Segunda-feira, 04.06.12

Springsteen, 62 anos, correu o palco todo

Springsteen, 62 anos, correu o palco todo (Nuno Ferreira Santos)

 

Perante 81 mil pessoas, Bruce Springsteen deu um concerto memorável. Fogo rock'n'roll e ascensão gospel. “We are alive” disse-nos. E que bem soube ouvi-lo. Foi dele o grande concerto de um Rock In Rio 2012 que se despediu com actuações muito celebradas dos Xutos & Pontapés e dos James.

 

Os James fizeram uma viagem nostálgica, deixaram recados ao “Coelhinho” que governa Portugal (a expressão é do baixista Saul Davies) e com “Sometimes” ou “Sit down” deixaram um sorriso estampado na cara de toda a gente. 

Os Xutos & Pontapés foram os Xutos & Pontapés: dezenas de milhar cantaram em coro, saltaram quando o ritmo acelerou e sentiram-se em casa com “a breve história dos Xutos” (como explicou Tim no início) que foi o concerto.

Mas no último dia do Rock In Rio Lisboa de 2012, todas as atenções dos 81 mil presentes (números da organização) estavam centradas no homem que subiria a palco quando o relógio já ultrapassava a meia-noite. As próprias bandas que tocaram ao longo do dia foram dando voz a essa evidência. Com reverência os James: Tim Booth contou como percebeu verdadeiramente o que interessava na música quando se viu num concerto de Bruce Springsteen para o qual fora arrastado por amigos - não o admirava particularmente, mas bastou um par de canções para mudar drasticamente de opinião. Com humor os Pontos Negros, muito entusiasmantes no seu rock'n'roll deveras enérgico e bem oleado, que exclamaram a meio da actuação, “nós somos os Bruce Springsteen!”. E no mesmo palco, o da Vodafone, os americanos Crystal Castles, que acentuaram “We were born in the USA”. Terra do Boss, naturalmente. Que é de todos nós, como o comprovaram as duas horas e meia de concerto.

Numa conferência de imprensa realizada durante a tarde, o promotor do festival, Roberto Medina, confirmou nova edição para 2014 e acentuou que o Rock In Rio só sairá de Lisboa se for expulso da cidade. O presidente da Câmara da capital portuguesa, que declarou ser do interesse do município mantê-lo por cá, certamente não o fará. Quanto ao público, parece certo que quererá continuar a tê-lo no Parque da Cidade – ao longo dos cinco dias de festival, acolheu cerca de 346 mil espectadores.

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O Rock in Rio regressa em 2014

O Rock in Rio regressa em 2014

O festival Rock in Rio Lisboa tem hoje pela frente as últimas horas de concertos, mas o promotor Roberto Medina já fez um balanço positivo da quinta edição, prometendo um regresso em 2014 e nos próximos anos.

 

"Portugal é para sempre", disse o empresário brasileiro Roberto Medina hoje numa conferência de imprensa no Parque da Bela Vista, acompanhado do presidente da câmara de Lisboa, António Costa, e do governador de Bueno Aires, Mauricio Macri.´

 

Lisboa - que soma cinco edições do Rock in Rio, tantas quantas já realizadas no Brasil - voltará a acolher o evento em 2014, sensivelmente nas mesmas datas.

 

Antes disso, o festival acontecerá pela primeira vez em Buenos Aires, na Argentina, e novamente no Rio de Janeiro.

 

Roberto Medina agradeceu aos portugueses por terem "acolhido o projeto de uma maneira incrível" e disse que só sairá do país se o mandarem embora.

Projeto será alargado 


Para os próximos dez anos, o fundador do festival quer alargar o projeto a mais um país na Europa, à América Latina e aos Estados Unidos, referindo estar "em conversações" com Alemanha, Perú, México.

 

"O meu sonho é ter cidades assim plantadas" por vários continentes e ter "uma grande mobilização de um grande projeto social", porque a questão social deve ser encarada como "um negócio" e não mecenato, disse.

 

No entanto, Roberto Medina admitiu que África ainda é um continente distante: "É um desafio incrível, mas eu ainda não estou preparado para isso".

 

Da parte de Portugal, o autarca António Costa mostrou-se satisfeito pela manutenção do festival em Lisboa, porque projeta a imagem da cidade no mundo.

 

"No contexto em que estamos correu muitíssimo bem (...) houve muita gente receosa que não fosse possível (...). A força do evento é tal que é possível ultrapassar a crise e isso é inspirador", disse.

 

António Costa referiu ainda que manterá com a organização do festival um protocolo de contrapartidas pelo facto de estar a ser usado o Parque da Bela Vista.

 

"É um interesse mútuo para a cidade", referiu. O festival Rock in Rio Lisboa termina hoje com Bruce Springsteen como cabeça-de-cartaz.

 

Nos quatro dias anteriores do festival contabilizaram-se cerca de 265 mil espetadores.


Retirado do Expresso



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Sábado, 02.06.12

Lenny Kravitz no espectáculo que encerrou a noite do Palco MundoLenny Kravitz no espectáculo que encerrou a noite do Palco Mundo (Foto: Nuno Ferreira Santos)


O arranque do último fim-de-semana de Rock In Rio, em Lisboa, levou 74 mil pessoas ao Parque da Bela Vista para ver, essencialmente, os Maroon 5. Antes, os Expensive Soul foram mote para a festa dos adolescentes. Depois, Lenny Kravitz homenageou os seus heróis. Dois deles, Stevie Wonder e Bruce Springsteen, estarão neste sábado e no domingo no festival.

 

Lenny Kravitz percorreu o corredor que avança da frente do palco entre a multidão aglomerada. Cumprimentou, foi abraçado, cantou emocionado: “Let love rule”. Canção título do seu primeiro álbum, editado no longínquo ano de 1989, e última do concerto que encerrou na sexta-feira o primeiro dia do segundo fim-de-semana de Rock In Rio. Kravitz, que se construiu enquanto agregação no mesmo corpo de Beatles, Stones, Jimi Hendrix, Sly Stone ou Curtis Mayfield, era o cabeça de cartaz, mas apesar do concerto muito competente e felizmente dado à nostalgia – foi no seu passado mais remoto, indiscutivelmente o melhor da sua carreira, que seleccionou a maior parte do alinhamento –, os 74 mil que, segundo a organização, estiveram no Parque da Bela Vista guardaram a maior dose de entusiasmo para outra banda: os Maroon 5, de Adam Levine, estrelas pop criadas pela rádio que, em palco, rockam o que é possível rockar em quem não esconde o desejo de fazer palpitar corações com a ligeireza de melodias orelhudas.

Segundo um inquérito da organização do Rock In Rio, 50% dos presentes estavam ali para ver os autores de “This love” – e notou-se nos corpos que se abanaram, nas letras que se cantaram, nos gritos e apartes libidinosos dirigidos ao vocalista. O inquérito indicou também que 83% do público tinha entre 15 e 25 e, mais uma vez, não temos qualquer razão para duvidar. Ao início da tarde, de resto, respirava-se no Rock In Rio o frenesim típico da adolescência com rédea solta. Por quase todo o lado se ouviam vozes esganiçadas de felicidade e euforia, por todo o lado corriam raparigas com calções de ganga, desdenhados desde os anos 1980 mas que são pelo menos há dois Verões indumentária do lado certo do cool, e rapazes com os penteados geometricamente estudados, hoje tão habituais.

Aqueles e aquelas não estavam lá às 18h30, no Palco Sunset, para ver o entusiasmante jogo de memória soul, funk e hip hop dos Orelha Negra, acompanhados dos brasileiros Kassin e Hyldon. Estavam todos em frente ao palco Mundo, o principal, para juntarem as suas vozes às de Demo e Nu Max, os Expensive Soul. A banda de Leça da Palmeira mostrou-se uma oleada máquina de palco que aliou a capacidade de gerir multidões num festival de massas – os braços a ondular, os pedidos para que as vozes se erguessem ora à esquerda, ora à direita do palco – à precisão com que atacaram as suas canções feitas de rimas hip hop, ritmo soul e balanço reggae.

O público conhecia de cor canções como a inevitável “O amor é mágico”, o público entusiasmou-se com os apartes de “Isto é Portugal!” de Demo e um concerto pelo qual passou a comitiva olímpica portuguesa terminaria, num momento que não poderia causar senão perplexidade a quem acabasse de aterrar no Parque da Bela Vista, com umas dezenas de milhar a entoarem o hino português. Enquanto isso acontecia, mantinham-se as filas de dimensão generosa para aceder às muitas diversões e ofertas de patrocinadores. Boss AC, no Palco Sunset pouco tardaria a cantar o seu último grande êxito “É sexta-feira (bom emprego já)”.

À medida que o dia avançou, porém, a bonita visão de adolescentes a serem adolescentes foi-se desvanecendo. Primeiro com Ivete Sangalo, totalista dos Rock In Rio lisboetas que fez o que faz Ivete Sangalo – ou seja, suou muito, dançou outro tanto, cantou “Arerê” e pôs o povo a “levantar poeira”. Depois, com os Maroon 5, o Rock In Rio entrou na sua previsível normalidade. Os americanos, autores do concerto mais celebrado da noite, ocupam o palco como banda que quer rockar à séria e levar o funk às massas, mas nunca chegam a dar o passo decisivo (e parece-nos, não querem). Porque não arriscam verdadeiramente, porque as suas canções desembocam sempre no conforto do refrão previsível e da melodia testada em laboratório para se colar (e para não mais sair, goste-se ou não) aos ouvidos de todos. 

Num momento tentam uma balada soul obviamente inspirada em Stevie Wonder, no momento seguinte o funk com recheio sintético aponta directamente a Prince e, quando se sugere o contratempo do reggae em batida rock, Adam Levine não disfarça e canta alguns versos de “Roxanne”, dos Police (era “Won't go home without you”). Houve solos estrepitosos do guitarrista James Laventine e do próprio Adam Levine, porque os Maroon 5 cumprem as regras de etiqueta dos concertos rock; sentiu-se várias vezes o “disco” nas proximidades porque os Maroon 5 sabem do que o pessoal precisa para começar a dançar. No fim Adam Levine, estrela pop e cavalheiro, dedicou a última canção às “ladies”. Era “She will be loved”, a balada que começa em modo despojado – só voz, guitarra e a mulher ao nosso lado que exclama “eu vou-te pegar” – e que termina, com o público em apoteose e toda a banda a acompanhar, no tom épico que os Coldplay tornaram marca registada desde a última década. Eficientes, os Maroon 5 saciaram quem foi ao Rock In Rio para assistir ao seu primeiro concerto português. Mas não houve espaço para a surpresa, para o risco, para a fuga ao guião esperado. 

Tal não faz parte, nem do ADN da banda, nem do do Rock In Rio. Neste festival, surpresas descobrem-se, por exemplo, no pequeno palco Vodafone, dedicada quase um exclusivo a bandas recentes (e válidas e interessantes) no panorama português. Por lá passou o nervo d'Os Velhos, a agilidade pop dos doismileoito e, entre os Maroon 5 e Lenny Kravitz, os óptimos White Denim, de Austin, Texas. São uma locomotiva psicadélica incrivelmente fluída, capaz de passar de jams na galáxia Grateful Dead (mas mais infernizados que cósmicos) a boogie com cheiro a pradaria. São perfeitos no uso de cada canção como matéria moldável no momento, seguindo a inspiração. E os White Denim, como tiveram o prazer de confirmar os poucos que pararam para os ver, estavam inspiradíssimos. 

Pouco depois, quando os ouvidos ainda zumbiam do ataque sónico vindo do Texas, Lenny Kravitz surgia em palco. Enquanto viajava ao seu passado com o óptimo groove rock'n'roll de “Mama said”, com a soul aveludada de “It ain't over till it's over” ou com “Mr cab driver”, do álbum de estreia, “Let Love Rule”, sem esquecer a versão de “American woman”, original dos canadianos The Guess Who, muita gente começou a pensar em tratar da vida – ou seja, abandonar o recinto para escapar às filas para autocarros e táxis que se formariam no final. Não viram Lenny Kravitz, eterno cultor da iconografia pop na pose e em canção, celebrar a “Black & white America”, corporizada em si mesmo, através do álbum de fotografias exibido nos ecrãs. Não o viram os que saíram, mas viram os muitos que ficaram, tocar a Beatlesca “Fields of joy”, aproximar-se do gospel em “Stand by my woman” ou, já perto do final, a obrigatória “Fly away” e o sempre bem-vindo riff de “Are you gonna go my way”. 

Nada de superlativo, na sombra dos seus heróis, mas sincero. Em encore, chegaria então “Let love rule”. Encerrou a noite no Palco Mundo e tornou mais próximos os concertos dos grandes nomes da edição 2012 do Rock In Rio. Neste sábado, Stevie Wonder. No domingo, Bruce Springsteen. Certamente heróis para Lenny Kravitz.

 

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Domingo, 27.05.12
A grande maioria estava presente no festival por causa dos californianos Linkin ParkA grande maioria estava presente no festival por causa dos californianos Linkin Park (Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)
Cerca de 83 mil pessoas passaram neste sábado pelo Rock in Rio, numa noite de nostalgia rock, onde os mais aguardados acabaram por ser os Linkin Park e Smashing Pumpkins.

A maior parte não vai ao Rock in Rio para ser surpreendido, em termos musicais, entenda-se. As marcas no terreno, essas sim, dão o máximo para serem criativas na forma como tentam seduzir as milhares de pessoas para os seus espaços, mas das bandas, a larga maioria, espera apenas que repliquem os êxitos de sempre e cumpram com o que anseiam, gerando um efeito de reconhecimento, principalmente quando falamos de grupos que tiveram sucesso em décadas passadas, como é o caso dos Linkin Park, Limp Bizkit, Offspring ou Smashing Pumpkins. 

Mas por vezes acontecem surpresas. Raramente, mas ocorrem. Foi no intervalo de meia hora entre o concerto dos Linkin Park e dos Smashing Pumpkins, quando muito público partiu em debandada depois de ver os primeiros, que aconteceu. Foi no espaço Vodafone, um lugar de passagem, que a coisa se deu. 

Em palco, quatro músicos na casa dos vinte anos, com ar de ianques (de Nova Iorque, diriam depois) que dão pela designação de Oberhofer. Não são a melhor banda do mundo, nem provavelmente a melhor lá do seu bairro, mas mesmo assim foram aquilo (nervo, irreverência, energia, espontaneidade) que quase não se viu ao longo de toda a noite. 

Em meia hora os Oberhofer mostraram que o rock está bem vivo, quando ligado organicamente ao pulsar da vida, no seu sentido mais urgente. Quando é apenas espectáculo pelo espectáculo, sucumbe. Ficam os tiques. As astúcias repetidas à exaustão. A quantidade – de som, de cenário, de canções que repetem a mesma receita – em vez da pulsão inevitável. Na segunda metade da década de 90, depois do efeito Nirvana, o rock cresceu para os lados, desligou-se da vida, tornou-se balofo. Sim, existem excepções. Mas são isso: excepções. 

O chamado nu-metal cresceu assim, mas foi tendo sempre muitos adeptos. Que o digam os Limp Bizkit, durante muitos anos porta-estandartes do género, há alguns anos algo esquecidos, mas que no Parque da Bela Vista mostraram que em Portugal ainda têm imensos partidários. O vocalista Fred Durst fez aquilo que se espera dele, puxou pela assistência e escalou duas torres de câmaras, enquanto o resto da função ficou a cargo, essencialmente, da guitarra ruidosa de Wes Borland, num início de noite de rock cuidadosamente encenado, algo inconsequente, mas ainda assim com muitos seguidores. 

Horas mais tarde, os Linkin Park repetiram a fórmula, mas ainda para mais seguidores. Das 83 mil pessoas presentes – números da organização – a grande maioria estava lá por causa dos californianos. E saíram satisfeitos, cantando em coro canções como In the endNumb,Given upCrawlingSomewhere i belong ou Breaking the habit, com o vocalista Chester Bennington a revelar-se o principal impulsionador de um grupo que apostou na exposição dos temas de maior sucesso do seu percurso. Do novo álbum Living Things, quase a ser editado, acabaram por tocar apenas dois temas. 

Mas ninguém se importou. A imponente assistência cantou, colocou os braços no ar sempre que solicitada do palco, puxou dos telemóveis e dos isqueiros nos momentos mais melosos e do corpo nas alturas mais enérgicas. Ou seja, a prescrição funcionou sem grande mácula. Mas também, valha a verdade, sem grande emoção. A não ser quando endereçaram uma curta homenagem aos Beastie Boys (Sabotage) ou quando Bennington desceu até ao público e empunhou um cachecol do F.C. Porto que lhe foi oferecido (sem saber, claro, o que estava a fazer) e acabou por ser, com gentileza é certo, assobiado. 

Antes já haviam tocado outros repetentes no Rock in Rio, os americanos The Offspring, praticantes de um punk-rock reciclado para grandes audiências, que é tudo aquilo que o punk nos idos anos 70 não queria ser: enfadonho e previsível. 

No palco secundário, não se pode dizer que tenham existido grandes rasgos de criatividade na apresentação conjunta dos portugueses Xutos & Pontapés e dos brasileiros Titãs, mas seja em que circunstância for existe sempre verdade e uma forma, ao mesmo tempo empenhada e descontraída de estar em palco, que acaba por conquistar. E foi isso que aconteceu com a ‘superbanda lusobrasileira’, com dez músicos em palco, a divertir-se e a contagiar quem assistia, tocando canções de uns e outros, trocando de papéis (o cantor dos Titãs a cantar À minha maneira, por exemplo) e colocando em acção canções catárticas como Não sou o único (Xutos) ou Porrada (Titãs). Do concerto dos Smashing Pumpkins não se sabia muito bem o que esperar. Em mais de que uma ocasião, Billy Corgan havia dito que mais este regresso do grupo ao activo não significava que iriam fazer render os hinos de sempre. Mas perante tamanha multidão, nem eles resistiram à tentação, optando por uma solução mista: concentrando-se no material do antigamente como ZeroTonight ou Today, misto de rock furioso e rock sonhador, em versões arriscadas de canções conhecidas (The end is the beginning is the end) e alguns temas que farão parte do novo álbum de originais,Oceânia

De todos os grupos que passaram pelo palco principal, os Smashing Pumpkins foram, apesar de tudo, os que mais arriscaram. Talvez por isso, em alguns momentos, a assistência tenha parecido algo dormente, mesmo quando foram tocadas, no final, versões como Space oddity (David Bowie) ou Black Diamond (Kiss). Não deve ser fácil um grupo como o de Billy Corgan automotivar-se, apresentando novas canções, e não desiludir quem espera ouvir as canções da sua adolescência. Mas, louve-se o gesto, os Smashing Pumpkins estão a tentar. 

Para lá da música, o Rock in Rio, também já não surpreende, com montanhas russas, rodas gigantes, ofertas de sofás insufláveis, enfim, uma Disneylândia no meio do rock, que atrai gente de todas as idades. Há no entanto uma excepção: a zona onde foi recriado o ambiente de Nova Orleães. E foi aí que aconteceu outra das surpresas musicais do festival. Às tantas, ao início da noite, nesse local, fez-se ouvir uma banda americana de clássicos do blues. Sim, era apenas uma banda competente de versões. Mas no meio do alarido, conseguiram criar um clima de algum intimismo. Um milagre na Bela Vista.

 

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Sábado, 26.05.12
Excepção feita aos clássicos que todos sabem de cor, os Metallica não sobressaltaram a multidão
Excepção feita aos clássicos que todos sabem de cor, os Metallica não sobressaltaram a multidão (Miguel Manso)

A banda de Seek and destroy interpretou na íntegra Black Album, o seu disco de maior sucesso, mas não deslumbrou. O primeiro dia de Rock in Rio foi dedicado ao metal e isso, tal como o resto – o conceito, as atracções e as distracções -, já não é novidade. Num dia sem surpresas, 42 mil pessoas passaram pelo Parque da Bela Vista

 

Ainda o sol deste quente final de Maio iluminava o Parque da Bela Vista quando Andreas Kisser, o guitarrista dos Sepultura, a banda que inaugurou o palco Mundo, o principal do Rock in Rio, declarou para todos ouvirem: “Estamos aqui celebrando o heavy-metal. Melhor dia do festival, com certeza”. E sim, foi com certeza o melhor dia do festival para os tantos com t-shirts dos Metallica, dos Kreator (que tocaram no palco Sunsert) ou dos Motorhead (que veríamos estampados nas costas de James Hetfield, vocalista dos cabeças de cartaz).

Neste ano em que o Rock in Rio arrancou com o dia dedicado ao metal, a organização contabilizou 42 mil espectadores. Apesar da descarga eléctrica violenta, conturbada, das bandas em palco, foi um arranque sereno. Os Metallica encerraram a noite interpretando na íntegra o seu álbum mais bem-sucedido comercialmente, homónimo mas conhecido comoBlack Album, mas excepção feita aos clássicos que todos sabem de cor, não sobressaltaram a multidão.

Os Sepultura depararam-se com público muito considerável e tiveram nos Tambours Du Bronx, grupo de percussão francês, colaboradores perfeitos no acentuar da carga tribal-urbano-apocalíptica da sua música (o início, com uma barreira de percussão que desembocou em Refuse/Resist, foi exemplar). Mas era ainda muito cedo (às 18h estavam cerca de 20 mil espectadores na Bela Vista) para grandes tumultos entre a multidão metaleira que, como sempre, acorreu para celebrar a sua música, a sua comunidade. Que o digam os Mastodon, a muito celebrada banda a caminho de clássica que se seguiu aos Sepultura.

No extremo oposto ao palco principal, o palco Sunset lotou para os Ramp e assistiu-se a uma pequena debandada quando os Teratron, a banda electro rock mutante dos Da Weasel João Nobre e Quaresma (que eram ali parceiros de palco dos clássicos do metal português), tomaram o protagonismo e tocaram, por exemplo, uma versão de Firestarter, dos Prodigy.

Os fãs de metal são tão admiráveis na sua devoção e conhecimento das bandas e dos heróis do género quanto, muitas vezes, conservadores perante música que fuja às bases clássicas do rock'n'roll. Como tal, os sintetizadores, os ritmos e o cantor/MC dos Teratron – banda a pedir o escuro da noite ou da pista de um clube -, mostraram-se incapazes de cativar toda a multidão que, depois de os Mão Morta inaugurarem aquele palco com a companhia dos Mundo Cão e do escritor Valter Hugo Mãe, que se juntou para seguir os Ramp. O facto é que, de costas para o sol no Sunset, muito havia a explorar.

Este é, afinal, o Rock in Rio, um festival que, mais que qualquer outro, se promove enquanto experiência familiar com entretenimento diversificado. Oito anos após a primeira edição, tal não é novidade: lá vimos o slide que atravessa a zona fronteira ao palco principal; a roda gigante e a montanha-russa; sessões de karaoke e o lufa-lufa das ofertas dos patrocinadores que surgem a cada passo. Ao final da noite, o público carregaria para casa os tão concorridos sofás insufláveis, caminhando com os óculos de sol oferecidos na mão e com cristas cor-de-rosa na cabeça. Nessa altura, já se tinha visto o fogo-de-artifício que iluminou os momentos finais do concerto dos Metallica, a banda que todos esperavam e que surgiu no festival em modo de celebração.

Neste momento, o quarteto de São Francisco é no metal uma instituição assemelhada aos Rolling Stones. Vê-los é recordar uma história e as canções que as construíram. Ontem, isso foi mais evidente que nunca – a começar pelo colete do vocalista e guitarrista James Hetfield, onde se destacava o nome dos Motorhead e o logótipo dos Misfits.

Precisos como sempre, com uma produção sintomática da sua dimensão actual – palco de dois “andares”, ecrãs gigantescos, corredores entrando plateia dentro -, foram bombásticos e demoníacos no início onde se ouviram Master of puppets ou For whom the bell tolls. Foram, depois disso, inevitavelmente previsíveis. Esta é, afinal, a Black Album 2012 Tour.Nos ecrãs surgiram imagens que nos transportaram a 1991, data da edição do Black Album. Ouviu-se então esse mesmo álbum, o que lhes abriu as portas ao reconhecimento das massas, tocado da última à primeira canção, ou seja, de The struggle within a Enter sandman. Claro que se viram os braços de milhares movendo-se sincopadamente e claro que se ergueram telemóveis (e, momento retro, isqueiros) na balada das baladas Nothing else matters; obviamente que a rapariga à nossa frente, apoiada numa muleta, a ergueria quando se anunciou o riff dos riffs que é Wherever I may roam e também foi natural, digamos, aqueles dois à direita dela, jovens metaleiros há vinte anos, metaleiros com sinais de calvície hoje, abraçarem-se e saltarem de contentes, cerveja saltando do copo em todas as direcções, quando se anunciou a ainda deliciosamente sinistra Unforgiven.

Ainda assim, constatámos que se actualmente, culpa das facilidades da net, ninguém tem pachorra para ouvir um álbum do princípio ao fim, o mesmo sucedia há duas décadas (assim se explica que as últimas canções do Black Album tenham sido recebidas como completas desconhecidas). Ficou também a sensação, apesar da cortesia da praxe - “Metallica loves you” e por aí fora -, que a banda estava tão decidida a “despachar” o concerto quanto o público desejoso de se “despachar” a fruí-lo. É certo que o encore, com Fight fire with fire e One, com pirotecnia e fumos, devolveu alguma chama ao concerto (perdoe-se a redundância). É certo que teremos sempre Seek and destroy, mas faltou a química, o êxtase, o desejo rock'n'roll.

Não era certamente isso que antecipava o homem dobrado sobre si próprio que, a meio da noite, berrava desesperado ao telemóvel. “Mas eu estou no mesmo sítio, porra!”, insistia uma e outra vez. Em palco estavam os Evanescence e nós partilhámos aquela dor. A banda de Amy Lee, valquíria de saia de folhos e muitos malabarismos vocais, provoca precisamente aquela sensação: “Mas eu estou no mesmo sítio, porra!”. Uma melodia ao piano a puxar ao barroco sentimental via Kate Bush, a detonação da distorção das guitarras para dar a entender, sem qualquer vestígio de subtileza, que aquilo é coisa da pesada e, por fim, um refrão que cumpre ponto por ponto as regras de playlist de rádio anónima. Canção após canção, os Evanescence insistiram nisto.

Felizmente que, depois deles, apareceria no pequeno palco da Vodafone FM o punk hardcore dos portugueses Devil In Me. Irados, felicíssimos, transbordantes de energia, fizeram o público levantar toda a poeira que o chão guardava – e ainda homenagearam Adam Yauch, dos Beastie Boys, com uma versão de Sabotage.

Felizmente, enquanto Amy Lee contorcia a voz pela enésima vez, algo acontecia num espaço chamado Rock Street, rua inspirada em Nova Orleães e montada como cenário de estúdio de cinema. É a zona comercial do Rock in Rio e inclui restauração, loja de vestuário ou cabeleireiro. Também tem um coreto e, nele, estavam uns Antwerp Gipsy-Ska Orchestra que, enfiados nos seus fatos de gajos com pinta, saltitavam ao ritmo do ska e de fanfarra cigana (o nome da banda é realmente descritivo), com teclado borbulhante e saxofone que bamboleava em bom ritmo. Perante eles, algumas dezenas dançavam de sorriso estampado no rosto. Perante nós, uma surpresa agradável num espaço, a Rock Street sem rock, que surge como a novidade deste Rock in Rio que, à quinta edição, para o bem e para o mal, já conhecemos demasiado bem.

O festival continua neste sábado com os Smashing Pumpkins como nome principal. O cartaz que inclui ainda, no palco principal, Linkin Park, Offspring e Limp Bizkit.

 

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Sexta-feira, 02.03.12
Os Smashing Pumpkins em Dezembro no Campo Pequeno, em Lisboa
Os Smashing Pumpkins em Dezembro no Campo Pequeno, em Lisboa (Rui Soares)

Smashing Pumpkins, Linkin Park, Offspring e Limp Bizkit são as novas confirmações para o Festival Rock in Rio, que se realiza no Parque da Bela Vista, Lisboa, entre 25 e 26 de Maio e 1 e 3 de Junho de 2012. As quatro bandas sobem ao palco principal do evento, a 26 de Maio.

 

É o regresso a Portugal dos Smashing Pumpkins, depois de em Dezembro terem passado pelo Campo Pequeno. Formados em 1988 na cidade de Chicago, a banda levou três anos a lançar o álbum de estreia “Gish”, que a crítica considerou como um dos discos mais influentes do “rock”. O segundo álbum, “Siamese Dream” (1993), ultrapassou os quatro milhões de exemplares vendidos, enquanto “Mellon Collie And The Infinite Sadness” (1995) passou os dez milhões. A banda trará a Portugal clássicos e algumas canções novas do álbum “Oceânia”.

Também de regresso, e em especial ao Rock in Rio, onde actuaram em 2008, estão os norte-americanos Linkin Park e Offspring. 

Com álbum novo desde então, “A Thousand Suns”, editado em 2010, os Linkin Park trazem a Lisboa temas como “What I've Done”, “Somewhere I Belong”, “Numb”, “Crawling” e “In the End”.

Já os Offspring, que se preparam para lançar um novo trabalho este ano, poderão dar a conhecer ao público português alguns temas novos, mas êxitos como “Pretty Fly (For a White Guy)”, “Why Don’t You Get a Job?” ou “Original Prankster” não serão esquecidos. 

Êxitos também não faltam aos Limp Bizkit, banda liderada por Fred Durst e que já vendeu mais de 33 milhões de discos em todo o mundo. “Nookie”, “My Generation”, “Rollin” e “My Way” são algumas das canções que poderão ser ouvidas no Parque da Bela Vista. 

No mesmo fim-de-semana, (dia 25) já estão confirmados os Metallica, Evanescence, Mastodon, Sepultura e Tambours Du Bronx. No dia 1 de Junho sobem ao palco Lenny Kravitz, Maroon 5, Ivete Sangalo e Expensive Soul, ao passo que no dia 3 actuam os Xutos & Pontapés, James e Bruce Springsteen & The Street Band. Para 2 de Junho ainda não existem confirmações.

Os bilhetes para cada dia custam 61 euros e podem ser comprados na FNAC, em 69 sucursais do Millennium bcp, nos postos de abastecimento da BP (30 euros + 1500 pontos BP Premium) e no site oficial do festival.

 

Via Público



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Domingo, 02.10.11
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Katy Perry actuou no primeiro dia do festival Sergio Moraes/REUTERS

 

Desde ajudar metaleiros a fugir de prostitutas ou pôr toalhas brancas para a cantora que não tocava no chão caminhar, Ingrid Berger é responsável por atender os pedidos mais excêntricos dos ídolos da música. Mas hoje confessa que já aprendeu a dizer “Não!”

 

Os fãs dos Guns N’ Roses têm que torcer para que Ingrid Berger, responsável pelos camarins da edição carioca do Rock in Rio, encontre, até domingo, a cerveja checa exigida por Axl Rose nas quatro páginas de pedidos enviados, pelo manager da banda de rock, à produção do festival.

O vocalista dos Guns N’ Roses é o campeão de exigências que vão desde champanhe Krug ou Cristal até cerveja australiana (Buddha Beer) ou a checa que Ingrid ainda não conseguiu encontrar. Dias antes de o festival começar até domingo, quando termina, no Brasil, a produtora dorme apenas duas horas por noite para satisfazer os pedidos das 38 bandas que actuam durante os sete dias de concertos.

 

Ingrid Berger recebeu o Life&Style no complexo de contentores que formam os 22 camarins, no sábado passado, segundo dia do Rock in Rio. Em 25 minutos, somos interrompidos pelo menos cinco vezes. “Elas são todas bonitinhas e simpáticas”, aponta Ingrid para as assistentes das bandas (Snow Patrol e Red Hot Chili Peppers estavam nos camarins para os últimos concertos da noite), “mas estão a pedir coisas desde as oito da manhã [são 22h]. Chega esta hora ninguém aguenta mais. Hoje já pediram um spray para o cabelo da marca tal, pizza... e a cada momento vem um pedido novo. Ontem foi a Rihanna. Chegou às oito da noite e eu disse: ‘Chega, não. Não dá mais’. No início da carreira, eu tinha receio que o artista ficasse chateado e isso pudesse atrapalhar o concerto, mas agora não. Já briguei com muito manager mas nunca com um artista.”

Ingrid trabalha no Rock in Rio desde 1991, quando foi produtora da MTV. Depois passou a ser responsável pelos camarins. É uma veterana em lidar com os bastidores da música e, ao longo dos anos, traz na bagagem uma colecção de histórias para contar. Uma espécie de memorabilia das excentricidades dos artistas.

Prince

“Prince queria jantar sozinho. Mandou fechar o Antiquarius (o restaurante português mais caro e elegante do Rio de Janeiro). Não queria ver nem o empregado de mesa. Ele só deixava o prato e saía. Há estes artistas que não querem lidar com seres humanos.”

Metallica

“Os Metallica eram muito jovens quando vieram ao Rock in Rio de 1991 e queriam gravar um clip com prostitutas no cais do porto do Rio de Janeiro. Nós avisamos, mas eles insistiram. Chegámos lá. Quando as prostitutas, umas senhoras gordas, desdentadas, viram aqueles meninos louros e muito jovens, saíram a correr atrás deles, e aqueles roqueiros metálicos saíram a fugir, a correr para o carro, desesperados, com medo das prostitutas. Agora imagine a cena...”

Whitney Houston

“A Whitney Houston, no auge da carreira, não tocava no chão. Ela ia andando e eu tinha que ir, à sua frente, e, a cada passo, colocava uma toalha branca para ela pisar. Quando se sentava, era a mesma coisa. Ela não se sentava sem uma toalha branca sobre o sofá.”

Stereophonics

“Os rapazes tinham alergia a tudo. Tudo tinha de ser esterilizado, cada bocado de comida tinha de ser enrolado em plástico. Era uma loucura. Não aguentava mais!”

 

Bryan Ferry

“A maior surpresa foi o Brian Ferry, pela elegância, gentileza e pela educação. Fiquei muito bem impressionada.”

Eric Clapton

“A maior decepção. Tinha loucura para conhecê-lo, para trabalhar com ele. Aqui, no Brasil, fazemos não apenas o camarim mas vamos ao aeroporto buscar o artista. Cheguei cedo e ele saiu do avião mal-humorado, de ressaca, um homem que grunhia como um cão. Antipático. Julguei que ia morrer.”

Rammstein

“São mesmo difíceis. Já tínhamos encerrado tudo e eles continuavam no camarim e eu dizia ‘temos de ir embora, temos de desmontar tudo’ e eles ‘tirem o sofá que a gente vai continuar a festa’. Enlouqueceram-me em 2010.”

U2

“Quando eles entram no camarim, não pode haver ninguém no corredor, ou seja, todo o mundo tem de sair da frente, tem de parar de trabalhar para eles passarem.”

Kenny G  

“O manager de Kenny G mandava-me faxes — na época, não havia correio electrónico — com os horários: ‘17h01 sopa, 17h05 salada, 17h10 prato com peixe...’ E eu entrava na hora certa com o prato, com receio de me atrasar. Até que Kenny G virou-se para mim e me convidou para jantar, dizendo que não aguentava mais comer sozinho. E eu não sabia o que fazer.”

 

“A maior parte destas exigências não vem dos artistas, mas dessa entourageque força a isso, a esse isolamento. Ou seja, não são os U2 que não querem ver ninguém, não é o Kenny G que quer comer sozinho”, avalia Ingrid.

 

O mais difícil para a produtora não é gerir os pedidos estranhos das estrelas, mas sim o espaço físico, porque os desenhos dos camarins são feitos antes de os artistas serem contratados. “Sempre falta espaço”, diz. No primeiro dia da edição de 2011, Katy Perry levou 70 pessoas. Contando com a entouragede Elton John e de Rihanna, eram mais de 200 pessoas nos camarins. “Não conseguíamos andar aqui”, queixa-se.

Todos os dias, Ingrid e a equipa de 12 profissionais mudam tudo de lugar. Dos móveis aos detalhes na decoração, de acordo com os pedidos feitos.

 

Ingrid recorda com nostalgia a edição de 2001 do Rock in Rio, no Rio de Janeiro, quando tinham camarins com ginásio, espaço zen e local para exposições de artesanato. Eram 700 pessoas a circular por dia.

 

A brasileira compara o comportamento dos artistas de hoje ao dos festivais de rock de há 30 anos: "São menos destrutivos, menos junkies. São vegetarianos, todos orgânicos (comem todos saladinha), mais saudáveis. Não preciso mais pedir churrascos. Os Red Hot Chili Peppers vão comer legumes e peixe. Ninguém mais pede carne."

 

Quando fala de Axl Rose, o último a apresentar-se no domingo, Ingrid suspira. Conhece Axl de outros festivais e sabe melhor do que ninguém que aparecerá com pedidos de última hora. Mas, com ou sem a cerveja checa, Ingrid vai atender o seu próprio e único pedido: quando o concerto dos Guns N’ Roses terminar e o trabalho nos camarins estiver encerrado, a loura sorridente — que admite ser impossível ter vida pessoal e quase não dorme há duas semanas — vai para a região serrana do Rio de Janeiro, ficará quatro dias sem telefone, sem Internet, sem televisão. Fora do ar.

 

Via Público



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