Quinta-feira, 07.06.12

Leonardo Jardim dois anos no Olympiakos


O Olympiakos oficializou nesta quinta-feira a contratação do técnico português Leonardo Jardim. No seu site oficial, o clube grego revelou que o vínculo com o antigo técnico do Sp. Braga terá a duração de duas temporadas.


Será a primeira experiência no estrangeiro para o técnico de 37 anos abandonou à poucos dias a formação minhota, onde esteve apenas uma temporada, classificando a equipa no terceiro lugar.

Jardim será o terceiro treinador português no principal escalão do futebol grego na próxima época, para além de Jesualdo Ferreira (Panathinaikos) e Manuel Machado (Aris Salónica). O outro treinador português a trabalhar na Grécia é Fernando Santos, que está na selecção do país.

 

Noticia do Público

 



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Terça-feira, 05.06.12

osé Peseiro regressa de seis anos no


José Peseiro vai ser o treinador do Sporting de Braga para as próximas duas temporadas. O ex-seleccionador da Arábia Saudita chegou na segunda-feira a acordo com o presidente bracarense, António Salvador, faltando apenas definir quais os adjuntos que acompanham o novo técnico. Um dos nomes que deverão fazer parte da equipa técnica é Fernando Couto, que desempenhou as funções de manager do clube entre 19 de Junho de 2010 a 16 de Janeiro de 2012.


O antigo internacional português saiu do clube para um projecto desportivo na Índia - que entretanto abortou -, mas também devido a um relacionamento alegadamente tenso com Leonardo jardim. Eduardinho, que acompanha Peseiro desde os tempos do Nacional, deve ser outra das escolhas, permanecendo Rui Correia, o único a transitar da anterior equipa técnica, como treinador de guarda-redes.

O homem que chegou a levar o Sporting a uma final da Taça UEFA é o 12.º treinador do reinado do actual homem forte do Braga e vai ocupar o lugar de Leonardo Jardim, que abandonou recentemente o cargo (apesar de ter mais dois anos de contrato) devido a uma entrevista que António Salvador entendeu constituir uma quebra de confiança entre o técnico madeirense e a direcção do clube. 

Peseiro é também uma aposta na experiência, o que contrasta um pouco com as últimas apostas de Salvador desde a saída de Jesualdo Ferreira, no final da época de 2005/06. Nas temporadas que se seguiram, com excepção de Jorge Jesus na temporada de 2008/2009, Salvador apostou sempre em técnicos jovens e sem grande experiência, como Jorge Costa, Domingos Paciência e finalmente Leonardo Jardim, um técnico que tinha acabado de promover o Beira-Mar ao escalão principal.

José Peseiro tem 52 anos e em Portugal já chegou ao topo quando treinou o Sporting por uma época e mais sete jornadas. Chegou a Alvalade em 2004, depois de uma passagem como adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid, mas apenas conseguiu levar a formação de Alvalade a uma final da Taça UEFA. Foi o culminar de uma subida vertiginosa que começou no Nacional da Madeira, clube que apanhou na segunda Divisão e levou até à I Liga. Com uma filosofia de jogo moderna, chegou a ser comparado a Mourinho. Mas os resultados ficaram muito distantes dos do Special One e na segunda temporada no Sporting acabou por sair à sétima jornada. 

Peseiro referiu recentemente que não esperava regressar nos próximos tempos a Portugal e, questionado se só estava disponível para treinar um dos três "grandes", respondeu que estaria disposto a trabalhar em equipas que tenham "ambição e projecto, que lutem pelo campeonato e pelas vitórias nas outras competições". "Penso que já não são só Benfica, Sporting e FC Porto que fazem isso", rematou, como que adivinhando que o regresso poderia passar por uma equipa que vai entrar directamente nos play-off da Liga dos Campeões e que nos últimos anos apareceu nos lugares cimeiros da classificação.

Após abandonar o Sporting, a 18 de Outubro de 2005, Peseiro passou seis anos a trabalhar fora de Portugal. O primeiro destino foi o Al Hilal, da Arábia Saudita. Seguiram-se os gregos do Panathinaikos. Na apresentação, prometeu títulos, mas demitiu-se a 14 de Maio de 2008. Também não teve grande sorte na passagem pelos romenos do Rapid Bucarest. Assinou a 3 de Junho e foi despedido no início de Outubro. Regressou à Arábia Saudita para ocupar o cargo de seleccionador. As coisas também não correram bem.

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 30.05.12

Salvador e o mito de Sísifo

O presidente do Sp. Braga vai para a 11.ª época à frente do clube. A saída de Jardim obriga-o a ter de começar outra vez do zero. O incrível é que a equipa parece (quase) sempre superar-se.


A iminente saída de Leonardo Jardim do banco do Sporting de Braga deixa o presidente do clube minhoto numa situação difícil, mas não inédita. O abandono do treinador madeirense parece ser mais uma repetição do que tem sido a história recente dos bracarenses desde que Mesquita Machado deixou a cadeira da presidência em 2002. 

Tal como Sísifo, personagem da mitologia grega condenada a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar a pedra até ao topo da montanha só para a ver rolar colina abaixo novamente, António Salvador passa pelo ritual de mudar de treinador quase todos os anos e tentar levar o Sp. Braga lá acima. 

O líder bracarense, de 41 anos, parte para a sua 11.ª temporada no clube e deverá iniciar a época com um técnico diferente pela oitava vez. Salvador parece ter cometido o mesmo erro que o mais sábio e prudente dos mortais, que foi Sísifo. Este, ao revelar o seu segredo aos deuses gregos, ficou condenado eternamente. 

O presidente do Sp. Braga não gostou de uma entrevista de Jardim [ver outro texto nestas páginas] e a bomba estalou, levando a um impensável divórcio face à temporada que os bracarenses realizaram (terminaram em terceiro lugar). 

A ligação entre treinador e clube, que tinha ainda mais dois anos de duração, foi dinamitada, levando o presidente do Sp. Braga a recomeçar tudo de novo. É esta a condenação do presidente "arsenalista".

Foi assim na sua época de estreia, com Fernando Castro Santos, e seguiu-se com Jesualdo, Carvalhal, Jorge Costa, Jesus, Domingos e agora Jardim. Todos iniciaram um projecto que não terminaram e saíram de costas voltadas. Até Rogério Gonçalves (substituiu Carvalhal) e Manuel Machado (para o lugar de Jorge Costa), que não terminaram as épocas em que entraram a meio (ver quadro).

Só falta o primeiro lugar

Apesar deste início sinuoso a cada temporada nova, a equipa do Sp. Braga parece conseguir superar-se. Foi assim na primeira época de Jesualdo, quando sucedeu a Fernando Castro Santos, alcançando um inédito quinto lugar; Carvalhal conseguiu ainda melhor e chegou ao quarto posto. 

Jorge Jesus, em 2009, foi quinto e superou Jesualdo. Mas melhor fez Domingos, alcançando um histórico segundo posto na Liga portuguesa. Tudo isto nas épocas de estreia de cada um.

Agora, foi Jardim. No seu primeiro ano no clube, meteu-se entre os três "grandes" e ocupou o último lugar do pódio, batendo o Sporting. Salvador conseguiu nos últimos quatro anos ocupar todos os lugares de topo, excepto o primeiro. 

Quem será o senhor que se segue? Desta vez, Salvador que nem sequer quis entrar na foto de arranque da temporada com o plantel e a equipa técnica, deixou ontem no ar a hipótese de ter de escolher outro técnico. "Neste momento, [Jardim] é treinador do Sp. Braga. Se pode estar de saída? Todos os cenários são possíveis."

 

Noticia do Público



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Quinta-feira, 03.05.12

Paulo bento seleccionador até 2014


Paulo Bento vai ficar como seleccionador nacional até Julho de 2014, anunciou nesta quinta-feira a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) numa nota publicada no seu site oficial.


O contrato de Bento ia até ao final da campanha do Euro 2012, mas, com este novo vínculo, irá estar à frente da selecção portuguesa na qualificação para o Mundial 2014, que se realiza no Brasil.

Paulo Bento e Fernando Gomes, presidente da FPF, irão falar do tema numa conferência de imprensa na sede da federação nesta sexta-feira.

 

Retirado do Público

 



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Terça-feira, 14.02.12

Encontros com dirigentes portistas provocam demissão de Domingos Paciência  14.02.2012 - 00:10 Lusa

A decisão de afastar Domingos Paciência do comando técnico da equipa de futebol do Sporting terá ficado a dever-se ao conhecimento de encontros entre o treinador e dirigentes do FC Porto, revelou à Lusa fonte próxima da estrutura “leonina”.


“Temos conhecimento de que Domingos manteve contactos com dirigentes portistas nas últimas semanas e que um possível ingresso no FC Porto esteve sempre no seu horizonte”, afirmou a mesma fonte não identificada pela Lusa, lembrando as fortes ligações do treinador com o clube “azul e branco”.

A fonte vai mesmo mais longe e disse que “Domingos deixou de estar focado nos interesses do Sporting”, constatação que “se acentuou nos últimos dias na sua gestão do plantel”.

O conhecimento desses encontros com dirigentes portistas criou “enorme desconforto e mal-estar” em Alvalade, a ponto de os responsáveis “leoninos” estarem a ponderar, segundo a mesma fonte, não pagar qualquer indemnização ao treinador, o que seguramente dará origem a um conflito jurídico entre as partes.

Esse cenário é o mais provável, uma vez que Domingos Paciência não assinou até ao momento a rescisão do seu contrato com o Sporting, que apenas expirava em Junho de 2013, depois de lhe ter sido hoje comunicada por Godinho Lopes, na presença de outros elementos da SAD, a decisão de o afastar do cargo.

Resultados “não correspondem aos objectivos”

O Conselho Directivo “leonino” anunciou hoje a rescisão “do contrato com Domingos Paciência, por entender que, quer a eliminação da fase de grupos da Taça da Liga, quer o 5.º lugar actual na Liga, não correspondem aos objectivos propostos para este primeiro ano de mandato”.

Os resultados desportivos e os referidos encontros com dirigentes do FC Porto ditaram a saída do técnico.

“A equipa estava sem ânimo, sem motivação, e a derrota com o Marítimo só veio confirmar que o grupo de trabalho não estava com o treinador”, rematou a fonte próxima da estrutura “leonina”, acrescentando que Ricardo Sá Pinto, que orientava a equipa de juniores dos “leões”, será apresentado na terça-feira, às 9h45.

O antigo técnico de União de Leiria, Académica e Sporting de Braga deixou os “leões” no quarto lugar da Liga portuguesa, com 32 pontos, menos 16 do que o líder, o Benfica, após a derrota no terreno do Marítimo (2-0), em jogo da 18.ª jornada.

 

Via Público

 



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Segunda-feira, 13.02.12

Acabou-se a paciência, sai Domingos, entra Sá Pinto


Oito meses e meio depois de ter sido apresentado em Alvalade, Domingos Paciência deixou de ser treinador do Sporting. Ricardo Sá Pinto é o sucessor.


O Sporting já oficializou a rescisão do contrato com Domingos Paciência em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Os “leões” confirmam igualmente que Ricardo Sá Pinto, até agora treinador dos juniores, assume o comando da equipa principal do Sporting, com contrato válido até 30 de Junho de 2013.

A administração da SAD do Sporting colocou um comunicado na página oficial do clube na Internet em que explica os argumentos para a saída de Domingos Paciência: “Entendeu a Administração da Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD, rescindir contrato com o seu treinador Domingos Paciência, por entender que quer a eliminação da fase de grupos da Taça da Liga, quer o 5.º lugar actual na Liga Zon/Sagres, não correspondem aos objectivos propostos para este primeiro ano de mandato.”

“Mais informamos, que chegámos a acordo com o treinador Domingos Paciência, a quem agradecemos a forma empenhada e profissional com que se dedicou ao Sporting Clube de Portugal, desejando as maiores felicidades na sua carreira futura”, pode ainda ler-se.

A demissão de Domingos Paciência, de 43 anos, surge na sequência da derrota (0-2) sofrida na Madeira, diante do Marítimo.

A 16 pontos da liderança

Os “leões” ocupam o quarto lugar da classificação, com os mesmos pontos dos insulares. A equipa de Alvalade está já a oito pontos do Sporting de Braga, terceiro classificado, e a 16 pontos do líder Benfica.

Nos 35 jogos (em todas as competições) em que orientou a equipa do Sporting, Domingos Paciência obteve 19 vitórias (54%), sete derrotas e nove empates.

A equipa foi contestada no aeroporto, aquando do regresso a Lisboa. Após esse incidente, o presidente do Sporting, Godinho Lopes, tinha reafirmado a confiança no técnico: “[A saída de Domingos Paciência] é uma questão que não faz sentido. Os resultados do clube não satisfazem, mas a equipa [técnica] que dirige o Sporting é outra coisa”, sublinhou o dirigente, admitindo que “há ainda um longo caminho a percorrer”.

Sá Pinto, de 39 anos, começou a carreira de treinador em 2010-11 como adjunto de Pedro Caixinha na União de Leiria e nesta temporada assumiu o comando da equipa de juniores do Sporting.

Antes, o antigo futebolista já tinha sido director-desportivo dos "leões", entre 12 de Novembro de 2009 e 21 de Janeiro de 2010, cargo que abandonou após um desentendimento com Liedson, após um jogo da Taça de Portugal frente ao Mafra.

Comunicado do Sporting à CMVM
“Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, o Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal –Futebol, SAD vem informar ter rescindido o contrato de trabalho com o Treinador Domingos Paciência.
Mais se informa que Ricardo Sá Pinto passará a exercer as funções de Treinador da Equipa Principal do Sporting, até ao dia 30 de Junho de 2013.”

 

Via Público



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Domingo, 12.02.12

Godinho Lopes mantém confiança em Domingos

O presidente do Sporting, Godinho Lopes, garantiu hoje que o lugar de treinador de Domingos Paciência “não esta em causa”, apesar dos fracos resultados da equipa nesta época futebolística.


“[A saída de Domingos Paciência] É uma questão que não faz sentido. Os resultados do clube não satisfazem, mas a equipa [técnica] que dirige o Sporting é outra coisa”, sublinhou Godinho Lopes, admitindo que “há ainda um longo caminho a percorrer”. 

O presidente do Sporting, que falava aos jornalistas à margem de um colóquio sobre violência no desporto, colocou desta forma de parte a possibilidade de Domingos Paciência abandonar o clube, numa altura em que alguns adeptos têm contestado a equipa. 

Depois da derrota de sábado com o Marítimo (2-0), no Funchal, o Sporting foi apanhado pelos madeirenses no quarto lugar, já a distantes oito pontos do terceiro lugar, que dá acesso à pré-eliminatória de apuramento à Liga dos Campeões. 

Na chegada a Lisboa, a equipa “leonina” foi vaiada por alguns adeptos que esperaram a comitiva, situação desvalorizada por Godinho Lopes. 

“Tivemos duas recepções depois do jogo com o Marítimo. Uma na Madeira, à saída do estádio, com adeptos a aplaudir e a incentivar a equipa, e outra na chegada ao nosso estádio. Dou tanto valor a uma como a outra” realçou. 

Godinho Lopes aproveitou para anunciar que o clube apresentará na próxima semana um novo produto financeiro, que pretende motivar o envolvimento dos adeptos no projecto do Sporting, na sequência da auditoria que diagnosticou a falência técnica do clube. 

“Depois do resultado da auditoria era interessante lançar um produto que envolvesse os adeptos no projecto do Sporting. Desta forma, os adeptos serão convidados a participar no capital da SAD”, explicou Godinho Lopes sobre o novo produto, designado “Investir na Paixão”.

 

Via Público



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Domingo, 29.01.12

Mourinho o treinador Hooligan

 

Sus logros en el fútbol son lo de menos. Lo realmente asombroso es cómo en los 20 meses desde que José Mourinho asumió el cargo de entrenador del Real Madrid se ha convertido, de lejos, en el personaje más polémico de España. Posiblemente nadie haya provocado más división -más repulsa o más fanática adhesión- desde tiempos de Franco.

 

Su cara pública es la de un personaje iracundo y resentido que ve enemigos por todos lados

 

No da la sensación de amar el fútbol en sí, a diferencia de Guardiola, Ferguson o Valdano

 

Los cuatro años que vivió en la capital británica, como entrenador del Chelsea, fueron otra cosa. Fue feliz allá. Él mismo lo dijo poco después de marcharse: "El único problema que tuve en Londres fue el incidente con mi perro".

 

Tuvo su gracia aquel "incidente", pese a que acabó siendo detenido por la policía. Tuvo su gracia porque demostró que Mourinho el padre de familia, a diferencia del personaje que presenta al mundo, tiene su punto de ternura. Según trascendió en la prensa, y él nunca negó esta versión de los hechos, estaba en un evento en el que se premiaba a los mejores jugadores del Chelsea cuando recibió una llamada de casa. Su mujer y dos niños estaban histéricos. Dos policías habían llegado a la puerta y querían llevarse a la mascota familiar. No, no un rottweiler; un diminuto yorkshire terrier, uno de esos perritos de falda peludos, populares entre señoras mayores, cuyos rostros parecen expresar dulce, perpleja -y permanente- sorpresa.

 

Mourinho salió disparado a casa. Arrebató el perro de las manos de los oficiales de la ley, hubo un forcejeo y el animal, misteriosamente, desapareció. Nunca quedó muy claro si Mourinho lo escondió o si se fugó a la noche londinense. Lo que sí se supo -Scotland Yard lo confirmó- fue que Mourinho fue detenido y llevado a la comisaría. El problema tuvo que ver con las complicadas leyes de cuarentena británicas y con la sospecha que tenía la policía de que el perro había entrado en Inglaterra sin que sus dueños cumpliesen los necesarios requisitos legales. El desenlace del episodio fue que, lejos de provocar la indignación del público inglés, Mourinho quedó como un héroe: defensor de su perro, símbolo en carne y hueso (al menos para los ingleses, grandes amantes de la especie canina) de la unidad y felicidad familiar. Los incondicionales de Mourinho en España (los adeptos al "mourinhismo", palabra incorporada ya al vocabulario español, como si fuera una ideología, o una secta religiosa) habrían sacado una similar conclusión.

 

Pero hubo otra interpretación posible de aquel incidente londinense, una a la que se predispondría aquel sector de la población española que (el verbo no es ninguna exageración) lo detesta: que Mourinho es tan prepotente y grosero que se considera por encima de cualquier ley, humana o divina; que sus éxitos en el fútbol le han hecho creer que está más allá del bien y del mal. Ahora estos éxitos han sido considerables. No le faltan motivos para sentirse satisfecho consigo mismo. Su trayectoria profesional ha sido estelar, compensando con creces la frustración que sintió en su juventud por no dar la talla como jugador. En menos de 12 años como entrenador ha ganado la máxima competición de clubes mundial, la Liga de Campeones, dos veces; la primera (quizá su hazaña más extraordinaria), con el Oporto en 2004, y la segunda, con el Inter de Milán en 2010, tras vencer al todopoderoso Barcelona en semifinales. Ha ganado la Liga portuguesa, la italiana y, con el Chelsea, la inglesa dos veces. Y ha acumulado varios trofeos importantes más, entre ellos, la Copa del Rey con el Real Madrid la temporada pasada. Hoy está en vías de ganar la Liga española por primera vez, ya que lleva cinco puntos de ventaja sobre el Barcelona, y va viento en popa en la Liga de Campeones. Triunfar a tal nivel de manera tan consistente en tan poco tiempo en el deporte -en el fenómeono de masas- más grande del mundo no es poca cosa. Cuando Florentino Pérez, el presidente del Real Madrid, afirma que es el mejor entrenador del mundo, no es fácil refutarle. Hasta se puede llegar a comprender porque le ha entregado, desde su llegada en mayo de 2010, prácticamente el poder absoluto en el club, o más poder del que había tenido jamás un entrenador del Real Madrid.

 

 

 

Do El Pais.es



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