Sábado, 26.05.12

Um homem de 60 anos e uma mulher de 90 morreram esta quinta-feira, na Grécia, quando se atiraram do telhado do prédio de cinco andares onde viviam juntos em Atenas.


Segundo testemunhas citadas pelo «El Mundo», mãe e filho saltaram de mãos dadas. De acordo com o «The Huffington Post», ambos vivam da reforma de 340 euros da mãe, porque o flho, músico, estava desempregado há dois anos.

No site «Stoixoi.info» ficou registada a última mensagem do suicida: «O meu nome é Antonis Perris. Durante 20 anos, cuidei da minha mãe, de 90 anos. Desde há três ou quatro anos que ela sofre de Alzheimer e foi-lhe recentemente diagnosticada esquizofrenia e outros problemas de saúde. Os lares de idosos não aceitam pacientes assim. O problema é que eu não estava preparado e não tinha emprego quando a crise económica chegou. Apesar de ter propriedades e de ter vendido tudo o que pude, fiquei sem dinheiro e não tenho nada para comer. Recentemente, comecei a ter sérios problemas de saúde. Não encontro nenhuma solução. Tenho propriedades, mas não tenho dinheiro efetivo, o que significa que não tenho comida. Alguém conhece uma solução?»

Homem de 60 anos deixou uma mensagem. Meios de comunicação social gregos noticiam casos destes quase todos os diasOs suicídios devido às dificuldades económicas têm sido notícia nos meios de comunicação social gregos praticamente todos os dias. Antes da crise, a Grécia tinha uma das taxas de suicídio mais baixas do mundo: 2.8 por cada 100 mil habitantes. O governo admitiu um aumento de 40 por cento no primeiro semestre de 2010, mas não divulgou mais dados oficiais. Segundo a Reuters, vários especialistas acreditam que esta taxa duplicou para os 5 suicídios por cada 100 mil habitantes.

«A crise tem aumentado o sentimento de culpa, a perda de auto-estima e a humilhação para muitos gregos. As pessoas não querem ser um fardo para ninguém e cresce a sensação de desamparo. Alguns desenvolvem um atitude de ódio próprio que conduz à auto-destruição. É isto que justifica o aumento dos suicídios e das tentativas de suicídio. Estamos a assistir a uma nova categoria: os suicídios políticos», explicou à Reuters o psicanalista Nikos Sideris.

 

Retirado de Push



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Quarta-feira, 15.02.12

mulher chama-se Fatima. O jovem Zayed. São os protagonistas da imagem vencedora do World Press Photo de 2012. Mãe e filho iemnistas pensavam tratar-se de uma brincadeira.


Os protagonistas da imagem vencedora da edição deste ano do World Press Photo já têm nome. Fatima Al-Qaws é a mulher velada que abraça o filho, Zayed Al-Qawas, de 18 anos, ferido durante uma manifestação contra o regime iemenita.

 

O "Yemen Times" chegou à fala com Fatima, que recorda esse dia, 15 de outubro de 2011. "Tudo aconteceu após um ataque contra os manifestantes, na Rua Al-Zubairy", uma espécie de "linha da frente" no confronto entre os manifestantes antirregime e as forças de segurança do (então) Presidente Ali Abdullah Saleh.

 

"Fui para o hospital de campanha e não encontrei o meu filho entre os mortos ou feridos. Continuei a procurar no local e vi meu filho deitado no chão, sufocado com gás lacrimogéneo. Então, abracei-o. E ele [o jornalista Samuel Aranda] deve ter tirado a foto naquele momento."

Um apoio à revolução

Fatima, que vive na capital, Sana, explica que apenas teve conhecimento da foto após uma sobrinha, que vive nos Emirados Árabes Unidos, lhe ter telefonado. Mas não compreendeu de imediato do que se tratava.

 

"Pensei que a foto de que as pessoas falavam tinha a ver com a minha entrevista à Suhail TV e à Aljazeera, alguns meses antes", disse. "Por isso, não prestei muita atenção". Mas só até a sobrinha continuar a insistir para que visse a fotografia.

 

Fatima viu a imagem, pela primeira vez, no telemóvel do filho. Inicialmente, o próprio Zayed pensou tratar-se de uma brincadeira. "Nunca esperaria que esta foto vencesse, entre milhares de outras. É um grande apoio à revolução. Revela que os iemenitas não são extremistas", disse o jovem Zayed.

 

No Twitter, Samuel Aranda, o fotógrafo espanhol que captou a imagem entretanto já apelidada de nova 'Pietà', regozijou-se pelo trabalho de investigação do "Yemen Times": "Muito obrigado por tudo, povo do Iémen! Vemo-nos em breve."

 

Samuel Aranda vive em Sidi Bou Saïd, na Tunísia. O seu trabalho pode ser apreciado em http://www.samuelaranda.net

 

Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 17:26 | link do post | comentar

Sexta-feira, 26.08.11

Quem é a mãe que não se sente culpada por ir trabalhar? Poucas, digo eu... No entanto, não há razões para isso. É altura de deixar cair essa culpa dos ombros. Um novo estudo da Universidade de Colúmbia, nos EUA, garante que as mães que trabalham fora de casa não prejudicam o desenvolvimento dos filhos, longe disso.

Segundo a investigação, o trabalho das mães nos primeiros anos de vida não afeta o desenvolvimento emocional ou intelectual das crianças.
Em média, o tempo de dedicação às crianças pelas mães que estão em casa são apenas mais 11 minutos diários. Só isso. Ora o segredo para quem trabalha é compensar a ausência pela qualidade do tempo com os filhos. 

Há que garantir um acompanhamento pleno com a ama, na creche ou com os avós e quando se chega a casa há que multiplicar o tempo "perdido". É fundamental a mãe envolver-se nas rotinas da alimentação, banho e brincadeiras. Quando as crianças já são mais crescidas é preciso também monitorar as trabalhos de casa, as leituras, os filmes ou as músicas infantis. É um percurso de aprendizagem e brincadeira a dois - onde ambos só têm a ganhar. 

Mulher realizada, mãe feliz


De acordo com o estudo há até mesmo vantagens em trabalhar fora de casa. As crianças encontram uma mãe realizada profissionalmente, logo mais feliz e por vezes até menos stressada.

No entanto, tão ou mais importante é o pai dividir as tarefas com a mãe e envolver-se nas rotinas diárias da criança. Por exemplo, quando as mães amamentam é importante o pai assumir tarefas como mudar a fralda ou dar banho ao bebé - para reforçar a ligação entre pai e filho. E mais tarde, são os jogos de futebol, a praia, ou o ballet. Além disso, não há supermulheres, óbvio...as funções devem ser partilhadas!

Mas infelizmente ainda há machismo na sociedade e na cultura empresarial portuguesa - e por vezes, quando "jóias raras" fazem questão de gozar a licença de paternidade ainda têm que ouvir bocas do género: "Vais tirar licença, porquê? Já sabes amamentar?". No mínimo é um comentário despropositado,  machista e infeliz - sobretudo quando se tratam de colegas mulheres a dizê-lo. (Isso mesmo, leu bem - este caso aconteceu há bem pouco tempo com um amigo meu.)

Mudar mentalidades e empresas


Por outro lado, há outro problema longe de ter a "morte anunciada" - as empresas não querem mulheres com filhos, como revelou outro estudo recente, que indicava que só 28% das empresas nacionais queriam contratar "mães".

Já era altura de mudar as mentalidades, mas como não acredito na evolução natural, talvez seja necessário estabelecer quotas para promover a contratação de mulheres. Será que ainda ninguém percebeu que a melhor política de natalidade é a criação de emprego e a não discriminação das mulheres?

 

Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 08:49 | link do post | comentar

Segunda-feira, 18.07.11

 

Gravidez .. E de repente... tudo muda...

 

No dia em que fiz o teste de gravidez e descobri que ia ser mãe dentro de 9 meses a sensação que tive foi de completa confusão mental. Na altura que olhei para o teste com duas tirinhas assinaladas (e nem 15 segundos tinham passado desde que o tinha acabado de  fazer), perguntei ao meu marido para se certificar que de facto aquele sinal confirmava a minha certeza: Estava grávida!   

 

 

Estremunhada ainda, preparei-me rapidamente para ir trabalhar, sem olhar para o relógio, ver se a roupa estava bem conjugada, se estava bem maquilhada ou penteada. No caminho flutuava, mas sentia-me igual, não havia nada em mim que o referisse, nem sequer o meu corpo apresentava qualquer mudança, e depois na rua ninguém olhava para mim de forma diferente, mas eu sentia que, a partir deste momento tudo iria mudar.

 

Sinto medo, dúvidas, um misto de alegria e receio. A barriga cresce todos os dias e em breve mais uma mulher vai nascer, e sim ela mexe-se cá dentro, com uma energia que espero conseguir acompanhar quando formos duas forças independentes.

 

Sei que seremos mais, duas personalidades, duas forças que nunca se irão anulam mas se completarão, pois ser mãe é apenas um dos muitos talentos que tenho enquanto mulher, profissional, desportista, escritora e tudo aquilo que o futuro me reservar. É por saber isso que procurarei sempre mostrar-lhe que, desde cedo, deve ter orgulho em mostrar-se ao mundo como mulher, primeiro de meias, botinhas, pantufas, sapatos ergonómicos ou ortopédicos, rasos e um dia de saltos altos.

 

Não sei se será mais aguerrida ou medrosa, se corajosa, romântica ou aventureira, mas espero que conte sempre comigo para a apoiar no momento de encontrar o caminho dela, seja este fácil ou difícil, porque acima de tudo somos duas forças, que não se anulam nem se atropelam, mas se completam.

 

É desta forma que há mais de 30 anos construo o meu caminho, apoiado em pilares de uma grande mulher, aquela que desde sempre me ensinou que somos o que fazemos, e como nos damos aos outros.

 

Repito, para crescer temos de sabê-lo fazer passo a passo, com botinhas, depois com sapatos ergonómicos, rasos, e só depois de salto alto, com força, elegância, humildade e claro... muita coragem, pois ser mulher é ter o poder de gerar, ser uma espécie de moleiro, que cria, modela, coze e depois fica feliz quando a peça segue o seu caminho.

 

Via A Vida de Saltos Altos



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Sexta-feira, 17.06.11

Sexualidade feminina em dúvida

 

O que pode uma mulher, no século XXI? Este é o tema comentado por Cláudia Riolfi, psicanalista e professora da Faculdade de Educação da USP. Segundo Riolfi, muitas mulheres estão no meio do caminho, perdidas.

 

Conseguiram realizar o feminino muito além do lar e ainda escorregam para soluções gastas dentro dele. Confundem a mulher com a mãe e viram enfermeiras de seus homens e de seus filhos. A conta costuma ser alta, para eles e para ela.

 

“Que pena! Existem outras maneiras de uma mulher viver sua sexualidade. Aquelas que insistem em encontrá-las injetam feminilidade nas veias do mundo. Graças a elas, assistimos ao nascimento de uma nova ética”. A psicanalista dá mais detalhes.

 

Por que as mulheres ainda confundem tanto o seu papel? Extrema exigência consigo mesma, mania de perfeição em tudo que fazem?


Com a globalização, não temos mais modelos de ser homem e de ser mulher. Vimos nascer uma cultura na qual as mulheres não precisam mais se ater às tarefas do lar e se satisfazer na maternidade e na enfermagem. As opções que se abrem a sua frente são múltiplas. Se, por um lado, isso é muito bom, por outro, gera indecisão. O que escolher? Privada do refúgio de uma identidade segura, uma mulher nunca sabe se está seguindo o caminho certo. Na tentativa de se garantir, corre ao guru da vez: as revistas femininas, os livros de auto-ajuda, as amigas. Procura por um conselho certeiro, um guia do bem fazer. Como nada disso funciona inteiramente, o risco é que recorra aos velhos modelos de ser mulher. Quer dar conta do presente sem abrir mão do passado. É muito para uma pessoa só. Trata-se de uma impossibilidade.

 

Quais as conseqüências?


As conseqüências são múltiplas. Isso atrapalha a todo mundo. Em primeiro lugar, ela está sempre insatisfeita consigo mesma, julga-se muito mal. Ela se sente sempre em falta para com aqueles a quem ama. Não importam os elogios, ela nunca se acha uma boa mãe, pensa que nunca fez o bastante. É um equívoco. Isso nasce da dificuldade de se deparar com os próprios desejos. Para se proteger de um desejo que julgam ser excessivo, escondem-se atrás de seus filhos. O tempo que dedicam ao trabalho lhes persegue. Julgam-se impedidas de sair, de passear, de dançar... Ora, quem não faz o que gosta torna-se amargo, ressente-se. As queixas se multiplicam e o ressentimento só cresce. A mulher de hoje está afogada em um copo de raiva. 

Que tabus ainda persistem quando se fala em sexualidade feminina?


Por parte das mulheres, ainda persiste o equívoco de que um homem está em melhores condições. Elas se iludem ao pensar que ser mulher é difícil enquanto ser homem é fácil. Não conseguem perceber que os homens estão tão ou mais perdidos do que elas. Assim, o encontro amoroso torna-se mais difícil ainda. É complicado se abrir ao prazer sexual quando a pessoa se sente explorada de algum modo. Aí está o germe da dificuldade que muitas mulheres encontram para obter prazer sexual.

 

De uma maneira geral, as mulheres ainda têm chances de ser feliz sexualmente falando, sem deixar de lado suas outras funções?


Gostaria de inverter esta pergunta. Proponho pensarmos que é justamente na medida em que ela consegue ser feliz sexualmente que conseguirá transferir o prazer que pode experimentar em seu corpo para suas outras funções. Uma mulher que está em paz com sua sexualidade é acolhedora, tem jogo de cintura, consegue inserir o feminino no mundo dos homens. Estávamos todos acostumados a viver em um mundo homossexual: os homens davam as regras e as mulheres ficavam fora da cultura. As primeiras feministas continuaram nesta lógica, reivindicando o direito de se tornarem iguais aos homens.

 

Via Vila Dois



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Sábado, 09.04.11
Gestação: Diagnostico e as queixas mais frequentes

A maioria das queixas apresentadas a seguir diminui ou desaparece sem o uso de medicamentos.

 

Os medicamentos devem ser evitados ao máximo.

Caso essas queixas não desapareçam ou sejam persistentes podem ser manifestações de doenças mais complexas.

Náuseas e vômitos

São comuns no início da gestação. Quando ocorrem no final da gestação podem estar associados a doenças importantes, devendo ser sempre comunicado ao seu médico.

As orientações para a gestante são as seguintes: fraccionar a dieta (comer mais vezes e menos a cada vez), evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiro forte ou desagradável; evitar líquidos durante as refeições e ingerí-los de preferência nos intervalos.

Quando os sintomas forem muito freqüentes seu médico irá avaliar a necessidade do uso de medicações.

Pirose – azia – queimação

É comum a partir do segundo trimestre da gestação. Geralmente melhora com dieta fraccionada, diminuindo as frituras, café, chá, pimenta,vinagre,frutas acidas (laranjas), álcool e fumo.

Medidas gerais como não deitar após as refeições e elevar a cabeceira do leito também são benéficas.

A critério médico, a gestante poderá fazer uso de medicamentos.

Sialorréia - excesso de saliva

Muito comum no início da gestação, orienta-se deglutir a saliva e seguir mesmo tratamento indicado para náuseas e vômitos.

Fraquezas e desmaios

Podem acontecer após mudanças bruscas de posição e também quando a gestante ficar sem se alimentar.

Gestantes não devem fazer jejum prolongado.

Geralmente deitar de lado (esquerdo preferencialmente) respirando calma e profundamente melhora a sensação de fraqueza e desmaio.

Hemorróidas

São comuns principalmente nos últimos três meses de gestação, após o parto e também em gestantes que já apresentavam o problema antes da gravidez.

As gestantes devem procurar manter o hábito intestinal regular (manter o intestino funcionando bem). Sempre que as fezes estiverem endurecidas, causando dificuldade para evacuar, as hemorróidas podem sangrar ou doer.

Dietas ricas em fibras e a ingestão de líquidos auxiliam o funcionamento dos intestinos.

Corrimento vaginal

O aumento do fluxo vaginal (leucorréia, corrimento) é comum em gestantes. O fluxo vaginal normal não causa coceira, mau cheiro, ardência ou dor nas relações.

Consulte seu médico se apresentar os sintomas acima.

Quando ocorre ruptura da bolsa das águas (um dos sinais de parto) a paciente pode referir aumento do corrimento vaginal. É sempre necessário avisar seu médico quando houver suspeita de ruptura da bolsa com saída de líquido amniótico.

Queixas urinárias

O aumento do número de micções é comum na gestação, principalmente no início e no final da gestação por aumento uterino e compressão da bexiga. Como a infecção urinária é mais comum em gestantes, sempre que houver ardência para urinar, dor, sangue na urina ou febre seu médico deve ser comunicado.

Falta de ar – dispnéia – dificuldade para respirar

O aumento do útero e o aumento da freqüência respiratória da gestante podem ocasionar esses sintomas. Geralmente o repouso, deitada de lado, alivia a sensação de falta de ar. Se houverem outros sintomas associados (tosse, febre, inchaço) pode haver doença cardíaca ou respiratória associada.

Dor nos seios

Os seios aumentam de volume durante a gestação o que freqüentemente causa dor.

A gestante deverá usar um sutiã com boa sustentação. O exame nos seios geralmente descarta problemas mamários mais graves.

Dor nas costas – dor lombar – dor articular

Durante a gestação as articulações ficam com maior mobilidade e isto freqüentemente ocasiona dores nas costas e em articulações como o joelho e o tornozelo.

As gestantes geralmente têm uma postura que provoca dores nas costas (aumento da lordose lombar – colocar a barriga para frente e o quadril para trás). O aumento excessivo de peso também aumenta a incidência de dores osteoarticulares.

Como prevenir:

evitar aumento excessivo de peso
fazer exercícios regularmente
manter uma postura adequada
evitar uso de saltos altos e desconfortáveis

Dor de cabeça – cefaléia

Dores de cabeça mais freqüentemente estão associadas a tensões, conflitos e temores, entretanto podem estar associadas a doenças mais sérias. Sempre deve ser afastada a presença de pressão alta. Seu médico avaliará a necessidade do uso de medicações.

Sangramento nas gengivas

Durante a gestação é mais comum o sangramento de mucosas (nasal, gengival) pois, além de uma maior vascularização nas mucosas, seus pequenos vasos sangüíneos ficam mais frágeis. A causa mais freqüente de sangramento gengival é a inflamação crônica da gengiva.

A gestante deve escovar os dentes com escova macia, massagear a gengiva e passar fio dental. Esse sintoma deve ser relatado a seu médico (ocasionalmente pode estar associado a outros problemas da coagulação do sangue) e ao dentista.

Edema na pernas – inchaço

Principalmente no final da gestação ocorre inchaço de membros inferiores. Quando não estiver associado à perda de proteínas na urina e à pressão alta geralmente reflecte o acúmulo de líquido característico da gestação.

Existem posições que dificultam o retorno venoso (volta do sangue das pernas para o coração). Gestantes com edema não devem ficar em pé (paradas) ou sentadas durante muito tempo. É recomendável exercitar as pernas (caminhar).

O edema diminui na posição deitada (preferencialmente sobre o lado esquerdo) e também com a elevação das pernas acima do nível do coração.

Outra medida importante é retirar anéis dos dedos da mão, pois ocasionalmente ocorre edema nas mãos e dificuldade de retirada desses adornos.

Cãibras

Podem ocorrer durante a gestação, geralmente após excesso de exercício.

Quando ocorre, o músculo deve ser massajando, podendo-se aplicar calor no local.

Cloasma gravídico
 – manchas no rosto – asa de borboleta no rosto

Manchas escuras na pele podem ocorrer durante a gestação. Essas costumam diminuir em até 6 meses após o parto, entretanto em algumas mulheres persistem.

São manchas semelhantes àquelas que ocorrem pelo uso de anticoncepcional oral. Gestantes que apresentam essas manchas devem evitar a exposição ao sol.

Estrias

As estrias são resultado da distensão dos tecidos. Modo eficaz de preveni-las não existe. Não engordar muito é importante para diminuir sua incidência, entretanto existe predisposição individual a apresentar estrias.

Ainda que controverso, recomenda-se massagem com substâncias oleosas nos tecidos mais propensos a estrias (abdômen, seios e coxas).

Seu médico poderá lhe indicar um creme para massajar a pele.

Sobre o mamilo não devem ser aplicados cremes. As estrias são inicialmente arroxeadas e com o tempo ficam branquicentas.

Na vida da mulher, o diagnóstico da gestação é aquele que provoca as maiores emoções: desde alegria e bem estar intensos até a tristeza profunda e sensação de desamparo. Qualquer médico que atenda mulheres em idade reprodutiva deve sempre se perguntar: Ela está grávida? O não reconhecimento da gestação freqüentemente leva a diagnósticos e tratamentos inadequados.

É importante que o médico diagnostique a gestação precocemente. Confirmado o diagnóstico a gestante deverá iniciar o pré-natal e possíveis agentes maléficos ao binômio mãe-feto serão afastados (medicações, ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, manipulação de alguns produtos químicos, etc.)

Sintomas e sinais de gravidez

O atraso menstrual é o achado que mais freqüentemente levanta a suspeita de gestação. A ausência da menstruação prevista é o primeiro indício de que possa haver a concepção. Entretanto, pacientes com menstruações irregulares, muitas vezes só suspeitam de gestação quando aparecem outros sintomas como náuseas e vômitos, aumento do volume e dolorimento das mamas, aumento da freqüência urinária, aumento de peso, aumento do volume abdominal e, mais tardiamente, com a sensação dos movimentos fetais.

Ao exame da mulher com atraso menstrual alguns sinais são altamente sugestivos de gestação: aumento do volume uterino e amolecimento do útero ao exame de toque.

Quando existir suspeita clínica de gestação, solicitam-se provas laboratoriais que detectam a gravidez, como a gonadotrofina coriônica humana (hCG).

Testes de gravidez

Todos os testes de gravidez utilizados visam identificar a gonadotrofina coriônica humana (hCG) produzida logo após a fecundação e implantação do óvulo ao útero. A determinação deste exame, na urina ou no sangue, é a forma mais utilizada para o diagnóstico precoce da gestação. A produção de hCG é o sinal que o embrião lança na circulação para que o organismo materno reconheça a gestação.

Os níveis de hCG na gestação normal podem ser dosados pouco tempo após a implantação, aumentam pelo menos 66% a cada 48 horas, alcançando o pico máximo entre 50 e 75 dias de gestação. No segundo e terceiro trimestre da gestação os níveis são mais baixos. A presença de gonadotrofina coriônica na circulação torna o diagnóstico de gestação muito provável, entretanto o diagnóstico de certeza necessita de algum dos três sinais positivos de gestação:

1. Presença de batimentos cardíacos fetais (BCF)
  Os batimentos cardíacos fetais podem ser identificados por um aparelho chamado sonar a partir de 10 a 12 semanas de gestação e com o estetoscópio com 17 a 19 semanas. Deve-se ter cuidado à ausculta para não confundir os BCF com a pulsação materna. Os BCF estão entre 120 e 160 batimentos por minuto e a freqüência cardíaca materna é bem inferior.
2. Identificação, pelo médico, dos movimentos fetais
  Após a 20ª semana de gestação os movimentos fetais podem ser sentidos pelo examinador que coloca a mão sobre o útero materno. Quando a gestante for obesa a percepção dos movimentos fetais é mais tardia.
3. Visualização do feto
  A identificação do feto pode ser realizada por ecografia via transvaginal ( a partir da 6ª semana de gestação) ou via abdominal (a partir da 8ª semana de gestação). Antes da existência da ecografia, a visualização fetal só podia ser realizada a partir da 16ª semana de gestação através do Rx quando ocorre a calcificação do esqueleto fetal.
  A ecografia transvaginal é muito utilizada para o diagnóstico precoce da gestação, bem como de suas anormalidades.

 

O diagnóstico de gestação não é difícil de ser confirmado, depende fundamentalmente do médico e da paciente cogitarem a possibilidade. É comum nos depararmos com pacientes que realizaram investigação do trato gastrointestinal por intolerância alimentar, náuseas e vômitos quando na realidade estes sintomas estavam relacionados a uma gestação inicial que não foi cogitada.

O diagnóstico diferencial de gestação deve ser realizado sempre que alguns sinais e sintomas clínicos estiverem presentes: quase todos os distúrbios menstruais, sintomas gastrointestinais – dores abdominais, cólicas, náuseas, vômitos, inapetência ou aumento do apetite, intolerância a alguns alimentos -, aumento da necessidade de sono, distúrbios do humor, aumento ou diminuição de peso, aumento do volume abdominal, hipersensibilidade mamária, dores abdominais e pélvicas, corrimento vaginal, aumento da freqüência urinária, noctúria, etc.

Na maioria da situações, a anamnese, realizada com interesse e atenção, e o exame clínico-ginecológico cuidadoso excluem ou confirmam o diagnóstico de gestação. Entretanto, sempre que houver dúvida diagnóstica, a dosagem do hCG e/ou a realização da ecografia transvaginal não deverá ser prescindida.

 

Via Dicas de mulher moderna



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Quarta-feira, 23.02.11

 

Mãe solteira o que fazer para namorar

Encontrar uma pessoa bacana para construir um relacionamento exige tempo e muita disposição. Talvez esse acabe sendo um dos motivos que levam mulheres que já são mães a deixarem um pouco de lado suas vidas amorosas.

 

Entretanto, a dedicação a um filho não pode ser empecilho para se viver um novo amor. Ainda mais porque há homens por aí que não se importam com o fato de terem que incluir uma criança no relacionamento.

 

Para a psicoterapeuta e psicanalista Lea Michaan, a mulher que já é mãe e está disposta a viver um novo amor não pode - e nem deve - ficar presa a um só papel. "Ela precisa transitar por todas as funções que cabem a ela: dona de casa, profissional, mãe, mulher. O filho vai crescer e viver sua própria vida. E se ela não cuidar de si própria certamente vai culpar este filho e impedir que ele siga seu caminho", esclarece.

Na hora de "ir à caça", Lea acha que a mulher não deve dizer logo de cara que tem um filho. Afinal de contas, ela tem o direito de se preservar. "O ideal é que ela comente da criança numa segunda oportunidade. Antes é importante saber o grau de envolvimento que ela e essa pessoa pretendem ter", sugere. "O filho já tem a carência de uma figura paterna, portanto, o certo é evitar qualquer tipo de frustração".

Lea recomenda também que a mulher crie um vínculo bacana com o parceiro antes de apresentá-lo ao filho. "Separadamente, converse com a criança. Diga a ela que você conheceu um homem legal e a importância que esta pessoa tem na sua vida. Peça para que seu filho o conheça e sempre ressalte que, apesar da chegada do rapaz, a sua relação com a criança não será abalada", recomenda.

A opinião da criança sobre o novo namorado da mãe não pode deixar de ser ouvida. "Procure saber o que ela achou. Caso a opinião seja negativa, tenha discernimento para identificar se a crítica é verdadeira ou apenas ciúmes. Se for necessário, tenha uma conversa franca com ela e com o parceiro juntos".

Um namoro pode acabar, mas o filho é para sempre. Por este motivo, a criança deve ser sempre prioridade na vida da mãe. "Nunca deixe seu filho de lado por conta do relacionamento. Encontre um momento do dia para se dedicar integralmente a ele. Seja quando ele chega da escola ou quando você chega do trabalho. Somente depois vá ao encontro do namorado", aconselha Lea.

Aos finais de semana, a mãe também precisa incluir a criança nos programas. "Caso o homem não tenha interesse em participar desses eventos, é um alerta de que ele não serve para namorar você", afirma a psicanalista. "Outro ponto importante é preservar a sua intimidade. Lembre-se de fechar a porta quando for se deitar com seu parceiro. É difícil para o filho conviver com a sexualidade da mãe".

Em situações como essa, é normal a família dar opiniões, uma vez que está preocupada com o bem-estar da criança. Para lidar com isso é preciso ter equilíbrio. "Eu penso que os familiares querem o bem da criança e, por isso, opinam. A mulher deve escutar sempre os conselhos, mas se realmente quiser levar o namoro adiante, deve defender sua posição, alegando que se ela tiver um companheiro será melhor para o filho e que o lado feminino dela também precisa de cuidados".

Portanto, tenha a certeza de que um filho não atrapalha sua vida amorosa. Esta pode ser a grande chance de conhecer alguém verdadeiramente responsável e que queira lutar para fazer você feliz e adotar seu filho de coração.

 

Via Vila dois



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Segunda-feira, 21.02.11

Mãe encontra filha 40 anos depois

 

Uma mulher reencontrou-se com a sua mãe biológica, 40 anos depois de a terem retirado à progenitora logo após o nascimento. Este foi o primeiro caso de reencontro - já confirmado por testes de ADN - saído de um passado de tráfico de bebés que está a abalar a vizinha Espanha.

 

Durante o franquismo, e até quase ao final da década de 1980, o tráfico de bebés foi um negócio em Espanha. Só recentemente é que este país começou a acordar para este capítulo aterrador da sua história, muito graças à acção da Anadir - Asociación Nacional de Afectados por Adopciones Ilegales, que recentemente se manifestaram frente à Procuradoria-Geral espanhola pedindo justiça.

“Este é o primeiro caso de reencontro a que assistimos”, assegurou ao “El País” Juan Luis Moreno, fundador, a par de Antonio Barroso, da Anadir. “Aconteceu em Barcelona, mas ambas preferem ocultar a sua identidade”, acrescentou o responsável.

Sabe-se que, neste caso, a mãe nunca acreditou na notícia dada pelos médicos: que a filha que acabara de dar à luz tinha morrido. Por isso, lutou durante toda a vida para saber a verdade. O seu desejo acabou por se tornar realidade, ainda que 40 anos depois. A sua filha não estava morta e foi ao seu encontro.

Ambas fizeram testes de ADN que confirmaram que são mãe e filha e que a certidão de óbito que tinha sido entregue à mãe há 40 anos era falsa.

Este é o primeiro reencontro provado por testes de ADN, mas é possível que se venham a suceder muitos mais casos. Centenas de mulheres em todo o país já apresentaram relatos semelhantes: depois do parto, o obstetra dizia que a criança tinha morrido e os pais nunca mais viam o bebé. Acabavam a enterrar urnas fechadas sem ninguém lá dentro.

O procurador-geral, Cándido Conde-Pumpido, decidiu remeter para as procuradorias provinciais as queixas dos 261 casos de bebés alegadamente roubados que recebeu na procuradoria no final do mês passado. Paralelamente, Conde-Pumpido nomeou uma pessoa para coordenar as investigações. 

Por outro lado, o ministro da Justiça, Francisco Caamaño, comprometeu-se esta semana a facilitar, gratuitamente, os testes de ADN aos afectados, sempre que seja apresentada uma autorização judicial. 

Estima-se que estes crimes tenham começado durante o franquismo - muitas vezes eram retirados a famílias simpatizantes da esquerda republicana - e continuado até 1987, quando uma reforma legislativa obrigou os médicos a comunicarem às autoridades cada caso de adopção em que intervinham.

 

Via Público



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