Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

 

Os melhores dias para o prazer

Dias mais propensos ao sexo? Não é absurdo, é hormonal. Obviamente que o desejo não é determinado unicamente por factores neuroquímicos mas estes influenciam o organismo e quanto melhor os conhecer, mais facilmente pode usar o ciclo sexual a seu favor.

 

O ciclo hormonal das mulheres influencia o seu estado de espírito ao longo do mês, nomeadamente o desejo sexual. Este facto parece estar relacionado com as necessidades de procriação da espécie já que o desejo aumenta por volta do 14.º dia, após o início do período menstrual (o meio do ciclo para as mulheres que têm um ciclo de 28 dias), que é exactamente quando ocorre a ovulação.

 

A explicação científica é que este fenómeno parece ocorrer para facilitar a gravidez, pois coincide com a altura em que a mulher está mais fértil. É nesse momento que a testosterona e o estrogénio aumentam contribuindo para intensificar o interesse sexual.

 

Mas não é só nesta altura que as hormonas têm o efeito de estimular o interesse pelo sexo oposto. Algumas mulheres podem ter um pico de desejo sexual no período pré-menstrual (imediatamente antes da menstruação) e outras durante a menstruação. Mesmo na menopausa, quando a actividade hormonal cessa, é possível sentir o desejo sexual aumentar, o que pode ser devido a factores psicológicos, por a mulher já não sentir receio de engravidar, por exemplo. Estas variantes tornam o tema complexo e nem sempre é fácil distinguir os factores biológicos dos psicológicos.

De manhã é que começa o dia

Se já acordou estremunhada com o seu parceiro cheio de vontade de ter sexo saiba que há razões biológicas para o fenómeno. Os níveis de testosterona (a hormona sexual masculina) são mais altos de manhã o que faz com que esta seja altura propícia para o sexo. Se homens e mulheres tivessem de coordenar horários biológicos, o ideal seria fazer amor pela manhã durante os dias da ovulação. Claro que isto iria limitar muito as respectivas agendas (além de ser restritivo e pouco espontâneo), e obviamente o desejo pode ser actualizado em alturas que não correspondam a picos hormonais. Afinal, o amor, como o Natal, é quando um homem e uma mulher quiserem. De qualquer modo, não custa apontar na agenda...

A (má) influência da pílula

É verdade que este anticoncepcional permite-nos desfrutar de uma vida sexual sem a preocupação de ficarmos grávidas, mas há um lado negativo (e perverso): podem afectar o desejo sexual.

 

Os efeitos da pílula na libido feminina são controversos e variam de pessoa para pessoa, mas é inegável que a acção das hormonas presentes nos anticoncepcionais tem, pelo menos teoricamente, o efeito de diminuir o impulso sexual nas mulheres devido à acção do estrogénio. Apesar desta hormona aumentar a lubrificação vaginal, é responsável pela produção de uma proteína denominada SHBG que reduz a quantidade de testosterona livre no sangue. E como esta é a hormona responsável pelo impulso sexual, a sua diminuição na corrente sanguínea significa que o desejo é menor.

 

E como se não bastasse, as pílulas costumam ainda ter a progesterona, uma hormona importante na gravidez mas que causa sonolência e perda de libido.

 

Mas nem tudo está perdido, algumas pílulas, no entanto, têm uma fórmula de progesterona que se assemelha à testosterona pelo que podem melhorar a libido.

 

ABC das hormonas

Eis algumas das hormonas que podem interferir na libido:

Estrogénio: é a hormona sexual feminina responsável pelas formas femininas, a pele brilhante e a lubrificação vaginal.

Endorfinas: são as chamadas hormonas do prazer que dão uma sensação de bem-estar  e protegem da dor.


Testosterona: a hormona sexual predominante nos homens (mas também existente nas mulheres) aumenta o desejo sexual, influencia a agressividade e competitividade. 
Dopamina: aumenta o impulso sexual em ambos os sexos e pode facilitar o orgasmo, embora nos homens também possa provocar ejaculação precoce

Fenietilamina: estimula o nosso lado apaixonado e romântico

Progesterona: reduz a testosterona e portanto reduz o impulso sexual, a mulher tende a ficar mais maternal, menos sensual e mais companheira

Prolactina: hormona estimulada na gravidez e na amamentação, reduz o impulso sexual das mulheres. Homens que tenham níveis muito altos dessa hormona também podem perder o desejo e ter quadros de impotência

 

Via Activa

 



publicado por olhar para o mundo às 23:03 | link do post | comentar

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