Quinta-feira, 21.06.12

Pereira Cristóvão: “Em nenhum momento desviei o que quer que fosse do Sporting”

Paulo Pereira Cristóvão, que está a ser investigado pelo Ministério Público, nega ter desviado verbas do Sporting enquanto desempenhava funções de vice-presidente do clube “leonino”, cargo do qual se demitiu recentemente.


“Em nenhum momento desviei o que quer que fosse do Sporting em meu benefício, isso para mim é o que mais me conforta. Nestes dois meses e meio tenho assistido a um assassinato público, mas desenganem-se os sportinguistas não é o Paulo Pereira Cristóvão a ser visado”, afirmou Pereira Cristóvão em entrevista ao canal de televisão TVI, frisando que nunca recebeu qualquer verba durante os 15 meses que esteve no clube “directa ou indirectamente”.

Pereira Cristóvão não quis discutir pormenores da investigação por esta estar em segredo de justiça, mas frisou que não participou num esquema de perseguição aos jogadores do Sporting. “Estamos a falar de algo que o FC Porto tem, que o Benfica tem e que o Sp. Braga tem. Que toda a gente que faz o mínimo de investimento nos activos faz. Daí extrapolar-se para perseguições e espionagem... É completamente falso que o Rui Patrício tenha sido perseguido.”

O antigo dirigente sportinguista, indiciado dos crimes de peculato, burla qualificada, branqueamento de capitais, devassa de vida privada através de meios informáticos e denúncia caluniosa, garante que tem toda a solidariedade dos seus antigos colegas de direcção. “Sempre tive a solidariedade de quem estava ao lado de mim. Por muito que queiram vender que a direcção do Sporting está partida. Isso é uma falsidade", observou o antigo inspector da Polícia Judiciária.

 

Noticia do Público



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Segunda-feira, 18.06.12

Benfica empata final do futsal

O Benfica venceu neste domingo o Sporting nas grandes penalidades, por 4-3, que desempataram o resultado 1-1, e levou a final do campeonato português de futsal para o quinto jogo, na Luz, no próximo sábado.

 

Depois de ter ganho o primeiro jogo desta final por 5-1, na Luz, o Benfica permitiu a reviravolta ao Sporting, que ganhou os dois jogos seguintes por 2-1, o primeiro na Luz e o segundo em Loures. 

O quarto encontro, também em Loures, acabou empatado 1-1 (Deo inaugurou para o Sporting, aos 09 minutos, e Diego Sol igualou aos 13 minutos) e só nas penalidades ficou resolvido, a favor dos “encarnados”, depois de Caio Japa ter permitido a defesa de Vítor Hugo no remate decisivo. 

 

Retirado do Público



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Sábado, 16.06.12

Sporting a uma vitória do título no futsal

“Leões” voltaram a derrotar o Benfica, agora em Loures, por 2-1. Vitória no domingo pode ditar fecho do campeonato.


Foi um jogo bem disputado, intenso, onde os jogadores se portaram bem até ao apito final. Depois do apito, aconteram cenas lamentáveis e que em nada dignificam a modalidade.

O Sporting não podia contar com João Matos, que cumpria período de suspensão, mas já teve o precioso contributo do brasileiro Alex. 

No Benfica, a surpresa era a inclusão de Bebé no cinco inicial. O ambiente esteve hostil para um jogador em particular: Gonçalo Alves. O capitão do Benfica tem sido o centro das atenções nas redes sociais, devido à circulação de um video que mostra algumas entradas mais violentas do jogador nos dois primeiros jogos da final. 

Jogo intenso

A primeira parte foi dominada pelo Sporting. Logo aos três minutos, Pedro Cary rematou ao poste. Pouco depois, Bebé defendeu com o braço fora da área um remate de Deo e deveria ter sido expulso. As equipas procuravam manter a segurança e arriscar pouco, mas continuava a superioridade da equipa da casa, sempre com os olhos na baliza de Bebé. 

O Benfica rematou pela primeira vez aos 12 minutos por Joel Queirós. Um minuto depois, o guarda-redes do Benfica volta a defender fora da área mas desta vez não teve a mesma sorte e viu o vermelho directo. Em situação de superioridade númerica, o Sporting foi incapaz de aproveitar e marcar o primeiro golo da partida. 

Perto do final, o poste da baliza - agora de Marcão - voltou a abanar, depois de um remate de Alex.
Ao intervalo o resultado era 0-0. Um jogo intenso mas sem grandes rasgos de génio e com o Sporting sempre por cima.

Na segunda parte, o Benfica entrou muito melhor. Davi, Ricardinho e Joel Queirós provocaram muito perigo à baliza de João Benedito nos primeiros minutos. 

No minuto 27 o Sporting quase marcou: Deo falhou ao segundo poste. O Benfica respirava melhor e mais perto da baliza do Sporting quando César Paulo estava em campo, derivado do seu poderio físico e qualidade técnica. 

Ricardinho foi aparecendo a espaços nesta segunda parte, tentando agitando as águas mas sem consequências para o marcador. 

Aos 29 minutos o primeiro golo: Marinho de cabeça ao segundo poste, depois de uma grande assistência de Gonçalo Alves. Mas a festa durou pouco tempo. 

Nove segundos depois, uma jogada individual de Alex permitiu o empate ao Sporting. 

O minuto 39 foi o minuto mais relevante da partida: expulsão de Ricardinho por agressão a Djô - segunda expulsão do nº 10 benfiquista nesta final - e o golo de Deo, que daria a vitória aos "leões". 

O Benfica apostou então no guarda-redes avançado (Marcão) mas não conseguiu impedir que o Sporting se adiantasse na corrida pelo título.

Após o apito final, foram registadas várias cenas lamentáveis e que em nada dignificam a modalidade.

O quarto jogo, e último caso o Sporting vença, está marcado para amanhã às 14h30, novamente no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures.

 

Noticia do Público

 



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Sexta-feira, 15.06.12

Cristóvão indiciado por cinco crimes e proibido de contactar dirigentes

O ex-vice-presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, foi nesta quinta-feira proibido pelo juiz de instrução de entrar em qualquer instalação do Sporting e de contactar elementos do clube, além de estar impedido de exercer qualquer cargo na instituição.


Pereira Cristóvão esteve mais de oito horas no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, onde foi ouvido por um juiz. 

O primeiro interrogatório judicial estava marcado para as 13h30 e terminou já depois das 21h30 altura em que o ex-dirigente desportivo abandonou o Campus da Justiça na companhia do seu advogado, Rogério Alves, que adiantou que consultou o processo durante uma hora. 

Numa nota divulgada já depois das 22h, o Ministério Público confirma que o ex-vice-presidente do Sporting está indiciado por cinco crimes: denúncia caluniosa, devassa da vida privada através da informática, burla qualificada, peculato e branqueamento de capitais.

 

Retirado do Público

 



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Quinta-feira, 14.06.12

Pereira Cristóvão suspeito de desviar fundos do Sporting


Ex-vice-presidente vai ser ouvido nesta quinta-feira no primeiro interrogatório judicial, estando notificado para comparecer às 13h30 em tribunal. Ex-dirigente terá actuado sem conhecimento da restante direcção.


Paulo Pereira Cristóvão, ex-vice-presidente do Sporting, é suspeito de ter desviado fundos do clube através de várias empresas controladas por si que manteriam chorudas avenças mensais com os leões, sem prestarem qualquer serviço em troca. O PÚBLICO sabe que estão em causa pelo menos 100 mil euros, mas o valor final do desvio ainda não está contabilizado, já que, neste momento, está a decorrer uma perícia financeira que será determinante para esse cálculo.

O ex-dirigente desportivo vai ser hoje ouvido no primeiro interrogatório judicial, tendo sido notificado para comparecer no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa pelas 13h30. Paulo Pereira Cristóvão vai acompanhado pelo seu advogado, Rogério Alves, ex-presidente da Assembleia Geral da Sociedade Anónima Desportiva do Sporting. 

A diligência servirá para confrontar o arguido com os elementos recolhidos pela investigação até agora. E para aplicar ao ex-dirigente desportivo, que já se encontra sujeito ao termo de identidade e residência, novas medidas de coacção. O facto de Pereira Cristóvão se ter demitido anteontem do cargo que ocupava na direcção do clube - já depois de ter sido notificado para o interrogatório judicial - irá condicionar as medidas de coacção, já que tornou inútil um eventual pedido de suspensão de funções e permite evitar a alegação de perigo de continuação da actividade perigosa, um dos requisitos da prisão preventiva.

As sociedades usadas para desviar o dinheiro seriam geridas por testas-de-ferro, que tentariam desta forma dissimular a ligação ao ex-dirigente "leonino". Os contratos eram celebrados por Pereira Cristóvão, na qualidade de vice-presidente do Sporting, e teriam, entre outros, o propósito de "proteger os activos" do clube, ou seja, os jogadores. O dinheiro seria para pagar um pretenso esquema de vigilância dos futebolistas, que se concretizaria em muito poucos actos.

A investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ está a entrar na fase final, tendo sido encontrados indícios de vários crimes, nomeadamente peculato, participação económica em negócio, burla qualificada e fraude fiscal. Alguns dos ilícitos pressupõem que Pereira Cristóvão era funcionário para efeitos penais, o que se justifica pelo facto de o Sporting ter o estatuto de associação desportiva de utilidade pública.

Os investigadores acreditam que o ex-vice-presidente actuava sem o conhecimento dos restantes elementos da direcção do Sporting, sendo esta convicção sustentada nos vários elementos de prova recolhidos até agora. Neste momento, o inquérito continua com dois arguidos, Pereira Cristóvão e um funcionário da empresa de segurança que detém.

A investigação que começou por ter o árbitro José Cardinal no centro das atenções começou em Dezembro de 2011. A denúncia do caso - que está sob a alçada da 9.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa - chegou às autoridades pelas mãos dos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol, que remeteram uma carta anónima e uma cópia de um talão de depósito feito na conta de Cardinal, que lhe chegou por intermédio do Sporting. Em meados de Abril, a PJ realizou uma dezena de buscas e constituiu arguidos Pereira Cristóvão e um funcionário seu.

Foi esse empregado que se deslocou propositadamente à Madeira para realizar o depósito bancário de dois mil euros na conta de Cardinal. As imagens do circuito de videovigilância do banco captaram o momento da operação e contribuíram para a identificação do arguido. Pereira Cristóvão está desde então indiciado pelo crime de denúncia caluniosa qualificada.

Interesses incompatíveis?

Foi o próprio presidente do Sporting, Godinho Lopes, quem pediu a Rogério Alves, antigo presidente da Assembleia Geral da SAD, para defender o ex-vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão. 

O intuito, explica o advogado Rogério Alves, é defender o próprio clube, que acabou por sair manchado desta polémica. Contudo, os interesses do clube e os do ex-dirigente podem tornar-se incompatíveis, se se vier a comprovar que o antigo inspector da Polícia Judiciária prejudicou os "leões" em benefício próprio. 

Rogério Alves resiste a falar desta possibilidade, mas acaba por admitir: "Se a defesa do meu cliente entrar em rota de colisão com os interesses do Sporting, admito vir a renunciar ao patrocínio".

 

Noticia do Público

 



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Terça-feira, 12.06.12

Sporting  Paulo Pereira Cristóvão demite-se

O vice-presidente do Sporting responsável pelas infra-estruturas e património, Paulo Pereira Cristóvão, anunciou nesta terça-feira a sua demissão.


“Hoje mesmo apresentei a minha renúncia ao mandato de vice-presidente do Sporting Clube de Portugal”, revelou Pereira Cristóvão, em conferência de imprensa na sala de imprensa de Alvalade. Da direcção "leonina" apenas estava na sala Pedro Cunha Ferreira (vogal), para além de Fernando Mendes, líder da claque Juventude Leonina.

Esta posição surge dois meses depois de o dirigente leonino ter sido constituído arguido no chamado caso “Cardinal”, em que terá sido montada uma armadilha ao árbitro assistente que estava designado para um jogo da Taça entre o Sporting e o Marítimo.

Foram depositados 2000 euros na conta de Cardinal, a partir de uma agência bancária na Madeira, suspeitando-se que esse depósito foi feito por pessoas ligadas a Pereira Cristóvão.

Num primeiro momento, o dirigente leonino pediu a suspensão do mandato, mas dias depois voltou atrás, sendo reintegrado, apesar de Godinho Lopes, presidente do Sporting, ter dito várias vezes que, se estivesse no lugar de Pereira Cristóvão, se teria demitido.

“A minha inocência é algo que ninguém me pode tirar”, insistiu hoje Pereira Cristóvão, acrescentando: “A minha inocência e bom nome jamais podem estar acima do Sporting.”

O dirigente disse que o “timing” da demissão foi escolhido por si, para ter tempo de terminar a negociação de vários projectos.

Pereira Cristóvão disse ainda ter sido vítima de intrigas e manipulações. “Os sportinguistas saberão fazer a destrinça entre a manipulação e a verdade”

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 30.05.12

Membros das claques Juve Leo e No Name boys acusados pelo DIAP


O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa deduziu nesta terça-feira acusação contra 18 elementos das claques Juve Leo e No Name Boys envolvidos nos incidentes antes e durante o Sporting-Benfica, da I Liga de 2010-11.


A 6.ª Secção do DIAP acusou 16 elementos da Juve Leo, do Sporting, e dois dos No Name Boys, claque ilegal que acompanha o Benfica, pelos crimes de resistência e coacção, de ofensas à integridade física, de participação em rixa, de detenção de arma proibida e de arremesso de objectos ou de produtos líquidos em recinto desportivo.

Os factos reportam-se a 21 de Fevereiro de 2011, no Estádio José Alvalade, onde se realizou o encontro da 20.ª jornada da I Liga, que terminou com o triunfo do Benfica, por 2-0.

Nos incidentes, a Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve cinco indivíduos, dois afectos ao Benfica, no exterior do estádio, e os restantes ao Sporting, no interior.

Fora do recinto do jogo, as forças de segurança fizeram sete disparos de “shotgun” com balas de borracha, em resposta a petardos enviados pelos adeptos, em grupos de 30 a 40 elementos.

No topo sul do estádio José Alvalade, onde se concentram habitualmente adeptos do Sporting, a PSP foi forçada a intervir para impedir o arremesso de tochas.

Registaram-se confrontos e os adeptos arremessaram objectos contra os agentes, nomeadamente cadeiras e paus de bandeiras.

Os incidentes, dentro e fora do recinto, provocaram ferimentos em seis elementos da PSP.

No âmbito da investigação foram realizadas buscas domiciliárias e nas instalações da Juve Leo, tendo sido apreendidos estupefacientes e potes de fumo.

A Polícia de Segurança Pública fez várias detenções e o Tribunal Criminal de Lisboa determinou a quatro detidos a proibição de frequentarem estádios de futebol.

 

Noticia do Público



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Terça-feira, 29.05.12

Seis clubes da I Liga inscreveram Equipas B

As Equipas B de FC Porto, Benfica, Sporting de Braga, Sporting, Marítimo e Vitória de Guimarães estão já inscritas na Liga de Honra, confirmou nesta segunda-feira a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPF), em comunicado.


O prazo para de inscrição terminou hoje e, segundo nota do organismo, a mesma foi feita, pelos seis clubes, em conformidade com o regulamento, pelo que terão entrada directa na Liga de Honra a partir da próxima época, que foi alargada para 22 emblemas.

Entre os vários pressupostos de competição, as equipas B verão o seu raio de acção limitado ao campeonato secundário, sendo-lhes vedada a participação na Taça de Portugal e na Taça da Liga.

As equipas B devem fazer constar, na ficha técnica de jogo, um número mínimo de dez jogadores formados localmente, entre os 15 e 21 anos de idade, e que tenham sido inscritos na FPF há, pelo menos, três épocas desportivas.

Por outro lado, um jogador não poderá alinhar pela B se, em representação da equipa principal, tiver sido sancionado com cartões amarelos (em série ou por duplo amarelo) ou com cartão vermelho.

Tal deverá também ser cumprido no jogo seguinte da competição em que a equipa principal esteja envolvida, de modo a evitar que as equipas B sirvam para “limpar cadastros” do campeonato principal.

A proposta define ainda que as equipas B não podem estar na mesma divisão das formações principais e estão sujeitas à descida aos escalões inferiores.

A despromoção pode acontecer pela via competitiva ou no caso de a equipa principal descer à Liga de Honra, o que motivará a descida automática da respectiva equipa B à II divisão.

Face às alterações introduzidas na competição, a partir da época 2013/2014, sobem à Liga de Honra os três clubes qualificados no Campeonato Nacional da II Divisão, enquanto descem os clubes classificados nos três últimos lugares da tabela da Liga de Honra.

Os clubes que inscreveram equipas “B” na Liga de Honra são obrigados a pagar 50.000 euros por época, conforme foi aprovado na Assembleia-Geral (AG) Extraordinária da Liga no passado de 21 de Maio.

 

Noticia do Público



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Sábado, 26.05.12

Futebol  Sporting renova com Sá Pinto por mais um ano

O clube informou no seu site oficial a extensão do vínculo com o actual treinador da equipa sénior até 2014.


Sá Pinto vai continuar mais um ano à frente da equipa principal do Sporting. 

O clube de Alvalade anunciou sexta-feira ao final da tarde, no seu site oficial, que o técnico português e o emblema acordaram estender o vínculo, que acabava na próxima temporada (2012-13), por mais um ano, até 2014.

A informação já está na CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

Comunicado do Sporting

A Sporting Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, informa ter acordado a renovação do vínculo contratual com o seu treinador Ricardo Sá Pinto por mais uma temporada, o qual continuará, assim, a orientar a equipa de futebol profissional nas épocas de 2012/2013 e 2013/2014.

A celebração do contrato será realizada oportunamente.

 

Retirado do Público



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Quarta-feira, 23.05.12

Santana lopes fala da época do Sporting


O antigo presidente dos “leões” está esperançado numa nova época futebolística, "como sempre estão" os sportinguistas.


"Foi uma época de altos e baixos que não acabou bem", disse Santana Lopes à margem da conferência Tecnologias em Moçambique, organizada pela consultora portuguesa Link Think, que hoje começou em Maputo e na qual participa como orador.

"Como sempre, os sportinguistas estão esperançados numa nova época", disse, rejeitando voltar a candidatar-se à presidência do clube.

O antigo primeiro-ministro português disse ter acompanhado em Maputo a derrota do seu clube na final da Taça de Portugal frente à Académica (0-1), competição que, pela primeira vez foi patrocinada pela Santa Casa da Misericórdia, de que é o atual provedor.

"Aconteceu assim", resumiu, conformado, adiantando que "há muitos anos não se viam tantos milhares de adeptos da Académica" em festa pelas ruas de Portugal, pela conquista da Taça.

Para Santana Lopes, este desfecho "É bom para o futebol português”, como o será em Moçambique, “que clubes mais pequenos ganhem competições".

 

Retirado do Público



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Domingo, 20.05.12

Académica ganhou a taça de Portugal 2012

Setenta e três anos depois, a Académica de Coimbra voltou a vencer a Taça de Portugal, depois de ter batido o Sporting na final por 1-0. Foi o segundo triunfo dos academistas nesta competição em cinco finais.


O único golo da partida surgiu logo aos 4’ de jogo. Uma jogada confusa na área do Sporting, Adrien ganha a bola a Polga e mete-a em Marinho, que, liberto de marcação, bate Rui Patrício.

O Sporting levou tempo a reagir e pouco fez para merecer o empate, enquanto a Académica se mantinha segura e tranquila na defesa, sem descurar o ataque. 

Na segunda parte, a Académica voltou a entrar bem com Edinho a ter duas excelentes oportunidades de elevar a contagem. Primeiro, em contra-ataque, permitiu a defesa de Rui Patrício e, depois, sozinho na pequena área, atrapalha-se com a bola e nem chega a rematar.

Longe de fazer um jogo brilhante, o Sporting também teve as suas oportunidades, as mais claras falhadas por Ricky van Wolfswinkel. Aos 56’, o holandês surge na cara de Ricardo mas não consegue ultrapassar o guardião academista e, aos 62’, cabeceia por cima após excelente cruzamento de Carrillo.

Mas o resultado não se alterou e Pedro Emanuel, depois de ter conseguido a manutenção na primeira liga à última jornada, conseguiu conduzir a Académica ao triunfo nesta sua época de estreia como treinador principal.

A única Taça de Portugal da Académica até este domingo havia sido ganha na edição de estreia da prova em 1939, numa final contra o Benfica.

 

Noticia do Público



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Domingo, 06.05.12

Hulk Afasta Sporting da Champions


O espectáculo começou como se impõe numa altura destas. Com a entrega do troféu de campeão nacional, o 26.º da história do FC Porto. Num estádio lotado, o Sporting ajudou com um bom jogo até ao momento em que se viu reduzido a dez (por expulsão de Onyewu) e depois a nove (Polga). Lances que definiram o rumo dos acontecimentos, já que Hulk converteria a grande penalidade antes de um lance de génio, para delírio dos adeptos, que viram a noite terminar com um espectáculo de cor e luz. O Sporting despediu-se de vez da possibilidade de lutar pela pré-eliminatória da Champions.


A festa como que inebriou os jogadores portistas. Homens como Moutinho ou Lucho estiveram longe daquilo que se lhes pedia. Foram claramente menores no confronto com a dupla Schaars-Elias. O lateral Alex Sandro ainda apareceu num ou noutro lance de ataque, mas foi uma nulidade a defender. E outros elementos da formação de Vítor Pereira tentaram adornar demasiado os lances. Demasiados pecados quando pela frente estava uma equipa que há muito não se apresentava no Dragão com organização e disposição de tentar ganhar o jogo.

O Sporting mostrou-se inicialmente mais agressivo na procura da bola e a marcar sempre em terrenos muito adiantados. Com uma defesa exemplar, com Insúa a confirmar que é um dos melhores laterais esquerdos desta Liga e Onyewu a dar uma consistência que Xandão nunca conseguiu transmitir, com Polga a exibir-se a um nível muito superior ao que lhe é habitual.

E as coisas até nem começaram da melhor forma para a formação de Alvalade. Do aquecimento vieram notícias dolorosas para Sá Pinto. Izmailov, um dos elementos fundamentais na equipa, não poderia jogar. E o mesmo aconteceu a João Pereira, lateral que foi substituído por Pereirinha. Um mal aparentemente menor.

O problema foi mesmo a indisponibilidade do russo, ele que define as jogadas como poucos e dá outra capacidade à equipa. Para o seu lugar entrou Carrillo. Uma agradável surpresa. O peruano conseguiu aproveitar as fragilidades do jovem lateral Alex Sandro e construir um punhado de sustos para Helton. Venceu quase sempre no confronto directo com o lateral brasileiro.

Curiosamente, o Sporting conseguiu assumir o jogo, explorando as alas (com Capel e Carrillo). Mas fundamentalmente pela acção de Elias e Schaars no miolo, a bloquearem as tentativas dos portistas de saírem em ataque controlado.

Sá Pinto viu logo no primeiro minuto Wolfswinkel muito perto do golo, com Maicon a salvar quando o holandês se isolava. Assistiu a uma boa jogada de Carrillo e a uma defesa apertada de Helton, e depois a uma bomba de Insúa. O FC Porto resumia-se ao talento individual de James.

A segunda parte voltou a trazer um Sporting com mais atitude. Elias continuou imperial no confronto perante Lucho. O argentino como que não existiu, tal a exibição do internacional brasileiro a recuperar bolas e a sair a jogar. Os adeptos portistas voltaram a tremer quando estavam decorridos 51’: Polga subiu num livre e, num remate violento de ressaca, acertou no poste. Respondeu o FC Porto com uma abertura de James que Varela não aproveitou e com um remate de Hulk.

No banco, Sá Pinto (60’) deu conta que Carrillo já não rendia o que tinha rendido e trocou-o por Jeffrén, isto numa altura em que o Braga (o adversário directo dos “leões” nesta altura) já vencia.

A aposta do técnico do Sporting em tentar vencer a partida sofreu, porém, um duro golpe pela acção de Hulk. O brasileiro teve, aos 66’, uma das suas explosões e obrigou Onyewu a cometer uma falta à entrada da área, falta essa que valeu ao norte-americano o segundo amarelo e o consequente vermelho. O lance desequilibrou o jogo.

O golpe final veio em mais uma jogada iniciada em Hulk: o brasileiro tirou o cruzamento, Janko falhou, mas a bola sobrou para James que sofreu grande penalidade de Polga. O brasileiro também foi expulso e Hulk inaugurou o marcador (80’). O Dragão explodiu em festa. E repetiu a dose dez minutos mais tarde, numa arrancada de Hulk desde o meio-campo que só terminou na baliza.

POSITIVO
Elias

O internacional brasileiro foi o melhor elemento em campo. Conseguiu anular Lucho, recuperou bolas e soube sair a jogar. Encheu o meio-campo. A boa exibição de Elias foi o reflexo de um Sporting que se apresentou no Dragão a jogar para ganhar.

Hulk
Poderá ter sido o último jogo que realizou no Dragão, devido ao interesse dos grandes clubes europeus. E nem realizou propriamente um jogo de encher o olho. Mas a verdade é que decidiu a partida, com dois golos.

NEGATIVO
Alex Sandro

O jovem lateral foi o elo mais fraco de uma equipa que parecia inebriada pela festa. Sofreu em demasia com Carrillo e também com Capel. As poucas incursões que teve em termos ofensivos não foram suficientes para compensar o fracasso da prestação defensiva.

Ficha de jogo
FC Porto, 2
Sporting, 0

Estádio do Dragão, no Porto.
Espectadores 50.212

FC Porto Helton, Sapunaru (Danilo, 57’), Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, João Moutinho, Lucho González (Defour, 64’), Varela (Janko, 57’), James Rodríguez e Hulk. Treinador Vítor Pereira.

Sporting Rui Patrício, Pereirinha, Polga, Onyewu, Insúa, Elias, Schaars (Diego Rubio, 78’), Matías Fernández (André Martins, 71’), Carrillo (Jeffren, 60’), Capel e Wolfswinkel. Treinador Sá Pinto.

Árbitro Pedro Proença, de Lisboa. AmarelosSapunaru (14’), Carrillo (16’), Onyewu (20’ e 66’), João Moutinho (41’), Fernando (42’ e 90+3’), Lucho (49’) e Hulk (83’). Vermelho por acumulação Onyewu (66’) e Fernando (90+3’). Vermelho directo Anderson Polga (80’).

 

Via Público



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Quinta-feira, 26.04.12

Sporting, o sonho morreu na praia


O treinador do Sporting, Sá Pinto, introduziu duas novidades na equipa inicial: André Martins jogou no lugar de Daniel Carriço, que surgiu no banco de suplentes, e Pereirinha substituiu o castigado Izmailov.


Os “leões”, que defendiam a vantagem (2-1) alcançada na primeira mão, em Alvalade, entraram bem no encontro em San Mamés. Mas foram os bascos os primeiros a marcar: Llorente amorteceu a bola e Susaeta fez o 1-0 de pé esquerdo (17’), colocando o Athletic na frente do marcador.

A equipa de Sá Pinto procurou então recuperar a vantagem na eliminatória. Na sequência de um canto, Polga obrigou Iraizoz a uma grande defesa (33’). Aos 42’ foi Rui Patrício a brilhar, voando para travar um remate de Llorente.

O golo dos “leões” surgiu aos 44’, por intermédio de Ricky van Wolfswinkel. Na sequência de um canto, a bola sobrou para o avançado holandês que, à entrada da área, restabeleceu o empate. Só que o 1-1 não durou muito tempo. Após um excelente trabalho trabalho de Llorente, Ibai Gómez recolocou o Athletic em vantagem, deixando a eliminatória empatada.

A segunda parte trouxe várias oportunidades de golo: Rui Patrício voltou a brilhar para travar o remate de Susaeta, e depois viu Llorente enviar a bola ao poste (52’). Passados dois minutos, foi Insúa a acertar nos ferros de Iraizoz, na sequência de um livre.

O Athletic continuou melhor, com Llorente a criar muitas dificuldades à defesa “leonina”. E foi o avançado internacional a resolver a partida e a eliminatória para a equipa de Marcelo Bielsa: após um bom trabalho de Ibai Gómez na esquerda, Llorente atirou a bola, que ainda bateu no poste antes de entrar (88’). Estava feito o 3-1 para o Athletic.

O golo de Llorente evitou o prolongamento e matou o sonho europeu do Sporting. A formação orientada por Sá Pinto falhou o objectivo de disputar uma terceira final europeia. Será a equipa basca a marcar presença na final da Liga Europa, dia 9 de Maio em Bucareste.  

 

Via Público



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“Espero que o Athletic não tenha tanta sorte como em Lisboa”25.04.2012 - 18:28 Nuno Sousa, em Bilbau Foto: Francisco Leong/AFP  Sá Pinto confiante na qualidade dos seus jogadores ImprimirEnviar a um amigoComentar1Comentários 829 Leitores     Comentário do leitor + VOTADO Anónimo 25.04.2012 18:46, Lisboa, já não Dublin ... Sá Pinto! Os bascos sairam de Alvalade a falar português. Só temos mesmo que jogar como jogámos em Alvalade para vencer. ... Foi um Sá Pinto sorridente, confiante e a desdobrar-se entre o português e o castelhano aquele que surgiu nesta quarta-feira na sala de imprensa do Estádio San Mamés, em Bilbau. O treinador, que quis deixar claro que o Sporting já escreveu “uma página bonita da história”, assumiu a ambição de chegar à final da prova como treinador, depois de já o ter conseguido como jogador, em 2005, na então Taça UEFA.  “Não mudamos nunca, independentemente do adversário. Encaramos todos os jogos para ganhar”.  Uma vez mais, Sá Pinto deixou claro que a identidade do Sporting não varia em função do adversário, nem tão pouco em função do apoio dos adeptos num estádio rival. “Conheço o ambiente. É fantástico, de grande motivação para os jogadores. Não nos irá amedrontar. Vivemos ambientes iguais ou piores, em Manchester, Kharkiv, mas sobretudo em Varsóvia”, desvalorizou.  Do Athletic, Sá Pinto espera o mesmo de sempre. Posse de bola, circulação e aposta no jogo aéreo. “Têm jogadores como Javi Martínez, Aurtenetxe, Llorente... É um ponto forte do Athletic, mas estamos preparados para os parar. Espero que não tenham tanta sorte como em Lisboa. O golo em Alvalade não foi um erro, foi um detalhe de futebol”, ironizou.   Quando confrontado com as duas grandes ausências desta segunda mão, De Marcos no Athletic e Izmailov no Sporting, o técnico foi peremptório: “São dois elementos de grande qualidade. Quem perde é o futebol”. E se o jogo resvalar para as grandes penalidades? “Temos de estar preparados. Temos de ter a capacidade de resolver as dificuldades”.

Foi um Sá Pinto sorridente, confiante e a desdobrar-se entre o português e o castelhano aquele que surgiu nesta quarta-feira na sala de imprensa do Estádio San Mamés, em Bilbau. O treinador, que quis deixar claro que o Sporting já escreveu “uma página bonita da história”, assumiu a ambição de chegar à final da prova como treinador, depois de já o ter conseguido como jogador, em 2005, na então Taça UEFA.

 

“Não mudamos nunca, independentemente do adversário. Encaramos todos os jogos para ganhar”.

Uma vez mais, Sá Pinto deixou claro que a identidade do Sporting não varia em função do adversário, nem tão pouco em função do apoio dos adeptos num estádio rival. “Conheço o ambiente. É fantástico, de grande motivação para os jogadores. Não nos irá amedrontar. Vivemos ambientes iguais ou piores, em Manchester, Kharkiv, mas sobretudo em Varsóvia”, desvalorizou.

Do Athletic, Sá Pinto espera o mesmo de sempre. Posse de bola, circulação e aposta no jogo aéreo. “Têm jogadores como Javi Martínez, Aurtenetxe, Llorente... É um ponto forte do Athletic, mas estamos preparados para os parar. Espero que não tenham tanta sorte como em Lisboa. O golo em Alvalade não foi um erro, foi um detalhe de futebol”, ironizou. 

Quando confrontado com as duas grandes ausências desta segunda mão, De Marcos no Athletic e Izmailov no Sporting, o técnico foi peremptório: “São dois elementos de grande qualidade. Quem perde é o futebol”. E se o jogo resvalar para as grandes penalidades? “Temos de estar preparados. Temos de ter a capacidade de resolver as dificuldades”.

 

Via Público



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Domingo, 22.04.12

Efeito Sá Pinto continua.

Sá Pinto deixou claro que a aposta do Sporting para o que falta jogar na temporada é a Liga Europa. E, a pensar na segunda mão das meias-finais frente ao Athletic de Bilbau, na quinta-feira, fez uma pequena revolução na equipa que defrontou o Nacional na Choupana.


Mas os “leões” não se ressentiram e chegaram à vantagem aos 11’: Diego Rubio rematou à meia-volta para o 1-0. Um grande pontapé de fora da área, por Renato Neto, resultou no segundo golo do Sporting (31’).

A reacção do Nacional surgiu poucos minutos depois. Mateus reduziu a desvantagem antes do intervalo.

O plano de Sá Pinto sofreu uma contrariedade no início da segunda parte, com a expulsão de Diego Rubio. O avançado chileno jogou a bola com a mão e viu o segundo cartão amarelo, deixando os “leões” em inferioridade numérica.

A equipa de Pedro Caixinha tirou partido disso para chegar ao empate. Após vários ressaltos, Keita – que tinha entrado minutos antes – rematou à entrada da área para o 2-2 (74’).

Mas o empate durou pouco. Logo a seguir, Wolfswinkel (que tinha entrado para o lugar de André Martins) foi derrubado na área pelo guarda-redes Marcelo. O avançado holandês não vacilou na conversão da grande penalidade, fazendo o 3-2 final.

Os “leões” voltaram a ganhar na Choupana, algo que não acontecia desde a temporada de 2006-07. A equipa de Sá Pinto mantém-se no quarto lugar, com 53 pontos – menos seis que o terceiro, Sporting de Braga.

 

Via Público



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Quinta-feira, 19.04.12
Sporting em vantagem para chegar à Final

A frase foi dita na véspera por Sá Pinto na sala de imprensa do Estádio de Alvalade, mas depois do jogo desta quinta-feira terá um novo impacto em Bilbau e valerá uma tradução para a língua basca: “Gu Sporting gara!”. Que é como quem diz: “Nós somos o Sporting!”. Uma grande exibição dos lisboetas valeu uma emocionante reviravolta no marcador e um justo triunfo no jogo da primeira mão das meias-finais da Liga Europa. O resultado, 2-1, só peca por escasso.


Não tem sido brilhante a temporada "leonina" a nível interno, mas a equipa tem tido um comportamento de campeão na UEFA. Alcançou a oitava vitória consecutiva em casa, onde não perde há 12 jogos para as competições europeias. A final ainda está longe de ser confirmada, mas nesta quinta-feira a equipa demonstrou que tem todas as condições de a alcançar. Pela primeira vez nos últimos dias, os sportinguistas esqueceram o caso Cardinal e as acusações que pairam sobre Paulo Pereira Cristóvão.


Não foi por falta de oportunidades que o Sporting saiu para o intervalo sem golos, após uma primeira parte bem disputada, com nota elevada para a equipa da casa. Bem estudado o adversário, os “leões” portugueses foram eficazes a anular os “leões” espanhóis (que é também a alcunha da equipa de Bilbau), retratados como uma espécie de Barcelona basco.


Com uma defesa irrepreensível (a única falha de marcação aconteceu no único lance de perigo criado pelo Athletic, aos 13’, com Llorente a cabecear, sem oposição, por cima da baliza) e um meio-campo extremamente combativo, a vencer a grande maioria dos duelos, os lisboetas foram menos agressivos em termos atacantes. Mas nem por isso deixaram de estar muito próximos do golo.


Podia ter surgido logo aos 9’, quando um perdulário Wolfswinkel, enquadrado com a baliza, com tempo e espaço, rematou ligeiramente ao lado. Seria o primeiro de vários lances ofensivos construídos por André Martins, chamado a render Matías Fernández, que ficou de fora por problemas musculares. O jovem médio não desiludiu e foi uma referência determinante em termos defensivos, com inúmeras recuperações de bola, e nas transições atacantes.


Nos derradeiros cinco minutos da primeira metade, o Sporting voltou a carregar no acelerador e, aos 43’, Wolfswinkel voltou a falhar o alvo. Mas mais chocante seria a perdida de Insúa que, sozinho perante Iraizoz, falhou o remate em cima dos 45’, após um veloz contra-ataque conduzido por Capel.


Mesmo sem golos, a exibição agradou aos adeptos sportinguistas, que aplaudiram a equipa quando o árbitro apitou para o intervalo.


Motivado, o Sporting regressou com o mesmo espírito e disposição para o reatamento, mas, aos 54’, iria inesperadamente ao tapete. Um livre cobrado por Susaeta encontrou, no segundo poste, o esquecido Aurtenetxe, que atirou para o fundo das redes de Rui Patrício. Os bascos comprovavam em Lisboa que os lances de bola parada são uma das suas especialidades.


E voltaram a demonstrá-lo cinco minutos depois, na sequência de um canto, apontado também por Susaeta, com Amorebieta a atirar ao poste direito da baliza leonina, aproveitando o desnorte momentâneo da equipa da casa, que sentiu muito o golo.


O Sporting demorou a responder, mas fê-lo, aos 69’, com o terceiro desperdício da noite de Wolfswinkel, após um excelente cruzamento de Capel, na direita. Falhou o ponta-de-lança, mas não perdoaria, sete minutos depois, o defesa esquerdo Insúa, com um cabeceamento espontâneo no centro da área.


O público em Alvalade foi ao rubro, pediu a reviravolta e esta seria servida com requinte, aos 80’. Izmailov (que viu o amarelo aos 60’ e irá falhar o jogo da segunda mão) conduziu o ataque, tocou para Capel, que atirou uma bomba de fora da área. Quatro minutos depois, o incansável espanhol era rendido por Pereirinha e aplaudido de pé enquanto abandonava o relvado. E estava ainda a sentar-se no banco quando Carrillo falhou incrivelmente o 3-1.


Será com uma vantagem mínima, mas com grande demonstração do seu potencial, que o Sporting vai decidir a passagem à final da Liga Europa, na próxima quinta-feira, em Bilbau.

POSITIVO
Sá Pinto
Guardiola pode considerar Bielsa o melhor treinador da actualidade, mas ontem o novato Sá Pinto deu uma lição ao argentino. Estudou muito bem o adversário e voltou a aproveitar em seu proveito alguma soberba do adversário.
Capel
O espanhol reencontrou o Athletic e foi um gigante. O golo coroa uma grande exibição.
Defesas esquerdos
Em dia de pouco acerto dos pontas-de-lança, foram os laterais esquerdos das duas equipas a abrirem o marcador para as duas equipas.
NEGATIVO
Athletic
Sai de Alvalade com um resultado negativo, mas lisonjeiro. Muitas vezes comparada ao Barcelona, a equipa basca de catalã não teve ontem nada.

Ficha de Jogo
Sporting, 2
Athletic Bilbau, 1

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa. 

Assistência 37.286 espectadores. 


Sporting Rui Patrício, João Pereira a67’, Anderson Polga, Xandão, Insúa, Carriço (Carrillo, 68’), Schaars, André Martins (Rubio, 76’), Izmailov a61’, Capel (Pereirinha, 84’) e Wolfswinkel. Treinador Sá Pinto

Ath. Bilbau Iraizoz, Iraola, Ekiza, Amorebieta, Aurtenetxe, De Marcos a11’, Iturraspe a29’, Ander Herrera (San José, 73’), Susaeta (Ibai, 83’), Muniain e Llorente a86’ (Toquero, 87’).Treinador Marcelo Bielsa

Árbitro Jonas Eriksson, da Suécia. Amarelos De Marcos (11’), Iturraspe (29’), Izmailov (61’), João Pereira (67’) e Llorente (86’).
Golos 0-1, Aurtenetxe, aos 54’; 1-1, por Insúa, aos 76’; 2-1, por Capel, aos 80’. 


 

Via Público



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Llorente é a figura de uma equipa diferente

Marcelo Bielsa foi "tentado pelo sentimento romântico do Athletic Bilbau", como o próprio técnico argentino reconheceu quando chegou a Espanha no início da época. Mas isso não o impediu de formatar uma equipa capaz de juntar a nota técnica à artística e de agradar à crítica e aos adeptos.

Perfeccionista e fã incondicional do futebol de ataque, Bielsa conseguiu dar equilíbrio e consistência a um Athletic que, em Espanha, é agora muitas vezes comparado ao Barcelona. Pela qualidade do seu jogo, pelo "tiki-taka" e até pelos elogios de Guardiola, que teve a suprema modéstia de afirmar que Bielsa "é o melhor treinador do planeta".

Mantendo uma capacidade física assinalável (raros são os jogadores com menos de 1,80m de altura), o Athletic também não perdeu a combatividade e a intensidade do seu jogo que, muitas das vezes, o faziam parecer um clube britânico. Mas o modelo de jogo evoluiu de forma indelével com Bielsa. Num clube em que a opção por só utilizar jogadores bascos contribui para inflacionar ainda mais o sentimento de pertença nos adeptos, subiu de forma clara esta época o nível de satisfação com os espectáculos proporcionados. 

Esta equipa do Athletic Bilbau é muito diferente da que, em 1976-77, jogou e perdeu a final da Taça UEFA para a Juventus. Desde logo por ter uma média de idades muito baixa, na ordem dos 23 anos. E por combinar bem a agressividade com a audácia e o futebol vistoso. 

O Athletic, que não ganha nenhum título oficial desde 1984, investiu numa nova geração de jogadores sem fazer um grande investimento. De facto, no conjunto das últimas sete épocas gastou apenas 37 milhões de euros na compra de jogadores, pouco mais do investido pelo Sporting em reforços só nesta época. A diferença é que o clube espanhol quase sempre resiste a vender as suas principais estrelas...

Estratégia

Muitos dos jogadores são polivalentes, capazes de desempenhar diferentes missões, como tanto agrada a Bielsa. O Athletic distingue-se também pela qualidade das bolas paradas ofensivas, para o que contribui em muito o avançado Llorente (apontou dez dos 19 golos de cabeça somados pela equipa). Mas também é verdade que uma fragilidade da equipa espanhola é o jogo aéreo na sua área. Outras são a permeabilidade do corredor central e a recuperação defensiva. O pressing alto é feito com precisão e acutilância, mas quando o adversário consegue passar aquela zona encontra muito espaço mal vigiado. Ou seja, o Athletic defende melhor no ataque do que na defesa. Lá atrás funciona um esquema assente quase apenas em marcações individuais, o que nem sempre resulta da melhor forma.

Ao contrário do que acontecia na selecção do Chile, onde investiu num ainda mais romântico 3x4x3, Bielsa montou o Athletic num 4x3x3. Mas é um esquema recheado de mobilidade e sempre aberto à mudança. No último jogo, quando importava guardar o golo de vantagem sobre o Maiorca, o técnico argentino não teve dúvidas em assumir o duplo pivot defensivo e em passar a jogar em 4x2x3x1.

Bielsa não fez poupanças nesse jogo, porque ainda não desistiu de apurar o clube basco para a Champions ou, no mínimo, para a Liga Europa. Do onze titular habitual, só não jogou o jovem extremo Muniain, que acusava uma inflamação ocular (viajou para Lisboa e, segundo Bielsa, deve jogar). O Athletic subiu à sétima posição da Liga espanhola e está apurado para a final da Taça do Rei, frente ao Barcelona.

Defesa

O guarda-redes é Iraizoz, experiente (31 anos) e alto (1,91m). Jogou cinco anos no Espanyol. 

No lado direito da defesa, surge Iraola (29 anos/1,82m), tecnicista e muito ofensivo. 

Um dos centrais é Amorebieta (27/1,92m), jogador imponente e capaz de fazer lançamentos longos. Descendente de bascos, nasceu na Venezuela, país que representa agora, já depois de ter passado pela selecção espanhola de sub-19. 

O melhor jogador da defesa é Javi Martínez, que ficará de fora, a cumprir castigo. É um central adaptado comprado há cinco épocas ao Osasuna por seis milhões de euros. Tem 23 anos, mede 1,90m, gosta de iniciar a construção de jogo e há quem diga que José Mourinho o quer em Madrid. Quando é necessário guardar os resultados, pode subir no terreno para ajudar a formar o duplo pivot. O seu lugar deverá ser ocupado por Ekiza (24/1,80m), cujas fragilidades podem ser exploradas pelos jogadores mais rápidos do Sporting. 

O jovem (20 anos) Aurtenetxe ocupa a lateral esquerda. Mede 1,82m e é um jogador apagado, que sobe pouco e muito faltoso.

Meio-campo

A posição seis é ocupada por Iturraspe (23/1,87m). Está no clube desde os dez anos, mas só se impôs na primeira equipa com Bielsa. Sabe ler bem o jogo e compensa bem as subidas do lateral direito.

Oscar De Marcos (23/1,80) é o interior direito, embora a sua polivalência lhe permita ocupar outros terrenos. Formado no Alavés, impôs-se com Bielsa. Tem um drible forte e é explosivo, o que lhe permite surgir amiúde nas costas dos pontas-de-lança. 

No outro lado joga habitualmente Ander Herrera (22/1,81m). Foi contratado esta época ao Saragoça por 7,5 milhões de euros e a sua chegada ajudou em muito às elevadas percentagens de posse de bola que o Athletic é capaz de apresentar. Mas também sabe aproveitar os lançamentos longos que o clube não deixa de fazer aqui e ali. É talvez o jogador que mais marca o ritmo da equipa.

Ataque

No lado direito, deverá jogar Susaeta (24/1,74m). É veloz e forte nos cruzamentos e nas diagonais. Em grande forma, dá verticalidade e contribui para que a asa direita seja o ponto forte da equipa.

Na ala esquerda, costuma alinhar Muniain. Só tem 19 anos e mede apenas 1,69m, mas tem muita qualidade e já se estreou na selecção principal. Na liga espanhola, só marcou dois golos, mas na Liga Europa já soma cinco. Tem uma cláusula de rescisão de 38 milhões... Se não recuperar do problema no olho, o seu lugar deverá ser preenchido por Ibai (22/1,79m), um falso extremo que é muito forte nas bolas paradas.

O centro do ataque é ocupado pelo mediático e experiente Llorente, por muitos considerado o melhor ponta-de-lança espanhol da actualidade. No clube desde os infantis, esta época já marcou 27 golos em 45 jogos. É um jogador maduro (27 anos), possante e bom cabeceador, ou não medisse 1,95m e pesasse 94kg. O seu habitual suplente é Gabilondo (33/1,85m), que já passou pela Real Sociedad.

 

Via Público



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O que tinha o saco branco de Marcelo Bielsa?


O argentino é uma personagem. Isso já toda a gente sabe ou o treinador do Athletic não carregava consigo a alcunha de “El Loco”.

A sala de imprensa do Sporting estava cheia de jornalistas, muitos deles bascos. O técnico argentino foi o primeiro a entrar, levava um saco plástico na mão e uma mala preta na outra. Sentou-se no primeiro lugar da mesa que ficava de frente para as cadeiras. 

O assessor sentou-se ao seu lado, depois Iraola, o jogador escolhido para falar do jogo com o Sporting, e na ponta oposta a tradutora. 

Enquanto Iraola falava sobre o jogo, as primeiras perguntas foram em basco, Bielsa ia descascando as pontas soltas de umas folhas A4 que levara – fê-lo demorada e minuciosamente durante largos minutos. Os óculos postos e presos por um fio davam maior carga ao ar de intelectual. Com a caneta ia escrevendo. O quê? As perguntas dos jornalistas, as respostas do seu jogador?

Quando chegou a sua vez manteve-se impávido, seráfico e recolhido no seu fato-de-treino cinzento do qual sobressaíam as letras Umbro e o símbolo do Athletic. 

Não levantou a cabeça a nenhuma pergunta, manteve-a baixa. Bielsa é tímido, provaram-no as mãos fechadas uma na outra, os dedos apertados e os braços hirtos. 

As respostas saíram secas. Esperava pela tradução para o português, parecia analisar. Interrompia e voltava atrás para acrescentar algo que lhe parecia em falta. Como quando um jornalista espanhol lhe perguntou em castelhano sobre a Repsol e a posição da Argentina. 

Não respondeu. E quando o repórter insistiu, foi seco: "Pensei que o silêncio tinha servido como resposta". "A pergunta não é do âmbito do jogo e é absolutamente tendenciosa". Voltou atrás e, sem levantar os olhos, atirou: “É uma parte económica importante nas mãos do país”, disse referindo-se à posição argentina de não pagar a indemnização de 8 mil milhões exigida pela Repsol pela nacionalização da YPF.

Sendo impossível, só a uma tartaruga hábil, Bielsa encolheu-se ainda mais quando lhe disseram que Sá Pinto o colocara no mesmo patamar de Guardiola e Mourinho. “Agradeço o elogio, mas não sou comparável a nenhum desses treinadores, não tenho esse mérito”.

Foi tão ao lado quando foi instado a comentar o jogo ente o Barcelona e o Real Madrid do próximo sábado. “Uma resposta dessas exige intuição sobre algo a que esteja atento e neste momento estou concentrado no jogo com o Sporting”, afirmou. Voltaria atrás, claro, para acrescentar que não tinha capacidade para responder. Pediu desculpa. E levantou-se. Antes, esteve a conversar com Kidi Gomes de Segura, a tradutora de 29 anos que se mostrou muito atenta às tiradas do argentino.

Foi agradecer-lhe e dizer-lhe que, embora não sabendo português, o esforço empregue pareceu-lhe de louvar. Kidi disse que o tempo que Bielsa demora a responder e a elaborar as repostas permite-lhe traduzir mais fluidamente. É uma ajuda. 

Marcelo Bielsa levantou-se e pegou no saco branco. Tinha jornais, muitos. De cada vez que viaja, mal sai do avião adquire todo o material jornalístico desportivo com o qual se cruza. Chegam-lhe diariamente cinco publicações de todo o mundo e pela Internet é assinante de uma dezena mais. É um leitor assíduo do espanhol “El País”. Era isso que carregava.

Depois foi para o treino, onde no relvado já estavam dezenas de marcas que obriga os seus adjuntos a colocar para administrar mais um treino. Agora, em Alvalade.

 

Via Público



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Terça-feira, 17.04.12

Sporting abre inquérito.. mas aceita Vice de volta às funções


O clube “leonino” anunciou nesta terça-feira, através de um comunicado, a instauração de um "procedimento prévio de inquérito" aos factos que vieram a público na sequência da investigação judicial a Paulo Pereira Cristóvão.


De acordo com um comunicado colocado no site do clube, a proposta foi apresentada por Godinho Lopes, presidente do Conselho Directivo leonino, e o objectivo é “apurar com maior detalhe e rigor a extensão” dos factos que envolvem Pereira Cristóvão, vice-presidente do Sporting.

Comunicado

"Na sequência das buscas e apreensões efectuadas pela Policia Judiciária a mando da senhora Procuradora Adjunta do Departamento de Investigação e Acção Penal, no passado dia 12 de Abril de 2012, às instalações do Sporting Clube de Portugal, no âmbito de uma investigação criminal por denúncia caluniosa, vieram a público um conjunto de factos envolvendo o vice-presidente do Sporting Clube de Portugal, Paulo Pereira Cristóvão.

Tendo em atenção a natureza dos referidos factos entende o Conselho Directivo que se mostra necessário apurar com maior detalhe e rigor a extensão dos mesmos, bem como as circunstâncias relacionadas com estes.

Assim, por proposta do seu presidente, o Conselho Directivo solicita ao Conselho Fiscal e Disciplinar, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 58, n.º 1, al. h) dos estatutos do clube, a instauração de um procedimento prévio de inquérito para efeitos de tal apuramento, bem como de quaisquer outros factos ou circunstâncias que o desenvolvimento do inquérito venha a revelar."

 

Via Público

 



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Pereira Cristóvão volta ao poder

Paulo Pereira Cristóvão, que tinha pedido a suspensão do seu mandato como vice-presidente do Sporting, vai reassumir plenas funções na direcção do clube de Alvalade.


A decisão saiu de uma reunião do conselho directivo do Sporting, que durou várias horas e terminou já depois da meia-noite de segunda-feira.

“Reunido o conselho directivo do Sporting Clube de Portugal, e após ouvir o vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão, foi decidido que este deve reassumir as suas funções a partir da presente data, tendo sido retirado o pedido de suspensão de mandato”, confirma um comunicado do clube de Alvalade.

Pereira Cristóvão saiu do Estádio de Alvalade sem prestar declarações, tal como os restantes elementos da direcção “leonina”, após uma reunião em que foi longamente debatido o caso do vice-presidente, que foi constituído arguido por suspeita de denúncia caluniosa, após terem sido depositados dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal.

O vice-presidente leonino tinha pedido na quinta-feira a suspensão do mandato, o que foi prontamente aceite por Godinho Lopes, presidente do clube, mas a verdade é que a figura da suspensão do mandato não está prevista nos estatutos do Sporting.

A justificação oficial para Pereira Cristóvão regressar às suas funções não é conhecida.

 

Retirado do Público



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Segunda-feira, 16.04.12

Sporting entra em blackout


A partir desta segunda-feira, os elementos da equipa de futebol do Sporting não falam à comunicação social, excepto nas situações em que são obrigados pelos regulamentos das provas em que participam.


“A administração da Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD, decretou o 'blackout' na equipa de futebol profissional, numa medida que vigorará a partir do dia de hoje”, lê-se num comunicado publicado no site oficial do clube.

“Qualquer informação apenas poderá ser obtida no site oficial do clube, sem prejuízo de estarem asseguradas as presenças regulamentares previstas pela UEFA (Liga Europa), Liga Portuguesa de Futebol Profissional (Liga Zon Sagres) e Federação Portuguesa de Futebol (Taça de Portugal)”, acrescenta o mesmo documento.

Esta posição surge numa altura em que o clube está envolvido na polémica relacionada com o chamado “caso Cardinal”, em que o vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão foi constituído arguido por suspeita de denúncia caluniosa qualificada, depois de um membro de uma empresa sua ter depositado dois mil euros na conta do árbitro assistente José Cardinal, antes de um jogo com o Marítimo, para a Taça de Portugal, em Dezembro do ano passado.

Pereira Cristóvão pediu na quinta-feira a suspensão de mandato, mas agora deseja voltar a funções, algo que é discutido nesta segunda-feira, em reunião do conselho directivo do clube.

Como o PÚBLICO avançou na edição de sábado, os estatutos do Sporting não prevêem a figura da suspensão de mandato, o que obriga Pereira Cristóvão a manter-se no cargo ou a renunciar.

Godinho Lopes, presidente do clube, defendeu, entretanto, à Lusa uma outra tese: “É nossa convicção que este caso poderá ser analisado ao abrigo do Código de Sociedades Comerciais", afirmou o presidente, para justificar o uso da figura de suspensão de mandato.

 

Via Público



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Quinta-feira, 12.04.12

 

Vice-presidente do Sporting justificou o pedido de suspensão do seu mandato com os “superiores interesses” do clube, rejeitando que este acto represente “assunção de culpa”.


“Face ao ocorrido, entendi que, estando a minha honestidade pessoal, e enquanto dirigente, em causa, deveria apresentar, ao presidente do Conselho Directivo, com efeitos imediatos, o meu pedido de suspensão do mandato como vice-presidente do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal", afirmou Paulo Pereira Cristóvão.

"Tal decisão não encerra qualquer assunção de culpa, antes pelo contrário, e deve-se única e exclusivamente, com aquilo que entendo serem os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal”, salientou.

O vice-presidente do Sporting com o mandato suspenso confirmou ter sido constituído arguido num processo de denúncia caluniosa, assim como a realização de diligências na sua residência e na sua empresa, assim como no Estádio José Alvalade, tal com o clube leonino já tinha informado, no seu sítio oficial na Internet.

“No dia de hoje foram efectuadas buscas à minha residência, à minha empresa e às instalações do Estádio José Alvalade, e no decurso das quais fui constituído arguido, num processo de denúncia caluniosa”, acrescentou Paulo Pereira Cristóvão, sem mais detalhes: “Sobre este assunto, nesta fase, nada mais entendo que deva declarar”.

Via Público



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PJ faz buscas em Alvalade e suspeita de

A Polícia Judiciária suspeita de Paulo Pereira Cristóvão e terá constituído o vice-presidente dos leões como arguido no caso de alegada corrupção que envolve o árbitro auxiliar.

 

A Polícia Judiciária está a efetuar buscas em Alvalade, na sequência do caso de alegada corrupção envolvendo o árbitro auxiliar José Cardinal, nos dias que antecederam o jogo entre o Sporting e o Marítimo, para a Taça de Portugal, em dezembro.

 

A PJ suspeita de que tenha sido montada uma "armadilha" ao auxiliar, cuja conta bancária recebeu um depósito de dois mil euros dias antes do encontro entre os leões e madeirenses, que o Sporting viria a vencer por 3-0. No entanto, José Cardinal acabaria por ser substituído pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, alegando «motivos pessoais».

 

De acordo com o Correio da Manhã, as suspeitas apontam para Paulo Pereira Cristóvão, que terá sido já constituído arguido. Com efeito, a PJ suspeita de que tenha sido um funcionário da empresa do vice-presidente dos leões a fazer o depósito na conta do árbitro assistente, pelo que conduziu também buscas na empresa de segurança e na casa de Paulo Pereira Cristóvão.

 

Via Sapo



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Quarta-feira, 11.04.12

PJ investiga árbitro José Cardinal após depósito suspeito


Um depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal, dias antes de um jogo entre o Sporting e o Marítimo para a Taça de Portugal, está na origem de uma investigação da Polícia Judiciária.


A notícia foi avançada nesta quarta-feira pelo Diário de Notícias, referindo que o Sporting recebeu uma denúncia anónima e comunicou o caso à Federação Portuguesa de Futebol que, por sua vez, o encaminhou para a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Judiciária. 

O PÚBLICO confirmou que, de facto, a FPF teve conhecimento do caso e o comunicou à PGR e à Judiciária. 

O director de comunicação da FPF disse ao PÚBLICO que a entidade não faz comentários sobre este tema. O mesmo aconteceu com o assessor de imprensa do clube de Alvalade, que não se pronuncia sobre o caso.

O Marítimo, para já, também não comenta o tema.

O PÚBLICO aguarda, por outro lado, um comentário da Polícia Judiciária sobre esta investigação.

Segundo o DN, foram depositados na conta de José Cardinal dois mil euros em notas, num banco da Madeira, dias antes do jogo entre o Sporting e o Marítimo, dos quartos-de-final da Taça de Portugal, que decorreu a 22 de Dezembro de 2011, em Alvalade, e que os “leões” venceram por 3-0.

O mesmo jornal diz que a Unidade Nacional contra a Corrupção da PJ está a investigar se o património de José Cardinal é compatível com os seus rendimentos.

A FPF terá tido conhecimento desta denúncia ainda antes do jogo, o que levou à substituição do árbitro assistente, então justificada por motivos pessoais. Esse jogo foi dirigido por Artur Soares Dias.

José Cardinal tem 45 anos, está filiado na Associação de Futebol do Porto e é árbitro desde 1990-91. Na sua ficha na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, é apresentado como funcionário dos CTT, embora o DN diga que o árbitro assistente deixou os quadros dos Correios para se dedicar em exclusivo à arbitragem.

Nesta temporada, em que tem feito parte da equipa de arbitragem chefiada por Carlos Xistra (que foi um dos arguidos no Apito Dourado), Cardinal esteve presente em nove jogos da I Liga, seis da II Liga e um da Taça da Liga – destes 16 encontros, dez deles ocorreram já depois do referido jogo Sporting-Marítimo.

José Cardinal é também árbitro assistente internacional, tendo estado, por exemplo, na fase final do Euro 2004 e Mundial 2010.

O PÚBLICO tentou ainda ouvir uma reacção da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), mas o presidente Gustavo Sousa não atendeu o telefone.

 

Via Público



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Terça-feira, 10.04.12

1. O Benfica não teve força mental para impor a qualidade do seu jogo e foi derrotado por um Sporting que encontrou uma fórmula segura para exponenciar as qualidades e disfarçar as debilidades frente a adversários com gula. Artur foi o melhor benfiquista, o que não abona a favor de quem não esteve à altura de um candidato ao título. Jorge Jesus demorou meio jogo a perceber que Elias não deixava Rodrigo jogar. Sá Pinto ganhou a guerra ao mestre da táctica.

2. Primeira parte intensa e competitiva. O Benfica entrou melhor, mas isso acontecia também em resultado da estratégia que o Sporting assume nos confrontos mais exigentes: linhas baixas (para atenuar a lentidão dos centrais), aposta clara no erro do adversário e nas saídas rápidas.

3. Em resultado da entrada vigorosa do Benfica ou porque já estivesse estabelecido, Elias passou a policiar Rodrigo, que se eclipsou. A certa altura, era como se jogassem dez contra dez. O regressado Elias tem mais aptidão do que o promissor André Martins para o duplo pivot com Schaars.

4. O ímpeto benfiquista esfumou-se rapidamente e o ritmo do jogo baixou um pouco, como pareceu ser vontade do Sporting, que investia num jogo de sombras – o próprio Matías Fernández tentava controlar as acções de Javi e prejudicar a primeira fase da organização ao Benfica. Ao mesmo tempo, o Sporting aproveitava as muitas bolas recuperadas para fazer contra-ataques simples, mas venenosos. João Pereira deixava sob pressão Emerson. E Matías sentia-se como peixe na água na posição central, onde é capaz de queimar linhas. Wolfswinkel mostrava dinâmica, como no lance em que recebeu o lançamento de Insúa e Luisão fez penálti.

5. O Benfica acusou o golo e, pior, parecia preso num colete de forças. Novamente com os centrais e o trinco de elite à disposição, Jesus olhava incrédulo para o relvado. Não havia sinal do vendaval ofensivo que normalmente caracteriza a sua equipa. Dois lances inconsequentes para a cabeça de Cardozo não chegavam para contrariar o jogo cínico mas eficaz do Sporting.

6. O Benfica precisava de fazer algo. Jesus abdicou de Rodrigo para lançar Djaló, passando Bruno César para uma posição mais central. Mas Gaitán continuava um desaparecido em combate (só se viu pouco antes de ser substituído), Witsel não chegava para as encomendas e Javi García só se distinguia pelos excessos físicos e pelos disparates, principalmente em dois lances (50’ e 61’) que só não tiveram prejuízos graves porque ontem Wolfswinkel só sabia marcar de penálti. A entrada de Djaló trouxe velocidade, mas percebeu-se que o avançado acusou o regresso a Alvalade.

7. Javi García acabou, naturalmente, por ser sacrificado. Nélson Oliveira entrou para tornar o Benfica ainda mais de tracção à frente. Após Izmailov falhar por pouco um golo olímpico, Sá Pinto respondeu com a troca de Schaars por Carriço, o que libertou Elias para um papel que ele ainda sabe fazer melhor (médio de transição). Mas Wolfswinkel continuou a desperdiçar. 

8. A expulsão (justa) de Luisão foi a última imagem forte de um Benfica ontem demasiado fraco e incapaz de contrariar a teia montada por Sá Pinto. Com menos tempo de recuperação da jornada europeia, o Sporting foi sempre mais forte e mais rápido. E também mais inteligente. O Benfica não teve estofo de campeão e acusou a responsabilidade.

9. O jogo teve três lances de alguma dúvida nas áreas. Artur Soares Dias só julgou mal um lance, ao não marcar a falta de Polga sobre Gaitán, no primeiro minuto. Assinalou bem o penálti do golo e não tiveram razão os sportinguistas quando reclamaram falta de Garay sobre Wolfswinkel, aos 25’. bprata@publico.pt

 

Bruno Prata

 

Retirado do Público



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Segunda-feira, 09.04.12
Benfica justamente derrotado, Artur foi o melhor em campo

Um golo de penálti de Ricky van Wolfswinkel permitiu ao Sporting derrotar o Benfica (1-0), num "derby" intenso, com muitas oportunidades e alguns casos polémicos.


O triunfo deixa os “leões” outra vez no quarto lugar, com mais dois pontos do que o Marítimo, e atrasa o Benfica na corrida pelo título. Os “encarnados” estão agora a quatro pontos do líder FC Porto, quando faltam quatro jornadas para o fim da prova.

Logo no início da partida, o Benfica reclamou penálti num lance entre Polga e Gaitán. O árbitro marcou canto, mas o brasileiro fez falta, ficando a dúvida se foi fora ou dentro da área. Numa das repetições, parece que o contacto de Polga acontece dentro da área.

Pouco depois, outro lance na área, desta vez do Benfica. Artur Soares Dias marcou penálti por um puxão de Luisão a Wolfswinkel.

O holandês não falhou da marca de grande penalidade (18’), apontando o seu nono golo no campeonato.

Na primeira parte, o Benfica teve mais posse de bola (64 contra 36%), mas o Sporting criou mais perigo.

O melhor lance do Benfica foi um remate de Javi García, que pôs Rui Patrício à prova (18’).

No início da segunda parte, a equipa da Luz esteve perto de marcar, o que só não aconteceu porque Insúa, quase em cima da linha, cortou um cabeceamento de Maxi Pereira (52’).

Na resposta, Schaars obrigou Artur uma boa defesa (54’) e pouco depois (61’) Wolfswinkel surgiu isolado, após um mau passe de Javi García, mas permitiu a defesa ao guarda-redes brasileiro.

Numa fase em que Jesus arriscou no ataque (trocando Javi García por Nelson Oliveira), o Sporting esteve perto de marcar, com Izmailov a acertar na trave (63’).

Apesar do golo, Wolfswinkel foi o mais perdulário da noite. E aos 72’, isolado, passou por Artur, mas depois acertou mal na bola.

No mesmo minuto, Djaló rematou com perigo ao lado.

O jogo entrou depois numa fase mais confusa, até que Izmailov voltou a pôr Artur à prova (85’). O mesmo fez Matías (89’), num lance em que Rubio marcou na recarga, mas estava em fora-de-jogo.

Mesmo em cima hora, o Benfica ficou reduzido a dez elementos, por acumulação de amarelos de Luisão.

 

Via Público



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Domingo, 08.04.12

Sá Pinto:

Ricardo Sá Pinto diz que o Sporting está “confiante e motivado” para o jogo frente a um Benfica “sem pontos débeis”, garantido que o objectivo é conquistar os três pontos.


“A equipa está preparada, sabe a importância do jogo e vamos encarar este jogo como todos os outros. Estão em jogo três pontos, frente a uma equipa com qualidade, bons jogadores, boa dinâmica e um adversário difícil. Queremos estar à altura, fazer um bom jogo e conquistar os três pontos”, disse o técnico, em conferência de imprensa. 

Na véspera de defrontar os “encarnados” no “derby” lisboeta que encerra a 26.ª jornada da Liga de futebol, o treinador disse não encontrar fragilidades no seu adversário feira, afirmando que o Benfica tem um plantel de qualidade. 

“O Benfica não tem pontos débeis, não há qualquer jogador que eu reconheça que não tem qualidade para estar naquele plantel. Tem várias soluções para cada posição e isso para o técnico do Benfica é motivo de satisfação”, referiu. 

Sá Pinto explicou que a sua equipa tem tido uma grande exigência “física e emocional” com vários jogos nas últimas semanas, mas defendeu que os resultados positivos ajudam a ultrapassar alguma fadiga que possa existir. 

“Temos tido uma exigência física e emocional, com uma sucessão de jogos que não é normal e ainda nesta altura da época, mas os resultados têm sido positivos e a equipa está confiante e motivada. Estes factores ajudam a ultrapassar a fadiga”, salientou o treinador dos “leões”. 

Sobre a importância do jogo, Sá Pinto recusou a ideia de que a responsabilidade seja apenas do Benfica, garantindo que no Sporting a pressão é diária. 

“Estar no Sporting não é para todos. A pressão neste clube é diária, a ambição de ganhar o próximo jogo está sempre presente e não muda nada a nossa forma de estar, apesar do que outros possam dizer. Não abdicamos de nenhum resultado, de nenhum ponto e de nenhuma vitória, lutamos sempre pelos três pontos e é isso que vamos fazer”, explicou. 

O treinador disse ainda que as estatísticas nada querem dizer e que não dá importância aos dados ou curiosidades relacionadas com os diferentes jogos. 

“Nestes grandes jogos, entre duas grandes equipas, não me parece que haja coincidências sobre a forma como as equipas chegam ao jogo. Estão as duas num bom momento e espero um grande jogo de futebol”, referiu. 

Sá Pinto admitiu que um jogo entre Sporting e Benfica tem sempre “pressão e expectativa” entre todos os intervenientes, afirmando que o objectivo é vencer o primeiro “derby” da sua carreira como técnico. 

“São clubes com uma história enorme do futebol português e estes jogos têm alguma pressão e expectativa, mas espero um dia de festa. Vai ser o meu primeiro ‘derby’ como treinador e como qualquer um quero ganhar este jogo”, frisou. 

Sobre a mensagem a passar aos jogadores, o técnico assumiu que é algo que faz diariamente, não sendo necessárias palavras motivadoras extra para o próximo jogo. 

“Há valores que passo diariamente e regras que estão estipuladas. A este nível quase não é preciso estipular regras, os jogadores sabem o que podem e não podem fazer, não sou do tipo de impor ou de ser ditador. Defendo máxima liberdade, máxima responsabilidade”, concluiu.

 

Via Público



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Domingo, 01.04.12

Sporting ganha ao União de Leiria com golo ao cair do pano

Os “leões” colocaram um ponto final na longa série de jogos sem ganhar fora de Alvalade para o campeonato. Na Marinha Grande, frente à U. Leiria, venceram por 1-0.


Sá Pinto decidiu poupar muitos habituais titulares, a pensar no jogo da Liga Europa contra o Metalist, e, frente à União de Leiria, os “leões” sentiram dificuldades para ultrapassar uma aflita U. Leiria.

Numa partida pouco interessante, o Sporting teve mais posse de bola mas poucas ocasiões de golo.

Só na segunda parte, marcada por uma quebra de energia nas torres de iluminação do estádio que levou a uma interrupção do jogo por um período de 14 minutos, houve alguma emoção.

Mesmo assim, Sá Pinto teve que fazer saltar do banco alguns dos futebolistas mais utilizados para acabar com o nulo de vitórias fora de Alvalade para o campeonato. Matías, de livre, resolveria a partida, nos instantes finais.

 

Via Público



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Sexta-feira, 30.03.12
Sporting venceu Metallistic

Ao contrário de Sá Pinto, o treinador do Metalist raramente se levantou do banco. Myron Markevych é um ucraniano fechado, pouco exultante. Tão pouco que mal festejou quando Cleiton marcou o golo nos descontos, batendo Patrício de grande penalidade. Apesar de tudo, saiu derrotado de Alvalade, por 2-1. Mas sentiu que a decisão da eliminatória ficou adiada, quando parecia tudo decidido com os golos de Izmailov e Insúa.


O técnico que deixou o cargo de seleccionador da Ucrânia em 2010, queria concentrar-se no Metalist, clube que lidera desde 2005. Fez da sua equipa uma máquina de jogar à italiana, pejada de brasileiros e argentinos (um deles Torsiglieri, central emprestado pelos “leões”). Aproveitando essa mistura, jogou apenas com um ucraniano (na baliza) e começou por tramar o Sporting.

A teia que Markevych desenhou no meio-campo, com Cleiton, Torres e Blanco manietou o coração sportinguista, sem ideias para servir o ataque — os laterais Pereira e Insúa não conseguiam subir e os extremos Capel e Izmailov não apareciam. Sem pressa e a trocar a bola com paciência a chamar os jogadores leoninos, nem parecia que o Metalist estava a fazer história. A equipa ucraniana está a estrear-se nos quartos-de-final da Europa, mas parece madura.

Tem um melhor registo fora de caso do que no seu estádio e não mostrou respeito pela folha de serviço sportinguista de seis vitórias em seis jogos na Liga Europa. Com Taison, um extremo rápido e tecnicista encostado ao flanco e desequilibrador quando flectia para dentro, a baliza de Rui Patrício foi muito assediada no primeiro tempo, embora sem muito perigo. Aí, foi importante a atenção de João Pereira e Xandão, com dois cortes in extremis a impedir que um jogador do Metalist surgisse isolado.

As linhas baixas que Sá Pinto usou contra o CIty foram ontem repetidas. Um golo sofrido em casa é perigoso na UEFA e o técnico leonino voltou a não arriscar, deixando Wolfswinkel muito só na frente. Na expectativa. Pela frente, uma equipa treinada por um homem que pagou do seu bolso para ir estudar com Fabio Capello, Christoph Daum e Carlo Ancelotti.

Com as cartas na mesa, as duas equipas iam-se estudando. E respeitando. Até aparecer Capel, no segundo tempo. O espanhol desatou o nó na esquerda, isolou-se e serviu Izmailov para o golo. Era o lado esquerdo do Sporting a funcionar, uma lição trazida do intervalo, já que Obradovic parece ser o elo mais fraco desta equipa. Atordoada a equipa ucraniana cedeu um livre, ganho por Matías à entrada da área. Foi a oportunidade para Insúa fazer o que tinha feito à Lazio: um golo ao cantinho. Todos, inclusive o guarda-redes Goryainov, pensavam que seria o chileno a bater o livre, mas nem ele nem Schaars, foi o argentino.

O estádio, com a melhor assistência da época (40 mil, mais dois mil que contra o City), respirava de alívio. A sua equipa tinha conseguido soltar-se do espartilho ucraniano. Uma equipa invicta fora de casa (tinha até aqui cinco vitórias e um empate) e com o melhor ataque na prova, parecia, finalmente, abalada, ferida na sua forte personalidade.

O Metalist, como muitas equipas desta zona, é presidida por um homem de negócios, Oleksandr Yaroslavsky, uma das pessoas mais ricas e influentes do país. Mas, tal como os seus rivais domésticos Dínamo e Shakhtar, saiu derrotado. Os “leões” venceram sempre os adversários ucranianos.

Nesta quinta-feira, contudo, foi preciso recorrer (mais uma vez) a Patrício. Por três vezes salvou o golo, duas delas com grandes defesas, quando tinha um adversário sozinho pela frente na pequena área. Só não resistiu no último suspiro do jogo ao penálti marcado por Cleiton. Isto depois de ter feito uma gtrande defesa e, na recarga, ter derrubado Blanco.

O Sporting saiu com uma vitória manchada. Quase amputada por um golo da equipa ucraniana. Os “leões” estiveram por mais que uma vez com a hipótese de fazer o terceiro golo, já com Carrillo e Jeffren em campo, mas perdoaram o adversário. E deixaram-no vivo para o jogo da segunda mão, na Ucrânia, para a semana, e no qual não estarão Carriço (viu amarelo), nem Torsiglieri e Gueye (também viram cartão).

POSITIVO
Insúa/Capel
O adversário ucraniano começou a perder graças ao flanco esquerdo do Sporting. Capel foi devastador, desatou o nó que permitiu chegar ao golo, mas para isso contou com a ajuda de Insúa, o seu adjunto naquele corredor. O argentino fez ainda mais que o espanhol: fez o que já tinha feito à Lazio. Um golo.
Taison/Cleiton
Estes dois brasileiros são a alma e o coração do Metalist. O primeiro a desequilibrar nas alas, o segundo no centro, a pensar e a marcar o ritmo do jogo da sua equipa. Se Taison foi um quebra-cabeças no corredor de João Pereira, Cleiton deu oxigénio à sua equipa para o segundo jogo.

NEGATIVO
Obradovic
Foi o elo mais fraco do Metalist e no seu corredor nasceu o primeiro golo do Sporting.

Ficha de Jogo
Sporting, 2
Metalist, 1

Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Assistência 40.512 espetadores.

Sporting Rui Patrício A90’, João Pereira, Polga, Xandão, Insúa, Daniel Carriço A57’(Renato Neto, 70’), Schaars, Matías, Izmailov A43’ (Carrillo, 79’), Diego Capel (Jeffren, 72’) e Wolkswinkel. Treinador Sá Pinto
Metalist Goryainov, Villagra, Gueye A59’, Torsiglieri A33’, Obradovic, Torres, Cleiton Xavier A52’, Sosa (Valyayev, 90'+3’), Blanco (Marlos, 77’), Taison e Cristaldo (Devic, 65’). Treinador Myron Markevych

Árbitro Wolfgang Stark (Alemanha). Amarelos Torsiglieri (33’), Izmailov (43’), Cleyton Xavier (52’), Carriço (57’), Gueye (59’), Rui Patrício (90’).
Golos 1-0, por Izmailov, aos 51’; 2-0, por Insúa, aos 64’; 2-1, por Cleiton Xavier, aos 90'+1’ (g.p.).

 

Via Público



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Quarta-feira, 28.03.12

Sá Pinto e o Metalist?

O treinador do Sporting, Ricardo Sá Pinto, garantiu nesta quarta-feira que a equipa está preparada para o encontro com o Metalist Kharkiv, mas não com “excesso de confiança” por ter afastado o Manchester City da Liga Europa de futebol.

 

“Não acredito que haja excesso de confiança, antes pelo contrário. Conhecemos bem o adversário, sabemos que tem qualidade, capacidade, fez uma fase de grupos exemplar. Da nossa parte, a forma de abordar o jogo será a mesma de sempre, com seriedade, rigor e vontade de o ganhar”, disse.

Na antevisão do encontro da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, o técnico afirmou que não vê pontos fracos no Metalist, formação que apresenta o melhor ataque da Liga Europa, com 25 golos.

“Não vejo pontos fracos. Uma equipa que chegou aos quartos-de-final sendo quase sempre superior, e que é forte em todos os seus sectores, é um adversário difícil”, disse Sá Pinto, garantindo: “A equipa está preparada e na máxima força para o jogo”.

Sá Pinto, que ainda não perdeu em Alvalade desde que assumiu o comando técnico do Sporting, considerou que as vitórias surgem da conjugação de uma série de factores: “Tentar sempre jogar um futebol de melhor qualidade possível, respeitar o adversário e estar sempre concentrado e equilibrado durante todo o jogo”.

O treinador recusou assumir o favoritismo para o jogo de quinta-feira frente ao actual terceiro classificado da liga ucraniana, porque “em alta competição não existem factores casa nem favoritos”.

Ricardo Sá Pinto considerou que os jogadores devem “estar sempre motivados, seja em que competição for” e mostrou-se satisfeito com o plantel que tem à sua disposição.

“Tenho 27 grandes profissionais que me preenchem na plenitude como treinador e para as minhas exigências”, referiu.

O defesa Emiliano Insúa também garantiu que a equipa está preparada para o encontro de quinta-feira, e disse conhecer o adversário.

“Vimos muitos jogos deles (Metalist), sabemos que temos pela frente um adversário de qualidade, temos que estar preocupados, com a mesma preocupação com que enfrentamos a nossa equipa anterior. Temos que estar tranquilos e respeitar o adversário”, referiu.

O defesa argentino, que disse conhecer bem os compatriotas que alinham na formação ucraniana, recusou estabelecer os objectivos do Sporting para a presente edição da Liga Europa.

“O plantel tem que pensar jogo a jogo, temos que enfrentar este com a mesma confiança e humildade com que jogamos o anterior”, afirmou.

O encontro entre o Sporting e a formação ucraniana disputa-se na quinta-feira (20h05, SIC)), no Estádio José Alvalade, em Lisboa, sob arbitragem do alemão Wolfgang Stark.

Sporting ou Metalist vão defrontar nas meias-finais da Liga Europa o vencedor de eliminatória que coloca frente a frente os alemães do Schalke 04 e os espanhóis do Athletic Bilbau.

 

Via Público

 



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