Quarta-feira, 09.05.12

A Liga e as novas normas para o futebol nacional


A comissão executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovou nesta terça-feira os calendários das candidatura para as competições profissionais, que terão de ser apresentadas até às 18h de 21 de Maio.


A LPFP apostou no endurecimento das formalidades referentes aos  pressupostos de natureza financeira de candidatura para a época 2012/2013, nomeadamente no que diz respeito à apresentação dos orçamentos dos clubes sujeitos ao regime especial de gestão e às sociedades desportivas.

Os eventuais incumprimentos constituem fundamento de impedimento de participação, desclassificação para a divisão inferior, perda do direito de promoção ou exclusão das competições profissionais, com a excepção dos pressupostos estabelecidos para os clubes sujeitos ao regime especial de gestão e para as sociedades desportivas que estejam em processo de regularização de dívidas à administração fiscal e Segurança Social.

A 28 de Maio termina o prazo para a primeira verificação pelos serviços administrativos da Liga de clubes, a 6 de Junho realiza-se a primeira reunião da comissão técnica de estudos e auditoria, a 8 de Junho são notificados os clubes e as SAD sobre o “sentido provável da decisão”, a 19 de Junho completa-se o prazo de audiência dos interessados e a 25 de Junho é elaborado o parecer definitivo e notificados os clubes e as SAD da decisão da comissão executiva.

Em relação ao processo de candidatura, a LPFP exige que os respectivos orçamentos respeitem vários requisitos, entre os quais o de que as receitas ordinárias devem cobrir as despesas ordinárias, o cálculo da massa salarial anual não pode ter por base valores inferiores aos fixados por instrumento de regulamentação colectiva aplicável e a massa salarial anual dos praticantes e treinadores não pode ultrapassar 70% do valor das despesas ordinárias consignadas no orçamento dos clubes.

A União de Leiria

A Liga também estabelece regras quanto aos pareceres dos revisores oficiais de contas ou da Sociedade Revisora de Contas, referentes aos orçamentos apresentados e às declarações que comprovem a inexistência de dívidas salariais a jogadores e treinadores na época 2011/2012.

No caso de acordos escritos de regularização, o clube deverá fazer prova documental do cumprimento das obrigações vencidas à data da apresentação da candidatura (21 de Maio de 2012) e que tenham por objecto as retribuições-base ou compensações mensais devidas até 5 de Maio de 2012.

As certidões comprovativas da situação contributiva regularizada, quer perante a administração fiscal, quer perante a Segurança Social, por referência às dívidas até 30 de Abril de 2012, terão de ser necessariamente emitidas.

Os novos pressupostos financeiros aprovados pela Liga surgem após declarações do novo presidente daquele organismo, Mário Figueiredo, no sentido do endurecimento da fiscalização aos clubes e às SAD das respectivas situações salariais, após o caso da União de Leiria, clube que foi alvo de um processo de rescisão colectiva por parte dos jogadores devido a vários meses de salários em atraso – os leirienses começaram o jogo com o Feirense apenas com oito futebolistas.

Equipas B

Por outro lado, a LPFP divulgou também nesta terça-feira o aditamento do contrato com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), contemplando a entrada das equipas B na edição de 2012/2013 da Liga de Honra.

O contrato estipula que a próxima edição da Liga de Honra vai ser disputada por 16 equipas principais e por um máximo de seis equipas B, mas esclarece que, se não houver esse número de equipas B, a Liga de Honra vai ser reduzida. “Se, em resultado da redução (...), a competição ficar com um número ímpar de participantes, abrir-se-á uma vaga que será preenchida pelo clube da Liga de Honra melhor classificado nos lugares de descida”, pode ler-se no documento.

A partir da época 2013/2014, inclusive, o contrato publicado no site da LPFP especifica que descem três equipas à II Divisão, de onde sobem três clubes.

O aditamento ao contrato declara ainda que a LPFP e a FPF se comprometeram, logo após a realização da última jornada, a formalizarem um acordo sobre os quadros competitivos da Liga.

A 3 de Maio, a assembleia-geral da LPFP aprovou o alargamento do principal campeonato para 18 clubes, com recurso a um regime transitório de descidas no fim da presente temporada, no qual os dois últimos classificados da Liga defrontam os terceiro e quarto classificados da Liga de Honra, numa eliminatória a duas mãos.

 

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 04.05.12

http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1544770

João Bartolomeu, presidente da SAD da União de Leiria, confirmou na tarde desta sexta-feira, que a equipa vai jogar no Estádio da Luz, contra o Benfica.


“Vamos estar presentes no Estádio da Luz. A União de Leiria vai continuar com o futebol profissional”, afirmou Bartolomeu em conferência de imprensa realizada em Fátima, após uma reunião com o técnico José Dominguez.

Esta declaração surge poucas horas depois de o presidente da União Desportiva de Leiria, Mário Cruz, ter confirmado a intensão de desistência da equipa profissional da Liga portuguesa de futebol.

"Não há qualquer hipótese de volte face. O jogo é amanhã (sábado), os jogadores tiveram conhecimento do apelo (de João Bartolomeu), ponderaram e não voltaram. Com os juniores, não vamos à Luz, não há condições para isso", garantiu à Lusa Mário Cruz.

Só que, horas depois, João Bartolomeu anunciou a reviravolta e assegurou que a U. Leiria vai permanecer na competição e jogará contra o Benfica, no Estádio da Luz.

Bartolomeu reconheceu que a equipa que a União vai apresentar “não é competitiva”, mas acrescenta que os “juniores têm muito valor”. 

O presidente demissionário da SAD leiriense reforçou ainda a intenção de avançar com um processo para os 13 jogadores que não voltaram atrás no processo de rescisão colectiva (alegando a existência de três e quatro meses de ordenados em atraso), argumentando que a carta de rescisão chegou na última quarta-feira e que os mesmos jogadores não poderiam ter faltado ao treino do último sábado e ao jogo com o Feirense.

“Os atletas são os menos culpados. Pedimos desculpa por não ter pago os salários de Janeiro, Fevereiro e Março. Na carta que eles receberam hoje vão entender a gravidade da situação. Vamos agir judicialmente. Eles incorreram em várias infracções e a União passa de devedor a credor”, frisou Bartolomeu, acrescentando que, a partir de segunda-feira, os processos vão dar entrada nos tribunais civis.

“O departamento jurídico da SAD conhece bem a lei do trabalho. Vai haver penhora de créditos e bens dos atletas. Vão ser indemnizações muito grandes”, observou o presidente da SAD, garantindo, no entanto, que está disponível para receber os atletas de volta.

Bartolomeu deu ainda a entender que a União está a ser vítima de uma conspiração, mas que tem recebido solidariedade de muitos clubes. “Há que abater a SAD do Leiria e o presidente do Leiria”, frisou.

 

Retirado do Público



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Domingo, 29.04.12

Leiria joga com 8 e resiste ao fim anunciado


Afinal houve jogo, mas a União de Leiria só se apresentou em campo com oito jogadores no encontro com o Feirense. Sem surpresa, a equipa visitante venceu por 4-0, saindo da zona de despromoção.


Os oito jogadores da União de Leiria resistiram 45 minutos ao adversário, que alinhava com mais três elementos – no período de compensação da primeira parte Miguel Pedro quebrou a resistência leiriense.

Com o desgaste físico a notar-se cada vez mais na União, o Feirense conseguiu ampliar o resultado na segunda parte, com Pedro Queirós a fazer o 2-0 (51’), Miguel Pedro a bisar (58’) e Buval a fechar a contagem (89’). 

O resultado só não foi mais volumoso, graças à boa exibição do guarda-redes Oblak.

Além do guarda-redes esloveno, o treinador José Dominguez contou com mais dois jogadores emprestados pelo Benfica (Shaffer e Nicklas), com Djaniny (que tem contrato com o Benfica para a próxima época), com dois juniores (Filipe Oliveira e Pedro Almeida) e ainda com John Ogu e Alhafith, que tinham enviado o pedido de rescisão, mas apareceram ao jogo.

Ainda durante o jogo, João Bartolomeu, presidente demissionário da SAD da União de Leiria, reiterou que as rescisões dos jogadores foram ilegais e prometeu accionar os tribunais.

“É um dia complicado. Revelaram-se aqui muitos maus profissionais. Este oito briosos deram uma lição aos fugitivos. Os tribunais vão funcionar. Não recebemos rescisões. Ninguém podia faltar. Vão sofrer consequências criminais e cíveis. Há dois jogadores a quem vamos fazer arrestos”, disse João Bartolomeu aos microfones da Antena 1.

Mário Figueiredo, presidente da Liga, também esteve na Marinha Grande e disse que “até sexta-feira às 19h não tinha entrado na Liga qualquer rescisão contratual”.

Numa altura em que se levantam dúvidas sobre a legalidade das rescisões de 16 jogadores da União de Leiria, Mário Figueiredo não se quis pronunciar sobre o caso em concreto, mas disse que “as rescisões de contrato de trabalho só são válidas se tiverem reconhecimento notarial ou de advogado”.

O presidente da Liga lamentou que a União de Leiria só tenha alinhado com oito jogadores e argumentou na hora das dificuldades não se pode virar as costas aos desafios. “Posso fazer coisas válidas para melhorar o futebol português”, disse Mário Figueiredo, que não está arrependido de ter concorrido à presidência da Liga.

 

Retirado do Público



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Sábado, 28.04.12

Fim do futebol no Leiria, principio do fim para os restantes?

O presidente demissionário da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da União de Leiria, João Bartolomeu, considera que a rescisão colectiva dos futebolistas é um “caso de polícia". E entende que a U. Leiria deve abandonar o futebol profissional.


Na sexta-feira à noite soube-se que o plantel profissional leiriense, que disputa a I Liga, decidiu rescindir unilateralmente os contratos de trabalho, dado o avolumar de salários em atraso. Como consequência disso, a equipa já não irá defrontar o Feirense, neste domingo, em partida da 28.ª jornada.

A rescisão colectiva é duramente criticada por João Bartolomeu, líder da SAD que se demitiu em meados de Abril. “Alguns jogadores esquecem que receberam adiantamentos quando assinaram os contratos. É um assunto jurídico e é um caso de polícia. Há 80 por cento dos clubes com ordenados em atraso, mas escolheram o Leiria como o elo mais fraco e estão a abatê-lo”, sustentou João Bartolomeu, em declarações feitas no final da reunião da Assembleia Geral da SAD, na Marinha Grande.

Segundo o mesmo responsável demissionário, a União de Leiria é o “bode expiatório” e a rescisão não foi feita “levianamente”. Bartolomeu apelou a que se investigue a situação da União de Leiria, pois considerou que se trata de um “acto premeditado”. Para além do Feirense, a União de Leiria deverá igualmente falhar os jogos com o Benfica, na Luz, e com Nacional, em casa.

Bartolomeu acusou ainda os jogadores de não aceitarem o acordo da SAD, que previa o pagamento dos salários de Janeiro, Fevereiro e Março. “Nunca vi jogadores serem tão radicais, apesar de o presidente do sindicato pedir contenção. É um caso de polícia que mexe com dinheiro e classificações”, sublinhou.

Futuro pode decidir-se hoje

Sobre o futuro da equipa, o presidente demissionário admitiu a possibilidade de pôr fim ao futebol profissional. “Se se confirmar a rescisão colectiva, a União de Leiria tem de abandonar o futebol profissional, mas é a minha opinião. Os accionistas é que vão decidir”, afirmou João Bartolomeu, remetendo para este sábado uma decisão.

Com a rescisão colectiva dos jogadores, o presidente da SAD recordou que a União de Leiria tem “duas hipóteses” para o jogo com o Feirense, no domingo: “falta de comparência ou abandono do futebol profissional”. A sua posição é clara: “abandono”.

O presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, considera inevitável o desfecho verificado na sexta-feira, face ao comportamento dos responsáveis do clube e da própria Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) neste processo. Joaquim Evangelista alertou também para a existência de “casos mais graves” no futebol português.

“Lamento que aqueles que têm responsabilidades continuem a falar de questões menores, como o alargamento dos quadros competitivos [para a próxima temporada], quando 80 por cento dos jogadores não recebem atempadamente os salários. O presidente da Liga [Mário Figueiredo] teve oportunidade de ajudar, não venha agora com o argumento de que iria beneficiar um clube em relação aos outros”, criticou nesta sexta-feira o líder sindical, referindo o exemplo de Espanha, onde os responsáveis pelo futebol profissional encontraram soluções para resolver este tipo de problemas sem afectar a competição: “Ao demitir-se da sua responsabilidade, sem uma palavra e sem capacidade de intervenção, o presidente da Liga teve um esforço insuficiente.”

 

Via Público

 



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Domingo, 01.04.12

Sporting ganha ao União de Leiria com golo ao cair do pano

Os “leões” colocaram um ponto final na longa série de jogos sem ganhar fora de Alvalade para o campeonato. Na Marinha Grande, frente à U. Leiria, venceram por 1-0.


Sá Pinto decidiu poupar muitos habituais titulares, a pensar no jogo da Liga Europa contra o Metalist, e, frente à União de Leiria, os “leões” sentiram dificuldades para ultrapassar uma aflita U. Leiria.

Numa partida pouco interessante, o Sporting teve mais posse de bola mas poucas ocasiões de golo.

Só na segunda parte, marcada por uma quebra de energia nas torres de iluminação do estádio que levou a uma interrupção do jogo por um período de 14 minutos, houve alguma emoção.

Mesmo assim, Sá Pinto teve que fazer saltar do banco alguns dos futebolistas mais utilizados para acabar com o nulo de vitórias fora de Alvalade para o campeonato. Matías, de livre, resolveria a partida, nos instantes finais.

 

Via Público



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Domingo, 12.02.12

James Rodriguez

Quatro golos na segunda parte, após a União de Leiria ter ficado em inferioridade numérica com a expulsão de um jogador, garantiram aos campeões nacionais os três pontos.


O FC Porto estava obrigado a vencer para manter a perseguição ao Benfica, na luta pelo título. E os “dragões” cumpriram o objectivo. Dominaram sempre a partida, desperdiçaram várias boas ocasiões de golo e colocaram-se em vantagem com naturalidade, já na segunda parte, numa altura em que a União de Leiria jogava com menos um elemento, após expulsão de Shaffer, por entrada dura sobre João Moutinho.

O primeiro golo dos “azuis e brancos pertenceu a Janko, após assistência de James Rodríguez, que havia entrado pouco antes a substituir Varela.

Pouco depois, foi o colombiano a marcar, dilatando a vantagem portista.

Já sem enfrentar qualquer tipo de oposição por parte dos leirienses, o FC Porto foi dilatando a vantagem. Assim, nos minutos finais, Álvaro Pereira e Maicon transformaram a vitória em goleada, deixando a equipa de Vítor Pereira a cinco pontos do Benfica e com três de vantagem sobre o Sporting de Braga.

 

Via Público



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Sexta-feira, 29.07.11
Entremuralhas na primeira edição, em 2010
Entremuralhas na primeira edição, em 2010 (Cortesia Entremuralhas)

O festival Entremuralhas é gótico, mas mais do que isso. Acolhe os Rosa Crvx mas também o documentário "William Burroughs - A Man Within". De hoje a domingo.

 

O Entremuralhas que começa esta noite é um festival gótico, porque tem lugar no Castelo de Leiria, imponente monumento medieval que, apesar das remodelações e reconstruções que se prolongaram até às primeiras décadas do século XX, tem características predominantemente góticas.

Mas não é um festival gótico que corresponda aos clichés associados ao género, com nada mais que bandas cantando sobre elfos e guerreiros da Idade Média e público vestido como em baile de máscaras demoníaco. Afinal, nele veremos a estreia em Portugal de um documentário sobre William Burroughs, figura maior da geração beat. E nele figuram como cabeças de cartaz, por exemplo, os Nitzer Ebb, banda de culto que é como que a versão em música industrial dos amigos de longa data Depeche Mode.

Mas sim, o segundo Entremuralhas que decorrerá entre hoje e domingo é um verdadeiro festival gótico que atrai público de todo o país e fora dele. Temos como prova os franceses Rosa Crvx, que cantam em latim, com um carrilhão de oito sinos em palco e imagens de demónios medievais projectados em tela. Mas não. Este é um festival onde assistiremos ao pré-lançamento do segundo volume d""As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy 2", de Filipe Melo, e que acolherá conferências em que participam o escritor José Luís Peixoto. Em que ficamos?

O festival, que teve a sua primeira edição em 2010, é uma organização conjunta da associação Fade In e da Câmara Municipal de Leiria, e o segredo da sua hibridez reside na natureza da associação que o programa.

Desde 2001 que a Fade In é uma das principais dinamizadoras musicais da cidade. Ao longo dos anos, levou a Leiria nomes ligados ao universo gótico mas também Michael Gira, A Silver Mt Zion, Woven Hand, Xiu Xiu ou Destroyer - ou seja, há nas escolhas de programação uma abrangência estética que, apesar do gosto pelo negro do gótico, pela provocação sonora da música industrial ou pelo rock mais virulento, não se fecha num universo específico. E, por isso, quando o PÚBLICO contacta Carlos Matos, da Fade In, ele começa por fazer um esclarecimento: "[O Entremuralhas] é um festival gótico porque decorre numa estrutura medieval gótica." Prossegue: "Obviamente que, ao decorrer num espaço com a história do Castelo de Leiria, queríamos uma programação que dignificasse o espaço e o evento, oferecendo ao público a oportunidade de ver bandas que nunca estiveram em Portugal [seis dos 12 concertos programados são de músicos que actuam no país pela primeira vez], com uma componente estética que não passa nas rádios e pelos festivais mainstream." Tudo resumido. Um festival orgulhosamente gótico, mas recusando "fechar-se no universo hermético" do género musical. "Também queremos provocar os fãs góticos com outras correntes estéticas", acentua.

Mais que música

As portas do castelo abrem-se hoje às 16h com concertos dos Nitzer Ebb, dos Sol Invictus, banda de uma folk negríssima, formada por Tony Wakeford em 1987, após a saída dos Death In June, e dos búlgaros Irfan, caldo cultural místico (do centro da Europa ao Magrebe) onde sobressai a voz de Denitza Seraphimovab, formada no famoso coro das Misteriosas Vozes Búlgaras.

Seguem-se, sábado, em actuações divididas por três palcos (o Alma, o Corpo e o Igreja da Pena), os controversos belgas Suicide Commando, música industrial feita de distorção excessiva e provocação punk, os supracitados Rosa Crvz, a melancolia em queda de Sieben, do violinista Matt Howden, como que parceiro espiritual do Dave Tibet, dos Current 93, e os leirienses Brainderstörm.

Domingo, o festival encerra com o rock gótico canónico, tal como definido na década de 1980, dos alemães Diary of Dreams, com os tétricos Arcana, suecos recuperando lendas antigas com sintetizadores modernos, com o "medievalismo" épico dos espanhóis Trobar de Morte e com a música ambiental dada ao paganismo dos catalães Narsilion.

Mas, como escrevemos acima, há mais que a música. E entre esse mais, destaca-se a exibição, domingo, às 17h, de "William 
Burroughs - A Man Within", documentário de Yoni Leyser. O realizador participará numa conferência dedicada ao autor de Junky após a exibição do filme. Estreado nos Estados Unidos em 2010, "A Man Within" é narrado por Peter Weller, que protagonizou a versão cinematográfica do Festim Nu, de David Cronenberg, tem banda sonora dos Sonic Youth e conta com depoimentos de admiradores e contemporâneos como Patti Smith, Iggy Pop ou John Waters. O filme representará também a primeira edição DVD da Fade In, que garantiu os direitos exclusivos para Portugal.De destacar, no mesmo dia, a pré-apresentação de "As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy 2", a BD de Filipe Melo que é misto de filme de aventuras, de super-heróis e de terror, tudo misturado em prancha e com Lisboa como pano de fundo - Melo chega a Leiria a dez páginas de ter completo o segundo volume das aventuras.

Considerando igualmente a programação para sábado de duas curtas de Edgar Pêra, "Um Filme Extraordinário" e "O Barão entre Muralhas", esta última concebida especialmente para o festival, as conferências de sexta ("O absinto e a cultura gótica", por Pedro Ortega, curador da Semana Gótica de Madrid) e de sábado ("Quantas das nossas histórias são verdades?", com José Luís Peixoto, Pedro Laginha e Miguel Nicolau), voltamos ao início. O Entremuralhas é um festival gótico, mas mais que isso.

Com bilhetes a 25€ (para um dia) e 60€ (para os três dias) e com lotação limitada a 737 pessoas - "Não vou explicar este número para não estragar o mistério", brinca Carlos Martins -, irão até Leiria portugueses e "comitivas" espanholas, inglesas, russas ou brasileiras. Estará gente que, aponta Carlos Matos, se entrega "a um certo voyeurismo": vestem-se para se mostrar, integrando-se no universo que admiram, e também vêem para ver quem assim se mostra. Dificilmente teriam melhor envolvência para tal que o Castelo de Leiria - onde estarão os Rosa Crvx, mas onde também encontraremos William Burroughs.

 

Via Público



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