Terça-feira, 08.05.12

Quando se discute o futuro de Jorge Jesus no comando técnico do Benfica, um interessante exercício mental é tentarmos vestir a pele de Luís Filipe Vieira. Até pela razão óbvia de que o presidente benfiquista não deixará de pesar bem qual a decisão que melhor servirá o futuro do clube. Mas também porque o líder do Benfica irá, garantidamente, ter em conta o facto de este ser um ano em que ele próprio terá de se sujeitar ao processo eleitoral no clube, previsto para Outubro. E Vieira quer continuar a ser presidente.

A entrevista que Jorge Jesus deu ontem ao jornal A Bola como que serviu para reforçar as informações de que a vontade actual de Vieira passa por manter Jorge Jesus. Isso percebe-se, desde logo, pela circunstância de a entrevista ter sido dada nas instalações do próprio Benfica. Mas também pela escolha criteriosa que o treinador fez das suas palavras, o que indicia um trabalho preparatório junto do director de comunicação, João Gabriel.

Isso transparece, por exemplo, na defesa cuidada que Jesus fez do próprio Luís Filipe Vieira. O técnico não se limitou a elogiar o trabalho do presidente do Benfica: rotulou de enorme injustiça as pinturas com frases irónicas e de contestação ao presidente que nos últimos tempos têm surgido nas imediações do Estádio da Luz (no último fim-de-semana, esta situação repetiu-se, mas no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde, onde horas depois o Benfica perderia matematicamente o título para o FC Porto).

Importa fazer um parêntesis para analisar melhor o significado das pinturas contestatárias. São, arrisco dizê-lo, quase de certeza responsabilidade de um pequeno grupo ligado às claques benfiquistas. É evidente que a generalidade dos benfiquistas está descontente com o quinto campeonato perdido nos últimos seis anos para o FC Porto. E muitos deles até responsabilizarão Vieira pela situação. Mas não foram certamente esses que vilipendiaram e insultaram os dirigentes, os treinadores e os jogadores imediatamente após a vitória da Taça da Liga, em Coimbra. Por muito pouco valor que atribuíssem à taça conquistada, os adeptos normais jamais iriam escolher aquele momento de festa para contestar o presidente, o treinador e tudo o mais que lhes surgisse pela frente equipado de vermelho. 

Mas, não tenhamos ilusões, é forte a possibilidade de aquela minoria contestatária estar a ser instrumentalizada e ao serviço de pessoas interessadas em desgastar a imagem de Vieira e/ou Jesus. As claques dos nossos principais clubes funcionam hoje em dia como braços armados de interesses mal confessados. Por vezes, há mesmo fortes indícios de existir uma acção concertada com altos responsáveis dos respectivos clubes.

Ora, é provável que esta estratégia de contestação a Vieira e a Jesus prossiga e alastre até ao final do campeonato. E isso é bem capaz de funcionar até a favor dos que são apoiantes de Vieira, mas que gostariam de o ver dispensar Jorge Jesus. Este é também o sentimento de alguns dirigentes, que não deixaram de pressionar o presidente alertando-o para o perigo de a sua reeleição poder ser prejudicada pela insistência num treinador em baixa de popularidade. Com a mudança estatutária que impede praticamente todos os seus potenciais rivais de se lhe apresentarem como alternativas, Vieira dificilmente terá a reeleição em perigo. Mas o actual presidente não quererá passar pelo mínimo risco de vexame...

Garantido é que as notícias que surgiram nos últimos dias dando conta de contactos com outros treinadores ou são falsas ou inexactas. Neste último grupo encontra-se a informação de que Vieira terá abordado Rui Faria, o braço-direito de José Mourinho. Por interposta pessoa, o contacto existiu de facto, mas foi já há algum tempo e não teve nada a ver com a recente perda da Liga para o FC Porto. E a hipótese morreu logo ali, até porque Rui Faria não mostrou vontade de se mudar para a Luz.

De então para cá, Vieira terá reforçado a opinião de que a melhor solução passa por manter o treinador durante o ano de contrato que lhe resta. Jesus ganha quatro milhões de euros brutos por ano e dispensá-lo antes do final do contrato teria sempre custos muito elevados.

Jorge Jesus está a terminar a terceira época na Luz e, desde 1973/74, o único treinador que permaneceu quatro anos no clube foi Jimmy Hagan. Mas o inglês tinha sido campeão nos três anos anteriores, enquanto Jesus só consegue juntar as três mal amadas taças da Liga ao título do primeiro ano. 

Na hora de fazer contas à vida do treinador, Vieira também não terá deixado de avaliar a popularidade de Jesus no balneário. Fruto da sua personalidade impulsiva e egocêntrica, que o faz falar quase sempre na primeira pessoa, Jesus passa por ser um treinador de desgaste rápido na relação com os jogadores. Mas essa avaliação só pode ser feita por quem observa o dia-a-dia da equipa. E Vieira não terá deixado de avaliar as informações que lhe chegam de António Carraça, que não terão sido suficientemente negativas e de molde a travar, por si só, a continuidade do treinador.

Outro factor que Vieira terá levado em consideração é a certeza de que Jesus é um técnico de qualidade. Tem alguns defeitos, cometeu erros, o principal dos quais acabou por ser agora reconhecido pelo próprio Jesus, quando admitiu que, se fosse agora, "teria colocado menos ovos na Champions". Mas, tudo somado, resta a garantia de que sabe formar uma equipa competitiva, conquistar posições honrosas nas provas europeias e, nada despiciendo, valorizar os jogadores. 

Claro que houve também que avaliar a vontade do próprio Jorge Jesus. Mas ele é agora claramente um treinador menos na moda do que era há dois anos, quando se afirmou como o criador do vendaval ofensivo que fez o Benfica ganhar o campeonato. E, até porque já não há assim tantos clubes europeus que lhe paguem o que ganha na Luz, importa a Jesus arriscar mais um ano num clube que lhe pode dar mais currículo.

Nesse sentido, Jesus pode não ter medido bem as implicações da frase que deu origem à manchete de A Bola ("FC Porto? Quem chega ao topo não quer andar para trás"). Teria talvez sido mais sensato se se tivesse limitado a afirmar que está no Benfica "de corpo e alma", nada interessado noutros projectos e que a única coisa que o motiva relativamente ao FC Porto "é ganhar-lhe". Mas, influenciado ou não, Jesus não resistiu a acrescentar algo que a única coisa que verdadeiramente lhe garante é a animosidade dos adeptos do FC Porto. E a quase certeza de que não fará parte de uma eventual lista de substitutos de Vítor Pereira. Ora, se havia também algo que dava força à posição de Jesus na Luz era o medo que o presidente benfiquista tinha de ver o seu actual treinador mudar-se para o Dragão. Jesus deitou assim ao lixo uma carta que já lhe tinha valido uma renovação de contrato milionária...

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 20.04.12

Jesus: O Benfica ainda pode ser campeão

Apesar dos quatro pontos de atraso em relação ao FC Porto, Jorge Jesus acredita que o Benfica ainda está na luta pelo título e diz que os "encarnados" não irão facilitar no jogo deste sábado na Luz frente ao Marítimo.


"Faltam quatro jogos e ainda temos muitas responsabilidades nos objectivos que traçámos. Temos possibilidades de chegar ao primeiro lugar, é difícil mas ainda acreditamos", referiu o técnico benfiquista, classificando a formação madeirense como "a surpresa do campeonato" que, devido à final da Taça da Liga no último fim-de-semana, teve "o tempo necessário para se apresentar nas melhores condições".

Jesus não espera nem promete grandes surpresas no jogo deste sábado: "Estamos no fim do campeonato. As ideias das duas equipas já estão bem definidas. Vai ser um jogo difícil, mas não penso que alguém possa surpreender."

Após a conquista da Taça da Liga na final frente ao Gil Vicente, os jogadores "encarnados" enfrentaram alguma contestação por parte de alguns adeptos, uma situação que Jorge Jesus considerou normal: "O Benfica tem muitos adeptos, cada um tem o direito de se manifestar. Gostávamos que isso não acontecesse, mas temos de perceber."

Sem Witsel, castigado, e com Aimar em dúvida (mas foi convocado), Jesus admite que terá de fazer várias mudanças no meio-campo "encarnado". "Não sabemos se o Aimar vai estar em condições e, com o Axel [Witsel] de fora é normal que tenha de fazer alturações ao que é o meio-campo habitual do Benfica", observou.

A arbitragem voltou a ser um tema abordado por Jorge Jesus, mas não aprofundado. "Nos momentos certos falei sobre a arbitragem, mas sobre aquelas arbitragens que tiveram a ver com o Benfica. Não me quero alongar, nem preciso, gosto de falar do que vejo. Foi nesses momentos que tive criticas positivas e negativas. Também dei os parabéns quando entendi que devia dar."

 

retirado do Público



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Terça-feira, 10.04.12

1. O Benfica não teve força mental para impor a qualidade do seu jogo e foi derrotado por um Sporting que encontrou uma fórmula segura para exponenciar as qualidades e disfarçar as debilidades frente a adversários com gula. Artur foi o melhor benfiquista, o que não abona a favor de quem não esteve à altura de um candidato ao título. Jorge Jesus demorou meio jogo a perceber que Elias não deixava Rodrigo jogar. Sá Pinto ganhou a guerra ao mestre da táctica.

2. Primeira parte intensa e competitiva. O Benfica entrou melhor, mas isso acontecia também em resultado da estratégia que o Sporting assume nos confrontos mais exigentes: linhas baixas (para atenuar a lentidão dos centrais), aposta clara no erro do adversário e nas saídas rápidas.

3. Em resultado da entrada vigorosa do Benfica ou porque já estivesse estabelecido, Elias passou a policiar Rodrigo, que se eclipsou. A certa altura, era como se jogassem dez contra dez. O regressado Elias tem mais aptidão do que o promissor André Martins para o duplo pivot com Schaars.

4. O ímpeto benfiquista esfumou-se rapidamente e o ritmo do jogo baixou um pouco, como pareceu ser vontade do Sporting, que investia num jogo de sombras – o próprio Matías Fernández tentava controlar as acções de Javi e prejudicar a primeira fase da organização ao Benfica. Ao mesmo tempo, o Sporting aproveitava as muitas bolas recuperadas para fazer contra-ataques simples, mas venenosos. João Pereira deixava sob pressão Emerson. E Matías sentia-se como peixe na água na posição central, onde é capaz de queimar linhas. Wolfswinkel mostrava dinâmica, como no lance em que recebeu o lançamento de Insúa e Luisão fez penálti.

5. O Benfica acusou o golo e, pior, parecia preso num colete de forças. Novamente com os centrais e o trinco de elite à disposição, Jesus olhava incrédulo para o relvado. Não havia sinal do vendaval ofensivo que normalmente caracteriza a sua equipa. Dois lances inconsequentes para a cabeça de Cardozo não chegavam para contrariar o jogo cínico mas eficaz do Sporting.

6. O Benfica precisava de fazer algo. Jesus abdicou de Rodrigo para lançar Djaló, passando Bruno César para uma posição mais central. Mas Gaitán continuava um desaparecido em combate (só se viu pouco antes de ser substituído), Witsel não chegava para as encomendas e Javi García só se distinguia pelos excessos físicos e pelos disparates, principalmente em dois lances (50’ e 61’) que só não tiveram prejuízos graves porque ontem Wolfswinkel só sabia marcar de penálti. A entrada de Djaló trouxe velocidade, mas percebeu-se que o avançado acusou o regresso a Alvalade.

7. Javi García acabou, naturalmente, por ser sacrificado. Nélson Oliveira entrou para tornar o Benfica ainda mais de tracção à frente. Após Izmailov falhar por pouco um golo olímpico, Sá Pinto respondeu com a troca de Schaars por Carriço, o que libertou Elias para um papel que ele ainda sabe fazer melhor (médio de transição). Mas Wolfswinkel continuou a desperdiçar. 

8. A expulsão (justa) de Luisão foi a última imagem forte de um Benfica ontem demasiado fraco e incapaz de contrariar a teia montada por Sá Pinto. Com menos tempo de recuperação da jornada europeia, o Sporting foi sempre mais forte e mais rápido. E também mais inteligente. O Benfica não teve estofo de campeão e acusou a responsabilidade.

9. O jogo teve três lances de alguma dúvida nas áreas. Artur Soares Dias só julgou mal um lance, ao não marcar a falta de Polga sobre Gaitán, no primeiro minuto. Assinalou bem o penálti do golo e não tiveram razão os sportinguistas quando reclamaram falta de Garay sobre Wolfswinkel, aos 25’. bprata@publico.pt

 

Bruno Prata

 

Retirado do Público



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Quinta-feira, 22.03.12

Jesus acredita que o Sporting ainda tem uma palavra a dizer neste campeonato

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, analisou nesta quinta-feira o que falta jogar no campeonato e apontou o Sporting como a equipa que pode decidir o campeão.


Jesus recordou que o Sporting ainda vai jogar com as três equipas que ainda podem ganhar o campeonato e, por isso, considerou que o clube de Alvalade pode ter uma palavra a dizer em relação ao futuro campeão: “O Sporting pode ser decisivo. É um adversário forte, que pode parar qualquer um dos candidatos ao título. Penso que o seu grande objectivo é a Liga Europa, mas contra o Benfica deixa de haver Liga Europa, pois são os dois grandes rivais e vamos ter muitas dificuldades”, alertou.

O treinador "encarnado" sublinhou ainda que a margem de erro é cada vez menor e, por isso, frisou a importância da partida contra o Olhanense, um clube treinado por um técnico que Jesus elogiou. "O Benfica quer recuperar a primeira posição e este é um jogo de grande importância. Primeiro porque Olhanense é forte, e depois porque temos de somar os três pontos para continuarmos a pensar que temos todas as possibilidades de chegar ao primeiro lugar”, começou por dizer Jesus, para depois acrescentar: "Os nossos rivais, como Sporting e FC Porto, não ganharam em Olhão. Têm uma boa equipa e um treinador com gosto especial e com qualidade para as novas funções. O Sérgio vai dar treinador, tem vocação.”

O técnico benfiquista reafirmou que todas as equipas envolvidas na luta pelo título têm a mesma ambição, mas lembrou que o Benfica ainda está envolvido em outras competições. “Nesta altura todos estão com a mesma ambição. Pode haver factores que façam com que o Benfica tenha que ter mais cuidado, pois eles jogam de semana e nós, felizmente, temos jogos a meio da semana”, referiu.

Gostava que o Cardozo continuasse

O técnico deixou ainda elogios ao avançado Óscar Cardozo, afirmando que espera poder continuar a contar com o internacional paraguaio: “O Cardozo é um goleador e potencializámos qualidades que achámos importantes que ele adquirisse. É um jogador que os adeptos do Benfica, às vezes, não compreendem, mas o Cardozo é muito importante para o Benfica. Ele decide jogos e gostava que ele continuasse”, disse.

Sobre a final da Liga dos Campeões no Estádio da Luz em 2014, Jorge Jesus deixou apenas uma garantia: “Gostava de lá estar como treinador, mas de certeza que pelo menos vou estar como espectador”.

 

Via Público



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Segunda-feira, 19.03.12

O clássico em palavras, Jesus diz que Porto tem vantagem

Jorge Jesus considera que o FC Porto tem a vantagem de poder gerir melhor o seu plantel, mas mantém que a conquista da Taça da Liga é um dos objectivos dos "encarnados"... depois do campeonato.


"Não vejo onde o FC Porto possa querer gerir a equipa [na Luz], pois só joga no campeonato. Tem muito tempo para gerir os seus jogadores. O Benfica é que não. O FC Porto está em vantagem nesse aspecto", afirmou nesta segunda-feira Jorge Jesus, numa alusão ao facto de os "dragões" estarem apenas a competir no campeonato e não terem o desgaste adicional da Liga dos Campeões.

"O Benfica, em 20 dias, vai fazer cinco jogos. É muito jogo e vamos ter que gerir mais a equipa do que o FC Porto, que neste momento joga de semana a semana", acrescentou Jesus.

Apesar desta sobrecarga competitiva, o treinador do Benfica destaca os aspectos positivos que ela representa: "A margem do Benfica é pouca. Do Benfica e de todas as equipas que chegam a patamares de decisão. Da Champions, do campeonato, uma meia-final da Tça da Liga. São momentos decisivos, para ganhares e para perderes. Há muitos que não têm capacidade para lá chegar. É um bom sinal, muito positivo."

O treinador "encarnado" assume que o campeonato é a competição mais importante para o clube, mas não descarta a prova que se joga na terça-feira: "Como é óbvio, o campeonato é a competição mais importante para o Benfica. Acredito que para o Benfica é mais importante o campeonato e que para eles [FC Porto] também possa ser. Agora, se puder ganhar as duas vou tentar fazê-lo." 

 

Via Público

 



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Terça-feira, 06.03.12

Benfica  Jesus: “Sentimo-nos sempre pressionados”


Jorge Jesus defendeu nesta segunda-feira que o Benfica está sempre sob pressão e que confia na passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, apesar da derrota por 3-2, frente ao Zenit, na primeira mão.


“Sentimo-nos pressionados em todos os jogos. Jogamos sempre para vencer. Temos sempre a pressão das grandes equipas”, disse Jorge Jesus, desvalorizando a série de maus resultados da sua formação.

“Não vencemos o Porto, mas são competições diferentes. E sabemos por que perdemos com o FC Porto”, acrescentou o técnico benfiquista.

“O Benfica quer passar aos quartos-de-final. Não sei há quantos anos não passa, parece que é há 20”, disse ainda o treinador do Benfica, cometendo uma “gaffe”, já que em 2005-06 Ronald Koeman conduziu a equipa da Luz aos quartos-de-final da Champions.

Apesar da confiança em seguir em frente, Jesus deixou elogios ao Zenit.

“Zenit é uma equipa tacticamente forte, mas o Benfica também é. Temos uma eliminatória que era 50-50 antes de começar. Esta desvantagem é um resultado que nos pode dar ainda alguma confiança e achamos que temos todas as possibilidades de passar, mas também temos a certeza que vamos jogar contra uma equipa forte”, disse o treinador.

Na ausência de Garay (lesionado) e Aimar (castigado), Jesus deu a entender que Jardel fará dupla com Luisão e já não foi tão assertivo sobre a utilização de Rodrigo: “Vamos ver. Rodrigo vem de uma lesão e a pouco e pouco está a entrar.”

Questionado sobre o facto de preferir Emerson a Capdevila, o técnico benfiquista recusou dar explicações: “Não vou explicar porque joga o A ou B. Não explico aos jogadores, quanto mais aos jornalistas. As contratações são feitas pela ideia da equipa e não se esqueçam que são dois jogadores para a mesma posição.”

O Benfica defronta na terça-feira o Zenit, precisando de vencer para chegar aos quartos-de-final.

 

Via Público



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Sexta-feira, 24.02.12

Jesus: “Todas as equipas queriam estar no lugar do Benfica, que é o líder”


Jorge Jesus afirmou que a derrota do Benfica com o Vitória de Guimarães não vai abalar a confiança do grupo, referindo que todas as equipas queriam estar no lugar dos “encarnados”.

 

“A verdade é que todas as equipas queriam estar no lugar do Benfica, que é o líder. O facto de termos perdido em Guimarães não vai tirar confiança, pois somos os líderes e um líder tem que estar moralizado e confiante”, disse Jorge Jesus, em conferência de imprensa. 

O técnico lembrou que a formação da Luz ainda tem dois pontos de avanço sobre o FC Porto e afirmou que para manter o primeiro lugar da tabela, o Benfica precisa de vencer sábado em Coimbra, efectuando um jogo “dentro do que tem feito”. 

Jorge Jesus afirmou também que o facto de o próximo jogo ser com o FC Porto não influência o jogo com a Académica, garantindo que a equipa continua confiante. 

“O facto de estarmos a uma jornada do jogo com o FC Porto não tem nada a ver. Tinha dito antes que até esse jogo as equipas podiam perder pontos e o facto é que o Benfica perdeu em Guimarães”, lembrou. 

O treinador referiu ainda que a pressão nas equipas “grandes” é sempre a de vencer e de estar melhor que os adversários, salientando que a Académica vai ser uma equipa motivada para enfrentar a sua equipa. “A Académica ou outra equipa, quando joga com Benfica, FC Porto ou Sporting, o momento que vive não importa, pois são galvanizadas para estes jogos. Os jogadores superam-se nestes jogos com as equipas ‘grandes’”, defendeu. 

Jorge Jesus ainda não sabe se vai poder contar com o médio Javi Garcia, que vai realizar um teste na manhã do jogo, mas destacou a importância do espanhol no desempenho da equipa. 

“Nos três jogos que o Benfica perdeu, ele não jogou. O Matic é um jogador de muita qualidade, só que o Javi leva vantagem quando a equipa do Benfica não tem a bola. Sabe todos os posicionamentos, pois trabalha há três anos comigo. É mais evoluído tacticamente, mas o Matic pode e vai atingir o nível de Javi”, disse. 

O treinador lembrou também a importância dos adeptos no desempenho da equipa e destacou ainda a qualidade do sector atacante da equipa. 

“O ataque é um sector forte e essa opção de escolher quem quiser, é fruto da sua qualidade. Isso é bom para o treinador, pois uma equipa como o Benfica tem que ter qualidade e quantidade”, defendeu. 

A terminar, Jorge Jesus analisou também o médio belga Axel Witsel, referindo que é um jogador com características diferentes dos restantes. “Witsel tem características diferentes dos nossos jogadores do corredor central. Não é como o Aimar ou Bruno César, é um número 8 que joga de área a área, que em determinados jogos é imprescindível, mas não em todos”, concluiu.

 

Via Público 



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Sexta-feira, 10.02.12

Benfica  Jesus e a renovação de contrato:


Elogios a Pablo Aimar e ao Nacional e cautelas no que respeita à renovação de contrato com o Benfica. Foram estes os dois pontos essenciais da conferência de imprensa de Jorge Jesus, na véspera da 18.ª jornada da Liga.


“Aimar é um génio para quem aprecia o futebol como arte. Ele tem aquilo que faz a diferença. E tem paixão. Tem 32 anos, todos os dias é um exemplo, treina com um sorriso nos lábios. Estou muito satisfeito e penso que todos os amantes do futebol também”. Jorge Jesus referia-se, desta forma, ao prolongamento de contrato do médio argentino por mais uma época, acordo que foi confirmado na quinta-feira.

O dinamizador das acções ofensivas do Benfica, de resto, deverá ser uma aposta inicial do técnico para o jogo de sábado, com o Nacional, um adversário que mereceu palavras elogiosas: “É uma boa equipa, que disputou as eliminatórias da Liga Europa. Tem jogadores com experiência. É uma equipa que joga para os primeiros seis classificados, que foi até às meias-finais da Taça. Tem bons jogadores e vai criar-nos imensas dificuldades”.

O bom momento que o Benfica atravessa é, porém, motivo mais do que suficiente para Jesus acreditar num desfecho favorável. “Quem está à frente tem níveis maiores de confiança e isso é mais fácil de gerir. Neste momento estamos embalados para a conquista de jogo a jogo”, considera.

”Vai ser o futuro da selecção portuguesa”

Sobre o calendário da selecções e os compromissos do final do mês, que deverão provocar a ausência de vários elementos do plantel, o técnico do líder do campeonato foi cauteloso. “Temos de respeitar as datas FIFA. Estamos sujeitos, como todos os clubes, a estas situações. No caso do Cardozo, são horas de voo enormes. Mas estamos preparados e adaptados a essa situação. Vamos ter de definir em função do que acontecer com o Cardozo. Até pode ir e não jogar...”

Independentemente da presença ou ausência do paraguaio, há outras opções para a frente de ataque. Uma delas é Nelson Oliveira, que apontou um golo no último jogo dos “encarnados”, para a Taça da Liga. “O Nélson tem tido as oportunidades dele. Este último jogo foi o melhor que ele fez. Tem vindo a evoluir. Há muita coisa que ainda tem que aprender. E isso só se consegue com muito trabalho. É dentro destes princípios que acreditamos que é um produto com muito potencial”, analisa, para depois avançar com uma previsão: “Ele vai ser o futuro da selecção portuguesa, disso eu tenho a certeza”.

”Não me quero iludir”

Depois de Luís Filipe Vieira ter referido, em entrevista à RTP1, que acreditava na renovação de contrato (que termina em 2013) com Jorge Jesus, o técnico jogou à defesa. “Tenho mais um ano de contrato com o Benfica. No futebol, treinadores e jogadores têm de viver o dia-a-dia. Estamos dependentes de resultados. As opiniões mudam muito facilmente. Não me quero iludir e não me vou iludir enquanto for treinador de futebol”.

Para já, está concentrado no futuro imediato. E o futuro pós-Benfica-Nacional é o jogo da Liga dos Campeões, frente ao Zenit. Sobre Danny (que se lesionou gravemente e vai falhar o Euro 2012) , disse ser uma peça influente na dinâmica dos russos mas lamentou a gravidade da lesão. “Do ponto de vista desportivo, é bom para o Benfica. Do ponto de vista do respeito pelo Danny como profissional, não é. Preferia que ele tivesse uma lesão só por 15 dias, só para não jogar com o Benfica”.

Lista de convocados para o jogo com o Nacional

Guarda-redes Artur e Eduardo.
Defesas André Almeida, Miguel Vítor, Garay, Luisão, Emerson e Capdevila.
Médios Matic, Javi García, Witsel, Bruno César, Nolito, Aimar e Gaitán.
Avançados Cardozo, Saviola, Rodrigo e Nélson Oliveira.

 

Via Público



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Sábado, 03.12.11
Foi o homem que disse que o fair play é uma treta.... mas convém não exagerar.....
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Terça-feira, 05.04.11

Não vejo o porquê de tanta polémica em relação ao facto dos "irresponsáveis" benfiquistas após o final da partida terem dado de imediato ordem para serem desligadas as luzes do estádio e acionado o sistema de rega. Isto porque a luz tinha sido apagada há muito. Quanto à água a única justificação que encontro passa pela necessidade de diluir a exibição do árbitro, que esteve ao nível que se esperava - miserável.


A luz foi apagada por várias pessoas que nada têm a ver com o Benfica ou a sua estrutura. Apagou-a o Hulk, o Varela e o Falcão, o Guarin o Moutinho e o treinador André Villas-Boas. Apagou-a o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa e todo o staff do FC Porto com um planeamento brilhante de toda a época desportiva. Uma vitória histórica. O FC Porto dizimou qualquer réstia de esperança que desde a época passada andava em permanência, de uma forma quase doentia, a ser alimentada pela imprensa (sabemos qual, falei aqui sobre ela com exemplos claros). A ideia da fénix vermelha renascida. O mito sebastianista da "bola" do antigamente. O gigante adormecido que entreabriu o olho. Enfim, as tretas do costume que alguns pasquins adoram promover para vender papel e o povinho andar feliz e esperançado. Vendado.

 

Parabéns aos jogadores do Benfica que honraram a camisola e souberam perder em campo. Foram dignos da enorme camisola que ostentam. Infelizmente não são apenas eles o clube Benfica. E quem não sabe perder raramente merece ganhar. A azia dos dirigentes benfiquistas foi ontem para além de tudo o que eu já tinha visto em campeonatos ditos de primeira linha.

 

Não têm moral. Uma vergonha. Comportaram-se como dirigentes de uma agremiação de aldeia do interior perdido de um qualquer país da América Latina. E se calhar por estas e por outras é que o Benfica de há 30 anos para cá não passa de um clube que vive de migalhas de vitórias que o FC Porto nas suas épocas de quebra lhe vai deixando. O Benfica só existe quanto o FC Porto não está ao seu nível. E este ano esteve. O FC Porto é o melhor clube português da atualidade e internamente é imbatível há muitas décadas, por muito que alguns teimem em querer apagar a luz deste facto.

 

Via 100 Reféns



publicado por olhar para o mundo às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 30.03.11
100 reféns - Murro de Jorge Jesus já vai em 65 dias sem punição!
 
 

 

Para os que adoram apregoar sobre a moral e bons costumes no futebol, para quem passa a vida a falar em campeonatos viciados e a apelar à justiça, para quem adora aparecer em bicos dos pés na televisão em reuniões intimistas com secretários de Estado do desporto a dar uma de inocente, impoluto e defensor da verdade desportiva com meia dúzia dedossiers debaixo do braço, para quem mais não fez do que aplaudir a comissão disciplinar da Liga do ano passado após ter castigado os jogadores do Braga e do Porto pergunto: porque estão tão caladinhos agora? O Braga perdeu o campeonato na última jornada, recordam-se? O Porto não voltou a perder com Hulk em campo, estão lembrados?

"Caso seja provada a agressão, Jesus incorre numa pena de 23 dias a nove meses. A tentativa de agressão prevê uma suspensão de oito dias a três meses." CM


Porque não querem saber o que se passa no interior da Liga de clubes para que um treinador que agrediu um jogador de uma equipa adversária ao vivo, a cores e em directo continue a pisar os relvados três meses após o "incidente" sem ter sofrido entretanto qualquer punição? Porque não se questionam qual a razão para a agressão que todos vimos em canal aberto (e não só meia dúzia no quentinho do estúdio do canal Benfica ou numa sala obscura de direcção) continuar em banho-maria? Por que razão pôde este treinador continuar a empurrar, insultar e tentar agredir jogadores adversários nos jogos subsequentes, como aconteceu contra o Maritimo, sem que nada se tenha passado?


A Liga está à espera de quê? Da Páscoa? A época que celebra a ressurreição de Jesus de Nazaré para finalmente ter a ousadia de tratar este caso com a mesma agilidade que o fez em relação aos treinadores de outros clubes?Convém esclarecer que este Jesus não é de Nazaré, é ali da Amadora. E a única ligação a Deus para além da fé que deve ter, e muita para continuar a acreditar no título, é a comparação descabida que ouvi um conhecido comentador benfiquista fazer, provavelmente defeito profissional de cineasta, ao afirmar que "Jesus é melhor que Mourinho". Coitado do Mourinho, mas que mal fez ele a Deus? Esperem...mas Mourinho não é Deus? Jorge é filho de Mourinho? Tem lógica Jesus era filho de José.


PS: Os senhores da comissão disciplinar da Liga estão à espera de quê? Que o Benfica faça os dois jogos com o Porto para finalmente pendurarem Jesus na cruz? Ou vão castigá-lo durante as férias, de forma a não prejudicar o "calendário" avermelhado?

 

Via 100 Reféns



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