Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Sensualidade sem vulgaridade...

Vocês sabem o que é uma mulher para mais de dez talheres?


Uma mulher pra 10 talheres é aquela que seduz e encanta apenas com um sorriso, que faz a sua imaginação trabalhar de forma acelerada quando ela passa exalando charme e sensualidade, que possui um toque teatral que permite a ela personificar as fantasias de um homem, pois ela sabe que todo homem quer prazeres diferentes e aventuras e ela lhe proporciona isto. Ela sabe como fisgar um homem criando um exaltado fascínio sexual misturado com modos suntuosos e teatrais. Ela transmite para o homem que deseja vibrações de sexo, pois ela é uma mulher dominada pela paixão e, com isso, ela se olha pelo espelho e se sente bem porque sabe que está bonita - não para todos os homens - mas sim para aquele que ela deseja, para aquele que a conquistou.


Com uma mulher dessas não existe apenas sexo e sim uma infinita descoberta de como saborear cada centímetro de seu corpo, de como é prazeroso vê-la sentindo prazer. É se perder em um frenesi de toques e carícias freqüentes. E, quanto mais ligada ao homem ela estiver, muito mais sexualmente inspirada ela vai ficar.


Um homem, quando está com uma mulher destas, perceberá que uma noite de sexo apenas não é suficiente para satisfazer todos os seus desejos e vontades porque ela é insaciável, possui sede de prazeres intensos e irá buscar isso no homem que está do seu lado.


Pois é meus caros leitores, saibam que esta mulher se caracteriza com a intensa fantasia dos homens, a fantasia de uma mulher extremamente sexual, confiante e atraente capaz de oferecer infinitos prazeres com doses moderadas de risco. E, se algum dia, um homem encontrar uma mulher dessas, dificilmente conseguirá esquecê-la.
Sensualidade sem vulgaridade...
E então, você é uma mulher para mais de dez talheres? Alguma vez algum homem já lhe disse isto? E os homens, sabem reconhecer este tipo de mulher? Já se deparam com uma dessas? Se sim, já conseguiram esquecê-la? Quero saber a opinião de todos.

 

Retirado de Vila Mulher



publicado por olhar para o mundo às 21:29 | link do post | comentar

Árbitros podem (devem) ir para a greve


Gustavo Sousa admite que os árbitros podem avançar com uma greve se os dirigentes não tiverem “maior contenção verbal”.


Em declarações à rádio Renascença, o presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) afirma que “ainda não está em cima da mesa”, mas é uma “hipótese” os árbitros fazerem greve. “Exigimos maior contenção verbal. Não queremos avançar para a greve mas neste clima é difícil fazer um bom trabalho», referiu.

Gustavo Sousa assegurou ter a “garantia” da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que “na próxima época, o regulamento disciplinar será integralmente cumprido e os dirigentes não poderão falar sobre os árbitros”.

Para esta terça-feira está agendada uma reunião entre uma delegação da APAF e a direcção da FPF.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 20:13 | link do post | comentar

As manifestações a exigir uma investigação à morte de Trayvon Martin multiplicaram-se por toda a AméricaAs manifestações a exigir uma investigação à morte de Trayvon Martin multiplicaram-se por toda a América (Chris Sweda/ Chicago Tribune/MCT/Reuters)


A morte de um adolescente afro-americano na Florida está a gerar um debate sobre o estado das relações raciais na América na era Obama.

 

Trayvon Martin, de 17 anos, foi morto numa noite chuvosa quando saiu de casa para ir a uma loja de conveniência. George Zimmerman, o voluntário encarregado da vigilância nocturna de um condomínio privado em Sanford (um subúrbio de Orlando), suspeitou de Trayvon e alertou a polícia. A polícia disse-lhe que ia enviar um agente e pediu-lhe para não fazer nada. Mas Zimmerman seguiu Trayvon. Zimmerman diz que Trayvon tentou atacá-lo. Zimmerman estava armado, Trayvon não. As únicas coisas que tinha consigo eram o pacote de rebuçados e a lata de chá gelado que comprara na loja de conveniência. Trayvon morreu com uma bala no peito.

Zimmerman, de 28 anos, alegou ter atirado em legítima defesa. A polícia disse não ter encontrado nenhum indício que demonstrasse o contrário e deixou Zimmerman partir sem sequer incriminá-lo. Caso encerrado. 

Isto aconteceu há quase um mês, a 26 de Fevereiro. Mas o que começou por ser uma história de crime local adquiriu proporções nacionais na última semana. Trayvon Martin era negro, George Zimmerman é branco. A sensibilidade racial do caso trouxe ao de cima memórias da era dos direitos civis na América. Na quarta-feira, os pais de Trayvon, Tracy Martin e Sybrina Fulton, participaram numa marcha com cerca de mil pessoas em Nova Iorque, muitas delas encapuzadas, numa homenagem a Trayvon, que usava uma camisola com capuz na noite em que foi morto. Objectivo: exigir a investigação do caso. Na quinta-feira à noite, umas 30 mil pessoas concentraram-se em Sanford. Há várias concentrações do género noutras cidades americanas anunciadas no Facebook para os próximos dias. Uma petição lançada pelos pais de Trayvon no siteChange.org tinha até ontem quase um milhão e meio de assinaturas e o número estava a crescer rapidamente.

Anteontem, na sua primeira página, o Washington Post referia-se ao início de um movimento.

O Departamento de Justiça, chefiado pelo afro-americano Eric Holder, decidiu investigar os acontecimentos, incluindo a forma como as autoridades locais actuaram. E ontem o Presidente garantiu que o caso será investigado até às últimas consequências. "Se eu tivesse um filho, ele seria parecido com o Trayvon", disse Obama.

A raça importa


"Isto é mais um exemplo de como a América não vive numa era pós-racial", diz ao PÚBLICO Andra Gillespie, professora de Ciência Política na Emory University, na Georgia (Atlanta), especializada em questões raciais. "Toda a gente pensava que quando o Presidente Obama fosse eleito ia ser o fim do racismo e a questão da raça deixaria de ter importância. Mas a raça importa e custou a vida a este jovem."

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:46 | link do post | comentar


Antonio Tabucchi tinha 68 anosAntonio Tabucchi tinha 68 anos (Carlos Lopes)
O escritor italiano Antonio Tabucchi morreu de cancro, em Lisboa, aos 68 anos. Tabucchi tinha uma longa ligação com Portugal e era considerado um dos nomes maiores da literatura europeia.

Autor de livros como “Afirma Pereira” (1994), obra premiada e que foi adaptada ao cinema com Marcello Mastroianni no papel principal, e "Notturno Indiano" (1984), era também professor de Língua e Literatura Portuguesas na Universidade de Siena. 

Um último livro de Tabucchi, "O Tempo Envelhece Depressa", será editado no próximo mês pela Dom Quixote.

Nascido em Pisa, em 1943, cresceu numa pequena povoação próxima daquela cidade. Filho de um comerciante de cavalos, estudou línguas e filosofia, antes de decidir viajar pela Europa. Em Paris, na Sorbonne, descobriu, traduzida para francês, uma colectânea de poemas de Fernando Pessoa (que incluía a "Tabacaria"), por cuja obra se apaixonou, decidindo estudar português para melhor compreender o poeta. 

Tabuchi conhecia Portugal desde os 22 anos e considerava-o o seu "país de adopção". É autor de ensaios sobre o trabalho de Pessoa e, com a companheira, Maria José de Lencastre, traduziu e dirigiu a edição italiana dos textos do autor. 

“Veio a Portugal no princípio dos anos 60, conheceu vários portugueses, entre os quais Alexandre O’Neill, de quem ficou muito amigo. A partir daí nunca mais perdeu de vista Portugal. Casou-se com uma portuguesa”, recordou Maria da Piedade Ferreira, a primeira editora de Antonio Tabucchi, então na Quetzal, e que recentemente voltou a trabalhar com o escritor na Dom Quixote.

O livro “Afirma Pereira", um romance político sobre um jornalista português em finais da década de 1930 que vivia alheado da ditadura salazarista, valeu-lhe dois prémios italianos – Via Reggio e Campiello – e o prémio internacional Jean Monet.

Em 1991, escreveu, directamente em português, o romance "Requiem. Uma alucinação", que se passa em Lisboa e no qual um autor italiano se encontra com o espírito de um poeta português já morto.

Segundo Maria da Piedade Ferreira, a cultura portuguesa está muito reflectida na primeira fase da obra do autor, principalmente o Portugal anterior ao 25 de Abril. “Toda a obra dele está ligada a Portugal.”

“Tabucchi foi um embaixador da cultura portuguesa na Itália e na França”, acrescentou, dando como exemplo o caso da editora Christian Bourgois, que publicou os seus livros em França e que começou a editar a obra de Fernando Pessoa no final da década de 1980.

Entre outras obras, Antonio Tabucchi escreveu uma comédia teatral sobre Pessoa. Recebeu o Prémio Médicis, por “Notturno Indiano”. “Pequenos equívocos sem importância”, “Une baule pieno di gente”, “Os últimos três dias de Fernando Pessoa”, “A cabeça perdida de Damasceno Monteiro” e “Está a fazer-se cada vez mais tarde” são outros títulos do autor.

Segundo Maria da Piedade Ferreira, o último livro de Tabucchi, ainda por publicar, é um conjunto de nove histórias que estão relacionadas “com a passagem do tempo, com a memória”. Nos próximos três anos, a Dom Quixote vai lançar onze livros de Tabucchi, entre novidades e reedições, avançou a editora.

O autor escrevia regularmente na imprensa e era um acérrimo defensor da liberdade de expressão. Em 2009, foi processado pelo presidente do Senado italiano, Renato Schifani, na sequência de um artigo publicado no jornal "L'Unità", no qual o escritor se colocara ao lado de um jornalista que, no mesmo jornal, notara que os perfis sobre Schifani não mencionavam as ligações do político a pessoas condenadas por laços à máfia. O processo acabou por não ser concluído.

No ano passado, o escritor cancelou a sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty, no Brasil, como protesto pela decisão da justiça italiana de não extraditar o italiano Cesare Battisti, um ex-activista de extrema-esquerda condenado em Itália a prisão perpétua, e que foge da justiça italiana há 30 anos. Em 2010, Tabuchi tinha também cancelado a particpação, na sequência de uma decisão do então Presidente brasileiro, Lula da Silva, que usara poderes presidenciais para evitar a extradição de Battisti.

Tabuchi estava internado no Hospital da Cruz Vermelha. O funeral irá decorrer na próxima quinta-feira, em Lisboa.

Notícia actualizada às 16h12. Notícia corrigida às 17h21.

O nome da editora é Maria da Piedade Ferreira e não Maria Piedade Pereira, como estava escrito. Data da publicação do livro "Afirma Pereira" alterada de 1993 para 1994.

Os livros de Antonio Tabucchi
1975 - "Piazza d'Italia"

1981 - "Il Gioco del Rovescio"

1983 - "Donna di Porto Pim e Altre Storie"

1984 - "Notturno Indiano"

1985 - "Piccoli Equivoci Senza Importanza"

1986 - "O fio do Horizonte"

1987 - "Os Voláteis do Beato Angélico"

1988 - "Chamam ao Telefone o Sr.Pirandello"

1988 - "O Tempo Aperta"

1991 - "L'angelo Nero"

1992 - "Sonhos de Sonhos"

1992 - "Requiem. Uma alucinação"

1994 - "Afirma Pereira"

1994 - "Os três últimos dias de Fernando Pessoa"

1997 - "A Cabeça Perdida de Damasceno Monteiro"

1997 - "Marconi, se bem me lembro"

1997 - "A Gastrite de Platão"

2000 - "Os Ciganos e o Renascimento"

2003 - "Está a Fazer-se cada Vez mais Tarde"

2003 - "Tristano Morre"

2012 - "O Tempo Envelhece Depressa" 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:43 | link do post | comentar

Árbitro Bruno Paixão admite ameaças


O árbitro Bruno Paixão admitiu neste domingo ter recebido ameaças após a divulgação de dados pessoais na Internet, mas esclareceu que mantém toda a sua rotina normal e que as ameaças de que foi alvo vão ter o “tratamento adequado”.


O “Diário de Notícias” afirma hoje que Bruno Paixão e a família saíram de casa após terem recebido ameaças com a descrição da rotina da filha, o que terá levado a polícia a tomar medidas preventivas.

Em declarações à Lusa, Bruno Paixão rejeitou estas informações, garantido que continua a fazer toda a sua vida normal, apesar de ter recebido algumas ameaças por e-mail, nenhuma delas respeitante à filha.

Quanto às ameaças que lhe foram dirigidas depois de os contactos e morada do árbitro terem sido publicados ilegalmente na Internet, Bruno Paixão garante que “vão ter o seu tratamento nos próximos tempos”, mas sem especificar que medidas já tomou ou vai tomar.

O árbitro mostrou-se “indignado” com as afirmações feitas pelo jornal, reiterando serem “totalmente falsas”.

Admitindo ter sido contactado por um jornalista do DN, Bruno Paixão explicou que disse na altura estar “num momento familiar” e que não podia falar.

“Pedi dispensa para este fim-de-semana, porque tinha um assunto da esfera familiar para desfrutar”, contou.

Desde então, não tem tido contactos com ninguém, “nem polícias, nem colegas”, disse, negando assim que tenha estado em contacto com as autoridades ou que tenha recebido qualquer tipo de aconselhamento.

Quanto às ameaças, disse que “existe uma ponta de verdade”, porque recebeu por e-mail algumas, que “vão ter o seu tratamento”.

“Nada de grave, são coisas banais, algumas com alguma gravidade mas vão ter o seu tratamento nos próximos tempos”, sublinhou.

O árbitro manifestou-se particularmente indignado por a filha ter sido envolvida na história, e negou que alguma das ameaças que recebeu a envolvesse, apelando a que a sua esfera pessoal e familiar sejam respeitadas e mantidas à parte dos seus assuntos.

“Faço a minha vida cem por cento normal, não alterei nenhuma rotina. Continuo a ir para o trabalho, continuo a desfrutar de momentos em família, continuo a fazer os meus treinos, continuo a preparar-me tecnicamente para os meus jogos, tudo normal”.

A Lusa tentou hoje confirmar com a polícia informações segundo as quais o árbitro teria sido aconselhado a abandonar a sua residência mas tal não foi possível até ao momento.

 

Via Público



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Domingo, 25 de Março de 2012

Porto empata e abre caminho para o título ao Braga

Tal como o Benfica na sexta-feira em Olhão, o FC Porto também não conseguiu melhor que um empate (1-1) na sua visita ao terreno do Paços de Ferreira, um resultado que permite, ainda assim, aos "dragões" adiantarem-se no comando do campeonato.

 

Com este empate, os portistas recuperaram o comando isolado, com 57 pontos, mais um que o Benfica, mas o grande beneficiado desta jornada pode ser o Sp. Braga (55 pontos), que pode isolar-se no comando caso consiga vencer nesta segunda-feira em casa a Académica de Coimbra.

Após uma primeira parte sem golos, foi apenas com um autogolo de Ricardo aos 47' que se desfez o nulo na Mata Real. Hulk conduziu o ataque pelo flanco direito e acaba por ser o defesa do Paços a tocar a bola para a baliza após o cruzamento do brasileiro do FC Porto.

Mas a formação orientada por Henrique Calisto não desistiu do jogo e, aos 79', fez o golo do empate, por intermédio de Melgarejo. Josué marca o canto e o avançado paraguaio emprestado pelo Benfica, sem qualquer marcação, cabeceia para a baliza de Helton. 

 

Via Público



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A crise chegou ao sexo

 

Contas para pagar, desemprego, falta de clientes, filhos a pedir brinquedos... A crise instalou-se nos lares portugueses e chegou ao quarto - e à cama. Falámos com casais, consultámos sexólogos, terapeutas e médicos e tentámos traçar o diagnóstico: afinal, como é que a austeridade está a afetar a nossa vida sexual? E como é que estamos a lidar com isso?

 

Quando decidiu pedir alteração do horário, a enfermeira Sandra queria mais tempo para investir na relação com o namorado. Cansada de sair sempre às 23h00 do centro de saúde madeirense onde trabalha, farta de não ter vida social e de perder sucessivamente concertos e peças de teatro, colocou a vida pessoal acima das exigências profissionais e aceitou perder quase duzentos euros no fim do mês - garantidos pelas horas de trabalho noturno - para ter tempo para Pedro, professor do ensino primário, que entra às nove e sai às seis. Arrependeu-se. O corte nos subsídios, o aumento da taxa de IRS e a prestação do carro baralharam-lhe as contas do final do mês.

 

Passou a sair mais cedo mas está longe de andar feliz. E o objetivo não foi alcançado: planeia cada vez menos programas a dois e o desaire financeiro fá-la ter cada vez menos vontade de se entregar à intimidade com o namorado. Rondam ambos os 30 anos, são funcionários públicos, não correm o risco de perder os empregos repentinamente e têm a vida pela frente. Mas pensar no futuro tornou-se doloroso. Sobretudo quando o presente não facilita a vida a dois. Pedro tem a matemática em dia e os cálculos feitos: sem subsídios de férias e de Natal, este ano vai perder cerca de quatro mil euros, úteis para pagar o mestrado em que se tinha inscrito e de que entretanto já desistiu. A relação tem quase dois anos, mas tem ultrapassado obstáculos e provações. Resistirá também à crise? «Sem dúvida», diz ele. «Agora damos mais valor ao tempo que passamos juntos.»

 

No entanto, o sexo é mesmo menos frequente. «A Sandra levanta-se às oito da manhã e trabalha o dia inteiro. À meia-noite quer dormir», diz ele. Não se veem todos os dias, mas não desistiram das saídas mesmo que os programas sejam cada vez mais low cost: desde jantar no hipermercado com happy houra partir das 22h30 - «é a única hipótese de continuarmos a jantar fora» até aproveitar as promoções para comprar presentes um ao outro, tudo tem de ser orçamentado e esquematizado. Sandra deixou de viajar e Pedro, natural de Mirandela, pela primeira vez não passou o Natal com os pais e decidiu ficar na ilha. Uma avaria no carro levou-lhe o dinheiro dos bilhetes. As contrariedades da vida diária deixam-nos sem vontade para se entregarem ao prazer, um peso comum a tantos casais nacionais que, sem conseguirem fugir à crise, se deixam afetar e acabam por cortar numa das poucas atividades sem custos, que pode até diminuir níveis de stress e ajudar ao controlo da ansiedade: o sexo.

 

«Quando a vida funcional deixa de ser estável, obviamente vai atrapalhar a vida emocional», confirma a psicóloga e terapeuta de casais Celina Coelho de Almeida. «Quando os casais percebem que não têm dinheiro para pagar as despesas têm de cortar numa série de coisas importantes para a sua dinâmica. As pessoas podem ficar mais fechadas, mais pessimistas e, portanto, menos disponíveis para a relação. E isto provoca um choque e uma readaptação.» Ou seja: um casal com uma boa estrutura, feita de cumplicidade e intimidade, será capaz de resistir a esta turbulência, ainda que momentaneamente possa tirar menos prazer da relação. Se não houver suporte emocional de parte a parte, será difícil para a relação «aguentar estes impactes». «A crise não é motivadora da separação», diz Celina Coelho de Almeida, «mas pode ter um efeito catastrófico».

 

Mas nem todos os casais enfrentam a crise da mesma forma. E se, para uns, o momento económico parece ter erguido barreiras que ainda não se sabe quão intransponíveis se tornarão, para outros a ausência do stress do trabalho parece ter revitalizado a vida a dois. É esse o caso de Maria e de Francisco. Vivem em Lisboa, ela é Relações Públicas, ele piloto de aviação. Quando começaram a namorar, há dois anos e meio, Maria, 33 anos, tinha ficado desempregada há poucos dias. «O tempo foi aproveitado para o romance. Não faltaram dias de praia, jantares à luz de velas na varanda, conversas até às seis da manhã. Sentia-me de férias, não estava desesperada porque sempre juntei dinheiro e tinha noção que durante o verão era improvável arranjar trabalho. E não me enganei: aproveitei o verão todo e só encontrei emprego no outono.»

 

No seu caso, a atividade sexual até melhorou. «Sobretudo a frequência. Preciso de muitas horas de sono, detesto acordar cedo, e às oito da noite já me sinto estoirada, só quero jantar e ir para a cama. Ou seja, durante a semana, quando estava a trabalhar, o sexo não era inexistente, mas era raro. Às vezes parece que tínhamos de combinar quando íamos ter sexo: "No sábado, porque não há energia para mais". Eu pelo menos não aguento o cansaço.» Seis meses depois, Maria voltava ao desemprego. «Nesta época, a frequência sexual era capaz de ser maior. Mais do que o número de vezes que tínhamos sexo, a disponibilidade era outra por não me sentir cansada. Nestas épocas, era quase sempre à luz do dia, altura em que ainda não tínhamos as baterias gastas. Foi uma época ótima, porque passámos muito tempo juntos.»

 

Cada pessoa - e cada casal - encontra uma forma de lidar com a crise. Mas há outros fatores a interferir no estado de espírito. A sensação de projetos adiados, nomeadamente a maternidade, também pode influenciar o desmoronar da vida íntima: as mulheres têm mais dificuldade em lidar com a frustração do desejo de serem mães, ainda que neste campo o cérebro, mais do que a emoção, pareça ditar as escolhas das portuguesas. Já em tempo de crise - e muito associado ao adiamento do casamento e ao prolongamento dos estudos, que favorece uma entrada mais tardia na vida ativa - o declínio da fecundidade é a nota dominante nos estudos mais recentes sobre a situação demográfica em Portugal. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009, a média de idades das portuguesas que tiveram o primeiro filho foi de 28,6 anos. E o nível da taxa de fecundidade entre os 35 e os 39 anos tem vindo a aproximar-se da do grupo dos 20 aos 24. Por outras palavras, os portugueses têm filhos cada vez mais tarde. E cada vez menos filhos.

 

Graças à contraceção, a redução do número de nascimentos pode não estar diretamente relacionada com a frequência sexual dos portugueses, mas não deixa de ser um barómetro a considerar. E se, em tempos antigos, a crise motivou um baby boom pela falta de distrações e ausência de tecnologias que hoje absorvem grande parte da nossa atenção, atualmente a situação é bem diferente: o risco calculado e o planeamento familiar impedem gravidezes que, em épocas de contenção forçada, podem ser fonte de despesas a evitar. Os únicos dados disponíveis até à data sobre 2011 referem-se aos testes de diagnóstico precoce de doenças metabólicas, o vulgar «teste do pezinho». Os números divulgados pelo INE confirmam as expetativas: apenas 97 112. Desde 1960, quando se iniciou a contabilização rigorosa de nados-vivos em Portugal, apenas dois anos tiveram menos de cem mil nascimentos: 2009 e 2011.

 

Ainda assim, o ideal é não desesperar e acreditar que a pirâmide etária nacional ainda tem salvação. Porque 2012 ainda tem uns quantos bebés para registar. Que o digam João e Teresa, empresários na casa dos 40, a viver em Cascais, que foram surpreendidos com mais uma gravidez. Teresa está à espera do terceiro filho do casal, numa altura em que o trabalho aumenta e a atividade sexual diminui. «Como empresários, e com um negócio e colaboradores para pagar, a dedicação é cada vez maior», diz João. «A crise tem-nos obrigado a trabalhar mais para manter os negócios em crescimento, o que não é fácil. A falta de tempo é o maior fator, mas também o cansaço. Logo, o clima de romance por vezes não é o mais propício e a atividade sexual diminui», lamenta, embora garanta que, apesar do cansaço, parte também do casal fazer um esforço adicional. «É obrigatório que o casal se reinvente, largue as crianças num fim de semana e passeie. As tarefas diárias dão cabo do estofo de qualquer um e o apetite sexual é obviamente afetado. Às vezes estamos os dois em casa, com os portáteis no colo, a trabalhar às 23h30 com os miúdos a dormir, em vez de nos deitarmos cedo, namorarmos e podermos dormir umas boas horas. O que nos safa é que temos consciência disso e combatemo-lo de uma forma positiva. Com umas aventuras esforçadas, umas saídas de fim de semana, um jantar romântico.» como o último que tiveram, que deu origem ao terceiro filho, que deverá nascer em abril.

 

Mas nem todos se podem dar ao luxo de ter três filhos. Ou dois, sequer. O dinheiro a menos obriga a muitas contenções de despesas. E quando os fundos faltam, dificilmente sobram recursos para consultar um especialista e iniciar a terapia de casal que pode dar uma ajuda. «Pontualmente, tenho um caso ou outro que acaba por não ter capacidade para levar até ao fim o processo terapêutico», diz Celina Coelho de Almeida. A sexóloga Marta Crawford sente o mesmo problema: «Muitos casais começam a espaçar as sessões, dizem que não têm capacidade para vir com tanta regularidade.» A preocupação sobre os problemas financeiros veio influenciar a disponibilidade para o sexo, e apesar de procurarem soluções para a quebra na intimidade, «há quem chegue e diga logo à partida que está desempregado, mas precisa imenso de vir», acrescenta Marta Crawford. «E perguntam se eu faço um desconto.»

 

Nem sempre a terapia acaba por salvar o casamento, porém. Possivelmente porque já não havia grande volta a dar. E a crise acaba por ser pretexto para pôr fim a uma relação que já não funcionava: as preocupações com o lado mais prosaico da vida servem muitas vezes de desculpa para o afastamento do casal. Mas, se não for esse o caso, «há sempre alternativas», diz Marta Crawford, mesmo que seja preciso inventar programas para substituir as escapadelas de fim de semana ou os jantares a dois no restaurante favorito. «Há pouco tempo um casal dizia-me: "Não temos dinheiro para viajar, para jantar fora, para ir ao cinema, estamos amorfos em casa a olhar para a televisão." É este espírito depressivo que temos de tentar combater.» Até porque o sexo pode ser terapêutico: «Durante a atividade sexual libertamos uma série de neurotransmissores que nos fazem sentir bem, que fazem que as pessoas se sintam mais próximas, logo, mais capazes de vencer os obstáculos», explica a especialista.

 

Isabel e Duarte, residentes em Almada, viveram alguns destes constrangimentos na pele. «Em sete anos o meu marido esteve cinco anos desempregado», diz Isabel, 45 anos. «O facto de não haver disponibilidade monetária para fazer coisas de que se gosta ou para nos cuidarmos faz que tenhamos menos vontade de socializar, seja a que nível for. Num primeiro momento, há tanta coisa que preocupa que nem nos lembramos que era bom ter vida sexual», admite. Ainda assim, Isabel acredita que é possível remar contra a maré, embora tenha noção da dificuldade de manter a libido a funcionar.

 

«A individualidade de cada um é muito importante porque, apesar de muito unidos, cada um tem as suas coisas e podemos partilhar o que vivemos em comum.» Ao fim de trinta anos de casamento, Isabel garante que «existem mil maneiras de reacender a paixão e colocar a libido a funcionar. Mas tem de ser a dois. «Temos um espírito aberto, mantemos as nossas amizades, saímos juntos e separados, não temos crianças, nunca dormimos separados. E além disso, gostamos de sexo...», diz a rir. «Amar não custa dinheiro, além de que podemos sempre receber muito em troca.»

 

O princípio faz sentido e as palavras são sábias, mas será que os dois elementos do casal pensam da mesma forma? E os homens, sentem isso de maneira diferente das mulheres? Marta Crawford acha que não. «O homem é mais pragmático na sexualidade e consegue pôr mais rapidamente os problemas de lado, mas nem sempre. As mulheres talvez sejam mais complicadas.». No entanto, segundo o sexólogo Júlio Machado Vaz, um despedimento ou despromoção normalmente faz que seja o homem o mais afetado na sua sexualidade. A razão? Os estereótipos clássicos. «Os homens, sobretudo os mais velhos, sentem a situação como uma ameaça à sua virilidade e estatuto de chefes de família. Acresce que costumam ter mais dificuldades em abrir-se sobre os seus problemas», explica o psiquiatra. «O número de queixas vem subindo e com elas os efeitos sexuais colaterais. Há pessoas que me referem, surpresas, que já não se lembram de pensar em sexo.»

 

A situação não se vive apenas em Portugal. Já em fevereiro de 2009 a revista brasileira Época dava conta de uma investigação realizada nos EUA, segundo a qual 62 por cento das mulheres norte-americanas apontava a crise como responsável por a vida sexual ter piorado. No ano anterior, no Canadá, 12 por cento dos inquiridos numa sondagem admitiam ter tido um casamento desfeito devido a «motivos financeiros» nos seis meses anteriores. Em Londres, uma pesquisa realizada com operadores e corretores da Bolsa de Valores mostrou que 79 por cento deles acredita que o risco de o seu casamento acabar aumenta durante períodos de recessão. E em Wall Street, o problema atingiu proporções tais que foi criado um Dating a Banker Anonymous - «Namoradas de Financeiros Anónimas», numa tradução literal. Segundo o The New York Times, o grupo pretende levar as chamadas «viúvas de Wall Street» a partilhar o abandono emocional e sexual que sentem.

 

Apesar de o stress ser mais frequente em pessoas que trabalham no mundo financeiro, devido ao desgaste psicológico, a verdade é que a sombra do desemprego e das reduções salariais tem sido um fator determinante nos últimos tempos, precisamente devido à ligação que muitos homens continuam a teimar fazer entre salário ganho e virilidade.

 

«As disfunções da libido têm muito que ver com o humor da pessoa», diz José Palma dos Reis, chefe de serviço de Urologia do Hospital Santa Maria. «Mas o conceito de "disfunção sexual" é muito lato e envolve várias situações: disfunção da libido, disfunção erétil e disfunção orgásmica.» No atual contexto de crise, em que o stress pessoal tende a atingir níveis elevados, «será de esperar uma disfunção da libido: «O stress, e sobretudo a depressão, manifestam-se por via desta disfunção.» Mas não é preciso fazer soar os alarmes. Geralmente esta disfunção e a erétil não têm de estar relacionadas - ao contrário do que muita gente pensa. Além disso, «a disfunção erétil pode ser tratada com medicamentos».

 

Nestes casos, no entanto, Palma dos Reis considera «normal e expetável que haja um agravamento dos casos existentes, porque muitas vezes os pacientes não têm capacidade de pagar os medicamentos». Quatro comprimidos custam cerca de quarenta euros, um valor proibitivo para muita gente nos tempos que correm.

 

Quintino Aires é sexólogo, leva 22 anos de consultas, e não tem dúvidas: «os homens são os mais afetados por estas preocupações. Numa mudança financeira, social e económica, as mulheres começam rapidamente a utilizar a lógica. Os homens sentem-se mais perdidos». Por isso, em terapia, são sobretudo as mulheres quem relata a procura de sexo - nem sempre com o companheiro - para aliviar e esquecer as preocupações. Curiosamente, apesar da crise, no último ano e meio o sexólogo registou um aumento das consultas com queixa de natureza sexual. «Num olhar rápido, o sexo serve para dar prazer, mas não só. Serve para criar intimidade naqueles dois adultos que são diferentes. Se ela existir, então uma despromoção, uma empresa a falir, os bancos que deixam de dar crédito... tudo isso faz o casal esforçar-se e inventar alternativas. Se não, a probabilidade de a relação quebrar é muito maior», explica.

 

A situação de Eduardo e Rita, com 48 e 39 anos, não é muito diferente. Vivem em Bragança e ainda não pensaram na terapia, talvez por estarem mais longe dos grandes centros urbanos. Mas vivem o dia a dia com a sensação de «quem anda a contar tostões», sobretudo desde que a empresa de venda de material informático de Eduardo desceu abruptamente na faturação. «Tínhamos uma vida sexual normal», diz Rita, administrativa numa instituição de ensino, «mas agora chega-se ao fim do dia e o sexo não apetece». Eduardo, cansado das deslocações entre clientes que as vendas lhe vão exigindo, preocupado com o futuro dos colaboradores da loja, confessa-se «cada vez mais descontente», mas reconhece que é necessário deixar os problemas à porta de casa «antes que a vida familiar desmorone».

 

Têm dois filhos, uma rapariga de 3 e um rapaz de 9 anos, que também não ajudam a aliviar as tensões. «Todas as tardes, quando vou buscá-la à escola, a conversa é sempre a mesma: "Mãe, compras-me uma coisa?" Já lhe disse que tem de cortar a palavra "compras" do dicionário.» Juntos há cerca de 15 anos, o casal ainda não perdeu a ligação forte que os une, mas o sexo é quase forçado, «como se decidíssemos que temos de sair um bocadinho deste mundo de problemas e de crise», diz Eduardo. Antes, quando levávamos as coisas de forma mais descontraída, não era assim.»

 

À noite, depois de deitarem as crianças, reconhecem que lhes sobra pouco tempo para porem a conversa em dia e os poucos minutos em que se sentam no sofá servem para ver o noticiário da noite ou a primeira parte de um filme que esteja a começar. Um erro grave que a sexóloga Marta Crawford aponta todos os dias aos casais que recebe: «É preciso desligar a televisão! Primeiro, porque se poupa na conta da eletricidade, e depois porque a TV ocupa demasiado espaço na vida das pessoas. Quem adormece no sofá a fazer zapping não vai dali para a cama ter um momento de intimidade.»

 

Pelo menos neste quesito, João e Teresa, o casal de Cascais, parece estarem no bom caminho. «Uma vez por semana, religiosamente, vemos um filme e vamos para a cama cedo», diz João. O resto acontece naturalmente.

 

*Todos os nomes de casais desta reportagem são fictícios, a pedido dos próprios

 

Via JN



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Queres trabalhar no Brasil? Há um site que te pode ajudar

 

O "Empregos no Brasil para Estrangeiros" vai estar na Nova de Lisboa (dia 25) e na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (27) para falar sobre o mercado brasileiro

 

Todos os dias, David Bernardo respondia a perguntas de amigos. O que devo fazer para emigrar para o Brasil? É difícil conseguir o visto? Quais são as áreas que estão a recrutar mais pessoas? “Estava a responder a tanta gente que resolvi criar uma comunidade para isso”, explicou ao P3 o jovem de 33 anos.

 

Pelas perguntas que eram colocadas, David Bernardo percebeu que “havia uma busca muito grande, mas também uma grande desinformação”. O que é que os portugueses sabem do Brasil? “A parte boa”, responde. “Chegam cá com pouca preparação, sem conhecer a cultura e acham que conseguem emprego em quatro dias. Não é assim.”

 

Foi por isso que nasceu o “Empregos no Brasil para Estrangeiros”, que vai organizar duas conferências (dia 25 na Universidade Nova, dia 27 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) e um "workshop" (dia 26 na Ordem dos Engenheiros, em Lisboa), com o objectivo de informar os participantes sobre o mercado brasileiro, vistos, qualidade de vida e processos de recrutamento.

 

Mais de 35 mil seguidores no Facebook

A plataforma criada por David Bernardo, que conta agora com mais três colaboradores, tem como objectivo educar as pessoas que querem trabalhar fora, educar as empresas que querem contratar estrangeiros e ajudar os candidatos em toda a parte burocrática (vistos, residência, etc.). Para isso, o "Empregos no Brasil para Estrangeiros" aliou-se a empresas brasileiras (trabalham actualmente com três, mas já têm contactos com mais 25), que, apesar de precisarem de contratar mão-de-obra qualificada, “não pensam nos portugueses”, acredita David Bernardo: “Eles não têm contacto com a nossa cultura e não recebem influências portuguesas, nem as novelas”.

 

A ideia já chamou a atenção de mais de 35 mil pessoas no Facebook e na base de dados que a empresa desenvolveu já caíram 1500 currículos em 24 horas. “Enquanto o resto do mundo está em crise, o Brasil cresce”, diz David Bernardo, que fala de “escassez de bons profissionais” para sustentar este crescimento. Várias previsões apontam para a criação de cerca de dois milhões de novos postos de trabalho no Brasil em 2012 em quase todas as áreas.

 

Via P3



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Sábado, 24 de Março de 2012

Trapalhadas na cama

 

Sexo não vem com manual de instruções. Quem quer ousar tem que se arriscar, e muitas vezes o casal paga o preço.

 

Histórias que seriamengraçadas, se não fossem trágicas, é o que não faltam.

 

A sexóloga Carla Cecarello conta que um de seus pacientes teve sérios problemas após ter colocado em prática um plano mirabolante. "Ele pediu para que a companheira se sentasse com as pernas bem abertas, em um lugar alto. Subiu em um banquinho e mirou a vagina da companheira. A intenção era com o impulso penetrá-la com velocidade e força. Porém ele escorregou do banquinho e acabou batendo o pênis no osso da pélvis da companheira", lembra a sexóloga.

 

A queda gerou uma luxação no membro do rapaz. "Eu fico imaginando a dor que esse homem sentiu, o que é muito mais grave que a frustração da perda da transa. Quando o aventureiro veio ao consultório, ele contou a história rindo, já havia superado", conta Carla. "Tudo bem querer inovar, é até bastante saudável, mas tem que avaliar os riscos. Pense primeiro no seu bem estar. Se algo sair e errado e gerar gargalhadas no companheiro, leve na esportiva!", completa.

 

"Uma das minhas clientes contou que, para agradar o namorado, comprou uma lingerie vermelha, daquelas bem sexy. Mas ela achou que isso não bastava. Para complementar e mudar o visual, ela comprou também uma peruca loira", relata a especialista em artes sensuais Lu Riva. O hilário desta história é que o rapaz achou muita graça em ver a namorada usando aquela madeixa loira. "Sem pensar duas vezes ele disse, tirando a peruca da cabeça da mulher: "Que legal, amor. Deixa eu ver como eu fico! ", conta Lu.

 

A moça acabou ficando muito chateada, pois ele nem ao menos reparou na lingerie que ela usava. "Quando você for fazer uma surpresa a um homem, avise-o antes. Eles são extremamente racionais, além de não repararem muito em detalhes", recomenda a especialista. Não precisa contar com detalhes o que irá acontecer, apenas dê dicas.

 

Lu Riva contou também que uma de suas clientes se preparou para fazer um strip-tease para o namorado. O problema é que ela não tomou muito cuidado na hora de escolher a trilha sonora. "Ela esqueceu que o companheiro simplesmente odiava forró, e foi justamente o que ela colocou para tocar. Resultado: o rapaz levantou e saiu, deixou-a sozinha", lembra a especialista. E você, já passou por alguma cena prá lá de engraçada? Divida com a gente!

 

Via Vila Dois



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Whitney morreu a 11 de Fevereiro, num quarto de hotel em Los Angeles

Whitney morreu a 11 de Fevereiro, num quarto de hotel em Los Angeles (Phil McCarthen)

A cantora Whitney Houston, falecida no passado dia 11 de Fevereiro, morreu afogada em consequência do consumo de droga e de doença cardíaca, concluiu o médico legista que conduziu a autópsia.

 

A causa da morte deveu-se a “efeitos de doença cardíaca arterosclerótica e uso de cocaína”, indicou o médico legista, em comunicado. A morte de Houston foi descrita como “acidental”. O médico acrescentou ainda não haver “traumatismos” nem “suspeitas de acções criminosas”.

Craig Harvey, porta-voz dos serviços legistas de Los Angeles, revelou que os testes feitos ao sangue do cadáver da cantora indicaram que esta havia tomado cocaína e que consumia a droga de forma regular.

Este anúncio põe termo a semanas de especulação acerca da causa da morte da cantora, na véspera da gala dos Grammy, num quarto de hotel de Los Angeles.

Foi encontrada já sem viva, mergulhada na banheira do seu quarto de hotel.

Para além de cocaína, foram igualmente encontrados no sangue da cantora vestígios de consumo de marijuana e de ansiolíticos, relaxantes musculares e anti-histamínicos. Estes não foram, porém, factores que tenham contribuído directamente para a morte da cantora, indicou ainda o médico legista.

Whitney Houston - uma das mais populares cantoras do mundo entre meados da década de 1980 e 1990 - há muito que travava uma luta contra a sua dependência de drogas.

Patricia Houston, a cunhada e manager da cantora, disse à Associated Press que a família está “triste” por saber dos resultados toxicológicos, mas satisfeita por finalmente obter respostas.

A cantora foi enterrada num cemitério do seu estado natal de New Jersey, depois de um funeral onde estiveram presentes alguns dos amigos da cantora, nomeadamente a apresentadora Oprah Winfrey e as cantoras Alicia Keys, Mariah Carey e Mary J. Blige.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 10:47 | link do post | comentar

Victor Pereira, treinador


O treinador do FC Porto, Vítor Pereira, insistiu nesta sexta-feira na “constatação” do que apelida de “bloqueios faltosos”, protagonizados por futebolistas do Benfica nos lances de bola parada, sustentando que se têm “tornado mais refinados”.


“Basta verem meia dúzia de jogos do Benfica e repararão que passaram de bloqueios disfarçados a mais refinados”, disse o técnico portista, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo de domingo no terreno do Paços de Ferreira (20h25).

Segundo Vítor Pereira, “como não se têm marcado essas faltas, foram-no fazendo de forma mais refinada”. Mas refutou a ideia de estar a condicionar as arbitragens para que haja mais atenção a esses lances: “É apenas uma constatação”.

“Os jogadores do Benfica fazem bloqueios com um, dois ou até três jogadores, para não deixarem passar os adversários”, disse o técnico.

E exemplificou com o segundo golo sofrido na Luz, terça-feira, na derrota por 3-2 para a Taça da Liga: “Houve dois ou três jogadores (no lance) sem intenção de jogar a bola. Até põem jogadores de costas para a bola, para não deixar acompanhar a marcação e isso é falta”.

Relativamente às restantes sete jornadas do campeonato, o treinador afirmou que o facto de os “dragões” só estarem numa única competição “não traz benefício nenhum, pois as questões motivacionais superam sempre todos os restantes factores”.

Quanto à 24.ª jornada, Vítor Pereira considera o Paços de Ferreira “um adversário muito complicado no seu terreno, que é estreito, e que joga um futebol agressivo, em transições rápidas”.

“Temos que estar muito concentrados para podermos ganhar e manter a liderança no campeonato”, sublinhou.

Por fim, questionado sobre uma notícia que dava conta de um conflito entre João Moutinho e Cristian Rodriguez, Vítor Pereira foi parco em palavras: “O Cristian está dispensado dos trabalhos, pela direcção e pela equipa técnica, para resolver assuntos relacionados com o seu futuro”.

 

Via Público



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Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Benfica não foi capaz de vencer em Olhão

Um zero absoluto é como se pode sintetizar a exibição dos “encarnados” no terreno do Olhanense. A consequência foi a soma de apenas um ponto e o risco de ver Fc Porto e Sp. Braga afastarem-se no topo da classificação.


A primeira parte foi muito desinteressante, com raríssimas ocasiões de golo junto de qualquer uma das balizas. Por isso, a partida chegou ao intervalo sem que os guarda-redes tivessem tido necessidade de grande empenhamento.

No segundo tempo, a pressão do Benfica acentuou-se. Mas nem por isso o clube da Luz construiu mais ocasiões de perigo. A excepção, na sequência de um livre, foi um cabeceamento de Javi García ligeiramente ao lado da baliza de Fabiano.

As coisas pioraram mais para os “encarnados” quando Aimar teve uma entrada à margem das leis sobre um adversário e viu o cartão vermelho directo. Assim, a partir dos 61’, os benfiquistas passaram a jogar em inferioridade numérica.

Um golpe fatal para o Benfica, que nunca mais voltou a ameaçar a baliza algarvia (a excepção foi mesmo no último lance do encontro mas que rendeu apenas um canto) e viu o apito final do árbitro surgir sem que o nulo inicial fosse alterado.

Com o empate, a equipa de Jorge Jesus corre o risco de ver o FC Porto aumentar para três os pontos de vantagem na frente do campeonato e o Sp. Braga isolar-se no segundo posto, com mais dois pontos.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:49 | link do post | comentar

Suspense e sexo  mistura irresistível

 

 

Receita para um filme dar certo: uma boa história, um bom roteiro, com os ingredientes certos, e a mistura de suspense e sexo. Parece tentador, não? Nós achamos que com esse enredo, um filme tem tudo para ser sucesso de bilheteria, inclusive na sua cama.

 

Fizemos uma lista para você curtir com seu gato, todos eles prendem a atenção e tem sexo e suspense no meio de uma ótima história. O primeiro deles é o sucesso "

 

Millennium - Os homens que não amavam as mulheres" de 2011. A película traz uma personagem que é ao mesmo tempo sexy e estranha, a racker Lisbeth Salander que protagoniza algumas cenas de sexo bem interessantes com seu amigo e jornalista Mikael Blomkvist, que é ninguém menos que o Daniel Craig.

 

Nossa outra sugestão é um clássico do suspense, e de quebra, tem o bonitão Nicolas Cage em sua melhor forma, inclusive a física. É "Oito milímetros". O longa trata da prática do"snuff", onde o sexo sempre termina em morte, de verdade. O justiceiro lindo e implacável está imperdível.

 

Mais um clássico que quase todo mundo já viu, mas que sempre vale a pena rever e incendiar qualquer sala de cinema em casa. "Instinto selvagem" de 1992, conta a trama de uma sensual escritora que é investigada por ser suspeita de estar envolvida numa série de crimes cometidos com um furador de gelo.

 

Nesse suspense muito tenso, uma das cenas de sexo mais quentes do cinema foi protagonizada entre Sharon Stone e Michael Douglas. Os atores literalmente sobem pelas paredes de tanto prazer, e na vida real Michael Douglas teve que se tratar por compulsão sexual.


Para fechar nossa seleção, um filme publicitário, bem diferente do que estamos acostumados a ver, foi produzido pela marca de lingeries Agent Provocateur e que causou certa polêmica, pois mostra mulheres lindas, de lingerie, cometendo uma espécie de crime. O curta metragem "Fluers Du mal", muito bem feito, por sinal, tem todos os ares de filme de terror, com suspense, boa fotografia e belas mulheres.

Veja abaixo os trailers dos filmes:

Oito milímetros

 

 

Millenium - Os homens que não amavam as mulheres

 

 

Instinto Selvagem

 

 

 

Via Vila Dois



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Sá Pinto, não há melhor que o Sporting... só o Gil Vicente, o Setúbal, o .....

 

Sá Pinto, treinador do Sporting, garantiu nesta sexta-feira que ainda não enfrentou nenhuma equipa que tivesse sido superior aos "leões".

“Ainda não encontrei nenhuma equipa desde que cá estou que tenha sido superior ao Sporting, nem em termos de qualidade de jogo, nem em termos de oportunidade, nem em posse de bola. Temos sido muito penalizados e acho que esta equipa não merece”, disse o treinador sportinguista, que defendeu que quando a equipa se desconcentra é muito penalizada.

Na antevisão do jogo com o Feirense, “lanterna vermelha” da prova, Sá Pinto garantiu que a derrota da última jornada no terreno do Gil Vicente (2-0) teve “reflexos normais”. “Os jogadores do Sporting gostam de ganhar e de fazer jogos perfeitos e isso passava pelo último jogo, queríamos muito ganhar, não conseguimos. [A derrota] Teve reflexos normais numa equipa que quer ganhar, mas continuamos confiantes e empenhados”, disse.

Sá Pinto considerou que o Sporting que eliminou o Manchester City da Liga Europa é o mesmo que na passada segunda-feira foi derrotado em Barcelos. “Não acho que esta equipa tenha duas caras, a equipa tem estado sempre de uma forma séria e profissional a encarar todos os jogos”, disse.

Para o encontro de sábado, às 20h15, Sá Pinto disse esperar um Feirense “organizado, combativo, forte nas bolas paradas, com jogadores muito rápidos no momento da transição, e certamente, muito motivado”.

Sem querer comentar a arbitragem polémica de Bruno Paixão no embate com o Gil Vicente, Sá Pinto desejou que no encontro de sábado o árbitro Vasco Santos (Porto) “faça um grande trabalho e seja uma mais-valia para o confronto”.

Com a equipa no quinto lugar da Liga, a 15 pontos do FC Porto, líder, Sá Pinto não quis estabelecer metas para a Liga, garantindo que o Sporting “pensa no próximo jogo e em conquistar a vitória”.

Sá Pinto admitiu que os nove jogos que a equipa disputou em 33 dias têm sido “violentos”, mas assegurou que “os jogadores estão envolvidos e querem estar sempre bem”.

O técnico assegurou que tem alternativas no plantel, mas reconheceu que, em alguns casos, as mudanças podem afectar a dinâmica da equipa. “As mudanças, se forem muitas, podem não ajudar na dinâmica da equipa. Temos que ter cuidado na forma como preparamos o jogo, porque a equipa está com boa dinâmica”.

O Sporting ocupa a quinta posição da Liga, com 41 pontos, menos um que o Marítimo, quarto classificado, e menos 15 que o FC Porto, líder da prova.

O Feirense, que não ganha há 10 jogos, é o “lanterna vermelha” da competição, com 17 pontos.

 

Via Público



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Os benefícios da aspirina têm sido sobretudo associados à prevenção de doenças cardiovasculares
Os benefícios da aspirina têm sido sobretudo associados à prevenção de doenças cardiovasculares (Rui Gaudêncio)

Uma pequena dose diária de aspirina durante apenas três anos pode ajudar e reduzir em um quarto o risco de cancro e mesmo travar o seu desenvolvimento e processo de metastização. Esta é a conclusão de três estudos publicados no The Lancet esta semana.

 

Pesquisas anteriores já tinham provado o potencial da aspirina na prevenção do cancro mas focavam-se numa toma diária durante dez anos, o que levantou preocupações dos especialistas devido a eventuais efeitos secundários, nomeadamente problemas de hemorragias no estômago. Os novos estudos agora publicados, por investigadores do Reino Unido (Universidade de Oxford e do Hospital John Radcliffe), focam-se em apenas três anos de toma diária e reforçam os benefícios da aspirina na luta contra o cancro. 

Os resultados de um dos artigos publicados mostram que uma toma diária de baixas doses de aspirina durante três anos pode levar a uma redução do risco de cancro de 23 por cento nos homens e 25 por cento nas mulheres. Por outro lado, concluíram ainda os investigadores, o risco de morrer de cancro diminui 15% (e em 37 % para os que prolongam esta toma durante mais de cinco anos). Os dados foram obtidos com a análise de 51 ensaios que testaram os efeitos de doses baixas de aspirina em pessoas com problemas cardiovasculares. 

O outro estudo divulgado centra-se no efeito da aspirina nas metástases e conclui que este fármaco reduziu em 48% a proporção de cancros que se desenvolvem afectando outros órgãos. O fármaco reduziu ainda o risco de um diagnóstico de um tumor sólido já com metástases em 31% e, para doentes que já tinham sido diagnosticados com cancro, a redução do risco de metástases foi na ordem dos 55%. 

Os especialistas acreditam que a relação entre a aspirina e a capacidade de abrandar o processo de metastização pode ser explicada com o efeito do fármaco no sangue (nas plaquetas). Os benefícios da aspirina têm sido sobretudo associados à prevenção de doenças cardiovasculares, existindo muitas pessoas que tomam uma dose (75 miligramas) todos os dias em nome da prevenção de ataques cardíacos e outros problemas. Porém, alguns especialistas defendem que esta estratégia só deverá ser usada por pessoas que estão em risco de sofrer um problema cardíaco devido aos possíveis efeitos secundários (perigo de hemorragias de estômago ou intestinos, por exemplo) da utilização deste fármaco a longo prazo. 

Os resultados dos estudos agora publicados mostram que os benefícios da aspirina extravasam o mundo das doenças cardiovasculares e que este fármaco será igualmente (ou mais ainda) eficaz na prevenção do cancro. Estas publicações no The Lancet mereceram, no entanto, um comentário de peritos na mesma edição da revista que, apesar de sublinharem a importância dos resultados, invocam algumas limitações dos artigos apresentados nomeadamente a qualidade dos dados (de ensaios clínicos prévios) analisados. Ainda assim, os dois especialistas norte-americanos que comentam os artigos concluem: “Apesar destas reservas, fica convincentemente demonstrado que a aspirina parece reduzir a incidência e a morte por cancro”.

 

retirado do Público



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Gil Vicente na final da taça da liga


Houve dedo dos guarda-redes na decisão do segundo finalista da edição 2011-12 da Taça da Liga. Para bem do Gil Vicente e para azar do Sp. Braga. Quim falhou com o jogo já em contagem decrescente e entregou o protagonismo a Adriano, que travou dois penáltis (2-2 no tempo regulamentar) e conduziu a equipa à primeira final da sua história.


O jogo começou a mexer por acção de dois Hugos. Viana perdeu a bola a meio-campo para César Peixoto, que lançou Vieira para o 1-0, na sequência de um chapéu de último recurso sobre Quim. Nuno André Coelho teve receio de cometer falta e o avançado do Gil agradeceu a liberdade.

Foi aos 16’. Aos 23’, Hugo Vieira sofreu falta quando se escapava para a baliza bracarense. O árbitro teve entendimento diferente e o número 70 acabou por ver um amarelo por protestos. Logo a seguir, caiu o empate no Estádio Cidade de Barcelos. Eram dois avançados do Sp. Braga contra cinco defesas da casa, mas a minoria levou a melhor: tabela entre Lima e Mossoró, com o goleador a emendar para a baliza. Cláudio, que foi companheiro de Lima no Vizela, na II Divisão B, em 2003-04, bem pressionou o adversário mas assistiu ao empate já sentado no relvado.

Foi do lado esquerdo do ataque bracarense que nasceu o golo do empate e, como o Gil não aprendeu à primeira, os visitantes repetiram a fórmula aos 30’. Halisson falhou a intercepção num primeiro momento, travou o remate de Lima numa segunda ocasião, mas já não teve tempo para reagir à recarga de Hélder Barbosa.

Obrigado a responder, o Gil Vicente expôs-se mais ao risco, especialmente no segundo tempo. Subiu as linhas e o Sp. Braga foi espreitando o contra-golpe sempre que pôde. Foi isso que aconteceu aos 73’, com Mossoró a fugir com habilidade pela direita, a esperar por Lima e a servi-lo na área. Desta vez, porém, Adriano anulou por duas vezes consecutivas os remates do brasileiro.

Quando o futebol refinado de César Peixoto (foram dele os principais passes de ruptura) deixou o relvado, no momento em que Paulo Alves jogou as últimas cartadas, a equipa da casa começou a atacar mais em quantidade do que em qualidade. Aos 86’, Zé Luís cabeceou para fora à entrada da pequena área e quase chegou a um cruzamento interceptado dois minutos depois.

Mas o coração do Gil valeu mais que a frieza do Sp. Braga, curiosamente mais desgastado do que o adversário, que defrontou o Sporting para a Liga na segunda-feira. E só mesmo o próprio Júnior Caiçara terá acreditado que aquele remate enrolado, de fora da área, passaria por baixo do corpo de Quim, aos 89’.

O erro do guarda-redes adiou tudo para as grandes penalidades (o regulamento da Taça da Liga salta o prolongamento). E nem aí o ex-guardião do Benfica conseguiu redimir-se. Não defendeu um único remate (marcaram João Vilela, Cláudio, Rodrigo Galo e Caiçara), ao contrário de Adriano, que tavou os pontapés de Barbosa e de Ukra. E agendou a final com o Benfica para Coimbra, a 14 de Abril.

Ficha de jogo
Estádio Cidade de Barcelos

Gil Vicente 2 (4) Adriano, Rodrigo Galo, Halisson, Cláudio, Junior Caiçara, Luís Manuel, André Cunha (João Vilela, 61’), César Peixoto (Éder, 76’), Richard, Luís Carlos (Zé Luís, 46’), Hugo Vieira . 
Sp. Braga 2 (2) Quim, Miguel Lopes, Douglão, Nuno A. Coelho, Elderson, Custódio, Hugo Viana (Djamal, 86’), Mossoró (Édson Rivera, 78’), Hélder Barbosa, Paulo César (Ukra, 65’), Lima. 

Árbitro Hugo Miguel, de Lisboa.
Golos1-0, por Hugo Vieira, aos 15’; 1-1, por Lima, aos 25’; 1-2, por Hélder Barbosa, aos 31’; 2-2, por Junior Caiçara, aos 89'.
Grandes penalidades marcaram Lima, Custódio (Braga) e João Vilela, Cláudio, Rodrigo Galo e Junior Caiçara (Gil Vicente); falharam H. Barbosa e Ukra (Braga).

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 09:27 | link do post | comentar

Atirei o pau ao Benfica???!!!


O FC Porto pretende que o Ministério da Educação se pronuncie sobre “os fascistas do gosto”, na sequência de uma queixa contra o ensinamento às crianças de cantigas infantis com saudações ao Benfica numa escola pública da Ericeira.


Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, o clube portuense condena “o proselitismo em escolas públicas”, saúda “o civismo do pai” autor da queixa e critica o género de cantilenas naquele jardim-de-infância público: “Em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de ‘ayatollahs’ das suas próprias preferências”.

“Mais grave é que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia, não só no jardim-infância da Ericeira, mas também em todas as escolas do pré-escolar do agrupamento e noutras de Lisboa e Cascais”, refere a nota divulgada na página oficial do clube.

O FC Porto pretende que “o Ministério da Educação se pronuncie sobre estes fascistas do gosto e dê instruções para que, em todas as escolas do país, se acabem com práticas que fazem lembrar os tempos da outra senhora”.

A inclusão da expressão ‘viva ao Benfica’ na cantilena “Atirei o pau ao gato” de um jardim-de-infância da Ericeira, Mafra, motivou a queixa de um pai ao Ministério da Educação, por desrespeitar a pluralidade de gostos.

Na queixa enviada, Eduardo Mascarenhas, pai de uma menina de quatro anos, manifestou-se contra o facto de a educadora ter feito uma adaptação, ao ensinar as crianças a cantar “vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica”, várias vezes ao dia.

 

Via Público



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Flores podem ser alimento

Não, não é engano. Está a ler o dicionário dos alimentos e esta semana em comemoração da chegada (oficial) da Primavera vamos falar de flores. Há cada vez mais pratos e chefs que utilizam flores comestíveis - mais do que ornamentação, pertencem ao domínio dos sabores.

 

Em rigor, a incorporação de flores na nossa alimentação não é uma ideia propriamente nova, uma vez que brócolos e couve-flor já nos acompanham há algum tempo e que muitas infusões foram feitas, ao longo dos anos, com flores como a camomila, a rosa ou a alfazema. No que concerne às flores, o primeiro passo é mesmo saber se são comestíveis.

 

O simples facto de ser apresentada num prato não é sinónimo de comestibilidade. E duas espécies idênticas podem ter sofrido tratamentos distintos que tanto as podem tornar comestíveis ou única e exclusivamente aptas para efeitos de ornamentação. A solução passa por adquiri-las em locais adequados para o efeito, que já não são assim tão escassos.

 

Passada a barreira da comestibilidade, todo um mundo de vantagens floresce aos nossos olhos - e já agora no nariz, pois as flores, não entrando na categoria das ervas aromáticas, são efectivamente alimentos que se cheiram, mais do que alimentos que se comem. Sendo este interesse na sua vertente gastronómica relativamente recente, é expectável que poucos dados existam relativos ao seu valor nutricional. Ainda assim, como seria de esperar, as flores são genericamente pouco calóricas uma vez que são compostas por mais de 90% de água.

 

Os macronutrientes que se destacam (ainda que em pequena quantidade) são naturalmente os hidratos de carbono, fruto dos açúcares existentes no néctar e pólen.  Estes, juntamente com as pétalas, são fonte de diversas vitaminas (A e C em grande destaque) e fitoquímicos que variam consoante a flor. Assim, não existem grandes dúvidas em afirmar que as flores são provavelmente as mais sublimes fontes de antioxidantes presentes na nossa alimentação, não sendo de esperar que, quer pela quantidade quer pela frequência de consumo, possuam um grande impacto na nossa saúde.

 

Vencida a reticência inicial em provar flores, a sua versatilidade só tem os limites da nossa imaginação. Saladas, risotto, piza, crepes, geleias, cubos de gelo, chás ou vinagres ganham assim um ingrediente novo que dá aroma, beleza e também saúde.

 

Retirado do Público

 

 



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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Mulheres tem orgasmos quando fazem exercício físico

 

Segundo um novo estudo, as mulheres podem não precisar de um cara, de um vibrador ou sequer de qualquer outra estimulação sexual direta para ter um orgasmo – basta fazer exercícios físicos.

 

A pesquisadora Debby Herbenick, codiretora do Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana, EUA, diz que os cientistas já relataram o fenômeno do prazer sexual induzido pelo exercício físico em 1953, com cerca de 5% das mulheres entrevistadas dizendo que tinham orgasmos ligados ao exercício físico.

 

No entanto, naquela época foi difícil saber qual a prevalência real desse fenômeno porque a maioria das mulheres ofereceu a informação sem que os pesquisadores fizessem essa pergunta diretamente (ou seja, eles não perguntaram “você tem orgasmos quando faz exercícios físicos?”).

Desde então, os relatórios desse tipo de orgasmo, chamado em inglês de “coregasms”, por causa de sua ligação aparente com exercícios para músculos abdominais centrais, têm circulado na mídia há anos.

 

Apesar da atenção na mídia popular, pouco se sabe cientificamente sobre o orgasmo induzido por exercício. Então, Herbenick e seus colegas usaram pesquisas online para coletar os dados de 124 mulheres que tiveram orgasmos induzidos pelo exercício e 246 mulheres que relataram prazer sexual induzido pelo exercício.

 

A maioria das mulheres, com idades entre 18 a 63 anos e uma idade média de 30 anos, estava em um relacionamento sério ou casamento e 69% disseram ser heterossexuais.

 

Os pesquisadores descobriram que cerca de 40% dos dois grupos de mulheres tiveram prazer ou orgasmo induzido pelo exercício físico mais de 11 vezes em suas vidas. A maioria das mulheres do grupo do orgasmo disse que sentia um certo nível de constrangimento ao se exercitar em lugares públicos.

 

O grupo do orgasmo afirmou majoritariamente que não estava tendo uma fantasia sexual ou pensando em alguém quando tiveram orgasmos durante exercícios.

 

Das mulheres que tiveram orgasmos durante o exercício, cerca de 45% disseram que sua primeira experiência foi ligada a exercícios abdominais; 19% disseram que foi ligada a bike ou spinning; 9,3% disseram que foi ligada a escalar postes ou cordas; 7% relataram uma conexão com o levantamento de peso; 7% com correr e o resto das experiências incluiu vários exercícios, como ioga, natação, aparelhos elípticos, aeróbica e outros.

 

O prazer sexual induzido pelo exercício estava ligado a mais tipos de exercícios que o fenômeno do orgasmo.

 

Respostas às questões abertas da pesquisa revelaram alguns detalhes interessantes. Por exemplo, os exercícios abdominais ligados a orgasmos pareciam estar particularmente associados ao exercício “cadeira do capitão”, em que uma pessoa suporta seu peso sobre os antebraços e, em seguida, levanta os joelhos em direção ao seu peito.

 

As perguntas abertas também revelaram que os orgasmos tendem a ocorrer depois de vários conjuntos de flexões ou algum outro exercício abdominal em vez de depois de apenas algumas repetições. Também parecia acontecer depois que a mulher realmente tinha se exaurido.

 

“Muitas dessas mulheres disseram que isso começou a acontecer desde crianças”, disse Herbenick, acrescentando que algumas indicaram uma experiência aos 7 ou 8 anos. “Nós tivemos pelo menos uma mulher no estudo que era virgem, e realmente amava poder ter estas experiências na academia”.

 

Ligação confusa

Os pesquisadores não sabem ao certo porque certos exercícios levam ao orgasmo ou ao prazer sexual.

 

“Pode ser que o exercício, que já é conhecido por ter benefícios significativos para a saúde e bem-estar, tem potencial para melhorar a vida sexual das mulheres”, sugere Herbenick. Mas não é certo que os exercícios físicos podem realmente melhorar as experiências sexuais das mulheres.

 

A pesquisa tem várias implicações em relação à sexualidade das mulheres. O orgasmo e o desejo sexual já encabeçaram a lista de maiores preocupações sexuais das mulheres, com cerca de uma em cada quatro mulheres não atingindo o orgasmo durante o sexo.

 

Os pesquisadores sugerem que “pode ser que o exercício físico tem sido negligenciado em abordagens clínicas para o orgasmo das mulheres”.

 

Por outro lado, os cientistas têm debatido por muito tempo o contexto evolutivo do orgasmo feminino e sua ligação com a sexualidade e reprodução. Se muitas mulheres estão experimentando o orgasmo durante exercícios não relacionados com o sexo, então orgasmo induzido pelo exercício pode revelar o que o orgasmo tem ou não tem a ver com sexo ou reprodução.

 

Além disso, o orgasmo induzido por exercício pode ser um caminho para os cientistas e as próprias mulheres aprenderem mais sobre o processo do orgasmo.

 

Alguns podem questionar: “Será que isso realmente acontece?”. Herbenick responde: “Eu não tenho nenhuma dúvida de que isso acontece.

 

Via HypeScience



publicado por olhar para o mundo às 21:29 | link do post | comentar

Jesus acredita que o Sporting ainda tem uma palavra a dizer neste campeonato

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, analisou nesta quinta-feira o que falta jogar no campeonato e apontou o Sporting como a equipa que pode decidir o campeão.


Jesus recordou que o Sporting ainda vai jogar com as três equipas que ainda podem ganhar o campeonato e, por isso, considerou que o clube de Alvalade pode ter uma palavra a dizer em relação ao futuro campeão: “O Sporting pode ser decisivo. É um adversário forte, que pode parar qualquer um dos candidatos ao título. Penso que o seu grande objectivo é a Liga Europa, mas contra o Benfica deixa de haver Liga Europa, pois são os dois grandes rivais e vamos ter muitas dificuldades”, alertou.

O treinador "encarnado" sublinhou ainda que a margem de erro é cada vez menor e, por isso, frisou a importância da partida contra o Olhanense, um clube treinado por um técnico que Jesus elogiou. "O Benfica quer recuperar a primeira posição e este é um jogo de grande importância. Primeiro porque Olhanense é forte, e depois porque temos de somar os três pontos para continuarmos a pensar que temos todas as possibilidades de chegar ao primeiro lugar”, começou por dizer Jesus, para depois acrescentar: "Os nossos rivais, como Sporting e FC Porto, não ganharam em Olhão. Têm uma boa equipa e um treinador com gosto especial e com qualidade para as novas funções. O Sérgio vai dar treinador, tem vocação.”

O técnico benfiquista reafirmou que todas as equipas envolvidas na luta pelo título têm a mesma ambição, mas lembrou que o Benfica ainda está envolvido em outras competições. “Nesta altura todos estão com a mesma ambição. Pode haver factores que façam com que o Benfica tenha que ter mais cuidado, pois eles jogam de semana e nós, felizmente, temos jogos a meio da semana”, referiu.

Gostava que o Cardozo continuasse

O técnico deixou ainda elogios ao avançado Óscar Cardozo, afirmando que espera poder continuar a contar com o internacional paraguaio: “O Cardozo é um goleador e potencializámos qualidades que achámos importantes que ele adquirisse. É um jogador que os adeptos do Benfica, às vezes, não compreendem, mas o Cardozo é muito importante para o Benfica. Ele decide jogos e gostava que ele continuasse”, disse.

Sobre a final da Liga dos Campeões no Estádio da Luz em 2014, Jorge Jesus deixou apenas uma garantia: “Gostava de lá estar como treinador, mas de certeza que pelo menos vou estar como espectador”.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 21:26 | link do post | comentar

Compre um par de sapatos e leve um homem de bónus

 
Compre um par de sapatos e leve um homem de bónus
Shoes Shoes Shoes

 

Para muitas mulheres a escolha entre um homem e uns sapatos pode não ser simples, mas agora a empresa malaia Shoe Shoe Shoe quer ajudar a resolver o dilema com a campanha "Shoe Dating ". O slogan da loja, em Kuala Lumpur, é "compre um par de sapatos e ganhe um homem".

 

A frase da campanha é uma das razões que tem levado várias pessoas a criticar a iniciativa e chama-la sexista, apesar da empresa recusar esta premissa e comparar a campanha à série "O Sexo e a Cidade" na sua página do Facebook .

Dez a 100% de desconto 


E, afinal, de onde vêm estes homens? Os interessados inscrevem-se no site de namoro "Lunch Actually " e escolhem 20 pares de sapatos da Shoes Shoes Shoes que gostassem de ver uma mulher a usar durante um encontro.

 

Não é discutido o preço do encontro e quem terá de suportar esse custo, mas os homens que se inscreverem terão de prometer pagar dez a 100% dos sapatos da mulher que os selecionar.

 

Após a compra, a mulher pode rever online os perfis dos homens que gostam dos sapatos comprados e escolher (caso esteja interessada) um deles para um encontro.

 

Após o primeiro encontro a mulher pode obter o reembolso prometido pelo homem, e o futuro do casal está fica nas suas próprias mãos ou, neste caso, nos próprios pés.



Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 17:56 | link do post | comentar

Vídeo: todos os 234 golos de Messi na liga Espanhola


Começou com o Albacete em 2005. Mas foi o A. Madrid a sua vítima preferida, o rival Real Madrid é o terceiro mais fustigado. São 14 minutos de puro Messi.


Entre 2005 e 2012, Lionel Messi marcou 234 golos, tornando-se o melhor marcador da história do Barcelona. Ultrapassou a marca de César, de 232 golos, há uns anos um recorde impensável de ser batido. 

Com a goleada na noite de terça-feira sobre o Granada (5-3), com três golos do argentino, Messi bateu mais um recorde.

Siga todos os seus golos num vídeo de 14 minutos. É um deleite para quem gosta de fintas, dribles, rapidez e controlo de bola. E, claro, golos. Muitos.


Veja TODOS os golos de Messi no Bareclona

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 09:08 | link do post | comentar

Mitos e verdades sobre o perigo do fim do mundo

 

O professor de astrobiologia Carlos Oliveira, autor do site astropt.org, desmonta alguns medos atuais sobre o fim do mundo que se têm multiplicado a propósito das teorias apocalípticas de 2012.

Em 2012 os polos vão inverter-se, o que pode causar sismos violentos

Explicação: o norte magnético está a mover-se entre 10km e 40km por ano e já está a mais de mil km do norte verdadeiro, um fenómeno que está a ser monitorizado há décadas. A inversão total leva cerca de cinco mil anos e mesmo durante a mudança o campo magnético continua a existir e a proteger-nos das tempestades solares e radiação espacial. A última inversão ocorreu há 780 mil anos.

 

O aumento do fluxo de atividade solar vai ter um pico em 2012

Explicação: o sol tem picos de atividade a cada 11 anos e nada de catastrófico sucede. Segundo os últimos dados o próximo pico não será em 2012 mas em 2013. O pior que pode acontecer é alguns satélites ficarem danificados e deixarmos de poder falar ao telemóvel durante algum tempo. Depois tudo voltará ao normal.

 

Há um asteróide a caminho da Terra que pode destruir o planeta

Explicação: Os asteroides são um perigo real e uma das possíveis razões para extinções em massa na Terra. A 30 de Junho de 1908, numa região remota da Sibéria deu-se o chamado Evento de Tunguska que ainda hoje não está inteiramente explicado. Houve 80 milhões de árvores arrasadas, a 70kms as pessoas sentiram um abalo tão forte que as fez cair das cadeiras e sentiram um calor tão intenso que as suas roupas pareciam estar em fogo. Os céus da Europa iluminaram-se por várias noites e houve pessoas na Alemanha, Dinamarca e Reino Unido que conseguiam ler um jornal de noite sem ligarem a luz. A explicação mais consensual para este fenómeno é a de que um meteoróide com 50 metros entrou na atmosfera terrestre e explodiu, a cerca de 8kms acima da superfície. Estas explosões no ar são frequentes, mas geralmente os meteoróides são tão pequenos que nem notarmos. Este era grande o suficiente para arrasar cidades como o Porto ou Lisboa e matar todos os seus habitantes. Os programas de deteção de asteroides na rota da Terra são importantes e deviam ter mais fundos. Em 2006 a descoberta do asteroide Apophis causou preocupação. Espera-se que passe pela Terra, sem causar estragos, por volta de 2029 ou 2036 mas a probabilidade de impacto é de 1 em 45 mil.

 

Em 2012 o Sol e a Terra vão passar pelo plano galático o que pode levar à destruição da Terra.

Explicação: o Sol tem um ciclo de 240 milhões de anos em volta da galáxia. Esta órbita não é retilínea mas ondulatória, e como a Terra orbita o sol também fica sujeita a estas ondulações. Crê-se que estas passagens da Terra pelo plano galáctico estejam na origem das extinções na Terra a cada 62 milhões de anos porque há um aumento substancial de raios cósmicos extremamente nocivos à vida. Atualmente estamos a 67 anos-luz do plano galáctico. Só daqui a uns milhões de anos passaremos pelo galáctico.

Para saber mais vá a astropt.org


Via Activa



publicado por olhar para o mundo às 08:50 | link do post | comentar

Hackers acedem a dados pessoais de árbitros há, pelo menos, nove meses

Números de telemóvel, de identidade, de contribuinte e de identificação bancária, morada da residência, do trabalho e do correio electrónico, profissão ou nome de familiares. A informação pessoal dos árbitros portugueses de futebol faz parte de uma base de dados do site da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) que, segundo revelou ao PÚBLICO um hacker que teve acesso aos registos pela primeira vez em Junho, é “vulnerável” ao ataque de piratas informáticos.


A lista com os dados pessoais dos 25 árbitros das competições profissionais foi divulgada na Internet, a 17 de Março, e apenas na tarde desta segunda-feira deixou de estar disponível. No entanto, informação privada dos restantes árbitros portugueses que integram a APAF foi igualmente violada e está na posse de piratas informáticos. 

Em declarações ao PÚBLICO, um hacker que acedeu pela primeira vez à informação no final de Junho, revelou que “dá trabalho” e “perdeu uns dias” a conseguir “encontrar a porta” do site, mas garante que o portal electrónico da APAF é “vulnerável” e tem uma “segurança bastante má”.

Segundo o hacker, quando “alguma coisa é tornada publica normalmente a informação já foi usada e abusada” e, como já deve “ter andado por lá muita gente a cheirar”, é “provável” que o seu conteúdo tenha sido usado para “assustar” alguns árbitros. 

Para além da informação pessoal dos juízes associados da APAF, a mesma fonte revela que “as contas de email dos administradores do site também estão comprometidas”.

O presidente da APAF, Gustavo Sousa, admitiu que alguns árbitros receberam telefonemas anónimos, após a divulgação dos dados e adiantou que os 25 árbitros das competições profissionais foram aconselhados a alterarem, tanto quanto possível, as informações pessoais.

“Não se compreende que, para denegrir a imagem da arbitragem, se esteja a recorrer a estes métodos. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para sair desta situação, mas estou convencido de que as pessoas vão repudiar a situação por elas, porque também, se calhar, não gostavam de ver os seus dados divulgados”, referiu Gustavo Sousa.

CNPD abriu um processo de averiguações 
A porta-voz da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), Clara Guerra, explicou ao PÚBLICO que depois de ter conhecimento da notícia a comissão abriu um processo de averiguações, já que havia indícios claros de “divulgação não autorizada de dados pessoais”. E acrescentou que a CNPD ia entrar em contacto com as autoridades norte-americanas para que os dados fossem retirados de um servidor alojado num datacenter em Austin, no Texas. 

A meio da tarde, a informação deixou de estar disponíveis no site Pastebin.com, um endereço electrónico usado para armazenar informações. O próprio site explica que é “usado principalmente por programadores para armazenar pedaços de fontes de código ou informações de configuração, mas todos são mais que bem-vindos para partilhar qualquer tipo de texto”.

Clara Guerra não ignorava, contudo, que o mal já estava feito, já que o tempo que os dados estiveram disponíveis naquele site permitiram copiar a informação, que poderá continuar acessível noutras plataformas. 

“Neste momento o mais importante é perceber de onde saiu aquela informação e se tal ocorreu por um acesso externo, no âmbito de uma operação cibernauta, ou se acesso foi interno”, afirma Clara Guerra, que adianta que os técnicos na CNPC já estão no terreno a recolher informação. 

Entretanto, a Polícia Judiciária confirmou ter recebido uma queixa da APAF, que está a ser analisada pelo departamento que investiga a criminalidade informática. Nesta terça-feira os responsáveis da associação de árbitros deslocam-se àquela polícia, em Lisboa, para serem ouvidos.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:32 | link do post | comentar

Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Sexo:

Perguntámos a algumas mulheres qual era o seu maior medo numa relação, e a resposta foi a mesma de há séculos: ser traída. Mas, afinal, nada mudou no casamento? Fomos saber junto de alguns homens ‘traidores’ por que é que traem e como lidam com o assunto.

 

"Estava casado há sete anos quando aconteceu", conta Miguel O., 34 anos, professor universitário. "Envolvi-me com uma colega. Nem sequer estava apaixonado, mas também não estava apaixonado pela Lúcia, a minha mulher. Estava farto da monotonia em que o meu casamento se tornara."

Como era um principiante nas lides da traição, foi apanhado ao final de escassos dois meses. "A Lúcia reparou em algumas 'confusões' nas minhas desculpas e, sim, fez a cena típica de ir ver as mensagens do meu telemóvel, os emails no computador e procurar facturas nos bolsos." O casamento acabou logo a seguir. "Ela confrontou-me, e eu assumi. Não tive outra hipótese."

 

O que se seguiu foi ainda pior de enfrentar: "Foi o escândalo total, porque ela não se limitou a confrontar-me, contou a toda a gente: à família dela, à minha família, aos amigos. Fui crucificado. A única pessoa que me ofereceu um sofá para dormir foi o meu irmão. Todos à volta faziam questão de lembrar como eu fora filho da p.... Foi a vingança da minha mulher."

 

Miguel sentia-se o último dos homens. "Todos olhavam para mim com desprezo: venho de uma família muito católica e fui educado a pensar que um homem adulto tem um bom casamento e é responsável por mantê-lo." A pressão familiar foi um inferno: "A minha mãe ia tendo um ataque quando percebeu que o filho mais velho, o mais responsável, tinha enganado a mulher. Mas a Lúcia - que sempre foi uma mulher doce e até um pouco apática - estava irredutível neste ponto."

 

Hoje, passado um ano, Miguel tem a certeza de que foi melhor assim: o casamento nunca teria dado certo. "Acho que os homens e as mulheres traem porque não estão bem na relação. Foi o que aconteceu comigo. A seguir, nem mantive aquela 'aventura' ou como lhe queiram chamar. Não era nada de especial. Acho que gostava da atenção."

 

Os 'traidores' são uma espécie pouco original: segundo um estudo recente da Universidade do Nevada, 40% dos homens já tiveram um caso fora do casamento. Os números não mudaram assim tanto desde o famoso Relatório Kinsey, em 1950, que apontava 50% de traidores entre os norte-americanos casados.

 

"Sentia-me um electrodoméstico..."

Miguel é o caso do 'traidor' clássico que trai mais ou menos porque sim, por desfastio, e que é apanhado pela mulher com a maior das facilidades. Mas há quem veja um 'caso' como um aviso de que é melhor mudar de vida.

 

Foi o caso de Luís S., gestor, 38 anos. "Fui casado durante quinze anos e nunca traí a minha mulher. Não me acho um traidor por natureza. Acho, sim, que preciso de atenção. E isso foi algo que perdi quando nasceram os meus filhos."

 

Estamos mesmo a ouvir a troça das mulheres: 'Ai coitadinho!' Mas a falta de atenção é uma queixa que se repete no mundo masculino: "Senti-me como um electrodoméstico na minha própria casa. Servia para ir às compras, mudar lâmpadas, pagar compras e pouco mais. O mundo da minha mulher passou a girar em redor daquelas crianças."

 

As consequências foram previsíveis. " O sexo foi-se tornando cada vez mais raro. Não é algo que nos apercebamos logo de início. Mas há um dia em que pensamos 'faz três semanas que não durmo com a minha mulher'. Sei que ela estava de facto cansada. Mas uma parte de mim não aceitava isso."

 

"Já não amava a minha mulher"

O que é que faz alguém que não tem atenção no casamento? As nossas avós não se cansaram de nos repetir: procura atenção lá fora! Luís pensou a mesma coisa. "Mas em momento algum considerei divorciar-me. A minha mulher e os meus dois filhos eram intocáveis. Os meus amigos juravam que umas 'aventuras' fora do casamento não faziam mal algum. Um deles disse-me: 'Como achas que sou casado há 30 anos?'" 

 


Via Activa



publicado por olhar para o mundo às 22:43 | link do post | comentar

 

Letra

 

Velha e Louca

 Mallu Magalhães

 

Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.

Pode avisar que eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar que eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.

Pode falar, não me importa
O que tenho de torta
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.





publicado por olhar para o mundo às 21:01 | link do post | comentar

Os primeiros estudantes com necessidades educativas a fazer exames iguais aos outros alunos são os do 6.º ano
Os primeiros estudantes com necessidades educativas a fazer exames iguais aos outros alunos são os do 6.º ano (Foto: Rui Gaudêncio)
Os alunos com necessidades educativas especiais (NEE) vão passar, já a partir deste ano, a fazer os mesmos exames que os estudantes que não têm esse diagnóstico.

O fim das provas adaptadas para os alunos com NEE aplica-se já este ano ao 6.º ano de escolaridade. Esta mudança está a ser lembrada numa conferência, esta manhã, num encontro sobre educação especial que está a decorrer no Parlamento.

"Como é que estes alunos farão? Vão confrontar-se com o insucesso", alertou uma docente do ensino especial, do Seixal.

O fim dos exames de escola, dirigidos para estes alunos, foi decretado recentemente pelo ministério. No parlamento, professores e pais deram conta que a confusão se instalou nas escolas sobre os procedimentos a seguir. Uma mãe de uma aluna do 6.º ano com necessidades educativas especiais contou ao PÚBLICO que na semana passada foi chamada à escola da filha para lhe comunicarem que ela terá de fazer a mesma prova final que o ministério elaborará para todos os estudantes daquele ano de escolaridade. A filha está integrada numa turma do ensino regular, mas segue outro programa e tem também testes de avaliação diferentes, Disseram-lhe que tinham sido essas as ordens que receberam do Júri Nacional de Exames (JNE). 

Mas já este mês, o JNE publicou informação que refere que as escolas devem pedir autorização prévia para os alunos terem acomodações. Ou seja, os alunos com necessidades educativas especiais podem usufruir de mais tempo para realizar o exame; se forem cegos podem ouvir a prova num cd ou esta pode ser-lhes lida; se for diabético pode parar a meio do exame para comer, etc., mas só se a escola justificar ao JNE.

O Júri diz ainda que os estabelecimentos de ensino devem pedir autorização para fazer exames a nível de escola e justificá-lo, embora para esta modalidade se refira apenas a possibilidade de ser usufruída, "em condições excepcionais", por alunos cegos, com baixa visão, surdos severos ou com limitações moptoras severas. 

Ao contrário do que acontecerá com os estudantes do 6.º ano, o JNE informou também que este ano, "excepcionalmente", os alunos do 3.º ciclo "com necessidades educativas especiais de carácter permanente do domínio cognitivo" poderão realizar provas finais a nível de escola para a conclusão do 9.º ano. 

Actualmente, há alunos do ensino especial com currículos específicos e que não fazem exames, mas também terminam a escola apenas com um certificado de frequência e não com um diploma. 

Outros estudantes com necessidades educativas especiais cumprem o currículo nacional, embora com adequações, e realizam exames. No entanto, estes são elaborados pela própria escola. Por exemplo, para os alunos disléxicos, a escola tem a preocupação de desdobrar as perguntas ou de fazer testes com modelo americano, com respostas múltiplas, assinaladas com "x", de maneira a que o aluno não tenha de escrever muito. 

Essas adequações deixarão de ser possíveis, a partir do momento em que estes alunos façam o exame nacional, ao lado dos que não têm necessidades educativas especiais. 

 

Via Publico



publicado por olhar para o mundo às 18:51 | link do post | comentar

Fabrice Muamba esteve “morto” durante 78 minutos


O coração do médio do Bolton precisou de 15 descargas do desfibrilhador para voltar a bater. Médico diz que a recuperação continua a evoluir favoravelmente.


Fabrice Muamba esteve “morto” durante 78 minutos depois de ter caído inanimado no relvado, afirmou o médico do Bolton Wanderers, Jonathan Tobin.

Tobin diz-se mesmo espantado com a recuperação do médio de 23 anos, nascido no Zaire. 

Numa entrevista ao jornal inglês Guardian, o médico, emocionado, disse: “Temíamos o pior e nunca pensámos ter esta recuperação. É incrível”, contou. “Ainda é muito, muito cedo mas com esta evolução é uma inspiração para todos os envolvidos”.

Tobin confirmou que Muamba tem conseguido contar o que aconteceu no estádio White Hart Lane no último sábado.

“Posso dizer com satisfação que os primeiros sinais de recuperação têm continuado. Estive com ele a noite passada. Entrei e ele disse-me: ‘Hi, doc’. Perguntei-lhe como ele estava e ele disse: ‘Fine’”.

O médico contou ainda que lhe perguntou o que tinha acontecido. “Expliquei-lhe o que se tinha passado. Este é o nível das nossas conversas”, disse, adiantando que os médicos tentaram reanimá-lo durante 48 minutos antes de chegar a um hospital em Londres.

Foram precisos outros 30 minutos para o coração de Muamba começar a bater de novo, depois de receber 15 descargas do desfibrilhador. Esteve parado durante duas horas, aumentando o receio de ter causado danos no cérebro, mesmo que o jogador sobreviva. “De facto, esteve morto durante esse tempo”, confirmou Tobin.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 18:49 | link do post | comentar

FC Porto é o melhor clube português no ranking do século XXI elaborado pela Federação Internacional da História e Estatística do FutebolBarcelona lidera e Sporting ultrapassa Benfica.


 

O FC Barcelona continua a ser considerado o melhor clube europeu do século XXI, numa lista hoje revelada pela Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS), na qual o FC Porto (12.º) lidera o contingente luso.  
 
Os catalães estão à frente dos ingleses Manchester United e Arsenal e do espanhol Real Madrid, num "top-10" dominado por clubes ingleses (quatro).
 
Entre os portugueses, o FC Porto é o melhor posicionado, na 12.º posição, seguido de Sporting (27.º), Benfica (31.º) e Sporting de Braga (72.º). Mas há muitos mais portugueses na lista dos 600 melhores clubes (veja a fotogaleria).

 

Veja a fotogaleria com os clubes portugueses referenciados e com o top 10 da IFFHS:

Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 17:15 | link do post | comentar


O físico usou, entre outros, dados do acelerador de partículas (LHC) instalado no CERN, na Suíça
O físico usou, entre outros, dados do acelerador de partículas (LHC) instalado no CERN, na Suíça (Denis Balibouse/Reuters (arquivo))
Primeira pergunta que nos vem à cabeça: para que serve a partícula subatómica mais leve de sempre? A desanimadora resposta é que ainda não se sabe. Mas sublinhe-se o “ainda”.

O investigador holandês Eef van Beveren, físico teórico da Universidade de Coimbra, que reclama ter identificado o novo bosão, avisa que “as implicações desta descoberta são de longo alcance, não apenas para física hadrónica (física das partículas que estuda as interacções fortes), mas também para física das altas energias e cosmologia.

A partícula até poderá ser utilizada como uma fonte de energia nuclear mais limpa, dado que se desintegra totalmente sem deixar resíduos”. Porém, o futuro promissor deste avanço no complexo mundo da física ainda estará longe, porque, admite o investigador, “para já, além da sua existência, não sabemos quase nada sobre esta partícula”.

“Ninguém estava à espera de uma descoberta destas”, repete Eef van Beveren sem esconder o entusiasmo. Eef van Beveren descreve esta nova partícula E(38) como uma “bolha de sabão”, acrescentando que é 25 vezes mais leve do que um protão e três vezes mais leve que um pião (a mais leve partícula que participa nas interacções nucleares). 

O físico reconhece que é necessário ainda realizar estudos para avaliar as suas propriedades e o seu armazenamento, mas não hesita em anunciar o potencial do novo bosão. Para se imaginar a capacidade desta partícula, o físico calcula que “um miligrama desta matéria dará para um megawatt durante um ano”. 

“A descoberta da E(38) constitui uma surpresa completa para a comunidade científica, porque se trata de uma partícula muito especial e mais leve do que quaisquer outras partículas com (anti)quarks. Descobertas destas só há uma vez por século!”, afirma o físico, que compara este feito ao momento em que o mundo da física percebeu que o átomo era composto por núcleo e electrões. 

Já há vários anos que o físico teórico teimosamente insiste em explorar o modelo (matemático) que concebeu com o cientista George Rupp, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e que foi apresentado pela primeira vez no início da década de 80. Há mais de 20 anos que suspeitava da existência desta nova partícula subatómica ou, como faz questão de corrigir em conversa com o PÚBLICO, “talvez seja mais correcto chamar-lhe subnuclear”. 

Desta vez, analisou os resultados obtidos com as experiências nos aceleradores de partículas em Bona (Alemanha) e no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na Suíça), entre outras instituições. O modelo de Van Beveren e Rupp permite descrever pormenorizadamente uma classe de partículas elementares, os mesões [partículas compostas por um quark e um antiquark]. 

Assim, segundo explica o comunicado da UC divulgado ontem, o físico “‘varreu’ todos os eventos registados nas experiências, mesmo os considerados irrelevantes, e num determinado espaço, um ínfimo espaço, registou uma quantidade de 46 mil eventos com 13 sigma de significância (o que é considerado mais que suficiente para a existência de uma partícula), ou seja, a evidência clara de um novo bosão”. Para reivindicar uma descoberta é preciso encontrar, pelo menos, 5 sigma de significância (um indicador de relevância estatística). “O que temos é um sinal muito claro, um pico enorme (ver imagem). Já há muito tempo que pensava nisto, fui o único a procurar e certo dia encontrei. Aqui está!”, conclui. 

Para Brigitte Hiller, outra física da Universidade de Coimbra citada no comunicado, “a evidência da existência desta nova partícula de extrema leveza, a confirmar-se, terá implicações extraordinariamente importantes para a física, porque, na comunidade dos físicos das partículas, ninguém esperava que existisse uma partícula numa zona de energia tão baixa”. 

Partindo do princípio básico de que um átomo tem em si inúmeras partículas (subatómicas) – as mais celebres são os electrões, protões e neutrões –, há muito que se explora este mundo da matéria. Em Dezembro, anunciava-se a descoberta de outra partícula subatómica – o bosão “chi b(3P)” – feita com o acelerador de partículas (LHC) do CERN. É também no Laboratório Europeu de Física de Partículas que se procura – numa aventura que é seguida atentamente pelos media – o tão popular bosão de Higgs, a partícula que poderá explicar a origem da matéria no Universo (e que, por isso, já ficou conhecida por “partícula de Deus”). Sobre isto Eef van Beveren prefere não fazer comentários. “São coisas que prefiro guardar no meu laboratório”, refere apenas, notando que o modelo padrão usado no CERN é diferente do modelo que desenvolveu, ou seja, métodos de procura diferentes que podem levar a descobertas diferentes.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:54 | link do post | comentar

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