Sábado, 6 de Agosto de 2011

Sexualidade da mulher após a menopausa

 

Estudo identifica factores que prejudicam a sexualidade feminina após a idade reprodutiva.

Depois da menopausa, quando acabam as ovulações mensais e os níveis de hormonas femininas descem, a qualidade da vida sexual de mais de um terço das mulheres piora. Elas passam a evitar as relações sexuais, em grande parte por sentir desconforto e dor que tornam o sexo quase um suplício doloroso. Essas constatações vêm de um levantamento coordenado pelo ginecologista Aarão Mendes Pinto-Neto, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e detalhado em três artigos publicados em 2008 na revista Menopause.

Um dos resultados que chamou a atenção foi a grande frequência dedor durante a penetração – distúrbio chamado pelos médicos de dispareunia –, mencionada por quase 40% das entrevistadas. “Entre dois e três anos depois da menopausa, quase todas as mulheres sentem algum nível de desconforto devido à secura vaginal”, conta Aarão. Em muitos casos, nada que ainformação e um pouco de gel lubrificante não resolvam.

A companhia de um parceiro carinhoso e saudável também se mostrou indispensável para uma boa sexualidade. Verificou-se que as mulheres cujos parceiros tinham problemas comodisfunção erétil ou ejaculação precoce apresentavam maior tendência a sentir dor durante o sexo. Uma explicação provável, segundo os investigadores, é que essas mulheres, para atingir um nível de lubrificação confortável, precisavam receber mais carícias, o que nem sempre um parceiro mais apressado consegue dar.

dispareunia foi mais comum entre as mulheres com depressões e as que se sentem nervosas em relação ao sexo. Como o questionário estabelece a correlação, mas não permite saber se a dor causa o problema emocional ou se é consequência dele, os investigadores apoiam-se na experiência clínica para entender melhor os resultados. Com base nos casos que viu em mais de 20 anos de estudo, o ginecologista da Unicamp acredita que o desconforto físico surge antes do problema emocional. E, quando a mulher antecipa a dor que sentirá, começa a evitar a actividade sexual.

Alguns dos sinais desagradáveis da menopausa prejudicam o sexo, o que torna a disfunção sexual mais comum entre as mulheres que têm esses sintomas. Não surpreende. Quem transpira e sente falta de ar durante ondas súbitas de calor, não produz lubrificação vaginal, sofre de insónias, tem depressão e passa por um período em que as oscilações de humor parecem uma montanha-russa a ponto de dar saudades das tensões pré-menstruais da juventude e dificilmente encara o sexo com bons olhos. Além disso, os medicamentos contra a depressão e a hipertensão, problemas comuns nessa fase da vida, podem diminuir o desejo sexual. 

Uma boa vida sexual
frisa Aarão, é a que satisfaz a própria pessoa. Há quem fique feliz com sexo uma vez ao mês e quem ache três vezes por semana pouco. O desejo sexual naturalmente diminui com a idade – não com a menopausa. “Um homem de 50 anos tem menos desejo do que tinha aos 20 anos; o mesmo acontece com as mulheres.” Por essa razão, o investigador não fala em sexualidade boa ou normal, mas sim adequada para cada mulher. 

A satisfação, porém, não depende apenas da saúde física. Para uma vida sexual plena, a saúde emocional do relacionamento deve estar em dia. Para ter uma sexualidade adequada, a mulher precisa de se sentir atraída pelo parceiro. O questionário incluiu perguntas sobre quão satisfeita a participante estava com seu parceiro como amante, se estava apaixonada e, regra geral, como se sentia em relação a ele – ou ela, no caso de relações homossexuais. Uma proporção maior (de 71% a 86%) de mulheres que atribuíram nota máxima numa escala de 0 a 6 para cada um desses três itens – ou seja, estavam apaixonadas, os parceiros as satisfaziam e elas os viam como bons companheiros – afirmou ter uma boa vida sexual. Entre as menos satisfeitas com os seus parceiros, mais da metade (entre 53% e 56%) tinha a sexualidade prejudicada. 

Segundo o ginecologista, alguns sexólogos defendem que a cura para a disfunção sexual feminina é um parceiro jovem e atraente. 

A partir desse levantamento, os ginecologistas podem ajudar as mulheres a resgatarem a sua sexualidade depois da idade reprodutiva. Para isso é necessário avaliar o caso de cada paciente e procurar soluções mais adequadas para elas. A terapia de reposição hormonal, por exemplo, pode reduzir a falta de lubrificação e os calores, e determinadas posições sexuais podem ser mais confortáveis e prazerosas para a mulher. “A nossa função”, resume Aarão, “é oferecer bem-estar geral às mulheres e preservar a sua saúde para a velhice”. 

 

Via Ser Mulher



publicado por olhar para o mundo às 21:43 | link do post | comentar

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