Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

 

Aprenda a poupar

 

Pôr todos os meses algum dinheiro de parte foi a forma conseguida por Pedro Martins para planear a sua reforma. O Plano Poupança Reforma (PPR) foi o instrumento escolhido. "Na altura apresentava benefícios fiscais bastante atractivos e, ao mesmo tempo, tinha a vantagem de nem sequer ver o dinheiro, já que este é transferido automaticamente todos os meses para o PPR", diz ao i.

 


Mesmo com a redução dos benefícios fiscais, o comercial garante que vai continuar a investir neste produto. Tudo em nome de uma reforma mais descansada. "Se não for assim, muito dificilmente continuava a fazer um pé-de-meia. Já me habituei a não contar com esse dinheiro no final do mês e, como optei por fazer transferências reduzidas, não causa um grande impacto no orçamento." 

A verdade é que este não é um caso isolado. Planear a reforma com alguma antecedência para evitar desagradáveis surpresas é cada vez mais a estratégia seguida pelos portugueses. No entanto, nem sempre é uma tarefa fácil, já que o orçamento familiar para a maioria dos consumidores está cada vez mais asfixiado. 

Para alguns especialistas o truque é simples: poupar no mínimo 10% dos rendimentos mensais para esse fim. Além do valor também a idade deve ser tida em conta. A Deco lembra que esta decisão deve ser tomada o mais cedo possível. Um dos erros típicos é assumir que basta preocupar-nos com este assunto a cinco ou 10 anos da reforma. Uma visão que pode trazer desagradáveis surpresas, já que em cinco ou 10 anos dificilmente iremos poupar o suficiente para complementar a pensão de reforma. 

Mas vamos a números. Se poupar 50 euros por mês a partir dos 40 anos consegue juntar mais de 25 mil euros até aos 65 anos. Conclusão, "é preferível constituir uma poupança pouco a pouco do que adiar a decisão, já que consegue atingir uma poupança considerável a partir de quantias reduzidas", admite a associação. Esta refere, no entanto, que o consumidor não deve aplicar todo o dinheiro em produtos a longo prazo, uma vez que, pode vir a precisar dessa verba para responder a algum imprevisto. 

acautelar o futuro De acordo com o Axa Barómetro 2010, os reformados portugueses começam a poupar mais e mais cedo face aos congéneres europeus. Segundo as conclusões deste inquérito, a população reformada começou a poupar, em média, aos 38 anos, num montante médio de 4400 euros anuais (mais 5% do que a média da Europa Ocidental). Também a população reformada preparou-se melhor que os actuais trabalhadores, de entre os quais, apenas quatro em dez pessoas já o começou a fazer.

Onde investir? Há várias ofertas no mercado, cabe ao consumidor escolher a modalidade que mais se adequa ao seu caso. O cliente deverá ter em conta alguns factores, nomeadamente a necessidade de diversificar os investimentos, o perfil de risco do investidor e o espaço de tempo até à chegada da reforma. A partir daí é só escolher o produto mais indicado (ver caixas e testemunhos). 

Os PPR são os produtos eleitos pela maioria dos consumidores, mas também aqui a Deco chama a atenção para alguns factores. Por exemplo, quem tem menos de 35-40 anos não deve investir ainda em PPR. Nesta faixa etária os portugueses devem investir em áreas com forte exposição aos mercados bolsistas - nomeadamente fundos de acções ou mistos agressivos - numa lógica a longo prazo. Segundo a associação, a idade ideal para investir neste produto ronda os 40 anos. "Isso não significa que pessoas mais novas descurem a poupança para a reforma", conclui, "existem sim ofertas alternativas".

 

 

Cinco alternativas de poupança

Plano poupança Reforma (PPR)
É o instrumento de poupança mais conhecido junto dos consumidores portugueses e é o que tem mais adeptos. A maioria da oferta tem capital garantido, como tal o perfil de risco é moderado. Os benefícios fiscais inerentes a este produto ditaram o seu sucesso nos últimos, no entanto, o governo impôs limites a estes benefícios já este ano. Passou a existir um tecto máximo ao valor dos benefícios de que os contribuintes poderão usufruir. Estes limites serão bastante restritivos e vão variar entre os zero e os 100 euros consoante os escalões de rendimento. Não se esqueça que agora é mais fácil movimentar um PPR caso não esteja satisfeito com a performance do produto, ou seja, pode transferir o capital investido para um PPR de outra instituição. O processo foi simplificado em 2009, altura em que foram impostas comissões máximas que os bancos e seguradoras poderiam cobrar por este processo. Desta forma, transferir um PPR que não tenha garantia de capital deixou ter qualquer custo. Já no caso dos produtos com garantia de capital, a comissão máxima prevista é de 0,5% do valor a resgatar.

 

Certificados de Reforma
Também são conhecidos como PPR do Estado. Este produto foi lançado em Março de 2008 e apresentou-se como uma alternativa para o complemento de reforma. Os Certificados de Reforma apresentam os mesmos benefícios fiscais dos PPR privados e é possível descontar todos meses 2, 4 ou 6% do salário, consoante a idade. Estes descontos vão para uma espécie de fundo que é gerido pelo Estado. O complemento de reforma será tanto mais elevado quanto mais cedo aderir ao regime e mais alta for a taxa de entregas pela qual optar. A Deco chama, no entanto, a atenção para o facto deste produto não ter liquidez, como tal, o investidor só tem acesso à poupança na reforma. Este produto deve ser encarado como um investimento de longo prazo.

 

Certificados do Tesouro
É o mais recente produto de poupança lançado pelo Estado e tem vindo a conquistar os consumidores portugueses devido à taxa de remuneração. Em Fevereiro e para novas subscrições, este produto vai pagar taxas de juro recorde em todas as maturidades. Quem mantiver a aplicação até ao limite máximo da maturidade (dez anos) conseguirá uma taxa bruta de 6,65% ao ano. Não se esqueça que o capital é garantido e permite o resgate antecipado, total ou parcial, após os primeiros seis meses da data de subscrição. A verdade é que quanto mais alargado for o horizonte de investimento mais rentável se torna o produto.

 

Fundos de investimento
Os fundos de investimento são constituídos por diversos investimentos individuais que, em conjunto, são aplicados em diferentes mercados e valores financeiros, como acções, imobiliário, etc. Isso significa que, pequenos investidores entregam as suas poupanças a um gestor profissional que, com o diverso capital que tem à disposição, analisa os riscos e oportunidades e gere o investimento total com objectivo de o rentabilizar. No entanto, sempre que o investidor pretenda, pode resgatar o respectivo investimento do fundo. Os fundos têm sempre a vantagem de contarem com carteiras com alguma diversificação e onde é possível investir com pequenos montantes. Para os investidores com maior aversão ao risco então apostar nos fundos imobiliários poderá ser uma alternativa, já que estes oferecem um rendimento acima dos juros de curto prazo. Já para os consumidores que procuram uma aplicação a médio e a longo prazo então os fundos de obrigações poderão ser a solução. Para aqueles que querem fugir do risco os fundos de acções são também uma opção de médio e de longo prazo a ter em conta.

 

Fundos de pensões
Os fundos de pensões abertos são geridos por sociedades gestoras e têm como objectivo financiar planos de pensões a vários associados, no entanto, estes não necessitam de ter qualquer vínculo comum. As novas adesões estão sempre dependentes da aceitação por parte da entidade gestora. É preciso ter em consideração que estes fundos têm diferentes níveis de exposição a acções. Já os fundos de pensões fechados dizem respeito apenas a um associado ou, existindo mais do que um associado, quando se verifique um elo de natureza empresarial, associativo, profissional ou social entre eles, sendo necessário o consentimento destes para a adesão de novos associados ao fundo.

 

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 08:03 | link do post

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