Domingo, 1 de Abril de 2012

Sporting ganha ao União de Leiria com golo ao cair do pano

Os “leões” colocaram um ponto final na longa série de jogos sem ganhar fora de Alvalade para o campeonato. Na Marinha Grande, frente à U. Leiria, venceram por 1-0.


Sá Pinto decidiu poupar muitos habituais titulares, a pensar no jogo da Liga Europa contra o Metalist, e, frente à União de Leiria, os “leões” sentiram dificuldades para ultrapassar uma aflita U. Leiria.

Numa partida pouco interessante, o Sporting teve mais posse de bola mas poucas ocasiões de golo.

Só na segunda parte, marcada por uma quebra de energia nas torres de iluminação do estádio que levou a uma interrupção do jogo por um período de 14 minutos, houve alguma emoção.

Mesmo assim, Sá Pinto teve que fazer saltar do banco alguns dos futebolistas mais utilizados para acabar com o nulo de vitórias fora de Alvalade para o campeonato. Matías, de livre, resolveria a partida, nos instantes finais.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 20:56 | link do post | comentar

Portugal pode ter de deslocar populações devido à erosão costeira

 

"Em alguns sítios não temos outra solução a médio prazo que não seja deslocar populações", admite o secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, referindo-se ao crescente problema da erosão costeira em várias zonas do país e à progressiva elevação do nível do mar motivada pelas alterações climáticas.

 

Pedro Afonso de Paulo explica que Portugal não tem dinheiro para fazer paredes de betão semelhantes às que foram feitas na Holanda para funcionarem como diques e protegerem as populações da invasão da água do mar. Nesta altura, cerca de 30 por cento da costa portuguesa está sujeita a "muito forte erosão", acrescenta.

Por esta razão, o governante defende que será preciso tomar medidas para "proibir terminantemente a construção" em muitas áreas costeiras. "Dificilmente teremos meios e técnicas" que permitam suster este avanço das águas originado pelas alterações climáticas, justifica.

Pedro Afonso de Paulo participou, quinta-feira à noite, num colóquio sobre ambiente e ordenamento do território organizado pela comissão concelhia de Vila Franca de Xira do PSD. Em resposta a um dos participantes, previu que Portugal vai cumprir sem grandes dificuldades as metas de redução das emissões poluentes estabelecidas no Protocolo de Quioto.

"Infelizmente vamos cumprir as metas sem esforço", observou, frisando que a "desindustrialização" vivida pelo País durante muito tempo e a mais recente crise económica fizeram com que as emissões tenham baixado bastante.

"Temos menos indústria e, com a crise económica, não só as empresas emitem menos como as pessoas utilizam menos os carros", salientou, vincando, todavia, que cerca de 80 por cento das nossas emissões de CO2, ao contrário do que se pensa, têm origem na energia consumida nas casas dos portugueses e nos carros em circulação e não estão relacionadas com as fábricas e com a actividade económica.

"Acreditamos numa indústria que pode estar presente e não ser muito poluente. Infelizmente não somos um país muito industrializado, não produzimos tanto quanto poderíamos produzir", lamentou. "As estimativas todas dizem que vamos cumprir as metas de Quioto, o que também é importante", acrescentou o governante.

Pedro Afonso de Paulo disse, ainda, que o Governo apresentará em Abril um plano para o uso eficiente da água e um roteiro do baixo carbono. Estão a decorrer os processos de revisão da Lei de Bases do Ordenamento do Território e do Solo e do regime da Reserva Ecológica Nacional. Mas, também em resposta a alguns dos participantes no colóquio, o governante considerou muito difícil e oneroso aprofundar as políticas de reutilização de águas tratadas, porque exigiriam redes próprias, separadas, para o transporte destas águas para os meios urbanos, o que implicaria investimentos nesta altura incomportáveis.

Já Pedro Aguiar Pinto, professor do Instituto Superior de Agronomia, defendeu que as variações do clima em Portugal têm séculos e que, em média, até chove um pouco mais por ano em Lisboa do que em Londres. "Portugal tem uma preocupação, que é a grandíssima variabilidade do seu clima. Mas não devemos ter uma visão catastrófica", argumentou, considerando depois que há que desdramatizar esta questão. "Desdramatizar não é ignorar o risco. Mas é preciso não dramatizar e a agricultura tem uma grande capacidade de adaptação a novas situações", concluiu.

 

Via Público


tags: , ,

publicado por olhar para o mundo às 17:27 | link do post | comentar

Benfica ganhou nos descontos


Talvez tenha sido o mais importante e emocionante jogo do Benfica esta temporada no Estádio da Luz. Um golo nos descontos valeu a vitória dos “encarnados” frente ao Sp. Braga e tornou tudo mais emocionante no topo da classificação, com os três primeiros classificados separados por dois pontos. Num ritmo alucinante, os lisboetas marcaram primeiro, de grande penalidade (Witsel), mas pouco depois os minhotos voltaram a impor a igualdade (Elderson), sobrando oito minutos para encerrar a partida. Ao cair do pano, Bruno César assumiu o papel de herói e colocou a sua equipa na segunda posição, num dos mais fantásticos campeonatos do século XXI.


Benfica e Sp. Braga iniciaram a partida do Estádio da Luz pressionados pela vitória caseira do FC Porto frente ao Olhanense (2-0) que garantira instantes antes a liderança provisória da tabela classificativa. Só um triunfo da equipa de Leonardo Jardim garantiria o regresso dos minhotos ao comando, antes de receberem no seu reduto os “dragões” na ronda seguinte. Mas para o conjunto de Jorge Jesus os três pontos eram bem mais fundamentais para não deixar os portistas aumentarem a vantagem numa fase crucial da Liga e em vésperas de disputar um complicado derby em Alvalade.

Factores que se fizeram sentir no futebol “encarnado” com particular intensidade na primeira parte da partida. Como lhe competia, a equipa entrou forte e empurrou o adversário para o seu meio-campo. Os lisboetas procuravam um golo madrugador, mas esbarravam num Sp. Braga sólido e determinado a defender. Sem arriscar demasiado e ao seu estilo, os visitantes procuraram as transições rápidas para surpreender.

Com Rodrigo a fazer o papel do castigado Aimar (mas controlado de perto por Custódio), atrás de Cardozo, a pressão do Benfica foi efectiva, mas totalmente improdutiva. Gaitán, na esquerda, era a unidade mais esclarecida nos lances ofensivos (reduzidos com o acerto de Miguel Lopes nas marcações), mas a pouca mobilidade atacante dos seus companheiros tornaram totalmente ineficaz o maior domínio dos lisboetas.

Ao crescente nervosismo do conjunto de Jorge Jesus, os bracarenses (que iniciaram o encontro com sete jogadores portugueses) respondiam com serenidade e acabaram por criar a maior (e solitária) grande ocasião de perigo da primeira metade, no único verdadeiro lance de ataque que logrou fabricar. Valeu a intervenção do ex-bracarense Artur, que evitou o golo de Mossoró. O nulo ao intervalo traduzia justiça numa partida com escassas oportunidades, mas inegável ritmo.

Se o primeiro tempo encerrou com uma boa oportunidade para o Sp. Braga, a segunda metade arrancou com o lance mais perigoso da equipa da casa, com o ex-benfiquista Quim a salvar com as pernas um remate de Witsel na área minhota.

Se o jogo foi intenso nos primeiros 45’, tornou-se frenético após o reatamento, com as duas equipas a arriscarem mais, com lances de perigo a sucederem-se nas duas áreas. O apagamento de Cardozo motivou a primeira mexida de Jesus, que trocou o paraguaio por Nélson Oliveira, aos 64’. Bem mais inesperada foi a segunda alteração na equipa da casa, quatro minutos depois, por força da lesão de Miguel Vítor. Sem centrais no banco, o técnico “encarnado” recuou Javi García para o eixo, chamando Matic para o meio-campo defensivo.

Pelo meio, os bracarenses construíram outra grande oportunidade, com Mossoró, isolado, a cabecear ao lado, após um bom cruzamento de Lima (66’). O jogo parecia complicar-se para o Benfica, quando, aos 75’, um erro do defesa esquerdo Elderson ia deitando tudo a perder para os visitantes ao derrubar, sem necessidade, Bruno César na área. Witsel inaugurou o marcador.

A festa “encarnada” duraria pouco. Um autêntico golpe de teatro dos minhotos, aos 82’, com o mais inesperado protagonista voltaria a empatar o marcador. Um livre marcado por Hugo Viana, na direita do ataque bracarense, foi desviado por… Elderson (esquecido pela defesa da casa) para o fundo das redes. Em poucos instantes, o nigeriano passava de besta a bestial.

Com poucos minutos de jogo, os lisboetas pareciam condenados à divisão de pontos, mas a noite iria confirmar-se eléctrica na Luz. Em período de descontos, Gaitán (o melhor benfiquista em campo) inventou espaço na área adversária, colocou a bola nos pés de Bruno César e tudo terminou com uma enorme explosão de alegria (e alívio) nas bancadas. Um Sporting-Benfica e um Sp- Braga-FC Porto ganharam ainda mais significado na próxima ronda.

POSITIVO
Bruno César
Sofreu o penálti que originou o primeiro golo de Witsel e garantiu a vitória em cima do final do encontro. Será sem dúvida um dos seus golos mais importantes no Benfica.

Gaitán
Foi um dos melhores “encarnados” em campo e o triunfo está-lhe intimamente associado.

Sp. Braga
Apesar da derrota, os “guerreiros do Minho” comportaram-se como tal e saíram da Luz com as aspirações ao título ainda vivas.

NEGATIVO
Cardozo/Rodrigo
Uma dupla que já deu muitas provas esta época no ataque benfiquista, mas que neste sábado não resultou.

Ficha de jogo
Benfica, 2
Sp. Braga, 1

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa. Espectadores Cerca de 50.000

Benfica Artur, Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor (Matic, 68’), Capdevila, Javi García, Bruno César, Witsel, Gaitán, Rodrigo (Nolito, 79’), Cardozo (Nélson Oliveira, 63’). Treinador Jorge Jesus.

Sp. Braga Quim, Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho, Elderson, Custódio, Hugo Viana, Alan (Paulo César, 79’), Mossoró (Luis Alberto, 85’), Hélder Barbosa (Nuno Gomes, 82’), Lima. Treinador Leonardo Jardim.

Árbitro João Ferreira (Setúbal). Amarelos Douglão (13’), Miguel Vítor (31’), Luisão (65’) e Quim (após final do jogo).

Golos 1-0, por Witsel, 78’; 1-1, por Elderson, aos 82’; 2-1, por Bruno César, aos 90+2’.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 10:56 | link do post | comentar

Gente de todo o país acorreu a Lisboa
Gente de todo o país acorreu a Lisboa (Fotos: Miguel Manso)

A manifestação contra a fusão de freguesias, neste sábado à tarde, em Lisboa, foi um desfile de diversidade, com ranchos folclóricos, associações culturais, recreativas e desportivas de todo o país. A contabilidade de participantes é feita epla Anafre, que reclama 200 mil pessoas presentes. Boa parte dos 600 autocarros que levaram os manifestantes até Lisboa foram pagos pelas próprias freguesias.

 

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), Armando Vieira, disse que houve juntas a pagar a viagem dos manifestantes até à capital, enquanto as restantes conseguiram negociar uma alternativa ao pagamento dos autocarros.

Inicialmente, estava prevista a utilização de 600 autocarros para o protesto, organizado pela Anafre. Mas Armando Vieira informou que foram “bem mais” os que, desde manhã, levaram manifestantes de todo o país até ao Marquês de Pombal, de onde saiu o desfile. E – lembra – há ainda a contabilizar as pessoas que se deslocaram de carro, mais os manifestantes que vivem na capital.

Fazendo as contas apenas aos 600 autocarros, estão a desfilar na Avenida da Liberdade, mais de 30 mil pessoas (cerca de 50 por autocarro). Armando Vieira diz que só fará essas contas no final, embora confesse, ainda no início do protesto, estar “satisfeito” com a participação. “Estão muitas mais pessoas do que as que estávamos à espera.” Só de Braga, por exemplo, terão partido 100 autocarros rumo à capital.

O desfile está a ser feito por distritos – os que saíram primeiro foram os de Viana do Castelo, Beja e Braga. “Não estão todas as freguesias, mas estão muitas e de todos os distritos”, sublinhou Armando Vieira. O resultado é a anunciada “grande afirmação da cultura e da etnografia”, demonstrativa das raízes, da riqueza e da representatividade das freguesias. Apesar de existirem algumas faixas e cartazes – “Não à extinção das freguesias!” –, não há palavras de ordem.

“Isto é uma ajuda para o Governo e para a Assembleia da República, para pensarem melhor a reforma”, acrescentou Armando Vieira. O autarca saudou a maior abertura do primeiro-ministro para discutir a reforma autárquica, ainda que “longe” do que é reivindicado pela Anafre: “É uma atitude de aproximação que registo com agrado. É uma atitude inteligente, embora longe das nossas posições sobre esta matéria.” “A reforma tem de ser feita com os eleitos e com cidadãos – e não contra eles”, sublinhou.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 10:18 | link do post | comentar

mais sobre mim
posts recentes

Morreu Eusébio

Unesco consagra Dieta Med...

Morreu Nelson Mandela: A ...

Alejandro Sanz: 'A música...

Dulce Félix vice-campeã e...

Teatro, Festival de Almad...

Festim recebe Kimmo Pohjo...

Curta portuguesa entre as...

ARRISCA DEZ ANOS DE PRISÃ...

Maioria das mulheres alem...

arquivos

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Dezembro 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

comentários recentes
Ums artigos eróticos são sempre uma boa opção para...
Acho muito bem que escrevam sobre aquilo! Porque e...
Eu sou assim sou casada as 17 anos e nao sei o que...
Visitem o www.roupeiro.ptClassificados gratuitos d...
então é por isso que a Merkel nos anda a fo...; nã...
Soy Mourinhista, Federico Jiménez Losantos, dixit
Parabéns pelo post! Em minha opinião, um dos probl...
........... Isto é porque ainda não fizeram comigo...
Após a classificação de Portugal para as meias-fin...
Bom post!Eu Acho exactamente o mesmo, mas também a...
Posts mais comentados
links
blogs SAPO
subscrever feeds