Segunda-feira, 18 de Julho de 2011

 

Gravidez .. E de repente... tudo muda...

 

No dia em que fiz o teste de gravidez e descobri que ia ser mãe dentro de 9 meses a sensação que tive foi de completa confusão mental. Na altura que olhei para o teste com duas tirinhas assinaladas (e nem 15 segundos tinham passado desde que o tinha acabado de  fazer), perguntei ao meu marido para se certificar que de facto aquele sinal confirmava a minha certeza: Estava grávida!   

 

 

Estremunhada ainda, preparei-me rapidamente para ir trabalhar, sem olhar para o relógio, ver se a roupa estava bem conjugada, se estava bem maquilhada ou penteada. No caminho flutuava, mas sentia-me igual, não havia nada em mim que o referisse, nem sequer o meu corpo apresentava qualquer mudança, e depois na rua ninguém olhava para mim de forma diferente, mas eu sentia que, a partir deste momento tudo iria mudar.

 

Sinto medo, dúvidas, um misto de alegria e receio. A barriga cresce todos os dias e em breve mais uma mulher vai nascer, e sim ela mexe-se cá dentro, com uma energia que espero conseguir acompanhar quando formos duas forças independentes.

 

Sei que seremos mais, duas personalidades, duas forças que nunca se irão anulam mas se completarão, pois ser mãe é apenas um dos muitos talentos que tenho enquanto mulher, profissional, desportista, escritora e tudo aquilo que o futuro me reservar. É por saber isso que procurarei sempre mostrar-lhe que, desde cedo, deve ter orgulho em mostrar-se ao mundo como mulher, primeiro de meias, botinhas, pantufas, sapatos ergonómicos ou ortopédicos, rasos e um dia de saltos altos.

 

Não sei se será mais aguerrida ou medrosa, se corajosa, romântica ou aventureira, mas espero que conte sempre comigo para a apoiar no momento de encontrar o caminho dela, seja este fácil ou difícil, porque acima de tudo somos duas forças, que não se anulam nem se atropelam, mas se completam.

 

É desta forma que há mais de 30 anos construo o meu caminho, apoiado em pilares de uma grande mulher, aquela que desde sempre me ensinou que somos o que fazemos, e como nos damos aos outros.

 

Repito, para crescer temos de sabê-lo fazer passo a passo, com botinhas, depois com sapatos ergonómicos, rasos, e só depois de salto alto, com força, elegância, humildade e claro... muita coragem, pois ser mulher é ter o poder de gerar, ser uma espécie de moleiro, que cria, modela, coze e depois fica feliz quando a peça segue o seu caminho.

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 20:55 | link do post | comentar

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