São estas as mudanças estruturais nas páginas de perfil, agora chamadas “Timeline”, que muito têm sido antecipadas ao longo dos últimos dias. A primeira, que vai mudar a forma como navegamos no nosso próprio perfil, e nos dos nossos amigos, é a disposição cronológica que a informação partilhada passará a ter. Fotografias, vídeos, mapas, apontamentos – tudo estará arrumado em gavetas anuais.
O ano mais recente é o que terá mais conteúdo visível na “Timeline”. O que apresentará menos é o mais antigo. A diminuição de informação é feita de forma gradual. Pelo menos a que está imediatamente visível, porque os utilizadores podem optar, na navegação, por ler tudo o que foi partilhado em cada ano, explicou Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, na conferência f8.
Uma “história de vida com destaques”. Zuckerberg disse “história de vida” e não queria dizer menos: o Facebook vai permitir aos utilizadores voltarem atrás e acrescentar novas informações (a segunda grande mudança). Podem ir tão longe quanto a data do seu nascimento. O futuro da mais popular rede social no mundo remete-nos assim para os velhos álbuns de recortes, mas online e numa única página.
O objectivo desta nova funcionalidade, aclarou Zuckerberg, é que se consiga ter um “bom sentimento visceral” de quem é a pessoa com aquele perfil. Por outro lado, é dar aos utilizadores “controlo total” da sua “Timeline”. Será possível acrescentar qualquer conteúdo em qualquer zona do perfil, ou mesmo mudar as definições de determinada partilha, passando-a por exemplo de leitura privada para pública.
O lançamento da “Timeline” ainda não está agendado. Os responsáveis pelo Facebook – que este mês passou pela primeira vez a barreira dos 500 milhões de utilizadores activos num único dia, avançou Zuckerberg – esperam fazê-lo “dentro de algumas semanas”.
Via Público