Quinta-feira, 10.05.12

Atlético ganha a Liga Europa com dois golos de Falcao

Fosse qual fosse o desfecho da final de Bucareste, havia uma garantia: a capital romena assistiria ao quinto título espanhol no século XXI no que à segunda competição da hierarquia da UEFA diz respeito. Calhou ao Atlético de Madrid (até 1921 filial do adversário desta quarta-feira) repetir o triunfo de 2009-10 (desta vez por 3-0), o que significa que calhou ao Athletic Bilbau emular o desaire de 1976-77.


Estavam decorridos somente sete minutos desde o apito inicial e já havia muito para contar. Falcao, graças a um lance apenas ao alcance dos predestinados, fazia o primeiro golo da noite e preparava-se para se tornar no primeiro jogador da história a sagrar-se melhor marcador da Taça UEFA/Liga Europa em duas edições consecutivas. A confirmação chegaria aos 34’ e poderia ter-se repetido aos 80’. Mas já lá vamos.

Naquela que foi a nona final da competição entre emblemas do mesmo país (aconteceu em 1971-72, 1979-80, 1989-90, 1990-91, 1994-95, 1997-98, 2006-07, 2010-11 e 2011-12), o filme do jogo foi fiel ao trailer da véspera. Sim, o Athletic quis pegar no jogo e comandar com bola. Sim, o Atlético estava atento aos espaços e soube explorá-los.

O primeiro exemplo surgiu pelos pés do colombiano que o FC Porto vendeu aos "colchoneros" (por 40 milhões de euros) já com o rótulo de goleador europeu. Em 2010-11, Falcao tinha feito 17 golos na prova; esta época, concluiu-a com 12. E, à semelhança do que acontecera na final de Dublin, guardou algum poder de fogo para o jogo decisivo. Recebeu a bola a caminho da área, travou, simulou à frente de dois defesas e puxou para o pé esquerdo, desferindo um remate para mais tarde recordar.

O Athletic não deu parte fraca, nem ajustou as coordenadas. Paulatinamente, foi tentando aproximar-se da área. De Marcos e Ander Herrera (em noite não) tentaram servir Llorente, mas o avançado esteve uns furos abaixo do habitual; Muniain tentou de longe mas Courtois esteve uns furos acima do habitual.

O intervalo chegaria com 60% de posse de bola para os bilbaínos e — mais importante — com um erro crasso, daqueles que prometem pesadelos, de Amorebieta. Aos 34’, o central facilitou à entrada da área, quando se impunha despachar a bola sem rodeios, foi desarmado, Turan entrou em cena, Falcao também e o resto é o costume. O colombiano confirmava o estatuto de goleador-mor da Liga Europa, versão revista da antiga Taça UEFA, que vai na terceira edição e na qual já leva 29 golos.

Aí, sim, ruiu o Athletic e o futebol de Marcelo Bielsa, que na segunda parte ainda lançou o irrequieto Ibai Gómez, o tampão Iñigo Pérez e o experiente Toquero para ganhar mais peso no ataque. Dispôs de oportunidades de golo? Sim, dispôs. Mas continuou a dar espaço na defesa, claramente o sector mais débil de uma equipa recheada de talento.

Falcao voltou a prová-lo aos 80’, com um drible perfeito e um remate ao poste. E (o também ex-portista) Diego arrumou a questão aos 85’, com um brilhante lance individual no qual Amorebieta desempenhou apenas papel de figurante.

Confirmava-se, assim, que o quarto troféu europeu do Atlético Madrid (tem mais uma Supertaça e uma Taça das Taças) estava garantido. E que os bascos precisavam de algo mais que o ritual de beberem um copo de Cola Cao na véspera dos grandes jogos para atrair a sorte.

 

retirado do Público

 



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Quinta-feira, 26.04.12

Sporting, o sonho morreu na praia


O treinador do Sporting, Sá Pinto, introduziu duas novidades na equipa inicial: André Martins jogou no lugar de Daniel Carriço, que surgiu no banco de suplentes, e Pereirinha substituiu o castigado Izmailov.


Os “leões”, que defendiam a vantagem (2-1) alcançada na primeira mão, em Alvalade, entraram bem no encontro em San Mamés. Mas foram os bascos os primeiros a marcar: Llorente amorteceu a bola e Susaeta fez o 1-0 de pé esquerdo (17’), colocando o Athletic na frente do marcador.

A equipa de Sá Pinto procurou então recuperar a vantagem na eliminatória. Na sequência de um canto, Polga obrigou Iraizoz a uma grande defesa (33’). Aos 42’ foi Rui Patrício a brilhar, voando para travar um remate de Llorente.

O golo dos “leões” surgiu aos 44’, por intermédio de Ricky van Wolfswinkel. Na sequência de um canto, a bola sobrou para o avançado holandês que, à entrada da área, restabeleceu o empate. Só que o 1-1 não durou muito tempo. Após um excelente trabalho trabalho de Llorente, Ibai Gómez recolocou o Athletic em vantagem, deixando a eliminatória empatada.

A segunda parte trouxe várias oportunidades de golo: Rui Patrício voltou a brilhar para travar o remate de Susaeta, e depois viu Llorente enviar a bola ao poste (52’). Passados dois minutos, foi Insúa a acertar nos ferros de Iraizoz, na sequência de um livre.

O Athletic continuou melhor, com Llorente a criar muitas dificuldades à defesa “leonina”. E foi o avançado internacional a resolver a partida e a eliminatória para a equipa de Marcelo Bielsa: após um bom trabalho de Ibai Gómez na esquerda, Llorente atirou a bola, que ainda bateu no poste antes de entrar (88’). Estava feito o 3-1 para o Athletic.

O golo de Llorente evitou o prolongamento e matou o sonho europeu do Sporting. A formação orientada por Sá Pinto falhou o objectivo de disputar uma terceira final europeia. Será a equipa basca a marcar presença na final da Liga Europa, dia 9 de Maio em Bucareste.  

 

Via Público



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“Espero que o Athletic não tenha tanta sorte como em Lisboa”25.04.2012 - 18:28 Nuno Sousa, em Bilbau Foto: Francisco Leong/AFP  Sá Pinto confiante na qualidade dos seus jogadores ImprimirEnviar a um amigoComentar1Comentários 829 Leitores     Comentário do leitor + VOTADO Anónimo 25.04.2012 18:46, Lisboa, já não Dublin ... Sá Pinto! Os bascos sairam de Alvalade a falar português. Só temos mesmo que jogar como jogámos em Alvalade para vencer. ... Foi um Sá Pinto sorridente, confiante e a desdobrar-se entre o português e o castelhano aquele que surgiu nesta quarta-feira na sala de imprensa do Estádio San Mamés, em Bilbau. O treinador, que quis deixar claro que o Sporting já escreveu “uma página bonita da história”, assumiu a ambição de chegar à final da prova como treinador, depois de já o ter conseguido como jogador, em 2005, na então Taça UEFA.  “Não mudamos nunca, independentemente do adversário. Encaramos todos os jogos para ganhar”.  Uma vez mais, Sá Pinto deixou claro que a identidade do Sporting não varia em função do adversário, nem tão pouco em função do apoio dos adeptos num estádio rival. “Conheço o ambiente. É fantástico, de grande motivação para os jogadores. Não nos irá amedrontar. Vivemos ambientes iguais ou piores, em Manchester, Kharkiv, mas sobretudo em Varsóvia”, desvalorizou.  Do Athletic, Sá Pinto espera o mesmo de sempre. Posse de bola, circulação e aposta no jogo aéreo. “Têm jogadores como Javi Martínez, Aurtenetxe, Llorente... É um ponto forte do Athletic, mas estamos preparados para os parar. Espero que não tenham tanta sorte como em Lisboa. O golo em Alvalade não foi um erro, foi um detalhe de futebol”, ironizou.   Quando confrontado com as duas grandes ausências desta segunda mão, De Marcos no Athletic e Izmailov no Sporting, o técnico foi peremptório: “São dois elementos de grande qualidade. Quem perde é o futebol”. E se o jogo resvalar para as grandes penalidades? “Temos de estar preparados. Temos de ter a capacidade de resolver as dificuldades”.

Foi um Sá Pinto sorridente, confiante e a desdobrar-se entre o português e o castelhano aquele que surgiu nesta quarta-feira na sala de imprensa do Estádio San Mamés, em Bilbau. O treinador, que quis deixar claro que o Sporting já escreveu “uma página bonita da história”, assumiu a ambição de chegar à final da prova como treinador, depois de já o ter conseguido como jogador, em 2005, na então Taça UEFA.

 

“Não mudamos nunca, independentemente do adversário. Encaramos todos os jogos para ganhar”.

Uma vez mais, Sá Pinto deixou claro que a identidade do Sporting não varia em função do adversário, nem tão pouco em função do apoio dos adeptos num estádio rival. “Conheço o ambiente. É fantástico, de grande motivação para os jogadores. Não nos irá amedrontar. Vivemos ambientes iguais ou piores, em Manchester, Kharkiv, mas sobretudo em Varsóvia”, desvalorizou.

Do Athletic, Sá Pinto espera o mesmo de sempre. Posse de bola, circulação e aposta no jogo aéreo. “Têm jogadores como Javi Martínez, Aurtenetxe, Llorente... É um ponto forte do Athletic, mas estamos preparados para os parar. Espero que não tenham tanta sorte como em Lisboa. O golo em Alvalade não foi um erro, foi um detalhe de futebol”, ironizou. 

Quando confrontado com as duas grandes ausências desta segunda mão, De Marcos no Athletic e Izmailov no Sporting, o técnico foi peremptório: “São dois elementos de grande qualidade. Quem perde é o futebol”. E se o jogo resvalar para as grandes penalidades? “Temos de estar preparados. Temos de ter a capacidade de resolver as dificuldades”.

 

Via Público



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Quinta-feira, 19.04.12
Sporting em vantagem para chegar à Final

A frase foi dita na véspera por Sá Pinto na sala de imprensa do Estádio de Alvalade, mas depois do jogo desta quinta-feira terá um novo impacto em Bilbau e valerá uma tradução para a língua basca: “Gu Sporting gara!”. Que é como quem diz: “Nós somos o Sporting!”. Uma grande exibição dos lisboetas valeu uma emocionante reviravolta no marcador e um justo triunfo no jogo da primeira mão das meias-finais da Liga Europa. O resultado, 2-1, só peca por escasso.


Não tem sido brilhante a temporada "leonina" a nível interno, mas a equipa tem tido um comportamento de campeão na UEFA. Alcançou a oitava vitória consecutiva em casa, onde não perde há 12 jogos para as competições europeias. A final ainda está longe de ser confirmada, mas nesta quinta-feira a equipa demonstrou que tem todas as condições de a alcançar. Pela primeira vez nos últimos dias, os sportinguistas esqueceram o caso Cardinal e as acusações que pairam sobre Paulo Pereira Cristóvão.


Não foi por falta de oportunidades que o Sporting saiu para o intervalo sem golos, após uma primeira parte bem disputada, com nota elevada para a equipa da casa. Bem estudado o adversário, os “leões” portugueses foram eficazes a anular os “leões” espanhóis (que é também a alcunha da equipa de Bilbau), retratados como uma espécie de Barcelona basco.


Com uma defesa irrepreensível (a única falha de marcação aconteceu no único lance de perigo criado pelo Athletic, aos 13’, com Llorente a cabecear, sem oposição, por cima da baliza) e um meio-campo extremamente combativo, a vencer a grande maioria dos duelos, os lisboetas foram menos agressivos em termos atacantes. Mas nem por isso deixaram de estar muito próximos do golo.


Podia ter surgido logo aos 9’, quando um perdulário Wolfswinkel, enquadrado com a baliza, com tempo e espaço, rematou ligeiramente ao lado. Seria o primeiro de vários lances ofensivos construídos por André Martins, chamado a render Matías Fernández, que ficou de fora por problemas musculares. O jovem médio não desiludiu e foi uma referência determinante em termos defensivos, com inúmeras recuperações de bola, e nas transições atacantes.


Nos derradeiros cinco minutos da primeira metade, o Sporting voltou a carregar no acelerador e, aos 43’, Wolfswinkel voltou a falhar o alvo. Mas mais chocante seria a perdida de Insúa que, sozinho perante Iraizoz, falhou o remate em cima dos 45’, após um veloz contra-ataque conduzido por Capel.


Mesmo sem golos, a exibição agradou aos adeptos sportinguistas, que aplaudiram a equipa quando o árbitro apitou para o intervalo.


Motivado, o Sporting regressou com o mesmo espírito e disposição para o reatamento, mas, aos 54’, iria inesperadamente ao tapete. Um livre cobrado por Susaeta encontrou, no segundo poste, o esquecido Aurtenetxe, que atirou para o fundo das redes de Rui Patrício. Os bascos comprovavam em Lisboa que os lances de bola parada são uma das suas especialidades.


E voltaram a demonstrá-lo cinco minutos depois, na sequência de um canto, apontado também por Susaeta, com Amorebieta a atirar ao poste direito da baliza leonina, aproveitando o desnorte momentâneo da equipa da casa, que sentiu muito o golo.


O Sporting demorou a responder, mas fê-lo, aos 69’, com o terceiro desperdício da noite de Wolfswinkel, após um excelente cruzamento de Capel, na direita. Falhou o ponta-de-lança, mas não perdoaria, sete minutos depois, o defesa esquerdo Insúa, com um cabeceamento espontâneo no centro da área.


O público em Alvalade foi ao rubro, pediu a reviravolta e esta seria servida com requinte, aos 80’. Izmailov (que viu o amarelo aos 60’ e irá falhar o jogo da segunda mão) conduziu o ataque, tocou para Capel, que atirou uma bomba de fora da área. Quatro minutos depois, o incansável espanhol era rendido por Pereirinha e aplaudido de pé enquanto abandonava o relvado. E estava ainda a sentar-se no banco quando Carrillo falhou incrivelmente o 3-1.


Será com uma vantagem mínima, mas com grande demonstração do seu potencial, que o Sporting vai decidir a passagem à final da Liga Europa, na próxima quinta-feira, em Bilbau.

POSITIVO
Sá Pinto
Guardiola pode considerar Bielsa o melhor treinador da actualidade, mas ontem o novato Sá Pinto deu uma lição ao argentino. Estudou muito bem o adversário e voltou a aproveitar em seu proveito alguma soberba do adversário.
Capel
O espanhol reencontrou o Athletic e foi um gigante. O golo coroa uma grande exibição.
Defesas esquerdos
Em dia de pouco acerto dos pontas-de-lança, foram os laterais esquerdos das duas equipas a abrirem o marcador para as duas equipas.
NEGATIVO
Athletic
Sai de Alvalade com um resultado negativo, mas lisonjeiro. Muitas vezes comparada ao Barcelona, a equipa basca de catalã não teve ontem nada.

Ficha de Jogo
Sporting, 2
Athletic Bilbau, 1

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa. 

Assistência 37.286 espectadores. 


Sporting Rui Patrício, João Pereira a67’, Anderson Polga, Xandão, Insúa, Carriço (Carrillo, 68’), Schaars, André Martins (Rubio, 76’), Izmailov a61’, Capel (Pereirinha, 84’) e Wolfswinkel. Treinador Sá Pinto

Ath. Bilbau Iraizoz, Iraola, Ekiza, Amorebieta, Aurtenetxe, De Marcos a11’, Iturraspe a29’, Ander Herrera (San José, 73’), Susaeta (Ibai, 83’), Muniain e Llorente a86’ (Toquero, 87’).Treinador Marcelo Bielsa

Árbitro Jonas Eriksson, da Suécia. Amarelos De Marcos (11’), Iturraspe (29’), Izmailov (61’), João Pereira (67’) e Llorente (86’).
Golos 0-1, Aurtenetxe, aos 54’; 1-1, por Insúa, aos 76’; 2-1, por Capel, aos 80’. 


 

Via Público



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Llorente é a figura de uma equipa diferente

Marcelo Bielsa foi "tentado pelo sentimento romântico do Athletic Bilbau", como o próprio técnico argentino reconheceu quando chegou a Espanha no início da época. Mas isso não o impediu de formatar uma equipa capaz de juntar a nota técnica à artística e de agradar à crítica e aos adeptos.

Perfeccionista e fã incondicional do futebol de ataque, Bielsa conseguiu dar equilíbrio e consistência a um Athletic que, em Espanha, é agora muitas vezes comparado ao Barcelona. Pela qualidade do seu jogo, pelo "tiki-taka" e até pelos elogios de Guardiola, que teve a suprema modéstia de afirmar que Bielsa "é o melhor treinador do planeta".

Mantendo uma capacidade física assinalável (raros são os jogadores com menos de 1,80m de altura), o Athletic também não perdeu a combatividade e a intensidade do seu jogo que, muitas das vezes, o faziam parecer um clube britânico. Mas o modelo de jogo evoluiu de forma indelével com Bielsa. Num clube em que a opção por só utilizar jogadores bascos contribui para inflacionar ainda mais o sentimento de pertença nos adeptos, subiu de forma clara esta época o nível de satisfação com os espectáculos proporcionados. 

Esta equipa do Athletic Bilbau é muito diferente da que, em 1976-77, jogou e perdeu a final da Taça UEFA para a Juventus. Desde logo por ter uma média de idades muito baixa, na ordem dos 23 anos. E por combinar bem a agressividade com a audácia e o futebol vistoso. 

O Athletic, que não ganha nenhum título oficial desde 1984, investiu numa nova geração de jogadores sem fazer um grande investimento. De facto, no conjunto das últimas sete épocas gastou apenas 37 milhões de euros na compra de jogadores, pouco mais do investido pelo Sporting em reforços só nesta época. A diferença é que o clube espanhol quase sempre resiste a vender as suas principais estrelas...

Estratégia

Muitos dos jogadores são polivalentes, capazes de desempenhar diferentes missões, como tanto agrada a Bielsa. O Athletic distingue-se também pela qualidade das bolas paradas ofensivas, para o que contribui em muito o avançado Llorente (apontou dez dos 19 golos de cabeça somados pela equipa). Mas também é verdade que uma fragilidade da equipa espanhola é o jogo aéreo na sua área. Outras são a permeabilidade do corredor central e a recuperação defensiva. O pressing alto é feito com precisão e acutilância, mas quando o adversário consegue passar aquela zona encontra muito espaço mal vigiado. Ou seja, o Athletic defende melhor no ataque do que na defesa. Lá atrás funciona um esquema assente quase apenas em marcações individuais, o que nem sempre resulta da melhor forma.

Ao contrário do que acontecia na selecção do Chile, onde investiu num ainda mais romântico 3x4x3, Bielsa montou o Athletic num 4x3x3. Mas é um esquema recheado de mobilidade e sempre aberto à mudança. No último jogo, quando importava guardar o golo de vantagem sobre o Maiorca, o técnico argentino não teve dúvidas em assumir o duplo pivot defensivo e em passar a jogar em 4x2x3x1.

Bielsa não fez poupanças nesse jogo, porque ainda não desistiu de apurar o clube basco para a Champions ou, no mínimo, para a Liga Europa. Do onze titular habitual, só não jogou o jovem extremo Muniain, que acusava uma inflamação ocular (viajou para Lisboa e, segundo Bielsa, deve jogar). O Athletic subiu à sétima posição da Liga espanhola e está apurado para a final da Taça do Rei, frente ao Barcelona.

Defesa

O guarda-redes é Iraizoz, experiente (31 anos) e alto (1,91m). Jogou cinco anos no Espanyol. 

No lado direito da defesa, surge Iraola (29 anos/1,82m), tecnicista e muito ofensivo. 

Um dos centrais é Amorebieta (27/1,92m), jogador imponente e capaz de fazer lançamentos longos. Descendente de bascos, nasceu na Venezuela, país que representa agora, já depois de ter passado pela selecção espanhola de sub-19. 

O melhor jogador da defesa é Javi Martínez, que ficará de fora, a cumprir castigo. É um central adaptado comprado há cinco épocas ao Osasuna por seis milhões de euros. Tem 23 anos, mede 1,90m, gosta de iniciar a construção de jogo e há quem diga que José Mourinho o quer em Madrid. Quando é necessário guardar os resultados, pode subir no terreno para ajudar a formar o duplo pivot. O seu lugar deverá ser ocupado por Ekiza (24/1,80m), cujas fragilidades podem ser exploradas pelos jogadores mais rápidos do Sporting. 

O jovem (20 anos) Aurtenetxe ocupa a lateral esquerda. Mede 1,82m e é um jogador apagado, que sobe pouco e muito faltoso.

Meio-campo

A posição seis é ocupada por Iturraspe (23/1,87m). Está no clube desde os dez anos, mas só se impôs na primeira equipa com Bielsa. Sabe ler bem o jogo e compensa bem as subidas do lateral direito.

Oscar De Marcos (23/1,80) é o interior direito, embora a sua polivalência lhe permita ocupar outros terrenos. Formado no Alavés, impôs-se com Bielsa. Tem um drible forte e é explosivo, o que lhe permite surgir amiúde nas costas dos pontas-de-lança. 

No outro lado joga habitualmente Ander Herrera (22/1,81m). Foi contratado esta época ao Saragoça por 7,5 milhões de euros e a sua chegada ajudou em muito às elevadas percentagens de posse de bola que o Athletic é capaz de apresentar. Mas também sabe aproveitar os lançamentos longos que o clube não deixa de fazer aqui e ali. É talvez o jogador que mais marca o ritmo da equipa.

Ataque

No lado direito, deverá jogar Susaeta (24/1,74m). É veloz e forte nos cruzamentos e nas diagonais. Em grande forma, dá verticalidade e contribui para que a asa direita seja o ponto forte da equipa.

Na ala esquerda, costuma alinhar Muniain. Só tem 19 anos e mede apenas 1,69m, mas tem muita qualidade e já se estreou na selecção principal. Na liga espanhola, só marcou dois golos, mas na Liga Europa já soma cinco. Tem uma cláusula de rescisão de 38 milhões... Se não recuperar do problema no olho, o seu lugar deverá ser preenchido por Ibai (22/1,79m), um falso extremo que é muito forte nas bolas paradas.

O centro do ataque é ocupado pelo mediático e experiente Llorente, por muitos considerado o melhor ponta-de-lança espanhol da actualidade. No clube desde os infantis, esta época já marcou 27 golos em 45 jogos. É um jogador maduro (27 anos), possante e bom cabeceador, ou não medisse 1,95m e pesasse 94kg. O seu habitual suplente é Gabilondo (33/1,85m), que já passou pela Real Sociedad.

 

Via Público



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O que tinha o saco branco de Marcelo Bielsa?


O argentino é uma personagem. Isso já toda a gente sabe ou o treinador do Athletic não carregava consigo a alcunha de “El Loco”.

A sala de imprensa do Sporting estava cheia de jornalistas, muitos deles bascos. O técnico argentino foi o primeiro a entrar, levava um saco plástico na mão e uma mala preta na outra. Sentou-se no primeiro lugar da mesa que ficava de frente para as cadeiras. 

O assessor sentou-se ao seu lado, depois Iraola, o jogador escolhido para falar do jogo com o Sporting, e na ponta oposta a tradutora. 

Enquanto Iraola falava sobre o jogo, as primeiras perguntas foram em basco, Bielsa ia descascando as pontas soltas de umas folhas A4 que levara – fê-lo demorada e minuciosamente durante largos minutos. Os óculos postos e presos por um fio davam maior carga ao ar de intelectual. Com a caneta ia escrevendo. O quê? As perguntas dos jornalistas, as respostas do seu jogador?

Quando chegou a sua vez manteve-se impávido, seráfico e recolhido no seu fato-de-treino cinzento do qual sobressaíam as letras Umbro e o símbolo do Athletic. 

Não levantou a cabeça a nenhuma pergunta, manteve-a baixa. Bielsa é tímido, provaram-no as mãos fechadas uma na outra, os dedos apertados e os braços hirtos. 

As respostas saíram secas. Esperava pela tradução para o português, parecia analisar. Interrompia e voltava atrás para acrescentar algo que lhe parecia em falta. Como quando um jornalista espanhol lhe perguntou em castelhano sobre a Repsol e a posição da Argentina. 

Não respondeu. E quando o repórter insistiu, foi seco: "Pensei que o silêncio tinha servido como resposta". "A pergunta não é do âmbito do jogo e é absolutamente tendenciosa". Voltou atrás e, sem levantar os olhos, atirou: “É uma parte económica importante nas mãos do país”, disse referindo-se à posição argentina de não pagar a indemnização de 8 mil milhões exigida pela Repsol pela nacionalização da YPF.

Sendo impossível, só a uma tartaruga hábil, Bielsa encolheu-se ainda mais quando lhe disseram que Sá Pinto o colocara no mesmo patamar de Guardiola e Mourinho. “Agradeço o elogio, mas não sou comparável a nenhum desses treinadores, não tenho esse mérito”.

Foi tão ao lado quando foi instado a comentar o jogo ente o Barcelona e o Real Madrid do próximo sábado. “Uma resposta dessas exige intuição sobre algo a que esteja atento e neste momento estou concentrado no jogo com o Sporting”, afirmou. Voltaria atrás, claro, para acrescentar que não tinha capacidade para responder. Pediu desculpa. E levantou-se. Antes, esteve a conversar com Kidi Gomes de Segura, a tradutora de 29 anos que se mostrou muito atenta às tiradas do argentino.

Foi agradecer-lhe e dizer-lhe que, embora não sabendo português, o esforço empregue pareceu-lhe de louvar. Kidi disse que o tempo que Bielsa demora a responder e a elaborar as repostas permite-lhe traduzir mais fluidamente. É uma ajuda. 

Marcelo Bielsa levantou-se e pegou no saco branco. Tinha jornais, muitos. De cada vez que viaja, mal sai do avião adquire todo o material jornalístico desportivo com o qual se cruza. Chegam-lhe diariamente cinco publicações de todo o mundo e pela Internet é assinante de uma dezena mais. É um leitor assíduo do espanhol “El País”. Era isso que carregava.

Depois foi para o treino, onde no relvado já estavam dezenas de marcas que obriga os seus adjuntos a colocar para administrar mais um treino. Agora, em Alvalade.

 

Via Público



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Sexta-feira, 30.03.12
Sporting venceu Metallistic

Ao contrário de Sá Pinto, o treinador do Metalist raramente se levantou do banco. Myron Markevych é um ucraniano fechado, pouco exultante. Tão pouco que mal festejou quando Cleiton marcou o golo nos descontos, batendo Patrício de grande penalidade. Apesar de tudo, saiu derrotado de Alvalade, por 2-1. Mas sentiu que a decisão da eliminatória ficou adiada, quando parecia tudo decidido com os golos de Izmailov e Insúa.


O técnico que deixou o cargo de seleccionador da Ucrânia em 2010, queria concentrar-se no Metalist, clube que lidera desde 2005. Fez da sua equipa uma máquina de jogar à italiana, pejada de brasileiros e argentinos (um deles Torsiglieri, central emprestado pelos “leões”). Aproveitando essa mistura, jogou apenas com um ucraniano (na baliza) e começou por tramar o Sporting.

A teia que Markevych desenhou no meio-campo, com Cleiton, Torres e Blanco manietou o coração sportinguista, sem ideias para servir o ataque — os laterais Pereira e Insúa não conseguiam subir e os extremos Capel e Izmailov não apareciam. Sem pressa e a trocar a bola com paciência a chamar os jogadores leoninos, nem parecia que o Metalist estava a fazer história. A equipa ucraniana está a estrear-se nos quartos-de-final da Europa, mas parece madura.

Tem um melhor registo fora de caso do que no seu estádio e não mostrou respeito pela folha de serviço sportinguista de seis vitórias em seis jogos na Liga Europa. Com Taison, um extremo rápido e tecnicista encostado ao flanco e desequilibrador quando flectia para dentro, a baliza de Rui Patrício foi muito assediada no primeiro tempo, embora sem muito perigo. Aí, foi importante a atenção de João Pereira e Xandão, com dois cortes in extremis a impedir que um jogador do Metalist surgisse isolado.

As linhas baixas que Sá Pinto usou contra o CIty foram ontem repetidas. Um golo sofrido em casa é perigoso na UEFA e o técnico leonino voltou a não arriscar, deixando Wolfswinkel muito só na frente. Na expectativa. Pela frente, uma equipa treinada por um homem que pagou do seu bolso para ir estudar com Fabio Capello, Christoph Daum e Carlo Ancelotti.

Com as cartas na mesa, as duas equipas iam-se estudando. E respeitando. Até aparecer Capel, no segundo tempo. O espanhol desatou o nó na esquerda, isolou-se e serviu Izmailov para o golo. Era o lado esquerdo do Sporting a funcionar, uma lição trazida do intervalo, já que Obradovic parece ser o elo mais fraco desta equipa. Atordoada a equipa ucraniana cedeu um livre, ganho por Matías à entrada da área. Foi a oportunidade para Insúa fazer o que tinha feito à Lazio: um golo ao cantinho. Todos, inclusive o guarda-redes Goryainov, pensavam que seria o chileno a bater o livre, mas nem ele nem Schaars, foi o argentino.

O estádio, com a melhor assistência da época (40 mil, mais dois mil que contra o City), respirava de alívio. A sua equipa tinha conseguido soltar-se do espartilho ucraniano. Uma equipa invicta fora de casa (tinha até aqui cinco vitórias e um empate) e com o melhor ataque na prova, parecia, finalmente, abalada, ferida na sua forte personalidade.

O Metalist, como muitas equipas desta zona, é presidida por um homem de negócios, Oleksandr Yaroslavsky, uma das pessoas mais ricas e influentes do país. Mas, tal como os seus rivais domésticos Dínamo e Shakhtar, saiu derrotado. Os “leões” venceram sempre os adversários ucranianos.

Nesta quinta-feira, contudo, foi preciso recorrer (mais uma vez) a Patrício. Por três vezes salvou o golo, duas delas com grandes defesas, quando tinha um adversário sozinho pela frente na pequena área. Só não resistiu no último suspiro do jogo ao penálti marcado por Cleiton. Isto depois de ter feito uma gtrande defesa e, na recarga, ter derrubado Blanco.

O Sporting saiu com uma vitória manchada. Quase amputada por um golo da equipa ucraniana. Os “leões” estiveram por mais que uma vez com a hipótese de fazer o terceiro golo, já com Carrillo e Jeffren em campo, mas perdoaram o adversário. E deixaram-no vivo para o jogo da segunda mão, na Ucrânia, para a semana, e no qual não estarão Carriço (viu amarelo), nem Torsiglieri e Gueye (também viram cartão).

POSITIVO
Insúa/Capel
O adversário ucraniano começou a perder graças ao flanco esquerdo do Sporting. Capel foi devastador, desatou o nó que permitiu chegar ao golo, mas para isso contou com a ajuda de Insúa, o seu adjunto naquele corredor. O argentino fez ainda mais que o espanhol: fez o que já tinha feito à Lazio. Um golo.
Taison/Cleiton
Estes dois brasileiros são a alma e o coração do Metalist. O primeiro a desequilibrar nas alas, o segundo no centro, a pensar e a marcar o ritmo do jogo da sua equipa. Se Taison foi um quebra-cabeças no corredor de João Pereira, Cleiton deu oxigénio à sua equipa para o segundo jogo.

NEGATIVO
Obradovic
Foi o elo mais fraco do Metalist e no seu corredor nasceu o primeiro golo do Sporting.

Ficha de Jogo
Sporting, 2
Metalist, 1

Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Assistência 40.512 espetadores.

Sporting Rui Patrício A90’, João Pereira, Polga, Xandão, Insúa, Daniel Carriço A57’(Renato Neto, 70’), Schaars, Matías, Izmailov A43’ (Carrillo, 79’), Diego Capel (Jeffren, 72’) e Wolkswinkel. Treinador Sá Pinto
Metalist Goryainov, Villagra, Gueye A59’, Torsiglieri A33’, Obradovic, Torres, Cleiton Xavier A52’, Sosa (Valyayev, 90'+3’), Blanco (Marlos, 77’), Taison e Cristaldo (Devic, 65’). Treinador Myron Markevych

Árbitro Wolfgang Stark (Alemanha). Amarelos Torsiglieri (33’), Izmailov (43’), Cleyton Xavier (52’), Carriço (57’), Gueye (59’), Rui Patrício (90’).
Golos 1-0, por Izmailov, aos 51’; 2-0, por Insúa, aos 64’; 2-1, por Cleiton Xavier, aos 90'+1’ (g.p.).

 

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Quarta-feira, 28.03.12

Sá Pinto e o Metalist?

O treinador do Sporting, Ricardo Sá Pinto, garantiu nesta quarta-feira que a equipa está preparada para o encontro com o Metalist Kharkiv, mas não com “excesso de confiança” por ter afastado o Manchester City da Liga Europa de futebol.

 

“Não acredito que haja excesso de confiança, antes pelo contrário. Conhecemos bem o adversário, sabemos que tem qualidade, capacidade, fez uma fase de grupos exemplar. Da nossa parte, a forma de abordar o jogo será a mesma de sempre, com seriedade, rigor e vontade de o ganhar”, disse.

Na antevisão do encontro da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, o técnico afirmou que não vê pontos fracos no Metalist, formação que apresenta o melhor ataque da Liga Europa, com 25 golos.

“Não vejo pontos fracos. Uma equipa que chegou aos quartos-de-final sendo quase sempre superior, e que é forte em todos os seus sectores, é um adversário difícil”, disse Sá Pinto, garantindo: “A equipa está preparada e na máxima força para o jogo”.

Sá Pinto, que ainda não perdeu em Alvalade desde que assumiu o comando técnico do Sporting, considerou que as vitórias surgem da conjugação de uma série de factores: “Tentar sempre jogar um futebol de melhor qualidade possível, respeitar o adversário e estar sempre concentrado e equilibrado durante todo o jogo”.

O treinador recusou assumir o favoritismo para o jogo de quinta-feira frente ao actual terceiro classificado da liga ucraniana, porque “em alta competição não existem factores casa nem favoritos”.

Ricardo Sá Pinto considerou que os jogadores devem “estar sempre motivados, seja em que competição for” e mostrou-se satisfeito com o plantel que tem à sua disposição.

“Tenho 27 grandes profissionais que me preenchem na plenitude como treinador e para as minhas exigências”, referiu.

O defesa Emiliano Insúa também garantiu que a equipa está preparada para o encontro de quinta-feira, e disse conhecer o adversário.

“Vimos muitos jogos deles (Metalist), sabemos que temos pela frente um adversário de qualidade, temos que estar preocupados, com a mesma preocupação com que enfrentamos a nossa equipa anterior. Temos que estar tranquilos e respeitar o adversário”, referiu.

O defesa argentino, que disse conhecer bem os compatriotas que alinham na formação ucraniana, recusou estabelecer os objectivos do Sporting para a presente edição da Liga Europa.

“O plantel tem que pensar jogo a jogo, temos que enfrentar este com a mesma confiança e humildade com que jogamos o anterior”, afirmou.

O encontro entre o Sporting e a formação ucraniana disputa-se na quinta-feira (20h05, SIC)), no Estádio José Alvalade, em Lisboa, sob arbitragem do alemão Wolfgang Stark.

Sporting ou Metalist vão defrontar nas meias-finais da Liga Europa o vencedor de eliminatória que coloca frente a frente os alemães do Schalke 04 e os espanhóis do Athletic Bilbau.

 

Via Público

 



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Sexta-feira, 16.03.12

Sporting vai jogar com o Metalist

O sorteio dos quartos-de-final da Liga Europa colocou o Metalist, da Ucrânia, no caminho do Sporting. O primeiro jogo será em Alvalade.


O vencedor da eliminatória jogará nas meias-finais com o Atlético de Madrid ou com o Hannover, primeiro em casa. 

Foi, teoricamente, um bom sorteio para o Sporting, que surpreendeu o Manchester City na ronda anterior. 

O adversário do Sporting está no terceiro lugar do campeonato ucraniano, com menos sete pontos do que o comandante Dínamo Kiev.

A equipa de Kharkiv realizou até agora uma grande campanha na Liga Europa. Ganhou o play-off com o Sochaux (resultado total de 4-0), conquistou o Grupo G, no qual também participaram o AZ, o Áustria Viena e Malmö, com quatro vitórias e dois empates, e depois eliminou o Red Bull Salzburg (8-1) e, por fim, o Olympiacos (ganhou 1-2 fora depois de perder em casa por 0-1).

Os melhores marcadores da equipa na competição são o argentino Jonathan Cristaldo, com seis golos, e o ucraniano Marko Devic, com cinco.

O médio José Ernesto Sosa, um dos seis argentinos do clube, é, segundo a UEFA, o líder das assistências do torneio, com cinco passes para golo.

A primeira mão vai disputar-se a 29 Março, em Alvalade, e a segunda mão a 5 Abril no Estádio Metalist.

Todos os jogos dos quartos-de-final vão opor equipas que nunca se defrontaram oficialmente.

Quartos-de-final
1: AZ-Valência
2: Schalke-Athletic Bilbau 
3: Sporting-Metalist Kharkiv
4: Atlético de Madrid-Hannover

Meias-finais
Vencedor 4- Vencedor 1
Vencedor 3- Vencedor 2 

 

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Quinta-feira, 15.03.12

Sporting elimina Manchester City em jogo com cinco golos

O Sporting apurou-se esta noite para os quartos-de-final da Liga Europa. Esteve a ganhar por 2-0 em Manchester, perdeu por 3-2 mas segue em frente após uma segunda parte de grande sofrimento.


A primeira oportunidade de golo para os “leões” surgiu na sequência de um canto, com Xandão a cabecear ligeiramente ao lado da baliza. Foi o primeiro aviso da equipa portuguesa, que mostrou sempre mais clarividência que os ingleses na hora de atacar.

Balotelli estava trapalhão na frente e trapalhão atrás. Foi assim no lance de que resultou o primeiro golo do jogo. Em vez de acompanhar a descida de Insúa no terreno, decidiu carregar o argentino pelas costas. Na cobrança do livre, Matías aproveitou o excesso de confiança de Joe Hart e fez o 0-1, aos 33’.

O City, que até então não conseguira libertar-se das amarras impostas pelo Sporting, ficou ainda mais trôpego e desleixado. Kolarov perdeu um lance individual na esquerda, não teve apoio no eixo quando Izmailov fugiu e o russo ficou com tempo e espaço para cruzar cirurgicamente para Wolfswinkel fazer o 0-2, aos 40’.

Roberto Mancini, no banco, limitava-se a abanar a cabeça mas o resultado limitava-se a espelhar a exibição mais conseguida dos “leões”.

No segundo tempo, o treinador dos “citizens” alargou a frente de ataque ao lançar Dzeko. E o Sporting abriu a primeira brecha na defesa aos 59’, quando Micah Richards atraiu as atenções da defesa leonina para deixar Aguero solto no coração da área. O internacional argentino atirou de primeira para o 1-2.

Já com Nasri em campo, o City carregou e chegou ao 2-2 na sequência de uma grande penalidade mal assinalada e cobrada por Balotelli, aos 75’. Pouco depois, Aguero fugiu pela esquerda, ganhou um canto e, na sequência do lance, desviou para a baliza um desvio de cabeça ao primeiro poste. Foi aos 81’. 

Aos 83’, Dzeko cabeceou para fora após passe de Kolarov. Aos 87’, foi um lance semelhante, mas com Balotelli a cabecear para fora. O City insistia, o Sporting resistia. Um, dois, três minutos. Até aos 90’. Até garantir um lugar nos quartos-de-final.

 

Via Público



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Liga Europa,  Sá Pinto acredita que é possivel

O treinador do Sporting acredita no apuramento para os quartos-de-final da Liga Europa, apesar do valor do Manchester City.


Na antecipação do jogo de quinta-feira, da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, em Manchester (20h05, SIC), o técnico mantém a “convicção” na qualificação e prometeu uma postura “igual ao primeiro jogo”, que terminou com uma vitória por 1-0.

“O acreditar e a postura dos jogadores, a forma como demonstraram esse acreditar no primeiro jogo foi o suficiente para chegar à segunda mão desta eliminatória com a possibilidade de passarmos”, vincou Sá Pinto.

Porém, também se mostrou consciente de que o Manchester City é “forte, vai jogar em casa, vai estar motivado, vai querer mudar a história deste jogo, vai querer marcar e passar a eliminatória”. “Tem muitos argumentos em termos técnicos, quer individual quer colectivamente para o fazer, e sabemos da sua valia”, vincou o treinador português sobre o segundo classificado da Premier League.

Mesmo assim, o técnico disse que é preciso “continuar a acreditar” porque “tudo é possível em alta competição”.

 

Via Público

 



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Sexta-feira, 09.03.12
A Fúria Basca passou por Old Trafford

Depois de ter caído surpreendentemente na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Manchester United comprometeu o apuramento para os quartos-de-final da Liga Europa, ao perder em Old Trafford com o Athletic Bilbao por 2-3.


Os "red devils" até começaram melhor o jogo, com Rooney a inaugurar o marcador aos 22 minutos. Só que as fragilidades defensivas dos ingleses começaram a fazer-se sentir sempre que os espanhóis imprimiam mais velocidade ao jogo e, ao cair do pano da primeira parte, Llorente surgiu no coração da área a fazer o 1-1, num bom golpe de cabeça.

Quando se esperava uma reacção do United na segunda parte, foi o Athletic a facturar. De Marcos respondeu a um passe de Herrera com um remate colocado e deixou as bancadas de Old Trafford emudecidas. E os adeptos da casa pior ficaram quando De Gea desviou um remate para o sítio errado e não reagiu a tempo de evitar a recarga de Muniain, aos 90'.

O melhor que o United conseguiu foi ainda reduzir os números da derrota, pelo inevitável Wayne Rooney, que cobrou de forma exemplar uma grande penalidade aos 90+2'. Com este desaire, os "red devils" comprometem seriamente a passagem à próxima fase da Liga Europa. Na próxima semana, em Bilbao, terão de virar a eliminatória do avesso.

Missão idêntica terá o Besiktas de Carlos Carvalhal, com a única vantagem de jogar a segunda mão em Istambul. Em Madrid, os turcos comprometeram o resultado desde cedo, muito graças ao desacerto defensivo e ao talento de Salvio.

O ex-jogador do Benfica apontou o caminho da vitória ao Atlético aos 24', com uma boa jogada individual pelo lado direito. Três minutos depois, voltou a bater o guarda-redes Cenk Gonen, desta vez com um chapéu pleno de classe.

A vencerem por 2-0, os "colchoneros" não precisaram de acelerar demasiado o jogo. Ainda assim, fizeram o 3-0 aos 37', num grande lance individual de Adrián López. Resposta do Besiktas, que alinhou com três portugueses no "onze", só na segunda parte e por... Simão.

Ele, que prometeu que não festejaria no Calderón, caso marcasse, cumpriu a promessa. Na sequência de um canto, rematou de primeira de fora da área para um grande golo. E voltou para o meio-campo em silêncio e de braços caídos.

Resultados

Primeira mão dos oitavos-de-final

At. Madrid-Besiktas: 3-1
FC Twente-Schalke 04: 1-0
Metalist-Olympiakos: 0-1
Sporting-Manchester City: 1-0
AZ Alkmar-Udinese: 2-0
Manchester United-Athletic Bilbao: 2-3
Standard Liège -Hannover: 96 2-2
Valência-PSV: 4-2 

 

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Quinta-feira, 08.03.12
Liga EuropaUm golo ao Manchester City alimenta o sonho sportinguista

Sporting impôs-se ao actual líder do campeonato inglês e fica em vantagem para a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa.


Será na frente da eliminatória que o Sporting irá a Inglaterra lutar pelo apuramento para os quartos-de-final da Liga Europa com o actual primeiro classificado da Premier League.

Num jogo equilibrado, mas em que os “leões” nunca se amedrontaram face à constelação de estrelas do adversário, o Sporting chegou à preciosa vantagem num golo apontado por Xandão que, de calcanhar, aproveitou uma defesa incompleta do guarda-redes do City.

Frente ao carrasco do FC Porto na competição, que também dispôs de algumas ocasiões de golo em Alvalade, a equipa de Sá Pinto foi aguerrida e conseguiu contrariar os perigosos contra-ataques do adversário.

A única nota negativa para os “leões” é o cartão amarelo mostrado a João Pereira, que impedirá o internacional português de alinhar no encontro da segunda mão. 

 

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Quarta-feira, 07.03.12

Sá Pinto e o jogo com o City: “Não tememos ninguém”


O treinador do Sporting, Ricardo Sá Pinto, afirmou que o “segredo” para vencer na quinta-feira o Manchester City, em jogo da Liga Europa de futebol, passa pela organização e pelo “espírito de sacrifício, união e rigor”.


“É um adversário logicamente difícil. O segredo para o ultrapassar tem a ver com a forma organizada como vamos estar dentro do campo, como vai ser interpretado o que vai ser pedido ao longo do jogo, com espírito de sacrifício, união e rigor”, disse.

Na antevisão ao encontro da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, Sá Pinto considerou que, “através da estratégia que está pensada”, para o embate com o líder da liga inglesa, o Sporting poderá “ter um resultado positivo”.

“Teremos que estar no máximo das nossas faculdades e colectivamente temos que funcionar como é pedido. Conto com a postura da equipa”, afirmou Sá Pinto, que no sábado averbou frente ao Vitória de Setúbal a primeira derrota no comando técnico dos “leões”.

Sá Pinto, que se manifestou “confiante” na equipa, garantiu conhecer bem o adversário, mas recusou atribuir favoritismo aos ingleses, que na ronda anterior afastaram o FC Porto, com um agregado de 6-1 nos dois encontros.

“Estou focado no que a equipa pode, quer e vai fazer. Conheço bem o adversário, é forte, vai em primeiro na Liga [inglesa], com mais golos marcados, menos sofridos, tem jogadores fortes em todos os sectores”, disse, acrescentando: “Somos o Sporting, jogamos em casa, não tememos ninguém”.

O guarda-redes Rui Patrício admitiu que o encontro “vai ser complicado”, mas, tal como o treinador, apontou o espírito de equipa como uma das qualidades do Sporting.

“Vai ser um jogo muito complicado. Sabemos que o Manchester City é uma equipa muito forte, mas nós somos o Sporting, vamos jogar em casa, e vamos lutar até ao fim fortes e unidos”, afirmou o internacional português.

Rui Patrício assegurou que a “equipa sabe o que falhou na derrota (1-0) com o Vitória de Setúbal” e não se vai deixar abalar pelo desaire da última jornada.

“Sabemos o que é que falhou neste jogo (com Vitória de Setúbal) e acredito que não nos vai abalar, somos profissionais e vamos demonstrar amanhã (quinta-feira) que somos uma excelente equipa”, afirmou Rui Patrício.

O encontro da primeira mão dos “oitavos” da Liga Europa entre o Sporting e o Manchester City disputa-se pelas 18h (SIC) de quinta-feira, no estádio José Alvalade, sob arbitragem do espanhol Carlos Velasco Carballo.

O jogo da segunda mão está agendado para 15 de Março, em Manchester. 

 

Via Público



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Quinta-feira, 23.02.12
Sporting, e agora venha o City

Mario Balotelli, 22 milhões de euros. Edin Dzeko, 32 milhões. Kun Agüero, 45 milhões. Só em avançados o Manchester City gastou 100 milhões de euros e este é apenas parte do investimento do clube. É com este poderio futebolístico alimentado por bolsos sem fundo que o Sporting se irá bater nos oitavos-de-final da Liga Europa, depois de nesta quinta-feira ter eliminado o Legia de Varsóvia com um triunfo por 1-0, depois de ter empatado 2-2, há uma semana, no encontro da primeira mão, na Polónia.


Se com Domingos Paciência, o Sporting era uma equipa em crescimento, com Ricardo Sá Pinto é uma equipa que acabou de nascer e que, pelo que apresentou nesta quinta-feira (e nos dois jogos anteriores), vai ter grandes dificuldades, daqui a duas semanas, perante os citizens, que destruíram o FC Porto com um resultado combinado de 6-1.

Sá Pinto, treinador novato e promovido numa emergência, dizia que o Sporting ia ganhar de certeza, num discurso contra a desmobilização dos adeptos, garantindo um bom final de época. Mas a verdade é que ainda pouco se viu. Talvez um pouco mais de consistência defensiva, talvez uns flashes de velocidade no ataque e duas ou três boas combinações, suficientes para o Legia, mas que podem não chegar para outros andamentos.

Sem Rinaudo e Onyewu, Sá Pinto apostou em Daniel Carriço para o meio-campo e em Rodríguez (o peruano durou 70 minutos, antes de se lesionar outra vez) para a defesa, mantendo o trio atacante do último jogo composto por Carrillo, Izmailov e Wolfswinkel.

Entrou ligeiramente melhor o Legia, talvez animado pela sua incansável claque. Mas os polacos eram de efectividade nula, desperdiçando a sua melhor oportunidade de todo o jogo logo aos 14’. Rodriguez e Polga desentenderam-se, deixaram passar a bola e o sérvio Ljubola cabeceou ao lado.

Algumas acelerações de Carrillo e alguns toques de classe de Izmailov foram pouco para que o Sporting se aproximasse com grande perigo da baliza de Kuciak. A verdade é que os polacos também duraram pouco e não mostraram grande capacidade para chegar ao golo que lhes daria vantagem. Têm, no entanto, razão de queixa do árbitro, que não viu Polga cortar a bola com o braço dentro da sua área, aos 39’.

Neste equilíbrio da mediocridade, o Sporting teve uma enorme contrariedade. Entre os 70’ e os 75’, Sá Pinto foi obrigado a fazer as três substituições por lesão (Rodríguez, Carrillo e Izmailov deram lugar a Xandão, Capel e Pereirinha), o que lhe retirava margem de manobra caso as coisas corressem mal no tempo que restava. Um golo para qualquer um dos lados podia bem decidir a eliminatória e, felizmente para o Sporting, que Matias Fernández teve um momento de inspiração, aos 82’. Livre cobrado pelo chileno no lado esquerdo do ataque, a bola bateu no chão e, sem que ninguém lhe tivesse tocado, entrou na baliza. Acabava o sofrimento e o objectivo seria cumprido. Mas voltou a ser uma vitória que não tranquilizou ninguém.

POSITIVO
Matias Fernández
Nem estava a fazer um grande jogo, mas dele sempre se espera algo especial. Marcou o golo que acabou com as dúvidas na eliminatória com um livre que enganou toda a gente.
Carrillo
Até sair lesionado, estava a ser o menos mau do ataque “leonino”, provocando desequilíbrios com a sua velocidade e técnica.

NEGATIVO
Qualidade do jogo
Sporting e Legia foram protagonistas de um péssimo jogo de futebol, quase sem oportunidades de golo. O Sporting acabou por ser o menos mau, mas está muito longe do Manchester City, o seu próximo adversário.
Lesões
O Sporting perdeu três jogadores em cinco minutos, dois deles crónicos lesionados (Rodríguez e Izmailov). Se o Legia tem marcado, Sá Pinto já não podia lançar ninguém para tentar dar a volta ao resultado.

Ficha de Jogo
Sporting, 1
Legia, 0

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Assistência 20.144 espectadores

Sporting Rui Patrício, João Pereira, Polga, Alberto Rodríguez (Xandão, 71’), Insúa, Daniel Carriço, Matias Fernández, Schaars, Izmailov (Pereirinha, 77’), Carrillo (Capel, 69’) e Ricky van Wolfswinkel. Treinador Ricardo Sá Pinto
Legia Varsóvia Kuciak, Jedrzejczyk, Zewlakow, Komorowski, Wawrzyniak, Rzezniack (Wolski, 68’), Vrdoljak, Rybus, Gol (Hubnik, 87’), Zyro (Kucharczyk, 59’) e Ljuboja. Treinador Maciej Skorza

Árbitro Vladislav Bezborodov, da Rússia. Amarelos Schaars (10’), Wawrzyniak (34’), Carrillo (38’), Rybus (57’), Gol (58’), Ljuboja (59’), João Pereira (77’), Daniel Carriço (89’) e Capel (90+4’).
Golos 1-0, por Matias Fernández, aos 84’

 

Via Público



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Sá Pinto: “Tenho a certeza de que vamos ganhar o jogo”


O treinador do Sporting considerou que o Sporting vai apurar-se para os oitavos-de-final da Liga Europa se jogar com a união e vontade dos últimos dois encontros.


“É um jogo importante, em que, se estivermos como nos dois últimos jogos, com vontade, união e disponibilidade não tenho a mínima dúvida de que conseguiremos passar a eliminatória”, disse Ricardo Sá Pinto, na antevisão do encontro da segunda mão dos 16 avos-de-final com o Legia. 

O técnico do Sporting disse esperar “um Legia forte, com atitude e dinâmica de jogo intensa”, acrescentando: “Em Varsóvia foi um adversário que quis mandar no jogo. Sinto que vai ser uma equipa que vai acreditar até final”. 

Apesar de um empate sem golos ou a uma bola garantir a qualificação do Sporting, Sá Pinto mostrou-se confiante na vitória. 

“Tenho a certeza de que vamos ganhar o jogo, mas tenho a certeza de que eles vão estar muito concentrados. Não têm nada a perder, vão querer fazer história”, assegurou o treinador, que comandará a equipa pela terceira vez. 

Sá Pinto relativizou alguma insatisfação demonstrada pelos adeptos no encontro com o Paços de Ferreira (1-0) e disse compreender a massa associativa, à qual pediu apoio para o encontro europeu de quinta-feira. “Percebo que haja alguma tristeza e impaciência, eles (adeptos) querem apoiar a equipa. É um aspecto emocional normal da massa associativa”, disse o treinador, acrescentando: “Acreditem, tenham alguma benevolência”. 

Com o clube na quarta posição da Liga, a 13 pontos da liderança, e com presença garantida na final da Taça, Ricardo Sá Pinto deixou uma garantia (“Acreditamos que vamos fazer um grande final de época e que vamos ter grandes resultados até 20 de Maio” e um pedido aos adeptos (“Continuem a acreditar, não desesperem que estamos muito confiantes”). 

João Pereira, um dos capitães do Sporting, espera um adversário empenhado em aproveitar os erros “leoninos” e a atacar mais na parte final do encontro. 

“Acredito que o Legia, apesar de ter de marcar, na primeira parte e até bem perto do fim vai continuar a tentar jogar nos nossos erros. Só nos 20 minutos finais é que vão tentar atacar mais”, referiu. 

O defesa considerou importante que a equipa entre em campo a pensar na vitória: “A experiência diz-me que, quando entramos em campo a pensar no empate, acaba sempre por acontecer a derrota, por isso é melhor pensarmos em ganhar”. 

João Pereira garantiu que a equipa ainda está a assimilar os processos do novo treinador, e considerou que as mudanças se centram ao nível da atitude. 

“Estamos a tentar fazer dentro do campo o que o mister nos tem transmitido, principalmente assumir a nossa personalidade, e não ser levados a jogar por aspectos exteriores”, disse, acrescentando: “Às vezes, parecia que a bola picava nos pés, e agora não, somos homens”. 

 

Via Público



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Quarta-feira, 22.02.12

Porto Goleado em Manchester

Uma defesa de papel do FC Porto e um ataque demasiado rápido do M. City decidiram a eliminatória a favor dos ingleses. Um golo aos 19 segundos de Aguero deixou tudo mais complicado para os portistas, que foram goleados na segunda parte (4-0) e ficaram fora dos oitavos-de-final da Liga Europa.


A bola saiu do FC Porto, mas uma má entrega de Otamendi ofereceu-a a De Jong que a entregou a Ya Ya Touré – o marfinense não hesitou a endossa-la a Kun Aguero, que bateu Hélton.

Depois, apesar da boa resposta do FC Porto, um segundo tempo de pesadelo deitou tudo a perder: Dzeko (76') marcou o 2-0 e, na sequência do lance, Rolando protestou com o árbitro a queixar-se de fora-de-jogo do bósnio (que não estava) e foi expulso com o segundo amarelo.

O resto é história. Silva (84') e Pizarro (86') construíram a goleada 4-0, que dá um total de 6-1 nas duas mãos, apurando o City nos 16 avos-de-final da Liga Europa.

 

Via Público



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Quinta-feira, 16.02.12

Liga EuropaFC Porto permitiu a reviravolta do Manchester City

A equipa de Vítor Pereira esteve em vantagem frente ao “milionário” Manchester City, mas permitiu a reviravolta e acabou por perder na primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa.


Sem Marc Janko e Kléber, o treinador do FC Porto apostou em Hulk para o centro do ataque. Os “dragões” chegaram à vantagem aos 28’, com um golo de Silvestre Varela. Antes, Vítor Pereira tinha sido obrigado a mexer na equipa: Danilo lesionou-se e Mangala teve de entrar, com Maicon a passar para o lado direito da defesa.

O jogo mudou de rumo na segunda parte. Um autogolo de Álvaro Pereira (55’) deu o empate ao Manchester City.

Mas perto do fim os líderes do campeonato inglês chegaram mesmo à vitória: Sergio Aguero bateu Helton e fez o 2-1.

O FC Porto visita Manchester na próxima quarta-feira, para o jogo da segunda mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa.

 

Via Publico



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Quarta-feira, 15.02.12
Árbitro deixa Braga a ver a Europa por um canudo

O Besiktas de Carlos Carvalhal foi ao Minho derrotar o Sporting de Braga, por 2-0, ficando muito bem colocado para se qualificar para os oitavos-de-final da Liga Europa.


O rigor disciplinar excessivo do árbitro Kevin Blom contribuiu ontem de forma decisiva para a derrota (0-2) do Sporting de Braga frente ao Besiktas, na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. O juiz holandês expulsou (segundo amarelo) Hélder Barbosa num lance em que o extremo não sofreu, de facto, falta na área turca, mas em que também não pareceu querer enganar o árbitro. O Braga acabou assim por jogar uma hora em inferioridade numérica, sofrendo dois golos que tornam muito complicada a tarefa que irá enfrentar na Turquia.

Quase tão influente como o erro de arbitragem acabou por ser o conhecimento que Carlos Carvalhal tem sobre o Braga. O técnico do Besiktas tentou e conseguiu condicionar os habituais lançamentos de Hugo Viana e, em termos ofensivos, preferiu trocar a altura e agressividade de Hugo Almeida por uma solução com maior mobilidade. Assim, o ponta-de-lança ficou no banco e foi Quaresma a surgir normalmente nos seus terrenos. Do lado do Braga, a única alteração ao que é habitual foi a entrada de Miguel Lopes para o lugar do castigado Elderson.

Marcado pelo vento gelado, o jogo não teve grandes motivos de interesse, excepção feita aos oito portugueses em campo, três do lado dos turcos. Antes da expulsão de Hélder Barbosa, o Braga só construiu duas situações de perigo. A primeira logo no primeiro minuto, num remate de meia distância do referido extremo, e a segunda ao minuto 28, num livre de Hugo Viana que fez a bola passar a dois palmos do alvo. O Besiktas também não fez melhor e só se mostrou em duas acções individuais de Quaresma.

Frente a frente estavam então duas equipas com orçamentos diferentes (o Braga gasta 18 milhões de euros, enquanto o Besiktas investe cem milhões, 14 dos quais reservados para reforços), mas com estratégias similares: ambas investem num jogo cínico, quase sempre à procura da melhor oportunidade para executar uma transição rápida.

O Braga tentou resolver a inferioridade numérica com a derivação de Mossoró para a esquerda, mas o Besiktas não demorou muito a marcar, num canto cobrado por Manuel Fernandes em que a defesa zonal do Braga foi surpreendida pela entrada do central Sivok.

O jogo ficou ainda menos ao jeito do Braga, que não gosta de assumir as despesas. Pior do que isso, tinha de o fazer em desvantagem numérica, quadro que não vai de encontro ao seu ADN. Leonardo Jardim trocou Mossoró por Paulão na segunda parte, mas o efeito foi negativo. Custódio ainda ameaçou empatar de cabeça, mas o Besiktas continuou a ter quase sempre o jogo controlado por um meio campo em que se destacavam Manuel Fernandes e o alemão Ernst. E tudo ficou ainda mais complicado para o Braga quando Manuel Fernandes saiu rápido num contra-ataque e assistiu de forma preciosa Simão, que concluiu de forma certeira.

O Braga continuou a tentar, arriscou mais nas substituições, mas o Besiktas só não voltou a marcar porque Quim travou um remate perigoso de Simão.

 

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Domingo, 26.06.11

Não sou ingrato. E por isso tenho de agradecer a este senhor que treinou o FC. PORTO, ou melhor, a quem o FC Porto deu a oportunidade de ouro de ser treinador principal de uma equipa de futebol profissional de topo. Uma das melhores do mundo. E por isso aqui fica o meu obrigado ao André pelos serviços prestados ao FC Porto. Mas agora tenho uma coisa a dizer-lhe: o meu caro amigo é de uma ingratidão a roçar a traição. E digo isto não porque saiu do cargo que ocupava, pois acho que foi um excelente negócio tanto a nível pessoal como para o FC Porto, mas porque o fez de uma forma escusada, imatura e quase provocadora. Se o fez por ingratidão, medo ou cobardia só o André saberá.

Eu, adepto confesso do clube, não precisava de o ver durante meses a vender o peixe de que ocupava a sua "cadeira de sonho", a pedir a jogadores para não saírem do clube, a fazer juras de amor eterno e de fidelidade, e depois fazer esta triste figura, evitando quem acreditou em si e enviando para o clube um fax a comunicar a rescisão contratual, porque um russo qualquer com mais dinheiro no bolso do que valores no cérebro o corrompeu (provavelmente através daquele senhor que anda sempre vestido de agente funerário) ao ponto de o André não perceber que existem várias formas de se crescer, mesmo a nível profissional. Vendeu o respeito a um clube e aos seus adeptos. Vendeu-se a si próprio. É a sua escolha. 

 

O clube, os adeptos e a sua cidade natal mereciam muito mais de si. O próprio André deveria ter feito a mesma escolha mas de outra forma pois é um jovem, iria receber os mesmos 5 milhões de euros por ano, ninguém o impediria. Esqueceu-se que se não lhe tivessem sido dadas as condições que teve, uma aposta em si como poucos fariam do Presidente do clube pessoalmente sem medo de pôr a cabeça no cepo, o André e seus adjuntos continuariam ainda hoje a tomar café na pastelaria junto ao estádio Cidade de Coimbra.

 

E ressalvo que acho muito bem que queira subir na vida, mas não se esqueça que a vida dá muitas voltas e o oligarca que agora o levou foi o mesmo que pôs José Mourinho a andar do clube quando se fartou dele. Para ele "o André é o gajo que o Inter queria, mas eu tenho dinheiro e eles não". E o André não é Mourinho e jamais irá ser por mais que o pintem de ouro. O Mourinho é Mourinho, o André era um adepto e treinador do FC Porto até há uns dias. E até Mourinho, depois de ganhar a taça UEFA, não sendo adepto do clube teve a inteligência e coragem de, mesmo assediado por todos os clubes europeus, ficar no Porto. Resultado: ganhou a CHAMPIONS LEAGUE.

 

Lembre-se disto: o meu Porto vai ser sempre muito maior do que o seu Chelsea. Nem há comparação possível. E tenho pena que não tenha percebido isto quando virou as costas à equipa que o fez valer 15 milhões de euros. O André até pode gritar ao mundo que é o special 2 (two), porque não é. Resta-me desejar-lhe toda a sorte do mundo. E não será preciso dizer-lhe que mesmo que não precise da equipa que o lançou para nada pois ficará rico num ano, para si o fax da SAD do FC Porto dará sempre o mesmo sinal: ocupado. 

 

Via 100 reféns



publicado por olhar para o mundo às 17:40 | link do post | comentar

Quarta-feira, 18.05.11

FC Porto volta a ser grande na Europa, Falcão marca

 

Um golo de Falcão, à beira do intervalo, bastou para o FC Porto derrotar o Sp. Braga na final da Liga Europa. Os “dragões” conquistaram a sua quarta taça Europeia.

A partida decisiva até começou animada, com ocasiões de golo para um lado e para o outro.

Aos 4 minutos, Custódio isolou-se mas rematou ao lado, naquele que foi o primeiro lance de perigo do encontro.

A resposta surgiu logo a seguir, numa jogada individual de Hulk, que também rematou um pouco ao lado.

Seguiram-se quase 40 minutos de um jogo equilibrado, sem grandes oportunidades de golo para qualquer uma das equipas até que, a um minuto dos 45’, uma perda de bola de Rodríguez proporcionou a Guarín um contra-ataque veloz e um cruzamento para a cabeça de Falcão. 1-0 para o FC Porto.

A perder, Domingos mexeu na equipa, fazendo entrar Kaká e Mossoró para os lugares de Rodríguez e Hugo Viana. E logo no início da segunda parte uma perda de bola de Fernando colocou a bola nos pés de Mossoró. Só que o brasileiro, sozinho frente a Helton, permitiu a defesa do guarda-redes portista.

Mas este lance foi um dos raros que, durante a segunda parte, proporcionaram alguma emoção junto de qualquer uma das balizas. Os segundos 45 minutos foram dominados pelo Sp. Braga, mas sem que os seus jogadores fossem capazes de criar lances de golo.

Alguns cruzamentos perigosos, um par de remates ao lado, mas raríssimas oportunidades de repor a igualdade. Até que o árbitro apitou pela última vez e garantiu mais um sucesso europeu.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:06 | link do post | comentar

A final Portuguesa

 

Menos de 50 quilómetros é quanto FC Porto e Sporting de Braga têm de percorrer para visitarem o estádio um do outro quando se defrontam em Portugal. Ambos tiveram de viajar bastante mais que isso, acima de 1600 quilómetros, para se defrontarem em Dublin, onde disputam hoje a final da Liga Europa, a primeira vez que duas equipas portuguesas se defrontam na final de uma competição europeia. É também a primeira vez que dois técnicos portugueses estão nesta situação: André Villas-Boas contra Domingos Paciência.

Portistas e minhotos são velhos conhecidos e adversários frequentes. Nunca uma final europeia opôs adversários tão próximos – bate o confronto de 1988 entre os belgas do Mechelen e os holandeses do PSV Eindhoven, apesar de em países diferentes, separados por 83,8km – e não será a final mais desejada pela UEFA. Não será, pelo menos, a mais mediática.

Para a maioria da Europa do futebol, que saliva pela iminente final da Liga dos Campeões em Londres, entre Manchester United e Barcelona, uma final entre clubes portugueses será, no futuro, encarada mais como uma curiosidade estatística. Até os irlandeses, que recebem uma final europeia pela primeira vez, pouco parecem ligar ao confronto luso. Estão mais preocupados com a visita de Isabel II, rainha de Inglaterra – a primeira vez que um monarca britânico visita o país desde a independência.

Na capital irlandesa, FC Porto e Sp. Braga estão instalados em hotéis cuja distância é mais ou menos a mesma entre as duas cidades do norte português. A Arena de Dublin, majestoso palco da final, fica mais ou menos no meio. Mais distante é a história e experiência europeia dos clubes. Para o FC Porto é a oportunidade de conquistar o seu quarto troféu, depois de se ter sagrado campeão europeu em 1987 e 2004 e de ter vencido a Taça UEFA (nestas contas não está incluída a Supertaça Europeia, troféu que prevê apenas um jogo), tendo perdido apenas uma das finais que disputou, a da Taça das Taças de 1984, em Basileia, para a Juventus. Para o Sp. Braga, é uma estreia total, depois de um longo trajecto, iniciado em Agosto do ano passado para aceder à fase de grupos da Liga dos Campeões, em que já afastou três antigos campeões europeus, Celtic, Liverpool e Benfica – o FC Porto será o quarto que irá defrontar nesta temporada.

Final de libertação

Domingos e Villas-Boas, um conhecido pelo nome próprio, o outro pelo apelido, têm algo a provar na final de hoje. Domingos quer cortar a ligação ao FC Porto que o acompanha desde os tempos em que era um avançado goleador. O técnico, que antes parecia ser sempre uma reserva portista para uma emergência, admitia ontem que encontrar o FC Porto nesta final foi uma “ironia do destino boa para a sua carreira”.

Da qualidade de Villas-Boas também ninguém duvida. Depois da autoridade com que conduziu o FC Porto ao título, se vencer hoje será, aos 33 anos, o técnico mais jovem de sempre a ganhar uma final europeia, ele que está apenas na sua segunda época (primeira completa) como treinador principal. Mas ainda tem a sombra de José Mourinho, que acompanhou desde o Porto até Milão, a pairar sobre si e a conferência de imprensa de ontem prova-o. Pensam nele ainda como um discípulo e não como um mestre. Hoje, Villas-Boas pode dar um passo importante na construção da sua própria lenda.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 13:48 | link do post | comentar

Terça-feira, 17.05.11

Domingos, Treinador do Braga

 

“Todos temos o direito de sonhar. O sonho está a querer concretizar-se”, disse nesta terça-feira o treinador do Sporting de Braga, na conferência de imprensa de antevisão da final da Liga Europa. Os minhotos defrontam amanhã (19h45, SIC) o FC Porto em Dublin e Domingos Paciência acredita que é possível vencer. “Amanhã é um jogo em que tudo pode acontecer. Temos de ser muito muito fortes para estar no patamar em que está o FC Porto. Os jogadores podem-se exceder, superar e equilibrar a balança. Acredito que numa final isso é possível acontecer”, apontou.

“Sabemos quais são os pontos fortes do FC Porto. Tem um meio-campo com grande mobilidade, que procura fazer com que o jogo chegue rapidamente ao Hulk, Varela ou Falcao. Temos de abordar o jogo de forma diferente, não podemos jogar da mesma forma que jogámos para o campeonato. É uma final, é um jogo só. Temos de procurar explorar aquilo em que somos fortes e anular aquilo em que o FC Porto é forte”, prosseguiu Domingos Paciência.

Pela caminhada que fez até à final de Dublin, o Sporting de Braga “acaba por ser um ‘outsider’”, considerou o técnico. “Ninguém esperava que isto acontecesse. Acredito que nesta altura possamos ter muitos adeptos, quer benfiquistas, quer sportinguistas, quer de outras equipas também. As pessoas também gostam de ver os pequeninos a bater nos grandes”, realçou. “O Sporting de Braga passa a ser um clube diferente a partir de agora. Mostrou-se ao mundo”, acrescentou.

Lembrando a final de 1987, em que o FC Porto bateu o Bayern de Munique na final da Taça dos Campeões Europeus, Domingos salientou que “o favoritismo é sempre relativo”. “Em 1987 o favoritismo era do Bayern e o FC Porto acabou por ganhar”, apontou o técnico. O seu passado de jogador, ligado aos “dragões”, não interferirá com a partida de amanhã: “A ironia do destino fez com que o FC Porto me aparecesse na final da Liga Europa, para bem da minha carreira. As pessoas que gostam de mim gostariam que eu ganhasse, por muito portistas que sejam. Estou ao serviço do Sporting de Braga, com jogadores fantásticos e uma capacidade de trabalho impressionante. Penso sempre como profissional e defendo os interesses do clube que represento”.

Sem falar no futuro – Domingos já admitiu que sairá do Sporting de Braga e é apontado como próximo treinador do Sporting – o técnico da formação minhota confessou que está “focado na taça”. “Sei que vai custar muito suor e sacrifício, mas estamos focados para que aconteça amanhã. Há uns dias que não durmo muito bem. Penso como é possível isto estar a acontecer connosco e isso leva a que durma menos”, admitiu.

“Aconteça o que acontecer daqui para a frente, acho que ficarei no coração dos adeptos deste clube. As dificuldades foram muitas”, afirmou Domingos Paciência, acrescentando: “Tenho cinco anos como treinador e sinto que a carreira tem sido sempre para cima e nunca para trás. Para mim isto é uma experiência única. Isso de certa forma ajuda-me para o futuro. Espero que o futuro seja cada vez melhor, espero repetir uma situação destas, uma final. São os momentos que fazem um treinador”.

Admitindo um “grande orgulho” pela presença de duas equipas portuguesas na final da Liga Europa, o treinador do Sporting de Braga destacou que “o FC Porto está mais habituado a estas andanças, já se impôs no futebol internacional”. “O Sporting de Braga está a aparecer na Europa. O povo português tem de se sentir orgulhoso. O futebol português cada vez é melhor, tem melhores equipas”, apontou.

Houve ainda tempo para recordar um episódio que envolve André Villas-Boas o Domingos Paciência. Quando era jovem, o actual treinador do FC Porto escreveu um bilhete ao então técnico dos “dragões”, Bobby Robson, a aconselhar que colocasse Domingos em campo. “Ele podia por um envelope na minha caixa de correio para a gente ganhar amanhã”, disse com um sorriso. “Foi uma grande luta para poder jogar naquela equipa, mas consegui dar a volta e ser opção para o Bobby Robson. Fiquei contente por saber que ele [Villas-Boas] gostava da minha forma de jogar. Sinto-me bem com esse reconhecimento, com essa atitude que ele teve. Reconheço que me deixa satisfeito”, concluiu.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:15 | link do post | comentar

André Vilas Boas, treinador do Futebol Clube do Porto

 

“Não me interessa minimamente quem é o favorito. O favoritismo não serve para nada”, vincou André Villas-Boas nesta terça-feira, durante a conferência de imprensa de antevisão da final da Liga Europa contra o Sporting de Braga, amanhã (19h45, SIC) em Dublin. “O Sporting de Braga eliminou todos os favoritos que lhe foram caindo pela frente e chega à final com mérito total”, lembrou o técnico.

Nas prioridades de Villas-Boas há outros assuntos: “É muito mais importante as equipas serem capazes de fazer um bom jogo”, apontou. “A identidade de cada uma destas equipas levou-as à final. Nem o FC Porto nem o Sporting de Braga mudaram muito. Nenhuma equipa vai desvirtuar o que tem vindo a fazer”, prosseguiu o treinador dos “dragões”. “Não sei que tipo de mensagens o Domingos passará aos seus jogadores, mas nós estamos contentes com a nossa organização. A competência de todos juntos e o talento destes jogadores levou-nos a uma série inacreditável no campeonato e deu-nos esta final”, acrescentou.

“O Sporting de Braga vem de série de resultados alucinantes, fora do normal. É um clube em crescendo. Mostra a qualidade do Domingos e do plantel, do que têm vindo a fazer. É um trabalho de qualidade enorme”, afirmou André Villas-Boas sobre o adversário de amanhã. “Vão estar frente-a-frente duas equipas com identidade muito forte, esperemos que seja a nossa a triunfar”, disse.

Confrontado com a afirmação feita há nove meses, em Genk, quando disse que o FC Porto “ia ganhar a Liga Europa”, Villas-Boas considerou que se tratou de “algo natural”: “Foi algo que me saiu naturalmente, tendo em conta o palmarés do clube. Seria sempre uma obrigação nossa, apesar de jogarmos pré-eliminatória tão importante. Tínhamos a obrigação de chegar o mais longe possível”.

“Amanhã estamos esperançosos de conseguir obter o troféu. Acreditamos no que temos vindo a fazer. O Sporting de Braga coloca um desafio aliciante e difícil. Deixou para trás equipas de grande reputação internacional. Vai ser um desafio super difícil. Vamos abordá-lo com a máxima ambição e tentar mostrar-nos ao máximo nível para conseguir um bom resultado”, prosseguiu o treinador do FC Porto.

Questionado sobre a eventual preparação da equipa para reagir a um golo sofrido, Villas-Boas disse que não prepara a equipa “para sofrer”. “Se acontecer, teremos de reagir, adaptar-nos. Mas nem sequer posso abordar o jogo dessa forma. É evidente que pode acontecer. Sofrer um, sofrer dois, ou não sofrer, ou o jogo chegar às grandes penalidades. Esperemos que nos mostremos suficientemente competentes para evitar esse golo”, resumiu.

Desvalorizando o facto de poder ser o técnico mais jovem de sempre a conquistar uma prova europeia, Villas-Boas lembrou o feito de José Mourinho em 2003-04, quando levou o FC Porto à conquista da Taça UEFA. “São anos diferentes, equipas diferentes e treinadores diferentes. 2003 foi o culminar de um longo caminho que começou em 1987. Esse foi o primeiro passo para conduzir o FC Porto ao que é hoje em dia. Estou orgulhoso de fazer parte de um clube que construiu uma história”, confessou Villas-Boas.

Sobre o facto de esta ser uma final entre duas equipas portuguesas, o técnico considerou que isso demonstra o “talento e criatividade que existe no futebol português”. “É um campeonato pelo qual as pessoas normalmente não se interessam, tem pouco impacto mediático”, lamentou Villas-Boas.

 

Via Público



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