Terça-feira, 19 de Julho de 2011
A nova galáxia de Björk vive no iPad
O disco tradicional, em formato físico, só chega em Setembro, mas Biophilia já está a causar entusiasmo um pouco por todo o lado. Porquê?

A herança musical, rica e complexa, da cantora islandesa é a resposta mais imediata, mas Biophilia surge com muitos outros extras, nomeadamente o facto de ser o projecto mais ambicioso de Björk até ao momento.

 

O que a artista propõe neste trabalho – inspirado na teoria do biólogo Edward O. Wilson de que existe uma profunda afinidade entre os seres humanos e a natureza – é uma experiência auditiva e sensorial. Para isso desenvolveu, com a parceria de programadores, dez aplicações para iPad (correspondentes a cada um dos temas do disco), que permitem criar múltiplas dimensões para cada canção, através de jogos interactivos e animações.

 

Demasiado abstracto para compreender? Possivelmente.Mas Björk, em declarações à revista Pitchfork, dá uma ajuda: «Fiz todas as canções em ecrãs tácteis e, por isso, quis que cada um dos temas tivesse o seu formato visual. É por isso que quando se toca ‘Thunderbolt’ no iPad cada nota corresponde a um relâmpago e em ‘Crystalline’ a peças de cristal».

 

Mas a ideia disto tudo começou bem antes do gadget da Apple aparecer. «No início achei que o projecto ia ser numa casa na Islândia, com dez quartos. Depois de tantos anos em digressão, as pessoas é que iam ter comigo. Nessa altura, a National Geographic ligou-me a dizer que me queria na sua editora. Isso não se concretizou, mas apareceu a ideia de fazer um filme em 3D, que se arrastou durante meses. Até que surgiu o iPad e pensei: ‘Isto é o que ando a idealizar há dois anos. É a casa perfeita para Biophilia’», conta à mesma publicação.

 

A primeira aplicação, a do single ‘Crystalline’, já foi lançada (em Portugal ainda não está disponível), mas as restantes serão divulgadas gradualmente. Oque já arrancou, na semana passada em Manchester, noReino Unido, foram os concertos multimédia, inseridos numa digressão que vai durar três anos, repartidos em residências artísticas de seis semanas, em oito cidades diferentes. A próxima apresentação de Biophilia é em Reiquejavique, capital da Islândia, entre os dias 12 e 28 de Outubro.

 

Além disso, será ainda exibido um documentário sobre o processo criativo de Björk. Com tanta novidade tecnológica, a música fica, para já, para segundo plano, ou para quando for ouvida na íntegra, em Setembro, e sentida no iPad, como Björk a idealizou.

 

Via Sol



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