Terça-feira, 26.06.12

O fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, lançou uma petição de apoio a Richard O¿Dwyer, o estudante britânico que está em vias de ser extraditado para os Estados Unidos para ser acusado de violação de direitos de autor, arriscando uma pena que vai até 10 anos de prisão.


O'Dwyer, que tem 22 anos e é estudante de multimedia na universidade de Sheffield, fundou em Dezembro de 2007 o site TVShack.net, que basicamente era um conjunto de links para ver filmes e séries de televisão online. O seu site tinha um aviso logo na página inicial, a dizer que o conteúdo em causa estava alojado noutros locais e que não se responsabilizava por ele, acrescentando que se regia pelas leis da Suécia, onde estava alojado. 

Em 2010 O¿Dwyer foi detido, e desde então enfrenta uma batalha legal. O Reino Unido decidiu não o acusar, mas os Estados Unidos avançaram com o processo e pediram a sua extradição. Em Janeiro deste ano ela foi aprovada por um tribunal britânico, e ratificada pela secretária de Estado do interior, Theresa May. 

Fundador da Wikipedia associa-se a campanha por estudante britânico que os EUA querem usar como exemploPara Jimmy Wales, O¿Dwyer tornou-se o rosto de uma luta mais alargada contra a legislação que está a ser preparada nos Estados Unidos para aumentar o controlo e a intervenção sobre «copyrights» e pirataria online. São duas leis, conhecidas como SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect Intelectual Property Act), e os seus críticos dizem que podem colocar em causa sites nucleares da internet, como o Google ou a Wikipedia.

«Desde o início da internet temos assistido a uma luta entre os interesses da «indústria de conteúdos» e os interesses do público em geral. Devido a enorme capacidade de lobbying e muito dinheiro oferecido aos políticos, até há muito pouco tempo a indústria de conteúdos ganhou todas as batalhas», afirma ao «Guardian» Jimmy Wales: «Nós, os utilizadores de internet, infligimos-lhes a primeira grande derrota no início deste ano, com os épicos protestos contra o SOPA e o PIPA, que culminou com um blackout generalizado na da net e com 10 milhões de pessoas a contactar o Congresso norte-americano para expressar a sua oposição.»

 

Retirado do Push



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Sexta-feira, 08.06.12

Milhões de passwords roubadas do Linkdin

Rede social já confirmou o sucedido e dá conselhos aos utilizadores

Cerca de 6,5 milhões de passwords do LinkedIn foram roubadas por hackers. 

A rede social de cariz mais profissional já confirmou o sucedido e está a investigar a violação da segurança no seu banco de dados.

A empresa deu já conta de que implementou medidas para melhorar a segurança da rede social e corrigir os erros que permitiram aos hackers, ao que tudo indica russos, aceder às palavras-chave dos utilizadores. Ainda assim, não foram especificadas quais as medidas que foram tomadas, segundo o «El País». 

É recomendado aos utilizadores do LinkedIn que alterem assim que possível as suas senhas de entrada. E se usarem a mesma password noutros sites também deverão mudá-la. 

Depois de ter pedido desculpas pelo que aconteceu, a rede social adiantou já que os utilizadores cujas contas estejam comprometidas receberão dois e-mails: um com instruções para restaurar as suas senhas, já que as que foram alvo do ataque cibernético serão bloqueadas; e outro e-mail enviado pela equipa de atendimento ao cliente com uma explicação mais detalhada do que aconteceu. 

 

Noticia do Push



publicado por olhar para o mundo às 08:24 | link do post | comentar

Quarta-feira, 30.05.12

Sexo, O que fazer com aquelas fotografias mais intimas?

 

 

Sempre que um caso de exposição ilegal de fotos íntimas na internet como as de Carolina Dieckmann acontece, a polêmica volta ao noticiário e reportagens e dicas de pessoas especializadas em informática surgem aos montes. Medidas aparentemente fáceis não impedem as pessoas de continuarem postando sem parar as suas fotos.

 

A exposição é algo desejado por muitos, mas somente até certo ponto. É diferente de alguém escolher se expor e fotografar para um book sensual que será impresso e mostrado somente a quem você quiser, o profissional que faz as fotos assume a responsabilidade e um contrato é assinado.

 

Já na internet a coisa é bem diferente, uma vez que as fotos forem postadas na rede, não tem volta, milhares de pessoas terão acesso ilimitado a isso. Esse problema pode acontecer de várias maneiras. E pode ser usado contra a reputação de quem posou para as fotos.

 

Ex-namorados vingativos, hackers, einimigos teriam prazer em ter algo seu com esse poder nas mãos. Claro que, se você não for uma celebridade ou alguém público (a), o risco pode ser menor, mas sempre existe.

 

Dicas bem simples, praticamente te livram desse mal. Conversamos com o fotógrafo Edu Cesar e ele nos passou dicas simples sobre armazenamento seguro de fotos, "Existem programas que guardam as fotos e permitem ver o conteúdo somente usando uma senha, eles funcionam fazendo a criptografia dos arquivos".

 

A criptografia faz com que os códigos e informações sejam embaralhados de propósito para impedir cópias. Porém para ter total domínio da segurança basta tomar uma precaução, "O ideal mesmo seria não ter as fotos no computador e sim em um DVD ou HD externa, pois dessa forma você tem o controle físico de guardar as imagens (guardando o DVD ou HD em um local seguro)", completou Edu Cesar.

 

E você? Como guarda suas fotos íntimas?

 

Retirado de Vila Mulher



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O vírus Flame é uma das ameaças mais complexas alguma vez detectadas (Rui Gaudêncio)

Foi detectada a existência de um vírus informático que dá pelo nome de Flame e que já foi descrito como uma das ameaças mais complexas alguma vez detectadas.

 

Pensa-se que este vírus, que desencadeou um complexo ciberataque à escala mundial, tem recolhido dados privados de uma série de países, incluindo Israel e Irão, afirmaram especialistas citados pela BBC.

A empresa de segurança informática russa Kaspersky Labs indicou à estação britânica que omalware estará operacional desde pelo menos Agosto de 2010. A mesma empresa indicou que os ataques terão origem num programa estatal, mas não quiseram indicar qual a eventual origem geográfica da ameaça.

As investigações às origens e objectivos deste ataque foram levadas a cabo em parceria com a International Telecommunication Union, da ONU.

No passado foi já noticiada a existência de complexo malware internacional com um alvo específico, como o Stuxnet, o vírus que infectou centrais nucleares iranianas. Porém, o novo vírus Flame não terá como objectivo causar danos físicos, mas antes recolher dados sensíveis dos seus alvos, indicou Vitaly Kamluk, perito da empresa Kaspersky Labs.

O professor Alan Woodward, do Departamento de Computação da Universidade do Surrey, disse à BBC que este é um ataque muito significativo. “Isto é basicamente um aspirador industrial de informações sensíveis”, disse, explicando que ao contrário do Stuxnet, que tinha um objectivo específico, este malware pode apanhar tudo aquilo que lhe chegar e considerar potencialmente interessante.

Kamluk explicou à BBC como o vírus actua: “Uma vez infectado um sistema, o Flame dá início a um complexo sistema de operações, incluindo a monitorização do tráfego, a recolha de capturas de ecrã, a gravação de conversas áudio, o registo de acções no teclado e por aí fora”.

Relata a BBC que este vírus consegue detectar conversas telefónicas, gravá-las e enviá-las para os “espiões” e consegue igualmente fazer capturas de ecrã detectando automaticamente quando estão abertos programas “interessantes”, como e-mail ou mensagens instantâneas.

Mais de 600 alvos específicos foram atingidos, desde indivíduos e empresas até governos e instituições académicas. 

Uma unidade informática governamental iraniana alertou recentemente para o facto de este vírus Flame ser responsável por “recentes perdas massivas de dados” nacionais.

Os investigadores dizem que poderá demorar vários anos a ser analisado, por causa do seu tamanho e da sua complexidade, o que sugere que a sua origem poderá ser governamental (ou criada com apoios estatais) e não fruto do trabalho de cibercriminosos independentes.

“Actualmente há três categorias de indivíduos/organizações que desenvolvem malware espywarehacktivistas, cibercriminosos e Estados”, disse Kamluk.

“O Flame não tem a intenção de roubar dinheiro de contas bancárias. E também é diferente do simples malware usado pelos hacktivistas. Por isso, ao excluirmos os cibercriminosos e os hacktivistas, chegamos à conclusão que o mais provável é que a ameaça venha do terceiro grupo”, indicou o mesmo responsável.

Entre os países afectados pelo ataque contam-se o Irão, Israel, Sudão, Síria, Líbano, Arábia Saudita e Egipto.

“A geografia dos alvos e também a complexidade da ameaça não deixa qualquer dúvida sobre a hipótese de ter sido um Estado-nação a patrocinar a investigação que deu origem a isto”, disse Kamluk.

O primeiro registo da actuação do vírus Flame foi detectado pela empresa Kaspersky em Agosto de 2010, apesar de ser provável que o malware estivesse a operar desde antes.

 

Noticia do Público



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Terça-feira, 01.05.12

A mudança de Governo abriu caminho à adopção das novas regras

A mudança de Governo abriu caminho à adopção das novas regras (Dário Cruz)

 

A partir das 9h desta terça-feira, exactamente cinco anos após a data que tinha sido estabelecida no programa Simplex, do Governo de José Sócrates, qualquer pessoa pode registar um endereço a terminar em .pt.

 

A liberalização, anunciada em Fevereiro, faz com que deixe de ser necessário ter uma marca, uma empresa ou um nome profissional para poder ter um domínio de Internet em .pt, o domínio de topo correspondente a Portugal (todos os países têm um).

O registo de endereços em .pt, porém, mantém algumas das restrições antigas e continua com regras mais apertadas do que os registos em .com ou .net, dois dos mais populares e onde quase tudo é válido.

Uma das proibições no registo de domínios são as “palavras ou expressões contrárias à lei, à ordem pública ou bons costumes”. Também não são permitidos “nomes que induzam em erro ou confusão sobre a sua titularidade, nomeadamente por coincidirem com marcas notórias ou de prestígio pertencentes a outrem”.

Já o registo de endereços com palavras de âmbito geográfico – o nome de uma cidade, por exemplo – está limitado a entidades competentes, como câmaras municipais. E há também termos relacionados com nomenclaturas da Internet que não são permitidos.

A liberalização é um objectivo antigo da entidade que gere o domínio .pt, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). A medida chegou a estar anunciada para 1 de Maio de 2007, ao abrigo do programa Simplex – mas foi sendo sucessivamente adiada e só a mudança de Governo acabou por abrir caminho à adopção das novas regras.

O presidente da FCCN, Pedro Veiga, afirmou na apresentação da liberalização ter esperança que a abertura do registo leve a um aumento de pessoas e entidades que optam por ter um endereço em .pt. Se o volume de registos crescer pelo menos 25%, as receitas poderão mesmo permitir à FCCN baixar os preços. Actualmente, o .pt custa 22 euros por ano, ou 65 euros por um registo de cinco anos (o que se traduz em 13 euros anuais – o preço dos .comronda os nove euros).

A medida abre ainda portas ao nascimento de um mercado secundário, para revenda de domínios em .pt. No caso do .com, há domínios que são revendidos sucessivamente, acabando por atingir preços de milhões de euros. Por exemplo, o sex.com chegou aos 10,5 milhões de euros e o diamonds.com, aos 5,7 milhões.

Pedro Veiga, porém, observou que a liberalização é tardia, uma vez que muitas pessoas já optaram por domínios que não o português.

Na base do adiamento desde 2007 esteve a oposição do então ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. O ministério argumentava que as empresas poderiam ver registados domínios semelhantes às respectivas designações e marcas, o que levaria a litígios. Embora a FCCN não esteja sob tutela directa do Governo, havia organismos na dependência daquele ministério que tinham assento no conselho geral da fundação.

Antes que a liberalização avançasse, o ministério exigiu que a FCCN recolhesse pareceres das principais associações empresariais. Na sequência da análise dos pareceres, o ministério enviou à FCCN, em 2008, uma orientação contra a liberalização. Dois anos mais tarde, com o processo de liberalização estagnado, o conselho geral da FCCN acabou por decidir apertar ainda mais as regras, limitando os tipos de marcas que davam direito ao registo de um domínio.

Em Fevereiro deste ano, altura em que apresentou dados, a FCCN contava 382.499 registos efectuados, dos quais “menos de 200 mil” estavam a ser usados (a contribuir para isto está o facto de as empresas criadas ao abrigo do serviço Empresa na Hora receberam automaticamente um domínio .pt, embora muitas não o cheguem a usar).

Os registos podem ser feitos em DNS.pt, um site gerido pela FCCN, ou em empresas especializadas, chamadas agentes de registo. De acordo com números do DNS.pt, na semana passada foram feitos 1986 registos.

 

Retirado do Público



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Segunda-feira, 26.03.12

Árbitro Bruno Paixão admite ameaças


O árbitro Bruno Paixão admitiu neste domingo ter recebido ameaças após a divulgação de dados pessoais na Internet, mas esclareceu que mantém toda a sua rotina normal e que as ameaças de que foi alvo vão ter o “tratamento adequado”.


O “Diário de Notícias” afirma hoje que Bruno Paixão e a família saíram de casa após terem recebido ameaças com a descrição da rotina da filha, o que terá levado a polícia a tomar medidas preventivas.

Em declarações à Lusa, Bruno Paixão rejeitou estas informações, garantido que continua a fazer toda a sua vida normal, apesar de ter recebido algumas ameaças por e-mail, nenhuma delas respeitante à filha.

Quanto às ameaças que lhe foram dirigidas depois de os contactos e morada do árbitro terem sido publicados ilegalmente na Internet, Bruno Paixão garante que “vão ter o seu tratamento nos próximos tempos”, mas sem especificar que medidas já tomou ou vai tomar.

O árbitro mostrou-se “indignado” com as afirmações feitas pelo jornal, reiterando serem “totalmente falsas”.

Admitindo ter sido contactado por um jornalista do DN, Bruno Paixão explicou que disse na altura estar “num momento familiar” e que não podia falar.

“Pedi dispensa para este fim-de-semana, porque tinha um assunto da esfera familiar para desfrutar”, contou.

Desde então, não tem tido contactos com ninguém, “nem polícias, nem colegas”, disse, negando assim que tenha estado em contacto com as autoridades ou que tenha recebido qualquer tipo de aconselhamento.

Quanto às ameaças, disse que “existe uma ponta de verdade”, porque recebeu por e-mail algumas, que “vão ter o seu tratamento”.

“Nada de grave, são coisas banais, algumas com alguma gravidade mas vão ter o seu tratamento nos próximos tempos”, sublinhou.

O árbitro manifestou-se particularmente indignado por a filha ter sido envolvida na história, e negou que alguma das ameaças que recebeu a envolvesse, apelando a que a sua esfera pessoal e familiar sejam respeitadas e mantidas à parte dos seus assuntos.

“Faço a minha vida cem por cento normal, não alterei nenhuma rotina. Continuo a ir para o trabalho, continuo a desfrutar de momentos em família, continuo a fazer os meus treinos, continuo a preparar-me tecnicamente para os meus jogos, tudo normal”.

A Lusa tentou hoje confirmar com a polícia informações segundo as quais o árbitro teria sido aconselhado a abandonar a sua residência mas tal não foi possível até ao momento.

 

Via Público



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Domingo, 25.03.12
Queres trabalhar no Brasil? Há um site que te pode ajudar

 

O "Empregos no Brasil para Estrangeiros" vai estar na Nova de Lisboa (dia 25) e na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (27) para falar sobre o mercado brasileiro

 

Todos os dias, David Bernardo respondia a perguntas de amigos. O que devo fazer para emigrar para o Brasil? É difícil conseguir o visto? Quais são as áreas que estão a recrutar mais pessoas? “Estava a responder a tanta gente que resolvi criar uma comunidade para isso”, explicou ao P3 o jovem de 33 anos.

 

Pelas perguntas que eram colocadas, David Bernardo percebeu que “havia uma busca muito grande, mas também uma grande desinformação”. O que é que os portugueses sabem do Brasil? “A parte boa”, responde. “Chegam cá com pouca preparação, sem conhecer a cultura e acham que conseguem emprego em quatro dias. Não é assim.”

 

Foi por isso que nasceu o “Empregos no Brasil para Estrangeiros”, que vai organizar duas conferências (dia 25 na Universidade Nova, dia 27 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) e um "workshop" (dia 26 na Ordem dos Engenheiros, em Lisboa), com o objectivo de informar os participantes sobre o mercado brasileiro, vistos, qualidade de vida e processos de recrutamento.

 

Mais de 35 mil seguidores no Facebook

A plataforma criada por David Bernardo, que conta agora com mais três colaboradores, tem como objectivo educar as pessoas que querem trabalhar fora, educar as empresas que querem contratar estrangeiros e ajudar os candidatos em toda a parte burocrática (vistos, residência, etc.). Para isso, o "Empregos no Brasil para Estrangeiros" aliou-se a empresas brasileiras (trabalham actualmente com três, mas já têm contactos com mais 25), que, apesar de precisarem de contratar mão-de-obra qualificada, “não pensam nos portugueses”, acredita David Bernardo: “Eles não têm contacto com a nossa cultura e não recebem influências portuguesas, nem as novelas”.

 

A ideia já chamou a atenção de mais de 35 mil pessoas no Facebook e na base de dados que a empresa desenvolveu já caíram 1500 currículos em 24 horas. “Enquanto o resto do mundo está em crise, o Brasil cresce”, diz David Bernardo, que fala de “escassez de bons profissionais” para sustentar este crescimento. Várias previsões apontam para a criação de cerca de dois milhões de novos postos de trabalho no Brasil em 2012 em quase todas as áreas.

 

Via P3



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Segunda-feira, 19.03.12

Jason Russell tornou-se famoso com o vídeo "Kony 2012", onde denuncia as atividades da milícia africana liderada por Joseph Kony, que escraviza e explora crianças.

A Invisible Children diz que o seu líder foi hospitalizado devido ao excesso de trabalho
A Invisible Children diz que o seu líder foi hospitalizado devido ao excesso de trabalho

Jason Russell, um dos fundadores da ONG Invisible Children e realizador do video "Kony 2012", foi preso por se masturbar em público num bairro de San Diego, nos EUA, segundo a polícia.

 

O jornal "The Guardian " adianta que o jovem de 33 anos estaria a vandalizar carros e sob a influência de drogas. Depois de ser detido, Russell foi levado para uma clínica para ser observado por médicos.

 

"Jason Russell estava a masturbar-se em público, a vandalizar carros e possivelmente sob efeito de alguma substância, agindo de uma maneira muito estranha", revelou àNBC a tenente Andra Brown da polícia local.

 

Num comunicado enviado à imprensa, a Invisible Children diz que Jason Russel foi hospitalizado quinta-feira com sintomas de exaustão, desidratação e malnutrição em consequência do excesso de trabalho.

 

Russel tornou-se famoso com o vídeo "Kony 2012", com o qual pretendia impedir as atividades da milícia africana liderada por Joseph Kony, que escraviza e explora crianças na África subsaariana.

 


 




Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 17:23 | link do post | comentar

Rui Cruz

 

No passado dia 8 de Março, logo às primeiras horas da manhã, fui acordado por quatro simpáticos e anónimos inspetores da PJ – só um se dignou identificar-se.


No dia Internacional da Mulher, e dado o meu estado de solteiro, teria sido mais simpático enviarem inspetores de sexo feminino mas só veio uma.

 

Enquanto me “arrumavam” a casa – tudo no estilo “Feng-Shui” – fui questionado sem nunca conhecer os motivos que se escondiam por detrás de tão agradável e matutina visita (nota: para a próxima, sff, tragam-me o café e os jornais da manhã, obrigado).

 

Não fosse o incómodo e a humilhação, a cena até podia ter sido retirada do guião de uma telenovela do Moita Flores. Mas não.Afinal, o meu perfil acho que nem corresponde sequer ao das personagens habitualmente imaginadas pelo ex inspetor da Policia Judiciária: solteiro, ativista sem partido político, sem enredos amorosos, etc.

 

Ah., é verdade, sou membro do extenso, horrível e causador de tantos destúrbios à vida pacata dos cidadãos e ainda volta e meia extremista clube dos tais 99%. Não sei se isso ajuda a meu favor ou se quem lê isto percebe ironias, mas está dito.

 

E assim passei quatro horas. Embora em Angola na idade média um arguido fosse “um simples objeto do processo e nada mais, podendo ser alvo de humilhação, coação e da tortura”, aqui em Portugal temos efetivamente um melhor serviço para com a justiça, nem que seja por não estarmos na idade média.


Mas ainda assim não devemos ter direitos suficientes, já que os senhores inspetores nem sequer se deram ao trabalho de se preocupar com os meus.


Durante quatro longas horas, não tive a possibilidade de procurar conselho junto de um advogado (bem que eu queria um do estado, já que sou dos 99%) ou de contactar a família, colegas… ninguém. Ali fiquei, com o auspício da minha consciência, roído pelo stress e com fracos conselhos de e para mim próprio.

 

Sem entrar em detalhes – o que hoje me é proibido – concluo que tudo o que faz bip, tem botões e luzinhas pode interessar para a Justiça.

Sem nunca abordar os detalhes do caso (facto que sublinho), contactei um amigo a quem perguntei se as minhas atividades na internet tinham algo de ilegal.


Tomé Mendes sabe que aqui ando desde há muitos anos e acompanha, mais ou menos, aquilo que vou fazendo na Web em alguns projetos:

“Não sei tudo o que fazes na Internet. Mas em todos os teus projectos de que tenho conhecimento, não vejo nada de mal. Não vejo nada de criminoso,” respondeu.


O Tomé acrescentou ainda que “o Tugaleaks é certamente o que mais problemas te pode trazer. Mas isso é porque escreves coisas que muitos não queriam ver divulgadas”.

 

Agora, mais calmo, recordo as palavras de um outro amigo – por sinal jornalista: “Portugal é um país de arguidos, a única coisa que os diferencia é o acesso que têm, ou não, à verdadeira Justiça”.

 

Passadas quase duas semanas, e enquanto aguardo as cenas dos próximos capítulos, vou relendo o conteúdo dos meus projetos sem nunca encontrar o “crime” de que sou acusado e me foi meio-contado.


Talvez os meus leitores e amigos me possam ajudar a esclarecer este mistério. Por favor?

 

Enquanto isso, se o tema te interessa, comenta – pode ser até que me possas indicar o “crime” que alegadamente cometi, porque os factos todos nem eu os sei como arguido – e partilha este texto nas redes sociais.

 

Obrigado.

Rui Cruz, o arguido.

 

Retirado de Rui Cruz

 



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Sábado, 17.03.12

Internet: Setor livreiro português enfrenta os desafios do digital

São cada vez mais os escritores que apostam na Internet como meio de divulgação dos seus livros.

Enquanto editores e livreiros lamentam os danos económicos da pirataria, há um mercado a redesenhar-se. Para o diretor do Projeto Gutenberg em Portugal e para a escritora Patrícia Reis, o digital é já "uma inevitabilidade".

 

A cópia ilegal de livros técnicos e literários causa 60 milhões de euros de prejuízo por ano ao setor livreiro português. O dado é de um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) sobre o impacto económico da pirataria no setor. "Tínhamos uma previsão inicial de cerca de 40 milhões de euros de danos económicos, mas esse valor já foi atualizado e é um dos primeiros dados deste estudo", disse, à Agência Lusa, Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da APEL.

Pirataria: uma inevitabilidade?

 

A discussão sobre a pirataria e os seus prejuízos tem origens remotas. Ricardo F. Diogo, diretor de Produção para a Língua Portuguesa do Projeto Gutenberg, olha para o conceito em sentido lato. "A pirataria sempre existiu. Já desde as Descobertas, pelo menos, que existem piratas", pelo que, relembra, o conceito não começou com a Internet.

 

Aliás, a Internet pode ser a alternativa do mercado livreiro para fazer face à crise. "Os piratas informáticos só atuam ilegalmente se os editores não encontrarem estratégias alternativas apelativas, atraentes e inovadoras para promover ainda mais as obras dos seus autores", defende. O advogado acredita que a Web, se for bem aproveitada, traz aos autores um sem número de possibilidades.

 

Uma das escritoras que utiliza a Internet para promover e distribuir as suas obras é Patrícia Reis. A antiga jornalista, em dezembro de 2011, apostou na web para lançar "A Nossa Separação", livro que disponibilizou em ebook de forma gratuita.

 

Mesmo assim, a escritora é contra a pirataria, potenciada pela crise, mas entende a sua existência. "Sou completamente contra a pirataria, mas também sou completamente contra os livros custarem 30 euros", confessa. "O livro existe porque o autor o escreve. É o produto principal e, depois, há uma cadeia de intermediários, que vão do editor aos distribuidores e ao próprio livreiro, que vão encaixando sucessivas fatias do bolo que é o livro. O autor é sempre o último a ganhar, quando ganha", explica. Apesar de tudo, diz, há sempre alternativas, ainda que nem sempre constituam o caminho mais fácil.

 

Mercado livreiro redesenha-se

 

A Web vem redefinir as necessidades daqueles que querem vingar no mundo dos livros, diz Ricardo. Para o diretor do Projeto Gutenberg em Portugal, é agora muito mais fácil vender obras, pois quem escreve já não precisa de intermediários.

 

Assiste-se, também, a um redesenhar do mercado livreiro. Tal como a televisão ocupou o lugar do aparelho de rádio na sala de jantar, Ricardo acredita que a Internet e os "tablets" vêm retirar muitos livros das prateleiras. "O digital é uma inevitabilidade. É o futuro. Sobre isso eu não tenho qualquer dúvida", concorda Patrícia Reis.

 

Apesar disso, a escritora não acredita no fim do livro impresso. "Haverá sempre o 'maluco' do livro, o 'maluco' do disco...aqueles que querem mesmo ter um livro em suporte de papel", acredita. Já a profissão, essa também não muda com a "supremacia" do digital. "Seja em papel, seja em digital, com dois empregos, com três ou sem emprego nenhum, nós vamos sempre contar histórias", finaliza.

 

Via JPN



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Quarta-feira, 14.03.12
Protestos em Lisboa contra o ACTA, um acordo internacional criticado pela organização
Protestos em Lisboa contra o ACTA, um acordo internacional criticado pela organização (Nuno Ferreira Santos)
Por entre as críticas aos habituais “inimigos da Internet” – China, Cuba, Irão –, surgem no relatório deste ano dos Repórteres Sem Fronteiras acusações aos EUA e à Europa pelas medidas cibersegurança e protecção de direitos de autor.

“Alguns países democráticos estão longe de não ter culpas”, aponta a organização, argumentando que “a livre circulação de notícias e informação online muitas vezes perde para a segurança interna, para a guerra ao terrorismo e ao cibercrime e até para a protecção de propriedade intelectual”.

Os Repórteres Sem Fronteiras indicam o que consideram ser vários casos preocupantes. Lembram, por exemplo, os motins em Londres, que levaram a canadiana Research In Motion, fabricante dos BlackBerry (cujo sistema de mensagens foi usado para convocar distúrbios), a entregar à polícia, “sem ordem prévia de um tribunal”, dados pessoais de alguns utilizadores.

O relatório condena também as propostas de lei americana SOPA e PIPA (destinadas a combater as infracções de propriedade intelectual), que “sacrificavam a liberdade da Internet em favor da protecção dos direitos de autor”. E diz ainda ter de ser “mantida a vigilância” sobre o polémico ACTA, um acordo internacional anti-contrafacção, estabelecido entre vários países e que ainda não foi ratificado nos estados-membros da União Europeia.

O documento critica ainda legislação aprovada no Canadá destinada ao combate à pedofilia online e que, para os Repórteres Sem Fronteiras, é “repressiva”; observa que a Índia aumentou as medidas de vigilância da informação online na sequência dos ataques a Bombaim (e colocou o país na lista dos “sob vigilância”); e aponta o dedo à França, nomeadamente pela Lei Hadopi, que estabelece um sistema progressivo de avisos antes de encaminhar para tribunal quem partilha ficheiros ilegalmente.

Os inimigos do costume

No rol de países “inimigos da Internet”, os Repórteres Sem Fronteiras mantêm Burma, China, Cuba, Irão, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turquemenistão, Uzebequistão e Vietname, todos presença habitual neste género de listas. A estes, juntam-se agora o Bahrain e a Bielorrússia. 

Estes países “combinam frequentemente filtros drásticos de conteúdos com restrições de acesso, vigilância de ciberdissidentes e propaganda online”. O Irão e a China são destacados por terem “reforçado a sua capacidade técnica em 2011” e, no caso da China, também por ter aumentado a pressão para que as empresas privadas colaborem na cibervigilância do Governo.

Da lista de países sob vigilância saíram a Líbia, devido à queda do regime de Khadafi, e a Venezuela – aqui, porém, a organização nota que a relação entre o Governo e os media críticos do executivo é “tensa”.

 

Via Público



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Sábado, 03.03.12

 

(Foto: Robert Gailbraith/Reuters)

 

Feridas profundas no corpo? “Like”. Cabeças e membros esmagados? “Like”. Imagens de mulheres a amamentar os filhos com os mamilos à mostra? “Nem pensar”. Se tivéssemos de resumir os critérios de publicação de conteúdos definidos pelo Facebook, seria mais ou menos isto: a violência explícita é tolerada, mas o sexo “it’s complicated”.

 

Antes de mais, a primeira surpresa: não, o Facebook não tem um departamento situado num escritório luxuoso, onde um grupo de pessoas altamente qualificadas e bem pagas se dedicam a seleccionar o que os utilizadores podem ou não publicar nos seus perfis. Quem o diz é Amine Derkaoui, um jovem marroquino de 21 anos, que contou a história ao site norte-americano Gawker, uma espécie de blogue dedicado a notícias sobre media e celebridades.

Esta é a primeira vez que são revelados os critérios em que os profissionais subcontratados pelo Facebook se baseiam para filtrar os comentários e fotografias dos utilizadores. 

“É humilhante. Estão a explorar o Terceiro Mundo”, queixa-se Derkaoui, que diz ter passado uma semana a receber formação numa empresa de “outsourcing” para editar o conteúdo publicado no Facebook. Para aprender a desempenhar esta função numa rede social com mais de 800 milhões de utilizadores, Amine Derkaoui recebeu um dólar por hora (75 cêntimos de euro). A formação foi dada pela empresa oDesk, com sede na Califórnia, que presta serviços de moderação de conteúdos para gigantes como o Facebook e o Google. A sede da empresa é nos Estados Unidos, mas os candidatos a gestores de comentários e fotografias que milhões de pessoas em todo o mundo partilham na Internet não precisam de sair das suas casas, onde quer que elas se situem. No caso do Facebook, escreve o site Gawker, situam-se em países como Marrocos, Turquia, Filipinas, México e Índia e rendem a jovens como Derkaoui um dólar por hora, em turnos de quatro horas de trabalho, mais comissões. Na melhor das hipóteses, um máximo de quatro dólares por hora.

Pouco se sabia sobre todo o processo de gestão do conteúdo partilhado no Facebook, mas as declarações de Amine Derkaoui levaram a empresa de Mark Zuckerberg a emitir um comunicado sobre o assunto: “Num esforço para filtrar com rapidez e eficiência os milhões de denúncias que recebemos todos os dias, achámos necessário contratar empresas externas para classificarem uma pequena percentagem dessas denúncias. Estas empresas são submetidas a rigorosos controlos de qualidade e foi implementado um conjunto de salvaguardas para proteger os dados dos utilizadores do nosso serviço”. 

O facto é que a formação de Amine Zerkaoui não acabou da melhor forma para o Facebook. O jovem marroquino trabalha agora como gestor de conteúdos na empresa Zenoradio, com sede em Nova Iorque, e trouxe consigo o até agora secreto documento em que a rede social define o que deve ou não ser autorizado nos perfis dos seus utilizadores.

De todos os gestores de conteúdo partilhado no Facebook formados pela empresa oDesk com que o site Gawker falou, apenas Zerkaoui se queixou do baixo salário, mas muitos outros dizem que a experiência é como “trabalhar num esgoto, em que é preciso limpar toda a porcaria do mundo”.

Enquanto que alguns dos moderadores de comentários e fotografias partilhados no Facebook convivem mal com o seu trabalho, outros acabam simplesmente por desistir. Um deles não ficou no posto mais do que três semanas: “Pedofilia, necrofilia, decapitações, suicídios. Despedi-me porque dou valor à minha sanidade mental”, cita o Gawker. Mas não terá sido por falta de aviso prévio. “Eles disseram antes de me terem contratado que este trabalho não é para pessoas facilmente impressionáveis. Em último caso, acho que a culpa é minha por não ter compreendido que iria ser assim tão perturbador”. Há também muitos exemplos de racismo: “O KKK (Ku Klux Klan) aparece por todos os lados”.

A principal questão parece ser a arbitrariedade na decisão do que deve ou não ser partilhado no Facebook, que resulta de uma selecção feita por jovens recrutados em países pobres, com salários de um dólar por hora. Para tentar limitar essa arbitrariedade, o Facebook definiu um conjunto de regras, as tais que foram agora reveladas por Amine Zerkaoui.

E o que é que o Facebook não quer ver nos murais dos seus utilizadores?- “Qualquer actividade sexual evidente, mesmo que as partes íntimas estejam tapadas por mãos, peças de vestuário ou outros objectos. Desenhos animados e arte incluídos”;

- “Exposição de ’partes íntimas’, incluindo mamilos femininos e traseiros; em relação os mamilos masculinos, não há problema”;

- “Mães a amamentar sem estarem vestidas”;

E o que é que o Facebook não se importa de ver nos murais dos seus utilizadores?

- “Imagens de cabeças esmagadas, membros, etc. podem ser publicadas, desde que não sejam mostradas entranhas”;

- Feridas profundas no corpo podem ser publicadas; sangue em excesso pode ser publicado”.

As orientações para a gestão de comentários e imagens no Facebook não se resumem a conteúdos de cariz sexual ou violento e são bastante apertadas em relação a comentários de incitamento ao ódio ou racismo, por exemplo, podendo ser consultadas aqui.

No comunicado enviado pelo Facebook ao site Gawker lê-se ainda que a empresa não divulga os dados pessoais dos utilizadores que vêem os seus comentários ou fotografias removidos e garante que “todas as decisões tomadas por empresas externas são sujeitas a auditorias muito minuciosas”.

 

Via Público



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Sexta-feira, 02.03.12

Empresa substitui 60 conjuntos de regras por apenas um
Empresa substitui 60 conjuntos de regras por apenas um (Foto: Lucy Nicholson/Reuters)

A Comissão Europeia (CE) considerou “lamentável” a decisão do gigante da internet Google em aplicar uma nova política de privacidade, apesar das advertências sobre a sua incompatibilidade com as leis da UE.

 

As novas regras entraram em vigor nesta quinta-feira, 1 de Março, e causaram intensa polémica.

“É lamentável que o Google prossiga com a sua nova política antes de responder às preocupações da autoridade francesa de protecção de dados”, declarou num comunicado a vice-presidente da CE e responsável pela Justiça, Viviane Reding.

A comissária confirmou o seu apoio à petição da autoridade de protecção de dados de França para que o Google adie a nova política de privacidade, até que sejam esclarecidas todas as dúvidas sobre o ajustamento das novas medidas à legislação europeia.

No caso do Google, a autoridade francesa concentra a sua preocupação na decisão da empresa norte-americana em concentrar a informação pessoal que possui dos utilizadores dos seus diversos serviços (motor de busca, correio electrónico, YouTube, etc.), e questiona a “legalidade” desse procedimento, e se é “justo” para os consumidores.

Onde se aplicavam 60 conjuntos de regras, passa a existir apenas um, que vigora em todos os serviços do Google, de utilização gratuita. Assim, a informação recolhida através da navegação em sites como o Gmail, o YouTube ou a rede social Google+ será compilada e permitirá ao Google direccionar conteúdos e publicidade de forma mais eficiente, uma vez que recolhe dados de cada utilizador a partir diversas fontes.

O Google argumenta que a mudança vai fazer com que os seus utilizadores sejam mais bem servidos e tenham uma navegação mais de acordo com os seus interesses. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre esta capacidade que a empresa norte-americana tem de monitorizar parte tão substancial da vida online de cada pessoa e, consequentemente, preocupações com a instauração de um big brother, que têm alimentado as discussões sobre o assunto.

A nova política de privacidade tem sido publicitada em todos os seus serviços desde o início do ano, mas a Big Brother Watch entende que não foi feito o suficiente para dar conhecimento das alterações ao público. A organização britânica diz, com base numa votação que ela própria levou a cabo em parceria com a YouGov, que 47% dos utilizadores do Google no Reino Unido não estão a par das novas regras e que apenas 12% as leram.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:59 | link do post | comentar

Domingo, 12.02.12

 

ACTA: Jovens protestam nos Aliados

 

 

 

Centenas de jovens munidos de máscaras manifestam-se este sábado em cinco cidades portuguesas contra o ACTA. A Avenida dos Aliados é o palco escolhido a Norte.

 

A Internet saiu à rua este sábado. Na Europa, especula-se que dezenas de milhares de pessoas vão marcar presença nos protestos contra o Acordo Comercial Anti-contrafacção, marcados em cerca de duzentos locais diferentes. Por cá, as manifestações começaram às 11h30 em cinco locais: Lisboa, Porto, Coimbra, Viseu e Faro.

 

No Porto, a essa hora, já se reuniam algumas dezenas de jovens na Praça Humberto Delgado, mesmo em frente à Câmara Municipal. Um mural improvisado, feito (ironicamente) de rede, ia sendo preenchido com protestos como "É ilegal parar a evolução. Pára o ACTA" ou "Não ACTA nem desACTA".

 

 

 

 

No meio da multidão que se ia formando, percebiam-se alguns movimentos, como os Indignados, Zeitgeist Portugal ou os Anonymous nacionais. Mesmo assim, a maioria não assumia qualquer ligação e admitia vir por impulso, em protesto contra a "Inquisição do século XXI".

 

É o caso de um jovem de 20 anos que, de máscara do filme "V for Vendetta" na cara, não se identifica, mas garante que esta é a primeira vez que decide participar numa manifestação. "Sou sincero: o que mais me preocupa é a Internet e é por isso que eu aqui estou. Se o ACTA passar, a Internet vai deixar de ser livre", explica.

 

Já outro jovem, um estudante de 23 anos de fato e máscara, que segura um cartão onde se lê "ACTA - You shall not pass", assume a sua ligação a um grupo online. "Eu faço parte de uma página internacional no Google+ que luta a favor da liberdade de expressão e da liberdade na Internet. Ajudámos a parar a SOPA e a PIPA e agora estamos activos em todas as frentes da Europa", garante. Sobre o recuo da Alemanha e Letónia, que suspenderam, recentemente, o processo de ratificação do ACTA já assinado por 22 países europeus, o estudante acredita que "é uma pequena vitória", "mas não é tudo". "Houve muitos países que assinaram e existem muitas pressões para acabar com a Internet", diz, acrescentando que o ACTA não impede só a Web, mas também "agricultores de cultivar sementes patenteadas ou, até, o uso de genéricos".

 

A maioria dos participantes acabaram por se reunir em frente à estátua de D. Pedro, de onde gritavam palavras de ordem como "O ACTA é ditadura", "ACTA não: liberdade de expressão" ou "Partilhar não é roubar". Desconhece-se, para já, o número de pessoas que passaram pela Avenida dos Aliados em protesto este sábado.

 

ACTUALIZAÇÂO: No entretanto, Bruxelas divulgou um documento onde explica as negociações do ACTA.  



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Sexta-feira, 10.02.12

E se para comprares um disco externo tivesses de pagar direitos de autor?

O projecto de lei 118, que está a ser discutido na especialidade na AR, tem dado que falar na blogosfera portuguesa. O P3 explica o que é em cinco breves respostas

 

O que é o projecto-lei 118?

Apresentado pelo PS, pela mão da ex-ministra da Cultura e agora deputada Gabriela Canavilhas, este projecto de lei (PL118) prevê alterar a lei da cópia privada ao cobrar uma taxa nos suportes de armazenamento electrónicos. Até agora, eram taxadas cassetes, CD e DVD virgens e equipamentos de gravação e reprodução. O PL 118 alarga o leque de suportes taxados e faz com que a taxa varie consoante a capacidade de armazenamento.

 

Mas afinal o que é que isto significa?

Na prática, se o PL118 for aprovado, os dispositivos de armazenamento podem vir a ser mais caros. A taxa deve ser paga por fabricantes e importadores, e não pelo consumidor, mas estes poderão repercuti-la no preço final. Está, no entanto, previsto que a lei seja revista de dois em dois anos, para eventuais ajustes das taxas.

 

Alguns exemplos: Um disco rígido externo com capacidade de 1 "terabyte" (1 TB = 1024 GB) sofre um aumento de cerca de 20 euros, já que é aplicada uma taxa de dois cêntimos por "gigabyte". Se o disco ultrapassar 1TB, a ideia é que a taxa seja regressiva e que passe para 0,5 cêntimos por cada GB que supere 1 TB, embora a redacção inicial do PL118 leve à interpretação de que a taxa aumentaria a partir deste patamar. Nos telemóveis está prevista uma taxa de 50 cêntimos por cada GB, enquanto as "pen" têm uma taxa de seis cêntimos por cada GB. Também a taxa a aplicar sobre as fotocópias de obras protegidas muda - o preço deixa de ser definido com base numa taxa de 3%, passando a ter uma fixa de 0,02 cêntimos por cópia.

 

Nesta sexta-feira, Canavilhas anunciou uma série de alterações ao projecto de lei, entre as quais, segundo a deputada, "um tecto máximo de maneira a que, com a taxa, o valor final do produto nunca exceda um aumento de seis por cento em relação ao valor inicial, antes da aplicação do IVA".

 

E para onde é que vai o dinheiro?

O projecto de lei estipula que os "titulares de direitos, autores, editores, artistas, intérpretes ou executantes, produtores de fonogramas e videogramas" têm direito a uma compensação pela reprodução de obras protegidas para uso privado. A gestão das receitas é feita pela Associação para a Gestão da Cópia Privada, que reúne, entre outros, a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), Audiogest e Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). Estas distribuem depois o dinheiro pelos respectivos associados.

 

As principais críticas

Na blogosfera, a discussão mantém-se acesa (ver links à esquerda). Já há uma petição a decorrer que conta com mais de sete mil assinaturas. Os signatários consideram que o projecto-lei está assente em "premissas falsas", uma vez que os dispositivos de armazenamento destinam-se, "na esmagadora maioria das vezes", a conteúdos próprios e não a cópias privadas, não devendo ser cobrados direitos de autor.

 

São condenados também os "valores abusivos" das taxas. De acordo com projecto de lei (e a SPA), os preços praticados junto do consumidor não registam alterações, sendo as taxas pagas pelos "distribuidores, grossistas e retalhistas", mas Gabriela Canavilhas já admitiu, em entrevista à Sapo Notícias, que este custo "normalmente é imputado ao consumidor".

 

Um dos casos mais "quentes" sobre o PL118 deu-se na internet, quando a SPA apresentou um abaixo-assinado, onde constam centenas de nomes de autores que apoiam a proposta de lei. Alguns fãs começaram a escrever cartas abertas aos artistas, questionando as suas posições. Interpelado no Facebook, o compositor António Pinho Vargas afirmou, tal como outros artistas, que não tinha assinado nada e que não conhecia a proposta

 

E agora, o que é que pode acontecer?

O projecto de lei esteve a ser discutido na especialidade (Comissão de Educação, Ciência e Cultura) na Assembleia da República, num processo que terminou hoje. Foram ouvidas várias associações. A versão final será votada e, consequentemente, promulgada ou chumbada. 

 

Via P3

 



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Terça-feira, 07.02.12
É simples partilhar qualquer foto fora dos muros da rede social
É simples partilhar qualquer foto fora dos muros da rede social (Thomas Coex/AFP)

Independentemente das definições de privacidade e até de já terem sido “apagadas”, as fotografias dos utilizadores do Facebook podem ser vistas por qualquer pessoa. Não é preciso ser “amigo”, nem ter uma conta no site.

 

Como em qualquer outro site, as fotografias colocadas no Facebook têm um URL, ou seja, um endereço único na Internet. No caso do Facebook, as fotografias têm um endereço que começa por algo como “https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/” e termina com “.jpg” (que é a extensão do tipo de ficheiro das fotografias). Pelo meio, há uma série de números, que identificam a fotografia e o utilizador.

Este endereço pode ser facilmente usado para partilhar uma fotografia na Internet. E como o acesso é feito directamente ao ficheiro da fotografia, não se aplicam quaisquer medidas de segurança. Uma vez partilhada, a foto pode ser vista mesmo por quem não tenha sequer uma conta na rede social. 

O acesso às fotografias através de um link ou álbum no próprio Facebook só pode ser feito nos termos em que o utilizador define (em tempos, o site tinha uma falha de segurança que permitia facilmente perceber qual o endereço de cada foto – entre outras, acabaram por ser reveladas fotos do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e de Paris Hilton). 

Porém, um utilizador da rede que esteja autorizado a ver uma determinada foto (um “amigo” ou um “amigo de um amigo”, por exemplo), pode simplesmente fazer um clique direito com o rato e obter o endereço da fotografia (é uma das opções do menu que se abre). Depois, pode partilhar esse endereço com quem quiser, onde quiser (se quisesse, e não há medida de segurança que o pudesse impedir, também podia dar-se ao trabalho de copiar a fotografia para o próprio computador e disponibilizar de seguida esse ficheiro – o método do endereço da foto é um atalho mais cómodo). 

O URL de cada foto contém também cinco conjuntos de números, separados pelo carácter “_”. O terceiro deste conjunto de números é o que identifica o perfil do utilizador que carregou a foto. Para aceder a esse perfil, basta usar o endereço “https://www.facebook.com/profile.php?id=” seguido do número em causa (isto permite que alguém saiba quem é o dono de uma fotografia apenas através do URL dessa fotografia).

Para além disto, o site de tecnologia Ars Technica dá hoje conta de que as fotografias no Facebook não são eliminadas dos servidores da empresa, mesmo quando o utilizador decide apagá-las. Segundo o site, há fotografias que permanecem online vários anos após o utilizador ter carregado no botão de apagar. 

Estas fotografias não estão acessíveis através de nenhum link no Facebook, nem são mostradas no site. Mas podem ser vistas por quem conheça o URL da foto.

Um porta-voz do Facebook, Frederic Wolens, explicou ao Ars Technica que os “sistemas usados para armazenar fotos há alguns anos nem sempre apagam imagens das redes de distribuição de conteúdo num período de tempo razoável, embora sejam imediatamente removidas do site”.

Segundo a mesma fonte, a empresa está a trabalhar para que os sistemas apaguem as fotografias num período de 45 dias após o utilizador carregar no botão e também afirmou que as fotografias são armazenadas em dois tipos de servidores diferentes e que são as que estão em servidores mais antigos as que são afectadas pela falha.

O Ars Technica tinha já escrito um artigo sobre o assunto em 2009 e já então o Facebook tinha afirmado que estava a trabalhar para reduzir o tempo de eliminação das fotografias.

 

Via Público



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Domingo, 05.02.12

A Scotland Yard foi gravada a dar informações ao FBI

A Scotland Yard foi gravada a dar informações ao FBI (John D. McHugh/AFP)

 

Elementos do movimento Anonymous publicaram 15 minutos de uma conversa telefónica entre vários elementos do FBI e investigadores da Scotland Yard, cujo tema eram as investigações aos próprios hackers.

 

Os anónimos divulgaram também o email, enviado pelo FBI, que agendava para 17 de Janeiro a teleconferência. Para além da Scotland Yard, estavam também convocados elementos da Europol e de autoridades irlandesas, suecas e francesas. No registo áudio divulgado, porém, só se ouvem vozes de investigadores americanos e ingleses.

O email explicava que o tema da conversa seriam “as investigações em curso relacionadas com os Anonymous, os Lulzsec, os Antisec e outras facções”. São todos grupos pouco estruturados, que têm conduzido vários ataques informáticos, especialmente desde 2010. A mensagem continha também o número de telefone e o código de acesso à teleconferência.

Nos 15 minutos de conversa divulgados, os investigadores da Scotland Yard dão informações sobre o processo judicial de dois jovens detidos no Reino Unido sob suspeita de pertencerem aos Anonymous, e discutem provas reunidas contra outros suspeitos.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:37 | link do post | comentar

Quarta-feira, 18.01.12

É já esta quarta-feira. A Wikipedia britânica vai encerrar por 24h, juntando-se ao protesto contra proposta de lei antipirataria nos EUAGoogle e Facebook ameaçam também promover um blackout na Internet.


Página da Wikipédia, a enciclopédia online gratuita, em inglês
Página da Wikipédia, a enciclopédia online gratuita, em inglês

O fundador da Wikipedia , Jimmy Wales, confirmou hoje que a versão inglesa da enciclopédia digital vai juntar-se ao protesto contra uma proposta de lei antipirataria nos EUA, suspendendo o serviço por 24 horas na quarta-feira. Também o Google e o Facebook ameaçam paralisar.

A proposta de lei "Parem a pirataria online" ("Stop Online Piracy Act", ou SOPA, no acrónimo original) tem sido fortemente contestada nos EUA, desde ativistas a empresas de Silicon Valley. A SOPA prevê a suspensão de sites e a prisão dos responsáveis por publicar conteúdos ilegais. Segundo os seus defensores, a  lei poderia diminuir a pirataria na rede e ajudar a desmascarar sites que vendem drogas.

 

Mas enquanto várias empresas de conteúdos encaram a lei como importante para a proteção dos direitos de autor, outras,  como a Wikipedia, o Google e o Facebook opõem-se ao documento, que consideram uma intrusão no seu trabalho. Para estas empresas, a SOPA  seria um atentado à liberdade de expressão, e atuaria como uma espécie de censura.

Corte vai afetar 100 milhões de pessoas

Das 5h da manhã de quarta-feira às 5h da manhã de quinta (horas de Lisboa), a Wikipedia vai encerrar, à semelhança de outros serviços, como o reddit, depois de Jimmy Wales o ter anunciado na sua conta de Twitter: "Espero que a Wikipedia derreta os sistemas telefónicos em Washington na quarta-feira. Digam a toda as pessoas que conhecerem!".

 

De acordo com o fundador da Wikipedia, mais de 100 milhões de pessoas serão afetadas pelo corte, estando a suspensão do serviço nas outras línguas a critério das respetivas comunidades.

 

"Alerta aos estudantes! Façam o vosso trabalho de casa cedo. A Wikipedia vai protestar contra a lei má na quarta-feira!", escreveu Jimmy Wales no Twitter hoje à tarde.

 

Uma página intitulada "Luta pelo futuro", com 116 mil seguidores no Facebook, acusa a lei proposta de poder "quebrar a Internet" por causa das "imensas maneiras de como vai refrear a liberdade de expressão e inovação", segundo o modelo da carta que têm  enviado aos membros do Congresso.

Casa Branca não aprova a proposta de lei

No seu blogue destinado à petições públicas, a Casa Branca comunicou no passado sábado que não vai apoiar a SOPA, pelo que a proposta poderá não vir a ser aprovada.

 

"Embora acreditemos que a pirataria online pelos sites estrangeiros seja um problema sério, que requer uma resposta legislativa séria, não vamos apoiar qualquer legislação que reduza a liberdade de expressão ou enfraqueça a inovadora dinâmica da internet", defenderam os conselheiros do Governo norte-americano.

 

Segundo Victoria Espinel, Aneesh Chopra e Howard Schmidt, a decisão é válida também para a Protect IP Act, conhecido como PIPA, um projeto de lei semelhante à SOPA. Os três disseram ainda que uma nova legislação contra a pirataria será elaborada em 2012, mas pretende apenas "restringir a fonte de infração dos direitos autorais". 

 

Rupert Murdoch, dono da NewsCorp e a favor da lei, criticou a decisão do Presidente dos EUA. Na sua conta no Twitter, Mudorch afirmou: "Obama aliou-se aos patrões do Silicon Valley que ameaçam os criadores de software com pirataria. O líder em pirataria é o Google, que transmite vídeos gratuitamente e vende publicidade alusiva aos mesmos. Não é de admirar que gaste milhões em lobby".

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 16.01.12

A Wikipedia reúne milhões de artigos em dezenas de línguas. Inevitavelmente, com erros à mistura

A Wikipedia reúne milhões de artigos em dezenas de línguas. Inevitavelmente, com erros à mistura (Miguel Madeira)

 

Em onze anos, a Wikipedia, que evoluiu de um projecto que pretendia ser uma enciclopédia online em moldes tradicionais, tornou-se um gigantesco repositório de informação, incontornável para quem faz pesquisas na Internet - a própria estrutura do site ajuda a que seja quase sempre um resultado cimeiro nas pesquisas do Google.

 

As entradas podem ser editadas por qualquer pessoa, assentando num conceito apreciado na Internet de que, se algo é feito por uma enorme quantidade de pessoas, o resultado tende a ser bom. Em 2005, um estudo publicado na revista Nature indicava que a Wikipedia era tão correcta como a Enciclopédia Britânica, embora os textos fossem mal estruturados. Por outro lado, há escolas e universidades que proibiram o recurso à Wikipedia, depois de se depararem com inexactidões escritas por alunos. Mesmo com falhas, ao longo de dez anos, a Wikipedia ganhou estatuto. Mas também tem no currículo erros de palmatória. 

1
"Maitê Proença Gallo (n. São Paulo, 28 Janeiro 1959) é uma estrela porno brasileira, também conhecida pelos seus comentários ignorantes que envergonham o povo brasileiro." No dia 14 de Novembro de 2009, era assim que começava a página sobre a conhecida actriz brasileira. A descrição foi feita em retaliação por causa de um vídeo que fora transmitido dois anos antes, num canal brasileiro, mas que só em 2009 chegou ao conhecimento dos espectadores portugueses, através de um vídeo no YouTube, que depressa foi exibido também nas televisões. Nas imagens, Proença faz comentários trocistas sobre Portugal e cospe numa fonte do Mosteiro dos Jerónimos. A actriz e o canal acabaram por pedir desculpas.

2
O assassinato do antigo Presidente norte-americano John F. Kennedy e do seu irmão mais novo, Robert F. Kennedy, são motivo de especulações várias. Em 2005, um utilizador anónimo colocou na Wikipedia várias informações que indicavam que um jornalista americano chamado John Seigenthaler (amigo e, a dada altura, conselheiro de Robert) estava envolvido na morte de ambos. A entrada em causa esteve mais de quatro meses online, antes de ser retirada pelos gestores do site, a pedido de Seigenthaler. O incidente lançou um debate aceso sobre o funcionamento da Wikipedia. 

3
Esta não convencia ninguém. Durante um breve período (nem sempre acontece, mas há erros na Wikipedia que são corrigidos quase imediatamente), David Beckham (que mesmo quem não tem interesse nenhum por futebol sabe quem é) estava descrito como um guarda-redes chinês do século XVIII. 

4
Talvez um nível acima na escala da verosimilhança de que a nacionalidade de Beckham era chinesa -mas, mesmo assim, rapidamente desconstruída - era a informação de um romance entre o co-fundador do Google Sergey Brin e o fundador da Wikipedia Jimmy Wales. A dada altura, a entrada sobre Brin também chegou a afirmar, erradamente, que ele tinha morrido em Moscovo.

5
A 2 de Abril de 2007, duas semanas depois de o PÚBLICO ter publicado uma investigação sobre a licenciatura do ex-primeiro-ministro José Sócrates, um utilizador apagou a totalidade do parágrafo alusivo ao caso da Universidade Independente e eliminou ainda a menção ao facto de esta ser uma instituição privada. Não muito tempo depois, as referências ao caso Independente acabaram por voltar a ser introduzidas. Uma semana mais tarde, porém, o mesmo computador do utilizador inicial foi usado para retirar novamente todas as alusões à polémica (incluindo os links para as notícias da comunicação social). As alterações afectaram tanto a versão portuguesa como a versão inglesa com a biografia de Sócrates. O computador em causa fazia parte da rede informática do Governo.

6
No topo da escala de disparates da Wikipedia está também uma frase que surgiu na página do cantor Robbie Williams e segundo a qual este comia animais domésticos em pubs para ganhar dinheiro. Aos 16 anos Williams era já membro da banda Take That, um sucesso da década de 1990. E desde então tem ganho milhões. É pouco provável que tivesse de fazer o que quer que fosse num pub para ganhar dinheiro.

7
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair é um adorador de Hitler e, quando adolescente, tinha um poster do líder alemão no quarto. Foi apenas uma das muitas informações falsas que povoaram a biografia de Blair. Quando o Governo britânico apoiou a invasão do Iraque, a página da Wikipedia tornou-se quase numa plataforma de acusações políticas, levando à intervenção dos responsáveis da Wikipedia.8
Em 2009, o senador americano Ted Kennedy protagonizou um dos momentos dramáticos nas cerimónias de tomada de posse de Barack Obama, ao ter um ataque durante o almoço. Kennedy foi conduzido para um hospital e a Wikipedia rapidamente o deu como morto, relatando que tinha morrido "pouco depois" do incidente. Ted Kennedy morreu apenas meses mais tarde, de cancro.

9
Em 2005, o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, foi apanhado a fazer batota. Wales editou a sua própria biografia, substituindo a expressão "co-fundador" por "fundador" e apagando a informação sobre Larry Sanger, o mentor do conceito de uma enciclopédia online e que esteve envolvido na criação do projecto que veio a dar origem à Wikipedia. 

10
Eduardo Catroga é a mais recente vítima em Portugal da liberdade de edição da Wikipedia. A propósito da nomeação de Catroga para o conselho geral e supervisão da EDP, alguém editou a biografia do antigo ministro das Finanças, com um texto que começava por aludir à afamada frase que Catroga proferiu numa entrevista no ano passado na SIC Notícias. Começava assim a página na Wikipedia: "É mundialmente conhecido como o pentelho que ganha milhões."

 

Via Público



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Sexta-feira, 25.11.11

Este decisão remonta a 2004 e teve origem num litígio entre um ISP chamado Scarlet e uma empresa de gestão de direitos de autor belga, a Sabam
O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deliberou hoje que é ilegal um juiz pedir a um fornecedor de Internet para que este controle o tráfego de Internet dos seus clientes de modo a evitar downloads de ficheiros protegidos por direitos de autor.

A sentença estipula que este tipo de vigilância põe em causa os direitos fundamentais dos clientes, como a protecção de dados ou a liberdade de receber e comunicar informações, e também viola a liberdade da própria empresa que fornece Internet.

Esta decisão remonta a 2004 e teve origem num litígio entre um ISP chamado Scarlet (que opera na Bélgica e na Holanda) e uma empresa de gestão de direitos de autor belga, a Sabam. Nesse ano, a Sabam queixou-se de que alguns clientes da Scarlet usavam os seus serviços de Internet para descarregar, sem pagar os respectivos direitos de autor, obras constantes do seu catálogo.

O processo foi a tribunal e foi decidido, em primeira instância por um tribunal de Bruxelas, que a empresa Scarlet teria de pôr fim às infracções, sob pena de multa caso o não fizesse.

Não contente com a decisão deste tribunal, a empresa recorreu a um tribunal de apelo de Bruxelas alegando que esta decisão não era conforme ao direito comunitário, uma vez que o obrigava a supervisionar as suas redes, o que era incompatível com a directiva sobre comércio electrónico e com os direitos fundamentais dos cidadãos europeus, relata o “El País”.

Os juízes de apelo consultaram, por isso, o TJUE e, agora, foi finalmente decidido que “o pedido judicial pelo qual se ordena o estabelecimento de um filtro implica supervisionar, no interesse dos titulares dos direitos de autor, a totalidade das comunicações electrónicas efectuadas na rede do fornecedor de Internet afectado (... Por isso) O dito requerimento judicial implicaria uma vulnerabilidade substancial da liberdade da empresa Scarlet, dado que a obrigaria a estabelecer um sistema informático complexo, gravoso, permanente e exclusivamente às suas expensas”.

Por outro lado, os efeitos do pedido judicial não se limitariam [a afectar a] empresa Scarlet, já que o sistema de filtros também iria “vulnerar os direitos fundamentais dos seus clientes. A saber: o direito à protecção de dados de carácter pessoal e à liberdade de receberam ou comunicarem informações, direitos que se encontram protegidos pela Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia”, ressalva ainda o TJUE, citado pelo “El País”.

Além do mais - salienta o tribunal - este controlo e bloqueio poderiam impedir a liberdade de comunicações de conteúdo lícito.

 

Via Público



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Sexta-feira, 18.11.11

Nem sempre o que se lê na nos perfis dos sites de encontros online corresponde à realidade. Mas haverá exceções

 

Não acredite em tudo o que lê nos sites de encontros. Os homens mentem mais sobre a sua profissão e a mulheres sobre o seu peso

Nem sempre o que se lê na nos perfis dos sites de encontros online corresponde à realidade. Mas haverá exceções

Os homens mentem mais do que as mulheres nos seus perfis online. Dizem que são mais altos, mais jovens e menos gordos do que realmente são. Mais de 40% dos homens, contra 33% de mulheres, garantem que os seus salários são superiores aos que na verdade auferem, para fazerem parecer a sua profissão mais interessante do que realmente é.

 

Estas são algumas conclusões do inquérito promovido pelo site de encontros BeautifulPeople.com , realizado junto de 1000 adultos solteiros.

De acordo com o estudo, as mulheres mentem ainda sobre a dimensão dos seus seios e, tal como muito homens, dizem que conhecem celebridades. Acreditam que, assim, se tornam mais interessantes aos olhos de um possível candidato a um encontro.

M'engana que eu gosto


Segundo os autores do estudo, os internautas reconhecem que a mentira é um lugar comum nos perfis publicados em sites como o BeautifulPeople.com, uma rede social que, alegadamente, permite apenas a entrada a pessoas bonitas. No entanto, tendem a acreditar mais naquelas pessoas com que realmente pretendiam sair do que nas demais.

 

"Os sites de encontros são um campo minado de pessoas que mentem sobre si próprias", afirmou ao "The Telegraph" Greg Hodge.

 

Contudo, o administrador deste site garante que "os membros do BeautifulPeople.com são selecionados pelos seus pares" e que este é "o único site de encontros que verifica a autenticidade da aparência dos seus utilizadores tal como surgem nas fotos". Acredite se quiser.

 

TOP 10 DAS MENTIRAS
HOMENS
1. Emprego (dizem que ganham mais)
2. Altura (dizem que são mais altos)
3. Peso (roubar uns quilinhos é vulgar)
4. Aparência física (atletas)
5. Dinheiro
6. Mais experientes profissionalmente
7. Profissão interessante
8. Conhecem celebridades
9. Têm uma assistente pessoal (secretária)
10. Trabalham na indústria cinematográfica
  MULHERES
1. Peso (menos um quilito nem se nota)
2. Idade (dizem ser mais jovens)
3. Aparência física (corpo tonificado)
4. Altura
5. Dinheiro
6. Peito (dizem que são maiores)
7. Profissão glamorosa
8. Conhecem celebridades
9. Têm uma assistente pessoal (secretária)
10. Trabalham na indústria do entretenimento

 


Via Expresso



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Terça-feira, 25.10.11
Assange diz que a organização se vai concentrar na recolha de fundosAssange diz que a organização se vai concentrar na recolha de fundos (Luke MacGregor/Reuters)
A WikiLeaks anunciou a “suspensão temporária” da publicação de documentos confidenciais por razões financeiras, devido ao bloqueio que lhe foi movido pelas grandes empresas de serviços bancários que ameaça a existência do site. Nos próximos meses, a prioridade será dada à recolha de fundos por meios alternativos.

“Se a WikiLeaks não encontrar uma forma de ultrapassar este bloqueio até ao final do ano, simplesmente deixaremos de poder continuar”, afirmou Julian Assange, co-fundador do site, numa conferência de imprensa em Londres. 

Segundo Assange, a organização perdeu 95% das suas receitas desde que, a 7 de Dezembro de 2010, as entidades Bank of America, Visa, Mastercard, Paypal e a Western Union anunciaram que deixariam de efectuar transferências para a Wikileaks, asfixiando-a financeiramente.

A decisão foi anunciada dez dias depois da publicação de 250 mil telegramas do Departamento de Estado, numa fuga de informação que embaraçou a diplomacia norte-americana, ao revelar confidências e informações trocadas com embaixadas em todo o mundo. Assange não tem, por isso, dúvidas que o bloqueio é resultado de um “ataque político concertado da iniciativa dos EUA”. 

Em comunicado, a organização recorda que foi o próprio Departamento do Tesouro a concluir que “não havia justificações legais para incluir a WikiLeaks na lista de organizações sujeitas a bloqueio financeiro”. Ainda assim, a medida “arbitrária e ilegal” manteve-se. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 24.10.11
Vídeo publicado por engano mostra novo Gmail

A nova versão do Gmail poderá estar prestes a ser lançada pela Google. As primeiras imagens surgem num vídeo, publicado por engano, mas que já está a circular no YouTube. Veja o vídeo


As primeiras imagens daquele que será o novo visual do serviço de e-mail da Google surgem num vídeo oficial, que foi divulgado antes de tempo pela empresa.

 

Apesar de a Google ter apagado de imediato o vídeo, um utilizador do YouTube conseguiu guardá-lo e este pode agora ser visto no site.

 

Uma das principais novidades apresentadas é uma nova imagem do Gmail, que é desvendada por um designer da Google no vídeo, onde explica que «redesenhámos completamente o aspecto do Gmail para o tornar o mais limpo, simples e intuitivo possível».


Outras características referidas no vídeo incluem a adaptação automática do Gmail ao tamanho da janela, a possibilidade de se ajustar o tamanho das áreas de etiquetas e chat existentes na área lateral, novos temas com imagens em alta definição para a imagem de fundo e melhorias a nível da pesquisa, com a introdução de uma nova caixa de pesquisa.

 

Ainda não se sabe quando é que chegarão as novidades ao Gmail, mas tudo indica que pelo menos o vídeo será mesmo verdadeiro, pois um representante da Google citado pelo blogue Mashable já admitiu que «não era suposto verem isso», referindo-se ao vídeo.

 

Andrea Freund disse ao blogue para «estarem atentos, vamos partilhar mais informação sobre o novo design do Gmail em breve».

 

 

Via Sol


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Segunda-feira, 17.10.11

O caso tem despertado uma sucessão viral de comentários no Facebook. Uma utilizadora desta rede social, Joana Couve Vieira, difundiu um printscreen em que a EDP anuncia ver-se obrigada a apagar umpost da sua autoria. A EDP sublinha que não houve censura mas antes o cumprimento do código de conduta.

 

A história resume-se assim: Joana Couve Vieira declarou-se contra o plano nacional de barragens na página da EDP remetendo para a seguinte página: Eu não pedi um Plano Nacional de Barragens.

Em resposta, a EDP escreveu, na caixa de comentários ao post: “Olá Joana. De acordo com o Código de Conduta da nossa página, que estabelece as normas de utilização da mesma e que deve ser respeitado por todos, somos obrigados a eliminar o seu post. Agradecemos a sua compreensão e convidamo-lo [sic] a participar na nossa comunidade com as suas críticas construtivas. Sugerimos que consulte o nosso Código de Conduta aqui: http://www.facebook.com/grupo.edp?sk=app_228506590493791”.

Em declarações ao PÚBLICO, a EDP afirmou: “O código de conduta da EDP é igual ao código de conduta do Facebook, que é obrigatório para qualquer pessoa que utilize esta rede social. Não houve aqui nenhuma prática de censura. Basta verificar todo o histórico da página da EDP para se perceber que há um conjunto de críticas que nós mantemos na página e que nunca foram apagadas”.

O PÚBLICO confirmou isso mesmo. Estão hoje disponíveis muitos comentários negativos para a EDP sobre este printscreen divulgado por Joana Couve Vieira e outros comentários não relacionados com este episódio, mas que criticam a actuação da empresa, como por exemplo este, com data de hoje: “Para que é que uma empresa que tem um monopólio precisa de estar consecutivamente a gastar milhões a mudar de imagem?”

Entretanto, por volta das 12h30 de hoje, a EDP também colocou online na sua página do Facebook um comunicado em que lamenta a “situação gerada” e apela à “compreensão de todos para o cumprimento dos princípios de utilização presentes no Código de Conduta” da empresa. 

Igualmente contactada pelo PÚBLICO, Joana Couve Vieira enviou-nos por e-mail a sua posição sobre este assunto: "Nunca pensei que esta simples publicação no Facebook tivesse esta repercussão, mas fico contente que tenha acordado outros para o problema. Não me incomoda muito ter sido banida, incomoda-me sim o que a EDP anda a fazer a este país, às pessoas e à Natureza, marketizando mentiras, sem que nada seja feito para o impedir".

O Caso Ensitel

No final do ano passado, uma cliente da Ensitel, Maria João Nogueira, foi intimada judicialmente por esta cadeia de lojas portuguesa que vende aparelhos de electrónica a apagar textos do seu blogue pessoal que criticavam a actuação da empresa.

Em causa estavam alguns textos relativos à empresa escritos ao longo de 2009. Nesses textos, Maria João Nogueira, autora do blogue jonasnuts.com, descreveu a forma como a Ensitel se recusou a trocar um telemóvel defeituoso. Após uma série de tentativas de troca e de devolução do dinheiro, o caso acabou em tribunal, onde o juiz deu razão à Ensitel.

Durante este tempo, Maria João Nogueira - responsável pela gestão da comunidade de blogues do portal Sapo e uma presença frequente nos círculos da blogosfera nacional - foi descrevendo a sua saga online. E foi precisamente para obrigar a autora a apagar a descrição dos acontecimentos que a Ensitel intimou a sua ex-cliente no final de 2010. 

Contactada pelo PÚBLICO, Maria João Nogueira recorda que todo o caso ficou encerrado ainda em finais de 2010. Remetendo-nos para um post publicado no seu blogue pessoal, a autora escreveu, no dia 31 de Dezembro de 2010: “De acordo com o mail que recebi da Ensitel, está concluído todo este processo. Os senhores reconheceram um erro, pediram desculpas (que eu aceitei), aprenderam com o erro e, de acordo com o que referem no comunicado, vão estar mais atentos. Vão também retirar de imediato a acção judicial. Era tudo o que eu queria. Por mim, este episódio Ensitel fica encerrado”.Apesar de encerrado, este caso veio demonstrar a capacidade de reacção da comunidade online. Fenómenos como este são conhecidos como o “efeito Streisand”. Isto acontece quando alguém tenta retirar ou minimizar a publicação de algo na Internet, obtendo com essa acção o efeito contrário. O nome vem da tentativa levada a cabo pela artista Barbra Streisand de retirar uma fotografia da sua mansão de uma colecção de fotos públicas da costa da Califórnia.

Fernando Batista, head office da agência de comunicação especializada em relações públicas digitais LEWIS PR, comenta este episódio da EDP afirmando que as empresas “têm de assimilar de uma vez por todas que (...) haverá sempre quem discorde” nas redes sociais. “Na lista dos públicos-alvo também existe um grupo (grande ou pequeno) que é o das pessoas que não gostam da marca”, indica Fernando Batista neste post .

“Só porque se indica um comentário contrário ao que é a política da empresa, não quer dizer que se esteja a ser ofensivo. Pelo contrário, demonstra que se está a ser pluralista e a reconhecer que existem outros pontos de vista. É necessário dialogar com quem quer que seja. Dialogar é falar e ouvir também. Marca que não ouve o que os outros têm para dizer é uma marca surda!”, escreve ainda este consultor.

Fernando Batista acrescenta ainda: “Agir de forma imediata e apagar todo e qualquer comentário, bloqueando o acesso aos utilizadores também não é boa política (...) Nas redes sociais a máxima de Ford ‘digam bem ou mal, o que me interessa é que falem!’ não funciona”.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 24.09.11
Mark Zuckerberg apresentou em São Francisco as novidades muito antecipadas do Facebook
Mark Zuckerberg apresentou em São Francisco as novidades muito antecipadas do Facebook (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
As páginas de perfil do Facebook foram completamente redesenhadas e passarão a ser navegáveis cronologicamente, para facilitar o acesso a informação antiga. É o “regresso ao futuro” que Mark Zuckerberg apresentou esta quinta-feira, em São Francisco: uma viagem ao passado para avançar no presente. A ambição é que cada utilizador use o seu perfil para fazer um resumo de vida. Não desde a entrada na rede: desde que nasceu.

São estas as mudanças estruturais nas páginas de perfil, agora chamadas “Timeline”, que muito têm sido antecipadas ao longo dos últimos dias. A primeira, que vai mudar a forma como navegamos no nosso próprio perfil, e nos dos nossos amigos, é a disposição cronológica que a informação partilhada passará a ter. Fotografias, vídeos, mapas, apontamentos – tudo estará arrumado em gavetas anuais.

O ano mais recente é o que terá mais conteúdo visível na “Timeline”. O que apresentará menos é o mais antigo. A diminuição de informação é feita de forma gradual. Pelo menos a que está imediatamente visível, porque os utilizadores podem optar, na navegação, por ler tudo o que foi partilhado em cada ano, explicou Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, na conferência f8.

Uma “história de vida com destaques”. Zuckerberg disse “história de vida” e não queria dizer menos: o Facebook vai permitir aos utilizadores voltarem atrás e acrescentar novas informações (a segunda grande mudança). Podem ir tão longe quanto a data do seu nascimento. O futuro da mais popular rede social no mundo remete-nos assim para os velhos álbuns de recortes, mas online e numa única página.

O objectivo desta nova funcionalidade, aclarou Zuckerberg, é que se consiga ter um “bom sentimento visceral” de quem é a pessoa com aquele perfil. Por outro lado, é dar aos utilizadores “controlo total” da sua “Timeline”. Será possível acrescentar qualquer conteúdo em qualquer zona do perfil, ou mesmo mudar as definições de determinada partilha, passando-a por exemplo de leitura privada para pública.

O lançamento da “Timeline” ainda não está agendado. Os responsáveis pelo Facebook – que este mês passou pela primeira vez a barreira dos 500 milhões de utilizadores activos num único dia, avançou Zuckerberg – esperam fazê-lo “dentro de algumas semanas”.

 

Via Público



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Sexta-feira, 23.09.11

O Facebook está a mudar...outra vez, e hoje é dia de apresentar as novidades. Directamente de São Francisco para a Internet, Mark Zuckerberg vai anunciar o que vai acontecer à maior rede social do planeta ao final desta tarde, mas o burburinho já invadiu as redes sociais.

 

Os mais atentos já apanharam algumas das modificações, que têm vindo a ser desvendadas ao longo desta semana. A mais controversa até agora tem sido a opção designada de "Ticker", que tem causado algum desconforto entre os utilizadores. Este "ticker", localizado no canto superior direito da página do Facebook, é uma espécie de sumário dos posts efectuados pelos amigos do utilizador, actualizado em tempo real. Se alguma coisa despertar a curiosidade do utilizador, este pode passar com o rato por cima do post e ver mais informação sobre o mesmo, como comentários e "gostos" e interagir com o post sem sair da página.

 

O que tem chateado os utilizadores acerca desta nova funcionalidade é o facto de se "colar" à barra do chat, o que pode ser incomodativo. Na prática, estando essa funcionalidade "agarrada" ao chat, não importa onde, no Facebook, está o utilizador: a informação vai continuar a ser actualizada, em tempo real, à sua frente. A nova funcionalidade tem tão poucos adeptos que até já há quem arranje alternativas para não a ver, como diminuir o tamanho da janela do browser ou, até, colar um post-it no ecrã.

 

Já a nova funcionalidade, chamada "Top Stories", serve para dar destaque a algumas publicações que possam ser importantes para o utilizador, dando preponderância às mesmas quando se entra na rede social. Para os mais "perdidinhos", as "Top Stories" (histórias mais importantes) aparecem com uma tag azul no canto esquerdo. O utilizador também pode escolher marcar um determinado post de um amigo como uma "Top Story", bastando para isso clicar no botão da direita do post e assinalar essa opção.

 

Também os álbuns de fotografias sofreram modificações. Agora, sempre que um álbum for adicionado e gerar uma notificações ou post, este aparece com três fotografias em destaque (uma grande e duas ligeiramente mais pequenas). Uma pequena mudança que certamente agradará aos mais preocupados com a estética das páginas.

 

Outra mudança que, muito provavelmente, vai passar despercebida de muitos acontece nas notícias mais recentes. Agora, em vez de haver um "refresh" automático das mesmas, aparece em cima da barra uma indicação dos posts que foram gerados pelos seus amigos em temos real, um pouco à semelhança do que acontece no website do Twitter.com. Desta forma, o utilizador vê as novas notificações quando clica na barra indicada e a página não é actualizada tantas vezes.

 

Mais mudanças: foram lançadas, igualmente recentemente, as "Listas de Amigos", que funcionam um pouco à semelhança dos "Círculos" do Google+, e servem para partilhar informação com grupos específicos de pessoas em vez de toda a gente. Uma nova maneira de fazer frente à rede social da Google? Talvez, mas a resposta dos utilizadores não tem sido muito convincente.Outro lançamento que causou alguma confusão foi a transformação do botão de subscrição.

 

Mas, e voltando ao início do post, isto são tudo mudanças que foram sendo notadas pelos utilizadores ao longo desta semana. Ou seja, são dados adquiridos, foram experienciadas por (quase todos) e até já geraram muita conversa. O que vem aí na conferência que Mark ZUckerberg vai dar hoje em São Francisco poderá e deverá ser bem mais do que pequenas mudanças no design da rede. Por isso é que todos os olhos estão postos hoje, quinta-feira, no F8.

 

Quem já viu (e escreveu sobre o assunto) diz que o Facebook pretende, com as mudanças, revitalizar o seu relacionamento com os utilizadores, criando uma relação mais emotiva e uma verdadeira ligação emocional com quem usa a plataforma. Ao certo, apenas se sabe que será lançado o serviço de música do Facebook, o Facebook Music, que já fez correr muita tinta no passado. Ontem mesmo, um dos empregados do Facebook, Ji Lee, deixou escapar alguns pormenores sobre o serviço, explicando que dará o utilizador poderá ouvir o que os amigos estão a ouvir ao mesmo tempo. O twit foi rapidamente apagado, mas a informação já estava cá fora: o Facebook Music vai permitir que o utilizador partilhe com os amigos o que está a ouvir, em directo, através do novo "Ticker".

 

Muito mais deverá ser apresentado (novos botões de "gosto", como o "lido", "visto", "quero" ou "ouvido" e, claro está, diversas parcerias entre a rede social e empresas relacionadas com a distribuição de música, para suportar a nova funcionalidade) , dizem muitos especialistas, que garantem que a rede social nunca mais será a mesma. A prova dos nove será tirada hoje, por volta das 18h30 (hora portuguesa).

 

Via Nós na rede



publicado por olhar para o mundo às 08:56 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.07.11
O grupo Anonymous numa acção de apoio à Wikileaks
O grupo Anonymous numa acção de apoio à Wikileaks (Paul Hanna/ Reuters)

Dois grupos de ciberactivistas pedem aos seus apoiantes que cancelem as contas pessoais do PayPal. O motivo apontado é o facto de a empresa de pagamentos onlineter deixado de possibilitar a transferência de donativos para a Wikileaks, avança esta quarta-feira a BBC.


Esta decisão do PayPal – que dá também nome ao popular serviço de pagamentos online, disponível em 103 países e usado por cerca de 100 milhões de pessoas – acontece na sequência do apelo do governo norte-americano ao congelamento deste tipo de doações em Dezembro de 2010.

site de denúncia – mediatizado pelo australiano Julian Assange – foi acusado, à altura, de ter roubado documentos sensíveis relativos à diplomacia norte-americana.

Num comunicado publicado na Internet, os grupos de hackers Anonymous e Lulz Security pedem que os seus seguidores cancelem as suas contas deste serviço. O comunicado do "consórcio" de hackers acusa o PayPal de “continuar a reter na fonte fundos da Wikileaks, um farol da verdade nestes tempos escuros”. 

O PayPal recusa-se a comentar o boicote, depois do ministério público do distrito norte da Califórnia, em San José, ter imputado ao grupo Anonymous o crime de “conspirar e danificar intencionalmente” os sistemas informáticos do PayPal entre os dias 6 e 10 de Dezembro de 2010. 

Quatorze hackers foram detidos pelo FBI, na semana passada, devido a uma alegada participação num ataque informático contra o PayPal, reivindicado pelo grupo Anonymous.

Os grupos LulzSec e Anonymous são conhecidos pela publicação de informação privada a partir de sites com segurança reduzida e por acções de protesto a favor da liberdade de expressão e navegação na Internet.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 22.07.11

Sai da frente Guedes, vem aí o Hélio sem medo - vídeo

 

Antes de mais: o Guedes não é o rapaz a quem o medo é uma cena que não o assiste. O Guedes é o amigo. O protagonista da queda de skate mais aparatosa dos últimos tempos, cujo vídeo se tornou viral, com quase um milhão de visualizações no YouTube em apenas uma semana, chama-se Hélio Catarino, tem 27 anos e é cozinheiro no restaurante dos pais, nas Caldas da Rainha. Como é que sabemos isto? Conseguimos falar com o Hélio, graças ao primo Valter, que nos cedeu o número de telemóvel da mais recente estrela da internet.

Magoaste-te quando caíste?

Fiquei um bocado arranhado e com uma luxação no ombro.

Foste tu que puseste o vídeo no YouTube? Porquê?

Fui. Isto foi feito em Maio, mas só pus na net na segunda-feira. Estava aborrecido. A actividade no Facebook estava em baixo e decidimos pôr. Até dissemos que chegávamos ao milhão de visualizações... num ano. Nunca imaginei que acontecesse numa semana.

Estavas à espera desta loucura toda?

Não, de todo. Estou em choque. Já vi pessoas com T-shirts, ilustrações... durante dois dias não dormi porque havia sempre qualquer coisa nova a acontecer. Tenho estado só com os meus amigos a tentar perceber o que se está a passar.

Os teus pais sabem disto?

A minha mãe viu o vídeo logo em Maio, o meu pai acho que nem viu. Mas também não lhes consigo explicar o que está a acontecer porque eu próprio não percebo o que se está a passar.

E este vídeo foi feito com que intenção?

Eu e os meus amigos precisávamos de uns trocos e resolvemos fazer um vídeo para fazer publicidade à loja de skates de um amigo nosso.

E não correu muito bem. Aquele carro que passou, com o qual quase chocaste, foi combinado ou foi por acaso?

Pá, eu só vi o carro quando cheguei a casa e vi o vídeo.

Como é que isso é possível?

Pois... [risos culpados]. A cena é que estava-me a divertir mesmo e a sentir aquela coisa da adrenalina.

E já tinhas andado de skate ou foi a primeira vez?

De vez em quando dou umas voltas, mas foi praticamente a primeira vez.

E achas que ainda vais fazer dinheiro com isto?

Espero que sim. Ter dinheiro e um trabalhinho...

Já te fizeram alguma proposta tentadora?

Já me falaram em coisas mas não sei de nada. Só para a semana é que vou começar a falar sobre isso.

E quando é que o medo te assiste?

Nunca. Não gosto do medo, não gosto. E agora acho que já nem o sinto, depois de ver o que é possível acontecer a um rapaz das Caldas.

Há um evento no Facebook que diz que, com 100 mil likes, tu desces Alfama de long board. É mesmo verdade?

O problema é que 100 mil não é assim tanto. Mas eu respondi a esse evento com um "talvez". Não fui eu que o criei, fui convidado. 

Então tens medo?

Não, só não estou a ver uma descida em Alfama que dê para fazer de skate.

E essa frase "Puto, o medo é uma cena que a mim não me assiste", é uma coisa que costumas dizer?

Não, foi espontâneo.

Então nunca tinhas usado "medo" e "assiste" na mesma frase?

Não, nem sabia que podia.
Via Ionline


publicado por olhar para o mundo às 14:32 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21.07.11

Como mudar a cor do Facebook

 

 

Para quem não sabe ou quem não me segue no Facebook ou no Twitter, eu criei um site que se chama Cor do Facebook. Com este site, podes Mudar a cor do Facebook em apenas três simples passos. Aqui fica o behind the scenes.
O que pretendo? Ser um pouco viral. Até porque a publicidade não é muita, e não estou a enganar ninguém; antes pelo contrário… isto funciona mesmo e eu próprio uso-o!

O behind the scenes deste site é nada mais, nada menos do que:

  •  WP Súper Popup PRO – ao contrário da versão fere, este plugin permite costumizar como aparece o popup em termos do ecrã, quantas vezes, vários tipos de popup (físico, ajax, com load de um canto do ecrã, etc.) e tem 6 themes disponíveis.
  • Botão share feito à parte – O problema de todos os plugins de Facebook Share é que, efetivamente, não fazem um botão como deve ser. Tive que criar um botão como deve ser (ou seja, grande) e linkar a http://www.facebook.com/sharer.php?u=NOME-DO-SITE. Se não sabiam como fazer um botão Share manual, aqui fica a dica.
  • Usar anúncios Flash – como alguns de vós sabem o flash fica “saído” da Lightbox, ou seja, se tiver um popup de Lightbox o flash fica clicável ao contrário do resto do texto.
  • E por fim, share share share! – Espero que isto seja viral, pelo menos ao longo do tempo vou fazer por isso. É para isso que a parte final deste post é dedicada ao alerta… SHARE IS THE REASON! ;)

Bons sites, e bons ganhos para vocês!

Rui

 

Retirado de Rui Cruz



publicado por olhar para o mundo às 08:34 | link do post | comentar

Sexta-feira, 15.07.11

Selecionamos algumas coisas que a rede de Zuckerberg pode fazer para manter seu domínio, apesar do sucesso do novo site da Google.

À medida que a invasão do Google+ continua, o Facebook está sentindo o calor causado por seu novo rival. Apesar da rede social da Mark Zuckerberg possuir mais de 700 milhões de usuários, algumas pessoas estimam que o novo site da Google pode atingir a casa dos 20 milhões já neste final de semana. Isso significaria um crescimento de mais 1 milhão de novos usuários por dia desde o lançamento do serviço, quando Zuckerberg pareceu ir para o ataque, alertando o mundo que sua empresa iria, em troca, anunciar “algo impressionante”.

Na conferência de imprensa realizada na semana seguinte, o CEO do Facebook protestou (talvez um pouco demais)  dizendo que o seu site não estava preocupado com o incrível sucesso da rede social da Google. Mas os recursos anunciados naquele dia, incluindo a videochamada em parceria com o Skype e o chat em grupo, parecem claramente direcionados ao Google+. No entanto, essas novidades parecem não ter colocado fogo no mundo, como esperava Zuckerberg. O que o Facebook pode fazer para ganhar a multidão de volta?

O CEO do Facebook chamou a conferência de imprensa de “o início da temporada de anúncios", por isso o site com certeza ainda tem mais truques na manga para competir com o Google+. Mas que tipo de serviços o Facebook irá oferecer? E será que essas novas ferramentas realmente vão ajudar a manter o site no topo do mercado das redes sociais?

Segue abaixo uma lista de 5 coisas que o Facebook poderia fazer para competir com a força e possibilidades do Google+.

Faça novos Amigos
O Facebook certamente tem a vantagem agora quando o assunto é base de usuários, mas a companhia não pode apenas fingir que o Google+ vai seguir os passos dos antecessores Wave ou Orkut e morrer em silêncio.

Se as duas empresas se afastarem, os usuários frustrados por terem que se repetir e subir as mesmas fotos várias vezes vão acabar escolhendo a rede social mais nova em vez da velha e cansada. Como referência, é possível lembrar da batalha Facebook x MySpace entre 2004 e 2010 – com a diferença que dessa vez o Facebook está arriscado a cometer os erros do MySpace.

Em vez disso, o Facebook deveria deixar as diferença de lado e permitir que os usuários do Google+ importem seus amigos do Facebook. O site de Zuckerberg deve lidar com o Google+ da mesma maneira que lidou com o Twitter: permitindo que os usuários do Google+ compartilhem suas atualizações no Facebook e, em troca, abrir seu conteúdo para a rede da Google.

Imagine exportar seus amigos do Facebook para o Google+, organizá-los em Círculos menores e em um Círculo maior do “Facebook”, e então atualizar seu status no Google+ com a hashtag #fb (como o Twitter permite que você faça) para fazer com que o update apareça no seu feed de notícias do Facebook.

No final das contas, o Facebook iria facilitar um maior compartilhamento em seu site, ao receber atualizações do Google+ e do Twitter integradas em seu feed de notícias, o que ajuda na vida dos anúncios mais direcionados. E talvez com uma aliança mais “light” entre Facebook, Google+ e Twitter, os usuários possam construir redes sociais mais intrincadas – e nenhuma delas precisa morrer.

Construa um Ecossistema
O Facebook possui cerca de 700 milhões de usuários por uma razão: é funcional. Por mais que todo mundo goste de reclamar, o site tem muitos ótimos recursos – como o chat e eventos – que parecem difíceis de ficarem melhores em outro lugar. Mesmo assim, se o Facebook quiser sobreviver, precisa combinar diferentes recursos juntos de uma maneira que mantenha as pessoas no site.

Apesar de o Facebook ser uma ótima plataforma para muitas coisas, não é a parada obrigatória para serviços na web que o Google está se tornando rapidamente.  Lembre que o Facebook e a Google estão competindo para ser destinos da rede “always on”. O problema com a abordagem modular do Facebook é que me dá muitas razões para sair. Muitas vezes me pego navegando fora do Facebook para alguns serviços essenciais que o site não fornece, ou fechando a janela quando já fiz minhas coisas na página.

E o Facebook não está de olhos fechados para o problema. Na conferência de imprensa da última semana, Zuckerberg falou de uma visão para o futuro em que o Facebook faria parcerias com outros sites para levar o compartilhamento pela rede. Mesmo que você esteja no Hulu, por exemplo, ainda estaria compartilhando no Facebook.

Mas eu gostaria de ter mais compartilhamento no próprio Facebook. O site precisa pensar em seus serviços não como apps modulares, individuais, mas como serviços conectados, da mesma forma que a Google. Os recursos grupos, chat e eventos estão começando a ganhar um pouco de integração, mas a gigante das redes sociais ainda tem um longo caminho antes que um usuário possa, por exemplo, organizar, criar e compartilhar um evento apenas no Facebook.

Livre-se dos Apps
Quando o Facebook lançou sua plataforma de Apps há alguns anos, parecia algo legal no início. Você podia adicionar vários dispositivos ao seu perfil, como um quiz de política, ou um app em que seus amigos podiam desenhar imagens suas. Para mim, a curiosidade passou rápido, e – com algumas poucas exceções – os Apps tornaram-se mais um incômodo do que um benefício.

A plataforma Apps permitiu algumas funcionalidades legais e úteis. Por exemplo, é possível fazer login em outros serviços, como StumbleUpon, usando sua conta no Facebook. E a plataforma permite que o usuário faça upload de fotos do seu computador para o Facebook, com o iPhoto (para Mac) – sem precisar entrar no site do Facebook.

Mas os incômodos superam os benefícios da plataforma atualmente (e como serviços como Flickr e Twitter mostram, você não precisa de algo tão grande quanto o Facebook Apps para fazer integração com outros apps e sites possíveis). Meu feed do Facebook está lotado de mensagens de amigos sobre o FarmVille. A qualquer hora do dia, sempre tenho vários pedidos e convites de apps esperando por mim.

Acima de tudo, os Apps tiram um pouco do que tornou o Facebook uma alternativa atraente ao MySpace em primeiro lugar. Em seus primeiros anos, o Facebook era um site limpo e bem desenvolvido que tornava fácil se conectar com as pessoas que você conhecia. A chegada dos Apps foi um golpe bem significativo. E apesar de o Google+ ainda precisar de alguns ajustes, ele já faz um bom trabalho em conseguir fazer algo pelo qual o Facebook era conhecido.

Concorra com o “Círculos”
Se a principal inovação do Google+ (até agora) são os chamados Círculos, e a ideia de que seu gráfico social não se resuma ao binário “amigo” ou “não amigo”, então o Facebook poderia competir de forma bastante rápida. O site de Zuckerberg já tem um recurso de Listas, apesar de poucas pessoas usarem. Na interface Amigos, você pode clicar em Gerenciar Lista de Amigos, e começar a dividir seu gráfico social. Você pode até colocar amigos em mais de uma lista, assim como pode colocá-los em vários Círculos no Google+. Atualmente, as Listas são controladas apenas para controlar quem pode ver determinadas partes do seu perfil. Você também pode enviar mensagens para uma lista, mas há um limite de 20 recipientes por mensagem.

Realmente, tudo que o Facebook precisa fazer é tornar o recurso de Listas mais proeminente e onipresente. Se o Facebook permitisse que posts na mural, compartilhamento de vídeo e fotos, convites de eventos e todos os outros níveis de compartilhamento fossem enviados para listas específicas, a companhia conseguiria essencialmente reproduzir a funcionalidade do Círculos. Obviamente, o Facebook gostaria de incitar os usuários a colocarem seus amigos em uma lista cada sempre que adicionarem um amigo, e toda a interface do Listas precisa de ajustes, mas esses são problemas que pode resolver a curto prazo. A tecnologia básica – a parte difícil – já é parte da plataforma.

Diminua as notificações
Facebook, eu e você tivemos algo bom por um tempo. Ao contrário do MySpace, você não tinha muitas crianças de 13 anos, não permitia texto com “brilho” ou papéis de parede bizarros nos perfis, e você facilitou o processo de entrar em contato com as pessoas que conheço há muitos anos.

Então de repente o meu feed de notícias ficou cheio de coisas com as quais não me importo.

Eu realmente não quero saber toda vez que meus amigos viram amigos de alguém que eu não conheço. Apesar de podermos esconder alguns amigos e apps para limpar a bagunça, as opções para isso ainda são limitadas. Ou eu posso esconder um único post ou apagar completamente para que a pessoa não apareça mais no meu feed de notícias. Por que não apenas dar a opção de esconder as notificações quando alguém muda sua foto de perfil, ou quando entram ou saem de um relacionamento?

Atualmente o Facebook tem muita bagunça, mas não ouso “silenciar” nenhum amigo porque não quero tirá-los de meu radar social. Dê-nos mais controle para filtrar o que vemos em nosso feed de notícias, e talvez, apenas talvez, eu volte para “cutucar” alguém. Até lá, o Facebook acabou para mim. Estou mudando para o Google+, a nova rede social atraente do pedaço.

 

Via IDG News



publicado por olhar para o mundo às 15:07 | link do post | comentar

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