Terça-feira, 12.06.12

Atletismo  Obikwelu em dúvida para os Jogos Olímpicos


O atleta Francis Obikwelu viu nesta segunda-feira confirmada a rotura de um músculo da perna direita, em dois locais diferentes, após exames complementares, estando a sua participação nos Jogos de Londres 2012 em risco.


Obikwelu sofreu uma lesão no decurso dos 100 metros do Nacional de Clubes de atletismo, que decorreu sábado em Lisboa, no Estádio Universitário.

De acordo com uma nota divulgada no sítio do Sporting, clube que o atleta representa, o velocista enfrenta “entre quatro e seis semanas de paragem”, com a sua participação nos Jogos Olímpicos de Londres “dependente da forma – e do cumprimento dos prazos estabelecidos – como recuperar desta lesão”.

Com cerca de 40 metros disputados nos 100 metros, Obikwelu, vice-campeão olímpico da distância em 2004 e antigo campeão europeu, parou, agarrado à zona da virilha.

Os Nacionais de Clubes ficaram ainda marcados pela rotura do tendão de Aquiles de Naide Gomes, lesão que deixa a atleta do Sporting de fora de Londres 2012.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 08:35 | link do post | comentar

Domingo, 29.04.12

Organização pretende aproximar atletas e público através das redes sociais, mas fixou regras restritivas

Organização pretende aproximar atletas e público através das redes sociais, mas fixou regras restritivas (Foto: Karl Mondon/Contra Costa Times/MCT)


Não há imagens em movimento de Atenas 1896, os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna. Apenas texto e fotografias. Os primeiros registos deste género aparecem quatro anos depois, em Paris, quando o cinema ainda era pouco mais que uma curiosidade. Leni Riefenstahl elevou o registo de imagens de desporto à categoria de arte em Berlim 1936 com “Olympia” e os primeiros Jogos com transmissão televisiva internacional foram os de Roma em 1960. Em 1991, a Internet tornou-se global, a tempo de apanhar Barcelona 1992 e em Pequim 2008 já existiam blogues, Twitter e Facebook. Mas são os Jogos de Londres do próximo Verão aqueles que estão a ser apelidados como os primeiros das redes sociais.

 

Mas serão verdadeiramente livres? Haverá uma partilha sem reservas de tudo o que seja experiência olímpica? De acordo com as regras estabelecidas pelo comité organizador, não. E as proibições não são apenas dirigidas aos espectadores. 

Os atletas também estão limitados nos conteúdos que poderão ter nas suas páginas durante os Jogos. Tudo em nome dos direitos de imagem e dos patrocinadores oficiais. A pena por desrespeitar estas regras por parte de um portador de bilhete ou de credencial dos Jogos pode ser a expulsão do evento.

Um exemplo dado por Zack Whittaker, jornalista da Zdnet.com: segundo os regulamentos, um atleta não poderia ter um vídeo na sua página de Facebook a falar sobre a sua marca preferida de cereais se esta não for uma patrocinadora dos Jogos. 

Guardian acrescenta outro exemplo extremo: e se Usain Bolt, recordista mundial dos 100m e 200m, divulgasse uma fotografia dele próprio a beber uma Pepsi, sendo que a Coca-Cola é que é o parceiro oficial dos Jogos? Poderia o jamaicano ser expulso dos Jogos? “Inconcebível”, diz Paul Jordan, especialista em “marketing”, ao mesmo jornal inglês. “Como em muitos regulamentos, algumas das sanções são muito rígidas e raramente usadas. Não haveria grande vontade em desqualificar atletas tão conhecidos [como Bolt].”

Para o portador de bilhete para uma das 26 modalidades que fazem parte dos Jogos há limitações sobre o tipo de fotografias e vídeos que pode colocar na internet. E a regra é suficientemente vaga para permitir várias interpretações. “Imagens, gravações de vídeo e de som dos Jogos feitas por um portador de bilhete não podem ser usadas para outro fim que não seja o uso privado e doméstico e um portador de bilhete não pode vender, transmitir ou divulgar vídeo e ou som, incluindo em redes sociais e na internet em geral”, diz o regulamento.

Caberá então à organização decidir o que é que é uso privado. Mas qual é o critério e como é que vai ser controlado? “Vamos ter uma abordagem de senso comum. Nós vendemos os direitos de transmissão, mas vamos conseguir controlar tudo? Claro que não. A Internet mudou o mundo e nós não somos tolos. A realidade é que vivemos num mundo em que meter coisas no Facebook está sempre a acontecer e não há muito que possamos fazer sobre isso”, diz à BBC Keith Mills, do comité organizador londrino.

Comité Português fixará regras

Da parte do Comité Olímpico de Portugal, serão estabelecidas regras específicas para a comitiva portuguesa dentro do regulamento interno no que diz respeito à utilização dos media sociais. Para já, o COP actualiza regularmente uma página no Facebook.

Mesmo com todas estas restrições, a organização dos Jogos pretende aproximar os atletas do público através das redes sociais e criou uma espécie de aldeia olímpica virtual, uma plataforma que agrega as contas de Twitter e Facebook dos atletas olímpicos.

“Com o lançamento do Hub, estamos a criar uma mudança de paradigma na comunicação durante os Jogos Olímpicos”, considera Alex Huot, responsável olímpico pelas redes sociais.

Entre o “top 5” dos atletas mais seguidos deste Hub, onde já estão mais de 1000 atletas, estão sem surpresa três basquetebolistas norte-americanos: LeBron James (14.477.055 seguidores), Kobe Bryant (12.203.912) e Dwyane Wade (8.435.136). 

Os tenistas Roger Federer (10.433.685) e Rafael Nadal (10.424.258) completam a lista dos cinco mais seguidos. Para já, Naide Gomes é a única atleta portuguesa integrada neste Hub, contando com 4382 seguidores.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 10:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 06.03.12

Atletas olímpicos britânicos aconselhados a evitar apertos de mãoAtletas olímpicos britânicos aconselhados a evitar apertos de mão

A recomendação partiu do departamento médico do Comité Olímpico Britânico (BOA) e tem como objectivo minimizar "o risco de doenças" durante os Jogos Olímpicos.


Segundo a BBC, Ian McCurdie, responsável pelo gabinete médico do BOA, refere que a intenção é “reduzir o risco de doenças e optimizar a resistência [dos atletas], minimizando a exposição a bactérias”. Para o médico, esta “não é uma coisa assim tão descabida para se aconselhar, pois durante uma prova, por vezes tem que se apertar a mão a uma fila de 20 pessoas”.

A proposta de McCurdie parece, porém, condenada ao insucesso e a BBC acrescenta que Zac Purchase, medalha de ouro pela Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, sugeriu, de forma irónica, que os britânicos andem com desinfetantes durante a prova.

Confrontado com a recomendação dos britânicos, Patrick Sanduscky, porta-voz da equipa olímpica norte-americana, garantiu que nenhum conselho ou aviso do género será dado aos atletas dos Estados Unidos que vão estar presentes em Londres.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:18 | link do post | comentar

Sábado, 11.06.11

Véu islâmico retirou sonho olímpico às mulheres iranianas

 

Imediatamente antes do início do jogo de qualificação diante da Jordânia, chegava a notícia: a selecção feminina do Irão tinha sido banida pela FIFA por causa do véu islâmico.


O sonho de o Irão ter uma equipa a competir no torneio de futebol feminino nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, foi destroçado por uma decisão inesperada: o véu islâmico que as jogadoras usam durante as partidas infringe as regras da FIFA. A notícia foi conhecida instantes antes do início do jogo de qualificação diante da Jordânia, e a partida já não se realizou. No relvado, as jogadores já tinham alinhado para o começo da partida, e algumas receberam com lágrimas e consternação o facto de serem impedidas de jogar.

As futebolistas iranianas jogam com um fato de corpo inteiro e um lenço na cabeça. A responsável pelo futebol feminino da Federação iraniana, Farideh Shojaei, disse à agência Reuters que já tinham sido feitas alterações ao equipamento das mulheres no ano passado, após uma decisão da FIFA. “Fizemos as correcções solicitadas e já jogámos um encontro depois”, disse a responsável, sublinhando que se acreditava que tivesse sido aprovado pelo organismo dirigido por Joseph Blatter.

“Não fomos impedidas de jogar a ronda seguinte, e eles não encontraram nada errado. Isso significou que não havia obstáculos no nosso caminho, e que podíamos participar nos Jogos Olímpicos”, acrescentou a mesma responsável.

Nas regras da FIFA para o torneio de futebol em Londres 2012 pode ler-se que “jogadores e árbitros não devem exibir mensagens de cariz político, religioso, comercial ou pessoal, ou slogans em qualquer língua ou forma nos equipamentos de jogo”.

Mas para cumprir o código de vestuário islâmico, obrigatório no Irão, as futebolistas iranianas jogam com fatos de corpo inteiro e a cabeça coberta por um lenço. “[O presidente da Federação iraniana, Ali] Kafashian, levou-o à FIFA e mostrou-o ao senhor Blatter. E ficou provado que estava de acordo com o regulamento da FIFA, que diz que o equipamento deve ser despojado de política ou religião”, apontou Shojaei.

“Na verdade, este equipamento não é religioso nem político, nem fará com que alguém se magoe em campo. Eles provaram isso, o senhor Blatter aceitou-o e nós participámos nos Jogos Olímpicos”, vincou a responsável da Federação iraniana.

Qualquer que venha a ser o resultado da queixa do Irão, é improvável que a equipa, penalizada com uma derrota por 3-0 por não ter alinhado no jogo de qualificação em Amã, na Jordânia, consiga qualificar-se para 2012, admitiu Shojaei. “É extremamente difícil prever qual será o desfecho desta situação, mas acho improvável porque os jogos preliminares não se vão repetir”, apontou.

“Os países que investiram, gastaram tempo e dinheiro e participaram na segunda ronda vão claramente recusar-se a repetir estes jogos, especialmente se nesta semana vier a saber-se que equipa chega à fase final. Por isso é extremamente improvável”, acrescentou a mesma responsável.

FIFA diz que Federação iraniana foi avisada

Em reacção ao caso, a FIFA disse que o Irão foi avisado sobre as regras do código de vestuário que levaram a que a selecção feminina daquele país fosse impedida de alinhar na partida. Segundo o organismo que tutela o futebol mundial, Irão e Jordânia foram relembrados, antes do jogo de sexta-feira, sobre as regras em causa, algo que terá levado a Jordânia a não seleccionar várias jogadores.

“A decisão da FIFA de Março de 2010, que permitiu que as jogadoras fossem autorizadas a utilizar algo que lhes cobrisse a cabeça mas não que tapasse as orelhas e o pescoço, continua em vigor”, explicou a FIFA, por e-mail, à agência Reuters.

“Apesar das garantias iniciais de que a delegação iraniana tinha compreendido isto, as jogadoras subiram ao relvado com o ‘hijab’ e a cabeça e pescoço totalmente cobertos, o que constitui uma infracção às Leis do Jogo”, continua o organismo dirigido por Blatter. “Os responsáveis pelo jogo e o árbitro decidiram por isso aplicar os regulamentos, o que levou a que a partida fosse cancelada”, concluiu a FIFA.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:53 | link do post | comentar

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