Quarta-feira, 21.03.12

O físico usou, entre outros, dados do acelerador de partículas (LHC) instalado no CERN, na Suíça
O físico usou, entre outros, dados do acelerador de partículas (LHC) instalado no CERN, na Suíça (Denis Balibouse/Reuters (arquivo))
Primeira pergunta que nos vem à cabeça: para que serve a partícula subatómica mais leve de sempre? A desanimadora resposta é que ainda não se sabe. Mas sublinhe-se o “ainda”.

O investigador holandês Eef van Beveren, físico teórico da Universidade de Coimbra, que reclama ter identificado o novo bosão, avisa que “as implicações desta descoberta são de longo alcance, não apenas para física hadrónica (física das partículas que estuda as interacções fortes), mas também para física das altas energias e cosmologia.

A partícula até poderá ser utilizada como uma fonte de energia nuclear mais limpa, dado que se desintegra totalmente sem deixar resíduos”. Porém, o futuro promissor deste avanço no complexo mundo da física ainda estará longe, porque, admite o investigador, “para já, além da sua existência, não sabemos quase nada sobre esta partícula”.

“Ninguém estava à espera de uma descoberta destas”, repete Eef van Beveren sem esconder o entusiasmo. Eef van Beveren descreve esta nova partícula E(38) como uma “bolha de sabão”, acrescentando que é 25 vezes mais leve do que um protão e três vezes mais leve que um pião (a mais leve partícula que participa nas interacções nucleares). 

O físico reconhece que é necessário ainda realizar estudos para avaliar as suas propriedades e o seu armazenamento, mas não hesita em anunciar o potencial do novo bosão. Para se imaginar a capacidade desta partícula, o físico calcula que “um miligrama desta matéria dará para um megawatt durante um ano”. 

“A descoberta da E(38) constitui uma surpresa completa para a comunidade científica, porque se trata de uma partícula muito especial e mais leve do que quaisquer outras partículas com (anti)quarks. Descobertas destas só há uma vez por século!”, afirma o físico, que compara este feito ao momento em que o mundo da física percebeu que o átomo era composto por núcleo e electrões. 

Já há vários anos que o físico teórico teimosamente insiste em explorar o modelo (matemático) que concebeu com o cientista George Rupp, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e que foi apresentado pela primeira vez no início da década de 80. Há mais de 20 anos que suspeitava da existência desta nova partícula subatómica ou, como faz questão de corrigir em conversa com o PÚBLICO, “talvez seja mais correcto chamar-lhe subnuclear”. 

Desta vez, analisou os resultados obtidos com as experiências nos aceleradores de partículas em Bona (Alemanha) e no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na Suíça), entre outras instituições. O modelo de Van Beveren e Rupp permite descrever pormenorizadamente uma classe de partículas elementares, os mesões [partículas compostas por um quark e um antiquark]. 

Assim, segundo explica o comunicado da UC divulgado ontem, o físico “‘varreu’ todos os eventos registados nas experiências, mesmo os considerados irrelevantes, e num determinado espaço, um ínfimo espaço, registou uma quantidade de 46 mil eventos com 13 sigma de significância (o que é considerado mais que suficiente para a existência de uma partícula), ou seja, a evidência clara de um novo bosão”. Para reivindicar uma descoberta é preciso encontrar, pelo menos, 5 sigma de significância (um indicador de relevância estatística). “O que temos é um sinal muito claro, um pico enorme (ver imagem). Já há muito tempo que pensava nisto, fui o único a procurar e certo dia encontrei. Aqui está!”, conclui. 

Para Brigitte Hiller, outra física da Universidade de Coimbra citada no comunicado, “a evidência da existência desta nova partícula de extrema leveza, a confirmar-se, terá implicações extraordinariamente importantes para a física, porque, na comunidade dos físicos das partículas, ninguém esperava que existisse uma partícula numa zona de energia tão baixa”. 

Partindo do princípio básico de que um átomo tem em si inúmeras partículas (subatómicas) – as mais celebres são os electrões, protões e neutrões –, há muito que se explora este mundo da matéria. Em Dezembro, anunciava-se a descoberta de outra partícula subatómica – o bosão “chi b(3P)” – feita com o acelerador de partículas (LHC) do CERN. É também no Laboratório Europeu de Física de Partículas que se procura – numa aventura que é seguida atentamente pelos media – o tão popular bosão de Higgs, a partícula que poderá explicar a origem da matéria no Universo (e que, por isso, já ficou conhecida por “partícula de Deus”). Sobre isto Eef van Beveren prefere não fazer comentários. “São coisas que prefiro guardar no meu laboratório”, refere apenas, notando que o modelo padrão usado no CERN é diferente do modelo que desenvolveu, ou seja, métodos de procura diferentes que podem levar a descobertas diferentes.

 

Via Público



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Sexta-feira, 17.02.12

FIFA analisa


O Comité Disciplinar da FIFA está a analisar todas as transferências mediadas pelo empresário Juan Figger, entre elas as de Hulk e Walter para o FC Porto, depois de ter sido informada de “eventuais irregularidades”.


“Nesta fase não existe qualquer investigação oficial. Falar de consequências disciplinares é, neste momento, especulativo”, explicou fonte da FIFA.

Segundo a agência Bloomberg, a FIFA estaria a investigar todas as transferências mediadas pelo agente uruguaio, que também negociou com o FC Porto Hulk e Walter (entretanto emprestado ao Cruzeiro) por intermédio do clube Atletico Rentistas, também do Uruguai.

A mesma agência escreve que Figger começa por colocar os seus jogadores no Atletico Rentistas para depois os negociar com outros clubes, canalizando as verbas para a Lamico, uma empresa deste agente FIFA, segundo o presidente daquele pequeno clube uruguaio, Mario Bursztyn.

Desde 2010, a FIFA regula todas as transferências por intermédio de uma base de dados, a Transfer Matching System, onde são registados todos os dados das transferências de jogadores, permitindo à FIFA avaliar a legalidade dos negócios.

O artigo 18 do regulamento de transferências barra a interferência de terceiros na independência dos clubes, em matéria de política laboral, transferências e desempenho.

Se verificada alguma destas ingerências de terceiros, “o Comité Disciplinar da FIFA pode impor medidas disciplinares aos clubes que não cumpram as obrigações previstas”, como refere o ponto 2 do mesmo artigo.

 

Via Público



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Quarta-feira, 15.02.12
Instituto Superior Técnico obrigado a suspender centenas de projectos de investigação
Problema resolvia-se com alteração no decreto (Helder Olino (arquivo))
O Instituto Superior Técnico (IST) vai ser obrigado a suspender centenas de projectos de investigação envolvendo dezenas de milhares de euros caso seja aplicado o decreto-lei que estabelece as normas de execução orçamental para o corrente ano.

Em declarações ao PÚBLICO, Arlindo Oliveira, presidente do IST, defendeu que a norma que proíbe os organismos públicos de assumirem compromissos se não tiverem disponibilidade financeira a curto prazo “não é exequível no caso dos projectos de investigação” das universidades. “Temos de contratar pessoas, equipamento e só depois no fim com os resultados do projecto é que recebe o financiamento”, explicou.

Arlindo Oliveira salientou que já chamou a atenção ao Ministério da Educação e Ciência, que “também está preocupado com esta situação”. 

Para o presidente do Técnico, este problema resolvia-se com duas soluções: se a obrigação prevista no decreto-lei nº32/2012, publicado anteontem em Diário da República, “não se aplique às receitas próprias das universidades mas só às verbas provenientes do Orçamento do Estado”. E se, por outro lado, “os fundos [do OE] que já cá estão disponíveis de anos anteriores também sejam considerados para efeitos desta disponibilidade”.

Num comunicado enviado hoje às redacções, o IST alerta que não é só a actividade científica que está em risco mas também a “prestação de serviços por um período indeterminado”. “Este bloqueio, que é irrazoável para instituições do ensino superior com significativa actividade geradora de receitas próprias, poderá implicar que o IST perca milhões de euros” e contribuir “para a fuga de talentos e a degradação do tecido científico nacional”, lê-se no comunicado. 

 

Via Público



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Sábado, 04.02.12

Jovem investigador português desenvolve nova estratégia para

 

É quase como um correio de droga. Trata-se de anticorpos munidos de uma substância com uma missão: chegar aos vasos sanguíneos do tumor e destruir as células cancerígenas.

 

Experiências realizadas mostraram que este método tem resultados terapêuticos no combate ao cancro. É o que revela o estudo de Gonçalo Bernardes, 31 anos, doutorado em Química Biológica pela Universidade de Oxford, e da sua equipa, publicado recentemente na revista científica "Angewandte Chemie".

 

Quando chega ao destino - os vasos sanguíneos que circundam o tumor -, a droga é libertada através de um estímulo químico, exercendo uma função terapêutica. Chegando a este local, esta bloqueia a entrada de nutrientes que alimentam o tumor. A novidade aqui não está na ideia de matar o tumor à fome, que já é uma abordagem sobejamente explorada pela comunidade científica, mas sim na estratégia desenvolvida por Gonçalo Bernardes e a sua equipa.

 

Drogas conjugadas com anticorpos

“Os anticorpos que criámos são específicos para um receptor que está presente nos novos vasos sanguíneos e isso traz uma grande vantagem. É que estas drogas conjugadas com anticorpos podem ser virtualmente usadas para o tratamento de qualquer tipo de tumor sólido. A formação de vasos sanguíneos é uma característica comum a todos os tumores” explicou ao P3 Gonçalo Bernardes.

 

O facto de ser específico para os vasos sanguíneos apresenta ainda uma outra vantagem. “Os mecanismos de resistência do tumor vão ser muito menores do que no caso dos anticorpos específicos para receptores que estão na superfície das células cancerígenas, pois estas podem estar em constante mutação”, salienta o investigador que, há cerca de dois anos, trabalha em Zurique.

 

Uma terapia menos dolorosa

“Existe uma esperança em se conseguir um tratamento alternativo mais específico, mais eficiente e menos doloroso para quem tem cancro”, concretiza. Contudo, não é possível prever quando (e se) a droga poderá ser aprovada para estudos clínicos.

 

Seria, portanto, uma alternativa à quimioterapia. Nesta, o que acontece é que a droga usada não distingue as células saudáveis das células cancerígenas, limitando a quantidade que é possível utilizar e prejudicando a eficácia do tratamento.

 

A investigação, feita com base em testes com ratinhos, trouxe como resultados um efeito terapêutico, em que são suprimidas as células cancerígenas. Contudo, são necessárias mais investigações, dado que o cancro não é eliminado.

 

Próximos passos? “Queremos modificar a droga tornando-a mais potente, para que tenha uma capacidade mais forte para matar as células tumorais e testá-la em ratinhos e ver qual é a reacção em diferentes tipos de tumor. Com esta conjugação de droga e tipo de anticorpos, pensamos que talvez possamos chegar a efeitos terapêuticos superiores aos que conseguimos ter com o modelo actual”, responde Gonçalo Bernardes.

 

Via Público



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Sexta-feira, 03.02.12

“Machos latinos” mais vulneráveis à disfunção eréctil?

 

A disfunção eréctil é um problema extremamente grave, que mexe com a masculinidade e que tem implicações gravíssimas”, afirma Pedro Norte, coordenador do Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana (SexLab). O que não se sabe é que muitas vezes não está sequer associada a factores médicos, mas sim a uma condição psicológica que advém das crenças sexuais de cada pessoa, da personalidade, do afecto em geral ou da tendência para a excitação ou a inibição sexual. 

 

Até agora, os investigadores ainda só começaram o estudo piloto, mas já avançam com algumas hipóteses polémicas. Uma das crenças sexuais que dizem poder ser mais propensa a factores de risco psicológico é a crença do “macho latino”. 

 

“Os homens vêem-se a eles próprios como máquinas e o sexo é algo que nunca pode falhar. Ou seja, a ideia de sexualidade implica desempenho sem falhas, perfeição. E o homem tem de estar sempre pronto para desempenhar o seu papel independentemente de estar cansado, de ter tido problemas ou de ter bebido de mais”, explica Pedro Nobre.

 

Não é permitido falhar

O “macho latino” pode, efectivamente, ter um maior número de parceiras, estar mais disponível e mesmo ter uma vida sexual mais activa e satisfatória do que qualquer outro homem. Mas nem tudo dura para sempre e a busca pela perfeição pode tornar-se num factor de risco.

 

“Se um dia não corre tão bem, não é como descer um degrau, é como cair de um precipício. Aquele homem não está preparado para que as coisas não corram bem. Estas crenças são muito elevadas”, explica Pedro Nobre.

 

E a falha acaba por chegar, nem que seja quando se começam a conjugar factores psicológicos com condições clínicas próprias da idade, como a toma de medicamentos ou a diminuição da reposta sexual.

 

Depois da primeira má experiência, tudo vai ser diferente na cabeça destes homens. “A próxima relação vai ser um teste, não uma forma de dar e receber prazer”, explica o investigador.

 

E é por causa deste alheamento ou “distração cognitiva” que é muito provável que o homem volte a falhar e isto se torne de facto numa condição clínica. ”A probabilidade de falhar é muito maior e com duas experiências de insucesso é provável que o problema comece a persistir”, explica Pedro Nobre.

 

Não é só um problema da meia idade

Mas desengane-se quem pensa que este é um problema da meia idade. Existem jovens que antes de terem tido sequer a sua primeira relação sexual já têm um problema grave.

 

“É o mito comum da penetração vaginal: se um homem não tiver uma erecção, nunca pode satisfazer a mulher. E isso é realmente um mito”, afirma Pedro Nobre.

 

O Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana, da Universidade de Aveiro, vai levar a cabo este estudo com uma amostra clínica de homens e mulheres com e sem dificuldades sexuais. Este será o primeiro estudo em Portugal a avaliar a resposta sexual fisiológica em laboratório com recurso a voluntários com disfunção sexual.

 

Via P3



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Sábado, 07.01.12

Bióloga portuguesa integrou equipa de investigação que descobriu um mundo "perdido" de novas espécies de fauna a 2000 metros de profundidade.


Via Expresso

 



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Sexta-feira, 04.11.11

O motor de busca mais avançado do que a pesquisa avançada?

Investigadores portugueses estão a desenvolver um motor de busca que quer dar respostas mais específicas do que os "softwares" convencionais, como o Google

 

Imagine um motor de busca de viagens que lhe dá exactamente o que procura quando preenche um formulário. Agora imagine-se a preencher um formulário semelhante e a obter resultados parecidos, mas para qualquer tipo de assunto. É esta a ideia do World Search, um programa que está a ser desenvolvido por um grupo de investigadores portugueses em parceria com a Microsoft.

 

O objectivo é desenvolver um motor de busca mais eficaz do que aqueles que usamos hoje em dia, capaz de responder aos pedidos, relacionando a informação dada com um raciocínio lógico. “Queremos fazer o que os sites de viagens fazem, mas não para um nicho, queremos fazê-lo para quase tudo”, explica Nuno Silva, investigador responsável pelo projecto no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

 

A ideia resulta do “esforço científico de uma década”, explica: o aparecimento da web semântica, em contraponto com a web sintáctica - que é aquela que usamos habitualmente e a que temos acesso com motores de busca como o Google - abriu novas possibilidades. Ao aceder ao World Search, o utilizador terá disponível um formulário “muito mais complexo e específico” do que a página de um motor de busca convencional. Uma espécie de pesquisa avançada? “É isso, mas mais avançado do que a pesquisa avançada”, garante Nuno Silva.

 

Resultados em seis meses


Os formulários gerados por este novo motor de busca serão “construídos à imagem da informação requerida, e diferentes, consoante o tema pesquisado”. Nuno Silva explica: “O motor gera automaticamente o formulário no momento em que se pede a informação, tendo em conta o tema pesquisado”.

 

O projecto – que arrancou em 2007, a partir de um esforço conjunto do ISEP e da Maisis, uma empresa de tecnologia de Aveiro – deve apresentar os primeiros resultados públicos “nos próximos seis meses, seja em forma de artigo científico, seja em protótipos parciais da tecnologia”.

 

É uma investigação – da qual são também parceiros a Universidade de Aveiro, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Ponto C e a iZone, duas empresas de tecnologia de Aveiro, e a PT – que não tem como objectivo imediato a criação de uma "start-up". “As empresas envolvidas vão fazer uso da tecnologia desenvolvida e da investigação que está a ser feita já, não antevejo a criação de uma 'start-up' nos próximos dois anos”, afirma Nuno Silva.

 

Complemento, não concorrente


Tal cenário só poderia ser possível a partir da “investigação, que ainda não está tão próxima do mercado, mas que está já a ser desenvolvida nas universidades”, admite o docente do ISEP. Na prática, o World Search terá dois alvos: o público em geral e o mundo empresarial. “Dentro das empresas, este tipo de aplicação permite rentabilizar o conhecimento, torná-lo mais acessível”, diz Nuno Silva. 

 

Em comum com o Google, o Yahoo! ou o Bing, o World Search tem apenas a designação “motor de busca”: “Não há qualquer lógica de concorrência, eles são muito bons no que fazem”. A relação, afirma Nuno Silva, "será mais de complementaridade".

 

Via P3



publicado por olhar para o mundo às 08:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 27.10.11
Portugueses desenvolvem cerveja que faz bem à saúde
Dois investigadores da Universidade do Minho (UM) apostaram na criação de cerveja «100 por cento natural e artesanal», um produto que em breve passarão a produzir e a servir no restaurante que vão abrir «muito perto de Braga».

«É um conceito inovador em Portugal, que acreditamos que tem viabilidade. No próprio restaurante teremos uma mini-fábrica de cerveja, 100 por cento natural, feita exclusivamente com cereais de produção biológica. E é essa mesma cerveja que será servida ao cliente», disse, à Lusa, um dos investigadores.

 

Francisco Pereira explicou que a cerveja «não é filtrada, ou seja, contém a própria levedura, sendo assim uma fonte de sais minerais, vitaminas e compostos para regulação do nosso organismo».

 

«Não tem químicos nem conservantes, pode-se dizer que é uma cerveja que faz bem à saúde», acrescentou.

 

Francisco Pereira abriu com Filipe Macieira uma empresa que, neste momento, tem uma capacidade de produção na ordem dos 300 litros de cerveja por mês.

 

Uma produção que, garante, é escoada «em poucos dias», um sinal da «grande aceitação» que o produto tem tido no mercado.

 

É servida em garrafas de 0,75 litros, com rolhas de cortiça, semelhantes às do champanhe, ao preço de três euros e meio.

 

Até ao momento, os investigadores já desenvolveram cinco tipos de cerveja, sendo a de trigo, ao estilo alemão, a que tem tido mais aceitação.

Destaque também para a «belgian ale», com 10 por cento de álcool, que é a mais forte.

 

No campo oposto, figura a pilsner checa, a mais leve de todas e a mais indicada para beber «descontraidamente numa esplanada».

 

Além da venda no seu restaurante, os investigadores projectam também distribuir as suas cervejas pelo mercado.

 

Francisco Pereira e Filipe Macieira são doutorandos em soluções para a indústria da experimentação e para a indústria cervejeira.

 

Via Público



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Terça-feira, 30.08.11
Próxima etapa da investigação será em Setembro
Próxima etapa da investigação será em Setembro (DR)

Nos jardins de “King’s Knot”, em Stirling Castle, na Escócia, foi encontrada uma fortaleza circular coberta com relva pelos arqueólogos da Universidade de Glasgow. Os investigadores suspeitam que por baixo daquele achado possa estar a Mesa Redonda do Rei Artur. Os jardins onde desde Maio estão a decorrer as investigações datam de 1620, embora se estime que a forma circular descoberta seja mais antiga.

 

O objectivo da investigação, que decorreu em conjunto com a Stirling Local History Society(SLHS) e a Stirling Field and Archaeological Society , é descobrir mais segredos sobre a história para além dos que já foram desvendados. A Mesa Redonda do Rei Artur era o local onde os cavaleiros se reuniam para debaterem os problemas de segurança do reino, mas ao contrário do que acontecia em outras reuniões da época, estes cavaleiros não se diferenciavam através de classes sociais. 

Esta não é a primeira vez que alguém tenta descobrir mais mistérios em torno da Mesa Redonda. Também Carlos I, no século XVII, tentou investigar mais segredos na mesma zona onde agora estão a decorrer as investigações. 

O historiador John Harrison, presidente da SLHS, revelou que “os arqueólogos estão a utilizar uma técnica de teledetecção geofísica e ao que parece localizaram uma vala circular por baixo de ‘King’s Knot’”, cita o jornal britânico The Daily Telegraph. Harrison que estudou o “King’s Knot” durante 20 anos acrescenta: “É um mistério que os documentos não podem resolver, mas a geofísica deu-nos novas perspectivas.” 

O coordenador do projecto, o arqueólogo Stephen Digney, defende que a área em torno do Stiling Castle “tem algumas das mais belas paisagens da Europa medieval”, e que por isso esta “investigação é um passo empolgante que conta com o esforço sério para explorar, explicar e interrogar”. 

Alguns escritores medievais fizeram referência ao local como sendo a principal localização para a famosa Mesa Redonda do Rei Artur. O poeta escocês John Basbour disse, em 1375, que a mesa redonda estava no sul de Stirling Castle, e em 1478, foi a vez de William de Worcester contar como é que o “Rei Artur manteve a Mesa Redonda em Stirling Castle”.

 

Via Público



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Segunda-feira, 22.08.11

Minho cria embalagem comestível para alimentos

 

Nanotecnologia permite aumentar tempo de conservação dos alimentos. Lacticínios serão os primeiros a adoptar tecnologia.

 

Não se vê, não tem cheiro, mas come-se. A Universidade do Minho está a propor uma revolução na indústria alimentar: uma película que permite embalar alimentos, aumentando o seu tempo de conservação, mas que é de tal forma fina que é invisível. E pode comer-se, porque na sua base está um material 100 por cento seguro para o consumo humano.

Os alimentos são cobertos com uma solução líquida que contém uma nanopartícula que, depois de seca, vai criar uma película protectora. Este material impede que os microrganismos contaminem o fruto ou legume, resolvendo problemas de segurança alimentar. "Na prática, isto é uma barreira", explica José Teixeira, investigador da Universidade do Minho (UM) que coordena a equipa de cinco pessoas que desenvolveu esta inovação.

O material que está na base desta solução é usado há vários anos na indústria alimentar. Trata-se de polissacáridos, que estão na base dos caldos de cozinha, por exemplo. A novidade está na forma como é posto ao serviço da segurança dos alimentos. A tecnologia desenvolvida no Minho apresenta um conjunto de vantagens que leva os seus responsáveis a acreditar que podem revolucionar o mercado alimentar. 

Deterioração diminui

Os produtos envolvidos com esta nano-película ficam menos expostos à deterioração natural, aumentando o período durante o qual é possível consumi-los. No caso dos morangos - um dos frutos em que a aplicação desta tecnologia está mais desenvolvida - foram conseguidas reduções das perdas de 30 por cento.

"O consumidor não vê, não sente e pode comer o alimento sem problemas", garante José Teixeira. A solução permite aumentar o tempo de prateleira dos alimentos e reforçar a segurança alimentar. Além disso, a membrana pode tornar-se um veículo de acrescento de valor acrescentando, permitindo a incorporação de compostos bioactivos nos alimentos, como antioxidantes ou antibióticos A nanopelícula pode ser aplicada de três formas. A mais fácil é a imersão dos alimentos num líquido viscoso com as características necessárias à sua protecção, mas é uma solução mais cara, porque gasta maior volume de material. Os investigadores têm agora trabalhado num modelo de aspersão, que pode ser adaptado às soluções já existentes na indústria alimentar para a lavagem dos alimentos. A UM está ainda a desenvolver uma aplicação em filme, muito semelhante às películas aderentes que são normalmente usadas nas cozinhas domésticas.

O queijo Quinta das Marinhas fará, em breve, o primeiro grande teste a este invento. Os produtos embalados com a nanopelícula desenvolvida no Minho chegarão em breve ao mercado, dando resposta a um problema que a empresa - que há vários anos trabalha com a UM - enfrentava e que é comum a várias empresas de lacticínios. O queijo é um alimento facilmente perecível, o que obriga a rotações constantes dos stocks nos supermercados, implicando muitas vezes grandes perdas para os produtores.

A invenção da equipa coordenada por José Teixeira reduz em 20 por cento as perdas de massa do queijo, que assim poderá passar mais tempo nas prateleiras das lojas. Este tipo de soluções já está a ser testado com outras duas empresas de lacticínios e há também empresas do Brasil interessadas em aplicar a tecnologia.

A nova solução parte da investigação em nanotecnologia aplicada a embalagens na indústria alimentar em que este grupo da UM se tem especializado. A área está em forte expansão e o mercado que representava, em 2002, 150 milhões de dólares anuais, deverá valer, no próximo ano, qualquer coisa como 20 mil milhões de dólares, apontam as últimas estimativas.

Brasileiros querem melhorar qualidade

A embalagem comestível desenvolvida pelo Instituto para a Biotecnologia e Bioengenharia (IBB) da Universidade do Minho é um dos projectos de um consórcio internacional a que a instituição está associada, juntamente com outros cinco centros de investigação e universidades de Portugal e Espanha.As universidades de Aveiro, Vigo, País Basco e Complutense de Madrid, bem como o Centro de Investigação Valenciano IATA-CSIC são os restantes parceiros, que estão a desenvolver outras aplicações da nanotecnología aplicada à industria alimentar. O próprio desenvolvimento da nanopelícula contou com a participação de investigadores de universidades cubanas e brasileiras. Essa abertura levou a que algumas empresas do Brasil estejam a estudar a hipótese de aplicar a invenção aos frutos tropicais que exportam para a Europa, para melhorar a sua qualidade.

 

Via Público



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Quarta-feira, 09.02.11

Investigadores portugueses e o método para datar árvores

 

As oliveiras antigas, basta terem mais de 150 anos, ficam com o tronco oco. Sem a parte mais antiga para contar os anéis de crescimento ou fazer uma datação com carbono 14, André Soares dos Reis, proprietário de uma empresa que vende oliveiras ornamentais, estava a ver-se confrontado com um problema: como garantir aos clientes a idade das oliveiras antigas?

Bateu a várias portas, todos lhe diziam que isso era impossível. Não desistiu e, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) encontrou quem aceitasse o desafio de desenvolver um método de datação de árvores antigas.

Também o engenheiro florestal José Luís Louzada, da UTAD, começou por dar uma resposta negativa a André Soares dos Reis, proprietário da empresa Oliveiras Milenares, no Vimieiro, perto de Arraiolos. Mas a insistência do empresário foi tal que José Luís Louzada acabou por lhe dizer: "Neste momento, não há desenvolvido nenhum método, a não ser que estudemos o problema para ver se conseguimos arranjar um método alternativo. Está disposto a pagar, podendo nunca chegar-se a bons resultados?"

Entre 2007 e 2008, e pagas "algumas dezenas de milhares de euros" pelo empresário, diz José Luís Louzada, estava desenvolvido um método e as oliveiras puderam passar a ter um certificado oficial a atestar a idade. 

Como é que o investigador, com outros colegas da UTAD, resolveu o problema dos troncos ocos? "Já que não podíamos contar os anéis ou fazer a datação por carbono 14, fomos encontrar um modelo matemático que relacionasse a dimensão da árvore com a idade. Mas precisávamos de saber quanto tempo esta espécie demora a atingir determinada dimensão."

Para tal, a equipa teve de estudar os padrões de crescimento da oliveira, no clima português, e usou uma abordagem que faz lembrar as matrioskas, as bonecas russas que vão saindo umas de dentro das outras, na questão dos troncos ocos. "Partimos progressivamente de árvores maiores para mais pequenas, que tinham a parte central do tronco intacta, para estudar o crescimento desta espécie. Nessas árvores, já podíamos contar os anéis e sabíamos a sua forma e dimensão."

Com esses dados, fez-se um modelo matemático, que relaciona a idade, para esta espécie, em condições mediterrânicas, com características do tronco como o perímetro e o raio. Ficou então a saber quantos anos têm de passar até uma oliveira atingir certa dimensão. "Depois de termos esta função, sabe-se a idade de qualquer árvore. Basta medi-la e introduzir os dados num programa de computador."

Datação até três mil anos

Em rigor, a equipa desenvolveu mais do que um modelo matemático. Um deles é para árvores com 500 a 600 anos, com uma margem de erro de cerca de um por cento. A partir daí, não funciona bem, pelo que se aplica outro modelo, com dois por cento de margem de erro: "Numa árvore com mil e tal anos, são mais ou menos 20 anos de erro, o que não é nada. Até três mil anos, este modelo funciona bem", diz José Luís Louzada. 

Para validar o método, dataram-se com carbono 14 algumas árvores com o tronco intacto, no Instituto Tecnológico e Nuclear, em Sacavém.

O método permite ainda datar oliveiras novas sem lhes causar danos. Pelos métodos tradicionais, para aceder à parte central, a zona mais velha, formada nos primeiros anos de vida, ou corta-se a árvore ou retira-se um cilindro de madeira com uma broca.

"Desenvolvemos de raiz uma metodologia que permite datar árvores por um processo rápido, não destrutivo, que não provoca qualquer lesão e, talvez o aspecto mais importante, é exequível em árvores ocas", resume José Luís Louzada. "A nível mundial, não existia qualquer método de datação de árvores antigas que satisfizesse todos estes requisitos, o que revela o seu carácter inovador."

Por causa disso, André Soares dos Reis quis proteger o método com uma patente, em partes iguais entre o empresário e a UTAD, para que a concorrência não certifique a idade de árvores velhas. No final de 2008, o pedido deu entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Passados os dois anos em que teve de ficar pendente, verificando-se se há patentes iguais, a patente deve estar a sair em breve, diz José Luís Louzada. "A patente é do método em si. Neste momento, é para oliveiras, mas pode ser aferido para diferentes espécies."

A ideia é estender o registo de patente à União Europeia, até porque é para Espanha, França e Alemanha que André Soares dos Reis mais exporta oliveiras. Seguem agora acompanhadas por um certificado da UTAD. "Este é um bom exemplo da aplicação e transferência directa da investigação para o mercado", diz Louzada.

A empresa de André Soares dos Reis certifica igualmente a idade de oliveiras vendidas por outras empresas. Ou, como sucedeu agora, o empresário ofereceu ao Convento do Espinheiro, em Évora, a datação da oliveira no seu jardim. Tem 1098 anos, e o certificado é entregue a 19 de Fevereiro. 

Mesmo com tal idade, é uma jovem ao lado de uma oliveira do aldeamento turístico de Pedras d"el Rei, perto de Tavira, classificada como árvore de interesse público em 1984. Pelo método do carbono 14 - embora não se saiba quem fez a datação ou que parte da árvore, oca, foi testada -, terá 2016 anos. "Pelo nosso método", diz José Luís Louzada, "a oliveira de Pedras d"el Rei tem 2210 anos".

 

Via Público



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