Domingo, 05.01.14

Eusébio

O antigo futebolista morreu na madrugada deste domingo, vítima de paragem cardiorespiratória. Tinha 71 anos.

 

Eusébio morreu. Eusébio da Silva Ferreira, antigo futebolista do Benfica, morreu na madrugada de domingo em Lisboa, disse à Lusa fonte do clube.

 

A mesma fonte adiantou que Eusébio, 71 anos, morreu às 4h30, vítima de paragem cardiorespiratória. Eusébio estava em casa, sentiu-se mal por volta das 3h30 da manhã e foi chamado o INEM, mas já foi demasiado tarde. O corpo do antigo futebolista deverá ser transportado ainda este domingo para o Estádio da Luz, onde ficará dois dias. O funeral deverá realizar-se na terça-feira.

 

Nascido a 25 de Janeiro de 1942 na então Lourenço Marques, hoje Maputo, Eusébio tornou-se o maior símbolo do futebol português. Vindo de Moçambique, depois de ter jogado no Sporting de Lourenço Marques, chegou ao clube de Lisboa no Inverno de 1960. Foi nessa década que o “Pantera Negra” mais brilhou nos relvados, no Benfica e ao serviço da selecção de Portugal, no Mundial de 1966, onde foi o melhor marcador.

 

Sete vezes melhor goleador do campeonato português (1963/64, 64/65, 65/66, 66/67, 67/68, 69/70 e 72/73), duas vezes melhor marcador europeu (1967/68 e 72/73), Eusébio foi uma vez eleito melhor futebolista europeu mas é considerado um dos maiores futebolistas mundiais de todos dos tempos.

 

Foi 11 vezes campeão nacional pelo Benfica - alinhando em 294 jogos, nos quais marcou 316 golos -, ganhou cinco Taças de Portugal, foi campeão europeu em 1961/62 e finalista da Taça dos Campeões em 1962/63 e 67/68.

 

No total, foram 546 os golos que marcou pela selecção portuguesa e ao serviço dos clubes por que passou. Pelo Benfica, foram 473, em 440 jogos oficiais. Cometeu a proeza de marcar 32 golos em 17 jogos consecutivos, tendo ainda conseguido marcar seis golos no mesmo jogo em três ocasiões. O guarda-redes que mais golos seus sofreu foi Américo, do FC Porto (17).

 

Jogou no Benfica até 1975, tendo depois actuado ainda em clubes da América do Norte, no Beira Mar e no União de Tomar – esta última uma breve experiência que durou até Março de 1978, após o que regressou aos EUA para tentar uma efémera experiência no futebol indoor.

Participou em 64 jogos da selecção de Portugal, pela qual se estreou em 8 de Outubro de 1961.

 

No Mundial de 1966, em Inglaterra, em que Portugal foi o  terceiro classificado, venceu o troféu destinado ao melhor marcador da prova, com nove golos, e foi considerado o melhor jogador da competição.

 

Ficou célebre a sua actuação no jogo com a Coreia do Norte, dos quartos-de-final desse mundial, em que marcou quatro golos, contribuindo decisivamente para a vitória de Portugal a por 5-3, depois ter estado a perder por 0-3. "Foi o meu dia", recordou mais tarde,quando, no Mundial de 2010, na África do Sul, a equipa portuguesa voltou a defrontar a asiática.

 

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Quinta-feira, 05.12.13

Morreu Nelson Mandela: A liberdade como obra

O primeiro Presidente negro da África do Sul morreu nesta quinta-feira, anunciou o presidente sul-africano. O líder da luta anti-apartheid tinha 95 anos.

Nelson Mandela foi um homem de gestos. Como este: apenas aceitou sair da prisão quando recebeu garantias de que todos os outros prisioneiros políticos seriam libertados como ele. O advogado e activista acreditou na luta pela libertação de todo um povo. Depois de 27 anos preso, foi eleito o primeiro Presidente negro na África do Sul. O seu legado vai muito além do seu país e do tempo em que viveu. Morreu nesta quinta-feira, com 95 anos, na sua casa em Joanesburgo

 

Quando anunciou que deixava a política, Nelson Mandela fê-lo com a mesma naturalidade com que dizia: “Toda a gente morre.” Escolheu deixar a presidência da África do Sul no fim do primeiro mandato dois anos depois de decidir abandonar a liderança do Congresso Nacional Africano (ANC), que transformou num farol da luta de libertação do seu país. Na sombra, manteve uma actividade pública, por vezes próxima da política. Estávamos em 1999.

Cinco anos depois, com 86 anos, anunciou brincando que ia “reformar-se da reforma”. Era a sua maneira de dizer que desta vez era mesmo de verdade. “Não me telefonem, eu telefono-vos”, disse na altura num encontro com jornalistas. “Não lhe telefonámos”, escreveu o jornalista Ido Lekota em 2010 no jornal The Sowetan, “mas a sua figura ‘maior do que a vida’ continua a pairar sobre a nossa democracia e o panorama político” da África do Sul, acrescentou.

 

 

 

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Segunda-feira, 25.06.12

O cancro derrotou Miki Roqué aos 23 anos


Miki Roqué, futebolista do Bétis de Sevilha, morreu neste domingo. O jogador catalão, de 23 anos, sofria de um cancro na zona pélvica.

Miki Roqué formou-se no Lleida, tendo sido posteriormente recrutado pelo Liverpool, em cuja equipa principal debutou com apenas 17 anos num jogo da Liga dos Campeões.

Posteriormente jogou no Oldham Athletic, no Xerez e no Cartagena, tendo em 2009 assinado pelo Bétis de Sevilha. Em Outubro de 2010, o treinador Pepe Mel colocou-o ao serviço da equipa principal.

Poucos meses depois, a 11 de Março de 2011, foi anunciada a sua retirada do mundo do futebol devido a um tumor maligno na pélvis, doença que acabou por não conseguir superar apesar da intervenção cirúrgica a que foi sujeito, em Maio do ano passado.

Miki Roqué acabou por morrer este domingo, por volta das 19h, na Clínica Dexeus de Barcelona.

Mal foi anunciada a sua morte, as redes sociais encheram-se de mensagens de condolência. “Um abraço muito grande à família de Miki Roqué. Conheci-o quando ele jogava no Liverpool e eu no United. Descansa em paz, amigo”, escreveu o jogador Piqué.

Roqué tornou-se bastante próximo de Piqué e também de Puyol. Ambos os jogadores ajudaram-no a encontrar um médico em Barcelona que o ajudasse a lutar contra o tumor, conta o El País.

Também a partir da Polónia, a selecção espanhola - que na quarta-feira joga contra Portugal a contar para o apuramento para a final do Euro 2012 - enviou as suas condolências à família de Roqué.

 

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Terça-feira, 19.06.12
King foi encontrado morto no fundo de uma piscinaKing foi encontrado morto no fundo de uma piscina (Reuters)
As pessoas que têm hoje menos de 25 anos dificilmente se lembrarão do nome de Rodney King, mas em Março de 1991 este homem transformou-se num símbolo da brutalidade policial americana, que desencadeou violentos motins na cidade de Los Angeles. King morreu hoje, aos 47 anos.

King foi encontrado pela noiva no fundo de uma piscina e foi declarado morto num centro médico local às 06h11 locais (14h11 em Portugal), indicou aos media americanos o capitão de polícia da localidade de Rialto (a leste de LA), Randy Deanda. "À primeira vista nada indica ter-se tratado de um crime", acrescentou o mesmo responsável, precisando que será levada a cabo uma autópsia.

Rodney King foi agredido por agentes do LAPD (Los Angeles Police Department) em Março de 1991. O incidente foi integralmente filmado por um transeunte e rapidamente as imagens da agressão - alegadamente por motivos racistas - começaram a circular pelas principais cadeias de televisão norte-americanas e, seguidamente, pelo mundo inteiro, originando uma onda de indignação.

No ano seguinte, os quatro agentes envolvidos nas agressões foram absolvidos pela justiça americana, o que desencadeou violentos confrontos raciais na cidade de Los Angeles, em 1992. No total morreram 53 pessoas durante estes motins e centenas de pessoas ficaram feridas. Quanto a danos materiais, estima-se que tenha havido prejuízos na ordem dos mil milhões de dólares. 

Posteriormente, dois agentes foram considerados culpados por violação dos direitos civis num tribunal federal e cumpriram pena de prisão. Os outros dois agentes foram novamente absolvidos e saíram em liberdade.

Por ocasião do 20º aniversário dos motins, Rodney King publicou um livro e, recentemente, disse à CNN que havia perdoado aos seus agressores. “Porque os EUA me perdoaram inúmeras coisas e me deram numerosas oportunidades. Deve haver sempre lugar para uma segunda oportunidade e eu tive-a”, disse King, que foi detido uma dezena de vezes após os motins por transgressões menores.

Notícia actualizada às 17h40 com mais informações acerca da morte de King


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Quinta-feira, 07.06.12

RAY BRADBURY, O ESCRITOR QUE IMAGINOU UM MUNDO SEM LIVROS

Ray Bradbury, o escritor que deu nova dimensão à ficção científica, morreu nesta terça-feira, aos 91 anos, anunciou a sua filha.

O norte-americano foi um ícone e uma inspiração para muitas gerações e será sempre recordado pela sua obra mais emblemática, Fahrenheit 451, um romance distópico escrito em 1953 que imagina um mundo sob um regime totalitário onde os livros são proibidos, bem como o pensamento crítico. O título tem origem na temperatura a que o papel arde. 

Fahrenheit 451 foi adaptado a filme nos anos 60 por François Truffaut e foi usado como símbolo da oposição à censura e ao livre pensamento. O próprio Bradbury disse muitos anos mais tarde que não era tanto isso, mas uma obra sobre a forma como os media, e nomedamente a televisão, destruíam a leitura e os livros.

Foi o autor de Fahrenheit 451. Inventava mundos mas dizia que não escrevia ficção científicaO talento criativo e fantasioso de Bradbury permitiu à ficção científica ganhar dignidade como estilo literário, mas o escritor também quis desconstruir essa ideia. «Não sou um escritor de ficção científica. Só escrevi um livro de ficção científica, o Farhrenheit 451. Todos os outros eram fantasia. As fantasias são coisas que não podem acontecer, a ficção científica é sobre coisas que podem acontecer», repetiu várias vezes ao longo da sua vida.

Bradbury, que nasceu a 22 de Agosto de 1920, começou a escrever no final dos anos 30 e tem dezenas de obras publicadas, entre as quais alguns clássicos, como as «Crónicas Marcianas», de 1950. Escreveu romances, crónicas e contos, trabalhou em vários media e tem várias das suas obras adaptadas também a televisão.

 

retirado de Push



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Quarta-feira, 06.06.12

Dois portugueses, irmãos de 37 e 39 anos, morreram na terça-feira em Marrocos, aparentemente de exaustão, durante uma prova de todo-o-terreno em que seguiam de moto, disse nesta quarta-feira à Lusa uma fonte consular.


O encarregado da secção consular de Rabat, Vasco Seruya, contou à Lusa que os dois irmãos estavam acompanhados de um terceiro português, que se apercebeu de que as vítimas não estavam bem e chamou as autoridades marroquinas.

No entanto, quando a equipa de socorro chegou ao local "já não havia nada a fazer", afirmou.

O incidente ocorreu na terça-feira na região de Erfoud, no centro interior de Marrocos, quando os motociclistas estavam na sua quarta etapa, a primeira em areia.

A família já foi informada, acrescentou o responsável, adiantando que os corpos serão autopsiados e posteriormente trasladados para Portugal.

 

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Segunda-feira, 21.05.12

Robin Gibb, a voz dos Bee Gees, morreu aos 62 anos

Cantor sofria de cancro no cólon e no fígado (Foto: Luke MacGregor/Reuters)

 

O cantor Robin Gibb, vocalista e um dos fundadores da banda Bee Gees, morreu no domingo à noite, aos 62 anos, em Londres. O músico que fundou uma das bandas mais conhecidas do disco sound lutava há anos contra o cancro.

 

Robin fundou os Bee Gees com os irmãos Barry e Maurice. O cancro de que padecia tinha atacado o cólon e o fígado. Nas últimas semanas, o estado de saúde tinha piorado, graças a uma pneumonia, e depois melhorou, mas a doença acabou por vencer.

Era a voz principal da banda que vendeu mais de 200 milhões de discos, desde os anos de 1960. Um volume de vendas que colocava esta banda masculina – que se distinguiu no panorama mundial pelos falsetes cantados sobre tessituras disco sound, dançáveis ou românticas baladas – num plano de sucesso comercial equivalente ao de outras bandas históricas do pop rock mundial como os Rolling Stones ou Pink Floyd.

 

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Quinta-feira, 17.05.12

Donna Summer a cantar na cerimónia do Nobel da Paz de 2009

Donna Summer a cantar na cerimónia do Nobel da Paz de 2009 (Bjorn Sigurdson/AFP)


A cantora norte-americana Donna Summer morreu esta quinta-feira de manhã na Florida, nos Estados Unidos, depois de uma longa luta contra um cancro. Donna Summer tinha 63 anos. A notícia foi avançada pelo TMZ e já foi entretanto confirmada pela família.

"Esta manhã perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher com muitos dons. Estamos em paz e a celebrar a sua extraordinária vida e o seu legado", lê-se no comunicado assinado por Bruce Sodano, vocalista da banda Brooklyn Dreams e actual marido da cantora e pai das suas duas filhas, Brooklyn e Amanda. Donna Summer deixa ainda outra filha, de um casamento anterior. 

Segundo a imprensa norte-americana, Donna Summer terá tentado manter a sua doença em segredo e longe das atenções mediáticas. 

Com mais de 30 anos de carreira e mais de 130 milhões de discos vendidos, Donna Summer ganhou cinco Grammys, o último dos quais em 1998 com "Carry On". A “rainha da disco”, como ficou conhecida, foi uma das artistas mais bem-sucedidas dos anos 1970 e 1980. 

Músicas como “I Feel Love” ou “Love to Love You Baby”, “Last Dance”, “Bad Girls” e “Hot Stuff” , alguns dos seus maiores sucessos, chegaram aos tops e ainda hoje passam não só nas rádios como em discotecas.

Aos 18 anos, saiu de casa para tentar um papel no musical da Broadway "Hair" e acabou conseguindo viajar com a companhia de teatro para a Alemanha. Foi então que conheceu o produtor Giorgio Moroder, que acabou por ter um papel importante no lançamento da sua carreira. Ao lado de Moroder, Donna Summer lançou “Bad Girls”, “Last Dance” e “She Works Hard for the Money”. 

Donna Summer iniciou-se na música como Donna Gaines – o seu nome de nascimento é LaDonna Gaines –, tendo lançado o primeiro single “Sally Go 'Round the Roses” em 1971. Mas o nome artístico escolhido, tão próximo do seu nome, não a agradou e foi então que mudou para Donna Summer, quando em 1975 lançou o hit “Love to Love You Baby”.

Rapidamente, a norte-americana tornou-se num ícone das pistas de dança e do glamour, onde influenciou artistas também conhecidos pela extravagância como Madonna, Kylie Minogue e David Bowie.

No entanto, nos últimos anos à medida que o disco sound se tornou menos popular, Donna Summer procurou actualizar-se e adaptar-se à indústria ao aproximar-se também da pop-rock, sem nunca perder o título de "rainha da disco". Uma categorização que nunca terá apreciado muito. "Não gosto de ser categorizada porque eu penso em mim como um instrumento e, se tu me tocares, eu farei o som que é suposto fazer por muito especial que seja", disse a cantora numa entrevista à CNN em 2008. "Só estou a tentar ser fiel a mim mesma e ao que sinto que é a minha missão."

O seu último trabalho, "Crayons", chegou às lojas em 2008 e Donna Summer estaria já a trabalhar num novo álbum. 

Nas redes sociais as homenagens à cantora têm-se multiplicado. A cantora norte-americana Dionne Warwick, prima de Whitney Houston, escreveu que hoje o mundo perdou uma grande artista. “Vamos sentir terrivelmente a sua falta. Ela foi a verdadeira rainha da disco”, escreveu La Toya Jackson no Twitter. 

Também a apresentadora norte-americana Ellen DeGeneres deixou no Twitter uma mensagem: "Estou tão triste com a notícia, era uma grande fã. Até usei uma música dela no programa de hoje". E Kylie Minogue: "Uma das minhas primeiras inspirações musicais. Descansa em paz, Donna Summer".

Para a cantora Gloria Estefan, "poucos cantores tiveram um impacto na música e no mundo como Donna Summer". "É o fim de uma, terei saudades."



 

 

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Quarta-feira, 16.05.12
Morreu Carlos Fuentes (REUTERS/Jorge Silva)

O escritor Carlos Fuentes morreu hoje no México, onde se encontrava internado no hospital de los Ángeles del Pedregal, na Cidade do México.

 

O Ministério da Cultura mexicano confirmou o óbito. E segundo a AFP, o presidente Felipe Calderón deixou uma mensagem na sua conta no Twitter: “Lamento profundamente o falecimento do nosso querido e admirado Carlos Fuentes, escritor e mexicano universal. Descanse em paz”. 

O Prémio Cervantes (1987) e Prémio Príncipe de Astúrias (1994) morreu de problemas cardíacos, aos 83 anos. Tinha começado a escrever aos 29 anos e o seu último romance “Adão no Éden” foi publicado recentemente pela Porto Editora. 

É autor de “O velho Gringo”; “Cristóvão Nonato”, “Constancia e outras novelas para virgens”, “Aura”, “A laranjeira”, “Diana ou a Caçadora Solitária”, “A Campanha”, “Aquilo em que acredito” (todos editados em Portugal pela Dom Quixote). 

A Porto Editora, depois de ter lançado o seu último romance, tem prontos a publicar dois volumes que reúnem os contos do autor: “Contos naturais” e “Contos sobrenaturais”. O editor Manuel Alberto Valente disse ao PÚBLICO que já estão traduzidos, estavam agendados para 2013 mas agora poderá vir a ser antecipada a sua publicação. 

“Carlos Fuentes foi o mais ‘infeliz’ dos três grandes nomes do 'boom' da literatura latino-americana: Gabriel García Marquez, Mario Vargas Llosa e ele”, diz Manuel Alberto Valente. "Só que os outros dois ganharam o Prémio Nobel. Do Fuentes falava-se sempre que podia ser um candidato ao Nobel mas infelizmente não o teve". 

Manuel Valente lembra que, também em termos de vendas, foi sempre um autor menos lido do que os outros Marquez e Llosa. “Pelo menos em Portugal nunca teve um grande sucesso de público. Mas é um autor extremamente importante e o facto de ter tido sempre menos sucesso que os outros dois pode explicar-se por ser o mais político dos três. A obra dele é muito o espelho do México e das suas vicissitudes políticas. É um autor muito marcado ideologicamente e isso talvez tenha contribuído para que não tenha sido um autor tão popular. Mas é indiscutivelmente um dos grandes nomes da literatura latino-americana e da literatura mundial.”

Filho de mexicanos, Carlos Fuentes nasceu no Panamá, a 11 de Novembro de 1928, numa família de diplomatas e passou a sua infância entre a Europa e o continente americano. Na adolescência, viveu no México.

Estudou na Suíça e nos Estados Unidos; viveu em Quito, no Equador; em Montevideo, no Uruguai; no Rio de Janeiro, no Brasil; em Santiago do Chile e em Buenos Aires, na Argentina, num percurso que culminou em Washington, nos Estados Unidos. 

Em 1955, fundou com Octávio Paz e Emmanuel Carballo, a “Revista Mexicana de Literatura”. Era um homem de esquerda, membro do Partido Comunista, próximo de Fidel Castro antes de se afastar depois da prisão do poeta cubano Ernesto Padilla (em 1971). Num ensaio da revista “Tiempo Mexicano”, de 1972, escreveu: “O que um escritor pode fazer politicamente deve fazê-lo também como cidadão. Num país como o nosso, o escritor, o intelectual, não pode alhear-se da luta pela mudança política que, em última instância, supõe também uma transformação cultural”.

Licenciou-se em Direito na Universidade Autónoma do México e no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, e prosseguiu a carreira diplomática de tradição familiar, sobretudo com o trabalho em organismos internacionais, em particular nas Nações Unidas, em Genebra. De 1972 a 1976 foi embaixador do México em França. Em meados da década de 1970, dedicou-se ao ensino e leccionou nas principais universidades mundiais, de Paris a Princeton, Harvard, Columbia ou Cambridge. 

Em 1974, foi nomeado embaixador em Paris e em 1977 demitiu-se para protestar contra a nomeação para embaixador em Madrid do ex-presidente mexicano Diaz Ordaz, que ele considerava responsável pelo massacre dos estudantes no México em 1968. 

“'Adão no Éden’ não é uma novela inovadora no tema, recorrente no trabalho de Carlos Fuentes”, escrevia Fernando Sousa no Ípsilon de 11 de Maio de 2012. “É possível encontrar os mesmos cenários e personagens semelhantes em ‘La tierra más transparente’, a sua primeira obra, de 1958, um texto que é uma espécie de inventário da sociedade mexicana; em ‘Artemio Cruz’ (1962), reflexões-à-beira da morte de um antigo revolucionário convertido num político de esquemas, corrupto e corruptor, que à hora de desaparecer conta o passado com a sinceridade própria de quem já não tem nada a perder; e em ‘La silla del Àguila’, nova radiografia do poder onde Fuentes imagina o seu país no ano 2020.” E acrescentava o crítico: “Mas é na sua inspiração literária uma obra apoteótica no estilo que o autor adoptou para nos mostrar o que o México, o México sinistro, lhe mostrou a ele em mais de oito décadas, uma obra que remete por assim dizer para as inaugurais, as dos primeiros anos de escrita, quando a sua estrutura ainda se desenvolvia. Uma obra-mestra.”

 

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Carlos DeLuna antes de ser executado repetiu ao capelão que o matavam por um crime que não cometera
Carlos DeLuna antes de ser executado repetiu ao capelão que o matavam por um crime que não cometera (Foto: Corpus Christi Police Department/AFP)

Em Novembro de 1986, Carlos DeLuna, de 27 anos, foi considerado culpado da morte de Wanda Vargas Lopez, uma mãe solteira de 24 anos, que trabalhava numa bomba de gasolina de Corpus Christi, e condenado à pena de morte. Mais de 25 anos depois, uma equipa de investigadores da Faculdade de Direito de Columbia descobriu “erros grosseiros” no processo e concluiu que a justiça do Texas executou o homem errado.

 

Para o professor James Liebman e cinco dos seus estudantes que analisaram o caso nos últimos cinco anos, os eventos em Corpus Christi são “emblemáticos de um monumental falhanço do sistema de justiça”. Uma investigação incompleta, uma acusação leviana, um julgamento apressado, uma sentença irrevogável e a execução de um inocente – “Tudo o que podia correr mal correu mal neste caso”, resume o académico.

O crime aconteceu numa noite de Fevereiro de 1983. Avisada da presença de um homem perigoso empunhando uma faca, Wanda ligou para a polícia. Quando chegaram à estação, os agentes encontraram a mulher esfaqueada. Carlos De Luna foi detido 40 minutos mais tarde, com base na descrição da única testemunha ocular. 

Para Liebman, a rapidez de todo o processo terá sido uma espécie de “compensação” pelo atraso na resposta à chamada de Wanda Lopez. “A polícia poderia ter evitado o homicídio e não o fez”, especula o professor. 

Num artigo intitulado “Anatomia de uma Condenação Injusta”, o académico e a sua equipa reconstituíram todos os passos seguidos na investigação, acusação e julgamento. O que encontraram, escrevem, foi uma sucessão de “erros grosseiros e oportunidades perdidas que levaram as autoridades a acusar Carlos DeLuna por um crime cometido por outro indivíduo”. A sua investigação, de 780 páginas, está disponível na página da Columbia Human Rights Law Review desde ontem.

Segundo argumentam na revisão do caso, os sinais de que a polícia tinha prendido o homem errado eram evidentes desde o início. A testemunha que identificou um hispânico disse que o homem tinha bigode e barba de quinze dias, envergava uma camisa de flanela cinzenta e fugira em direcção a Norte; DeLuna foi detido a leste da estação de serviço, semi-nu (vestia uma camisa branca que foi encontrada sem uma única pinga de sangue) e com a cara barbeada.

Mais importante, notou a equipa de Columbia, o verdadeiro responsável pela morte de Wanda Lopez foi identificado por DeLuna aos seus advogados. Tratava-se de Carlos Hernandez, um homem violento, que andava armado com uma faca e com quem tinha estado num clube de striptease na noite do crime. Hernandez, de compleição física semelhante, entrara na estação de serviço para comprar cigarros. De Luna fugiu quando o viu a lutar com a funcionária.

No entanto, os advogados de defesa desvalorizaram o relato como uma “fantasia”, chegando mesmo a classificar Carlos Hernandez como “um fantasma”. Mas não só Hernandez existia, como era conhecido das autoridades, preso por vários roubos em lojas de conveniência e ataques com facas. Um detective de Corpus Christi soube, semanas depois do ataque, que Hernandez se gabava de ter matado Wanda Lopez. Depois de ter sido preso pelo homicídio de outra mulher, constatou-se que a faca era a mesma arma do crime na estação de serviço. Mas nenhum destes factos foi tido em conta na defesa e na condenação de Carlos DeLuna, que antes de ser executado por injecção letal em Dezembro de 1989, repetiu ao capelão da cadeia que o matavam por um crime que não cometera.

 

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Segunda-feira, 14.05.12
O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente na Basílica da Estrela
O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente na Basílica da Estrela (Pedro Cunha)

Todos lhe reconhecem a paixão, a beleza e a grandeza de alma, que punha em tudo quanto fazia. Uns conheciam-no melhor do que outros, mas para saber quem era Bernardo Sasseti bastava ouvi-lo. O piano falava por ele. Neste sábado à noite, centenas de pessoas - entre família, amigos, vultos da cultura e fãs - prestaram-lhe uma última homenagem na Basílica da Estrela, em Lisboa. Houve música, lágrimas e muitas palmas na despedida do Artista, assim, com “a” grande.

 

É das gargalhadas – “únicas, espontâneas e genuínas” -, que Vítor Carvalho vai sentir mais saudades. Vítor, de 46 anos, conhecia o Bernardo – ou melhor, o “Babá”, como era chamado em pequeno – desde os seis anos. Moravam perto, no Bairro Alto. Lembra-se de jogar caricas com ele e o irmão, Francisco. “Era divertidíssimo e um autodidata, em tudo”, recorda. O humor, coisa de família, era uma das suas melhores qualidades, sublinha, enquanto espera à porta da basílica pelo fim do velório.

Como ele, muitos deslocaram-se à Estrela para prestar a última homenagem ao pianista e compositor, de 41 anos, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira numa falésia no Guincho, em Cascais. “Vim cá bater as palmas que não lhe dei enquanto era vivo”, diz João Gomes, 27 anos, cantor, designer e um dos muitos fãs do jazz de Sassetti presentes na cerimónia. O CD “Unreal: Sidewalk Cartoon”, que o pianista lançou em 2006, foi uma das poucas compras que João fez por impulso. “Ainda hoje é um dos meus favoritos”, afirma.

Outro fã, José Borges, ainda se lembra da primeira vez que ouviu o som do piano pelas mãos de Sassetti. Foi em 2007, num concerto nos Dias da Música do Centro Cultural de Belém. Quarenta e cinco minutos bastaram para o prender à sua melodia “alegre, bonita e transparente”. O estudante, de 23 anos, é apaixonado pela banda sonora do filme “Alice”, pelo álbum “Nocturno” e pelo projecto 3 pianos. “O valor da obra dele é imenso e não tem preço”, afirma.

“O Bernardo era insubstituível. Era uma luz para toda a gente, tinha uma inteligência brilhante”, diz Paulo Lourenço, maestro e amigo de longa data do músico. O importante agora, refere, é perpetuar o trabalho que deixou antes de uma morte “abrupta”, “chocante” e “injusta”, tal era o tamanho do que ainda tinha para dar.

O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente perante o olhar emocionado de centenas de pessoas. Na cerimónia, que teve início às 22h, Mário Laginha e Pedro Burmester, que criaram com Sassetti o projecto 3 Pianos, tocaram piano em memória do amigo e do companheiro de palco. Juntou-se-lhes o grupo coral das Jovens Vozes de Lisboa, dirigido pelo irmão Francisco Sassetti, a orquestra Sinfonietta de Lisboa, e alguns alunos e professores da Escola Superior de Música da capital.

“Foi uma homenagem tristemente bonita”, descreve Laurent Filipe, músico, compositor e produtor, que foi à basílica prestar a última homenagem ao amigo de há mais de 20 anos. O “Babá” era, como diz, “um grande companheiro com demasiada alegria no coração para nos deixar”. Fez tudo com paixão, recorda Laurent. Desde a música, à imagem, à fotografia. “Era um artista com ‘a’ grande.”

Estiveram presentes também o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, a ex-ministra da Educação Isabel Alçada, os cantores Luís Represas, Carlos do Carmo, Mafalda Veiga, Pedro Abrunhosa, Camané, o realizador João Botelho e o escritor Gonçalo M. Tavares, entre outros. 

À cerimónia assistiu também o maestro Vitorino de Almeida, com quem Sassetti nunca chegou a trabalhar. “Nunca fizemos um projecto juntos. Não tinha que ser”, diz o maestro de 72 anos. “Sentia -me bem por saber que ele existia”, admite. O conforto que sentia com a ideia da “continuidade” deu agora lugar ao “horror da tragédia” que envolveu a morte de Sassetti. Um fim – “ou um início, quem sabe” – que não esperava tão cedo.

Ainda assim, até na morte ele foi coerente, diz Vitorino de Almeida. E explica: ”Só um homem como ele é que poderia cometer um excesso como este [ao ir fotografar para uma arriba], e isso, de certa forma, conforta-me.” 

O funeral de Bernardo Sassetti realiza-se neste domingo numa cerimónia privada.

 

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Sexta-feira, 11.05.12
O último álbum publicado, em 2011, foi uma parceria com Carlos do CarmoO último álbum publicado, em 2011, foi uma parceria com Carlos do Carmo (Pedro Cunha)
Bernardo Sassetti sabia bem que havia um disco pelo qual a sua carreira havia de ser lembrada. Seria sempre aquele que o seu nome puxaria. Porque era um disco de viragem, porque era aquele que mais vendera, porque o que uma boca diz habitualmente outra repete. Chama-se Nocturno. Por isso, vamos começar por outro.

Em 2010, Sassetti lançou Motion, álbum que o voltava a juntar ao trio – Carlos Barretto no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria –, a formação que mais longe o levara em termos criativos, num caminho que se tornara progressivamente mais livre, recusando as habituais estruturas do jazz ao mesmo tempo que nunca perdia de vista o lirismo aprendido com Bill Evans. Era um entra-e-sai de melodias, de partes que regressavam circularmente e soavam ao melhor que a música pode querer soar: sem rumo, mas sem se perder. No entanto, a importância de Motion não se esgotava aí. O amor furioso que Sassetti tinha pela música correu sempre em paralelo com outras duas paixões: a fotografia e o cinema (estaria mesmo a trabalhar num filme). Motion vinha dessa ideia de encadeamento, de que cada música é parte de um movimento e de uma dinâmica total. Além da música trazia fotografias suas e foi apresentado em concerto acompanhado por curtas-metragens também por si realizadas.

Tudo isto, idealmente, seria lançado numa caixa chamada Motion Box. Um dos projectos que ficou em suspenso, longe de ser o único. Há a banda sonora de Como Desenhar Um Círculo Perfeito, suite de violoncelo para o filme de Marco Martins, a música soberba composta para acompanhar o filme mudo Maria do Mar, de Leitão de Barros, que chegou a gravar com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa dirigida por Vasco Pearce de Azevedo – e que muitas vezes dizia ter sido a mais bela que alguma vez fizera –, um projecto chamado Songs Around Circles para grande orquestra a ser cantado por um crooner ao género de Nick Cave e um disco triplo de piano solo com peças inéditas e releituras do seu reportório. Dizia não ter tempo a perder, queria era gravar discos. Gostava, aliás, mais dos discos que dos concertos. Porque quando falhava a energia de lá para cá, do piano para as cadeiras, ficava uma coisa estranha, desconfortável. E as ideias eram demasiadas a atropelar-se para não estar sempre a pensar em registar umas e passar a outras.

Motion é um parceiro visual de Ascent, álbum de 2005 para um trio aumentado (ao piano, ao contrabaixo e à bateria juntavam-se violoncelo e vibrafone), dedicado originalmente ao cineasta José Álvaro Morais, para quem Sassetti compusera a banda sonora de Quaresma. Parte da sua discografia, aliás, é feita de música para cinema: do minimalismo de Alice ao tom orquestral de Second Life e ao dramatismo enlevado de Um Amor de Perdição. Com Mário Laginha e Pedro Burmester partilhou também o projecto 3 Pianos, juntando o mundo do jazz ao da clássica, temas originais a arranjos para Bartók, Samuel Barber, Bach, Poulenc e Ravel. 

A quatro mãos, as duas outras de Laginha, gravou ainda um disco de adaptação de canções de José Afonso, Grândolas. E a José Afonso voltaria no seu último álbum publicado, em 2011, uma parceria com Carlos do Carmo, para que fora desafiado pelo fadista. Em visita às canções mais marcantes na vida de Carlos do Carmo, Sassetti encontrava um inesperado companheiro de improvisação, uma alma gémea no jogo de gato e rato de tempos e respostas que desenvolveram ao olhar-se e ouvir-se no momento, gravando enquanto se descobriam.

A solo gravou Livre/Índigo, marcado pela sua admiração por Thelonious Monk. Indirectamente, o músico norte-americano apareceria também em 2006 no livro-disco, Unreal – Sidewalk Cartoon, obra singular, carregada de surrealismo e do humor que sempre arranjava maneira de se lhe infiltrar nas teclas do piano, que dizia ter aprendido a ouvir Monk. Actualmente, ia partilhando vídeos de piano solo na sua página de Facebook, com reinterpretações da sua obra mas também de temas do momento, pelos quais se apaixonava, do cabo-verdiano Bau ao italiano Ennio Morricone. Tudo isto depois do tal disco de viragem.

Em 2002, após uma prolongada ausência dos estúdios – antes houvera Mundos e Salssetti, sob a fortíssima influência do fascínio pela música latino-americana –, Sassetti levou o trio para Belgais e naquela casa feita estúdio nasceu Nocturno, um disco de assombro marcado por um respeito imenso pelo silêncio. O silêncio que, esperemos, não se siga agora. Há toda uma obra de infindável brilhantismo para e por ouvir. Resta-nos a música. Morreu-nos o melhor de todos.

 

Retirado do Público



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Sábado, 05.05.12

Morreu Yekini, o homem dos golos


O avançado Rashidi Yekini, antigo jogador do Vitória de Setúbal, morreu nesta sexta-feira aos 48 anos, informou a agência AFP, de acordo com a família e os responsáveis da Federação Nigeriana de Futebol.


Segundo a família, o jogador, vencedor da Taça das Nações Africanas em 1994 pela Nigéria, morreu de uma doença rara, em Iraa, no norte do país.

Yekini passou pelo Vitória de Setúbal, entre 1990/91 e 1993/94, sagrando-se melhor marcador da Liga portuguesa na última temporada ao serviço dos sadinos, com 34 golos.

Antes de passar por Portugal, Yekini jogou nos Shooting Stars da Nigéria, seguindo-se o Africa Sports, da Costa do Marfim.

Depois de brilhar em Setúbal e no Mundial94, nos Estados Unidos, transferiu-se para o Olympiacos (Grécia) e jogou ainda no Sporting Gijon (Espanha) e no Zurique (Suíça), antes de regressar à Nigéria para acabar a carreira em 2005, no Gateway FC.

Ao serviço da selecção nigeriana, Yekini foi 58 vezes internacional e marcou 37 golos, ajudando as “super águias” a chegar ao seu primeiro mundial, em 1994, ano em que foi eleito o melhor jogador africano.

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 02.05.12

Campeão mundial de natação morre após treino


Alexander Dale Oen, de 26 anos, sofreu uma paragem cardíaca no balneário depois de mais uma sessão de um treino, em Flagstaff, Arizona, nos Estados Unidos. A Noruega entrou em choque na segunda-feira com a morte do campeão mundial de natação e uma das grandes esperanças para os Jogos Olímpicos de 2012.


O presidente da federação de natação norueguesa, Per Rune Eknes, disse ainda não saber as causas que levaram à paragem do coração e adiantou que o campeão do mundo dos 100m bruços foi encontrado prostrado no chão do balneário no fim do dia de segunda-feira. 

“Estamos todos em choque”, desabafou o treinador da selecção da Noruega, Petter Loevberg.

O primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg também lamentou a morte de Oen. “Era um grande desportista de um pequeno país”.

Dale Oen alcançou o seu maior triunfo nas piscinas no ano passado em Xangai, quando venceu os 100m bruços na final dos Mundiais. Esse triunfo levou a alegria de novo à Noruega, três dias depois do massacre perpetrado pelo norueguês de extrema direita Anders Breivik que levou à morte 77 pessoas. 

O nadador dedicaria a sua vitória às vítimas do massacre, enquanto apontava para a bandeira do sue país. “Precisamos de nos manter unidos”, disse Oen no final da corrida. “Toda a gente no meu país está, obviamente, paralisada país mas é importante para mim simbolizar que, apesar de estar aqui na China, sou capaz de sentir essas emoções”.

A selecção da Noruega estava treinar nos EUA a preparar os Jogos Olímpicos, que têm início a 27 de Julho (terminam a 12 de Agosto). A federação disse que Oen teve apenas um treino ligeiro na segunda-feira e jogou golfe nesse dia. Mas os seus companheiros começaram a ficar preocupados com o tempo que este passou no chuveiro e entraram no seu balneário, quando perceberam que ele não respondia.

A federação disse que “encontraram Dale Oen no chão e na banheira”. O médico da equipa Ola Roensen começou logo com a massagem cardíaca até chegar a ambulância. “Foi tudo feito como devia e tentámos tudo, e é muito triste não o termos conseguido ressuscitar”, disse o clínino. “É difícil aceitar”.

No seu último tweet na segunda-feira, Dale Oen escreveu que estava ansioso para voltar a casa: “faltam 2 dias para ir embora de Flagstaff, depois é voltar à cidade mais bonita da Noruega…#Bergen."

 

Retirado do Público

 



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Terça-feira, 24.04.12
Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado
Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado ()

 Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, morreu esta terça-feira, aos 53 anos, de cancro no pulmão, em Antuérpia.

Economista, durante vários anos jornalista, foi, ainda antes do 25 de Abril de 1974, militante e depois dirigente da União de Estudantes Comunistas. Foi activista contra a ditadura desde jovem, tendo sido preso quando tinha ainda 15 anos.

Já em adulto foi militante do PCP a partir de 1974, de onde saiu em 1989. 

Miguel Portas integrou então, desde 1989, a Terceira Via, grupo de militantes comunistas que se opunham à direcção e onde pontificavam figuras como Joaquim Pina Moura e Barros Moura. Após o golpe de Estado na União Soviética a 20 de Agosto de 1991, a maioria dos elementos que integravam a Terceira Via rompe e abandona o PCP, entre eles Miguel Portas, em protesto com o apoio que a direcção do partido deu aos golpistas. Neste processo seriam expulsos do PCP figuras como Barros Moura, Raimundo Narciso, Mário Lino, tendo José Luís Judas abandonado o PCP para evitar a expulsão e preservar a CTGP de que era dirigente.

Durante os anos 90 pertenceu ao grupo Plataforma de Esquerda, que integraria o MDP/CDE, partido que então muda para o nome Política XXI e que virá a integrar a formação do Bloco de Esquerda (BE).

Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado pelo BE. Foi eleito pela primeira vez nas europeias de 2004. Tinha sido cabeça de lista já em 1999, nas primeiras eleições em que o movimento foi a votos, mas não conseguira qualquer eurodeputado.

Segundo informação do BE, o eurodeputado faleceu por volta das 18h desta terça-feira, no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia. 

“Encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios. Teve uma vida intensa e viveu-a intensamente”, recorda o partido em comunicado. Durante o período em que esteve doente “continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades e estava, neste preciso momento, a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do BCE”.

Miguel de Sacadura Cabral Portas nasceu em Lisboa a 1 de Maio de 1958. É filho do arquitecto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral e é irmão de Paulo Portas e de Catarina Portas.

Durante a sua carreira de jornalista, foi director da revista cultural Contraste e depois redactor e editor internacional do semanário Expresso. Fundou o semanário  e a revista Vida Mundial, dos quais foi director. Também foi cronista no Diário de Notícias e no semanário Sol. Actualmente tinha ainda uma crónica semanal na Antena 1.

É autor dos livros E o resto é paisagemLíbano, entre guerras, política e religião e Périplo. Estes dois últimos resultaram do seu fascínio pela região do Mediterrâneo, por onde fez diversas viagens.

Périplo - Histórias do Mediterrâneo começou por ser um documentário em quatro episódios realizado por Camilo Azevedo e escrito e apresentado por Miguel Portas. Filmado em 2002 e 2003 em longas viagens pelos países da bacia mediterrânica, acabou por só ser transmitido pela RTP em 2005, dando depois origem ao livro com o mesmo nome. A dupla tinha já feito em 2000 o documentário Mar das Índias, uma co-produção entre a RTP e a Comissão dos Descobrimentos que recebeu o Prémio Bordalo de melhor trabalho televisivo do ano, atribuído pela Casa da Imprensa.

Miguel Portas tinha sido operado a um cancro no pulmão em 2010.

 

Via Público



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Quarta-feira, 18.04.12

CARTA DEL ELEFANTE 

Señor Rey de España: 

Soy un elefante de Botsuana, el país africano en el que me dicen que su Majestad ha estado recientemente para descansar de sus fatigas, cazándonos en un safari. Los elefantes somos mansos, aunque fieros cuando nos atacan. También nuestros dioses, los de la sabana, son dioses buenos, no vengativos, aunque sí celosos de sus habitantes. 

Quizás por ello, han querido preservar su vida, importante para su país,  aunque han querido advertirle con su caída y sus fracturas en el campamento desde donde salía para cazarnos, que sería mejor ya para su Majestad que ha  vivido ya más de lo que vivimos uno de nosotros, dedicase su tiempo a otras cosas, en vez de venir a matarnos.
 
Por ejemplo a seguir a esa España que se está desmoronando económicamente, a ese 52% de jóvenes que sufren el aguijón del paro después de tantos años de estudios, o simplemente a disfrutar de ver a los animales correr y divertirse en su habitad natural, pero sin escopetas, con las manos vacías o llenas de flores.

Nosotros sabemos que no ha hecho nada ilegal viniendo y pagando muchos miles de euros para matar a uno de los nuestros. Se lo permiten las leyes de mi país. Para muchos, matar gratuitamente animales es como lo era antiguamente cazar a lazo a los negros o indios para esclavizarlos. 

 ¿Pero basta que algo sea legal para realizarlo? Existen también las leyes del corazón, no escritas, las de los sentimientos humanos, que dicen por cierto que son superiores a los nuestros y existen ciertos ejemplos que un Rey debe ofrecer de su vida incluso privada.

Su Majestad, desde su primer discurso como Rey, afirmó que quería serlo de todos los españoles. Yo sé que en España hay aún mucha gente que no se importa de ver sufrir o morir a los animales y que hasta se divierte observándolo. Pero existen también millones, sobretodo de jóvenes, que aman a los animales, que quieren protegerles y conviven con ellos. A esos millones de españoles, no creo que les guste especialmente la imagen de su Rey llegando a esta África, que es nuestro territorio, escopeta al hombro, para distraerse disparándonos sin que podamos defendernos.

 Nos han dicho, Majestad, que posee una de las mejores colecciones de escopetas de caza que existen. ¿Podemos hacerle una sugerencia? Haga de ellas un museo y anuncie a los españoles, que su Rey ya no va a matar a ningún animal y que los años que aún le queden de existencia- que le deseamos sean aún muchos más de los que nosotros vivimos, los va a dedicar a distraerse a favor de la vida y no de la muerte.

  Elefantes con su cría
Sabemos que nosotros, los elefantes, como el resto de los animales, no tenemos derechos. Nacemos para ser cazados y muertos. Pero queremos recordarle que nosotros no hacemos mal a nadie. Somos sensibles y humildes y hasta nos parecemos a ustedes los Homo Sapiens. Dicen los zoólogos que somos de los pocos animales que respetamos a nuestros difuntos y de los pocos que saben reconocerse, como los humanos, en un espejo. 

    Es verdad que quizás para ustedes los humanos los elefantes seamos inútiles, no somos indispensables para nada, pero, no por ello deben tener el derecho de matarnos. También las monarquías hoy- y lo digo con todo el respeto- aparecen inútiles para muchos y no por eso se hace la caza a los reyes y reinas.
    
Y hablando de reinas, nos gustaría saber qué piensa su discreta y querida reina Sofía de su amor por la caza de elefantes. Ella como mujer y como madre, debe saber que en nuestra organización en la sabana, vivimos un reino matriarcal. Ellas, las elefantas, organizan y dirigen nuestra comunidad. Son madres amorosas, dan de mamar a sus hijos durante tres y hasta cinco años y sufren como ustedes los humanos cuando se los matan por capricho.
 
Por último nos gustaría que sus nietos y biznietos, Majestades, un día consiguieran divertirse sin necesidad de venir a África a cazarnos y arrancar nuestros colmillos de marfil para adornar los palacios reales con sus trofeos de muerte. 

Quizás, ni queriendo podrán ya hacerlo porque quedamos sólo 30.000 elefantes en todo el mundo y al ritmo con el que nos matan, sus nietos ya no tendrán como hacerlo, porque habremos sido extintos. Tendrán que conformarse con cazar cucarachas que al parecer tienen un millón de años y resisten hasta a las radiaciones atómicas. Nosotros, no. Somos más grandes, pero más frágiles. Quizás por ello nos amen tanto los niños a los que les gusta divertirse con nosotros. Vivos, no muertos.
 
Sólo desearle, Majestad, en nombre de nuestros dioses, que se recupere pronto del susto que le hemos dado, que no era para matarle, sino para hacerle pensar que sería mejor para su Majestad, que a la hora de dejar este Planeta, los elefantes que aún estemos vivos, podamos llorar por usted en vez de alegrarnos por haber perdido a un verdugo. 

Los vientos de la selva son misteriosos, Majestad. ¿ Por qué no nos regala sus escopetas en vida?

Con respeto y en nombre de todos los elefantes de Botsuana.

Niña con elefante

 

Retirado de Vientos de Brasil



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Domingo, 15.04.12

Morte em campo, Piermario Morosini morreu durante jogo de futebol em Itália


O futebolista Piermario Morosini, do Livorno, morreu neste sábado, durante o jogo com o Pescara, da II Divisão italiana de futebol.

O jogador, de 25 anos, sofreu uma paragem cardíaca em pleno relvado, tendo sido socorrido de imediato com recurso a um desfibrilhador.

Apesar deste socorro imediato e de ter sido transportado de seguida para o hospital, o jogar italiano não resistiu.

A morte foi anunciada pelo cardiologista Edoardo De Blasio, do hospital de Pescara.

Este caso de morte súbita no desporto levou já a Federação Italiana de Futebol a suspender todos os jogos previstos para este fim-de-semana.

"Estamos a viver um drama", reagiu o administrador-delegado da equipa de Pescara.

Piermario Morosini foi internacional sub-21 pela Itália, tendo feito grande parte da carreira na Série B (segunda divisão), ao serviço de Bolonha, Vicenza, Reggina, Pádova e Livorno.

Formado na Atalanta, Morosini jogou também na Udinese, que detinha agora o seu passe, em parceria com o Livorno. 

A vida de Morosini fica marcada pela tragédia. Perdeu a mãe aos 15 anos, o pai dois anos mais tarde e algum tempo depois morreu também um irmão. Agora foi vencido pelo coração e engrossa a cada vez mais longa lista de futebolistas que morreram em campo, como Antonio Puerta, Miklos Fehér e Marc-Vivien Foé.

 

Via Público



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Segunda-feira, 26.03.12

As manifestações a exigir uma investigação à morte de Trayvon Martin multiplicaram-se por toda a AméricaAs manifestações a exigir uma investigação à morte de Trayvon Martin multiplicaram-se por toda a América (Chris Sweda/ Chicago Tribune/MCT/Reuters)


A morte de um adolescente afro-americano na Florida está a gerar um debate sobre o estado das relações raciais na América na era Obama.

 

Trayvon Martin, de 17 anos, foi morto numa noite chuvosa quando saiu de casa para ir a uma loja de conveniência. George Zimmerman, o voluntário encarregado da vigilância nocturna de um condomínio privado em Sanford (um subúrbio de Orlando), suspeitou de Trayvon e alertou a polícia. A polícia disse-lhe que ia enviar um agente e pediu-lhe para não fazer nada. Mas Zimmerman seguiu Trayvon. Zimmerman diz que Trayvon tentou atacá-lo. Zimmerman estava armado, Trayvon não. As únicas coisas que tinha consigo eram o pacote de rebuçados e a lata de chá gelado que comprara na loja de conveniência. Trayvon morreu com uma bala no peito.

Zimmerman, de 28 anos, alegou ter atirado em legítima defesa. A polícia disse não ter encontrado nenhum indício que demonstrasse o contrário e deixou Zimmerman partir sem sequer incriminá-lo. Caso encerrado. 

Isto aconteceu há quase um mês, a 26 de Fevereiro. Mas o que começou por ser uma história de crime local adquiriu proporções nacionais na última semana. Trayvon Martin era negro, George Zimmerman é branco. A sensibilidade racial do caso trouxe ao de cima memórias da era dos direitos civis na América. Na quarta-feira, os pais de Trayvon, Tracy Martin e Sybrina Fulton, participaram numa marcha com cerca de mil pessoas em Nova Iorque, muitas delas encapuzadas, numa homenagem a Trayvon, que usava uma camisola com capuz na noite em que foi morto. Objectivo: exigir a investigação do caso. Na quinta-feira à noite, umas 30 mil pessoas concentraram-se em Sanford. Há várias concentrações do género noutras cidades americanas anunciadas no Facebook para os próximos dias. Uma petição lançada pelos pais de Trayvon no siteChange.org tinha até ontem quase um milhão e meio de assinaturas e o número estava a crescer rapidamente.

Anteontem, na sua primeira página, o Washington Post referia-se ao início de um movimento.

O Departamento de Justiça, chefiado pelo afro-americano Eric Holder, decidiu investigar os acontecimentos, incluindo a forma como as autoridades locais actuaram. E ontem o Presidente garantiu que o caso será investigado até às últimas consequências. "Se eu tivesse um filho, ele seria parecido com o Trayvon", disse Obama.

A raça importa


"Isto é mais um exemplo de como a América não vive numa era pós-racial", diz ao PÚBLICO Andra Gillespie, professora de Ciência Política na Emory University, na Georgia (Atlanta), especializada em questões raciais. "Toda a gente pensava que quando o Presidente Obama fosse eleito ia ser o fim do racismo e a questão da raça deixaria de ter importância. Mas a raça importa e custou a vida a este jovem."

 

Via Público



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Antonio Tabucchi tinha 68 anosAntonio Tabucchi tinha 68 anos (Carlos Lopes)
O escritor italiano Antonio Tabucchi morreu de cancro, em Lisboa, aos 68 anos. Tabucchi tinha uma longa ligação com Portugal e era considerado um dos nomes maiores da literatura europeia.

Autor de livros como “Afirma Pereira” (1994), obra premiada e que foi adaptada ao cinema com Marcello Mastroianni no papel principal, e "Notturno Indiano" (1984), era também professor de Língua e Literatura Portuguesas na Universidade de Siena. 

Um último livro de Tabucchi, "O Tempo Envelhece Depressa", será editado no próximo mês pela Dom Quixote.

Nascido em Pisa, em 1943, cresceu numa pequena povoação próxima daquela cidade. Filho de um comerciante de cavalos, estudou línguas e filosofia, antes de decidir viajar pela Europa. Em Paris, na Sorbonne, descobriu, traduzida para francês, uma colectânea de poemas de Fernando Pessoa (que incluía a "Tabacaria"), por cuja obra se apaixonou, decidindo estudar português para melhor compreender o poeta. 

Tabuchi conhecia Portugal desde os 22 anos e considerava-o o seu "país de adopção". É autor de ensaios sobre o trabalho de Pessoa e, com a companheira, Maria José de Lencastre, traduziu e dirigiu a edição italiana dos textos do autor. 

“Veio a Portugal no princípio dos anos 60, conheceu vários portugueses, entre os quais Alexandre O’Neill, de quem ficou muito amigo. A partir daí nunca mais perdeu de vista Portugal. Casou-se com uma portuguesa”, recordou Maria da Piedade Ferreira, a primeira editora de Antonio Tabucchi, então na Quetzal, e que recentemente voltou a trabalhar com o escritor na Dom Quixote.

O livro “Afirma Pereira", um romance político sobre um jornalista português em finais da década de 1930 que vivia alheado da ditadura salazarista, valeu-lhe dois prémios italianos – Via Reggio e Campiello – e o prémio internacional Jean Monet.

Em 1991, escreveu, directamente em português, o romance "Requiem. Uma alucinação", que se passa em Lisboa e no qual um autor italiano se encontra com o espírito de um poeta português já morto.

Segundo Maria da Piedade Ferreira, a cultura portuguesa está muito reflectida na primeira fase da obra do autor, principalmente o Portugal anterior ao 25 de Abril. “Toda a obra dele está ligada a Portugal.”

“Tabucchi foi um embaixador da cultura portuguesa na Itália e na França”, acrescentou, dando como exemplo o caso da editora Christian Bourgois, que publicou os seus livros em França e que começou a editar a obra de Fernando Pessoa no final da década de 1980.

Entre outras obras, Antonio Tabucchi escreveu uma comédia teatral sobre Pessoa. Recebeu o Prémio Médicis, por “Notturno Indiano”. “Pequenos equívocos sem importância”, “Une baule pieno di gente”, “Os últimos três dias de Fernando Pessoa”, “A cabeça perdida de Damasceno Monteiro” e “Está a fazer-se cada vez mais tarde” são outros títulos do autor.

Segundo Maria da Piedade Ferreira, o último livro de Tabucchi, ainda por publicar, é um conjunto de nove histórias que estão relacionadas “com a passagem do tempo, com a memória”. Nos próximos três anos, a Dom Quixote vai lançar onze livros de Tabucchi, entre novidades e reedições, avançou a editora.

O autor escrevia regularmente na imprensa e era um acérrimo defensor da liberdade de expressão. Em 2009, foi processado pelo presidente do Senado italiano, Renato Schifani, na sequência de um artigo publicado no jornal "L'Unità", no qual o escritor se colocara ao lado de um jornalista que, no mesmo jornal, notara que os perfis sobre Schifani não mencionavam as ligações do político a pessoas condenadas por laços à máfia. O processo acabou por não ser concluído.

No ano passado, o escritor cancelou a sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty, no Brasil, como protesto pela decisão da justiça italiana de não extraditar o italiano Cesare Battisti, um ex-activista de extrema-esquerda condenado em Itália a prisão perpétua, e que foge da justiça italiana há 30 anos. Em 2010, Tabuchi tinha também cancelado a particpação, na sequência de uma decisão do então Presidente brasileiro, Lula da Silva, que usara poderes presidenciais para evitar a extradição de Battisti.

Tabuchi estava internado no Hospital da Cruz Vermelha. O funeral irá decorrer na próxima quinta-feira, em Lisboa.

Notícia actualizada às 16h12. Notícia corrigida às 17h21.

O nome da editora é Maria da Piedade Ferreira e não Maria Piedade Pereira, como estava escrito. Data da publicação do livro "Afirma Pereira" alterada de 1993 para 1994.

Os livros de Antonio Tabucchi
1975 - "Piazza d'Italia"

1981 - "Il Gioco del Rovescio"

1983 - "Donna di Porto Pim e Altre Storie"

1984 - "Notturno Indiano"

1985 - "Piccoli Equivoci Senza Importanza"

1986 - "O fio do Horizonte"

1987 - "Os Voláteis do Beato Angélico"

1988 - "Chamam ao Telefone o Sr.Pirandello"

1988 - "O Tempo Aperta"

1991 - "L'angelo Nero"

1992 - "Sonhos de Sonhos"

1992 - "Requiem. Uma alucinação"

1994 - "Afirma Pereira"

1994 - "Os três últimos dias de Fernando Pessoa"

1997 - "A Cabeça Perdida de Damasceno Monteiro"

1997 - "Marconi, se bem me lembro"

1997 - "A Gastrite de Platão"

2000 - "Os Ciganos e o Renascimento"

2003 - "Está a Fazer-se cada Vez mais Tarde"

2003 - "Tristano Morre"

2012 - "O Tempo Envelhece Depressa" 

 

Via Público



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Domingo, 18.03.12

Morreu António Leitão


O antigo atleta António Leitão, medalha de bronze nos 5.000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, morreu neste domingo, anunciou o Benfica, clube que representou durante 10 anos.


Nascido em Espinho a 22 de Julho de 1960, António Leitão tinha 51 anos e estava internado no Hospital de Santo António no Porto, em estado de coma.

O antigo atleta sofria de hemocromatose, uma doença pouco comum, caracterizada pela excessiva absorção de ferro, o que provoca perturbações diversas no organismo, nomeadamente problemas hepáticos e de diabetes.

"Faleceu este domingo, dia 18 de Março, António Leitão, antigo atleta do Sport Lisboa e Benfica. Este é um dia de luto para o atletismo e para o desporto português. Aos seus familiares e amigos, o clube endereça as mais sentidas condolências", lê-se no sítio oficial do Benfica na Internet.

Segundo fonte do Benfica, o corpo de António Leitão vai estar a partir das 17h de hoje na Capela Matriz de Espinho e o funeral realiza-se na terça-feira, ainda sem hora marcada.

A medalha de bronze nos 5.000 metros dos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, é o momento mais marcante da carreira de António Leitão, cujo recorde nacional dos 3.000 metros ainda permanece desde 1983.

O antigo atleta "encarnado", que abandonou a carreira aos 31 anos, foi também recordista nacional de 5.000 metros, com uma marca que ainda é a segunda melhor em Portugal, e dos 3.000 obstáculos.


Vídeo da final dos 5000m em Los Angeles 1984

Via Público



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Quarta-feira, 29.02.12
 (Dan Chung/Reuters)
Davy Jones, vocalista dos Monkees, um dos mais famosos (e mais odiados grupos) da década de 1960, morreu nesta quarta-feira, aos 66 anos. Nascido em Inglaterra, chegou ao sucesso nos Estados Unidos, lado a lado com três músicos que se tornaram uma banda no preciso momento em foram apresentados.

O grupo de “I’m a believer” (ver vídeo abaixo) ou “Theme from the Monkees” nasceu enquanto projecto televisivo inspirado por “Hard Day’s Night”, o primeiro filme dos Beatles, e, apesar do sucesso imediato a partir do momento em que a série estreou na televisão americana, em 1966, e dos elogios que os próprios Beatles lhes dirigiram, sempre foram olhados pela crítica e pelo público mais exigente como uma criação da indústria, como a primeira boys band da história.

Davy Jones, que morreu nesta quarta-feira de ataque cardíaco em Martin County, na Florida, aos 66 anos, sabia que a história era substancialmente diferente. Sendo certo que os Monkees nasceram de uma audição que privilegiava a aparência e a presença perante as câmaras sobre o talento musical, a sua carreira provaria que não estavam talhados para o mero papel de fantoches.

Obrigados a um regime de gravações semanal de doze horas diárias, Davy Jones, Micky Dolenz, Peter Tork e Michael Nesmith eram geridos por uma equipa de produtores que os impediam de contribuir com composições próprias e de tocar os seus próprios instrumentos em estúdio. Tal levava a situações caricatas. Davy Jones, por exemplo, era o melhor baterista dos quatro, mas a sua baixa estatura impediu que fosse aproveitado para a função – dado que, se tal acontecesse, mal se veria nos concertos e nas filmagens –, acabando por assumir no ecrã a posição de guitarrista e vocalista principal.

Entre 1966 e 1967, gravariam quatro álbuns e tornar-se-iam um fenómeno mundial. O imenso sucesso permitiu-lhes, por sua vez, começar a exigir mais independência perante produtores e editora. “Pisces & Aquarius, Capricorn & Jones, Ltd”, o álbum com que encerraram 1967, incluía já algumas canções de Nesmith e os membros da banda começavam finalmente a tocar guitarra, baixo e bateria em estúdio.

A música dos Monkees, que tanto se aproximava da luminosidade pop dos Beatles quanto se mostrava mais próxima da urgência do garage rock, não só estava em perfeita sintonia com o seu tempo como, tal como foi sendo reconhecido com a passagem dos anos, revelava um talento destinado à intemporalidade.

A banda acabaria com um derradeiro acto de rebeldia. A série televisiva terminara em 1968 e o passo seguinte foi “Head”. Hoje um clássico de culto da cinematografia psicadélica, foi o filme em que os Monkees pretenderam destruir definitivamente a sua imagem de fantoche da indústria. Teve Jack Nicholson como co-produtor e co-argumentista e, estreado em 1968, foi um flop monumental. O público-alvo dos Monkees não estava preparado para o humor surreal e para os delírios psicadélicos da obra, o público das margens não estava interessado num produto assinado por eles.

Dois anos depois, a banda terminaria por fim, reconhecendo que nada mais os unia além da música que faziam – as suas personalidades sempre chocaram. Reunião após reunião, o padrão manteve-se.

Na Primavera de 2011, escreve-se no sítio da cadeia televisiva americana ABC, os Monkees fizeram uma digressão pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Estava previsto que continuasse no Outono. Tal como em ocasiões anteriores, foi cancelada sem quaisquer explicações.

 

 

Via Público



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Sexta-feira, 17.02.12
João Carrascalão  (à esquerda) tinha 65 anos
João Carrascalão (à esquerda) tinha 65 anos ()
O histórico dirigente timorense João Carrascalão morreu nesta sexta-feira aos 65 anos em Díli, informou a embaixadora de Timor-Leste em Portugal e sua irmã, Natália Carrascalão.

Líder histórico da União Democrática Timorense (UDT), João Carrascalão era actualmente o embaixador de Timor-Leste em Seul (Coreia do Sul).

João Viegas Carrascalão fundou e dirigiu a UDT - primeiro partido a ser criado em Timor-Leste após 1974 e o fim do domínio colonial português - durante muitos anos.

Era desde 1993 o presidente do Conselho Superior Político, órgão responsável pela direcção política do partido, pela execução da estratégia traçada pelo Congresso e pela fiscalização política das actividades de todos os órgãos da UDT.

Natália Carrascalão estava a caminho de Timor-Leste, quando, numa escala em Singapura, foi “surpreendida com a notícia”.

A embaixadora adiantou à Lusa que João Carrascalão morreu “há umas horas” e que se encontrava bem de saúde, apesar dos conhecidos problemas cardíacos e de diabetes.

“Não tinha nada de muito especial e ainda ontem [quinta-feira] esteve num jantar”, referiu, acrescentando que ainda não tem indicações sobre o funeral do irmão.

Foi candidato às eleições presidenciais de 2007, mas ficou-se pelos 1,72% dos votos, em último lugar, tendo apoiado José Ramos-Horta na segunda volta.

João Carrascalão estudou Topografia em Luanda (Angola) e especializou-se em Cartografia na Suíça. Ainda durante a administração portuguesa, dirigiu o Departamento de Geografia.

Foi responsável pelas Infraestruturas na administração transitória das Nações Unidas em Timor-Leste, que se seguiu ao referendo de 1999. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 19:04 | link do post | comentar

Domingo, 12.02.12
Morreu a cantora Whitney Houston

 

Actuação em 2009 nos American Music Awards, em Los Angeles (Mario Anzuoni/Reuters)

 

Morreu a cantora e actriz americana Whitney Houston. De acordo com a polícia de Beverly Hills, a morte da cantora foi declarada às 3h55 (23h55 em Lisboa) e o corpo foi encontrado num quarto do Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills. A causa da morte de Houston é para já desconhecida. Mark Rosen, da polícia de Beverly Hills, disse aos jornalistas que, até agora, "não foram encontrados sinais de crime”.

 

A notícia da morte de Whitney Houston (9 de Agosto, Newark, New Jersey) foi avançada pelo seu agente, Kristen Foster, à agência de notícias norte-americana Associated Press.

A artista foi encontrada morta num quarto do 4º andar do mesmo hotel onde decorria uma festa que antecede a entrega dos Grammys, organizada por Clive Davis, mentor de Whitney Houston. As celebridades que chegavam para a festa expressaram choque ao tomarem conhecimento da morte da cantora. Dezenas de jornalistas concentraram-se no hotel e no exterior os fãs juntaram-se, acendendo velas em sua memória e cantando as suas músicas. 

Whitney Houston "foi identificada por amigos e família que estavam com ela no hotel", confirmou Mark Rosen, acrescentando que não há sinais de crime. A polícia de Los Angeles retirou o corpo da cantora pelas traseiras do hotel para evitar os jornalistas.

Neil Portnow, presidente da Recording Academy, organizadora dos Prémios Grammy, disse aos convidados na festa de Clive Davis que Jennifer Hudson vai cantar este noite na entrega dos prémios, em homenagem a Whitney Houston. "Faremos algo apropriado e nada será melhor do que ter Jennifer Hudson a cantar no palco por Whitney", disse Portnow. "Aqui costumamos celebrar... vamos celebrar Whitney Houston".

Houston, que tinha tinha 48 anos, alcançou fama planetária no final dos anos 80 e início da década de 90 sobretudo por causa do filme “O Guarda-Costas” (1992), onde interpretou o papel de uma estrela do mundo da música e contracenou com Kevin Costner. A banda sonora do filme, cuja interpretação também esteve a seu cargo, foi distinguida com um Grammy, prémio que recebeu várias vezes. A canção "I Will Always Love You", original de Dolly Parton, tornou-se no single com maior sucesso de vendas na história do rock. Foi uma das divas da indústria da música com vendas de discos a bater recordes e inúmeros concertos esgotados. 

Whitney Houston foi ainda a primeira artista a colocar sete “singles” consecutivos no topo das vendas, segundo a imprensa especializada. Entre as suas canções mais conhecidas figuram “How Will I Know”, "I'm Every Woman" e “Saving all My Love for You”.

Para além da música e do estrelato alcançado com "O Guarda-Costas", Houston participou nos filmes "Waiting to Exhale" (1995), "The Preacher's Wife" (1996) e "Sparkle" (2012), longa-metragem inspirada na história das Supremes e remake do filme com o mesmo nome de 1976. Em "Sparkle", com estreia agendada para Agosto deste ano, Houston interpreta Emma/Effie, uma das três irmãs adolescentes do bairro de Harlem, Nova Iorque, que decidiram formar uma banda no final dos anos 50. 

O primeiro disco da carreira, "Whitney Houston" (1985), vendeu 25 milhões de cópias. No total, Whitney Houston lançou sete álbuns e três bandas sonoras para filmes, registos que venderam mais de 200 milhões de cópias. Ganhou seis Grammys, 30 Billboard Awards, 22 American Music Awards e dois Emmys. Até 2010, somava 415 prémios de música, o que, segundo o livro dos recordes do Guiness, a transformam na artista mais premiada de sempre. 

Nos últimos anos, a carreira de Whitney Houston foi marcada por actuações erráticas e a sua vida pessoal passou a ser notícia por causa de um casamento tumultuoso com o cantor Bobby Brown e também por causa da dependência do álcool e das drogas (confessou consumo de cocaína e marijuana). “O meu maior inimigo sou eu. Sou ao mesmo tempo o meu melhor amigo ou o meu pior inimigo”, disse em 2002 numa entrevista polémica à cadeia de televisão ABC, ao lado do marido Brown. 

Em 2010, cancelou uma parte da sua tournée europeia e foi hospitalizada por causa de uma infecção respiratória. A sua última aparição pública aconteceu na quinta-feira à noite, altura em que entrou numa discoteca de Hollywood “desorientada”, segundo a cadeia de televisão ABC. 

A origem familiar de Houston potenciou a ligação à música: era filha da cantora gospel Cissy Houston, prima da diva pop dos anos 60 e Dionne Warwick e afilhada da chamada da rainha da soul Aretha Franklin. Quando era pequena, cantou na igreja baptista e desde então não mais parou de surpreender com a sua voz potente a talhada para as notas altas. No início da carreira, chegou a fazer coro para Chaka Khan, Jermaine Jackson e outros músicos ao mesmo tempo que geria uma carreira como modelo. Por essa altura, Clive Davis, produtor e fundador de editoras como a Arista Records ou a J Records, assistiu a um concerto e ficou impressionado. “A primeira vez que a vi senti um enorme impacto”, lembrou ao programa "Good Morning America". Em 1983, assinou um contrato com a Arista por 20 anos.Whitney Houston influenciou gerações de artistas, onde se contam nomes como Christina Aguilera ou Mariah Carey

A notícia da morte de Whitney Houston acontece na véspera da noite onde serão entregues os Grammy Awards, os prémios americanos da indústria da música, agendados para a noite de domingo, no Staples Center de Los Angeles. Os organizadores daqueles que são considerados os óscares da música disseram à CNN que a cerimónia vai manter-se, mas deverá ser totalmente modificada para prestar homenagem à cantora.

Discografia

- "Whitney Houston" (1985)
- "Whitney" (1987)
- "I'm Your Baby Tonight" (1990)
- "My Love Is Your Love" (1998)
- "Just Whitney" (2002)
- "One Wish: The Holiday Album" (2003)
- "I Look to You" (2009)

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 12:14 | link do post | comentar

Quarta-feira, 01.02.12

Pelo menos 73 pessoas terão morrido durante uma invasão de campo num jogo de futebol em Port Said, no Egipto, diz a televisão estatal do país.


Adeptos das duas equipas envolveram-se em violentos confrontos após uma invasão de campo durante um jogo entre as equipas do A-Masry e do A-Ahly, equipa que é treinada pelo português Manuel José.

Ainda segundo a televisão estatal, os confrontos provocaram centenas de feridos.“Alguns morreram esmagados, outros morreram sufocados”, disse o porta-voz do hospital de Port Said.

“Quando o jogo terminou, não consegui voltar ao balneário por causa da confusão toda que aquilo deu. Levei pontapés, murros, meteram-me numa sala e nunca mais consegui voltar à cabina. Trouxeram-me para um quartel, estou à espera que os jogadores venham. Os nossos adeptos chegaram a entrar para a nossa cabine. A culpa é dos soldados, havia dezenas deles e polícias também. Desapareceram todos, está o caos completo”, afirmou Manuel José à SIC Notícias.

As imagens televisivas mostram os jogadores das duas equipas a fugir da multidão que invadia o relvado. Segundo um dos jogadores, as forças de segurança não agiram no momento da invasão. “As forças de segurança abandonaram-nos. Um adepto morreu no nosso balneário”, afirmou Mohamed Abou-Treika, médio do Al-Ahly, a maior equipa do Egipto, que perdeu o jogo por 3-1, a sua primeira derrota do campeonato.

Segundo a televisão estatal, a federação egípcia de futebol decidiu interromper os jogos da liga egípcia.

 

Via Público



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Segunda-feira, 23.01.12
Esperma congelado encontra-se armazenado num hospital públicoEsperma congelado encontra-se armazenado num hospital público (Foto: Nelson Garrido)

 

Se Rita (nome fictício) tivesse engravidado quando o marido estava doente com cancro, "o bebé já tinha nascido sem pai", conta ao PÚBLICO esta mulher de 33 anos que, mais de um ano depois de enviuvar, reclama em tribunal a propriedade do sémen congelado do marido para poder engravidar através de inseminação artificial. O caso é inédito em Portugal.

 

O marido viu ser-lhe diagnosticado um cancro, mas as perspectivas pareciam boas. Como sempre quiseram ter filhos, decidiram congelar sémen antes de ele começar os tratamentos de quimioterapia, não porque receassem a sua morte mas como forma de salvaguardar a fertilidade do casal, que poderia sair afectada pelos tratamentos.

 

Via Público



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Sábado, 21.01.12

Etta James morreu aos 73 anos, vítima de leucemia

A cantora norte-americana Etta James morreu esta sexta-feira num hospital na Califórnia, onde estava internada e ligada a um ventilador desde o final de dezembro de 2011.


A artista, que completaria 74 anos na próxima quarta-feira, encontrava-se já em estado terminal devido a uma leucemia incurável, informou o seu agente, Lupe De-Leon.

 

"Esta é uma perda tremenda para a família, os amigos e os fãs de todo o mundo", acrescentou o colaborador e amigo da cantora à CNN, descrevendo-a como "uma verdadeira original que conseguia cantar tudo - a sua música desafiava categorias".

 

Etta James deu voz a canções como "At Last" e "Tell Mama", é detentora de seis prémios Grammy e uma referência da soul e do r&b, tendo entre as admiradoras nomes como Adele, Beyoncé ou Ana Moura (em entrevista ao SAPO Música, a fadista enalteceu a voz "quente, rouca, cheia e encorpada" da cantora).

 

Etta James, cujo verdadeiro nome é Jamesetta Hawkins, nasceu a 25 de janeiro de 1938 em Los Angeles. Em criança começou a cantar numa igreja e na adolescência fez parte de um grupo “doo-woop” [estilo de música vocal baseado no r&b].

 

Nos anos 1960, foi viciada em heroína, dependência da qual se libertou em meados dos anos 1970, altura em que se tornou numa das mais respeitadas vozes femininas de então.

 

Ao longo da carreira, Etta James editou 30 álbuns de originais. Em 1993 entrou para o Rock & Roll Hall of Fame e três anos depois, por causa de um anúncio publicitário da Coca-Cola, voltou a ser falada com uma versão do tema "I just wanna make love to you", gravada nos anos 1960.

Em 2008, Beyoncé interpretou-a no filme "Cadillac Records", sobre a editora Chess Records, e no ano seguinte cantou um dos seus clássicos, "At Last", a Barack e Michelle Obama, no primeiro baile comemorativo da tomada de posse do presidente dos EUA.

 

Etta James - "At Last" (ao vivo):

 

Via Sapo Música



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Sexta-feira, 06.01.12
Eve Arnold, 1912-2012
Eve Arnold, 1912-2012 ()
Fotografou Marylin Monroe no set do seu último filme, “Os Inadaptados”, e mostrou, rua a rua, rosto a rosto, a vida no bairro nova-iorquino do Harlem. Viajou até aos Emiratos Árabes Unidos quando estes, na década de 1970, eram um mistério para o Ocidente, e captou Isabel II, muito pouco majestática, de sorriso muito humano. Aproximou-se de Paul Newman ou James Cagney, acompanhou Malcolm X na luta pelos direitos civis, fotografou o basfond cubano de prostituição e rostos derrotados e teve como primeiro grande trabalho uma série sobre o nascimento. Eve Arnold, a primeira mulher admitida nos quadros da Magnum e um dos nomes maiores da geração de ouro da fotografia no século XX, morreu hoje, quinta-feira, aos 99 anos.

A mulher cujo trabalho foi descrito por Robert Capa, um dos fundadores da Magnum, como estando “metaforicamente entre as pernas de Marlene Dietrich e as vidas amargas dos trabalhadores migrantes na apanha de batata”, vivia numa casa de repouso em Londres, a cidade que a acolhera no início da década de 1960.

Nascida em Filadélfia em 1912, filha de imigrantes russos, Eve Arnold chegou tarde à fotografia. Inicialmente inclinada a seguir uma carreira na medicina, o rumo da sua vida foi alterado quando recebeu de um namorado uma câmara Rolleicord. Nova Iorque foi o primeiro alvo do seu olhar, em que a pulsão documental era profundamente tocada pelas obsessões marcantes da sua vida. “[Certos] temas ressurgem uma e outra vez no meu trabalho”, cita-a nesta quinta-feira o site da NBC. “Fui pobre e quis documentar a pobreza; perdi uma criança e era obcecada com o nascimento; estava interessada na política e queria saber como afecta as nossas vidas; sou uma mulher e quis conhecer as mulheres”.

Arnold entrou para Magnum em 1951 e tornou-se membro efectivo em 1957. Nos anos seguintes, viajou mundo fora para documentar a vida na União Soviética e na China, ou o universo feminino no Dubai. Em Inglaterra, desviou o olhar da emergente “swinging London” para se concentrar naquilo que era ainda uma sociedade profundamente classista – registava lordes em caçada ou veteranos abandonados da segunda Grande Guerra. “A coisa mais difícil no mundo é pegar no mundano e tentar mostrar quão especial é”, afirmou.

Os seus trabalhos mais famosos serão, porém, os que fez com estrelas como Joan Collins, Isabela Rossellini, Marlene Dietrich ou, principalmente, Marylin Monroe, que fotografou pela primeira vez em 1951 e que acompanhou até à sua morte. Com todas elas, construiu uma intimidade que a câmara reflectia de forma pungente. “Aquilo que tentei fazer foi envolver as pessoas que estava a fotografar”, cita-a o Telegraph. “Se estivessem dispostos a dar, eu estava disposta a fotografar”.

No período mais intenso da sua carreira, as décadas de 1950, 60 e 70, trabalhou com a Life,EsquireSternParis-Match ou com o Sunday Times, e, ainda que a cor faça parte de muito do seu espólio, sempre preferiu o preto-e-branco.

Apesar da obra que deixa e da paixão que revelou pela sua arte, dela não se poderemos afirmar ter fotografado até ao fim. “Julgo que, se alguma vez me sentir realizada, terei que parar. O que nos guia é a frustração”, disse em tempos. Em 2009, porém, quando a actriz Angelica Huston lhe perguntou se ainda fotografava respondeu, que “isso” tinha acabado. “Já não consigo segurar a câmara”, explicou. 

 

Via Público



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Quinta-feira, 27.10.11
A cantora de 27 anos apresentava uma taxa de álcool no sangue 4 a 5 vezes superior ao legal
A cantora de 27 anos apresentava uma taxa de álcool no sangue 4 a 5 vezes superior ao legal (Reuters)
Os primeiros resultados foram inconclusivos e a morte da cantora de 27 anos ficou por explicar. A polícia britânica abriu uma investigação e os novos resultados não deixam dúvidas: Amy Winehouse bebeu uma grande quantidade de álcool horas antes de morrer.

Segundo o relatório, dado a conhecer esta quarta-feira pela médica legista Suzanne Greenaway, o corpo de Amy Winehouse apresentava uma taxa de álcool no sangue 4 a 5 vezes superior ao limite legal para conduzir.

A médica explicou que a causa da morte da cantora foi um “acidente”, uma vez que Winehouse ingeriu aquela quantidade de álcool voluntariamente e sem pensar nas consequências mais graves. O relatório confirmou ainda os resultados dos exames toxicológicos em como não foram encontradas “substâncias ilegais” no corpo da cantora.

Em sua casa, no dia da morte, foram encontradas três garrafas de vodka vazias, sem quaisquer vestígios de drogas. 

A lei britânica estabelece que deve ser aberta uma investigação policial sempre que aconteça uma morte violenta ou em circunstâncias inexplicáveis, que é o caso de Amy Winehouse, encontrada sem vida em sua casa em Camden, em Londres, a 23 de Julho.

Os problemas de Amy Winehouse com a dependência de álcool e drogas duras eram conhecidos do grande público e foram durante muito tempo relatados na imprensa. Pouco tempo antes da sua morte, a cantora foi mesmo obrigada a cancelar a digressão europeia depois de ter aparecido bêbeda num concerto em Belgrado. O seu agente explicou que a cantora estava a tentar recuperar e que para isso se teria que afastar dos palcos e da pressão mediática. 

Depois da sua morte e dos primeiros resultados inconclusivos, as duvidas e especulações foram aumentando, ganhado força o rumor de que a cantora teria morrido de overdose ou por excesso de álcool.

 

Via Público



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Domingo, 23.10.11

Simoncelli tinha 24 anos

O piloto italiano Marco Simoncelli foi atropelado na sequência uma violenta queda no Grande Prémio da Malásia e acabou por morrer.

 

O italiano Marco Simoncelli (Honda) foi hoje declarado morto pela organização do Mundial de motociclismo, na sequência das sequelas de uma violenta queda na segunda volta do Grande Prémio da Malásia, em Sepang.

 

Marco Simoncelli sofreu uma aparatosa queda na curva 11 do Grande Prémio da Malásia, acabando por ser abalroado pelo norte-americano Colin Edwards (Yahama), depois também tocado pela mota do transalpino Valentino Rossi (Ducati).

 

Na sequência do embate, Simoncelli, de 24 anos, perdeu o capacete e foi arrastado para o meio da pista, sendo a corrida interrompida de imediato e, depois, cancelada.


Veja o vídeo (NOTA: as imagens podem ser consideradas chocantes):


Veja o vídeo SIC: 

 



Via Expresso



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Quinta-feira, 06.10.11
Imagem da homepage da Apple
Imagem da homepage da Apple (DR)

“A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs, em 2005, frente a uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”. O icónico fundador da Apple morreu no dia 5 de Outubro, com 56 anos, depois de anos com vários problemas de saúde.

A morte foi anunciada esta noite pela Apple. 

"A Apple perdeu um génio visionário e criativo e o mundo perdeu um ser humano fantástico", lê-se no site da empresa. "O Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter construído e o seu espírito será sempre o alicerce da Apple".

Há muito que Steve Jobs se debatia com sérios problemas de saúde, que começaram com um cancro pancreático, em 2004. “O meu médico disse-me para ir para casa e tratar dos meus assuntos”, recordou Jobs, no discurso em Stanford. “É o código dos médicos para dizer que vamos morrer”.

Depois de lhe terem dado um prognóstico de três a seis meses de vida, os médicos acabaram por descobrir que a doença era de um tipo raro, que podia ser curado. Mas, desde então, as aparições públicas mostravam-no cada vez mais magro e fraco, motivando especulações – e receios entre os investidores – sobre o seu estado de saúde. Em 2008, a agência Bloomberg enganou-se e chegou a publicar um obituário.

Jobs fundou a Apple aos 21 anos e ajudou a criar a indústria dos computadores pessoais. Foi despedido da empresa e chefiou o estúdio que criou Toy Story, o primeiro filme de animação moderno. Foi CEO da Apple até Agosto, cargo que tinha desde 1997, ano em que regressou à empresa e a salvou de uma situação difícil, lançando-a numa série de sucessos consecutivos. Pelo caminho, mudou o mundo da música e dos telemóveis.

A importância da caligrafia
Frequentemente descrito como um empresário brilhante e um inventor visionário (tem o nome em mais de 300 patentes), é um exemplo do conceito americano de self made man.

Steven Paul Jobs nasceu a 24 de Fevereiro de 1955, em São Francisco, na Califórnia. Tanto o pai (um sírio a estudar ciência política) como a mãe (uma universitária americana) acharam que eram muito novos para o criar. Foi adoptado por um casal de classe média que morava em Mountain View, também na Califórnia – a zona que anos mais tarde viria a ser Silicon Valley, a meca da tecnologia a nível mundial.

Durante a adolescência de Jobs, várias empresas de tecnologia tinham instalações naquela área e ele cresceu num ambiente que acompanhava o despontar da electrónica pessoal.

Quando andava no liceu, em Cupertino (onde hoje é a sede da Apple), frequentava conferências nocturnas na Hewllet-Packard e chegou a trabalhar lá durante um Verão. Foi onde conheceu o funcionário da HP Steve Wozniak, um geek com talento para montar placas de circuitos e com quem viria a fundar a Apple.

Entrou para a Universidade de Reed, mas só esteve inscrito um semestre. O curso era demasiado caro para a bolsa dos pais. E Jobs “não tinha ideia do que fazer com a vida”, lembrou no discurso em Stanford.

Apesar de ter desistido do curso, continuou pelo campus. Dormia no chão no quarto de amigos e recolhia garrafas de cola para receber o dinheiro do depósito e comprar comida. Uma vez por semana, tinha “uma refeição decente” num templo hindu. E resolveu frequentar aulas de caligrafia, porque achava que os cartazes da faculdade (feitos à mão) eram bonitos. Nestas aulas, aprendeu princípios estéticos que marcaram não só a história dos produtos da Apple, mas também de todos os computadores pessoais.

O princípio da Apple
O primeiro computador Apple era basicamente uma placa de circuitos que tinha de ser montada pelos compradores. Foi lançado em 1976, custava 666,66 dólares e tinha sido desenvolvido por Jobs e Wozniak, na garagem dos pais de Jobs.

A empresa foi oficialmente fundada no ano ano seguinte. Em finais de 1980, avançou para uma triunfal entrada em bolsa. Jobs (então com 25 anos), Wozniak (cinco anos mais velho) e largas dezenas de outros investidores iniciais tornaram-se milionários instantâneos. Em 1984, os dois co-fundadores receberam do Presidente americano Ronald Reagan a Medalha Nacional de Tecnologia (Jobs usou na cerimónia um laço branco, em vez da mais usual gravata).Com a empresa a crescer, o jovem empresário aliciou o então presidente da Pepsi, John Sculley (um executivo experiente) para o cargo de CEO. Segundo o mito, Jobs terá perguntado a Sculley se este queria passar o resto da vida a fazer água com açúcar ou se queria ajudar a mudar o mundo.

A Jobs coube então a tarefa de chefiar a divisão dos Macintosh, uma das gamas de computadores que a marca desenvolvia. Mas a relação entre Sculley e Jobs deteriorou-se e, na sequência de uma luta interna de poder, acabou por ser afastado da empresa que criara. Tinha 30 anos, era multi-milionário, solteiro, sentia (admitiu mais tarde) que falhara e não sabia o que fazer a seguir.

Fora da Apple
Após meses de reflexão, decidiu fundar uma nova empresa de computadores, chamada NeXT, que desenvolveu computadores topo de gama destinados aos mercados universitário e empresarial.

Um ano depois, em 1986, comprou o The Graphics Group à produtora Lucasfilm, de George Lucas. A empresa desenvolveu um computador destinado a sectores que precisassem de trabalhar com gráficos exigentes, como o cinema e a medicina. Mas o produto não foi bem sucedido e o The Graphics Group acabou por evoluir para a Pixar, o estúdio de animação que criou Toy Story, lançado em 1995 e que é o primeiro filme de animação com gráficos gerados por computador. Jobs surge na ficha técnica do filme como produtor executivo.

Mais tarde, em 2006, a Disney acabou por comprar a Pixar, tornando Steve Jobs no maior accionista individual daquela empresa, com cerca de sete por cento das acções.

Foi também durante o período fora da Apple que Jobs conheceu a mulher, Laurene Powell. Casaram-se em 1991, numa cerimónia dirigida por um monge budista (a religião de Jobs). Ele tinha 36 anos, ela era sete ou oito anos mais nova.

O casal tem um filho e duas filhas. Ele já fora pai em 1978. Na altura, começou por negar a paternidade da criança (alegando que era estéril), mas acabou por reconhecê-la e um dos primeiros computadores da Apple chamava-se Lisa, o nome desta primeira filha. Na versão oficial, porém, o nome do computador é a sigla de Local Integrated Software Architecture.

Não se sabe muito da vida pessoal do fundador da Apple. São-lhe conhecidas várias excentricidades, como a insistência no mesmo guarda-roupa (nos últimos anos, as calças de ganga e a camisola de gola alta preta), ter morado numa enorme mansão praticamente sem mobília ou ter demorado anos a decorar um apartamento em Nova Iorque para nunca lá morar (vendeu-o a Bono, vocalista dos U2). Conduzia um Mercedes prateado sem matrículas (e que já foi fotografado estacionado num lugar para deficientes) e tinha um jacto privado.

O segundo acto
O escritor F. Scott Fitzgerald afirmou um dia: "Não há segundos actos nas vidas americanas". Evidentemente, Fitzgerald, que morreu em 1940, não pôde conhecer Steve Jobs, que foi o protagonista de um dos maiores segundos actos da indústria tecnológica dos EUA.

Em 1996, a Apple decidiu comprar a NeXT, que tinha pouco sucesso comercial, mas desenvolvera tecnologia importante, a qual acabou por ser responsável por um grande salto evolutivo nos computadores da Apple.

A aquisição fez Jobs regressar à empresa que fundara. Primeiro como conselheiro e, logo em 1997, como CEO interino, cargo que acabou por assumir definitivamente três anos depois.

Na altura, a Apple estava em dificuldades financeiras. Jobs decidiu acabar com uma série de projectos falhados e lançou uma nova linha de computadores Mac. Eram computadores, disse então, cuja parte de trás tinha melhor aspecto do que a parte da frente dos concorrentes. Sob a sua liderança, a empresa regressou aos lucros.Já neste século, resolve dar um novo novo rumo à Apple. Rodeado da equipa de executivos que agora lidera a empresa, faz uma incursão no mundo da música: em 2001, a Apple lança o primeiro iPod, que praticamente se veio a tornar sinónimo de leitor de música. Dois anos mais tarde, volta a abalar o sector musical, ao lançar a loja online iTunes: em vez de ser preciso comprar álbuns inteiros, as pessoas podiam agora comprar apenas as canções que quisessem.

Em 2007, já visivelmente debilitado (apesar de o cancro pancreático que aparecera três anos antes ter sido descrito como curado) volta a levar a Apple por um novo caminho, com o lançamento do iPhone. Há anos que a indústria dos telemóveis procurava um modelo com um ecrã sensível ao toque que apelasse aos consumidores. Mas foi preciso o toque de Jobs para que surgisse a fórmula certa.

Com o iPhone, Jobs virou o sector ao contrário. Vários fabricantes apressaram-se a tentar seguir as pisadas da Apple. A Nokia, na altura um portento dos telemóveis, está em declínio, em grande parte porque ainda não conseguiu encontrar forma de competir neste novo mercado.

Dois anos mais tarde, recebeu um transplante de fígado, altura em que teve uma ausência prolongada da liderança da empresa. Em Janeiro de 2011, voltou a uma baixa médica, por motivos de saúde não especificados. Já não regressou. Em finais de Agosto, demitiu-se.

“Sempre disse que no dia em que não conseguisse cumprir com os meus deveres e responder às expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a dar-vos conhecimento disso. Infelizmente esse dia chegou”, escreveu na carta de demissão, dirigida ao conselho de administração e à “comunidade Apple”.

Contrariamente a muitos gestores de topo, Steve Jobs tem uma legião de fãs, o que o aproxima mais de uma estrela musical do que de um homem de negócios. A seguir à demissão, surgiram em catadupa mensagens na Internet com desejos de melhoras e declarações de admiração, mesmo da parte de alguns críticos. Nos últimos anos, quando subia a um palco para apresentar um produto, era sempre recebido com uma ovação. Fê-lo pela última vez em Junho deste ano.

 

Via Público



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