Domingo, 29.04.12

Organização pretende aproximar atletas e público através das redes sociais, mas fixou regras restritivas

Organização pretende aproximar atletas e público através das redes sociais, mas fixou regras restritivas (Foto: Karl Mondon/Contra Costa Times/MCT)


Não há imagens em movimento de Atenas 1896, os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. Apenas texto e fotografias. Os primeiros registos deste género aparecem quatro anos depois, em Paris, quando o cinema ainda era pouco mais que uma curiosidade. Leni Riefenstahl elevou o registo de imagens de desporto à categoria de arte em Berlim 1936 com “Olympia” e os primeiros Jogos com transmissão televisiva internacional foram os de Roma em 1960. Em 1991, a Internet tornou-se global, a tempo de apanhar Barcelona 1992 e em Pequim 2008 já existiam blogues, Twitter e Facebook. Mas são os Jogos de Londres do próximo Verão aqueles que estão a ser apelidados como os primeiros das redes sociais.

 

Mas serão verdadeiramente livres? Haverá uma partilha sem reservas de tudo o que seja experiência olímpica? De acordo com as regras estabelecidas pelo comité organizador, não. E as proibições não são apenas dirigidas aos espectadores. 

Os atletas também estão limitados nos conteúdos que poderão ter nas suas páginas durante os Jogos. Tudo em nome dos direitos de imagem e dos patrocinadores oficiais. A pena por desrespeitar estas regras por parte de um portador de bilhete ou de credencial dos Jogos pode ser a expulsão do evento.

Um exemplo dado por Zack Whittaker, jornalista da Zdnet.com: segundo os regulamentos, um atleta não poderia ter um vídeo na sua página de Facebook a falar sobre a sua marca preferida de cereais se esta não for uma patrocinadora dos Jogos. 

Guardian acrescenta outro exemplo extremo: e se Usain Bolt, recordista mundial dos 100m e 200m, divulgasse uma fotografia dele próprio a beber uma Pepsi, sendo que a Coca-Cola é que é o parceiro oficial dos Jogos? Poderia o jamaicano ser expulso dos Jogos? “Inconcebível”, diz Paul Jordan, especialista em “marketing”, ao mesmo jornal inglês. “Como em muitos regulamentos, algumas das sanções são muito rígidas e raramente usadas. Não haveria grande vontade em desqualificar atletas tão conhecidos [como Bolt].”

Para o portador de bilhete para uma das 26 modalidades que fazem parte dos Jogos há limitações sobre o tipo de fotografias e vídeos que pode colocar na internet. E a regra é suficientemente vaga para permitir várias interpretações. “Imagens, gravações de vídeo e de som dos Jogos feitas por um portador de bilhete não podem ser usadas para outro fim que não seja o uso privado e doméstico e um portador de bilhete não pode vender, transmitir ou divulgar vídeo e ou som, incluindo em redes sociais e na internet em geral”, diz o regulamento.

Caberá então à organização decidir o que é que é uso privado. Mas qual é o critério e como é que vai ser controlado? “Vamos ter uma abordagem de senso comum. Nós vendemos os direitos de transmissão, mas vamos conseguir controlar tudo? Claro que não. A Internet mudou o mundo e nós não somos tolos. A realidade é que vivemos num mundo em que meter coisas no Facebook está sempre a acontecer e não há muito que possamos fazer sobre isso”, diz à BBC Keith Mills, do comité organizador londrino.

Comité Português fixará regras

Da parte do Comité Olímpico de Portugal, serão estabelecidas regras específicas para a comitiva portuguesa dentro do regulamento interno no que diz respeito à utilização dos media sociais. Para já, o COP actualiza regularmente uma página no Facebook.

Mesmo com todas estas restrições, a organização dos Jogos pretende aproximar os atletas do público através das redes sociais e criou uma espécie de aldeia olímpica virtual, uma plataforma que agrega as contas de Twitter e Facebook dos atletas olímpicos.

“Com o lançamento do Hub, estamos a criar uma mudança de paradigma na comunicação durante os Jogos Olímpicos”, considera Alex Huot, responsável olímpico pelas redes sociais.

Entre o “top 5” dos atletas mais seguidos deste Hub, onde já estão mais de 1000 atletas, estão sem surpresa três basquetebolistas norte-americanos: LeBron James (14.477.055 seguidores), Kobe Bryant (12.203.912) e Dwyane Wade (8.435.136). 

Os tenistas Roger Federer (10.433.685) e Rafael Nadal (10.424.258) completam a lista dos cinco mais seguidos. Para já, Naide Gomes é a única atleta portuguesa integrada neste Hub, contando com 4382 seguidores.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 10:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 07.02.12
É simples partilhar qualquer foto fora dos muros da rede social
É simples partilhar qualquer foto fora dos muros da rede social (Thomas Coex/AFP)

Independentemente das definições de privacidade e até de já terem sido “apagadas”, as fotografias dos utilizadores do Facebook podem ser vistas por qualquer pessoa. Não é preciso ser “amigo”, nem ter uma conta no site.

 

Como em qualquer outro site, as fotografias colocadas no Facebook têm um URL, ou seja, um endereço único na Internet. No caso do Facebook, as fotografias têm um endereço que começa por algo como “https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/” e termina com “.jpg” (que é a extensão do tipo de ficheiro das fotografias). Pelo meio, há uma série de números, que identificam a fotografia e o utilizador.

Este endereço pode ser facilmente usado para partilhar uma fotografia na Internet. E como o acesso é feito directamente ao ficheiro da fotografia, não se aplicam quaisquer medidas de segurança. Uma vez partilhada, a foto pode ser vista mesmo por quem não tenha sequer uma conta na rede social. 

O acesso às fotografias através de um link ou álbum no próprio Facebook só pode ser feito nos termos em que o utilizador define (em tempos, o site tinha uma falha de segurança que permitia facilmente perceber qual o endereço de cada foto – entre outras, acabaram por ser reveladas fotos do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e de Paris Hilton). 

Porém, um utilizador da rede que esteja autorizado a ver uma determinada foto (um “amigo” ou um “amigo de um amigo”, por exemplo), pode simplesmente fazer um clique direito com o rato e obter o endereço da fotografia (é uma das opções do menu que se abre). Depois, pode partilhar esse endereço com quem quiser, onde quiser (se quisesse, e não há medida de segurança que o pudesse impedir, também podia dar-se ao trabalho de copiar a fotografia para o próprio computador e disponibilizar de seguida esse ficheiro – o método do endereço da foto é um atalho mais cómodo). 

O URL de cada foto contém também cinco conjuntos de números, separados pelo carácter “_”. O terceiro deste conjunto de números é o que identifica o perfil do utilizador que carregou a foto. Para aceder a esse perfil, basta usar o endereço “https://www.facebook.com/profile.php?id=” seguido do número em causa (isto permite que alguém saiba quem é o dono de uma fotografia apenas através do URL dessa fotografia).

Para além disto, o site de tecnologia Ars Technica dá hoje conta de que as fotografias no Facebook não são eliminadas dos servidores da empresa, mesmo quando o utilizador decide apagá-las. Segundo o site, há fotografias que permanecem online vários anos após o utilizador ter carregado no botão de apagar. 

Estas fotografias não estão acessíveis através de nenhum link no Facebook, nem são mostradas no site. Mas podem ser vistas por quem conheça o URL da foto.

Um porta-voz do Facebook, Frederic Wolens, explicou ao Ars Technica que os “sistemas usados para armazenar fotos há alguns anos nem sempre apagam imagens das redes de distribuição de conteúdo num período de tempo razoável, embora sejam imediatamente removidas do site”.

Segundo a mesma fonte, a empresa está a trabalhar para que os sistemas apaguem as fotografias num período de 45 dias após o utilizador carregar no botão e também afirmou que as fotografias são armazenadas em dois tipos de servidores diferentes e que são as que estão em servidores mais antigos as que são afectadas pela falha.

O Ars Technica tinha já escrito um artigo sobre o assunto em 2009 e já então o Facebook tinha afirmado que estava a trabalhar para reduzir o tempo de eliminação das fotografias.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:28 | link do post | comentar

Quarta-feira, 15.06.11
A Korean Air acaba de receber o primeiro Airbus A-380. Veja aqui o vídeo promocional que acompanhia realizou para assinalar o evento.


publicado por olhar para o mundo às 17:02 | link do post | comentar

Sexta-feira, 11.02.11

54ª edição do World Press Photo premiou as melhores fotografias do mundo em 2010. Grande vencedora foi a fotógrafa Jodi Bieber, com o retrato de uma mulher afegã mutilada. Veja algumas das fotografias vencedoras.

 


Confira a lista de todos os vencedores, em todas as categorias, no site do World Press Photo.
Via Expresso

 



publicado por olhar para o mundo às 19:16 | link do post | comentar

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