Quinta-feira, 07.06.12

Clubes aprovam árbitros estrangeiros nas competições profissionais


A assembleia geral (AG) extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovou uma proposta que permite a nomeação de árbitros estrangeiros para jogos dos dois principais campeonatos.


A proposta deverá passar em sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), pois o próprio Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem federativo, esteve presente nas instalações da LPFP para “abençoar” a aprovação.

Em declarações recentes, o líder federativo da arbitragem admitiu a possibilidade de se nomearem árbitros estrangeiros para jogos portugueses, desde que isso se fizesse de forma organizada e concertada com federações congéneres de outros países.

Esta foi uma de 11 propostas hoje aprovadas (eram 12 no total) com vista à alteração ao Regulamento de Arbitragem das competições profissionais, cujas votações decorreram de forma “pacífica”, segundo André Diniz Carvalho, presidente da mesa da AG.

A alteração que prevê o recurso a árbitros de federações estrangeiras fica estabelecida no aditamento do ponto 3 do regulamento referido, no seu artigo 9.º, sobre “Quadro de árbitros e árbitros assistentes”.

À letra do aprovado, segundo comunicado entretanto revelado no sítio oficial da LPFP na Internet, podem dirigir competições organizadas pela Liga “os árbitros e árbitros assistentes inscritos em federações estrangeiras com as quais a FPF estabeleça contrato, tendo por objecto o intercâmbio de serviços em condições de paridade que possuam categoria equivalente às referidas”.

A mesma nota dá conta da aprovação de todas as propostas de alteração ao Regulamento Disciplinar, também em ordem de trabalho da AG, sem quantificar quais ou os seus conteúdos.

André Dinis de Carvalho, que remeteu “para breve” o anúncio das matérias que foram alteradas, admitiu que as mesmas levarão “a passos decisivos para a pacificação do futebol”.

Na reunião magna da LPFP estiveram ausentes oito emblemas: Nacional da Madeira, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, União de Leiria (I Liga), Belenenses, Portimonense, Atlético e Arouca (II Liga).

 

Noticia do Público

 



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Terça-feira, 15.05.12

Federação rejeita proposta de alargamento

A Direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) rejeitou nesta terça-feira a proposta de alargamento do campeonato principal de 16 para 18 clubes, anunciou o presidente da Liga de clubes, Mário Figueiredo.


A comunicação foi feita aos jornalistas após a reunião de Direção da FPF, na qual Mário Figueiredo é vice-presidente por inerência. 

"A FPF pediu aos clubes que apresentassem esta proposta com este ou em outros figurinos. Na ordem de trabalhos constava deliberar sobre este assunto e acabou por ser rejeitada pela Federação, com voto contra da Liga", declarou Mário Figueiredo.

Em causa estava uma proposta de alargamento da Liga na próxima temporada, com recurso a uma “liguilha” para determinar subidas e descidas de divisão entre os dois escalões profissionais, aprovada na Assembleia-Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a 3 de Maio. 

Esta foi a segunda rejeição da FPF a uma proposta de alargamento, depois de uma primeira, que não previa despromoções esta época, ter sido vetada. 

Numa segunda Assembleia-Geral, foi aprovada pela Liga a proposta de alargamento, mas com recurso a “liguilha”, a ideia original preconizada por Mário Figueiredo e que defendeu desde a campanha para a presidência do organismo, que ocupa há cerca de três meses. 

As deliberações das duas reuniões magnas foram impugnadas por alguns clubes, incluindo FC Porto, Sporting e Nacional. 

A decisão tomada na segunda Assembleia-Geral voltou a ter oposição de alguns associados, nomeadamente dos “dragões”, que recorreram para o Conselho de Justiça da FPF. 

O órgão federativo atribuiu efeito suspensivo ao recurso, como era solicitado pelo FC Porto, algo que foi duramente criticada segunda-feira pela directora-executiva da Liga, Andreia Couto, que não reconhece competência ao CJ para apreciar a validade de decisões tomadas em AG do organismo que rege as provas profissionais.

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 04.05.12

http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1544770

João Bartolomeu, presidente da SAD da União de Leiria, confirmou na tarde desta sexta-feira, que a equipa vai jogar no Estádio da Luz, contra o Benfica.


“Vamos estar presentes no Estádio da Luz. A União de Leiria vai continuar com o futebol profissional”, afirmou Bartolomeu em conferência de imprensa realizada em Fátima, após uma reunião com o técnico José Dominguez.

Esta declaração surge poucas horas depois de o presidente da União Desportiva de Leiria, Mário Cruz, ter confirmado a intensão de desistência da equipa profissional da Liga portuguesa de futebol.

"Não há qualquer hipótese de volte face. O jogo é amanhã (sábado), os jogadores tiveram conhecimento do apelo (de João Bartolomeu), ponderaram e não voltaram. Com os juniores, não vamos à Luz, não há condições para isso", garantiu à Lusa Mário Cruz.

Só que, horas depois, João Bartolomeu anunciou a reviravolta e assegurou que a U. Leiria vai permanecer na competição e jogará contra o Benfica, no Estádio da Luz.

Bartolomeu reconheceu que a equipa que a União vai apresentar “não é competitiva”, mas acrescenta que os “juniores têm muito valor”. 

O presidente demissionário da SAD leiriense reforçou ainda a intenção de avançar com um processo para os 13 jogadores que não voltaram atrás no processo de rescisão colectiva (alegando a existência de três e quatro meses de ordenados em atraso), argumentando que a carta de rescisão chegou na última quarta-feira e que os mesmos jogadores não poderiam ter faltado ao treino do último sábado e ao jogo com o Feirense.

“Os atletas são os menos culpados. Pedimos desculpa por não ter pago os salários de Janeiro, Fevereiro e Março. Na carta que eles receberam hoje vão entender a gravidade da situação. Vamos agir judicialmente. Eles incorreram em várias infracções e a União passa de devedor a credor”, frisou Bartolomeu, acrescentando que, a partir de segunda-feira, os processos vão dar entrada nos tribunais civis.

“O departamento jurídico da SAD conhece bem a lei do trabalho. Vai haver penhora de créditos e bens dos atletas. Vão ser indemnizações muito grandes”, observou o presidente da SAD, garantindo, no entanto, que está disponível para receber os atletas de volta.

Bartolomeu deu ainda a entender que a União está a ser vítima de uma conspiração, mas que tem recebido solidariedade de muitos clubes. “Há que abater a SAD do Leiria e o presidente do Leiria”, frisou.

 

Retirado do Público



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Sábado, 28.04.12

Fim do futebol no Leiria, principio do fim para os restantes?

O presidente demissionário da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da União de Leiria, João Bartolomeu, considera que a rescisão colectiva dos futebolistas é um “caso de polícia". E entende que a U. Leiria deve abandonar o futebol profissional.


Na sexta-feira à noite soube-se que o plantel profissional leiriense, que disputa a I Liga, decidiu rescindir unilateralmente os contratos de trabalho, dado o avolumar de salários em atraso. Como consequência disso, a equipa já não irá defrontar o Feirense, neste domingo, em partida da 28.ª jornada.

A rescisão colectiva é duramente criticada por João Bartolomeu, líder da SAD que se demitiu em meados de Abril. “Alguns jogadores esquecem que receberam adiantamentos quando assinaram os contratos. É um assunto jurídico e é um caso de polícia. Há 80 por cento dos clubes com ordenados em atraso, mas escolheram o Leiria como o elo mais fraco e estão a abatê-lo”, sustentou João Bartolomeu, em declarações feitas no final da reunião da Assembleia Geral da SAD, na Marinha Grande.

Segundo o mesmo responsável demissionário, a União de Leiria é o “bode expiatório” e a rescisão não foi feita “levianamente”. Bartolomeu apelou a que se investigue a situação da União de Leiria, pois considerou que se trata de um “acto premeditado”. Para além do Feirense, a União de Leiria deverá igualmente falhar os jogos com o Benfica, na Luz, e com Nacional, em casa.

Bartolomeu acusou ainda os jogadores de não aceitarem o acordo da SAD, que previa o pagamento dos salários de Janeiro, Fevereiro e Março. “Nunca vi jogadores serem tão radicais, apesar de o presidente do sindicato pedir contenção. É um caso de polícia que mexe com dinheiro e classificações”, sublinhou.

Futuro pode decidir-se hoje

Sobre o futuro da equipa, o presidente demissionário admitiu a possibilidade de pôr fim ao futebol profissional. “Se se confirmar a rescisão colectiva, a União de Leiria tem de abandonar o futebol profissional, mas é a minha opinião. Os accionistas é que vão decidir”, afirmou João Bartolomeu, remetendo para este sábado uma decisão.

Com a rescisão colectiva dos jogadores, o presidente da SAD recordou que a União de Leiria tem “duas hipóteses” para o jogo com o Feirense, no domingo: “falta de comparência ou abandono do futebol profissional”. A sua posição é clara: “abandono”.

O presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, considera inevitável o desfecho verificado na sexta-feira, face ao comportamento dos responsáveis do clube e da própria Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) neste processo. Joaquim Evangelista alertou também para a existência de “casos mais graves” no futebol português.

“Lamento que aqueles que têm responsabilidades continuem a falar de questões menores, como o alargamento dos quadros competitivos [para a próxima temporada], quando 80 por cento dos jogadores não recebem atempadamente os salários. O presidente da Liga [Mário Figueiredo] teve oportunidade de ajudar, não venha agora com o argumento de que iria beneficiar um clube em relação aos outros”, criticou nesta sexta-feira o líder sindical, referindo o exemplo de Espanha, onde os responsáveis pelo futebol profissional encontraram soluções para resolver este tipo de problemas sem afectar a competição: “Ao demitir-se da sua responsabilidade, sem uma palavra e sem capacidade de intervenção, o presidente da Liga teve um esforço insuficiente.”

 

Via Público

 



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Sexta-feira, 16.03.12

Porto passa na Choupana

O FC Porto venceu esta noite o Nacional (0-2) e segurou o primeiro lugar do campeonato, independentemente dos resultados de Benfica e Sp. Braga. Um golo de Janko, num lance caricato, abriu caminho ao terceiro triunfo consecutivo dos “dragões” na Choupana, em jogos do campeonato.


Aos 21’, João Aurélio tentou aliviar à saída da área, mas acertou em Alvaro Pereira. A bola ressaltou na direcção de Janko que, no coração da área e só com Vladan pela frente, se limitou a encostar. Foi este o lance que decidiu um jogo em que o Nacional pareceu sempre mais incómodo.

A velocidade de Mateus e Candeias ia fazendo estragos na defesa portista, mas o último passe dos insulares nunca saiu nas condições ideais. E o FC Porto, sobretudo na segunda parte, foi jogando com isso. Foi tentando ter mais a bola para evitar o contra-golpe do adversário.

O Nacional ameaçava mais, sobretudo através dos remates de Mateus, mas os “dragões” eram mais eficazes. Rolando e Maicon, no mesmo lance, enviaram duas bolas seguidas à trave e, já aos 90+4’, chegou mesmo o 2-0. Vladan não susteve um remate cruzado de James e Alex Sandro estava no sítio certo à hora certa, a matar o jogo.

 

Via Público



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Quinta-feira, 15.03.12

Futebol  FPF admite assumir as dívidas do Totonegócio

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) poderá assumir a dívida de 33 milhões de euros reclamada pelo Estado, relativa ao denominado Totonegócio.


Esta poderá ser uma das vias para solucionar o processo, mas a direcção federativa pretende ouvir primeiro a posição dos sócios ordinários, com os quais se reúne hoje tendo, entre outros “assuntos de relevância para o futebol português”, o Totonegócio na ordem de trabalhos.

No ponto principal da reunião está em causa a dívida de 33 milhões de euros reclamada pelo Estado, relativa ao Totonegócio, um acordo para o pagamento de dívidas fiscais anteriores a 1996, segundo o qual os clubes abdicavam dos 50 por cento das receitas do Totobola a que tinham direito, que reverteram para o Estado sob a forma de dação em pagamento.

Da dívida inicial de 54 milhões de euros, os clubes pagaram 21 milhões, através da cativação das receitas do Totobola e dos jogos sociais, ficando a faltar 33 milhões – destes, houve uma execução de 20 milhões em 2005, que ainda está por resolver nos tribunais, e outra de 13 milhões em maio de 2011.

Para a reunião de hoje à tarde, estão convocadas todas as associações distritais e regionais de futebol, a LPFP, as estruturas representativas de jogadores (SJPF), árbitros (APAF), treinadores (ANTF), enfermeiros e massagistas (ANDAF), médicos (AMEF) e dirigentes (ANDIF).

Além do Totonegócio, na reunião poderá ainda ser abordado o alargamento das Liga e Liga de Honra para 18 e 22 clubes, respectivamente, aprovado na Assembleia-Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Via Público



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Terça-feira, 13.03.12

A liga e o alargamento da discórdia


Abriu-se uma nova frente de batalha no futebol português. A decisão de alargar o principal campeonato de 16 para 18 equipas já a partir da próxima época, num cenário que não prevê nenhuma despromoção, provocou a indignação de alguns dos dirigentes e ameaças de impugnação da assembleia-geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que decorreu no Porto. À cabeça dos protestos, estão Sporting e Nacional.


Houve duas propostas a votação com sortes distintas. Passou a do alargamento do número de participantes na Liga (31 votos a favor, 15 contra e duas abstenções), chumbou a do formato que permitiria esse desiderato (29 votos contra, 17 a favor e duas abstenções). Ou seja, a ideia defendida por Mário Figueiredo (presidente da LPFP), de promover uma “liguinha” entre os dois últimos classificados da I Liga e o terceiro e quarto classificados da Liga de Honra, caiu por terra. Conclusão? A alternativa encontrada passa por não haver descidas de divisão no final da presente época desportiva.

Um cenário que é liminarmente rejeitado pelo Sporting. À saída da reunião, já perto das 23h, Luís Duque manifestou totais reservas sobre a viabilidade desta decisão: “Não acredito que seja isso que vai acontecer, porque isso põe em causa o edifício do futebol português. Votámos contra e não acreditamos que entre em vigor porque cremos que é ilegal”, explicou o representante dos “leões”. “Da Liga isto ainda passa para a federação [FPF]. E há ainda o recurso aos tribunais, por isso penso que esta modalidade não irá passar”, acrescentou.

Posição semelhante, embora com um discurso mais radical, é a do Nacional da Madeira. O clube, que, à imagem do Sporting (os “leões” contestavam o timing da entrada em vigor da medida e o delicado momento económico-financeiro que os clubes atravessam), votou contra o alargamento, manifestou total desagrado face ao modelo encontrado.

“Isto é uma caldeirada. Hoje foi a promoção completa da ilegalidade, promovida pelo presidente da Liga e por um conjunto de clubes que envergonham o futebol nacional e produziram nos bastidores actuações no sentido de perverter a verdade desportiva. Não é admissível que uma competição se dispute sem penalização e valorização do mérito”, defendeu Rui Alves, presidente do clube insular, anunciando que “irá impugnar todos os pontos” desta assembleia geral.

Contra a proposta de alargamento votou ainda o FC Porto. O representante dos campeões nacionais acabou por fazer uma declaração de voto onde deu conta da oposição dos “dragões”.

Que espectáculo resta?

Uma das bandeiras de campanha de Mário Figueiredo na recente corrida à presidência da LPFP, o tema do alargamento gerou sempre algum mal-estar. Chumbada a proposta de uma “liguinha”, o dirigente acabou por ficar com o modelo da não despromoção dos últimos classificados em mãos. Em conferência de imprensa ao final do dia, Figueiredo preferiu falar em clubes “repescados”, mas o efeito prático é o mesmo.

É justamente este formato que o Sporting contesta com veemência: “Ficou decidido que não descia ninguém nas duas Ligas [profissionais]. Que espectáculo é que nos resta até ao fim da época? Isto era manchar a verdade desportiva”, rebateu Luís Duque, insistindo que as condições para avançar com esta decisão “não são, nesta altura, as mais favoráveis”. “O mais grave é alterarem-se as regras a meio do campeonato”, enfatizou.

Independentemente da posição de força dos opositores, a proposta aprovada seguirá agora os trâmites normais, o que significa que terá ainda de ser aprovada pela Federação Portuguesa de Futebol. Tendo em conta as ameaças de alguns dirigentes, é muito provável que a batalha jurídica em torno de um dos temas mais quentes do futebol português esteja apenas a começar.

 

Via Público



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Sábado, 03.03.12

À décima vitória consecutiva, o Sp. Braga alcançou o Benfica

Não é uma questão de discurso, mas de futebol. Por muito que os responsáveis do Sp. Braga rejeitem o estatuto de candidato ao título, em campo, os jogadores têm-se esforçado por provar o contrário. Na Madeira, assistiu-se a uma exibição e a uma reviravolta de equipa grande. O Nacional entrou por cima, mas saiu de gatas (1-3), subjugado pelo novo companheiro do Benfica na tabela.


Quando Moreno, aos 12’, concluiu da melhor forma uma combinação entre Rondón e Candeias para abrir o marcador, a comitiva bracarense terá experimentado uma sensação de déjà vu. A 30 de Janeiro, também no Funchal, Hugo Viana e companhia também tinham entrado em falso, frente ao Marítimo. E deram a volta por cima (1-2).

Deve ter sido a experiência acumulado a desinibir a equipa, porque os minhotos não acusaram a desvantagem - e muito menos a pressão de jogarem para o segundo lugar, de aproveitarem a oferta do Benfica. O futebol do Nacional fluía sobretudo pelas alas (cortesia de Candeias, que fez de Elderson o que quis), o Sp. Braga tentava tirar partido do miolo (A saída de Andrés Madrid, por lesão, facilitou a tarefa) e daquele pé esquerdo magistral de Hugo Viana.

Aos 24’, Lima recebeu um passe de 40 metros na área, mas deixou-se antecipar. Aos 40’, desviou com êxito já na pequena área, após uma assistência perfeita de Mossoró.

A mesma dupla não acusou o arrefecimento da descida aos balneários, no intervalo, e regressou em alta. Lima, todo ele mobilidade e sentido de oportunidade, fugiu à marcação pela direita, desviou a bola do caminho do guarda-redes Marcelo e contou com a ajuda do poste para “assistir” Mossoró, que se limitou a empurrar para o 1-2.

Agora era o Nacional que tinha de ir atrás do prejuízo. Pedro Caixinha trocou Mateus por João Aurélio mas não ganhou nada com isso. Leonardo Jardim substituiria Mossoró por Ukra e ganharia mais um golo por isso (67’). O mérito do jogador emprestado pelo FC Porto foi o de acompanhar a jogada que Leandro Salino e Lima desenharam a régua e esquadro. E o de encostar para o 1-3 final.

Antes desse momento, o Nacional tentara o empate pelas alas, pelo centro, em lances de bola parada - e Neto, de cabeça, quase aproveitava uma falha de marcação. Tudo em vão. O Sp. Braga ia anulando todas as investidas e espreitando o contra-ataque, para o golpe fatal, que carimbou a décima vitória consecutiva na Liga, a quinta fora de casa. Um registo impressionante, que colou a equipa ao Benfica no segundo lugar (49 pontos), a um mês da visita ao Estádio da Luz.

 

Via Público



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Terça-feira, 28.02.12

Boavista ganha em tribunal, exige “reintegração” na Liga e FPF pode recorrer


O Boavista recebeu nesta terça-feira uma notificação do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa considerando nula a reunião do Conselho de Justiça (CJ) da FPF que confirmou a sua despromoção à Liga de Honra, disse à Agência Lusa fonte da SAD axadrezada.


O responsável, que preferiu não se identificar, disse que o Boavista vai por isso pedir a "reintegração na Liga", alegando que não devia ter sido despromovido porque a segunda parte da reunião do CJ, afinal, não foi válida.

O Conselho reuniu-se a 4 de Julho de 2008 e teve uma segunda parte, já sem os seus presidente e vice-presidente, em que foi confirmada, nomeadamente, a descida de divisão do Boavista, por alegada corrupção, que havia sido determinada pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga, no âmbito do processo Apito Final.

Desse modo, os conselheiros presentes nessa polémica reunião CJ não acolheram o recurso que o Boavista apresentara no sentido de procurar anular a deliberação tomada pela CD.

Na mesma reunião, recorde-se, foi também confirmada a suspensão de dois anos do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, igualmente decretada pela Comissão Disciplinar - mas neste caso o Tribunal já havia considerado inválida essa polémica reunião.

O Boavista alegou sempre que "os fundamentos invocados" pelo líder portista são em tudo semelhantes" aos seus e ficou à espera de uma sentença igual - que, todavia, chegou apenas agora.

Dirigentes, associados e adeptos boavisteiros acreditaram sempre que o tribunal acabaria por lhes dar razão, fornecendo assim o argumento decisivo para reivindicar o regresso ao convívio dos grandes, além de uma indemnização, até que o Conselho de Justiça tomasse uma decisão definitiva sobre o caso.

A Federação Portuguesa de Futebol ainda não reagiu oficialmente, mas fonte próxima da federação disse ao PÚBLICO que "haverá certamente espaço para recorrer desta decisão de primeira instância", lembrando que "mesmo que a decisão seja mantida até ao Supremo [Tribunal Administrativo] o que acontecerá é haver uma nova reunião do Conselho de Justiça".

 

Via Público



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Quarta-feira, 09.03.11

 

A vergonhosa capa do jornal A Bola

O jornal "A Bola" é para mim uma espécie de resquício em forma de folhetim diário da visão futebolística dos tempos antigos. Vive às custas da imagem de um clube porque esta continua a vender, já o fado nem tanto, Fátima lá está e o outro senhor, a quem convinha ter o povo feliz e embriagado, sereno e de mordaça, faz tijolo há muito tempo. Mas o jornal continua a viver numa espécie de redoma de impunidade futebolístico-intelectual sem grande intelecto, dando-se ao luxo de produzir capas facciosas e tendenciosas como a de ontem. Vale tanto como um folheto do Lidl, mas com muito menos variedade.


 

Pouco lhes importa se menorizam e enxovalham neste processo de defesa cego a um só clube os adeptos, as equipas, e todos os profissionais de clubes alheios. Uma total ausência de respeito pelos restantes. Aproveitando-se deliberadamente de um país em que a maioria é benfiquista, o jornal "A Bola" chuta para canto a isenção e dá-se ao luxo de criar capas como esta que vemos mais acima. Palavras para quê? Lendo o jornal, o Sporting de Braga parece não ter jogado e marcado dois golos e pelos vistos o FC Porto também não havia ganho ao Vitória de Guimarães no dia anterior, precisou por isso do Sr. Carlos Xistra. E o Roberto não sofreu um golo do meio campo, coisa que nem nos jogos dos infantis se vê. Foi tudo ilusão. Lá teremos daqui a algum tempo e a custo que fazer uma capa a dizer "FC PORTO CAMPEÃO ". Imagino o sofrimento e o ambiente pesado na redação.


Acho que qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que o Benfica não precisa disto. Um benfiquista não precisa que um órgão de informação não oficial do clube produza contra-informação permanente que visa exclusivamente encobrir, aligeirar ou justificar desaires. Vitórias enaltecidas como se da batalha de Aljubarrota se tratassem. Miminhos e agrados. As contratações melhores do mundo. Jesus é Deus na terra e Deus Pai Nosso Senhor que se lixe ou vá treinar o Alverca. Agora entende-se a reunião da direção do clube com alguns meios de comunicação social há alguns meses ("definir estratégias"-  disseram então...)

O Benfica é muito maior que o jornal "A Bola" e levantar-se-á por ele próprio se cair. Não precisa do andor ou de empurrões em formato de papel. É isso que distingue os clubes ditos grandes dos outros. Nem o jornal "O Jogo", que todos adoram apontar, e com alguma razão, como o jornal oficial do Porto clube, foi capaz alguma vez de produzir uma capa deste calibre. Reles. E jamais em tempo algum menosprezou uma vitória do Benfica. Nunca vi. Nunca li. Mostrem-me.

Esta capa do jornal "A Bola" é provavelmente o maior nojo jornalístico-desportivo dos últimos 20 anos. É de uma azia inexplicável, inqualificável e inadmissível entre profissionais (não todos certamente) mas ajuda em parte a explicar porque é que o FC Porto tem a garra que tem e é neste momento o único clube a ser visto e considerado como "grande" fora de portas. São estas coisas que alimentam o Dragão. Cá dentro continuam a ser tratados como os saloios do costume pela mesquinha e bolorenta comunicação. Mérito a quem o tem. Enorme FC Porto.


PS: Não entendo como ainda há pessoas, adeptos de outros clubes que não o Benfica, que continuam a escrever opinião neste jornal de propaganda avermelhada como se nada se passasse. Devem ser mesmo muito bem pagas.

 

Via 100 Reféns



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