Mas uma nova geração de chineses parece ter encontrado uma solução de compromisso: o casamento entre um gay e uma lésbica. E os potenciais noivos já se podem encontrar em eventos próprios.

Em Xangai, considerada a cidade mais liberal e progressista da China, não faltam bares gay nem quem ostente publicamente a sua preferência sexual. Só que assumir para os amigos ou para estranhos é uma coisa - para a família, é outra. Casar e ter filhos não é um direito, é uma obrigação. Sobretudo para aqueles que são os herdeiros da geração que viveu e protagonizou a Revolução Cultural (1966-1976), e que seria a pioneira da política do filho único, implementada após a morte de Mao Tsé-tung.

Segundo a sexóloga Li Yinhe, citada pela revista Slate, 80% dos homossexuais chineses casam-se com heterossexuais. Esta tem sido a forma encontrada para contentar os progenitores e torná-los avós, numa sociedade em que a família ainda é, verdadeiramente, um pilar. A pressão para formar família é tal que, na China, as mulheres solteiras com mais de 27 anos não são chamadas tias : são chamadas restos ...

 

A fórmula perfeita
Para evitar este cenário de casamentos infelizes e vidas duplas mas, ao mesmo tempo, não dar aos pais o desgosto de o seu único filho assumir a sua homossexualidade, começaram a ser organizadas feiras de falsos casamentos nas grandes cidades chinesas, como Xangai. São reuniões discretas, em que gays e lésbicas tentam encontrar no sexo oposto o seu par. Ambas as partes sabem que a união será uma fachada. É a fórmula perfeita.

Fen Ye, de 30 anos, homossexual casado com uma lésbica, explicou à Slate a importância destes casamentos: «No teu trabalho, na tua vida social e nas reuniões de família, tens de levar alguém. Todos esperavam que me casasse. A cerimónia foi como uma tarefa que eu tinha de cumprir». Ele e a mulher já falaram em ter um filho. «Para ter um bebé, talvez tentemos a inseminação artificial», diz Fen, que deixou claro que não existe vida sexual entre ele e a mulher. E que assegura que, se for pai, sairá do armário para o seu filho.

 

Via Sol



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Terça-feira, 15.02.11

Homens toleram melhor se forem traídos com outra

 

Um estudo da Universidade do Texas revela que os homens tendem a tolerar melhor a infidelidade da namorada quando esta é cometida com outra mulher. Já estas não querem nem pensar em serem traídas com outro homem.

 

O estudo, publicado num jornal científico de psicologia evolutiva, dá conta que 50% dos homens não terminaria uma relação pelo facto da namorada dormir com outra mulher. Um valor muito superior ao obtido quando os inquiridos foram questionados sobre uma hipotética traição da sua companheira com outro homem: apenas 22% perdoaria tal acto.

 

Já as mulheres não se mostram mais tolerantes com a infidelidade homossexual. Apenas 21% perdoaria a traição do seu namorado com outro homem, um valor inferior aos 28% de inquiridas que perdoariam o seu companheiro por uma eventual traição com outra mulher.

 

Os autores do inquérito afirmam que, ao passo que os homens se sentem instintivamente ameaçados com o relacionamento de outro homem com a sua companheira, o envolvimento com outra mulher é antes visto como uma oportunidade para o homem manter relações sexuais com mais uma parceira.

 

No entanto, os investigadores norte-americanos sublinham que nem a infidelidade homossexual, nem a tão fantasiada 'ménage à trois' são cenários comuns.

 

Via SOL



publicado por olhar para o mundo às 23:27 | link do post | comentar

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