Sábado, 23.06.12

Mundo gay de Lisboa

 

 Há várias décadas que o Príncipe Real é a principal zona gay de Lisboa, por causa dos muitos bares, discotecas e engates. Mas, se ganha na quantidade, perde na qualidade. Não é aí que ficam os melhores ambientes nocturnos gay. É no Bairro Alto - que sempre atraiu certa franja das profissões criativas e liberais, cheias de homens e mulheres homossexuais.

 

Foi a assíduos do Bairro Alto que o i perguntou pelos dois melhores bares gay de Lisboa. E o prémio, sem grande hesitação, foi quase sempre para? Maria Caxuxa e Purex. Dois sítios colados um ao outro, embora em ruas diferentes, de ambiente bem definido, livre e sofisticado, onde as pessoas se divertem a sério.

 

O Caxuxa, como é conhecido, puxa mais os homens gay; o Purex, as lésbicas. Tanto um como outro recusam o rótulo de bar gay e, bem vistas as coisas, até têm razão. Há neles de tudo um pouco. Mas não poderia ser de outra maneira, numa cidade onde consta que o apartheid da orientação sexual não existe. Agora dizer que a sexualidade de quem lá vai não importa nada também soa a falso. São os clientes, com as suas características todas, e não só metade delas, que fazem as casas. Se nunca lá foi, experimente.

 

Para eles: Maria Caxuxa Três salas, um bar, aspecto rústico propositado, um não-sei-quê de seguro e libertino. Um cantor aqui, um bailarino ali, um actor acolá. Sempre muitos gays.

 

Os actuais donos do Maria Caxuxa trabalharam em tempos noutro bar do Bairro Alto, o Clube da Esquina - assumidamente gay. Há quatro anos, quando abriram o Caxuxa, trouxeram com eles muitos clientes. Além disso, esta antiga tasca e fábrica de bolos (o forno mantém-se, ao centro do bar) foi uma lufada de ar fresco na cidade. Pela atitude - discreta, mas sabida - e pelo ambiente - familiar e moderno. Tudo aquilo que muitos homens gay apreciam.

 

Situa-se na Rua da Barroca, a principal rua gay do Bairro. Nos concorridos fins-de-semana fica facilmente sobrelotado. Por dentro e por fora. Os lugares sentados são disputados ao centímetro. E à porta junta-se uma multidão compacta de copo na mão. A atracção é tal que há quem prefira comprar bebidas mais baratas nos bares ao lado e ir despachá-las à porta do Caxuxa.

 

Por não ser um gueto, longe disso, nem vestir a camisola de nenhuma causa, permite que toda a gente se sinta bem lá dentro. O som electrónico modernaço, as excelentes tostas servidas até à uma da manhã e a rapidez do serviço fazem o resto.

 

Para elas: Purex Em pouco anos tornou-se um dos melhores bares de Lisboa e, por via da clientela que lá vai, um dos melhores bares lésbicos. Há quem lhe chame "fufex". Costuma associar-se às iniciativas LGBT lisboetas, como o Arraial Pride (a maior festa gay anual) e o festival de cinema Queer Lisboa.

As suas responsáveis preferem falar em bar gay friendly, porque dizem receber bem toda a gente. É um facto que sim. Cruzar as grandes portas cor-de-laranja do Purex não é a mesma coisa que meter o pé noutros bares do Bairro. A maior parte deles, verdade seja dita, não são bares - são balcões de venda de bebidas, sem personalidade ou ambiente. Muitas vezes sem nome. No Purex isso não acontece. Há espírito e carácter, ambiente e boa música.

 

A casa demorou a fazer-se. Tinha uma clientela lésbica pouco dada ao consumo de bebidas, que fazia do espaço uma sala de estar para amigas e conhecidas. As responsáveis conseguiram dar a volta ao caso com uma selecção musical rígida, pouco comercial e atenta às novidades. O suficiente para afastar um público menos exigente e atrair as (e os) vanguardistas.

 

Via ionline

 



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Quinta-feira, 21.06.12
Portugal nas meias-finais do Euro 2012

A selecção de Portugal apurou-se para as meias-finais do Euro 2012 após ter vencido a República Checa nos quartos-de-final por 1-0, com um golo de Cristiano Ronaldo aos 79 minutos.


O "capitão" da selecção esteve mais uma vez muito activo, com dois remates aos postes da baliza de Petr Cech e um golo, num fulgurante remate de cabeça.

O avançado Hélder Postiga saiu lesionado no final da primeira parte, tendo sido substituído por Hugo Almeida, que viu um golo invalidado aos 58 minutos, por fora de jogo.

Portugal vai jogar contra o vencedor do Espanha-França, marcado para sábado, 23 de Junho, às 19h45 (hora em Lisboa).

Ficha de jogo

Rep. Checa: Petr Cech; Gebre Selassie, Kadlec, Sivok, Limberský; Plasil, Pilar, Hübschman (Peckhart, 86'), Jirácek, Darida (Jan Rezek, 61'); Baros.

Portugal: Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão; Miguel Veloso, Raul Meireles (Rolando, 88'), João Moutinho; Nani (Custódio, 84'), Cristiano Ronaldo, Postiga (Hugo Almeida, 40').

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Acção disciplinar: Amarelo para Nani (26'), Miguel Veloso (27'), Limberský (90')

Estádio: Nacional de Varsóvia

Assistência: 55.590 espectadores

 

Noticia do Público



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Segunda-feira, 18.06.12

Jogadores da selecção Portuguesa

Dezasseis anos depois, Portugal e República Checa voltam a defrontar-se nos quartos de final de um Campeonato da Europa de futebol. Em 1996, o famoso chapéu de Karel Poborsky a Vítor Baía ditou o adeus da Seleção Nacional à prova disputada em Inglaterra (1-0).


Nessa ocasião Portugal venceu o Grupo D, à frente da Croácia, enquanto que a seleção checa ficou em segundo lugar no C, atrás da Alemanha, equipa para a qual perderia o troféu depois. 

Doze anos depois surgiu a vingança, no Euro2008. Portugal e Rep. Checa encontraram-se no Grupo A, e a equipa das quinas venceu o duelo de Genebra, por 3-1. Deco marcou um golo, tal como Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma, que fazem parte da atual campanha. A Rep. Checa não foi além da fase de grupos, enquanto que a equipa das quinas venceu o grupo, mas foi afastada nos quartos de final pela Alemanha. 

Dezasseis anos depois, as duas seleções voltam a encontrar-se nos quartos de final de um Campeonato da Europa.Estes foram os dois únicos duelos entre Portugal e Rep. Checa. Acrescente-se, no entanto, que a Seleção Nacional defrontou dez vezes a Checoslováquia, e conseguiu três vitórias e dois empates. 

Histórico de duelos:
Euro1996 (23 de Junho): PORTUGAL-Rep. Checa, 0-1 (Poborsky, 53m)
Euro2008 (11 de Junho): PORTUGAL-Rep. Checa, 3-1 (Deco, 8m; Ronaldo, 63m; Quaresma, 90m)(Sionko, 17m)

Saldo:
2 jogos 1 vitória 0 empates 1 derrota

Histórico com a Checoslováquia:
Particular (24/01/1926): PORTUGAL-Checoslováquia, 1-1
Particular (12/01/1930): PORTUGAL-Checoslováquia, 1-0
Apuramento para o Mundial66 (25/04/1965): Checoslováquia-PORTUGAL, 0-1
Apuramento para o Mundial66 (31/10/1965): PORTUGAL-Checoslováquia, 0-0
Apuramento para o Euro76 (30/04/1975): Checoslováquia-PORTUGAL, 5-0
Apuramento para o Euro76 (12/11/1975): PORTUGAL-Checoslováquia, 1-1
Apuramento para o Mundial86 (14/10/1984): PORTUGAL-Checoslováquia, 2-1
Apuramento para o Mundial86 (25/09/1985): Checoslováquia-PORTUGAL, 1-0
Apuramento para o Mundial90 (06/10/1989): Checoslováquia-PORTUGAL, 2-1
Apuramento para o Mundial90 (15/11/1989): PORTUGAL-Checoslováquia, 0-0

Saldo:
10 Jogos 3 vitórias 4 empates 3 derrotas

 

Retirado do Push



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Domingo, 17.06.12
PORTUGAL-HOLANDA Resolver um problema do tamanho de dois estádios

 

Nada na mão, nada na manga. O futuro de Portugal neste Campeonato da Europa é uma espécie de truque de magia virado de pernas para o ar, em que o ilusionista não tem os acontecimentos sob controlo. O Grupo B do torneio fecha hoje as portas com quase todos os cenários em aberto, o que significa que a selecção nacional terá de ter os pés assentes no relvado do Estádio do Metalist, em Kharkiv, e os ouvidos no desenrolar do Alemanha-Dinamarca, em Lviv. Da fusão entre as duas realidades, sairá o premiado com uma vaga nos quartos-de-final, em Varsóvia.


Quem diria que, nesta altura do campeonato, mesmo uma vitória pode não ser suficiente (ver cenários na página 10) para manter Portugal à tona? Ou melhor, quem diria que a Holanda chegaria ao último jogo da fase de grupos sem saber o que é pontuar? “Nunca pensámos neste cenário. Temos de esperar para ver o que acontece nos outros jogos. Teremos de ver o que acontece”, repete-se Mark Van Bommel, à procura da 80.ª internacionalização no encontro desta noite (19h45, TVI).

É muito provável que o médio do AC Milan venha a ter de adiar esse objectivo. A Holanda precisa de golos como de pão para a boca (uma diferença mínima de dois é o que se exige) e o onze que Bert van Marwijk fará alinhar deverá reflectir um maior pendor ofensivo. De resto, o seleccionador já admitiu que terá de fazer alterações, a principal das quais deverá contemplar dois avançados. Até agora a equipa tem jogado apenas com Robin van Persie na frente, mas tudo indica que Huntelaar lhe fará companhia desta vez, muito provavelmente com o apoio de Rafael van der Vaart nas costas.

Uma dor de cabeça adicional para Bruno Alves e o seu batalhão? “Estamos prevenidos para tudo, bem treinados e agora a pensar em chegar ao jogo e dar o nosso melhor para vencer. Sabemos da qualidade da equipa adversária e temo-nos preparado para jogar contra eles”, garantiu ontem o mais internacional dos defesas portugueses (52 jogos) neste Europeu.

E se há um aspecto em particular para o qual o jogador do Zenit S. Petersburgo deve canalizar as atenções é o jogo aéreo. Não só porque Huntelaar, especialmente ele, é perigoso nos lances pelo ar, mas sobretudo porque os três golos sofridos por Portugal no torneio surgiram a partir de golpes de cabeça.

Para Paulo Bento, porém, essa é apenas uma das variantes a ter em conta. “Num grupo tão equilibrado como o nosso, dificilmente se domina um jogo durante 90 minutos. As equipas que gerirem melhor os quatro momentos do jogo são as que têm mais hipóteses de ganhar”, sublinhou o seleccionador, devidamente preparado para as eventuais mudanças no onze do adversário. “Não acredito que a Holanda mude muito o sistema táctico. Pode fazer alterações nas laterais, tirar um dos médios defensivos para poder incluir Van der Vaart. Em função do que apresentarem, teremos as nossas armas”, vincou.

Uma delas é Pepe, num grande momento de forma e com profundo conhecimento de causa do ataque holandês, ou não tivesse o defesa central sido companheiro de equipa de Sneijder, Huntelaar, Robben e Van der Vaart no Real Madrid. Junto, este quarteto soma 90 golos pela Holanda, um valor que dispara para os 119 se incluirmos Van Persie.

“Acredito no desportista”

Infelizmente para Paulo Bento, a Holanda é a única variável que pode controlar no dia em que se decide quem segue em frente no torneio. E o técnico recusa-se a acreditar em facilitismos ou resultados combinados no Alemanha-Dinamarca. “Joguei 15 anos de futebol, estou a treinar há cerca de oito anos e a primeira coisa em que acredito sempre é no desportista. Quando deixar de acreditar nisso, deixo de andar aqui”, atirou, lembrando que à selecção cumpre vencer a Holanda e nada mais. “Nós não podemos jogar dois jogos.”

Uma coisa é certa: o resultado de um dos jogos influenciará o desfecho do outro. Até que ponto os jogadores e a equipa técnica conseguem passar ao lado da questão? Bento garante que pensará apenas em somar mais três pontos, mas deixa uma pista: “Se acharmos que essa informação é pertinente para aquilo que se está a passar no nosso jogo, faremos o que for essencial para os jogadores.”

Do lado contrário, Bert van Marwijk, particularmente contido numa conferência de imprensa relâmpago, também se mostrou pragmático ao olhar para o quadro de possibilidades que tem por diante. “Vamos fazer o nosso jogo. Sabemos qual é o nosso objectivo — vencer por dois e depois esperar que a Alemanha ganhe”, assinalou, pedindo “muita disciplina” aos jogadores.Se o ataque holandês regressar ao ritmo endiabrado da fase de qualificação, multiplicará as hipóteses de atingir o objectivo. Durante o apuramento para o Euro 2012, a selecção laranja foi a que mais golos marcou, num total de 37 em dez jogos. Claro que para este somatório muito contribuiu São Marino, um adversário que tem muita prática em ir buscar a bola ao fundo da sua baliza. Frente à Holanda, perdeu por 11-0 e sofreu quatro golos de Van Persie.

Mas essas são contas de outro rosário e a (dupla) entrada em falso na prova está aí para o provar. Nunca os holandeses tinham perdido dois jogos na fase de grupos de um Campeonato da Europa e, por isso, atravessam dias amargos, como reconhece Van Bommel: “O ambiente, depois de duas derrotas, não é o mesmo que se vive depois de duas vitórias.”

“Razões para acreditar”

Saiam em que condição saírem do Estádio do Metalist no final da noite de hoje, há algo que Paulo Bento espera que os jogadores levem na bagagem: a sensação de dever cumprido. Ou, nas palavras do seleccionador, que a equipa saiba “desfrutar de uma prova destas”.

“Esgotaremos todas as possibilidades até ao último minuto. Se isso [a qualificação para os quartos-de-final] não acontecer, será por mérito dos adversários e não por deixarmos de lutar ou de acreditar”, insiste o treinador, que, no pior dos cenários, completará em Kharkiv a sua primeira aventura aos comandos de uma selecção numa grande competição. Uma aventura que acredita que terá, pelo menos, mais um capítulo: “Nos momentos adversos, já demos razões suficientes para continuarem a acreditar em nós.”

 

Noticia do Público



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Sexta-feira, 15.06.12

Portugal perdeu trinta e sete mil pessoas num ano

Portugal perdeu 30.317 pessoas no último ano, segundo as estimativas anuais de população reveladas nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o que representa uma taxa de crescimento efetivo negativo de 0,29 por cento.

A estimativa aponta para 10541840 habitantes em Dezembro de 2011, contra 10.572.157 em Dezembro de 2010. O maior contributo para este decréscimo é do saldo migratório: entre pessoas que chegaram e pessoas que partiram no prazo de um ano, ficaram menos 24.331 indivíduos. Esses dados foram obtidos através dos inquéritos ao emprego e aos movimentos migratórios de saída realizados pelo próprio INE.

O Governo estimou há algumas semanas que os números de emigrantes, ou seja, pessoas que saem de Portugal para o estrangeiro, estivesse «entre os 120 mil e os 150 mil». Foi o valor avançado pelo ecretário de Estado das Comunidades, José Cesário. 

Entre quem deixou o país e quem imigrou há menos 24 mil habitantes, estima INE.A completar as perdas, o saldo natural, que tem em conta o número de nados vivos e óbitos apurados, é de menos 5.986 indivíduos. 

A região Norte é a que tem maior número de população residente, 3.686.784 pessoas, e também a que mais perdeu, um total de 14736. Em termos percentuais o saldo mais negativo é na Madeira, que perdeu 0,6 por cento da sua população. Seguem-se o a região centro e o Alentejo, ambos com menos 0,5 por cento de habitantes. 

Os dados do INE têm já por base os resultados provisórios dos Censos 2011 e serão revistos quando houver resultados definitivos do último grande recenseamento nacional. A partir daí, explica o INE, terá início «nova série de estimativas provisórias de população residente».

 

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Quarta-feira, 13.06.12

José Mourinho

 

Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa...

 

As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.

 

Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles.

 

Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou.

 

Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou!

 

E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.

 

Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável.

 

Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração.

 

Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail.

 

Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.

 

Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol.

 

Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor.

 

Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar.

 

No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores.

 

Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.

 

Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes¿ Infelizmente!

 

Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias.

 

 

Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF.

 

Um abraço a todos.

 

José Mourinho



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Varela marcou o golo da vitória contra a Dinamarca

 

Portugal venceu (3-2) a Dinamarca em Lviv, na Ucrânia, em jogo da segunda jornada do Grupo B do Euro 2012.

A selecção portuguesa chegou à vantagem aos 24 minutos, com o defesa-central Pepe – mais tarde considerado o melhor jogador em campo – a marcar de cabeça ao primeiro poste, na sequência da marcação de um pontapé de canto apontado pelo médio João Moutinho.

O 2-0 surgiu aos 36 minutos: o extremo Nani centrou da direita e o avançado Hélder Postiga, à entrada da pequena área, entre o guarda-redes dinamarquês e um defesa, marcou com o pé direito.

Mas, cinco minutos depois, a Dinamarca reduziu a desvantagem por intermédio do avançado Nicklas Bendtner, que fez o 2-1 de cabeça. A dez minutos dos 90, os dinamarqueses chegaram à igualdade, novamente através de um cabeceamento de Bendtner.

Aos 87 minutos, o extremo Silvestre Varela, que tinha entrado três minutos antes para substituir o médio Raul Meireles, marcou o terceiro golo da selecção portuguesa, após cruzamento da esquerda do lateral Fábio Coentrão.

O golo de Varela deu a primeira vitória a Portugal no Euro 2012, depois da derrota (0-1) frente à Alemanha na ronda inaugural do Grupo B. A selecção lusa volta a jogar no próximo domingo (19h45, TVI) com a Holanda, em encontro da terceira e última jornada da fase de grupos.

Ficha de jogo

Arena de Lviv, na Ucrânia
Assistência: 30 mil espectadores

Dinamarca - Portugal, 2-3
Ao intervalo: 1-2
Marcadores: 
0-1, Pepe, 24 minutos
0-2, Hélder Postiga, 36' 
1-2, Nicklas Bendtner, 41' 
2-2, Nicklas Bendtner, 80' 
2-3, Varela, 87'

Dinamarca Stephan Andersen, Lars Jacobsen, Simon Kjaer, Daniel Agger, Simon Poulsen, William Kvist, Niki Zimling (Jakob Poulsen, 16'), Dennis Rommedahl (Tobias Mikkelsen, 60'), Christian Eriksen, Michael Krohn-Dehli (Lasse Schone, 90') e Nicklas Bendtner

Portugal Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Raul Meireles (Varela, 84'), João Moutinho, Nani (Rolando, 89'), Hélder Postiga (Nelson Oliveira, 64') e Cristiano Ronaldo

Árbitro: Craig Thomson (Escócia)
Acção disciplinar: cartão amarelo para Raul Meireles (29'), Jakob Poulsen (56') e Cristiano Ronaldo (90'+2')

 

Noticia do Público



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Sábado, 02.06.12
Ronaldo Falhou penalty 

Ronaldo falhou um penálti, quando Portugal perdia por 1-2

A uma semana de se estrear no Euro 2012 frente à Alemanha, a selecção portuguesa perdeu neste sábado frente à Turquia por 3-1 em jogo disputado no Estádio da Luz.

Depois do empate sem golos frente à Macedónia em Leiria, a formação orientada por Paulo Bento voltou a mostrar pouco e até falhou um penálti na segunda parte, em que Cristiano Ronaldo permitiu a defesa do guardião turco.

Perante um Estádio da Luz praticamente cheio, foi a Turquia que marcou primeiro, com Bulut a desviar para a baliza de Rui Patrício aos 35’. O mesmo Bulut voltou a marcar aos 52’, aproveitando mais uma falha defensiva da selecção portuguesa.

Nani reduziu para 2-1 aos 57’, após cruzamento de Ronaldo e o empate podia ter acontecido aos 65’, mas Ronaldo falhou um penálti, que havia castigado uma falta de Emre sobre o estreante Miguel Lopes.

O 3-1 aconteceu já perto do final do encontro, um lance em que Ricardo Costa rematou contra Pepe e a bola foi para dentro da baliza de Eduardo.

 

Retirado do Público



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Segunda-feira, 21.05.12


O que mais é preciso para que estes senhores entendam que este não é o caminho?.... e não, a pergunta não se refere ao Hermam... esse nunca vai entender


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Sexta-feira, 11.05.12

"Primavera Global" é o nome do movimento de protesto internacional decorre entre sábado e quarta-feira. Em Portugal estão marcadas ações de protesto e reflexão para sete cidades. 

 

 

"A Primavera Global está a chegar, vamos tomar as ruas!". É este o repto lançado pelos organizadores portugueses do movimento de protesto internacional que irá decorrer, entre sábado e terça-feira, em cerca de 350 cidades de 40 países dos quatro continentes.

 

Em Portugal, estão anunciadas ações - que vão desde manifestações, a debates, worshops e atividades culturais - em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Santarém, Évora e Faro.

 

Sábado é o dia que conta com a maior parte das iniciativas. Em Lisboa, está marcada para as 15h uma concentração no Rossio, que irá seguir até ao Marquês de Pombal. No Porto, a concentração terá lugar, a partir das 11h, na Avenida dos Aliados. Em Coimbra, às 14h, na Praça da República.

 

"Decidiu-se celebrar as Primaveras várias, desde as árabes ao 12 de março em Portugal, ao 15 de maio em Espanha e aos subsequentes movimentos de indignados que surgiram em diversos pontos do mundo", refere Paulo Raposo, um dos organizadores da Primavera Global PT.

 

O movimento internacional organizado através da Internet conta entre nós com ações promovidas por novos movimentos de contestação e cidadania como os Precários Inflexíveis, Movimento Gerações ou Assembleia da Graça.

 

"Queremos despertar a cidadania"

 

"Não é um protesto de queixume e pieguice. É um protesto de propostas. Queremos mudar, queremos despertar a cidadania que tem estado muito ativa nos últimos tempos e que percebam que somos parte da solução", afirma Paulo Raposo.

 

O manifesto internacional da Primavera Global assenta em dois eixos fundamentais: a criação de uma economia social solidária e uma democracia mais participativa. "É isso que vamos tentar discutir sábado em todo o mundo. É uma manifestação pacifica, apartidária e aberta a toda a gente, desde que dentro do espírito de tolerância e não discriminação da Primavera Global", refere Raposo.

 

Dentro das ações que decorrem sábado em Lisboa, a partir das 17h tem início a iniciativa as "Ideias Saem à Rua", que conta com debates públicos sob temas como "Dívida portuguesa, canabalização de um povo" ou "Da Geração à Rasca à Primavera Global, como continuar?", worshops e atividades para crianças.

 

Numa ação de incitamento à "desobediência civil", o denominado Grupo de Transportes dos Indignados de Lisboa desafia a que, entre sábado e terça-feira, se viaje nos transportes públicos sem pagar.

 

Retirado do Expresso



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Quarta-feira, 18.04.12

Rei de Espanha caça elefantes

 

Depois de ver a fotografia infeliz do rei Juan Carlos ( aparentemente feliz em 2006), de caçadeira em riste, com um elefante morto atrás de si com a tromba dobrada  e colocada propositadamente - em jeito de troféu - de encontro a uma árvore, o mínimo em termos de sofrimento que desejo a este senhor são as múltiplas fracturas na anca a que teve direito ao cair de rabiosque no chão, há poucos dias, em pleno acampamento de caça grossa. Por mim podia ter partido a real tromba, ser atropelado por uma manada de elefantes em fuga ou servir de entrada à ceia de meia dúzia de leopardos. Dormia (eu, e não o rei) bem mais descansado.

 

A proprietária do acampamento onde Juan Carlos deu o tombo - a empresa Rann Safaris - cobra milhares para que este tipo de pessoas goze com a vida, neste caso regozije com a morte, imputada de forma facínora e cruel a diferentes animais selvagens que têm oportunidade nula de se defenderem. É caso para perguntar: quem é o selvagem, o elefante ou o rei? Cobarde. Um verdadeiro nojo.

 

A mesma empresa oferece pacotes de diversão/massacres selvagens que vão de safaris de 14 dias para caçar elefantes no Botswana ao preço de 59.500 dólares, 14 dias de safari para caçar leopardos por 46.900 dólares ou ainda 14 dias para caçar búfalos a 29.120 dólares. O rei nuestro hermano parece adorar este tipo de pacotes pois figura numa outra foto divulgada de espingarda na mão junto ao corpo já sem vida de dois búfalos. Haja dinheiro (crise? o que é isso?), falta de humanidade e sobretudo excesso de estupidez. Curiosamente, ou não, poucos minutos após a publicação desta informação a página principal da Rann Safaris foi bloqueada : 'This Account Has Been Suspended'.

 

Até há algum tempo achava que as famílias reais europeias mantinham a função (paga e bem pelos contribuintes dos países que ainda sustentam esta pândega)  de animar os súbditos com historietas de faca e alguidar, imbecilidades, debilidades, escândalos e disparates. Mudei de opinião: esta gente não serve para rigorosamente nada.


Brigitte Bardot, em carta aberta ao rei de Espanha, foi clara: "É indecente, repugnante e indigno de uma pessoa com a sua responsabilidade. Você é a vergonha de Espanha". Nada a acrescentar.


Retirado do Expresso



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Segunda-feira, 16.04.12

Os portugueses que se dizem católicos são menos, mas o Catolicismo continua a ser dominanteOs portugueses que se dizem católicos são menos, mas o Catolicismo continua a ser dominante (Foto: Enric Vives-Rubio)

Desde 1999 até 2011, diminuiu o número de católicos em Portugal (que são agora 79,5%) e aumentou o número de protestantes (incluindo evangélicos) e Testemunhas de Jeová.

 

Segundo o estudo do Centro de Estudos de Religiões e Culturas (CERC) da Universidade Católica Portuguesa, que quarta-feira será apresentado na assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, os católicos desceram de 86,9% para 79,5%. 

“Pode observar-se um decréscimo relativo da população que se declara católica e um incremento da percentagem relativa às outras posições de pertença religiosa, com um particular destaque para o universo protestante (incluindo os evangélicos)”, diz o relatório assinado por Alfredo Teixeira, do CERC. 

Os mesmos resultados mostram que 31,7% dos portugueses vão à missa pelo menos uma vez por semana. Se se somarem os 14% que dizem que vão à missa pelo menos uma ou duas vezes por mês, o total de portugueses que vão à missa com regularidade é de 45,7%. 

O inquérito, que foi realizado em Novembro passado, a partir de quatro mil entrevistas em todo o continente, compara os dados obtidos com um inquérito semelhante realizado em 1999. Em ambos os casos, pretendia-se saber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, através de perguntas sobre a regularidade da prática religiosa ou de atitudes como a frequência com que se reza: 33% dos inquiridos dizem que todos os dias costumam “rezar ou dirigir-se a Deus ou qualquer outra entidade sobrenatural”, enquanto 26,7% o faz algumas vezes na semana. 

Crescem outras religiões 

Se os católicos diminuíram, já a percentagem de pessoas com uma religião diferente da católica passou de 2,7% em 1999 para 5,7%. Mas também o número de pessoas sem qualquer religião aumentou, de 8,2% para 14,2%. Por categorias, o aumento verificado foi de 1,7 para 3,2 nos indiferentes, de 1,7 para 2,2 nos agnósticos e 2,7% para 4,1% nos ateus.

Entre a população que se identifica com uma posição religiosa, os católicos baixaram de 97% para 93,3%. Nesta mesma grelha de análise, as categorias que mais cresceram foram os protestantes e evangélicos, bem como os que se definem como “crentes sem religião”. 

Os protestantes e evangélicos aumentaram de 0,3% para 2,8%, enquanto as Testemunhas de Jeová subiram de 1% para 1,5% no peso relativo. Os “outros cristãos” (que deverão ser predominantemente ortodoxos) aumentaram de 1,5% para 1,6%, enquanto os crentes de religiões não cristãs (muçulmanos, judeus, hindus, budistas, por exemplo) passaram de 0,2% para 0,8%. 

Na assembleia plenária que esta tarde abre em Fátima, com um discurso do presidente da CEP, o patriarca de Lisboa e os bispos deverão debater ainda uma nota pastoral sobre a Europa. Esta mensagem, disse o porta-voz da CEP, padre Manuel Morujão, à Lusa, incidirá na ideia de que “a Europa não pode resumir-se a um projecto de euros”. Antes, diz este responsável, deve “assumir-se como uma comunidade de países solidária e aberta ao mundo, para que a utopia da União Europeia se concretize nos seus valores essenciais”.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 21:39 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11.04.12

Portugal em 5º lugar no Ranking da Fifa

A selecção portuguesa de futebol subiu dois lugares no ranking da FIFA, surgindo em quinto lugar na classificação divulgada nesta quarta-feira.

Portugal aparece à frente de selecções como o Brasil, a Inglaterra e a Argentina, embora continue atrás de dois dos três adversários que vai encontrar na fase de grupos do Euro 2012: a Alemanha é segunda do ranking e a Holanda quarta.

Já a Dinamarca ocupa o nono lugar, o que significa que as quatro equipas do grupo de Portugal no Euro 2012 estão no "top ten" mundial.

A Espanha mantém a liderança de um ranking em que o Uruguai é um dos destaques, ocupando agora o 3.º posto, a melhor classificação da história daquele país sul-americano.

Ranking da FIFA (Abril 2011)

1.º Espanha, 1442 pontos
2.º Alemanha, 1345
3.º Uruguai, 1309
4.º Holanda, 1207
5.º Portugal, 1190
6.º Brasil, 1165
7.º Inglaterra, 1132
8.º Croácia, 1114
9.º Dinamarca, 1069
10.º Argentina, 1066

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 30.03.12

Porto escolhido como 'Melhor Destino Europeu' 2012

Porto foi eleito 'Melhor destino Europeu' numa competição online onde participaram outras 19 cidades europeias, entre as quais Lisboa, oitava classificada

 

A cidade do Porto foi, hoje, distinguida pela European Consumers Choice como o 'Melhor Destino Europeu 2012', após três semanas de concurso online que contou com a participação de mais de 212 mil votantes.

 

A Invicta foi escolhida entre outras 19 cidades europeias, seguida como melhores destinos para férias por Dubrovnik, Viena, Praga, Bruxelas, Berlim, Budapeste, Lisboa, Florença e Edimburgo.

 

"Com a variedade de recursos disponíveis, o Porto conquista todos os seus visitantes, desde os que o procuram pela história e autenticidade àqueles que o buscam para explorar uma nova cidade, mais cosmopolita e contemporãnea", diz o site da organização.

 

O Vinho do Porto, o centro histórico Património Mundial, museus, lojas de moda de designers nacionais e internacionais são outras das atrações da melhor 'city-trip' do ano a nível europeu.

Procura do Porto sobe dois dígitos

Para o vice-presidente e vereador do Turismo da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, este prémio vem aumentar a responsabilidade da cidade enquanto destino turístico, ao mesmo tempo que "reforça o seu posicionamento como elemto âncora na promoção do país e da região".

 

Segundo Vladimiro Feliz, em 2011 a procura de informação nos postos de turismo municipais cresceu 19%, o número de passageiros no Aeroporto Fancisco Sá Carneiro aumentou 13,4%, "valores que foram acompanhados por um crescimento também de dois dígitos no número de hóspedes e dormidas no Porto".

 

Via Expresso



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Domingo, 25.03.12

A crise chegou ao sexo

 

Contas para pagar, desemprego, falta de clientes, filhos a pedir brinquedos... A crise instalou-se nos lares portugueses e chegou ao quarto - e à cama. Falámos com casais, consultámos sexólogos, terapeutas e médicos e tentámos traçar o diagnóstico: afinal, como é que a austeridade está a afetar a nossa vida sexual? E como é que estamos a lidar com isso?

 

Quando decidiu pedir alteração do horário, a enfermeira Sandra queria mais tempo para investir na relação com o namorado. Cansada de sair sempre às 23h00 do centro de saúde madeirense onde trabalha, farta de não ter vida social e de perder sucessivamente concertos e peças de teatro, colocou a vida pessoal acima das exigências profissionais e aceitou perder quase duzentos euros no fim do mês - garantidos pelas horas de trabalho noturno - para ter tempo para Pedro, professor do ensino primário, que entra às nove e sai às seis. Arrependeu-se. O corte nos subsídios, o aumento da taxa de IRS e a prestação do carro baralharam-lhe as contas do final do mês.

 

Passou a sair mais cedo mas está longe de andar feliz. E o objetivo não foi alcançado: planeia cada vez menos programas a dois e o desaire financeiro fá-la ter cada vez menos vontade de se entregar à intimidade com o namorado. Rondam ambos os 30 anos, são funcionários públicos, não correm o risco de perder os empregos repentinamente e têm a vida pela frente. Mas pensar no futuro tornou-se doloroso. Sobretudo quando o presente não facilita a vida a dois. Pedro tem a matemática em dia e os cálculos feitos: sem subsídios de férias e de Natal, este ano vai perder cerca de quatro mil euros, úteis para pagar o mestrado em que se tinha inscrito e de que entretanto já desistiu. A relação tem quase dois anos, mas tem ultrapassado obstáculos e provações. Resistirá também à crise? «Sem dúvida», diz ele. «Agora damos mais valor ao tempo que passamos juntos.»

 

No entanto, o sexo é mesmo menos frequente. «A Sandra levanta-se às oito da manhã e trabalha o dia inteiro. À meia-noite quer dormir», diz ele. Não se veem todos os dias, mas não desistiram das saídas mesmo que os programas sejam cada vez mais low cost: desde jantar no hipermercado com happy houra partir das 22h30 - «é a única hipótese de continuarmos a jantar fora» até aproveitar as promoções para comprar presentes um ao outro, tudo tem de ser orçamentado e esquematizado. Sandra deixou de viajar e Pedro, natural de Mirandela, pela primeira vez não passou o Natal com os pais e decidiu ficar na ilha. Uma avaria no carro levou-lhe o dinheiro dos bilhetes. As contrariedades da vida diária deixam-nos sem vontade para se entregarem ao prazer, um peso comum a tantos casais nacionais que, sem conseguirem fugir à crise, se deixam afetar e acabam por cortar numa das poucas atividades sem custos, que pode até diminuir níveis de stress e ajudar ao controlo da ansiedade: o sexo.

 

«Quando a vida funcional deixa de ser estável, obviamente vai atrapalhar a vida emocional», confirma a psicóloga e terapeuta de casais Celina Coelho de Almeida. «Quando os casais percebem que não têm dinheiro para pagar as despesas têm de cortar numa série de coisas importantes para a sua dinâmica. As pessoas podem ficar mais fechadas, mais pessimistas e, portanto, menos disponíveis para a relação. E isto provoca um choque e uma readaptação.» Ou seja: um casal com uma boa estrutura, feita de cumplicidade e intimidade, será capaz de resistir a esta turbulência, ainda que momentaneamente possa tirar menos prazer da relação. Se não houver suporte emocional de parte a parte, será difícil para a relação «aguentar estes impactes». «A crise não é motivadora da separação», diz Celina Coelho de Almeida, «mas pode ter um efeito catastrófico».

 

Mas nem todos os casais enfrentam a crise da mesma forma. E se, para uns, o momento económico parece ter erguido barreiras que ainda não se sabe quão intransponíveis se tornarão, para outros a ausência do stress do trabalho parece ter revitalizado a vida a dois. É esse o caso de Maria e de Francisco. Vivem em Lisboa, ela é Relações Públicas, ele piloto de aviação. Quando começaram a namorar, há dois anos e meio, Maria, 33 anos, tinha ficado desempregada há poucos dias. «O tempo foi aproveitado para o romance. Não faltaram dias de praia, jantares à luz de velas na varanda, conversas até às seis da manhã. Sentia-me de férias, não estava desesperada porque sempre juntei dinheiro e tinha noção que durante o verão era improvável arranjar trabalho. E não me enganei: aproveitei o verão todo e só encontrei emprego no outono.»

 

No seu caso, a atividade sexual até melhorou. «Sobretudo a frequência. Preciso de muitas horas de sono, detesto acordar cedo, e às oito da noite já me sinto estoirada, só quero jantar e ir para a cama. Ou seja, durante a semana, quando estava a trabalhar, o sexo não era inexistente, mas era raro. Às vezes parece que tínhamos de combinar quando íamos ter sexo: "No sábado, porque não há energia para mais". Eu pelo menos não aguento o cansaço.» Seis meses depois, Maria voltava ao desemprego. «Nesta época, a frequência sexual era capaz de ser maior. Mais do que o número de vezes que tínhamos sexo, a disponibilidade era outra por não me sentir cansada. Nestas épocas, era quase sempre à luz do dia, altura em que ainda não tínhamos as baterias gastas. Foi uma época ótima, porque passámos muito tempo juntos.»

 

Cada pessoa - e cada casal - encontra uma forma de lidar com a crise. Mas há outros fatores a interferir no estado de espírito. A sensação de projetos adiados, nomeadamente a maternidade, também pode influenciar o desmoronar da vida íntima: as mulheres têm mais dificuldade em lidar com a frustração do desejo de serem mães, ainda que neste campo o cérebro, mais do que a emoção, pareça ditar as escolhas das portuguesas. Já em tempo de crise - e muito associado ao adiamento do casamento e ao prolongamento dos estudos, que favorece uma entrada mais tardia na vida ativa - o declínio da fecundidade é a nota dominante nos estudos mais recentes sobre a situação demográfica em Portugal. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009, a média de idades das portuguesas que tiveram o primeiro filho foi de 28,6 anos. E o nível da taxa de fecundidade entre os 35 e os 39 anos tem vindo a aproximar-se da do grupo dos 20 aos 24. Por outras palavras, os portugueses têm filhos cada vez mais tarde. E cada vez menos filhos.

 

Graças à contraceção, a redução do número de nascimentos pode não estar diretamente relacionada com a frequência sexual dos portugueses, mas não deixa de ser um barómetro a considerar. E se, em tempos antigos, a crise motivou um baby boom pela falta de distrações e ausência de tecnologias que hoje absorvem grande parte da nossa atenção, atualmente a situação é bem diferente: o risco calculado e o planeamento familiar impedem gravidezes que, em épocas de contenção forçada, podem ser fonte de despesas a evitar. Os únicos dados disponíveis até à data sobre 2011 referem-se aos testes de diagnóstico precoce de doenças metabólicas, o vulgar «teste do pezinho». Os números divulgados pelo INE confirmam as expetativas: apenas 97 112. Desde 1960, quando se iniciou a contabilização rigorosa de nados-vivos em Portugal, apenas dois anos tiveram menos de cem mil nascimentos: 2009 e 2011.

 

Ainda assim, o ideal é não desesperar e acreditar que a pirâmide etária nacional ainda tem salvação. Porque 2012 ainda tem uns quantos bebés para registar. Que o digam João e Teresa, empresários na casa dos 40, a viver em Cascais, que foram surpreendidos com mais uma gravidez. Teresa está à espera do terceiro filho do casal, numa altura em que o trabalho aumenta e a atividade sexual diminui. «Como empresários, e com um negócio e colaboradores para pagar, a dedicação é cada vez maior», diz João. «A crise tem-nos obrigado a trabalhar mais para manter os negócios em crescimento, o que não é fácil. A falta de tempo é o maior fator, mas também o cansaço. Logo, o clima de romance por vezes não é o mais propício e a atividade sexual diminui», lamenta, embora garanta que, apesar do cansaço, parte também do casal fazer um esforço adicional. «É obrigatório que o casal se reinvente, largue as crianças num fim de semana e passeie. As tarefas diárias dão cabo do estofo de qualquer um e o apetite sexual é obviamente afetado. Às vezes estamos os dois em casa, com os portáteis no colo, a trabalhar às 23h30 com os miúdos a dormir, em vez de nos deitarmos cedo, namorarmos e podermos dormir umas boas horas. O que nos safa é que temos consciência disso e combatemo-lo de uma forma positiva. Com umas aventuras esforçadas, umas saídas de fim de semana, um jantar romântico.» como o último que tiveram, que deu origem ao terceiro filho, que deverá nascer em abril.

 

Mas nem todos se podem dar ao luxo de ter três filhos. Ou dois, sequer. O dinheiro a menos obriga a muitas contenções de despesas. E quando os fundos faltam, dificilmente sobram recursos para consultar um especialista e iniciar a terapia de casal que pode dar uma ajuda. «Pontualmente, tenho um caso ou outro que acaba por não ter capacidade para levar até ao fim o processo terapêutico», diz Celina Coelho de Almeida. A sexóloga Marta Crawford sente o mesmo problema: «Muitos casais começam a espaçar as sessões, dizem que não têm capacidade para vir com tanta regularidade.» A preocupação sobre os problemas financeiros veio influenciar a disponibilidade para o sexo, e apesar de procurarem soluções para a quebra na intimidade, «há quem chegue e diga logo à partida que está desempregado, mas precisa imenso de vir», acrescenta Marta Crawford. «E perguntam se eu faço um desconto.»

 

Nem sempre a terapia acaba por salvar o casamento, porém. Possivelmente porque já não havia grande volta a dar. E a crise acaba por ser pretexto para pôr fim a uma relação que já não funcionava: as preocupações com o lado mais prosaico da vida servem muitas vezes de desculpa para o afastamento do casal. Mas, se não for esse o caso, «há sempre alternativas», diz Marta Crawford, mesmo que seja preciso inventar programas para substituir as escapadelas de fim de semana ou os jantares a dois no restaurante favorito. «Há pouco tempo um casal dizia-me: "Não temos dinheiro para viajar, para jantar fora, para ir ao cinema, estamos amorfos em casa a olhar para a televisão." É este espírito depressivo que temos de tentar combater.» Até porque o sexo pode ser terapêutico: «Durante a atividade sexual libertamos uma série de neurotransmissores que nos fazem sentir bem, que fazem que as pessoas se sintam mais próximas, logo, mais capazes de vencer os obstáculos», explica a especialista.

 

Isabel e Duarte, residentes em Almada, viveram alguns destes constrangimentos na pele. «Em sete anos o meu marido esteve cinco anos desempregado», diz Isabel, 45 anos. «O facto de não haver disponibilidade monetária para fazer coisas de que se gosta ou para nos cuidarmos faz que tenhamos menos vontade de socializar, seja a que nível for. Num primeiro momento, há tanta coisa que preocupa que nem nos lembramos que era bom ter vida sexual», admite. Ainda assim, Isabel acredita que é possível remar contra a maré, embora tenha noção da dificuldade de manter a libido a funcionar.

 

«A individualidade de cada um é muito importante porque, apesar de muito unidos, cada um tem as suas coisas e podemos partilhar o que vivemos em comum.» Ao fim de trinta anos de casamento, Isabel garante que «existem mil maneiras de reacender a paixão e colocar a libido a funcionar. Mas tem de ser a dois. «Temos um espírito aberto, mantemos as nossas amizades, saímos juntos e separados, não temos crianças, nunca dormimos separados. E além disso, gostamos de sexo...», diz a rir. «Amar não custa dinheiro, além de que podemos sempre receber muito em troca.»

 

O princípio faz sentido e as palavras são sábias, mas será que os dois elementos do casal pensam da mesma forma? E os homens, sentem isso de maneira diferente das mulheres? Marta Crawford acha que não. «O homem é mais pragmático na sexualidade e consegue pôr mais rapidamente os problemas de lado, mas nem sempre. As mulheres talvez sejam mais complicadas.». No entanto, segundo o sexólogo Júlio Machado Vaz, um despedimento ou despromoção normalmente faz que seja o homem o mais afetado na sua sexualidade. A razão? Os estereótipos clássicos. «Os homens, sobretudo os mais velhos, sentem a situação como uma ameaça à sua virilidade e estatuto de chefes de família. Acresce que costumam ter mais dificuldades em abrir-se sobre os seus problemas», explica o psiquiatra. «O número de queixas vem subindo e com elas os efeitos sexuais colaterais. Há pessoas que me referem, surpresas, que já não se lembram de pensar em sexo.»

 

A situação não se vive apenas em Portugal. Já em fevereiro de 2009 a revista brasileira Época dava conta de uma investigação realizada nos EUA, segundo a qual 62 por cento das mulheres norte-americanas apontava a crise como responsável por a vida sexual ter piorado. No ano anterior, no Canadá, 12 por cento dos inquiridos numa sondagem admitiam ter tido um casamento desfeito devido a «motivos financeiros» nos seis meses anteriores. Em Londres, uma pesquisa realizada com operadores e corretores da Bolsa de Valores mostrou que 79 por cento deles acredita que o risco de o seu casamento acabar aumenta durante períodos de recessão. E em Wall Street, o problema atingiu proporções tais que foi criado um Dating a Banker Anonymous - «Namoradas de Financeiros Anónimas», numa tradução literal. Segundo o The New York Times, o grupo pretende levar as chamadas «viúvas de Wall Street» a partilhar o abandono emocional e sexual que sentem.

 

Apesar de o stress ser mais frequente em pessoas que trabalham no mundo financeiro, devido ao desgaste psicológico, a verdade é que a sombra do desemprego e das reduções salariais tem sido um fator determinante nos últimos tempos, precisamente devido à ligação que muitos homens continuam a teimar fazer entre salário ganho e virilidade.

 

«As disfunções da libido têm muito que ver com o humor da pessoa», diz José Palma dos Reis, chefe de serviço de Urologia do Hospital Santa Maria. «Mas o conceito de "disfunção sexual" é muito lato e envolve várias situações: disfunção da libido, disfunção erétil e disfunção orgásmica.» No atual contexto de crise, em que o stress pessoal tende a atingir níveis elevados, «será de esperar uma disfunção da libido: «O stress, e sobretudo a depressão, manifestam-se por via desta disfunção.» Mas não é preciso fazer soar os alarmes. Geralmente esta disfunção e a erétil não têm de estar relacionadas - ao contrário do que muita gente pensa. Além disso, «a disfunção erétil pode ser tratada com medicamentos».

 

Nestes casos, no entanto, Palma dos Reis considera «normal e expetável que haja um agravamento dos casos existentes, porque muitas vezes os pacientes não têm capacidade de pagar os medicamentos». Quatro comprimidos custam cerca de quarenta euros, um valor proibitivo para muita gente nos tempos que correm.

 

Quintino Aires é sexólogo, leva 22 anos de consultas, e não tem dúvidas: «os homens são os mais afetados por estas preocupações. Numa mudança financeira, social e económica, as mulheres começam rapidamente a utilizar a lógica. Os homens sentem-se mais perdidos». Por isso, em terapia, são sobretudo as mulheres quem relata a procura de sexo - nem sempre com o companheiro - para aliviar e esquecer as preocupações. Curiosamente, apesar da crise, no último ano e meio o sexólogo registou um aumento das consultas com queixa de natureza sexual. «Num olhar rápido, o sexo serve para dar prazer, mas não só. Serve para criar intimidade naqueles dois adultos que são diferentes. Se ela existir, então uma despromoção, uma empresa a falir, os bancos que deixam de dar crédito... tudo isso faz o casal esforçar-se e inventar alternativas. Se não, a probabilidade de a relação quebrar é muito maior», explica.

 

A situação de Eduardo e Rita, com 48 e 39 anos, não é muito diferente. Vivem em Bragança e ainda não pensaram na terapia, talvez por estarem mais longe dos grandes centros urbanos. Mas vivem o dia a dia com a sensação de «quem anda a contar tostões», sobretudo desde que a empresa de venda de material informático de Eduardo desceu abruptamente na faturação. «Tínhamos uma vida sexual normal», diz Rita, administrativa numa instituição de ensino, «mas agora chega-se ao fim do dia e o sexo não apetece». Eduardo, cansado das deslocações entre clientes que as vendas lhe vão exigindo, preocupado com o futuro dos colaboradores da loja, confessa-se «cada vez mais descontente», mas reconhece que é necessário deixar os problemas à porta de casa «antes que a vida familiar desmorone».

 

Têm dois filhos, uma rapariga de 3 e um rapaz de 9 anos, que também não ajudam a aliviar as tensões. «Todas as tardes, quando vou buscá-la à escola, a conversa é sempre a mesma: "Mãe, compras-me uma coisa?" Já lhe disse que tem de cortar a palavra "compras" do dicionário.» Juntos há cerca de 15 anos, o casal ainda não perdeu a ligação forte que os une, mas o sexo é quase forçado, «como se decidíssemos que temos de sair um bocadinho deste mundo de problemas e de crise», diz Eduardo. Antes, quando levávamos as coisas de forma mais descontraída, não era assim.»

 

À noite, depois de deitarem as crianças, reconhecem que lhes sobra pouco tempo para porem a conversa em dia e os poucos minutos em que se sentam no sofá servem para ver o noticiário da noite ou a primeira parte de um filme que esteja a começar. Um erro grave que a sexóloga Marta Crawford aponta todos os dias aos casais que recebe: «É preciso desligar a televisão! Primeiro, porque se poupa na conta da eletricidade, e depois porque a TV ocupa demasiado espaço na vida das pessoas. Quem adormece no sofá a fazer zapping não vai dali para a cama ter um momento de intimidade.»

 

Pelo menos neste quesito, João e Teresa, o casal de Cascais, parece estarem no bom caminho. «Uma vez por semana, religiosamente, vemos um filme e vamos para a cama cedo», diz João. O resto acontece naturalmente.

 

*Todos os nomes de casais desta reportagem são fictícios, a pedido dos próprios

 

Via JN



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Segunda-feira, 19.03.12

Rui Cruz

 

No passado dia 8 de Março, logo às primeiras horas da manhã, fui acordado por quatro simpáticos e anónimos inspetores da PJ – só um se dignou identificar-se.


No dia Internacional da Mulher, e dado o meu estado de solteiro, teria sido mais simpático enviarem inspetores de sexo feminino mas só veio uma.

 

Enquanto me “arrumavam” a casa – tudo no estilo “Feng-Shui” – fui questionado sem nunca conhecer os motivos que se escondiam por detrás de tão agradável e matutina visita (nota: para a próxima, sff, tragam-me o café e os jornais da manhã, obrigado).

 

Não fosse o incómodo e a humilhação, a cena até podia ter sido retirada do guião de uma telenovela do Moita Flores. Mas não.Afinal, o meu perfil acho que nem corresponde sequer ao das personagens habitualmente imaginadas pelo ex inspetor da Policia Judiciária: solteiro, ativista sem partido político, sem enredos amorosos, etc.

 

Ah., é verdade, sou membro do extenso, horrível e causador de tantos destúrbios à vida pacata dos cidadãos e ainda volta e meia extremista clube dos tais 99%. Não sei se isso ajuda a meu favor ou se quem lê isto percebe ironias, mas está dito.

 

E assim passei quatro horas. Embora em Angola na idade média um arguido fosse “um simples objeto do processo e nada mais, podendo ser alvo de humilhação, coação e da tortura”, aqui em Portugal temos efetivamente um melhor serviço para com a justiça, nem que seja por não estarmos na idade média.


Mas ainda assim não devemos ter direitos suficientes, já que os senhores inspetores nem sequer se deram ao trabalho de se preocupar com os meus.


Durante quatro longas horas, não tive a possibilidade de procurar conselho junto de um advogado (bem que eu queria um do estado, já que sou dos 99%) ou de contactar a família, colegas… ninguém. Ali fiquei, com o auspício da minha consciência, roído pelo stress e com fracos conselhos de e para mim próprio.

 

Sem entrar em detalhes – o que hoje me é proibido – concluo que tudo o que faz bip, tem botões e luzinhas pode interessar para a Justiça.

Sem nunca abordar os detalhes do caso (facto que sublinho), contactei um amigo a quem perguntei se as minhas atividades na internet tinham algo de ilegal.


Tomé Mendes sabe que aqui ando desde há muitos anos e acompanha, mais ou menos, aquilo que vou fazendo na Web em alguns projetos:

“Não sei tudo o que fazes na Internet. Mas em todos os teus projectos de que tenho conhecimento, não vejo nada de mal. Não vejo nada de criminoso,” respondeu.


O Tomé acrescentou ainda que “o Tugaleaks é certamente o que mais problemas te pode trazer. Mas isso é porque escreves coisas que muitos não queriam ver divulgadas”.

 

Agora, mais calmo, recordo as palavras de um outro amigo – por sinal jornalista: “Portugal é um país de arguidos, a única coisa que os diferencia é o acesso que têm, ou não, à verdadeira Justiça”.

 

Passadas quase duas semanas, e enquanto aguardo as cenas dos próximos capítulos, vou relendo o conteúdo dos meus projetos sem nunca encontrar o “crime” de que sou acusado e me foi meio-contado.


Talvez os meus leitores e amigos me possam ajudar a esclarecer este mistério. Por favor?

 

Enquanto isso, se o tema te interessa, comenta – pode ser até que me possas indicar o “crime” que alegadamente cometi, porque os factos todos nem eu os sei como arguido – e partilha este texto nas redes sociais.

 

Obrigado.

Rui Cruz, o arguido.

 

Retirado de Rui Cruz

 



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Sexta-feira, 09.03.12

Capela foi construída no interior do seminário

Capela foi construída no interior do seminário (Foto Nélson Garrido)


Depois de no ano passado, o site ArchDailyter premiado três projectos portugueses como edifícios do ano 2010, este ano Portugal volta a conquistar o mesmo número de prémios. Se na edição passada as distinções foram todas para o Porto, este ano o norte volta a estar em destaque. A Capela Árvore da Vida em Braga, a MIMA House em Viana do Castelo e a sede da Associação Fraunhofer no Porto foram as escolhidas pelos leitores do conceituado site.

 

Os três projectos portugueses estavam entre os 70 candidatos a Edifício do Ano, tendo-se destacado nas categorias de “Arquitectura Religiosa”, “Habitação” e “Interiores”.

Capela Árvore da Vida, em Braga, foi distinguida na categoria de “Arquitectura Religiosa”. Construída com 20 toneladas de madeira dentro do Seminário Conciliar de Braga, o projecto do ateliê Cerejeira Fontes Arquitectos distinguiu-se pela “simplicidade da sua complexidade”, escreve o site, acrescentando que esta obra prova que os novos estilos arquitectónicos conseguem coexistir com a tradição cristã. A Igreja da Boa Nova, no Estorila, e a Capela de Santa Ana, em Santa Maria da Feira, também estavam nos finalistas. 

Na categoria “Habitação”, o prémio foi para o ateliê MIMA Architects, dos arquitectos Mário Sousa e Marta Brandão com a MIMA House, inspirada na tradição japonesa, com grelhas que permitem a instalação de paredes quando necessário. Existem dois modelos de pré-fabricados: o MIMA studio, de 18 metros quadrados, e o MIMA loft, de 36 metros quadrados (o mais comum). Em qualquer uma das opções, é possível personalizar a casa, escolhendo os materiais, acabamentos ou louças. Nesta categoria, estavam ainda nomeados a Casa do Voo dos Pássaros, nos Açores e a Casa em Leiria (Aires Mateus).

A sede da Associação Fraunhofer no Porto, pelo ateliê Pedra Silva Architects, venceu na categoria “Interiores”, sendo o único projecto português finalista aqui. Localizada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), a sede da Fraunhofer é um espaço de investigação com uma área de 1660m² divididos em dois pisos. Neste projecto, o ateliê de arquitectura foi responsável pelo desenho e decoração do espaço, que como se pode ler na sua explicação, “ são espaços, de dimensão e função variada”. “São gerados a partir de um gesto forte que determina todo o funcionamento e imagem do conjunto: um plano que ondula no grande espaço vazio, gerando espaços habitáveis maiores ou menores e mais ou menos privados de trabalho.”

No total, nas 14 categorias premiadas, Portugal somou 14 nomeações, tendo-se distinguido maioritariamente em “Habitação”, “Museus e Bibliotecas” e “Arquitectura religiosa”.

Na categoria de “Museus e Bibliotecas”, eram candidatos A Casa das Histórias da Paula Rego (Cascais), o Museu do Design e da Moda (Lisboa) e o Museu da Vila Velha (Vila Real).

Portugal teve ainda finalistas na categoria de “Arquitectura Desportiva” com a Piscina Municipal de Povoação, nos Açores, e na categoria “Cultural”, com o Centro das Artes de Sines. Os “Espaços Públicos” tiveram um representante (a ponte pedestre da Covilhã) e a “Arquitectura Industrial” contou com uma nomeação (a Herdade do Marmelo). 

Na edição do ano passado os três edifícios portugueses premiados foram o edifício da Vodafone no Porto, o bar temporário que representou a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto na Queima das Fitas e a Closet House, de Matosinhos.

O site especializado em arquitectura tem actualmente 200 mil visitas diárias que geraram 350 milhões de pageviews durante o ano passado. O ArchDaily conta com 467 mil amigos no Facebook e 60 mil seguidores no Twitter.

O ArchDaily, criado em 2008, apresenta-se como "o site para arquitectos mais visitado do mundo".

Notícia substituídano dia 8/03 às 10h30: Notícia da Lusa substituída por notícia própria; acrescentadas informações sobre projectos vencedores e finalistas.

 

Via Público



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Quinta-feira, 08.03.12

As mulheres representam 52,2% da população portuguesa

As mulheres representam 52,2% da população portuguesa (Paulo Pimenta)

 

Instituto Nacional de Estatística (INE) fez as contas no feminino e concluiu que as portuguesas são a maioria, vivem mais tempo, são mais pobres e as que são vítimas de crime têm vindo a aumentar.

 

As mulheres portuguesas são mais pobres, porque têm taxas de desemprego mais elevadas. Vivem mais, em média até aos 82 anos, e têm filhos cada vez mais tarde. As que estão presas têm vindo a diminuir, mas aumentam as que são vítimas de crimes. Em profissões como a Medicina estão em maioria, como, de resto, entre a população: são 5,5 milhões, ou seja, 52,2% portuguesa. Eis um retrato estatístico no feminino. 

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, o Instituto Nacional de Estatística (INE) pôs-se a fazer as contas no feminino e concluiu, por exemplo, que a relação de feminilidade se alterou na última década: passou de 107,1 para 109,2 mulheres por cada cem homens. O maior aumento foi no grupo etário dos 75 e mais anos: em dez anos passamos a ter mais 27,3% de mulheres nessa faixa etária. 

Em 2010, a idade média das mulheres ao primeiro casamento era de 29,2 anos. Antes disso, têm o primeiro filho - aos 28,9 anos - o que traduz um adiamento da maternidade em 2,4 anos face ao que se passava em 2000. Eventualmente porque têm menos filhos (1,37 crianças em 2011), as mulheres representam 63,8% da população que vive só. 

Há uma frente em que estão em igualdade com os homens: nas prestações de desemprego. Em 2010, representavam 51,2% dos beneficiários do subsídio de desemprego. O que recebiam era menos, porque também tinham auferido salários inferiores ao dos homens. Entre elas a taxa de pobreza é também, por isso, mais elevada: 18,4%. Se estivermos a falar apenas das que tem 65 ou mais anos, a taxa sobe para os 23,5%. 

No tocante ao crime e à violência, fazem-se representar mais como vítimas e menos como reclusas. Em números, as mulheres constituíam 58,6% dos lesados ou ofendidos em crimes contra pessoas, em 2010. No mesmo ano, representavam apenas 5,4% da população prisional (9,4% em 2000). 

Em média, elas vivem mais do que os homens e têm nas doenças do aparelho circulatório a principal causa de morte. Só 2010 perderam, na sua totalidade, 12.653 anos potenciais de vida por doenças daquele espectro. Os tumores também as matam: 182,6 mulheres em cada cem mil. 

 

Via Público



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Sábado, 03.03.12

 

Em domínio público, as 10 obras do poeta Fernando Pessoa foram compiladas pelo Universia e disponibilizadas para consulta grátis.

Clique nos links abaixo.

» Revista Orpheu nº 01

» Revista Orpheu nº 02

» Ultimatum

» A Voz do Silêncio

» English Poems I

» English Poems II

» Mensagem

» À Memória do Presidente-Rei Sidónio Paes

» 35 Sonnets

» Antinous


Retirado de Ebook Portugal



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Quarta-feira, 29.02.12

Um Portugal mais que apagado empatou na Polónia


Um nulo foi o que a selecção portuguesa obteve no jogo particular contra a selecção polaca, no estádio que receberá a partida inaugural do Euro 2012.


O jogo servia para tomar o pulso à selecção portuguesa quando faltam 100 dias para o início do Campeonato da Europa. O adversário era uma das equipas anfitriãs da prova (a par da Ucrânia), que estreava o novo estádio de Varsóvia.

Na primeira parte, foi Portugal quem teve as oportunidades de golo mais perigosas. Tirando um mau atraso de Nélson a que se juntou uma desatenção de Bruno Alves que isolou Jelen – o polaco acabou por permitir a defesa de Rui Patrício – os jogadores mais perdulários foram os portugueses.

Nani destacou-se no desperdício. Dois remates bem colocados do jogador do Manchester United obrigaram o guarda-redes polaco a duas defesas difíceis. Cristiano Ronaldo, num contra-ataque, também pôs à prova o dono da baliza adversária. Mas a maior perdida de todas surgiu já no período de compensação da primeira parte, quando Nani, sozinho, frente ao número um polaco, voltou a esbanjar, rematando ao lado.

Na segunda parte, Portugal baixou bastante o ritmo e quase deixou de incomodar o adversário. Já com Manuel Fernandes em campo, que substituiu João Moutinho ao intervalo, foi a Polónia que mais perto esteve de marcar, num remate à entrada da área de Obraniak bem defendido por Rui Patrício.

A sucessão de substituições em ambas as equipas também não ajudou a que a qualidade do futebol melhorasse e foi a Polónia que acabou melhor, obrigando Rui Patrício a duas defesas apertadas perto do fim do encontro. 

 

Via Público



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Quarta-feira, 22.02.12
O nosso país é lindo.. mesmo


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A mãe de Rui Pedro, à saída do tribunal
A mãe de Rui Pedro, à saída do tribunal (Fernando Veludo/nFactos)
O tribunal desvalorizou o testemunho da prostituta Alcina Dias, que, no julgamento, apontou Afonso Dias como sendo a pessoa que acompanhava Rui Pedro na tarde em que este desapareceu.

Antes, quando interrogada pela PJ, nunca mencionara o nome de Afonso Dias. E, na descrição que fizera de Rui Pedro, falara em olhos azuis, quando, na realidade, eram castanhos.

"Com o devido respeito, não convence", considerou a juíza, Carla Fraga, para quem o tribunal não está habilitado a excluir a hipótese de ter sido outro menor a ter estado com a prostituta naquela tarde e outro o seu condutor.

Vingou assim a tese de que Filomena Teixeira foi a última a ter visto Rui Pedro, entre as 15 e as 15h15 do dia 4 de Março de 1998.

É o desfecho de um julgamento que começou a 18 de Novembro. De acordo com a moldura penal vigente à data do desaparecimento do menor, a pena aplicável ao crime de rapto qualificado oscilava entre os dois e os 10 anos e oito meses de prisão. 

A acusação optou pelo crime de rapto, por não ter sido possível encontrar “vestígios que provassem a prática de outros crimes”, conforme sublinhara a procuradora do Ministério Público, Elina Cardoso, durante as alegações finais, nas quais pediu para o arguido uma pena de prisão “superior a seis ou mesmo sete anos de prisão”. Aliás, “porque não se queria julgar apenas o crime de rapto” é que o processo demorou tanto tempo a chegar a julgamento, ainda segundo a procuradora. 

Ao longo das 13 sessões, os pais de Rui Pedro viram gorada a expectativa quanto ao surgimento de dados novos relativamente à localização do menor.

O arguido nunca quebrou o silêncio, tendo o seu advogado mantido que Afonso Dias se encontrou com o menor apenas uma vez no dia do seu desaparecimento, mais precisamente ao final da manhã.

Afonso Dias saiu do tribunal escoltado pela GNR, enquanto os populares que estavam no exterior lhe gritavam vários insultos. O seu advogado, Paulo Gomes, também foi insultado e vítima de uma tentativa de agressão.


Carlos Teixeira, tio de Rui Pedro, apelidou a sentença de “palhaçada”, acrescentando que ela só se compreende por ter acontecido “após o Carnaval”.

 

Via Público



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Terça-feira, 14.02.12
sexo, portugueses acima da média

 

Mais de metade dos portugueses dizem fazer sexo pelo menos duas vezes por semana, um pouco acima da média mundial, apesar de 40% desconfiar que o parceiro usa desculpas para não ter relações, revela um estudo internacional.


54% dos 1001 portugueses que responderam Inquérito Global sobre Disfunção Eréctil dizem ter sexo pelo menos duas vezes por semana, 15% acima da média mundial que se situa nos 39%.

 

O sábado é o dia eleito pelos inquiridos para fazer amor, apesar de mais de metade (55%) admitir que as probabilidades de ter relações sexuais são as mesmas aos dias de semana e ao fim-de-semana.

 

Mesmo assim, três em cada quatro (74%) preferem o sábado, revela o inquérito realizado a pessoas com mais de 33 anos, que apontam a segunda-feira como o dia menos apetecível.

 

Comparando os habituais dias de trabalho com os de descanso, cinco por cento dos inquiridos tem mais probabilidade de ter relações sexuais aos dias de semana contra 41% que aponta para os fins-de-semana.

 

A maioria diz não ter preferência pela hora (52%) nem pela estação do ano (61%), mas é a partir das dez da noite que as hipóteses aumentam (segundo 29% dos inquiridos) e é no verão que sabe melhor (30%).

 

Apenas 13% confessa gostar mais de ter relações sexuais na primavera, 6% prefere o inverno e 3% opta pelo outono, revela o estudo, divulgado hoje, no Dia Europeu da Saúde Sexual.

Relações espontâneas

O estudo indica ainda que 94% dos portugueses tem relações espontâneas, ao contrário de outros 2% que planeiam com 15 minutos de antecedência. Os restantes 5% organizam-se com 30 minutos, uma, duas, quatro ou doze horas de antecedência. Havendo ainda um por cento que programam com um ou dois dias de antecedência.

 

Quatro em cada dez desconfia que o parceiro usa desculpas para não ter sexo: os homens suspeitam duas vezes mais (52%) do que as mulheres (25%).

 

Em mais de metade dos casos (52%) as pessoas que responderam ao inquérito acreditam que não existem quaisquer problemas subjacentes para não ter vontade. Em 24% dos casos são apontados problemas mentais e emocionais (24%), seguidos de problemas físicos e médicos.

Ter um caso é apontado por 5% dos inquiridos. Comparando homens e mulheres, eles acreditam mais que a parceira esteja com problemas emocionais (26%) e elas suspeitam mais que eles têm um caso amoroso (21%).

Desculpas mais usuais 

Na realidade, um em cada três inquiridos admitiu usar desculpas para evitar relações sexuais, sendo a razão mais frequente o cansaço e a fadiga. Entre as mulheres, 44% admite usar desculpas enquanto entre os homens apenas 25% apresenta justificações.

 

Entre as desculpas mais usuais surge o cansaço e fadiga (83%), seguida das dores de cabeça (24%), musculares (15%) ou de articulações (13%).

 

Entre os inquiridos, 85% sente que a disfunção erétil provoca tensão no relacionamento e 23% dos inquiridos (sobretudo mulheres) já discutiram a saúde sexual com o médico.

 

No estudo questionou 1001 portugueses: 60% eram homens e 40% eram mulheres e 75% dos inquiridos tinham entre 34 e 45 anos e 23% tinham entre 46 e 60 anos. Apenas três por cento tinham mais de 60 anos.


Via Expresso



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Sábado, 11.02.12

Passeios de mão dada por um Portugal romântico

 

O romance está no ar. Com o Dia de São Valentim em mente, escolhemos ideias românticas para passear a dois. Uma lista em contínua actualização com novas sugestões e propostas de última hora.

Cruzeiros no Douro
Preço: desde 45€ por pessoa. A Cenários d'Ouro organiza vários programas a bordo de cruzeiro para comemorar o Dia dos Namorados. Cruzeiro Cais de Gaia/Porto com jantar (45€) ; Cruzeiro Marina do Freixo/Porto com jantar (85€); Programa Seduction, cruzeiro com a duração de duas horas no Douro, com embarque no cais de Caldas de Aregos e jantar 130€ e com estadia 165€.
www.cenarios.pt


Ria de Aveiro: Passeio de moliceiro

Preço: 25€ para duas pessoas. Passeio romântico de moliceiro pela Ria de Aveiro com a duração de 45 minutos de navegação, oferta de espumante e ovos moles.
www.cenarios.pt


Aveiro: Passeio de Carroça

Preço: 49,90€. Divirta-se neste passeio de aproximadamente 1h30 pelos locais mais característicos da cidade de Aveiro, conhecida como a Veneza Portuguesa. 
avidaebela.com

Serra da Estrela
Preço: 189€ por pessoa em quarto duplo. Celebre o dia de S. Valentim rodeado pela natureza da Serra da Natureza, no H2otel. Inclui uma noite de alojamento, pequeno-almoço, "grand buffet", espumante no quarto, massagem e livre acesso ao Aqualudic (ginásio, jacuzzi, piscinas e circuito celta com sauna, duche 360º, banho turco e hamman). O jantar será afrodisíaco, com selecção de bebidas da garrafeira do hotel.
www.h2otel.com.pt

Penhas Douradas
Preço: desde 230€ para duas pessoas em quarto duplo (noite extra a partir de 165€). Apaixone-se nas Penhas Douradas" assim se chama o programa especial para esta data. Alojamento de uma noite, massagem de casal com óleos aromatizados com ervas da serra, cocktail, jantar gourmet e utilização de piscina quecida, sauna e hidromassagem. A opção noite extra, no dia 13 ou 15, inclui ainda um piquenique a dois.
www.casadaspenhasdouradas.pt


Lamego

Preço: 66,90€ por pessoa em quarto duplo. O Hotel Lamego propõe para o dia 14 o programa "Breakfast in Bed", com estadia de uma noite, um jantar romântico à luz das velas com menu do chefe Carlos Pires, espumantes com morangos e mimos de chocolate no quarto e pequeno-almoço revigorante servido no quarto. Os casais têm ainda ao seu dispôr da utilização gratuita do health club e ginásio.Aproveite para visitar a cidade de Lamego e o Alto Douro Vinhateiro.
www.hotellamego.pt


Évora

Preço: a partir de 150€  em quarto duplo, para estadia de uma noite no Convento do Espinheiro -  A Luxury Collection Hotel & Spa, em Évora. O hotel sugere, além do alojamento, massagens (para eles e para elas) a partir de 150€ para o casal, ou individuais, usufruir do banho turco, sauna, jacuzzi e piscina interior. Descubra ainda os sabores da gastronomia alentejana num jantar romântico, restaurante Divinus pelo preço de 45€ por pessoa.
www.conventodoespinheiro.com

Lisboa: Passeio de GoCar e Sidecar
Preço: 49,90€. Deixe-se conduzir pela cidade de Lisboa de forma inovadora, descontraída e divertida, no chamado GoCar: um carro que assobia, conta anedotas, vibra numa descida e ainda serve de guia sempre bem humorado. Uma experiência para duas pessoas com a duração de duas horas. Pode também optar por um passeio, de uma hora, num Sidecar, uma réplica da mítica BMW R17 dos anos 40.
http://avidaebela.com


Sintra: Peddy paper

Preço: 19,90€ para duas pessoas.Se está mais "virado" para actividades ao ar livre, então aproveite esta sugestão e vá até Sintra, a capital do romântismo, para um peddy paper divertido e romântico, por entre trilhos verdejantes, miradouros e recantos de histórias de reis e rainhas. A duração é de aproximadamente três horas e o programa está disponível de 14 a 18 de Fevereiro.
www.muitaventura.com


Sagres
Preço: 159€ por pessoa em quarto duplo. O pacote especial para o Dia dos Namorados no Martinhal Beach Resort & Hotel, luxuoso complexo turístico, situado na praia do Martinhal e rodeado pelo parque natural, oferece uma noite de estadia com pequeno-almoço, jantar romântico para dois e um tratamento de spa por pessoa.
www.martinhal.com

Vila Nova de Santo André: Passeio a cavalo
Preço: desde 60€ em quarto duplo para alojamento de uma noite; 90€ se optar pela estadia com jantar e 122€ caso compre o pacote completo, estadia, jantar e um passeio a cavalo. O convite é feito pelo Hotel Rural Monte da Lezíria, situado no litoral alentejano, entre o oceano e a Reserva Natural das Lagoas da Sancha e de Santo André. 
www.montedaleziria.com


Montargil: Passeio de canoa
Preço: 24,90€. E que tal um passeio de canoa a dois? Goze da tranquilidade do Alentejo e viva um dia cheio de emoções e aventuras num passeio de canoa na barragem de Montargil, no distrito de Portalegre. Inclui o passeio, briefing e acompanhamento.
www.odisseias.com


Mértola
Preço: desde 53€ por pessoa. Ofereça à sua "cara metade" um fim-de-semana em Mértola, com um jantar romântico marroquino, onde vai poder escolher alguns pratos tradicionais, como tagine de borrego com passas e canela, tagine de vitela com ameixas pretas ou ainda cuscus dos sete legumes. Inclui alojamento de sexta a domingo, com pequeno-almoço e jantar. Para namorar a Ecoland sugere um passeio ao Pulo do Lobo ao entardecer ou até à pitoresca aldeia do Pomarão. Ecoland. Contacto: 286611111


Pousadas da Juventude
Preço: desde 20€ em quarto duplo s/wc e 25€ c/wc. Namorar nas Pousadas da Juventude é uma boa opção para este dia romântico, com preços e vários programas especiais, nas cerca de 50 unidades que existem por todo o país. Passeios de barco e em comboio turístico na Pousada de Faro, massagens na Pousada de Tavira, prova de vinho do Porto com chocolate em Alijó e jantar em restaurante típico na pousada de Guimarães, são alguns mimos desta proposta. Este programa não é válido para as pousadas de Almada, Lisboa, Penhas Douradas e Porto.
www.pousadasjuventude.pt


Pousadas de Portugal
Preços: desde 141€ para duas pessoas em quarto duplo. Escapada a dois nas Pousadas de Portugal, por alguns dos lugares mais românticos do país. Escolha as várias ofertas pensadas para assinalar a data, desde uma estadia num quarto de sonhos, ou um quarto temático e jantar romântico.
www.pousadas.pt 

 

Via Público

 



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Quarta-feira, 08.02.12

Grécia, austeridade ou crueldade?

 

Manifestantes gregos queimaram a bandeira alemã frente ao parlamento em Atenas

 

Governo grego e partidos deverão chegar hoje a acordo sobre o novo pacote de ajudaTroika quer mais austeridadeEconomistas dizem que Portugal poderá sofrer ainda mais.

Na Grécia multiplicam-se as manifestações e as greves contra as eventuais medidas de austeridade. Em causa está o facto de a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) exigirem mais sacrifícios em troca de nova ajuda.

As condições impostas pelos credores internacionais para o Governo de Lucas Papademos receber 130 mil milhões de euros são designados pelos media gregos como "Dez Mandamentos", sendo recebidos pelo povo grego com muita revolta e desagrado.

Portugal é um dos países que está na linha da frente do contágio grego. Por isso, a pergunta impõe-se: será que vamos ter que renegociar a ajuda externa? O professor do ISEG, Luís Nazaré, disse ao Expresso que ainda é cedo para afirmar isso de forma perentória, mas acredita que é "razoável" supor-se que sim.

"Não creio que Portugal tenha condições, não só por razões internas, mas europeias. Nós estamos inseridos numa união económica, o que torna a nossa vida ainda mais complicada e, portanto, creio que não possamos escapar a uma renegociação do memorando ou à mesmo à execução de um novo acordo", afirmou Luís Nazaré.

Renegociar prazos e condições

"Não sei quando, nem em que moldes será, mas penso que a renegociação do acordo terá que passar inevitavelmente por uma renegociação de prazos e das condições de financiamento", acrescentou o professor universitário. 

Já João César das Neves, professor da Universidade Católica, defende que, neste momento, não devemos pensar na hipótese de uma nova ajuda para Portugal, sublinhando que seria uma situação "dramática", que traria mais sofrimento para o país. Em relação à situação grega, o economista classifica-a de "insustentável."

"Era bom para Portugal que a situação grega fosse resolvida e que  toda a Europa alcançásse uma situação estável. Esperemos que consigamos eliminar este pesadelo, porque a situação está quase insustentável e uma vez estando no mesmo espaço estamos a apanhar por tabela", disse o professor da Católica.

Cortes nos subsídios atingem o privado

Segundo o novo plano de ajuda à Grécia, a despesa deverá ser reduzida, sobretudo, nos sectores da Saúde e da Defesa, garantindo cortes adicionais na ordem dos 2,2 mil milhões de euros.

Os funcionários públicos deverão ser reduzidos em 150 mil até 2015. Estão ainda previstos novos cortes nas reformas do sector público e privado, que poderão rondar os 15%; enquanto o salário mínimo deverá ser reduzido em 20% ou 30%. 

O sector privado deverá deixar de pagar os subsídios de férias de de Natal. Além disso, o Governo grego deverá promover reformas a nível laboral e apostar na recapitalização da banca e nas privatizações.

O acordo da troika com a Grécia, aprovado na cimeira europeia no fim de outubro do ano passado, prevê um perdão de 100 mil milhões de euros da dívida do país.

Situação torna-se "insustentável"

Para Luís Nazaré, estamos a assistir a uma mudança do ponto de vista ideológico e da construção europeia, sendo vital encontrar ajustamentos. 

"A austeridade, ou melhor a crueldade das medidas da Grécia virá a alargar-se, mas penso que será insustentável as populações continuarem a assistir à degradação total e progressiva do estado das coisas", conclui o economista do ISEG.   

Por outro lado, João César das Neves realça que este problema se manifesta numa questão de "solidariedade" entre os países do euro.

Mecanismos de vigilância têm que funcionar

"Há, sim, um problema interno, uma vez que há um enorme excedente por parte da França e da Alemanha e um défice por parte da Espanha, Itália, Portugal, Irlanda e Grécia. É este desajustamento que está a criar um problema".

O economista defende que houve mecanismos europeus que falharam, porque não alertaram para os riscos desta situação e sublinha que são precisas algumas mudanças estrututurais a este nível para a mudança ser "credível".       


Via Expresso



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Segunda-feira, 06.02.12

Danny lesiona-se com gravidade e falha o Euro 2012

O extremo Danny lesionou-se com gravidade no decorrer de um treino do Zenit, em Florença, e estará ausente dos relvados durante 8 meses.

Devido a esta lesão, o internacional português falhará os jogos da Liga dos Campeões diante do Benfica, assim como o Europeu de 2012.

O jogador do Zenit, de 28 anos, sofreu uma rotura completa do ligamento cruzado do joelho direito, tendo ainda um problema no menisco, o que obrigará a uma paragem nunca inferior a oito meses.

A informação foi confirmada no "site" do clube russo, que preparava os oitavos-de-final da Liga dos Campeões contra o Benfica em solo italiano.

 

Via Público

 



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Madonna atua em Coimbra em junho

Madonna regressa a Portugal este verão para um concerto no Estádio Cidade de Coimbra, a 24 de junho, avançou este domingo o Jornal de Notícias (JN).


Além desta atuação, há possibilidade de uma segunda caso os bilhetes esgotem rapidamente, revelou ao JN Luís Providência, presidente do Conselho de Administração da empresa municipal Turismo de Coimbra e vereador da autarquia com o pelouro de Desporto e Lazer.

 

O responsável acrescentou ao jornal que decorreu, na semana passada, uma reunião entre o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, e a empresa Ritmos & Blues, em que ficou acordado que seria Coimbra a cidade escolhida para receber a cantora norte-americana.

 

A atuação em Coimbra já tinha sido divulgada acidentalmente no site oficial de Madonna - sendo depois retirada - em novembro do ano passado. Em setembro, a cantora havia revelado à Antena 3 que estava previsto um regresso a palcos nacionais.

 

O concerto em Coimbra assinala a quarta vez que Madonna vem em Portugal. A primeira ocorreu em 2004, com dois concertos no Pavilhão Atlântico. No ano seguinte, a artista atuou na entrega dos Prémios Europeus da MTV, também em Lisboa. O regresso à capital deu-se com a atuação no Parque da Bela Vista, em 2008.

 

Madonna virá apresentar o próximo álbum, "MDNA", com edição prevista para 26 de março. O primeiro single do disco, "Give Me All Your Luvin'", foi divulgado sexta-feira e conta com a participação de M.I.A. e Nicki Minaj:

 

 

Retirado de Sapo Música



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Sábado, 04.02.12

Jovem investigador português desenvolve nova estratégia para

 

É quase como um correio de droga. Trata-se de anticorpos munidos de uma substância com uma missão: chegar aos vasos sanguíneos do tumor e destruir as células cancerígenas.

 

Experiências realizadas mostraram que este método tem resultados terapêuticos no combate ao cancro. É o que revela o estudo de Gonçalo Bernardes, 31 anos, doutorado em Química Biológica pela Universidade de Oxford, e da sua equipa, publicado recentemente na revista científica "Angewandte Chemie".

 

Quando chega ao destino - os vasos sanguíneos que circundam o tumor -, a droga é libertada através de um estímulo químico, exercendo uma função terapêutica. Chegando a este local, esta bloqueia a entrada de nutrientes que alimentam o tumor. A novidade aqui não está na ideia de matar o tumor à fome, que já é uma abordagem sobejamente explorada pela comunidade científica, mas sim na estratégia desenvolvida por Gonçalo Bernardes e a sua equipa.

 

Drogas conjugadas com anticorpos

“Os anticorpos que criámos são específicos para um receptor que está presente nos novos vasos sanguíneos e isso traz uma grande vantagem. É que estas drogas conjugadas com anticorpos podem ser virtualmente usadas para o tratamento de qualquer tipo de tumor sólido. A formação de vasos sanguíneos é uma característica comum a todos os tumores” explicou ao P3 Gonçalo Bernardes.

 

O facto de ser específico para os vasos sanguíneos apresenta ainda uma outra vantagem. “Os mecanismos de resistência do tumor vão ser muito menores do que no caso dos anticorpos específicos para receptores que estão na superfície das células cancerígenas, pois estas podem estar em constante mutação”, salienta o investigador que, há cerca de dois anos, trabalha em Zurique.

 

Uma terapia menos dolorosa

“Existe uma esperança em se conseguir um tratamento alternativo mais específico, mais eficiente e menos doloroso para quem tem cancro”, concretiza. Contudo, não é possível prever quando (e se) a droga poderá ser aprovada para estudos clínicos.

 

Seria, portanto, uma alternativa à quimioterapia. Nesta, o que acontece é que a droga usada não distingue as células saudáveis das células cancerígenas, limitando a quantidade que é possível utilizar e prejudicando a eficácia do tratamento.

 

A investigação, feita com base em testes com ratinhos, trouxe como resultados um efeito terapêutico, em que são suprimidas as células cancerígenas. Contudo, são necessárias mais investigações, dado que o cancro não é eliminado.

 

Próximos passos? “Queremos modificar a droga tornando-a mais potente, para que tenha uma capacidade mais forte para matar as células tumorais e testá-la em ratinhos e ver qual é a reacção em diferentes tipos de tumor. Com esta conjugação de droga e tipo de anticorpos, pensamos que talvez possamos chegar a efeitos terapêuticos superiores aos que conseguimos ter com o modelo actual”, responde Gonçalo Bernardes.

 

Via Público



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âguebi  Portugal defronta neste sábado a Roménia e o gelo de Bucareste

 

No jogo de estreia de Portugal na edição de 2012 do Torneio Europeu das Nações, a selecção nacional de râguebi vai ter dois obstáculos: a musculada Roménia e as difíceis condições climatéricas.


A equipa portuguesa treinou nesta sexta-feira em Bucareste sob temperaturas negativas e sábado, quando se iniciar a partida (12h, SportTV2), o relvado do estádio na capital romena deverá estar completamente coberto de neve.

Dificuldades climatéricas à parte, Portugal viajou para a Roménia com apenas cinco jogadores que alinham em clubes estrangeiros nos 23 eleitos e sem o habitual capitão: João Correia foi expulso no último fim-de-semana, na partida de preparação contra os England Students, e Mike Tadjer Barbosa será o talonador da equipa. 

O jogador dos franceses do Massy e Yannick Ricardo, abertura do Castagnet, são as grandes novidades na equipa inicial escolhida pelo seleccionador Errol Brain e vão fazer a estreia em jogos oficiais pelos “Lobos”.

Com a renovação na equipa nacional – a grande prioridade de Errol Brain é o apuramento para o Mundial 2015 –, aliada à habitual dificuldade criada pelos clubes franceses em libertar os jogadores portugueses, Portugal vai apresentar uma primeira-linha inexperiente (João Júnior, com 18 internacionalizações, é o atleta com mais partidas pelos “Lobos” no trio da frente). 

Essa será uma das principais preocupações para frente a uma equipa da Roménia que procura constantemente furar a defesa adversária através de investidas do seu poderoso “pack” avançado.

Os romenos vão apresentar na equipa inicial 11 jogadores que estiveram presentes no Mundial 2011, disputado na Nova Zelândia, e contam com a experiência de nomes consagrados como Marius Tincu, Cristian Petre ou Daniel Carpo.

Equipa de Portugal:
1 - João Júnior
2 - Mike Barbosa
3 - Jorge Segurado
4 - David dos Reis
5 - Gonçalo Uva
6 - Vasco Uva
7 - Julien Bardy
8 - Juan Severino
9 - Pedro Leal
10 - Yannick Ricardo
11 - Bernardo Silveira
12 - Carl Murray
13 - Frederico Oliveira
14 - Adérito Esteves
15 - António Aguilar

Suplentes: 16 - Vasco Marques; 17 - João Mateus; 18 - José Leal da Costa; 19 - Rui D’Orey; 20 - Luís Sousa; 21 - Francisco Pinto Magalhães; 22 - 

 

Via Público



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Quinta-feira, 02.02.12
Há um Portugal mágico para redescobrir
Estrelas de cinco pontas, monolitos sacrificiais, quadros ecuménicos, montanhas sagradas e até carvalhos justiceiros: há todo um país por descobrir nos bastidores das belezas do costume. Seguimos Paulo Loução numa viagem com alma pelos "lugares inesquecíveis" de Portugal.

Ser bonito costumava ser um bónus, não a qualidade principal. Não o suficiente para uma montanha, um castelo ou um mosteiro entrarem para O Melhor de Portugal. A popularidade desses sítios adveio quase sempre de luzes espirituais e chaves simbólicas. Toda uma mística acumulada através dos tempos, que hoje tende a perder significado e já raramente é mencionada nos guias como mais do que anedota turística.

 

Quer isto dizer que, se visitamos e até votamos cada vez mais maravilhas de Portugal, muito provavelmente também percebemos cada vez menos a verdadeira génese desse deslumbramento. Jóias naturais e patrimoniais são reduzidas a uma atenção estritamente superficial, sem dar crédito às razões profundas que levaram à sua celebração. Há, nesta perspectiva, um país inteiro que conhecemos sem realmente conhecer, que muitos estão fartos de percorrer, mas com que (quase) mais ninguém comunica intimamente. Nesta perspectiva, em Portugal está tudo por (re) descobrir.

 

Dar a conhecer o país para além dos postais é a missão assumida por Paulo Alexandre Loução (Lisboa, 1964) no recentemente editado Lugares Inesquecíveis de Portugal. Ele é professor na Escola de Filosofia Nova Acrópole, investigador no Instituto Hermes, coordenador do Círculo de Estudos de Matemática e Geometria Sagradas Lima de Freitas, vice-presidente da Associação Cultural Luso-Persa e, paralelamente, tem uma série de ensaios publicados sobre a história e os mistérios de Portugal. É nesta sequência que aparece Lugares Inesquecíveis de Portugal, com o subtítulo Viagens com Alma, e enriquecido com a colaboração de nove autores convidados.

 

A revisitação de monumentos e mais atracções clássicas do país, interpretados num prisma místico/esotérico, alterna com a sugestão de outros destinos nacionais a que atribui magia similiar, mas que não constam em nenhum panfleto turístico do país. Lugares Inesquecíveis é, portanto, um guia de sítios que dimanam uma vibração especial, capaz de induzir no visitante experiências místicas, ou, como dizia Fernando Pessoa, fazer sentir os símbolos. Loução é dos que acredita que há paisagens com o condão de transformarem o visitante, reconduzindo-o ao âmago do ser interior. Para ele, tal como para Teixeira de Pascoaes, toda a viagem genuína é dupla, no sentido de ser ao mesmo tempo exterior e interior.

 

 

 

 

Via Público



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