Sexta-feira, 01.06.12

Na última edição, o Serralves em Festa teve 102 mil visitantesNa última edição, o Serralves em Festa teve 102 mil visitantes (Ricardo Castelo/NFactos)

Há menos de uma semana, na comemoração dos 25 anos de Serralves, Cristina Lapa, na fundação desde o primeiro dia, descrevia os primeiros momentos da instituição na Avenida Marechal Gomes da Costa como "o abrir de uma caixinha de surpresas para o mundo". Desde 2004 que a caixinha organiza um acontecimento em que as surpresas se tornam extraordinariamente visíveis. Serralves em Festa. Quarenta horas em que a fundação abre as suas portas a todos enquanto, ao mesmo tempo, se abre às ruas da cidade.

 

Este ano estão agendados 240 espectáculos para um festival que, como afirmou em Maio ao PÚBLICO o director do Museu de Serralves, João Fernandes, pretende proporcionar "um primeiro contacto com áreas experimentais da cultura contemporânea". Haverá portanto música, "elemento agregador de todo o festival", como assumiu o director: da peça para 200 músicos Oh Brass On The Grass Alas, do compositor norte-americano Alvin Curran, à conexão luso-angolana de Batida e ao jazz do trio MALUS, formado por Hugo Antunes, Chris Corsano e Nate Wooley, passando pelos Crystal Ark de Gavin Russom, membro da banda de palco dos LCD Soundystem, que prometem uma rave de ritmos latinos para a madrugada de amanhã. O festival encerra domingo com os ingleses The Irrepressibles, formados por músicos vindos da pop e da erudita e cujos espectáculos vivem de uma cuidada dimensão coreográfica. Uma boa representação do ecletismo, sem distinção entre aquilo que é considerado alta e baixa cultura, que é basilar ao espírito do festival. Serralves abre as suas portas amanhã. A festa arranca hoje.

Logo pela manhã, o Porto acordará com Serralves: do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde veremos Super-Homens (é a peça Blue Tired Heroes, do suíço Massimo Furlan) ou um macaco de circo nada discreto, criação do inventor Fred Abels e da marionetista Mirjam Langemejier, os Electric Circus, ao Campo dos Mártires de Pátria, onde, criação de Mariana Bacelar, se jogará um Monopólio em tamanho real, convite a reflectir no urbanismo das nossas cidades. No Largo de Miragaia, às 19h, será apresentado O Baile, espectáculo de dança contemporânea com coreografia de Aldara Bizarro e música de Artur Fernandes, que transporta o imaginário do filme homónimo de Ettore Scola para a realidade popular portuguesa.

Na festa non stop que se seguirá amanhã e depois, todos estes espectáculos serão também apresentados no espaço de Serralves, e muitos outros continuarão a acontecer fora dos seus limites, espalhados pelo Porto. Música, claro, mas também cinema, dança, teatro ou artes circenses. Deambulando pelo parque, poderemos apreciar o Duo Para Um Bailarino e Uma Escavadora, da companhia francesa Beau Geste, ou queimar calorias com o rockuduro dos portuenses Throes + The Shine. Durante 40 horas, um espaço institucional será casa aberta a todos (festa é festa e as entradas são gratuitas).

Serralves em Festa tem "todas as condições para se transformar no grande festival de Verão da cidade", sublinhava o presidente da Fundação, Luís Braga da Cruz, na apresentação do programa. O sucesso tem sido evidente (cerca de 600 mil visitantes desde a primeira edição) e os constrangimentos financeiros este ano, com o orçamento reduzido em 10%, não serão razão para que o cenário se inverta. Os cortes, afirmou João Fernandes, incidiram sobre a logística e não afectaram a programação. Que pode ser consultada em www.serralvesemfesta.com

 

Noticia do Público



publicado por olhar para o mundo às 19:02 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27.01.12

Fachada da Casa de Serralves enche-se de graffiti

Instalação já está a causar polémica

 

A Fundação de Serralves, no Porto, em parceria com a Samsung, inaugura, no próximo sábado, a instalação “Walls to the People”, que tem como base a icónica fachada da Casa de Serralves. A obra, da autoria de João Paulo Feliciano, inclui inscrições de graffiti como os que se encontram nas paredes do espaço público.

 

Porém, não se pode levar o título da instalação assim tanto à letra: trata-se, na realidade, de projecções, escritos virtuais, que não existem de facto nas paredes da casa. João Paulo Feliciano foi desafiado pela Fundação Serralves a criar um projecto artístico capaz de envolver o público numa acção interactiva através da utilização de recursos tecnológicos como os smartphones e os tablets, seguindo a tecnologia de “realidade aumentada”, ou seja, pinturas e imagens virtuais.

 

O projecto, que ainda não foi inaugurado, já começou a dar que falar e nas redes sociais têm-se multiplicado as críticas, que defendem a escolha do artista. Para muitos, as inscrições que aparecem na Casa de Serralves não podem ser consideradas graffiti. Mas a Fundação Serralves explica a escolha: a instalação incide sobre “diversas expressões visuais e linguísticas espontâneas e populares que normalmente podemos encontrar nas paredes do espaço público”.

 

As inscrições não estão visíveis à partida e por isso a Fundação Serralves convida o público, até 3 de Junho, a explorar e descobrir cada inscrição ao percorrer a Casa, por dentro e por fora, apontando os seus aparelhos (smartphone ou tablet) para as paredes.

 

Segundo o comunicado da Galeria Cristina Guerra, que representa o artista, esta é uma “recontextualização” que, apesar de virtual, confere um novo carácter às intervenções gráficas: subversivo, por um lado, mas não isento de humor e de sentido lúdico”.

 

João Paulo Feliciano nasceu nas Caldas da Rainha, em 1963, e da sua obra constam abordagens muito variadas. Nos últimos anos, o artista tem trabalhado muito a ligação da arte à tecnologia.

 

A instalação abre ao público no sábado às 15h e tem entrada gratuita. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:54 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.09.11
O Trama 2011 vai sair de Serralves e espalhar-se pela cidade do Porto
O Trama 2011 vai sair de Serralves e espalhar-se pela cidade do Porto (DR)

Haverá concertos, performances, dança, instalações, cinema, teatro, conferências, e até uma corrida de carros telecomandos sobre uma pista de vinil... Será assim na sexta edição do festival Trama, que vai decorrer de 13 a 16 de Outubro em vários espaços – convencionais uns, outros nem tanto – da cidade do Porto. “Gostava que o Porto fosse uma cidade tramada”, disse hoje João Fernandes, director artístico do Museu de Serralves, na apresentação do programa deste festival que já ganhou raízes e deixou marcas no calendário urbano portuense.

Como tem acontecido nas edições anteriores, o Trama 2011 vai sair dos muros de Serralves e mostrar as potencialidades cénicas, e mesmo dramáticas, de múltiplos lugares na Baixa portuense, da estação de S. Bento ao Museu Militar, do Ateneu Comercial à Livraria Latina, do Hotel D. Henrique à Faculdade de Belas Artes e de Letras, do Passos Manuel ao Lofte e também ao espaço público... Ao todo, estarão em cena 37 projectos reunindo 92 participantes de 18 nacionalidades; uma trama de experiências estéticas singulares e colectivas que as programadoras Cristina Grande a Rita Castro Neves apresentam como “uma conspiração de artistas, que acrescenta cidade à cidade”.

O programa abre ao final da tarde (19h00) do dia 13, no auditório da Faculdade de Belas Artes, com o professor, músico e artista multidisciplinar canadiano Christof Migone a fazer a conferência “Sonatic Somatic: Performances of the Unsound Body”, na exploração sonora do corpo e da linguagem; e encerra, na noite de 16 de Outubro, no Auditório de Serralves, com um prometedor concerto para 15 extintores pelo músico sueco Sven-Äke Johansson.

Entre tudo o que irá acontecer pelo meio, aqui ficam algumas notas. Na área da performance, WOL é um duo sueco (Lovisa Johansson+Wenche Tankred) que se estreia em Portugal apresentando no Porto três peças diferentes, “Wheel Barrow Poetry”, “Etude in Red” e “Cincumflex” – trabalhos sobre o tema da moda e questões de género, em performances visuais e sonoras que questionam as convenções sociais. Outro performer com presença repetida no programa será Paulo Mendes, com as intervenções “S de Saudade, Restos de Colecção”, “S de Saudade, a Tortura da Memória” e “Silêncio, ordens, preces, ameaças, elogios, censuras, razões, que querem que eu compreenda do que eles dizem”, todas elas tendo em comum o desejo de abordar os anos do Estado Novo e de “tratar o apagamento da memória da História portuguesa, e de uma sociedade que não conseguiu ainda exorcizar e libertar-se da fantasma de Salazar”, explicou hoje o artista na conferência de apresentação do Trama. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 19:30 | link do post | comentar

Sábado, 28.05.11
Natural Theatre Freezies
Natural Theatre Freezies (DR)

Quarenta horas seguidas de música, dança, teatro, novo circo, cinema, exposições, instalações e outras performances. Mas a festa já está em marcha.

Está já na rua o 8.º Serralves em Festa. Começou ontem com homens "congelados" e outros com cabeças de cone, além de turistas com malas cor-de-rosa no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Hoje chega à Baixa do Porto (estação de metro da Trindade, a partir do meio-dia), com percussão da Escola de Música de Espinho, seguindo-se caminhadas performativas à descoberta do espírito urbano. Ao final do dia e noite dentro, haverá música popular mexicana, Ritmia Periférica, com actuações das bandas Sonido Apocalitzin, Huichol Musical e 3Ball MTY.

Mas é amanhã e depois que o Serralves em Festa entra em ritmo non-stop: 40 horas entre as 8h00 da manhã e a meia-noite de domingo. O mesmo é dizer entre uma "visita fora de horas" ao Parque de Serralves, quando as primeiras cores e sons da manhã desta "reserva natural" está ainda liberta da contaminação urbana. E a actuação da banda Gang Gang Dance, que fará o concerto de encerramento em anunciada euforia pop (domingo, 23h00, no Prado - ver texto no suplemento Ípsilon hoje).

Cerca de 24 horas antes, no mesmo palco ao ar livre, outro momento musical, de pop electrónico, promete animar os visitantes - o concerto das Chick on Speed, projecto artístico da australiana Alex Murray-Leslie e da americana Melissa Logan. Elas cantam, dançam, pintam a manta e concebem mesmo a manta que pintam numa performance vanguardista que concentra também escultura e instalação. As Chick on Speed, diz Serralves, "são mais do que uma banda", são um estado de espírito que tanto pode surgir arrumado no movimento electro-pop-punk como no ideário feminista e dadaísta. No final da actuação, a animação noite dentro é assegurada pelos músicos da Ritmia Periférica virados DJ, e também por vídeos de Elaine Summers sobre o mundo da dança.

Terceiro momento musical a reter, em especial para os amantes do jazz (sempre no Prado, domingo, 19h30), será o concerto da Flamenco Big Band do saxofonista espanhol Perico Sambeat, que o programador António Curvelo considera "o mais português de todos os sevilhanos". Sambeat é, desde há muitos anos, presença habitual nas noites do Hot Club e nos grupos de Bernardo Sassetti. Apresenta-se, agora, com a sua primeira big band, convocando para ela o flamenco da sua tradição natal.

Dança e circo

Na muita dança que vai ser possível ver, e também dançar, em Serralves, há duas criações a reter: As Far as the Eye Can Hear, da francesa Martine Pisani; e Sideways Rain, da companhia Alias, do brasileiro Guilerme Botelho. A primeira é uma coreografia que se inscreve na própria paisagem, passando a fazer parte dela "em perpétuo devir que se constrói ao mesmo tempo que se desfaz". Sideway Rains reúne 14 bailarinos em correrias insensatas no palco, recriando "um retrato da condição humana" e de um Universo em constante transformação.

O novo circo, o teatro e as marionetas são também atracções habituais no Serralves em Festa. Este ano haverá as acrobacias dos Philébulistes, que em Arcane exploram uma surpreendente máquina de fazer circo. E o murmúrio de PFFFFFFF, a nova criação da companhia francesa Akoreacro, numa simbiose de acrobacia com música e sons tão normais como o de um avião ou do abrir duma garrafa de champanhe.

No teatro de marionetas, no momento emotivo do programa será a justa homenagem a João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), o desaparecido fundador do Teatro de Marionetas do Porto, com a reposição de Make Love Not War, a sua última encenação, inspirado na sua leitura de Lisístrata, de Aristófanes.

E, no cinema, não deve perder-se Yo Yo (1965), segunda longa-metragem de Pierre Étaix, e um dos momentos altos do cinema burlesco francês.

Estes são apenas alguns lances da programação de duas centenas e meia de eventos, tendo como cenários as exposições visitáveis em Serralves, e cujo programa pode ser consultado no site oficial.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 09:49 | link do post | comentar

Sexta-feira, 06.05.11
O Serralves em Festa acontece no último fim-de-semana de Maio
O Serralves em Festa acontece no último fim-de-semana de Maio (Paulo Pimenta)

“O que há de novo é o programa, que apresenta uma constelação de desafios aos visitantes. Este Serralves em Festa abre a programação a momentos mais amplos, com mais linguagens e artistas”, disse esta quarta-feira o director do museu de Serralves na apresentação edição deste ano.

João Fernandes destacou o programa musical “extremamente forte”, com música para todos os gostos. 

“Para nós, não há diferença entre música popular e erudita”, garantiu, apontando como momentos altos a presença de um “projecto inovador” como os Gang Gang Dance, no encerramento, e da Flamenco Big Band, do saxofonista Perico Sambeat. 

Para a madrugada non-stop de Serralves, uma noite que, de acordo com João Fernandes, só é equiparável à noite de São João, o evento propõe a provocação das Chicks on Speed e “um momento especial” que está a ser projectado por J-Wow e Kalaf, dos Buraka Som Sistema. 

Na dança, o director do Museu de Serralves realçou o regresso da coreógrafa francesa Martine Pisani, com quatro apresentações de “As Far as the Eye Can Hear” ao longo do fim-de-semana, e a peça “Sideways Rain”, de Guilherme Botelho. 

E como o Serralves em Festa é um festival das artes, o circo não podia faltar naquele que é “um dos grandes momentos anuais” da Fundação, com a companhia francesa Akoreacro e o seu projecto Pffffff!, e a companhia Les Philébulistes e o seu “Arcane” a merecerem menção especial. 

Para o director do Museu de Serralves, esta é uma ocasião única para redescobrir os espaços da Fundação e para reinventar Serralves. 

“O Serralves em Festa é uma montra, uma amostra da actividade da Fundação”, resumiu a directora-geral, Odete Patrício, que definiu o evento como “uma mega-parceria que envolve muitos artistas e técnicos” e que promove um “volume muito grande de actividades”. 

Com a programação final sem estar fechada, Odete Patrício realçou o facto de o Serralves em Festa ser uma prenda que Serralves dá à comunidade. Este ano, a directora-geral da instituição espera que o sucesso da iniciativa - que mais uma vez arranca no aeroporto do Porto no dia 26 de Maio e na Baixa da cidade no dia seguinte - junto do público seja semelhante ao da edição anterior. 

“O evento, em termos de capacidade, atingiu um patamar muito elevado. No ano passado teve 102 mil visitantes, o que é um número confortável e difícil de sustentar. Por isso, se ficarmos por aí, ficaremos muito bem”, concluiu. 

Em sete edições, o Serralves em Festa contou com a presença de 3600 artistas, 495 mil visitantes, dos quais 94 mil foram estrangeiros, num total de 1500 eventos.

Homenagem a João Paulo Seara Cardoso 

A oitava edição do Serralves em Festa homenageia João Paulo Seara Cardoso com a apresentação de “Make Love Not War”, a última produção do fundador do Teatro das Marionetas do Porto. 

“O João Paulo foi uma das pessoas que fundou o teatro no Porto e foi um cúmplice da primeira hora do Serralves em Festa”, recordou o director do Museu de Serralves. 

João Fernandes referiu que a inclusão de “Make Love Not War”, em parceria com o FITEI-Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, na programação do Serralves em Festa é uma forma da Fundação “continuar sempre grata” ao trabalho desenvolvido pelo fundador do Teatro das Marionetas do Porto. 

João Paulo Seara Cardoso encenou todos os espectáculos apresentados pela companhia desde 1988, tendo as suas criações sido apresentadas por todo o Mundo. 

Ao longo da sua carreira, João Paulo Seara Cardoso encenou autores como Aquilino Ribeiro, Samuel Becket, Eugene Ionesco, Al Berto, Gregory Motton, William Shakespeare, António José da Silva, Lewis Carrol, A. Milne, Almada Negreiros, Heiner Muller, Marguerite Duras, Alfred Jarry e Luísa Costa Gomes.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:04 | link do post | comentar

mais sobre mim
posts recentes

Serralves abre portas à s...

Fachada da Casa de Serral...

O Trama é no Porto e é gr...

A festa das artes em Serr...

Serralves em festa com pr...

arquivos

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Dezembro 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags



comentários recentes
Ums artigos eróticos são sempre uma boa opção para...
Acho muito bem que escrevam sobre aquilo! Porque e...
Eu sou assim sou casada as 17 anos e nao sei o que...
Visitem o www.roupeiro.ptClassificados gratuitos d...
então é por isso que a Merkel nos anda a fo...; nã...
Soy Mourinhista, Federico Jiménez Losantos, dixit
Parabéns pelo post! Em minha opinião, um dos probl...
........... Isto é porque ainda não fizeram comigo...
Após a classificação de Portugal para as meias-fin...
Bom post!Eu Acho exactamente o mesmo, mas também a...
links


blogs SAPO
subscrever feeds